quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

TEREZA COLLOR ESCREVE CARTA ABERTA PARA RENAN CALHEIROS

TEREZA Collor escreve.





-------- Mensagem original --------
Assunto: TEREZA Collor escreve.
Data: 2019-01-24 17:14
De: PAULO BARROS <pbarros5@yahoo.com.br>
Para: Undisclosed-recipient <undisclosed-recipient@yahoo.com.br>

    Marcos Brunacio < :

-------------------------

DE: Jair Albo Marques de souza < >
ENVIADO: quarta-feira, 23 de janeiro de 2019 21:11
ASSUNTO: Fwd: Teresa Collor e Renan

EITA MULHER MACHO!!!
Carta aberta de Thereza Collor para Renan Calheiros

‘Vida de gado. Povo marcado. Povo feliz’. As vacas de Renan dão
cria 24 h por dia. Haja capim e gente besta em Murici e em Alagoas! Uma
qualidade eu admiro em você: o conhecimento da alma humana. Você sabe
manipular as pessoas, as ambições, os pecados e as fraquezas. Do
menino ingênuo que eu fui buscar em Murici para ser deputado estadual
em 1978 – que acreditava na pureza necessária de uma política de
oposição dentro da ditadura militar – você, Renan Calheiros,
construiu uma trajetória de causar inveja a todos os homens de bem que
se acovardam e não aprendem nunca a ousar como os bandidos. Você é um
homem ousado. Compreendeu, num determinado momento, que a vitória não
pertence aos homens de bem, desarmados desta fúria do desatino, que é
vencer a qualquer preço. E resolveu armar-se. Fosse qual fosse o
preço, Renan Calheiros nunca mais seria o filho do Olavo, a
digladiar-se com os poderosos Omena, na Usina São Simeão, em
desigualdade de forças e de dinheiros. Decidiu que não iria
combatê-los de peito aberto, descobriria um atalho, um mil artifícios
para vencê-los, e, quem sabe, um dia derrotaria todos eles, os
emplumados almofadinhas que tinham empregados cujo serviço exclusivo
era abanar, durante horas, um leque imenso sobre a mesa dos usineiros,
para que os mosquitos de Murici (em Murici, até os mosquitos são
vorazes) não mordessem a tez rósea de seus donos: Quem sabe, um dia,
com a alavanca da política, não seria Renan Calheiros o dono único,
coronel de porteira fechada, das terras e do engenho onde seu pai,
humilde, costumava ir buscar o dinheiro da cana, para pagar a educação
de seus filhos, e tirava o chapéu para os Omena, poderosos e perigosos.
Renan sonhava ser um big shot, a qualquer preço. Vendeu a alma, como o
Fausto de Goethe, e pediu fama e riqueza, em troca. Quando você e o
então deputado Geraldo Bulhões, colegas de bancada de Fernando Collor,
aproximaram-se dele e se aliaram, começou a ser Parido o novo Renan.
Há quem diga que você é um analfabeto de raro polimento, um
intuitivo. Que nunca leu nenhum autor de economia, sociologia ou
direito. Os seus colegas de Universidade diziam isso. Longe de ser um
demérito, essa sua espessa ignorância literária faz sobressair, ainda
mais, o seu talento de vencedor. Creio que foi a casa pobre, numa rua
descalça de Murici, que forneceu a você o combustível do ódio à
pobreza e o ser pobre. E Renan Calheiros decidiu que, se a sua política
não serviria ao povo em nada, a ele próprio serviria em tudo. Haveria
de ser recebido em Palacios, em mansões de milionários, em Congressos
estrangeiros, como um príncipe, e quando chegasse a esse ponto, todos
os seus traumas banhados no rio Mundaú, seriam rebatizados em Fausto e
opulência; “Lá terei a mulher que quero, na cama que escolherei.
Serei amigo do Rei.” Machado de Assis, por ingênuo, disse na boca de
um dos seus personagens: “A alma terá, como a terra, uma túnica
incorruptível.” Mais adiante, porém, diante da inexorabilidade do
destino do desonesto, ele advertia: “Suje-se, gordo! Quer sujar-se?
Suje-se, gordo!”
Renan Calheiros, em 1986, foi eleito deputado federal pela segunda vez.
Nesse mandato, nascia o Renan globalizado, gerente de resultados,
ambição à larga, enterrando, pouco a pouco, todos os escrúpulos da
consciência. No seu caso, nada sobrou do naufrágio das ilusões de
moço! Nem a vergonha na cara. O usineiro João Lyra patrocinou essa sua
campanha com US1.000.000. O dinheiro era entregue, em parcelas, ao seu
motorista Milton, enquanto você esperava, bebericando, no antigo Hotel
Luxor, av. Assis Chateaubriand, hoje Tribunal do Trabalho. E fez uma
campanha rica e impressionante, porque entre seus eleitores havia pobres
universitários comunistas e usineiros deslumbrados, a segui-lo nas
estradas poeirentas das Alagoas, extasiados com a sua intrepidez em
ganhar a qualquer preço. O destemor do alpinista, que ou chega ao topo
da montanha – e é tudo seu, montanha e glória – ou morre. Ou como
o jogador de pôquer, que blefa e não treme, que blefa rindo, e cujos
olhos indecifráveis intimidam o adversário. E joga tudo. E vence. No
blefe. Você, Renan não tem alma, só apetites, dizem. E quem, na
política brasileira, a tem? Quem, neste Planalto, centro das grandes
picaretagens nacionais, atende no seu comportamento a razões e
objetivos de interesse público? ACM, que, na iminência de ser cassado,
escorregou pela porta da renúncia e foi reeleito como o grande coronel
de uma Bahia paradoxal, que exibe talentos com a mesma sem-cerimônia
com que cultiva corruptos? José Sarney, que tomou carona com Carlos
Lacerda, com Juscelino, e, agora, depois de ter apanhado uma tunda de
você, virou seu pai-velho, passando-lhe a alquimia de 50 anos de
malandragem? Quem tem autoridade moral para lhe cobrar coerência de
princípios? O presidente Lula, que deu o golpe do operário, no dizer
de Brizola, e hospedou no seu Ministério um office boy do próprio
Brizola? Que taxou os aposentados, que não o eram, nem no Governo de
Collor, e dobrou o Supremo Tribunal Federal? No velho dizer dos
canalhas, todos fazem isso, mentem, roubam, traem. Assim, senador, você
é apenas o mais esperto de todos, que, mesmo com fatos gritantes de
improbidade, de desvio de conduta pública e privada, tem a quase
unanimidade deste Senado de Quasímodos morais para blinda-lo. E um
moço de aparência simplória, com um nome de pé de serra – Siba –
é o camareiro de seu salvo-conduto para a impunidade, e fará de tudo
para que a sua bandeira – absolver Renan no Conselho de Ética –
consagre a sua carreira. Não sei se este Siba é prefixo de sibarita,
mas, como seu advogado in pectore, vida de rico ele terá garantida.
Cabra bom de tarefa, olhem o jeito sestroso com que ele defende o
chefe… É mais realista que o Rei. E do outro lado, o xerife da
ditadura militar, que, desde logo, previne: quero absolver Renan.
Que Corregedor!… Que Senado!…Vou reproduzir aqui o que você
declarou possuir de bens em 2002 ao TRE. Confira, tem a sua assinatura:

1) Casa em Brasília, Lago Sul, R$ 800 mil;

2) Apartamento no edifício Tartana, Ponta Verde, R$ 700 mil;

3) Apartamento no Flat Alvorada, DF, de R$ 100 mil;

4) Casa na Barra de S Miguel de R$ 350 mil.

E SÓ.

Você não declarou nenhuma fazenda, nem uma cabeça de gado! Sem levar
em conta que seu apartamento no Edifício Tartana vale, na realidade,
mais de R$1 milhão, e sua casa na Barra de São Miguel, comprada de um
comerciante farmacêutico, vale mais de R$ 2.000.000. Só aí, Renan,
você DECLARA POSSUIR UM PATRIMONIO DE CERCA DE R$ 5.000.000.
Se você, em 24 anos de mandato, ganhou BRUTOS, R$ 2 milhoes, como
comprou o resto? E as fazendas, e as rádios, tudo em nome de laranjas?
Que herança moral você deixa para seus descendentes? Você vai entrar
na história de Alagoas como um político desonesto, sem escrúpulos e
que trai até a família. Tem certeza de que vale a pena? Uma vez, há
poucos anos, perguntei a você como estava o maior latifundiário de
Murici. E você respondeu: “Não tenho uma só tarefa de terra. A
vocação de agricultor da família é o Olavinho.” É verdade,
especialmente no verde das mesas de pôquer!
O Brasil inteiro, em sua maioria, pede a sua cassação. Dificilmente
você será condenado. Em Brasília, são quase todos cúmplices. Mas
olhe no rosto das pessoas na rua, leia direito o que elas pensam, sinta
o desprezo que os alagoanos de bem sentem por você e seu comportamento
desonesto e mentiroso. Hoje perguntado, o povo fecharia o Congresso. Por
causa de gente como você!
Por favor, divulgue esta minha carta para o Brasil inteiro, para ver se
o Congresso cria vergonha na cara.

Os alagoanos agradecem.

TEREZA COLLOR

Fonte: Jornal Extra

                 [1]
                .

  [2]



Links:
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[1] 
[2] 

EXÉRCITO EM PACARAIMA - POR PAULO BARROS, TRANSMITIDO POR LAURO HENCHEN

 

Exército em PACARAIMA

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lauro@laurohenchen.com.br

Anexosqui, 24 de jan 21:08 (Há 3 horas)
para

-------- Mensagem original --------
Assunto:   Exército em PACARAIMA
Data: 2019-01-23 16:05
De: PAULO BARROS <pbarros5@yahoo.com.br>
Para: Undisclosed-recipient <undisclosed-recipient@yahoo.com.br>

   Theo Basto <

                 [1]

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Área de anexos

48 ANOS DA INAUGURAÇÃO DO ELEVADO PRESIDENTE COSTA E SILVA, EM 24 DE JANEIRO DE 1971.



Construção do Minhocão em 1970



48 a. da inauguração do ELEVADO “PRESIDENTE COSTA E SILVA”. A tropa escalada para essa inauguração, em 24 de janeiro de 1971 foi comandada pelo PRIMEIRO-TENENTE MÁRIO FONSECA VENTURA. Ao completar 417 anos, a capital paulista ganhou de presente o ELEVADO. Desde então, discute-se se a cidade deveria tê-lo colocado de pé. Em seu primeiro dia como ligação das zonas leste e oeste, o viaduto congestionou. No dia seguinte à inauguração o JORNAL DA TARDE lançou o alerta: “Por que o MINHOCÃO, inaugurado ontem, será um dos problemas do trânsito de SÃO PAULO?” Depois de 40 anos, em 2011, não se sabia a resposta. Tanto em suas quatro pistas quanto sob suas vigas, o ELEVADO reflete a realidade paulistana. Por cima, motoristas, muitas vezes estressados, sofrem com congestionamentos. Na parte de baixo, comerciantes, ambulantes e pedestres convivem com moradores de rua, usuários de crack e travestis. Grafiteiros e funcionários da Prefeitura travam uma batalha: uns enchem as mais de 90 colunas de cores, e os outros pintam tudo de cinza. Durante o dia, barulho. À noite, silêncio. De segunda à sábado, recebe mais de 120 mil veículos por dia, das 6:30 às 21:30 horas. Aos domingos, vira espaço de lazer para quem é vizinho e também para pessoas que vêm de longe. Ao longo do tempo, a via de 3,4 quilômetros mudou o seu entorno, tornando-se parte da vida da cidade. Vizinhos se queixam do barulho e da insegurança. . “Bonito, não é. Tem muito maloqueiro. Mas fazer o quê?”, lamenta o relojoeiro JOSÉ LUIZ ALVES DOS SANTOS. Incomoda sim. Mas tem quem adore. “O MINHOCAO já é a cara de SÃO PAULO”, decreta FERNANDA ROIT, cuja família mudou-se para a região há seis anos. A ligação da PRAÇA ROOSEVELT à AVENIDA FRANCISCO MATARAZZO reúne as vantagens e desvantagens de se viver numa megalópole. Há duas estações do METRÔ, terminal de ônibus e linhas de coletivos 24 horas. Há banco, hotel, estacionamento, sapateiro, chaveiro, restaurante, mercado, hospital, mecânico, escola, igreja. A lista de problemas é tão extensa quanto. Adultos e crianças fumam crack a qualquer hora. Corre-se o risco de ser assaltado no carro ou nas calçadas esburacadas. Só o canteiro central amontoa diariamente 2 mil quilos de entulho. Quando chove, a água que escorre das laterais do MINHOCÃO alaga pontos das Avenidas SÃO JOÃO e GENERAL OLIMPIO DA SILVEIRA e da Rua AMARAL GURGEL. Em meio a essa miscelânia, circulam paulistanos e pessoas de todos os cantos do BRASIL e do mundo. O mineiro MÁRCIO JESUS cata latinhas para comprar o café. O sul mato-grossense WILLIAM PEREIRA espanta moradores de rua e pichadores para juntar dinheiro e entrar na faculdade. O italiano aposentado GIOVANNI BUOSO lê livros e ouve ópera em seu apartamento com vista para o ELEVADO. Em 2011 se perguntava: “Amanhã, dia 25 de janeiro de 2011, no aniversário dos 457 anos da cidade, a dúvida permanece: o que fazer com o presente de 40 anos?”  

50 ANOS DA DESERÇAO DE LAMARCA - 24 DE JANEIRO DE 1969.








50 a. MAJOR JAYME HENRIQUE ANTUNES LAMEIRA, comandante da 2ª Companhia da PE, pediu aos superiores autorização para deslocar sua tropa a ITAPECERICA, o que foi negado. LAMEIRA desobedeceu e obteve do MAJOR INOCÊNCIO FABRÍCIO DE MATTOS BELTRÃO o apoio dos blindados que o colega comandava no 2º Regimento de Reconhecimento Mecanizado (Rec Mec). Recebeu ainda a ajuda de dois helicópteros. A movimentação de tropas pegou ITAPECERICA de surpresa. À tarde, a GUARDA CIVIL achou armamento militar num FUSCA. Também encontrou no carro um caderno com o endereço e um recibo em nome de CARLOS LAMARCA. LAMEIRA associou o nome ao de um capitão do 4º Regimento de Infantaria, em OSASCO. O CAPITÃO CARLOS LAMARCA desertava, levando armas e munição do 4º REGIMENTO DE INFANTARIA DE QUITAÚNA, em OSASCO, no dia 24 de janeiro de 1969. Ele se integrou à VANGUARDA POPULAR REVOLUCIONÁRIA – VPR – uma das organizações comunistas que defendia e praticava a luta armada contra a ditadura militar (1964-1985). Participou de ações armadas que resultaram em três mortes. LAMARCA foi dirigente de três organizações: VPR, VAR-PALMARES e MR-8. Em 9 de maio de 1969, durante assalto a dois bancos da Rua PIRATININGA, na MÓOCA, ele matou o guarda-civil ORLANDO PINTO SARAIVA. No começo de 1970, começou a organizar a guerrilha do VALE DO RIBEIRA, em SÃO PAULO, logo descoberta pelo Exército. Na fuga, em 10 de maio de 1970, houve a execução, a coronhadas, do tenente ALBERTO MENDES JÚNIOR. LAMARCA não estava entre os executores diretos, mas assumiu a responsabilidade. Sua última organização, o MR-8, levou-o para o sertão da BAHIA, onde pretendia instalar um núcleo de guerrilha. Foi morto por uma tropa do Exército em OLIVEIRA DOS BREJINHOS (BA), com o também militante JOSÉ CAMPOS BARRETO, o ZEQUINHA, quando descansavam sob a sombra de uma árvore. O comandante da Operação foi o então MAJOR NEWTON CERQUEIRA, hoje falecido general reformado, ex-secretário de Segurança Pública do RIO.  




72 ANOS DO NASCIMENTO DO HERÓI DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO - CAPITÃO ALBERTO MENDES JÚNIOR, EM 24 DE JANEIRO DE 1947









72 a. nasce o Capitão ALBERTO MENDES JÚNIOR, assassinado por terroristas, chefiados por CARLOS LAMARCA, em 9 de maio de 1970. MENDES JÚNIOR nasce no dia 24 de janeiro de 1947.
As exéquias do CAPITÃO ALBERTO MENDES JÚNIOR, no cemitério do ARAÇÁ: O corpo ficou em Câmara Ardente no Salão Nobre do 1o. B.P. "TOBIAS DE AGUIAR", de 10 para 11 de setembro de 1970. Foi morto por terroristas comandados pelo ex-capitão do Exercito CARLOS LAMARCA, em 9 de maio de 1970, em REGISTRO. O CAPITÃO ALBERTO MENDES JÚNIOR  nasceu  em 24 de janeiro de 1947. É considerado herói da POLÍCIA  MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO.          
POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO
QUARTEL GENERAL – ESTADO MAIOR
5ª SEÇÃO – ASSUNTOS CIVIS
BOLETIM ESPECIAL
SÃO PAULO, 11 DE SETEMBRO DE 1970
Publico, para conhecimento da Corporação, o seguinte:

TENENTE ALBERTO MENDES JÚNIOR
Nasceu no dia 24 de janeiro de 1947 na cidade de SÃO PAULO, capital do Estado, filho de ALBERTO MENDES e de dona ANGELINA PLÁCIDO MENDES.
Alistou-se na Polícia Militar em 15 de janeiro de 1965 como aluno do Curso Preparatório de Formação de Oficiais da Tradicional Academia do BARRO BRANCO.
Concluiu o CPFO e foi promovido ao 1º ano do Curso de Formação de Oficiais em 24 de maio de 1967, durante uma manhã radiosa, numa festa emocionante, recebeu o espadim de Cadete.
Honrou-o durante o Curso e no dia 21 de abril de 1969 devolveu o espadim-símbolo, e recebeu a espada de Aspirante a Oficial, jurando perante à Bandeira que tudo faria para conquistar com dignidade o oficialato.
Cumpriu o juramento.
No dia 15 de dezembro de 1969 foi promovido por merecimento intelectual ao posto de segundo-tenente.
Fez, a seguir, o compromisso de Oficial: cumprir com os deveres de Oficial da Polícia Militar e dedicar-se inteiramente ao serviço da PÁTRIA.
E, finalmente, no 1o Batalhão TOBIAS DE AGUIAR, onde foi classificado em 6 de fevereiro deste ano, teria que cumprir, na expressão da palavra, todos os juramentos e compromissos.
TENENTE ALBERTO MENDES JÚNIOR, no VALE DO RIBEIRA honrou o nome da família e o passado da centenária Milícia. Comandando uma guarnição do lendário BTA seguiu para o combate contra bandoleiros subversivos que agiam entre REGISTRO, ELDORADO e SETE BARRAS, o TENENTE MENDES JÚNIOR estava entre os que partiram.
E lá, na luta desigual, pôs à prova todo seu valor de soldado brasileiro.
Durante um encontro com os facínoras inimigos da Pátria travou intenso tiroteio. Sentiu que a luta não demoraria; viu que seus comandados, ensangüentados, precisavam de socorro e não teve dúvida.
Sua personalidade de comandante aflorou, exemplar. Deixou-se aprisionar.  Dois dias depois, os vis indivíduos que o conduziam confabularam e decidiram matá-lo.
Ele foi morto. De modo brutal, covardemente, sem piedade, espancado a coronhadas de fuzil, friamente.
Seu corpo bravo foi colocado numa vala e coberto com terra e gravetos.
Enquanto todos o procuravam na esperança de estar vivo, enquanto tudo se fazia para tê-lo de volta, nada mais era possível, pois quando o encontramos no início desta semana, só pudemos achar os restos da figura imovedoura de um HERÓI.
Hoje, o Panteão dos Heróis da Pátria se abre, como tantas vezes já o fez, para receber mais um bravo companheiro.
TENENTE ALBERTO MENDES JÚNIOR
Que dizer-te agora ?
Onde a palavra que, dando o sentido exato de teu heroísmo, se harmonize com o diapasão da nossa sensibilidade ?
Como situar com palavras o teu feito ?
Nossas lágrimas dizem tudo e queremos dizer-te mais.
Nasceste em berço humilde e, acalentado pelo amor dos entes queridos, pudeste moldar o caráter no exemplo da dignidade, da honra, da bravura e do civismo.
Querias construir, e construías o futuro bom para ti e para os teus.
No embalo ainda dos folguedos juvenis, puro, idealista e sonhador, ergueste a frente e, decidido, alistaste para servir a Pátria como Policial Militar.
Eis o jovem cadete a misturar com os sonhos o esforço e o sacrifício.
Vai temperando o caráter que o nosso BRASIL pede forte e cordial, altivo e prestativo.
São cinco anos.
Um por todos, todos por um. E tu eras dos bons, procurando ser dos melhores. E, em seres bom e em fazeres o bem mal podias acreditar na tirania, na traição, no genocídio, no vilipêndio.
Bem formado, te aprontaste para cumprir as missões que te aguardavam nas fileiras da Milícia Paulista. Era a tua nova família a orgulhar-se com a família que já se orgulhava de ti.
A Pátria renasce. Há ânsia de construir o futuro bom, com justiça e muito amor.
O inimigo já não esconde o azedume. Agride e testa a desordem, pela infâmia, pelo crime, pelo terror.
O jovem Oficial é um dos mil e um de trinta e um, nos 23 anos de esperança.
É classificado no lendário 1º B.P. “TOBIAS DE AGUIAR” e, na região onde a Pátria experimentava mais uma agressão – REGISTRO – devia o nosso heróico Tenente construir uma das mais belas páginas de abnegação e de bravura.
Empenhado em ação violenta de combate, teve a tropa sob seu comando, praticamente dizimada, em ataque de surpresa, a 8 de maio deste ano.
Houve, então, o grande momento.
Em gesto de absoluta coragem, de reverência e de solidariedade humana exaltada às últimas conseqüências, sacrifica a própria vida entregando à sanha dos que seriam seus assassinos, fazendo apenas uma única exigência: a vida dos seus subordinados feridos e que jaziam exangue no solo.
TENENTE MENDES, és o herói cuja imortalidade já festejamos e cujo exemplo já nos anima e nos anima muito mais porque te vimos, e ainda ouvimos os teus passos e sentimos a tua presença.
Temos orgulho. Eras igual a todos e nós vimos que viveste no mais alto grau a consciência de como devemos ser.
Não eram muitos os que te abraçavam quando juraste defender a honra, integridade e instituições pátrias, com o sacrifício da própria vida. Ao teu lado havia muitos outros e tu eras um.
Hoje, a cidade parou para dizer-te, entre lágrimas, que se orgulha de ti.
Ainda ouvimos os ecos de tantas vozes que, há poucos dias, no 7 de setembro, cantavam:
                        “Ou ficar a Pátria livre
                        Ou morrer pelo BRASIL”
O BRASIL está livre e continuará.
TENENTE MENDES. Choramos porque foste e nos alegramos por saber, companheiro valoroso, que o teu exemplo despertará em nós os mesmos arroubos cívicos, a mesma heróica determinação, a mesma lealdade e constância.
Desmascarados estão os inimigos da Pátria e suas intenções sinistras serão repelidas com energia.
Ante o teu exemplo mais despertas estão as forças vivas da Nação.
Agora, serás baluarte no coração de todo povo brasileiro que repele a opressão, o ódio, a ignomínia e o terror.
Para ti, em posição de sentido e como derradeira homenagem repetimos as palavras de GUILHERME DE ALMEIDA:
                         “Morreste cedo para viver sempre”
Hoje, aqui perfilados, choramos a tua morte; os clarins ressoam anunciando a partida do herói, as armas se abatem àquele que soube honrá-las , os umbrais da Academia não verão mais teu porte marcial; o pátio do histórico Batalhão “TOBIAS DE AGUIAR” não sentirá mais o candenciar de teus passos; o lar modesto não verá mais o filho querido voltar das missões cumpridas; tua lacuna ficará marcada na Tropa de Piratininga.
ADEUS, TENENTE MENDES, DEUS te acolha entre os bem-aventurados, repousa entre os santos, tu bem cumpristes a parcela que a Pátria te destinou, agora a nós cabe o dever de defender a integridade brasileira, honrando o teu nome que soube dignificar a profecia contida nos versos do Hino Pátrio:
                         “Mas, se ergues da Justiça a clava forte,
                          Verás que um filho teu não foge à luta,
                           Nem teme, quem te adora, a própria morte”.

CONFERE
ALTINO MAGNO FERNANDES
CEL. PM CHEFE DO EM.
                                                                               ASSINADO
                                            CONFÚCIO DANTON DE PAULA AVELINO
                                                     CORONEL COMANDANTE GERAL
                        
NO DIA 10 DE MAIO DE 2007, NO PÁTIO DO 1º BPChq “TOBIAS DE AGUIAR”, o orador da turma “TIRADENTES”, CORONEL PM Res VANDERLEY SILVA, fez o seguinte discurso:
Senhoras e Senhores
Espero conter a forte emoção.
Mais uma vez nos encontramos aqui reunidos. O motivo, a reverência à figura histórica e lendária do querido companheiro, irmão e herói de São Paulo e do Brasil, Alberto Mendes Júnior, que com muito orgulho e honradez, envergou e dignificou a farda da gloriosa Polícia Militar do Estado de São Paulo.
É verdade que a sua precoce partida deixou um grande vazio entre os seus familiares, companheiros e amigos. Todavia, a sua memória se faz presente e marcante, quando nos recordamos do seu semblante alegre, extrovertido, mas muito responsável diante da sua atuação e conduta profissional.
Sempre muito estimado pelos comandados, era admirado pelos seus iguais e respeitado pelos superiores, mercê da educação infundida no seio familiar e da competência profissional, lapidada nos bancos da Academia da Polícia Militar do Barro Branco.
Dona Angelina, Sr. Alberto, saibam também Senhores familiares e amigos da Polícia Militar, que nós, integrantes da Turma de Aspirantes de 1969 – Turma TIRADENTES, sentimo-nos honrados por termos convivido, na nossa formação profissional, com o vosso filho, nosso irmão Alberto Mendes Júnior.
Apesar de alguns exemplos de ausência de retidão, quando não, a prática de sórdida corrupção, de mentiras e de engodos sistemáticos, por vezes estampados na mídia, mostrando a nossa Pátria maculada, a Polícia Militar do Estado de São Paulo, na sua missão diuturna de manter a ordem pública e a paz social, tem catalogado uma imensidão de heróis, sempre guiados por ideais nobres e altruístas, de coragem, justiça, liberdade, moralidade, fraternidade e de sacrifício.
Esses heróis, educados e estimulados pelos pais e educadores, buscam assimilar e praticar a fidelidade à verdade e à justiça e aos ensinamentos divinos.
Alberto Mendes Júnior é a expressão máxima desses heróis.
Na sua tenra idade, na defesa dos interesses da Pátria e premido pelas circunstâncias, não titubeou, experimentou e praticou a maior prova de amor, que é se doar, dar a vida pelo seu semelhante, no caso, os seus comandados, quando se apresentando trocou a sua vida, pelo socorro médico e libertação dos liderados, não temendo aqueles que lhe tirariam a vida, matando o seu corpo, mas que jamais lhe matariam a alma, pois que sempre fora obediente a Deus, “ uma vez que se alegra o justo no Senhor e triunfam todos os retos de coração” (Sal 63,11).
Por certo Mendes Júnior descansa em paz e na complacência do nosso Senhor Deus.
Façamos com que a tristeza que tenta invadir o nosso âmago dê lugar à saudade, a doce lembrança deste filho e irmão querido, rogando a Deus Pai, todo-poderoso, que ao tê-lo iluminado e acolhido, continue abençoando os seus entes queridos e a todos nós.
Permitimo-nos a apresentar ao Exmo.Sr. Cmt G algumas indicações:
a). Que o dia 10 do mês de Maio seja consagrado ao dia do Herói, se “interna-corporis”, ao Herói PM;
b). Que haja publicação, em Boletim Geral, concernente ao feito heróico de Alberto Mendes Júnior, a ser divulgada e transcrita anualmente, antecedendo o “Dia do Herói-PM”;
c). Que naquele “Dia”, haja solenidade interna, de culto ao Herói - PM, Alberto Mendes Júnior (em nível de CPA a CIA PM, ou equivalentes), conjuntamente com os Heróis das OPM, dando-se a conhecer os feitos históricos desses Heróis, convidando-se as autoridades, a comunidade local e os familiares dos homenageados;
d). Que sejam nominadas de Colégio da Polícia Militar - “ALBERTO MENDES JÚNIOR” – (UNI 01, 02, n) todas as Unidades existentes e as que forem criadas;e
e). Que seja mantida, anualmente, na sede do 1º BPCHQ PM esta solenidade, a fim de se perpetuar a imagem do Herói - PM, Alberto Mendes Júnior, integrante da História do Brasil.
Agradeço a atenção e que Deus nos abençoe.
São Paulo 10 de maio de 2007, Cel Res PM Wanderley Silva (Orador)