terça-feira, 29 de janeiro de 2019

VALE PROMETE ACABAR COM TODAS AS BARRAGENS COMO BRUMADINHO E MARIANA.

Vale promete acabar com todas as barragens como Brumadinho e Mariana



(AP Photo/Leo Correa)
O presidente da Vale, Fabio Schvartsman, disse na noite desta terça-feira (29) que a empresa se compromete a acabar com barragens como as de Mariana e Brumadinho (MG). O modelo a montante é mais barato e se rompeu nas duas tragédias.
A mineradora tem ainda dez barragens a montante, todas em Minas Gerais. Elas já estão inativas, porém têm operações da Vale em seu entorno. Por isso, segundo a empresa, será necessário parar imediatamente as atividades próximas às minas que ainda têm barragens desse tipo.
O processo de desativação demorará de um a três anos, dependendo do caso. Segundo Schvartsman, o descomissionamento das barragens demandará um investimento de R$ 5 bilhões e, portanto, a mineradora já espera ter forte impacto financeiro.
“Os projetos estão prontos e serão enviados aos órgãos responsáveis nos próximos 45 dias. Após a concessão das licenças ambientes, iniciaremos imediatamente o processo para que todas sejam descomissionadas”, afirmou o presidente da Vale.
“É um esforço inédito de uma empresa de mineração no sentido de dar resposta cabal à altura da enorme tragédia que tivemos em Brumadinho”, disse Schvartsman.
A barragem a montante é erguida por meio de degraus, que ficam sobre os rejeitos de minério. Além dela, existem outros dois tipos de construção: a jusante e por linha de centro.
A primeira cresce na direção da corrente dos resíduos, formando uma espécie de pirâmide que segura a lama. Os alteamentos não são erguidos sobre resíduos, mas a partir do dique de partida. O método pode ser até três vezes mais caro do que aquele a montante e ocupa mais espaço.
Já a barragem por linha de centro é uma espécie de combinação dos dois tipos. Os degraus são erguidos uns por cima dos outros, seguindo uma linha de centro vertical. Alguns ficam acima dos resíduos, outros sobre o dique de partida.
Na tarde desta terça, o ministro de Minas e Energia, Bento Costa Lima, já havia afirmado que a Vale se comprometera com o governo de Minas Gerais a desativar as barragens críticas.
Há três anos, na tragédia de Mariana, foram 19 mortes após o rompimento da barragem da Samarco, controlada pela Vale e pela mineradora anglo-australiana BHP Billiton. A de Brumadinho, da Vale, já soma 84 vítimas após cinco dias de buscas, além de 276 pessoas que seguem desaparecidas.
Pouco antes da tragédia mais recente, a Vale fechou a compra de uma empresa que elimina necessidade de barragens. A New Steel, startup brasileira que desenvolve novas formas de mineração, é responsável pelo desenvolvimento de um processo de extração de ferro a seco.
Ela foi comprada por US$ 500 milhões ( R$ 1,9 bilhão) em negócio anunciado em dezembro e autorizado pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) no início de janeiro. A negociação foi iniciada há dois anos, um ano depois do desastre de Mariana.
Com Folhapress







Vale perde R$ 72 bilhões em valor de mercado

16 visualizando
  • Cláudia
    há 2 horas
    Depois de mais um crime contra Humanidade resolve fazer o correto, depois dizem que educação e tempo fazem do ser humano algo melhor, doce ilusão.
  • Tricolor
    há 2 horas
    Fui censurado por opinar que a midia e governo entraram em acordo em nome do poder econômico.
  • thiago f
    há 1 hora
    Ela vai fazer isso não por causa dos riscos ao ser humano, mas por causa de evitar mais prejuízos financeiros

COM QUADRO ESTÁVEL APÓS CIRURGIA, BOLSONARO JÁ REALIZA FISIOTERAPIA

Com quadro estável após cirurgia, Bolsonaro já realiza fisioterapia

  • Por Jovem Pan
  • 29/01/2019 17h42
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Fátima Meira/Estadão ConteúdoPresidente precisou tirar parte do intestino em operação realizada na segunda-feira
Um dia após cirurgia para reversão de colostomia, o presidente Jair Bolsonaro tem quadro de saúde estável. De acordo com boletim médico divulgado na tarde desta terça-feira (29), ele não teve sangramentos e já iniciou sessões de fisioterapia.
De acordo com a equipe médica do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, Bolsonaro “permanece em jejum oral, recebendo analgésicos e hidratação endovenosa” Em fisioterapia respiratória e motora, houve “bom desempenho”.
O boletim médico divulgado à imprensa nesta tarde é assinado pelo cirurgião Antônio Luiz Macedo, pelo clínico e cardiologista Leandro Echenique e pelo diretor superintendente do hospital, Miguel Cendoroglo.

‘Evolução muito positiva’

O porta-voz do governo, Otávio Santana do Rêgo Barros, informou que o presidente “já está sentado, conversando com muito cuidado”. Eles se reuniram pela manhã e à tarde. Por orientação médica, as visitas ainda estão restritas.
“Há necessidade de preservar essa recuperação, previsa para o período de 48 horas. O presidente está atendendo na plenitude às orientações médicas. [Ele tem] evolução muito positiva, pela preparação e porque é um homem muito forte”, disse Rêgo Barros.

Confira o boletim médico

“O excelentíssimo presidente Jair Bolsonaro manteve-se estável durante o dia, sem sangramentos ou qualquer outra complicação. Permanece em jejum oral, recebendo analgésicos e hidratação endovenosa. À tarde sentou em poltrona e realizou fisioterapia respiratória e motora com bom desempenho. As visitas são restritas.”

Reversão de colostomia

Na segunda-feira (28), Bolsonaro passou por operação que durou cerca de 7 horas e ocorreu “sem intercorrências”. No procedimento, removeram parte do intestino dele, opção mais complexa do que a simples sutura (costura) da parte ligada a bolsa de colostomia.
Deste o fim da cirurgia, o presidente está sob cuidados médicos para prevenir infecções e “trombose venosa profunda”. Bolsonaro vinha utilizando bolsa de colostomia desde setembro passado, quando foi esfaqueado durante ato de campanha eleitoral.

REGALIAS PARA O BANDIDO? - LAURO HENCHEN

Regalias para o bandido?

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Assunto: Regalias para o bandido?
Data: 2019-01-28 17:05
De: PAULO BARROS <pbarros5@yahoo.com.br>
Para: Undisclosed-recipient <undisclosed-recipient@yahoo.com.br>

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Área de anexos

BRUMADINHO EM 29 DE JANEIRO DE 2019

Acompanhe: Vale anuncia que fechará barragens iguais às de Mariana e Brumadinho em Minas Gerais

  • Por Jovem Pan
  • 28/01/2019 13h55 - Atualizado em 29/01/2019 20h41
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Reprodução - TwitterIncidente aconteceu na barragem B1 da Mina Córrego do Feijão
Na última sexta-feira (25), a barragem B1 da Mina Córrego do Feijão, localizada em Brumadinho, Minas Gerais, se rompeu, fazendo um mar de lama destruir toda a região. A barragem pertence à Vale, mineradora que já foi alvo de bloqueios da Justiça, no total de mais de R$ 11 bilhões, para auxiliar na reparação de danos. Até o momento, há confirmação de 84 mortos e 276 desaparecidos.
Acompanhe aqui em tempo real:
20h30 – Buscas são suspensas; trabalhos voltam na madrugada.
20h – Em entrevista coletiva, o presidente da Vale, Fabio Schvartsman, anunciou que a mineradora fechará 10 barragens de Minas Gerais que possuem características iguais às de Mariana e Brumadinho. “Todas elas já estão desativadas, nenhuma está em operação. Elas serão devolvidas à natureza. Deixarão de ser barragens. Serão ou esvaziadas ou integradas ao meio-ambiente”, explicou. “É um plano definitivo, drástico, para não deixar dúvida de que todo o sistema da Vale está absolutamente seguro”, completou.
De acordo com Schvartsman, esse plano – que levará de 1 a 3 anos para ser concluído – já foi apresentado ao governador Romeu Zema. Para colocá-lo em prática, a companhia terá que “paralisar as operações de mineração em todos os sites que estão nas proximidades dessas barragens”. Isso pode causar, segundo os cálculos iniciais, um impacto produtivo de 40 milhões de toneladas/ano de minério de ferro.
19h41 – Tenente Aihara: “A operação entra agora em uma característica diferente em que a possibilidade de encontrar pessoas com vida é muito pequena“.
19h39 – Porta-voz do Corpo de Bombeiros, o tenente Pedro Aihara confirmou a ocorrência de um incêndio em Brumadinho no fim da tarde. “O incêndio aconteceu nas proximidades do Posto de Comando Avançado e foi provocado por uma pessoa que tem problemas psiquiátricos e ateou fogo na própria casa. Estávamos próximos e conseguimos debelar. A pessoa foi encaminhada à UPA. Graças à atuação rápida dos militares, conseguimos preservar a vida”, afirmou, em coletiva de imprensa. Ainda segundo ele, o caso envolve uma “questão passional” de um homem em relação à sua companheira.
19h30 – Em coletiva de imprensa, números são atualizados: 84 óbitos e 276 desaparecidos.
19h – Integrantes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar de São Paulo embarcam para Brumadinho. A equipe inclui 44 bombeiros, 12 viaturas, 2 cães farejadores, 10 homens do comando de aviação e 2 helicópteros. De acordo com o Cel. Max Mena, comandante interino dos Bombeiros de SP, eles estão viajando sem prazo para voltar. “Não temos prazo de retorno. O prazo é determinação do comandante de Minas Gerais. Estamos indo para ficar à disposição deles. Estamos encaminhando equipamentos e pessoas experientes, motivadas e ansiosas para poder ajudar e levar algum alento ao povo de Minas”, disse.
17h34 – O chefe da delegação de Israel, Cel. Golan Vach, disse em entrevista coletiva que entre os equipamentos trazidos por eles ao Brasil estão drones, câmeras de imagem, câmeras térmicas, câmeras de infravermelho e radares de solo e de água. Essas ferramentas estão sendo usadas e já conseguiram auxiliar no resgate de vítimas. Além disso, destacou que, ainda assim,”os equipamentos mais importantes” são os militares e os cães.
16h38 – A Defesa Civil de Minas Gerais informou que está acompanhando a situação de animais que foram vítimas do rompimento da barragem. A ação é acompanhada por outros órgãos estaduais e federais. Os animais resgatados com vida estão sendo encaminhados para um sítio próximo ao local. Lá, eles estão recebendo alimentação adequada, tratamento, medicamentos e aporte necessário feito por uma equipe de veterinários.
15h55 – A lama com rejeitos de minério que se espalha por Brumadinho pode ser prejudicial à saúde. O Rio Paraopeba, principal da região, já foi contaminado. Dessa forma, o contato com a água deve ser evitado. A secretaria mineira da Saúde divulgou essa e outras recomendações à população. Confira aqui.
14h48 – Salim Mattar, secretário-geral de privatizações do governo federal, disse que, apesar do desastre humanitário e ambiental, a sociedade não pode sacrificar a Vale, mas, sim, os responsáveis pelo rompimento da barragem. “Neste desastre terrível, estou vendo a sociedade sacrificando a companhia, quando deveriam ser sacrificadas as pessoas que tomaram as atitudes”, disse em evento em em São Paulo. Ele complementou dizendo que “o CNPJ [da Vale] não fez mal a ninguém” e que o desastre foi fruto de “erros cometidos por seres humanos”.
14h35 – Bombeiros de MG compartilham vídeo nas redes sociais com imagens de trabalho conjunto com a Polícia Civil.
13h37 – O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou que o governo federal vai aguardar a investigação das causas do desastre para decidir sobre uma eventual intervenção na diretoria da empresa. “Não há condição de haver nenhum grau de intervenção agora. Isso não seria uma boa sinalização para o mercado”, afirmou em entrevista coletiva realizada após a reunião semanal do conselho ministerial do governo.
12h24 – A juíza federal da Comarca de Brumadinho, Perla Saliba Brito, considera a prisão de funcionários da Vale envolvidos no licenciamento imprescindível para as investigações. “Trata-se de apuração complexa de delitos, alguns, perpetrados na clandestinidade”, disse. Para ela, alguns documentos indicam que os responsáveis pelo desastre podem responder por falsidade ideológica, crimes ambientais e homicídio. “Crimes [como] estes [são] punidos com penas de reclusão”, disparou.
11h40 – Os helicópteros que cortam o céu de Brumadinho não estão ocupados apenas em apoiar a retirada de corpos dos escombros e da lama ou encontrar sobreviventes em meio à destruição. Ao menos uma das aeronaves tem a missão de executar, com tiros, animais ilhados, presos na lama ou feridos.
GIAZI CAVALCANTE/CÓDIGO19/ESTADÃO CONTEÚDO
11h – Helicópteros da Força Aérea Brasileira realizam missões para auxiliar a infiltração de bombeiros, batalhões de infantaria e militares israelenses nas áreas das buscas.
10h29 – A Vale enviou nota à imprensa dizendo que está contribuindo com as investigações, sem citar nominalmente a operação policial que ocorre em São Paulo atendendo a pedido da Justiça de Minas Gerais. “Referente aos mandados cumpridos nesta manhã, a Vale informa que está colaborando plenamente com as autoridades. A Vale permanecerá contribuindo com as investigações para a apuração dos fatos, juntamente com o apoio incondicional às famílias atingidas”, disse.
9h46 – O caso da tragédia que deixou 19 mortos em Mariana, em 2015, segue sem resoluções criminais para os responsáveis pelo crime ambiental e não é visto como exemplo para o caso recente de Brumadinho, também em Minas Gerais. Em entrevista ao Jornal da Manhã, o procurador da República que cuidou do caso de Mariana, Gustavo Henrique Oliveira, acredita que o “caso de Brumadinho pode chamar ainda mais atenção das autoridades para a necessidade de que o processo criminal ande mais rápido”.
9h12 – O grupo de 136 militares de israelenses, entre médicos, técnicos e engenheiros, ficará no Brasil o tempo que for necessário, afirmou o embaixador de Israel, Yossi Shelle. “O tempo da missão no Brasil depende da necessidade. A equipe está aqui com grande entusiasmo, e Israel está fazendo aqui o mesmo trabalho de ajuda humanitária que fez em outros países como, por exemplo, México e Filipinas”, disse ele.
8h43 – Em entrevista ao Jornal da Manhã, o tenente-coronel Flávio Godinho, coordenador da Defesa Civil do Estado, destacou que os focos das buscas estão nos locais onde estava localizado o refeitório da Vale e onde foi encontrado um ônibus soterrado. “É um trabalho difícil, uma parte grande e extensa, mas os bombeiros estão diuturnamente fazendo os trabalhos. Nesse momento as buscas já iniciaram e teremos reunião de alinhamento para verificar novas tratativas e apresentar novos números”, disse.
7h – O Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil cumpriram dois mandados de prisãocontra engenheiros que prestavam serviço para a Vale e que atestaram a segurança da barragem 1 da Mina do Feijão, em Brumadinho, que rompeu na última sexta-feira (25). Em Minas foram cumpridos outros três mandados de prisão contra funcionários da Vale.
6h27 – O Governo Federal determinou a fiscalização imediata de todas as barragens que possuem dano potencial associado à vida humana. A decisão foi do Conselho Ministerial de Supervisão de Respostas a Desastres criado após o rompimento em Brumadinho. A resolução foi assinada pelo ministro da Casa Civil e coordenador do conselho, Onyx Lorenzoni, e será publicada nesta terça (29) no Diário Oficial da União. A fiscalização deverá ser realizada pelos órgãos reguladores, que deverão cobrar que as empresas atualizem os planos de segurança de barragens.
6h15 – O chamado conselho de Governo, que reúne todos os ministros de Estado, volta a se reunir nesta terça-feira (29) em Brasília. Segundo o presidente em exercício, Hamilton Mourão, o objetivo é acompanhar os desdobramentos do rompimento da barragem em Brumadinho, em Minas Gerais, principalmente a questão envolvendo a fiscalização de barragens, sendo que a ideia nesse momento é endurecer as regras.
4h – Trabalhos são retomados. Bombeiros usam escavadeiras na busca de dois ônibus.
FáBIO BARROS/AGÊNCIA F8/ESTADÃO CONTEÚDO
Terça-feira (29)
22h – Buscas são suspensas; trabalhos voltam na madrugada.
20h46 – Pedro Aihara, porta-voz do Corpo de Bombeiros, também fez um apelo aos moradores da região. De acordo com ele, drones pilotados pela população local estão atrapalhando o trabalho aéreo de busca e resgate de vítimas. “Algumas de nossas aeronaves fizeram manobras de emergência em decorrência da aproximação não autorizada de drones. Isso coloca em risco a vida das pessoas e o funcionamento da nossa operação. Pedimos mais uma vez que se abstenham de usar esse tipo de equipamento.”
20h30 – O tenente Pedro Aihara, porta-voz do Corpo de Bombeiros, informou que os equipamentos levados até Brumadinho pela equipe da Defesa de Israel trarão “recursos positivos ao trabalho da corporação” na busca por vítimas. A afirmação contraria o que havia circulado na imprensa durante a tarde sobre uma suposta ineficiência desses aparelhos.
19h58 – Major Flávio Santiago, porta-voz da Polícia Militar, afirmou em entrevista coletiva que a corporação aumentou o efetivo que atua na região de Brumadinho para 250. Disse ainda que não houve nenhum registro de saques ou outros crimes similares na cidade.
19h27 – A mineradora Vale vai doar R$ 100 mil imediatamente a cada família de pessoas que morreram ou desapareceram, segundo o diretor-executivo Luciano Siani. Ele também anunciou contratação de psicólogos do Hospital Albert Einstein.
19h – Em entrevista coletiva, Luciano Siani, diretor-executivo de Finanças e Relações com Investidores da Vale, disse que, assim como a sociedade, “a família Vale está dilacerada” com a tragédia. A afirmação apareceu quando ele foi questionado sobre as declarações do vice-presidente da República, Hamilton Mourão, sobre a possibilidade de afastar a diretoria da empresa durante as investigações.
“Obviamente eu não tenho competência para fazer nenhuma declaração sobre esse assunto. Isso tudo cabe ao conselho de administração. Como eu já disse, o espírito da diretoria da companhia é que esses assuntos são de menor importância. O foco é na mitigação do sofrimento, no meio-ambiente, nas famílias, nos atingidos. Lembrando vocês que a família Vale foi profundamente atingida por isso também. Não se trata apenas de falar em terceiros ou na sociedade. A família Vale está dilacerada, está sofrendo”, disse Siani.
18h14 – Cerca de 1 mil militares estão de prontidão para atuar em Brumadinho, afirmou o porta-voz do governo federal, Otávio Santana do Rêgo Barros. “O Exército já está pronto desde sexta-feira à noite, imediatamente após o acidente. No caso específico, resta ao governo de Minas Gerais, se assim lhe parecer adequado, fazer a solicitação”, afirmou em entrevista coletiva concedida em São Paulo.
17h46 – O Serviço Geológico do Brasil prevê que a pluma, mistura de água e rejeito, formada pelo rompimento da barragem deve chegar à foz do Rio Paraopeba entre os dias 15 e 20 de fevereiro. De acordo com relatório, a pluma se desloca a 1 km/h e deve chegar à região de São José da Varginha na noite de terça (29). Entre 5 e 10 de fevereiro, a lama deve atingir a usina hidrelétrica de Retiro Baixo. Depois, na semana seguinte, os rejeitos deverão chegar à foz do Paraopeba, na usina hidrelétrica de Três Marias. A foz do Rio Paraopeba, o principal afetado pelo rompimento da barragem, fica na bacia hidrográfica do Rio São Francisco, na região central de Minas Gerais.
17h – O desastre está influenciando fortemente a Bolsa brasileira. As ações da mineradora Vale (VALE3) tiveram uma queda de mais de 24% no pregão desta segunda, o primeiro após o rompimento da barragem. Em reais, o valor chegou a R$ 42,38, o que representa uma queda de quase R$ 70 bilhões em seu valor de mercado.
16h15 – A Agência Brasileira de Inteligência fez um comunicado oficial declarando que são falsas as informações de que a barragem que rompeu na última sexta-feira (25) foi alvo de um ataque terrorista. “A ABIN esclarece ser totalmente inverídica a informação, difundida por redes sociais e aplicativos de mensagens, sobre a ocorrência de ataque terrorista contra a barragem de Brumadinho/MG. A ABIN não recebeu qualquer relato sobre prisões de venezuelano e cubano na região”, diz a nota.
16h12 –  A tragédia de Brumadinho foi tão intensa que pode ser captada por sismógrafoslocalizados a 100 quilômetros de distância da barragem do Córrego do Feijão. De acordo com o Centro de Sismologia da USP, o escoamento da lama foi registrado – aproximadamente cinco minutos após o rompimento da barragem – em Bom Sucesso e Diamantina, em Minas.
16h – O Ministério da Cidadania anunciou que os moradores da cidade terão o pagamento do Bolsa Família antecipado. Com a medida, os beneficiários vão poder sacar o dinheiro sem precisar seguir o calendário do programa. “Estamos fazendo um esforço de antecipação de recursos e vamos avaliar, junto ao governo do Estado e à prefeitura, em que outras ações de nível local nós poderemos ser úteis para proteger e socorrer a população, principalmente os mais pobres”, disse o ministro Osmar Terra.
15h57 – Uma marca de cosméticos está sendo criticada nas redes sociais por ter feito um “ensaio-protesto” sobre a tragédia. Nas fotos, os modelos aparecem todos sujos de lama e incentivam os brasileiros “a não desistirem da luta”. “Tá querendo se promover, vai lá tirar as pessoas da lama e tira uma foto. Ai sim, porque a realidade não [tem] essas carinhas bonitas”, disparou um internauta.
15h28 – Agentes da Força Aérea Brasileira, da Marinha do Brasil e do Exército realizam briefing conjunto das tripulações dos helicópteros para organizar a infiltração das tropas israelenses na área de busca e resgate.
15h10 – O governo brasileiro não autorizou a viagem de um relator da Organização das Nações Unidas (ONU) para avaliar a situação de barragens após o desastre de Mariana (MG) em 2015. “Fiz repetidos apelos ao governo para que eu fizesse uma avaliação independente da situação”, declarou Baskut Tuncak. “Fizemos muitos pedidos e tivemos reuniões com a missão do Brasil em Genebra [na Suíça], mas não tivemos uma resposta e não recebemos um convite”, disse. Isso aconteceu nos governos de Dilma Rousseff e Michel Temer.
14h50 – A assessoria de imprensa da Vale divulgou um comunicado afirmando que “não autorizou terceiros, inclusive advogados contratados, a falar em nome da empresa” nesse momento. “A Vale volta a ressaltar, de forma enfática, que permanecerá contribuindo com todas as investigações para a apuração dos fatos e que esse é o foco de sua diretoria, juntamente com o apoio às famílias atingidas”, disse a nota. Pouco antes, o advogado Sergio Bermudes, um dos principais defensores contratados, havia dito que a empresa “não vê responsabilidade” no rompimento da barragem.
14h17 – Vale informa na web que funcionários de outras unidades da empresa organizaram um “minuto de silêncio” em homenagem às vítimas de Brumadinho. Nos comentários, os internautas se revoltaram. “Usar fitinha e fazer um minuto de silêncio não muda o que aconteceu, parem de fazem marketing de tapa-buraco e comecem a pagar, assassinos”, criticou um deles.
13h54 – A Vale “não vê responsabilidade” no rompimento da barragem pertencente à mineradora que destruiu a cidade de Brumadinho na última sexta-feira (25). A informação é do advogado Sergio Bermudes, um dos principais defensores contratados pela empresa. “A Vale não vê responsabilidade. Nem por dolo, que é infração intencional da lei, nem por culpa, que é a infração da lei por imperícia, imprudência ou negligência. Ela atribui o acontecido a um caso fortuito que ela está apurando ainda”, afirmou ao O Estado de S. Paulo.
13h45 – O presidente em exercício general Hamilton Mourão afirmou que o gabinete de crise do governo está estudando a possibilidade de a diretoria da mineradora ser afastada de suas funções durante as investigações sobre o desastre. “Essa questão da diretoria da Vale está sendo estudada pelo grupo de crise. Vamos aguardar quais são as linhas de atuação que eles estão levantando”, disse a jornalistas ao deixar o Palácio do Planalto.
13h30 – O Corpo de Bombeiros anunciou que as tropas israelenses devem iniciar ainda nesta segunda (28) os trabalhos de buscas por vítimas. Um grupo de 129 militares especialistas no socorro de pessoas soterradas chegou na noite de domingo (27) ao Brasil. A operação foi coordenada pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, com apoio de Yossi Shelley, embaixador de Israel no Brasil.
12h45 – A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirmou que planeja se reunir com o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, para discutir a tragédia. Ao defender uma ação conjunta do sistema de Justiça, pediu prioridade na indenização das famílias e cobrou que a Vale seja responsabilizada “severamente”.
11h48 – Nas redes sociais, Força Aérea Brasileira compartilha vídeo de militares atuando nas buscas de vítimas.
11h – Na manhã desta segunda-feira (28), o número de mortos chegou a 60. O porta-voz da corporação, tenente Pedro Aihara, anunciou que é “muito difícil” encontrar sobreviventes na lama de rejeitos. “É uma operação de guerra e a quantidade de minérios dificulta a realização dela na velocidade que as famílias desejam, infelizmente”.

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