sábado, 9 de fevereiro de 2019

LEMBRANDO A INAUGURAÇÃO DA PRAÇA CAPITÃO GINO STRUFFALDI - 15 DE MARÇO DE 2013. NESTE ANO, 2019, A HOMENAGEM QUE LHE SERÁ PRESTADA ACONTECERÁ NO DIA 15 DE MARÇO, ÀS 10 HORAS.

A SOLENIDADE EM HOMENAGEM AO ETERNO PRESIDENTE DA SOCIEDADE VETERANOS DE 32-MMDC, EM 2019, ACONTECERÁ ÀS 10 HORAS DO DIA 15 DE MARÇO, NA PRAÇA QUE LEVA O SEU NOME. 


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Em 2002, no dia 9 de julho, o GINO assumia o Comando do Exército Constitucionalista. De autoria do vereador TONINHO PAIVA, o projeto de Lei 288/12 foi transformado na LEI Nº 15.658, de 6 de dezembro de 2012.

O espaço público, inominado, situado na confluência da Rua Doutor PLINIO BARRETO, Avenida 9 de Julho, Praça 14 BIS e alinhado com o Viaduto PLINIO DE QUEIRÓS, na BELA VISTA, passa a ter o nome de PRAÇA CAPITÃO GINO STRUFFALDI.

A respeito de GINO, disse o vereador TONINHO PAIVA: As conquistas deste eminente homem brasileiro, exemplo de verdadeiro heroísmo têm princípios, luta e consideráveis vitórias. Nosso homenageado, sempre atuante em todos os segmentos nos quais militou, grande idealista, defensor da liberdade, teve ao longo de sua vida a felicidade de poder dizer, verdadeiramente, “MISSÃO CUMPRIDA” em benefício desta Nação. 
Sendo assim, por sua constante dedicação e zelo, na busca da Unidade Nacional, com o otimismo que lhe era peculiar, esta merecida homenagem vem abrilhantar mais ainda sua trajetória de vida, que se findou em 15 de março de 2012, deixando boas lembranças, grandes exemplos de companheirismo, amizade, trabalho...repletos de saudade.
Além de dona DINORAH, compareceram vários parentes do GINO, inclusive uma sua irmã, filhos, netos e bisnetos. A equipe do vereador TONINHO PAIVA, com ênfase para NORMA, CLÁUDIO (mestre de cerimônias) e DANIELA. Nosso companheiro de lutas, que sempre acompanhou o GINO, CORONEL PM ANTÔNIO CARLOS MENDES, representando o GRÃO MESTRE DO GRANDE ORIENTE recebeu o capacete do GINO, que deverá ficar no MMDC-MAÇÔNICO. Nosso Capelão, TENENTE-CORONEL PM OSVALDO PALÓPITO, o PADRE CARLOS ALBERTO CIRTO DE OLIVEIRA, o CORONEL PM PAULO CÉSAR NEVES vão participar do Culto Ecumênico. Dona DINORAH foi homenageada com a Medalha do Cinqüentenário do 12º BPMM (MAJOR PM WATANABE a condecorou) e o Presidente da Sociedade Veteranos de 32-MMDC anunciou que ela assumirá o Comando do Exército Constitucionalista em 9 de julho de 2013. A doutora CÉLIA MARCONDES, da Associação de Amigos de CERQUEIRA CÉSAR, ofereceu uma muda de PAU-BRASIL, plantada na praça no encerramento da solenidade. Também esteve presente o WÁLTER TAVERNA, Presidente da SODEPRO (Sociedade de Defesa e do Progresso da Bela Vista). 
Compareceram dezenas de associados do MMDC: AMADO RÚBIO, atual Comandante do Exército Constitucionalista, acompanhado de sua esposa dona NADIR e sua filha dona LÍGIA; ALFREDO PIRES, que foi comandante do Exército Constitucionalista (9 de julho de 2011/9 de julho de 2012); Professor JOSÉ CARLOS DE BARROS LIMA, Coordenador do Núcleo MMDC-OESTE LAPA, Diretor do Museu “MARIA SOLDADO” e Presidente da Comissão de Resgate da Memória do Movimento Constitucionalista de 32, MARGARIDA ROSA, Diretora do Acervo Histórico da Sociedade Veteranos de 32-MMDC; CAMILA GIUDICE, Presidente da COFAM (Comissão dos Familiares dos Heróis de 32); PEDRO PAULO PENNA TRINDADE e sua esposa; MARIA CECÍLIA NACLÉRIO HOMEM; MARIA LÚCIA CAMARGO; THEÓCRITO APARECIDO MORAES MARTINS, que trouxe uma Comissão dos DEMOLAYS da PENHA); CORONEL PM JOSÉ MAURÍCIO WEISSHAUPT PEREZ, Comandante da ACADEMIA DE POLÍCIA MILITAR DO BARRO BRANCO (veio uma representação do Núcleo “CADETE RUYTEMBERG ROCHA, com vários cadetes fardados de 32); CORONEL PM Res ROBERTO FERNANDEZ, ex-comandante do 29º BPMM, CAPITÃO PM LUIZ FERNANDO CAPARROZ, CAPITÃO PM FERREIRA, Presidente atual do Núcleo “GINO STRUFFALDI”; CAPITÃO PM PATRÍCIO, TENENTE PM SAMUEL, do 12º BPMM, JORGE CRUZ, da Associação dos Reservistas e Amigos do 2º Batalhão de Guardas, JOÃO FRANCISCO DE AGUIAR, Presidente do Núcleo de Correspondência de SÃO PEDRO; HELCIO DALLARI, JOSÉ D´AMICO, do Tribunal Regional Eleitoral, BARONE, MARIA CECÍLIA MUSUMECI, CLEUSA BADANAI.

O vereador TONINHO PAIVA entrega uma placa alusiva à Lei 15.658, de 6 de dezembro de 2012, que criou a PRAÇA GINO STRUFFALDI, ao Presidente da Sociedade Veteranos de 32-MMDC. Réplicas dessa placa são entregues à viúva, DINORAH RIBAS STRUFFALDI, à irmã do GINO e seus filhos, netos e bisnetos. O vereador TONINHO PAIVA descerra a placa com o nome do GINO e, encerrando a solenidade, há o plantio de uma árvore (PAU BRASIL) ofertada pela Associação dos Amigos do Bairro de CERQUEIRA CÉSAR, cuja presidente é a advogada CÉLIA MARCONDES.

VEREADOR TONINHO PAIVA AUTOR DO PR0JETO DE LEI 288/12, TRANSFORMADO NA LEI 15.658, DE 6 DE DEZEMBRO DE 2012. O ESPAÇO PÚBLICO, INOMINADO, SITUADO NA CONFLUÊNCIA DA RUA DOUTOR PLINIO DE QUEIRÓS, NA BELA VISTA, PASSAR A TER O NOME DE PRAÇA CAPITÃO GINO STRUFFALDI. NA PRIMEIRA FOTO, APARECEM: VEREADOR TONINHO PAIVA, CORONEL PM MARIO FONSECA VENTURA, MAJOR PM WATANABE e WÁLTER TAVERNA, PRESIDENTE DA SODEPRO.
fonte: Centro de Memória do Bixiga
acervo @edisonmariotti
original:

TRAGÉDIA poderia ter SIDO EVITADA? Tenente comenta incêndio no Flamengo ...

TRAGÉDIA poderia ter SIDO EVITADA? Tenente comenta incêndio no Flamengo ...

APOSENTADORIA PARA OS PMs


LUIZ ANTÔNIO BONAT É O NOVO JUIZ DA LAVA JATO EM CURITIBA

 
 
Luiz Antônio Bonat herdará processos da Lava Jato na 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba© Nathan D'Ornelas Luiz Antônio Bonat herdará processos da Lava Jato na 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba
O Conselho do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) nomeou, por unanimidade, na tarde desta sexta-feira 8, Luiz Antônio Bonat como o novo juiz responsável pelos processos da Operação Lava Jato na 13ª Vara de Curitiba.
Bonat, de 64 anos, vai ocupar o lugar deixado por Sergio Moro, ministro da Justiça e da Segurança Pública do governo Bolsonaro. Ele assume no lugar da juíza Gabriela Hardt, que, por ser substituta, não poderia assumir em definitivo. O juiz superou os demais candidatos no critério utilizado para definição do substituto, antiguidade na magistratura com desempate definido pela melhor colocação no concurso público.
Bonat nasceu em Curitiba e formou-se em direito na Faculdade de Direito de Curitiba em 1979. Ele ingressou na Justiça Federal em setembro de 1993, na 1ª Vara Federal de Foz do Iguaçu. Também atuou na 3ª Vara Criminal Federal de Curitiba e na 1ª Vara Federal de Criciúma (SC), além de varas previdenciárias. É especialista em direito público pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e um dos autores do livro Exportação e Importação no Direito Brasileiro.
Ficou conhecido por ser o juiz responsável pela primeira condenação criminal de pessoa jurídica no Brasil, em 2002. A empresa e seus sócios foram condenados por extrair e depositar areia sem autorização em uma área de preservação ambiental permanente à margem do Rio Urussanga, no município de Morro da Fumaça (SC), impedindo a regeneração da vegetação no local. 
Bonat também já atuou ao lado de figuras conhecidas da Lava Jato. Em 2005 ele foi vice-diretor do do Foro da Seção Judiciária do Paraná. O diretor da época era João Pedro Gebran Neto, atualmente relator da Lava Jato no TRF4. Bonat também atuou como juiz convocado na 5ª Turma de Julgamento do tribunal, ao lado do desembargador Rogério Favreto, que em julho do ano passado determinou a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão acabou revogada pelo próprio Gebran.

GOLEIRO CONVOCADO PARA SELEÇÃO É A PRIMEIRA VÍTIMA IDENTIFICADA EM INCÊNDIO NO CT DO FLAMENGO



Goleiro convocado para seleção é 1ª vítima identificada em incêndio no CT do Fla

Christian Esmerio tinha 15 anos e é a primeira vítima que teve o nome revelado






Redação, Estadao Conteudo
08 Fevereiro 2019 | 10h58
O incêndio que atingiu na madrugada desta sexta-feira o Ninho do Urubu, o centro de treinamentos do Flamengo, em Vargem Grande, na zona oeste do Rio de Janeiro, e deixou dez mortos e três feridos tem a sua primeira vítima identificada. Trata-se do goleiro Christian Esmerio Candido, de 15 anos apenas. Ele era uma das grandes promessas do clube, de acordo com informações de funcionários do local.
Christian já foi convocado algumas vezes para a seleção brasileira de base e realizou treinamentos na Granja Comary, em Teresópolis (RJ). Por suas redes sociais, é possível perceber que vestir a camisa do Brasil era um dos orgulhos de sua carreira.

Cristian. que morreu durante incêndio no CT do Flamengo, posa ao lado do técnico Tite
Cristian. que morreu durante incêndio no CT do Flamengo, posa ao lado do técnico Tite Foto: Reprodução/Instagram
Em dezembro e janeiro, o time sub-15 do Brasil teve um período de treinamentos na Granja Comary com vistas a torneios neste ano. Em seu Facebook e Instagram é possível ver fotos de Christian com o técnico Tite, da seleção principal, e com a atacante Marta, do time feminino, em Teresópolis.

Silvinho do Pandeiro - Só Lágrimas

Silvinho do Pandeiro - Só Lágrimas

18 ANOS DO FALECIMENTO DE SILVINHO DA PORTELA - 8 DE FEVEREIRO DE 2001.



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Sílvio Pereira da Silva (Rio de Janeiro1935 — 8 de fevereiro de 2001) foi um cantor e compositor brasileiro.

Carreira

Desde os 16 anos, desfilava pelo Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela, que viria a lhe emprestar o nome, tornando-o mais conhecido como Silvinho da Portela. Foi o primeiro intérprete oficial da escola. No mundo do samba também era conhecido como Silvinho do Pandeiro.[1]
Apesar de as escolas de samba sempre terem contado com pessoas responsáveis por puxar o canto, foi só muito mais tarde que surgiu a figura do intérprete oficial. Silvinho foi o primeiro a ocupar tal posto na GRES Portela, entre 1969 e 1986. Em seguida foi cantor oficial da Viradouro, quando ainda desfilava em Niterói. e também do Império Serrano. além de ser Cidadão Samba em 1970.
No ano de 1983, conquistou o Estandarte de Ouro (prêmio concedido pelo jornal O Globo) de Melhor Intérprete.[2]
No ano de 1978, lançou o seu único disco solo, Silvinho e suas cabrochas. Cinco anos antes, em 1973, participou de um outro disco chamado A Voz do Samba, no qual interpretou duas músicas de sua autoria com parceiros: Amor de raiz e Escrevi. Pouco antes de falecer de câncer na próstata aos 66 anos, Silvinho participou do concurso de samba-enredo da Viradouro para o carnaval de 2001.[3

Blecaute - GENERAL DA BANDA - Sátiro de Melo-José Alcides-Tancredo de Si...

36 ANOS DO FALECIMENTO DO CANTOR BLECAUTE - 9 DE FEVEREIRO DE 1983








Otávio Henrique de Oliveira (Espírito Santo do Pinhal5 de dezembro de 1919[1] — Rio de Janeiro9 de fevereiro de 1983) foi um cantor e compositor brasileiro.
Era também conhecido pela alcunha de "General da Banda", devido a seu maior sucesso, a marchinha de Carnavalhomônima.

BIOGRAFIA
Aos seis anos, órfão de pai e mãe, foi para São Paulo. Trabalhou como engraxate e jornaleiro.
Em 1933, participou do programa de calouros A Peneira de Ouro, na Rádio Tupi. Em 1941, já cantava na Rádio Difusora, adotando o nome artístico (sugerido por Capitão Furtado) de Black-outaportuguesado para Blecaute, devido a sua etnia negra.
Em 1942, contratado pela Rádio Tamoio, foi para o Rio de Janeiro. Lá apresentou-se também na Rádio Mauá e na Rádio Nacional.
Em 1944 participou, como cantor, do filme Tristezas não Pagam Dívidas e gravou o primeiro disco, Eu agora Sou Casado.
Carnaval de 1949 trouxe os grandes sucessos "O Pedreiro Valdemar" (de Wilson Batista e Roberto Martins) e "General da Banda" (Tancredo Silva, Sátiro de Melo e José Alcides), que lhe valeria a alcunha que carregaria para o resto da vida.
Em 1954, faria participações nos filmes Malandros em Quarta Dimensão, de Luiz de Barros, e O Rei do Movimento, de Victor Lima e Hélio Barroso.

Discografia

  • Minha Tereza / Eu agora sou casado (1944) Continental
  • Opa.. Opa… / Dona Maria (1947) Continental
  • O Biriba esteve aqui / Carioca bonita (1948) Continental
  • Chegou a bonitona / Zing-zing-bum (1948) Continental
  • Vote! Que mulher bonita! / Que samba bom (1948) Continental
  • Pedreiro Waldemar / Desce, favela (1948) Continental
  • Moreninha, moreninha / Meu guarda-chuva (1949) Continental
  • Oito mulheres / Baiana Tereza (1949) Continental
  • Rei Zulu / O presidente chegou (1949) Continental
  • General da banda / Marcha do "O" (1949) Continental
  • Leilão de Ali Babá / Salve Mangueira (1949) Continental
  • Ave-Maria / Rosinha, vem cá (1950) Continental
  • Joãozinho boa-pinta / Meu doce de coco (1950) Continental
  • Ai cachaça / Papai Adão (1951) Continental
  • Borocochô / Onda vai, onda vem (1951) Continental
  • Dia dos namorados / O delegado quer prender o Antônio (1951) Continental
  • Mambo no samba / Fã número 1 (1951) Continental
  • Sujeito sem jeito / Televisão (1951) Continental
  • Borboleta dourada / Que coisa boa! (1951) Continental
  • Maria Candelária / Não dou cartaz (1951) Continental
  • Santo Antônio não gosta (1952) Continental
  • Pedido à São João / Calvário do amor (1952) Continental
  • Dona cegonha / Rico vai na chuva (1953) Continental
  • A banca do guarda / Não agüento essa mulher (1953) Continental
  • Santo Antonio sabe / Tim tim o lá lá (1953) RCA Victor
  • A dor que mais dói / Primeiro eu (1953) RCA Victor
  • Escravo da obrigação / Papagaio falador (1953) RCA Victor
  • Ai meu senhor / Piada de salão (1953) RCA Victor
  • Marina sapeca / Primeira valsa (1954) RCA Victor
  • Caridade / Cabrocha (1954) Copacabana
  • Batuque dos meninos / Samambaia pegou fogo (1954) Copacabana
  • Lágrimas / Maria Escandalosa (1955) Copacabana
  • Napoleão boa boca / Velha guarda (1955) Copacabana
  • Quem será? / Agarradinho (1955) Copacabana
  • Torcedor do Mengo (1955) Copacabana
  • Minha senhora / Ingrata Rosinha (1955) Copacabana
  • Linguagem do povo / Use a cabeça (1955) Copacabana
  • Natal das crianças / Noiva querida (1955) Copacabana
  • Ressurreição / Marcha das fãs (1956) Copacabana
  • Mulher é aquela / Maria Champanhota (1956) Copacabana
  • Vou-me embora Sá Dona / A vez do bobo (1956) Copacabana
  • Baião de Minas Gerais / A mulher do palhaço (1956) Copacabana
  • Mambo bacana / Carla (1956) Copacabana
  • Aquele amor / Lavadeira (1957) Copacabana
  • Inventor da mulata / Meu coração soluçou (1957) Copacabana
  • Ambição / Lá vem ela (1957) Copacabana
  • Mambo carioca / Triste recordação (1957) Copacabana
  • Canção da mamãe (1957) Copacabana
  • Se papai fosse eleito / História de sempre (1957) Copacabana
  • Decisão amarga / Rei dos reis (1957) Copacabana
  • Tô de prontidão / Serenou, serenou (1958) Copacabana
  • Chora, doutor / Volta Redonda (1958) Copacabana
  • Está chegando o General / Rebola Feola (1958) Copacabana
  • Um romance em Brasília / Samba do play-boy (1959) Odeon
  • Natal de Jesus / Feliz Ano Novo (1959) Odeon
  • É pra todo muno cantar (1959) Odeon LP
  • Banho diferente / A sogra vem aí (1960) Copacabana
  • Sem mulata é fogo / Balançou, balançou (1960) Polydor
  • Rosa errante / Quero morrer no Rio (1960) Polydor
  • Samba da cor (1961) Copacabana
  • Acabou a sopa / Direitos iguais (1961) Copacabana
  • Mulher toda hora / A casa oficial (1961) Copacabana
  • Maria Brasília (1961) Carnaval
  • Na boca do povo (1962) Polydor LP
  • Carnavália (1968) Museu da Imagem e do som LP
  • Carnaval-Sua história e sua glória, vol nº 9 (1993) Revivendo CD
  • Carnaval-Sua história e sua glória, vol nº 11 (1994) Revivendo CD

AQUARELA do BRASIL (ary barroso)

55 ANOS DA MORTE DE ARY BARROSO - 9 DE FEVEREIRO DE 1964

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55 a. falece o cantor, compositor, pianista, regente, radialista, advogado e vereador ARY BARROSO. Foi um domingo de folia, 9 de fevereiro de 1964, que ARY morreu de cirrose hepática, coincidentemente data de nascimento de sua grande amiga CARMEN MIRANDA. No mesmo dia, o IMPÉRIO SERRANO desfilou com o enredo AQUARELA BRASILEIRA, em sua homenagem. “Durante o velório, a igreja foi tomada por arlequins e colombinas, que vieram chorar pelo seu ídolo”. No carnaval de 1988, ARY BARROSO foi novamente homenageado como tema de escola de samba, desta vez pela UNIÃO DA ILHA DO GOVERNADOR. A rua onde morou durante muitos anos, no LEME, tem seu nome. Também foi homenageado pelos moradores daquele bairro carioca com um busto na calçada da AVENIDA ATLÂNTICA.  GAROTA DE IPANEMA, de TOM JOBIM e VINÍCIUS DE MORAIS, e AQUARELA DO BRASIL, só de ARY BARROSO, são as duas músicas brasileiras mais tocadas no mundo. ARY tinha como músicas preferidas: TERRA SECA, TU e MENINA QUE TEM UMA POSE.
Em junho de 1939, lançou na revista musical ENTRA NA FAIXA, no TEATRO RECREIO, o samba AQUARELA DO BRASIL, cantado por ARACI CORTES e interpretado, no mês seguinte, por CÂNDIDO BOTELHO no espetáculo JOUJOUX ET BALANGANDANS, de HENRIQUE PONGETTI, no TEATRO MUNICIPAL do RIO. A música foi gravada em disco por FRANCISCO ALVES. Com essa composição, ARY foi o precursor do samba-exaltação, de melodia extensa e sempre apoiada em grande aparato orquestral. AQUARELA é conhecida internacionalmente como BRAZIL. ARY BARROSO é um dos pilares da música brasileira, ao lado de PIXINGUINHA, CARTOLA, CAYMMI e TOM JOBIM. Foi parceiro de NOEL ROSA – DE QUALQUER MANEIRA, 1932 – e de VINÍCIUS DE MORAIS – RANCHO DAS NAMORADAS, 1962 – A obra de ARY é enorme: NA BATUCADA DA VIDA, MARIA, NA BAIXA DO SAPATEIRO, FOLHA MORTA, RISQUE, NO RANCHO FUNDO, POR CAUSA DESTA CABOCLA, TRÊS LÁGRIMAS, É LUXO SÓ, TERRA SECA, CANTA, CAMISA AMARELA.
ARY EVANGELISTA BARROSO nasceu na cidade mineira de UBÁ, em 7 de novembro de 1903. Aos oito anos ficou órfão, sendo adotado em 1911 pela sua avó GABRIELA. Em 1920, com a morte de seu tio SABINO BARROSO, ex-ministro da Fazenda do governo WENCESLAU BRAZ, recebeu uma herança de 40 contos de réis. Aos 17 anos foi ao RIO estudar Direito, ali permanecendo sob a tutela de CARLOS PEIXOTO. Aprovado no vestibular em 1921, cursou até o segundo ano da Faculdade Nacional de Direito, passando a freqüentar ao mesmo tempo as rodas boêmias da então Capital Federal. Suas economias exauriram-se levando-o a se empregar como pianista no Cinema ÍRIS, no LARGO DA CARIOCA, e, mais tarde, na sala de espera do TEATRO CARLOS GOMES com a orquestra do maestro SEBASTIÃO CIRINO. Tocou também nas orquestras de ALARICO PAIS LEME, no TEATRO TRIANON e na de J. TOMÁS, na sala de espera do CINE ELDORADO. Fez apresentações em orquestra de dança, como a AMERICAN JAZZ, do maestro JOSÉ RODRIGUES, e no JAZZ-BAND SUL-AMERICANA, de ROMEU SILVA. Nessa época tocou nas rádios cariocas que começavam a entrar no ar. Em 1926 retornou os estudos de Direito, mas sem deixar as atividades artísticas, até que foi convidado pelo maestro SPINA, de SÃO PAULO, a excursionar com ele a POÇOS DE CALDAS, permanecendo ali oito meses. Em 1929, retornando ao RIO, trouxe na bagagem algumas composições que entregou à editora musical CARLOS WEHRS. Começou então a compor para o teatro de revista estreando em LARANJA DA CHINA, de OLEGÁRIO MARIANO e LUIZ PEIXOTO. Compôs também para a revista BRASIL DO AMOR, É DO BALACOBACO, entre outras. De 1929 a 1960, musicou mais de 60 peças. Em 1944, foi para os EUA convidado a compor a trilha sonora do desenho animado VOCÊ JÁ FOI À BAHIA?, de WALT DISNEY, do qual participou também como narrador para a versão em português. Retornou à América em 1945 para musicar o filme da Repúblic Pictures, BRAZIL, tendo concorrido ao OSCAR com a música RIO DE JANEIRO, música esta que seria incluída na trilha sonora da novela CELEBRIDADE, da rede GLOBO. Em 1946, retornou mais uma vez aos EUA, para musicar em NOVA YORK o espetáculo O TRONO DAS AMAZONAS, com 18 composições suas. Por problemas de ordem financeira da produção, o musical acabou não sendo realizado. Ainda em 1946, candidatou-se e elegeu-se vereador do então DISTRITO FEDERAL pela UDN, tendo sido o segundo mais votado para a Câmara Municipal do DISTRITO FEDERAL. Foi o grande defensor da construção do ESTÁDIO DO MARACANÃ para a COPA DO MUNDO DE 1950. Não tendo sido reeleito, abandonou a política em 1951.
Foi um dos pioneiros no BRASIL a ter um programa de televisão, na TUPI, com CALOUROS EM DESFILE e ENCONTRO COM ARY. Seus programas revelaram nomes que fizeram história na MPB, como DOLORES DURAN, ELZA SOARES, ELIZETH CARDOSO, ZÉ KETTI, entre outros. Em 1953, organizou a ORQUESTRA DE RITMOS BRASILEIROS e com ela excursionou pela VENEZUELA e MÉXICO.  No ano de 1955, após excursionar com sua orquestra pelo URUGUAI e ARGENTINA, recebeu das mãos do presidente da República CAFÉ FILHO, no Palácio do CATETE, a ORDEM NACIONAL DO MÉRITO, juntamente com HEITOR VILLA-LOBOS.
Em 1956, transferiu-se para a RÁDIO NACIONAL no RIO. Foi homenageado em 1957 com o espetáculo Mr. SAMBA, produzido por CARLOS MACHADO, na boate NIGHT AND DAY, no RIO. O show retratou sua vida e suas composições. Entre os participantes estavam AURORA MIRANDA, GRANDE OTHELO e ELIZETH CARDOSO. Nesse mesmo ano, assumiu a direção artística da gravadora MOCAMBO e, em 6 de janeiro, foi sancionado pelo prefeito do DISTRITO FEDERAL o projeto de iniciativa da Câmara dos Vereadores que concedia a ele o título de CIDADÃO CARIOCA. Contratado pela TV RIO, passou a dividir com ANTÔNIO MARIA a apresentação do programa RIO, GOSTO DE VOCÊ e relançou seu CALOUROS EM DESFILE, ambos com grande sucesso. Convidado em 1958 a se apresentar na boate FRED´S, acabou tornando-se seu supervisor na área artística. No CLUBE DE REGATAS FLAMENGO, em 1960, foi vice-presidente do departamento cultural e recreativo. Ainda nesse ano voltou à TV TUPI como chefe do setor de esportes e narrador de partidas de futebol.
Em 1961, adoeceu seriamente de cirrose hepática. No ano seguinte, já restabelecido, retomou seu programa aos domingos na TV TUPI, ENCONTRO COM ARY. Ainda em 1962, em parceria com VINÍCIUS DE MORAES, compôs quatro músicas, inclusive RANCHO DAS NAMORADAS. Em 1963, a ORDEM DOS MÚSICOS ameaçou proibir a execução de suas composições por desentendimento entre as entidades arrecadadoras. A celeuma causada provocou uma semana de desagravo, que incluiu concentração popular na PRAÇA SEZERDELO CORREIA, em COPACABANA.
Internado na CASA DE SAÚDE SÃO JOSÉ, com nova crise de cirrose, recuperou-se no NATAL. Sofreu nova recaída e foi recolhido ao Instituto Cirúrgico GABRIEL DE LUCENA, onde faleceu no domingo de carnaval, no dia 9 de fevereiro de 1964.

73 ANOS DO FALECIMENTO DE JÚLIO PRESTES DE ALBUQUERQUE - 9 DE FEVEREIRO DE 1946.











Júlio Prestes de Albuquerque (Itapetininga15 de março de 1882 — São Paulo9 de fevereiro de 1946) foi um poetaadvogado e político brasileiro.
Filho do quarto presidente do estado de São Paulo, Fernando Prestes de Albuquerque, e Olímpia de Santana, foi casado com Alice Viana. Foi o último presidente do Brasil eleito durante o período conhecido como República Velha, mas, impedido pela Revolução de 1930, não assumiu o cargo. Júlio Prestes foi o único político eleito presidente da república do Brasil pelo voto popular a ser impedido de tomar posse.
Foi o décimo terceiro presidente eleito do estado de São Paulo (1927–1930), apesar de Heitor Penteado tê-lo sucedido como presidente interino devido à candidatura de Prestes à presidência da República.
Em 23 de junho de 1930 tornou-se o primeiro brasileiro a ser capa da revista Time.[1]

Início da carreira
Graduado em direito pela Faculdade de Direito de São Paulo em 1906. Casou com Alice Viana Prestes, com quem teve 3 filhos.
Iniciou sua carreira política em 1909, elegendo-se deputado estadual em São Paulo pelo Partido Republicano Paulista(PRP). Reelegeu-se várias vezes até 1923, defendendo o funcionário público de São Paulo.
Apresentou, como deputado estadual, os projetos de lei que criaram o Tribunal de Contas de São Paulo e a Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo. Foi autor da lei que incorporou a Estrada de Ferro Sorocabana ao patrimônio do Estado de São Paulo.
Na Revolta paulista de 1924, combateu na Coluna Sul, junto com Ataliba Leonel e Washington Luís, expulsando os rebeldes da região da Sorocabana.

Deputado federal

Em 1924, foi eleito para a Câmara dos Deputados, onde exerceu a liderança da bancada dos deputados paulistas. Posteriormente, assumiu a presidência da Comissão de Finanças e a liderança da bancada governista do presidente Washington Luís.
Como líder da maioria na Câmara dos Deputados, foi o responsável pelas articulações que resultaram na aprovação, em dezembro de 1926, do Plano de Estabilização Econômica e Financeira do governo Washington Luís.
Conseguiu que fossem transformadas em lei, as pensões e aposentadorias dos ferroviários. Trabalhou para a aprovação de um Código do Trabalho.
Foi reeleito deputado federal para o período de 1927 a 1929 com sessenta mil votos, a maior votação do Brasil na época.

Presidente do Estado de São Paulo


Júlio Prestes
Seu pai, o coronel Fernando Prestes de Albuquerque, diversas vezes deputado e presidente do estado de São Paulo entre 1898 e 1900, ocupava o cargo de vice-presidente do estado na gestão de Carlos de Campos, que foi vítima de embolia cerebral e faleceu em 27 de abril de 1927.
Em seguida à morte de Carlos de Campos, o coronel Fernando Prestes renunciou ao cargo de vice-presidente. Com a vacância dos cargos de presidente e vice, foram realizadas novas eleições e Júlio Prestes foi eleito presidente do estado de São Paulo.
Júlio Prestes assumiu o governo do estado de São Paulo em 14 de julho de 1927.
Iniciou a construção da estação São Paulo da Estrada de Ferro Sorocabana, hoje chamada Estação Júlio Prestes, que ficou pronta em 1937, no governo de Ademar Pereira de Barros.
Sua principal obra de governo foi a construção do Ramal de Mairinque, segunda ligação ferroviária do interior de São Paulo com o porto de Santos, quebrando o monopólio da Estrada de Ferro Santos-Jundiaí.
O Ramal de Mairinque sendo de bitola estreita, permitia a chegada de trens da Estradas de Ferro Sorocabana, NOB e da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, ao porto de Santos sem necessidade de baldeação das cargas.
Retomou a construção de estradas de rodagem, (iniciadas na gestão de Washington Luís), entre elas a São Paulo-Rio e São Paulo-Paraná.
Em uma medida pioneira em privatização de rodovias, autorizou a construção, em regime de concessão privada, através da lei 2.360 de 1929, de uma rodovia de concreto ligando São Paulo a Santos: a futura Rodovia Anchieta, a qual foi iniciada por Júlio Prestes, os primeiros quilômetros e implementada, posteriormente, pelo interventor federal Ademar Pereira de Barros.
Criou a Diretoria de Estradas de Rodagem, embrião do Departamento de Estradas de Rodagem.
Em 13 de julho de 1928 foi inaugurado o serviço telefônico automático na cidade de São Paulo.
Reorganizou o Banespa e o Instituto do Café de São Paulo, para a defesa do café através do tripé: Limitação dos estoques nos portosfinanciamento da retenção de café e propaganda no exterior.
Construiu mais de 1200 salas de aula, na época, chamadas "Escolas Isoladas", aumentando o número de alunos matriculados em escolas estaduais de 80000 para 120000, ou 50%.
Criou o Manicômio Judiciário do Estado. Promoveu uma intensa campanha de combate à hanseníase. Criou o Instituto Biológico de Defesa Agrícola e Animal e a Escola de Medicina Veterinária de São Paulo.
Conseguiu que fosse promulgado o Código de Processo Civil e comercial de São Paulo, que tramitava havia 8 anos no Congresso Legislativo do estado. Construiu os asilos-colônias Cocais, Aimorés e Pirapitingui, para portadores de hanseníase.
Com relação à ecologia, fez leis pioneiras sobre a proteção da caça e pesca já se referindo à extinção de espécies, lei sobre fiscalização de produção e consumo de alimentos e ao combate a doenças próprias da lavoura e da pecuária.
Criou o Parque da Água Branca, preservando uma grande área verde na cidade de São Paulo. Incentivou a policultura. Introduziu em na lavoura canavieira paulista a cana-de-açúcar tipo Java que triplicou a produtividade daquela lavoura.
Conseguiu que o aproveitamento das águas da Represa de Santo Amaro, atual Represa de Guarapiranga, para o abastecimento da capital, resolvendo, por vários anos, a o problema da deficiência de abastecimento de água na cidade de São Paulo. Elaborou os projetos para retificação do leito do Rio Tietê na capital, obra executada posteriormente por Ademar Pereira de Barros. Iniciou a retificação do Rio Pinheiros em São Paulo.
Construiu os edifícios do Palácio da Justiça, da Faculdade de Medicina, o Instituto Biológico e iniciou, em 1928, a formação do Jardim Botânico de São Paulo.
Fez pesquisa pioneira de petróleo em São Paulo, trazendo do exterior geólogos renomados para a pesquisa do subsolo paulista. Foram perfurados poços de petróleo em BofeteSão Pedro e Guareí encontrando-se pequena quantidade de xisto e uma pequena quantidade de óleo líquido. Em São Pedro, os poços perfurados terminaram por encontrarem água mineral dando origem à estância hidromineral de Águas de São Pedro.
Essa pesquisa de petróleo, no interior de São Paulo, porém não é considerada a descoberta oficial de petróleo no Brasil, a qual correu em Lobato (Salvador), em 1939, descoberta esta coordenada pelo ministro da agricultura Fernando de Sousa Costa, que fora, como secretário da agricultura de Júlio Prestes, também fora quem coordenara as pesquisas de petróleo em São Paulo.
Foi pioneiro no incentivo à utilização do álcool de cana-de-açúcar como combustível em automóveis, promovendo programa chamado "Alcohol Motor" ("Álcool Motor").

A campanha presidencial e a Revolução de 1930

Júlio Prestes em 1930.
Em 1929, Júlio Prestes foi indicado, depois de uma consulta a todos os 20 governadores de estado, por Washington Luís como candidato do governo à sucessão presidencial, contando com o apoio do oficialismo, ou seja, os governadores de dezessete estados. Negaram apoio a Júlio Prestes apenas os Governos de Minas GeraisRio Grande do Sul e Paraíba.
Júlio Prestes passou o governo de São Paulo ao seu vice, Heitor Penteado, e candidatou-se à Presidência da República, tendo como candidato a vice Vital Soares, então presidente da Bahia.

Cartaz de campanha de Júlio Prestes para Presidente da República na eleição de 1930.
Essa indicação, porém, desagradou o Partido Republicano de Minas Gerais (PRM), especialmente os partidários do governador Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, que esperava que fosse mantida a tradição de revezamento entre mineiros e paulistas na Presidência da República, regra não escrita que garantira a estabilidade da República Velha. O vice-presidente da República Melo Viana, mineiro, e seus partidários mantiveram o apoio a Washington Luís e Júlio Prestes.
O PRM, então, articulou a Aliança Liberal, integrada pelos oficialismos de Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Sul, a que se somaram forças opositoras de diversos estados.
Os candidatos da Aliança Liberal foram o presidente do Rio Grande do Sul Getúlio Vargas, para a Presidência da República, e o presidente da Paraíba, João Pessoa, para vice.
Após uma campanha acirrada, em 1 de março de 1930, realizaram-se as eleições. Pela contagem oficial finalizada pelo Congresso Nacional em maio de 1930, o candidato Júlio Prestes, chamado de "Candidato Nacional", obteve 1.091.709 votos contra 742.794 votos recebidos por Getúlio Vargas, chamado "Candidato Liberal". Em São Paulo, Júlio Prestes teve 91% dos votos. Como era hábito nos pleitos da República Velha, o resultado oficial foi recebido com descrédito pelos candidatos derrotados e por boa parte da opinião pública, havendo acusações de fraude também contra a Aliança Liberal.
Após a divulgação dos resultados oficiais, Júlio Prestes passou o governo do estado em definitivo para o seu vice-presidente Heitor Penteado, em maio de 1930, e viajou para o exterior, sendo recebido como presidente eleito em WashingtonParis e Londres. Discursando em Washington, Júlio Prestes afirmou que o Brasil nunca seria uma ditadura. Júlio Prestes só retornou a São Paulo em 6 de agosto, sendo recebido por uma multidão de adeptos, na Estação da Luz.
No Brasil, a situação tornava-se tensa com as denúncias de fraude veiculadas pela Aliança Liberal e, sobretudo, pelo assassinato do candidato à Vice-Presidência pela coligação, João Pessoa. Nesse ambiente, começou a gestar-se uma revolução que visava a depor o presidente Washington Luís antes da transmissão do mando a Júlio Prestes.
Revolução de 1930 teve início em 3 de outubro de 1930. Enquanto as forças revolucionárias colhiam sucessos em sua campanha que avançava do Rio Grande do Sul rumo ao Rio de Janeiro, em 24 do mesmo mês, Washington Luís foi deposto por um golpe militar gestado na Capital Federal. Instalou-se no poder uma junta militar que, no dia 3 de novembro de 1930, entregou o poder a Getúlio Vargas, líder das forças revolucionárias.

A Revolução de 1932. Exílio e morte

Recepção a Júlio Prestes na Academia Militar de West Point.
Após a deposição de Washington Luís, Júlio Prestes, já de regresso ao Brasil, pediu asilo ao Consulado britânico. Viveu no exílio até 1934, quando retornou ao Brasil após a reconstitucionalização do país, passando a dedicar-se ao cultivo do algodão em sua Itapetininga natal, na fazenda Araras, de seu pai, o Coronel Fernando Prestes.
Ainda no exílio, apoiou, fervorosamente a Revolução de 1932. Criticou a Revolução de 1930, quando, em 1931, estava em Portugal dizendo:
Nos quatro anos de exílio, Júlio Prestes voltou a fazer poesia, sua paixão de juventude. Merecem menção o poema de desabafo "Brutus", dedicado ao seu cachorro, e "Prece", poema sobre seu exílio em Portugal. Nas duas obras, os versos buscam revelar a angústia vivida longe do país e dos amigos que, segundo o autor, não lhe foram solidários no momento de maior necessidade.
Tanto Júlio Prestes quanto os demais políticos da República Velha, tiveram suas administrações devassadas pela chamada "Justiça Revolucionária" e por um "Tribunal Especial" criado, por decreto de Getúlio Vargas em 1930. Esse "Tribunal Especial" encerrou suas atividades meses depois, sem nada ter encontrado de irregular nas administrações de Júlio Prestes e dos demais próceres políticos da República Velha.
Escreveu uma carta a Getúlio Vargas, apoiando a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial.
Júlio Prestes somente voltou à cena política em 1945, com a deposição de Getúlio Vargas por novo golpe militar, que levou à redemocratização do país, após a promulgação da Constituição de 1946.
Júlio Prestes foi fundador da União Democrática Nacional (UDN) e membro da comissão diretora desse partido. Faleceu no ano seguinte.
Júlio Prestes escondeu, no porão da casa sede de sua fazenda, seu arquivo particular, onde este permaneceu emparedado, por 50 anos, para não ser confiscado pela Revolução de 1930.
No Centenário de Júlio Prestes em 1982, como parte das comemorações, seu arquivo particular foi desenterrado e doado ao Arquivo Público do Estado de São Paulo.

Homenagens


Estação Júlio Prestes
A antiga Estação São Paulo da Estrada de Ferro Sorocabana, por ele construída no centro de São Paulo, foi rebatizada como Estação Júlio Prestes, após sua morte em 1946.
Nesse local, existe hoje, dentro do projeto de revitalização do centro da cidade de São Paulo, uma sala de concertos sinfônicos, chamada Sala São Paulo, inaugurada em 9 de julho de 1999, fazendo parte do Complexo Cultural Júlio Prestes, que é a sede da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo.
Na cidade natal de Itapetininga, ainda se fazem homenagens à família do Coronel Prestes e de Seu Julinho, família que não mais milita na política devido às perseguições sofridas.

Cronologia sumária