sábado, 4 de janeiro de 2020

OS EUA TÊM 52 ALVOS NO IRÃ - DIZ DONALD TRUMP NESTE SÁBADO, DIA 4 DE JANEIRO DE 2020

Em tom de ameaça, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na noite deste sábado que tem na mira 52 alvos no Irã caso o país ataque algum americano como vingança pela morte do general iraniano Qassem Soleimani, uma das personalidades mais influentes do Oriente Médio que foi atingido por um míssil americano na última quinta-feira, dia 2, quando deixava o aeroporto internacional de Bagdá, no Iraque.
“Que sirva de alerta de que se o Irã atacar qual americano ou instalações americanos, nós temos na mira 52 locais iranianos (representando 52 reféns americanos feitos pelo Irã anos atrás), alguns deles de alto nível e grande importância para o Irã e para a cultura iraniana, e esses alvos, e o próprio Irã serão atingidos muito rápido e com muita força. Os Estados Unidos não querem mais ameaças”, escreveu o presidente norte-americano, no Twitter.


Na postagem, Trump afirmou que a reação “será muito rápida e pesada” caso ocorra as ofensivas. E voltou a classificar o comandante de uma unidade especial da Guarda Revolucionária do Irã e considerado a segunda autoridade mais importante do país como um “líder terrorista”, que matou um americano e feriu muitos outros feridos.

A escolha do número 52 é uma referência à quantidade de americanos que foram mantidos reféns em Teerã por 444 dias, em 1979, durante a Revolução Iraniana.
Neste sábado, milhares de pessoas saíram às ruas da capital de Bagdá para participar do cortejo fúnebre preparado para o general. O público levou bandeiras iraquianas e das Forças de Mobilização Popular (FMP), coalizão de milícias xiitas iraquianas pró-Irã, e alguns gritavam “morte aos Estados Unidos”.
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ORAÇÃO DA SERENIDADE

Oração Da Serenidade

A  oração da serenidade foi criada na Segunda Guerra mundial, não se sabe o certo o autor dessa oração, existem possibilidades de ser um Historiador, mas como ainda não se tem certeza, não podemos levar em conta.
É utilizada por grupos de ajuda, um exemplo é como Alcoólicos Anônimos e Neuróticos Anônimos, representando uma síntese dos esforços que devemos desenvolver para vencermos a nós próprios e aprendermos a exercer nossa vontade.
Em sua parte básica, mais conhecida popularmente a oração diz assim: Concede-me, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar, coragem para modificar as que eu posso e sabedoria para distinguir uma das outras.
Nessa oração podemos destacar quatro virtudes ou comportamentos básicos essenciais para a aquisição do equilíbrio e da harmonia com o mundo em que vivemos: serenidade, aceitação, coragem e sabedoria.

Oração Da Serenidade

Concedei-me, Senhor a serenidade necessária
Para aceitar as coisa que não posso modificar.
Coragem para modificar aquelas que posso e
Sabedoria para conhecer a diferença entre elas.
Vivendo um dia de cada vez
Desfrutando um momento de cada vez
Aceitando que as dificuldades constituem o caminho à paz
Aceitando, como Ele aceitou
Este mundo tal como é, e não como eu queria que fosse
Confiando que Ele Acertará tudo
Contanto que eu me entregue à Sua vontade
Para que eu seja razoavelmente feliz nesta vida
E supremamente Feliz com Ele eternamente na próxima.

oração da serenidade completa
Nesse sentido, a Oração da Serenidade nos apresenta a receita para a felicidade relativa, pois aponta o caminho da paz do Espírito ou da paz do Cristo.
Diante das adversidades, encontramos três tipos de situação: aquelas que não estão sob nosso controle e, portanto, não podem ser mudadas pelas nossas ações; aquelas que estão sob nosso controle e só dependem de nós para serem mudadas; e aquelas que, embora não possamos modificar diretamente, podemos tentar influenciar na mudança. Do ponto de vista individual o Espírito deve passar por provas e expiações.
Nas provas podemos escolher os caminhos, embora não consigamos nos afastar daquilo que nos está determinado experimentar.
Nas expiações, nada podemos fazer, a não ser aceitar o que nos é dado viver. Do ponto de vista coletivo, tudo que é do mundo não depende só de nós e, portanto, ocorrem situações que não podemos mudar. Podemos, entretanto, agir de forma a modificar, por influência, comportamentos, leis e posturas coletivas.
Tudo começa, pois, pela aceitação de si mesmo, pelo conhecimento de si próprio, pela luta para vencer a ilusão do orgulho, a vaidade, o egoísmo, o apego e pela decisão de caminhar vivendo as experiências do mundo com sabedoria.

AO VIVO: Rádio Jovem Pan - 04/01/2020

REPORTAGEM INÉDITA REVELA UMA OUTRA HISTÓRIA SOBRE O CRIME QUE ASSOMBRA O PT HÁ QUASE DUAS DÉCADAS - 3 DE JANEIRO DE 2020 - SEXTA - JORNAL DA CIDADE.

Reportagem inédita revela uma outra história sobre o crime que assombra o PT há quase duas décadas


Um ex-amigo íntimo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva resolveu falar.
Durante 25 anos o fazendeiro Valter Sâmara foi muito próximo do petista.
Em 2018 ele mandou que um emissário procurasse a Operação Lava Jato. Pretendia colaborar.
No repertório apresentado aos investigadores, estavam fatos envolvendo o tríplex de Guarujá, a compra do segundo apartamento em São Bernardo do Campo e o assassinato de Celso Daniel, em janeiro de 2002.
Em excelente trabalho de reportagem da Revista Crusoé, Valter Sâmara revelou fatos inéditos vinculados à morte de Celso Daniel.
Tais fatos, ele pretendia contar para a Lava Jato, mas um episódio criminoso cometido contra familiares, fez com que recuasse.
Narra a Crusoé:
“Passava das cinco horas da tarde quando dois homens, um deles de boina e bengala, desceram de um Spacefox preto em frente a uma loja de roupas de grife em um bairro residencial de Ponta Grossa, no interior do Paraná. Era quinta-feira, 26 de abril de 2018, e a rua estava calma, como de costume. Armada, a dupla rendeu duas pessoas logo na entrada e anunciou o assalto. Outros dois comparsas chegaram em seguida para invadir a casa que fica nos fundos do mesmo imóvel, fazendo 11 reféns, entre eles uma idosa e uma criança. Mas em vez de dinheiro e objetos de valor, os bandidos queriam ‘os documentos do PT’. As vítimas foram amarradas, amordaçadas e agredidas, enquanto parte da quadrilha quebrava as paredes atrás de um cofre onde o material poderia estar escondido. Após mais de uma hora de terror e destruição, o bando não achou nada e fugiu levando apenas carteiras, celulares, bijuterias e algumas peças da loja. Apesar da explícita conotação política, a Polícia Civil do estado concluiu, poucos meses depois, que o caso foi um típico crime comum, contra o patrimônio, sem indiciar ou prender ninguém.”
Porém, a soltura do meliante petista encorajou Valter Sâmara a quebrar o silêncio.
Eis o relato do fazendeiro:
Sâmara conta que, em abril de 2002, três meses após o assassinato de Celso Daniel, recebeu uma fita cassete com a gravação de uma conversa entre Gilberto Carvalho e Miriam Belchior, que eram secretários da administração petista na cidade do ABC. Ele diz que obteve o material das mãos de um antigo amigo, Álvaro Lopes, um lobista conhecido nos corredores do poder de Brasília. que, à época, segundo o fazendeiro, atuava como emissário do então deputado Michel Temer, ex-presidente da Câmara.
Na conversa, relata Sâmara, Carvalho pede para Miriam continuar de luto pela morte de Celso Daniel, com quem foi casada por dez anos antes do sequestro e assassinato dele. E diz à então secretária municipal de Habitação e Inclusão Social de Santo André para guardar por mais alguns dias uma misteriosa encomenda que ele iria retirar em outra ocasião — o fazendeiro diz acreditar que, pelos termos da conversa, os dois tratavam de dinheiro. O conteúdo da fita impressionou Sâmara. Na mesma semana, ele foi a São Paulo mostrar a gravação a Lula, no apartamento do petista em São Bernardo. ‘Fiquei bem preocupado quando ele disse que era uma montagem. Eu tinha ouvido a fita e falei que não, aquilo não era montagem nenhuma’, diz o fazendeiro. Ele conta ter deixado a gravação com o petista. À época, Lula já rodava o país em pré-campanha na sua quarta e, desta vez, vitoriosa tentativa de chegar ao Planalto.
O áudio ouvido por Sâmara chama a atenção por dois fatos importantes: 1) ao contrário dos grampos feitos pela PF, cujas cópias chegaram a ser apresentadas na CPI dos Bingos em 2005, a gravação contida na fita cassete, segundo ele, não era de uma ligação telefônica, mas produto de uma escuta ambiental, o que indica tratar-se de áudio inédito; 2) a conversa fazia alusão à arrecadação ilícita de dinheiro na Prefeitura de Santo André, um suposto esquema nunca comprovado, mas que converge com a acusação feita pelos irmãos de Celso Daniel, João Francisco e Bruno Daniel, contra Gilberto Carvalho, de que o então secretário e futuro chefe de gabinete de Lula coletava propinas provenientes de um esquema de corrupção municipal, para entregá-las a José Dirceu, à época o presidente nacional do PT.
Para Sâmara, o assassinato de Celso Daniel foi um crime político, ao contrário do que concluiu a polícia de São Paulo em duas investigações segundo as quais o ex-prefeito petista foi vítima de um sequestro seguido de morte por uma quadrilha da favela Pantanal. Pela tese do ex-amigo de Lula, também defendida pelos irmãos do petista, o ex-prefeito era conivente com os desvios de dinheiro para o partido, mas teria reagido contra o enriquecimento ilícito pessoal de aliados e empresários amigos do setor de transportes. “Ninguém até hoje teve interesse em descobrir os fatos verdadeiros sobre isso”, afirma Sâmara. O fazendeiro acredita que os bandidos que invadiram a casa de sua irmã em abril de 2018 estavam atrás da fita cassete que ele diz ter deixado com Lula em 2002. Sâmara jura que não ficou com nenhuma cópia da gravação.
A gravação ouvida pelo ex-amigo de Lula nunca chegou ao conhecimento das autoridades que investigaram a morte de Celso Daniel. O promotor que apurou o caso, Roberto Wider Filho, diz que o áudio, se ainda existir, pode contribuir para iluminar a história do crime.
da Redação
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LUCIANO HANG CRITICA MARCELO FREIXO: "ESTAVA SENDO COMUNISTA LÁ NA EUROPA" - 4 DE JANEIRO DE 2020 - JORNAL DA CIDADE.

Luciano Hang critica Marcelo Freixo: “Estava sendo comunista lá na Europa”



O empresário Luciano Hang (dono da Havan), fez uma postagem em suas redes sociais a respeito do deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ). A publicação anexada contém uma imagem em que o deputado está acompanhado de amigos em Portugal.
“Que tal uma ‘portotonica’ com os amigos do bloco de esquerda? Encontro maravilhoso com boa conversa e planejamento para o futuro. Orgulho de ver o que fizeram em Portugal. Que venha a geringonça carioca”, escreveu Freixo.
Luciano Hang não poupou críticas.
“Cuba? Venezuela? Que nada, o deputado federal do Psol Marcelo Freixo estava sendo comunista lá na Europa. É como eu falo: Ooo vidão! A esquerda sempre foi e sempre será hipócrita. Querem viver do bom e do melhor enquanto o povo vive somente do pior”, disse o empresário.
O proprietário das lojas Havan ainda fez um alerta para os “esquerdopatas”:
“Como ainda tem gente que acredita nesse tipo de gente. Acordem esquerdopatas, os políticos esquerdistas querem só o seu dinheiro enquanto vocês vivem de bolsa miséria.”
“Na próxima vez vão passar férias na Cuba que os pariu”, finalizou Luciano Hang.
da Redação
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TERCEIRA GUERRA MUNDIAL? OS IMPACTOS DO CONFLITO EUA-IRÃ

A "CHAPA DA VERGONHA": PSOL QUER ERUNDINA-BOULOS PARA ELEIÇÕES EM SÃO PAULO E PT ESTÁ PREOCUPADO COM FALTA DE APOIO - 3 DE JANEIRO DE 2020 - JORNAL DA CIDADE.

A "chapa da vergonha": PSOL quer Erundina-Boulos para eleições em São Paulo e PT está preocupado com falta de apoio

Em ano de eleições municipais, a maior cidade do Brasil já se prepara para uma enxurrada de candidatos. São Paulo, sem dúvida é a cidade mais visada por líderes partidários. O problema é que sempre surgem ‘chapas’ que chamam a atenção de forma negativa e desta vez não será diferente.
O PSOL pretende lançar a candidatura de Guilherme Boulos, com Luíza Erundina como vice. A chapa é, sem dúvida, fraca e sem qualquer perspectiva. A improvável eleição de ambos, seria a assinatura de um contrato para jogar a capital paulista no fundo do poço.
Erundina atualmente é deputada federal e já foi prefeita de São Paulo, eleita em 1988, quando integrava o PT. Boulos, depois do vexame da sua candidatura presidencial, se resume a dar chiliques nas redes sociais.
A ‘chapa da vergonha’, presume que com a união desses dois elementos irá conquistar votos suficientes para a eleição. Segundo o partido, Erundina tem um eleitorado fiel nas periferias (favelas), enquanto Boulos conquistaria o ‘voto ideológico’ da classe média. Mero devaneio do PSOL.
Até o momento, Boulos se mostrava resistente quanto a candidatura - provavelmente pela vergonha de 2018 - porém, ao que tudo indica, a união com Erundina seria uma maneira de contornar a resistência de Boulos de concorrer ao pleito.
A união de ambos, também demonstra o notório enfraquecimento do PT, que ninguém mais quer por perto.
Isso é o resultado de anos de roubalheira e corrupção.
da Redação
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MILITANTE DO "LULA LIVRE" ASSUME ATENTADO E PROMETE INCENDIAR CASA DE BOLSONARO EM ANGRA - 3 DE JANEIRO DE 2020 - JORNAL DA CIDADE.

Militante do “Lula Livre” assume atentado e promete incendiar casa de Bolsonaro em Angra

Os militantes conhecidos vulgarmente como “militontos”, uma turma que realmente venera o ex-presidente Lula, estão atordoados, sem compreender as seguidas notícias dando conta de êxitos da atual gestão comandada pelo presidente Jair Bolsonaro.
Assim, naturalmente, vez por ora, um deles perde a cabeça e torna-se capaz de cometer atos violentos e criminosos.
Tudo teve início com Adélio Bispo de Oliveira…
O “imbecil” da vez é um tal de Paulo Henrique dos Santos Felix, conhecido como Hique Felix. Um alucinado, deturpado mental, adorador de um meliante condenado por corrupção e lavagem de dinheiro.
Esse cidadão acaba de assumir a autoria do atentado contra a Havan, em São Carlos (SP) e está prometendo mais duas ações ‘terroristas’.
Disse que vai “queimar” a estátua da Havan em Campinas e, durante o Carnaval, está prometendo atacar a casa do presidente Jair Bolsonaro, em Angra dos Reis.
O que se denota com atos como esse e ameaças desse tipo, é que a esquerda, percebendo que está sendo derrotada, partiu para a violência.
Por enquanto, apenas atos isolados.
Mas, precisamos extirpar esse movimento criminoso.
da Redação
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Especial de aniversário dos 49 anos da ROTA - diretor Elias Junior

Retrospectiva 2019 - o Braço Forte e a Mão Amiga a serviço do Brasil

REPERCUSSÃO DA TENSÃO DO ORIENTE MEDIO NO BRASIL.

A crise entre Estados Unidos e Irã — que sugere risco de um conflito armado — coloca o presidente Jair Bolsonaro entre a cruz e a espada. Os principais conselheiros, entre eles os militares, recomendaram a ele uma postura neutra e pragmática em relação ao embate, tendo em vista a boa relação comercial com ambas as nações. De um lado, o país árabe, aliado da Rússia e China, principal parceiro comercial brasileiro no Oriente Médio e o maior importador do milho produzido no país. Do outro, a maior potência econômica do mundo e o segundo principal comprador de mercadorias brasileiras. Colocado à prova de fogo, contudo, o chefe do Executivo não seguiu a tradição da diplomacia brasileira. Alfinetou o governo iraniano, associando o general Qasem Soleimani — assassinado numa ação militar dos EUA — ao terrorismo e disse que a posição é se “aliar a qualquer país no mundo no combate ao terrorismo”.
As declarações de Bolsonaro sugerem uma posição contrária ao recomendado pela diplomacia internacional em uma crise deflagrada entre Estados Unidos e Irã. A relação foi ainda mais escancarada depois que o Ministério das Relações Exteriores se posicionou. “Ao tomar conhecimento das ações conduzidas pelos EUA nos últimos dias no Iraque, o governo brasileiro manifesta seu apoio à luta contra o flagelo do terrorismo e reitera que essa luta requer a cooperação de toda a comunidade internacional sem que se busque qualquer justificativa ou relativização para o terrorismo”, comunicou.
O Itamaraty ressalta, ainda, que acompanha “com atenção” os desdobramentos da ação no Iraque e reforça que condena “igualmente” os ataques à embaixada dos EUA em Bagdá, ocorridos nos últimos dias. “E apela ao respeito da Convenção de Viena e à integridade dos agentes diplomáticos norte-americanos reconhecidos pelo governo do Iraque presentes naquele país”, informou.
O posicionamento pegou de supetão e preocupou conselheiros oriundos das Forças Armadas do alto ao médio escalão do governo. “Diplomacia tem que ser pautada pela serenidade e isenção total. Ao tomar essa posição, corremos vários riscos”, ponderou um assessor. Outro interlocutor, entretanto, considera que há espaço para mudar o tom e adotar um tom pragmático. Ele não considera muitos riscos, ao menos não em termos de conflito armado. “Nossa situação em termos de localização geográfica, nesse caso, é privilegiada, estamos fora da zona de ação”, sustentou.
O analista político e especialista em relações exteriores Ricardo Mendes, sócio-diretor da Prospectiva, concorda com a visão de adoção do pragmatismo. “Apesar dos posicionamentos, não acredito que o Brasil tomará partido. Não creio que tenha condição para isso”, frisou. “São interesses contrários aos militares, a área agrícola e econômica. Não interessa a ninguém. Creio que o país deve se manter neutro, e Bolsonaro vai voltar atrás”, acredita.
Em entrevista, nesta sexta-feira (3/1), ao programa Brasil Urgente, da TV Bandeirantes, Bolsonaro disse que o governo é favorável a qualquer medida que combata o terrorismo no mundo. “A nossa posição é de nos aliarmos a qualquer país no mundo no combate ao terrorismo. Nós sabemos, em grande parte, o que o Irã representa para os seus vizinhos e para o mundo”, frisou. “A vida pregressa dele (Qasem Soleimani) era voltada, em grande parte, para o terrorismo. Nossa posição aqui no Brasil é bem simples: tudo que pudermos fazer para combater o terrorismo, nós faremos.”
Embaixada aconselha cautela
A Embaixada do Brasil em Bagdá, no Iraque, recomendou, nesta sexta-feira (3/1), que não sejam feitas viagens ao país devido ao “quadro de incertezas e especulações”, após ação militar dos Estados Unidos que matou o general iraniano Qasem Soleimani.
Alerta publicado no site da embaixada também afirma que brasileiros que estiverem no Iraque devem “evitar as áreas de conflitos e agir com extrema cautela, sobretudo em lugares com grande concentração de pessoas”. O governo brasileiro ainda recomenda que esses brasileiros mantenham “contato regular” com a Embaixada.
A representação brasileira ainda alerta para que notícias sobre a situação política no país sejam monitoradas por fontes confiáveis. “No atual quadro de incertezas e especulações, a Embaixada do Brasil recomenda aos portadores de passaporte brasileiro que monitorem as notícias por meio de fontes confiáveis, evitando tomar decisões baseadas em rumores e especulações que, como sabemos, são comuns e se espalham rapidamente nessas horas de crise.”
“Entendemos as preocupações com relação à segurança de nossos compatriotas, e a Embaixada buscará prestar, no momento adequado, a assistência consular cabível e possível, dentro dos recursos humanos e financeiros disponíveis”, afirma a nota.
A Embaixada disponibilizou contatos em seu site para dúvidas. Também disse que formará um grupo em aplicativo de mensagens para emergências. “É útil integrar esse grupo e informar outros brasileiros da sua existência. As mensagens enviadas ao grupo devem se limitar a questões urgentes, relativas à atual situação e procedimentos a adotar”, diz o texto.
Em defesa da neutralidade

 A pressão pela neutralidade não virá apenas de núcleos do próprio governo, mas, também, de aliados no Congresso. O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS), sugeriu que o Brasil se mantenha em cima do muro em relação ao conflito. O senador lembrou que, historicamente, o país é considerado pacífico. “E, assim, deve continuar. Há uma celeuma estabelecida entre Irã e Estados Unidos. O Brasil tem de pesar e torcer para que isso seja exaurido no mais curto espaço de tempo”, defendeu. “Além disso, em um conflito vindouro, poderá sobrar para países aliados de um ou de outro, e acho que o Brasil não deve se envolver ou tecer comentários”, recomendou.
O parlamentar analisa, ainda, que o Brasil não tem “tamanho” para entrar na briga. “Temos de observar e torcer por um entendimento e para a paz”, opinou. “Uma guerra não é boa para nenhum dos lados. Se algo assim vier a acontecer, teremos de observar as consequências nas relações comerciais que temos e que serão afetadas”, ressaltou. “O preço do barril de petróleo, por exemplo, já disparou. Não devemos entrar no pormenor de quem fez o que. É melhor a gente não se envolver”, insistiu.
A tomada de posição de um lado pode trazer consequências negativas para o Brasil, sobretudo se mantiver uma política de alinhamento incondicional aos Estados Unidos, alertou o professor Juliano da Silva Cortinhas, do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB). “Sempre que eles entram em confronto, voltam suas atenções para o problema e nos esquecem. Se acontece em um momento de alinhamento automático, nosso aliado principal deixa de nos dar atenção”, destacou. “Mas, se nossa política internacional for pragmática, pode ser um momento estratégico para viabilizar novas possibilidades”, sustentou.
Heleno: “Vamos observar”
O general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), disse ao Correio que conversou com o presidente Jair Bolsonaro sobre a crise entre os Estados Unidos e o Irã. Ele afirmou que considera “delicada” a situação e destaca que o momento é o de aguardar: “Não é uma situação em que possamos estabelecer com antecedência tudo o que vai acontecer. Por isso que digo: vamos olhar. Mais do que falar, opinar. Vamos olhar, vamos prestar atenção”. O ministro afirmou que os acontecimentos ainda estão “muito no início”. “O presidente e eu conversamos muito. Sou segurança internacional, não tenho pretensão de ser conselheiro, mas converso com ele, e a gente discute. Por enquanto, a ideia é a gente ficar observando. Acabei de receber um documento, vou estudar para conversar com ele e, por enquanto, a ideia é a gente ficar observando.”
Preocupação com alta do petróleo 


O presidente Jair Bolsonaro convocou uma reunião para a próxima segunda-feira, com o objetivo de debater com o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, e com ministros e técnicos da área econômica os impactos da alta do preço do barril de petróleo no mercado interno. Diante da perspectiva de alta da commodity e do dólar — dois insumos da política de reajuste de preços da estatal —, a ideia é discutir medidas para atenuar impactos que o conflito entre Irã e Estados Unidos podem provocar no preço da gasolina e do óleo diesel ao consumidor. A intenção do chefe do Executivo é incentivar a abertura do mercado de combustíveis. Ele promete não intervir na autonomia da empresa pública.
A reunião terá a presença de ministros e técnicos da Petrobras e da área econômica do governo. Bolsonaro garante, contudo, que o encontro é para discutir o diagnóstico sobre o cenário internacional e eventuais medidas para mitigar os efeitos da alta do dólar, que subiu, nesta sexta-feira (3/1), 0,74%, e do preço do barril de petróleo do tipo Brent, que avançou 3,64%, na composição do reajuste que, em breve, deve ser anunciado pela empresa pública.
Bolsonaro sustenta que não há qualquer intenção em intervir na política de preços da estatal, ainda que assessores próximos do presidente não descartem a possibilidade, sobretudo se a tensão entre Irã e Estados Unidos for duradoura. “Nós optamos por isso e não vamos interferir. Agora, sabemos o quanto isso impacta toda a nossa economia, cujo produto final, gasolina e diesel, já está bastante alto. O povo quer que diminua o preço do combustível, com razão, mas não podemos tabelar”, declarou o comandante do Planalto, em entrevista ao programa Brasil Urgente, da TV Bandeirantes.
Adiamento
A posição encontra alinhamento com a Petrobras. Em nota, a empresa informou, nesta sexta-feira (3/1), que seguirá acompanhando o mercado e decidirá “oportunamente” sobre os próximos ajustes nos preços. Ressaltou, contudo, que não há “periodicidade pré-definida” para a aplicação de reajustes. Ou seja, ainda é incerto quando serão corrigidos os custos da gasolina e do diesel nas refinarias, mas, a depender da continuidade da oscilação do dólar e do petróleo, o ajuste virá.
O governo espera, assim, estar preparado para discutir ações capazes de atenuar os impactos. Estarão na mesa do governo o debate sobre a elevação da importação de gasolina e diesel, bem como a venda de refinarias da Petrobras, que detém 13 das 17 em funcionamento no país. Em 2019, foram anunciadas oito delas, que devem ser leiloadas este ano. O objetivo é apresentar ao consumidor um meio-termo que não aponte para a intervenção ou o tabelamento. “Vou conversar com quem entende. O Brasil está dando certo porque não meto o bedelho em tudo, busco informações. (...) Já fizemos no passado a política de tabelamento e não deu certo. Na questão de combustível, temos de quebrar monopólios”, ressaltou.
Corte no ICMS
Uma alta mais acentuada no preço do petróleo poderia ser compensada no mercado doméstico por reduções na alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de combustível, sugeriu, nesta sexta-feira (3/1), o presidente Jair Bolsonaro. “A gente apela para governadores. Vamos supor que aumente 20% o preço do petróleo, vai aumentar em 20% o preço do ICMS. Não dá para uns governadores cederem um pouco nisso também? Porque todo mundo perde. Quando você mexe em combustível, toda a nossa economia é afetada”, declarou. O ICMS é um imposto estadual e representa, em média, um terço do custo final dos combustíveis. Pela legislação atual, cada estado define sua alíquota de ICMS sobre os combustíveis. O imposto estadual incide sobre o preço médio de cada combustível — valor atualizado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).
Possibilidade de intervenção
Por mais que o presidente Jair Bolsonaro diga o contrário, a probabilidade de ele não intervir na política de reajuste da Petrobras é baixa, a depender do tempo de duração da crise entre Estados Unidos e Irã. E esse é um cenário provável na avaliação do economista Cláudio Frischtak, presidente da Inter.B Consultoria Internacional. Para ele, o envio de tropas americanas para o Oriente Médio reforça uma escalada da tensão. “É uma ação que você sabe onde começa, mas não sabe onde termina. Se eu tivesse que adivinhar, o presidente vai intervir caso as tensões explodam, e o petróleo suba abruptamente. Não há dúvida disso”, analisou.
O especialista considera, também, que a Petrobras ainda não tem completa autonomia para repassar o preço. “Principalmente para o diesel, que é o que realmente pesa mais. O que pode acontecer é ela repassar plenamente ou até mais do que plenamente para a gasolina, e fazer um subsídio cruzado para o diesel”, ponderou.
Já o coordenador-técnico do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), Rodrigo Leão, apontou para outros desafios. O cenário projetado por ele sugere um ambiente complexo, com pressões exercidas por importadores e caminhoneiros, caso o preço do barril de petróleo continue subindo. “Os importadores vão pressionar por reajuste rápido. Os caminhoneiros vão pressionar para que não suba. A Petrobras ficará no meio do caminho, mas a tendência é de que optem pelo reajuste, resultando em uma queda de braço. A primeira coisa a ser feita é manter a calma”, destacou.
O governo, contudo, não prevê uma escalada da alta do preço do petróleo. “Há poucas semanas (em setembro), tivemos um ataque de drones a refinarias na Arábia Saudita e houve um pequeno aumento do petróleo. Conversei com o Castello Branco e ele acha que esse pico de reajuste, agora (nesta sexta-feira — 3/1), de aumento vai ser semelhante ao ocorrido no ataque dos drones. Ele acha que um pouco disso vai se acomodar”, justificou, numa referência ao presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco.
Temor de disparada dos preços nas bombas




Os consumidores estão apreensivos com uma possível disparada dos preços da gasolina, caso a tensão no Oriente Médio se agrave e perdure por muito tempo. A crise na região ganhou dimensões inesperadas depois de um ataque aéreo feito pelos Estados Unidos ao aeroporto de Bagdá, no Iraque, que matou o major-general Qasem Soleimani, responsável pela crescente influência militar do Irã no Oriente Médio e um herói entre muitos iranianos e xiitas da região. Nesta sexta-feira (3/1), o preço do barril do petróleo tipo Brent avançou 3,64%.
Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e de Lubrificantes do Distrito Federal (Sindicombustíveis-DF), Paulo Tavares, as promoções que os postos estão realizando pode ser derrubada com o possível aumento nas refinarias. Ele avisou que, se os preços aumentarem, não haverá alternativa aos postos senão repassar a alta para os consumidores. Tavares disse que o repasse poderá ser mais rápido, porque os estoques dos postos estão acabando. Assim, se o combustível que chegar já vier com aumento, os motoristas devem preparar o bolso.
Tavares espera que o governo faça jus ao prometido: atrelar o preço do barril às variações da moeda americana não só quando está em alta. “O dólar baixou e não houve nenhum movimento da parte do governo. Já são quase dois meses sem reajuste, sendo que o dólar baixou para caramba”, destacou.
Ao longo do ano passado, a gasolina ficou, em média, 4,85% mais cara nas bombas, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP). O litro do combustível subiu de R$ 4,34 no fim de 2018 para R$ 4,55 ao término de 2019. No entanto, o etanol teve elevação maior, com reajuste de 11,51% em 2019. A Petrobras não quis se pronunciar quanto à possibilidade de aumento do preço do barril nas refinarias.
Pesquisa
O consumidor brasiliense já começou a correr aos postos para abastecer antes do possível aumento. No DF, o menor preço pode ser encontrado a R$ 4,31, no Posto Petrolino, em Taguatinga Centro. Já os maiores estão nos postos da Asa Norte, que vendem o litro da gasolina por R$ 4,49.
De quinta para sexta feira, alguns postos reduziram o preço do litro da gasolina na Asa Norte. O JarJour e o Petrobras, das quadras 206 e 208, abaixaram de R$ 4,49 para R$ 4,43. Os postos Petrobras das quadras 212 e 214 também fizeram o mesmo, de R$ 4,44 e R$ 4,43, respectivamente, para R$ 4,42.
A bancária Sonia Bonincontro, 67 anos, disse que o preço ficou bem mais alto nos últimos tempos. “Eu consumo dois tanques por mês e isso acaba pesando muito no meu orçamento”, frisou. Ela destacou que em Brasília não se vive sem carro. “Pode ser que acabemos ficando presos em casa. Podemos até tentar diminuir as saídas ou organizar de alguma outra forma para não comprometer o orçamento.”
Ela acredita que com a crise entre os Estados Unidos e o Irã, não só o preço da gasolina vai subir, mas também o valor do botijão de gás. “Isso pode ter muita influência nos preços. Acho que vai refletir bastante.”
O engenheiro mecânico Eduardo Valente, 65, sentiu o aumento do preço do diesel ao longo ano. “Em janeiro do ano passado, abasteci por R$ 3,20 o litro. Agora, está quase R$ 4”, contou. Segundo ele, a saída para que o brasileiro pare de gastar com combustível são os carros elétricos. “Na Inglaterra, a venda de carros elétricos supera a venda a de carros por combustão. Aqui no Brasil, a venda em massa nem começou. Não sei se por falta de planejamento do governo ou por falta de interesse mesmo”, ressaltou. “Lá fora, as empresas compram o carro elétrico por US$ 30 mil. Se o dólar estiver a R$ 4 aqui, o carro sai por R$ 120 mil, mas vendem por mais de R$ 200 mil, para impedir que o povo tenha acesso e para que continuemos reféns dos preços enormes da gasolina”, criticou.
Viagens a Davos e Índia
O presidente Jair Bolsonaro disse ainda que sua viagem à Suíça, onde participará do Fórum Econômico Mundial de Davos, e à Índia estão confirmadas, mas que a repercussão da morte do general iraniano Qasem Soleimani, em ação militar dos Estados Unidos em Bagdá, no Iraque, pode afetar a agenda de chefes de Estado. “A gente não sabe até que ponto pode impactar também, não a minha viagem, mas as de todos os chefes de Estado para Davos, nessa questão. Há uma ameaça do Irã de retaliações e estamos aguardando. Por enquanto, está mantida”, ressaltou.
As declarações foram dadas no Hospital DF Star. Pela segunda vez no mesmo dia, o presidente visitou a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, que está em recuperação, após passar por cirurgia. Ela se submeteu a procedimentos para a troca da prótese de silicone e para correção de diástase no músculo do abdome e de hérnia umbilical.
O cirurgião responsável, Régis Ramos, disse ainda que a primeira-dama está bem e que sua recuperação superou as expectativas. Os procedimentos duraram 4h30, e a previsão de alta é para este sábado (4/1).