quinta-feira, 17 de maio de 2018

UNIDADE NACIONAL EM RISCO - POR ISAAC CARREIRO FILHO


UNIDADE NACIONAL EM RISCO

“Nenhum de nós é mais importante do que todos nós juntos.”           Por Isaac Carreiro Filho

Procurando se acha uma gama variada de expressões que exprimem a necessidade de união entre as pessoas para a colimação de determinados objetivos em comum.
E esta necessidade toma uma forma gigantesca quando se pensa na grande comunidade nacional composta, hodiernamente, por diferentes grupos de interesse nem sempre direcionados a objetivos comuns, notadamente num país continental como o nosso. Pelo contrário, com interesses muitas vezes antagônicos.
Diante desta dificuldade de harmonizar diferentes grupos, precisa-se de uma liderança capaz de, aparando arestas aqui e acolá, realizar uma unificação nacional plausível.
A desagregação nacional prejudica todas as partes, proporciona um enfraquecimento incomensurável, capaz de disputas internas e cobiça internacional, devido à fraqueza instaurada. Além disto, proporciona uma percepção, falsa ou verdadeira, de um descrédito internacional, combinada com uma política externa equivocada, com mais erros do que acertos, digna de ressuscitar o grande e hábil diplomata José Maria da Silva Paranhos, barão do Rio Branco, da tumba.
O mais interessante disto é quando surge um grupo que, estando no poder, paradoxalmente, começa a provocar a divisão, colocando preto contra branco, norte-nordeste contra o sul-sudeste, LGBTI contra heterossexual, que em nada contribui com a harmonia intergrupos, usando a ideia maquiavélica de que “é preciso dividir para governar”, é preciso enfraquecer os outros para se tornar forte, é preciso criar necessidades para se oferecer soluções que as atendam de alguma forma.
Numa parede na entrada do Ilha Porchat Club, praia de Itararé, São Vicente, São Paulo, há a seguinte expressão: “Apesar das diferenças existentes entre as pessoas paira sempre o social”, que nos ensina o respeito que devemos ter por todas as pessoas. Vivemos numa sociedade pluralista e devemos atentar para isto. Não se pode condenar uma pessoa por pensar diferente. Daí, partir para a ação é outra coisa.
O país tem experimentado apelos à divisão nos últimos três governos civis. Isto é como um câncer nacional que vai corroendo aos poucos a unidade nacional. Prega-se a esperança: “Jamais se desespere em meio às mais sombrias aflições de sua vida, pois das nuvens mais negras cai água límpida e fecunda.” (Provérbio chinês).
A força de um governo não se mede somente pela propaganda oficial, muitas vezes enganosa, porém pelas realizações percebíveis nos mais diversos campos do poder nacional, independentemente de ideologia político-partidária. Aliás, a ideologia em excesso acaba prejudicando o desempenho governamental. Pior ainda, quando um país se volta para resolver problemas dos outros países, se esquecendo de resolver seus próprios problemas internos, que não são poucos. O Brasil tem se transformado num boteco do Seu Zé, entrando no “perigoso terreno da galhofa.” (Stanislaw Ponte Preta). “Quero dizer pra vocês que o Brasil só vai melhorar quando todas as mulheres abrirem o seu negócio...” “Não temos meta, mas vamos dobrar a meta...”. “Todos sabem que sempre fui uma mulher de programa...” (Dilma Rousseff).
Ademais, a unificação nacional, deve ser fruto de uma vontade política impoluta, de uma vontade comum aos diferentes grupos de interesse, cristalizado nos legítimos objetivos nacionais. Leciona-se que quando um objetivo é contrário aos objetivos nacionais deve ser abortado, evitando uma colisão indesejada.
Um governo não pode se basear na premissa de que os “fins justificam os meios” com o único intuito de se perpetuar no poder a todo custo, como se as demais pessoas não descobrissem a verdade, mais cedo ou mais tarde. “A nossa vergonha já foi exposta há muito tempo debaixo do sol”.
Os brasileiros devem tomar cuidado com supostos documentos da CIA sobre o combate à guerrilha sob o regime militar. E olha quem é o ministro das Relações Exteriores do Temer? Aloysio Nunes, motorista de Marighela, aquele autor do manual de guerrilha contra o poder vigente. Terrorista é bandido, antipatriota, defensor da ditadura do proletariado, que não deu certo em lugar algum, comunista de carteirinha. Ninguém é obrigado a ser terrorista. Estiveram em Cuba e outros países comunistas treinando técnicas de guerrilha e doutrinação comunista para a mudança de regime.  
Nem toda a família de um terrorista sabia o que era terror, violência e suas atividades clandestinas e muitos terroristas eram justiçados pelos próprios companheiros, caso tentassem abandonar a causa. Terrorista sequestra, mata gente, subtrai armamento e munição e rouba bancos. O combate a terroristas deveria ter excludente de licitude.
Parece que isto está cheirando a tentativa de mais uma polpuda indenização financeira com o dinheiro público em detrimento de muitas necessidades do povo relegadas a um segundo plano por estes três últimos governos. Aprendi com a minha família que, se quiséssemos mais dinheiro, deveríamos nos esforçar mais.
Servi, como oficial do Exército, na tríplice fronteira da Amazônia (Brasil, Colômbia e Peru), entre 1994 e 1996, em Tabatinga, tendo a oportunidade de sentir de perto a aflição do querido povo colombiano, pela insegurança causada pela luta armada das FARC (Forças Armadas Revolucionárias Colombianas), adepta da narcoguerrilha marxista-leninista na região.
A ordem do general-presidente Ernesto Geisel (1974-1979) era restabelecer a plenitude da democracia e devolução do poder aos civis, que acabou caindo em mãos erradas. Estranho que só depois de cinquenta anos querem conhecer ou reescrever a história do Brasil. Se o governo quisesse indenizar para valer deveria se preocupar mais com os cumpridores da lei e da ordem e suas famílias, quer sejam civis quer sejam militares.
Uma coisa contraditória que vem me preocupando como um bom brasileiro e estudioso do nosso país, sem vínculos partidários e ideologia a parte, é a questão dos movimentos sociais, como o MST, MTST e outros. A Dilma chegou a legislar a favor dos ditos movimentos sociais, que vêm trazendo insegurança no campo e na cidade.
A grande questão é: Com treze anos no poder não deu para fazer a tão sonhada reforma agrária ou ela foi usada somente como mote político? Se o partido não conseguiu resolver o problema porque não mudaram de partido? Isto tudo é muito estranho: o Foro de São Paulo e os partidos políticos de apoio com a palavra...
A unidade nacional é importante na manutenção da integridade territorial, conquistada a duras penas pelos verdadeiros heróis do passado. Quando ela está enfraquecida surge rapidamente a ideia de fracionamento do território nacional defendida por várias bandeiras, empunhadas por aqueles que pensam diferente e desejam autonomia.
Muitas pessoas querem mudar o Brasil. O Brasil só vai mudar se cada brasileiro tomar a atitude correta, buscando valores como a verdade, a honestidade, o patriotismo, o caráter bem formado, o trabalho honesto, a dignidade, o combate à corrupção em todos os níveis... Não devemos nos conformar com o que aí está, entretanto a mudança começa com a renovação da nossa mente e da nossa vã maneira de fazer as coisas. Deus dá o cavalo, e não dá a carroça. Deus dá o livro, e não ensina a ler.
A liberdade de um termina onde começa a liberdade do outro, porém, o limite da liberdade é a lei. E a lei deve estar baseada nos legítimos anseios e desejos do povo e não de determinado grupo de pressão que só vê os seus interesses. Os políticos deveriam ser agentes de transformação da triste realidade brasileira não o são.
Desafortunadamente, além de corruptos, há políticos que se transformaram em campeões do conluio, da mentira, da calúnia e da difamação. “Será para sempre escravo da ganância aquele que não consegue se contentar com pouco.” (Horácio).
A minha mensagem, apesar dos pesares, tem sido de otimismo responsável em relação ao Brasil. Não pense que uma eleição resolverá tudo, lembrado que sempre haverá joio no meio do trigo. Num laranjal sempre haverá laranja podre.
O caso do Rio de Janeiro mereceria realmente uma intervenção federal para valer, já que todos os níveis de poder estão corrompidos, num processo de promiscuidade com o crime que durou dezenas de anos, desde os governos de Leonel Brizola. Provavelmente por questões políticas, o governo federal inovou, decretando apenas uma intervenção tímida na segurança daquele estado de resultado duvidoso.
Analisando-se a situação política do país, pensa-se, em aproximações sucessivas, que o povo quer a intervenção militar. O povo se esquece de que o país vive numa conjuntura em que deve prevalecer a força do argumento e não o argumento da força. Pensando num futuro melhor, o que o povo busca, embora de maneira incipiente, são candidatos que possuem valores cultuados na caserna e há quase uma centena de candidatos de origem militar disponíveis para os diferentes pleitos.
Servindo quase trinta anos à pátria, posso garantir que o Exército Brasileiro, cada vez mais profissional, sempre me proporcionou liberdade de ação, liberdade com responsabilidade, permitindo ir muito além do dever cumprido, inclusive no meio civil. 
É inegável que as Forças Armadas nacionais têm prestado uma grande ajuda tanto na segurança quanto no desenvolvimento do país, relevantes serviços no exterior, além de contribuir com a projeção nacional no concerto das nações. Não é patriótico continuar apequenando esta nação e seu destino manifesto.
Até quando o país vai continuar brincando de ser gauche na vida ou invertido na contramão da história? Pense nisto: “O Brasil precisa de alguém que seja honesto, não seja corrupto, tenha Deus no coração e seja patriota.” (Jair Bolsonaro).

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