Distorção da verdade - repasso
Mensagem original
De: Antonio Agenor Farias < aagenor.farias@gmail.com >
Para: undisclosed-recipients
Assunto: Fw: Res: A gentil “CONVOCAÇÃO”
Enviada: 17/04/2013 19:22
De: Antonio Agenor Farias < aagenor.farias@gmail.com >
Para: undisclosed-recipients
Assunto: Fw: Res: A gentil “CONVOCAÇÃO”
Enviada: 17/04/2013 19:22
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Amigos e amigas
Repasso a mensagem que recebi de
um colega de turma
e a resposta que enviei ao mesmo.
Gostaria de ouvir as opiniões dos amigos
a respeito do tema.
Um abraço
Farias
-------Mensagem
original-------
Assunto: Fw:
Res: A gentil “CONVOCAÇÃO”
Caro amigo Kummel
Essa mensagem foi uma das coisas que
mais me preocuparam nos últimos tempos.
No dia 25 de agosto de 1951, na distante
cidade de Fortaleza, prestei o solene compromisso à Bandeira. Nunca esqueci
aquelas palavras solenes que me fizeram estremecer de
emoção..........."PROMETO CUMPRIR AS ORDENS DAS AUTORIDADES A QUE
ESTIVER SUBORDINADO..................E DEDICAR-ME INTEIRAMENTE AO SERVIÇO DA
PÁTRIA, CUJA HONRA, INTEGRIDADE E INSTITUIÇÕES, DEFENDEREI COM O SACRIFÍCIO
DA PRÓPRIA VIDA". Meu Deus, que juramento solene
e profundo para um menino que recém deixara de usar calças curtas. Esse
juramento foi repetido no aspirantado e na promoção a 2º tenente. Não foi uma
brincadeira de crianças, foi um JURAMENTO SOLENE, público, diante do povo e
de autoridades civis e militares. Como pode agora o governo querer
incriminar aqueles sodados que cumpriram as ordens das autoridades a que
estavam subordinados? Faço a pergunta: o que teria acontecido ao Brasil, ao
povo brasileiro, às autoridades civis brasileiras, se alguns ou muitos
militares, oficiais e praças, tivessem dito: NÃO CUMPRIREI AS ORDENS DAS
AUTORIDADES A QUE ESTOU SUBORDINADO? Quem consegue imaginar o que teria
acontecido ao Brasil se tivesse havido essa desobediência? Essa atitude
proibida ao militar seria esporádica, ou se espalharia como fogo em mato
seco? Como teriam ficado nossas Fôrças Armadas diante de uma indisciplina
generalizada? Quem poria ordem na casa?
E muita irresponsabilidade da parte dos
políticos que estão patrocinando essa maldita COMISSÃO DA MENTIRA, muita
irresponsabilidade. Se o caldo entornar, eles, como sempre o fizeram, porão a
culpa nos outros.
Cabe aos brasileiros de bom senso, às
lideranças políticas, às lideranças de classes, às lideranças
religiosas e outros grupos formadores de opinião, pararem para pensar no
risco a que estão levando este grande país.
Os chefes militares conhecem bem suas
responsabilidades. Eles não trabalham em busca de riquezas e nem de votos.
Seu lema sempre foi e ainda é SERVIR AO BRASIL!
Que o bom Deus nos ajude.
Um abraço
Farias
Antonio Agenor Farias - Cel Eng e EM
Refm
Idt MIl 100313260-0
Vinculado à SIP/2º BIL - S. Vicente-SP
-------Mensagem
original-------
Data: 17/4/2013
15:35:05
Assunto: A
gentil “CONVOCAÇÃO”
A gentil “CONVOCAÇÃO”
A recente convocação de um militar para apresentar
- se perante a Comissão da Verdade nos dá uma pálida idéia do que acontecerá
com os intimados pela execrável corte.
Um simples documento de convocação que poderia ter
chegado às mãos do indigitado de diversas maneiras foi levado à vítima com
pompas e circunstancias.
O ofício de convocação teve como portadores policiais federais,
fardados e armados, em viatura estacionada em frente à sua casa, como se ele
fosse um criminoso.
Tivemos uma leve amostra de que o “indiciado”
deverá comparecer ao tribunal devidamente amedrontado por antecedência, e que
no picadeiro, será esquartejado até a morte.
Imaginemos o horror, e o que se passa na mente do
convocado e dos que se seguirão a ele.
A família, a esposa, os filhos e os parentes,
quanta amargura, que imensa dor, que tristeza. É um mundo de sensações de
desânimo, de incapacidade, de falta de apoio, de total solidão.
Certos de que comparecer perante a Comissão será
adentrar à arena totalmente desarmado e manietado, e sem condições de
qualquer defesa, nos declaramos contrários ao comparecimento ao patíbulo de
qualquer ex – agente da repressão, e, se militar com maior veemência.
É o massacre anunciado.
Tal qual o regime nazista de Hitler, o desgoverno
decretou o holocausto nacional para exterminar o grupo de ex – agentes da
repressão que se postaram contra os seus desejos de dominarem o poder pela
força.
O trucidamento daqueles cidadãos, de fato, será o
holocausto moral de todos os que anseiam por viver num país democrata, e que
almejam uma sobranceira e honrada nação.
Não sabemos se uma convocação tem que ser
atendida, provavelmente, sim, pois esses patifes devem ter obtido ou escrito
nas suas normas, que as vítimas devem postar - se, submissamente, diante de
seus acusadores.
Se não for obrigatório, fuja, vá para alhures; se
for cale, como já fizeram os chamados perante as CPMIs e CPIs, alegando não
poderem declarar o que pudesse prejudicá - los.
Apesar de nossos conselhos, tememos que o
convocado, ao abrir seu coração, apoiado na sua indignação, pretendendo com a
sua verdade, deixar os membros da Comissão abalados, cometerá um monumental
engano, pois suas palavras serão distorcidas.
Após a visita da Swat e toda a sua aparelhagem de
intimidação (por que um único oficial de Justiça
não foi o portador da "convocação", como sói acontecer até
com criminosos de alta periculosidade?), é óbvio concluir que estamos
certos em nossa opinião de evitar a Comissão como o diabo da cruz.
Meus amigos, eles contam com o poder, com
recursos, com as leis, com parte da mídia; quanto a nós, só com a nossa
indignação.
Mas, infelizmente, a indignação não atemoriza aos
canalhas, não os abala a nossa repulsa à injustiça, nem a nossa revolta à
indignidade.
Nada os deterá, a não ser o temor de que poderão
sofrer na própria pele o castigo por sua abominável cretinice.
Por muito menos, eles assassinaram, assaltaram e
aterrorizaram; nós procuramos sem nenhum apoio, nem mesmo, como deveria
ocorrer, dos chefes militares, sem recursos, sem qualquer divulgação
denunciar a terrível ação institucionalizada em andamento.
Tristemente, temos pregado num deserto.
Os cidadãos de bem foram para o ignoto, ou talvez
para a “cracolândia” onde tudo é um tremendo “barato”.
Brasília, DF, 16de abril de 2013
Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira
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