
2 008 : -
QUARTA-FEIRA
Para mim o 9 de Julho tem um duplo significado. Foi no 9 de
Julho de 1950 que comecei a registrar as minhas memórias, com apenas 13 anos de
idade. Como bom capricorniano, não parei de registrar os acontecimentos de
minha vida durante esses 58 anos que estão se completando hoje. O outro motivo
é que, de doze anos para cá, como secretário da Sociedade Veteranos de 32-MMDC
estou intimamente ligado à data do início da Revolução Constitucionalista.
Hoje, por amor a essa causa, embarco numa van lotadíssima e
viajo de pé, em péssima posição, fazendo com que sentisse dores nas pernas. Na
Rua PEDRO VICENTE, compro o jornal AGORA e o leio enquanto aguardo a chegada do
CORONEL MENDES para irmos para o IBIRAPUERA. Esse jornal traz uma página
inteira dedicada à data de hoje.
PONTOS GUARDAM MEMÓRIA DA REVOLUÇÃO DE 32.
Mercadão abrigava armas dos soldados, que treinavam a mira
destruindo vitrais. Outro prédio foi erguido com doações para a guerra.
Hoje faz 76 anos que São Paulo iniciou uma revolta contra o
governo de GETÚLIO VARGAS, que havia assumido a presidência da República em
1930. A partir de 9 de Julho de 1932, os combates entre tropas federais e do
Estado se espalharam por todo o Estado, numa luta desproporcional: eram 100 mil
integrantes das tropas federais. Em três meses de batalhas, pelo menos 830
paulistas foram mortos e São Paulo foi derrotado.
Foi o maior conflito bélico brasileiro do século XX. Embora
São Paulo tenha sido derrotado, um de seus objetivos foi alcançado: VARGAS
permitiu uma eleição em que foram escolhidos os integrantes da Assembléia
Nacional Constituinte. Os eleitos trabalharam de novembro de 1993 a julho de
1934, quando foi promulgada a nova Constituição – a segunda da história do
Brasil. Hoje de manhã, uma solenidade no obelisco do IBIRAPUERA marca a data.
Pela primeira vez, uma mulher assumirá, aos 89 anos, o comando do Exército
Constitucionalista.
Após 76 anos, o levante continua na memória de cerca de uma
centena de soldados que estão vivos – todos com mais de 90 anos – e é lembrado
em vários pontos do Estado. No interior ainda há trincheiras e locais que
abrigaram tropas. Na capital, além de ruas e avenidas que remetem a datas e
personalidades da época, é possível conferir pontos – muitos deles escondidos –
que foram importantes durante a revolução.
Na esquina da rua BARÃO DE ITAPETININGA com a PRAÇA DA
REPÚBLICA, no centro, foram mortos, em conflitos após um comício em 23 de maio
de 1932, quatro jovens (MARTINS, MIRAGAIA, DRÁUSIO e CAMARGO) que deram origem
à sigla MMDC, símbolo da revolta.
No período da revolução, o Mercado Municipal, no parque D
PEDRO II, abrigou armas e munição em vez de frutas e verduras. Os soldados
treinavam artilharia nas imagens do painel, que levou quatro anos para ser
concluído. Já o mosteiro de SÃO BENTO, no centro, serviu como abrigo para os
feridos.
Preservar a memória da revolução é a missão da Sociedade
Veteranos de 32-MMDC. Eles mantém o museu “MARIA SOLDADO” com capacetes,
documentos, fotos e fardas.
Mas o espaço só reabrirá em agosto. Em 2006, ameaçado por
inflitrações, o acervo foi transferido do subsolo do obelisco para um colégio
da LAPA e só pode ser visitado no período letivo.
O professor JOSÉ CARLOS DE BARROS LIMA, presidente do núcleo
LAPA da associação, sonha com a mudança definitiva para o EDIFÍCIO OURO PARA O
BEM DE SÃO PAULO, no centro. O prédio pertence à SANTA CASA e foi erguido com o
dinheiro da venda de jóias doadas pelos paulistas para financiar a revolução. Os veteranos voltam hoje ao obelisco do
IBIRAPUERA para cumprir um ritual que se repete todos os anos. No gramado, no
entorno do monumento, que está fechado para reforma, haverá a tradicional
passagem de comando do Exército Constitucionalista. Pela primeira vez uma mulher
assumirá o posto.
A escolhida é DIRCE RUDGE PACHECO E SILVA, 89 anos. Ela
tinha apenas 14 quando a revolução estourou. Ajudou costurando uniformes e na
preparação de alimentos para os soldados. “Eram 72 mil mulheres colaborando.
Sem elas, nada teria acontecido”, afirmou o coronel da reserva MÁRIO FONSECA
VENTURA, secretário da Sociedade Veteranos de 32-MMDC, responsável pela
indicação.
Além da passagem do comando, a solenidade terá o
sepultamento de 11 heróis de 32 na cripta do monumento e um desfile cívico-militar.
O MENDES prefere deixar o carro no estacionamento da
Assembléia Legislativa. Vamos a pé até o local do palanque. Embora seja cedo,
há grande número de pessoas no local. Cumprimentamos o coordenador do evento,
CORONEL PM MARCO ANTÔNIO, Comandante da APMBB, bem como outros oficiais que
fazem parte do esquema de organização da festa. Muita gente conhecida está
presente. Entre eles: FRANCISCO GIANNOCCARO, FRANCES DE AZEVEDO, ROMAGNOLI,
JANAÍNA, ALENCAR THOMÁS (que já foi comandante do Exército Constitucionalista);
a família de dona DIRCE RUDGE PACHECO E SILVA, que se transforma na pessoa mais
importante dessa solenidade); CORONEL Ex Reformado ARY CANAVÓ, SÍLVIO GUERRA,
LUCIANA (esses dois irão desfilar num carro com um quadro do MMDC); Professora
MARIA ODETE, NEVES, RENATA (neta de IBRAHIM NOBRE); uma comitiva de mais de
vinte pessoas, que veio de CURITIBA, para assistir a imortalização do herói VICENTE
HENRIQUE TAGLIANETTI; o veterano de LONDRINA, CALIXTO, trazido pela sua filha,
e muitas outras pessoas.
O governador JOSÉ SERRA faz-se representar pelo vice ALBERTO
GOLDMAN; O Presidente do Tribunal de Justiça, ROBERTO ANTÔNIO VALLIM BELLOCCHI;
o presidente da Assembléia Legislativa, VAZ DE LIMA; o Secretário da Justiça,
LUIZ ANTÔNIO MARREY; o Secretário da Segurança Pública, RONALDO AUGUSTO BRETAS
MARZAGÃO; O Comandante do Exército Sudeste, GENERAL-DE-EXÉRCITO ANTÔNIO GABRIEL
ESPER; Comandante do 8º Distrito Naval, VICE-ALMIRANTE TERENILTON SOUZA SANTOS;
Comandante do IV COMAR, MAJOR-BRIGADEIRO-DO-AR JOSÉ ROBERTO SCHEER;CORONEL PM
DANIEL BARBOSA RODRIGUEIRO (Sub-Cmt PM); CORONEL Méd PM LUIZ ÁLVARO DE MENEZES
FILHO; JUIZ CORONEL PM Aposentado, ANTÔNIO AUGUSTO NEVES; Desembargador
aposentado ÁLVARO LAZZARINI. Essas autoridades estão no palanque principal.
O primeiro ato da solenidade é a passagem de Comando do
Exército Constitucionalista feito pelo veterano OSVALDO DIANA (com 99 anos de
idade) para a primeira mulher a assumir esse posto, DIRCE RUDGE PACHECO E
SILVA.
ORDEM DO DIA DA NOVA COMANDANTE.
Excelentíssimo Sr.
José Serra, digníssimo governador do Estado de São Paulo.
Excelentíssimo
Coronel Roberto Antônio Diniz, digníssimo Comandante da Polícia Militar do
Estado de São Paulo.
Excelentíssimo
Capitão Gino Struffaldi, digníssimo Presidente da Associação de Veteranos de 32
- MMDC.
Demais autoridades,
familiares e paulistas.
Assumo, neste nove
de julho, com muita honra o comando do exército constitucionalista para
cumprir, pelo período de um ano os deveres e ofícios que me forem designados em
prol dos ideais e da memória da Revolução Constitucionalista de 1932.
Esse ato solene é o
compromisso de se manter viva a chama de liberdade e civismo que foi acesa em 9
de Julho de 1932.
Essa chama que
marca a fogo meu coração e ilumina a minha alma é o compromisso de servir uma
vez mais a causa constitucionalista perante o povo de São Paulo, aos olhos do
Brasil e sobre a lápide daqueles que sem apego, imbuídos dos mais altos ideais
que uma pátria pode esperar de seus filhos, deram a sua vida pela nação.
Pela primeira vez
na história uma mulher assume o mais alto posto do exército constitucionalista
e coube a mim receber tamanha honra e distinção. Recebo este posto, com
humildade e com o mesmo ânimo e espírito que abracei a causa na minha
juventude.
Neste momento em
que a emoção tenta calar a voz e a idade teima em apagar a memória, lembro
vivamente dos amigos e familiares que não mediram esforços em prol da nação e
se entregaram a causa maior.
A família paulista,
chamada ao dever, soube mostrar ao Brasil o amor pela pátria. Da casa de minha
família partiu mais de um soldado da lei, assim como em tantos outros lares de
nossa terra natal.
Enquanto nossos
maridos, pais e irmãos estavam na trincheira, sob o calor da metralha,
combatendo as forças ditatoriais, a família paulista atuava em auxílio destes
bravos jovens. Estávamos cuidando dos feridos nos hospitais de sangue,
arrecadando fundos, costurando uniformes e agasalhos, organizando o correio
militar, fabricando munições e capacetes e, sobretudo conclamando a família
brasileira que aderisse aos ideais constitucionais.
São Paulo ensinou
ao Brasil que amor não se vende. Que princípios não se negociam. Que valores e
virtudes não são relativos. Que a lei não se dobra. Que a terra natal não se
entrega.
Vivemos tempos
difíceis, tempos conturbados. Onde o público se confunde com o privado. Onde o
relativismo reina sem medidas e sem freio, alentado por um corporativismo
pernicioso. Acredito que é justamente em tempos conturbados que se sobressaem
os heróis, forjados nas dificuldades, nas adversidades que a vida nos impõe.
Assim, há exatos 76
anos, a história nos impôs um dever. Um dever inigualável. O dever de
imortalizar o ideal da causa constitucionalista. O dever de honrar aqueles que
combateram a tirania por um Brasil melhor. O dever de contar aos seus
familiares, aos paulistas e aos brasileiros a razão da entrega destes jovens ao
sacrifício máximo. Essa é a ordem do dia! Lembrai-vos ó paulistas de tua
história.
Aliste-se neste
dever! RES NON VERBA!
São Paulo, 9 de
julho de 2008.; 187ºa Independência, 120o da República e 76o da Revolução Constitucionalista.
_________________________
Dirce Rudge Pacheco
e Silva
Em seguida uma carreta dos bombeiros traz as cinzas dos onze
heróis que são imortalizados nesta data:
JOSÉ BAPTISTA CAMPOS; ALUISIO GREGORIO MOTTA; ANTONIO
FERREIRA CALDEIRA JUNIOR; VICENTE HENRIQUE TAGLIANETTI; ALCIDES PRADO; ROQUE
PETRONI JUNIOR; AMÉRICO GAMBARINI; BENTO LUIZ DE QUEIROZ TELLES; JOAQUIM GIL
GONÇALVES; JULIAN REQUENA GARCIA; JACOB MEDEIROS DE MIRANDA.
As urnas são conduzidas para o interior do Monumento
Mausoléu e familiares e autoridades acompanham o cortejo. Esses onze heróis vão
se juntar aos outros 758, perfazendo agora o número de 769 ex-combatentes da
Revolução Constitucionalista de 1932.
Vai-se realizar a entrega da Medalha Constitucionalista para
as seguintes autoridades:
|
POSTO / GRADUAÇÃO
|
NOME COMPLETO
|
|
General BDA
|
EDUARDO SEGUNDO LIBERALI WIZNIEWSKY
|
|
General BDA
|
JOSÉ JÚLIO DIAS BARRETO
|
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Doutor
|
ROBERTO ANTONIO VALLIM BELLOCCHI
|
|
Deputado Estadual
|
SÉRGIO OLÍMPIO GOMES
|
|
Capitão-de-Mar-e-Guerra
|
ALVARO RODRIGUES FERNANDES
|
|
Capitão-de-Mar-e-Guerra
|
LUCIANO PAGANO JUNIOR
|
|
Cel INT
|
RENATO YOSHIO MORI
|
|
Cel INT
|
LUIZ HENRIQUE WAGNER
|
|
Doutora
|
JANAINA EXPOSITO PINTO
|
|
Doutor
|
VALDIR ABDALLAH
|
|
Doutor
|
FERNANDO LOPES DAVID
|
|
Doutor
|
OSIRIS MONTEIRO BLANCO
|
|
Senhor
|
JOSÉ ANTONIO SILVEIRA RIBEIRO
|
|
Doutor
|
PAULO AFONSO BICUDO
|
|
Inspetor
|
FAUSTO BLASI
|
|
Senhora
|
DIRCE RUDGE PACHECO E SILVA
|
|
Senhor
|
LAÉRCIO PANCINI DOS SANTOS
|
|
Senhor
|
MÁRIO FLORÊNCIO CUESTA
|
|
Doutor
|
SÉRGIO MARCOS ROQUE
|
|
Doutor
|
ADAUTO ROCCHETTO
|
|
Doutor
|
ALDO STRUFFALDI
|
|
Doutor
|
ANTONIO BASILE
|
|
POSTO / GRADUAÇÃO
|
NOME COMPLETO
|
|
Cel PM
|
JOÃO DOS SANTOS DE SOUZA
|
|
Cel PM
|
JORGE LUIZ ALVES
|
|
Cel PM
|
SILVÉRIO LEME FILHO
|
|
Cel PM
|
HOMERO DE ALMEIDA SOBRINHO
|
|
Cel PM
|
EDUARDO JOSÉ FELIX DE OLIVEIRA
|
|
Cel PM
|
JOÃO ANTONIO RIBEIRO FERREIRA
|
|
Cel PM
|
DAVI NELSON ROSOLEN
|
|
Cel PM
|
CLAUDIO ANTONIO RISSOTO
|
|
Cel PM
|
MARCO ANTONIO AUGUSTO
|
|
Cel PM
|
LUIZ MASSAO KITA
|
O deputado estadual MAJOR PM SÉRGIO OLÍMPIO GOMES passa a
participar de um ato de reivindicação por melhores vencimentos para os
reformados da PMESP. Isso vai gerar revolta no deputado estadual CORONEL PM
ÉDSON FERRARINI, que acha que a atitude do major não leva a nada, Outro
revoltado é o Secretário da Justiça, LUIZ ANTÔNIO MARREY. Os dois conversam com
o CORONEL MENDES e comigo sobre o acontecimento.
Brilhante desfile vai encerrar as comemorações do 76º
Aniversário da Revolução Constitucionalista. É de se salientar a ampla
cobertura da televisão e da imprensa escrita para o evento. A TV ASSEMBLÉIA
filmou toda a solenidade.
Conversamos com muita gente que se encontra no IBIRAPUERA e
a escolha da primeira mulher para assumir o comando do Exército
Constitucionalista foi coroada de pleno êxito.
MENDES me deixa na ARMÊNIA. Ao chegar em casa LUCINDA, PAULO
CÉSAR, JOÃO comentam as reportagens feitas durante o evento. Vamos assistir, na
tarde, a transmissão da TV ASSEMBLÉIA. Essa é uma vitória de JOSÉ D´AMICO, que
se interessou nessa cobertura.
O presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo,
desembargador Roberto Antonio Vallim Bellocchi, presenciou nesta quarta-feira
(9/7) a cerimônia comemorativa ao 76º aniversário da Revolução
Constitucionalista de 1932. O evento foi realizado em frente ao Mausoléu do
Soldado Constitucionalista, no bairro Ibirapuera, na capital paulista.
Além da transmissão do Comando do Exército
Constitucionalista do senhor Oswaldo Viana para a senhora Dirce Rudge Pacheco e
Silva e de homenagens aos heróis da Revolução, houve durante a solenidade um desfile
cívico e um militar.
Na cerimônia, o presidente do TJSP, desembargador Vallim
Bellocchi, foi agraciado com a outorga da Medalha Constitucionalista e visitou
o túmulo do Herói Jacente.
Também estiveram presentes o vice-governador do Estado de
São Paulo, Alberto Goldman; o prefeito da capital, Gilberto Kassab; secretário
de Estado da Justiça e da Defesa da Cidadania, Luiz Antonio Guimarães Marrey;
presidente do Tribunal de Justiça Militar de São Paulo, Coronel PM Fernando
Pereira; presidente da Sociedade Veteranos de 32 - MMDC, capitão Gino
Stuffaldi, entre outras autoridades.
Sobre a Medalha
Constitucionalista
Instituída pelo decreto estadual nº 29.896, de 10 de maio de
1989, a Medalha Constitucionalista é outorgada pela Sociedade Veteranos de 32 -
MMDC e se destina a homenagear pessoas físicas ou jurídicas, nacionais ou
estrangeiras, que por seus méritos e relevantes serviços prestados ao culto da
Revolução Constitucionalista de 1932 se tenham tornado dignas de especial
distinção.
A medalha é um resplendor canelado de prata, de 36
milímetros de diâmetro, carregado ao centro, no anverso, de um disco, trazendo
no campo o emblema da Campanha do Ouro Para o Bem de São Paulo e na orla a
divisa "Pela Lei - Pela Grei"; no reverso, no campo, o contorno
geográfico do Brasil, tendo brocante um capacete e, na orla, os dizeres:
"Sociedade Veteranos de 32 - MMDC - 9 de Julho".
É pendente de fita com dezenove listas iguais em largura,
sendo treze ao centro, sete pretas e seis brancas, alternadas, ladeadas de uma
vermelha, uma amarela e uma verde, para compreender sua largura total.
Parecia que finalmente o SANTOS daria um fim à terrível
seqüência de sete jogos sem vitória (quatro derrotas e três empates). Com um
futebol envolvente, rápidas trocas de bola e inúmeras chances de gol, o time do
técnico CUCA merecia ter saído com o triunfo contra o GRÊMIO, nesta noite, na
VILA BELMIRO. Mas não obteve sucesso. O empate por 1 a 1 manteve o SANTOS na
zona de rebaixamento, em 18º lugar, com 7 pontos.
Nas operações que fez com o megainvestidor NAJI NAHAS, o
ex-prefeito CELSO PITTA preferia movimentar apenas dinheiro vivo – em dólar ou
real. É o que apontam as interceptações telefônicas feitas pela Polícia Federal
(com autorização da Justiça) de conversas entre o ex-prefeito e pessoas ligadas
a NAHAS. As investigações mostram ainda que ele teria recebido a quantia de 70
mil reais em espécie. O valor total movimentado por PITTA não foi divulgado.
Ele foi detido sob as acusações de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.
Pelo relatório da PF, citado na sentença do juiz federal
FAUSTO MARTIN DE SANCTIS, que autorizou a prisão preventiva de 24 envolvidos no
esquema de 24 envolvidos no esquema comandado pelo banqueiro DANIEL DANTAS e o
megainvestidor NAJI NAHAS, PITTA aparece como um “cliente” de NAHAS. Ele usaria
serviços ilegais de NAJI para trazer de volta ao BRASIL parte do dinheiro que
supostamente teria sido desviado dos cofres públicos no período em que esteve à
frente da Prefeitura de SÃO PAULO, entre 1997 e 2000.
No final da noite, o Supremo Tribunal Federal decidiu soltar
DANIEL DANTAS, sua irmã VERÔNICA e outros nove do grupo, também presos no dia
8. O presidente do STF, GILMAR MENDES, alegou que o período de coleta de provas
já terminou e que a lei não prevê prisão preventiva para a realização de
interrogatório.
As críticas ao preparo dos policiais militares, após o
episódio que resultou na morte do menino JOÃO ROBERTO SOARES, gerou uma reação
imediata do comando-geral da corporação. Hoje, 20 policiais do batalhão da
TIJUCA passaram o dia em instrução no Batalhão de Operações Policiais Especiais
(BOPE). Pela manhã, os policiais tiveram aula teórica. Depois, participaram de
uma aula prática. Aprenderam técnicas de uso da força, abordagem, patrulha e de
como algemar um bandido.
Às 10 horas desta quarta-feira morreu no Hospital SÃO
MATHEUS, em CUIABÁ, o escritor RICARDO GUILHERME DICKE, aos 71 anos. O
mato-grossense DICKE era um mito da literatura nacional que passou a vida numa
espécie de ponto cego das estantes. Pouca gente o leu, mas em compensação muita
gente de qualidade o leu: GLAUBER ROCHA, HILDA HILST (que o comparou a
MACHADO), LUIZ RUFFATO.
Nem em casa ele teve o devido reconhecimento. Em abril de
2008, o escritor IGNÁCIO DE LOYOLA BRANDÃO foi a CUIABÁ e procurou algum livro
de DICKE. “Encontrei apenas um exemplar, o último de uma edição local de DEUS
DE CAIM, premiado no WALMAP em 1967, um dos maiores prêmios literários da
época. O romance que derrotou o meu BEBEL QUE A CIDADE COMEU, que concorria
também”, escreveu em sua coluna no “ESTADO”.
DICKE publicara DEUS DE CAIM, seu primeiro romance, havia
mais de 40 anos. Um ano depois, em 1967, ele recebia menção honrosa no concurso
de literatura, uma distinção que lhe dava um júri que incluía JORGE AMADO e
GUIMARÃES ROSA.
Seu currículo não era, entretanto, o de um misantropo, um
exilado por vocação, como se vê por essa descrição: “Nascido em 16 de outubro
de 1936, formou-se em Filosofia pela Universidade Federal do RIO DE JANEIRO em
1971. Em 1972, licenciou-se em Filosofia, pela Faculdade de Educação também da
UFRJ. Fez especialização em HEIDEGGER e o Problema do Absoluto e Fenomenologia
de MERLEAU-PONTY e ainda freqüentou a Escola Superior de Museologia. Trabalhou
como professor, tradutor e jornalista para várias editoras e jornais de grande
circulação no RIO DE JANEIRO e CUIABÁ. Foi revisor e copy-desk em várias
editoras e especialmente entre 1973 e 1975 no jornal O GLOBO, do RIO DE
JANEIRO. Como artista plástico estudou pintura e desenho, entre 1967 e 1969 com
FRANK SCHEFFER e entre 1969 e 1971, com IVAN SERPA e IBERÊ CAMARGO. Estudou
cinema no Museu de Arte Moderna do RIO DE JANEIRO.
Publicous os romances: DEUS DE CAIM, COMO O SILÊNCIO,
CAIEIRA, A CHAVE DO ABISMO, MADONA DOS PÁRAMOS, O ÚLTIMO HORIZONTE, CERIMÔNIAS
DO ESQUECIMENTO, CONJUCTIO OPOSITORIUM NO GRANDE SERTÃO (tese de mestrado em
Filosofia na UFRJ), O SALÁRIO DOS POETAS, RIO ABAIXODOS VAQUEIROS, TOADA DO
ESQUECIDO e SINFONIA EQÜESTRE, entre outros. Também teve extensa produção de
contos, teatro e poesia. Um de seus romances, O SALÁRIO DOS POETAS, foi levado
aos palcos de LISBOA em 2005.
O IRÃ testou hoje nove mísseis de médio e longo alcance
perto do Estreito de ORMUZ, uma pequena faixa de água por onde passa 40% do
suprimento de petróleo do mundo. TEERÃ vem reiteradamente ameaçando fechar o
estreito e os testes provocaram um aumento de dois dólares no preço do barril
de petróleo.
Um grupo de homens armados abriu fogo hoje contra policiais
turcos diante do consulado americano em ISTAMBUL, deixando três guardas e três
atiradores mortos. O governo dos EUA afirmou que nenhum americano ficou ferido.
Apesar de nenhum grupo ter reivindicado a autoria do atentado, fontes policiais
afirmaram que a rede terrorista AL-QAEDA estaria por trás do incidente.
2 009 :
- QUINTA-FEIRA
9 de Julho é exemplo
– CRÔNICA DE ROBERTO GONÇALVES
O Brasil é m país que insiste na beira do abismo. Abençoado
por Deus e pela natureza, vive na dúvida entre o atalho do atraso e a reta da
certeza. Uma nação que maltrata sua história e não agradece, todos os dias, a
generosidade divina que nos concedeu uma extensão territorial de dimensão
continental, rica em terras férteis, praias que enchem os olhos do mundo
inteiro, água doce em abundância, fauna e flora que não devem nada aos países
mais ricos.
Todos versos e cantos ufanistas de nossa Pátria são
verdadeiros e merecem o cultivo da eternidade. Quando Gonçalves Dias declama
que “ Nossa terra tem palmeiras, onde canta o sabiá...”, pratica um ato de
civismo exemplar pelo caminho encantador da poesia. Assim como outros
brasileiros exemplares, Gonçalves Dias tentou plantar raízes de civismo e amor
à Pátria.
Civismo é a difícil tarefa de amar, em grandeza
superior, os valores do País, do Estado e do Município. Uma pessoa acometida do
vírus cívico é aquela que consegue romper os muros estreitos e menores de
um cotidiano medíocre para se envolver em lutas e projetos que dignifiquem a
vida. É fácil, cômodo e comum viver a pobre rotina da casa trabalho e trabalho
casa, intercalada por um tempo livre que nada acrescenta e apenas
demonstra que existe gente que passa por este mundo sem nunca ter vivido.
E a grande tragédia contemporânea do Brasil é a
crescente alienação de sua população em relação aos valores cívicos que
deveriam nortear uma nação civilizada.
Os jovens desapareceram das praças e a política,
ciência superior do poder, deixou de ser pensada e discutida nas esquinas,
evidenciando uma decadência social e cultural de elevada periculosidade cívica.
A história nos ensina que o afastamento da juventude é um sinal de alarme para
as nações, exigindo dos patriotas uma providência qualquer diante da falência
de nossas instituições.
Por muito menos do que acontece no Brasil de 2009, os
paulistas pegaram em armas dia 9 de Julho de 1932. Data máxima do povo
paulista, 9 de Julho é a referência de honra e glória que jamais deixaremos
desaparecer de nossa história.
Fizemos a maior guerra civil da história do Brasil em busca
de uma Constituição para conquistarmos a democracia. Fomos derrotados
militarmente, mas vencemos politicamente. Mesmo com a ditadura usando o rádio
como propaganda enganosa, vendendo ao Brasil a idéia de que nossa revolução era
separatista, liderada pelos italianos e barões do café, conseguimos a
Constituição em 1934 e grandes avanços em direção à cidadania, como a conquista
do voto feminino, por exemplo.
O Brasil de hoje tem democracia, mas perdeu a vergonha. Um
presidente que só pensa nas eleições de 2010 e acoberta todos escândalos,
do famigerado mensalão ao oligarca Sarney que apodreceu o Senado, além de
outras coisas impublicáveis.
9 de Julho é o exemplo para sempre. Em 1932 fizemos a
maior guerra militar. Em 2009 precisamos, em paz, promover um movimento cívico,
partindo de São Paulo, para resgatar a ética, o civismo e a cidadania numa
nação destroçada pela corrupção.
O Brasil precisa buscar o exemplo de São Paulo. 9 de Julho
já !
Roberto Gonçalves é Cientista Político
FÓRUM DOS LEITORES do ESTADO DE SÃO PAULO. Carta de PEDRO
PAULO PENNA TRINDADE, Diretor de Comunicação Social da Sociedade Veteranos de
32-MMDC: Em momento crítico que o País
atravessa, quando valores éticos e morais vêm sendo ignorados pela maioria de
nossos políticos, numa afronta à ordem pública e ao devido respeito por todos
nós, brasileiros, nada mais oportuno que relembrar a data cívica de 9 de Julho,
que simboliza a luta dos paulistas pela restauração dos direitos
constitucionais no ano de 1932. Ela celebra a maior revolução que o Brasil teve
em sua História e até hoje simboliza a grandeza, o brio e a dignidade de um
povo que se uniu nessa luta, desejando trazer de volta valores como liberdade e
democracia por meio de eleições gerais, além de uma nova Constituição para o
País. Por esses objetivos a Revolução de 1932 foi chamada de Constitucionalista.
Oradores inflamados discursavam em vários pontos da cidade clamando por
liberdade, entre eles IBRAHIM NOBRE, que fazia de sua tribuna uma trincheira
cívica. Embora os paulistas tenham sido derrotados nas armas, saíram vencedores
pela disseminação de um sentimento de democracia. Ademais, essa demonstração de
força e brio não foi em vão, pois em 1933 uma Assembléia Constituinte se formou
e já em 1934 era promulgada uma nova Constituição para o País. Para que o
heroísmo dos que lutaram em 1932 não caia no esquecimento o feriado desta data
sinaliza a todos, principalmente às novas gerações, o que foram a luta e os
ideais dessa revolução, estimulando o culto à nossa História pátria. Portanto,
a data 9 de Julho não pode desaparecer do calendário dos que amam a liberdade!
O ano todo preparamos com esmero todos os detalhes para a
grande Parada Cívica no IBIRAPUERA. Desta feita tivemos um momento crítico
quando o governador JOSÉ SERRA deu ordem para que a solenidade fosse
fragmentada em duas partes. A transmissão do Comando do Exército
Constitucionalista e a imortalização dos
heróis seria no IBIRAPUERA e a imposição das medalhas e o desfile no Palácio
dos Bandeirantes. Isso fez com que fôssemos ao Comando Geral da PMESP para que
esse grande erro não fosse cometido. O CORONEL PM ÁLVARO BATISTA CAMILO
entendeu nossa posição e confirmou o desfile e a entrega das medalhas para o
tradicional lugar.
Saio de casa bem cedo, às 6 horas. Por causa do feriado a
VIA DUTRA está livre e, em vinte minutos, estou chegando na ARMÊNIA. Combinara
com o CORONEL MENDES o encontro para 7:30 horas. Para “matar” o tempo, vou dar
uma volta de metrô. Com a chegada do MENDES vamos para o IBIRAPUERA. O MENDES
deixa o carro no estacionamento da Assembléia e verificando pormenores da
organização da cerimônia, passamos a cumprimentar os oficiais que cuidam disso.
O coordenador geral do evento é o CORONEL PM MARCO ANTÔNIO ALVES MACIEL,
Comandante da Academia do Barro Branco. A TENENTE-CORONEL Fem PM MARIA
YAMAMOTO, Chefe da 5ª EM/PM é a responsável direta pelo planejamento,
juntamente com seus oficiais: CAPITÃO PM LUIZ ANTÔNIO, TENENTE PM CABRAL e
outros. O TENENTE-CORONEL CODELO auxilia o Cmt da APMBB, parecendo não estar
bem de saúde. Vez por outra comete alguns desatinos ao tentar ajudar.
Chegam nossos amigos (as) FRANCISCO GIANNOCCARO, ROMAGNOLI,
FRANCES DE AZEVEDO, MARIA LÚCIA CAMARGO, CLÓVIS BISPO, VIVIANO FERRANTINI,
CORONEL PM Ref EDUARDO MONTEIRO, Dona DIRCE RUDGE PACHECO E SILVA, acompanhada
de seu filho MÁRIO e de seu neto ALEXANDRE (ela passará o Comando do Exército
Constitucionalista para outra mulher, DORINA GOUVÊA NOWILL). Um veterano de 101
anos, DOMINGOS ANGERAMI (completará 102 anos no dia 1º de dezembro), talvez
seja o veterano de maior idade presente. Também comparece o OSVALDO DIANA, com
os seus 100 anos bem vividos. De LONDRINA veio WADY CALIXTO. Outro veterano
bastante nosso conhecido é o ALENCAR THOMÁS, que já foi Comandante do Exército
Constitucionalista. LUIZ MORELLI, agora com 95 anos, é também um veterano que
sempre comparece aos aniversários da Revolução Constitucionalista. O engenheiro
ABRAHÃO YÁZIGI NETO, com 98 anos de idade, está alegre, conversando com todos e
dando um exemplo de vitalidade.
Vai presidir a solenidade o Presidente do Tribunal de
Justiça, desembargador ROBERTO ANTÔNIO VALLIM BELLOCCHI. Ao seu lado estão o
Secretário da Justiça, LUIZ ANTÔNIO MARREY, representando o governador JOSÉ
SERRA, que se encontra no exterior; O deputado estadual CORONEL PM Ref ÉDSON
FERRARINI representa o presidente da Assembléia Legislativa, BARROS MUNHOZ.
Outra autoridade no palanque é o Secretário da Segurança Pública, ANTÔNIO
FERREIRA PINTO. Muita gente que nada tem a haver com a revolução
constitucionalista, mas que gosta de aparecer nessa oportunidade, também se faz
presente.
As solenidades se iniciam com a passagem de comando do
Exército Constitucionalista: DIRCE RUDGE PACHECO E SILVA entrega o cargo para
DORINA GOUVÊA NOWILL. Depois chegam as urnas contendo os restos mortais dos 10
heróis que são imortalizados nesta data: 1 – MANOEL MUNHOZ RUIZ; 2 – ANTONIO DONOSO VIDAL;3
– WALDOMIRO PIRES;4 – DEMERVAL COELHO; 5 – JOSÉ DE MEIRA LEITE SOBRINHO; 6 –
ROBERTO RAYMUNDO RAFFO; 7 – JOSÉ CARLOS FILHO; 8 – FRANCISCO MANOEL R. DE
ALMEIDA; 9 – ALFREDO NICOLINO SCIORLIA; 10 – SALIM HELOU. Para mim essa é a parte mais importante do
evento. Há entrega de 32 medalhas “CONSTITUCIONALISTA”:
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1
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Dr.
ANTONIO FERREIRA PINTO
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2
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Dra.
LINAMARA RIZZO BATTISTELLA
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3
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Cel PM
ÁLVARO BATISTA CAMILO
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4
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Ministro
MARCO MARSILLI
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5
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Sr.
BRUNO COVAS
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6
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Profª
DORINA DE GOUVÊA NOWILL
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7
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Vice-Almirante
ARNALDO DE MESQUITA BITTENCOURT FILHO
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8
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Capitão-de-Fragata
RICARDO WATANABE
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9
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Capitão-de-Fragata
SÉRGIO SARQUIS ATTIÉ
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10
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Gen de Brigada
MANOEL LOPES DE LIMA NETO
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11
|
Cel
Art
EDISON
LUIZ DA ROSA
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12
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Cel Av.
CARLOS MELCHIORI FERREIRA MAGALHÃES
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13
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Cel INT.
LUIZ AUGUSTO DE MOURA MAGALHÃES
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14
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Cel PM
PEDRO BATISTA LAMOSO
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15
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Cel PM
JEAN CHARLES OLIVEIRA DINIS SERBETO
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16
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Cel PM
OSNI SÉRGIO SABBATINI
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17
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Cel PM
CELSO PINHATA JUNIOR
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18
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Dr.
ALBERTO ANGERAMI
|
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19
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Dr.
ROBERTO PACHECO DE TOLEDO
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20
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Dr.
MÁRIO SÉRGIO NUNES DA COSTA
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21
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Dr.
ALBERTO JABUR
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22
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Dr.
SERGEI COBRA ARBEX
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23
|
Dr.
FÁBIO ROMEU CONTON FILHO
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24
|
Dr.
HIDEAKI CAWATA
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25
|
Dr.
JOSÉ DOMINGOS MOREIRA DAS EIRAS
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26
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Sr.
ANTONIO CARLOS ANDRADE DA SILVA
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27
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Sr.
MARCO AURÉLIO DE MELLO CASTRIANI
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28
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Inspetor
FRANCISCO MAURÍCIO MARINO
|
|
29
|
Inspetor
RUBENS TRAPIÁ
|
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30
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Dr.
JOSÉ RENATO NALINI
|
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31
|
Sr.
JOÃO MONTEIRO DE BARROS FILHO
|
|
32
|
Sr.
JOÃO MONTEIRO DE BARROS NETO
|
e depois o desfile, com alguns ex-combatentes à frente. GINO
STRUFFALDI desfila ao lado de ABRAHÃO YÁZIGI. São muito aplaudidos.
Terminado o desfile, vamos caminhar até a Assembléia
Legislativa para outra homenagem aos 77 anos da Revolução Constitucionalista,
desta feita por propositura do Deputado Estadual MAJOR PM OLÍMPIO. O CORONEL PM
JAIRO PAES DE LIRA, deputado federal, comparece ao evento. O CORONEL PM JUIZ
FERNANDO PEREIRA (atualmente Presidente do Tribunal de Justiça Militar) e vários
coronéis estão presentes, capitaneados pelo Comandante Geral, CORONEL PM ÁLVARO
BATISTA CAMILO: MARCO ANTÔNIO ALVES MACIEL, DAVID ANTÔNIO DE GODOY, EDUARDO
JOSÉ FÉLIX DE OLIVEIRA, MARCO ANTÔNIO AUGUSTO, DANILO ANTÃO FERNANDES, PEDRO
BATISTA LAMOSO, CELSO PINHATA JÚNIOR, LUIZ EDUARDO PESCE DE ARRUDA, MARCOS
ROBERTO CHAVES DA SILVA, RENATO CABRAL CATITA e outros. Toda a diretoria da
Sociedade Veteranos de 32-MMDC é homenageada com o certificado de participação.
São homenageados os oficiais que participaram das Forças de Paz e, aqueles que
estão participando atualmente, através de seus familiares. O Presidente da
Associação dos Deficientes da PMESP também é homenageado na seqüência. Recebem
a Medalha da Constituição: FACULDADE DE MEDICINA – ACADEMIA DE POLÍCIA DO BARRO
BRANCO – REGIMENTO DE POLÍCIA MONTADA “NOVE DE JULHO” e o 1º BATALHÃO DE
POLÍCIA DE CHOQUE “TOBIAS DE AGUIAR”. Parentes do falecido CORONEL PM SALVADOR
D´AQUINO estão presentes, bem como o Comandante da Unidade, TENENTE-CORONEL PM
ADRIANO LUCINDA TELHADA. Após essa parte, faz uso da palavra o CORONEL PM MARCO
ANTÔNIO ALVES MACIEL, Comandante da APMBB, discorrendo sobre o Movimento
Constitucionalista de 1932, em nome das Entidades que foram galardoadas com a
Medalha da Constituição. Faz uso da palavra o Presidente do Tribunal de Justiça
Militar, CORONEL PM FERNANDO PEREIRA. O Deputado Federal, CORONEL PM JAIRO PAES
DE LIRA também aborda o tema da revolução. Outro que também fala sobre a
Revolução Constitucionalista é o CORONEL PM ÁLVARO BATISTA CAMILO, Comandante
Geral da Corporação.
Encerrada a sessão solene, permanecemos para o coquetel.
Temos oportunidade de conversar com muita gente presente. Isso é muito bom
porque fortifica a nossa Sociedade Veteranos de 32-MMDC.
9 DE JULHO DE 2009 - 1º ATO SOLENE - COMEMORACAO DO
77º ANIVERSARIO DO MOVIMENTO CONSTITUCIONALISTA DE 1932
-
Assume a Presidencia e abre o Ato Solene o Sr. Olimpio Gomes.
O
SR. PRESIDENTE - OLIMPIO GOMES - PV - Ato Solene em comemoracao ao 77º
Aniversario do Movimento Constitucionalista de 32.
Sob
a protecao de Deus, iniciamos os nossos trabalhos. E com extremo orgulho que
esta Assembleia Legislativa recebe as seguintes autoridades e compoe a Mesa de
honra: Exmo. Sr. Deputado Federal, Coronel Jairo Paes de Lira; Exmo. Sr.
Comandante-Geral da Policia Militar do Estado de Sao Paulo, Coronel Alvaro
Batista Camilo; Exmo. Sr. Coronel de Policia Militar e Presidente do Tribunal
de Justica Militar, Fernando Pereira; Ilmo. Sr. Capitao Gino Struffaldi,
Presidente da Sociedade Veteranos de 1932; Coronel de Policia Militar, Danilo
Antao Fernandes, Subcomandante da Policia Militar, na pessoa de quem
cumprimento toda a familia policial militar; demais autoridades presentes e
amigos. (Palmas.)
Este
Ato Solene foi convocado pelo Presidente desta Casa, Deputado Barros Munhoz,
atendendo a solicitacao do Deputado Olimpio Gomes, com a finalidade de
comemorar o 77º Aniversario do Movimento Constitucionalista de 32.
Convido
todos os presentes para, de pe, ouvirmos o Hino Nacional Brasileiro, executado
pela Banda da Policia Militar do Estado de Sao Paulo, sob a regencia do Maestro
Musico Ismael.
-
E executado o Hino Nacional.
O
SR. PRESIDENTE - OLIMPIO GOMES - PV - Esta Presidencia agradece a Banda da
Policia Militar, regida pelo 2º Tenente Ismael. A Banda da Policia Militar
completa 152 anos e e tambem o grande orgulho do povo paulista e da Policia
Militar. Uma salva de palmas a banda. (Palmas.)
Gostaria
de fazer uma citacao muito especial, solicitacao inclusive do Presidente desta
Casa, Deputado Barros Munhoz. Trata-se do Instituto de Educacao Complementar
Base e Reforco, que se encontra presente para homenagear os nossos herois de
32, a historia de luta e gloria do povo paulista. Foi encaminhado um oficio a
Presidencia, ao Deputado Barros Munhoz.
Peco
que fiquem de pe para que nos, povo paulista, possamos homenagear o instituto.
Parabens, Instituto de Educacao Complementar Base e Reforco; parabens ao
Professor Temistocles de Souza Oliveira por essa iniciativa maravilhosa de
trazer os nossos jovens para viverem a historia do povo paulista. (Palmas.)
Gostaria
de fazer uma mencao muito especial tambem ao Deputado Israel Dias Novaes, recem
falecido, ex-Secretario da Medalha Constitucionalista de 32 desta Casa. Ele
faleceu no ultimo dia 10 de junho.
Teremos
a seguir o Toque de Silencio, executado pelo Subtenente Fonseca, da Policia
Militar do Estado de Sao Paulo.
-
E executado o Toque de Silencio.
O
SR. PRESIDENTE - OLIMPIO GOMES - PV - Faremos agora a entrega de Diplomas de
Reconhecimento pelos Servicos Prestados ao Povo Paulista as seguintes
personalidades:
-
Deputado Federal Coronel Jairo Paes de Lira. (Palmas.)
-
Capitao Reformado Gino Struffaldi, Presidente da Sociedade Veteranos de 1932.
(Palmas.)
-
Coronel Reformado Antonio Carlos Mendes. (Palmas.)
-
Coronel Reformado Mário Fonseca Ventura. (Palmas.)
-
Tenente Coronel de Policia Militar Luiz Flavio Codelo Nascimento. (Palmas.)
-
Capitao de Policia Militar Anisio Araujo dos Santos. (Pausa.)
-
Dr. Carlos Alberto Maciel Romagnoli. (Palmas.)
-
Dr. Fernando Lopes David. (Palmas.)
-
Dr. Pedro Paulo Penna Trindade. (Palmas.)
-
Sra. Dirce Rudge Pacheco e Silva. (Palmas.)
-
Sra. Dorina de Gouvea Nowill. (Palmas.)
-
Dr. Dirceu Godoy de Araujo. (Palmas.)
-
Dra. Janaina Esposito Pinto. (Palmas.)
-
Dra. Margarida Rose de Lima. (Palmas.)
-
Dr. Jose Carlos de Barros Lima. (Palmas.)
-
General Euclydes Bueno. (Palmas.)
-
Sr. Paulo Lobato Giudice, "in memorian".A sua filha,
Camila
Lourenco Giudice, recebera o reconhecimento (Palmas.)
Peco
que se postem em lugar de destaque para receberem as mais que justas
homenagens.
Gostaria
de convidar o Comandante-Geral da Policia Militar, Coronel Alvaro Camilo, e o
Coronel Fernando Pereira, Presidente do Tribunal de Justica Militar, para
fazerem a entrega dos Diplomas de Reconhecimento do povo paulista a essas
personalidades.
-
E feita a entrega dos diplomas.
O
SR. PRESIDENTE - OLIMPIO GOMES - PV - De forma
muito
especial, a Assembleia Legislativa de Sao Paulo, que representa os 41 milhoes
de habitantes deste Estado, não poderia deixar de fazer mais que justa
homenagem a policiais militares que, voluntariamente, ao longo dos tempos, tem
prestado servicos junto as Forcas de Paz da ONU.
E
com muito orgulho que chamamos, para receberem Diplomas de Reconhecimento pelos
Servicos Prestados nas Forcas de Paz da ONU, os seguintes policiais militares:
-
Tenente Coronel Mário Roberto de Camargo. (Palmas.)
-
Tenente Coronel Jose Belantoni Filho. (Palmas.)
-
Capitao de Policia Militar Decio Jose Aguiar Leao.
(Palmas.)
-
Capitao de Policia Militar Helio Tenorio dos Santos.
(Palmas.)
-
Capitao de Policia Militar Fernando Duarte de Freitas.
(Palmas.)
-
Capitao de Policia Militar Mauricio de Araujo. (Palmas.)
-
1º Tenente PM Ivan Gonzaga de Oliveira. (Palmas.)
-
Capitao Feminino PM Denise Pereira Pinto. (Palmas.)
-
1º Tenente PM Alexandre Flores Nepomuceno. (Palmas.)
-
2º Tenente PM Tiago Goncalves Biagi dos Santos.
(Palmas.)
-
2º Tenente PM Bruno de Oliveira, que esta neste momento nas Forcas de Paz, no
Sudao. Sua mae, Dona Maristela Sodra,
ira
representa-lo. (Palmas.)
Ha
pouco, tive o privilegio de conversar, por celular, com o Tenente Bruno de
Oliveira, que falou da sua emocao e do seu orgulho de representar a Policia
Militar e o Estado de Sao Paulo na dificil missao nas Forcas de Paz, no Sudao.
-
1º Tenente, Alex Coschitz Terra. Sera representado pela esposa, pois ele tambem
se encontra nas Forcas de Paz, no Timor Leste. E com orgulho que chamamos a
Sra. Giovana
Zanola
Terra. (Palmas.)
Convido
o Coronel Alvaro Batista Camilo, Comandante-Geral da Policia Militar, e o
Coronel de Policia Militar Danilo Antao Fernandes, Subcomandante da Policia
Militar, para fazerem a entrega das homenagens aos seus valorosos comandados.
-
E feita a entrega dos diplomas.
O
SR. PRESIDENTE - OLIMPIO GOMES - PV - Os nossos
parabens,
do povo paulista, a esses heroicos policiais militares, que, voluntariamente,
representam em locais de graves perturbacoes da ordem e conflitos mundiais.
Eles estao representando a forca policial paulista, a Policia Militar do Estado
de São Paulo. (Palmas.)
Faremos
agora a entrega do Diploma de Reconhecimento pelos Servicos Prestados a Familia
dos Policiais Militares do Estado de Sao Paulo ao 1º Sargento Elcio Inocente,
Presidente da Associacao dos Policiais Militares Deficientes Fisicos do Estado
de Sao Paulo. Nossos herois anonimos acabam tendo problemas serios quando na
defesa da sociedade. Sao, muitas vezes, feridos, mas, de forma heroica,
continuam dando uma verdadeira demonstracao da forca e da luta do policial
militar paulista.
Gostaria
que tomasse o local de destaque o 1º Sargento Elcio. Convido o Sr. Gino
Struffaldi, Presidente da Sociedade Veteranos de 1932, e o Comandante-Geral da
Policia Militar do Estado de Sao Paulo, Coronel Alvaro Camilo, para fazerem a
mais que justa homenagem a esse verdadeiro heroi do povo paulista. (Palmas.)
-
E feita a entrega do diploma.
O
SR. PRESIDENTE - OLIMPIO GOMES - PV - Sr. Gino
Struffaldi,
um verdadeiro heroi de 32, declara ao Sargento Elcio que esta entregando
diploma a um verdadeiro heroi policial militar. E um orgulho para todo o povo
paulista. Parabens.
(Palmas.)
Procederemos
a entrega da Medalha Constitucionalista da Assembleia Legislativa do Estado de
Sao Paulo. A medalha e entregue a partir de uma minuciosa e criteriosa escolha,
atraves
de
uma comissao de deputados desta Casa, que selecionou para este ano quatro
segmentos de instituicoes. Elas serão homenageadas com a Medalha
Constitucionalista de 32 da Sumario Assembleia Legislativa de Sao Paulo.
Receberam-na, no ano passado, o Estandarte da Policia Militar do Estado de Sao
Paulo e o Estandarte da 2ª Regiao Militar.
Chamamos,
para este ano, a seguinte instituicao:
-
Faculdade de Medicina da Universidade de Sao Paulo. (Palmas.)
Convido
o Sr. Gino Struffaldi, Presidente da Sociedade Veteranos de 1932, acompanhado
do Deputado Federal Jairo Paes de Lira, para fazerem a justa homenagem a
Faculdade de Medicina da Universidade de Sao Paulo, que teve duas importantes
atuacoes na Revolucao Constitucionalista: o alistamento de varios de seus
membros, alunos, ex-alunos e docentes, e a implantacao de hospitais de sangue e
servicos de assistencia medica para atendimento da tropa.
Foram
muitos os que se alistaram para o combate. No entanto, nao ha registro seguro
de todas as participacoes. As pesquisas identificaram alguns nomes: no Batalhao
14 de Julho: Alvaro de Freitas Ambrust, Antonio Cardoso de Almeida, Antonio de
Carvalho Sa, Arnaldo Pedroso, Carlos Costa, Cassio Portugal Gomes, entre
outros; no Batalhao de Cacadores de Piratininga: Raul de Almeida Braga, entao
presidente do Centro Academico Oswaldo Cruz, da Faculdade de Medicina; na
Coluna Romao Gomes: Dr. Dorival Cardoso, que foi ferido na coxa com uma bala de
fuzil, e tambem os academicos Hugo Ribeiro de Almeida, Tito Ribeiro Lima e
Plinio de Toledo Piza; no Batalhao de Esportistas: Luis Alvaro de Menezes,
Cicero Christiano de Souza e alunos do Curso Pre-Medico.
A
Faculdade de Medicina da USP perdeu dois de seus membros no conflito. Um deles
foi Jose Novais Greff Borba, aluno do quinto ano, instrutor do Corpo de Granadeiros
Voluntarios. No dia 7 de setembro, ele foi mortalmente ferido por estilhacos ao
preparar uma granada. O outro foi Octavio Seppi, aluno do Curso Pre-Medico,
soldado do Batalhao 14 de Julho, metralhado em Capao Bonito, em 26 de agosto.
Reconhecimento
do povo paulista a nossa valorosa Faculdade de Medicina da USP, pela sua pronta
acao em 1932 e por estar sempre na vanguarda da defesa da saude do povo
paulista. Parabens e os nossos reconhecimentos. (Palmas.)
Convido,
com muito orgulho, para receber no seu estandarte a Medalha Constitucionalista
de 32 da Assembleia Legislativa, a Academia de Policia Militar do Barro Branco.
(Palmas.)
Convido
o Comandante-Geral da Policia Militar, Coronel Camilo, e o Comandante da
Academia de Policia Militar, Coronel Marco, para, junto com o Deputado Federal
Paes de Lira e Gino Struffaldi, Presidente da Sociedade Veteranos de 1932,
fazerem a impostacao da medalha no estandarte da Academia de Policia Militar do
Barro Branco.
A
Missao Militar Francesa, que em 1906 chegou a Sao Paulo por iniciativa de Jorge
Tibirica, entao Governador, trouxe para a Forca Publica um sem numero de
inovacoes que foram sendo implementadas, entre elas a criacao do Curso
Literario e Cientifico para o aprimoramento intelectual dos oficiais da corporacao.
A primeira turma desse curso iniciou-se em 1910, constituindo-se embriao da
Academia do Barro Branco. Em 1913, foi criada a Companhia Escola, depois
transformada em Batalhao Escola, que ministrava aulas ao Curso Geral de Pracas
e ao Curso Complementar para Oficiais. Posteriormente, o Batalhao Escola teve
seu nome alterado para Centro de Instrucao Militar, mudando-se, em 1940, das
antigas instalacoes da Rua Ribeiro de Lima para o atual aquartelamento do Barro
Branco. Nessas instalacoes, ainda recebeu o nome de Centro de Formacao de
Aperfeicoamento e, finalmente, Academia de Policia Militar do Barro Branco.
Quando
explodiu o Movimento de 1932, a ja tradicional Escola de Oficiais da Milicia
Bandeirante respondeu "presente" e enviou seus alunos para o cumprimento
do dever civico. Ofereceu aquela escola o sangue de tres de seus alunos pela
luta que era de todos. Ruytemberg Rocha, Manuel dos Santos Sobrinho e Antonio
Ribeiro Junior sao os nomes dos bravos cadetes que cairam por um ideal, que era
de todos os brasileiros conscientes.
Nao
foram esses tres os unicos cadetes que pereceram em servico, mas foram exemplo
para todos os posteros, que neles sempre se espelharam. Nas comemoracoes de 9
de Julho, por isso, nao poderia faltar a participacao da Academia do Barro
Branco, lidima representante da juventude da Policia Militar, que se inspira em
suas acoes, nesses vultos que tanto engrandecem sua medalha. Parabens a
Academia do Barro Branco. Parabens a Policia Militar. Parabens ao povo
paulista. (Palmas.)
E
com orgulho que anuncio a entrada, neste plenario, do estandarte do Regimento
de Policia Montada 9 de Julho.
-
E feita a entrada do estandarte.
O
SR. PRESIDENTE - OLIMPIO GOMES - PV - Convido o Subcomandante da Policia
Militar, Coronel Danilo Antao Fernandes; o Coronel Felix, Comandante do
Policiamento de Choque, ex-Comandante do Regimento de Policia Montada;
Comandante-Geral da Policia Militar, Coronel Camilo; Deputado Paes de Lira, que
acompanhem o Sr. Gino Struffaldi a impostacao da medalha ao estandarte do Regimento
de Policia Montada 9 de Julho.
Sendo
unidade de tal porte e de tal historia, o Regimento 9 de Julho nao faltou a
chamada civica de 1932, participando ativamente das campanhas daquele
movimento, enviando imediatamente um de seus esquadroes para a Frente Sul do
Setor de Itarare. A despeito do desfavoravel desfecho da campanha
civico-militar, todos os componentes demonstraram sua garra, seu espirito de
patriotismo e seu elevado senso de dever.
Apos
o cessar fogo, a Cavalaria da Forca Publica continuou exercendo seu mister de
manter a ordem, garantir a paz e a tranquilidade da sociedade paulista, alem de
ter participado preponderantemente das comemoracoes da efemeride representativa
daquele evento civico. Fazendo parte da Revolucao de 1932 de todo o povo de Sao
Paulo, no qual se constitui numa gloria, o Regimento de Cavalaria 9 de Julho
faz jus a toda e qualquer homenagem que lhe preste em funcao da sua atuacao na
epopeia constitucionalista de 1932. Parabens aos honrosos componentes do nosso
Regimento de Policia Montada 9 de Julho. Parabens a Policia Militar de Sao
Paulo. Parabens ao povo paulista.
Convido
para que ingresse neste recinto o estandarte do Batalhao Tobias de Aguiar.
(Palmas.)
-
E feita a entrada do estandarte.
O
SR. PRESIDENTE - OLIMPIO GOMES - PV - Convido o Exmo. Presidente do Tribunal de
Justica Militar, Coronel Fernando Pereira, juntamente com o Coronel Camilo,
Comandante-Geral da Policia Militar; Sr. Gino Struffaldi, Presidente da
Sociedade Veteranos de 1932; Coronel Telhada, atual Comandante do 1o Batalhao
Tobias de Aguiar.
Engajado
no Destacamento Coronel Andrade, que partiu para o Vale do Paraiba, o Batalhao
Tobias de Aguiar cumpriu dignamente com seu dever com Sao Paulo e com Brasil,
como ja o fizera tantas vezes antes e o faria depois. Sua contribuicao nao se
limitou as ofertas materiais, mas temos tambem a imolacao de varios herois que,
com seu sangue, cumpriram o juramento de entregar a propria vida pelo bem da
sociedade. E o 1o Batalhao de Choque Tobias de Aguiar, uma das unidades simbolos
da Policia Militar bandeirante e tambem uma das pecas-chave na Seguranca
Publica do nosso Estado com seu servico ja tradicional, as Rondas Ostensivas
Tobias de Aguiar, a Rota, que tem contribuido de todas as formar para a
tranquilidade publica, consoante o texto da legislacao, que criou o embriao da
nossa milicia.
E
sendo 9 de julho data de tao grande significado para o povo paulista, em
particular, mas para os brasileiros em geral, sao altamente merecidas quaisquer
homenagens que nesta data se prestem a unidade que formou na vanguarda do
movimento civico representado pela Revolucao Constitucionalista de 1932.
Parabens ao nosso Batalhao Tobias de Aguiar. Parabens a Policia Militar.
Parabens ao povo paulista.
Peco
ao estandarte do Batalhao Tobias de Aguiar, bem como as autoridades que fizeram
a empostacao da medalha que permanecam junto ao brasao para que, neste momento,
facamos uma homenagem nao so da Assembleia Legislativa do Estado de Sao Paulo,
mas uma homenagem de todo o povo paulista a um grande heroi, um grande policial
militar.
Convidamos
para que se coloquem em local de destaque os familiares do Coronel Salvador
D’Aquino, ja falecido, que sera homenageado. Gostaria que o Coronel Fernando
Pereira, Presidente do Tribunal de Justica Militar, posicionasse-se junto aos
familiares, nao so pela sua condicao de autoridade maxima da Justica Militar do
Estado de Sao Paulo, mas por tambem pertencer a familia do valoroso Coronel
Salvador D’Aquino.
Quando
se falou em 1o Batalhao, quis se dizer da primeira unidade que hoje e a Policia
Militar. Foi ele o 1º Batalhao de Cacadores, o 1º Batalhao de Infantaria, o 1º
Batalhao Policial Militar e tantos outros nomes que recebeu ate que chegasse ao
atual: 1o Batalhao de Policia de Choque, que ostenta o aposto de Tobias de
Aguiar, em homenagem a quem, na presidencia da Provincia de Sao Paulo, nos idos
de 1831, criou a Policia Paulista, o inesquecivel sorocabano Brigadeiro Raphael
Tobias de Aguiar. O quartel do primeiro batalhao foi sempre o mesmo desde 1981,
aquele admiravel Quartel da Luz, o casarao amarelo que ornamenta, ao lado da
Pinacoteca e do Convento da Luz, a Avenida Tiradentes. Ali serviram - e disso
muito se orgulham - grandes homens que protegeram a populacao paulista ate com
sacrificio da propria vida, como foi o entao tenente Alberto Mendes Junior, a
quem peco uma grande salva de palmas. (Palmas
Mais tarde, muito embora tenha o compromisso familiar de
participar do aniversário de um neto seu, o MENDES vai levar o GINO e dona
DINORÁ até sua casa. Ali, várias pessoas da família estão reunidas. Almoçamos
na companhia deles. O MENDES deixa-me na ARMÊNIA. Não é preciso dizer que
retorno para casa bastante cansado.
09DEJULHODE2009 EM SOROCABA
Emidio Marques
Manoel Joaquim Sanches, Zuleika
Sucupira Kenworty e Osvaldo Rafael Santiago foram homenageados
Manoel Joaquim Sanches, Zuleika
Sucupira Kenworty e Osvaldo Rafael Santiago foram homenageados
Perdemos a batalha nas armas, mas ganhamos em nosso ideal.
Foi com estas palavras que o professor Milton Marinho Martins defendeu, como
orador da cerimônia que marcou o 77º aniversário da Revolução
Constitucionalista de 1932, a importância da batalha dos paulistas contra o
governo provisório de Getúlio Vargas. O evento, que teve execução de hinos e
desfile de jipes que levaram três combatentes para um breve passeio pelas
avenidas Eugênio Salerno e Moreira César, reuniu centenas de pessoas na Praça 9
de Julho, na manhã de ontem. Manoel Joaquim Sanches, de 100 anos, Osvaldo
Rafael Santiago, de 94 anos, e a promotora Zuleika Sucupira Kenworthy, de 96
anos, que atuaram com dedicação na batalha, foram homenageados pelo público.
Estou muito feliz, resumiu Sanches.
A cerimônia começou pouco depois da 9h da manhã e contou com
a presença de autoridades civis, Polícia Militar - com sua tropa e a Banda
Regimental do Comando de Policiamento do Interior (CPI-7) - Guarda Municipal e
da Banda Marcial de Sorocaba. Depois de execução do Hino Nacional, coroas de
flores foram depositadas no monumento ao soldado constitucionalista. Acho muito
bom participar de cerimônias como esta. Ouvimos sobre a história do nosso País,
comentou o aposentado José de Camargo, de 66 anos, que como centenas de pessoas
acompanhou o evento. Carlos da Silva, de 84 anos, estava emocionado ao lembrar
do pai, um ex-combatente. Eu tinha 7 anos de idade quando ele fez parte das
tropas, contou, com lágrimas nos olhos.
O ponto alto da celebração foi o desfile dos jipes. Por
conta da idade avançada, Osvaldo Santiago expressou, com poucas palavras, seu
sentimento sobre a Revolução de 32. Bom mesmo foi quando tudo acabou, falou,
com sinceridade. Na época, Santiago tinha apenas 17 anos e, por conta disso,
não podia ir para a linha de frente. Fui mensageiro das tropas. A juventude e a
pouca experiência fizeram com que a luta marcasse o ex-combatente como uma
período bem difícil.
Outra que esteve na batalha apesar da pouca idade - apenas
20 anos - foi a promotora Zuleika Sucupira. Ela lembrou que seu trabalho era
junto à Cruz Vermelha. Montávamos pacotinhos de emergência para os soldados
levarem nas mochilas, num espaço improvisado dentro da sala do Cine República.
Para ela, a melhor lembrança daquele tempo é a juventude. Vivíamos um ideal. A
mais triste, ao contrário de Santiago, foi o fim da batalha. Todo o material,
de curativos e até para fazer munição, já havia acabado. Além dos
ex-combatentes, o evento também foi de saudosismo para seus filhos, netos e
bisnetos. Passei a vida ouvindo as histórias de meu pai sobre a Revolução. Ele
é um orgulho para todos nós, falou José Franscisco Sanches.
História
Como orador da cerimônia, o professor Milton Martins
rememorou a história da Revolução, que começou com a eleição de Júlio Prestes
de Albuquerque para substituir Washington Luís na presidência do Brasil. Porém,
o adversário Getúlio Vargas não se conformou e, com seus soldados gaúchos,
montou uma junta militar para depor o novo presidente, falou o historiador.
Revoltados com a dissolução do parlamento e a queda da Constituição, os
paulistas começaram a se organizar para protestar. Mesmo antes de montarmos um
grupo oficial, jovens sorocabanos já realizavam reuniões onde hoje é a Praça
Coronel Fernando Prestes.
Em 23 de maio de 1932, uma passeata na capital acabou com a
morte de quatro jovens (Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo) cuja sigla de
seus nomes - MMDC (acrescido, posteriormente, da letra A, de Alvarenga, outro
jovem baleado, mas que veio a falecer somente em agosto) virou o escudo dos
combatentes para a batalha, que começou em 9 de julho. Não houve convocação.
Todos atuaram como voluntários.
Em Sorocaba, antes de seguirem para a capital, os
combatentes treinaram, na sede do então Grupo Escolar Antônio Padilha, o manejo
das armas. Marinho relembrou, ainda, a atuação das mulheres na revolução. Num
prédio da rua Monsenhor João Soares as senhoras distribuíram cerca de 200
refeições por dia para os combatentes que passavam pela cidade.
Na saída dos sorocabanos para a capital, uma bandeira do
Brasil recebeu a benção do pároco, após uma missa na catedral, e os rapazes
portavam suas armas com ramos de flores nos canos. Os paulistas não conseguiram
superar as tropas de Getúlio Vargas e a luta terminou em 2 de outubro de 1932,
com saldo de mil pessoas mortas. Apesar da batalha perdida, a pressão dos
paulistas fez com que Getúlio convocasse, em 1933, a população para a
assembléia constituinte. É difícil contar. Só quem viveu e viu sabe como foi
essa revolução
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Dividida quadro a quadro, uma outra história da Revolução
Constitucionalista de 1932. Pela primeira vez, o conflito é retratado em
quadrinhos, com ilustrações leves e narrativa simplificada, para explicar a
crianças a partir dos 9 anos os significados da Revolução. A obra “A
REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932 EM QUADRINHOS, do cartunista MAURÍCIO
PESTANA, lançada nesta semana pela Imprensa Oficial do Estado, tem desenhos
baseados em fotos originais da época, levantadas no Arquivo Histórico
Municipal. “Pesquisei e desenhei, dia e noite, por dois meses, em consultas a
mais de 20 livros históricos e análise de 50 fotos da época”, conta. Em 32
páginas, PESTANA retrata a Revolução – antecedentes, tropas entricheiradas no
Estado, rendição, após três meses de conflito e, por fim, a Assembléia
Constituinte que ratificou os ideais paulistas. “Procurei mostrar alguns símbolos
da cidade que homenageiam a Revolução, como a Avenida 9 de Julho, o Obelisco
do Ibirapuera e a Avenida 23 de Maio (data em que os jovens MARTINS,
MIRAGAIA, DRÁUZIO e CAMARGO – MMDC – foram mortos por tropas do governo
VARGAS, um dos estopins da Revolução) cujos significados passam
despercebidos”, conta o cartunista. Com tiragem de 5 mil exemplares, os
quadrinhos também destacam a participação dos negros na Revolução. “Os livros
históricos dão pouca ênfase à participação dos negros, que representavam um
terço das tropas”, conta PESTANA, criador de outros quadrinhos didáticos,
como os que retratam a REVOLTA DA CHIBATA, levante de militares em 1910. Além
da pesquisa histórica, o autor teve a oportunidade de entrevistar dois
ex-combatentes da Revolução e alguns de seus familiares. Os livros serão
distribuídos a escolas estaduais e, em breve, estarão disponíveis para venda
(R$12) em livrarias. “Basta perguntar e veremos que a maioria dos jovens não
tem idéia do significado do MMDC, nem o que tem a ver com 23 de maio, por
exemplo. Temos de mostrar desde cedo às crianças respostas e perguntas
assim.”
Mais uma mulher assume o comando do
Exército Constitucionalista
Quinta-Feira, 9 de Julho de 2009
O comando do Exército Constitucionalista continua em poder
das mulheres – a professora Dorina de Gouvêa Nowill, de 91 anos, assumiu em
substituição à Dirce Rudge Pacheco e Silva, 90 anos, que no ano passado se
notabilizou por ter sido escolhida a primeira mulher a “comandar” o exército
simbólico da Sociedade Veteranos de 32. A transmissão do Comando do Exército
Constitucionalista ocorreu hoje (9), às 9 horas, durante solenidade
comemorativa do 77º Aniversário do Movimento Constitucionalista de 1932, no
Monumento ao Soldado Constitucionalista do Parque Ibirapuera, zona sul da
Capital. Na leitura da “ordem do dia”, a nova comandante assumiu o
compromisso de “manter viva a chama de liberdade e civismo que foi acessa em
9 de julho de 1932”. A professora participou ativamente da Revolução
Constitucionalista de 1932, quando São Paulo se insurgiu contra o governo
provisório de Getúlio Vargas. Com apenas 14 anos, ela arriscava a vida para
ajudar os soldados que combatiam nas trincheiras. “Cuidamos de feridos,
arrecadamos fundos, costuramos uniformes e agasalhos, organizamos o correio
militar e até fabricamos munições e capacetes”, relembra a segunda mulher a
assumir o comando do Exército Constitucionalista.
Veteranos deram o exemplo
O secretário Antonio Ferreira Pinto, que recebeu a Medalha
Constitucionalista, concedida pela Sociedade Veteranos de 32, afirmou que a
cerimônia em homenagem aos veteranos que combateram na Revolução de 32 lembra
“o exemplo dos antepassados que deram a vida pela legalidade e ideais de
liberdade”. A luta dos revolucionários é “uma chama que permanece viva, que
nos encoraja para defender a legalidade”, concluiu Ferreira Pinto.
O momento solene da cerimônia foi a chegada de dez urnas
contendo as cinzas de heróis que combateram na Revolução de 1932. As famílias
autorizaram a exumação dos corpos em vários cemitérios paulistas e, depois de
incinerados, foram postos em urnas cobertas pela bandeira paulista. Após um
“velório” de 24 horas no Regimento 9 de Julho, foram transportadas hoje de
manhã até o Monumento num caminhão do Corpo de Bombeiros. Cadetes da Polícia
Militar levaram as urnas até o interior do Mausoléu, sob o som solene da
marcha fúnebre de Chopin, para a cerimônia de sepultamento.
Essas dez urnas juntaram-se a outras 767 que já estavam depositadas no Mausoléu, totalizando 777. “É um número cabalístico”, observa o coronel reformado da PM, Mario Fonseca Ventura, membro da Sociedade Veteranos de 32 M.M.D.C.
Maria Soldado, símbolo da Revolução
O coronel Mário conta que no Mausoléu estão as cinzas de
oficiais importantes, como o comandante das tropas revolucionárias, general
Euclydes Figueiredo, além de soldados, muitas mulheres e até uma criança. Ele
calcula que 72 mil mulheres participaram da Revolução, como a Maria Soldado,
que foi a "mulher símbolo da Revolução”, por ter combatido nas
trincheiras. Mas outras atuaram como enfermeiras, costureiras e cozinheiras.
Muitos combatentes que lutaram por São Paulo eram de
outros Estados brasileiros, mas as urnas guardam também as cinzas de
combatentes italianos, japoneses, russos e de outras nacionalidades. Por
isso, a nova comandante do Exército Constitucionalista anunciou que será
feita, todo ano, uma homenagem especial a cada uma dessas nacionalidades.
“Este ano iniciamos pela comunidade italiana, que contribuiu com cerca de 20%
de mortos, a maior porcentagem se considerarmos os descendentes de primeira
geração”, revelou Dorina Gouveia Nowill. O cônsul geral da Itália em São
Paulo, Marco Marsili, representou a comunidade italiana na cerimônia.
Festival de desfiles
As solenidades comemorativas do Movimento
Constitucionalista, que atraem público estimado em três mil pessoas,
incluindo familiares dos antigos combatentes, também acabaram se tornando um
festival de desfiles, onde não faltam carros militares antigos, bandas
marciais, escoteiros, sociedades filantrópicas, representantes da maçonaria,
entidades de defesa da mulher, forças da ONU, escolas municipais e até clubes
esportivos. Isso além dos próprios veteranos, que desfilaram a pé, em carros
antigos e veículos militares, ostentando distintivos honoríficos e
bandeirolas alusivas à Revolução.
Este ano, a Polícia Militar desfilou com várias unidades, dos bombeiros ao Regimento de Cavalaria 9 de Julho, Canil, Patrulha Rural, escolas de formação de praças, policiais em motocicletas, viaturas da Rota e até da Corregedoria. As polícias Civil e Técnico-Científica também se apresentaram, seguidas pela União dos Escoteiros do Brasil, Forças Armadas (Marinha, Aeronáutica e Exército), a Guarda Civil Municipal, a Banda Racional Universo em Desencanto, a Associação das Forças de Paz da ONU, a Ordem DeMolay (ordem maçônica), o Clube Espéria, o movimento Mulheres da Verdade, Associação de Museus Ferroviários de Paranapiacaba (seus trens transportaram soldados durante a guerra), Jipe Clube do Brasil, Associação Paulista de Veículos Militares Antigos e outras entidades civis. A Medalha Constitucionalista, concedida pela Sociedade Veteranos de 32, foi outorgada a 32 autoridades civis e militares, incluindo o secretário Antonio Ferreira Pinto; o coronel PM Álvaro Batista Camilo; o delegado geral adjunto, Alberto Angerami; o diretor do Instituto Médico Legal, Hideaki Kawata; o diretor do Instituto de Criminalística, José Domingos Moreira das Eiras; a oficiais das Forças Armadas, da Polícia Militar, da Guarda Civil Metropolitana, deputados, juristas e prelados. O prefeito Gilberto Kassab também compareceu à solenidade.
Gabriel Rosado
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FIB-SP participou de evento que marcou o 9 de Julho
O comando do Exército
Constitucionalista em poder das mulheres – a professora Dorina de Gouvêa
Nowill, de 91 anos, assumiu em substituição à Dirce Rudge Pacheco e Silva, 90
anos, que no ano passado se notabilizou por ter sido escolhida a primeira mulher
a “comandar” o exército simbólico da Sociedade Veteranos de 32. A transmissão
do Comando do Exército Constitucionalista ocorreu durante solenidade
comemorativa do 77º Aniversário do Movimento Constitucionalista de 1932, no
Monumento ao Soldado Constitucionalista do Parque Ibirapuera, zona sul da
Capital. Na leitura da “ordem do dia”, a nova comandante assumiu o compromisso
de “manter viva a chama de liberdade e civismo que foi acessa em 9 de julho de
1932”. A professora participou ativamente da Revolução Constitucionalista de 1932, quando São Paulo se insurgiu contra o governo provisório de Getúlio Vargas. Com apenas 14 anos, ela arriscava a vida para ajudar os soldados que combatiam nas trincheiras. “Cuidamos de feridos, arrecadamos fundos, costuramos uniformes e agasalhos, organizamos o correio militar e até fabricamos munições e capacetes”, relembra a segunda mulher a assumir o comando do Exército Constitucionalista.
Maria Soldado,
símbolo da Revolução
O coronel Mário conta que no Mausoléu estão as cinzas de
oficiais importantes, como o comandante das tropas revolucionárias, general
Euclydes Figueiredo, além de soldados, muitas mulheres e até uma criança. Ele
calcula que 72 mil mulheres participaram da Revolução, como a Maria Soldado,
que foi a "mulher símbolo da Revolução”, por ter combatido nas
trincheiras. Mas outras atuaram como enfermeiras, costureiras e cozinheiras.
Muitos combatentes que lutaram por São Paulo eram de outros Estados brasileiros, mas as urnas guardam também as cinzas de combatentes italianos, japoneses, russos e de outras nacionalidades. Por isso, a nova comandante do Exército Constitucionalista anunciou que será feita, todo ano, uma homenagem especial a cada uma dessas nacionalidades. “Este ano iniciamos pela comunidade italiana, que contribuiu com cerca de 20% de mortos, a maior porcentagem se considerarmos os descendentes de primeira geração”, revelou Dorina Gouveia Nowill. O cônsul geral da Itália em São Paulo, Marco Marsili, representou a comunidade italiana na cerimônia.
Festival de desfiles
Muitos combatentes que lutaram por São Paulo eram de outros Estados brasileiros, mas as urnas guardam também as cinzas de combatentes italianos, japoneses, russos e de outras nacionalidades. Por isso, a nova comandante do Exército Constitucionalista anunciou que será feita, todo ano, uma homenagem especial a cada uma dessas nacionalidades. “Este ano iniciamos pela comunidade italiana, que contribuiu com cerca de 20% de mortos, a maior porcentagem se considerarmos os descendentes de primeira geração”, revelou Dorina Gouveia Nowill. O cônsul geral da Itália em São Paulo, Marco Marsili, representou a comunidade italiana na cerimônia.
Festival de desfiles
As solenidades comemorativas do Movimento
Constitucionalista, que atraem público estimado em três mil pessoas, incluindo
familiares dos antigos combatentes, também acabaram se tornando um festival de
desfiles, onde não faltam carros militares antigos, bandas marciais,
escoteiros, sociedades filantrópicas, autoridades de todas as esferas, forças
da ONU, escolas municipais e até clubes esportivos. Isso além dos próprios
veteranos, que desfilaram a pé, em carros antigos e veículos militares,
ostentando distintivos honoríficos e bandeirolas alusivas à Revolução.
FIB-SP marca presença no evento
FIB-SP marca presença no evento
A secção paulista da Frente Integralista Brasileira
(FIB-SP), como é de tradição, participou das homenagens aos Heróis da Revolução
Constitucionalista. Com o apoio de uma tenda e uniformizados os companheiros do
núcleo da capital paulista realizaram a distribuição de balões azuis, panfletos
e cartazes com mensagens diversas. Todo o material divulgado contava com o
sigma em destaque. O movimento conseguiu atrair a atenção do público ali
presente. A ação da FIB-SP foi elogiada por autoridades e membros da FIB em
todo o país e pode ser descrita como modelo para todos os núcleos que desejem
participar de similares eventos regionais. Mais do que isso, o integralismo dá
uma aula de civismo ao participar das comemorações de um movimento que
representa e representou um verdadeiro chamado a democracia e a liberdade em
tempos de ditadura.
9 DE JULHO DE 2009 – L I M E I R A LEMBRA
O 77º ANIVERSÁRIO DA REVOLUÇÃO DE
1932 Homenagens serão feitas no
Mausoléu do Sargento Pierrotti
A Prefeitura de
Limeira, através da Secretaria de Turismo e Eventos, e a Comissão Municipal de
Civismo realizam nesta quinta-feira, feriado de 9 de julho, a solenidade em
comemoração ao 77º Aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932.
As homenagens
começam a partir das 9h, no Mausoléu do Sargento Pierrotti, no Cemitério da
Saudade I, onde haverá um ato em respeito à memória dos soldados mortos,
colocação da coroa de flores e execução do toque de silêncio. Após esses
procedimentos, acontece uma benção religiosa.
Em seguida, os dois
ex-combatentes Esmeraldo Figueira Filho e Ulisses Rodrigues de Oliveira, ambos
de 96 anos, serão escoltados por atiradores do Tiro de Guerra e conduzidos em carreata
por veículos do Clube de Carros Antigos de Limeira até o Teatro Vitória, onde
serão recepcionados pela guarda de honra do Tiro de Guerra, recebendo as
merecidas homenagens dos presentes
O vice-presidente JOSÉ ALENCAR enfrentou hoje uma cirurgia
de mais de seis horas no Hospital SÍRIO-LIBANÊS, para desobstruir uma das alças
do intestino delgado. O procedimento foi bem-sucedido. Durante a intervenção,
que começou por volta das 13:10 horas e só terminou pouco antes das 19:30
horas, os médicos também retiraram dez de um total de 18 novos tumores que
apareceram na região abdominal. Foi a 14ª cirurgia enfrentada por ALENCAR, de
77 anos, que luta contra um câncer. De acordo com os médicos que acompanham o
vice-presidente, os tumores estavam grudados no intestino provocando várias
pequenas obstruções, daí a necessidade de retirá-los. O material retirado foi
enviado para o hospital MD ANDERSON, em HOUSTON, ESTDOS UNIDOS, onde ALENCAR
faz um tratamento experimental para tratamento do câncer.
Terminou na madrugada o julgamento de dois acusados de
participar do assassinato de RENNÉ SENA, o milionário da MEGA-SENA. Após mais
de três dias de audiências no Fórum de RIO BONITO e dez testemunhas ouvidas, o
júri decidiu por quatro votos a três pela condenação do ex-PM ANDERSON SOUZA e
do funcionário público EDNEI GONÇALVES. Eles receberam penas de 18 anos de
prisão pelos crimes de homicídio triplamente qualificado do milionário
(mediante promessa de recompensa, motivo torpe e a aplicação de recurso que
dificultou a defesa da vítima), e pelo furto da pochete de RENNÉ, que continha
uma arma e dinheiro. Os advogados dos réus já recorreram da sentença. A
promotora do caso, PRISCILA NAEGELE VAZ, informou que ainda não há data
prevista para o julgamento dos outros quatro acusados do crime: o cabo da PM
MARCO ANTÔNIO VICENTE, o sargento RONALDO AMARAL DE OLIVEIRA, o CHINA, a
professora de educação física JANAÍNA SILVA DE OLIVEIRA e a viúva, ADRIANA
ALMEIDA, acusada de ser a mandante do assassinato. RENNÉ SENA ganhou o prêmio
de 51,8 milhões de reais em julho de 2005. Em 7 de janeiro de 2007, foi
atingido por quatro tiros, sendo o primeiro na nuca e três na cabeça, quando
tomava cerveja num bar na ESTRADA DE LAVRAS, na cidade de RIO BONITO. Os
disparos foram efetuados por ANDERSON que fugiu na garupa de uma motocicleta
dirigida por EDNEI GONÇALVES.
Morre travesti que acusou RONALDO de não pagar. ANDRÉA
ALBERTINI, de 22 anos, teve meningite. ANDRÉ LUÍS RIBEIRO ALBERTINI, de 22
anos, conhecido como o travesti ANDRÉA ALBERTINI, morreu hoje de manhã. Ele
ganhou fama em abril do ano passado, ao se envolver em um episódio com o
atacante RONALDO, hoje no CORINTHIANS. ANDRÉA ALBERTINI acusou o jogador de não
ter pago por um programa sexual com ele e mais dois travestis no RIO DE
JANEIRO. Durante o encontro, os quatro teriam consumido drogas. RONALDO alegou
à polícia que foi vítima de extorsão. ANDRÉ morreu vítima de uma meningite. O
enterro está marcado para as 10 horas de amanhã no Cemitério SANTA LIDIA, em
MAUÁ.
Um desabamento em uma construção irregular no cruzamento das
avenidas INTERLAGOS e YERVANT KISSAJIKIAN, na VILA JOANIZA, zona sul da
capital, matou uma pessoa e deixou outra ferida hoje de manhã. O ajudante de
pedreiro DIEGO COSTA MOREIRA, de 19 anos, morreu no local. Baiano de CONCEIÇÃO
DO COITÉ, a 177 km de SALVADOR, DIEGO chegou a SÃO PAULO na última
segunda-feira. Hoje era o segundo dia de trabalho dele.
O PM SEVERINO DO RAMO DOS SANTOS, de 32 anos, se entregou à
Corregedoria da Corporação hoje pela manhã e confessou ter matado a babá
NILZÉLIA RODRIGUES SANTANA DOS SANTOS, de 39 anos, na Rua DOUTOR FRANCISCO
URSAIA, em sua casa, em PIRITUBA. SEVERINO ligou para o Centro de Operações da
PM (COPOM) por volta das 21:50 horas de ontem e avisou que atirou na mulher
porque ela teria invadido a casa dele. Após se entregar, no entanto, confessou
que mantinha um relacionamento amoroso com a babá e que a matou por
divergências do casal. Ao chegar no local, os oficiais não acharam o suspeito e
a casa estava trancada. Eles arrombaram a porta e encontraram a vítima com 20
ferimentos de tiros, em diversas partes do corpo. NILZÉLIA foi levada ao
PRONTO-SOCORRO DE PIRITUBA, mas não resistiu e morreu.
09JULHO2009 MORRE ODETTE COPPOS
Adeus a Odette Coppos: A grande artista de Itapira!
Conde Thiago de Menezes - Presidente da FALASP e AILA
Faleceu aos 93 anos de idade, quinta-feira dia 09, uma
pessoa que já foi conhecida como a “maior artista que Itapira já teve”: Odette
Coppos. Pioneira em muitos sentidos foi a primeira itapirense que apareceu nas
telas do cinema nacional, assim como a primeira itapirense que gravou um disco.
Foi a primeira artista itapirense a posar nua, primeiro para uma série de fotos
e desenhos feitos por Wilson Marins e depois para esculturas de Matheus
Fernandes, ambos nos anos 50. Méritos
que a fizeram conhecida nacionalmente. Escritora, historiadora, poetisa e
compositora desde os sete anos de idade. Detentora de muitos troféus, títulos
de Câmaras Municipais (Olímpia, Itapira, e Baependi), diplomas de Academias de
Letras (Piracicaba, Campanha – MG, Imperatriz, MA e Belas Artes – RJ, tendo
mais de 50 livros editados e distribuídos em todo território nacional e alguns
países estrangeiros; participante de muitas Antologias. Africanóloga patrocinou
durante 26 anos as congadas de Itapira, tendo escrito muito sobre esse tema.
Como museóloga contribuiu muito para a formação dos Museus de Caxambu e
Campanha, MG e Mogi Mirim, Mogi Guaçu, SP. Pertenceu a importantes entidades
culturais como a “Academia Brasileira de Belas Artes” (Órgão Consultivo do
Governo Federal), a Société Académique de Arts Liberaux de Paris, a SCAB –
Sociedade Cultural Artística Brasileira e às “Academia de Letras Menotti Del
Picchia”, “Academia Guaçuana de Letras” (Mogi Guaçu, SP) e “Academia
Piracicabana de Letras” (Piracicaba, SP) sendo co-fundadora da AILA – Academia
Itapirense de Letras e Artes.
Entre suas principais obras, destacamos: As Congadas
(Folclore), 1971, A outra Face da Society – contos (1958), Ser Mãe – poemas
(1959), Amor e Poesia – poesia (1959), Memórias de um apartamento – romance
(1960), Depoimento de uma Desquitada – 1ª edição, em versos, Depoimento de uma
Desquitada, 2ª edição, em prosa (1962), "Saravá Satanás" – poema
1963), "Hino de Louvor à Madre M. Evangelina" – poema, "O Coro
da Penha de Itapira"– poema (1967), "Bagageira de Ilusões" –
poesias, "Guia de Turismo de Itapira" – Guia de Turismo (1970),
"Carinhosa Mensagem a Caxambu" – Mensagem sobre a criação do Museu de
Caxambu, em 27 de setembro de 1970, "Guia Sentimental de Campanha",
"Folhetim" (A título de Esclarecimento), "70 Anos de
Poesia" - 1993, obra dividida em "21 cantos". "O Livro de
Itapira", 1995, "A Revolução Constitucionalista de 1932 (Setor
Leste)", 1996 e "Da Dove Veniamo – Emmigrazione" 2ª edição –
1997.
Mas sua grande obra foi a criação do Museu de Caxambu, sul
de Minas Gerais. No ano de 1963, foi construída uma caixa d’água naquela
estância hidromineral, deixando a antiga de exercer a sua função. Na mesma
época, o prefeito vigente, José Ferraz Caldas, ordenou que se fizesse do local,
um museu. Para isso ele chamou a museóloga Odette Coppos, nascida na cidade de
Itapira, mas então residente entre o Rio de Janeiro e a Bahia, que fez inúmeras
doações ao museu de Caxambu, como por exemplo, objetos de alfaiataria,
antropologia, armaria e botânica, objetos em cerâmica, entre eles dois pratos
pintados por ela mesma; objetos em cristais; decorações; uma coleção de
desenhos em artes gráficas e aquarela; esculturas como uma máscara mortuária de
Carmem Miranda; peças de indumentária como um pente espanhol; pinturas e quinze
fotos de Odette Coppos. Seu pai, o arquiteto e construtor Victório Coppos, doou
o Menino da Flauta. O imóvel funcionou como museu durante muito tempo até que
no ano de 1991 esta função deixou de ser exercida. Nesta época muitas peças do
acervo de altíssimo valor histórico se perderam e outras foram distribuídas,
não sabendo hoje o paradeiro da maioria das peças. Outras peças ainda
apodreceram por falta de cuidados necessários quando o museu foi abandonado.
Foi encontrado no porão pela Sra. Margarida Dantas, um livro de inventário com
a relação do acervo do museu, que hoje se encontra sob sua guarda. Em 27 de
novembro de 1991, foi criada a Fundação Centro Cultural e Escola de Arte de
Caxambu, que passou a funcionar na edificação em questão. A reforma do local
foi feita em multirão pela população. Em 1999 o itapirense Thiago de Menezes
esteve em Caxambu para conferir esse relatório e saber o paradeiro de todas as
obras, assim como lançar o livro, em parceria com Odette Coppos: “Nhá Chica de
Baependi”. As referências sobre Odette Coppos em Itapira vão desde 1959 e até
2009.. Ao falecer, nonagenária, ainda mantinha-se firme e ativa, produzindo
obras literárias de imenso valor para a cultura em nossa cidade e colaborando com
a FALASP – Federação das Academias de Letras e Artes do Estado de São Paulo.
Que as novas gerações conheçam um pouco de uma vida rica que teve mais de 80
anos dedicados às causas culturais, artísticas e folclóricas, assim como à
preservação do legado histórico da ICAB – Igreja Apostólica Brasileira. E que a
alma de Odette Coppos descanse em paz!
Em tempo: o interessante é que Odette nasceu na véspera da
Festa de Maio, sua mãe dona Romilda Coppos sentiu lás as primeiras dores do
parto e a escritora dedicou parte de sua vida às tradições folclóricas de nossa
Festa de São Benedito. E Odette faleceu hoje, dia 09 de julho o dia em que ela
mais comemorava, pois seu coração bandeirante nunca deixou de fazer as
homenagens no Morro do Gravi, referentes ao Movimento do MMDC - Paulistas de
1932, tema sob o qual nossa escritora lançou vários livros e opúsculos.
Odette Coppos - Itapira, SP
14 de maio de 1916
09 de julho de 2009
Conde Thiago de Menezes
H.E. Count Thiago de Menezes
( Count of
The Holy Roman Empire )
Escritor e Jornalista
Presidente da FALASP
www.falasp.com.br
www.falasp.blogspot.com
www.falasp.blogger.com.br
A Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo indiciou 14
policiais em quatro inquéritos diferentes sob a acusação de terem extorquido
pelo menos 2,7 milhões de reais dos traficantes colombianos JUAN CARLOS RAMIREZ
ABADÍA e RAMÓN MANOEL YEPES PENAGOS, conhecido como EL NEGRO. Outros três
policiais são suspeitos, um dos quais obteve no Tribunal de Justiça uma liminar
para que não fosse indiciado no inquérito.
O ministro da Defesa, NELSON JOBIM, informou hoje, em
audiência pública na Comissão de Direitos Humanos da Câmara, que os familiares
de mortos e desaparecidos na GUERRILHA DO ARAGUAIA não vão participar dos
trabalhos de escavações na região do confronto, em busca de ossadas de vítimas.
O veto foi imposto, explicou o ministro, pelo fato de a comissão criada pelo
Ministério da Defesa atender a uma ordem judicial emitida a partir de um
processo em que os familiares são parte interessada como autores contra a União
O processo é para obrigar o Estado a localizar os corpos e, por isso, disse o
ministro, os familiares não terão a isenção necessária.
Dois ataques deixaram hoje pelo menos 41 mortos em BAGDÁ e
no norte do IRAQUE. Foi o dia mais violento desde a saída das tropas dos EUA
das cidades iraquianas no dia 30 de junho. O pior atentado ocorreu em TAL AFAR,
norte do país, onde duas bombas mataram 34 pessoas e feriram 60. Em BAGDÁ, 7
morreram em um ataque em CIDADE SADR.
Horas depois de desembarcar na COSTA RICA, o presidente
designado ROBERTO MICHELETTI retornou hoje para TEGUCIGALPA, indicando que não
haverá encontros frente a frente com o presidente deposto MANUEL ZELAYA. Os
dois rivais se reuniram separadamente com o presidente da COSTA RICA, OSCAR
ARIAS. MICHELETTI disse que voltava para casa “totalmente satisfeito” com o
resultado da viagem.
2 010 : -
SEXTA-FEIRA
POLÍCIA MILITAR
Decretos de 8-7-2010
Promovendo, nos termos do
Dec.-lei 13.654-43 e suas alterações, ao posto de Coronel do Quadro de Oficiais
Policiais Militares, por merecimento, os Tenentes-Coronéis PM 822281-9 Antônio
Carlos Imperatriz, do 3º BPRv e 822356-4 Lincoln de Oliveira Lima, do 32º
BPM/I.
Classificando, por
conveniência do serviço, em face de promoção, os Coronéis PM: 822281-9 Antônio
Carlos Imperatriz, no Comando de Policiamento de Área Metropolitana-12
(CPA/M-12); 822356-4 Lincoln de Oliveira Lima, no Comando de Policiamento de
Área Metropolitana-5 (CPA/M-5). Transferindo,
por conveniência do serviço, a Cel PM 800978-3 Marly Moreno, do Comando de
Policiamento de Área Metropolitana-12 (CPA/M-12), para o Comando de Bombeiros
do Interior (CBI).
IMPERATRIZ nasceu no dia 20 de julho de 1963. Entrou
para a PMESP em 1º de fevereiro de 1982. Foi declarado ASPIRANTE A OFICIAL no
dia 15 de dezembro de 1984. PROMOÇÕES: 2º TENENTE – 25 de agosto de 1985; 1º
TENENTE – 24 de maio de 1989; CAPITÃO – 24 de maio de 1995. Não tenho as datas
de suas outras promoções.
LINCOLN nasceu no
dia 30 de julho de 1962. Entrou para a PMESP em 1º de fevereiro de 1982. Foi
declarado ASPIRANTE A OFICIAL em 15 de dezembro de 1984. PROMOÇÕES: 2º TENENTE
– 25 de agosto de 1985; 1º TENENTE – 24 de maio de 1989; CAPITÃO – 24 de maio
de 1995. Também não tenho as datas de suas outras promoções.
TRANSFERÊNCIA PARA A RESERVA: TENENTE-CORONEL PM WILSON
CORREA LEITE JÚNIOR, Comandante do 1º BPMM. Nasceu em 5 de agosto de 1959.
Entrou para a PMESP no dia 29 de janeiro de 1979. Foi declarado ASPIRANTE A
OFICIAL em 15 de dezembro de 1981. PROMOÇÕES: 2º TENENTE – 25 de agosto de
1982; 1º TENENTE – 25 de agosto de 1986; CAPITÃO – 24 de maio de 1993. Não
tenho a data de sua promoção a MAJOR. Foi promovido a TENENTE-CORONEL em 15 de
dezembro de 1993.
CORONEL PM ANTÔNIO CARLOS MENDES vem me buscar na Rua PEDRO
VICENTE, um ponto de encontro que se tornou rotina quando vamos aos eventos no
IBIRAPUERA. Desta vez iremos comemorar os 78 anos do Movimento
Constitucionalista. Pelo caminho, na 23 de maio, cruzamos com as viaturas da
PMESP que irão desfilar neste ano.
O MENDES e eu temos um problema com um cabo ignorante que
quer impedir a nossa entrada na área da solenidade. Alega que tem ordem
superior. Comete faltas disciplinares ao não se apresentar ao oficial superior,
mas demonstra falta de bom senso e complica o Comandante das cerimônias. O
CORONEL PM AIRTON ALVES DA SILVA, Comandante da APMBB. Este toma conhecimento
do incidente e determina as providências cabíveis para seus auxiliares.
O primeiro combatente que encontramos é o nosso OSWALDO
DIANA, acompanhado de sua filha ORIVALDA. Em seguida conversamos com vários
oficiais que trabalham neste evento, como a TENENTE-CORONEL PM MARIA YAMAMOTO,
Chefe da 5ª EM/PM; seus auxiliares: MAJOR PM SOFNER, CAPITÃO PM LUIZ ANTÔNIO e
outros.
Aguardamos a chegada de JORGE MICHALANI que irá assumir o
Comando do Exército Constitucionalista e de ANTÔNIO CARLOS GRANDI, Conselheiro
Voluntário da FUNDAÇÃO DORINA NOWILL. Ele irá representar a Comandante atual do
Exército Constitucionalista DORINA NOWILL. Ela está impossibilitada de
comparecer neste evento por problemas de saúde.
Após o canto do Hino Nacional vamos ter a passagem de
Comando do Exército Constitucionalista, ato este presidido pelo Comandante
Geral, CORONEL PM ÁLVARO BATISTA CAMILO.
ORDEM DO DIA DE
JORGE MICHALANY EM 9 DE JULHO DE 2010, QUANDO ASSUME O COMANDO DO EXÉRCITO
CONSTITUCIONALISTA:
Excelentíssimo dr.
Alberto Goldmann, digníssimo governador do Estado de São Paulo.
Excelentíssimo
Coronel Álvaro Batista Camilo, digníssimo Comandante da Polícia Militar do Estado
de São Paulo.
Excelentíssimo
Capitão Gino Struffaldi, digníssimo Presidente da Sociedade Veteranos de 32 -
MMDC.
Demais autoridades,
familiares e paulistas.
Assumo, neste nove
de julho, com muita honra o comando do exército constitucionalista para cumprir,
pelo período de um ano os deveres e ofícios que me forem designados em prol dos
ideais e da memória da Revolução Constitucionalista de 1932.
Esse ato solene é o
compromisso de se manter viva a chama de liberdade e civismo que foi acesa em 9
de Julho de 1932.
Essa chama que
marca a fogo meu coração e ilumina a minha alma é o compromisso de servir uma
vez mais a causa constitucionalista perante o povo de São Paulo, aos olhos do
Brasil e sobre a lápide daqueles que sem apego, imbuídos dos mais altos ideais
que uma pátria pode esperar de seus filhos, deram a sua vida pela nação.
Neste momento em
que a emoção tenta calar a voz e a idade teima em apagar a memória, lembro
vivamente dos amigos e familiares que não mediram esforços em prol da nação e
se entregaram a causa maior.
A família paulista,
chamada ao dever, soube mostrar ao Brasil o amor pela pátria. Da casa de minha
família partiu mais de um soldado da lei, assim como em tantos outros lares de
nossa terra natal.
Enquanto estávamos
na trincheira, sob o calor da metralha, combatendo as forças ditatoriais, a
família paulista atuava em auxílio destes bravos jovens: arrecadando donativos
para o movimento (OURO PARA O BEM DE SÃO PAULO), organizando o correio militar,
fabricando munições e capacetes e, sobretudo conclamando a família brasileira
que aderisse aos ideais constitucionais.
São Paulo ensinou
ao Brasil que amor não se vende. Que princípios não se negociam. Que valores e
virtudes não são relativos. Que a lei não se dobra. Que a terra natal não se entrega.
Vivemos tempos
difíceis, tempos conturbados. Onde o público se confunde com o privado. Onde o
relativismo reina sem medidas e sem freio, alentado por um corporativismo
pernicioso. Acredito que é justamente em tempos conturbados que se sobressaem os
heróis, forjados nas dificuldades, nas adversidades que a vida nos impõe.
Assim, há exatos 78
anos, a história nos impôs um dever. Um dever inigualável. O dever de
imortalizar o ideal da causa constitucionalista. O dever de honrar aqueles que
combateram a tirania por um Brasil melhor. O dever de contar aos seus
familiares, aos paulistas e aos brasileiros a razão da entrega destes jovens ao
sacrifício máximo. Essa é a ordem do dia! Lembrai-vos ó paulistas de tua
história.
São Paulo, 9 de
julho de 2010.; 78o da Revolução Constitucionalista.
_________________
JORGE MICHALANI
A cerimônia seguinte é a imortalização dos heróis. Os
cadetes retiram da carreta do Corpo de Bombeiros os onze caixões contendo os
restos mortais de: JOÃO BATISTA CAMILO NETO, ESTEVAM ROMEIRO (avô do Cmt Geral
ÁLVARO BATISTA CAMILO, ADRIANO HAMILTON MÕES, JAIR PEREIRA BAPTISTA, ANTONIO
MARSIGLIA, MARIO RODRIGUES PINHO (Pai do nosso companheiro de Escola de
Oficiais, CORONEL PM MÁRIO FAUSTO RODRIGUES PINHO), Engenheiro BENEDICTO GARCIA
DE ABREU, FERNANDO OLIVEIRA SIMOES SOBRINHO, LUIZ SCALISE, VICTÓRIO GONÇALVES
DE ANDRADE, COSTABILE MARTUSCELLI.
São prestadas honras fúnebres por um pelotão do 3º BPChq. O
Governador do Estado, o Cmt Geral, o presidente GINO STRUFFALDI. Coroas de
flores são colocadas no herói jacente.
O TENENTE-CORONEL PM Capelão OSVALDO PALÓPITO encomenda os
restos mortais dos veteranos. Irão se juntar aos já 777 combatentes que lá já
se encontram. São momentos de muita emoção, principalmente para os familiares
dos heróis de 32.
Em seguida são entregues as medalhas CONSTITUCIONALISTA para
as seguintes autoridades:
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1
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Cap-de-Mar-e-Guerra
MARCUS SÁ DA CUNHA
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2
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Cap-de-Fragata
JORGE FARIA FRANCO JUNIOR
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3
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Cel Cavalaria
CESAR AUGUSTO MOURA
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4
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Cel Engenharia
RUBENS ALBERTO RODRIGUES JANUÁRIO
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5
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Major-Brigadeiro-do-Ar
PAULO ROBERTO PERTUSI
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6
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Brigadeiro-do-Ar
JORGE LUIZ ALVES DE BARROS SANTOS
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7
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Brigadeiro-do-Ar
PAULO JOÃO CURY
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8
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Cel PM
LUIZ DE CASTRO JUNIOR
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9
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Cel PM
FRANCISCO LOZZI DA COSTA
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10
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Cel PM
ADMIR GERVÁSIO MORAIRA
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11
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Cel
PM
MARCO
ANTONIO ALVES MIGUEL
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12
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Cel PM
LUIZ HUMBERTO NAVARRO
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13
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Cel PM
MAÉRCIO ANANIAS BATISTA
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14
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Doutor
EDUARDO AUGUSTO PAGLIONE
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15
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Doutor
RUI BARACAT GUIMARÃES PEREIRA
|
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16
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Doutor
ABIB MALDAUN NETO
|
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17
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Doutor
ROBERTO SOUZA CAMARGO
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18
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Inspetor
DALMO LUIZ COELHO ÁLAMO
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19
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Inspetor
ADELSON DE SOUZA
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20
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Senhor
NAZARETH DA SILVA DARAKDJIAN
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21
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Doutor
PAULO ANTONIO NUNES SPINOSA
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22
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Doutor
JOSÉ MARIA DIAS NETO
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23
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Doutor
MARCO ANTONIO MARQUES DA SILVA
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24
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Senhor
ARMANDO PEREZ MARIA
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25
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Profº Doutor
JOSÉ MARIA CÂMARA JUNIOR
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26
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Profª
CECÍLIA DE ARRUDA
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27
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Doutor
JURANDIR ALVES DE VASCONCELOS
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28
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Cel PM
MARIO FAUSTO RODRIGUES PINHO
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29
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Profº Doutor
MARCO ANTONIO VILLA
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30
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Doutor
FAUSTO FERES
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31
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Doutor
JORGE MICHALANY
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32
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Doutor
RICARDO SOBRAL DE CARVALHO
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Segue-se o magnífico desfile militar-cívico, que é aberto
com viaturas trazendo os ex-veteranos e seus descendentes.
Terminado o desfile com a passagem da Cavalaria, vamos
conversar com muita gente presente: MARIANO TAGLIANETTI e família vieram de
CURITIBA para assistir as cerimônias. Ele tem mantido contatos virtuais, mas
desta vez está frente a nós ao vivo. Também há um mineiro que veio assistir o
78º Aniversário da Revolução. HÉLCIO DALLARI apresenta uma comitiva que veio de
BRASÍLIA e que quer ajudar o MMDC. O ROMAGNOLI ajudou-nos em vários momentos na
pista do desfile, inclusive conduzindo o doutor GRANDI, representante de dona
DORINA, que também é cego. Vários repórteres nos procuram para esclarecimentos
sobre episódios da revolução.
Depois de muito tempo estou revendo ALEXANDRE MEDEA ANDRADE,
atualmente trabalhando no CITIBANK. Promete ele ajudar a Sociedade, pois anda
afastado do MMDC há muito tempo.
Muitas pessoas que estão no IBIRAPUERA dirigem-se para a Assembléia
Legislativa. Haverá entrega de certificados e a Medalha da Constituição. O
Deputado Estadual MAJOR PM OLÍMPIO preside a mesa de trabalhos. Na mesa estão:
BISPO DOM FERNANDO FIGUEIREDO, da Arquidiocese de SANTO AMARO; Deputado Federal
CORONEL PM Res JAIRO PAES DE LIRA, CORONEL PM LUIZ PESCE DE ARRUDA,
representando o Cmt Geral.
Falam sobre o Movimento Constitucionalista de 32 o Deputado
PAES DE LIRA e o CORONEL PM ARRUDA. Para encerrar falo em nome do presidente
GINO, abordando pontos nevrálgicos da Sociedade: a situação de abandono em que
se encontra o Monumento Mausoléu, cujo restauro ainda não foi feito; a miséria
da Pensão Especial que o governo dá para as viúvas e os combatentes que ainda
existem (são 55 na minha conta) e também o cerceamento dos civis no desfile da
data Magna de São Paulo.
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A Assembleia Legislativa realizou nesta sexta-feira, 9/7,
solenidade para homenagear o movimento e os heróis de 1932, quando cidadãos
de São Paulo empreenderam a Revolução Constitucionalista, que, como o próprio
nome diz, tinha o objetivo de lutar para que o governo federal " na
época, conduzido por Getúlio Vargas " editasse a Constituição
brasileira.
A solenidade foi conduzida pelo deputado Olimpio Gomes (PDT), proponente da homenagem e autor do Projeto de Resolução 5/2010, que dá a denominação Deputado Israel Dias Novaes ao hall do Palácio 9 de Julho " sede do Legislativo paulista " que abriga exposição permanente em reverência ao Movimento de 1932.
É uma honra proporcionar à Assembleia Legislativa mais uma
possibilidade de homenagear os heróis de 1932, uma vez que a sede deste
Parlamento é denominada Palácio 9 de Julho, também em referência ao Movimento
Constitucionalista."
O deputado federal por São Paulo Paes de Lira fez um pequeno relato sobre os fatos históricos de 1932, lembrando que nenhuma ditadura é aceitável, seja civil ou militar. "Vargas atuou como um ditador, que nomeou interventores e sufocou a liberdade e a representação política no país." As Medalhas da Constituição, maior láurea outorgada pelo Legislativo paulista, foram entregues a Dom Fernando Figueiredo, bispo diocesano de Santo Amaro, ao desembargador Álvaro Lazzarini, ao médico Jorge Michalany, aos oficiais da Polícia Militar coronel Res. PM Edilberto de Oliveira Melo, coronel Res. PM Niomar Cyrne Bezerra e coronel PM Luiz Eduardo Pesce de Arruda. Também foram agraciados com a medalha os seguintes batalhões da Polícia Militar: 3º BPM-I, 4º BPM-I, 6º BPM-I e 2º BPM-M. Participaram do evento integrantes da Polícia Militar e das Forças de Paz brasileiras da ONU, e familiares dos heróis de 1932. |
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DIÁRIO DE SÃO PAULO
OBELISCO CONTINUA SEM VISITAÇÃO
Monumento que faz homenagem aos que lutaram na Revolução
Constitucionalista de 32 será aberto hoje.
O Obelisco ao Soldado Constitucionalista, junto ao Parque do
Ibirapuera, na zona sul de São Paulo, estará aberto hoje durante o feriado de 9
de Julho. Mas só hoje. Um dos principais monumentos da capital, onde estão
guardados os restos mortais de 717 heróis da revolução de 1932 está deteriorado
e precisa passar por um restauro (o número 717 está errado, o correto seria 777
– sem contar os 11 heróis que serão imortalizados hoje).
Em junho de 2006 foi anunciado um convênio entre a
Prefeitura e o governo do Estado para a restauração do monumento, mas o local
continua abandonado e apresenta sérios problemas de infiltração.
(Seguem considerações maldosas de CARVALHOSA).
Segundo a PM, entre 2007 e 2009 foi feita a reforma
elétrica, serviços de impermeabilização da laje, captação e drenagem das águas
pluviais. Este ano a PM iniciou um processo de análise do local para
contratação de projeto executivo. Essa obra deverá prevenir novas infiltrações,
manutenção em geral, inclusive a construção de novos cinerários que devem
observar o mesmo diálogo histórico arquitetônico interno, segundo a PM.
CORONEL PM MENDES vai me deixar na estação ARMÊNIA e embarco
numa van que rapidamente chega em GUARULHOS, por causa do trânsito estar muito
bom neste feriado.
Mais tarde assisto todo o desenrolar do evento do IBIRAPUERA
através da TV ASSEMBLÉIA.
Quero lançar os momentos principais do que se passou hoje
nas minhas memórias, mas pouca coisa consigo realizar, face o cansaço em que em
encontro e uma série de câimbras que venho a sofrer ao cair da tarde.
Leio no FÓRUM DOS LEITORES de “O ESTADO DE SÃO PAULO”:
9 de Julho – LUZ DA PÁTRIA!
Cresci ouvindo as histórias de meu velho pai, orgulhoso de
ter participado dos combates da Revolução Constitucionalista de 1932. Cresci
aprendendo na escola o hino do Movimento: “9 de Julho é a luz da Pátria, data
imortal deste berço augusto! Dos bandeirantes denodados, deste São Paulo
vanguardeiro e justo...” Hoje nem o hino os paulistas conhecem mais. Por que
abafaram nosso espírito cívico e nossas lembranças históricas? Sou paulista e
paulistana, sim, senhor! Tenho imenso orgulho das minhas origens e me revolta
muito saber que historiadores de esquerda reescreveram nossa História
enlameando a figura dos bandeirantes paulistas. E isso é passado às crianças
nos bancos escolares! Gostaria que os demais brasileiros soubessem que o que
levou São Paulo a se levantar contra GETÚLIO VARGAS foi simplesmente a defesa
de nossa Constituição. Aliás, existe algum brasileiro que se disponha hoje a
lutar pela nossa Constituição de 1988, tão afrontada e banalizada ultimamente,
como lutaram bravamente os paulistas em 32?
MARA MONTEZUMA ASSAF.
EXEMPLO JAMAIS ESQUECIDO
Eu ainda não era nascida, mas minha mãe contava o orgulho
que tinham ela e minha avó materna (italiana de nascimento) de ter ajudado,
como voluntárias, a organizar mantimentos e roupas que eram mandados pelo povo
paulista aos soldados que lutavam na Revolução de 1932 contra o ditador VARGAS.
9 de Julho é considerado por nos, paulistas, a data mais importante do nosso calendário,
e sempre será lembrada para cultuar os nossos heróis que tombaram e derramaram
seu sangue para que nós, filhos desta terra brasileira, vivêssemos numa
democracia. Foram 87 dias de combates de 9 de julho a 2 de outubro. Jamais
esqueceremos esses heróis e esta data significativa, ainda mais neste ano de
eleição, pois a nossa democracia está em perigo e nós, paulistas, devemos mais
que nunca honrar esses bravos, vigilantes e atuantes nas próximas eleições para
que não venhamos a ser governados por quem nunca lutou por ideais democráticos,
como os paulistas de 32. Salve o 9 de Julho!
AGNES ECKERMANN
BANDEIRA E BRASÃO
Não é somente na bandeira que SÃO PAULO leva o BRASIL. No
BRASÃO também: “PRO BRASILIA FIANT EXIMIA” (“PELO BRASIL SEJA FEITO O MELHOR”)!
ARTHUR VERNA
HERÓIS
Em pronunciamento público, o presidente LULA declarou que o
BRASIL é um país sem heróis...Não, presidente, não é. Temos muitos heróis que
souberam honrar a Pátria e eu poderia passar horas citando nomes e mais nomes.
Cito só quatro paulistas, heróis brasileiros que deram a vida na defesa da
democracia, este regime que garantiu sua eleição para presidente: MARTINS,
MIRAGAIA, DRÁUSIO e CAMARGO (MMDC). O SENHOR DEVE GRATIDÃO A ELES.
BENONE AUGUSTO DE PAIVA
NOTICIA DA MORTE DO
VETERANO ESMERALDO FIGUEIRA FILHO:
A Prefeitura de
Limeira, através da Secretaria de Turismo e Eventos, realiza no feriado 9 de
julho, sexta-feira, a partir das 9h, a solenidade em comemoração ao 78º
Aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932.
O evento acontece
no Mausoléu Sargento Pierrotti, no Cemitério da Saudade I, onde haverá um ato
de respeito à memória dos soldados mortos, execução do toque de silêncio pela
Corporação Musical Arthur Giambelli e benção religiosa.
Os ex-combatentes
limeirenses, Esmeraldo Figueira Filho, falecido no mês de maio com 97 anos, e
Ulisses Rodrigues de Oliveira, de 95 anos, também receberão as merecidas
homenagens.
A solenidade conta
ainda com a presença do Coral Vozes do Tatuíbi e do Grupo de Escoteiros
Limeira.
Liderança Maçônica na Revolução de 32
A maçonaria, instituição milenar e consciente dos princípios
que a norteia, Liberdade, Igualdade e Fraternidade, foi uma das associações
mais participativas na Revolução Constitucionalista de 1932. Em outras épocas,
a maçonaria também participou de movimentos que preservasse a liberdade dos
homens: A Independência do Brasil, Libertação dos Escravos, República entre
outros, sempre através de seus membros que realmente sabem o papel que
representam na sociedade.
A Revolução Constitucionalista de 1932 teve em suas
lideranças diversos maçons, entre os quais se incluía o Governador do
Estado.
- Francisco Rangel Pestana - Jornalista, fundador e diretor
do jornal O Estado de São Paulo, pertencente ao Quadro da Loja América, de São
Paulo.
- Ibrahim Nobre - Escritor, advogado e promotor público, foi
chamado de o Tribuno da Revolução. Iniciado em Santos.
- Júlio Mesquita - Jornalista, fundador e presidente do
jornal O Estado de São Paulo, pertencente ao Quadro da Loja América, de São
Paulo.
- Júlio de Mesquita Filho - Jornalista, presidente do jornal
O Estado de São Paulo, líder civil da Revolução de 1932, do Quadro da Loja
União Paulista II, de São Paulo. E um dos fundadores da GLESP - Grande Loja
Maçônica do Estado de São Paulo.
- Júlio Prestes - Político, presidente (governador) de São
Paulo, eleito presidente do Brasil, em 1930. Não tomou posse devido ao Golpe de
Vargas. Pertencente à Loja Piratininga, de São Paulo.
- Pedro de Toledo - Embaixador do Brasil e Governador
aclamado de São Paulo. Foi Grão-Mestre do GOESP.
- Washington Luiz - Advogado, foi presidente (governador) de
São Paulo e presidente do Brasil de 1926 a 1930 (destituído pelo golpe
militar). Fundador e 1º Venerável da Loja Filantropia II, de Batatais.
O ex-combatente Gino Struffaldi em 1932 da Loja L´Aquila
Romana, como radiotelegrafista (a esq.), e atualmente, presidente da Sociedade
Veteranos de 32 - M.M.D.C.
Anos após o término dos combates, os participantes da
revolta formaram a Sociedade de Veteranos de 1932-MMDC, que veio a ser
oficializada somente em 1954. Sua sede está localizada na Rua Anita Garibaldi,
25, no centro de São Paulo. A Sociedade dos Veteranos de 32 - MMDC - possui
este nome em homenagem a quatro jovens, mortos em combate na revolução:
Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo. Com o lema "São Paulo forte, para um
Brasil unido", a entidade tem por fim precípuo preservar, na memória do
povo paulista, a dignidade e a grandeza do Movimento Constitucionalista de 32.
Em cumprimento às suas finalidades a Sociedade promove eventos cívico-militares
e religiosos visando a rememorar os feitos e figuras expressivas do Movimento
Constitucionalista de 32; congrega os sócios em um corpo único, com o intuito
de defender, intransigentemente, os interesses coletivos da classe; presta
assistência social a veteranos, suas viúvas e dependentes; fornece material
didático aos que estiverem cursando até o 2º Grau; imortaliza os despojos dos
heróis constitucionalistas no Monumento Mausoléu; organizar e atualiza um
Memorial Constitucionalista "9 de julho" e um Arquivo Histórico e
Biblioteca do Movimento Constitucionalista; realiza cursos e conferências sobre
o Movimento Constitucionalista; promove visitação a lugares históricos do
Movimento Constitucionalista; defende o modo de vida brasileiro e as tradições,
ideais e interesses da Pátria, em concordância com os preceitos
constitucionais, intransferíveis e impostergáveis, atribuídos a todos os
brasileiros.
Entre as diversas atividades promovidas anualmente pelo
grupo está a escolha dos quatro membros do comando do "Exército
constitucionalista", cargo simbólico com mandato de um ano. Seu presidente
é o militar reformado Gino Struffaldi, de 96 anos. Segundo a sociedade, 400
ex-combatentes estão vivos.
Outra função da entidade é zelar pelo Monumento Mausoléu do
Soldado Constitucionalista de 1932, no Ibirapuera. O museu abriga fotos,
documentos, livros, objetos e recortes de jornais referentes à revolução. A
entidade também organiza e está presente em datas importantes, como 23 de maio,
9 de julho (início da revolução) e 2 de outubro (fim dos combates). O obelisco
do Ibirapuera simboliza uma espada fincada, ferindo o coração do Estado de São
Paulo.
Acorda São Paulo!
9 de julho de 1932: Estoura a Revolução
No dia 9 de julho, 23h30, o comando da 2ª Região Militar se
rebela, invade as duas emissoras de rádio paulistanas. O Correio e a Companhia
Telefônica caem nas mãos dos revolucionários e começa a luta armada. Está
deflagrada a Revolução Constitucionalista. Cria-se o MMDC - sigla formada a
partir de Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo, organização civil clandestina
que oferecia treinamento militar entre outras atividades. São Paulo recebe
apoio dos Estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Mato Grosso. No dia 10
de julho é iniciada a campanha de alistamento voluntário. Na Faculdade do Largo
São Francisco estudantes de Direito formam o Batalhão Universitário. As
entidades civis, ACM-Associação Cristã de Moços, Rotarys, Lions, Maçonaria,
Associação Comercial de São Paulo, FIESP- Federação das Indústrias do Estado de
São Paulo, etc., todas se mobilizam produzindo para a guerra. Fardas, agasalhos
e meias para os soldados eram confeccionados pelas mulheres paulistas. A FIESP
incumbiu suas associadas em um esforço de guerra à produção de material bélico.
A Escola Politécnica empresta seus professores, engenheiros e estagiários para
supervisionarem a produção. Granadas, cantis, capacetes de aço, veículos e
trens brindados, armas leves e canhões de grosso calibre foram fabricados nas
indústrias paulista. A 14 de julho, a Associação Comercial de São Paulo e os
bancos lançam a campanha "Doe ouro para o bem de São Paulo", para
lastrear a moeda de guerra instituída por decreto pelo governador Pedro de
Toledo. Milhares de pessoas de todas as classes sociais doaram pratarias,
jóias, pulseiras de ouro e os menos abastados doaram suas alianças de
casamento.
A imprensa através dos jornais Correio Paulistano e a Folha
de São Paulo até serem "empastelados", foram instrumentos importantes
como divulgadores do movimento. O jornal O Estado de São Paulo resistiu ao
furor ditatorial. No dia 25 de janeiro de 1932, o principal líder civil do
movimento, o jornalista Júlio de Mesquita Filho, já havia comprovado sua
liderança quando 100 mil pessoas em passeata da Praça da Sé até a sede do
jornal na Rua Boa Vista, foram ouvi-lo em um inesquecível discurso:
"Anulada a autonomia de São Paulo, o Brasil se transformou num vasto
deserto de homens e de idéias. E, se o nosso afastamento da direção da coisa
pública equivaleu à implantação do caos e da desordem em todo o território
nacional, a ordem, a tranqüilidade, a disciplina, em uma palavra, o império da
Lei e da Justiça só poderá ser restabelecido no dia em que São Paulo voltar à
sua condição de líder insubstituível da Nação". Julinho como era conhecido
foi membro da Loja Maçônica União Paulista II de São Paulo; Guilherme de
Almeida e Menotti De Picchia alimentavam cada vez mais a chama acesa do
movimento com reportagens e poemas na imprensa; As rádios paulistas são
utilizadas para divulgação do movimento e o radialista Cesar Ladeira da Rádio
Record ficou conhecido como "A Voz da Revolução"; Pedro de Toledo é
proclamado governador do Estado de São Paulo. Todo o estado trabalhou e lutou
com garra para a vitória da causa paulista.
Foram abertas três grandes frentes de batalha: nos limites
do Paraná, das Minas Gerais e no Vale do Paraíba. As tropas enviadas para
Itararé, divisa com o Paraná, retiraram-se antes da chegada dos 18 mil soldados
das tropas governistas. A batalha mais importante na frente de Minas Gerais foi
no Túnel da Mantiqueira. As tropas paulistas penetraram pelo Sul de Minas sendo
barrados na cidade de Pouso Alegre e repelidos pelas tropas federais em direção
à Campinas. Cidades próximas as divisas de Minas Gerais, (Itapira, Atibaia,
Bragança Paulista entre outras) foram ocupadas pelas tropas federais e travaram
combates com os paulistas. Principal acesso para o Rio de Janeiro, o Vale do
Paraíba, foi visto pelos paulistas como teatro principal da guerra. A
estratégia previa a conquista da cidade de Rezende, que chegou a ser
bombardeada pela artilharia paulista, mas, a previsão de uma marcha rápida para
o Rio foi obstada pelas tropas federais e com a falta de apoio de Minas Gerais,
foram obrigados a bater em retirada para as divisas paulistas. Na cidade de
Cunha, o agricultor Paulo Virgino tornou-se um herói e mártir, porque mesmo sob
torturas, não revelou às tropas federais onde estavam posicionadas as tropas
paulistas. Não resistiu as torturas, foi morto, mas graças a sua lealdade os
paulistas venceram em Cunha, impedindo o avanço das tropas inimigas sobre a
Serra do Mar. O desequilíbrio bélico era desproporcional. Enquanto os
revolucionários paulistas tinham uma metralhadora para 50 homens, as tropas
enviadas do Rio de Janeiro tinham uma metralhadora para cada três soldados.
A Guerra Paulista de 1932
Legenda:
Cartão-postal em homenagem ao MMDC, com as inscrições em latim: Dulce et
decorum est pro patria mori ("é doce e honrado morrer pela pátria"),
Pro brasilia fiant eximia ("pelo Brasil faça-se o melhor"), Non
ducor, duco ("não sou conduzido, conduzo") e In Hoc Signo Vinces
("Com este sinal vencerás")
O professor Sólon Borges dos Reis fala que: "o povo
paulista deu provas de possuir extraordinários valores sociais, morais e cívicos,
entre os quais: Capacidade - lutando só sem a ajuda de outros Estados
brasileiros; União - só foi possível a Revolução de 32 porque os paulistas
demonstraram, através de homens, mulheres e até crianças de todos os segmentos
sociais, a união como em um corpo só para lutarem pela Lei; Idealismo - uma das
marcas mais notáveis dos paulistas que não só conservaram nas idéias;
Patriotismo - pois o que queriam os paulista não era apenas para São Paulo, mas
para o Brasil inteiro. Por isso o governador Pedro de Toledo mandou inscrever
no brasão de São Paulo: Pro Brasilia fiant eximia (Tudo pelo Brasil)".
O movimento de 9 de julho foi deformado pela ditadura! O
governo provisório de Getúlio Vargas conquistado com a Revolução de 1930, com o
objetivo de contar com o concurso de todo o País e assim combater os esforços
do povo de São Paulo para a restauração da legalidade e dos princípios sempre
vigorantes no Brasil, espalhou por todos os quadrantes que São Paulo aspirava
separar-se do Brasil, ideia repelida por todos os brasileiros, quando na
realidade as elites paulistas almejavam reaver o domínio político que haviam
perdido com a revolução de 1930, não a interferência federal nos estados e a
convocação de uma Assembléia Constituinte.
O quadro político que se apresentava na época era um poder
centralizado, governo provisório organizado por Getulio Vargas para fortalecer
o Estado, atraindo para esse seu projeto os militares e trabalhadores urbanos,
com um discurso nacionalista apelando ao sentimento pátrio e oferecendo aos
trabalhadores uma legislação trabalhista paternalista. As oligarquias
ressentiram-se, pois, perderam o controle político em seus estados e suas
influências a nível nacional. O Congresso Nacional foi fechado por Getulio
Vargas, assim como os legislativos estaduais, municipais e os partidos
políticos; os governadores depostos e, colocados em seus lugares, os
interventores nomeados por ele, exigindo deles o abandono do liberalismo por um
discurso autoritário, como elemento necessário para a formação de um novo
modelo político e econômico. Em São Paulo foi nomeado como interventor João
Alberto Lins de Barros, tenente promovido a coronel na Revolução de 1930, que
mal recebido pela oligarquia paulista foi apelidado de "O
Forasteiro".
No dia 23 de maio de 1932, eclodiram na Capital paulista
manifestações contra Getulio Vargas em clima de revolta e violências, quando um
grupo de trabalhadores e estudantes fazia manifestações próximo a Praça da
República, soldados governistas abriram fogo e mataram os jovens Mário Martins
de Almeida, Euclides Miragaia, Dráuzio Marcondes de Souza e Antonio Camargo de
Andrade. Também o estudante Orlando de Oliveira Alvarenga foi ferido vindo a
morrer depois no hospital. A repercussão do ocorrido fez com que exaltasse o
sentimento pátrio, brotando nos corações paulistas o ideal de liberdade e
peitos se abriram para a luta.
São Paulo perde de cabeça erguida
A vitória já soava inviável e mais nada adiantaria a
carnificina dos jovens e dos valentes combatentes paulistas. Flores da Cunha
havia impedido a vinda das tropas do Rio Grande do Sul. O general Bertoldo
Klinger veio do Mato Grosso sem as armas e as tropas que prometera. Minas
Gerais ficou de fora e as munições que mandou para as tropas paulistas não
detonavam. Ficaram famosos os aparelhos chamados "matracas" que
emitiam som de tiros de metralhadora para intimidar os inimigos. São Paulo
lutava sozinho sob a égide da traição. O comandante geral da Força Pública do
Estado de São Paulo, coronel Herculano Silva, fez a rendição das tropas
paulistas em troca do compromisso de as tropas federais não penetrarem no
município de São Paulo, o que foi para os demais comandantes militares como
Klinger, Isidoro e Euclides Figueiredo, um ato imperdoável de alta traição. A
Revolução Constitucionalista de 32, durante quase três meses, 9 de julho a 2 de
outubro (87 dias) envolveu 135 mil brasileiros, dos quais cerca de 40 mil
combatentes paulistas, a grande maioria voluntários civis. Dados oficiais
estimam que 934 paulistas deixaram suas vidas em defesa de seus ideais
libertários. Cerca de 200 soldados das tropas federais morreram em combate.
Seus principais líderes foram presos e deportados, Julio de Mesquita Filho e
mais 75 companheiros embarcaram para o ostracismo a bordo do navio português Pedro
l, conscientes do dever cumprido, pois, a derrota militar de São Paulo foi
compensada pela vitória política quando da convocação da assembléia para os
trabalhos da nova Magna Carta no dia 3 de novembro de 1933.
Mas, o tempo passou tudo mudou desde então, quando o homem
tinha o bom senso de viver em sociedade cônscio do papel que representava, como
aqueles heróis que lutaram e deram suas vidas para fazer uma pátria melhor para
seus compatriotas e, deixam para a história, seu famoso dístico de protesto do
revolucionário paulista de 32: "Não esquecemos; Não transigimos; Não
perdoamos".
Do povo para o povo
É necessário por parte do povo o conhecimento das
instituições que se embasa este mesmo povo, pois, quem vive em uma sociedade
sem a consciência de como ela está organizada e sem saber o papel que nela
representa, não é mais do que um autômato, sem inteligência e sem vontade. É
esta a real posição da maioria de nossos homens do povo, não participando em
nada que possa modificar o panorama político que vemos repetidamente, onde a
corrupção impera, a imoralidade avança e a ética se perdeu no calabouço da
insensatez, afirmando cada vez mais o que dizia Santo Agostinho que, como
sempre, responde aos problemas atuais: "Se um povo é sério e prudente,
zeloso pelo interesse público, é justo que se faça uma Lei que permita a esse
povo dar a si mesmo os magistrados. Entretanto, se tornado pouco a pouco
depravado, esse povo tornar venal seu sufrágio, entregando o governo à
celerados e infames, é justo que se retire a faculdade de conferir os cargos
públicos, e se volte ao sistema de sufrágio limitado à algumas pessoas
idôneas".
Será preciso lembrar que passamos por uma crise moral, onde
se prestigia homens públicos canalhas que escondem dólares nas cuecas, desviam
recursos para si próprios da saúde e da educação, apropriam-se de "over
prices" e verbas de obras públicas, verbas do erário, dinheiro do povo que
deveria converter-se em bens para esse mesmo povo! Quanto mais corrupto mais
querido é neste nosso Pais, provando que o povo não sabe votar, se não, não
elegeria tantos políticos sabidamente corruptos e mandatários que atuam hoje no
poder as vistas cegas da Justiça, comprando votos ao arrepio da Lei com cestas
básicas, auxílio às pessoas com verbas em forma de salários e cargos públicos,
etc., etc.. Por muito menos em outros países onde impera a Justiça, a moral e a
ética, políticos corruptos são julgados pelos seus crimes, cassados de seus
diretos políticos, condenados e levados ao cárcere. Quantos acusados por corrupção
se suicidaram de vergonha? Por muito menos em um passado glorioso, em 9 de
julho de 1932 homens de caráter e de coragem, levaram São Paulo a guerra contra
todos os demais estados da Nação, exigindo a legalidade em um sistema
democrático, com Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
Estamos próximos às eleições quando elegeremos nossos mais
altos mandatários e, é bom lembrar, de que saímos de uma derrota jogando ao
chão o mais fervoroso sentimento futebolista verde e amarelo, só arrefecido
para uma grande maioria com a derrota, infelizmente, da seleção argentina.
Vamos mostrar como no futebol, o mesmo sentimento pátrio nas eleições de
outubro e, aprenderemos a votar, fazendo valer o mais valoroso dos bens que
dispõe o homem do povo em uma democracia, o seu voto, e só assim seremos
"pessoas idôneas de Santo Agostinho".
Esta reportagem é um
homenagem ao meu avô materno que lutou na Revolução de 32 (Zacharias Sales do
Nascimento), minha filha Giovanna desfilou no Grupo de Escoteiros São Paulo nº
1 em homenagem aos Herói de 32.
TFA, Ir.'. FColacioppo
Além de
representantes dos segmentos de Segurança, Bombeiros, Exército e da
administração municipal, poucos civis foram até a avenida 9 de Julho para
celebrar a data da Revolução Constitucionalista de 1932. O hasteamento das
bandeiras do Brasil, São Paulo e Jundiaí foi feito no monumento Capela, em
frente à rodoviária da cidade. A Revolução de 1932 chega aos 78 anos depois do
início do levante paulista em defesa de seus direitos constitucionais. Mas o
sentimento expresso na data não fez muita gente sair da cama cedo para
participar da celebração, organizada pela Prefeitura. O casal Luzia Cabral
Nascimento e Noé Pedro Nascimento parou para ver o hasteamento das bandeiras
porque fazia caminhada pelo local. "Moramos no Jardim Bonfiglioli. Todos
os dias saímos para fazer caminhada e aqui é o nosso trajeto. Todos os anos
paramos para ver", conta o marido. Já a mulher tem outro motivo para
interromper o exercício físico. "Gosto de ver a banda São João Batista
tocar." O motorista Juarez Almeida Rodrigues estava ali porque levou a
banda São João. "Mas eu acho que é uma comemoração certa. Tem que ser
lembrado", opina. Outros 'atletas' também passaram pelo evento, mas não
pararam. Já as representações militares e de segurança enviaram representações.
Além do caminhão do 12º Grupo de Artilharia e Campanha (GAC) com soldados,
cabos e o tenente coronel, ainda o 19º Grupamento do Corpo de Bombeiros, os 11º
e 49º Batalhões da Polícia Militar e equipes da Polícia Civil, além da Guarda
Municipal, participaram da solenidade. Autoridades
- De acordo com a tenente capitão da Polícia Militar Eliana Guerra, a
data expressa o exercício do respeito ao estado democrático e aos direitos dos
cidadãos. "Durante o levante, os soldados paulistas que não tinham nenhum
preparo lutaram na proporção de um para dez e mesmo assim não se renderam.
Assinaram um acordo para cessar as hostilidades", ressalta. O Prefeito
Miguel Haddad também participou da homenagem e ficou responsável por hastear a
bandeira do Brasil. "Esses eventos servem para preservar a memória e
ressaltar a importância da data", comenta. Exposição - E as celebrações à Revolução de 1932 não se
restringiram à solenidade de ontem. No Museu Solar do Barão, no Centro, está
sendo realizada uma exposição específica sobre o levante com peças usadas nas
batalhas, roupas e até um soldado feito em bronze. O acervo está aberto à
visitação até o dia 1º de agosto, no Museu Histórico e Cultural Solar do Barão,
de terça à sexta-feira, das 10 às 17 horas; aos sábados, das 9 às 13 horas; e
aos domingos
O Comando de
Policiamento do Interior (CPI-8) e o 18º Batalhão de Polícia Militar do
Interior (18º BPM/I), em parceria com a Prefeitura Municipal de Presidente
Prudente, realizam uma solenidade em comemoração ao 78º aniversário da
Revolução Constitucionalista de 1932, nesta sexta-feira (9), às 9h, na Avenida
José Soares Marcondes, em frente à Praça Nove de Julho. O evento terá a
presença de familiares de combatentes da Revolução e serão homenageados o primeiro-tenente PM Luís Nelson
Disaró, do 2° Batalhão de Polícia Rodoviária, e o terceiro-sargento Vicente
Lenilson de Lima, do Exército Brasileiro, com a Medalha Mérito Tiro de Guerra, bem como policiais militares do CPI-8 e
18º BPM/I receberão Medalhas Valor Militar e Láureas do Mérito Pessoal.
Segundo o comandante do 18º BPM/I, tenente coronel Geraldo Fernandes Néspoli
Berardinelli, a solenidade tem o objetivo de lembrar o feito histórico dos
heróis que tombaram durante a Revolução.
História
Perdendo o controle
absoluto do poder político que desfrutara durante a República Velha, a
oligarquia cafeeira, contudo, buscava meios para recuperar a antiga posição.
Concentrados em sua maioria no Estado de São Paulo, os cafeicultores chegaram a
contar com o apoio da burguesia industrial paulista, reunida em torno do ideal
da elaboração de uma nova Constituição. As tensões entre paulistas e governo
federal aumentaram quando da nomeação de João Alberto de Lins Barros, tenente
pernambucano, para o cargo de interventor de São Paulo. Em 1932, da união entre
o Partido Republicano Paulista (representante da oligarquia cafeeira) e o
Partido Democrático, surgiu a Frente Única Paulista (FUP).
Exercendo séria
pressão sobre o governo, a FUP conseguiu a nomeação de um novo interventor civil
e paulista, Pedro de Toledo. A partir daí, intensificaram-se as manifestações
em favor da elaboração de uma nova Carta Constitucional. Em uma das
manifestações morreram quatro estudantes: Miragaia, Martins, Dráusio e Camargo,
cujas iniciais formaram a sigla MMDC, símbolo da luta dos paulistas pela
Constituição.
A 9 de julho de
1932, iniciou-se um movimento armado que visava a depor o presidente Vargas.
Mais de duzentos mil homens aliaram-se ao "Exército
Constitucionalista" e algumas indústrias foram adaptadas para a produção
de equipamentos de guerra. A Revolução estendeu-se por três meses e terminou
com a derrota das forças paulistas.
Apesar da vitória
sobre os paulistas, Vargas adotou uma atitude conciliatória, convocando
eleições para a escolha dos deputados que comporiam a Assembléia Constituinte
para maio de 1933. Assim, a Revolução Constitucionalista, mesmo derrotada
militarmente, atingiu seu objetivo: a elaboração de uma nova Constituição para
o País.
Cerimonialista condecorada com a Medalha Constitucionalista
Neste 9 de julho, a cerimonialista Cecília Arruda,
Secretária da Representação do Estado de São Paulo e Chefe do Cerimonial da
Câmara Municipal de São Paulo, foi condecorada defronte ao Monumento do Soldado
Constitucionalista de 1932, com a "Medalha Constitucionalista". Esta
medalha foi oficializada pelo Decreto nº 29.896 de 10 de maio de 1989, do
Governo do Estado de São Paulo, proposta pelo Conselho de Medalha da Sociedade
Veteranos de 32-MMDC e ouvido o Conselho Estadual de Honrarias e Méritos. A
"Medalha Constitucionalista" foi criada com fim de galardoar pessoas
físicas ou jurídicas, nacionais ou estrangeiras, que por seus méritos e
relevantes serviços prestados a São Paulo e ao culto da Revolução
Constitucionalista de 1932, tornaram-se pessoas dignas de especial distinção.
GCM participa do desfile de Nove de Julho: Nesta sexta-feira (9), às 9 horas, será comemorado no Parque Ibirapuera,
o 78º aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932. Na ocasião, a Guarda
Civil Metropolitana, órgão vinculado a Secretaria Municipal de Segurança Urbana
estará participando com um efetivo de 75 guardas, integrantes dos Comandos
Operacionais Oeste-Centro, Sul, Norte e Leste. Também estarão presentes a
guarda bandeira (Inspetora Pimentel) e a banda musical da corporação. Os
guardas da GCM desfilarão em memória aos heróis que faleceram lutando pela
democratização do país em 1932. Em 23 anos de história, a GCM sempre marcou
presença nesta solenidade. Para o Comandante Operacional Oeste-Centro, responsável
pelo desfile da Guarda, Inspetor Chefe de Agrupamento Agnaldo de Barros Pedro,
essa data tem um significado histórico pela luta do povo paulista. "Esta é
uma causa nobre que influenciou positivamente na história do Brasil",
reforçou o inspetor. Além da Guarda Civil Metropolitana, estarão presentes na
solenidade a Marinha Brasileira, o Exército Brasileiro, a Força Área
Brasileira, a Polícia Militar, a Associação de ex-Combatentes (FEB), a
Associação Brasileira das Forças Internacionais de Paz da ONU – SP, autoridades
e entidades civis. No evento, personalidades serão agraciadas com a Medalha
Constitucionalista, criada com fim de galardoar pessoas físicas ou jurídicas,
nacionais ou estrangeiras, que por seus méritos e relevantes serviços prestados
a São Paulo e ao culto da Revolução Constitucionalista de 1932, tornaram-se
dignas de especial distinção. Pela Guarda Civil Metropolitana, serão agraciados
o Inspetor Superintendente de Operações Dalmo Luiz Coelho Álamo e o Inspetor
Chefe de Agrupamento Adelson de Souza.
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Sobre a Revolução: A
Revolução Constitucionalista de 1932 foi o movimento armado ocorrido no
Estado de São Paulo, entre os meses de julho e outubro de 1932, que tinha por
objetivo a derrubada do Governo Provisório de Getúlio Vargas e a promulgação
de uma nova constituição para o Brasil. No total, foram 87 dias de combates
(de 9 de julho a 4 de outubro de 1932 - sendo o último, dois dias depois da
rendição paulista) com 934 mortos, embora estimativas não oficiais reportem
até 2.200 mortos. São Paulo, depois da revolução de 1932, voltou a ser
governado por paulistas.
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41 combatentes santistas, mortos durante a Revolução Constitucionlista
de 1932, tiveram seus nomes lembrados, no feriado estadual de sexta-feira (9),
na Praça José Bonifácio, durante a solenidade, comemorativa ao 78º aniversário
do levante paulista contra o governo de Getúlio Vargas. A revolta da Força
Pública de São Paulo contra o Exército Brasileiro resultou no reestabelecimento
da democracia, com a eleição da Assembléia Constituinte de 1933 e culminou com
uma nova Constituição, proclamada em 1934, a terceira da nação. A data também
integra o calendário oficial do município, que instituiu a semana comemorativa
pela lei 1.778, de 1999. Depois da abertura, com o hasteamento das bandeiras do
Brasil, de São Paulo e de Santos, e da execução do Hino Nacional, pela Banda do
CPI 6 (Comando do Policiamento do Interior), houve a entrega de medalhas para
as professoras Yza Fava de Oliveira e Claudete Correa Lima, seguida da
deposição de flores junto ao monumento-mausoléu ‘Filhos de Bandeirantes’. Para
o presidente da Associação dos Combatentes de 1932 de Santos, Ernesto Tilly
Júnior, a data deve ser lembrada para que os jovens cultivem a nossa história.
“É um fato marcante que trouxe ao pais a volta do Estado Democrático e,
efetivamente mobilizou a juventude paulista da época”. O secretário de
Segurança, Renato Perrenoud enfatizou que os três meses de confronto geraram
reflexos na vida brasileira e em vários países. “Devemos apoiar os ideais dessa
revolução em defesa das nossas instituições”. Da cerimônia cívica, participaram
o ex-combatente João da Cruz Batista, autoridades civis, parentes dos heróis de 32, grupamentos do Exército,
Marinha e Aeronáutica, além da Policia Militar (CPI 6, 6º GB, 17º GB), Guarda
Municipal, Guardião Cidadão, representantes da Cruz Vermelha Brasileira e do
Grupo de Escoteiros Pascoal Lembo.
JT/CIDADE (JORNAL DA TARDE de 9 de julho de 2010_
Agricultor “herdou” letra do MMDC
ANTÔNIO DE CAMARGO é neto de um dos quatro jovens que
morreram em 23 de maio de 1932.
Não fosse um detalhe quase perdido em sua árvore
genealógica, o 9 de Julho não teria nenhuma ligação à vida de ANTÔNIO DE
CAMARGO ANDRADE NETO. Ele é neto de ANTÔNIO AMÉRICO DE CAMARGO ANDRADE, que
entrou para a História – assim, com H maiúsculo – na forma de uma letrinha.
Morto em 1932, tornou-se o C da sigla MMDC, que relembra os quatro jovens que
perderam a vida em 23 de maio daquele ano, no episódio que antecedeu a
Revolução Constitucionalista de 1932, cujo 78º Aniversário é celebrado hoje.
O neto de CAMARGO nasceu e cresceu em SÃO JOÃO DA BOA VISTA,
no interior paulista, mudou-se para a vizinha VARGEM GRANDE DO SUL quando se
casou, e lá construiu sua vida.
Agricultor durante anos e anos, tornou-se funcionário da
prefeitura em 1995 – é encarregado da frota municipal. Pai de dois filhos
adultos – um de 29, outro de 27 anos, vive com a mulher, a fonoaudióloga
aposentada MARIA STELA. Tem 60 anos.
ANTÔNIO mostra com orgulho a placa que ficava na lápide de
seu avô, no Cemitério do ARAÇÁ. “Só que escreveram errado”, diz. “Não tinha
esse ‘N’. E ficou faltando o ANDRADE. Os restos mortais de CAMARGO, assim como
os de tantos outros heróis de 1932 foram trasladados entre 1955 e 1970 para o
Monumento Mausoléu ao Soldado Constitucionalista de 1932, erigido no
Ibirapuera, popularmente conhecido como Obelisco.
“Sempre tive muita admiração pela história de meu avô”,
conta, com os olhos começando a marejar. “Mas nunca fiquei espalhando que sou
neto dele, nunca tive vontade de participar das comemorações de 9 de Julho. Não
gosto muito de aparecer”.
Talvez por isso, a descendência ilustre não tenha alterado o
curso natural de sua vida. Jamais foi condecorado, sua família não recebe
pensão e até agora só tinha dado entrevista uma vez, para um jornal de VARGEM
GRANDE DO SUL que nem existe mais.
CAMARGO foi o único entre os MMDC a deixar descendentes
diretos. MÁRIO MARTINS DE ALMEIDA, EUCLIDES BUENO MIRAGAIA e DRÁUSIO MARCONDES
DE SOUZA eram solteiros e não tiveram filhos.
O engenheiro paulistano ALEXANDRE MIRAGAIA, de 47 anos, é
parente de EUCLIDES MIRAGAIA. “Meu avô era primo dele. É uma história muito
forte na família. Na época, os MIRAGAIA doaram todo o ouro que tinham para a
Revolução, mas nunca houve um reconhecimento digno disso.”
ALEXANDRE também jamais participou das comemorações de 9 de
Julho. “São Paulo tem medo da História”, acredita. “Houve uma época em que
pensamos em pegar depoimentos dos familiares mais antigos, que vivenciaram
tudo, para recontar com detalhes. Mas o tempo foi passando, as pessoas
morrendo, e essa memória se perdeu.” Permanece viva, ao menos, no DNA.
9 de Julho -
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João Rosan
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Revolução esquecida. O ex-combatente Thiago de Oliveira:
“brasileiro acima de tudo”.
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Após quase 80 anos, a Revolução Constitucionalista de 1932 não é
lembrada pela maioria da população, mesmo com feriado. Hoje, feriado em todo o Estado de São Paulo,
comemoram-se os 78 anos da Revolução Constitucionalista de 1932. Também chamado
de Guerra Paulista, o movimento armado ocorreu de 9 de Julho a 4 de outubro, na
cidade de São Paulo, e tinha como objetivos principais derrubar o Governo
Provisório de Getúlio Vargas e a declaração de uma nova Constituição para o Brasil.
Filha e sobrinha de combatentes, a professora Marília Guedes destaca que,
apesar de alguns chamarem de separatista, a revolução era, na verdade,
constitucionalista. “Eles queriam uma nova Constituição, já que nosso País
ficou sem quando Getúlio Vargas assumiu o poder. Quem chama de separatista não
sabe o que realmente aconteceu. É importante frisar isso”, explica. O movimento
foi uma resposta ao golpe aplicado por Getúlio Vargas em 1930, que impediu a
posse do governador de São Paulo, Júlio Prestes, para a presidência da
República, derrubou o poder do então presidente Washington Luís e suspendeu a
Constituição Brasileira. Em Bauru, para relembrar o feito histórico, existem a
Praça 9 de Julho, em frente à Instituição Toledo de Ensino (ITE), e o Monumento
aos Ex-combatentes, na avenida Rodrigues Alves, ao lado do Cemitério da
Saudade. Este monumento foi instalado em 1934 pelo então prefeito da cidade,
José Guedes de Azevedo. Para exemplificar a importância histórica desse
monumento, Marília Guedes relembra que, em uma visita de Getúlio Vargas à
cidade, a população colocou laços pretos no local para simbolizar que o
político não era bem-vindo. Porém, mesmo com esses endereços históricos, a
população não sabe muito bem o que o 9 de Julho representa. Para a professora
Marília Guedes, isso é resultado de um descaso com a história. “A maioria não
sabe o que a data significa. Acho que é uma falta de respeito com a história. O
Estado de São Paulo tem feito muito isso. Não está dando o devido valor para a
memória”, acredita. Como educadora, ela afirma que tenta resgatar essa memória
em seus alunos. “Eu tento sempre estimular isso em meus alunos. Tento fazer
esse resgate histórico. Foi um fato muito importante, porém, a educação falha
ao lembrar isso”, complementa. Homenagem:
-Mesmo sem estar viva na memória da maioria da população e não causar a
paralisação do comércio, a Revolução Constitucionalista de 1932 receberá sua
devida homenagem. Hoje, às 9h, a Polícia Militar de Bauru realiza, no quartel
do Comando de Policiamento do Interior-4 (CPI-4), uma solenidade em comemoração
aos 78 anos do movimento. O evento contará com a presença do ex-combatente
Thiago Affonso de Oliveira (leia mais no texto abaixo) e familiares de outros
veteranos da revolução residentes em Bauru. Além desses, estarão presentes
autoridades civis e militares. O CPI-4 está localizado na rua Major Fonseca
Osório, 4-65, Vila Antártica.
Por ocasião do 78º aniversário do Movimento Constitucionalista de 1932, o
veterano THIAGO AFFONSO DE OLIVEIRA, residente em BAURU, concedeu a seguinte
entrevista:
Ex-combatente: ‘Brasileiro acima de tudo’ Quando questionado sobre sua idade, Thiago Affonso de Oliveira brinca:
“Nasci em 24 de agosto de 1910. Sou mais velho que o Corinthians”. Ao comparar
a própria idade com a do seu time de coração, ele evidencia que já passou por
muitas coisas, mas o que mais o orgulha é a participação como combatente
voluntário na Revolução Constitucionalista de 1932. Atualmente, ele é o único
residente de Bauru vivo que lutou no movimento, e relembra orgulhoso as
palavras do pai no momento em que iria se alistar. “Eu morava em Bocaina.
Quando fui me alistar, perguntei para a minha mãe se havia alguma objeção. Logo
meu pai disse: ‘Não há objeção nenhuma. Você é patriota e brasileiro acima de
tudo’”. Thiago Affonso lutou durante três meses e guarda muitas memórias desse
período. “A gente ficava nas trincheiras. E o vermelhinho nos bombardeava
sempre”, conta. O “vermelhinho” era o avião inimigo, porém, mesmo sob ataque,
ele repete várias vezes o que fazia: “Resistir sempre”. E essa foi a posição
que ele manteve após a Revolução. Em toda sua vida, o ex-combatente afirma ter
levado esse aprendizado de não desistir nunca.
Sua filha, Graziela Prado, 73 anos, explica que o pai ficou insatisfeito quando soube que algumas atividades na cidade não seriam interrompidas hoje. “Ele não gosta. Quando ficou sabendo que o comércio iria funcionar, ficou bravo”. Essa insatisfação revela o patriotismo do ex-combatente. Beto Prado é neto de Thiago e conta que o patriotismo faz parte da vida de seu avô até hoje. “Não tem jeito. Temos que levá-lo para votar toda eleição. Se você perguntar agora, ele se lembra quem foi o último candidato em quem ele votou”, finaliza, orgulhoso.
Sua filha, Graziela Prado, 73 anos, explica que o pai ficou insatisfeito quando soube que algumas atividades na cidade não seriam interrompidas hoje. “Ele não gosta. Quando ficou sabendo que o comércio iria funcionar, ficou bravo”. Essa insatisfação revela o patriotismo do ex-combatente. Beto Prado é neto de Thiago e conta que o patriotismo faz parte da vida de seu avô até hoje. “Não tem jeito. Temos que levá-lo para votar toda eleição. Se você perguntar agora, ele se lembra quem foi o último candidato em quem ele votou”, finaliza, orgulhoso.
CUMPRIMENTOS
9 de Julho
9 de Julho
O Conselho Cívico e Cultural da Associação Comercial de São
Paulo cumprimenta o Estado pela publicação das matérias que marcaram a data
cívica de 9 de julho de 2010, trabalho jornalístico que não só fortalece os
ideais democráticos em nosso país, como também fomenta no seio do povo
sentimentos em prol da cultura cívica e histórica sobre a luta armada havida no
ano de 1932 por uma Constituição para o País, durante a ditadura de Getúlio
Vargas.
FRANCISCO
GIANNOCCARO, coordenador São Paulo
CPI-7 comemora Revolução Constitucionalista de 32. O Comando de Policiamento do Interior Sete,
em parceria com a Prefeitura Municipal de Sorocaba, Instituto Histórico,
Geográfico e Genealógico de Sorocaba (IHGGS) e a Associação - Memória da
Revolução Constitucionalista de 32, realizou a Semana Comemorativa aos 78 anos
da Revolução Constitucionalista de 32, de 4 a 9 de julho, com a seguinte
programação: Posse do Asp Of PM José Gomes de Araújo Filho como sócio do IHGGS;
Abertura da Exposição de acervo da Revolução Constitucionalista de 32; Palestra
sobre a Revolução Constitucionalista de 32 com o Cel PM Luiz Eduardo Pesce de
Arruda; Palestra sobre as Consequências da Revolução Constitucionalista:
"A luta no setor sul" com o Ten PM Wagner Luciano de Oliveira e
Solenidade Alusiva ao 9 de Julho com Premiação dos Vencedores do Concurso de
Redação, Apresentação da Banda Regimental de Música do CPI-7 e Desfile Cívico
Militar.
Faleceu, aos 82 anos, JOSÉ GARCIA DA SILVA JÚNIOR. Sob o
pseudônimo de BRASINHA, usava o bom humor para criticar, de forma
afiada, os problemas sociais de ASSIS, interior de SÃO PAULO. Como suas
“alfinetadas” não insultavam, mas sempre atingiam o ponto certo, o estilo do
cronista conquistou os leitores, que levavam tudo na esportividade.
O personagem, criado inicialmente no jornal VOZ DA TERRA e
que depois foi para o JORNAL DE SEGUNDA, surgiu quando GARCIA, aos 60 anos, se
aposentou do funcionalismo público.
Ao ingressar na Igreja, há aproximadamente 10 anos, no
entanto, ele mudou de estilo e de assinatura. Como JOSÉ GARCIA, passou a
escrever crônicas com mensagens sobre o bem.
Policiais e bombeiros retomaram hoje pela manhã as buscas
pelo corpo de ELIZA SAMUÇDIO, em um sítio que já foi investigado como área de
execuções. A procura se concentrou na propriedade alugada por MARCOS APARECIDO
DOS SANTOS, o BOLA, em VESPASIANO, na região metropolitana de BELO HORIZONTE. Ele
integraria um grupo de extermínio, que atuaria dentro do Grupo de Respostas
Especiais (GRE), uma equipe de elite da Polícia Civil de MINAS. Hoje nada foi
encontrado.
BOLA foi excluído da Corporação em maio de 1992l pouco mais
de um ano após ingressar, sob a acusação de falta de idoneidade e indisciplina.
O sítio no bairro COQUEIRAIS também funcionava como um centro de treinamento do
GRE. Em 2008, segundo fontes policiais, BOLA foi chamado a depor como
investigado em um inquérito instaurado pela Corregedoria Geral da Polícia
Civil, após três integrantes do GRE serem denunciados pelo desaparecimento de
dois homens.
O esquema foi revelado pelo então inspetor JÚLIO MONTEIRO,
com apoio de outros policiais. A suspeita era de que as vítimas eram mortas,
esquartejadas e queimadas em pneus no sítio. Restos mortais também serviam de
alimento para cães ferozes – no depoimento do jovem J., ele relata que o mesmo
teria sido feito com o corpo de ELIZA, após ela ter sido estrangulada por BOLA.
Na época da investigação, pelo menos oito agentes foram afastados do grupo de
elite. A denúncia falava em outros crimes, incluindo fraudes e assaltos.
Preso hoje de madrugada na casa de parentes em CANINDE DO
SÃO FRANCISCO a 200 km de ARACAJU, o vigilante EVANDRO BEZERRA DA SILVA, de 38
anos. Ele nega ter participado do assassinato da advogada MÉRCIA NAKASHIMA, em
São Paulo. Ela desapareceu em 23 de maio e seu corpo foi encontrado em uma
represa em NAZARÉ PAULISTA, em 11 de junho. SILVA estava com a prisão
temporária decretada desde 25 de junho.
Na volta de KLÉBER ao PALESTRA ITÁLIA, o PALMEIRAS se
despediu hoje de seu estádio com derrota para o BOCA JUNIORS por 2 a 0 e
mostrou que as deficiências do primeiro semestre persistem. À espera de LUIZ
FELIPE SCOLARI, o limitado elenco do Alviverde outra vez preocupou sua torcida.
Os 17.786 (público oficial) que foram dar o adeus ao
PALESTRA ITÁLIA viram KLÉBER cumprir o que se esperava dele. Brigou, deu
dribles, foi incansável. Mas pesou a fragilidade técnica da equipe
palmeirense., praticamente a mesma que fez péssima campanha no PAULISTA e na
COPA DO BRASIL.
O PALMEIRAS promete assinar a escritura na nova arena na
próxima terça-feira, dia 13, e dar início imediato às obras. Com capacidade
para 45 mil, o estádio está previsto para o fim de 2012.
Após um acordo sigiloso, os EUA e a RÚSSIA realizaram hoje
em VIENA a maior troca em 25 anos de espiões presos. Foram libertados dez
agentes secretos de MOSCOU e quatro de WASHINGTON em uma cena comparável aos
tempos da Guerra Fria.
Um homem-bomba em uma motocicleta matou ao menos 65 pessoas,
incluindo mulheres e crianças, e feriu outras 112 perto da fronteira com o
AFEGANISTÃO. O homem explodiu-se durante uma reunião de centenas de pessoas no
escritório do governo paquistanês, na região noroeste de MOHAMAND.
2 011 : -
SÁBADO
ORDEM DO DIA DE
ALFREDO PIRES FILHO, EM 09 DE JULHO DE 2011, QUANDO ASSUME O COMANDO DO
EXÉRCITO CONSTITUCIONALISTA
Excelentíssimo
Doutor Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho, governador do Estado de São Paulo.
Excelentíssimo
General de Exército Adhemar da Costa Machado Filho, Comandante Militar do
Sudeste
Excelentíssimo
Vice-Almirante Luiz Guilherme Sá Gusmão, Comandante do 8º Distrito Naval.
Excelentíssimo
Major-Brigadeiro-do-Ar Paulo Roberto Pertusi, Comandante do IV Comar.
Ilustríssimo
Coronel Álvaro Batista Camilo, Comandante da Polícia Militar do Estado de São
Paulo.
Ilustríssimo
Cel PM Mario Fonseca Ventura, Presidente da Sociedade Veteranos de 32 - MMDC.
Digníssimas
senhoras e digníssimos senhores
Ao assumir,
neste nove de julho de 2011, o comando do Exército Constitucionalista, para
cumprir, pelo período de um ano os deveres e ofícios que me forem designados em
prol dos ideais e da memória da Revolução de 32 tenho o privilégio e a honra de
me dirigir às senhoras e aos senhores aqui presentes e em especial a todo o
povo paulista para relembrar e enaltecer os feitos heróicos da Revolução
Constitucionalista de 1932.
Há exatos 79
anos o povo paulista se pôs em armas para combater a ditadura envolvendo-se no
maior conflito militar da história brasileira no século 20,
quando se alistaram 200.000 voluntários,
sendo que se estima que destes, 60.000 combaterem nas fileiras do Exército
Constitucionalista.
Atualmente, o
dia 9 de julho,
que marca o início da Revolução de 1932, é a data cívica mais importante do
nosso estado de São Paulo. Nós paulistas consideramos a Revolução de 1932 o maior movimento
cívico de nossa história.
Durante os 87
dias de combates,
mesmo tendo apenas 12 anos de idade, alistei-me como escoteiro da Tribo
Piratininga. Servia de estafeta, fazia entregas de mensagens ou de mantimentos
entre as bases de soldados na cidade.
Tive o
privilégio de presenciar toda a demonstração de patriotismo, cidadania e
desapego, um momento muito bonito de nossa história recente, além dos Soldados
Constitucionalistas que combatiam em nome da liberdade, todos tentaram ajudar
de alguma forma, inclusive crianças e idosos. As escolas viraram alojamentos
para soldados. Homens e mulheres doaram jóias, durante a campanha chamada “Ouro
para o bem de São Paulo”, que visava arrecadar recursos financeiros de apoio à
resistência paulista. Os casais entregaram até as alianças e com muito orgulho,
exibiam uma aliança de ferro usada para substituir a original.
Nossos
verdadeiros heróis, que sacrificaram sua vida em prol de nossa liberdade estão
aqui conosco no Monumento Mausoléu aos Heróis de 32, obra do ítalo-brasileiro Galileo Ugo Emendabili e feito em puro mármore
travertino. O Monumento Mausoléu foi inaugurado em 9 de julho de 1956, e
recebeu as seguintes inscrições do ex-combatente Guilherme de Almeida:
“Aos épicos de
julho de 32, que, fiéis cumpridores da sagrada promessa feita a seus maiores,
os que moveram as terras e as gentes por sua força e fé, na lei puseram sua força
e em São Paulo
sua Fé."
Finalizando
minhas emocionadas palavras, concito os brasileiros a mantermos sempre acesa a
mesma chama revolucionária de 1932 e jamais sermos coniventes ou acomodados com
a injustiça, o descaso e os desmandos e que busquemos diuturnamente a plena
liberdade em todas as formas de expressão da sociedade paulista e brasileira.
Plagiando o
Poeta de 32 presto mais esta homenagem aos nossos soldados revolucionários:
"Viveram
pouco para morrer bem,
morreram jovens
para viver sempre."
São Paulo, 9 de
julho de 2011
Septuagésimo
nono da Revolução Constitucionalista de 32
Assina:
ALFREDO PIRES
FILHO
Comandante do
Exército Constitucionalista
Por volta das 7 horas encontro-me com o CORONEL PM MENDES na
Rua PEDRO VICENTE. Ele me mostra as reportagens que saíram nos jornais
SEMANÁRIO DA ZONA NORTE e SP/NORTE, alusivas ao 79º Aniversário do Movimento
Constitucionalista de 1932. Vamos para o IBIRAPUERA, onde chegamos bem cedo.
Com isso, vamos recepcionar todas as autoridades que vão chegando para o
evento. Apesar de fragilizado, GINO STRUFFALDI, agora Presidente de Honra da
Sociedade Veteranos de 32-MMDC, comparece em companhia de dona DINORAH e do seu
filho ALDO. É muito cumprimentado, mas se nota que perdeu muito do seu vigor
físico.
Agora como Presidente, sou obrigado a ficar ao lado do
Governador GERALDO ALKMIN, Secretário da Segurança Pública, ANTÔNIO FERREIRA
PINTO, do Comandante Geral da PMESP, CORONEL PM ÁLVARO BATISTA CAMILO e das
altas autoridades presentes, muitas delas escolhidas para receberem a Medalha
“CONSTITUCIONALISTA”.
O primeiro ato do evento desta manhã é a passagem de comando
do Exército Constitucionalista. O Professor Doutor JORGE MICHALANI não está bem de saúde e não
pôde comparecer. No momento em que se executa essa parte da solenidade eu
anuncio que nomeei o ALFREDO PIRES para ser o novo Cmt do Exército
Constitucionalista e entrego o comando a ele, como presidente da Entidade.
Segue-se a chegada dos restos mortais dos dez heróis de 32 que estão sendo
imortalizados nesta data: FRANCISCO BOTTALLO, ETEVAM MARINHO PINTO MOREIRA,
DIRCEU FERREIRA DA SILVA, MILTON LOUREIRO MIRANDA, JOÃO MOURÃO PIERROT, JOSÉ
FERREIRA DOS SANTOS, EURIDES DIAS FERNANDES, DOMINGOS ANGERAMI, SALVADOR
ANTÔNIO D´ÂNGELO e AMÉRICO AUGUSTO PEREIRA.
A Revolução Constitucionalista de 1932 deixou como legado
para as novas gerações uma história de civismo, patriotismo e o legado
democrático de um povo. Em três meses de conflito, estima-se que milhares de
brasileiros perderam a vida em defesa dos princípios democráticos e da
soberania do povo brasileiro, materializada na Constituição. Do Exército
Constitucionalista, participaram 9.000 homens da Força Pública - atual Polícia
Militar - e 3.000 mil militares do Exército e da Marinha, a estes, se uniram
dezenas de milhares de voluntários civis, chamados de soldados voluntários, que
lutaram em prol de uma Constituição Federal democrática.
Esta revolução aconteceu devido à instauração do governo
provisório, comandado por Getúlio Vargas, que ao invés de atender aos anseios
democráticos da Revolução de 1930, manteve-se no poder como um regime
ditatorial.
No dia 23 de maio de 1932, uma grande manifestação em São
Paulo, contra a ditadura Vargas, resultou em um conflito na Praça da República,
esquina da Rua Barão de Itapetininga. Naquela ocasião, quatro brasileiros
idealistas foram mortos por partidários da ditadura, foram eles: Martins,
Miragaia, Dráusio e Camargo. Das iniciais de seus nomes formou-se a sigla MMDC,
sociedade secreta que preparou a luta armada contra a ditadura, e sustentou a
mobilização paulista durante a Guerra, que se iniciou no dia 9 de julho daquele
ano e terminou no armistício de 2 de outubro de 1932.
Símbolo da Revolução Constitucionalista de 1932, o Obelisco
é o maior monumento da cidade e tem 72 metros de altura. A construção do
monumento foi iniciada em 1947 e concluída em 1970. Tombado pelos conselhos
estadual e municipal de preservação de patrimônio histórico, o Mausoléu do
Obelisco guarda os corpos dos estudantes Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo (o
M.M.D.C.). A soma dos algarismos da obra é igual a nove, e são nove os degraus
na entrada. A simbologia do monumento também está presente no desenho do
gramado ao redor do Obelisco, que possui área de 1932 metros quadrados e forma
um coração onde está enfincada a espada (símbolo do obelisco) que sagrou a
vitória política, apesar da derrota militar dos paulistas.
Como parte das festividades referentes ao aniversário da
Revolução Constitucionalista, além das tradicionais cerimônias de passagem de
Comando do Exército Constitucionalista e homenagens às autoridades, haverá
também desfile cívico militar, na Avenida Ibirapuera (em frente ao Obelisco),
com a participação dos veteranos do MMDC, como são conhecidos os que lutaram na
Revolução Constitucionalista, além do desfile de entidades civis, escolas,
Guarda Municipal, representantes das Forças Armadas e as diversas Unidades da
Polícia Militar do Estado de São Paulo.
R O T E I R O
09h00 - Início da Cerimônia com a Continência ao Governador
do Estado,
•Canto do Hino Nacional Brasileiro,
•Transmissão do Comando do Exército Constitucionalista,
•Leitura da Ordem do Dia do novo Comandante do Exército
Constitucionalista,
•Cerimônia de sepultamento dos heróis homenageados,
•Retorno das autoridades à Tribuna de Honra,
•09h55 - Outorga da Medalha Constitucionalista,
•10h20 às 11h20 - Desfile cívico: 30 minutos para o desfile
civil e 30 minutos para o desfile militar,
•Término.
PARTICIPARAM DO DESFILE:
60 militares da marinha, 60 militares do exército, 60
militares da aeronáutica, 800 policiais militares, 60 guardas civis
metropolitanos, 1200 entidades civis, 70 viaturas da Polícia Militar, 15
viaturas da polícia civil, 7 viaturas da polícia técnico científica e 40
viaturas de entidades civis motorizadas, além dos cavalos do Regimento 9 de
Julho da PM.
09/07/2011
TJSP participa de evento comemorativo à Revolução de 32
O Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP),
desembargador José Roberto Bedran, participou hoje (9) das comemorações do 79º
aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932, em frente ao Obelisco
Mausoléu aos Heróis de 32, no Ibirapuera, zona sul de São Paulo.
A solenidade foi aberta com a transmissão do cargo do
Comando do Exército Constitucionalista do coronel Álvaro Batista Camilo para o
veterano Alfredo Pires Filho. Este, em emocionadas palavras, contou que com 12
anos de idade, alistou-se como escoteiro e fazia entregas de mensagens e
mantimentos entre as bases de soldados na cidade. “Tive o privilégio de
presenciar toda a demonstração de patriotismo, cidadania e desapego, um momento
muito bonito de nossa história”. Ele pediu aos brasileiros que mantenham sempre
acesa a mesma chama revolucionária de 32 e jamais sejam coniventes ou
acomodados com a injustiça, buscando plena liberdade em todas as formas de
expressão da sociedade paulista e brasileira.
Os heróis de 32 foram homenageados com a cerimônia de
sepultamento. As urnas fúnebres foram conduzidas por oficiais da Polícia
Militar (PM) e as honras, executadas pelo 3º Batalhão de Choque. O cortejo, em
passos marcados, terminou no Mausoléu do Obelisco, que guarda os corpos dos
estudantes Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo (conhecidos como MMDC) – mortos
durante a Revolução de 32 – e de outros 713 ex-combatentes.
O presidente do TJSP, desembargador José Roberto Bedran, e o
presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), desembargador Walter de
Almeida Guilherme foram uns dos agraciados com a Medalha Constitucionalista. A
honraria é oferecida a personalidades que se destacaram pelos relevantes serviços
prestados à São Paulo e ao culto da Revolução Constitucionalista de 1932.
O evento contou com a participação do governador do Estado
de São Paulo, Geraldo Alckmin; do presidente da Sociedade Veteranos de 32,
coronel Mário Fonseca Ventura; da vice-prefeita de São Paulo, Alda Marco
Antonio, representando o prefeito da cidade, Gilberto Kassab; do comandante do
IV Comar, major-brigadeiro-do-ar Paulo Roberto Pertusi; do comandante da 2ª
Região Militar, general-de-divisão Roberto Sebastião Peternelli Júnior; do
presidente do Tribunal de Justiça Militar, coronel Clóvis Santinon; do
secretário de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto; do secretário-chefe da
Casa Militar, coronel Admir Gervásio Moreira; do secretário municipal de
Segurança Urbana, Edson Ortega; do comandante da Guarda Civil Metropolitana em
exercício, inspetor Eduardo de Siqueira Bias; do secretário executivo da
Sociedade de Veteranos de 32, coronel Antônio Carlos Mendes; e do subcomandante
da Polícia Militar interino, coronel Cláudio Antonio Rissoto.
Também foram agraciados com a medalha, o comandante Militar
do Sudeste, general Adhemar da Costa Machado Filho; comandante do 8º Distrito
Naval, vice-almirante Luiz Guilherme Sá de Gusmão; comandante da 2ª Divisão do
Exército, general-de-divisão Floriano Peixoto Vieira Neto; chefe do
Estado-Maior do Comando Militar do Sudeste, general-de-brigada Carmo Antonio
Russo; presidente da Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio, Indústria e
Agricultura de São Paulo, Eduardo Pollastri; chefe do Estado-Maior do 8º IV
Comar, coronel aviador Carlos Alberto Andrade Passos; chefe do Estado-Maior do
8º Distrito Naval, capitão-de-mar-e-guerra Ciro de Oliveira Barbosa; prefeito
de Aeronáutica de São Paulo, coronel Adalberto Alves Pedroza; corregedor da
Polícia Militar, coronel Sérgio Luiz dos Santos; chefe de gabinete do
comandante geral, coronel Vicente Antonio Mariano Ferraz; diretor de logística,
coronel Carlos Botelho Lourenço; comandante de Policiamento do Interior-6,
coronel Sérgio Del Bel Junior; comandante da Academia de Polícia Militar do
Barro Branco, coronel Airton Alves da Silva; desembargador do Tribunal Regional
do Trabalho de São Paulo – 2ª Região, Valdir Florindo; delegado de 1ª Classe
Seccional de Polícia de Carapicuíba, Albano David Fernandes; diretor do
Instituto de Criminalística do Estado de São Paulo, Adilson Pereira; delegado
de 1ª Classe da 7ª Seccional da capital, José Aparecido Sanches Severo;
assistente de gabinete do superintendente da Polícia Técnico Científica do
Estado de São Paulo, Arnaldo Tadeu Poço; presidente da Confederação Israelita
do Brasil, Berel Aizenstein; presidente da Associação dos Advogados de São
Paulo, Arystóbulo de Oliveira Freitas; secretária geral adjunta da Ordem dos
Advogados do Brasil, Clemência Beatriz Wolthers; os advogados Walter de
Oliveira Lima Teixeira, Vladimir Spinelli dos Santos, André Luiz de Moraes
Rizzo, Mario Fiorentino, Bento Oliveira Silva e Mário Mariano Machado; os
inspetores regional da Guarda Civil Metropolitana, Hamilton Fernandes Ananias e
Nilson da Silva Coutinho; e o veterano Alfredo Pires Filho.
Participaram do desfile militares da Marinha, do Exército e
da Aeronáutica; Policiais Militares; Guardas Civis Metropolitanos; 1200
entidades civis; viaturas da Polícias Militar, Civil e Técnico científicas;
além dos cavalos do Regimento 9 de Julho da PM.
Revolução de 32
A Revolução Constitucionalista de 1932 foi o movimento
armado ocorrido no Estado de São Paulo, entre os meses de julho e outubro de
1932, que tinha por objetivo a derrubada do Governo Provisório de Getúlio
Vargas e a promulgação de uma nova constituição para o Brasil. No total, foram
87 dias de combates (de 9 de julho a 4 de outubro de 1932 - sendo o último,
dois dias depois da rendição paulista) com 934 mortos, embora estimativas não
oficiais reportem até 2.200 mortos.
Assessoria de Imprensa TJSP - AG (texto)
Imprensatj@tjsp.jus.
Um momento de tristeza e apreensão surge quando vejo GINO
STRUFFALDI sendo retirado do palanque e carregado para uma ambulância.
Acompanho as pessoas que o estão levando. O médico examina e consta que houve
uma queda de pressão. Ele é levado para o Hospital DANTE PAZANEZZI para uma
avaliação mais detalhada.
Terminada a cerimônia, com essa problema muito desagradável,
sou obrigado a ir para a Assembléia Legislativa, onde acontece uma sessão
solene provocada pelo Deputado Estadual, MAJOR PM OLÍMPIO. O desembargador
WALTER DE ALMEIDA GUILHERME, Presidente do Tribunal Regional Eleitoral, preside
a mesa de trabalhos. Estão também na direção da solenidade o CORONEL PM RENATO
CERQUEIRA, Assistente Militar do Tribunal de Justiça, o Presidente da Sociedade
Veteranos de 32-MMDC e o Presidente da Associação dos Cabos e Soldados da
PMESP, WILSON DE OLIVEIRA MORAES. Nosso Vice-Presidente do Conselho
Deliberativo do MMDC, PEDRO PAULO PENNA TRINDADE, faz uso da palavra e explana
o que foi a Revolução Constitucionalista de 1932. São entregues certificados e
medalhas da Constituição para diversas autoridades. Uma das pessoa homenageadas
com essa medalha é o Comandante do Exército Constitucionalista ALFREDO PIRES.
Cabe a mim entregar a Medalha da CONSTITUIÇÃO ao Presidente da Associação dos
Oficiais da PMESP, CORONEL PM LUIZ CARLOS DOS SANTOS,Também fazem uso da
palavra o Presidente da Sociedade Veteranos de 32-MMDC e o Presidente do Tribunal
Regional Eleitoral. Mas estou magoado com o problema do GINO. O CORONEL PM
MENDES, que sempre está ao meu lado, conseguiu notícias do Hospital, onde dizem
que GINO está bem. Também dona DINORAH passou mal, mas está em casa, sob os
cuidados de familiares.
A maratona de eventos não termina na Assembléia. Combino com
o MENDES para irmos à noite no CLUBE PIRATININGA. Ele vem me buscar, às 18
horas, na Sociedade Veteranos de 32-MMDC.
Tradicional clube paulistano, tem em suas raízes um momento
histórico da cidade de São Paulo, a Revolução Constitucionalista de 32.
Importante marco na vida sócio-cultural do nosso povo, guarda, em seu acervo,
painéis, quadros e documentos relevantes sobre esse movimento democrático e
seus ilustres participantes.
Somos muito bem recebidos pela Vice-presidente, VILMA, e
pela GENIZELA, que é a secretária. Surpresa é a presença do nosso professor
HERNÂNI DONATO, convidado para falar sobre o Movimento Constitucionalista.
Também foi convidado o CORONEL ARY CANAVÓ, que, segundo as listas de presença
anotadas no livro de ouro do Clube, aparece com certa freqüência nas
solenidades do 9 de Julho. Mas ele não foi encontrado por telefone e não
comparece. É uma noite excepcional porque os laços entre CLUBE PIRATININGA e
MMDC, estremecidos desde a presidência de GERALDO FARIA MARCONDES, são
reatados. Conversamos com inúmeras pessoas, mas estamos cansados e não ficamos
para o coquetel. MENDES deixa-me na estação ARMÊNIA, possibilitando a minha
volta para GUARULHOS. Registro em minhas memórias a extrema dedicação do meu
vice-presidente em todos os momentos deste 9 de Julho.
Prezado Coronel Ventura:
Seu sorriso somado à expressão de felicidade não me passaram
desapercebidos quando de sua posse na Sociedade Vetaranos de 32.
Depois, suas palavras resgatando parte de seu passado na
vida militar, tocaram-me profundamente. Tenho certeza de que aos demais também.
Parabenizo-o, desejando que a serenidade e a paciência
caminhem juntas para que, assim, possa continuar o trabalho de nosso sempre
presidente Capitão Gino Struffaldi.
Que Deus esteja sempre consigo!
Abraço Fraternal
Frances de Azevedo
ESTIMADA FRANCES
Vindo de você estas palavras, sei que são sinceras e
brotaram do fundo de seu coração. Os anos que estamos no mesmo barco, tanto no
MMDC, como no Conselho Cívico e Cultural da Associação Comercial marcaram a sua
personalidade, sempre objetiva e franca. Não é nada fácil ser presidente. A
responsabilidade é imensa, principalmente no meu caso, pois pesam em meus
ombros, agora, a continuidade de GINO STRUFFALDI e de todos os heróis de 32.
Mas tendo a equipe que tenho e a amizade latente de todos vocês, inclusive da
minha respeitosa poeta, sei que poderemos fazer grandes coisas pela causa.
Nesta noite estive no CLUBE PIRATININGA, já movido pela
visão que tenho para 2012, quando comemoraremos os 80 anos do Movimento
Constitucionalista. Fui recebido de braços abertos e a parceria com essa
instituição já é uma realidade. Outra boa notícia que lhe dou é que meus amigos
que vieram de CURITIBA para prestigiar o 9 de Julho já estão trabalhando na
criação do Núcleo de Sociedade Veteranos de 32-MMDC em CURITIBA. Enfim,
FRANCES, a tarefa é árdua, mas extremamente gratificante.
Caríssimo Cel. Ventura: alvíssaras! - Em primeiro
cumprimento-o pela nova jornada, agora como presidente, na alvorada do
octagésimo da epopéia de 32. Fiquei realmente satisfeito em revê-lo hoje. O dia
foi estafante, mas gratificante. Espero poder formalizar a solicitação para
estender ao Paraná com anuência a causa revolucionária, mormente considerando o
desrespeito á Constituição por aqueles que se rotulam dela defensores. Vejo no
exemplo da Constituinte de 34, cujas
raízes foram a definitiva vitória da luta armada paulista, motivação para
conquista e ressurgimento de uma nova mentalidade. Hoje o Exército, Marinha e Aeronáutica
prestam reconhecimento com sua
participação nas homenagens, tributo à Força Pública Paulista, e àqueles que
como o ilustre amigo se esforçaram por desmistificar as difamações getulistas
reafirmando sempre o espírito bandeirante pioneiro, pela brasilidade. Recebe
meus efusivos cumprimentos, Mariano Taglianetti, neste 09 de julho de 2.011.
CARISSIMO TAGLIANETTI
Estou chegando do CLUBE PIRATININGA, onde ocorreu a terceira
cerimônia do 9 de Julho. Leio essa mensagem do amigo e, realmente, as
manifestações de carinho para com a minha pessoa vão me obrigar a produzir mais
na presidência. Unimos hoje o CLUBE PIRATININGA à Sociedade Veteranos de
32-MMMDC naquela ideia de estarmos todos irmanados na causa da democracia.
Por Demétrio
Vecchioli, estadao.com.br, Atualizado: 9/7/2011
Brasil joga mal contra Paraguai, mas empata com gol de Fred no fim
SÃO PAULO - Ia dando tudo errado. A zaga entregou dois gols, Neymar não
produziu nada e Pato falhou sempre que...
SÃO PAULO - Ia
dando tudo errado. A zaga entregou dois gols, Neymar não produziu nada e Pato
falhou sempre que teve a bola nos pés. Mano também não ajudava, sacando Jadson,
autor do primeiro gol brasileiro, no intervalo, para a entrada de Elano. O
Brasil ia muito mal, merecia perder, mas achou um gol com Fred aos 44 minutos
do segundo tempo, e evitou uma derrota para o Paraguai, neste sábado, em
Córdoba. No fim, o empate em 2 a 2 acabou sendo digno de comemoração pelo
futebol que apresentou o time brasileiro. O resultado coloca o Brasil na
liderança do grupo, exatamente empatado com o Paraguai, ambos com dois pontos.
Equador e Venezuela jogam logo mais e, quem vencer, assume a ponta. A seleção
brasileira fecha o Grupo B na quarta, às 21h50, contra o Equador. O Paraguai
pega ainda a Venezuela. O jogo. Mano Menezes surpreendeu ao escalar Jadson no
lugar de Robinho. Com isso, tinha a intenção de aproximar as peças ofensivas da
equipe. No jogo contra a Venezuela, o treinador entendeu que o Neymar e Robinho
jogaram muito abertos, distantes de Pato. Com dois meias armadores - Jadson e
Ganso -, ele pretendia dar mais liberdade para Neymar e, assim, criar mais
chances de gols. Na prática, porém, não foi isso que aconteceu. Jadson foi o
espelho de Neymar, jogando aperto pela direita, enquanto o santista caía única
e exclusivamente pela esquerda. O time só melhorou em relação à primeira partida
porque Ganso parecia mais solto, mais à vontade no time. Nos primeiros minutos,
o Paraguai foi melhor. Logo com 20 segundos, Estigarribia chegou ao ataque pela
esquerda, bateu cruzado e Julio Cesar pegou. Com 2 minutos, Barrios tocou para
Santa Cruz nas costas de Thiago Silva e o atacante, cara a cara com Julio
Cesar, mandou por cima, ampliando seu longo jejum de gols. Depois, ainda que o
Paraguai continuasse disposto a atacar, não assustou mais Julio Cesar. O Brasil
chegou com mais perigo. Aos 11, Thiago Silva lançou Pato nas costas da zaga,
mas o atacante não conseguiu o domínio. Sete minutos depois, Pato recebeu de
Jadson, saiu na cara de Villar, mas não conseguiu o drible, bateu travado e
permitiu a defesa do goleiro paraguaio. O jogo voltou a cair de produção e só
teve novas emoções aos 38, quando saiu o gol do Brasil. A jogada começou com
Ramires, mas foi interrompida pelo corte da defesa paraguaia. Depois, a bola
caiu nos pés de Ganso, que tocou para Jadson. O jogador do Shakhtar Donetsk
bateu da entrada da área, no canto direito de Villar, e abriu o placar. Apesar
de ter criado as duas únicas boas jogadas do Brasil no jogo, Jadson deixou o
campo no intervalo, substituído por Elano. A alteração de Mano não melhorou o
time. E o gol do Paraguai saiu exatamente em um erro de marcação do santista.
Estigarribia desceu pela esquerda e cruzou rasteiro. Thiago Silva errou o bote
e deixou Santa Cruz de cara com Julio Cesar. Chance de ouro para o atacante
bater no campo, empatar o jogo e afastar a má fase. Ele não marcava um gol em
jogos oficiais desde 21 de março de 2010. Lucas já estava à beira do campo,
esperando para entrar no lugar de Ganso, quando o meia achou Neymar livre na
direita da área. O atacante do Santos tinha a opção do chute ou Pato livre na
área. Preferiu o drible desnecessário em Villar e desperdiçou a chance do
segundo. O Paraguai não. No contra-ataque, Daniel Alves, com a bola dominada,
deu bobeira na área e permitiu o bote de Riveros. Ele tocou para Santa Cruz,
que rolou para a chegada de Valdez pelo meio. O paraguaio bateu prensado com
Lúcio e a bola voltou para o seu peito, indo depois para o fundo das redes. Mano
mudou a alteração. Ao invés de sair Ganso, tirou Ramires e voltou à formação
que iniciou o jogo. Neymar, principal estrela do Brasil, porém, seguida
apagado. Nas poucas vezes que pegava na bola, era individualista demais. Tanto
que, depois, foi substituído por Fred, deixando o campo sem nenhuma jogada que
justificasse qualquer transferência para os grandes do futebol europeu. Assim como
contra a Venezuela, o Brasil não produziu nada no segundo tempo. Até os 44
minutos, o único lance digno de uma seleção pentacampeã do mundo havia sido uma
falta batida por Elano, defendida por Villar. A derrota era o resultado mais
merecido, mas, a um minuto do fim, Fred recebeu de Ganso na entrada da área,
girou, bateu no canto, e empatou.
BRASIL - 2 - Julio
Cesar; Daniel Alves, Lúcio, Thiago Silva e André Santos; Lucas Leiva, Ramires
(Lucas), Paulo Henrique Ganso e Jadson (Elano); Neymar (Fred) e Alexandre Pato.
- Mano Menezes.
PARAGUAI - 2 -
Villar; Verón, Da Silva, Alcaraz e Torres; Vera, Ortigoza, Riveros (Cáceres) e
Estigarribia (Martínez); Roque Santa Cruz e Lucas Barrios (Valdez). - Gerardo
Martino.
Gols - Jadson, aos
38 minutos do primeiro tempo; Roque Santa Cruz, aos 9, e Valdez, aos 21, e
Fred, aos 44 minutos do segundo tempo. Árbitro - Wilmar Rodán (Colômbia).
Cartões amarelos - Jadson, Pato, Lucas Leiva, Cáceres e Lucas Barrios. Renda e
público - Não disponíveis. Local - Mario Alberto Kempes, em Córdoba
(Argentina).
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Será lembrado neste sábado, dia 9 de julho, o 79º
aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932 - que culminou nas
eleições para a Assembléia Nacional Constituinte e trouxe benefícios ao
estado de São Paulo. A cerimônia acontecerá às 10h, no Mausoléu Sargento
Pierrotti, no Cemitério da Saudade I. O evento contará com a participação do
Polícia Militar, Esquadrão Tático da Guarda Municipal, Grupo de Escoteiros
Limeira, Coral Vozes do Tatuibi e jovens do Centro de Aprendizado Metódico e
Prático de Limeira – CAMPL. Haverá ainda um ato de respeito à memória dos
soldados mortos, execução do toque de silêncio e benção religiosa. A
cerimônia destacará a honrosa participação de dois ex-combatentes de Limeira,
Esmeraldo Figueira Filho, falecido no último ano, e Ulisses Rodrigues de
Oliveira, de 98 anos. Para o secretário de Turismo e Eventos, Ronaldo Bicudo,
eventos cívicos são constantes no calendário de eventos do município. “Eles
acontecem para relembrar a história do nosso país e assim tentar embutir um
espírito patriótico nos cidadãos, especialmente os mais jovens”, ressaltou.
Realização da Prefeitura de Limeira, através da Secretaria de Turismo e Eventos. |
|
|
A comemoração do 79° aniversário da Revolução
Constitucionalista de 1932 neste sábado, 9 de Julho, em Olímpia, terá mais um
motivo para a cerimônia que, tradicionalmente, é promovida pela Sociedade
Veteranos de 32: o centenário de nascimento de seu patrono: Luiz Salata Neto.
Neste ano, mais uma vez, o evento terá o apoio da Prefeitura, além da
Secretaria da Educação, Escolas municipais e estaduais, Câmara Municipal,
Polícia Militar, Bombeiros, e imprensa, inclusive o Blog do Concon. A família Salata
cuidou até de confeccionar um selo alusivo ao centenário do patriarca,
inclusive no dia 9, às 19h, haverá missa na Igreja-Matriz de São José em
homenagem póstuma. A
Prefeitura Municipal de Olímpia, a Sociedade Veteranos de 32 – M.M.D.C. –
Núcleo “Luiz Salata Neto” de Olímpia e a Câmara Municipal de Olímpia tem a
honra de convidar Vossa Excelência e Excelentíssima Família para prestigiarem
com suas presenças, as solenidades comemorativas do 79.º Aniversário da
Revolução Constitucionalista de 1932 e celebração do centenário de nascimento
do saudoso Patrono ex-combatente Luiz Salata Neto, conforme a programação.
SEMANA
CONSTITUCIONALISTA – 2 a 9 de Julho (Lei nº 1988/89) - “SEMANA BENEDICTO JOSÉ
PEREIRA (MINDU)” (Lei nº 2946/02) - 04 a 08 de julho – Hasteamento das
Bandeiras nas Escolas Estaduais e Exaltação ao Movimento de 32; 02 a 09 de julho – a partir 11 horas –
Nas Rádios Difusora e Menina acontecerão palestras alusivas ao Movimento de 32,
proferidas por alunos, professores das Escolas Estaduais e membros da Sociedade
Veteranos de 32 – Núcleo Luiz Salata Neto de Olímpia; 9 de julho – às 9 horas – ato cívico “Dia do Soldado Constitucionalista”
– Na Praça Heróis Olimpienses de 32 – Jardim Santa Ifigênia (localizada no
início da Avenida Constitucionalista de 32); Recepção às autoridades;
Hasteamento das Bandeiras Nacional, Estado e do Município; Homenagem póstuma
aos Heróis de 32; Deposição de flores junto ao Obelisco Heróis Olimpienses de
32, em homenagem póstuma aos ex-combatentes falecidos; Homenagens de alunos,
professores e membros da comunidade olimpiense; 9 de julho – às 11 horas – Nas Rádios Difusora e Menina, palestras
alusivas ao Movimento de 32, proferidas por participantes e diretores da
Sociedade Veteranos de 32 – Núcleo Luiz Salata Neto de Olímpia; 9 de julho – às 19 horas – Missa em Homenagem
Póstuma – Na Igreja Matriz de São José, Bairro São José, Missa solene em
homenagem à memória dos ex-Combatentes de 32 e aos homens e mulheres que,
tomaram parte na retaguarda e também pelo transcurso do centenário de
nascimento do inesquecível “Luiz Salata Neto”, Patrono da Sociedade de
ex-combatentes olimpienses.
“IN MEMORIAN”: Ao ensejo de mais estas
comemorações do “DIA DO SOLDADO CONSTITUCIONALISTA”, os familiares dos
remanescentes das Trincheiras de 32 reverenciam a memória de seu ilustre,
dedicado e inesquecível Presidente, saudoso ex – Combatente LUIZ SALATA NETO,
Patrono da Sociedade Veteranos de 32 – MMDC de Olímpia pela passagem do
centenário de seu nascimento. Adeus,
velho soldado!
(Homenagem
a Luiz Salata Neto) Perdeste, enfim, uma batalha. Contra a morte. Há muito nela
pensavas, preparando-se para o grande momento, não acreditando que fosse tão
breve, tão doloroso. Plantaste, com teu vigor de jovem, valores que tanto nos
fazem falta hoje. Carregaste, com fé, a flâmula dos lutadores, dos crentes na
sua terra, na sua pátria. Desafiaste, com seus atos, aqueles que jamais tiveram
a coragem de assumir os princípios de família, de sociedade, de patriotismo.
Desdenhaste, com tua posição firme, os fracos de espírito, de vontade.
Louvaste, com apoio e solidariedade, as ideias de progresso, de louvor dos
valores d’alma, da pureza de intenções. Fizeste parte de uma elite que recitou,
com lágrimas emocionadas, a bandeira de 13 listras. Como tu, queremos levar
avante essa idéia, reviver estes princípios. Mas é muito difícil por não termos
grandes soldados. Mas haveremos de seguir teu exemplo, lutando lado a lado com
o teu espírito carregando tua imagem como inspiração. Porém, hoje, somente
podemos dizer emocionados: ADEUS, VELHO SOLDADO! - autor : Dr. Roberto Sasdelli Jr
Realização
e Apoio: Sociedade Veteranos de 32 – M.M.D.C. – Núcleo Luiz Salata Neto
de Olímpia, Prefeitura do Município de Olímpia, Câmara Municipal de Olímpia,
Secretaria Municipal de Educação, Diretoria de Ensino região de Barretos,
Polícia Militar do Estado de São Paulo, Corpo de Bombeiros, Tiro de Guerra
02-025, Blog do Concon, Folha da Região, jornal Planeta News, Tablóide da Nova
Paulista, Gazeta Regional, Tribuna Regional , Rádio Difusora, Band FM, Rádio
Menina AM, Rádio Menina FM, Escolas Estaduais: Dona Anita Costa, Profª Alzira
Tonelli Zaccarelli, Dr. Antonio Augusto Reis Neves, Professora Dalva Vieira
Ittavo, Professora Maria Ubaldina de Barros Furquim, Capitão Narciso Bertolino,
Dr. Wilquem Manoel Neves, Dr. Eloy Lopes Ferraz (Baguaçu), Comendador Francisco
Bernardes Ferreira (Ribeiro dos Santos) e Sindicato dos Engenheiros no Estado
de São Paulo – Regional de Barretos.
As anotações feitas em 2001 e 2011 constam do livro de 9 de
julho feito em 2011. No entanto, as páginas 131 em seguida foram digitalizadas
depois e não constam do livro citado.
Após a cerimônia realizada neste sábado (9) na Praça 9 de
Julho em alusão ao 79º aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932,
autoridades municipais e militares se dirigiram para as margens do Córrego do
Cedrinho onde participaram do plantio de 79 mudas de árvores nativas na área
verde do local.
As ações lembram o Dia do Soldado Constitucionalista, que é
organizada pela Prefeitura de Presidente Prudente com apoio do Comando de
Policiamento do Interior-(CPI-8) e do 18º Batalhão de Polícia Militar do
Interior (18º BPM/I).
O plantio contou com a parceria da Uniesp (União das
Instituições Educacionais do Estado de São Paulo) de Presidente Prudente, que
cedeu as 79 mudas de árvores. De acordo com a Seção de Comunicação Social do
18º Batalhão, o objetivo da ação é aproveitar a data tão importante na história
de Prudente, quando foi formado o Batalhão com mais de 2 mil voluntários
Constitucionalistas, e conscientizar a população sobre as questões ambientais,
como a preservação do meio ambiente e a importância do plantio.
Cerca de 60 jovens dos grupos de escoteiros Guayporé e Monte
Carmelo também participaram do plantio. De acordo com o chefe de escoteiro do
Guayporé, Marcelo Costilho Jorge, um dos artigos da lei escoteira é que todos
devem ser bons com os animais e com as plantas. “Esta ação em especial visa à
conscientização. Nós já trabalhamos essa questão com eles. Nosso objetivo é a
formação do cidadão, tudo está relacionado à educação”, revela.
A Revolução Constitucionalista vista pela ótica do jornal Semanário da Zona Norte: Na manhã de 9
de julho, o 79º aniversário da Revolução Constitucionalista de 32 foi lembrado
com uma solenidade cívica e um desfile defronte do Mausoléu do Ibirapuera,
oportunidade em que personalidades civis e militares foram homenageadas com a
Medalha Constitucionalista. Na ocasião, dez urnas com as cinzas dos heróis da
revolução foram conduzidas por alunos da Academia de Polícia Militar do Barro
Branco (APMBB) até o mausoléu, após as honras do 3º Batalhão de Policiamento de
Choque (BPChq). Foram imortalizados os heróis: Francisco Bottallo, Estevam
Marinho Pinto Moreira, Dirceu Ferreira da Silva, Milton Loureiro Miranda, João
Mourão Pierott, José Ferreira dos Santos, Eurides Dias Fernandes, Domingos
Angerami, Salvador Antonio D’Angelo e Américo Augusto Pereira. Em seguida,
autoridades depositaram flores no ‘Túmulo Herói Jacente’, onde estão sepultados
os corpos dos estudantes Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo (MMDC), mortos em
conflito no dia 23 de maio de 1932. Após a solenidade fúnebre, 32 pessoas,
entre ex-combatentes da revolução e personalidades civis e militares, foram
agraciadas com a Medalha Constitucionalista. A honraria é concedida pela
Sociedade Veteranos de 32, com o objetivo de agraciar os participantes ativos
da revolução e também as personalidades que contribuíram com serviços prestados
à democracia de São Paulo. Após a entrega das medalhas, foi iniciado o desfile
militar e cívico, que durou aproximadamente uma hora. Além de veteranos do
conflito, que abriram o desfile, participaram representantes de entidades
civis, escolas, Guarda Civil Metropolitana, Forças Armadas, Polícia Civil e
Polícia Militar. A Cavalaria da PM encerrou o evento comemorativo.
Um movimento único
O cap. ref. Gino Struffaldi, presidente de honra da
Sociedade Veteranos de 32 - MMDC, destacou que a Revolução Constitucionalista
foi um movimento único no mundo. “Estamos sempre lutando pela manutenção da
memória da Revolução de 32, que foi um movimento único no mundo pela sua
espontaneidade. Um movimento que nunca reivindicou território, poder, dinheiro,
mas só queria que fosse restabelecida no Brasil a Lei Magna, que era a
Constituição e isso nós conseguimos apesar de termos sido derrotados no campo
de batalha. Estamos defronte do Mausoléu do Ibirapuera, um solo realmente
sagrado e que deve ser mantido como tal, inclusive com a construção de
palanques permanentes para a realização de eventos cívicos. Já foram cogitadas
ideias para levar esta cerimônia para o Ipiranga ou para o Anhembi, mas esse
local é para o carnaval e não para ocasiões como esta. Aqui temos o nosso
sacrário onde há 178 heróis e hoje chegam mais dez, um local que tem que ser
respeitado e merece ter dimensão nacional. Agradeço mais uma vez a presença do
Semanário da Zona Norte, principalmente por estar ao lado do meu amigo repórter
Fernando, a quem muito estimo.”
Uma data magna
O cel. PM res. Mario Fonseca Ventura, presidente da
Sociedade Veteranos de 32 - MMDC, lembrou que 9 de julho é uma data magna para
São Paulo. “O dia 9 de julho é muito marcante porque representa a data magna de
São Paulo. Vários Estados da União têm a sua data magna, algo que São Paulo não
tinha até 1997. Lembramos que 20 de setembro é algo extraordinário para o Rio
Grande do Sul, que lembra a Revolução Farroupilha, mas para São Paulo a data
marcante é a de 9 de julho, que lembra um grande feito dos paulistas. Hoje,
estamos recebendo no mausoléu mais dez heróis de 32, que significam o ideal de
direito que temos que cultuar sempre. Hoje, também, como já é tradição, estão
sendo homenageadas 32 autoridades, dentre elas aquelas nomeadas pelos comandos
da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. São pessoas escolhidas por seu
mérito, bem como as indicadas pelo Comando-Geral da Polícia Militar, pela
Polícia Civil, pela OAB, pelos maçons, pela Guarda Civil Metropolitana, pelo
Judiciário, enfim, representantes de segmentos do Estado que estão sendo
homenageados. E agradeço ao Semanário da Zona Norte por mais esta oportunidade,
pois o jornal está sempre presente em todas ocasiões e divulgando as datas
históricas.”
Princípios
O governador Geraldo Alckmin exaltou os princípios que
nortearam a revolução Constitucionalista de 32. “O Movimento de 32 foi o marco
para que tivéssemos uma Constituição regida pela lei, que não houvesse uma
ditadura, mas sim a democracia e o respeito às pessoas. A Revolução de 32,
lutou, por exemplo, pelo direito do voto da mulher, algo conquistado em 1934,
quando foi eleita a primeira mulher para o Congresso Nacional, a dra. Carlota
de Queiros, uma médica de São Paulo. Lutou pela Justiça Eleitoral, pelo voto
secreto. A Revolução Constitucionalista, embora tenha sido derrotada do ponto
de vista militar, venceu nos seus valores, nos princípios pelos quais ela se
realizou. Portanto, esta é uma homenagem em que São Paulo presta no dia 9 de
julho aos combatentes e às suas famílias, o que deve ser sempre cultivado.”
Perfeita organização
Toda organização do evento cívico esteve sob
responsabilidade do cel. PM Airton Alves da Silva, comandante da Academia de
Polícia Militar do Barro Branco (APMBB), que também foi outorgado com a Medalha
Constitucionalista e lembrou a importância da data. “Tamanha é a importância
desta data e o respeito aos nossos veteranos da Revolução Constitucionalista de
32 que o 9 de julho transformou-se em feriado no Estado de São Paulo. É uma
ocasião na qual as comemorações se dividem entre a Sociedade Veteranos de 32 e
a Polícia Militar, bem como a sociedade que se faz representar como um todo. Em
um momento no qual as pessoas demonstram tanto desprezo pelas datas cívicas no
Brasil, São Paulo dá exemplo, pois as mantém e as cultiva com toda importância
e galhardia que elas merecem e se revestem. A Medalha Constitucionalista se
traduz em um registro importante para as pessoas que estão diretamente ligadas
a esta comemoração que não se pode apagar. Temos nosso cap. ref. e mestre Gino
Struffaldi, presidente de honra da Sociedade Veteranos de 32, que dá uma
demonstração de carinho, acima de tudo de orgulho pela história da Revolução
Constitucionalista.
Temos o cel. PM res. Ventura e o cel. PM res. Mendes,
pessoas que atuam diuturnamente na conservação do Mausoléu do Ibirapuera para que
ele esteja em condições para a visitação pública em um trabalho conjunto com o
setor de obras da Polícia Militar. Assim, vivemos realmente um momento muito
significativo nesta data e ficamos muito felizes, agradecendo sempre a presença
dos meus amigos do Semanário.”
Um motivo especial
O gen-de-ex. Adhemar da Costa Machado Filho, comandante do
Comando Militar do Sudeste (CMSE), foi outorgado com a Medalha
Constitucionalista e demonstrou seu orgulho e que representou para ele um
motivo especial. “Estamos precisando mais de cerimônias como esta, pois não há
nada como um nação que valoriza o seu passado e um momento como este se reveste
de alma. Nós brasileiros nos forjamos nesses momentos, que são importantíssimos
e hoje estou muito satisfeito, pois volto para casa com a alma lavada pela
belíssima formatura e o lindo desfile com intensa participação da população
paulista. Vou levar comigo com enorme carinho esta Medalha Constitucionalista,
pois como paulista me sinto orgulhoso por tê-la recebida já que meu avô foi
revolucionário de 32. Portanto, de certa forma, nela está embutido um carinho
muito grande na área afetiva e tenho certeza de que meu avô está lá em cima
vibrando demais.”
Responsabilidade
O cel. PM Carlos Botelho Lourenço, diretor de Logística da
Polícia Militar do Estado de São Paulo, agraciado com a Medalha
Constitucionalista, que considera ser uma grande responsabilidade para
continuar o seu trabalho. “O dia 9 de julho é tão importante quanto o 7 de
setembro ou o 25 de janeiro. Para o povo paulista, esta data tem uma
importância extraordinária pela participação do nosso povo na Revolução de 32.
Esta medalha representa uma responsabilidade, pois temos a obrigação de manter
vivo o nome desses heróis de São Paulo. Hoje, renovamos a nossa ética, a nossa
moral e a nossa vontade na defesa do povo paulista.”
Emoção
Durante a solenidade cívica, assumiu o cargo de novo
comandante do Exército Constitucionalista o veterano de 32, Alfredo Pires,
empossado pelo cel. PM Álvaro Batista Camilo, que falou com emoção. “Assumo
neste dia 9 de julho de 2011 o comando do Exército Constitucionalista para
cumprir, pelo período de um ano, os deveres e obrigações que me foram
designados em prol dos ideais da memória da Revolução de 32. Me dirijo em
especial a todo povo paulista para relembrar e enaltecer os feitos heróicos da
Revolução Constitucionalista de 1932. Há exatos 79 anos o povo paulista se pôs
em armas para combater a ditadura, envolvendo-se no maior conflito da história
militar brasileira no século 20, quando alistaram 200 mil militares, sendo que
desses, 60 mil combateram nas fileiras do Exército Constitucionalista.
Atualmente, o dia 9 de julho, que marca a Revolução Constitucionalista de 32, é
a data cívica mais importante do Estado de São Paulo. Nós paulistas
consideramos a Revolução de 32 como o maior movimento cívico da nossa história.
Em 87 dias de combate, mesmo eu tendo penas 12 anos de idade, alistei-me como
escoteiro do Grupo Piratininga.
Servia de estafeta, fazia entrega de mensagens e de
mantimentos entre as bases dos soldados na cidade. Tive o privilégio de
presenciar toda demonstração de patriotismo, cidadania e desapego em um momento
muito bonito da nossa história recente. Além dos soldados constitucionalistas
que combatiam em nome da liberdade, todos tentaram ajudar de alguma forma,
inclusive crianças e idosos. As escolas viraram alojamentos para os solados.
Homens e mulheres doaram jóias durante a campanha chamada Ouro para o Bem de
São Paulo, que visava arrecadar recursos financeiros e apoio para a resistência
paulista. Os casais entregaram até suas alianças e com muito orgulho exibiam a
aliança de ferro usada para substituir a original. Nossos verdadeiros heróis,
que sacrificaram suas vidas em prol da liberdade, estão aqui conosco no
Mausoléu dos Heróis de 32, obra do escultor ítalo-brasileiro Galileo Ugo
Emendabili e feito em puro mármore travertino. O monumento foi inaugurado em 9
de julho de 1956 e recebeu as seguintes inscrições do ex-combatente Guilherme
de Almeida: ‘Aos épicos de julho de 32, que, fiéis cumpridores da sagrada
promessa feita a seus maiores - os que moveram as terras e as gentes por sua
força e fé - na lei puseram sua força e em São Paulo sua Fé.’.
Emocionado, concito os brasileiros a manterem sempre acesa a
mesma chama revolucionária de 1932 e jamais sermos coniventes ou acomodados com
a injustiça, com os descasos, com os desmandos e que busquemos dioturnamente a
liberdade em todas formas de expressão no solo paulista e brasileiro. Nos
emocionamos também hoje com mais esta homenagem prestada aos nossos soldados
revolucionários, pois eles “Viveram pouco para morrer bem. Morreram jovens para
viver sempre!’, como diz a inscrição à frente do mausoléu. Temos que cultuar
esta história sempre.”
Democracia
O deputado estadual Major Olimpio prestigiou a solenidade e
destacou que a democracia existente hoje no país se deve aos ideais de 32. “É
necessário que as pessoas compreendam que quem não conhece o seu passado tem
dificuldade em entender o presente e não tem visão do futuro. O Movimento
Constitucionalista de 32 nada mais foi do que uma mobilização encabeçada pelo
povo paulista não com o objetivo de separatismo, como muitas vezes a história
distorce, mas sim para que nós tivéssemos uma Constituição. Naquele momento, em
1932, os direitos políticos estavam suprimidos, sob a égide da ditadura Vargas
e o povo de São Paulo encabeçou esta luta, perdeu militarmente, como não
poderia ser diferente até porque as adesões das Forças Armadas do Rio de
Janeiro, do Mato Grosso e de Minas Gerais acabaram não acontecendo. O movimento
foi sufocado militarmente e centenas de paulistas morreram combatendo pelo seu
ideal. Não eram solados, eram jovens, pais de família, que foram para as
trincheiras lutar pela Constituição, conquistada dois anos depois, em 1934. Se
hoje temos liberdade de expressão e democracia em nosso país devemos isso à
luta, ao suor, às lágrimas e ao sangue daqueles jovens paulistas que deram suas
vidas por uma Constituição.”
Homenageados
Foram homenageados com a Medalha Constitucionalista:
vice-almirante Luiz Guilherme Sá De Gusmão; cap-de-mar-e-guerra Ciro de
Oliveira Barbosa; gen-de-ex. Adhemar da Costa Machado Filho; gen-de-bda. Carmo
Antonio Russo; cel.-av. Carlos Alberto Andrade Passos; cel.-int. Adalberto
Alves Pedroza; gen.-de-div. Floriano Peixoto Vieira Neto; cel. PM Sérgio Luiz
dos Santos; cel. PM Vicente Antonio Mariano Ferraz; cel. PM Carlos Botelho
Lourenço; cel. PM Sérgio Del Bel Júnior; cel. PM Airton Alves da Silva; Albano
David Fernandes; José Aparecido Sanches Severo; Adilson Pereira; Arnaldo Tadeu
Poço; inspetor GCM Hamilton Fernandes Ananias; inspetor GCM Nilson da Silva
Coutinho; Bento Oliveira Silva; Berel Aizenstein; Clemencia Beatriz Wolthers;
Arystóbulo de Oliveira Freitas; Edoardo Pollastri; Vladimir Spinelli dos
Santos; desembargador Valdir Florindo; Mário Mariano Machado; Walter de
Oliveira Lima Teixeira; desembargador José Roberto Bedran; Walter de Almeida
Guilherme; Mario Fiorentino; Alfredo Pires Filho e André Luiz de Moraes Rizzo.
A Revolução
A Revolução Constitucionalista de 1932 foi um movimento
armado ocorrido entre julho e outubro de 1932, com o objetivo de derrubar o
governo provisório de Getúlio Vargas e instituir um regime constitucional após
a supressão da Constituição de 1891, pela Revolução de 1930. Atualmente, o dia
9 de julho, que marca o início da Revolução de 1932, é a data cívica mais
importante do Estado de São Paulo. “Nós não tínhamos tempo para dormir, pois a
Marinha poderia vir silenciosamente para invadir a nossa fortaleza.Tinhamos que
tomar conta de uma costa muito grande. Passamos três meses de muito trabalho”,
conta o veterano do Exército Gino Struffaldi, que na época tinha 18 anos. Ele
era sargento do Exército e lutou do primeiro ao último dia da revolução. “O
nosso objetivo era conseguir que a Constituição fosse restabelecida no país, e
conseguimos, embora tenhamos sido derrotados”, completou.
SESSÃO SOLENE NA
ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO POR OCASIÃO DO 79º ANIVERSÁRIO DA
REVOLUÇÃO DE 32.
O povo de São Paulo
te dá o carinho, esta justa homenagem e o conforto, nesse momento de pesar que
você está passando. Élcio Inocente, Presidente de Associação dos Policiais
Militares Deficientes Físicos do Estado de São Paulo. (Palmas.)
Convido o
Desembargador Walter de Almeida Guilherme, Presidente do TRE. E representando,
neste ato, o Presidente do Tribunal de Justiça, convido o Exmo. Desembargador,
José Roberto Bedran, para fazer a outorga dessa medalha a esse valoroso
miliciano. Ele já nos encantou com a sua liderança, com a sua arte, é o momento
de ser homenageado, não só pela apresentação, mas pelo trabalho que realiza na zona leste de São Paulo e
pelo exemplo que dá aos 94 mil policiais militares do Estado de São Paulo e
aos, aproximadamente, cinco mil oficiais. Tenente da Polícia Militar, Bruno
César Sobral, do 48º Batalhão de Polícia Militar. (Palmas)
Peço ao Coronel
Ventura, Presidente da Sociedade dos Veteranos de 32, para condecorar
este jovem oficial, que tanta alegria e orgulho já dá ao povo de São Paulo.
Convido para ser,
justamente homenageado, este grande brasileiro, grande paulista, pediatra,
homem com grande sensibilização para com os problemas sociais, atua há mais de
40 anos na zona norte de São Paulo. É com muita alegria que recebemos o Dr.
Vladimir de Deus. (Palmas.) Solicito ao Coronel Pegoraro, Comandante do 3º
BPMI, que faça a entrega do Diploma e da Medalha da Constituição, maior
honraria do Legislativo de São Paulo ao Dr. Vladimir de Deus. (Palmas.)
Convido esta
pessoa, mais do que especial pelo trabalho que realiza, pelas pessoas mais
carentes, pelas crianças e pela capacidade de liderança inigualável. Ela possui
capacidade de desprendimento das coisas materiais, seja de qualquer espécie,
ela abre mão, eu até pensei que fosse abrir mão de ser homenageada também. Ela
é tão importante que, hoje, ela estava no palanque, junto com o Governador de
São Paulo, durante o desfile, e as pessoas olhavam a distância e falavam:
"quem está ali?". Um olhava para o outro e falava: "o rapaz de
óculos eu não sei, mas está junto com a Da. Terezinha". Então, é com muita
alegria que nós recebemos a Sra. Terezinha de Castro da Silva Barbosa,
Presidente do Centro Cultural Educacional Santa Terezinha, ela é a idealizadora
do Projeto Faça Esportes na PM, projeto que atende centenas e centenas de
crianças em todos os quartéis da Polícia Militar, na capital e no interior.
(Palmas.)
Convido o
Desembargador Walter de Almeida Guilherme para fazer a entrega da mais que
justa homenagem a essa grande mulher. Tenho a certeza, Sra. Terezinha, de que
nós estamos representando, neste momento, milhares de crianças e de pessoas
carentes que a senhora dá atenção na zona sul de São Paulo 24 horas por dia. A
senhora que é atendida diretamente pelo Governador, a senhora que briga
diretamente com todos os Secretários, a senhora que põe todos os Deputados na
parede, até por isso estamos fazendo homenagem para ver se ela pega mais leve,
a senhora é o exemplo de cidadã que todos nós aprendemos a respeitar. Parabéns.
(Palmas.)
Convido para ser
homenageada, para receber a sua medalha, mais do que justa, pelo trabalho
social realizado, pela sua luta em defesa da sociedade na zona leste de São
Paulo, Sra. Maria de Fátima Feitosa, Coordenadora do Centro Social Bom Jesus do
Cangaíba. (Palmas.) Repito, não é uma homenagem do Deputado Olímpio Gomes, é
uma homenagem da Assembleia Legislativa, aprovada com anuência dos 94
deputados. Convido o Coronel Ventura, Presidente da Sociedade dos Veteranos de
32 a fazer a entrega dessa justa homenagem. (Palmas.)
Este Ato Solene
está sendo transmitido ao vivo e será reprisado pela TV Assembleia a partir das
21 horas. Parabéns, Maria de Fátima. (Palmas.)
É com muita
satisfação que convido este guerreiro, este lutador, este entusiasta que diz
que só a educação pode diminuir as diferenças sociais do nosso país, ele que
desde as primeiras horas da manhã já estava lá no frio com as crianças,
demonstrando o seu respeito aos heróis de 32, e que faz um trabalho
maravilhoso, inclusive com a promoção de concursos literários, concursos de
redação, versando sobre o Movimento de 32, professor Temistocles de Souza
Oliveira. (Palmas.)
Peço ao Coronel
Cerqueira, representando o Comandante Geral da Polícia Militar, que faça a
homenagem a este valoroso homem que tanto faz, e peço também aos seus jovens
que estão presentes que aplaudam o seu professor. Vamos aplaudir o professor.
(Palmas.)
Professor
Temistocles, o entusiasmo desses jovens e essas palmas valem mais do que
qualquer medalha, qualquer matéria, o senhor merece. Parabéns. (Palmas.)
É com muita emoção
que convido para receber esta Medalha, já que a nossa eterna guerreira e
lutadora intransigente em defesa da família policial militar ouviu o chamado do
Senhor e não está mais entre nós, mas tenho certeza que no lugar que estiver,
está com o sorriso largo, neste momento em que eu convido o seu filho, Dr.
Osvaldo Daste de Lima para receber a Medalha da Constituição e Diploma, em seu
nome Sra. Hortência Daste Lima, Presidente por 29 anos da União das
Pensionistas da Polícia Militar. (Palmas.)
Coronel Cerqueira,
em nome da Polícia Militar, em nome da nossa Assembleia, faça essa mais do que
justa homenagem.
Dr. Osvaldo Daste,
muito obrigado pelo comparecimento, muito obrigado por tudo o que o senhor faz
pela família policial militar e por tudo que a sua mamãe representou para a
gente e vai continuar representando sempre. Que Deus lhe dê força para suportar
a dor. (Palmas.)
Outro momento de
muita emoção para todos nós policiais militares, para todos os educadores, já
que, além de policial militar, além de grande comandante da polícia militar,
foi também um grande educador e diretor do nosso colégio da Polícia Militar,
grande comandante, comandou unidades muito importantes da Polícia Militar, como
o Batalhão de Choque Tobias de Aguiar, a ROTA e o Comando de Policiamento da
Capital. Ele também, a um chamado do Senhor, encerrou o seu trabalho nesse
plano, mas, tenho certeza de que continua a olhar por nós onde quer que esteja.
Tornou-se um símbolo maior da luta da família policial familiar e depois da
luta da família policial civil e militar, quando com a sua liderança se tornou
portavoz da União das Entidades Representativas de Policiais do Estado de São
Paulo. Hoje, quando os veteranos da Associação dos Oficiais da Reserva da
Polícia Militar desfilaram, Nove de Julho, o nosso Comandante Cruz não estava
materialmente à frente, mas estava junto em espírito com os seus comandados.
Convido a Da. Márcia Bittencourt Cruz, esposa do saudoso Coronel Cruz, para
receber esta homenagem do povo de São Paulo. (Palmas.)
Convido o
Desembargador Walter de Almeida Guilherme a fazer esta mais do que justa
homenagem. (Palmas.)
Da. Márcia,
parabéns a toda família. Força e luz. (Palmas.) Peço aos agraciados para que
retornem aos seus locais de assentos para o prosseguimento das solenidades, e
as nossas autoridades para que retornem à mesa de trabalho. E peço ao maestro o
rufar dos tambores para que o Estandarte do 3º Batalhão de Polícia Militar do
interior possa se retirar do recinto.
***
- É retirado do
recinto o Estandarte do 3º Batalhão da Polícia Militar.
***
Dando
prosseguimento a este ato, ouviremos agora Yasmin Amara, cantora intérprete,
que apresentará a música Senso de Humanidade de Elias Muniz.
A SRA. YASMIN AMARA
-Muito obrigada. É com grande prazer que canto essa música. Assim, quero
homenagear a todos os soldados que vivem e os que morreram pelo nosso País.
***
- É feita a
apresentação musical
***
O SR. PRESIDENTE
-OLÍMPIO GOMES -PDT - Maravilhoso. Muito obrigado, Yasmin Amara. Muito
obrigado, por colaborar com essa festa maravilhosa em homenagem ao Movimento
Constitucionalista de 32.
Para agradecer, em
nome dos agraciados com a Medalha, eu convido o Dr. Vladimir de Deus.
O SR. VLADIMIR DE
DEUS -Exmo. Deputado Major Olímpio Gomes, autoridades civis, autoridades
militares, plateia, senhoras e senhores, foi com muita alegria que recebi a
incumbência de agradecer em nome de todos os homenageados por essa festa
cívica. Realmente eu jamais imaginei nos meus 40 anos de pediatria que aqui eu
estaria um dia para receber uma homenagem como essa. Isso vai ficar bastante
calado em nossos corações e espero que em nome dos homenageados a gente possa
agradecer, primeiramente a Deus pela nossa vida. (Palmas.) Porque a vida que
ele nos deu a gente está fazendo um bom uso dela e se Deus quiser quando
tivermos que prestar contas a ele certamente ele vai se sentir orgulhoso de
nós. Em segundo lugar, agradecer a nossa família, a família faz parte de todos
nós, sem a família fica difícil a gente seguir o caminho. As nossas esposas, a
minha querida Mirta, os nossos filhos, todos os nossos familiares, alguns aqui
presentes, então queremos agradecer a família. Aos nossos amigos, sem amigos
também não se vive, em especial, o meu amigo particular o Coronel Eduardo César
Fernandes aqui presente com a sua família. Muito obrigado pela presença.
(Palmas.) Uma coisa que não podemos esquecer também, agradecer a nossos
mestres, todos os mestres desde aquela nossa professora do primário e quando
aqui foi brilhantemente falado sobre o Movimento MMDC, lembreime das aulas
dessa professora, Professora Alzira, que tinha um pouco mais de nove anos,
fazia questão que decorássemos. Por que MMDC, Martins, Miragaia, Dráuzio e
Camargo, quem foram e por que eles tombaram e isso nos marcou sempre, isso já
tem muitos anos, mas em nome de todas as professoras primárias, de todos os
homenageados eu reitero a minha professora Alzira.
Outros mestres que
passaram pelas nossas vidas, eu na minha faculdade tive a honra de ter grandes
mestres, professor Zerbini, professor Alípio Correa Neto, que esteve inclusive
em combate e outros mais. E o mestre maior, qual foi o nosso mestre maior,
Jesus, Jesus que aqui esteve há dois mil e poucos anos atrás nos deixando uma
mensagem de amor. Sempre que alguma coisa acontece no meu consultório, quando
estou em dificuldades com alguma criança, com algum doente eu pergunto
"puxa vida Jesus, você pode me ajudar" e ele sempre me ajudou, nunca
faltou. Então, mestre Jesus não importa a religião; sejamos católicos,
evangélicos ou espíritas, todos somos cristãos, nosso mestre.
Esta Casa tem uma erréfora fabulosa, aqui se respira o
civismo. Lembro-me voltando ao grupo escolar que eu tinha uma brochura de capa
branca, que era a Educação Moral e Cívica, onde aprendíamos todos os hinos,
onde tínhamos todos os ensinamentos cívicos e aquilo também ficou marcado para
mim e acredito que para todos os homenageados aqui presentes. Então, voltando a
essa erréfora que aqui se respira, a gente tem que agradecer aos funcionários
desta Casa e representando a todos, tivemos a missão de entregar à Sra. Valéria
Cristina uma placa de agradecimento, se a senhora pudesse aqui estar. (Palmas.)
Ela representa todos os funcionários aqui presentes, não fossem eles, essa
festa não seria realizada. (Palmas.)
E o mais importante
de tudo, a homenagem, o agradecimento ao Deputado Major Olímpio Gomes.
(Palmas.) Eu não sou orador, eu sou um pediatra e em tudo na vida eu vejo a
pediatria à frente de tudo, aí eu fico imaginando como seria para os seus
filhos, sei que o senhor tem dois filhos, como eles são orgulhosos do pai que
tem, pouco da sua biografia que eu conheço, rapaz que aqui chegou, vindo do
interior com 15 anos, nascido em Presidente Venceslau, há 620 quilômetros
daqui, no Pontal do Paranapanema e aqui veio e aqui venceu, sei que além da sua
vida militar, muito importante, o senhor também é formado em Ciências Sociais,
Ciências Jurídicas e outros tantos títulos. Então, fico imaginando como os seus
filhos não estão orgulhosos do senhor, pelo pai que têm. Então, eu gostaria de
em nome de todos os homenageados agradecer ao senhor e vou levar uma placa até
o senhor. (Palmas.)
Agradeço a todos
pela presença e até uma próxima vez. (Palmas.)
O SR. PRESIDENTE
-OLÍMPIO GOMES -PDT - Prosseguindo com a nossa solenidade, gostaria que tomasse
o lugar de destaque para usar da sua arte e conhecimento a poetiza oficial da
Sociedade dos Veteranos de 32, a Sra. Francis de Azevedo. (Palmas.)
A SRA. FRANCIS DE
AZEVEDO -Boa tarde a todos. De minha lavra, com base no poema Amanhã de Paulo
Bonfim, Manhãs de Julho: "Oh! Frias manhãs de julho, das trincheiras tão
distantes, onde o toque do clarim os soldados confiantes a luta disseram sim.
Oh! Frias manhãs de julho, manto cinza da saudade, da mãe abraçando o filho com
tamanha ansiedade, mas certa do seu auxílio. Oh! Frias manhãs de julho do fogo
traiçoeiro, da tortura da nação que num passo derradeiro pôs fim à simulação.
Oh! Frias manhãs de julho, da alma plena de esperança ante a pouca munição, mas
com fé e confiança foram contra a traição. Oh! Frias manhãs de julho de São
Paulo pioneira que sem temor deu o grito num chamado alvissareiro que ecoou
pelo infinito. Oh! Frias manhãs de julho, de um passado glorioso, onde a nossa
juventude com ímpeto virtuoso ao país deu magnitude. "(Palmas.)
O SR. PRESIDENTE
-OLÍMPIO GOMES -PDT -Ainda ganhei poemas paulistas de Francis de Azevedo.
(Palmas.)
O meu comandante
Coronel Ventura está dizendo que o prefácio é dele, já que ele prefaciou, já
que a homenagem é justamente para os heróis de 32, que fale o Presidente da
Sociedade de Veteranos de 32, Coronel Mário Fonseca Ventura. (Palmas.)
O SR. MARIO FONSECA
VENTURA -Boa tarde a todos, meu querido meritíssimo Desembargador Walter de
Almeida Guilherme, Digníssimo Presidente do Tribunal Regional Eleitoral, saiba
o senhor que o Tribunal Regional Eleitoral tem muito a ver com o Movimento
Revolucionário de 32. Nosso querido Deputado Estadual Olímpio, que é nosso
associado também. O Coronel Cerqueira ontem atravessou a rua e se associou a
nossa Sociedade de Veteranos de 32, meus parabéns Cerqueira pela sua decisão.
Sem a minha equipe, ser presidente seria muito difícil, mas com a equipe que eu
tenho torna-se bem mais fácil. A meu colega de 52 anos que me atura, desde os
bancos escolares, meu vice-presidente Coronel Antonio Carlos Mendes. (Palmas.)
Obrigado pelo seu auxílio, pela sua colaboração, tanto lá na escola como em
toda a minha vida, são 52 anos que estamos juntos. Meus parabéns, Mendes.
O caro Wilson,
nosso Presidente da Associação dos Cabos e Soldados, quase duas décadas de luta
pela Polícia Militar, um grande abraço Wilson. Eu não posso falar, o meu amigo
da Amico, que tem nos prestigiado tanto e tantas coisas boas tem feito pela
sociedade, o meu carinho por você, você realmente nos auxiliou muito. O Pedro
Paulo Pena Trindade, o vice-Presidente do Conselho Deliberativo, que falou
sobre 32. Pedro, eu te estimo muito. (Palmas.) Ele me auxiliou muito hoje,
porque ele falou tudo sobre o Movimento Revolucionário e eu já não preciso falar
tanto; a Camila, a nossa diretora de Comunicação Social, você está conosco há
um ano e a sociedade progrediu muito, principalmente no campo virtual. Hoje o
Estadão publica uma reportagem sobre 32 e Movimento, 32 porque é a Revolução e
Movimento porque nós estamos em movimento. Então, Camila, nós vamos transformar
todos aqueles jornais eletrônicos num livro para os 80 anos da Revolução.
Meu caro Major
Olímpio, você corrigiu um erro histórico, quando estivemos em Sorocaba, que se
criou a Lei em que Alvarenga tem o seu dia, 12 de agosto, e os heróis anônimos,
porque naquela madrugada fatal de 23 para 24 de maio, onze tombaram feridos,
dois morreram na hora, um terceiro morreu cinco horas depois e o outro morreu
dois dias depois. Diz o livro do Paulo Nogueira, que tem o Amadeu, que morreu
alguns dias depois, instala um livro do Paulo Nogueira, eu rendi minhas
homenagens, porque são cinco volumosos livros que contam toda a história de 32.
E eu acredito que tem havido um Amadeu, mas é anônimo. E o Alvarenga, que morreu
depois do dia 10 da lei que criou o MMDC, nunca poderia estar na sigla MMDC e o
nosso querido Deputado, nosso associado corrigiu esse erro histórico, tirou lá
do MMDC, que não podia estar com o MMDC. Alguns livros ainda falam em MMDCA.
Não existe MMDCA, existe MMDC - Martins, Miragaia, Dráuzio, Camargo e existe o
dia do Alvarenga, da Lei 13.840, que o Deputado Olímpio naturalmente corrigiu o
erro histórico que vinha já há cinco anos. Era alguma coisa na nossa garganta,
coisas erradas não podem progredir, de 1932 até a estapafúrdia lei que criou a
MMDCA, transcorreram-se setenta e tantos anos e nós naturalmente nessa época
toda tivemos pessoas muito mais inteligentes, que poderiam tentar pôr lá. Mas
depois de setenta e poucos anos, não vai mudar a história. Então o MMDCA é
MMDCA. MMDC, o A ficou fora porque o Alvarenga morreu depois.
Aos 48 mil heróis
de 32, que o Pedro Paulo Pena Trindade falou, existe um lavrador, um pobre
lavrador que queria casar com uma moça, dez anos mais nova que ele. E um velho rabugento,
pai dessa moça, andava com a garrucha atrás dele. E ele então tinha deflagrado
a Revolução de 32, ele achou melhor morrer na Revolução e se engajou na guerra
cívica. Mas isso aconteceu em agosto, em 32, quando foi no dia 28 de setembro
ele voltou para coar essa terra onde ele vivia e o que ele fez, pegou a moça,
praticamente raptou, e trouxe para São Paulo e se casaram e desse casamento
nasceu a minha pessoa. Então, quero homenagear o meu pai, um herói de 32
também, do Batalhão José Bonifácio. (Palmas.)
Há momentos de
tristeza e o nosso grande Osvaldo Diana, que o ano passado esteve conosco,
completou 102 anos, uma vida longa que Deus deu a ele, mas no dia 25 de junho
ele entrou em óbito e naturalmente eu fui ao velório, senti muito, chorei, como
chorei com os outros 75 que passaram pelas minhas mãos na Sociedade, onde estou
há 15 anos. Então, quero um pleito a ele e na minha fala eu vou conservar um
minuto de silêncio. Gostaria que todos me acompanhassem nessa lembrança a
Osvaldo Viana Diana. Obrigado.
É muito triste
perdermos os nossos heróis de 32. Só temos 47 vivos em todo o Estado, ontem nós
fomos a Itapetininga. O Coronel Mendes me acompanhou até Itapetininga, e fomos
levar condecoração para um senhor, o Sr. Inhová, que o ano que vem completará
cem anos de idade. Mas o comandante lá de cima, quando pede a transferência do
nosso herói, lá para o regimento dele, não há volta, ele tem que partir e hoje
com muita tristeza, mas tristeza mesmo, eu senti um peso no meu coração quando
viram o Strufaldi, que o ano passado esteve conosco, ele começou a sentir-se
mal no palanque e queira a Deus que seja apenas um susto, mas ao transportá-lo
para a ambulância, nós que vivemos na sociedade, não é Coronel Mendes, balançou
o nosso coração, a nossa tristeza, eu até pensei "será que ele será levado
para o regimento lá de cima numa hora dessas?" É lógico morrer no Nove de
Julho seria até para mim um grande momento, mas nós não queremos isso para
ninguém, mas um dia acontecerá. Então que Deus conserve o Gino Strufaldi
conosco, porque ele ainda tem muito a oferecer para a sociedade. No dia 7,
quando assumi a presidência, declarei o presidente de honra da Sociedade, para
ficar ao lado de Guilherme de Almeida, Ibrahim Nobre, Hernâni Donato, que ainda
está conosco, o Paulo Bomfim, nosso poeta. Acredito que foi algo que nos
inspirou para que conservasse Gino Estrufaldi como presidente de honra da
sociedade. É muito difícil ser presidente da sociedade, principalmente eu que
tenho todo esse sentimento dos meus 15 anos que estou lá vivendo, eu às vezes
tenho momentos de euforia, de alegria, mas também tenho momentos de muita
tristeza, mas a vida é essa, nós estamos aqui e amanhã talvez estejamos com os
nossos amigos que já partiram. Eram 48 mil, não é Pedro, agora são só 47 em
todo o Estado. Então, por isso que nesta Assembleia, 9 de julho do ano passado,
uma inspiração divina criamos a Cofam, Comissão dos Familiares dos Heróis de
32. Essa Cofam comemora um ano hoje. Eu já a vi desfilando no 9 de julho e
quero que a Cofam cresça. Então, os descendentes dos heróis de 32 se aliem a
nós na Cofam, porque é o futuro da sociedade. A Comissão dos Familiares dos
Heróis de 32 responderá pelos heróis de 32 daqui para frente. É um momento de
transição. Essa Presidência minha, os dois anos que lá estarei, quero trazer
para a sociedade todos os descendentes dos heróis. Por favor me ajudem nessa
campanha. É uma visão que eu tenho para o futuro e, naturalmente, estou com 74
anos e todos os homens na minha família morreram nessa idade; o meu pai morreu
com 70, os meus filhos morreram com um pouco mais, um pouco menos e o único que
durou mais durou 77. Como estou com 74, estou cumprindo naturalmente os meus
últimos anos de vida e eu gostaria de dar todo o meu empenho para a sociedade
em companhia de vocês todos, da minha equipe. Auxiliem-me, por favor, eu
preciso disso, a sociedade precisa disso, São Paulo precisa disso e mais do que
São Paulo, o Brasil precisa disso, eu preciso da união de vocês todos. Meu caro
Presidente, eu gostaria ainda o ano que vem que estejamos aqui para comemorar
os 80 anos da Revolução. O meu muito obrigado. (Palmas.)
O SR. PRESIDENTE-
OLÍMPIO GOMES -PDT -Com absoluta certeza estaremos, comandante. (Palmas.)
Passo a palavra ao
Excelentíssimo Desembargador Walter de Almeida Guilherme, Presidente do
Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo e que nessa solenidade representa o
Presidente do Tribunal de Justiça, o Desembargador José Roberto Bedran.
O SR. WALTER DE
ALMEIDA GUILHERME -São rápidas as palavras, mesmo porque não estou preparado
para falar, aliás, gostaria de cantar, lamentavelmente não sei, mas aquele
coral cantando Toquinho e Partiró, gostaria de declamar, como fez a Sra.
Francis de Azevedo, mas simplesmente vou falar pouco, porque tudo foi dito
aqui, no painel extraordinário que foi traçado da Revolução Paulista, pelo Sr.
Pedro Paulo Pena Trindade, pelas palavras repassadas de emoção, Dr. Vladimir de
Deus, agradecendo em nome dos agraciados, o Coronel Ventura tão arraigado com o
Movimento de 32. Enfim, o que me faz falar rapidamente é o orgulho, a honra de
estar aqui presente e por isso agradeço o Deputado Major Olímpio, porque eu
sempre tive muito orgulho de ser paulista, nascido em 1945, quando terminava o
período de quem tanto espezinhou São Paulo, nascido em 1945 na Rua Xavier de
Toledo, centro de São Paulo, onde está o prédio ainda hoje, cursando o colégio
Oswaldo Cruz, de tradição, de professores que tiveram no campo de batalha em
32, professor Colombo de Almeida, por exemplo, cursando a Faculdade de Direito,
Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo, num período difícil também de 64 a 1968,
mas sempre com aquela ideia de São Paulo, de paulistanidade vivendo em mim e eu
nunca tido a oportunidade de dizer isso num momento como esse, no instante em
que o MMDC, em que a sociedade aqui está. É isso que me faz falar alguma coisa,
falar o que vai em minha alma de paulistano.
Ibrahim Nobre não o
conheci, mas como promotor em São Paulo, antes de ser Desembargador, fazendo o
júri, lá está o busto de Ibrahim Nobre, no primeiro Tribunal do Júri de São
Paulo, onde ele tanto brilhou e onde antes empolgou os paulistas com a sua voz
tonitruante, com a sua paixão por São Paulo. Enfim, há uma relação grande da
minha vida com esse passado, embora, é claro, não tivesse vivido. O Tribunal de
Justiça, Mario Guimarães, homem extraordinário que chegou a presidir ambas as
Casas, 1932, quando eclodiu a Revolução e logo depois o primeiro Código
Eleitoral, e eu tenho a honra de presidir o Tribunal Regional Eleitoral de São
Paulo. Bem disse o Coronel Mario, da relação grande que há entre a Justiça
Eleitoral, sobretudo de São Paulo e a Revolução de 32. Dráuzio de Camargo,
Plínio Barreto, que tão bem, São José de Amico Bal Abe, que é do Tribunal
Regional Eleitoral, espelhou nas suas histórias o seu opúsculo em homenagem a
Plínio Barreto. E no momento hiperbólico foi capaz de dizer que eu seria um
sucessor do Plínio Barreto, imaginem se isso é possível. Enfim, há uma relação
muito grande mesmo entre a Justiça Eleitoral e o Movimento de 1932, uma relação
muito grande entre o Tribunal de Justiça, entre a justiça paulista e a
Revolução de 32. Não é por menos que Paulo Bonfim é funcionário do Tribunal e é
por isso que pouquíssimas palavras, mas palavras ditas de quem está realmente
sentindo o que fala. A honra, o orgulho de ser paulista, a honra, o orgulho de
estar presente numa homenagem como essa. E lembrando finalmente que MMDC é o
nome de um dos prédios do Tribunal de Justiça, o prédio que abriga uma parte dos desembargadores
do Tribunal de Justiça. (Palmas.) E nós, digo nós, o órgão especial, o
presidente Belochi, insistimos para que o nome daquele prédio fosse o nome que
falasse bem alto, que recordasse bastante o momento extraordinário da vida de
São Paulo, que fica lá perpetuamente lembrado no Tribunal de Justiça de São
Paulo. Muito obrigado. (Palmas.)
O SR. PRESIDENTE
-OLÍMPIO GOMES -PDT -Vamos proceder a entrega de um dos diplomas que, por um
lapso, na relação de entrega dos diplomas, não foi colocado e logicamente nós
estamos numa solenidade com a família paulista e não vamos deixar de fazer uma
justa homenagem. Professor Temistocles, faça a entrega do diploma para a Sra.
Victorina Tereza Frígole, que é mais do que merecedora.
O SR. TEMISTOCLES
-Senhoras e senhores, boa tarde. Há muito tempo para se organizar um
cerimonial, detalhes eram acertados na ponta da pena. Hoje, com todo um aparato
tecnológico, acertar um cerimonial você acerta em tela de cristal líquido, mas
quando esse cerimonial mexe com pessoas humanas, esse mesmo cerimonial age como
se ainda estivesse acertando tudo na ponta da caneta ou na ponta da pena.
Durante décadas uma pessoa nesta Casa, Casa cujo maior símbolo é pró-Brasília,
para o Brasil faça-se o melhor. Nós todos aqui presentes hoje, antes de mais
nada e antes assumindo a família paulista, não só estamos comemorando a data de
Nove de Julho, estamos dentro do Palácio 9 de Julho, que leva o nome, a data
mais importante do Estado de São Paulo e durante décadas nesse cerimonial a
professora Victorina Tereza Frígole, representou a Assembleia do Brasil em
momentos culminantes com transmissão nacional, ou ela tendo que pelo cerimonial
arrumar saídas éticas para situações embaraçosas, arrumando detalhes de lapela,
procurando uma caneta, Victorina Tereza Frígole tirou muitos presidentes de
saias justas. Ela hoje não compõe o quadro dos servidores ativos da Casa, mas
mesmo assim ela não é inativa, ela continua ativa. Em 2010, ajudou muito o Instituto
Base Reforço, deu muito apoio ao cerimonial desta data, ao Deputado Olimpio
Gomes, este ano está aqui sendo uma grande professora e toda essa elegância,
ética que temos hoje aqui foi plantada por ela também. O Instituto Base Reforço
gostaria de entregar um título de gratidão a essa servidora que está aqui hoje
e que durante décadas comandou o cerimonial do Palácio 9 de Julho.
Gostaria, Sr.
Presidente, que V.Exa. em 2012, quiçá estará presidindo essa sessão também,
essa mulher merece a Medalha da Constituição. Este ano entrego humildemente o
título de gratidão e gostaria que todos vissem essa maravilhosa professora
Victorina, a qual eu entrego esse diploma. Por favor, professora. (Palmas.)
O SR. PRESIDENTE
-OLIMPIO GOMES -PDT -Mais do que merecido e nós já temos a primeira indicação
para a medalha em 2012. Victorina, de coração, para você toda a gratidão.
(Palmas.)
Nesse momento
teremos o toque de silêncio executado pelo Sargento Ovair.
É executado o toque
de silêncio.
O SR. PRESIDENTE
-OLÍMPIO GOMES -PDT -Gostaria de agradecer a todos os funcionários da
Assembleia Legislativa, equipe de Cerimonial, som, os policiais da assistência
militar. Agradecer a toda a equipe de trabalho do meu gabinete, a Valéria que
fez a coordenação desse evento, que foi até mais que justamente homenageada,
gostaria de dizer a todos os senhores que é um grande orgulho para mim como
policial militar estar deputado e ter a condição de fazer a propositura dessa
sessão e me comprometer a continuar fazendo, porque é uma pequena colaboração
para manter viva a chama, os anseios, os ideais de 32.
Agradeço a todas as
autoridades que aqui compareceram e para encerrar gostaria de ler um pequeno
trecho do Pedro Paulo Pena Trindade, que fez essa brilhante exposição sobre 32
e que diz: "Pela garra a trincheira como morada; pela honra acionou o
gatilho da coragem; pela democracia a munição do heroísmo; pela liberdade
enfrentou o inimigo; pela família a consciência do amanhã; pela bravura
combateu o bom combate; pela dor o sacrifício em forma de oração; pela coragem
arriscou a vida na batalha; pela bandeira luta que não foi em vão; pela
esperança sonhou com a vitória; pela juventude o exemplo cívico; pela Revolução
fez do fuzil o seu troféu; pela pátria o ideal Constitucionalista; soldado
Constitucionalista, essa homenagem é sua". (Palmas.)
Não havendo mais o
porquê do prosseguimento da solenidade, a Banda da Polícia Militar faz a
execução da Marcha Paris Belfort, de Farigoul. Muito obrigada a todos pela
presença. Teremos um pequeno café no Salão Nobre da Presidência.
Está encerrada a
sessão.
É executada a
Marcha Paris Bel For pela Banda da Polícia Militar.
Formado pela Universidade de São Paulo, o mineiro RUBENS
FERRARI fez uma carreira brilhante no Direito. Foi advogado, professor e
magistrado. Presidiu o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região. Ao todo, se
dedicou 50 anos à Justiça do Trabalho. Nos últimos tempos, segundo a família,
se dedicava a “roubar” pão de queijo. A iguaria preferida de dez entre dez
mineiros foi proibida pelo diabetes. Devido às complicações da doença, o
desembargador morreu, aos 86 anos, neste sábado. A missa de sétimo dia será
realizada no dia 15 de julho no MOSTEIRO DE SÃO BENTO, às 13 horas.
Marcelo Lapola
Há exatos 79 anos, completados neste sábado (9), aqueles
artefatos hoje guardados como parte do Museu Histórico e Pedagógico Amador
Bueno da Veiga serviram a voluntários rio-clarenses que deixaram seu trabalho
e sua família para trás em prol da luta armada na Revolução Constitucionalista
de 1932. Capacete, cantil, granada, morteiro, um sabre, entre outros materiais,
todos doados por ex-combatentes de 32 e também por suas famílias seguem
preservados no acervo do Museu Histórico e Pedagógico Amador Bueno da Veiga,
armazenado num casarão localizado na Rua 1, na área Central. Outro material
importante preservado no acervo é um livro onde se relacionam assinaturas de
todos os voluntários rio-clarenses que partiram para a batalha contra o governo
Vargas. Também há um relatório impresso na época pela Associação Comercial de
Rio Claro, com dados sobre o que ocorria no campo de batalha. A admiração pelos
soldados da chamada “Guerra Paulista” se estende aos heróis rio-clarenses, que
também estiveram na frente de combate. Entre os rio-clarenses que lutaram em
1932, três deles são lembrados durante as comemorações, por terem morrido nos
campos de batalha espalhados pelo Estado. São jovens
da família Marques Teixeira, Brunine e Masulo. Um acontecimento curioso e
comovente também permeia a história de combatentes rio-clarenses na Revolução
de 1932. Na ocasião uma rio-clarense se vestiu de homem e tomou parte na
Revolução vestida de homem, tudo para poder acompanhar o marido. Mas, o
disfarce não durou muito. Ao descobrirem-na, lhe deram um vestido e a mandaram
de volta para Rio Claro. Outro soldado da frente paulista presente na memória
do município é o cidadão Laudomiro Telles, nascido e criado em Rio Claro. Essas
e outras histórias da participação de Rio Claro na Revolução de 1932 podem ser
contempladas também por meio de fotos no acervo do Museu Histórico Pedagógico Amador
Bueno da Veiga. A esperança é que estas e outras peças estejam novamente
disponíveis para apreciação do público, após a reconstrução do Museu, destruído
por um incêndio no ano passado. A Revolução Constitucionalista de 1932
representava o inconformismo de São Paulo em relação à ditadura de Getúlio
Vargas e com a ruptura da política do café-com-leite.
2 012 : -
SEGUNDA-FEIRA
JORNAL DA TARDE (JTCIDADE)
HOMENAGEM
FESTA PARA OS COMBATENTES DA REVOLUÇÃO
Segundo o CORONEL MÁRIO FONSECA VENTURA, ainda há 41
sobreviventes, quase todos com mais de 98 anos.
Fotos, oratórios, imagens de santos, facões, baionetas,
capacetes de aço, medalhas e reproduções de documentos cobrem as quatro paredes
da sala de visitas de PAULO BARROS CAMARGO, de 96 anos, último sobrevivente em
CAMPINAS, no interior de SÃO PAULO, da Revolução de 32. Esse acervo histórico e
sentimental enche de orgulho o velho guerreiro que, ainda adolescente, comandou
em LIMEIRA, onde morava, o TIRO DE GUERRA Nº 264, quando os homens adultos
partiram para as trincheiras. CAMARGO tinha 16 anos de idade e era aluno do
ginásio municipal no dia em que assumiu o policiamento da cidade, como comprova
um certificado do Estado Maior do MMDC, 2ª Zona, documento de destaque em sua
coleção. “Eu andava fardado e com um fuzil nas mãos, mas não precisei dar
nenhum tiro”, lembrou, ao contar sua atuação no movimento. Ele e seus
subordinados cuidavam da guarda do município e do abastecimento do batalhão de
conterrâneos que lutavam nas linhas de frente. O entusiasmo era tão grande,
toda a população contra GETÚLIO VARGAS, quando se abriu o alistamento na região
de CAMPINAS, um dos principais focos de resistência à ditadura. “Era propaganda
de todo jeito, ninguém agüentava mais o GETÚLIO, até crianças brincavam de
guerra”, disse CAMARGO, reavivando a memória com a ajuda das filhas, CECÍLIA e
MARIA ANGÉLICA, que moram com ele. É em companhia delas e do neto SÉRGIO, filho
de CECÍLIA, que o veterano comparece, todos os anos, às comemorações de 9 de
Julho, no mausoléu de CAMPINAS. Ele tem mais uma filha, MARIA LUÍZA, e mais
dois netos.
CAMARGO trocou por uma boina o capacete pesado com que
costumava participar dos desfiles como presidente de honra do Núcleo do MMDC em
CAMPINAS. Nascido na Fazenda ITAÚNA, no município paulista de PEDERNEIRAS, ele
se mudou para a cidade em 1970, depois de ter morado em LIMEIRA e em MARÍLIA.
Foi funcionário da Secretaria da Fazenda do Estado e aposentou-se em 1976, como
chefe de seção na Delegacia Estadual Tributária. Vive de uma aposentadoria de
R$2 mil, mais uma pensão de ex-combatente, de pouco mais de R$400.
Nas comemorações cívicas, CAMARGO enche o peito de medalhas
e faz continência para a bandeira e para todos os militares que encontra ao
redor, oficiais ou não. Na última formatura dos cadetes da ACADEMIA DO BARRO
BRANCO, turma CONSTITUCIONALISTAS DE 1932, de 24 de maio, era o único veterano
civil presente. Voltou para casa orgulhoso da homenagem que recebeu diante do
governador GERALDO ALCKMIN e dos comandantes do Exército e da PM.
Segundo o CORONEL MÁRIO FONSECA VENTURA, da Sociedade MMDC,
ainda há 41 sobreviventes, todos com mais de 98 anos – com exceção de PAULO
BARROS CAMARGO que se alistou com 16 anos. Nenhum deles vive na capital e
alguns são de outros Estados.
O ESTADO DE SÃO PAULO – FÓRUM DOS LEITORES
Escreve JOSE D´AMICO BAUAB, pesquisador do Centro de Memória
Eleitoral do TER-SP, membro do IHGSP
09 DE JULHO – VITÓRIAS DE 32
Com os olhos do presente devem ser observados os fatos do
passado para melhor avaliar a importância de sua ocorrência. Assim, a par do
sentimento nostálgico e da memória afetiva despertados pela guerra cívica
deflagrada em 9 de julho de 1932, o Movimento Constitucionalista há de ser
historiograficamente visto como marco decisivo do grau civilizatório da
democracia brasileira. Muitos membros da intelectualidade constitucionalista de
32, como REYNALDO PORCHAT, MÁRIO PINTO SERVA, ANTÔNIO DE SAMPAIO DÓRIA e PLÍNIO
BARRETO, entre outros, fundaram em 1917 a LIGA NACIONALISTA DE SÃO PAULO, cuja pregação
infatigável inspirou a luta pelo sigilo do sufrágio, pelo direito de voto das
mulheres e pela criação de uma Justiça Eleitoral, bandeiras que viriam a ser
adotadas pelo Código Eleitoral de 24 de fevereiro de 1932. A Justiça Eleitoral
paulista nasceu três meses após o início da vigência do código: em 24 de maio
realizou-se no Palácio da Justiça a primeira sessão do então Tribunal Regional
de Justiça Eleitoral, sob o impacto político dos tiros da ditadura getulista,
que dois dias antes haviam ceifado a vida de MARTINS, MIRAGAIA, DRÁUSIO e
CAMARGO. Incrédulos de que o déspota VARGAS desejasse implantar da democracia
que tanto almejavam, os paulistas pegaram em armas contra ele. Embora
militarmente derrotados, a sua vitória político-moral foi alcançada com as
eleições para a Assembléia Nacional Constituinte em 1933 e a promulgação da
Constituição Federal de 1934. Os cidadãos brasileiros de hoje vêem com
naturalidade o pleno exercício do voto, garantido por uma instituição
independente e isenta, mas a gigantesca maioria votante desconhece que 80 anos
atrás centenas de vidas foram sacrificadas em defesa do Estado Democrático de
Direito.
PEDRO PAULO PENNA TRINDADE ´Diretor da Sociedade Veteranos
de 32-MMDC, membro titular do IHGSP.
DATA CÍVICA
No momento crítico que o País atravessa, quando valores
éticos e morais vêm sendo ignorados pela maioria dos nossos políticos, numa
afronta à ordem pública e ao devido respeito a todos nós, brasileiros, nada
mais oportuno que relembrar a data cívica de 9 de Julho, que simboliza a luta
dos paulistas pela restauração dos direitos constitucionais. Ela celebra a
maior revolução do Brasil em todos os tempos de sua História e até hoje marca a
grandeza, o brio e a dignidade de um povo que se uniu nessa luta, desejando
trazer de volta valores como liberdade e democracia, por meio de eleições
gerais, além de uma nova Constituição para o Brasil. Por esses objetivos, a Revolução
de 1932 foi chamada de Constitucionalista. Na época, oradores inflamados
discursavam em vários pontos da cidade clamando por liberdade, entre eles
IBRAHIM NOBRE, que fazia de sua tribuna uma trincheira cívica. Embora os
paulistas tenham sido derrotados nas armas, saíram vencedores pela disseminação
do sentimento de democracia. Ademais, essa demonstração de força e brio não foi
em vão, pois em 1933 se formou uma Assembléia Constituinte e já em 1934 era
promulgada nova Constituição para o País. Para que o heroísmo dos que lutaram
em 1932 não caia no esquecimento vale dizer que, embora passados 80 anos de sua
eclosão, o feriado deste dia sinaliza a todos, principalmente às novas
gerações, o que foram a luta e os ideais desse Movimento. O 9 de Julho jamais
poderá desaparecer do calendário dos que amam a liberdade!
NEIDE GUMBIS DE S. BELLUCO - PIRACICABA
É uma vergonha o que o governo paulista paga mensalmente aos
bravos soldados constitucionalistas: R$450, menos que o salário mínimo! O dia 9
de Julho é feriado em homenagem a eles. Discursos e desfiles são feitos,
medalhas são dadas. Tudo demagogia! Poucos ex-combatentes estão vivos, poucas
viúvas também, pois têm mais de 90 anos. Por que não lhes dar um fim de vida
mais digno, valorizando-os monetariamente, para que ao menos possam pagar seus
remédios, médicos, sem ter de depender de parentes ou estranhos? Um Estado tão
rico pagar-lhes essa miséria é vergonhoso.
Por volta das 6:30 horas já estou na Sociedade Veteranos de
32-MMDC, onde aguardo a chegada da CAMILA e do MARKUS. Eles vêm buscar os
estandartes das bandeiras para o desfile de logo mais no IBIRAPUERA. Estão
levando também um quadro do avô do THIAGO DE MORAES,
Chegamos bem cedo na Avenida Pedro Álvares Cabral.
Assistimos todos os preparativos do grande desfile cívico-militar que coroará
hoje o 9 de Julho. Cumprimento as autoridades que vão chegando, principalmente aquelas
que serão condecoradas com a Medalha Constitucionalista. O CORONEL PM JOSÉ
MAURÍCIO WEISSHAUPT PEREZ, Comandante da ACADEMIA DE POLÍCIA MILITAR DO BARRO
BRANCO é o coordenador geral do evento. As autoridades presentes: Secretário da
Segurança Pública, ANTÔNIO FERREIRA PINTO; os comandantes do Comando Militar do
Sudeste, GENERAL DE EXÉRCITO ADHEMAR DA COSTA MACHADO FILHO; do 8º Distrito
Naval, Vice-Almirante LUIZ GUILHERME SÁ DE GUSMÃO; do IV Comando Aéreo Regional
MAJOR-BRIGADEIRO-DO-AR JOSÉ GERALDO FERREIRA MALTA; o Comandante Geral da
PMESP, CORONEL PM ROBERVAL FERREIRA FRANÇA, aguardem a chegada do Governador do
Estado, doutor GERALDO ALCKMIN. Com o governador presente é iniciada a
cerimônia comemorativa do JUBILEU DE CARVALHO do Movimento Constitucionalista
de 32.
Sob a presidência do Cmt Geral, CORONEL PM ROBERVAL FERREIRA
FRANÇA, o atual Comandante do Exército Constitucionalista, ALFREDO PIRES, passa
o cargo para AMADO RÚBIO. Em seqüência, numa carreta dos bombeiros, chegam os
restos mortais dos ex-combatentes: ANTÔNIO TESSITORI, VICENTE MUSUMECI e
ANTÔNIO FERREIRA. Há salva de tiros e as urnas adentram a cripta do Monumento
Mausoléu, com o acompanhamento de autoridades e familiares. O governador
deposita uma coroa de flores aos pés do herói jacente.
Há entrega da Medalha Constitucionalista:
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POSTO / GRADUAÇÃO
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NOME COMPLETO
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Capitão-de-Fragata
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PAULO JOSÉ DE ALBUQUERQUE CAMPOS
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Capitão-de-Fragata
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FRANCISCO CALIJURI NETO
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Coronel
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HEBER GARCIA PORTELLA
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Coronel Infantaria
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PAULO COLÍVAR DA SILVA NÉTO
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Major-Brigadeiro-do-Ar
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JOSÉ GERALDO FERREIRA MALTA
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Brigadeiro-do-Ar
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OSWALDO MACHADO CARLOS DE SOUZA
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Brigadeiro-do-Ar
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ROLAND LEONARD AVRAMESCO
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Coronel PM
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BENEDITO ROBERTO MEIRA
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Coronel PM
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ROBERVAL FERREIRA FRANÇA
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Coronel PM
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HUDSON TABAJARA CAMILLI
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Coronel PM
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EURÍDICE ORPHEU ALVES DE SOUZA
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Coronel PM
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FÁTIMA RAMOS DUTRA
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Coronel PM
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REGINALDO CAMPOS REPULHO
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Delegado de Polícia
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DÉLIO MARCOS MONTRESOR
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Delegado de Polícia
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JOSÉ VINCIPROVA SOBRINHO
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Dra.
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ISABEL DE CASTRO RODRIGUES
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Dra.
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CHRISTINE RABELO DA SILVEIRA
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Inspetor
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MARCUS RÓS MOREIRA
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Inspetora
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LINDAMIR MAGALHÃES CARNEIRO DE ALMEIDA
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Dr.
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JOSÉ CHERINGTON NEVES BOARIN
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Sr.
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VANDERLEI DOS SANTOS
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Sr.
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MARCOS ANTONIO ROSSI
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Dr.
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DAVID EVERSON UIP
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UNIÃO DOS ESCOTEIROS DO BRASIL-REGIÃO SÃO PAULO
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Dr.
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RONALDO DUCCESCHI FONTES
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Sr.
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VICENTE VENANCIO JUNIOR (In Memorian)
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Presidente TJ/SP
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IVAN RICARDO GARISIO SARTOTI
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Sra.
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MARIA CELESTINA TEIXEIRA MENDES TORRES
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2º Ten Méd PM
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RODRIGO GUILHERME VAROTTI PEREIRA
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Dr.
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ANTONIO LUIZ RIBEIRO MACHADO
|
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Sr.
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JOÃO CARLOS DIAS
|
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Sr.
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AMADO RUBIO
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Após a entrega das medalhas, procede-se o majestoso desfile
cívico-militar com milhares de pessoas participando.
No encerramento do desfile vamos conversar com repórteres e
muita gente conhecida como: CORONEL PM ANTÔNIO CARLOS MENDES, THIAGO DE MORAES
e família, MARIA LÚCIA DE CAMARGO, MARIA ODETE, MARIA CECÍLIA PRADO, WALTER
TAVERNA, CORONEL ARY CANAVÓ, FRANCES DE AZEVEDO,
Em seguida vamos para a Assembléia Legislativa, onde o
Deputado Estadual MAJOR PM OLIMPIO GOMES idealizou uma sessão solene alusiva
aos 80 anos do Movimento Constitucionalista de maneira brilhante.
Nosso núcleo em JAHÚ também comemora o 9 de Julho com a
entrega da MEDALHA CONSTITUCIONALISTA.
1º Tenente AMAURI DOS SANTOS MANZUTTI JUNIOR;
CB PM REGINALDO MARTINS
MAJ PM VÁLTER LUÍS SALES GONÇALVES
SD PM JOÃO ROBERTO MUNIZ
1º TEN PM AMAURI DOS SANTOS MANZUTTI JUNIOR
1º TEN QAOPM VALDECY MINATEL
Sd PM RODRIGO TRAVENSOLO XAVIER;
Profº ADONIS MUSITSANO PIRAGE;
Dr. ADIB GERALDO JABUR;
Sr. DIRCEU BABOSA;
Profª SILVIA DE PAULA SOUZA;
Sr. ALFREDO SANTORSULA;
Sr. MÁRCIO MODAFARIS; Sr. MIGUEL DEMETTI
Vamos depois do
evento desta manhã para a Assembléia Legislativa. O deputado estadual MAJOR PM
OLÍMPIO GOMES preparou com esmero uma sessão solene, que, com certeza, ficará
na história das comemorações dos 80 Anos da Revolução Constitucionalista de
1932. Principalmente porque contará com a presença do governador GERALDO
ALCKMIN.
Abertura dos Trabalhos
Nomeação das Autoridades presentes
Execução do Hino Nacional – BANDA DA POLÍCIA MILITAR
Composição da Mesa: Governador GERALDO ALCKMIN;
Desembargador IVAN RICARDO GARÍSIO SARTORI, Presidente do Tribunal de Justiça;
GENERAL-DE-DIVISÃO ADHEMAR DA COSTA MACHADO FILHO; CORONEL PM MÁRIO FONSECA
VENTURA.
Apresentação do Vídeo de entrega da Medalha da Constituição
para o Presidente Barros Munhoz
Aluno Oficial Vagner Aparecido Regazzoni, do 4º ano da
Academia de Policia Militar do Barro Branco, fará a divulgação do Núcleo Cadete
Ruytemberg Rocha suas missões, história e origem. O cadete Ruytemberg Rocha
faleceu em combate na revolução de 1932
Alunos Oficiais Aruan Baccaro de Freitas e Thiago Blanco
Fenandes Minnemann, do 1º ano do Curso de Ciências Políticas de Segurança e
Ordem Pública da Academia de Polícia Militar do Barro Branco – sendo que o nome
dessa turma que se formará em 2015 é “ TURMA CONSTITUCIONALISTA DE 1932”,
vestidos com o Uniforme Histórico do exército constitucionalista farão uma
homenagem aos heróis da Revolução constitucionalista por meio da leitura de uma
redação, de autoria desses dois cadetes, que foram destaque na Academia de
Policia Militar do Barro Branco
Apresentação do CORAL MUSICANTO sob a regência do maestro
ANTONIO MARGARIDO – música SERRA DA MANTIQUEIRA
Apresentação do Vídeo em homenagem ao Gino Struffaldi
Palavras do Thiago de Moraes: entrega da Placa para Deputado
Major Olimpio – entrega de placa para o coronel Ventura – entrega de placa para
Senhora Irene Jardim Venancio filha do Herói de 32 – Venancio Junior e entrega
de placa para a artista plástica Camila Giudice , que apresentará o Quadro
Combatente que será doado ao Museu Maria Soldado
Palavras do Governador –
em seguida entrega da medalha para ele.
Entrega da medalha ao Comandante Geral
Entrada dos Estandartes já condecorados pela Medalha da
Constituição: APMBB- Academia de Polícia Militar do Barro Branco
Regimento de Políca
Montada "9 de Julho"
1º Batalhão de
Polícia de Choque- Tobias de Aguar
3º
BPM/I -
4º BPM/I 6º BPM/I 2º BPM/M
Entrada do Estandarte da Polícia Militar de São Paulo para
receber a Medalha da Constituição
Entrega das medalhas para as autoridades: Música de
fundo : amigos para sempre – Coral Musicanto
Palavras do coronel Ventura
Apresentação do Tenor Rinaldo Viana –
Encerramento com as palavras do deputado
AGRACIADOS COM A MEDALHA DA CONSTITUIÇÃO:
1- Geraldo Alckmin- Governador de São Paulo
2- Ivan Ricardo Garisio Sartori -Presidente do
Tribunal de Justiça do Estado de SP
3- Laudo Natel - ex- Governador
4- Paulo Egydio Martins - ex- Governador - NÃO
VIRÁ
5- Paulo Salim Maluf - ex- Governador
6- José Maria Marin - ex- Governador
7- Luiz Antonio Fleury Filho - ex - Governador
8- Alberto Goldman - ex- Governador - NÃO VIRÁ
9- Claudio Lembo - ex- Governador
10- General de Exército Adhemar da Costa Machado
Filho -Comandante Militar do Sudeste
11- Gilberto Kassab - Prefeito de São Paulo - NÃO
VIRÁ
12- Vice- Almirante Luis Guilherme Sá de Gusmão -
8º Distrito Naval
13- Major Brigadeiro do Ar José Geraldo Ferreira
Malta -IV Comar
14- Márcio Fernando Elias Rosa -Procurador Geral
de Justiça do Estado de SP
15- Renato Martins Costa - Presidente do Tribunal
de Contas do Estado - NÃO VIRÁ
16- Coronel PM Orlando Eduardo Geraldi - Juiz
Presidente do Tribunal de Justiça Militar
17- Antonio Ferreira Pinto - Secretário de
Segurança Pública
18- Marcos Carneiro Lima -Delegado Geral
19- Cel PM Roberval Ferreira França - Comandante
Geral
20- Paulo Skaf - Presidente da Fiesp - NÃO VIRÁ
21- Dr. Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira - Pres. Da
Federação das Indústrias do Rio de Janeiro - NÃO VIRÁ
22- Rogério Amato -Presidente da Associação
Comercial
23- Antonio Sergio Ribeiro
24- Victorina Thereza Frugoli
25- Frances de Azevedo
26- Amado Rúbio
27- Capitão PM Anísio Araujo dos Santos
28- Rede Record - presidente Alexandre Raposo
29- Rádio Jovem Pan - José Carlos Pereira da
Silva - vice-presidente
30- Jornal Folha de São Paulo - recebe Luiz Frias
, Pres.
31- Jornal O Estado de São Paulo - recebe Plínio
Mufetti
32- Rede Globo - recebe Gilberto Leifert -Diretor
da Central Globo de Relações com o mercado
33- João Carlos Saad - Presidente da Band - NÃO
VIRÁ
34- José Mango -
Revolucionário 1932 EX-
COMBATENTE 99 ANOS e 6 MESES
35- Maria Celestina Teixeira Mendes Torres (
Mariinha)
36- Deputado José Guilherme Gianetti - in
memorian viúva Vanderli Alves Moreira
Gianette
37- Maria Stela Rosa Sguassábia - in
memorian - neto Henrique
Marsiglia
38- Vicente Venâncio Jr. - in memorian -
Neto THIAGO DE MORAES
39- Professor Oscar Augusto Guelli in memorian
filho- MILTON AUGUSTTO GUELLI
40- Cap Hélio Lourenço Camilli (in memorian)
Sub-Cmt Cel Hudson Tabajara Camilli
41- Estandart da PM
O governador GERALDO ALCKMIN e o CORONEL PM MARIO FONSECA
VENTURA condecoram os agraciados com a MEDALHA DA CONSTITUIÇÃO.
Terminado o evento vamos ficar durante um bom tempo
conversando com as pessoas que compareceram à sessão solene. Além das já citadas,
vamos notar também a presença do Procurador Geral de Justiça, doutor MÁRCIO
FERNANDO ELIAS ROSA; o Deputado Estadual ESTÊVÃO GALVÃO. Os filhos do falecido
CAPITÃO PM HELIO LOURENÇO CAMILLI que (in memorian) foi homenageado pelo
Deputado MAJOR PM SÉRGIO OLÍMPIO GOMES: CORONEL PM HUDSON TABAJARA CAMILLI
(atual Sub Cmt PM) e CORONEL PM HELSON LÉVER CAMILLI (Comandante do
CPA/M-6.
MARKUS leva-me até a sede da Sociedade Veteranos de 32-MMDC
enquanto CAMILA deixa a Assembléia em companhia de seus pais. Retorno para casa
por volta das 17 horas. Ainda nesta noite assisto a TV ASSEMBLÉIA mostrando a
Parada Cívico-Militar e a sessão solene na Assembléia.
Tomo conhecimento do falecimento do Professor Doutor JORGE
MICHALANY, aos 95 anos. Desde 2000, MICHALANY era o curador do Museu de
História da Medicina da APM e, em maio deste ano, lançou seu último livro
durante coquetel na Associação Paulista de Medicina, intitulado Olho
Clínico X Erro Médico. Ele dedicou 70 anos de sua vida à área
médica e ao ensino da profissão. MICHALANY se orgulhava de ter participado da
Revolução Constitucionalista de 1932 e se despediu dos amigos e familiares no
mesmo dia em que se comemora este marco paulista: 9 de julho. JORGE MICHALANY
foi Comandante do Exército Constitucionalista entre o 9 de julho de 2010 a 9 de
julho de 2011. Passou esse cargo para o ALFREDO PIRES em 2011.
O governo de SÃO PAULO, por meio da Secretaria da Casa Civil
e Secretaria de Estado da Cultura apresenta “SP.1932: 80 ANOS DO MOVIMENTO
CONSTITUCIONALISTA”. Com curadoria do Arquivo Público do Estado de SÃO PAULO e
do Museu da Imigração do Estado de São Paulo, a exposição contextualizada como
a insatisfação paulista pela perda de sua autonomia se transformou em um dos
maiores movimentos armados da história do BRASIL, mobilizando mais de 200 mil
homens. Por meio de documentos, fotografias e objetos, a mostra investiga as
origens, as batalhas e o legado do Movimento Constitucionalista de 1932. Ainda
que derrotados nos campos de batalha, os paulistas se consideraram vitoriosos
com a promulgação da constituição, em 1934. As histórias e memórias do
movimento estão materializadas em objetos, monumentos e documentos espalhados
pelo Estado. Fragmentos de um episódio que se consolidou como principal
movimento cívico de SÃO PAULO.
Revista VEJA: Veteranos de 32 de Itapetininga
Prof.JBiajone biajone@yahoo.com
para mim, franceazevedo, EGYDIO, cachiolli, camilagiudice,
marcus, cesarioleonel, f.itapetininga., Dario, rubia.amaral, dione_paulo,
miguel, mario.orsi, janadrawanz, j.drawanz, abrasil, amigos, amigos, 22bpm1p5,
54bpm1p5, ten_evandro, jairfrancisco, afraniomello, amigos, guilherme.slash
CARISSIMOS AMIGOS!
Saudações constitucionalistas nesses nossos 80 anos hoje
completos!
A Revista VEJA compreendendo a importância histórica do
movimento constitucionalista para no nosso estado e o nosso país preparou uma
reportagem toda especial, na versão digital, que pode ser acessada em
http://veja.abril.com.br/multimidia/infograficos/revolucao-constitucionalista-de-1932
Material de excelente qualidade que não só resgatou a revolução,
mas também a sua história pelo interior de São Paulo, contemplando as cidades
de PIRACICABA, LIMEIRA, MINAS GERAIS e a nossa ITAPETININGA.
Ao abrirem o link verão uma pagina que conterá a matéria sob
o nome SANGUE PELA LEI que, por sua vez, conterá vários links no topo.
Procurem pelo link VETERANOS e ao descer a pagina que abrirá
verão a foto de nosso querido veterano de 32, o Sr. NHOVÁ.
Cliquem nela para acessar o conteúdo que também apresenta o
Sr. XICO TRINDADE nosso outro veterano itapetiningano de 32 a completar 100
anos em dezembro 2012.
Enorme abraço a todos e uma vez mais o Núcleo Paulista de
Itapetininga! As Armas!! agradece o efusivo e inconteste apoio que sempre de
vós pode contar no cumprimento de nossa missão!
Atenciosamente e no contato,
Prof. Jefferson Biajone
Julho 9, 2012
09/07/2012 08h00 - Atualizado em 09/07/2012 08h00
Oitenta anos após revolução de 1932, veteranos recebem R$ 450 por mês
Dos 800 que lutaram,
3 piracicabanos sobrevivem de outras aposentadorias.
Grupo será homenageado por 80 anos de revolução nesta segunda-feira.
Grupo será homenageado por 80 anos de revolução nesta segunda-feira.
Thomaz Fernandes
Do G1 Piracicaba e Região
Em Piracicaba (SP) há três homens que podem falar da
Revolução de 1932 sem precisar recorrer a livros e relatos. Dos 800 soldados e
voluntários piracicabanos que lutaram contra as tropas federais no Vale do
Paraíba e no sul do Estado, os únicos ainda vivos estão próximos de completar
100 anos. Oitenta anos depois do conflito, além de homenagens e medalhas, os R$
450 de pensão pagos pelo governo estadual são a lembrança mensal e o
'reconhecimento' pela luta.
Jornal
local retrata revolução como 'Guerra Santa'(Foto: Reprodução/Thomaz Fernandes)
Se dependessem da pensão paga pelo Estado de São Paulo,
Iscar Bressan, 99; Luiz Avelino Bortolan, 98; e Romeu Gomes de Oliveira, 96,
talvez nem chegassem à idade em que estão. Os dois primeiros vivem com a ajuda
da aposentadoria nas profissões a que se dedicaram após a revolução e Oliveira
construiu seu patrimônio ao fundar uma empresa.
O presidente da sucursal piracicabana da Sociedade de
Veteranos de 32/MMDC (Miragaia, Martins, Dráuzio e Camargo) é o militar
aposentado Egydio João Tisiani, neto do herói revolucionário João Rodrigues
Gonçalves, e conta que o reajuste das pensões já deveria ter ocorrido. "É
muito pouco e intransferível. As filhas precisam provar que se dedicaram a vida
inteira ao pai para que continuem recebendo a pensão após a morte", disse.
Tisiani
ainda guarda medalha recebida pelo avô, herói revolucionário (Foto: Thomaz
Fernandes / G1)
Campanha por aumento
Tisiani organizou para esta segunda-feira (9) uma homenagem
aos veteranos na praça José Bonifácio, às 9h. Ele mantém um blog onde posta
fotos e histórias do período da revolução. "A minha intenção é manter a
história viva para depois que os veteranos morrerem", disse. Ele garante
que o próximo texto postado na rede será: "Veteranos exigem aumento de
pensão".
Motorista 'polaco’ Bortolan
era o motorista que levava soldados para o campo de batalha, mas o apelido dado
pelo grupo era "Polaco". Tudo por causa do cabelo e da barba loiros.
Bortolan era mecânico e foi como voluntário para o Vale do Paraíba.
Conhecido
como 'Polaco', Bortolan transportou frotas para a linha de batalha (Foto:
Thomaz Fernandes / G1)
Apesar da idade avançada, Bortolan lembra de cada detalhe
daqueles três meses em que ficou no front de uma revolução e se emociona ao
lembrar das esperanças que tinham. "Nós não tínhamos munição, nem
armamento e também não tínhamos homens. Mesmo assim, conseguimos uma
constituição e um governador", completou.
Bressan
esteve à frente da batalha e carregou os amigos mortos (Foto: Thomaz Fernandes
/ G1)
Soldado de
infantaria: Na memória de Bressan, as lembranças da Revolução de 1932
ainda estão vivas. Ele ainda tem cicatrizes na cabeça em função do tiro que
recebeu, mas que foi 'barrado' pelo capacete. "Fiquei na divisa com o Rio
de Janeiro. Tomei um tiro na cabeça e fui salvo pela proteção. E hoje, a única
coisa que recebo são os R$ 450."
Bressan vive com o auxílio da cuidadora Maria Isabel
Ferreira e depende da ajuda da família para manter a funcionária. Ele foi
soldado de infantaria e ficou na linha de frente das batalhas. "Todo dia
morria muita gente. Eu tinha que levar o pessoal de carroça para os
médicos", contou.
Saída
de soldados na estação da Paulista, em Piracicaba (Foto: Acervo pessoal/Egydio
Trevisani)
Lembranças e
vitória: Apesar de o grupo não ter vencido oficialmente a batalha
constitucionalista, os dois veteranos encaram como uma vitória a experiência
que viveram. Bressan ainda chora ao recordar da saída dos soldados na antiga
Estação da Paulista. "Tinha uma banda e muitas famílias choravam pela
despedida dos filhos
Nos dias 6, 7 e 9 de julho, a Secretaria de Educação,
Cultura e Esportes, através da Diretoria de Cultura e Esportes, realizou uma
exposição em comemoração aos 80 anos da Revolução Constitucionalista de 1932,
em Porto Feliz. Durante este período de comemoração, houve apresentação de
vídeo documentário, debate, apresentação das Bandas União e Bandeirantes, que
tocaram hinos e músicas da época, exposição com fotos de ex-combatentes,
jornais e documentos relacionados à guerra. Na segunda feira (9), aniversário
da revolução, houve a cerimônia em homenagem aos ex-combatentes de Porto Feliz.
Familiares receberam um certificado de Honra ao Mérito In Memorian pelo desprendimento e disponibilidade daqueles que
se engajaram na luta e na causa constitucional, que envolveu todos os
paulistas, naquele ano de 1932. Exposição:
A exposição ficará aberta até o dia 10 de agosto, para visitação na Casa
da Cultura, situada na rua Tristão Pires, nº123, centro. Informações pelo
telefone (15) 3262-4788.
Carlos Araújo- carlos.araujo@jcruzeiro.com.br
Os gaúchos e
paulistas que se entrincheiraram em Campina do Monte Alegre, durante a
Revolução Constitucionalista de 1932, jamais poderiam imaginar que 80 anos
depois um garoto recolheria no chão os restos do material bélico utilizado
pelos dois grupos. Bruno Fernando Campos Santos, de apenas 13 anos, estudante
da 8ª série da Escola Municipal "Enil Bores de Moraes Ferreira", é o
garoto que acha pelo chão cápsulas de calibres de fuzil e tem uma ogiva de
bomba na sua coleção. Entusiasmado e cheio de curiosidades com as histórias da
guerra, Bruno descreve o que sabe do episódio: "Ouvi falar que morreu
muita gente, teve muito tiroteio, foi triste."
A Revolução
Constitucionalista de 1932 é comemorada hoje com solenidades oficiais em todo o
Estado de São Paulo. Longe das formalidades, Bruno conta que tem guardadas 90
cápsulas de fuzil da época da Revolução. Uma delas ainda traz a data de
fabricação legível: 1912. Um dos locais onde ele mais encontra esse tipo de
material é a região do morro do Mandaçaia, que fica em Buri, na divisa com
Campina do Monte Alegre. Nos dias da Revolução, os gaúchos das tropas federais
de Getúlio Vargas se posicionaram no morro do Mandaçaia para atacar os
paulistas em lugares onde hoje se encontra a igreja de São Roque, em Campina do
Monte Alegre. A ogiva de bomba, composta de material semelhante a aço, foi
encontrada por Bruno enterrada no chão em 2010. "Eu fui andando, vi um
negócio enterrado, escavei com uma pedra e era isso aqui", ele disse,
exibindo a peça com a sensação de quem mostra um troféu. O lavrador Lourenço
Gomes, de 77 anos, disse que a peça encontrada por Bruno fazia parte das bombas
lançadas pelos aviões "vermelhinhos" de Getúlio Vargas. E, segundo
ele, as bombas eram muito temidas pelos paulistas por causa do grau de
destruição: "Era a bomba mais perigosa: quando lançada e atingindo o alvo,
ela explodia soltando estilhaços.
"Vermelhinho: Uma réplica do
"vermelhinho" está permanentemente exposta na Praça da Revolução de
1932, no centro de Campina do Monte Alegre. Ao lado da praça, a cabeleireira
Mariana Mendes, de 26 anos, sabe o que significa a peça: "Parece que é
negócio da Revolução de 32, um fato que aconteceu aqui na minha cidade". E
admitiu importância na exibição da réplica para a preservação da história:
"Através disso aí as pessoas acabam querendo saber por que e que Campina
do Monte Alegre foi palco de uma Revolução." José Carlos Leite dos Santos,
de 50 anos, morador em frente à praça, tem uma bala de fuzil não deflagrada com
a inscrição de 1923 como data de fabricação. Ele encontrou a bala no período em
que trabalhou na fazenda São Luiz. "O trator passava e descobria (as
peças) que estavam enterradas". Perto dele, o amigo Aristides Aleixo
Sobrinho, de 85 anos, garantiu: "Foram achados até pentes de
bala." Carmo contou que começou a pesquisar a história da cidade num
restaurante de sua propriedade. Turistas faziam perguntas e ele as respondia
com base no que conhecia de narrativas. Com o passar dos anos, foi recolhendo
outras histórias para satisfazer cada vez mais a curiosidade dos turistas.
"Eu já andei pesquisando a história da cidade", disse também o garoto
Bruno. Com base no que apurou, informou ter identificado pelo menos 15
escavações que foram utilizadas pelos gaúchos como trincheiras no morro do
Mandaçaia. A pedido de um professor, já levou levou várias vezes as cápsulas
encontradas para mostrá-las aos colegas de classe. Seu sonho profissional para
a idade adulta é o de ser piloto de avião. Na estrada Lauri Simões de Barros,
que liga Campina do Monte Alegre e Buri, três capelas atraem a atenção dos
visitantes. Segundo Carmo, as capelas foram construídas nos locais em que
morreram soldados gaúchos. Numa delas há cinco imagens de santos e o desenho de
um gaúcho na parede. O autônomo João Gomes Neto, de 44 anos, habitualmente é
quem conduz os visitantes pelos lugares que têm vínculos com a passagem das
tropas de Getúlio Vargas e dos paulistas pela cidade. "É interessante
divulgar a cidade, as histórias que ela tem", ele justifica.
Casa da Cultura: A Casa
da Cultura de Campina do Monte Alegre também possui peças encontradas em vários
lugares da cidade e que incluem cápsulas de balas de fuzil, cantil, granada,
bomba, baioneta, sabre, bolsa de munição e estojo da campanha "Ouro por
São Paulo" - um sistema de arrecadação de doações para ajuda da população
destinada a bancar os custos com a Revolução. Há dois capacetes: um deles é da
1ª Companhia "Borba Gato". O segundo capacete contém dois furos,
provavelmente provocados por tiros de fuzil. Há também um manual de instruções
para o lançamento de granadas com o uso de sabre. E uma fotografia na qual
aparecem quatro soldados identificados como Antenor, Chico, Marmita e Mazalai.
O prefeito José Benedito Ferreira, o Zé Dito (PSDB), informou que Campina do
Monte Alegre tem aproximadamente 6 mil habitantes. As principais atividades do
município são a agropecuária e a sua vocação turística. Há cerca de 700
residências de veraneio.
Os catadores e moradores de Rua REJANIEL SANTOS e SANDRA
DOMINGUES acharam numa árvore R$20 mil furtados de um restaurante na zona leste
de São Paulo e entregaram o valor à polícia. Os donos do dinheiro ofereceram
emprego e ajuda para os dois viajarem ao MARANHÃO, onde vive a família de
SANTOS. O casal disse ter sido ameaçado pelos ladrões e, por isso, foi
instalado pelos sócios num hotel. “Minha mãe me ensinou que não devo roubar”, afirmou
SANTOS.
Um paraquedista morreu em BOITUVA após ser atingido em pleno
ar por um avião. ALEX ADELMAN, de 33 anos, filmava o salto duplo de dois
colegas quando foi atingido pelo avião que levava o trio. Na queda, ADELMAN se
chocou com os paraquedistas WANDERSON CAMPOS DE ANDRADE, de 32 anos, e CONRADO
ALVARES EVERTON, de 35, que tiveram fraturas nas pernas e estão conscientes.
A Suprema Corte do EGITO reiterou a decisão de dissolver o
Parlamento, de maioria muçulmana, rejeitando o decreto de ontem do presidente
MOHAMED MURSI que restaurava o Legislativo. O choque confirma a previsão de
turbulência entre o presidente islamita e os militares. A IRMANDANDE MUÇULMANA
manteve a convocação dos parlamentares para a realização de sessão amanhã.
Recém-eleito para a Presidência do MÉXICO pelo PRI, ENRIQUE
PEÑA NIETO diz que quer acabar com o clima de competição com o BRASIL em temas
de política regional. “Há equilíbrio na balança comercial, mas muito a fazer em
relação à integração política, cultural e até mesmo econômica”.
Ainda com referência às comemorações do 9 de Julho chega a
notícia de que os policiais militares do Regimento de Polícia Montada 9 de
Julho participaram à tarde de uma confraternização para celebrar os 80 anos da
Revolução Constitucionalista. Logo depois do desfile no Ibirapuera, os
policiais se reuniram no quartel da LUZ para comemorar a participação do
batalhão na guerra paulista. Na época, o chamado Regimento de Cavalaria da
Força Pública esteve presente desde o primeiro dia de luta. Durante a batalha,
o Regimento encaminhou homens para ITARARÉ, FAXINA, BURÍ, RIO PARANAPITANGA,
CAPELA DE SANTO ANTÔNIO, GUAPIANA, CÂNDIDOS, CAPÃO BONITO, RIO DAS ALMAS, RIO
PARANAPANEMA, GRAMADINHO e ITAPETININGA. Em novembro de 1955, o então
governador JÂNIO QUADROS mudou o nome da unidade para Regimento “9 de Julho”,
por sua participação ativa na revolução. “Muito mais que o nome do regimento, o
dia 9 de JULHO é uma data para ser celebrada não só em SÃO PAULO, mas em todo o
país, já que foi por meio dessa luta que o BRASIL ganhou uma nova constituição”,
contou o porta-voz do batalhão, TENENTE PM SYLLAS LIMA. A Cavalaria do Estado
de São Paulo foi fundada em 1831, quando 30 homens foram designados para a
composição da unidade. Atualmente, o Regimento de Polícia Montada “9 de Julho”
faz parte das forças do Choque e está subordinado ao Comando de Policiamento de
Choque.
Exposição ressalta os 80 anos da Revolução Constitucionalista de 1932
09/07/2012 - 16h33
Flávia Albuquerque (Repórter
da Agência Brasil)
São Paulo - O Arquivo Público do Estado de São Paulo e o
Museu da Imigração inauguraram hoje (9), feriado estadual da Revolução
Constitucionalista de 1932, a exposição SP, 1932: 80 anos do Movimento
Constitucionalista. A mostra reúne peças do acervo do governo estadual e da
Polícia Militar que contam a história da Revolução de 1932. Os objetos ficarão
expostos até outubro no prédio do Arquivo Público. Ao mesmo tempo foram abertas
duas exposições que podem ser vistas apenas pela internet em comemoração aos 80
anos do Movimento Constitucionalista de 1932. Segundo a diretora técnica do
Museu da Imigração e curadora da exposição, Marília Bonas, o foco da exposição
é a mobilização popular que envolveu mais de 200 mil homens voluntários que se
alistaram para lutar pela independência do estado. Marília explicou que a ideia
é mostrar para as pessoas o que de fato foi a Revolução de 1932. Entre as peças
expostas estão cartazes originais das campanhas de arrecadação para financiar o
movimento, objetos usados nas trincheiras e um documentário com historiadores
explicando o que foi a revolução. “São os 80 anos da revolução, temos um
feriado que pouca gente sabe a fundo o que é e é um assunto bastante complexo
porque falamos de uma questão política essencialmente. É a questão da
autonomia, democracia, Constituição, todas muito importantes, mas difíceis de
explicar para todo mundo. A ideia é trazer um pouco dessa história e explicar o
que levou essas 200 mil pessoas para uma guerra em nome de uma causa”. Marília
disse ainda que as exposições virtuais propõem que as pessoas tenham mais
tempo, além do que terão com a mostra física, para conhecer a história da
Revolução de 1932. De acordo com ela, a mostra 1932: a Guerra Paulista, com
curadoria do Arquivo Público do Estado de São Paulo, explora o tema de forma
didática e oferece proposta de atividades pedagógicas que podem ser
desenvolvidas pelo professor em sala de aula. A exposição pode ser vista no site do Arquivo Público.
Já a exposição 1932, Acervos e Memórias, reúne imagens e
informações dos acervos ligados ao tema e que estão sob a guarda de
instituições de preservação – museus, arquivos e bibliotecas – em todo o estado
de São Paulo. Essa pode ser acessada pelo site
do Museu da Imigração. “Essas exposições dão a escala do que foi a Revolução de
1932 , porque a mobilização é realmente uma coisa impressionante para nós hoje.
A exposição traz vários elementos para instigar sobre o fato de que pelo menos
200 mil pessoas se alistaram e só 46 mil puderam ir para a frente de batalha
por falta de armamento. E também sobre uma causa política que virou um ideal
popular em nome de São Paulo e da sua autonomia e identidade e como isso é
construído e reconstruído como memória”. (Edição: Rivadavia Severo).
Extraído de: Assembléia Legislativa do Estado de São
Paulo - 09 de Julho de
2012
Revolução de 32
completa 80 anos e recebe homenagem na Assembleia
O
deputado Olimpio Gomes (PDT), autor do requerimento para a realização da solenidade em comemoração aos 80 anos
da Revolução Constitucionalista de 1932, abriu a cerimônia no plenário
Juscelino Kubitschek, nesta segunda-feira, 9/7. O governador Geraldo Alckmin
foi um dos condecorados com a Medalha 9 de Julho, entregue pelo presidente da
Associação dos Veteranos de 32, cel.
Mário Fonseca Ventura.
Segundo Olimpio
Gomes, a Comissão de Outorga da Medalha 9 de Julho decidiu homenagear também o
presidente da Assembleia Legislativa, Barros Munhoz, que não pode comparecer,
por força de compromisso no exterior, mas em vídeo agradeceu ao colega Olimpio
Gomes. Munhoz disse que 32 tem um significado especial para São Paulo e para a
história da democracia no Estado, que lutou pela Constituição. Munhoz lembrou o pai, ex-combatente
de 32, e afirmou que reverenciará a medalha que simboliza o movimento que
honrou os paulistas e a Polícia Militar de São Paulo.
Igualmente filho de
um combatente de 32, o deputado Edson Ferrarini (PTB) relatou os feitos do pai.
Em seguida, cumprimentou Geraldo Alckmin por importante iniciativa: "Hoje,
o governador assina uma relevante decisão para os 41 veteranos vivos, que é a
reforma do Mausoléu de 32."
Mais um vídeo
exibido teve o intuito de lembrar a leitura feita pelo ex-combatente Gino
Struffaldi (falecido recentemente) durante solenidade, na Assembleia, em
referência à Revolução de 32, de poema de Paulo Bonfim, o poeta dos
constitucionalistas.
Mario Ventura
agradeceu ao governador pela decisão de reformar o Mausoléu dos Herois de 32 e
sugeriu a criação de um memorial para o tema.
Mais homenagens
Também foram
homenageados o presidente do Tribunal de Justiça, Ivan Sartori, o procurador
geral de Justiça, Márcio Rosa, os ex-governadores Laudo Natel, Cláudio Lembo,
Luiz Antonio Fleury Filho, o gal. de Exército Ademar Costa Filho, comandante do
Sudeste, o vice-almirante Luiz Sá Gusmão, comandante do 8º Distrito Naval, o
brigadeiro José Ferreira Malta, comandante do 4º Comar, o secretário de
Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, o presidente do Tribunal da Polícia
Militar, cel.
PM Orlando Geraldi, e o comandante da Polícia Militar de São Paulo, Roberval
França.
Entre as
personalidades que foram agraciadas com a Medalha 9 de Julho estavam Rogério
Amato, presidente da Associação Comercial de São Paulo; Antonio Sergio Ribeiro,
historiador e diretor do Departamento de Documentação e Informação da
Assembleia Legislativa; Vitória Frugoli, também funcionária da Casa; Francis de
Azevedo, Amado Rúbio, cap. Anisio Araujo dos Santos, Alexandre Raposo (Rede
Record), José Carlos Silva (vice presidente da Jovem Pan), Luis Frias (Grupo
Folha), Plinio Bofeti (Grupo Estadão), Gilberto Laifer (Rede Globo) e a Polícia
Militar do Estado de São Paulo.
O ex-combatente
José Mango (com 99 anos), um dos 41 veteranos vivos prestigiou a solenidade e
também foi condecorado com a Medalha 9 de Julho.
Olimpio Gomes
recebeu placa de homenagem dos veteranos de 32 e em seguida apresentou o quadro
da presidente da Comissão de Familiares dos Herois de 32, Camila Giudici, em
homenagem aos ex-combatentes e que passa a fazer parte do acervo da Revolução
de 32, da Assembleia Legislativa.
Restauração do
Obelisco
Ao final, Geraldo
Alckmin assinou o documento que autoriza a restauração técnica e arquitetônica
do Obelisco, março dos Herois de 32, e também o projeto de lei que reajusta o
valor da pensão dos ex-combatentes de 32.
Alckmin lembrou o
agricultor Paulo Vírginio, que morreu em Cunha, nas mãos de soldados
governistas, porque se recusou a dizer onde se encontravam as tropas paulistas.
Suas últimas palavras seriam: "Morro mas São Paulo vence".
As obras no
mausoléu estarão em andamento no ano que vem e, ainda segundo o governador, no
museu da Polícia Militar haverá um espaço para a história de 32, além de ser
recuperada área que pertencia ao batalhão da antiga Força Pública, no Parque
Dom Pedro, na capital paulista.
Autor: Marisa Mello
Posted by Gabriel
Castro on 09/07/2012
O desfile deste 9 de julho em São Paulo foi o primeiro sem veteranos.
Pela primeira vez, a parada em frente ao obelisco do Ibirapuera contou apenas
com familiares de ex-combatentes e entusiastas da Revolução de 1932. No 80º
aniversário do maior movimento cívico da história nacional, a história
decididamente passou às mãos dos herdeiros do MMDC. Alguns veteranos,
entretanto, ainda estão por aí. Neste ano, pela segunda vez, cumpri a
inspiradora missão de ouvir sobreviventes – não só do feroz campo de batalha,
mas de todo o século 20. Como em 2009, o impacto foi grande. Um dos veteranos
em especial me pôs a pensar: Oscar Antonio Bressan, um piracicabano prestes a
completar 100 anos. Oscar é viúvo há décadas. Teve apenas uma filha, que se
suicidou. Não possui parentes próximos. Vive sozinho, sob os cuidados de uma
empregada doméstica. Não guarda qualquer ambição – nem mesmo a de eventualmente
sair de casa, já que não consegue caminhar sozinho e não tem quem o leve para
um passeio de carro. O cenário poderia ser desolador, mas é exatamente o
oposto: o nosso herói, um herói anônimo e resignado, corajoso e audaz, carrega
uma alegria inabalável e uma vivacidade quase ofensiva a nós, imersos em
mesquinhez, egoísmo e futilidades.
Foto: Egberto Nogueira
Há 80 anos, ele deixou a vida de civil; pegou em armas e
enfrentou uma ditadura para pedir o retorno do império da lei. Levou um tiro na
cabeça, mas nem assim abandonou o seu posto por um segundo sequer. Há poucos
dispostos a aprender o que aquele homem tem a ensinar: a ter a verdade como
norte moral e defendê-la com firmeza, olhar com serenidade para o futuro, seja
ele qual for, e não reclamar de rigorosamente nada. Nos últimos três anos,
entrevistei mais de 10 veteranos de 1932. E suspeito que Oscar não era uma
exceção em seu mundo. Nosso herói nasceu em 1912. Os filhos da geração dele se
transformaram na multidão de mimados hedonistas que floresceu nos anos 1960. O
que pode se esperar da juventude de hoje, herdeira dos anos 1980 e neta dos
anos 1960? Nada. O encontro com figuras como Oscar é um encontro improvável
entre mundos que já não conversam; nós prosseguimos imersos em mesquinhez, egoísmo
e futilidades.
O
deputado Olimpio Gomes (PDT), autor do requerimento para a realização da
solenidade em comemoração aos 80 anos da Revolução Constitucionalista de 1932,
abriu a cerimônia no plenário Juscelino Kubitschek, nesta segundafeira, 9/7/12.
O governador Geraldo Alckmin foi um dos condecorados com a Medalha 9 de Julho,
entregue pelo presidente da Associação dos Veteranos de 32, cel. Mário Fonseca
Ventura.
Segundo
Olimpio Gomes, a Comissão de Outorga da Medalha 9 de Julho decidiu homenagear
também o presidente da Assembleia Legislativa, Barros Munhoz, que não pode
comparecer, por força de compromisso no exterior, mas em vídeo transmitido
durante a sessão agradeceu ao colega Olimpio Gomes. Munhoz disse que 1932 tem
um significado especial para São Paulo e para a história da democracia no
Estado, que lutou pela Constituição. Munhoz lembrou o pai, ex-combatente de 32,
e afirmou que reverenciará a medalha que simboliza o movimento que honrou os
paulistas e a Polícia Militar de São Paulo.
Igualmente
filho de um combatente de 32, o deputado Edson Ferrarini (PTB) relatou os
feitos do pai. Em seguida, cumprimentou Geraldo Alckmin por importante
iniciativa: “Hoje, o governador assina uma relevante decisão para os 41
veteranos vivos, que é a reforma do Mausoléu de 32.”
Mais um
vídeo exibido teve o intuito de lembrar a leitura feita pelo ex-combatente Gino
Struffaldi (falecido recentemente) durante solenidade, na Assembleia, em
referência à Revolução de 32, de poema de Paulo Bonfim, o poeta dos
constitucionalistas.
Mário
Ventura agradeceu ao governador pela decisão de reformar o Mausoléu dos Herois
de 32 e sugeriu a criação de um memorial para o tema.
Mais
homenagens Também
receberam homenagem o presidente do Tribunal de Justiça, Ivan Sartori, o
procurador-geral de Justiça, Márcio Rosa, os ex-governadores Laudo Natel,
Cláudio Lembo, Luiz Antonio Fleury Filho, o gal. de Exército Ademar Costa
Filho, comandante do Sudeste, o vice-almirante Luiz Sá Gusmão, comandante do 8º
Distrito Naval, o brigadeiro José Ferreira Malta, comandante do 4º Comar, o
secretário de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, o presidente do
Tribunal da Polícia Militar, cel. PM Orlando Geraldi, e o comandante da Polícia
Militar de São Paulo, Roberval França.
Entre as
personalidades que foram agraciadas com a Medalha 9 de Julho estiveram Rogério
Amato, presidente da Associação Comercial de São Paulo; Antonio Sergio Ribeiro,
historiador e diretor do Departamento de Documentação e Informação da
Assembleia Legislativa; Vitória Frugoli, também funcionária da Casa; Francis de
Azevedo, Amado Rúbio, cap. Anisio Araujo dos Santos, Alexandre Raposo (Rede
Record), José Carlos Silva (vice presidente da Jovem Pan), Luis Frias (Grupo
Folha), Plinio Bofeti (Grupo Estadão), Gilberto Laifer (Rede Globo) e a Polícia
Militar do Estado de São Paulo. O ex-combatente José Mango (com 99 anos), um
dos 41 veteranos vivos prestigiou a solenidade e também foi condecorado com a
Medalha 9 de Julho. Olimpio Gomes recebeu placa de homenagem dos veteranos de
32 e em seguida apresentou o quadro da presidente da Comissão de Familiares dos
Herois de 32, Camila Giudici, em homenagem aos ex-combatentes. A obra foi doada
por Thiago de Moraes, neto de excombatente, e passa a fazer parte do acervo da
Revolução de 32, da Assembleia Legislativa. A família do ex-deputado Guilherme
Gianneti recebeu a homenagem (in memorian). Gianneti foi autor da lei que
transformou em feriado estadual a data histórica de 9 de julho, que marca a
Revolução de 32.
Restauração
do Obelisco
Ao
final, Geraldo Alckmin assinou o documento que autoriza a restauração técnica e
arquitetônica do Obelisco, marco dos Herois de 32, e também o projeto de lei
que reajusta o valor do salários pagos a pensionistas de excombatentes de 32.
Alckmin lembrou o agricultor Paulo Vírginio, que morreu em Cunha, nas mãos de
soldados governistas, porque se recusou a dizer onde se encontravam as tropas
paulistas. Suas últimas palavras seriam: “Morro, mas São Paulo vence”. As obras
no mausoléu estarão em andamento no ano que vem e, ainda segundo o governador,
no museu da Polícia Militar haverá um espaço para a história de 32, além de ser
recuperada área que pertencia ao batalhão da antiga Força Pública, no Parque
Dom Pedro, na capital paulista.


DIA 9 DE JULHO DE 2013 – QUARTA-FEIRA
FERIADO ESTADUAL – DATA MAGNA DO ESTADO DE SÃO PAULO
O QUE FOI 32? – Paulo Bomfim – Foi a soma dos
sonhos e do sacrifício de um povo, a confraternização de raças e condições
sociais no batismo das trincheiras; o esforço das indústrias, o despreendimento
do comércio, a grandeza de uma causa, a generosidade dos moços, a participação
dos cabelos brancos, o entusiasmo das crianças, a força que vem da mulher-terra
paulista, o verbo dos poetas e dos tribunos, dos jornalistas e dos sacerdotes;
a sacralidade da lei, o fuzil ao lado do livro, a trincheira continuação da
escola, a caserna dependência do lar, o campo de batalha, sementeira de
justiça! O que foi 32? Foi bandeira que voltou do passado, passado que se
transformou em bandeira, bênção de Anchieta e de Frei Galvão, vigília de João
Ramalho, grito de guerra de Tibiriçá, inspiração de Bartira, presença dos que
partiram, convocação do amanhã, cocar-capacete de aço, gibão que virou farda
cáqui, canoa monçoeira transformada em trem blindado, mortos e vivos marchando,
igreja, escola, oficina em batalhões rezando a mesma oração, prece de amor e
esperança, holocausto e clarinada, asa de glória gravando no sangue das
gerações: Enquanto houver injustiça, Enquanto houver sofrimento, Enquanto a
terra chorar, Enquanto houver pensamento, Enquanto a história falar, Enquanto
existir beleza, Enquanto florir paixão, Enquanto o sonho for sonho, Enquanto o
sangue for sangue, Enquanto existir saudade, Enquanto houver esperança,
Enquanto os mortos velarem, - É sempre 9 de julho!
Vamos comemorar hoje os 81 anos da Revolução
Constitucionalista. Para me encontrar com o CORONEL PM ANTÔNIO CARLOS MENDES,
na Rua PEDRO VICENTE, como sempre fazemos, levanto antes das 5 horas. No
computador preparo a poesia de PAULO BOMFIM – O QUE FOI 32? – para ler na
Assembléia Legislativa, na sessão solene onde reuniremos os presidentes dos
núcleos da Sociedade.
Chegamos bem cedo na área de desfile. Podemos encontrar o
CORONEL PM JOSÉ MAURÍCIO WEISSHAUPT PEREZ (Comandante da Academia de Polícia
Militar do Barro Branco e coordenador do Desfile Cívico-Militar); CORONEL PM
MARIA YAMAMOTO, Chefe do Centro de Comunicação Social, vários coronéís da ativa
e da reserva (a lista é muito grande para colocar todos os nomes ), bem como
nossos associados e amigos. Aguardamos a chegada das autoridades civis e
militares, como o Secretário da Segurança Pública, FERNANDO GRELLA VIEIRA; o
Comandante Geral CORONEL PM BENEDITO ROBERTO MEIRA, o GENERAL-DE-EXÉRCITO
ADHEMAR DA COSTA MACHADO FILHO (Comandante do EXÉRCITO SUDESTE), o
MAJOR-BRIGADEIRO JOSÉ GERALDO FERREIRA MALTA (Comandante do IV COMAR), o
VICE-ALMIRANTE LISEO ZAMPRONIO (Comandante do 8º DISTRITO NAVAL), CORONEL PM MARCO
AURÉLIO ALVES PINTO (Chefe da Casa Militar do Palácio dos Bandeirantes), Deputado
Estadual SAMUEL MOREIRA (Presidente da Assembléia Legislativa), Vereador
CORONEL PM ÁLVARO BATISTA CAMILO (Ex-Comandante Geral); INSPETOR REGIONAL
EDUARDO DE SIQUEIRA BIAS (Comandante da Guarda Civil Metropolitana), ANA
ELIZABETH CAMPOS BILÁ (cerimonial da OAB/SP). Com a chegada do Governador
GERALDO ALCKMIN, vamos para o palanque oficial e começa a solenidade
comemorativa do 81º Aniversário do Movimento Constitucionalista de 1932. O
governador me comunica que nos próximos dias terá início o restauro do Monumento
Mausoléu do Soldado Constitucionalista, uma notícia extremamente importante
para a Sociedade Veteranos de 32-MMDC.
MARIANO TAGLIANETTI, nosso “embaixador” em CURITIBA, que
ontem esteve na solenidade de posse dos dirigentes da Sociedade para o biênio
2013-2015 e aniversário da sede, também está conosco nesta manhã, mas muito
preocupado: sua esposa teve uma queda e há suspeita de fratura na bacia. Ele
ainda fará o esforço para ir à Assembléia, a fim de ser condecorado com a
Medalha da Constituição e embarcará em seguida num avião para CURITIBA, a fim
de atender a patroa. Outra notícia extremamente triste é aquela que me
comunicam a respeito da morte nesta data de dona DIRCE RUDGE PACHECO E SILVA.
Essas coisas abalam a gente, apesar de tudo o que está acontecendo de agradável
neste 9 de Julho.
Assume o Comando do Exército Constitucionalista WILLIAM
SACCO MASCARENHAS WORTH. Nascido em 07/08/1949. - RG. 4306132-1. FILHO DE -
EDWARD LECH MCARENHAS WORTH - OFICIAL DO EXÉRCITO E JOSEPHINA SACCO WORTH - DO
LAR. NETO DO MARECHAL JOÃO BATISTA MASCARENHAS DE MORAIS, comandante da Força
Expedicionária Brasileira - F.E.B. FORMADO EM ENOLOGIA - PELA UNIVERSIDADE
FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL - BENTO GONÇALVES. DIRETOR DE PATRIMÔNIO
ASSOCIAÇÃO DOS EX- COMBATENTES DO BRASIL SEÇÃO SÃO PAULO - NA GESTÃO DO CORONEL
JAIRO JUNQUEIRA - 2010/2011. NO MOVIMENTO ESCOTEIRO DESDE 1987
HERÓIS IMORTALIZADOS EM 2013
1 – ARCHIMEDES PERES BUSATO
2 – LUIZ MORELLI
3 – BENEDICTO DE OLIVEIRA MATOSINHO
4 – FLORENCIO DOMINGUES DA SILVA
Após a colocação de uma coroa de flores no túmulo do herói
jacente, pelo Governador GERALDO ALCKMIN e pelo Presidente da Sociedade
Veteranos de 32-MMDC, no retorno ao palanque, é anunciada a entrega do COLAR DA
VITÓRIA ao governador. O CORONEL PM ANTÔNIO CARLOS MENDES, vice-presidente da
Sociedade, ajuda-me nesse ato solene de homenagem a ele por parte do MMDC. Em
seguida, vamos proporcionar a condecoração da MEDALHA CONSTITUCIONALISTA às
seguintes autoridades:
POSTO / GRADUAÇÃO NOME COMPLETO
Secretário de Segurança Pública FERNANDO GRELLA VIEIRA
Procurador Geral do Estado ELIVAL DA SILVA RAMOS
Gen Div LUIZ FELIPE KRAEMER CARBONELL
Prefeito Municipal de São Paulo FERNANDO HADDAD
Delegado Geral LUIZ MURÍCIO DE SOUZA BLAZECK
Superintendente Polícia Técnico Cientifica NORMA SUELI BONACCORSO
Tenente Coronel ANDERSON DE BARROS MACHADO
Tenente Coronel RONALD RODRIGUES JAKOBOVSKI
Vice-Almirante LISEO ZAMPRONIO
Capitão-de-Mar-e-Guerra CARLOS AUGUSTO FONSECA DE ABREU
Brigadeiro Intendente SERGIO LINS DE CASTRO
Coronel Aviador IVAN MOYSÉS AYUPE
Coronel PM OMAR LIMA LEAL
Coronel PM MILTON SUSSUMU NOMURA
Coronel PM HÉLIO VERZA FILHO
Coronel PM ERIK HOELZ COLLA
Coronel PM HERVANDO LUIZ VELOZO
Coronel PM JOSÉ MAURÍCIO WEISSHAUPT PEREZ
Coronel PM JULIO ANTONIO FREITAS GONÇALVES
Delegado de Polícia VALMIR EDUARDO GRANUCCI
Comandante Operacional Adjunto GCM ADEMIR PEREIRA PINA
GCM PAULA PRISCILA DE CASTRO SALVADOR
Doutor MARCOS DA
COSTA
Doutor SÉRGIO RUAS
Coronel JOSÉ CARLOS
FERREIRA JUNIOR
Doutor GERSON MAGDALENO
Cb PM JOSÉ RICARDO BARSUGLIO DE OLIVEIRA
Dr. ANTONIO CARLOS DUARTE MOREIRA
Sr. ABRÃO ANTONIO
ZACHARIAS
Sr. CELSO RAFAEL DE OLIVEIRA
Sr. CARLOS TAUFIK HADDAD
Sra FRANCISCA SOUZA CARRER
Segue-se o imponente desfile cívico-militar, com abertura
pela COFAM (COMISSÃO DOS FAMILIARES DOS HERÓIS DE 32). Antes, porém, surgem
defronte do palanque oficial o senhor NELSON, dona SORAYA e o IAGO. Explico ao
governador que se trata do meu bisneto, acompanhado de seus avós maternos. Isso
sensibiliza GERALDO ALCKMIN que faz questão de descer comigo até onde eles
estão para cumprimentá-los. Emociono-me com o ato humano do governador.
O desfile transcorre, como sempre, brilhante. Depois, vamos
conversar com muita gente presente e, num momento de desconcentração, vamos
tomar um café e, num cumprimento ao ASPIRANTE A OFICIAL RICARDO DE GÓES, que
até 15 de junho foi presidente do Núcleo “CADETE RUYTEMBERG ROCHA”, a xícara de
café é entornada em cima de meu terno. A camisa fica manchada, mas não há jeito
de trocá-la. Temos agora o compromisso de ir para a Assembléia Legislativa,
onde todos os presidentes de núcleos da Sociedade serão agraciados com a
Medalha da Constituição. Vamos nos encontrar com Professor JOSÉ CARLOS DE
BARROS LIMA (Núcleo MMDC- OESTE LAPA); JEFFERSON BIAJONE (Núcleo de
Correspondência de ITAPETININGAA, o filho do TENENTE PM EGYDIO TISIANI (NC de
PIRACICABA), dona MARIA HELENA (presidente do Núcleo de JAGUARIÚNA), CAPITÃES
PM HERBERT e FERREIRA (do Núcleo GINO STRUFFALDI), TENENTE PM NATANAEL (Núcleo
MMDC-LESTE); MAJOR PM WÁLTER (Núcleo MMDC NORTE); GIOVANNI SPIRANDELLI (Núcleo
de SÃO JOSÉ DO RIO PRETO),
Após o encerramento da histórica sessão solene na Assembléia
Legislativa, o CORONEL PM ANTÔNIO CARLOS MENDES leva-me até a Rua TABATINGUERA.
Vou até o centro da cidade, RUA DIREITA, a fim de tentar achar uma loja aberta
para comprar uma camisa, mas isso é impossível. Na PRAÇA DA SÉ encontro o FÁBIO
e sua namorada, RAFAELA e DANILO. É um momento de alegria em revê-los depois de
algum tempo. RAFAELA completará dez anos amanhã. Na Sociedade, troco a camisa
manchada de café por uma outra que é da COFAM. É assim que, mais tarde, com a
chegada de um táxi conduzido pelo motorista OLIVEIRA, vou ao CLUBE PIRATININGA.
Ali, vou fazer uma palestra sobre a Revolução Constitucionalista de 1932.
Várias pessoas querem conversar comigo sobre esse assunto, após a palestra e o
jantar que é servido pelo DIAMOND´S GOURMET. Cumprimento o SUBTENENTE PM VILLAS
BOAS, que está comandando uma Seção do Corpo Musical. Ele e seus comandados
deram um show na apresentação das músicas, começando com a execução do HINO
NACIONAL e terminando com o PARIS BELFORT. Encontro o filho do falecido CORONEL
EB JAIRO JUNQUEIRA, que, durante anos, foi o presidente da Associação dos
Ex-Combatentes da FEB, JOSÉ LUIZ e sua esposa. Também está presente o TENENTE
PM NASCIMENTO, da AOMESP. São horas agradáveis, mas que, com a chegada do táxi,
contratado pela diretoria do CLUBE PIRATININGA para ficar à minha disposição,
vamos embarcar num lotação, na ARMÊNIA, por volta das 23 horas, regressando
para casa.
Ainda vejo no FACEBOOK cerca de dezenas de imagens do
desfile do IBIRAPUERA, num trabalho espetacular do ANTONIO CARLOS ARISTIDES,
imortalizando pela Internet o evento da manhã. Ele também irá colocar, mais
tarde, as imagens tiradas na Assembléia Legislativa.
O Comando de
Policiamento do Interior -7, em parceria com a Prefeitura Municipal de
Sorocaba, o Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Sorocaba, a
Academia de História Militar Terrestre do Brasil de São Paulo e a Associação
Memória da Revolução Constitucionalista de 32, realizaram solenidade
comemorativa ao aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932, no dia 9
de julho de 2013, às 09 horas na Praça Nove de Julho em Sorocaba. A bela
cerimônia de homenagem àqueles que tombaram pelo retorno do Brasil às garantias
constitucionais, teve o hasteamento das bandeiras: a Nacional pela 1.º
Promotora de Justiça Feminina do Brasil, Dr.ª Zuleika Sucupira Kenworthy; a
Paulista, pela Prof.ª Maria Dorotéa Senger Cezar e a de Sorocaba, pelo Prof.
Dr. José Simôes de Almeida Júnior. Durante a solenidade houve a participação de
alunos da Escola Municipal Dr. Getúlio Vargas e de Grupos de Escoteiros, que
fizeram a deposição e vasos de flores junto ao Obelisco que celebra a memória
da Revolução Constitucionalista de 1932.
A organização e
abertura do evento foi do Cel PM Helson Lever Camilli, Comandante do Comando de
Policimento do Interior Sete, seguido de uma rápida lembrança do significado
dessa Revolução feito pelo Prof. Adilson Cezar, na qualidade de Presidente do
Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Sorocaba e da Academia de
História Militar Terrestre do Brasil de São Paulo. Nas palavras do professor:
“... quem saiu ganhando fomos todos nós brasileiros, pois embora São Paulo,
tenha sido derrotado pela força das armas, saiu dela vitorioso pela moral...”
“Nós precisamos dar a essa Revolução uma dimensão que se estenda a todos os
quadrantes da Nação Brasileira, lembrando que em todos os lugares houve gente a
favor da causa que não era paulista, mas sim brasileira – a
reconstitucionalização. O que aconteceu foi que forças superiores obrigaram
essas vozes a se calarem. Embora em muitos lugares fora de São Paulo, houve
quem assim mesmo fez realizar o seu protesto. A historiografia hoje busca e
recupera esses importantes movimentos que foram abortados.”
Encerrando a
solenidade houve desfile cívico militar, da qual participaram os Grupos de
Escoteiros de Sorocaba; a Policia Militar do Estado de São Paulo, com seus
diferentes contingentes – como o Corpo de Bombeiros; soldados do Tiro de
Guerra; o corpo de Fuzileiros Navais do Centro Experimental Aramar; os
jipeiros; dentre outros. Deram assim um toque muito festivo à solenidade.
Na coluna FÓRUM DOS LEITORES, de O ESTADO DE SÃO PAULO,
PAULO ROBERTO GIRÃO LESSA mandou publicar a seguinte carta:
O BRASIL acorda diante de seus problemas antigos, como
saúde, educação e outros. Lá pelos anos 1930 a Revolução Constitucionalista (de
1932) já exigia a mudança de modelos ruralistas para um BRASIL que via nascer a
indústria e a vida urbana. Hoje temos o problema do descrédito da classe
política e uma certa mídia que apela para o consumismo vendendo baixarias. As
manifestações diversas traduzem sentimentos que dizem não estar bem uma
sociedade sem valores superiores de amor ao próximo e com os mesmos problemas
que pioram na ausência de valores humanos. Ainda não sabemos as conseqüências
dessas manifestações, mas ao menos sabemos que mudanças para o bem devem vir, e
com urgência.
O ESTADO DE SÃO PAULO – CADERNO METRÓPOLE
O DIÁRIO DE UM COMBATENTE DE 1932 – REPORTAGEM DE CARLOS
EDUARDO ENTINI – Integrante do BATALHÃO UNIVERSITÁRIO registrou memórias do
fronte na Revolução Constitucionalista; texto ficou quase 80 anos guardado.
“A plataforma é pequena para conter o povo que dá votos de
felicidade num entusiasmo delirante”. É com essa impressão que AURELIO STIEVANI
parte para o combate contra as tropas federais em 14 de julho de 1932 e também
abre o diário da Revolução Constitucionalista que escreveu no calor dos fatos.
Com quatro volumes de 131 páginas, o relato de STIEVANI é rico em sentimentos
que revelam a mobilização dos civis que SÃO PAULO vivenciou naqueles quase três
meses de conflito. “A guerra tem seu lado bom. É essa camaradagem, fraternidade
que floresce entre aqueles que se batem por uma causa justa”, concluiu o
voluntário que lutou no 2º pelotão da 2ª companhia do BATALHÃO UNIVERSITÁRIO
PAULISTA.
AURELIO STIEVANI tinha 24 anos e era aluno da Politécnica
quando se alistou. Formou-se engenheiro civil no ano seguinte do conflito. O
batalhão, formado por universitários, viria a ser chamado de 14 de julho, em
referência ao dia em que partiu de SÃO PAULO para ITARARÉ, na fronteira com o
PARANÁ. O batalhão universitário era um entre as dezenas que se formaram quando
as forças paulistas lideradas pelo GENERAL ISIDORO LOPES tomaram o Estado e
iniciaram a marcha para o RIO.
O diário relata 37 dias em que STIEVANI esteve em ação no
setor sul. No total foram 41. Os últimos quatro relatam seus dias no hospital,
para onde foi depois de ter apanhado uma forte gripe. “Tenho todos os membros
entorpecidos”, escreveu da trincheira em BURY, um pouco antes de subir num
caminhão e partir para o hospital.
O diário, só agora revelado, ficou com STIEVANI até sua
morte, em 1982. Seus pertences foram entregues ao primo, TITO NALON. Mas foi só
seu filho, RENZO quem o descobriu em meio a diversos documentos. Depois de
quase 80 anos desconhecido, o entregou à sobrinha de STIEVANI, TEREZINHA OLCESE
SMITH. Agora ela espera entregá-los aos filhos de STIEVANI.
O penúltimo casarão da Avenida PAULISTA foi demolido nesta
manhã. O imóvel, localizado no número 1.373, ficava ao lado do prédio da
Justiça Federal, na calçada da FIESP, entre a Alameda CASA BRANCA e a Rua
PAMPLONA. Nos últimos 30 anos, a PAULISTA, que completa 122 anos em 2013 e
possui um dos metros quadrados mais caros da cidade, perdeu pelo menos 25
casarões. No último dia 5, a Justiça de SÃO PAULO determinou a restauração da
Residência JOAQUIM FRANCO DE MELLO, no número 1.919 da PAULISTA, após mais de
20 anos de batalha judicial para que o Estado indenizasse os proprietários pelo
tombamento, em 1992. A conta da restauração será dividida entre herdeiros,
governo estadual e Prefeitura.
Cerca de 500 integrantes do Movimento de MORARIA PARA TODOS
ocuparam hoje de madrugada um prédio na Rua CAPITÃO SALOMÃO, ao lado do LARGO
DO PAISSANDU, no centro. A ação foi realizada por volta das 3 horas. A Polícia
Militar foi acionada, mas não conseguiu impedir a entrada do grupo no imóvel.
Segundo a PM, não houve conflito. De acordo com JUVENAL DA CONCEIÇÃO PEREIRA,
coordenador do Movimento em SÃO PAULO, o grupo é formado por pessoas que foram
despejadas recentemente de dois outros imóveis do Centro, um na Avenida SÃO JOÃO
e outro na Rua SETE DE ABRIL. O Movimento pede que edifícios vazios sejam
usados para moradia popular.
A morte de DANIEL PELLEGRINI, o MC DALESTE, mexeu com a cena
do funk paulista. Assassinado no palco, em CAMPINAS, DALESTE não foi o primeiro
funkeiro vítima da violência no Estado. De 2010 para cá, quatro outros artistas
foram executados. Agora, os MCs planejam um clipe conjunto para homenagear o
autor de “ANGRA DOS REIS” e pedir paz nos bailes.
Em 2012, além das execuções de MC PRIMO e MC CARECA, na
BAIXADA SANTISTA, outro artista sofreu um atentado: JÚLIO FERREIRA, o MC
NEGUINHO DO CAXETA, foi baleado ao deixar um restaurante. E MC LÉO BAIXADA
teria sofrido ameaças.
Em reunião de mais de duas horas, o presidente da Câmara,
HENRIQUE EDUARDO ALVES, e a maioria dos líderes partidários decidiram que a
aprovação e realização de um plebiscito da reforma política com efeitos para a
eleição de 2014, como propôs a presidente DILMA ROUSSEFF, é inviável. O
presidente da Câmara explicou que as novas regras teriam de ser aprovadas pelo
Congresso Nacional antes da primeira semana de outubro, o que confronta com o
prazo de 70 dias dado pelo TSE para organizar o plebiscito, além do prazo de
tramitação tanto do decreto com as perguntas e depois os projetos quês saíssem
da consulta popular. O PT, no entanto, não desistiu da idéia de coletar
assinaturas para a realização do plebiscito em 2013, mesmo admitindo que as
regras só valerão para eleições futuras. O líder do PT na Câmara, JOSÉ
GUIMARÃES, anunciou a decisão de coletar as 171 assinaturas para o decreto
legislativo.
A presidente DILMA ROUSSEFF cancelou hoje sua participação
na abertura da 16ª MARCHA DE PREFEITOS, que vai até o dia 11 de julho em
BRASÍLIA, sem esclarecer os motivos. Ao serem comunicados da ausência, os cerca
de quatro mil prefeitos que participam do evento vaiaram a presidente. Os
ânimos foram acalmados pelo presidente da CNM (CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS
MUNICÍPIOS), PAULO ZIULKOSKI. “Não é por aí, temos de ser democratas”. A
ausência de DILMA mudou a programação do evento, que antecipou parte das
atividades, previstas para ocorrer amanhã. A presidente confirmou para amanhã a
presença na marcha.
A COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE se reuniu hoje, em BRASÍLIA,
com a família do ex-presidente JOÃO GOULART para decidir as medidas necessárias
para a exumação dos restos mortais de GOULART, com objetivo de tentar
esclarecer a causa de sua morte. Há suspeitas de que ele teria sido
assassinado, e não morrido em conseqüência de um ataque cardíaco, como foi dito
na época. A ministra da Secretaria de Direitos Humanos, MARIA DO ROSÁRIO, disse
que a investigação está sendo feita a pedido da família e é um dever do BRASIL
promover o resgate histórico das circunstâncias que envolvem a morte de JANGO.
Um bombeiro morreu hoje depois de atropelar um animal na
pista da Rodovia PEDRO MONTELEONE, conhecida como RODOVIA DA LARANJA, em
CATANDUVA. O acidente foi grave e o SARGENTO PM CARLOS ALBERTO GOMES acabou
morrendo no local. Ele seguia de moto pela rodovia quando bateu em um cachorro.
Com o impacto, ele caiu da motocicleta e foi atropelado por um carro, que vinha
na direção contrária. O motorista não se feriu. O bombeiro trabalhava na
unidade de NOVO HORIZONTE.
O ex-diretor da Usina de FUKUSHIMA, MASAO YOSHIDA, de 58 anos,
morreu de câncer no esôfago. A informação foi divulgada hoje. A usina teve um
vazamento nuclear causado pelo tsunami que assolou o JAPÃO em março de 2011. Na
época, YOSHIDA se arriscou para impedir que o pior desastre nuclear desde
CHERNOBYL tivesse proporções maiores. Para especialistas, a doença de YOSHIDA
não estava relacionada à exposição à radioatividade, devido à rapidez com que
se desenvolveu.
AMANDA BERRY, GINA DEJESUS e MICHELLE KNIGNT, as três jovens
que foram seqüestradas e abusadas por ARIEL CASTRO, em OHIO (ESTADOS UNIDOS),
falaram pela primeira vez publicamente após terem sido libertadas há dois
meses. Com um sorriso no rosto, as meninas agradeceram, em vídeo publicado no
YOU TUBE, as pessoas que se preocupavam com elas durante os quase dez anos em
que foram mantidas como reféns.
2 014 : -
QUARTA-FEIRA
São acachapantes as capas dos jornais desta quarta-feira,
após a tragédia de BELO HORIZONTE:
O ESTADO DE SÃO PAULO
HUMILHAÇÃO EM CASA
Seleção perde de 7 a 1 da ALEMANHA, maior goleada de sua
história. SCOLARI assume responsabilidade e fala em “pânico”. Time sofre gols em 6 minutos. Vexame abre debate sobre o
futuro do futebol brasileiro.
O BRASIL sofreu ontem a maior goleada da história. A vitória
da ALEMANHA por 7 a 1 deixou o País perplexo e mostrou a 2 bilhões de
espectadores no mundo uma seleção descontrolada emocionalmente e tomada por um
apagão logo no 1º tempo, depois que o craque alemão MULLER fez 1 a 0. Em apenas
seis minutos, a seleção sofreu mais 4 gols, deixando atônitos até reservas do
time adversário. Após o jogo, o técnico LUIZ FELIPE SCOLARI assumiu a culpa
pelo fracasso e pediu desculpas pela tragédia que lembrou o MARACANAZO de 1950.
“Sou o responsável”, disse. “Não foi a falta de NEYMAR, nem falarmos que o BRASIL
era o favorito, nem o choro dos jogadores, o lado emocional, nem o jeito de
cantar o Hino Nacional. Levamos um gol, o time entrou em pânico e os alemães
aproveitaram”. No sábado, o BRASIL disputa o 3º lugar com ARGENTINA OU HOLANDA.
FOLHA DE SÃO PAULO
SELEÇÃO SOFRE A PIOR DERROTA DA HISTÓRIA – ALEMANHA faz 7 a
1, esmaga BRASIL e vai à final da COPA. Anfitrião, país revive trauma de 1950.
FELIPÃO diz ser responsável pelo vexame, que pressiona o futebol nacional por
reformas.
Pela segunda vez, a seleção brasileira perdeu a chance de tornar-se campeã mundial de
futebol jogando em seu país. Se na COPA de 1950 o placar de 2 a 1 para o
URUGUAI no MARACANÃ teve contornos trágicos, a derrota de 2014 foi marcada pela
humilhação. A equipe nacional amargou o maior revés de sua trajetória
centenária e o pior resultado de um anfitrião de MUNDIAIS.
Prostrado diante da eficaz ALEMANHA, o time de LUIZ FELIPE
SCOLARI sofreu, no MINEIRÃO, em BELO HORIZONTE, a mais elástica goleada do
futebol brasileiro em 84 anos de participações em COPAS. Foi vaiado e ouviu “olé”.
Diante de 58.141 pessoas, a equipe dirigida por JOACHIM LÖW fez 7 a1. Em 29
minutos de partida, já havia chegado a 5 a 0, com quatro gols num intervalo de
seis minutos. Na história, as maiores derrotas do BRASIL haviam sido na
primeira metade do século passado: 6 a 0 para o URUGUAI no SUL-AMERICANO de
1920 e 8 a 4 para a IUGOSLÁVIA num amistoso em 1934. Com a vitória, a tricampeã
ALEMANHA ultrapassou o pentacampeão BRASIL como o país que chegou a mais finais
da COPA – oito. Coube ao alemão KLOSE outro recorde. Marcou seu 16º gol em
MUNDIAIS, batendo os 15 de RONALDO.
FELIPÃO definiu o jogo como “catástrofe”. “A escolha da
parte tática é minha. O responsável fui eu”, afirmou. O goleiro JÚLIO CÉSAR
disse que a seleção sofreu um “apagão” após o primeiro gol alemão. DAVID LUIZ
chorou: “Desculpa todo mundo”. Desfalque do time ao lado do zagueiro THIAGO
SILVA, o atacante NEYMAR, contundido, foi visto caminhando em sua casa em
GUARUJÁ, antes do jogo. Após a partida, não se manifestou.
Para ex-atletas e treinadores, o vexame deve servir à
reformulação do futebol nacional. No sábado, às 17 horas, o BRASIL disputa o
terceiro lugar em BRASÍLIA.
Enquanto aguardo a chegada da MARINEI, LUCAS e GABRIEL, que
irão me levar até a Academia de Polícia Militar para assistir a cerimônia do
82º Aniversário da Revolução Constitucionalista, também leio o DIÁRIO DE SÃO
PAULO, que apresenta como manchete:
FELIPÃO ERRA E BRASIL É HUMILHADO
Técnico faz lambança na escalação e coloca em campo um time
atordoado, que viu a ALEMANHA jogar de maneira tão fácil que parecia enfrentar
uma equipe amadora. Os 7 a 1 do MINEIRÃO é a pior derrota da história da
seleção. Deu saudade de NEYMAR. Deu raiva, Deu vergonha. A COPA DO BRAISL não é
nossa.
O ESTADÃO traz uma reportagem sobre os 82 anos do Movimento
Constitucionalista, com a seguinte manchete: O LEGADO DEIXADO PELA REVOLUÇÃO DE
32. No aniversário do 9 de Julho, historiadores destacam que movimento foi
pioneiro na opção pela industrialização e na emancipação feminina. Traz um
trabalho feito por EDISON VEIGA e fala dos colecionadores RICARDO DELLA ROSA e
do empresário RAUL CORRÊA DA SILVA.
Na página A18METRÓPOLE temos uma análise feita por ANTÔNIO
PENTEADO MENDONÇA – A BELEZA DA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932 –
Presidente da Academia Paulista de Letras e Colunista do ESTADO e da RÁDIO
ESTADÃO.
Mas a melhor reportagem é do DIÁRIO DE SÃO PAULO: PELA
MEMÓRIA DE MMDC PAULISTA COM MUITO ORGULHO COM MUITO AMOR. DESFILE DESTA QUARTA
E REFORMA DO MAUSOLÉU.
Por conta da realização da COPA DO MUNDO, as comemorações
pela Revolução de 32 ocorrerão no BARRO BRANCO e não no PARQUE DO IBIRAPUERA.
Neste ano, as comemorações por conta do 82º Aniversário da
Revolução de 1932 acontecerão na ACADEMIA DE POLÍCIA MILITAR DO BARRO BRANCO,
na zona norte de SÃO PAULO. Diferentemente dos outros anos, o desfile não será
realizado na região do PARQUE DO IBIRAPUERA, por causa da COPA DO MUNDO.
Segundo informações da assessoria de imprensa da Polícia Militar boa parte do
efetivo da corporação está designada para atender às demandas dos jogos. Hoje,
a capital paulista recebe a semifinal entre ARGENTINA e HOLANDA, no Estádio do
ITAQUERÃO, na zona leste.
Para a festa em homenagem à Revolução, são esperadas as
presenças do governador GERALDO ALCKMIN, de comandantes do Exército, Marinha e
Aeronáutica, do secretário da Segurança Pública FERNANDO GRELLA VIEIRA, de
representantes do Tribunal de Justiça e Assembléia Legislativa.
MAUSOLÚE – O OBELISCO MAUSOLÉU DOS AOS HERÓIS DE 1932, construído
no PARQUE DO IBIRAPUEREA em 1947, é uma homenagem aos combatentes que atuaram
na Revolução de 1932. O local guarda os corpos dos estudantes mortos durante o
movimento e também de outros 713 ex-combatentes (aqui o jornal não está bem
informado – os mortos não eram estudantes e são 804 o número dos ex-combatentes
ali imortalizados).
Durante as comemorações em homenagem ao conflito no ano
passado, o governador GERALDO ALCKMIN anunciou eu o local seria reformado
(restaurado). A restauração tinha a previsão de ser entregue hoje, um ano após
o anúncio. No entanto, problemas na Justiça com a licitação atrasaram a
finalização e a entrega da obra.
Segundo uma nota da Secretaria de Segurança Pública, pasta
responsável pela reforma (restauração) do Obelisco foi iniciada em 5 de julho
do ano passado. Uma das empresas participantes questionou o edital e a Justiça
determinou a suspensão da obra”.
A nota da Secretaria informa ainda que “os trabalhos ficaram
paralisados por 40 dias, até que o recurso na Justiça possibilitou a retomada.
Em função da paralisação, a conclusão da obra está prevista para setembro”.
MARINEI, LUCAS e GABRIEL chegam às 7:30 horas. Vão me levar
à APMBB, mas antes passamos pelo Colégio da Polícia Militar, pois a Professora
ADRIANA, que acolheu LUCAS e GABRIEL no Colégio, quer também ir até a Academia.
Chegamos cedo e podemos conversar com muita gente que já se faz presente e que
vão chegando. Repórteres da GAZETA, da GLOBO, da TV ASSEMBLÉIA e outros que ali
estão querem me fazer perguntas sobre o evento.
Entre os amigos vamos cumprimentar: CORONEL PM RICARDO
JACOB, CORONEL JUIZ ANTÔNIO AUGUSTO NEVES, MARIANO TAGLIANETTI, JOEL LOBO e
outras pessoas que vieram de CURITIBA para prestigiar a solenidade. MARIANO
TAGLIANETTI é um dos nossos associados incansáveis em projetar o Movimento
Constitucionalista no PARANÁ, culminando por ser fundada a ASSOCIAÇÃO
PARANAENSE MMDC-32 E HERÓIS DO CERCO DA LAPA. Alguns deles receberão hoje o
COLAR DA VITÓRIA. AMADO RÚBIO e sua esposa e filha (dona NADIR e LÍGIA),
ALFREDO PIRES (esses dois foram comandantes do Exército Constitucionalista),
bem como o atual WILLIAM MASCARENHAS, que hoje passa o cargo para ANTONIO LIVIO
ABRAÇOS JORGE, Presidente da União dos Escoteiros do Brasil, seção de SÃO
PAULO. CORONEL PM JAIRO PAES DE LIRA, Deputado Estadual MAJOR PM SÉRGIO
OLÍMPIO, Vereadores CORONÉIS PM ÁLVARO BATISTA CAMILO e PAULO ADRIANO LUCINDA
TELHADA, ALDO STRUFFALDI, EDIMARA DE LIMA, FRANCES AZEVEDO, CAPITÃO ROBINSON
CASTROPIL, SARGENTO FERRAÕ E familiares, Professor JOSÉ CARLOS DE BARROS LIMA,
MARGARIDA LIMA, ANTONIO CARLOS ARISTIDES, ORÍTIA ABREU SERAFIM, DANIELLA
MACELLARO, JOÃO CARLOS DIAS e seus auxiliares do SEMANÁRIO DA ZONA NORTE,
Professora MARIA ODETTE, FERNANDO MORENO, PAULINHA CRUZ, ANA CRISTINA LAZZATI,
Comendador DE ROSE, ARTHUR PASCHOAL, SÍLVIO LUIZ DA ROCHA, HELIODORO SÁ,
VALÉRIA CRISTINA PETRELLA, THELL MORAES MARTINS, e muitos outro conhecidos se
fazem presentes nesta solenidade. Notamos também vários coronéis da ativa
presentes, além daqueles indicados para serem condecorados: SÉRGIO DE SOUZA
MERLO, NIVALDO CÉSAR RESTIVO, AUDI ANASTÁCIO FÉLIX.
O Comandante da APMBB, CORONEL PM JOSÉ MAURÍCIO WEISSHAUPT
PEREZ é o anfitrião e nos recebe com fidalguia, apresentando uma Academia que
enaltece sobremaneira a comemoração do 82º Aniversário da Revolução
Constitucionalista. Com a chegada do Governador GERALDO ALCKMIN é iniciado o
evento com o canto do HINO NACIONAL. Depois o governador passa em revista à
tropa formada, constituída de alunos oficiais do 1º CFO (os demais estão
empregados no policiamento da COPA DO MUNDO.
WILLIAM MASCARENHAS passa o Comando do Exército
Constitucionalista para o Chefe dos Escoteiros ANTÔNIO LÍVIO ABRAÇOS JORGE.
Discurso
do novo Comandante do Exército Constitucionalista – ANTÔNIO LÍVIO ABRAÇOS
JORGE.
Excelentíssimo
Sr. Dr. Geraldo Alckmin, Digníssimo Governador do Estado de São Paulo e
Presidente de Honra dos Escoteiros de São Paulo
Excelentíssimo
General de Exército João Camilo de Campos, Digníssimo Comandante Militar do
Sudeste
Excelentíssimo
Vice Almirante Liseo Zampronio, Digníssimo Comandante do 8º Distrito Naval
Excelentíssimo
Major Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno, Digníssimo Comandante do IV
Comando Aéreo Regional.
Excelentíssimo
Coronel PM Benedito Roberto Meira, Digníssimo Comandante da Policia Militar do
Est. de São Paulo.
Excelentíssimo
Coronel PM Mario Fonseca Ventura, Digníssimo Presidente da Sociedade Veteranos
de 32 – MMDC
Excelentíssimo
Coronel PM José Maurício Weisshaupt Perez, Digníssimo Comandante da Academia de
Policia Militar do Barro Branco
Demais
autoridades civis e militares, familiares, paulistas de todos os cantos,
paulistanos e brasileiros que conosco convivem.
Neste
Nove de julho, do ano que celebramos o 1o Centenário do Escotismo no Estado de São
Paulo, é com muita honra que eu Antonio Livio Abraços Jorge, Presidente da
União dos Escoteiros do Brasil/Região São Paulo, assumo o comando do EXÉRCITO
CONSTITUCIONALISTA para cumprir por um ano os deveres e ofícios que me forem
designados em prol dos ideais e do culto da memória da REVOLUÇÃO DE 32.
Neste dia 9 de julho, o Estado de São Paulo comemora o 82o
aniversário do Movimento
Constitucionalista de 1932.
A data representa um marco importante
na história do nosso Estado e do Brasil. O movimento exigia que o país tivesse
uma Constituição e fosse mais democrático.
Na época, Getúlio Vargas ocupava a Presidência da República
devido a um golpe de Estado, aplicado após sua derrota para o
paulista Júlio Prestes nas eleições presidenciais de 1930 –
o período ficou conhecido como "A Era Vargas".
A Revolução Constitucionalista de
1932 representou o inconformismo do Estado São Paulo e de seus cidadãos em
relação à ditadura de Getúlio Vargas, e que pretendia impedir a continuação de
seu governo instaurado em 1930.
Getúlio Vargas não desejava governar
com São Paulo como ainda ameaçou reduzir seu poder dentro do próprio Estado de
São Paulo, com a nomeação desafiadora de um interventor não paulista para
governar o Estado.
Os paulistas não aceitaram este ato
de enfrentamento e as arbitrariedades de Getúlio Vargas, o que levou ao
conflito que opôs o Estado de São Paulo ao resto do país.
O que era para ser apenas um apaixonado comício acompanhado de
uma manifestação política acabou em tragédia naquele dia 23 de maio de 1932.
Uma multidão se reuniu na Praça da República para protestar contra o governo de
Getúlio Vargas e pedir que o país voltasse a ter uma Constituição quando, em
resposta à truculência policial, um grupo de manifestantes decidiu depredar as
redações dos jornais situacionistas Correio da Tarde e A Razão.
A confusão foi grande. Logo em seguida, a sede do Partido Popular Paulista (PPP), que apoiava Vargas e abrigava os membros da Legião Revolucionária, uma espécie de milícia paramilitar que dava sustentação aos tenentistas que dominavam o estado, foi igualmente atacada.
A confusão foi grande. Logo em seguida, a sede do Partido Popular Paulista (PPP), que apoiava Vargas e abrigava os membros da Legião Revolucionária, uma espécie de milícia paramilitar que dava sustentação aos tenentistas que dominavam o estado, foi igualmente atacada.
A reação da polícia foi violenta. Quatro heróis – Miragaia,
Martins, Camargo e Dráusio, este com apenas 14 anos – acabaram mortos.
Eles se transformaram em heróis do solo paulista, sendo a sigla
de seus nomes usada para batizar a principal sociedade secreta civil de
resistência constitucionalista, o MMDC.
No dia 9 de julho daquele ano, o
Brasil assistiu ao início de seu maior conflito armado, e também a maior
mobilização popular de sua história. Homens, mulheres, estudantes, crianças,
políticos e industriais- participaram da revolta.
O desequilíbrio entre as forças
governistas e constitucionalistas era grande. O governo federal tinha o poder
militar e os constitucionalistas contavam apenas com a mobilização civil e o
amor por sua terra.
As tropas paulistas lutaram
praticamente sozinhas contra o resto do país. As armas e alimentos eram
fornecidos pelo próprio Estado, que mais tarde conseguiu leve apoio do Mato Grosso.
Cerca de 135 mil cidadãos brasileiros
residentes no nosso Estado aderiram à luta, que durou três meses e ceifou a
vida de quase 650 soldados no lado paulista.
Mas o
impacto da Revolução de 32 não se restringiu apenas ao campo da política: o
levante foi também um dos principais marcos para a formação da identidade
paulista.
O Movimento Constitucionalista foi um arrojado levante para
forçar o governo central a se constitucionalizar, era a procura por um Estado
de Direito.
Hoje, fruto desta luta temos um Estado de Direito e uma
Constituição Cidadã.
É importante destacar que a Revolução de 1932 é o único
movimento revolucionário ocorrido na História do Brasil em que a comemoração do
evento é realizada pelos vencidos e não pelos vencedores.
Esse ato solene
é o compromisso de se manter viva a chama de liberdade e civismo que foi acesa
em 9 de julho de 1932.
São Paulo
com seu povo mostrou ao Brasil que amor não se vende, que princípios não se
negociam, que valores e virtudes não são relativos, que a lei não se dobra e o
mais importante que a nossa terra não se entrega.
Passados
82 anos, a história nos impôs o dever de mantermos vivo e imortalizar o ideal
da causa constitucionalista.
E neste
momento honroso e glorioso de minha vida de paulista apaixonado por seu chão,
por sua história e por sua gente, não posso deixar de mencionar o Escotismo
Paulista, onde os jovens tinham a missão de manter as correspondências da
revolução em dia e servir nos hospitais de sangue da Cruz Vermelha Brasileira.
Jovens
escoteiros foram para o front das batalhas e, entre as várias incursões da
aviação legalista com seus temidos “vermelhinhos”, no dia 18 de setembro, um
frágil garoto da cidade de Campinas foi atingido por treze estilhaços, o mesmo
número de listas da nossa bandeira – o Escoteiro Aldo Chioratto.
Aldo
Chioratto é nosso escoteiro-padrão a personificação do segundo mandamento da
Lei Escoteira: o Escoteiro é leal.
Seus
restos mortais repousam no Mausoléu Constitucionalista ao lado dos nossos
muitos heróis.
O consagrado escritor Monteiro Lobato, escreveu em agosto de
1932 – “Sejamos lobos contra lobos. Lobos gordos contra lobos famintos”.
Desta
Academia Militar , celeiro de Disciplina e Ordem, partiram e não retornaram dos
campos de batalha três heroicos e inesquecíveis cadetes – Antonio Ribeiro
Junior, Manuel dos Santos Sobrinho e Ruytemberg Rocha.
Combatemos
o combate injusto, os constitucionalistas paulistas foram os perdedores do
desigual confronto, mas seu lema ecoa e esta perpetuado até hoje nesta
imensidão das terras paulistas: “Pela Lei e pela Ordem”.
Ao som distante da marcha Paris
Belfort estaremos todos nós paulistas de pé e a ordem e sempre alertas para
legitimar e exigir o fiel respeito do estado de direito.
SÃO PAULO
9 DE JULHO DE 2014 – 192 anos da Proclamação da Independência – 124 anos da
Proclamação da República e 82 anos da Revolução Constitucionalista.
Em seguida, as autoridades que irão ser condecoradas com o
COLAR DA VITÓRIA se posicionam para a imposição da honraria.
Na primeira fileira, auxilio o Governador GERALDO ALCKMIN no
momento das condecorações. O vice-presidente da Sociedade, CORONEL PM ANTONIO
CARLOS MENDES faz isso na segunda fileira. Também associados com possuem o
COLAR DA VITÓRIA nos auxiliam na colocação do COLAR.
RECEBEM O COLAR DA VITÓRIA alusivo ao 80º Aniversário da
Revolução Constitucionalista:
|
Tratamento
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Nome
|
Função
|
|
Excelentíssimo
Senhor
|
Guilherme
Afif Domingos
|
Vice-Governador
do Estado de São Paulo
|
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Excelentíssimo
Senhor
|
Samuel
Moreira
|
Presidente
da Assembléia Legislativa
|
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Excelentíssimo
Senhor
|
Desembargador
José Renato Nalini
|
Presidente
do Tribunal de Justiça
|
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Excelentíssimo
Senhor
|
General-de-Exércio
João Camilo Pires de Campos
|
Comandante
Militar do Sudeste
|
|
Excelentíssimo
Senhor
|
General-de-Brigada
Riyuzo Ikeda
|
Chefe
do EM do CMSE
|
|
Excelentíssimo
Senhor
|
General-de-Divisão
Carlos dos Santos Sardinha
|
Comandante
da 2ª Divisão de Exército
|
|
Excelentíssimo
Senhor
|
General-de-Divisão
Claudio Coscia Moura
|
Comandante
da 2ª Região Militar
|
|
Excelentíssimo
Senhor
|
Vice-Almirante
Liseo Zampronio
|
Comandante
do 8º Distrito Naval em SP
|
|
Senhor
|
Major-Brigadeiro-do-Ar
Marcelo Kanitz Damasceno
|
Comandante
do IV COMAR
|
|
Senhor
|
Brigadeiro-do-Ar
Ricardo Cesar Mangrich
|
Diretor
do Centro Logístico da Aeronáutica
|
|
Senhor
|
Brigadeiro-do-Ar
Roland Leonard Abranesco
|
Diretor
do Parque Material Aeronáutico
|
|
Excelentíssimo
Senhor
|
Desembargador
Luís Renato Pedroso
|
Assoc.
Paranaense MMDC-32 E HERÓIS DO CERCO DA LAPA
|
|
Excelentíssimo
Senhor
|
Vereador
José Américo Dias
|
Presidente
da Câmara Municipal de São Paulo
|
|
Excelentíssimo
Senhor
|
Paulo
Adib Casseb
|
Juiz
Presidente Tribunal de Justiça Militar
|
|
Excelentíssimo
Senhor
|
Fernando
Grella Vieira
|
Secretário
de Estado da Segurança Pública
|
|
Excelentíssimo
Senhor
|
José
Roberto Rodrigues de Oliveira
|
Secretário
Chefe da Casa Militar
|
|
Excelentíssimo
Senhor
|
Edson
Aparecido dos Santos
|
Secretário
Chefe da Casa Civil
|
|
Excelentíssimo
Senhor
|
Cel PM
Benedito Roberto Meira
|
Comandante
Geral da PMESP
|
|
Excelentíssimo
Senhor
|
Luiz
Mauricio Souza Blazeck
|
Delegado
Geral de Polícia do Estado de São Paulo
|
|
Excelentíssimo
Doutora
|
Norma
Sueli Bonaccorso
|
Superintendente
da Policia Técnico-Cientifica - SPTC
|
|
Senhor
|
Antonio
Carlos da Ponte
|
Secretario
Adjunto da Segurança Pública
|
|
Senhor
|
Leonardo
Torres Ribeiro
|
Comando
do Policiamento da Capital
|
|
Senhor
|
Leônidas Pantaleão de Santana
|
SUBCOMANDANTE
PM
|
|
Senhor
|
César
Augusto Luciano Franco Morelli
|
Comando
do Policiamento do Inerior 7
|
|
Senhor
|
Renato Cerqueira Campos
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Comandante
do Policiamento Ambiental
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Senhor
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José Maurício Weisshaupt Perez
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Comandante
da Academia de Policia Militar do Barro Branco
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Senhora
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Maria Aparecida de Carvalho
Yamamoto
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Chefe
do Centro de Comunicação Social da Polícia Militar
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Excelentíssimo
Senhor
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Inspetor
Gilson Pereira de Menezes
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Comandante
da Guarda Civil Metropolitana
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Doutor
ANTONIO LACERDA BRAGA NETO PROFESSOR CARLOS MORITZ VICENTE GOMES JOEL LOBO |
ESSES
TRÊS NOMES SÃO DE INTEGRANTES DA ASSOCIAÇÃO PARANAENSE MMDC-32 E HERÓIS DO
CERCO DA LAPA.
|
(Por
algum motivo, algumas autoridades não compareceram para serem condecorados:
Vice-governador GUILHERME AFIF DOMINGOS, Presidente da Assembléia Legislativa,
SAMUEL MOREIRA DA SILVA JÚNIOR, Presidente do Tribunal de Justiça, JOSÉ RENATO
NALINI, Presidente da Câmara Municipal de São Paulo, JOSÉ AMÉRICO DIAS;
Presidente do TJM/SP, PAULO ADIB CASSEB (já está acertada a entrega do Colar em
16 de julho, no TJM), Secretário da Segurança Pública, FERNANDO GRELLA VIEIRA,
Chefe da Casa Militar, CORONEL PM JOSÉ ROBERTO RODRIGUES DE OLIVEIRA,
Secretário Chefe da Casa Civil, ÉDSON APARECIDO DOS SANTOS).
Para
encerrar a solenidade acontece um desfile que é aberto pelos familiares dos
heróis de 32, comandados por WILLIAM MASCARENHAS que hoje assume a coordenação
da COFAM.
ORÍTIA
organizou um Pelotão diversificado Veteranos de várias divisões do Exército
Brasileiro e entidade Civil.
Nossas crianças desfilam conosco, acreditamos que assim semeamos
o Futuro de um Brasil melhor!
Força Expedicionária Brasileira : seus descendentes e
admiradores
21 DSup
Batalhão de Guardas: BG Histórico
8º Batalhão de Policia do Exército: 8º PE
Liga Brasileira de Airsoft.
Nosso propósito manter viva a Memória dos Feitos Heroicos:
Quer na revolução de 1932
Quer na 2º Grande Guerra
Quer Hoje, pois neste exato momento soldados estão a
guardar a nossa Pátria.
Um por Todos, Todos por Um
Eu Oritia Abreu Serafim tel: 997101515, Montei este
pelotão depois de conversar com Coronel Mauricio que de imediato aprovou a
ideia de unir várias Associações e formar assim um grande Pelotão não em
tamanho mas... em Amor ao Brasil, Apresso por nossos Heróis, Gratidão, e nossa
Eterna Admiração.
Segue a relação dos participantes:
FEB Santo André:
Oritia Abreu Serafim
Enzo Abreu Serafim
Erich Abreu Serafim ( 10 anos)
Mauricio Santarelli
21 DSup:
Adriano Vivas
Gabriel Vivas ( 7 anos)
Batalhão de Guardas Histórico : BG
Gilson da silva
Valdir de Capitani
Clovis Roque Xavier
Mauricio Francischetti
8º Batalhão de Policia do Exército: 8º PE
Mariana Camargo (12 anos), representando o Pai, que por motivos
profissionais não irá comparecer.
Liga Brasileira de Airsoft: L.B.A CNPJ 18.996.890/0001-07
Endereço: Rua : Doutor José Aureo Bustamante,15 Chácara Santo
Antonio CEP: 04710-090 SP - SP
Alvaro Pinheiro Ferreira - Presidente
Silvana Moura e Silva – Diretora Financeira
Douglaz Ferraz Junior – Diretor Técnico
Cesar Pegoraro
Aline Moura Pinheiro (8 anos) : filha de Alvaro e Silvana
Bruno Saraiva Carneiro
Cris Lombard
Cleber de Souza Brandão
Ricardo Oliveira Silva
Michel Aurelio Pereira
Marcello Batera
Isac Placido
Pardhal Ronaldo
Vidal
Desfilam
um grupo de escoteiros que tem uma certa ligação com a própria APMBB, um
pelotão da MAÇONARIA e um pelotão dos DESBRAVADORES.
Após o
desfile há o congraçamento de todos os presentes, com muitas fotos e projetos
para os dias futuros. Saio tarde da APMBB, em companhia da MARINEI e do
GABRIEL. O LUCAS retorna em outro carro, acompanhado da namorada. Eles me
deixam em casa.
A emoção
da solenidade de hoje mexe com minha saúde. Vou descansar após o almoço.
Na tarde,
às 17 horas, vamos assistir ARGENTINA x HOLANDA, a outra semi-final da COPA DO
MUNDO de triste memória para os brasileiros.
Comemorações do 9 de julho
Em solenidade na praça José Bonifácio, organizada ao lado do Monumento em Memória aos Revolucionários de 1932, a defesa constitucionalista feita pelo Estado de São Paulo, iniciada em 9 de Julho daquele ano, foi enaltecida como “momento crucial em prol da Democracia no País” pelo presidente da Câmara de Vereadores de Piracicaba, João Manoel dos Santos (PTB). Nem mesmo o tempo nublado evitou que pelo menos 200 pessoas acompanharam os discursos das autoridades, as homenagens ao ex-combatente Romeu Gomes de Oliveira (único sobrevivente na cidade) e o desfile cívico.
João Manoel fez um paralelo entre a Revolução de 1932 com a derrota no Brasil contra a Alemanha, por 7 x 1, na terça-feira (8). “Assim como ontem, São Paulo perdeu a batalha, mas dois anos seguintes, em 1934, o País voltou a ter uma Carta Magna, fundamental para manter as instituições democráticas”, disse o presidente do Legislativo. Também ressaltou a importância do batalhão de negros que participou das fileiras de combate. “Pouco se fala a respeito destes bravos guerreiros que morreram, às vezes sem serem lembrados. Os negros não foram só escravos no Brasil, mas também foram excelentes soldados”, enfatizou.
O prefeito Gabriel Ferrato (PSDB) também ressaltou a importância da Revolução de 1932 na manutenção da Democracia no Brasil. “Assim como hoje, nos anos 1930, a preocupação do Estado de São Paulo sempre foi com a capacidade do País em fugir do autoritarismo e criar uma sociedade com poder descentralizado”, destacou. Ferrato apelou, ainda, para uma reformulação nas receitas de impostos. “Temos um sistema em que exige diversos serviços da Municipalidade, mas onde a maior parte dos recursos está no governo federal, precisamos rever esta situação”, disse o prefeito Gabriel Ferrato.
Já a comandante da PM, major Adriana Sgrigneiro, aproveitou para detalhar alguns números sobre o trabalho da Polícia Militar no Estado, “que, desde 1831, ainda como Força Pública, atua para manter a segurança da sociedade”. Ela detalhou que, somente no primeiro semestre de 2014, foram registradas sete mil ocorrências, apreensão de 132 armas de fogo e interceptação de 1.800 quilo de drogas. “Tudo isso mostra o quanto a PM é ativa na cidade e está ao lado da população”, disse a major. Ao finalizar, ela homenageou o soldado PM Arnaldo Francisco de Brito, falecido no último dia 27, depois de ter sido baleado em um restaurante. “Que os familiares e amigos sintam-se abraçados por esta comandante”, declarou a major Sgrigneiro.
A solenidade também entregou homenagens a familiares de ex-combatentes já falecidos, depositou flores no Monumento dos Revolucionários, houve ainda salva de 21 tiros e Toque do Silêncio, em memória aos caídos em combate. Na via ao lado da praça José Bonifácio, foi realizado desfile com a participação do Tiro de Guerra, de grupos de escoteiros e do Décimo Batalhão da Polícia Militar (10o BPM). O evento foi organizado pela Câmara de Vereadores de Piracicaba, em parceria com a Polícia Militar e Comissão de Eventos Cívicos de Piracicaba.
BIAJONE, nosso
presidente do Núcleo de Correspondência de ITAPETININGA, manda-me o seguinte
texto:
Nesta
quarta-feira, 9 de julho, feriado paulista que marca o 82º aniversário da
Revolução Constitucionalista de 1932, houve cerimônia em homenagem ao
ex-combatente Osvaldo Santiago, que viveu em Itapetininga (SP). Uma praça da Vila Rosa, bairro onde
morou até morrer, foi rebatizada com o nome do soldado. A antiga 'Praça
Harmonia e Trabalho' agora se chama 'Praça Osvaldo Rafael Santiago'.
Santiago,
também conhecido como Nhô-Vá, morava no bairro e sempre passeava pelo local. De
acordo com a família e amigos, ele gostava de descansar nos bancos da praça. Em
consenso, os moradores do bairro apoiaram a mudança do nome.
De acordo com o
pesquisador Jefferson Biajone, Osvaldo Santiago se alistou voluntariamente para
lutar na revolução quando ainda morava em Apiaí (SP), cidade onde nasceu. Já em
1950, se mudou para Itapetininga onde morou pelo resto da vida. Nho-Vá, como
era conhecido, era um dos últimos soldados restantes na região. Ele morreu em
junho de 2013.
A neta de
Nhô-Vá, Tamise Cristina Sarti, conta que o avô sempre falava sobre a revolução.
De acordo com ela, a história dele ficou marcada pela experiência que viveu,
principalmente pelos bombardeios. “Ele dizia que foram tempos difíceis, que foi
uma época ruim tanto para o país quanto para o estado. Ele até acostumava
brincar com a gente com os barulhos de bombas. Ele brincava e a gente tentava
imitar”, comenta.
Para os filhos,
netos e bisnetos a homenagem é merecida já que Nhô-Vá foi um homem que lutou
por Itapetininga e arriscou a vida na revolução pela Constituição. “Com certeza
meu pai está lá de cima assistindo tudo isso. Ele deve estar muito feliz com
tudo o que está acontecendo. Ele viveu a vida toda aqui nessa região, nesse
bairro”, diz o filho dele, o funcionário público Jorge Luiz Campos Santiago.
A Revolução
O 9 de julho
marca, no Estado de São Paulo, a data que lembra a revolução histórica. A luta
foi entre tropas federais e o exército paulista, contrário ao governo da época,
chamado de Governo Provisório de Getúlio Vargas, que assumiu a presidência após
a Revolução de 1930. Em desacordo com o governo getulista, e querendo a criação
de uma nova constituição para o país, os militares paulistas fizeram a
Revolução Constitucionalista de 1932, dando início no dia 9 de julho e só
terminou em 4 de outubro com a rendição dos revolucionários.
Já se vão 82
anos, mas os combatentes são sempre lembrados por terem mudado os rumos da
história do Brasil e de São Paulo já que lutaram contra o restante do país.
Segundo o pesquisador Jefferson Biajone, presidente do Núcleo Martins,
Maragaia, Dráusio e Camargo (MMDC), os paulistas se levantaram contra o regime
de ditadura. “O país vivia no regime autoritário. Havia acontecido a queda do
presidente e o novo presidente eleito em 1930, Júlio Prestes, que era de
Itapetininga, não pode assumir a presidência do Brasil. Os paulistas se
levantaram contra isso e o obtiveram o que tinham em mente, a
constitucionalização”, comenta.
Os soldados da
região de Itapetininga tiveram importante participação na revolução. Mais de
cinco mil estiveram presentes na luta por mudanças políticas. No município não
houve confronto, mas era na cidade que eles se organizavam e eram encaminhados
aos campos de batalha em Buri,Itararé, Guapiara, Capão Bonito e Apiaí. O batalhão de
Itapetininga foi responsável por enfrentar os militares do sul do país.
“Getúlio Vargas havia preparado os exércitos do sul para avançar contra
Itapetininga em direção a São Paulo. Então, uma enorme força adversária estava
vindo em nossa direção e foi quando se preparou aqui, no setor sul, mais
especificamente em Itapetininga, esse enorme quantitativo de soldados
regimentados das cidades da região para proteger o estado”, ressalta.
SOLENIDADE DE 9 DE JULHO RETOMADA EM S PEDRO APOS 7 ANOS
DE ININTERRUPÇÃO
Prezados
companheiros
Estou
no interior com problema com a postagem de fotos, mas até amanha
vai sair.
O
importante é que com a imensa graça de Deus ( o ex-prefeito Walmy Modesto
concordou com a relocalização foi marco, a Câmara dos Vereadores aprovou por
unanimidade e 100% dos descendentes das famílias consultadas tb), em paz, e com
a confiança imprescindível em mim depositada pelo nosso presidente Cel Mário
Fonseca Ventura e com o apoio do amigo Biajone na elaboração dos diplomas,
conseguimos retomar a solenidade de 1932 em SPedro.
São
Pedro tinha cerca de 5.000 habitantes em 1932 segundo Sr. Jairo (89anos) e deu
27 dos seus filhos ( 9 de cidades vizinhas), ao todo 36 por São Pedro. Um
faleceu na batalha e criamos o diploma JOSE AUGUSTO FROTA ESCOBAR, e com
ele galardoamos 15 personalidades civis e militares que conosco colaboraram
nestes quase dois anos de lutas. Tb fomos autoriza a galardoar com a Medalha
Constitucionalista 5 pessoas que muito nos ajudaram, o prefeito e seu vice,
duas historiadoras que publicaram muitos artigos na imprensa resgatando 1932 e
que são VPs do núcleo e o Capitão PMSP da Policia Militar local
As
fotos virão até amanhã se Deus permitir, estou selecionando as melhores
Ver
por ora o link abaixo no Globo noticias
Grato
a Deus, ao Cel Ventura, ao amigo Biajone e a todos vocês, a luta continua.
Atenciosamente
João
Francisco de Aguiar, prof.
Economista,
Terça-feira,
24 de Junho de 2014
Para: jbiajone@gmail.com
Assunto: NOVIDADES NOS NÚCLEOS DE CORRESPONDENCIA MMDC
Assunto: NOVIDADES NOS NÚCLEOS DE CORRESPONDENCIA MMDC
Prezados
amigos e companheiros de luta
Comemorar
o 9 de julho de 1932 faz parte inerente à existência de cada núcleo local. Esta
é a única forma de irmos solidificando valores na população, exaltando ao
mesmo tempo os heróis de cada região, principalmente aquelas que hajam enviado
pessoas para o combate
A
luta é dura, mas a batalha é vitoriosa. Em São Pedro estivemos lutando desde
fins de 2012 pois há 4 anos esta data não era lá comemorada e ninguém lá fazia
a menor questão disso fora duas historiadoras heróicas e um ou outro familiar
de combatente que vez por outra reclamavam ou publicavam na imprensa local.
Foram
dois anos de lutas, iniciando novas amizades com os idealistas locais e de muito
contato com políticos, mas de vitória. Quando começamos a fazer os contatos
certos, as portas se abrem. No final todos agradecem e incorporam a data ao
calendário de eventos
Graças
Deus em São Pedro estamos chegando a bom termo e em 09 de Julho de 2014 vamos
comemorar, com amplo apoio da prefeitura e dos familiares, é nossa
expectativa.Há uma grande simpatia da população pela luta de 1932.
Caso
algum de vocês ainda não haja conseguido realizar essa solenidade (em
auditórios ou em praça pública), serão bem vindos em São Pedro, será as 10
horas da manhã.
De
qq forma cada um deve participar na sua localidade ou nas cidades mais próximas
para ir vendo como tudo é feito e começar a planejar como vai ser na sua cidade.
Se
for o seu caso por favor confirme sua presença comigo em São Pedro.
Será
uma honra para nós darmos a você o diploma "José Augusto Frota
Escobar", nosso herói maior morto em combate ao socorrer um amigo ferido.
um exemplo de coragem e patriotismo. São Pedro enviou 36 voluntários ao
combate, 27 do município e 9 de regiões vizinhas. Estes, inclusive o meu pai,
engrossaram as fileiras do Batalhão de Piracicaba, ao todo cerca de 800 homens
( 33 ou 34 faleceram).
Vamos
em frente, a história reconhecerá o que temos feito e nossos descendentes
sentir-se-ão orgulhosos, como nós nos orgulhamos de nossos antepassados colaboradores
e combatentes de 1932.
Gostaria
igualmente de encoraja-los a redigir um artigo na imprensa local destacando as
três datas que habitualmente festejamos: 23/05/1932, 09/07/1932 e 23/10/1932.
Veja
os melhores sites: a partir da página do nosso presidente e dos nossos
companheiros para conhecerem material e poderem publicar as artigos.
João
Francisco de Aguiar, prof.
Núcleo
de Correspondência MMDC São Pedro
A pedagoga NYSSIA BARROS RAPOSO DE ALMEIDA, de 41 anos,
queria, hoje, prestar homenagem ao pai, FRANCISCO MANUEL RAPOSO DE ALMEIDA e ao
avô, que lutaram juntos na Revolução de 1932. Mas as obras no Obelisco do
IBIRAPUERA, que guarda os corpos dos ex-combatentes do conflito, a impediram.
Ao chegar, ela, que estava com familiares e amigos, foi barrada na entrada do
Mausoléu. Segundo os funcionários, a entrada está proibida, para a segurança
dos visitantes.
“Uma das coisas que ele (pai) me pediu foi que eu nunca
deixasse de vir e trazer a faixa que o acompanhou”, explica NYSSIA que, a
partir de então, visita o local todos os anos. “A intenção era chegar o mais
perto possível do meu pai”.
Para a filha do ex-combatente, o desfile na Academia de
Polícia Militar do Barro Branco não tem significado. “O que simboliza os
ex-combatentes é o Obelisco”, defende. NYSSIA ainda reclamou da informação de
que as urnas talvez tivessem mudado de lugar sem que ninguém a avisasse.
A PM, em nota, confirmou a interdição do Obelisco, inclusive
para parentes. Segundo o texto, o acesso ao Mausoléu oferece riscos “por conta
das obras, que impossibilitariam o acesso com segurança dos visitantes”. Após
as reformas, a situação será normalizada. Em relação ao local em que as urnas
estão armazenadas, a PM não havia se manifestado.
O Obelisco deveria ter sido entregue hoje, durante a
celebração do 9 de Julho. De acordo com o governador GERALDO ALCKMIN, porém,
questões judiciais atrasaram a reforma, que termina em 90 dias.
O investimento de 10,3 milhões de reais contempla a
recuperação do monumento, eliminação de infiltrações, reparações na hidráulica
e elétrica e construção de 432 cinerários.
REVISTA InARTE, do Colégio DANTE ALIGHIERI - Depoimento de
MARIA ÂNGELA COMEGNA, professora do Departamento de História, Filosofia e
Sociologia do Colégio:
Revolução
Constitucionalista, Revolução de 1932 ou Guerra Paulista foram os nomes dados
ao movimento armado ocorrido no Brasil entre julho e outubro de 1932. A questão
democrática se tornou a grande herança política desse movimento em um país de
tradição conservadora e elitista. Naquele período, era grande a insatisfação no
estado de São Paulo com o governo provisó- rio do presidente Getúlio Vargas
(compreendido entre 1930 e 1934). Os paulistas esperavam a convocação de
eleições, mas dois anos tinham se passado e o governo provisório se mantinha.
Os fazendeiros paulistas, que perderam o poder após a Revolução de 1930, eram
os mais contrariados e encabeçaram uma forte oposição ao governo Vargas,
havendo também grande participação de estudantes universitários, comerciários e
profissionais liberais. Os paulistas exigiam do governo provisório a elaboração
de uma nova Constituição e a convocação de eleições para presidentes (dos
estados e da República). Exigiam também, de imediato, a saída do interventor
pernambucano João Alberto, bem como a nomeação de um interventor paulista no
estado de São Paulo. Como Getúlio Vargas não atendeu às reivindicações, em maio
de 1932, teve início uma série de manifestações de rua contrárias ao governo federal.
A Revolução Constitucionalista começou, efetivamente, em 9 de julho de 1932. Os
paulistas fizeram uma campanha, usando jornais e rádios, para conseguir
mobilizar grande parte da população. Os combates ocorreram, principalmente, no
estado de São Paulo, na região sul do Mato Grosso e na região sul de Minas
Gerais. O resultado foi a derrota e rendição paulista em 28 de setembro de
1932. Cerca de 3 mil brasileiros morreram em combate, e mais de 5 mil ficaram
feridos. Parque do Ibirapuera No ano de 1954, a cidade de São Paulo festejou o
IV Centenário, celebrando o fenômeno de sua metropolização como o auge do
desenvolvimento econômico e cultural do Brasil. Para realçar o brilho das
festividades, a Comissão do IV Centenário viabilizou a construção do parque do
Ibirapuera, como palco das comemorações realizadas. Localizado no bairro
homônimo da cidade, e em um local privilegiado de lazer da capital paulista, o
parque do Ibirapuera foi escolhido pelas autoridades públicas a partir da
segunda metade do século XX para abrigar, além das demais edificações da
exposição comemorativa do aniversário de São Paulo, um dos maiores
empreendimentos artísticos de caráter monumental realizados até o IV
Centenário. Marco da Revolução de 32: o Obelisco do Ibirapuera Maria Angela
Comegna - professora do Departamento de História, Filosofia e Sociologia do
Colégio Dante Alighieri s Rumos da República 93 Colégio Dante Alighieri | Abril
2014 | InArte. O Monumento Mausoléu ao Soldado Constitucionalista de 1932. O
Obelisco Esse monumento funerário, também chamado de Obelisco do Ibirapuera ou
Obelisco de São Paulo, é o símbolo maior da Revolução Constitucionalista de
1932. O Obelisco do Ibirapuera foi tombado pelos conselhos estadual e municipal
de preservação do patrimônio histórico. O mausoléu do monumento guarda as
cinzas dos mártires Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, mortos em maio de
1932, e lembrados pelo acrônimo MMDC. A sigla, de fato, deu nome ao levante
revolucionário paulista que precedeu a Revolução Constitucionalista de 1932. As
cinzas de outros 713 ex-combatentes, assim como do poeta Guilherme de Almeida,
um dos fundadores da modernista revista Klaxon, e de Ibrahim de Almeida Nobre,
conhecido como o herói e tribuno de 32, são exemplos daqueles que se encontram
sepultados no mausoléu. Também se encontram no local os restos mortais do
agricultor Paulo Virgínio, da cidade de Cunha, considerado mais um dos heróis
da Revolução na região do Vale do Paraíba. Paulo Virgínio foi executado pelas
tropas fluminenses por se recusar a entregar o local onde estavam as tropas
paulistas. Paulo, que foi obrigado a abrir sua própria sepultura antes de ser
assassinado, teria gritado “Morro, mas sou paulista e São Paulo vence”. Para
homenagear os revoltosos e preservar a memória da rebelião, há cenas bíblicas e
passagens da história paulista, elaboradas com pastilhas de mosaico veneziano.
O monumento é um projeto do escultor ítalo-brasileiro Galileo Ugo Emendabili,
que chegou ao Brasil em 1923, quando tinha 34 anos de idade, fugindo à
prepotência do regime fascista italiano. Feito em mármore travertino, o
monumento foi inaugurado em 9 de julho de 1955, um ano após a abertura do
parque do Ibirapuera. Em 1958, foram inauguradas as portas de bronze e, em
1960, os painéis que enfeitam a cripta. Do projeto original, ainda faltam duas
piras que ficariam ao lado dos três arcos da entrada. A construção do monumento
teve início em 1950, sendo concluída em 1970. A execução da obra foi realizada
pelo engenheiro alemão radicado no Brasil Ulrich Edler. O maior monumento da
cidade tem 81 metros de altura (contando da base do mausoléu até a ponta do
obelisco). Realizado segundo princípios plásticos característicos de diferentes
correntes artísticas, o Obelisco tem inscrições acompanhadas de ícones em suas
quatro faces: iniciando pela face norte, seguindo pela oeste e sul, e
finalizando na face leste. O poema ali escrito é um texto de Guilherme de
Almeida, feito em homenagem aos revolucionários de 1932. Abaixo segue o texto:
Aos épicos de julho de 32, que, fiéis cumpridores da sagrada promessa feita a
seus maiores - os que moveram as terras e as gentes por sua força e fé - na lei
puseram sua força e m São Paulo sua Fé. Na base do monumento, junto à entrada
da capela e da cripta, voltadas ao Parque do Ibirapuera há uma inscrição de
Machado Florence: Viveram pouco para morrer bem morreram jovens para viver
sempre. O monumento teve sua concepção baseada em relações numéricas, que levam
sempre a algum número da data da revolução: 9/7/1932. A largura maior do
interior da cripta é de 32 metros lineares. Cada lado da base menor do obelisco
trapezoidal tem 9 metros lineares. Cada lado menor do obelisco trapezoidal, em
seu topo, mede 7 metros lineares. No centro da cripta, olhando-se para os lados
e para o alto, obtém-se a seguinte relação numérica: 32-09-07 — ou seja, ano,
dia e mês da Revolução de 1932. Do lado de fora, o Obelisco é a imagem de uma
espada, com quatro faces, voltadas para cada um dos pontos cardeais da cidade,
fincada numa praça em formato de coração. No centro da cripta está a escultura
do “Herói Jacente”. De olhos semiabertos, ele zela pelos ideais de democracia
que nortearam a Revolução de 32. Esse é o significado original atribuído pelo
escultor italiano Galileo Emendabili. O monumento, porém, sofreu com problemas
administrativos. Até 1954 foi gerido pela fundação que o criou. Naquele ano,
passou para a Sociedade dos Veteranos de 32. Ambas não tinham verba nem
estrutura para gerir e manter o complexo. A partir de 1991, a direção ficou a
cargo da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Por fim, cabe ainda ressaltar
a importância da preservação do Obelisco e do Mausoléu ao Soldado
Constitucionalista de 1932, que expressa materialmente o momento e a disposição
demonstrada por São Paulo para enfrentar a ditadura daquele período, em meio às
tensões políticas e sociais da época, pois somente dessa forma a construção da
história e da identidade paulista serão mais bem compreendidas. Fontes:
ANDRADE, Manuella Marianna. O processo de formação do Parque do Ibirapuera. In.:
Revista do Arquivo Histórico Municipal de São Paulo, v 204. Departamento do
Patrimônio Histórico. Ano 1, nº 1 (1934) - São Paulo: DPH, 1934 - 2006. pp.
49-67. CAPELATO, Maria Helena. O movimento de 1932, a causa paulista. São
Paulo: Brasiliense, 1981. COLÉGIO DANTE ALIGHIERI. Obelisco dos Heróis. São
Paulo: Educacional. Trabalho realizado pelos alunos Bruno, Fernando e Mayco, da
7.ª série, turma J, do Colégio Dante Alighieri. Disponível em Acesso em 12 dez.
2013. MARINS, Paulo César Garcez. O Parque do Ibirapuera e a construção da
identidade paulista. Disponível em <
http://www.scielo.br/pdf/anaismp/v6-7n1/02.pdf >Acesso em 11dez. 2013.29 p.
MOREIRA, Regina da Luz. São Paulo pega em armas: a Revolução Constitucionalista
de 1932. Rio de Janeiro: CPDOC /FGV : Centro de Pesquisa e Documentação de
História Contemporânea do Brasil, s.d. 94 Os Rumos da República Interior do
Mausoléu ao Soldado Constitucionalista Jacson Abreu/Departamento de Audiovisual
do Dante Uma das portas de bronze do Obelisco (à esq); ao lado, inscrição de
uma frase de Guilherme de Almeida presente no monumento Jacson
Abreu/Departamento de Audiovisual do Dante 8 Os Rumos da República Para
entender os motivos que levaram à Revolução de 1932, devemos antes atentar para
uma peculiaridade de São Paulo: ter um sentido muito forte de liberdade. Isso
vem da época do Brasil Colônia, quando São Paulo era uma vila muito pobre. Como
núcleo populacional interiorano, teve que viver longe das facilidades dos nú-
cleos litorâneos, mais privilegiados pela Metrópole. Então, por estarem fora do
contexto das facilidades metropolitanas, os paulistas vão desenvolver a duras
penas esse espírito de liberdade. Essa situação gera o Bandeirantismo e seus
grandes nomes, como João Ramalho, Fernão Dias, Raposo Tavares e Borba Gato.
Inicialmente, tinham eles o objetivo de caçar índios usados como mão de obra
escrava. Com essa ida para o interior, eles descobrem as rotas dos rios, pelos
quais os bandeirantes ultrapassam a linha de Tordesilhas, e as terras
exploradas acabam aos poucos sendo incorporadas ao Brasil. Em seguida,
descobrem as minas de ouro. Saltando no tempo, temos o café como a primeira
riqueza de São Paulo. Foi a partir dele que a região começou a se desenvolver.
Seus recursos foram utilizados para realizar a modernização e a
industrialização. Assim, São Paulo vira um polo de atração de mão de obra da
migração. Fica, então, para os paulistas, a ideia de que eles não deviam essa
prosperidade a ninguém. Só a eles mesmos. Isso acentua a noção de liberdade, a
vocação libertária desse povo. A proclamação da República também deve bastante
a São Paulo. Em 1870, houve a Convenção de Itu, a primeira manifestação pública
dos republicanos. Na verdade, São Paulo nunca aceitou imposições do governo
central, que viessem a ferir a autonomia provincial. Na Revolução de 1930 – uma
continuação civil da Revolta Militar de 1924, adotando o ideário tenentista –,
São Paulo inicialmente, apoiou Getúlio Vargas, pois ele havia prometido
governar sob um regime democrático e republicano. Mas Vargas não cumpriu o
prometido. Tornou-se um ditador e perseguiu São Paulo, que sofria com a crise
do café (os produtores tiveram que sacrificar estoques inteiros, situação que
ameaçou a viabilidade econômica do Estado). São Paulo reclamava o cumprimento das
promessas de Vargas e, principalmente, a aprovação de uma Constituição para o
Brasil. Getúlio, porém, não atendeu. Começou, então, uma conspiração
pró-revolta entre os paulistas. As motivações eram a realidade REFLEXÕES SOBRE
1932 E SEU OBELISCO NO IBIRAPUERA “O Obelisco representa o espírito autônomo de
São Paulo na defesa de suas liberdades” Depoimento concedido à revista InArte
pelo Professor Paulo Nathanael Pereira de Souza s Rumos da República 99 Colégio
Dante Alighieri | Abril 2014 | InArte econômica insuportável e a ânsia pela
liberdade através de uma Constituição. Vê-se nesse momento o fortalecimento da
vocação libertária dos paulistas. Na época, o governo federal alegou que São
Paulo queria se separar do Brasil e ser um estado autônomo. Chegou até a ser
divulgado que os imigrantes italianos, presentes em grande número em São Paulo,
queriam criar um estado fascista na região, com o apoio de Mussolini! Contudo,
todos os documentos mostram que a revolução dos paulistas partiu do desejo
uniforme do povo por uma Constituição. Dizem que foi uma revolução da elite.
Não é verdade. [o momento] mobilizou membros da elite, operários, povo, jovens,
que lutaram por um ideal. Até hoje, há muito preconceito contra a Revolução de
1932. E isso é um problema, porque o que explica um movimento revolucionário na
história é sua motivação. E tanto é verdade que a nossa motivação era a
Constituição. O Brasil ganhou-a em 1934. Essa Constituição era bastante
liberal, mas não prosseguiu em vigor porque as condições da época davam margem
para governos totalitários. O período não permitiu a São Paulo desfrutar da
Constituição de pela qual tanto lutou. O monumento Mausoléu ao Soldado
Constitucionalista de 1932 De fato, São Paulo devia uma homenagem aos seus
heróis, como Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo [rapazes que foram mortos por
tropas federais durante uma manifestação pró-Constituição, fato que acabou
sendo um dos estopins da Revolução em 1932]. E ela veio por meio de monumentos,
que estão localizados em cidades onde ocorreram ações revolucionárias. Coube a
Galileo Emendabili esculpir essa homenagem no Ibirapuera [Monumento Mausoléu ao
Soldado Constitucionalista de 1932], e ele para isso se valeu dos conhecimentos
de Guilherme de Almeida [poeta e jornalista da Revolução]. Esse monumento é uma
homenagem permanente ao espírito de liberdade do paulista e à sua Revolução
Constitucionalista, que, cabe mais uma vez destacar, foi motivada por um anseio
coletivo de legalidade e não por um suposto plano de separatismo de São Paulo.
É daí que surge o lema “Non ducor duco” (“Não sou conduzido conduzo”) a
traduzir a vocação libertária e legalista do povo de São Paulo. Monumentos
concretizam memórias. E o brasileiro não costuma respeitar o passado. Nossos
monumentos não recebem o cuidado necessário, e o povo passa por eles de forma
indiferente. A condenação do Regime Militar [ditadura militar vigente no Brasil
de 1964 a 1985] trouxe para o civismo brasileiro um sentido pejorativo, quando
na verdade defender o civismo é defender o DNA da nação. Civismo é exercício de
cidadania. Como os monumentos parecem ser considerados símbolos da elite que
domina o país, acabam sendo vistos com ressalva. Ocorre em relação aos
monumentos uma mistura de política com simpatias ou antipatias circunstanciais.
O Ibirapuera devia ser um ponto de referência da história do país. O Brasil
está acima de governos e de idiossincrasias de facções política. De qualquer
forma, o Obelisco expressa algo muito maior que a Revolução de 1932: representa
o espírito autônomo de São Paulo na defesa de suas liberdades. É a visão que
tenho dessa questão.
Pelo menos 26
ônibus foram queimados na GRANDE SÃO PAULO em um intervalo de duas horas. Os
sete ataques, quase simultâneos, começaram logo após a derrota do BRASIL diante
da ALEMANHA, pela COPA DO MUNDO, ontem. A capital, GUARULHOS e OSASCO sofreram
os atentados.
Os locais
atingidos pelas chamas foram SAPOPEMBA e ITAIM PAULISTA, na zona leste,
AMERICANÓPOLIS e JARDIM SÃO LUIZ, na zona sul. VILA MEDEIROS, na zona norte.
JARDIM PRESIDENTE DUTRA, em GUARULHOS, e Rua ALFREDO BENICASA, em OSASCO. O
transporte coletivo nas localidades acabou prejudicado nesta madrugada, já que
as garagens recolheram os veículos. Mas nesta manhã, feriado da Revolução
Constitucionalista, a situação já estava normalizada. Além do problema com os
ônibus, houve um incêndio em um pátio de veículos desativado e uma tentativa de
saque a uma loja de eletroeletrônicos.
O jornalista
argentino JORGE LUIZ LÓPEZ, de 38 anos, morreu hoje de madrugada após um carro roubado
atingir o táxi que o levava ao HOTEL BRISTOL, em GUARULHOS, onde estava
hospedado. O acidente ocorreu à 1:30 hora, no cruzamento entre a Avenida
TIRADENTES e a Rua BARÃO DE MAUÁ, no centro de GUARULHOS. O veículo NISSAN
VERSA havia sido roubado na PENHA, zona leste. A Polícia Militar perseguia o
trio que ocupava o automóvel. Os bandidos passaram no sinal vermelho, atingindo
em cheio a lateral do táxi, um modelo FIAT IDEA.
TOPO, como era conhecido o jornalista, estava sem cinto de
segurança, bateu a cabeça na porta e foi arremessado para fora do carro. Ele
morreu na hora. O taxista fraturou o ombro e está fora de perigo. Dois homens
foram presos e um menor, de 17 anos, foi apreendido. JORGE ficou conhecido
pelas entrevistas com LIONEL MESSI. O jornalista cobriu boa parte da carreira
do astro do BARCELONA e da seleção argentina, na cidade espanhola.
TOPO estava no BRASIL desde o início da COPA DO MUNDO
trabalhando para a rádio LA RED e colaborando com o jornal “OLÉ”, o mais famoso
diário esportivo da ARGENTINA. Logo que a notícia se espalhou, o jornal
estampou em seu portal a manchete “LO LLORAMOS TODOS” e dedicou boa parte de
sua cobertura de hoje em homenagens ao profissional, mesmo com a ARGENTINA
disputando a semifinal da COPA.
Jogadores, clubes e até o presidente da FIFA, JOSEPH
BLATTER, manifestaram solidariedade à família de TOPO. “Meus mais sinceros
pêsames aos familiares e amigos do jornalista JORGE “TOPO” LÓPEZ. Notícia
terrível. Descanse em paz”, postou o dirigente.
O ex-jogador argentino e técnico DIEGO SIMEONE também
lamentou a tragédia. “Não foi só um grande jornalista, foi também um amigo.
Muita dor. Minhas condolências a VERO BRUNATI e família”, escreveu no TWITTER.
E foi por meio dessa mensagem que a mulher de TOPO, VERÔNICA BRUNATI, ficou
sabendo da morte do marido. “DIEGO, não me diga isso. Por favor, sou a mulher
do TOPO. Que alguém me ligue no QUALITY HOTEL JARDIM”, postou, desesperada.
TOPO e a mulher, que também é jornalista e cobre a COPA,
estariam hoje no jogo da ARGENTINA. Após isso, eles comemorariam o aniversário
de um de seus filhos, na capital.
O corpo do ex-deputado federal PLÍNIO DE ARRUDA SAMPAIO foi
enterrado nesta tarde no Cemitério do ARAÇÁ, região central de SÃO PAULO. O
político morreu ontem, aos 83 anos, em decorrência da falência de múltiplos
órgãos. Ele estava internado havia um mês para tratar um câncer ósseo e
completaria 84 anos no próximo dia 26. O corpo do ex-deputado foi velado
durante a manhã, na Igreja dos Dominicanos, em PERDIZES. Antes do enterro, o caixão
foi coberto com bandeiras do PSOL e do MST. O hino da Internacional Socialista
foi entoado na cerimônia. O governador GERALDO ALCKMIN esteve presente no
velório. “Um brasileiro que dedicou a sua vida à justiça social, a um país mais
justo. Socialmente melhor. Tenho um laço até afetivo porque ele foi promotor
público na minha cidade natal (PINDAMONHANGABA)
e muito amigo de meu pai”, disse ALCKMIN. “Ele criou em PINDA o
LEGIONÁRIOS NA DEFESA DO MENOR. Meu pai foi o primeiro presidente no
LEGIONÁRIOS”, completou o governador. Durante o velório, o senador EDUARDO
SUPLICY (PT) entregou aos filhos do ex-deputado uma nota escrita pelo
ex-presidente LULA. PLINIO era casado havia 60 anos com MARIETTA RIBEIRO DE
AZEVEDO e deixa seis filhos.
Após bombardear 550 alvos na FAIXA DE GAZA, hoje, ISRAEL
prometeu intensificar a OPERAÇÃO LIMITE PROTETOR. A ofensiva é uma resposta aos
lançamentos de foguetes atribuídos ao HAMAS, grupo radical que governa o
território palestino – e ampliou sua capacidade militar e o alcance de seus
projéteis para atingir o rival.
A mais grave crise na região desde 2012 já deixou 64 mortos,
entre os quais, 13 crianças, segundo fontes médicas. “Decidimos intensificar os
ataques contra o HAMAS e outras organizações terroristas em GAZA”, declarou
hoje o primeiro-ministro israelense BINYAMIN NETANYAHU.
A campanha de ISRAEL teve início na noite de segunda-feira,
dia 7. Um dia depois, o Exército israelense convocou 40 mil reservistas e abriu
as portas para uma ofensiva por terra. “O Exército está preparado para qualquer
eventualidade”, reiterou NETANYAHU, em um comunicado divulgado após uma reunião
do comando militar do país.
O primeiro-ministro afirmou que o “HAMAS pagará um preço
alto por disparar foguetes contra cidadãos israelenses”. Desde o início dos
bombardeios contra a FAIXA DE GAZA. O HAMAS disparou ao menos 165 foguetes
contra ISRAEL. Alguns deles chegaram a JERUSALÉM, TEL AVIV e HAIFA, mais de 160
quilômetros ao norte, mas foram interceptados pelo sistema antimíssil DOMO DE
FERRO. Segundo fontes médicas na FAIXA DE GAZA a maioria das mortes ocorridas
em razão da operação israelense foi de militantes do HAMAS, mas também havia
mulheres e crianças entre os mortos – ao menos 13. Mais de 300 pessoas ficaram
feridas. Do lado israelense, até hoje, não havia mortos ou feridos. O pior
ataque ocorreu entre a noite de segunda-feira e a madrugada de terça, em KHAN
YUNIS. Um míssil israelense lançado contra a casa de um radical islâmico matou
o militante e cinco de seus parentes.
A rádio pública israelense afirmou que tropas israelenses
mataram hoje dois mergulhadores palestinos que tentavam entrar em ISRAEL pelo
mar. O Exército declarou que houve troca de tiros e os palestinos foram mortos
perto de onde, no dia anterior, outros quatro militantes morreram de forma
similar.
EUA, UNIÃO EUROPÉIA, diversos países árabes e IRÃ pediram um
fim imediato da violência. Atendendo ao pedido da LIGA ÁRABE, O Conselho de
Segurança das NAÇÕES UNIDAS deve se reunir amanhã para discutir a crise. O
EGITO, por sua vez, lamentou a situação, mas reduziu a possibilidade de mediar
uma trégua, como fez em outros momentos de escalada de violência na região. Em
2012, com a ajuda dos EUA, o governo do islamita egípcio MOHAMED MORSI negociou
um cessar-fogo entre israelenses e palestinos, em um elogiado desfecho.











