sexta-feira, 10 de julho de 2020

MEMÓRIAS DO VENTURA - 9 DE JULHO - 2ª PARTE - DE 2008 A 2014.

História Total: A Revolução de 1932











2 008    :      -    QUARTA-FEIRA
Para mim o 9 de Julho tem um duplo significado. Foi no 9 de Julho de 1950 que comecei a registrar as minhas memórias, com apenas 13 anos de idade. Como bom capricorniano, não parei de registrar os acontecimentos de minha vida durante esses 58 anos que estão se completando hoje. O outro motivo é que, de doze anos para cá, como secretário da Sociedade Veteranos de 32-MMDC estou intimamente ligado à data do início da Revolução Constitucionalista.
Hoje, por amor a essa causa, embarco numa van lotadíssima e viajo de pé, em péssima posição, fazendo com que sentisse dores nas pernas. Na Rua PEDRO VICENTE, compro o jornal AGORA e o leio enquanto aguardo a chegada do CORONEL MENDES para irmos para o IBIRAPUERA. Esse jornal traz uma página inteira dedicada à data de hoje.

PONTOS GUARDAM MEMÓRIA DA REVOLUÇÃO DE 32.
Mercadão abrigava armas dos soldados, que treinavam a mira destruindo vitrais. Outro prédio foi erguido com doações para a guerra.
Hoje faz 76 anos que São Paulo iniciou uma revolta contra o governo de GETÚLIO VARGAS, que havia assumido a presidência da República em 1930. A partir de 9 de Julho de 1932, os combates entre tropas federais e do Estado se espalharam por todo o Estado, numa luta desproporcional: eram 100 mil integrantes das tropas federais. Em três meses de batalhas, pelo menos 830 paulistas foram mortos e São Paulo foi derrotado.
Foi o maior conflito bélico brasileiro do século XX. Embora São Paulo tenha sido derrotado, um de seus objetivos foi alcançado: VARGAS permitiu uma eleição em que foram escolhidos os integrantes da Assembléia Nacional Constituinte. Os eleitos trabalharam de novembro de 1993 a julho de 1934, quando foi promulgada a nova Constituição – a segunda da história do Brasil. Hoje de manhã, uma solenidade no obelisco do IBIRAPUERA marca a data. Pela primeira vez, uma mulher assumirá, aos 89 anos, o comando do Exército Constitucionalista. 
Após 76 anos, o levante continua na memória de cerca de uma centena de soldados que estão vivos – todos com mais de 90 anos – e é lembrado em vários pontos do Estado. No interior ainda há trincheiras e locais que abrigaram tropas. Na capital, além de ruas e avenidas que remetem a datas e personalidades da época, é possível conferir pontos – muitos deles escondidos – que foram importantes durante a revolução.
Na esquina da rua BARÃO DE ITAPETININGA com a PRAÇA DA REPÚBLICA, no centro, foram mortos, em conflitos após um comício em 23 de maio de 1932, quatro jovens (MARTINS, MIRAGAIA, DRÁUSIO e CAMARGO) que deram origem à sigla MMDC, símbolo da revolta.
No período da revolução, o Mercado Municipal, no parque D PEDRO II, abrigou armas e munição em vez de frutas e verduras. Os soldados treinavam artilharia nas imagens do painel, que levou quatro anos para ser concluído. Já o mosteiro de SÃO BENTO, no centro, serviu como abrigo para os feridos.
Preservar a memória da revolução é a missão da Sociedade Veteranos de 32-MMDC. Eles mantém o museu “MARIA SOLDADO” com capacetes, documentos, fotos e fardas.
Mas o espaço só reabrirá em agosto. Em 2006, ameaçado por inflitrações, o acervo foi transferido do subsolo do obelisco para um colégio da LAPA e só pode ser visitado no período letivo.
O professor JOSÉ CARLOS DE BARROS LIMA, presidente do núcleo LAPA da associação, sonha com a mudança definitiva para o EDIFÍCIO OURO PARA O BEM DE SÃO PAULO, no centro. O prédio pertence à SANTA CASA e foi erguido com o dinheiro da venda de jóias doadas pelos paulistas para financiar a revolução.  Os veteranos voltam hoje ao obelisco do IBIRAPUERA para cumprir um ritual que se repete todos os anos. No gramado, no entorno do monumento, que está fechado para reforma, haverá a tradicional passagem de comando do Exército Constitucionalista. Pela primeira vez uma mulher assumirá o posto.
A escolhida é DIRCE RUDGE PACHECO E SILVA, 89 anos. Ela tinha apenas 14 quando a revolução estourou. Ajudou costurando uniformes e na preparação de alimentos para os soldados. “Eram 72 mil mulheres colaborando. Sem elas, nada teria acontecido”, afirmou o coronel da reserva MÁRIO FONSECA VENTURA, secretário da Sociedade Veteranos de 32-MMDC, responsável pela indicação.
Além da passagem do comando, a solenidade terá o sepultamento de 11 heróis de 32 na cripta do monumento e um desfile cívico-militar.

O MENDES prefere deixar o carro no estacionamento da Assembléia Legislativa. Vamos a pé até o local do palanque. Embora seja cedo, há grande número de pessoas no local. Cumprimentamos o coordenador do evento, CORONEL PM MARCO ANTÔNIO, Comandante da APMBB, bem como outros oficiais que fazem parte do esquema de organização da festa. Muita gente conhecida está presente. Entre eles: FRANCISCO GIANNOCCARO, FRANCES DE AZEVEDO, ROMAGNOLI, JANAÍNA, ALENCAR THOMÁS (que já foi comandante do Exército Constitucionalista); a família de dona DIRCE RUDGE PACHECO E SILVA, que se transforma na pessoa mais importante dessa solenidade); CORONEL Ex Reformado ARY CANAVÓ, SÍLVIO GUERRA, LUCIANA (esses dois irão desfilar num carro com um quadro do MMDC); Professora MARIA ODETE, NEVES, RENATA (neta de IBRAHIM NOBRE); uma comitiva de mais de vinte pessoas, que veio de CURITIBA, para assistir a imortalização do herói VICENTE HENRIQUE TAGLIANETTI; o veterano de LONDRINA, CALIXTO, trazido pela sua filha, e muitas outras pessoas. 
O governador JOSÉ SERRA faz-se representar pelo vice ALBERTO GOLDMAN; O Presidente do Tribunal de Justiça, ROBERTO ANTÔNIO VALLIM BELLOCCHI; o presidente da Assembléia Legislativa, VAZ DE LIMA; o Secretário da Justiça, LUIZ ANTÔNIO MARREY; o Secretário da Segurança Pública, RONALDO AUGUSTO BRETAS MARZAGÃO; O Comandante do Exército Sudeste, GENERAL-DE-EXÉRCITO ANTÔNIO GABRIEL ESPER; Comandante do 8º Distrito Naval, VICE-ALMIRANTE TERENILTON SOUZA SANTOS; Comandante do IV COMAR, MAJOR-BRIGADEIRO-DO-AR JOSÉ ROBERTO SCHEER;CORONEL PM DANIEL BARBOSA RODRIGUEIRO (Sub-Cmt PM); CORONEL Méd PM LUIZ ÁLVARO DE MENEZES FILHO; JUIZ CORONEL PM Aposentado, ANTÔNIO AUGUSTO NEVES; Desembargador aposentado ÁLVARO LAZZARINI. Essas autoridades estão no palanque principal.
O primeiro ato da solenidade é a passagem de Comando do Exército Constitucionalista feito pelo veterano OSVALDO DIANA (com 99 anos de idade) para a primeira mulher a assumir esse posto, DIRCE RUDGE PACHECO E SILVA.
Soc. Veteranos de 32 - MMDCORDEM DO DIA DA NOVA COMANDANTE.
Excelentíssimo Sr. José Serra, digníssimo governador do Estado de São Paulo.
        
Excelentíssimo Coronel Roberto Antônio Diniz, digníssimo Comandante da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Excelentíssimo Capitão Gino Struffaldi, digníssimo Presidente da Associação de Veteranos de 32 - MMDC.

Demais autoridades, familiares e paulistas.

Assumo, neste nove de julho, com muita honra o comando do exército constitucionalista para cumprir, pelo período de um ano os deveres e ofícios que me forem designados em prol dos ideais e da memória da Revolução Constitucionalista de 1932.

Esse ato solene é o compromisso de se manter viva a chama de liberdade e civismo que foi acesa em 9 de Julho de 1932.

Essa chama que marca a fogo meu coração e ilumina a minha alma é o compromisso de servir uma vez mais a causa constitucionalista perante o povo de São Paulo, aos olhos do Brasil e sobre a lápide daqueles que sem apego, imbuídos dos mais altos ideais que uma pátria pode esperar de seus filhos, deram a sua vida pela nação.

Pela primeira vez na história uma mulher assume o mais alto posto do exército constitucionalista e coube a mim receber tamanha honra e distinção. Recebo este posto, com humildade e com o mesmo ânimo e espírito que abracei a causa na minha juventude.

Neste momento em que a emoção tenta calar a voz e a idade teima em apagar a memória, lembro vivamente dos amigos e familiares que não mediram esforços em prol da nação e se entregaram a causa maior. 
A família paulista, chamada ao dever, soube mostrar ao Brasil o amor pela pátria. Da casa de minha família partiu mais de um soldado da lei, assim como em tantos outros lares de nossa terra natal.
Enquanto nossos maridos, pais e irmãos estavam na trincheira, sob o calor da metralha, combatendo as forças ditatoriais, a família paulista atuava em auxílio destes bravos jovens. Estávamos cuidando dos feridos nos hospitais de sangue, arrecadando fundos, costurando uniformes e agasalhos, organizando o correio militar, fabricando munições e capacetes e, sobretudo conclamando a família brasileira que aderisse aos ideais constitucionais.
São Paulo ensinou ao Brasil que amor não se vende. Que princípios não se negociam. Que valores e virtudes não são relativos. Que a lei não se dobra. Que a terra natal não se entrega.
Vivemos tempos difíceis, tempos conturbados. Onde o público se confunde com o privado. Onde o relativismo reina sem medidas e sem freio, alentado por um corporativismo pernicioso. Acredito que é justamente em tempos conturbados que se sobressaem os heróis, forjados nas dificuldades, nas adversidades que a vida nos impõe.
Assim, há exatos 76 anos, a história nos impôs um dever. Um dever inigualável. O dever de imortalizar o ideal da causa constitucionalista. O dever de honrar aqueles que combateram a tirania por um Brasil melhor. O dever de contar aos seus familiares, aos paulistas e aos brasileiros a razão da entrega destes jovens ao sacrifício máximo. Essa é a ordem do dia! Lembrai-vos ó paulistas de tua história.
Aliste-se neste dever! RES NON VERBA!
São Paulo, 9 de julho de 2008.; 187ºa Independência, 120o da República e 76o  da Revolução Constitucionalista.
_________________________
Dirce Rudge Pacheco e Silva

Em seguida uma carreta dos bombeiros traz as cinzas dos onze heróis que são imortalizados nesta data:
JOSÉ BAPTISTA CAMPOS; ALUISIO GREGORIO MOTTA; ANTONIO FERREIRA CALDEIRA JUNIOR; VICENTE HENRIQUE TAGLIANETTI; ALCIDES PRADO; ROQUE PETRONI JUNIOR; AMÉRICO GAMBARINI; BENTO LUIZ DE QUEIROZ TELLES; JOAQUIM GIL GONÇALVES; JULIAN REQUENA GARCIA; JACOB MEDEIROS DE MIRANDA.
As urnas são conduzidas para o interior do Monumento Mausoléu e familiares e autoridades acompanham o cortejo. Esses onze heróis vão se juntar aos outros 758, perfazendo agora o número de 769 ex-combatentes da Revolução Constitucionalista de 1932.
Vai-se realizar a entrega da Medalha Constitucionalista para as seguintes autoridades:
 POSTO / GRADUAÇÃO
NOME COMPLETO
General BDA
EDUARDO SEGUNDO LIBERALI WIZNIEWSKY
General BDA
JOSÉ JÚLIO DIAS BARRETO
Doutor
ROBERTO ANTONIO VALLIM BELLOCCHI
Deputado Estadual
SÉRGIO OLÍMPIO GOMES
Capitão-de-Mar-e-Guerra
ALVARO RODRIGUES FERNANDES
Capitão-de-Mar-e-Guerra
LUCIANO PAGANO JUNIOR
Cel INT
RENATO YOSHIO MORI
Cel INT
LUIZ HENRIQUE WAGNER
Doutora
JANAINA EXPOSITO PINTO
Doutor
VALDIR ABDALLAH
Doutor
FERNANDO LOPES DAVID
Doutor
OSIRIS MONTEIRO BLANCO
Senhor
JOSÉ ANTONIO SILVEIRA RIBEIRO
Doutor
PAULO AFONSO BICUDO
Inspetor
FAUSTO BLASI
Senhora
DIRCE RUDGE PACHECO E SILVA
Senhor
LAÉRCIO PANCINI DOS SANTOS
Senhor
MÁRIO FLORÊNCIO CUESTA
Doutor
SÉRGIO MARCOS ROQUE
Doutor
ADAUTO ROCCHETTO
Doutor
ALDO STRUFFALDI
Doutor
ANTONIO BASILE
POSTO / GRADUAÇÃO
NOME COMPLETO
Cel PM
JOÃO DOS SANTOS DE SOUZA
Cel PM
JORGE LUIZ ALVES
Cel PM
SILVÉRIO LEME FILHO
Cel PM
HOMERO DE ALMEIDA SOBRINHO
Cel PM
EDUARDO JOSÉ FELIX DE OLIVEIRA
Cel PM
JOÃO ANTONIO RIBEIRO FERREIRA
Cel PM
DAVI NELSON ROSOLEN
Cel PM
CLAUDIO ANTONIO RISSOTO
Cel PM
MARCO ANTONIO AUGUSTO
Cel PM
LUIZ MASSAO KITA
O deputado estadual MAJOR PM SÉRGIO OLÍMPIO GOMES passa a participar de um ato de reivindicação por melhores vencimentos para os reformados da PMESP. Isso vai gerar revolta no deputado estadual CORONEL PM ÉDSON FERRARINI, que acha que a atitude do major não leva a nada, Outro revoltado é o Secretário da Justiça, LUIZ ANTÔNIO MARREY. Os dois conversam com o CORONEL MENDES e comigo sobre o acontecimento.
Brilhante desfile vai encerrar as comemorações do 76º Aniversário da Revolução Constitucionalista. É de se salientar a ampla cobertura da televisão e da imprensa escrita para o evento. A TV ASSEMBLÉIA filmou toda a solenidade.
Conversamos com muita gente que se encontra no IBIRAPUERA e a escolha da primeira mulher para assumir o comando do Exército Constitucionalista foi coroada de pleno êxito.
MENDES me deixa na ARMÊNIA. Ao chegar em casa LUCINDA, PAULO CÉSAR, JOÃO comentam as reportagens feitas durante o evento. Vamos assistir, na tarde, a transmissão da TV ASSEMBLÉIA. Essa é uma vitória de JOSÉ D´AMICO, que se interessou nessa cobertura.

O presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, desembargador Roberto Antonio Vallim Bellocchi, presenciou nesta quarta-feira (9/7) a cerimônia comemorativa ao 76º aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932. O evento foi realizado em frente ao Mausoléu do Soldado Constitucionalista, no bairro Ibirapuera, na capital paulista.
Além da transmissão do Comando do Exército Constitucionalista do senhor Oswaldo Viana para a senhora Dirce Rudge Pacheco e Silva e de homenagens aos heróis da Revolução, houve durante a solenidade um desfile cívico e um militar.
Na cerimônia, o presidente do TJSP, desembargador Vallim Bellocchi, foi agraciado com a outorga da Medalha Constitucionalista e visitou o túmulo do Herói Jacente.
Também estiveram presentes o vice-governador do Estado de São Paulo, Alberto Goldman; o prefeito da capital, Gilberto Kassab; secretário de Estado da Justiça e da Defesa da Cidadania, Luiz Antonio Guimarães Marrey; presidente do Tribunal de Justiça Militar de São Paulo, Coronel PM Fernando Pereira; presidente da Sociedade Veteranos de 32 - MMDC, capitão Gino Stuffaldi, entre outras autoridades.
Sobre a Medalha Constitucionalista
Instituída pelo decreto estadual nº 29.896, de 10 de maio de 1989, a Medalha Constitucionalista é outorgada pela Sociedade Veteranos de 32 - MMDC e se destina a homenagear pessoas físicas ou jurídicas, nacionais ou estrangeiras, que por seus méritos e relevantes serviços prestados ao culto da Revolução Constitucionalista de 1932 se tenham tornado dignas de especial distinção.
A medalha é um resplendor canelado de prata, de 36 milímetros de diâmetro, carregado ao centro, no anverso, de um disco, trazendo no campo o emblema da Campanha do Ouro Para o Bem de São Paulo e na orla a divisa "Pela Lei - Pela Grei"; no reverso, no campo, o contorno geográfico do Brasil, tendo brocante um capacete e, na orla, os dizeres: "Sociedade Veteranos de 32 - MMDC - 9 de Julho".
É pendente de fita com dezenove listas iguais em largura, sendo treze ao centro, sete pretas e seis brancas, alternadas, ladeadas de uma vermelha, uma amarela e uma verde, para compreender sua largura total.

Parecia que finalmente o SANTOS daria um fim à terrível seqüência de sete jogos sem vitória (quatro derrotas e três empates). Com um futebol envolvente, rápidas trocas de bola e inúmeras chances de gol, o time do técnico CUCA merecia ter saído com o triunfo contra o GRÊMIO, nesta noite, na VILA BELMIRO. Mas não obteve sucesso. O empate por 1 a 1 manteve o SANTOS na zona de rebaixamento, em 18º lugar, com 7 pontos.  

Nas operações que fez com o megainvestidor NAJI NAHAS, o ex-prefeito CELSO PITTA preferia movimentar apenas dinheiro vivo – em dólar ou real. É o que apontam as interceptações telefônicas feitas pela Polícia Federal (com autorização da Justiça) de conversas entre o ex-prefeito e pessoas ligadas a NAHAS. As investigações mostram ainda que ele teria recebido a quantia de 70 mil reais em espécie. O valor total movimentado por PITTA não foi divulgado. Ele foi detido sob as acusações de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.
Pelo relatório da PF, citado na sentença do juiz federal FAUSTO MARTIN DE SANCTIS, que autorizou a prisão preventiva de 24 envolvidos no esquema de 24 envolvidos no esquema comandado pelo banqueiro DANIEL DANTAS e o megainvestidor NAJI NAHAS, PITTA aparece como um “cliente” de NAHAS. Ele usaria serviços ilegais de NAJI para trazer de volta ao BRASIL parte do dinheiro que supostamente teria sido desviado dos cofres públicos no período em que esteve à frente da Prefeitura de SÃO PAULO, entre 1997 e 2000.
No final da noite, o Supremo Tribunal Federal decidiu soltar DANIEL DANTAS, sua irmã VERÔNICA e outros nove do grupo, também presos no dia 8. O presidente do STF, GILMAR MENDES, alegou que o período de coleta de provas já terminou e que a lei não prevê prisão preventiva para a realização de interrogatório.

As críticas ao preparo dos policiais militares, após o episódio que resultou na morte do menino JOÃO ROBERTO SOARES, gerou uma reação imediata do comando-geral da corporação. Hoje, 20 policiais do batalhão da TIJUCA passaram o dia em instrução no Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE). Pela manhã, os policiais tiveram aula teórica. Depois, participaram de uma aula prática. Aprenderam técnicas de uso da força, abordagem, patrulha e de como algemar um bandido.  

Às 10 horas desta quarta-feira morreu no Hospital SÃO MATHEUS, em CUIABÁ, o escritor RICARDO GUILHERME DICKE, aos 71 anos. O mato-grossense DICKE era um mito da literatura nacional que passou a vida numa espécie de ponto cego das estantes. Pouca gente o leu, mas em compensação muita gente de qualidade o leu: GLAUBER ROCHA, HILDA HILST (que o comparou a MACHADO), LUIZ RUFFATO.
Nem em casa ele teve o devido reconhecimento. Em abril de 2008, o escritor IGNÁCIO DE LOYOLA BRANDÃO foi a CUIABÁ e procurou algum livro de DICKE. “Encontrei apenas um exemplar, o último de uma edição local de DEUS DE CAIM, premiado no WALMAP em 1967, um dos maiores prêmios literários da época. O romance que derrotou o meu BEBEL QUE A CIDADE COMEU, que concorria também”, escreveu em sua coluna no “ESTADO”.
DICKE publicara DEUS DE CAIM, seu primeiro romance, havia mais de 40 anos. Um ano depois, em 1967, ele recebia menção honrosa no concurso de literatura, uma distinção que lhe dava um júri que incluía JORGE AMADO e GUIMARÃES ROSA.
Seu currículo não era, entretanto, o de um misantropo, um exilado por vocação, como se vê por essa descrição: “Nascido em 16 de outubro de 1936, formou-se em Filosofia pela Universidade Federal do RIO DE JANEIRO em 1971. Em 1972, licenciou-se em Filosofia, pela Faculdade de Educação também da UFRJ. Fez especialização em HEIDEGGER e o Problema do Absoluto e Fenomenologia de MERLEAU-PONTY e ainda freqüentou a Escola Superior de Museologia. Trabalhou como professor, tradutor e jornalista para várias editoras e jornais de grande circulação no RIO DE JANEIRO e CUIABÁ. Foi revisor e copy-desk em várias editoras e especialmente entre 1973 e 1975 no jornal O GLOBO, do RIO DE JANEIRO. Como artista plástico estudou pintura e desenho, entre 1967 e 1969 com FRANK SCHEFFER e entre 1969 e 1971, com IVAN SERPA e IBERÊ CAMARGO. Estudou cinema no Museu de Arte Moderna do RIO DE JANEIRO.
Publicous os romances: DEUS DE CAIM, COMO O SILÊNCIO, CAIEIRA, A CHAVE DO ABISMO, MADONA DOS PÁRAMOS, O ÚLTIMO HORIZONTE, CERIMÔNIAS DO ESQUECIMENTO, CONJUCTIO OPOSITORIUM NO GRANDE SERTÃO (tese de mestrado em Filosofia na UFRJ), O SALÁRIO DOS POETAS, RIO ABAIXODOS VAQUEIROS, TOADA DO ESQUECIDO e SINFONIA EQÜESTRE, entre outros. Também teve extensa produção de contos, teatro e poesia. Um de seus romances, O SALÁRIO DOS POETAS, foi levado aos palcos de LISBOA em 2005. 

O IRÃ testou hoje nove mísseis de médio e longo alcance perto do Estreito de ORMUZ, uma pequena faixa de água por onde passa 40% do suprimento de petróleo do mundo. TEERÃ vem reiteradamente ameaçando fechar o estreito e os testes provocaram um aumento de dois dólares no preço do barril de petróleo.

Um grupo de homens armados abriu fogo hoje contra policiais turcos diante do consulado americano em ISTAMBUL, deixando três guardas e três atiradores mortos. O governo dos EUA afirmou que nenhum americano ficou ferido. Apesar de nenhum grupo ter reivindicado a autoria do atentado, fontes policiais afirmaram que a rede terrorista AL-QAEDA estaria por trás do incidente.

2 009 :          -    QUINTA-FEIRA
9 de Julho é  exemplo – CRÔNICA DE ROBERTO GONÇALVES
O Brasil é m país que insiste na beira do abismo. Abençoado por Deus e pela natureza, vive na dúvida entre o atalho do atraso e a reta da certeza. Uma nação que maltrata sua história e não agradece, todos os dias, a generosidade divina que nos concedeu uma extensão territorial de dimensão continental, rica em terras férteis, praias que enchem os olhos do mundo inteiro, água doce em abundância, fauna e flora que não devem nada aos países mais ricos.
Todos versos e cantos ufanistas de nossa Pátria são verdadeiros e merecem o cultivo da eternidade. Quando Gonçalves Dias declama que “ Nossa terra tem palmeiras, onde canta o sabiá...”, pratica um ato de civismo exemplar pelo caminho encantador da poesia. Assim como outros brasileiros exemplares, Gonçalves Dias tentou plantar raízes de civismo e amor à Pátria.
Civismo é a difícil tarefa de amar, em grandeza superior, os valores do País, do Estado e do Município. Uma pessoa acometida do vírus cívico é aquela que consegue romper os muros estreitos e menores de um cotidiano medíocre para se envolver em lutas e projetos que dignifiquem a vida. É fácil, cômodo e comum viver a pobre rotina da casa trabalho e trabalho casa, intercalada por um tempo livre que nada acrescenta e apenas  demonstra que existe gente que passa por este mundo sem nunca ter vivido.
E a grande tragédia contemporânea do Brasil é a crescente alienação de sua população em relação aos valores cívicos que deveriam nortear uma nação civilizada.
Os jovens desapareceram das praças e a  política, ciência superior do poder, deixou de ser pensada e discutida nas esquinas, evidenciando uma decadência social e cultural de elevada periculosidade cívica. A história nos ensina que o afastamento da juventude é um sinal de alarme para as nações, exigindo dos patriotas uma providência qualquer diante da falência de nossas instituições.
Por muito menos do que acontece no Brasil de 2009, os paulistas pegaram em armas dia 9 de Julho de 1932. Data máxima do povo paulista, 9 de Julho é a referência de honra e glória que jamais deixaremos desaparecer de nossa história.
Fizemos a maior guerra civil da história do Brasil em busca de uma Constituição para conquistarmos a democracia. Fomos derrotados militarmente, mas vencemos politicamente. Mesmo com a ditadura usando o rádio como propaganda enganosa, vendendo ao Brasil a idéia de que nossa revolução era separatista, liderada pelos italianos e barões do café, conseguimos a Constituição em 1934 e grandes avanços em direção à cidadania, como a conquista do voto feminino, por exemplo.
O Brasil de hoje tem democracia, mas perdeu a vergonha. Um presidente que só pensa nas eleições de 2010 e acoberta todos escândalos, do famigerado mensalão ao oligarca Sarney que apodreceu o Senado, além de outras coisas impublicáveis.
9 de Julho é o exemplo para sempre. Em 1932 fizemos a maior guerra militar. Em 2009 precisamos, em paz, promover um movimento cívico, partindo de São Paulo, para resgatar a ética, o civismo e a cidadania numa nação destroçada pela corrupção.

O Brasil precisa buscar o exemplo de São Paulo. 9 de Julho já !
              Roberto Gonçalves é Cientista Político
FÓRUM DOS LEITORES do ESTADO DE SÃO PAULO. Carta de PEDRO PAULO PENNA TRINDADE, Diretor de Comunicação Social da Sociedade Veteranos de 32-MMDC:  Em momento crítico que o País atravessa, quando valores éticos e morais vêm sendo ignorados pela maioria de nossos políticos, numa afronta à ordem pública e ao devido respeito por todos nós, brasileiros, nada mais oportuno que relembrar a data cívica de 9 de Julho, que simboliza a luta dos paulistas pela restauração dos direitos constitucionais no ano de 1932. Ela celebra a maior revolução que o Brasil teve em sua História e até hoje simboliza a grandeza, o brio e a dignidade de um povo que se uniu nessa luta, desejando trazer de volta valores como liberdade e democracia por meio de eleições gerais, além de uma nova Constituição para o País. Por esses objetivos a Revolução de 1932 foi chamada de Constitucionalista. Oradores inflamados discursavam em vários pontos da cidade clamando por liberdade, entre eles IBRAHIM NOBRE, que fazia de sua tribuna uma trincheira cívica. Embora os paulistas tenham sido derrotados nas armas, saíram vencedores pela disseminação de um sentimento de democracia. Ademais, essa demonstração de força e brio não foi em vão, pois em 1933 uma Assembléia Constituinte se formou e já em 1934 era promulgada uma nova Constituição para o País. Para que o heroísmo dos que lutaram em 1932 não caia no esquecimento o feriado desta data sinaliza a todos, principalmente às novas gerações, o que foram a luta e os ideais dessa revolução, estimulando o culto à nossa História pátria. Portanto, a data 9 de Julho não pode desaparecer do calendário dos que amam a liberdade!
O ano todo preparamos com esmero todos os detalhes para a grande Parada Cívica no IBIRAPUERA. Desta feita tivemos um momento crítico quando o governador JOSÉ SERRA deu ordem para que a solenidade fosse fragmentada em duas partes. A transmissão do Comando do Exército Constitucionalista  e a imortalização dos heróis seria no IBIRAPUERA e a imposição das medalhas e o desfile no Palácio dos Bandeirantes. Isso fez com que fôssemos ao Comando Geral da PMESP para que esse grande erro não fosse cometido. O CORONEL PM ÁLVARO BATISTA CAMILO entendeu nossa posição e confirmou o desfile e a entrega das medalhas para o tradicional lugar.
Saio de casa bem cedo, às 6 horas. Por causa do feriado a VIA DUTRA está livre e, em vinte minutos, estou chegando na ARMÊNIA. Combinara com o CORONEL MENDES o encontro para 7:30 horas. Para “matar” o tempo, vou dar uma volta de metrô. Com a chegada do MENDES vamos para o IBIRAPUERA. O MENDES deixa o carro no estacionamento da Assembléia e verificando pormenores da organização da cerimônia, passamos a cumprimentar os oficiais que cuidam disso. O coordenador geral do evento é o CORONEL PM MARCO ANTÔNIO ALVES MACIEL, Comandante da Academia do Barro Branco. A TENENTE-CORONEL Fem PM MARIA YAMAMOTO, Chefe da 5ª EM/PM é a responsável direta pelo planejamento, juntamente com seus oficiais: CAPITÃO PM LUIZ ANTÔNIO, TENENTE PM CABRAL e outros. O TENENTE-CORONEL CODELO auxilia o Cmt da APMBB, parecendo não estar bem de saúde. Vez por outra comete alguns desatinos ao tentar ajudar.
Chegam nossos amigos (as) FRANCISCO GIANNOCCARO, ROMAGNOLI, FRANCES DE AZEVEDO, MARIA LÚCIA CAMARGO, CLÓVIS BISPO, VIVIANO FERRANTINI, CORONEL PM Ref EDUARDO MONTEIRO, Dona DIRCE RUDGE PACHECO E SILVA, acompanhada de seu filho MÁRIO e de seu neto ALEXANDRE (ela passará o Comando do Exército Constitucionalista para outra mulher, DORINA GOUVÊA NOWILL). Um veterano de 101 anos, DOMINGOS ANGERAMI (completará 102 anos no dia 1º de dezembro), talvez seja o veterano de maior idade presente. Também comparece o OSVALDO DIANA, com os seus 100 anos bem vividos. De LONDRINA veio WADY CALIXTO. Outro veterano bastante nosso conhecido é o ALENCAR THOMÁS, que já foi Comandante do Exército Constitucionalista. LUIZ MORELLI, agora com 95 anos, é também um veterano que sempre comparece aos aniversários da Revolução Constitucionalista. O engenheiro ABRAHÃO YÁZIGI NETO, com 98 anos de idade, está alegre, conversando com todos e dando um exemplo de vitalidade.
Vai presidir a solenidade o Presidente do Tribunal de Justiça, desembargador ROBERTO ANTÔNIO VALLIM BELLOCCHI. Ao seu lado estão o Secretário da Justiça, LUIZ ANTÔNIO MARREY, representando o governador JOSÉ SERRA, que se encontra no exterior; O deputado estadual CORONEL PM Ref ÉDSON FERRARINI representa o presidente da Assembléia Legislativa, BARROS MUNHOZ. Outra autoridade no palanque é o Secretário da Segurança Pública, ANTÔNIO FERREIRA PINTO. Muita gente que nada tem a haver com a revolução constitucionalista, mas que gosta de aparecer nessa oportunidade, também se faz presente.  
As solenidades se iniciam com a passagem de comando do Exército Constitucionalista: DIRCE RUDGE PACHECO E SILVA entrega o cargo para DORINA GOUVÊA NOWILL. Depois chegam as urnas contendo os restos mortais dos 10 heróis que são imortalizados nesta data: 1 – MANOEL MUNHOZ RUIZ; 2 – ANTONIO DONOSO VIDAL;3 – WALDOMIRO PIRES;4 – DEMERVAL COELHO; 5 – JOSÉ DE MEIRA LEITE SOBRINHO; 6 – ROBERTO RAYMUNDO RAFFO; 7 – JOSÉ CARLOS FILHO; 8 – FRANCISCO MANOEL R. DE ALMEIDA; 9 – ALFREDO NICOLINO SCIORLIA; 10 – SALIM HELOU.  Para mim essa é a parte mais importante do evento. Há entrega de 32 medalhas “CONSTITUCIONALISTA”:


1

Dr.
ANTONIO FERREIRA PINTO

2

Dra.
LINAMARA RIZZO BATTISTELLA

3

Cel PM
ÁLVARO BATISTA CAMILO

4

Ministro
MARCO MARSILLI

5

Sr.
BRUNO COVAS

6

Profª
DORINA DE GOUVÊA NOWILL

7
Vice-Almirante
ARNALDO DE MESQUITA BITTENCOURT FILHO

8

Capitão-de-Fragata
RICARDO WATANABE

9

Capitão-de-Fragata
SÉRGIO SARQUIS ATTIÉ

10

Gen de Brigada
MANOEL LOPES DE LIMA NETO

11

Cel Art
EDISON LUIZ DA ROSA

12

Cel Av.
CARLOS MELCHIORI FERREIRA MAGALHÃES

13

Cel INT.
LUIZ AUGUSTO DE MOURA MAGALHÃES

14

Cel PM
PEDRO BATISTA LAMOSO

15

Cel PM
JEAN CHARLES OLIVEIRA DINIS SERBETO

16

Cel PM
OSNI SÉRGIO SABBATINI

17

Cel PM
CELSO PINHATA JUNIOR

18

Dr.
ALBERTO ANGERAMI

19

Dr.
ROBERTO PACHECO DE TOLEDO

20

Dr.
MÁRIO SÉRGIO NUNES DA COSTA

21

Dr.
ALBERTO JABUR

22

Dr.
SERGEI COBRA ARBEX

23

Dr.
FÁBIO ROMEU CONTON FILHO

24

Dr.
HIDEAKI CAWATA

25
Dr.
JOSÉ DOMINGOS MOREIRA DAS EIRAS

26

Sr.
ANTONIO CARLOS ANDRADE DA SILVA

27
Sr.
MARCO AURÉLIO DE MELLO CASTRIANI

28

Inspetor
FRANCISCO MAURÍCIO MARINO

29

Inspetor
RUBENS TRAPIÁ

30

Dr.
JOSÉ RENATO NALINI

31

Sr.
JOÃO MONTEIRO DE BARROS FILHO

32

Sr.
JOÃO MONTEIRO DE BARROS NETO

e depois o desfile, com alguns ex-combatentes à frente. GINO STRUFFALDI desfila ao lado de ABRAHÃO YÁZIGI. São muito aplaudidos.
Terminado o desfile, vamos caminhar até a Assembléia Legislativa para outra homenagem aos 77 anos da Revolução Constitucionalista, desta feita por propositura do Deputado Estadual MAJOR PM OLÍMPIO. O CORONEL PM JAIRO PAES DE LIRA, deputado federal, comparece ao evento. O CORONEL PM JUIZ FERNANDO PEREIRA (atualmente Presidente do Tribunal de Justiça Militar) e vários coronéis estão presentes, capitaneados pelo Comandante Geral, CORONEL PM ÁLVARO BATISTA CAMILO: MARCO ANTÔNIO ALVES MACIEL, DAVID ANTÔNIO DE GODOY, EDUARDO JOSÉ FÉLIX DE OLIVEIRA, MARCO ANTÔNIO AUGUSTO, DANILO ANTÃO FERNANDES, PEDRO BATISTA LAMOSO, CELSO PINHATA JÚNIOR, LUIZ EDUARDO PESCE DE ARRUDA, MARCOS ROBERTO CHAVES DA SILVA, RENATO CABRAL CATITA e outros. Toda a diretoria da Sociedade Veteranos de 32-MMDC é homenageada com o certificado de participação. São homenageados os oficiais que participaram das Forças de Paz e, aqueles que estão participando atualmente, através de seus familiares. O Presidente da Associação dos Deficientes da PMESP também é homenageado na seqüência. Recebem a Medalha da Constituição: FACULDADE DE MEDICINA – ACADEMIA DE POLÍCIA DO BARRO BRANCO – REGIMENTO DE POLÍCIA MONTADA “NOVE DE JULHO” e o 1º BATALHÃO DE POLÍCIA DE CHOQUE “TOBIAS DE AGUIAR”. Parentes do falecido CORONEL PM SALVADOR D´AQUINO estão presentes, bem como o Comandante da Unidade, TENENTE-CORONEL PM ADRIANO LUCINDA TELHADA. Após essa parte, faz uso da palavra o CORONEL PM MARCO ANTÔNIO ALVES MACIEL, Comandante da APMBB, discorrendo sobre o Movimento Constitucionalista de 1932, em nome das Entidades que foram galardoadas com a Medalha da Constituição. Faz uso da palavra o Presidente do Tribunal de Justiça Militar, CORONEL PM FERNANDO PEREIRA. O Deputado Federal, CORONEL PM JAIRO PAES DE LIRA também aborda o tema da revolução. Outro que também fala sobre a Revolução Constitucionalista é o CORONEL PM ÁLVARO BATISTA CAMILO, Comandante Geral da Corporação.
Encerrada a sessão solene, permanecemos para o coquetel. Temos oportunidade de conversar com muita gente presente. Isso é muito bom porque fortifica a nossa Sociedade Veteranos de 32-MMDC.
9 DE JULHO DE 2009 - 1º ATO SOLENE - COMEMORACAO DO 77º ANIVERSARIO DO MOVIMENTO CONSTITUCIONALISTA DE 1932
- Assume a Presidencia e abre o Ato Solene o Sr. Olimpio Gomes.
O SR. PRESIDENTE - OLIMPIO GOMES - PV - Ato Solene em comemoracao ao 77º Aniversario do Movimento Constitucionalista de 32.
Sob a protecao de Deus, iniciamos os nossos trabalhos. E com extremo orgulho que esta Assembleia Legislativa recebe as seguintes autoridades e compoe a Mesa de honra: Exmo. Sr. Deputado Federal, Coronel Jairo Paes de Lira; Exmo. Sr. Comandante-Geral da Policia Militar do Estado de Sao Paulo, Coronel Alvaro Batista Camilo; Exmo. Sr. Coronel de Policia Militar e Presidente do Tribunal de Justica Militar, Fernando Pereira; Ilmo. Sr. Capitao Gino Struffaldi, Presidente da Sociedade Veteranos de 1932; Coronel de Policia Militar, Danilo Antao Fernandes, Subcomandante da Policia Militar, na pessoa de quem cumprimento toda a familia policial militar; demais autoridades presentes e amigos. (Palmas.)
Este Ato Solene foi convocado pelo Presidente desta Casa, Deputado Barros Munhoz, atendendo a solicitacao do Deputado Olimpio Gomes, com a finalidade de comemorar o 77º Aniversario do Movimento Constitucionalista de 32.
Convido todos os presentes para, de pe, ouvirmos o Hino Nacional Brasileiro, executado pela Banda da Policia Militar do Estado de Sao Paulo, sob a regencia do Maestro Musico Ismael.
- E executado o Hino Nacional.
O SR. PRESIDENTE - OLIMPIO GOMES - PV - Esta Presidencia agradece a Banda da Policia Militar, regida pelo 2º Tenente Ismael. A Banda da Policia Militar completa 152 anos e e tambem o grande orgulho do povo paulista e da Policia Militar. Uma salva de palmas a banda. (Palmas.)
Gostaria de fazer uma citacao muito especial, solicitacao inclusive do Presidente desta Casa, Deputado Barros Munhoz. Trata-se do Instituto de Educacao Complementar Base e Reforco, que se encontra presente para homenagear os nossos herois de 32, a historia de luta e gloria do povo paulista. Foi encaminhado um oficio a Presidencia, ao Deputado Barros Munhoz.
Peco que fiquem de pe para que nos, povo paulista, possamos homenagear o instituto. Parabens, Instituto de Educacao Complementar Base e Reforco; parabens ao Professor Temistocles de Souza Oliveira por essa iniciativa maravilhosa de trazer os nossos jovens para viverem a historia do povo paulista. (Palmas.)
Gostaria de fazer uma mencao muito especial tambem ao Deputado Israel Dias Novaes, recem falecido, ex-Secretario da Medalha Constitucionalista de 32 desta Casa. Ele faleceu no ultimo dia 10 de junho.
Teremos a seguir o Toque de Silencio, executado pelo Subtenente Fonseca, da Policia Militar do Estado de Sao Paulo.
- E executado o Toque de Silencio.
O SR. PRESIDENTE - OLIMPIO GOMES - PV - Faremos agora a entrega de Diplomas de Reconhecimento pelos Servicos Prestados ao Povo Paulista as seguintes personalidades:
- Deputado Federal Coronel Jairo Paes de Lira. (Palmas.)
- Capitao Reformado Gino Struffaldi, Presidente da Sociedade Veteranos de 1932. (Palmas.)
- Coronel Reformado Antonio Carlos Mendes. (Palmas.)
- Coronel Reformado Mário Fonseca Ventura. (Palmas.)
- Tenente Coronel de Policia Militar Luiz Flavio Codelo Nascimento. (Palmas.)
- Capitao de Policia Militar Anisio Araujo dos Santos. (Pausa.)
- Dr. Carlos Alberto Maciel Romagnoli. (Palmas.)
- Dr. Fernando Lopes David. (Palmas.)
- Dr. Pedro Paulo Penna Trindade. (Palmas.)
- Sra. Dirce Rudge Pacheco e Silva. (Palmas.)
- Sra. Dorina de Gouvea Nowill. (Palmas.)
- Dr. Dirceu Godoy de Araujo. (Palmas.)
- Dra. Janaina Esposito Pinto. (Palmas.)
- Dra. Margarida Rose de Lima. (Palmas.)
- Dr. Jose Carlos de Barros Lima. (Palmas.)
- General Euclydes Bueno. (Palmas.)
- Sr. Paulo Lobato Giudice, "in memorian".A sua filha,
Camila Lourenco Giudice, recebera o reconhecimento (Palmas.)
Peco que se postem em lugar de destaque para receberem as mais que justas homenagens.
Gostaria de convidar o Comandante-Geral da Policia Militar, Coronel Alvaro Camilo, e o Coronel Fernando Pereira, Presidente do Tribunal de Justica Militar, para fazerem a entrega dos Diplomas de Reconhecimento do povo paulista a essas personalidades.
- E feita a entrega dos diplomas.
O SR. PRESIDENTE - OLIMPIO GOMES - PV - De forma
muito especial, a Assembleia Legislativa de Sao Paulo, que representa os 41 milhoes de habitantes deste Estado, não poderia deixar de fazer mais que justa homenagem a policiais militares que, voluntariamente, ao longo dos tempos, tem prestado servicos junto as Forcas de Paz da ONU.
E com muito orgulho que chamamos, para receberem Diplomas de Reconhecimento pelos Servicos Prestados nas Forcas de Paz da ONU, os seguintes policiais militares:
- Tenente Coronel Mário Roberto de Camargo. (Palmas.)
- Tenente Coronel Jose Belantoni Filho. (Palmas.)
- Capitao de Policia Militar Decio Jose Aguiar Leao.
(Palmas.)
- Capitao de Policia Militar Helio Tenorio dos Santos.
(Palmas.)
- Capitao de Policia Militar Fernando Duarte de Freitas.
(Palmas.)
- Capitao de Policia Militar Mauricio de Araujo. (Palmas.)
- 1º Tenente PM Ivan Gonzaga de Oliveira. (Palmas.)
- Capitao Feminino PM Denise Pereira Pinto. (Palmas.)
- 1º Tenente PM Alexandre Flores Nepomuceno. (Palmas.)
- 2º Tenente PM Tiago Goncalves Biagi dos Santos.
(Palmas.)
- 2º Tenente PM Bruno de Oliveira, que esta neste momento nas Forcas de Paz, no Sudao. Sua mae, Dona Maristela Sodra,
ira representa-lo. (Palmas.)
Ha pouco, tive o privilegio de conversar, por celular, com o Tenente Bruno de Oliveira, que falou da sua emocao e do seu orgulho de representar a Policia Militar e o Estado de Sao Paulo na dificil missao nas Forcas de Paz, no Sudao.
- 1º Tenente, Alex Coschitz Terra. Sera representado pela esposa, pois ele tambem se encontra nas Forcas de Paz, no Timor Leste. E com orgulho que chamamos a Sra. Giovana
Zanola Terra. (Palmas.)
Convido o Coronel Alvaro Batista Camilo, Comandante-Geral da Policia Militar, e o Coronel de Policia Militar Danilo Antao Fernandes, Subcomandante da Policia Militar, para fazerem a entrega das homenagens aos seus valorosos comandados.
- E feita a entrega dos diplomas.
O SR. PRESIDENTE - OLIMPIO GOMES - PV - Os nossos
parabens, do povo paulista, a esses heroicos policiais militares, que, voluntariamente, representam em locais de graves perturbacoes da ordem e conflitos mundiais. Eles estao representando a forca policial paulista, a Policia Militar do Estado de São Paulo. (Palmas.)
Faremos agora a entrega do Diploma de Reconhecimento pelos Servicos Prestados a Familia dos Policiais Militares do Estado de Sao Paulo ao 1º Sargento Elcio Inocente, Presidente da Associacao dos Policiais Militares Deficientes Fisicos do Estado de Sao Paulo. Nossos herois anonimos acabam tendo problemas serios quando na defesa da sociedade. Sao, muitas vezes, feridos, mas, de forma heroica, continuam dando uma verdadeira demonstracao da forca e da luta do policial militar paulista.
Gostaria que tomasse o local de destaque o 1º Sargento Elcio. Convido o Sr. Gino Struffaldi, Presidente da Sociedade Veteranos de 1932, e o Comandante-Geral da Policia Militar do Estado de Sao Paulo, Coronel Alvaro Camilo, para fazerem a mais que justa homenagem a esse verdadeiro heroi do povo paulista. (Palmas.)
- E feita a entrega do diploma.
O SR. PRESIDENTE - OLIMPIO GOMES - PV - Sr. Gino
Struffaldi, um verdadeiro heroi de 32, declara ao Sargento Elcio que esta entregando diploma a um verdadeiro heroi policial militar. E um orgulho para todo o povo paulista. Parabens.
(Palmas.)
Procederemos a entrega da Medalha Constitucionalista da Assembleia Legislativa do Estado de Sao Paulo. A medalha e entregue a partir de uma minuciosa e criteriosa escolha, atraves
de uma comissao de deputados desta Casa, que selecionou para este ano quatro segmentos de instituicoes. Elas serão homenageadas com a Medalha Constitucionalista de 32 da Sumario Assembleia Legislativa de Sao Paulo. Receberam-na, no ano passado, o Estandarte da Policia Militar do Estado de Sao Paulo e o Estandarte da 2ª Regiao Militar.
Chamamos, para este ano, a seguinte instituicao:
- Faculdade de Medicina da Universidade de Sao Paulo. (Palmas.)
Convido o Sr. Gino Struffaldi, Presidente da Sociedade Veteranos de 1932, acompanhado do Deputado Federal Jairo Paes de Lira, para fazerem a justa homenagem a Faculdade de Medicina da Universidade de Sao Paulo, que teve duas importantes atuacoes na Revolucao Constitucionalista: o alistamento de varios de seus membros, alunos, ex-alunos e docentes, e a implantacao de hospitais de sangue e servicos de assistencia medica para atendimento da tropa.
Foram muitos os que se alistaram para o combate. No entanto, nao ha registro seguro de todas as participacoes. As pesquisas identificaram alguns nomes: no Batalhao 14 de Julho: Alvaro de Freitas Ambrust, Antonio Cardoso de Almeida, Antonio de Carvalho Sa, Arnaldo Pedroso, Carlos Costa, Cassio Portugal Gomes, entre outros; no Batalhao de Cacadores de Piratininga: Raul de Almeida Braga, entao presidente do Centro Academico Oswaldo Cruz, da Faculdade de Medicina; na Coluna Romao Gomes: Dr. Dorival Cardoso, que foi ferido na coxa com uma bala de fuzil, e tambem os academicos Hugo Ribeiro de Almeida, Tito Ribeiro Lima e Plinio de Toledo Piza; no Batalhao de Esportistas: Luis Alvaro de Menezes, Cicero Christiano de Souza e alunos do Curso Pre-Medico.
A Faculdade de Medicina da USP perdeu dois de seus membros no conflito. Um deles foi Jose Novais Greff Borba, aluno do quinto ano, instrutor do Corpo de Granadeiros Voluntarios. No dia 7 de setembro, ele foi mortalmente ferido por estilhacos ao preparar uma granada. O outro foi Octavio Seppi, aluno do Curso Pre-Medico, soldado do Batalhao 14 de Julho, metralhado em Capao Bonito, em 26 de agosto.
Reconhecimento do povo paulista a nossa valorosa Faculdade de Medicina da USP, pela sua pronta acao em 1932 e por estar sempre na vanguarda da defesa da saude do povo paulista. Parabens e os nossos reconhecimentos. (Palmas.)
Convido, com muito orgulho, para receber no seu estandarte a Medalha Constitucionalista de 32 da Assembleia Legislativa, a Academia de Policia Militar do Barro Branco. (Palmas.)
Convido o Comandante-Geral da Policia Militar, Coronel Camilo, e o Comandante da Academia de Policia Militar, Coronel Marco, para, junto com o Deputado Federal Paes de Lira e Gino Struffaldi, Presidente da Sociedade Veteranos de 1932, fazerem a impostacao da medalha no estandarte da Academia de Policia Militar do Barro Branco.
A Missao Militar Francesa, que em 1906 chegou a Sao Paulo por iniciativa de Jorge Tibirica, entao Governador, trouxe para a Forca Publica um sem numero de inovacoes que foram sendo implementadas, entre elas a criacao do Curso Literario e Cientifico para o aprimoramento intelectual dos oficiais da corporacao. A primeira turma desse curso iniciou-se em 1910, constituindo-se embriao da Academia do Barro Branco. Em 1913, foi criada a Companhia Escola, depois transformada em Batalhao Escola, que ministrava aulas ao Curso Geral de Pracas e ao Curso Complementar para Oficiais. Posteriormente, o Batalhao Escola teve seu nome alterado para Centro de Instrucao Militar, mudando-se, em 1940, das antigas instalacoes da Rua Ribeiro de Lima para o atual aquartelamento do Barro Branco. Nessas instalacoes, ainda recebeu o nome de Centro de Formacao de Aperfeicoamento e, finalmente, Academia de Policia Militar do Barro Branco.
Quando explodiu o Movimento de 1932, a ja tradicional Escola de Oficiais da Milicia Bandeirante respondeu "presente" e enviou seus alunos para o cumprimento do dever civico. Ofereceu aquela escola o sangue de tres de seus alunos pela luta que era de todos. Ruytemberg Rocha, Manuel dos Santos Sobrinho e Antonio Ribeiro Junior sao os nomes dos bravos cadetes que cairam por um ideal, que era de todos os brasileiros conscientes.
Nao foram esses tres os unicos cadetes que pereceram em servico, mas foram exemplo para todos os posteros, que neles sempre se espelharam. Nas comemoracoes de 9 de Julho, por isso, nao poderia faltar a participacao da Academia do Barro Branco, lidima representante da juventude da Policia Militar, que se inspira em suas acoes, nesses vultos que tanto engrandecem sua medalha. Parabens a Academia do Barro Branco. Parabens a Policia Militar. Parabens ao povo paulista. (Palmas.)
E com orgulho que anuncio a entrada, neste plenario, do estandarte do Regimento de Policia Montada 9 de Julho.
- E feita a entrada do estandarte.
O SR. PRESIDENTE - OLIMPIO GOMES - PV - Convido o Subcomandante da Policia Militar, Coronel Danilo Antao Fernandes; o Coronel Felix, Comandante do Policiamento de Choque, ex-Comandante do Regimento de Policia Montada; Comandante-Geral da Policia Militar, Coronel Camilo; Deputado Paes de Lira, que acompanhem o Sr. Gino Struffaldi a impostacao da medalha ao estandarte do Regimento de Policia Montada 9 de Julho.
Sendo unidade de tal porte e de tal historia, o Regimento 9 de Julho nao faltou a chamada civica de 1932, participando ativamente das campanhas daquele movimento, enviando imediatamente um de seus esquadroes para a Frente Sul do Setor de Itarare. A despeito do desfavoravel desfecho da campanha civico-militar, todos os componentes demonstraram sua garra, seu espirito de patriotismo e seu elevado senso de dever.
Apos o cessar fogo, a Cavalaria da Forca Publica continuou exercendo seu mister de manter a ordem, garantir a paz e a tranquilidade da sociedade paulista, alem de ter participado preponderantemente das comemoracoes da efemeride representativa daquele evento civico. Fazendo parte da Revolucao de 1932 de todo o povo de Sao Paulo, no qual se constitui numa gloria, o Regimento de Cavalaria 9 de Julho faz jus a toda e qualquer homenagem que lhe preste em funcao da sua atuacao na epopeia constitucionalista de 1932. Parabens aos honrosos componentes do nosso Regimento de Policia Montada 9 de Julho. Parabens a Policia Militar de Sao Paulo. Parabens ao povo paulista.
Convido para que ingresse neste recinto o estandarte do Batalhao Tobias de Aguiar. (Palmas.)
- E feita a entrada do estandarte.
O SR. PRESIDENTE - OLIMPIO GOMES - PV - Convido o Exmo. Presidente do Tribunal de Justica Militar, Coronel Fernando Pereira, juntamente com o Coronel Camilo, Comandante-Geral da Policia Militar; Sr. Gino Struffaldi, Presidente da Sociedade Veteranos de 1932; Coronel Telhada, atual Comandante do 1o Batalhao Tobias de Aguiar.
Engajado no Destacamento Coronel Andrade, que partiu para o Vale do Paraiba, o Batalhao Tobias de Aguiar cumpriu dignamente com seu dever com Sao Paulo e com Brasil, como ja o fizera tantas vezes antes e o faria depois. Sua contribuicao nao se limitou as ofertas materiais, mas temos tambem a imolacao de varios herois que, com seu sangue, cumpriram o juramento de entregar a propria vida pelo bem da sociedade. E o 1o Batalhao de Choque Tobias de Aguiar, uma das unidades simbolos da Policia Militar bandeirante e tambem uma das pecas-chave na Seguranca Publica do nosso Estado com seu servico ja tradicional, as Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar, a Rota, que tem contribuido de todas as formar para a tranquilidade publica, consoante o texto da legislacao, que criou o embriao da nossa milicia.
E sendo 9 de julho data de tao grande significado para o povo paulista, em particular, mas para os brasileiros em geral, sao altamente merecidas quaisquer homenagens que nesta data se prestem a unidade que formou na vanguarda do movimento civico representado pela Revolucao Constitucionalista de 1932. Parabens ao nosso Batalhao Tobias de Aguiar. Parabens a Policia Militar. Parabens ao povo paulista.
Peco ao estandarte do Batalhao Tobias de Aguiar, bem como as autoridades que fizeram a empostacao da medalha que permanecam junto ao brasao para que, neste momento, facamos uma homenagem nao so da Assembleia Legislativa do Estado de Sao Paulo, mas uma homenagem de todo o povo paulista a um grande heroi, um grande policial militar.
Convidamos para que se coloquem em local de destaque os familiares do Coronel Salvador D’Aquino, ja falecido, que sera homenageado. Gostaria que o Coronel Fernando Pereira, Presidente do Tribunal de Justica Militar, posicionasse-se junto aos familiares, nao so pela sua condicao de autoridade maxima da Justica Militar do Estado de Sao Paulo, mas por tambem pertencer a familia do valoroso Coronel Salvador D’Aquino.
Quando se falou em 1o Batalhao, quis se dizer da primeira unidade que hoje e a Policia Militar. Foi ele o 1º Batalhao de Cacadores, o 1º Batalhao de Infantaria, o 1º Batalhao Policial Militar e tantos outros nomes que recebeu ate que chegasse ao atual: 1o Batalhao de Policia de Choque, que ostenta o aposto de Tobias de Aguiar, em homenagem a quem, na presidencia da Provincia de Sao Paulo, nos idos de 1831, criou a Policia Paulista, o inesquecivel sorocabano Brigadeiro Raphael Tobias de Aguiar. O quartel do primeiro batalhao foi sempre o mesmo desde 1981, aquele admiravel Quartel da Luz, o casarao amarelo que ornamenta, ao lado da Pinacoteca e do Convento da Luz, a Avenida Tiradentes. Ali serviram - e disso muito se orgulham - grandes homens que protegeram a populacao paulista ate com sacrificio da propria vida, como foi o entao tenente Alberto Mendes Junior, a quem peco uma grande salva de palmas. (Palmas
Mais tarde, muito embora tenha o compromisso familiar de participar do aniversário de um neto seu, o MENDES vai levar o GINO e dona DINORÁ até sua casa. Ali, várias pessoas da família estão reunidas. Almoçamos na companhia deles. O MENDES deixa-me na ARMÊNIA. Não é preciso dizer que retorno para casa bastante cansado.
09DEJULHODE2009 EM SOROCABA
Emidio Marques Manoel Joaquim Sanches, Zuleika Sucupira Kenworty e Osvaldo Rafael Santiago foram homenageados
Perdemos a batalha nas armas, mas ganhamos em nosso ideal. Foi com estas palavras que o professor Milton Marinho Martins defendeu, como orador da cerimônia que marcou o 77º aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932, a importância da batalha dos paulistas contra o governo provisório de Getúlio Vargas. O evento, que teve execução de hinos e desfile de jipes que levaram três combatentes para um breve passeio pelas avenidas Eugênio Salerno e Moreira César, reuniu centenas de pessoas na Praça 9 de Julho, na manhã de ontem. Manoel Joaquim Sanches, de 100 anos, Osvaldo Rafael Santiago, de 94 anos, e a promotora Zuleika Sucupira Kenworthy, de 96 anos, que atuaram com dedicação na batalha, foram homenageados pelo público. Estou muito feliz, resumiu Sanches.
A cerimônia começou pouco depois da 9h da manhã e contou com a presença de autoridades civis, Polícia Militar - com sua tropa e a Banda Regimental do Comando de Policiamento do Interior (CPI-7) - Guarda Municipal e da Banda Marcial de Sorocaba. Depois de execução do Hino Nacional, coroas de flores foram depositadas no monumento ao soldado constitucionalista. Acho muito bom participar de cerimônias como esta. Ouvimos sobre a história do nosso País, comentou o aposentado José de Camargo, de 66 anos, que como centenas de pessoas acompanhou o evento. Carlos da Silva, de 84 anos, estava emocionado ao lembrar do pai, um ex-combatente. Eu tinha 7 anos de idade quando ele fez parte das tropas, contou, com lágrimas nos olhos.

O ponto alto da celebração foi o desfile dos jipes. Por conta da idade avançada, Osvaldo Santiago expressou, com poucas palavras, seu sentimento sobre a Revolução de 32. Bom mesmo foi quando tudo acabou, falou, com sinceridade. Na época, Santiago tinha apenas 17 anos e, por conta disso, não podia ir para a linha de frente. Fui mensageiro das tropas. A juventude e a pouca experiência fizeram com que a luta marcasse o ex-combatente como uma período bem difícil.
Outra que esteve na batalha apesar da pouca idade - apenas 20 anos - foi a promotora Zuleika Sucupira. Ela lembrou que seu trabalho era junto à Cruz Vermelha. Montávamos pacotinhos de emergência para os soldados levarem nas mochilas, num espaço improvisado dentro da sala do Cine República. Para ela, a melhor lembrança daquele tempo é a juventude. Vivíamos um ideal. A mais triste, ao contrário de Santiago, foi o fim da batalha. Todo o material, de curativos e até para fazer munição, já havia acabado. Além dos ex-combatentes, o evento também foi de saudosismo para seus filhos, netos e bisnetos. Passei a vida ouvindo as histórias de meu pai sobre a Revolução. Ele é um orgulho para todos nós, falou José Franscisco Sanches.
História
Como orador da cerimônia, o professor Milton Martins rememorou a história da Revolução, que começou com a eleição de Júlio Prestes de Albuquerque para substituir Washington Luís na presidência do Brasil. Porém, o adversário Getúlio Vargas não se conformou e, com seus soldados gaúchos, montou uma junta militar para depor o novo presidente, falou o historiador. Revoltados com a dissolução do parlamento e a queda da Constituição, os paulistas começaram a se organizar para protestar. Mesmo antes de montarmos um grupo oficial, jovens sorocabanos já realizavam reuniões onde hoje é a Praça Coronel Fernando Prestes.
Em 23 de maio de 1932, uma passeata na capital acabou com a morte de quatro jovens (Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo) cuja sigla de seus nomes - MMDC (acrescido, posteriormente, da letra A, de Alvarenga, outro jovem baleado, mas que veio a falecer somente em agosto) virou o escudo dos combatentes para a batalha, que começou em 9 de julho. Não houve convocação. Todos atuaram como voluntários.
Em Sorocaba, antes de seguirem para a capital, os combatentes treinaram, na sede do então Grupo Escolar Antônio Padilha, o manejo das armas. Marinho relembrou, ainda, a atuação das mulheres na revolução. Num prédio da rua Monsenhor João Soares as senhoras distribuíram cerca de 200 refeições por dia para os combatentes que passavam pela cidade.
Na saída dos sorocabanos para a capital, uma bandeira do Brasil recebeu a benção do pároco, após uma missa na catedral, e os rapazes portavam suas armas com ramos de flores nos canos. Os paulistas não conseguiram superar as tropas de Getúlio Vargas e a luta terminou em 2 de outubro de 1932, com saldo de mil pessoas mortas. Apesar da batalha perdida, a pressão dos paulistas fez com que Getúlio convocasse, em 1933, a população para a assembléia constituinte. É difícil contar. Só quem viveu e viu sabe como foi essa revolução
Dividida quadro a quadro, uma outra história da Revolução Constitucionalista de 1932. Pela primeira vez, o conflito é retratado em quadrinhos, com ilustrações leves e narrativa simplificada, para explicar a crianças a partir dos 9 anos os significados da Revolução. A obra “A REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932 EM QUADRINHOS, do cartunista MAURÍCIO PESTANA, lançada nesta semana pela Imprensa Oficial do Estado, tem desenhos baseados em fotos originais da época, levantadas no Arquivo Histórico Municipal. “Pesquisei e desenhei, dia e noite, por dois meses, em consultas a mais de 20 livros históricos e análise de 50 fotos da época”, conta. Em 32 páginas, PESTANA retrata a Revolução – antecedentes, tropas entricheiradas no Estado, rendição, após três meses de conflito e, por fim, a Assembléia Constituinte que ratificou os ideais paulistas. “Procurei mostrar alguns símbolos da cidade que homenageiam a Revolução, como a Avenida 9 de Julho, o Obelisco do Ibirapuera e a Avenida 23 de Maio (data em que os jovens MARTINS, MIRAGAIA, DRÁUZIO e CAMARGO – MMDC – foram mortos por tropas do governo VARGAS, um dos estopins da Revolução) cujos significados passam despercebidos”, conta o cartunista. Com tiragem de 5 mil exemplares, os quadrinhos também destacam a participação dos negros na Revolução. “Os livros históricos dão pouca ênfase à participação dos negros, que representavam um terço das tropas”, conta PESTANA, criador de outros quadrinhos didáticos, como os que retratam a REVOLTA DA CHIBATA, levante de militares em 1910. Além da pesquisa histórica, o autor teve a oportunidade de entrevistar dois ex-combatentes da Revolução e alguns de seus familiares. Os livros serão distribuídos a escolas estaduais e, em breve, estarão disponíveis para venda (R$12) em livrarias. “Basta perguntar e veremos que a maioria dos jovens não tem idéia do significado do MMDC, nem o que tem a ver com 23 de maio, por exemplo. Temos de mostrar desde cedo às crianças respostas e perguntas assim.”
Mais uma mulher assume o comando do Exército Constitucionalista

Quinta-Feira, 9 de Julho de 2009
Gabriiel Rosado
Secretário Ferreira Pinto: "Os veteranos deram o exemplo".
O comando do Exército Constitucionalista continua em poder das mulheres – a professora Dorina de Gouvêa Nowill, de 91 anos, assumiu em substituição à Dirce Rudge Pacheco e Silva, 90 anos, que no ano passado se notabilizou por ter sido escolhida a primeira mulher a “comandar” o exército simbólico da Sociedade Veteranos de 32. A transmissão do Comando do Exército Constitucionalista ocorreu hoje (9), às 9 horas, durante solenidade comemorativa do 77º Aniversário do Movimento Constitucionalista de 1932, no Monumento ao Soldado Constitucionalista do Parque Ibirapuera, zona sul da Capital. Na leitura da “ordem do dia”, a nova comandante assumiu o compromisso de “manter viva a chama de liberdade e civismo que foi acessa em 9 de julho de 1932”. A professora participou ativamente da Revolução Constitucionalista de 1932, quando São Paulo se insurgiu contra o governo provisório de Getúlio Vargas. Com apenas 14 anos, ela arriscava a vida para ajudar os soldados que combatiam nas trincheiras. “Cuidamos de feridos, arrecadamos fundos, costuramos uniformes e agasalhos, organizamos o correio militar e até fabricamos munições e capacetes”, relembra a segunda mulher a assumir o comando do Exército Constitucionalista.
Veteranos deram o exemplo
O secretário Antonio Ferreira Pinto, que recebeu a Medalha Constitucionalista, concedida pela Sociedade Veteranos de 32, afirmou que a cerimônia em homenagem aos veteranos que combateram na Revolução de 32 lembra “o exemplo dos antepassados que deram a vida pela legalidade e ideais de liberdade”. A luta dos revolucionários é “uma chama que permanece viva, que nos encoraja para defender a legalidade”, concluiu Ferreira Pinto.
O momento solene da cerimônia foi a chegada de dez urnas contendo as cinzas de heróis que combateram na Revolução de 1932. As famílias autorizaram a exumação dos corpos em vários cemitérios paulistas e, depois de incinerados, foram postos em urnas cobertas pela bandeira paulista. Após um “velório” de 24 horas no Regimento 9 de Julho, foram transportadas hoje de manhã até o Monumento num caminhão do Corpo de Bombeiros. Cadetes da Polícia Militar levaram as urnas até o interior do Mausoléu, sob o som solene da marcha fúnebre de Chopin, para a cerimônia de sepultamento.

Essas dez urnas juntaram-se a outras 767 que já estavam depositadas no Mausoléu, totalizando 777. “É um número cabalístico”, observa o coronel reformado da PM, Mario Fonseca Ventura, membro da Sociedade Veteranos de 32 M.M.D.C.
Maria Soldado, símbolo da Revolução
O coronel Mário conta que no Mausoléu estão as cinzas de oficiais importantes, como o comandante das tropas revolucionárias, general Euclydes Figueiredo, além de soldados, muitas mulheres e até uma criança. Ele calcula que 72 mil mulheres participaram da Revolução, como a Maria Soldado, que foi a "mulher símbolo da Revolução”, por ter combatido nas trincheiras. Mas outras atuaram como enfermeiras, costureiras e cozinheiras.
Muitos combatentes que lutaram por São Paulo eram de outros Estados brasileiros, mas as urnas guardam também as cinzas de combatentes italianos, japoneses, russos e de outras nacionalidades. Por isso, a nova comandante do Exército Constitucionalista anunciou que será feita, todo ano, uma homenagem especial a cada uma dessas nacionalidades. “Este ano iniciamos pela comunidade italiana, que contribuiu com cerca de 20% de mortos, a maior porcentagem se considerarmos os descendentes de primeira geração”, revelou Dorina Gouveia Nowill. O cônsul geral da Itália em São Paulo, Marco Marsili, representou a comunidade italiana na cerimônia.
Festival de desfiles
As solenidades comemorativas do Movimento Constitucionalista, que atraem público estimado em três mil pessoas, incluindo familiares dos antigos combatentes, também acabaram se tornando um festival de desfiles, onde não faltam carros militares antigos, bandas marciais, escoteiros, sociedades filantrópicas, representantes da maçonaria, entidades de defesa da mulher, forças da ONU, escolas municipais e até clubes esportivos. Isso além dos próprios veteranos, que desfilaram a pé, em carros antigos e veículos militares, ostentando distintivos honoríficos e bandeirolas alusivas à Revolução.

Este ano, a Polícia Militar desfilou com várias unidades, dos bombeiros ao Regimento de Cavalaria 9 de Julho, Canil, Patrulha Rural, escolas de formação de praças, policiais em motocicletas, viaturas da Rota e até da Corregedoria. As polícias Civil e Técnico-Científica também se apresentaram, seguidas pela União dos Escoteiros do Brasil, Forças Armadas (Marinha, Aeronáutica e Exército), a Guarda Civil Municipal, a Banda Racional Universo em Desencanto, a Associação das Forças de Paz da ONU, a Ordem DeMolay (ordem maçônica), o Clube Espéria, o movimento Mulheres da Verdade, Associação de Museus Ferroviários de Paranapiacaba (seus trens transportaram soldados durante a guerra), Jipe Clube do Brasil, Associação Paulista de Veículos Militares Antigos e outras entidades civis.

A Medalha Constitucionalista, concedida pela Sociedade Veteranos de 32, foi outorgada a 32 autoridades civis e militares, incluindo o secretário Antonio Ferreira Pinto; o coronel PM Álvaro Batista Camilo; o delegado geral adjunto, Alberto Angerami; o diretor do Instituto Médico Legal, Hideaki Kawata; o diretor do Instituto de Criminalística, José Domingos Moreira das Eiras; a oficiais das Forças Armadas, da Polícia Militar, da Guarda Civil Metropolitana, deputados, juristas e prelados. O prefeito Gilberto Kassab também compareceu à solenidade.
Gabriel Rosado



FIB-SP participou de evento que marcou o 9 de Julho
O comando do Exército Constitucionalista em poder das mulheres – a professora Dorina de Gouvêa Nowill, de 91 anos, assumiu em substituição à Dirce Rudge Pacheco e Silva, 90 anos, que no ano passado se notabilizou por ter sido escolhida a primeira mulher a “comandar” o exército simbólico da Sociedade Veteranos de 32. A transmissão do Comando do Exército Constitucionalista ocorreu durante solenidade comemorativa do 77º Aniversário do Movimento Constitucionalista de 1932, no Monumento ao Soldado Constitucionalista do Parque Ibirapuera, zona sul da Capital. Na leitura da “ordem do dia”, a nova comandante assumiu o compromisso de “manter viva a chama de liberdade e civismo que foi acessa em 9 de julho de 1932”.
A professora participou ativamente da Revolução Constitucionalista de 1932, quando São Paulo se insurgiu contra o governo provisório de Getúlio Vargas. Com apenas 14 anos, ela arriscava a vida para ajudar os soldados que combatiam nas trincheiras. “Cuidamos de feridos, arrecadamos fundos, costuramos uniformes e agasalhos, organizamos o correio militar e até fabricamos munições e capacetes”, relembra a segunda mulher a assumir o comando do Exército Constitucionalista.
Maria Soldado, símbolo da Revolução
O coronel Mário conta que no Mausoléu estão as cinzas de oficiais importantes, como o comandante das tropas revolucionárias, general Euclydes Figueiredo, além de soldados, muitas mulheres e até uma criança. Ele calcula que 72 mil mulheres participaram da Revolução, como a Maria Soldado, que foi a "mulher símbolo da Revolução”, por ter combatido nas trincheiras. Mas outras atuaram como enfermeiras, costureiras e cozinheiras.
Muitos combatentes que lutaram por São Paulo eram de outros Estados brasileiros, mas as urnas guardam também as cinzas de combatentes italianos, japoneses, russos e de outras nacionalidades. Por isso, a nova comandante do Exército Constitucionalista anunciou que será feita, todo ano, uma homenagem especial a cada uma dessas nacionalidades. “Este ano iniciamos pela comunidade italiana, que contribuiu com cerca de 20% de mortos, a maior porcentagem se considerarmos os descendentes de primeira geração”, revelou Dorina Gouveia Nowill. O cônsul geral da Itália em São Paulo, Marco Marsili, representou a comunidade italiana na cerimônia.
Festival de desfiles
As solenidades comemorativas do Movimento Constitucionalista, que atraem público estimado em três mil pessoas, incluindo familiares dos antigos combatentes, também acabaram se tornando um festival de desfiles, onde não faltam carros militares antigos, bandas marciais, escoteiros, sociedades filantrópicas, autoridades de todas as esferas, forças da ONU, escolas municipais e até clubes esportivos. Isso além dos próprios veteranos, que desfilaram a pé, em carros antigos e veículos militares, ostentando distintivos honoríficos e bandeirolas alusivas à Revolução.
FIB-SP marca presença no evento
A secção paulista da Frente Integralista Brasileira (FIB-SP), como é de tradição, participou das homenagens aos Heróis da Revolução Constitucionalista. Com o apoio de uma tenda e uniformizados os companheiros do núcleo da capital paulista realizaram a distribuição de balões azuis, panfletos e cartazes com mensagens diversas. Todo o material divulgado contava com o sigma em destaque. O movimento conseguiu atrair a atenção do público ali presente. A ação da FIB-SP foi elogiada por autoridades e membros da FIB em todo o país e pode ser descrita como modelo para todos os núcleos que desejem participar de similares eventos regionais. Mais do que isso, o integralismo dá uma aula de civismo ao participar das comemorações de um movimento que representa e representou um verdadeiro chamado a democracia e a liberdade em tempos de ditadura.
9  DE JULHO DE 2009 – L I M E I R A  LEMBRA  O  77º ANIVERSÁRIO DA REVOLUÇÃO DE 1932 Homenagens serão feitas no Mausoléu do Sargento Pierrotti
A Prefeitura de Limeira, através da Secretaria de Turismo e Eventos, e a Comissão Municipal de Civismo realizam nesta quinta-feira, feriado de 9 de julho, a solenidade em comemoração ao 77º Aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932.
As homenagens começam a partir das 9h, no Mausoléu do Sargento Pierrotti, no Cemitério da Saudade I, onde haverá um ato em respeito à memória dos soldados mortos, colocação da coroa de flores e execução do toque de silêncio. Após esses procedimentos, acontece uma benção religiosa.
Em seguida, os dois ex-combatentes Esmeraldo Figueira Filho e Ulisses Rodrigues de Oliveira, ambos de 96 anos, serão escoltados por atiradores do Tiro de Guerra e conduzidos em carreata por veículos do Clube de Carros Antigos de Limeira até o Teatro Vitória, onde serão recepcionados pela guarda de honra do Tiro de Guerra, recebendo as merecidas homenagens dos presentes
O vice-presidente JOSÉ ALENCAR enfrentou hoje uma cirurgia de mais de seis horas no Hospital SÍRIO-LIBANÊS, para desobstruir uma das alças do intestino delgado. O procedimento foi bem-sucedido. Durante a intervenção, que começou por volta das 13:10 horas e só terminou pouco antes das 19:30 horas, os médicos também retiraram dez de um total de 18 novos tumores que apareceram na região abdominal. Foi a 14ª cirurgia enfrentada por ALENCAR, de 77 anos, que luta contra um câncer. De acordo com os médicos que acompanham o vice-presidente, os tumores estavam grudados no intestino provocando várias pequenas obstruções, daí a necessidade de retirá-los. O material retirado foi enviado para o hospital MD ANDERSON, em HOUSTON, ESTDOS UNIDOS, onde ALENCAR faz um tratamento experimental para tratamento do câncer.
Terminou na madrugada o julgamento de dois acusados de participar do assassinato de RENNÉ SENA, o milionário da MEGA-SENA. Após mais de três dias de audiências no Fórum de RIO BONITO e dez testemunhas ouvidas, o júri decidiu por quatro votos a três pela condenação do ex-PM ANDERSON SOUZA e do funcionário público EDNEI GONÇALVES. Eles receberam penas de 18 anos de prisão pelos crimes de homicídio triplamente qualificado do milionário (mediante promessa de recompensa, motivo torpe e a aplicação de recurso que dificultou a defesa da vítima), e pelo furto da pochete de RENNÉ, que continha uma arma e dinheiro. Os advogados dos réus já recorreram da sentença. A promotora do caso, PRISCILA NAEGELE VAZ, informou que ainda não há data prevista para o julgamento dos outros quatro acusados do crime: o cabo da PM MARCO ANTÔNIO VICENTE, o sargento RONALDO AMARAL DE OLIVEIRA, o CHINA, a professora de educação física JANAÍNA SILVA DE OLIVEIRA e a viúva, ADRIANA ALMEIDA, acusada de ser a mandante do assassinato. RENNÉ SENA ganhou o prêmio de 51,8 milhões de reais em julho de 2005. Em 7 de janeiro de 2007, foi atingido por quatro tiros, sendo o primeiro na nuca e três na cabeça, quando tomava cerveja num bar na ESTRADA DE LAVRAS, na cidade de RIO BONITO. Os disparos foram efetuados por ANDERSON que fugiu na garupa de uma motocicleta dirigida por EDNEI GONÇALVES.
Morre travesti que acusou RONALDO de não pagar. ANDRÉA ALBERTINI, de 22 anos, teve meningite. ANDRÉ LUÍS RIBEIRO ALBERTINI, de 22 anos, conhecido como o travesti ANDRÉA ALBERTINI, morreu hoje de manhã. Ele ganhou fama em abril do ano passado, ao se envolver em um episódio com o atacante RONALDO, hoje no CORINTHIANS. ANDRÉA ALBERTINI acusou o jogador de não ter pago por um programa sexual com ele e mais dois travestis no RIO DE JANEIRO. Durante o encontro, os quatro teriam consumido drogas. RONALDO alegou à polícia que foi vítima de extorsão. ANDRÉ morreu vítima de uma meningite. O enterro está marcado para as 10 horas de amanhã no Cemitério SANTA LIDIA, em MAUÁ. 
Um desabamento em uma construção irregular no cruzamento das avenidas INTERLAGOS e YERVANT KISSAJIKIAN, na VILA JOANIZA, zona sul da capital, matou uma pessoa e deixou outra ferida hoje de manhã. O ajudante de pedreiro DIEGO COSTA MOREIRA, de 19 anos, morreu no local. Baiano de CONCEIÇÃO DO COITÉ, a 177 km de SALVADOR, DIEGO chegou a SÃO PAULO na última segunda-feira. Hoje era o segundo dia de trabalho dele.
O PM SEVERINO DO RAMO DOS SANTOS, de 32 anos, se entregou à Corregedoria da Corporação hoje pela manhã e confessou ter matado a babá NILZÉLIA RODRIGUES SANTANA DOS SANTOS, de 39 anos, na Rua DOUTOR FRANCISCO URSAIA, em sua casa, em PIRITUBA. SEVERINO ligou para o Centro de Operações da PM (COPOM) por volta das 21:50 horas de ontem e avisou que atirou na mulher porque ela teria invadido a casa dele. Após se entregar, no entanto, confessou que mantinha um relacionamento amoroso com a babá e que a matou por divergências do casal. Ao chegar no local, os oficiais não acharam o suspeito e a casa estava trancada. Eles arrombaram a porta e encontraram a vítima com 20 ferimentos de tiros, em diversas partes do corpo. NILZÉLIA foi levada ao PRONTO-SOCORRO DE PIRITUBA, mas não resistiu e morreu.
09JULHO2009 MORRE ODETTE COPPOS
Adeus a Odette Coppos: A grande artista de Itapira!
Conde Thiago de Menezes - Presidente da FALASP e AILA

Faleceu aos 93 anos de idade, quinta-feira dia 09, uma pessoa que já foi conhecida como a “maior artista que Itapira já teve”: Odette Coppos. Pioneira em muitos sentidos foi a primeira itapirense que apareceu nas telas do cinema nacional, assim como a primeira itapirense que gravou um disco. Foi a primeira artista itapirense a posar nua, primeiro para uma série de fotos e desenhos feitos por Wilson Marins e depois para esculturas de Matheus Fernandes, ambos nos anos 50.  Méritos que a fizeram conhecida nacionalmente. Escritora, historiadora, poetisa e compositora desde os sete anos de idade. Detentora de muitos troféus, títulos de Câmaras Municipais (Olímpia, Itapira, e Baependi), diplomas de Academias de Letras (Piracicaba, Campanha – MG, Imperatriz, MA e Belas Artes – RJ, tendo mais de 50 livros editados e distribuídos em todo território nacional e alguns países estrangeiros; participante de muitas Antologias. Africanóloga patrocinou durante 26 anos as congadas de Itapira, tendo escrito muito sobre esse tema. Como museóloga contribuiu muito para a formação dos Museus de Caxambu e Campanha, MG e Mogi Mirim, Mogi Guaçu, SP. Pertenceu a importantes entidades culturais como a “Academia Brasileira de Belas Artes” (Órgão Consultivo do Governo Federal), a Société Académique de Arts Liberaux de Paris, a SCAB – Sociedade Cultural Artística Brasileira e às “Academia de Letras Menotti Del Picchia”, “Academia Guaçuana de Letras” (Mogi Guaçu, SP) e “Academia Piracicabana de Letras” (Piracicaba, SP) sendo co-fundadora da AILA – Academia Itapirense de Letras e Artes.
Entre suas principais obras, destacamos: As Congadas (Folclore), 1971, A outra Face da Society – contos (1958), Ser Mãe – poemas (1959), Amor e Poesia – poesia (1959), Memórias de um apartamento – romance (1960), Depoimento de uma Desquitada – 1ª edição, em versos, Depoimento de uma Desquitada, 2ª edição, em prosa (1962), "Saravá Satanás" – poema 1963), "Hino de Louvor à Madre M. Evangelina" – poema, "O Coro da Penha de Itapira"– poema (1967), "Bagageira de Ilusões" – poesias, "Guia de Turismo de Itapira" – Guia de Turismo (1970), "Carinhosa Mensagem a Caxambu" – Mensagem sobre a criação do Museu de Caxambu, em 27 de setembro de 1970, "Guia Sentimental de Campanha", "Folhetim" (A título de Esclarecimento), "70 Anos de Poesia" - 1993, obra dividida em "21 cantos". "O Livro de Itapira", 1995, "A Revolução Constitucionalista de 1932 (Setor Leste)", 1996 e "Da Dove Veniamo – Emmigrazione" 2ª edição – 1997.
Mas sua grande obra foi a criação do Museu de Caxambu, sul de Minas Gerais. No ano de 1963, foi construída uma caixa d’água naquela estância hidromineral, deixando a antiga de exercer a sua função. Na mesma época, o prefeito vigente, José Ferraz Caldas, ordenou que se fizesse do local, um museu. Para isso ele chamou a museóloga Odette Coppos, nascida na cidade de Itapira, mas então residente entre o Rio de Janeiro e a Bahia, que fez inúmeras doações ao museu de Caxambu, como por exemplo, objetos de alfaiataria, antropologia, armaria e botânica, objetos em cerâmica, entre eles dois pratos pintados por ela mesma; objetos em cristais; decorações; uma coleção de desenhos em artes gráficas e aquarela; esculturas como uma máscara mortuária de Carmem Miranda; peças de indumentária como um pente espanhol; pinturas e quinze fotos de Odette Coppos. Seu pai, o arquiteto e construtor Victório Coppos, doou o Menino da Flauta. O imóvel funcionou como museu durante muito tempo até que no ano de 1991 esta função deixou de ser exercida. Nesta época muitas peças do acervo de altíssimo valor histórico se perderam e outras foram distribuídas, não sabendo hoje o paradeiro da maioria das peças. Outras peças ainda apodreceram por falta de cuidados necessários quando o museu foi abandonado. Foi encontrado no porão pela Sra. Margarida Dantas, um livro de inventário com a relação do acervo do museu, que hoje se encontra sob sua guarda. Em 27 de novembro de 1991, foi criada a Fundação Centro Cultural e Escola de Arte de Caxambu, que passou a funcionar na edificação em questão. A reforma do local foi feita em multirão pela população. Em 1999 o itapirense Thiago de Menezes esteve em Caxambu para conferir esse relatório e saber o paradeiro de todas as obras, assim como lançar o livro, em parceria com Odette Coppos: “Nhá Chica de Baependi”. As referências sobre Odette Coppos em Itapira vão desde 1959 e até 2009.. Ao falecer, nonagenária, ainda mantinha-se firme e ativa, produzindo obras literárias de imenso valor para a cultura em nossa cidade e colaborando com a FALASP – Federação das Academias de Letras e Artes do Estado de São Paulo. Que as novas gerações conheçam um pouco de uma vida rica que teve mais de 80 anos dedicados às causas culturais, artísticas e folclóricas, assim como à preservação do legado histórico da ICAB – Igreja Apostólica Brasileira. E que a alma de Odette Coppos descanse em paz!
Em tempo: o interessante é que Odette nasceu na véspera da Festa de Maio, sua mãe dona Romilda Coppos sentiu lás as primeiras dores do parto e a escritora dedicou parte de sua vida às tradições folclóricas de nossa Festa de São Benedito. E Odette faleceu hoje, dia 09 de julho o dia em que ela mais comemorava, pois seu coração bandeirante nunca deixou de fazer as homenagens no Morro do Gravi, referentes ao Movimento do MMDC - Paulistas de 1932, tema sob o qual nossa escritora lançou vários livros e opúsculos.
Odette Coppos - Itapira, SP
14 de maio de 1916
09 de julho de 2009
Conde Thiago de Menezes
H.E. Count Thiago de Menezes
( Count of The Holy Roman Empire )
Escritor e Jornalista
Presidente da FALASP
www.falasp.com.br
www.falasp.blogspot.com
www.falasp.blogger.com.br

A Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo indiciou 14 policiais em quatro inquéritos diferentes sob a acusação de terem extorquido pelo menos 2,7 milhões de reais dos traficantes colombianos JUAN CARLOS RAMIREZ ABADÍA e RAMÓN MANOEL YEPES PENAGOS, conhecido como EL NEGRO. Outros três policiais são suspeitos, um dos quais obteve no Tribunal de Justiça uma liminar para que não fosse indiciado no inquérito.

O ministro da Defesa, NELSON JOBIM, informou hoje, em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos da Câmara, que os familiares de mortos e desaparecidos na GUERRILHA DO ARAGUAIA não vão participar dos trabalhos de escavações na região do confronto, em busca de ossadas de vítimas. O veto foi imposto, explicou o ministro, pelo fato de a comissão criada pelo Ministério da Defesa atender a uma ordem judicial emitida a partir de um processo em que os familiares são parte interessada como autores contra a União O processo é para obrigar o Estado a localizar os corpos e, por isso, disse o ministro, os familiares não terão a isenção necessária.

Dois ataques deixaram hoje pelo menos 41 mortos em BAGDÁ e no norte do IRAQUE. Foi o dia mais violento desde a saída das tropas dos EUA das cidades iraquianas no dia 30 de junho. O pior atentado ocorreu em TAL AFAR, norte do país, onde duas bombas mataram 34 pessoas e feriram 60. Em BAGDÁ, 7 morreram em um ataque em CIDADE SADR.

Horas depois de desembarcar na COSTA RICA, o presidente designado ROBERTO MICHELETTI retornou hoje para TEGUCIGALPA, indicando que não haverá encontros frente a frente com o presidente deposto MANUEL ZELAYA. Os dois rivais se reuniram separadamente com o presidente da COSTA RICA, OSCAR ARIAS. MICHELETTI disse que voltava para casa “totalmente satisfeito” com o resultado da viagem. 

2 010       :        -     SEXTA-FEIRA
POLÍCIA MILITAR
Decretos de 8-7-2010
Promovendo, nos termos do Dec.-lei 13.654-43 e suas alterações, ao posto de Coronel do Quadro de Oficiais Policiais Militares, por merecimento, os Tenentes-Coronéis PM 822281-9 Antônio Carlos Imperatriz, do 3º BPRv e 822356-4 Lincoln de Oliveira Lima, do 32º BPM/I.
Classificando, por conveniência do serviço, em face de promoção, os Coronéis PM: 822281-9 Antônio Carlos Imperatriz, no Comando de Policiamento de Área Metropolitana-12 (CPA/M-12); 822356-4 Lincoln de Oliveira Lima, no Comando de Policiamento de Área Metropolitana-5 (CPA/M-5). Transferindo, por conveniência do serviço, a Cel PM 800978-3 Marly Moreno, do Comando de Policiamento de Área Metropolitana-12 (CPA/M-12), para o Comando de Bombeiros do Interior (CBI).
IMPERATRIZ  nasceu no dia 20 de julho de 1963. Entrou para a PMESP em 1º de fevereiro de 1982. Foi declarado ASPIRANTE A OFICIAL no dia 15 de dezembro de 1984. PROMOÇÕES: 2º TENENTE – 25 de agosto de 1985; 1º TENENTE – 24 de maio de 1989; CAPITÃO – 24 de maio de 1995. Não tenho as datas de suas outras promoções.
LINCOLN nasceu no dia 30 de julho de 1962. Entrou para a PMESP em 1º de fevereiro de 1982. Foi declarado ASPIRANTE A OFICIAL em 15 de dezembro de 1984. PROMOÇÕES: 2º TENENTE – 25 de agosto de 1985; 1º TENENTE – 24 de maio de 1989; CAPITÃO – 24 de maio de 1995. Também não tenho as datas de suas outras promoções.
TRANSFERÊNCIA PARA A RESERVA: TENENTE-CORONEL PM WILSON CORREA LEITE JÚNIOR, Comandante do 1º BPMM. Nasceu em 5 de agosto de 1959. Entrou para a PMESP no dia 29 de janeiro de 1979. Foi declarado ASPIRANTE A OFICIAL em 15 de dezembro de 1981. PROMOÇÕES: 2º TENENTE – 25 de agosto de 1982; 1º TENENTE – 25 de agosto de 1986; CAPITÃO – 24 de maio de 1993. Não tenho a data de sua promoção a MAJOR. Foi promovido a TENENTE-CORONEL em 15 de dezembro de 1993.

CORONEL PM ANTÔNIO CARLOS MENDES vem me buscar na Rua PEDRO VICENTE, um ponto de encontro que se tornou rotina quando vamos aos eventos no IBIRAPUERA. Desta vez iremos comemorar os 78 anos do Movimento Constitucionalista. Pelo caminho, na 23 de maio, cruzamos com as viaturas da PMESP que irão desfilar neste ano.
O MENDES e eu temos um problema com um cabo ignorante que quer impedir a nossa entrada na área da solenidade. Alega que tem ordem superior. Comete faltas disciplinares ao não se apresentar ao oficial superior, mas demonstra falta de bom senso e complica o Comandante das cerimônias. O CORONEL PM AIRTON ALVES DA SILVA, Comandante da APMBB. Este toma conhecimento do incidente e determina as providências cabíveis para seus auxiliares.
O primeiro combatente que encontramos é o nosso OSWALDO DIANA, acompanhado de sua filha ORIVALDA. Em seguida conversamos com vários oficiais que trabalham neste evento, como a TENENTE-CORONEL PM MARIA YAMAMOTO, Chefe da 5ª EM/PM; seus auxiliares: MAJOR PM SOFNER, CAPITÃO PM LUIZ ANTÔNIO e outros.
Aguardamos a chegada de JORGE MICHALANI que irá assumir o Comando do Exército Constitucionalista e de ANTÔNIO CARLOS GRANDI, Conselheiro Voluntário da FUNDAÇÃO DORINA NOWILL. Ele irá representar a Comandante atual do Exército Constitucionalista DORINA NOWILL. Ela está impossibilitada de comparecer neste evento por problemas de saúde.
Após o canto do Hino Nacional vamos ter a passagem de Comando do Exército Constitucionalista, ato este presidido pelo Comandante Geral, CORONEL PM ÁLVARO BATISTA CAMILO.   
ORDEM DO DIA DE JORGE MICHALANY EM 9 DE JULHO DE 2010, QUANDO ASSUME O COMANDO DO EXÉRCITO CONSTITUCIONALISTA:
Excelentíssimo dr. Alberto Goldmann, digníssimo governador do Estado de São Paulo.
Excelentíssimo Coronel Álvaro Batista Camilo, digníssimo Comandante da Polícia Militar do Estado de São Paulo.
Excelentíssimo Capitão Gino Struffaldi, digníssimo Presidente da Sociedade Veteranos de 32 - MMDC.
Demais autoridades, familiares e paulistas.
Assumo, neste nove de julho, com muita honra o comando do exército constitucionalista para cumprir, pelo período de um ano os deveres e ofícios que me forem designados em prol dos ideais e da memória da Revolução Constitucionalista de 1932.
Esse ato solene é o compromisso de se manter viva a chama de liberdade e civismo que foi acesa em 9 de Julho de 1932.
Essa chama que marca a fogo meu coração e ilumina a minha alma é o compromisso de servir uma vez mais a causa constitucionalista perante o povo de São Paulo, aos olhos do Brasil e sobre a lápide daqueles que sem apego, imbuídos dos mais altos ideais que uma pátria pode esperar de seus filhos, deram a sua vida pela nação.
Neste momento em que a emoção tenta calar a voz e a idade teima em apagar a memória, lembro vivamente dos amigos e familiares que não mediram esforços em prol da nação e se entregaram a causa maior. 
A família paulista, chamada ao dever, soube mostrar ao Brasil o amor pela pátria. Da casa de minha família partiu mais de um soldado da lei, assim como em tantos outros lares de nossa terra natal.
Enquanto estávamos na trincheira, sob o calor da metralha, combatendo as forças ditatoriais, a família paulista atuava em auxílio destes bravos jovens: arrecadando donativos para o movimento (OURO PARA O BEM DE SÃO PAULO), organizando o correio militar, fabricando munições e capacetes e, sobretudo conclamando a família brasileira que aderisse aos ideais constitucionais.
São Paulo ensinou ao Brasil que amor não se vende. Que princípios não se negociam. Que valores e virtudes não são relativos. Que a lei não se dobra. Que a terra natal não se entrega.
Vivemos tempos difíceis, tempos conturbados. Onde o público se confunde com o privado. Onde o relativismo reina sem medidas e sem freio, alentado por um corporativismo pernicioso. Acredito que é justamente em tempos conturbados que se sobressaem os heróis, forjados nas dificuldades, nas adversidades que a vida nos impõe.
Assim, há exatos 78 anos, a história nos impôs um dever. Um dever inigualável. O dever de imortalizar o ideal da causa constitucionalista. O dever de honrar aqueles que combateram a tirania por um Brasil melhor. O dever de contar aos seus familiares, aos paulistas e aos brasileiros a razão da entrega destes jovens ao sacrifício máximo. Essa é a ordem do dia! Lembrai-vos ó paulistas de tua história.
São Paulo, 9 de julho de 2010.; 78o  da Revolução Constitucionalista.
_________________
JORGE MICHALANI
A cerimônia seguinte é a imortalização dos heróis. Os cadetes retiram da carreta do Corpo de Bombeiros os onze caixões contendo os restos mortais de: JOÃO BATISTA CAMILO NETO, ESTEVAM ROMEIRO (avô do Cmt Geral ÁLVARO BATISTA CAMILO, ADRIANO HAMILTON MÕES, JAIR PEREIRA BAPTISTA, ANTONIO MARSIGLIA, MARIO RODRIGUES PINHO (Pai do nosso companheiro de Escola de Oficiais, CORONEL PM MÁRIO FAUSTO RODRIGUES PINHO), Engenheiro BENEDICTO GARCIA DE ABREU, FERNANDO OLIVEIRA SIMOES SOBRINHO, LUIZ SCALISE, VICTÓRIO GONÇALVES DE ANDRADE, COSTABILE MARTUSCELLI.
São prestadas honras fúnebres por um pelotão do 3º BPChq. O Governador do Estado, o Cmt Geral, o presidente GINO STRUFFALDI. Coroas de flores são colocadas no herói jacente.
O TENENTE-CORONEL PM Capelão OSVALDO PALÓPITO encomenda os restos mortais dos veteranos. Irão se juntar aos já 777 combatentes que lá já se encontram. São momentos de muita emoção, principalmente para os familiares dos heróis de 32.
Em seguida são entregues as medalhas CONSTITUCIONALISTA para as seguintes autoridades:

1

Cap-de-Mar-e-Guerra
MARCUS SÁ DA CUNHA

2

Cap-de-Fragata
JORGE FARIA FRANCO JUNIOR

3

Cel Cavalaria
CESAR AUGUSTO MOURA

4

Cel Engenharia
RUBENS ALBERTO RODRIGUES JANUÁRIO

5

Major-Brigadeiro-do-Ar
PAULO ROBERTO PERTUSI

6

Brigadeiro-do-Ar
JORGE LUIZ ALVES DE BARROS SANTOS

7
Brigadeiro-do-Ar

PAULO JOÃO CURY

8

Cel PM
LUIZ DE CASTRO JUNIOR

9

Cel PM
FRANCISCO LOZZI DA COSTA


10

Cel PM
ADMIR GERVÁSIO MORAIRA

11

Cel PM
MARCO ANTONIO ALVES MIGUEL

12

Cel PM
LUIZ HUMBERTO NAVARRO

13

Cel PM
MAÉRCIO ANANIAS BATISTA

14

Doutor
EDUARDO AUGUSTO PAGLIONE

15

Doutor
RUI BARACAT GUIMARÃES PEREIRA

16

Doutor
ABIB MALDAUN  NETO

17

Doutor
ROBERTO SOUZA CAMARGO

18

Inspetor
DALMO LUIZ COELHO ÁLAMO

19

Inspetor
ADELSON DE SOUZA

20

Senhor
NAZARETH DA SILVA DARAKDJIAN

21

Doutor
PAULO ANTONIO NUNES SPINOSA

22

Doutor
JOSÉ MARIA DIAS NETO

23

Doutor
MARCO ANTONIO MARQUES DA SILVA

24

Senhor
ARMANDO PEREZ MARIA

25
Profº Doutor
JOSÉ MARIA CÂMARA JUNIOR

26

Profª
CECÍLIA DE ARRUDA

27
Doutor
JURANDIR ALVES DE VASCONCELOS

28

Cel PM
MARIO FAUSTO RODRIGUES PINHO

29

Profº Doutor
MARCO ANTONIO VILLA

30

Doutor
FAUSTO FERES

31

Doutor
JORGE MICHALANY

32

Doutor
RICARDO SOBRAL DE CARVALHO
Segue-se o magnífico desfile militar-cívico, que é aberto com viaturas trazendo os ex-veteranos e seus descendentes.
Terminado o desfile com a passagem da Cavalaria, vamos conversar com muita gente presente: MARIANO TAGLIANETTI e família vieram de CURITIBA para assistir as cerimônias. Ele tem mantido contatos virtuais, mas desta vez está frente a nós ao vivo. Também há um mineiro que veio assistir o 78º Aniversário da Revolução. HÉLCIO DALLARI apresenta uma comitiva que veio de BRASÍLIA e que quer ajudar o MMDC. O ROMAGNOLI ajudou-nos em vários momentos na pista do desfile, inclusive conduzindo o doutor GRANDI, representante de dona DORINA, que também é cego. Vários repórteres nos procuram para esclarecimentos sobre episódios da revolução. 
Depois de muito tempo estou revendo ALEXANDRE MEDEA ANDRADE, atualmente trabalhando no CITIBANK. Promete ele ajudar a Sociedade, pois anda afastado do MMDC há muito tempo.
Muitas pessoas que estão no IBIRAPUERA dirigem-se para a Assembléia Legislativa. Haverá entrega de certificados e a Medalha da Constituição. O Deputado Estadual MAJOR PM OLÍMPIO preside a mesa de trabalhos. Na mesa estão: BISPO DOM FERNANDO FIGUEIREDO, da Arquidiocese de SANTO AMARO; Deputado Federal CORONEL PM Res JAIRO PAES DE LIRA, CORONEL PM LUIZ PESCE DE ARRUDA, representando o Cmt Geral.
Falam sobre o Movimento Constitucionalista de 32 o Deputado PAES DE LIRA e o CORONEL PM ARRUDA. Para encerrar falo em nome do presidente GINO, abordando pontos nevrálgicos da Sociedade: a situação de abandono em que se encontra o Monumento Mausoléu, cujo restauro ainda não foi feito; a miséria da Pensão Especial que o governo dá para as viúvas e os combatentes que ainda existem (são 55 na minha conta) e também o cerceamento dos civis no desfile da data Magna de São Paulo.
A Assembleia Legislativa realizou nesta sexta-feira, 9/7, solenidade para homenagear o movimento e os heróis de 1932, quando cidadãos de São Paulo empreenderam a Revolução Constitucionalista, que, como o próprio nome diz, tinha o objetivo de lutar para que o governo federal " na época, conduzido por Getúlio Vargas " editasse a Constituição brasileira.
A solenidade foi conduzida pelo deputado Olimpio Gomes (PDT), proponente da homenagem e autor do Projeto de Resolução 5/2010, que dá a denominação Deputado Israel Dias Novaes ao hall do Palácio 9 de Julho " sede do Legislativo paulista " que abriga exposição permanente em reverência ao Movimento de 1932.
É uma honra proporcionar à Assembleia Legislativa mais uma possibilidade de homenagear os heróis de 1932, uma vez que a sede deste Parlamento é denominada Palácio 9 de Julho, também em referência ao Movimento Constitucionalista."
O deputado federal por São Paulo Paes de Lira fez um pequeno relato sobre os fatos históricos de 1932, lembrando que nenhuma ditadura é aceitável, seja civil ou militar. "Vargas atuou como um ditador, que nomeou interventores e sufocou a liberdade e a representação política no país."
As Medalhas da Constituição, maior láurea outorgada pelo Legislativo paulista, foram entregues a Dom Fernando Figueiredo, bispo diocesano de Santo Amaro, ao desembargador Álvaro Lazzarini, ao médico Jorge Michalany, aos oficiais da Polícia Militar coronel Res. PM Edilberto de Oliveira Melo, coronel Res. PM Niomar Cyrne Bezerra e coronel PM Luiz Eduardo Pesce de Arruda. Também foram agraciados com a medalha os seguintes batalhões da Polícia Militar: 3º BPM-I, 4º BPM-I, 6º BPM-I e 2º BPM-M.
Participaram do evento integrantes da Polícia Militar e das Forças de Paz brasileiras da ONU, e familiares dos heróis de 1932.




DIÁRIO DE SÃO PAULO
OBELISCO CONTINUA SEM VISITAÇÃO
Monumento que faz homenagem aos que lutaram na Revolução Constitucionalista de 32 será aberto hoje.
O Obelisco ao Soldado Constitucionalista, junto ao Parque do Ibirapuera, na zona sul de São Paulo, estará aberto hoje durante o feriado de 9 de Julho. Mas só hoje. Um dos principais monumentos da capital, onde estão guardados os restos mortais de 717 heróis da revolução de 1932 está deteriorado e precisa passar por um restauro (o número 717 está errado, o correto seria 777 – sem contar os 11 heróis que serão imortalizados hoje).
Em junho de 2006 foi anunciado um convênio entre a Prefeitura e o governo do Estado para a restauração do monumento, mas o local continua abandonado e apresenta sérios problemas de infiltração.
(Seguem considerações maldosas de CARVALHOSA).
Segundo a PM, entre 2007 e 2009 foi feita a reforma elétrica, serviços de impermeabilização da laje, captação e drenagem das águas pluviais. Este ano a PM iniciou um processo de análise do local para contratação de projeto executivo. Essa obra deverá prevenir novas infiltrações, manutenção em geral, inclusive a construção de novos cinerários que devem observar o mesmo diálogo histórico arquitetônico interno, segundo a PM. 

CORONEL PM MENDES vai me deixar na estação ARMÊNIA e embarco numa van que rapidamente chega em GUARULHOS, por causa do trânsito estar muito bom neste feriado.
Mais tarde assisto todo o desenrolar do evento do IBIRAPUERA através da TV ASSEMBLÉIA.
Quero lançar os momentos principais do que se passou hoje nas minhas memórias, mas pouca coisa consigo realizar, face o cansaço em que em encontro e uma série de câimbras que venho a sofrer ao cair da tarde.

Leio no FÓRUM DOS LEITORES de “O ESTADO DE SÃO PAULO”:
9 de Julho – LUZ DA PÁTRIA!
Cresci ouvindo as histórias de meu velho pai, orgulhoso de ter participado dos combates da Revolução Constitucionalista de 1932. Cresci aprendendo na escola o hino do Movimento: “9 de Julho é a luz da Pátria, data imortal deste berço augusto! Dos bandeirantes denodados, deste São Paulo vanguardeiro e justo...” Hoje nem o hino os paulistas conhecem mais. Por que abafaram nosso espírito cívico e nossas lembranças históricas? Sou paulista e paulistana, sim, senhor! Tenho imenso orgulho das minhas origens e me revolta muito saber que historiadores de esquerda reescreveram nossa História enlameando a figura dos bandeirantes paulistas. E isso é passado às crianças nos bancos escolares! Gostaria que os demais brasileiros soubessem que o que levou São Paulo a se levantar contra GETÚLIO VARGAS foi simplesmente a defesa de nossa Constituição. Aliás, existe algum brasileiro que se disponha hoje a lutar pela nossa Constituição de 1988, tão afrontada e banalizada ultimamente, como lutaram bravamente os paulistas em 32?
MARA MONTEZUMA ASSAF. 

EXEMPLO JAMAIS ESQUECIDO
Eu ainda não era nascida, mas minha mãe contava o orgulho que tinham ela e minha avó materna (italiana de nascimento) de ter ajudado, como voluntárias, a organizar mantimentos e roupas que eram mandados pelo povo paulista aos soldados que lutavam na Revolução de 1932 contra o ditador VARGAS. 9 de Julho é considerado por nos, paulistas, a data mais importante do nosso calendário, e sempre será lembrada para cultuar os nossos heróis que tombaram e derramaram seu sangue para que nós, filhos desta terra brasileira, vivêssemos numa democracia. Foram 87 dias de combates de 9 de julho a 2 de outubro. Jamais esqueceremos esses heróis e esta data significativa, ainda mais neste ano de eleição, pois a nossa democracia está em perigo e nós, paulistas, devemos mais que nunca honrar esses bravos, vigilantes e atuantes nas próximas eleições para que não venhamos a ser governados por quem nunca lutou por ideais democráticos, como os paulistas de 32. Salve o 9 de Julho!
AGNES ECKERMANN
BANDEIRA E BRASÃO
Não é somente na bandeira que SÃO PAULO leva o BRASIL. No BRASÃO também: “PRO BRASILIA FIANT EXIMIA” (“PELO BRASIL SEJA FEITO O MELHOR”)!
ARTHUR VERNA
HERÓIS
Em pronunciamento público, o presidente LULA declarou que o BRASIL é um país sem heróis...Não, presidente, não é. Temos muitos heróis que souberam honrar a Pátria e eu poderia passar horas citando nomes e mais nomes. Cito só quatro paulistas, heróis brasileiros que deram a vida na defesa da democracia, este regime que garantiu sua eleição para presidente: MARTINS, MIRAGAIA, DRÁUSIO e CAMARGO (MMDC). O SENHOR DEVE GRATIDÃO A ELES.
BENONE AUGUSTO DE PAIVA

NOTICIA DA MORTE DO VETERANO ESMERALDO FIGUEIRA FILHO:
A Prefeitura de Limeira, através da Secretaria de Turismo e Eventos, realiza no feriado 9 de julho, sexta-feira, a partir das 9h, a solenidade em comemoração ao 78º Aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932.
O evento acontece no Mausoléu Sargento Pierrotti, no Cemitério da Saudade I, onde haverá um ato de respeito à memória dos soldados mortos, execução do toque de silêncio pela Corporação Musical Arthur Giambelli e benção religiosa.
Os ex-combatentes limeirenses, Esmeraldo Figueira Filho, falecido no mês de maio com 97 anos, e Ulisses Rodrigues de Oliveira, de 95 anos, também receberão as merecidas homenagens.
A solenidade conta ainda com a presença do Coral Vozes do Tatuíbi e do Grupo de Escoteiros Limeira.

Liderança Maçônica na Revolução de 32
A maçonaria, instituição milenar e consciente dos princípios que a norteia, Liberdade, Igualdade e Fraternidade, foi uma das associações mais participativas na Revolução Constitucionalista de 1932. Em outras épocas, a maçonaria também participou de movimentos que preservasse a liberdade dos homens: A Independência do Brasil, Libertação dos Escravos, República entre outros, sempre através de seus membros que realmente sabem o papel que representam na sociedade.
A Revolução Constitucionalista de 1932 teve em suas lideranças diversos maçons, entre os quais se incluía o Governador do Estado. 
- Francisco Rangel Pestana - Jornalista, fundador e diretor do jornal O Estado de São Paulo, pertencente ao Quadro da Loja América, de São Paulo.
- Ibrahim Nobre - Escritor, advogado e promotor público, foi chamado de o Tribuno da Revolução. Iniciado em Santos.
- Júlio Mesquita - Jornalista, fundador e presidente do jornal O Estado de São Paulo, pertencente ao Quadro da Loja América, de São Paulo.
- Júlio de Mesquita Filho - Jornalista, presidente do jornal O Estado de São Paulo, líder civil da Revolução de 1932, do Quadro da Loja União Paulista II, de São Paulo. E um dos fundadores da GLESP - Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo.
- Júlio Prestes - Político, presidente (governador) de São Paulo, eleito presidente do Brasil, em 1930. Não tomou posse devido ao Golpe de Vargas. Pertencente à Loja Piratininga, de São Paulo.
- Pedro de Toledo - Embaixador do Brasil e Governador aclamado de São Paulo. Foi Grão-Mestre do GOESP.
- Washington Luiz - Advogado, foi presidente (governador) de São Paulo e presidente do Brasil de 1926 a 1930 (destituído pelo golpe militar). Fundador e 1º Venerável da Loja Filantropia II, de Batatais.
O ex-combatente Gino Struffaldi em 1932 da Loja L´Aquila Romana, como radiotelegrafista (a esq.), e atualmente, presidente da Sociedade Veteranos de 32 - M.M.D.C.
Anos após o término dos combates, os participantes da revolta formaram a Sociedade de Veteranos de 1932-MMDC, que veio a ser oficializada somente em 1954. Sua sede está localizada na Rua Anita Garibaldi, 25, no centro de São Paulo. A Sociedade dos Veteranos de 32 - MMDC - possui este nome em homenagem a quatro jovens, mortos em combate na revolução: Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo. Com o lema "São Paulo forte, para um Brasil unido", a entidade tem por fim precípuo preservar, na memória do povo paulista, a dignidade e a grandeza do Movimento Constitucionalista de 32. Em cumprimento às suas finalidades a Sociedade promove eventos cívico-militares e religiosos visando a rememorar os feitos e figuras expressivas do Movimento Constitucionalista de 32; congrega os sócios em um corpo único, com o intuito de defender, intransigentemente, os interesses coletivos da classe; presta assistência social a veteranos, suas viúvas e dependentes; fornece material didático aos que estiverem cursando até o 2º Grau; imortaliza os despojos dos heróis constitucionalistas no Monumento Mausoléu; organizar e atualiza um Memorial Constitucionalista "9 de julho" e um Arquivo Histórico e Biblioteca do Movimento Constitucionalista; realiza cursos e conferências sobre o Movimento Constitucionalista; promove visitação a lugares históricos do Movimento Constitucionalista; defende o modo de vida brasileiro e as tradições, ideais e interesses da Pátria, em concordância com os preceitos constitucionais, intransferíveis e impostergáveis, atribuídos a todos os brasileiros.
Entre as diversas atividades promovidas anualmente pelo grupo está a escolha dos quatro membros do comando do "Exército constitucionalista", cargo simbólico com mandato de um ano. Seu presidente é o militar reformado Gino Struffaldi, de 96 anos. Segundo a sociedade, 400 ex-combatentes estão vivos.
Outra função da entidade é zelar pelo Monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista de 1932, no Ibirapuera. O museu abriga fotos, documentos, livros, objetos e recortes de jornais referentes à revolução. A entidade também organiza e está presente em datas importantes, como 23 de maio, 9 de julho (início da revolução) e 2 de outubro (fim dos combates). O obelisco do Ibirapuera simboliza uma espada fincada, ferindo o coração do Estado de São Paulo.
Acorda São Paulo!
9 de julho de 1932: Estoura a Revolução
No dia 9 de julho, 23h30, o comando da 2ª Região Militar se rebela, invade as duas emissoras de rádio paulistanas. O Correio e a Companhia Telefônica caem nas mãos dos revolucionários e começa a luta armada. Está deflagrada a Revolução Constitucionalista. Cria-se o MMDC - sigla formada a partir de Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo, organização civil clandestina que oferecia treinamento militar entre outras atividades. São Paulo recebe apoio dos Estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Mato Grosso. No dia 10 de julho é iniciada a campanha de alistamento voluntário. Na Faculdade do Largo São Francisco estudantes de Direito formam o Batalhão Universitário. As entidades civis, ACM-Associação Cristã de Moços, Rotarys, Lions, Maçonaria, Associação Comercial de São Paulo, FIESP- Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, etc., todas se mobilizam produzindo para a guerra. Fardas, agasalhos e meias para os soldados eram confeccionados pelas mulheres paulistas. A FIESP incumbiu suas associadas em um esforço de guerra à produção de material bélico. A Escola Politécnica empresta seus professores, engenheiros e estagiários para supervisionarem a produção. Granadas, cantis, capacetes de aço, veículos e trens brindados, armas leves e canhões de grosso calibre foram fabricados nas indústrias paulista. A 14 de julho, a Associação Comercial de São Paulo e os bancos lançam a campanha "Doe ouro para o bem de São Paulo", para lastrear a moeda de guerra instituída por decreto pelo governador Pedro de Toledo. Milhares de pessoas de todas as classes sociais doaram pratarias, jóias, pulseiras de ouro e os menos abastados doaram suas alianças de casamento.
A imprensa através dos jornais Correio Paulistano e a Folha de São Paulo até serem "empastelados", foram instrumentos importantes como divulgadores do movimento. O jornal O Estado de São Paulo resistiu ao furor ditatorial. No dia 25 de janeiro de 1932, o principal líder civil do movimento, o jornalista Júlio de Mesquita Filho, já havia comprovado sua liderança quando 100 mil pessoas em passeata da Praça da Sé até a sede do jornal na Rua Boa Vista, foram ouvi-lo em um inesquecível discurso: "Anulada a autonomia de São Paulo, o Brasil se transformou num vasto deserto de homens e de idéias. E, se o nosso afastamento da direção da coisa pública equivaleu à implantação do caos e da desordem em todo o território nacional, a ordem, a tranqüilidade, a disciplina, em uma palavra, o império da Lei e da Justiça só poderá ser restabelecido no dia em que São Paulo voltar à sua condição de líder insubstituível da Nação". Julinho como era conhecido foi membro da Loja Maçônica União Paulista II de São Paulo; Guilherme de Almeida e Menotti De Picchia alimentavam cada vez mais a chama acesa do movimento com reportagens e poemas na imprensa; As rádios paulistas são utilizadas para divulgação do movimento e o radialista Cesar Ladeira da Rádio Record ficou conhecido como "A Voz da Revolução"; Pedro de Toledo é proclamado governador do Estado de São Paulo. Todo o estado trabalhou e lutou com garra para a vitória da causa paulista.
Foram abertas três grandes frentes de batalha: nos limites do Paraná, das Minas Gerais e no Vale do Paraíba. As tropas enviadas para Itararé, divisa com o Paraná, retiraram-se antes da chegada dos 18 mil soldados das tropas governistas. A batalha mais importante na frente de Minas Gerais foi no Túnel da Mantiqueira. As tropas paulistas penetraram pelo Sul de Minas sendo barrados na cidade de Pouso Alegre e repelidos pelas tropas federais em direção à Campinas. Cidades próximas as divisas de Minas Gerais, (Itapira, Atibaia, Bragança Paulista entre outras) foram ocupadas pelas tropas federais e travaram combates com os paulistas. Principal acesso para o Rio de Janeiro, o Vale do Paraíba, foi visto pelos paulistas como teatro principal da guerra. A estratégia previa a conquista da cidade de Rezende, que chegou a ser bombardeada pela artilharia paulista, mas, a previsão de uma marcha rápida para o Rio foi obstada pelas tropas federais e com a falta de apoio de Minas Gerais, foram obrigados a bater em retirada para as divisas paulistas. Na cidade de Cunha, o agricultor Paulo Virgino tornou-se um herói e mártir, porque mesmo sob torturas, não revelou às tropas federais onde estavam posicionadas as tropas paulistas. Não resistiu as torturas, foi morto, mas graças a sua lealdade os paulistas venceram em Cunha, impedindo o avanço das tropas inimigas sobre a Serra do Mar. O desequilíbrio bélico era desproporcional. Enquanto os revolucionários paulistas tinham uma metralhadora para 50 homens, as tropas enviadas do Rio de Janeiro tinham uma metralhadora para cada três soldados.
A Guerra Paulista de 1932
Legenda:  Cartão-postal em homenagem ao MMDC, com as inscrições em latim: Dulce et decorum est pro patria mori ("é doce e honrado morrer pela pátria"), Pro brasilia fiant eximia ("pelo Brasil faça-se o melhor"), Non ducor, duco ("não sou conduzido, conduzo") e In Hoc Signo Vinces ("Com este sinal vencerás")
O professor Sólon Borges dos Reis fala que: "o povo paulista deu provas de possuir extraordinários valores sociais, morais e cívicos, entre os quais: Capacidade - lutando só sem a ajuda de outros Estados brasileiros; União - só foi possível a Revolução de 32 porque os paulistas demonstraram, através de homens, mulheres e até crianças de todos os segmentos sociais, a união como em um corpo só para lutarem pela Lei; Idealismo - uma das marcas mais notáveis dos paulistas que não só conservaram nas idéias; Patriotismo - pois o que queriam os paulista não era apenas para São Paulo, mas para o Brasil inteiro. Por isso o governador Pedro de Toledo mandou inscrever no brasão de São Paulo: Pro Brasilia fiant eximia (Tudo pelo Brasil)".
O movimento de 9 de julho foi deformado pela ditadura! O governo provisório de Getúlio Vargas conquistado com a Revolução de 1930, com o objetivo de contar com o concurso de todo o País e assim combater os esforços do povo de São Paulo para a restauração da legalidade e dos princípios sempre vigorantes no Brasil, espalhou por todos os quadrantes que São Paulo aspirava separar-se do Brasil, ideia repelida por todos os brasileiros, quando na realidade as elites paulistas almejavam reaver o domínio político que haviam perdido com a revolução de 1930, não a interferência federal nos estados e a convocação de uma Assembléia Constituinte.
O quadro político que se apresentava na época era um poder centralizado, governo provisório organizado por Getulio Vargas para fortalecer o Estado, atraindo para esse seu projeto os militares e trabalhadores urbanos, com um discurso nacionalista apelando ao sentimento pátrio e oferecendo aos trabalhadores uma legislação trabalhista paternalista. As oligarquias ressentiram-se, pois, perderam o controle político em seus estados e suas influências a nível nacional. O Congresso Nacional foi fechado por Getulio Vargas, assim como os legislativos estaduais, municipais e os partidos políticos; os governadores depostos e, colocados em seus lugares, os interventores nomeados por ele, exigindo deles o abandono do liberalismo por um discurso autoritário, como elemento necessário para a formação de um novo modelo político e econômico. Em São Paulo foi nomeado como interventor João Alberto Lins de Barros, tenente promovido a coronel na Revolução de 1930, que mal recebido pela oligarquia paulista foi apelidado de "O Forasteiro".
No dia 23 de maio de 1932, eclodiram na Capital paulista manifestações contra Getulio Vargas em clima de revolta e violências, quando um grupo de trabalhadores e estudantes fazia manifestações próximo a Praça da República, soldados governistas abriram fogo e mataram os jovens Mário Martins de Almeida, Euclides Miragaia, Dráuzio Marcondes de Souza e Antonio Camargo de Andrade. Também o estudante Orlando de Oliveira Alvarenga foi ferido vindo a morrer depois no hospital. A repercussão do ocorrido fez com que exaltasse o sentimento pátrio, brotando nos corações paulistas o ideal de liberdade e peitos se abriram para a luta.
São Paulo perde de cabeça erguida
A vitória já soava inviável e mais nada adiantaria a carnificina dos jovens e dos valentes combatentes paulistas. Flores da Cunha havia impedido a vinda das tropas do Rio Grande do Sul. O general Bertoldo Klinger veio do Mato Grosso sem as armas e as tropas que prometera. Minas Gerais ficou de fora e as munições que mandou para as tropas paulistas não detonavam. Ficaram famosos os aparelhos chamados "matracas" que emitiam som de tiros de metralhadora para intimidar os inimigos. São Paulo lutava sozinho sob a égide da traição. O comandante geral da Força Pública do Estado de São Paulo, coronel Herculano Silva, fez a rendição das tropas paulistas em troca do compromisso de as tropas federais não penetrarem no município de São Paulo, o que foi para os demais comandantes militares como Klinger, Isidoro e Euclides Figueiredo, um ato imperdoável de alta traição. A Revolução Constitucionalista de 32, durante quase três meses, 9 de julho a 2 de outubro (87 dias) envolveu 135 mil brasileiros, dos quais cerca de 40 mil combatentes paulistas, a grande maioria voluntários civis. Dados oficiais estimam que 934 paulistas deixaram suas vidas em defesa de seus ideais libertários. Cerca de 200 soldados das tropas federais morreram em combate. Seus principais líderes foram presos e deportados, Julio de Mesquita Filho e mais 75 companheiros embarcaram para o ostracismo a bordo do navio português Pedro l, conscientes do dever cumprido, pois, a derrota militar de São Paulo foi compensada pela vitória política quando da convocação da assembléia para os trabalhos da nova Magna Carta no dia 3 de novembro de 1933.
Mas, o tempo passou tudo mudou desde então, quando o homem tinha o bom senso de viver em sociedade cônscio do papel que representava, como aqueles heróis que lutaram e deram suas vidas para fazer uma pátria melhor para seus compatriotas e, deixam para a história, seu famoso dístico de protesto do revolucionário paulista de 32: "Não esquecemos; Não transigimos; Não perdoamos".
Do povo para o povo
É necessário por parte do povo o conhecimento das instituições que se embasa este mesmo povo, pois, quem vive em uma sociedade sem a consciência de como ela está organizada e sem saber o papel que nela representa, não é mais do que um autômato, sem inteligência e sem vontade. É esta a real posição da maioria de nossos homens do povo, não participando em nada que possa modificar o panorama político que vemos repetidamente, onde a corrupção impera, a imoralidade avança e a ética se perdeu no calabouço da insensatez, afirmando cada vez mais o que dizia Santo Agostinho que, como sempre, responde aos problemas atuais: "Se um povo é sério e prudente, zeloso pelo interesse público, é justo que se faça uma Lei que permita a esse povo dar a si mesmo os magistrados. Entretanto, se tornado pouco a pouco depravado, esse povo tornar venal seu sufrágio, entregando o governo à celerados e infames, é justo que se retire a faculdade de conferir os cargos públicos, e se volte ao sistema de sufrágio limitado à algumas pessoas idôneas".
Será preciso lembrar que passamos por uma crise moral, onde se prestigia homens públicos canalhas que escondem dólares nas cuecas, desviam recursos para si próprios da saúde e da educação, apropriam-se de "over prices" e verbas de obras públicas, verbas do erário, dinheiro do povo que deveria converter-se em bens para esse mesmo povo! Quanto mais corrupto mais querido é neste nosso Pais, provando que o povo não sabe votar, se não, não elegeria tantos políticos sabidamente corruptos e mandatários que atuam hoje no poder as vistas cegas da Justiça, comprando votos ao arrepio da Lei com cestas básicas, auxílio às pessoas com verbas em forma de salários e cargos públicos, etc., etc.. Por muito menos em outros países onde impera a Justiça, a moral e a ética, políticos corruptos são julgados pelos seus crimes, cassados de seus diretos políticos, condenados e levados ao cárcere. Quantos acusados por corrupção se suicidaram de vergonha? Por muito menos em um passado glorioso, em 9 de julho de 1932 homens de caráter e de coragem, levaram São Paulo a guerra contra todos os demais estados da Nação, exigindo a legalidade em um sistema democrático, com Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
Estamos próximos às eleições quando elegeremos nossos mais altos mandatários e, é bom lembrar, de que saímos de uma derrota jogando ao chão o mais fervoroso sentimento futebolista verde e amarelo, só arrefecido para uma grande maioria com a derrota, infelizmente, da seleção argentina. Vamos mostrar como no futebol, o mesmo sentimento pátrio nas eleições de outubro e, aprenderemos a votar, fazendo valer o mais valoroso dos bens que dispõe o homem do povo em uma democracia, o seu voto, e só assim seremos "pessoas idôneas de Santo Agostinho".

 Esta reportagem é um homenagem ao meu avô materno que lutou na Revolução de 32 (Zacharias Sales do Nascimento), minha filha Giovanna desfilou no Grupo de Escoteiros São Paulo nº 1 em homenagem aos Herói de 32.
TFA, Ir.'. FColacioppo

Além de representantes dos segmentos de Segurança, Bombeiros, Exército e da administração municipal, poucos civis foram até a avenida 9 de Julho para celebrar a data da Revolução Constitucionalista de 1932. O hasteamento das bandeiras do Brasil, São Paulo e Jundiaí foi feito no monumento Capela, em frente à rodoviária da cidade. A Revolução de 1932 chega aos 78 anos depois do início do levante paulista em defesa de seus direitos constitucionais. Mas o sentimento expresso na data não fez muita gente sair da cama cedo para participar da celebração, organizada pela Prefeitura. O casal Luzia Cabral Nascimento e Noé Pedro Nascimento parou para ver o hasteamento das bandeiras porque fazia caminhada pelo local. "Moramos no Jardim Bonfiglioli. Todos os dias saímos para fazer caminhada e aqui é o nosso trajeto. Todos os anos paramos para ver", conta o marido. Já a mulher tem outro motivo para interromper o exercício físico. "Gosto de ver a banda São João Batista tocar." O motorista Juarez Almeida Rodrigues estava ali porque levou a banda São João. "Mas eu acho que é uma comemoração certa. Tem que ser lembrado", opina. Outros 'atletas' também passaram pelo evento, mas não pararam. Já as representações militares e de segurança enviaram representações. Além do caminhão do 12º Grupo de Artilharia e Campanha (GAC) com soldados, cabos e o tenente coronel, ainda o 19º Grupamento do Corpo de Bombeiros, os 11º e 49º Batalhões da Polícia Militar e equipes da Polícia Civil, além da Guarda Municipal, participaram da solenidade. Autoridades - De acordo com a tenente capitão da Polícia Militar Eliana Guerra, a data expressa o exercício do respeito ao estado democrático e aos direitos dos cidadãos. "Durante o levante, os soldados paulistas que não tinham nenhum preparo lutaram na proporção de um para dez e mesmo assim não se renderam. Assinaram um acordo para cessar as hostilidades", ressalta. O Prefeito Miguel Haddad também participou da homenagem e ficou responsável por hastear a bandeira do Brasil. "Esses eventos servem para preservar a memória e ressaltar a importância da data", comenta. Exposição - E as celebrações à Revolução de 1932 não se restringiram à solenidade de ontem. No Museu Solar do Barão, no Centro, está sendo realizada uma exposição específica sobre o levante com peças usadas nas batalhas, roupas e até um soldado feito em bronze. O acervo está aberto à visitação até o dia 1º de agosto, no Museu Histórico e Cultural Solar do Barão, de terça à sexta-feira, das 10 às 17 horas; aos sábados, das 9 às 13 horas; e aos domingos

O Comando de Policiamento do Interior (CPI-8) e o 18º Batalhão de Polícia Militar do Interior (18º BPM/I), em parceria com a Prefeitura Municipal de Presidente Prudente, realizam uma solenidade em comemoração ao 78º aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932, nesta sexta-feira (9), às 9h, na Avenida José Soares Marcondes, em frente à Praça Nove de Julho. O evento terá a presença de familiares de combatentes da Revolução e serão homenageados o primeiro-tenente PM Luís Nelson Disaró, do 2° Batalhão de Polícia Rodoviária, e o terceiro-sargento Vicente Lenilson de Lima, do Exército Brasileiro, com a Medalha Mérito Tiro de Guerra, bem como policiais militares do CPI-8 e 18º BPM/I receberão Medalhas Valor Militar e Láureas do Mérito Pessoal. Segundo o comandante do 18º BPM/I, tenente coronel Geraldo Fernandes Néspoli Berardinelli, a solenidade tem o objetivo de lembrar o feito histórico dos heróis que tombaram durante a Revolução.
História
Perdendo o controle absoluto do poder político que desfrutara durante a República Velha, a oligarquia cafeeira, contudo, buscava meios para recuperar a antiga posição. Concentrados em sua maioria no Estado de São Paulo, os cafeicultores chegaram a contar com o apoio da burguesia industrial paulista, reunida em torno do ideal da elaboração de uma nova Constituição. As tensões entre paulistas e governo federal aumentaram quando da nomeação de João Alberto de Lins Barros, tenente pernambucano, para o cargo de interventor de São Paulo. Em 1932, da união entre o Partido Republicano Paulista (representante da oligarquia cafeeira) e o Partido Democrático, surgiu a Frente Única Paulista (FUP).
Exercendo séria pressão sobre o governo, a FUP conseguiu a nomeação de um novo interventor civil e paulista, Pedro de Toledo. A partir daí, intensificaram-se as manifestações em favor da elaboração de uma nova Carta Constitucional. Em uma das manifestações morreram quatro estudantes: Miragaia, Martins, Dráusio e Camargo, cujas iniciais formaram a sigla MMDC, símbolo da luta dos paulistas pela Constituição.
A 9 de julho de 1932, iniciou-se um movimento armado que visava a depor o presidente Vargas. Mais de duzentos mil homens aliaram-se ao "Exército Constitucionalista" e algumas indústrias foram adaptadas para a produção de equipamentos de guerra. A Revolução estendeu-se por três meses e terminou com a derrota das forças paulistas.
Apesar da vitória sobre os paulistas, Vargas adotou uma atitude conciliatória, convocando eleições para a escolha dos deputados que comporiam a Assembléia Constituinte para maio de 1933. Assim, a Revolução Constitucionalista, mesmo derrotada militarmente, atingiu seu objetivo: a elaboração de uma nova Constituição para o País.
Cerimonialista condecorada com a Medalha Constitucionalista
Neste 9 de julho, a cerimonialista Cecília Arruda, Secretária da Representação do Estado de São Paulo e Chefe do Cerimonial da Câmara Municipal de São Paulo, foi condecorada defronte ao Monumento do Soldado Constitucionalista de 1932, com a "Medalha Constitucionalista". Esta medalha foi oficializada pelo Decreto nº 29.896 de 10 de maio de 1989, do Governo do Estado de São Paulo, proposta pelo Conselho de Medalha da Sociedade Veteranos de 32-MMDC e ouvido o Conselho Estadual de Honrarias e Méritos. A "Medalha Constitucionalista" foi criada com fim de galardoar pessoas físicas ou jurídicas, nacionais ou estrangeiras, que por seus méritos e relevantes serviços prestados a São Paulo e ao culto da Revolução Constitucionalista de 1932, tornaram-se pessoas dignas de especial distinção.
GCM participa do desfile de Nove de Julho: Nesta sexta-feira (9), às 9 horas, será comemorado no Parque Ibirapuera, o 78º aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932. Na ocasião, a Guarda Civil Metropolitana, órgão vinculado a Secretaria Municipal de Segurança Urbana estará participando com um efetivo de 75 guardas, integrantes dos Comandos Operacionais Oeste-Centro, Sul, Norte e Leste. Também estarão presentes a guarda bandeira (Inspetora Pimentel) e a banda musical da corporação. Os guardas da GCM desfilarão em memória aos heróis que faleceram lutando pela democratização do país em 1932. Em 23 anos de história, a GCM sempre marcou presença nesta solenidade. Para o Comandante Operacional Oeste-Centro, responsável pelo desfile da Guarda, Inspetor Chefe de Agrupamento Agnaldo de Barros Pedro, essa data tem um significado histórico pela luta do povo paulista. "Esta é uma causa nobre que influenciou positivamente na história do Brasil", reforçou o inspetor. Além da Guarda Civil Metropolitana, estarão presentes na solenidade a Marinha Brasileira, o Exército Brasileiro, a Força Área Brasileira, a Polícia Militar, a Associação de ex-Combatentes (FEB), a Associação Brasileira das Forças Internacionais de Paz da ONU – SP, autoridades e entidades civis. No evento, personalidades serão agraciadas com a Medalha Constitucionalista, criada com fim de galardoar pessoas físicas ou jurídicas, nacionais ou estrangeiras, que por seus méritos e relevantes serviços prestados a São Paulo e ao culto da Revolução Constitucionalista de 1932, tornaram-se dignas de especial distinção. Pela Guarda Civil Metropolitana, serão agraciados o Inspetor Superintendente de Operações Dalmo Luiz Coelho Álamo e o Inspetor Chefe de Agrupamento Adelson de Souza.
Sobre a Revolução: A Revolução Constitucionalista de 1932 foi o movimento armado ocorrido no Estado de São Paulo, entre os meses de julho e outubro de 1932, que tinha por objetivo a derrubada do Governo Provisório de Getúlio Vargas e a promulgação de uma nova constituição para o Brasil. No total, foram 87 dias de combates (de 9 de julho a 4 de outubro de 1932 - sendo o último, dois dias depois da rendição paulista) com 934 mortos, embora estimativas não oficiais reportem até 2.200 mortos. São Paulo, depois da revolução de 1932, voltou a ser governado por paulistas.
41 combatentes santistas, mortos durante a Revolução Constitucionlista de 1932, tiveram seus nomes lembrados, no feriado estadual de sexta-feira (9), na Praça José Bonifácio, durante a solenidade, comemorativa ao 78º aniversário do levante paulista contra o governo de Getúlio Vargas. A revolta da Força Pública de São Paulo contra o Exército Brasileiro resultou no reestabelecimento da democracia, com a eleição da Assembléia Constituinte de 1933 e culminou com uma nova Constituição, proclamada em 1934, a terceira da nação. A data também integra o calendário oficial do município, que instituiu a semana comemorativa pela lei 1.778, de 1999. Depois da abertura, com o hasteamento das bandeiras do Brasil, de São Paulo e de Santos, e da execução do Hino Nacional, pela Banda do CPI 6 (Comando do Policiamento do Interior), houve a entrega de medalhas para as professoras Yza Fava de Oliveira e Claudete Correa Lima, seguida da deposição de flores junto ao monumento-mausoléu ‘Filhos de Bandeirantes’. Para o presidente da Associação dos Combatentes de 1932 de Santos, Ernesto Tilly Júnior, a data deve ser lembrada para que os jovens cultivem a nossa história. “É um fato marcante que trouxe ao pais a volta do Estado Democrático e, efetivamente mobilizou a juventude paulista da época”. O secretário de Segurança, Renato Perrenoud enfatizou que os três meses de confronto geraram reflexos na vida brasileira e em vários países. “Devemos apoiar os ideais dessa revolução em defesa das nossas instituições”. Da cerimônia cívica, participaram o ex-combatente João da Cruz Batista, autoridades civis, parentes dos heróis de 32, grupamentos do Exército, Marinha e Aeronáutica, além da Policia Militar (CPI 6, 6º GB, 17º GB), Guarda Municipal, Guardião Cidadão, representantes da Cruz Vermelha Brasileira e do Grupo de Escoteiros Pascoal Lembo.

JT/CIDADE (JORNAL DA TARDE de 9 de julho de 2010_
Agricultor “herdou” letra do MMDC
ANTÔNIO DE CAMARGO é neto de um dos quatro jovens que morreram em 23 de maio de 1932.
Não fosse um detalhe quase perdido em sua árvore genealógica, o 9 de Julho não teria nenhuma ligação à vida de ANTÔNIO DE CAMARGO ANDRADE NETO. Ele é neto de ANTÔNIO AMÉRICO DE CAMARGO ANDRADE, que entrou para a História – assim, com H maiúsculo – na forma de uma letrinha. Morto em 1932, tornou-se o C da sigla MMDC, que relembra os quatro jovens que perderam a vida em 23 de maio daquele ano, no episódio que antecedeu a Revolução Constitucionalista de 1932, cujo 78º Aniversário é celebrado hoje.
O neto de CAMARGO nasceu e cresceu em SÃO JOÃO DA BOA VISTA, no interior paulista, mudou-se para a vizinha VARGEM GRANDE DO SUL quando se casou, e lá construiu sua vida.
Agricultor durante anos e anos, tornou-se funcionário da prefeitura em 1995 – é encarregado da frota municipal. Pai de dois filhos adultos – um de 29, outro de 27 anos, vive com a mulher, a fonoaudióloga aposentada MARIA STELA. Tem 60 anos.
ANTÔNIO mostra com orgulho a placa que ficava na lápide de seu avô, no Cemitério do ARAÇÁ. “Só que escreveram errado”, diz. “Não tinha esse ‘N’. E ficou faltando o ANDRADE. Os restos mortais de CAMARGO, assim como os de tantos outros heróis de 1932 foram trasladados entre 1955 e 1970 para o Monumento Mausoléu ao Soldado Constitucionalista de 1932, erigido no Ibirapuera, popularmente conhecido como Obelisco.
“Sempre tive muita admiração pela história de meu avô”, conta, com os olhos começando a marejar. “Mas nunca fiquei espalhando que sou neto dele, nunca tive vontade de participar das comemorações de 9 de Julho. Não gosto muito de aparecer”.
Talvez por isso, a descendência ilustre não tenha alterado o curso natural de sua vida. Jamais foi condecorado, sua família não recebe pensão e até agora só tinha dado entrevista uma vez, para um jornal de VARGEM GRANDE DO SUL que nem existe mais.
CAMARGO foi o único entre os MMDC a deixar descendentes diretos. MÁRIO MARTINS DE ALMEIDA, EUCLIDES BUENO MIRAGAIA e DRÁUSIO MARCONDES DE SOUZA eram solteiros e não tiveram filhos.
O engenheiro paulistano ALEXANDRE MIRAGAIA, de 47 anos, é parente de EUCLIDES MIRAGAIA. “Meu avô era primo dele. É uma história muito forte na família. Na época, os MIRAGAIA doaram todo o ouro que tinham para a Revolução, mas nunca houve um reconhecimento digno disso.”
ALEXANDRE também jamais participou das comemorações de 9 de Julho. “São Paulo tem medo da História”, acredita. “Houve uma época em que pensamos em pegar depoimentos dos familiares mais antigos, que vivenciaram tudo, para recontar com detalhes. Mas o tempo foi passando, as pessoas morrendo, e essa memória se perdeu.” Permanece viva, ao menos, no DNA.
9 de Julho -
João Rosan
Revolução esquecida. O ex-combatente Thiago de Oliveira: “brasileiro acima de tudo”.
Após quase 80 anos, a Revolução Constitucionalista de 1932 não é lembrada pela maioria da população, mesmo com feriado. Hoje, feriado em todo o Estado de São Paulo, comemoram-se os 78 anos da Revolução Constitucionalista de 1932. Também chamado de Guerra Paulista, o movimento armado ocorreu de 9 de Julho a 4 de outubro, na cidade de São Paulo, e tinha como objetivos principais derrubar o Governo Provisório de Getúlio Vargas e a declaração de uma nova Constituição para o Brasil. Filha e sobrinha de combatentes, a professora Marília Guedes destaca que, apesar de alguns chamarem de separatista, a revolução era, na verdade, constitucionalista. “Eles queriam uma nova Constituição, já que nosso País ficou sem quando Getúlio Vargas assumiu o poder. Quem chama de separatista não sabe o que realmente aconteceu. É importante frisar isso”, explica. O movimento foi uma resposta ao golpe aplicado por Getúlio Vargas em 1930, que impediu a posse do governador de São Paulo, Júlio Prestes, para a presidência da República, derrubou o poder do então presidente Washington Luís e suspendeu a Constituição Brasileira. Em Bauru, para relembrar o feito histórico, existem a Praça 9 de Julho, em frente à Instituição Toledo de Ensino (ITE), e o Monumento aos Ex-combatentes, na avenida Rodrigues Alves, ao lado do Cemitério da Saudade. Este monumento foi instalado em 1934 pelo então prefeito da cidade, José Guedes de Azevedo. Para exemplificar a importância histórica desse monumento, Marília Guedes relembra que, em uma visita de Getúlio Vargas à cidade, a população colocou laços pretos no local para simbolizar que o político não era bem-vindo. Porém, mesmo com esses endereços históricos, a população não sabe muito bem o que o 9 de Julho representa. Para a professora Marília Guedes, isso é resultado de um descaso com a história. “A maioria não sabe o que a data significa. Acho que é uma falta de respeito com a história. O Estado de São Paulo tem feito muito isso. Não está dando o devido valor para a memória”, acredita. Como educadora, ela afirma que tenta resgatar essa memória em seus alunos. “Eu tento sempre estimular isso em meus alunos. Tento fazer esse resgate histórico. Foi um fato muito importante, porém, a educação falha ao lembrar isso”, complementa. Homenagem: -Mesmo sem estar viva na memória da maioria da população e não causar a paralisação do comércio, a Revolução Constitucionalista de 1932 receberá sua devida homenagem. Hoje, às 9h, a Polícia Militar de Bauru realiza, no quartel do Comando de Policiamento do Interior-4 (CPI-4), uma solenidade em comemoração aos 78 anos do movimento. O evento contará com a presença do ex-combatente Thiago Affonso de Oliveira (leia mais no texto abaixo) e familiares de outros veteranos da revolução residentes em Bauru. Além desses, estarão presentes autoridades civis e militares. O CPI-4 está localizado na rua Major Fonseca Osório, 4-65, Vila Antártica.
Por ocasião do 78º aniversário do Movimento Constitucionalista de 1932, o veterano THIAGO AFFONSO DE OLIVEIRA, residente em BAURU, concedeu a seguinte entrevista:
Ex-combatente: ‘Brasileiro acima de tudo’ Quando questionado sobre sua idade, Thiago Affonso de Oliveira brinca: “Nasci em 24 de agosto de 1910. Sou mais velho que o Corinthians”. Ao comparar a própria idade com a do seu time de coração, ele evidencia que já passou por muitas coisas, mas o que mais o orgulha é a participação como combatente voluntário na Revolução Constitucionalista de 1932. Atualmente, ele é o único residente de Bauru vivo que lutou no movimento, e relembra orgulhoso as palavras do pai no momento em que iria se alistar. “Eu morava em Bocaina. Quando fui me alistar, perguntei para a minha mãe se havia alguma objeção. Logo meu pai disse: ‘Não há objeção nenhuma. Você é patriota e brasileiro acima de tudo’”. Thiago Affonso lutou durante três meses e guarda muitas memórias desse período. “A gente ficava nas trincheiras. E o vermelhinho nos bombardeava sempre”, conta. O “vermelhinho” era o avião inimigo, porém, mesmo sob ataque, ele repete várias vezes o que fazia: “Resistir sempre”. E essa foi a posição que ele manteve após a Revolução. Em toda sua vida, o ex-combatente afirma ter levado esse aprendizado de não desistir nunca.
Sua filha, Graziela Prado, 73 anos, explica que o pai ficou insatisfeito quando soube que algumas atividades na cidade não seriam interrompidas hoje. “Ele não gosta. Quando ficou sabendo que o comércio iria funcionar, ficou bravo”. Essa insatisfação revela o patriotismo do ex-combatente. Beto Prado é neto de Thiago e conta que o patriotismo faz parte da vida de seu avô até hoje. “Não tem jeito. Temos que levá-lo para votar toda eleição. Se você perguntar agora, ele se lembra quem foi o último candidato em quem ele votou”, finaliza, orgulhoso.
CUMPRIMENTOS
9 de Julho
O Conselho Cívico e Cultural da Associação Comercial de São Paulo cumprimenta o Estado pela publicação das matérias que marcaram a data cívica de 9 de julho de 2010, trabalho jornalístico que não só fortalece os ideais democráticos em nosso país, como também fomenta no seio do povo sentimentos em prol da cultura cívica e histórica sobre a luta armada havida no ano de 1932 por uma Constituição para o País, durante a ditadura de Getúlio Vargas.
FRANCISCO GIANNOCCARO, coordenador São Paulo
CPI-7 comemora Revolução Constitucionalista de 32. O Comando de Policiamento do Interior Sete, em parceria com a Prefeitura Municipal de Sorocaba, Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Sorocaba (IHGGS) e a Associação - Memória da Revolução Constitucionalista de 32, realizou a Semana Comemorativa aos 78 anos da Revolução Constitucionalista de 32, de 4 a 9 de julho, com a seguinte programação: Posse do Asp Of PM José Gomes de Araújo Filho como sócio do IHGGS; Abertura da Exposição de acervo da Revolução Constitucionalista de 32; Palestra sobre a Revolução Constitucionalista de 32 com o Cel PM Luiz Eduardo Pesce de Arruda; Palestra sobre as Consequências da Revolução Constitucionalista: "A luta no setor sul" com o Ten PM Wagner Luciano de Oliveira e Solenidade Alusiva ao 9 de Julho com Premiação dos Vencedores do Concurso de Redação, Apresentação da Banda Regimental de Música do CPI-7 e Desfile Cívico Militar.

Faleceu, aos 82 anos, JOSÉ GARCIA DA SILVA JÚNIOR. Sob o pseudônimo de BRASINHA, usava o bom humor para criticar, de forma afiada, os problemas sociais de ASSIS, interior de SÃO PAULO. Como suas “alfinetadas” não insultavam, mas sempre atingiam o ponto certo, o estilo do cronista conquistou os leitores, que levavam tudo na esportividade.
O personagem, criado inicialmente no jornal VOZ DA TERRA e que depois foi para o JORNAL DE SEGUNDA, surgiu quando GARCIA, aos 60 anos, se aposentou do funcionalismo público.
Ao ingressar na Igreja, há aproximadamente 10 anos, no entanto, ele mudou de estilo e de assinatura. Como JOSÉ GARCIA, passou a escrever crônicas com mensagens sobre o bem. 

Policiais e bombeiros retomaram hoje pela manhã as buscas pelo corpo de ELIZA SAMUÇDIO, em um sítio que já foi investigado como área de execuções. A procura se concentrou na propriedade alugada por MARCOS APARECIDO DOS SANTOS, o BOLA, em VESPASIANO, na região metropolitana de BELO HORIZONTE. Ele integraria um grupo de extermínio, que atuaria dentro do Grupo de Respostas Especiais (GRE), uma equipe de elite da Polícia Civil de MINAS. Hoje nada foi encontrado.
BOLA foi excluído da Corporação em maio de 1992l pouco mais de um ano após ingressar, sob a acusação de falta de idoneidade e indisciplina. O sítio no bairro COQUEIRAIS também funcionava como um centro de treinamento do GRE. Em 2008, segundo fontes policiais, BOLA foi chamado a depor como investigado em um inquérito instaurado pela Corregedoria Geral da Polícia Civil, após três integrantes do GRE serem denunciados pelo desaparecimento de dois homens.
O esquema foi revelado pelo então inspetor JÚLIO MONTEIRO, com apoio de outros policiais. A suspeita era de que as vítimas eram mortas, esquartejadas e queimadas em pneus no sítio. Restos mortais também serviam de alimento para cães ferozes – no depoimento do jovem J., ele relata que o mesmo teria sido feito com o corpo de ELIZA, após ela ter sido estrangulada por BOLA. Na época da investigação, pelo menos oito agentes foram afastados do grupo de elite. A denúncia falava em outros crimes, incluindo fraudes e assaltos.

Preso hoje de madrugada na casa de parentes em CANINDE DO SÃO FRANCISCO a 200 km de ARACAJU, o vigilante EVANDRO BEZERRA DA SILVA, de 38 anos. Ele nega ter participado do assassinato da advogada MÉRCIA NAKASHIMA, em São Paulo. Ela desapareceu em 23 de maio e seu corpo foi encontrado em uma represa em NAZARÉ PAULISTA, em 11 de junho. SILVA estava com a prisão temporária decretada desde 25 de junho.  

Na volta de KLÉBER ao PALESTRA ITÁLIA, o PALMEIRAS se despediu hoje de seu estádio com derrota para o BOCA JUNIORS por 2 a 0 e mostrou que as deficiências do primeiro semestre persistem. À espera de LUIZ FELIPE SCOLARI, o limitado elenco do Alviverde outra vez preocupou sua torcida.
Os 17.786 (público oficial) que foram dar o adeus ao PALESTRA ITÁLIA viram KLÉBER cumprir o que se esperava dele. Brigou, deu dribles, foi incansável. Mas pesou a fragilidade técnica da equipe palmeirense., praticamente a mesma que fez péssima campanha no PAULISTA e na COPA DO BRASIL.
O PALMEIRAS promete assinar a escritura na nova arena na próxima terça-feira, dia 13, e dar início imediato às obras. Com capacidade para 45 mil, o estádio está previsto para o fim de 2012.

Após um acordo sigiloso, os EUA e a RÚSSIA realizaram hoje em VIENA a maior troca em 25 anos de espiões presos. Foram libertados dez agentes secretos de MOSCOU e quatro de WASHINGTON em uma cena comparável aos tempos da Guerra Fria.

Um homem-bomba em uma motocicleta matou ao menos 65 pessoas, incluindo mulheres e crianças, e feriu outras 112 perto da fronteira com o AFEGANISTÃO. O homem explodiu-se durante uma reunião de centenas de pessoas no escritório do governo paquistanês, na região noroeste de MOHAMAND.         

2 011        :       -      SÁBADO
ORDEM DO DIA DE ALFREDO PIRES FILHO, EM 09 DE JULHO DE 2011, QUANDO ASSUME O COMANDO DO EXÉRCITO CONSTITUCIONALISTA

Excelentíssimo Doutor Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho, governador do Estado de São Paulo.
Excelentíssimo General de Exército Adhemar da Costa Machado Filho, Comandante Militar do Sudeste
Excelentíssimo Vice-Almirante Luiz Guilherme Sá Gusmão, Comandante do 8º Distrito Naval.
Excelentíssimo Major-Brigadeiro-do-Ar Paulo Roberto Pertusi, Comandante do IV Comar.
Ilustríssimo Coronel Álvaro Batista Camilo, Comandante da Polícia Militar do Estado de São Paulo.
Ilustríssimo Cel PM Mario Fonseca Ventura, Presidente da Sociedade Veteranos de 32 - MMDC.
Digníssimas senhoras e digníssimos senhores
Ao assumir, neste nove de julho de 2011, o comando do Exército Constitucionalista, para cumprir, pelo período de um ano os deveres e ofícios que me forem designados em prol dos ideais e da memória da Revolução de 32 tenho o privilégio e a honra de me dirigir às senhoras e aos senhores aqui presentes e em especial a todo o povo paulista para relembrar e enaltecer os feitos heróicos da Revolução Constitucionalista de 1932.
Há exatos 79 anos o povo paulista se pôs em armas para combater a ditadura envolvendo-se no maior conflito militar da história brasileira no século 20, quando se alistaram 200.000 voluntários, sendo que se estima que destes, 60.000 combaterem nas fileiras do Exército Constitucionalista.
Atualmente, o dia 9 de julho, que marca o início da Revolução de 1932, é a data cívica mais importante do nosso estado de São Paulo. Nós paulistas consideramos a Revolução de 1932 o maior movimento cívico de nossa história.
Durante os 87 dias de combates, mesmo tendo apenas 12 anos de idade, alistei-me como escoteiro da Tribo Piratininga. Servia de estafeta, fazia entregas de mensagens ou de mantimentos entre as bases de soldados na cidade.
Tive o privilégio de presenciar toda a demonstração de patriotismo, cidadania e desapego, um momento muito bonito de nossa história recente, além dos Soldados Constitucionalistas que combatiam em nome da liberdade, todos tentaram ajudar de alguma forma, inclusive crianças e idosos. As escolas viraram alojamentos para soldados. Homens e mulheres doaram jóias, durante a campanha chamada “Ouro para o bem de São Paulo”, que visava arrecadar recursos financeiros de apoio à resistência paulista. Os casais entregaram até as alianças e com muito orgulho, exibiam uma aliança de ferro usada para substituir a original.
Nossos verdadeiros heróis, que sacrificaram sua vida em prol de nossa liberdade estão aqui conosco no Monumento Mausoléu aos Heróis de 32, obra do ítalo-brasileiro Galileo Ugo Emendabili e feito em puro mármore travertino. O Monumento Mausoléu foi inaugurado em 9 de julho de 1956, e recebeu as seguintes inscrições do ex-combatente Guilherme de Almeida:
“Aos épicos de julho de 32, que, fiéis cumpridores da sagrada promessa feita a seus maiores, os que moveram as terras e as gentes por sua força e fé, na lei puseram sua força e em São Paulo sua Fé."
Finalizando minhas emocionadas palavras, concito os brasileiros a mantermos sempre acesa a mesma chama revolucionária de 1932 e jamais sermos coniventes ou acomodados com a injustiça, o descaso e os desmandos e que busquemos diuturnamente a plena liberdade em todas as formas de expressão da sociedade paulista e brasileira.
Plagiando o Poeta de 32 presto mais esta homenagem aos nossos soldados revolucionários:
"Viveram pouco para morrer bem,
morreram jovens para viver sempre."
São Paulo, 9 de julho de 2011
Septuagésimo nono da Revolução Constitucionalista de 32
Assina:
ALFREDO PIRES FILHO
Comandante do Exército Constitucionalista
Por volta das 7 horas encontro-me com o CORONEL PM MENDES na Rua PEDRO VICENTE. Ele me mostra as reportagens que saíram nos jornais SEMANÁRIO DA ZONA NORTE e SP/NORTE, alusivas ao 79º Aniversário do Movimento Constitucionalista de 1932. Vamos para o IBIRAPUERA, onde chegamos bem cedo. Com isso, vamos recepcionar todas as autoridades que vão chegando para o evento. Apesar de fragilizado, GINO STRUFFALDI, agora Presidente de Honra da Sociedade Veteranos de 32-MMDC, comparece em companhia de dona DINORAH e do seu filho ALDO. É muito cumprimentado, mas se nota que perdeu muito do seu vigor físico.
Agora como Presidente, sou obrigado a ficar ao lado do Governador GERALDO ALKMIN, Secretário da Segurança Pública, ANTÔNIO FERREIRA PINTO, do Comandante Geral da PMESP, CORONEL PM ÁLVARO BATISTA CAMILO e das altas autoridades presentes, muitas delas escolhidas para receberem a Medalha “CONSTITUCIONALISTA”.
O primeiro ato do evento desta manhã é a passagem de comando do Exército Constitucionalista. O Professor Doutor  JORGE MICHALANI não está bem de saúde e não pôde comparecer. No momento em que se executa essa parte da solenidade eu anuncio que nomeei o ALFREDO PIRES para ser o novo Cmt do Exército Constitucionalista e entrego o comando a ele, como presidente da Entidade. Segue-se a chegada dos restos mortais dos dez heróis de 32 que estão sendo imortalizados nesta data: FRANCISCO BOTTALLO, ETEVAM MARINHO PINTO MOREIRA, DIRCEU FERREIRA DA SILVA, MILTON LOUREIRO MIRANDA, JOÃO MOURÃO PIERROT, JOSÉ FERREIRA DOS SANTOS, EURIDES DIAS FERNANDES, DOMINGOS ANGERAMI, SALVADOR ANTÔNIO D´ÂNGELO e AMÉRICO AUGUSTO PEREIRA.

A Revolução Constitucionalista de 1932 deixou como legado para as novas gerações uma história de civismo, patriotismo e o legado democrático de um povo. Em três meses de conflito, estima-se que milhares de brasileiros perderam a vida em defesa dos princípios democráticos e da soberania do povo brasileiro, materializada na Constituição. Do Exército Constitucionalista, participaram 9.000 homens da Força Pública - atual Polícia Militar - e 3.000 mil militares do Exército e da Marinha, a estes, se uniram dezenas de milhares de voluntários civis, chamados de soldados voluntários, que lutaram em prol de uma Constituição Federal democrática.
Esta revolução aconteceu devido à instauração do governo provisório, comandado por Getúlio Vargas, que ao invés de atender aos anseios democráticos da Revolução de 1930, manteve-se no poder como um regime ditatorial.
No dia 23 de maio de 1932, uma grande manifestação em São Paulo, contra a ditadura Vargas, resultou em um conflito na Praça da República, esquina da Rua Barão de Itapetininga. Naquela ocasião, quatro brasileiros idealistas foram mortos por partidários da ditadura, foram eles: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo. Das iniciais de seus nomes formou-se a sigla MMDC, sociedade secreta que preparou a luta armada contra a ditadura, e sustentou a mobilização paulista durante a Guerra, que se iniciou no dia 9 de julho daquele ano e terminou no armistício de 2 de outubro de 1932.
Símbolo da Revolução Constitucionalista de 1932, o Obelisco é o maior monumento da cidade e tem 72 metros de altura. A construção do monumento foi iniciada em 1947 e concluída em 1970. Tombado pelos conselhos estadual e municipal de preservação de patrimônio histórico, o Mausoléu do Obelisco guarda os corpos dos estudantes Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo (o M.M.D.C.). A soma dos algarismos da obra é igual a nove, e são nove os degraus na entrada. A simbologia do monumento também está presente no desenho do gramado ao redor do Obelisco, que possui área de 1932 metros quadrados e forma um coração onde está enfincada a espada (símbolo do obelisco) que sagrou a vitória política, apesar da derrota militar dos paulistas.
Como parte das festividades referentes ao aniversário da Revolução Constitucionalista, além das tradicionais cerimônias de passagem de Comando do Exército Constitucionalista e homenagens às autoridades, haverá também desfile cívico militar, na Avenida Ibirapuera (em frente ao Obelisco), com a participação dos veteranos do MMDC, como são conhecidos os que lutaram na Revolução Constitucionalista, além do desfile de entidades civis, escolas, Guarda Municipal, representantes das Forças Armadas e as diversas Unidades da Polícia Militar do Estado de São Paulo.
R O T E I R O
09h00 - Início da Cerimônia com a Continência ao Governador do Estado,
•Canto do Hino Nacional Brasileiro,
•Transmissão do Comando do Exército Constitucionalista,
•Leitura da Ordem do Dia do novo Comandante do Exército Constitucionalista,
•Cerimônia de sepultamento dos heróis homenageados,
•Retorno das autoridades à Tribuna de Honra,
•09h55 - Outorga da Medalha Constitucionalista,
•10h20 às 11h20 - Desfile cívico: 30 minutos para o desfile civil e 30 minutos para o desfile militar,
•Término.
PARTICIPARAM DO DESFILE:
60 militares da marinha, 60 militares do exército, 60 militares da aeronáutica, 800 policiais militares, 60 guardas civis metropolitanos, 1200 entidades civis, 70 viaturas da Polícia Militar, 15 viaturas da polícia civil, 7 viaturas da polícia técnico científica e 40 viaturas de entidades civis motorizadas, além dos cavalos do Regimento 9 de Julho da PM.
09/07/2011
TJSP participa de evento comemorativo à Revolução de 32

O Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), desembargador José Roberto Bedran, participou hoje (9) das comemorações do 79º aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932, em frente ao Obelisco Mausoléu aos Heróis de 32, no Ibirapuera, zona sul de São Paulo.
A solenidade foi aberta com a transmissão do cargo do Comando do Exército Constitucionalista do coronel Álvaro Batista Camilo para o veterano Alfredo Pires Filho. Este, em emocionadas palavras, contou que com 12 anos de idade, alistou-se como escoteiro e fazia entregas de mensagens e mantimentos entre as bases de soldados na cidade. “Tive o privilégio de presenciar toda a demonstração de patriotismo, cidadania e desapego, um momento muito bonito de nossa história”. Ele pediu aos brasileiros que mantenham sempre acesa a mesma chama revolucionária de 32 e jamais sejam coniventes ou acomodados com a injustiça, buscando plena liberdade em todas as formas de expressão da sociedade paulista e brasileira.
Os heróis de 32 foram homenageados com a cerimônia de sepultamento. As urnas fúnebres foram conduzidas por oficiais da Polícia Militar (PM) e as honras, executadas pelo 3º Batalhão de Choque. O cortejo, em passos marcados, terminou no Mausoléu do Obelisco, que guarda os corpos dos estudantes Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo (conhecidos como MMDC) – mortos durante a Revolução de 32 – e de outros 713 ex-combatentes.
O presidente do TJSP, desembargador José Roberto Bedran, e o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), desembargador Walter de Almeida Guilherme foram uns dos agraciados com a Medalha Constitucionalista. A honraria é oferecida a personalidades que se destacaram pelos relevantes serviços prestados à São Paulo e ao culto da Revolução Constitucionalista de 1932.
O evento contou com a participação do governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin; do presidente da Sociedade Veteranos de 32, coronel Mário Fonseca Ventura; da vice-prefeita de São Paulo, Alda Marco Antonio, representando o prefeito da cidade, Gilberto Kassab; do comandante do IV Comar, major-brigadeiro-do-ar Paulo Roberto Pertusi; do comandante da 2ª Região Militar, general-de-divisão Roberto Sebastião Peternelli Júnior; do presidente do Tribunal de Justiça Militar, coronel Clóvis Santinon; do secretário de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto; do secretário-chefe da Casa Militar, coronel Admir Gervásio Moreira; do secretário municipal de Segurança Urbana, Edson Ortega; do comandante da Guarda Civil Metropolitana em exercício, inspetor Eduardo de Siqueira Bias; do secretário executivo da Sociedade de Veteranos de 32, coronel Antônio Carlos Mendes; e do subcomandante da Polícia Militar interino, coronel Cláudio Antonio Rissoto.
Também foram agraciados com a medalha, o comandante Militar do Sudeste, general Adhemar da Costa Machado Filho; comandante do 8º Distrito Naval, vice-almirante Luiz Guilherme Sá de Gusmão; comandante da 2ª Divisão do Exército, general-de-divisão Floriano Peixoto Vieira Neto; chefe do Estado-Maior do Comando Militar do Sudeste, general-de-brigada Carmo Antonio Russo; presidente da Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio, Indústria e Agricultura de São Paulo, Eduardo Pollastri; chefe do Estado-Maior do 8º IV Comar, coronel aviador Carlos Alberto Andrade Passos; chefe do Estado-Maior do 8º Distrito Naval, capitão-de-mar-e-guerra Ciro de Oliveira Barbosa; prefeito de Aeronáutica de São Paulo, coronel Adalberto Alves Pedroza; corregedor da Polícia Militar, coronel Sérgio Luiz dos Santos; chefe de gabinete do comandante geral, coronel Vicente Antonio Mariano Ferraz; diretor de logística, coronel Carlos Botelho Lourenço; comandante de Policiamento do Interior-6, coronel Sérgio Del Bel Junior; comandante da Academia de Polícia Militar do Barro Branco, coronel Airton Alves da Silva; desembargador do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo – 2ª Região, Valdir Florindo; delegado de 1ª Classe Seccional de Polícia de Carapicuíba, Albano David Fernandes; diretor do Instituto de Criminalística do Estado de São Paulo, Adilson Pereira; delegado de 1ª Classe da 7ª Seccional da capital, José Aparecido Sanches Severo; assistente de gabinete do superintendente da Polícia Técnico Científica do Estado de São Paulo, Arnaldo Tadeu Poço; presidente da Confederação Israelita do Brasil, Berel Aizenstein; presidente da Associação dos Advogados de São Paulo, Arystóbulo de Oliveira Freitas; secretária geral adjunta da Ordem dos Advogados do Brasil, Clemência Beatriz Wolthers; os advogados Walter de Oliveira Lima Teixeira, Vladimir Spinelli dos Santos, André Luiz de Moraes Rizzo, Mario Fiorentino, Bento Oliveira Silva e Mário Mariano Machado; os inspetores regional da Guarda Civil Metropolitana, Hamilton Fernandes Ananias e Nilson da Silva Coutinho; e o veterano Alfredo Pires Filho.
Participaram do desfile militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica; Policiais Militares; Guardas Civis Metropolitanos; 1200 entidades civis; viaturas da Polícias Militar, Civil e Técnico científicas; além dos cavalos do Regimento 9 de Julho da PM.
Revolução de 32
A Revolução Constitucionalista de 1932 foi o movimento armado ocorrido no Estado de São Paulo, entre os meses de julho e outubro de 1932, que tinha por objetivo a derrubada do Governo Provisório de Getúlio Vargas e a promulgação de uma nova constituição para o Brasil. No total, foram 87 dias de combates (de 9 de julho a 4 de outubro de 1932 - sendo o último, dois dias depois da rendição paulista) com 934 mortos, embora estimativas não oficiais reportem até 2.200 mortos.
Assessoria de Imprensa TJSP - AG (texto) Imprensatj@tjsp.jus.

Um momento de tristeza e apreensão surge quando vejo GINO STRUFFALDI sendo retirado do palanque e carregado para uma ambulância. Acompanho as pessoas que o estão levando. O médico examina e consta que houve uma queda de pressão. Ele é levado para o Hospital DANTE PAZANEZZI para uma avaliação mais detalhada.
Terminada a cerimônia, com essa problema muito desagradável, sou obrigado a ir para a Assembléia Legislativa, onde acontece uma sessão solene provocada pelo Deputado Estadual, MAJOR PM OLÍMPIO. O desembargador WALTER DE ALMEIDA GUILHERME, Presidente do Tribunal Regional Eleitoral, preside a mesa de trabalhos. Estão também na direção da solenidade o CORONEL PM RENATO CERQUEIRA, Assistente Militar do Tribunal de Justiça, o Presidente da Sociedade Veteranos de 32-MMDC e o Presidente da Associação dos Cabos e Soldados da PMESP, WILSON DE OLIVEIRA MORAES. Nosso Vice-Presidente do Conselho Deliberativo do MMDC, PEDRO PAULO PENNA TRINDADE, faz uso da palavra e explana o que foi a Revolução Constitucionalista de 1932. São entregues certificados e medalhas da Constituição para diversas autoridades. Uma das pessoa homenageadas com essa medalha é o Comandante do Exército Constitucionalista ALFREDO PIRES. Cabe a mim entregar a Medalha da CONSTITUIÇÃO ao Presidente da Associação dos Oficiais da PMESP, CORONEL PM LUIZ CARLOS DOS SANTOS,Também fazem uso da palavra o Presidente da Sociedade Veteranos de 32-MMDC e o Presidente do Tribunal Regional Eleitoral. Mas estou magoado com o problema do GINO. O CORONEL PM MENDES, que sempre está ao meu lado, conseguiu notícias do Hospital, onde dizem que GINO está bem. Também dona DINORAH passou mal, mas está em casa, sob os cuidados de familiares.
A maratona de eventos não termina na Assembléia. Combino com o MENDES para irmos à noite no CLUBE PIRATININGA. Ele vem me buscar, às 18 horas, na Sociedade Veteranos de 32-MMDC.
Tradicional clube paulistano, tem em suas raízes um momento histórico da cidade de São Paulo, a Revolução Constitucionalista de 32. Importante marco na vida sócio-cultural do nosso povo, guarda, em seu acervo, painéis, quadros e documentos relevantes sobre esse movimento democrático e seus ilustres participantes.
Somos muito bem recebidos pela Vice-presidente, VILMA, e pela GENIZELA, que é a secretária. Surpresa é a presença do nosso professor HERNÂNI DONATO, convidado para falar sobre o Movimento Constitucionalista. Também foi convidado o CORONEL ARY CANAVÓ, que, segundo as listas de presença anotadas no livro de ouro do Clube, aparece com certa freqüência nas solenidades do 9 de Julho. Mas ele não foi encontrado por telefone e não comparece. É uma noite excepcional porque os laços entre CLUBE PIRATININGA e MMDC, estremecidos desde a presidência de GERALDO FARIA MARCONDES, são reatados. Conversamos com inúmeras pessoas, mas estamos cansados e não ficamos para o coquetel. MENDES deixa-me na estação ARMÊNIA, possibilitando a minha volta para GUARULHOS. Registro em minhas memórias a extrema dedicação do meu vice-presidente em todos os momentos deste 9 de Julho.

Prezado Coronel Ventura:
Seu sorriso somado à expressão de felicidade não me passaram desapercebidos quando de sua posse na Sociedade Vetaranos de 32.
Depois, suas palavras resgatando parte de seu passado na vida militar, tocaram-me profundamente. Tenho certeza de que aos demais também.
Parabenizo-o, desejando que a serenidade e a paciência caminhem juntas para que, assim, possa continuar o trabalho de nosso sempre presidente Capitão Gino Struffaldi.
Que Deus esteja sempre consigo!
Abraço Fraternal
Frances de Azevedo
ESTIMADA FRANCES
Vindo de você estas palavras, sei que são sinceras e brotaram do fundo de seu coração. Os anos que estamos no mesmo barco, tanto no MMDC, como no Conselho Cívico e Cultural da Associação Comercial marcaram a sua personalidade, sempre objetiva e franca. Não é nada fácil ser presidente. A responsabilidade é imensa, principalmente no meu caso, pois pesam em meus ombros, agora, a continuidade de GINO STRUFFALDI e de todos os heróis de 32. Mas tendo a equipe que tenho e a amizade latente de todos vocês, inclusive da minha respeitosa poeta, sei que poderemos fazer grandes coisas pela causa.
Nesta noite estive no CLUBE PIRATININGA, já movido pela visão que tenho para 2012, quando comemoraremos os 80 anos do Movimento Constitucionalista. Fui recebido de braços abertos e a parceria com essa instituição já é uma realidade. Outra boa notícia que lhe dou é que meus amigos que vieram de CURITIBA para prestigiar o 9 de Julho já estão trabalhando na criação do Núcleo de Sociedade Veteranos de 32-MMDC em CURITIBA. Enfim, FRANCES, a tarefa é árdua, mas extremamente gratificante.
Caríssimo Cel. Ventura: alvíssaras! - Em primeiro cumprimento-o pela nova jornada, agora como presidente, na alvorada do octagésimo da epopéia de 32. Fiquei realmente satisfeito em revê-lo hoje. O dia foi estafante, mas gratificante. Espero poder formalizar a solicitação para estender ao Paraná com anuência a causa revolucionária, mormente considerando o desrespeito á Constituição por aqueles que se rotulam dela defensores. Vejo no exemplo  da Constituinte de 34, cujas raízes foram a definitiva vitória da luta armada paulista, motivação para conquista e ressurgimento de uma nova mentalidade.  Hoje o Exército, Marinha e Aeronáutica prestam  reconhecimento com sua participação nas homenagens, tributo à Força Pública Paulista, e àqueles que como o ilustre amigo se esforçaram por desmistificar as difamações getulistas reafirmando sempre o espírito bandeirante pioneiro, pela brasilidade. Recebe meus efusivos cumprimentos, Mariano Taglianetti, neste 09 de julho de 2.011.

CARISSIMO TAGLIANETTI
Estou chegando do CLUBE PIRATININGA, onde ocorreu a terceira cerimônia do 9 de Julho. Leio essa mensagem do amigo e, realmente, as manifestações de carinho para com a minha pessoa vão me obrigar a produzir mais na presidência. Unimos hoje o CLUBE PIRATININGA à Sociedade Veteranos de 32-MMMDC naquela ideia de estarmos todos irmanados na causa da democracia.
estadao.com.br (Grupo Estado - Copyright 1995-2010 - Todos os direitos reservados.)
Por Demétrio Vecchioli, estadao.com.br, Atualizado: 9/7/2011
Brasil joga mal contra Paraguai, mas empata com gol de Fred no fim
SÃO PAULO - Ia dando tudo errado. A zaga entregou dois gols, Neymar não produziu nada e Pato falhou sempre que...
SÃO PAULO - Ia dando tudo errado. A zaga entregou dois gols, Neymar não produziu nada e Pato falhou sempre que teve a bola nos pés. Mano também não ajudava, sacando Jadson, autor do primeiro gol brasileiro, no intervalo, para a entrada de Elano. O Brasil ia muito mal, merecia perder, mas achou um gol com Fred aos 44 minutos do segundo tempo, e evitou uma derrota para o Paraguai, neste sábado, em Córdoba. No fim, o empate em 2 a 2 acabou sendo digno de comemoração pelo futebol que apresentou o time brasileiro. O resultado coloca o Brasil na liderança do grupo, exatamente empatado com o Paraguai, ambos com dois pontos. Equador e Venezuela jogam logo mais e, quem vencer, assume a ponta. A seleção brasileira fecha o Grupo B na quarta, às 21h50, contra o Equador. O Paraguai pega ainda a Venezuela. O jogo. Mano Menezes surpreendeu ao escalar Jadson no lugar de Robinho. Com isso, tinha a intenção de aproximar as peças ofensivas da equipe. No jogo contra a Venezuela, o treinador entendeu que o Neymar e Robinho jogaram muito abertos, distantes de Pato. Com dois meias armadores - Jadson e Ganso -, ele pretendia dar mais liberdade para Neymar e, assim, criar mais chances de gols. Na prática, porém, não foi isso que aconteceu. Jadson foi o espelho de Neymar, jogando aperto pela direita, enquanto o santista caía única e exclusivamente pela esquerda. O time só melhorou em relação à primeira partida porque Ganso parecia mais solto, mais à vontade no time. Nos primeiros minutos, o Paraguai foi melhor. Logo com 20 segundos, Estigarribia chegou ao ataque pela esquerda, bateu cruzado e Julio Cesar pegou. Com 2 minutos, Barrios tocou para Santa Cruz nas costas de Thiago Silva e o atacante, cara a cara com Julio Cesar, mandou por cima, ampliando seu longo jejum de gols. Depois, ainda que o Paraguai continuasse disposto a atacar, não assustou mais Julio Cesar. O Brasil chegou com mais perigo. Aos 11, Thiago Silva lançou Pato nas costas da zaga, mas o atacante não conseguiu o domínio. Sete minutos depois, Pato recebeu de Jadson, saiu na cara de Villar, mas não conseguiu o drible, bateu travado e permitiu a defesa do goleiro paraguaio. O jogo voltou a cair de produção e só teve novas emoções aos 38, quando saiu o gol do Brasil. A jogada começou com Ramires, mas foi interrompida pelo corte da defesa paraguaia. Depois, a bola caiu nos pés de Ganso, que tocou para Jadson. O jogador do Shakhtar Donetsk bateu da entrada da área, no canto direito de Villar, e abriu o placar. Apesar de ter criado as duas únicas boas jogadas do Brasil no jogo, Jadson deixou o campo no intervalo, substituído por Elano. A alteração de Mano não melhorou o time. E o gol do Paraguai saiu exatamente em um erro de marcação do santista. Estigarribia desceu pela esquerda e cruzou rasteiro. Thiago Silva errou o bote e deixou Santa Cruz de cara com Julio Cesar. Chance de ouro para o atacante bater no campo, empatar o jogo e afastar a má fase. Ele não marcava um gol em jogos oficiais desde 21 de março de 2010. Lucas já estava à beira do campo, esperando para entrar no lugar de Ganso, quando o meia achou Neymar livre na direita da área. O atacante do Santos tinha a opção do chute ou Pato livre na área. Preferiu o drible desnecessário em Villar e desperdiçou a chance do segundo. O Paraguai não. No contra-ataque, Daniel Alves, com a bola dominada, deu bobeira na área e permitiu o bote de Riveros. Ele tocou para Santa Cruz, que rolou para a chegada de Valdez pelo meio. O paraguaio bateu prensado com Lúcio e a bola voltou para o seu peito, indo depois para o fundo das redes. Mano mudou a alteração. Ao invés de sair Ganso, tirou Ramires e voltou à formação que iniciou o jogo. Neymar, principal estrela do Brasil, porém, seguida apagado. Nas poucas vezes que pegava na bola, era individualista demais. Tanto que, depois, foi substituído por Fred, deixando o campo sem nenhuma jogada que justificasse qualquer transferência para os grandes do futebol europeu. Assim como contra a Venezuela, o Brasil não produziu nada no segundo tempo. Até os 44 minutos, o único lance digno de uma seleção pentacampeã do mundo havia sido uma falta batida por Elano, defendida por Villar. A derrota era o resultado mais merecido, mas, a um minuto do fim, Fred recebeu de Ganso na entrada da área, girou, bateu no canto, e empatou.
BRASIL - 2 - Julio Cesar; Daniel Alves, Lúcio, Thiago Silva e André Santos; Lucas Leiva, Ramires (Lucas), Paulo Henrique Ganso e Jadson (Elano); Neymar (Fred) e Alexandre Pato. - Mano Menezes.
PARAGUAI - 2 - Villar; Verón, Da Silva, Alcaraz e Torres; Vera, Ortigoza, Riveros (Cáceres) e Estigarribia (Martínez); Roque Santa Cruz e Lucas Barrios (Valdez). - Gerardo Martino.
Gols - Jadson, aos 38 minutos do primeiro tempo; Roque Santa Cruz, aos 9, e Valdez, aos 21, e Fred, aos 44 minutos do segundo tempo. Árbitro - Wilmar Rodán (Colômbia). Cartões amarelos - Jadson, Pato, Lucas Leiva, Cáceres e Lucas Barrios. Renda e público - Não disponíveis. Local - Mario Alberto Kempes, em Córdoba (Argentina).

Será lembrado neste sábado, dia 9 de julho, o 79º aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932 - que culminou nas eleições para a Assembléia Nacional Constituinte e trouxe benefícios ao estado de São Paulo. A cerimônia acontecerá às 10h, no Mausoléu Sargento Pierrotti, no Cemitério da Saudade I. O evento contará com a participação do Polícia Militar, Esquadrão Tático da Guarda Municipal, Grupo de Escoteiros Limeira, Coral Vozes do Tatuibi e jovens do Centro de Aprendizado Metódico e Prático de Limeira – CAMPL. Haverá ainda um ato de respeito à memória dos soldados mortos, execução do toque de silêncio e benção religiosa. A cerimônia destacará a honrosa participação de dois ex-combatentes de Limeira, Esmeraldo Figueira Filho, falecido no último ano, e Ulisses Rodrigues de Oliveira, de 98 anos. Para o secretário de Turismo e Eventos, Ronaldo Bicudo, eventos cívicos são constantes no calendário de eventos do município. “Eles acontecem para relembrar a história do nosso país e assim tentar embutir um espírito patriótico nos cidadãos, especialmente os mais jovens”, ressaltou.
Realização da Prefeitura de Limeira, através da Secretaria de Turismo e Eventos.


A comemoração do 79° aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932 neste sábado, 9 de Julho, em Olímpia, terá mais um motivo para a cerimônia que, tradicionalmente, é promovida pela Sociedade Veteranos de 32: o centenário de nascimento de seu patrono: Luiz Salata Neto. Neste ano, mais uma vez, o evento terá o apoio da Prefeitura, além da Secretaria da Educação, Escolas municipais e estaduais, Câmara Municipal, Polícia Militar, Bombeiros, e imprensa, inclusive o Blog do Concon. A família Salata cuidou até de confeccionar um selo alusivo ao centenário do patriarca, inclusive no dia 9, às 19h, haverá missa na Igreja-Matriz de São José em homenagem póstuma. A Prefeitura Municipal de Olímpia, a Sociedade Veteranos de 32 – M.M.D.C. – Núcleo “Luiz Salata Neto” de Olímpia e a Câmara Municipal de Olímpia tem a honra de convidar Vossa Excelência e Excelentíssima Família para prestigiarem com suas presenças, as solenidades comemorativas do 79.º Aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932 e celebração do centenário de nascimento do saudoso Patrono ex-combatente Luiz Salata Neto, conforme a programação.
SEMANA CONSTITUCIONALISTA – 2 a 9 de Julho (Lei nº 1988/89) - “SEMANA BENEDICTO JOSÉ PEREIRA (MINDU)” (Lei nº 2946/02)  - 04 a 08 de julho – Hasteamento das Bandeiras nas Escolas Estaduais e Exaltação ao Movimento de 32; 02 a 09 de julho – a partir 11 horas – Nas Rádios Difusora e Menina acontecerão palestras alusivas ao Movimento de 32, proferidas por alunos, professores das Escolas Estaduais e membros da Sociedade Veteranos de 32 – Núcleo Luiz Salata Neto de Olímpia; 9 de julho – às 9 horas – ato cívico “Dia do Soldado Constitucionalista” – Na Praça Heróis Olimpienses de 32 – Jardim Santa Ifigênia (localizada no início da Avenida Constitucionalista de 32); Recepção às autoridades; Hasteamento das Bandeiras Nacional, Estado e do Município; Homenagem póstuma aos Heróis de 32; Deposição de flores junto ao Obelisco Heróis Olimpienses de 32, em homenagem póstuma aos ex-combatentes falecidos; Homenagens de alunos, professores e membros da comunidade olimpiense; 9 de julho – às 11 horas – Nas Rádios Difusora e Menina, palestras alusivas ao Movimento de 32, proferidas por participantes e diretores da Sociedade Veteranos de 32 – Núcleo Luiz Salata Neto de Olímpia; 9 de julho – às 19 horas – Missa em Homenagem Póstuma – Na Igreja Matriz de São José, Bairro São José, Missa solene em homenagem à memória dos ex-Combatentes de 32 e aos homens e mulheres que, tomaram parte na retaguarda e também pelo transcurso do centenário de nascimento do inesquecível “Luiz Salata Neto”, Patrono da Sociedade de ex-combatentes olimpienses.
IN MEMORIAN”: Ao ensejo de mais estas comemorações do “DIA DO SOLDADO CONSTITUCIONALISTA”, os familiares dos remanescentes das Trincheiras de 32 reverenciam a memória de seu ilustre, dedicado e inesquecível Presidente, saudoso ex – Combatente LUIZ SALATA NETO, Patrono da Sociedade Veteranos de 32 – MMDC de Olímpia pela passagem do centenário de seu nascimento. Adeus, velho soldado!
(Homenagem a Luiz Salata Neto) Perdeste, enfim, uma batalha. Contra a morte. Há muito nela pensavas, preparando-se para o grande momento, não acreditando que fosse tão breve, tão doloroso. Plantaste, com teu vigor de jovem, valores que tanto nos fazem falta hoje. Carregaste, com fé, a flâmula dos lutadores, dos crentes na sua terra, na sua pátria. Desafiaste, com seus atos, aqueles que jamais tiveram a coragem de assumir os princípios de família, de sociedade, de patriotismo. Desdenhaste, com tua posição firme, os fracos de espírito, de vontade. Louvaste, com apoio e solidariedade, as ideias de progresso, de louvor dos valores d’alma, da pureza de intenções. Fizeste parte de uma elite que recitou, com lágrimas emocionadas, a bandeira de 13 listras. Como tu, queremos levar avante essa idéia, reviver estes princípios. Mas é muito difícil por não termos grandes soldados. Mas haveremos de seguir teu exemplo, lutando lado a lado com o teu espírito carregando tua imagem como inspiração. Porém, hoje, somente podemos dizer emocionados: ADEUS, VELHO SOLDADO! - autor : Dr. Roberto Sasdelli Jr  Realização e Apoio: Sociedade Veteranos de 32 – M.M.D.C. – Núcleo Luiz Salata Neto de Olímpia, Prefeitura do Município de Olímpia, Câmara Municipal de Olímpia, Secretaria Municipal de Educação, Diretoria de Ensino região de Barretos, Polícia Militar do Estado de São Paulo, Corpo de Bombeiros, Tiro de Guerra 02-025, Blog do Concon, Folha da Região, jornal Planeta News, Tablóide da Nova Paulista, Gazeta Regional, Tribuna Regional , Rádio Difusora, Band FM, Rádio Menina AM, Rádio Menina FM, Escolas Estaduais: Dona Anita Costa, Profª Alzira Tonelli Zaccarelli, Dr. Antonio Augusto Reis Neves, Professora Dalva Vieira Ittavo, Professora Maria Ubaldina de Barros Furquim, Capitão Narciso Bertolino, Dr. Wilquem Manoel Neves, Dr. Eloy Lopes Ferraz (Baguaçu), Comendador Francisco Bernardes Ferreira (Ribeiro dos Santos) e Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo – Regional de Barretos.

As anotações feitas em 2001 e 2011 constam do livro de 9 de julho feito em 2011. No entanto, as páginas 131 em seguida foram digitalizadas depois e não constam do livro citado.



Após a cerimônia realizada neste sábado (9) na Praça 9 de Julho em alusão ao 79º aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932, autoridades municipais e militares se dirigiram para as margens do Córrego do Cedrinho onde participaram do plantio de 79 mudas de árvores nativas na área verde do local.
As ações lembram o Dia do Soldado Constitucionalista, que é organizada pela Prefeitura de Presidente Prudente com apoio do Comando de Policiamento do Interior-(CPI-8) e do 18º Batalhão de Polícia Militar do Interior (18º BPM/I).
O plantio contou com a parceria da Uniesp (União das Instituições Educacionais do Estado de São Paulo) de Presidente Prudente, que cedeu as 79 mudas de árvores. De acordo com a Seção de Comunicação Social do 18º Batalhão, o objetivo da ação é aproveitar a data tão importante na história de Prudente, quando foi formado o Batalhão com mais de 2 mil voluntários Constitucionalistas, e conscientizar a população sobre as questões ambientais, como a preservação do meio ambiente e a importância do plantio.
Cerca de 60 jovens dos grupos de escoteiros Guayporé e Monte Carmelo também participaram do plantio. De acordo com o chefe de escoteiro do Guayporé, Marcelo Costilho Jorge, um dos artigos da lei escoteira é que todos devem ser bons com os animais e com as plantas. “Esta ação em especial visa à conscientização. Nós já trabalhamos essa questão com eles. Nosso objetivo é a formação do cidadão, tudo está relacionado à educação”, revela.
A Revolução Constitucionalista vista pela ótica do jornal Semanário da Zona Norte: Na manhã de 9 de julho, o 79º aniversário da Revolução Constitucionalista de 32 foi lembrado com uma solenidade cívica e um desfile defronte do Mausoléu do Ibirapuera, oportunidade em que personalidades civis e militares foram homenageadas com a Medalha Constitucionalista. Na ocasião, dez urnas com as cinzas dos heróis da revolução foram conduzidas por alunos da Academia de Polícia Militar do Barro Branco (APMBB) até o mausoléu, após as honras do 3º Batalhão de Policiamento de Choque (BPChq). Foram imortalizados os heróis: Francisco Bottallo, Estevam Marinho Pinto Moreira, Dirceu Ferreira da Silva, Milton Loureiro Miranda, João Mourão Pierott, José Ferreira dos Santos, Eurides Dias Fernandes, Domingos Angerami, Salvador Antonio D’Angelo e Américo Augusto Pereira. Em seguida, autoridades depositaram flores no ‘Túmulo Herói Jacente’, onde estão sepultados os corpos dos estudantes Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo (MMDC), mortos em conflito no dia 23 de maio de 1932. Após a solenidade fúnebre, 32 pessoas, entre ex-combatentes da revolução e personalidades civis e militares, foram agraciadas com a Medalha Constitucionalista. A honraria é concedida pela Sociedade Veteranos de 32, com o objetivo de agraciar os participantes ativos da revolução e também as personalidades que contribuíram com serviços prestados à democracia de São Paulo. Após a entrega das medalhas, foi iniciado o desfile militar e cívico, que durou aproximadamente uma hora. Além de veteranos do conflito, que abriram o desfile, participaram representantes de entidades civis, escolas, Guarda Civil Metropolitana, Forças Armadas, Polícia Civil e Polícia Militar. A Cavalaria da PM encerrou o evento comemorativo.
Um movimento único
O cap. ref. Gino Struffaldi, presidente de honra da Sociedade Veteranos de 32 - MMDC, destacou que a Revolução Constitucionalista foi um movimento único no mundo. “Estamos sempre lutando pela manutenção da memória da Revolução de 32, que foi um movimento único no mundo pela sua espontaneidade. Um movimento que nunca reivindicou território, poder, dinheiro, mas só queria que fosse restabelecida no Brasil a Lei Magna, que era a Constituição e isso nós conseguimos apesar de termos sido derrotados no campo de batalha. Estamos defronte do Mausoléu do Ibirapuera, um solo realmente sagrado e que deve ser mantido como tal, inclusive com a construção de palanques permanentes para a realização de eventos cívicos. Já foram cogitadas ideias para levar esta cerimônia para o Ipiranga ou para o Anhembi, mas esse local é para o carnaval e não para ocasiões como esta. Aqui temos o nosso sacrário onde há 178 heróis e hoje chegam mais dez, um local que tem que ser respeitado e merece ter dimensão nacional. Agradeço mais uma vez a presença do Semanário da Zona Norte, principalmente por estar ao lado do meu amigo repórter Fernando, a quem muito estimo.”
Uma data magna
O cel. PM res. Mario Fonseca Ventura, presidente da Sociedade Veteranos de 32 - MMDC, lembrou que 9 de julho é uma data magna para São Paulo. “O dia 9 de julho é muito marcante porque representa a data magna de São Paulo. Vários Estados da União têm a sua data magna, algo que São Paulo não tinha até 1997. Lembramos que 20 de setembro é algo extraordinário para o Rio Grande do Sul, que lembra a Revolução Farroupilha, mas para São Paulo a data marcante é a de 9 de julho, que lembra um grande feito dos paulistas. Hoje, estamos recebendo no mausoléu mais dez heróis de 32, que significam o ideal de direito que temos que cultuar sempre. Hoje, também, como já é tradição, estão sendo homenageadas 32 autoridades, dentre elas aquelas nomeadas pelos comandos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. São pessoas escolhidas por seu mérito, bem como as indicadas pelo Comando-Geral da Polícia Militar, pela Polícia Civil, pela OAB, pelos maçons, pela Guarda Civil Metropolitana, pelo Judiciário, enfim, representantes de segmentos do Estado que estão sendo homenageados. E agradeço ao Semanário da Zona Norte por mais esta oportunidade, pois o jornal está sempre presente em todas ocasiões e divulgando as datas históricas.”
Princípios
O governador Geraldo Alckmin exaltou os princípios que nortearam a revolução Constitucionalista de 32. “O Movimento de 32 foi o marco para que tivéssemos uma Constituição regida pela lei, que não houvesse uma ditadura, mas sim a democracia e o respeito às pessoas. A Revolução de 32, lutou, por exemplo, pelo direito do voto da mulher, algo conquistado em 1934, quando foi eleita a primeira mulher para o Congresso Nacional, a dra. Carlota de Queiros, uma médica de São Paulo. Lutou pela Justiça Eleitoral, pelo voto secreto. A Revolução Constitucionalista, embora tenha sido derrotada do ponto de vista militar, venceu nos seus valores, nos princípios pelos quais ela se realizou. Portanto, esta é uma homenagem em que São Paulo presta no dia 9 de julho aos combatentes e às suas famílias, o que deve ser sempre cultivado.”
Perfeita organização
Toda organização do evento cívico esteve sob responsabilidade do cel. PM Airton Alves da Silva, comandante da Academia de Polícia Militar do Barro Branco (APMBB), que também foi outorgado com a Medalha Constitucionalista e lembrou a importância da data. “Tamanha é a importância desta data e o respeito aos nossos veteranos da Revolução Constitucionalista de 32 que o 9 de julho transformou-se em feriado no Estado de São Paulo. É uma ocasião na qual as comemorações se dividem entre a Sociedade Veteranos de 32 e a Polícia Militar, bem como a sociedade que se faz representar como um todo. Em um momento no qual as pessoas demonstram tanto desprezo pelas datas cívicas no Brasil, São Paulo dá exemplo, pois as mantém e as cultiva com toda importância e galhardia que elas merecem e se revestem. A Medalha Constitucionalista se traduz em um registro importante para as pessoas que estão diretamente ligadas a esta comemoração que não se pode apagar. Temos nosso cap. ref. e mestre Gino Struffaldi, presidente de honra da Sociedade Veteranos de 32, que dá uma demonstração de carinho, acima de tudo de orgulho pela história da Revolução Constitucionalista.
Temos o cel. PM res. Ventura e o cel. PM res. Mendes, pessoas que atuam diuturnamente na conservação do Mausoléu do Ibirapuera para que ele esteja em condições para a visitação pública em um trabalho conjunto com o setor de obras da Polícia Militar. Assim, vivemos realmente um momento muito significativo nesta data e ficamos muito felizes, agradecendo sempre a presença dos meus amigos do Semanário.”
Um motivo especial
O gen-de-ex. Adhemar da Costa Machado Filho, comandante do Comando Militar do Sudeste (CMSE), foi outorgado com a Medalha Constitucionalista e demonstrou seu orgulho e que representou para ele um motivo especial. “Estamos precisando mais de cerimônias como esta, pois não há nada como um nação que valoriza o seu passado e um momento como este se reveste de alma. Nós brasileiros nos forjamos nesses momentos, que são importantíssimos e hoje estou muito satisfeito, pois volto para casa com a alma lavada pela belíssima formatura e o lindo desfile com intensa participação da população paulista. Vou levar comigo com enorme carinho esta Medalha Constitucionalista, pois como paulista me sinto orgulhoso por tê-la recebida já que meu avô foi revolucionário de 32. Portanto, de certa forma, nela está embutido um carinho muito grande na área afetiva e tenho certeza de que meu avô está lá em cima vibrando demais.”
Responsabilidade
O cel. PM Carlos Botelho Lourenço, diretor de Logística da Polícia Militar do Estado de São Paulo, agraciado com a Medalha Constitucionalista, que considera ser uma grande responsabilidade para continuar o seu trabalho. “O dia 9 de julho é tão importante quanto o 7 de setembro ou o 25 de janeiro. Para o povo paulista, esta data tem uma importância extraordinária pela participação do nosso povo na Revolução de 32. Esta medalha representa uma responsabilidade, pois temos a obrigação de manter vivo o nome desses heróis de São Paulo. Hoje, renovamos a nossa ética, a nossa moral e a nossa vontade na defesa do povo paulista.”
Emoção
Durante a solenidade cívica, assumiu o cargo de novo comandante do Exército Constitucionalista o veterano de 32, Alfredo Pires, empossado pelo cel. PM Álvaro Batista Camilo, que falou com emoção. “Assumo neste dia 9 de julho de 2011 o comando do Exército Constitucionalista para cumprir, pelo período de um ano, os deveres e obrigações que me foram designados em prol dos ideais da memória da Revolução de 32. Me dirijo em especial a todo povo paulista para relembrar e enaltecer os feitos heróicos da Revolução Constitucionalista de 1932. Há exatos 79 anos o povo paulista se pôs em armas para combater a ditadura, envolvendo-se no maior conflito da história militar brasileira no século 20, quando alistaram 200 mil militares, sendo que desses, 60 mil combateram nas fileiras do Exército Constitucionalista. Atualmente, o dia 9 de julho, que marca a Revolução Constitucionalista de 32, é a data cívica mais importante do Estado de São Paulo. Nós paulistas consideramos a Revolução de 32 como o maior movimento cívico da nossa história. Em 87 dias de combate, mesmo eu tendo penas 12 anos de idade, alistei-me como escoteiro do Grupo Piratininga.
Servia de estafeta, fazia entrega de mensagens e de mantimentos entre as bases dos soldados na cidade. Tive o privilégio de presenciar toda demonstração de patriotismo, cidadania e desapego em um momento muito bonito da nossa história recente. Além dos soldados constitucionalistas que combatiam em nome da liberdade, todos tentaram ajudar de alguma forma, inclusive crianças e idosos. As escolas viraram alojamentos para os solados. Homens e mulheres doaram jóias durante a campanha chamada Ouro para o Bem de São Paulo, que visava arrecadar recursos financeiros e apoio para a resistência paulista. Os casais entregaram até suas alianças e com muito orgulho exibiam a aliança de ferro usada para substituir a original. Nossos verdadeiros heróis, que sacrificaram suas vidas em prol da liberdade, estão aqui conosco no Mausoléu dos Heróis de 32, obra do escultor ítalo-brasileiro Galileo Ugo Emendabili e feito em puro mármore travertino. O monumento foi inaugurado em 9 de julho de 1956 e recebeu as seguintes inscrições do ex-combatente Guilherme de Almeida: ‘Aos épicos de julho de 32, que, fiéis cumpridores da sagrada promessa feita a seus maiores - os que moveram as terras e as gentes por sua força e fé - na lei puseram sua força e em São Paulo sua Fé.’.
Emocionado, concito os brasileiros a manterem sempre acesa a mesma chama revolucionária de 1932 e jamais sermos coniventes ou acomodados com a injustiça, com os descasos, com os desmandos e que busquemos dioturnamente a liberdade em todas formas de expressão no solo paulista e brasileiro. Nos emocionamos também hoje com mais esta homenagem prestada aos nossos soldados revolucionários, pois eles “Viveram pouco para morrer bem. Morreram jovens para viver sempre!’, como diz a inscrição à frente do mausoléu. Temos que cultuar esta história sempre.”
Democracia
O deputado estadual Major Olimpio prestigiou a solenidade e destacou que a democracia existente hoje no país se deve aos ideais de 32. “É necessário que as pessoas compreendam que quem não conhece o seu passado tem dificuldade em entender o presente e não tem visão do futuro. O Movimento Constitucionalista de 32 nada mais foi do que uma mobilização encabeçada pelo povo paulista não com o objetivo de separatismo, como muitas vezes a história distorce, mas sim para que nós tivéssemos uma Constituição. Naquele momento, em 1932, os direitos políticos estavam suprimidos, sob a égide da ditadura Vargas e o povo de São Paulo encabeçou esta luta, perdeu militarmente, como não poderia ser diferente até porque as adesões das Forças Armadas do Rio de Janeiro, do Mato Grosso e de Minas Gerais acabaram não acontecendo. O movimento foi sufocado militarmente e centenas de paulistas morreram combatendo pelo seu ideal. Não eram solados, eram jovens, pais de família, que foram para as trincheiras lutar pela Constituição, conquistada dois anos depois, em 1934. Se hoje temos liberdade de expressão e democracia em nosso país devemos isso à luta, ao suor, às lágrimas e ao sangue daqueles jovens paulistas que deram suas vidas por uma Constituição.”
Homenageados
Foram homenageados com a Medalha Constitucionalista: vice-almirante Luiz Guilherme Sá De Gusmão; cap-de-mar-e-guerra Ciro de Oliveira Barbosa; gen-de-ex. Adhemar da Costa Machado Filho; gen-de-bda. Carmo Antonio Russo; cel.-av. Carlos Alberto Andrade Passos; cel.-int. Adalberto Alves Pedroza; gen.-de-div. Floriano Peixoto Vieira Neto; cel. PM Sérgio Luiz dos Santos; cel. PM Vicente Antonio Mariano Ferraz; cel. PM Carlos Botelho Lourenço; cel. PM Sérgio Del Bel Júnior; cel. PM Airton Alves da Silva; Albano David Fernandes; José Aparecido Sanches Severo; Adilson Pereira; Arnaldo Tadeu Poço; inspetor GCM Hamilton Fernandes Ananias; inspetor GCM Nilson da Silva Coutinho; Bento Oliveira Silva; Berel Aizenstein; Clemencia Beatriz Wolthers; Arystóbulo de Oliveira Freitas; Edoardo Pollastri; Vladimir Spinelli dos Santos; desembargador Valdir Florindo; Mário Mariano Machado; Walter de Oliveira Lima Teixeira; desembargador José Roberto Bedran; Walter de Almeida Guilherme; Mario Fiorentino; Alfredo Pires Filho e André Luiz de Moraes Rizzo.
A Revolução
A Revolução Constitucionalista de 1932 foi um movimento armado ocorrido entre julho e outubro de 1932, com o objetivo de derrubar o governo provisório de Getúlio Vargas e instituir um regime constitucional após a supressão da Constituição de 1891, pela Revolução de 1930. Atualmente, o dia 9 de julho, que marca o início da Revolução de 1932, é a data cívica mais importante do Estado de São Paulo. “Nós não tínhamos tempo para dormir, pois a Marinha poderia vir silenciosamente para invadir a nossa fortaleza.Tinhamos que tomar conta de uma costa muito grande. Passamos três meses de muito trabalho”, conta o veterano do Exército Gino Struffaldi, que na época tinha 18 anos. Ele era sargento do Exército e lutou do primeiro ao último dia da revolução. “O nosso objetivo era conseguir que a Constituição fosse restabelecida no país, e conseguimos, embora tenhamos sido derrotados”, completou.
SESSÃO SOLENE NA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO POR OCASIÃO DO 79º ANIVERSÁRIO DA REVOLUÇÃO DE 32.
O povo de São Paulo te dá o carinho, esta justa homenagem e o conforto, nesse momento de pesar que você está passando. Élcio Inocente, Presidente de Associação dos Policiais Militares Deficientes Físicos do Estado de São Paulo. (Palmas.)
Convido o Desembargador Walter de Almeida Guilherme, Presidente do TRE. E representando, neste ato, o Presidente do Tribunal de Justiça, convido o Exmo. Desembargador, José Roberto Bedran, para fazer a outorga dessa medalha a esse valoroso miliciano. Ele já nos encantou com a sua liderança, com a sua arte, é o momento de ser homenageado, não só pela apresentação, mas pelo trabalho que realiza na zona leste de São Paulo e pelo exemplo que dá aos 94 mil policiais militares do Estado de São Paulo e aos, aproximadamente, cinco mil oficiais. Tenente da Polícia Militar, Bruno César Sobral, do 48º Batalhão de Polícia Militar. (Palmas)
Peço ao Coronel Ventura, Presidente da Sociedade dos Veteranos de 32, para condecorar este jovem oficial, que tanta alegria e orgulho já dá ao povo de São Paulo.
Convido para ser, justamente homenageado, este grande brasileiro, grande paulista, pediatra, homem com grande sensibilização para com os problemas sociais, atua há mais de 40 anos na zona norte de São Paulo. É com muita alegria que recebemos o Dr. Vladimir de Deus. (Palmas.) Solicito ao Coronel Pegoraro, Comandante do 3º BPMI, que faça a entrega do Diploma e da Medalha da Constituição, maior honraria do Legislativo de São Paulo ao Dr. Vladimir de Deus. (Palmas.)
Convido esta pessoa, mais do que especial pelo trabalho que realiza, pelas pessoas mais carentes, pelas crianças e pela capacidade de liderança inigualável. Ela possui capacidade de desprendimento das coisas materiais, seja de qualquer espécie, ela abre mão, eu até pensei que fosse abrir mão de ser homenageada também. Ela é tão importante que, hoje, ela estava no palanque, junto com o Governador de São Paulo, durante o desfile, e as pessoas olhavam a distância e falavam: "quem está ali?". Um olhava para o outro e falava: "o rapaz de óculos eu não sei, mas está junto com a Da. Terezinha". Então, é com muita alegria que nós recebemos a Sra. Terezinha de Castro da Silva Barbosa, Presidente do Centro Cultural Educacional Santa Terezinha, ela é a idealizadora do Projeto Faça Esportes na PM, projeto que atende centenas e centenas de crianças em todos os quartéis da Polícia Militar, na capital e no interior. (Palmas.)
Convido o Desembargador Walter de Almeida Guilherme para fazer a entrega da mais que justa homenagem a essa grande mulher. Tenho a certeza, Sra. Terezinha, de que nós estamos representando, neste momento, milhares de crianças e de pessoas carentes que a senhora dá atenção na zona sul de São Paulo 24 horas por dia. A senhora que é atendida diretamente pelo Governador, a senhora que briga diretamente com todos os Secretários, a senhora que põe todos os Deputados na parede, até por isso estamos fazendo homenagem para ver se ela pega mais leve, a senhora é o exemplo de cidadã que todos nós aprendemos a respeitar. Parabéns. (Palmas.)
Convido para ser homenageada, para receber a sua medalha, mais do que justa, pelo trabalho social realizado, pela sua luta em defesa da sociedade na zona leste de São Paulo, Sra. Maria de Fátima Feitosa, Coordenadora do Centro Social Bom Jesus do Cangaíba. (Palmas.) Repito, não é uma homenagem do Deputado Olímpio Gomes, é uma homenagem da Assembleia Legislativa, aprovada com anuência dos 94 deputados. Convido o Coronel Ventura, Presidente da Sociedade dos Veteranos de 32 a fazer a entrega dessa justa homenagem. (Palmas.)
Este Ato Solene está sendo transmitido ao vivo e será reprisado pela TV Assembleia a partir das 21 horas. Parabéns, Maria de Fátima. (Palmas.)
É com muita satisfação que convido este guerreiro, este lutador, este entusiasta que diz que só a educação pode diminuir as diferenças sociais do nosso país, ele que desde as primeiras horas da manhã já estava lá no frio com as crianças, demonstrando o seu respeito aos heróis de 32, e que faz um trabalho maravilhoso, inclusive com a promoção de concursos literários, concursos de redação, versando sobre o Movimento de 32, professor Temistocles de Souza Oliveira. (Palmas.)
Peço ao Coronel Cerqueira, representando o Comandante Geral da Polícia Militar, que faça a homenagem a este valoroso homem que tanto faz, e peço também aos seus jovens que estão presentes que aplaudam o seu professor. Vamos aplaudir o professor. (Palmas.)
Professor Temistocles, o entusiasmo desses jovens e essas palmas valem mais do que qualquer medalha, qualquer matéria, o senhor merece. Parabéns. (Palmas.)
É com muita emoção que convido para receber esta Medalha, já que a nossa eterna guerreira e lutadora intransigente em defesa da família policial militar ouviu o chamado do Senhor e não está mais entre nós, mas tenho certeza que no lugar que estiver, está com o sorriso largo, neste momento em que eu convido o seu filho, Dr. Osvaldo Daste de Lima para receber a Medalha da Constituição e Diploma, em seu nome Sra. Hortência Daste Lima, Presidente por 29 anos da União das Pensionistas da Polícia Militar. (Palmas.)
Coronel Cerqueira, em nome da Polícia Militar, em nome da nossa Assembleia, faça essa mais do que justa homenagem.
Dr. Osvaldo Daste, muito obrigado pelo comparecimento, muito obrigado por tudo o que o senhor faz pela família policial militar e por tudo que a sua mamãe representou para a gente e vai continuar representando sempre. Que Deus lhe dê força para suportar a dor. (Palmas.)
Outro momento de muita emoção para todos nós policiais militares, para todos os educadores, já que, além de policial militar, além de grande comandante da polícia militar, foi também um grande educador e diretor do nosso colégio da Polícia Militar, grande comandante, comandou unidades muito importantes da Polícia Militar, como o Batalhão de Choque Tobias de Aguiar, a ROTA e o Comando de Policiamento da Capital. Ele também, a um chamado do Senhor, encerrou o seu trabalho nesse plano, mas, tenho certeza de que continua a olhar por nós onde quer que esteja. Tornou-se um símbolo maior da luta da família policial familiar e depois da luta da família policial civil e militar, quando com a sua liderança se tornou portavoz da União das Entidades Representativas de Policiais do Estado de São Paulo. Hoje, quando os veteranos da Associação dos Oficiais da Reserva da Polícia Militar desfilaram, Nove de Julho, o nosso Comandante Cruz não estava materialmente à frente, mas estava junto em espírito com os seus comandados. Convido a Da. Márcia Bittencourt Cruz, esposa do saudoso Coronel Cruz, para receber esta homenagem do povo de São Paulo. (Palmas.)
Convido o Desembargador Walter de Almeida Guilherme a fazer esta mais do que justa homenagem. (Palmas.)
Da. Márcia, parabéns a toda família. Força e luz. (Palmas.) Peço aos agraciados para que retornem aos seus locais de assentos para o prosseguimento das solenidades, e as nossas autoridades para que retornem à mesa de trabalho. E peço ao maestro o rufar dos tambores para que o Estandarte do 3º Batalhão de Polícia Militar do interior possa se retirar do recinto.
***
- É retirado do recinto o Estandarte do 3º Batalhão da Polícia Militar.
***
Dando prosseguimento a este ato, ouviremos agora Yasmin Amara, cantora intérprete, que apresentará a música Senso de Humanidade de Elias Muniz.
A SRA. YASMIN AMARA -Muito obrigada. É com grande prazer que canto essa música. Assim, quero homenagear a todos os soldados que vivem e os que morreram pelo nosso País.
***
- É feita a apresentação musical
***
O SR. PRESIDENTE -OLÍMPIO GOMES -PDT - Maravilhoso. Muito obrigado, Yasmin Amara. Muito obrigado, por colaborar com essa festa maravilhosa em homenagem ao Movimento Constitucionalista de 32.
Para agradecer, em nome dos agraciados com a Medalha, eu convido o Dr. Vladimir de Deus.
O SR. VLADIMIR DE DEUS -Exmo. Deputado Major Olímpio Gomes, autoridades civis, autoridades militares, plateia, senhoras e senhores, foi com muita alegria que recebi a incumbência de agradecer em nome de todos os homenageados por essa festa cívica. Realmente eu jamais imaginei nos meus 40 anos de pediatria que aqui eu estaria um dia para receber uma homenagem como essa. Isso vai ficar bastante calado em nossos corações e espero que em nome dos homenageados a gente possa agradecer, primeiramente a Deus pela nossa vida. (Palmas.) Porque a vida que ele nos deu a gente está fazendo um bom uso dela e se Deus quiser quando tivermos que prestar contas a ele certamente ele vai se sentir orgulhoso de nós. Em segundo lugar, agradecer a nossa família, a família faz parte de todos nós, sem a família fica difícil a gente seguir o caminho. As nossas esposas, a minha querida Mirta, os nossos filhos, todos os nossos familiares, alguns aqui presentes, então queremos agradecer a família. Aos nossos amigos, sem amigos também não se vive, em especial, o meu amigo particular o Coronel Eduardo César Fernandes aqui presente com a sua família. Muito obrigado pela presença. (Palmas.) Uma coisa que não podemos esquecer também, agradecer a nossos mestres, todos os mestres desde aquela nossa professora do primário e quando aqui foi brilhantemente falado sobre o Movimento MMDC, lembreime das aulas dessa professora, Professora Alzira, que tinha um pouco mais de nove anos, fazia questão que decorássemos. Por que MMDC, Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo, quem foram e por que eles tombaram e isso nos marcou sempre, isso já tem muitos anos, mas em nome de todas as professoras primárias, de todos os homenageados eu reitero a minha professora Alzira.
Outros mestres que passaram pelas nossas vidas, eu na minha faculdade tive a honra de ter grandes mestres, professor Zerbini, professor Alípio Correa Neto, que esteve inclusive em combate e outros mais. E o mestre maior, qual foi o nosso mestre maior, Jesus, Jesus que aqui esteve há dois mil e poucos anos atrás nos deixando uma mensagem de amor. Sempre que alguma coisa acontece no meu consultório, quando estou em dificuldades com alguma criança, com algum doente eu pergunto "puxa vida Jesus, você pode me ajudar" e ele sempre me ajudou, nunca faltou. Então, mestre Jesus não importa a religião; sejamos católicos, evangélicos ou espíritas, todos somos cristãos, nosso mestre.
Esta Casa tem uma erréfora fabulosa, aqui se respira o civismo. Lembro-me voltando ao grupo escolar que eu tinha uma brochura de capa branca, que era a Educação Moral e Cívica, onde aprendíamos todos os hinos, onde tínhamos todos os ensinamentos cívicos e aquilo também ficou marcado para mim e acredito que para todos os homenageados aqui presentes. Então, voltando a essa erréfora que aqui se respira, a gente tem que agradecer aos funcionários desta Casa e representando a todos, tivemos a missão de entregar à Sra. Valéria Cristina uma placa de agradecimento, se a senhora pudesse aqui estar. (Palmas.) Ela representa todos os funcionários aqui presentes, não fossem eles, essa festa não seria realizada. (Palmas.)
E o mais importante de tudo, a homenagem, o agradecimento ao Deputado Major Olímpio Gomes. (Palmas.) Eu não sou orador, eu sou um pediatra e em tudo na vida eu vejo a pediatria à frente de tudo, aí eu fico imaginando como seria para os seus filhos, sei que o senhor tem dois filhos, como eles são orgulhosos do pai que tem, pouco da sua biografia que eu conheço, rapaz que aqui chegou, vindo do interior com 15 anos, nascido em Presidente Venceslau, há 620 quilômetros daqui, no Pontal do Paranapanema e aqui veio e aqui venceu, sei que além da sua vida militar, muito importante, o senhor também é formado em Ciências Sociais, Ciências Jurídicas e outros tantos títulos. Então, fico imaginando como os seus filhos não estão orgulhosos do senhor, pelo pai que têm. Então, eu gostaria de em nome de todos os homenageados agradecer ao senhor e vou levar uma placa até o senhor. (Palmas.)
Agradeço a todos pela presença e até uma próxima vez. (Palmas.)
O SR. PRESIDENTE -OLÍMPIO GOMES -PDT - Prosseguindo com a nossa solenidade, gostaria que tomasse o lugar de destaque para usar da sua arte e conhecimento a poetiza oficial da Sociedade dos Veteranos de 32, a Sra. Francis de Azevedo. (Palmas.)
A SRA. FRANCIS DE AZEVEDO -Boa tarde a todos. De minha lavra, com base no poema Amanhã de Paulo Bonfim, Manhãs de Julho: "Oh! Frias manhãs de julho, das trincheiras tão distantes, onde o toque do clarim os soldados confiantes a luta disseram sim. Oh! Frias manhãs de julho, manto cinza da saudade, da mãe abraçando o filho com tamanha ansiedade, mas certa do seu auxílio. Oh! Frias manhãs de julho do fogo traiçoeiro, da tortura da nação que num passo derradeiro pôs fim à simulação. Oh! Frias manhãs de julho, da alma plena de esperança ante a pouca munição, mas com fé e confiança foram contra a traição. Oh! Frias manhãs de julho de São Paulo pioneira que sem temor deu o grito num chamado alvissareiro que ecoou pelo infinito. Oh! Frias manhãs de julho, de um passado glorioso, onde a nossa juventude com ímpeto virtuoso ao país deu magnitude. "(Palmas.)
O SR. PRESIDENTE -OLÍMPIO GOMES -PDT -Ainda ganhei poemas paulistas de Francis de Azevedo. (Palmas.)
O meu comandante Coronel Ventura está dizendo que o prefácio é dele, já que ele prefaciou, já que a homenagem é justamente para os heróis de 32, que fale o Presidente da Sociedade de Veteranos de 32, Coronel Mário Fonseca Ventura. (Palmas.)
O SR. MARIO FONSECA VENTURA -Boa tarde a todos, meu querido meritíssimo Desembargador Walter de Almeida Guilherme, Digníssimo Presidente do Tribunal Regional Eleitoral, saiba o senhor que o Tribunal Regional Eleitoral tem muito a ver com o Movimento Revolucionário de 32. Nosso querido Deputado Estadual Olímpio, que é nosso associado também. O Coronel Cerqueira ontem atravessou a rua e se associou a nossa Sociedade de Veteranos de 32, meus parabéns Cerqueira pela sua decisão. Sem a minha equipe, ser presidente seria muito difícil, mas com a equipe que eu tenho torna-se bem mais fácil. A meu colega de 52 anos que me atura, desde os bancos escolares, meu vice-presidente Coronel Antonio Carlos Mendes. (Palmas.) Obrigado pelo seu auxílio, pela sua colaboração, tanto lá na escola como em toda a minha vida, são 52 anos que estamos juntos. Meus parabéns, Mendes.
O caro Wilson, nosso Presidente da Associação dos Cabos e Soldados, quase duas décadas de luta pela Polícia Militar, um grande abraço Wilson. Eu não posso falar, o meu amigo da Amico, que tem nos prestigiado tanto e tantas coisas boas tem feito pela sociedade, o meu carinho por você, você realmente nos auxiliou muito. O Pedro Paulo Pena Trindade, o vice-Presidente do Conselho Deliberativo, que falou sobre 32. Pedro, eu te estimo muito. (Palmas.) Ele me auxiliou muito hoje, porque ele falou tudo sobre o Movimento Revolucionário e eu já não preciso falar tanto; a Camila, a nossa diretora de Comunicação Social, você está conosco há um ano e a sociedade progrediu muito, principalmente no campo virtual. Hoje o Estadão publica uma reportagem sobre 32 e Movimento, 32 porque é a Revolução e Movimento porque nós estamos em movimento. Então, Camila, nós vamos transformar todos aqueles jornais eletrônicos num livro para os 80 anos da Revolução.
Meu caro Major Olímpio, você corrigiu um erro histórico, quando estivemos em Sorocaba, que se criou a Lei em que Alvarenga tem o seu dia, 12 de agosto, e os heróis anônimos, porque naquela madrugada fatal de 23 para 24 de maio, onze tombaram feridos, dois morreram na hora, um terceiro morreu cinco horas depois e o outro morreu dois dias depois. Diz o livro do Paulo Nogueira, que tem o Amadeu, que morreu alguns dias depois, instala um livro do Paulo Nogueira, eu rendi minhas homenagens, porque são cinco volumosos livros que contam toda a história de 32. E eu acredito que tem havido um Amadeu, mas é anônimo. E o Alvarenga, que morreu depois do dia 10 da lei que criou o MMDC, nunca poderia estar na sigla MMDC e o nosso querido Deputado, nosso associado corrigiu esse erro histórico, tirou lá do MMDC, que não podia estar com o MMDC. Alguns livros ainda falam em MMDCA. Não existe MMDCA, existe MMDC - Martins, Miragaia, Dráuzio, Camargo e existe o dia do Alvarenga, da Lei 13.840, que o Deputado Olímpio naturalmente corrigiu o erro histórico que vinha já há cinco anos. Era alguma coisa na nossa garganta, coisas erradas não podem progredir, de 1932 até a estapafúrdia lei que criou a MMDCA, transcorreram-se setenta e tantos anos e nós naturalmente nessa época toda tivemos pessoas muito mais inteligentes, que poderiam tentar pôr lá. Mas depois de setenta e poucos anos, não vai mudar a história. Então o MMDCA é MMDCA. MMDC, o A ficou fora porque o Alvarenga morreu depois.
Aos 48 mil heróis de 32, que o Pedro Paulo Pena Trindade falou, existe um lavrador, um pobre lavrador que queria casar com uma moça, dez anos mais nova que ele. E um velho rabugento, pai dessa moça, andava com a garrucha atrás dele. E ele então tinha deflagrado a Revolução de 32, ele achou melhor morrer na Revolução e se engajou na guerra cívica. Mas isso aconteceu em agosto, em 32, quando foi no dia 28 de setembro ele voltou para coar essa terra onde ele vivia e o que ele fez, pegou a moça, praticamente raptou, e trouxe para São Paulo e se casaram e desse casamento nasceu a minha pessoa. Então, quero homenagear o meu pai, um herói de 32 também, do Batalhão José Bonifácio. (Palmas.)
Há momentos de tristeza e o nosso grande Osvaldo Diana, que o ano passado esteve conosco, completou 102 anos, uma vida longa que Deus deu a ele, mas no dia 25 de junho ele entrou em óbito e naturalmente eu fui ao velório, senti muito, chorei, como chorei com os outros 75 que passaram pelas minhas mãos na Sociedade, onde estou há 15 anos. Então, quero um pleito a ele e na minha fala eu vou conservar um minuto de silêncio. Gostaria que todos me acompanhassem nessa lembrança a Osvaldo Viana Diana. Obrigado.
É muito triste perdermos os nossos heróis de 32. Só temos 47 vivos em todo o Estado, ontem nós fomos a Itapetininga. O Coronel Mendes me acompanhou até Itapetininga, e fomos levar condecoração para um senhor, o Sr. Inhová, que o ano que vem completará cem anos de idade. Mas o comandante lá de cima, quando pede a transferência do nosso herói, lá para o regimento dele, não há volta, ele tem que partir e hoje com muita tristeza, mas tristeza mesmo, eu senti um peso no meu coração quando viram o Strufaldi, que o ano passado esteve conosco, ele começou a sentir-se mal no palanque e queira a Deus que seja apenas um susto, mas ao transportá-lo para a ambulância, nós que vivemos na sociedade, não é Coronel Mendes, balançou o nosso coração, a nossa tristeza, eu até pensei "será que ele será levado para o regimento lá de cima numa hora dessas?" É lógico morrer no Nove de Julho seria até para mim um grande momento, mas nós não queremos isso para ninguém, mas um dia acontecerá. Então que Deus conserve o Gino Strufaldi conosco, porque ele ainda tem muito a oferecer para a sociedade. No dia 7, quando assumi a presidência, declarei o presidente de honra da Sociedade, para ficar ao lado de Guilherme de Almeida, Ibrahim Nobre, Hernâni Donato, que ainda está conosco, o Paulo Bomfim, nosso poeta. Acredito que foi algo que nos inspirou para que conservasse Gino Estrufaldi como presidente de honra da sociedade. É muito difícil ser presidente da sociedade, principalmente eu que tenho todo esse sentimento dos meus 15 anos que estou lá vivendo, eu às vezes tenho momentos de euforia, de alegria, mas também tenho momentos de muita tristeza, mas a vida é essa, nós estamos aqui e amanhã talvez estejamos com os nossos amigos que já partiram. Eram 48 mil, não é Pedro, agora são só 47 em todo o Estado. Então, por isso que nesta Assembleia, 9 de julho do ano passado, uma inspiração divina criamos a Cofam, Comissão dos Familiares dos Heróis de 32. Essa Cofam comemora um ano hoje. Eu já a vi desfilando no 9 de julho e quero que a Cofam cresça. Então, os descendentes dos heróis de 32 se aliem a nós na Cofam, porque é o futuro da sociedade. A Comissão dos Familiares dos Heróis de 32 responderá pelos heróis de 32 daqui para frente. É um momento de transição. Essa Presidência minha, os dois anos que lá estarei, quero trazer para a sociedade todos os descendentes dos heróis. Por favor me ajudem nessa campanha. É uma visão que eu tenho para o futuro e, naturalmente, estou com 74 anos e todos os homens na minha família morreram nessa idade; o meu pai morreu com 70, os meus filhos morreram com um pouco mais, um pouco menos e o único que durou mais durou 77. Como estou com 74, estou cumprindo naturalmente os meus últimos anos de vida e eu gostaria de dar todo o meu empenho para a sociedade em companhia de vocês todos, da minha equipe. Auxiliem-me, por favor, eu preciso disso, a sociedade precisa disso, São Paulo precisa disso e mais do que São Paulo, o Brasil precisa disso, eu preciso da união de vocês todos. Meu caro Presidente, eu gostaria ainda o ano que vem que estejamos aqui para comemorar os 80 anos da Revolução. O meu muito obrigado. (Palmas.)
O SR. PRESIDENTE- OLÍMPIO GOMES -PDT -Com absoluta certeza estaremos, comandante. (Palmas.)
Passo a palavra ao Excelentíssimo Desembargador Walter de Almeida Guilherme, Presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo e que nessa solenidade representa o Presidente do Tribunal de Justiça, o Desembargador José Roberto Bedran.
O SR. WALTER DE ALMEIDA GUILHERME -São rápidas as palavras, mesmo porque não estou preparado para falar, aliás, gostaria de cantar, lamentavelmente não sei, mas aquele coral cantando Toquinho e Partiró, gostaria de declamar, como fez a Sra. Francis de Azevedo, mas simplesmente vou falar pouco, porque tudo foi dito aqui, no painel extraordinário que foi traçado da Revolução Paulista, pelo Sr. Pedro Paulo Pena Trindade, pelas palavras repassadas de emoção, Dr. Vladimir de Deus, agradecendo em nome dos agraciados, o Coronel Ventura tão arraigado com o Movimento de 32. Enfim, o que me faz falar rapidamente é o orgulho, a honra de estar aqui presente e por isso agradeço o Deputado Major Olímpio, porque eu sempre tive muito orgulho de ser paulista, nascido em 1945, quando terminava o período de quem tanto espezinhou São Paulo, nascido em 1945 na Rua Xavier de Toledo, centro de São Paulo, onde está o prédio ainda hoje, cursando o colégio Oswaldo Cruz, de tradição, de professores que tiveram no campo de batalha em 32, professor Colombo de Almeida, por exemplo, cursando a Faculdade de Direito, Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo, num período difícil também de 64 a 1968, mas sempre com aquela ideia de São Paulo, de paulistanidade vivendo em mim e eu nunca tido a oportunidade de dizer isso num momento como esse, no instante em que o MMDC, em que a sociedade aqui está. É isso que me faz falar alguma coisa, falar o que vai em minha alma de paulistano.
Ibrahim Nobre não o conheci, mas como promotor em São Paulo, antes de ser Desembargador, fazendo o júri, lá está o busto de Ibrahim Nobre, no primeiro Tribunal do Júri de São Paulo, onde ele tanto brilhou e onde antes empolgou os paulistas com a sua voz tonitruante, com a sua paixão por São Paulo. Enfim, há uma relação grande da minha vida com esse passado, embora, é claro, não tivesse vivido. O Tribunal de Justiça, Mario Guimarães, homem extraordinário que chegou a presidir ambas as Casas, 1932, quando eclodiu a Revolução e logo depois o primeiro Código Eleitoral, e eu tenho a honra de presidir o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. Bem disse o Coronel Mario, da relação grande que há entre a Justiça Eleitoral, sobretudo de São Paulo e a Revolução de 32. Dráuzio de Camargo, Plínio Barreto, que tão bem, São José de Amico Bal Abe, que é do Tribunal Regional Eleitoral, espelhou nas suas histórias o seu opúsculo em homenagem a Plínio Barreto. E no momento hiperbólico foi capaz de dizer que eu seria um sucessor do Plínio Barreto, imaginem se isso é possível. Enfim, há uma relação muito grande mesmo entre a Justiça Eleitoral e o Movimento de 1932, uma relação muito grande entre o Tribunal de Justiça, entre a justiça paulista e a Revolução de 32. Não é por menos que Paulo Bonfim é funcionário do Tribunal e é por isso que pouquíssimas palavras, mas palavras ditas de quem está realmente sentindo o que fala. A honra, o orgulho de ser paulista, a honra, o orgulho de estar presente numa homenagem como essa. E lembrando finalmente que MMDC é o nome de um dos prédios do Tribunal de Justiça, o prédio que abriga uma parte dos desembargadores do Tribunal de Justiça. (Palmas.) E nós, digo nós, o órgão especial, o presidente Belochi, insistimos para que o nome daquele prédio fosse o nome que falasse bem alto, que recordasse bastante o momento extraordinário da vida de São Paulo, que fica lá perpetuamente lembrado no Tribunal de Justiça de São Paulo. Muito obrigado. (Palmas.)
O SR. PRESIDENTE -OLÍMPIO GOMES -PDT -Vamos proceder a entrega de um dos diplomas que, por um lapso, na relação de entrega dos diplomas, não foi colocado e logicamente nós estamos numa solenidade com a família paulista e não vamos deixar de fazer uma justa homenagem. Professor Temistocles, faça a entrega do diploma para a Sra. Victorina Tereza Frígole, que é mais do que merecedora.
O SR. TEMISTOCLES -Senhoras e senhores, boa tarde. Há muito tempo para se organizar um cerimonial, detalhes eram acertados na ponta da pena. Hoje, com todo um aparato tecnológico, acertar um cerimonial você acerta em tela de cristal líquido, mas quando esse cerimonial mexe com pessoas humanas, esse mesmo cerimonial age como se ainda estivesse acertando tudo na ponta da caneta ou na ponta da pena. Durante décadas uma pessoa nesta Casa, Casa cujo maior símbolo é pró-Brasília, para o Brasil faça-se o melhor. Nós todos aqui presentes hoje, antes de mais nada e antes assumindo a família paulista, não só estamos comemorando a data de Nove de Julho, estamos dentro do Palácio 9 de Julho, que leva o nome, a data mais importante do Estado de São Paulo e durante décadas nesse cerimonial a professora Victorina Tereza Frígole, representou a Assembleia do Brasil em momentos culminantes com transmissão nacional, ou ela tendo que pelo cerimonial arrumar saídas éticas para situações embaraçosas, arrumando detalhes de lapela, procurando uma caneta, Victorina Tereza Frígole tirou muitos presidentes de saias justas. Ela hoje não compõe o quadro dos servidores ativos da Casa, mas mesmo assim ela não é inativa, ela continua ativa. Em 2010, ajudou muito o Instituto Base Reforço, deu muito apoio ao cerimonial desta data, ao Deputado Olimpio Gomes, este ano está aqui sendo uma grande professora e toda essa elegância, ética que temos hoje aqui foi plantada por ela também. O Instituto Base Reforço gostaria de entregar um título de gratidão a essa servidora que está aqui hoje e que durante décadas comandou o cerimonial do Palácio 9 de Julho.
Gostaria, Sr. Presidente, que V.Exa. em 2012, quiçá estará presidindo essa sessão também, essa mulher merece a Medalha da Constituição. Este ano entrego humildemente o título de gratidão e gostaria que todos vissem essa maravilhosa professora Victorina, a qual eu entrego esse diploma. Por favor, professora. (Palmas.)
O SR. PRESIDENTE -OLIMPIO GOMES -PDT -Mais do que merecido e nós já temos a primeira indicação para a medalha em 2012. Victorina, de coração, para você toda a gratidão. (Palmas.)
Nesse momento teremos o toque de silêncio executado pelo Sargento Ovair.
É executado o toque de silêncio.
O SR. PRESIDENTE -OLÍMPIO GOMES -PDT -Gostaria de agradecer a todos os funcionários da Assembleia Legislativa, equipe de Cerimonial, som, os policiais da assistência militar. Agradecer a toda a equipe de trabalho do meu gabinete, a Valéria que fez a coordenação desse evento, que foi até mais que justamente homenageada, gostaria de dizer a todos os senhores que é um grande orgulho para mim como policial militar estar deputado e ter a condição de fazer a propositura dessa sessão e me comprometer a continuar fazendo, porque é uma pequena colaboração para manter viva a chama, os anseios, os ideais de 32.
Agradeço a todas as autoridades que aqui compareceram e para encerrar gostaria de ler um pequeno trecho do Pedro Paulo Pena Trindade, que fez essa brilhante exposição sobre 32 e que diz: "Pela garra a trincheira como morada; pela honra acionou o gatilho da coragem; pela democracia a munição do heroísmo; pela liberdade enfrentou o inimigo; pela família a consciência do amanhã; pela bravura combateu o bom combate; pela dor o sacrifício em forma de oração; pela coragem arriscou a vida na batalha; pela bandeira luta que não foi em vão; pela esperança sonhou com a vitória; pela juventude o exemplo cívico; pela Revolução fez do fuzil o seu troféu; pela pátria o ideal Constitucionalista; soldado Constitucionalista, essa homenagem é sua". (Palmas.)
Não havendo mais o porquê do prosseguimento da solenidade, a Banda da Polícia Militar faz a execução da Marcha Paris Belfort, de Farigoul. Muito obrigada a todos pela presença. Teremos um pequeno café no Salão Nobre da Presidência.
Está encerrada a sessão.
É executada a Marcha Paris Bel For pela Banda da Polícia Militar.
  
Formado pela Universidade de São Paulo, o mineiro RUBENS FERRARI fez uma carreira brilhante no Direito. Foi advogado, professor e magistrado. Presidiu o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região. Ao todo, se dedicou 50 anos à Justiça do Trabalho. Nos últimos tempos, segundo a família, se dedicava a “roubar” pão de queijo. A iguaria preferida de dez entre dez mineiros foi proibida pelo diabetes. Devido às complicações da doença, o desembargador morreu, aos 86 anos, neste sábado. A missa de sétimo dia será realizada no dia 15 de julho no MOSTEIRO DE SÃO BENTO, às 13 horas.
Marcelo Lapola
Há exatos 79 anos, completados neste sábado (9), aqueles artefatos hoje guardados como parte do Museu Histórico e Pedagógico Amador Bueno da Veiga serviram a voluntários rio-clarenses que deixaram seu trabalho e sua família para trás em prol da luta armada na Revolução Constitucionalista de 1932. Capacete, cantil, granada, morteiro, um sabre, entre outros materiais, todos doados por ex-combatentes de 32 e também por suas famílias seguem preservados no acervo do Museu Histórico e Pedagógico Amador Bueno da Veiga, armazenado num casarão localizado na Rua 1, na área Central. Outro material importante preservado no acervo é um livro onde se relacionam assinaturas de todos os voluntários rio-clarenses que partiram para a batalha contra o governo Vargas. Também há um relatório impresso na época pela Associação Comercial de Rio Claro, com dados sobre o que ocorria no campo de batalha. A admiração pelos soldados da chamada “Guerra Paulista” se estende aos heróis rio-clarenses, que também estiveram na frente de combate. Entre os rio-clarenses que lutaram em 1932, três deles são lembrados durante as comemorações, por terem morrido nos campos de batalha espalhados pelo Estado. São jovens da família Marques Teixeira, Brunine e Masulo. Um acontecimento curioso e comovente também permeia a história de combatentes rio-clarenses na Revolução de 1932. Na ocasião uma rio-clarense se vestiu de homem e tomou parte na Revolução vestida de homem, tudo para poder acompanhar o marido. Mas, o disfarce não durou muito. Ao descobrirem-na, lhe deram um vestido e a mandaram de volta para Rio Claro. Outro soldado da frente paulista presente na memória do município é o cidadão Laudomiro Telles, nascido e criado em Rio Claro. Essas e outras histórias da participação de Rio Claro na Revolução de 1932 podem ser contempladas também por meio de fotos no acervo do Museu Histórico Pedagógico Amador Bueno da Veiga. A esperança é que estas e outras peças estejam novamente disponíveis para apreciação do público, após a reconstrução do Museu, destruído por um incêndio no ano passado. A Revolução Constitucionalista de 1932 representava o inconformismo de São Paulo em relação à ditadura de Getúlio Vargas e com a ruptura da política do café-com-leite.
2 012        :        -     SEGUNDA-FEIRA
JORNAL DA TARDE (JTCIDADE)
HOMENAGEM
FESTA PARA OS COMBATENTES DA REVOLUÇÃO
Segundo o CORONEL MÁRIO FONSECA VENTURA, ainda há 41 sobreviventes, quase todos com mais de 98 anos.
Fotos, oratórios, imagens de santos, facões, baionetas, capacetes de aço, medalhas e reproduções de documentos cobrem as quatro paredes da sala de visitas de PAULO BARROS CAMARGO, de 96 anos, último sobrevivente em CAMPINAS, no interior de SÃO PAULO, da Revolução de 32. Esse acervo histórico e sentimental enche de orgulho o velho guerreiro que, ainda adolescente, comandou em LIMEIRA, onde morava, o TIRO DE GUERRA Nº 264, quando os homens adultos partiram para as trincheiras. CAMARGO tinha 16 anos de idade e era aluno do ginásio municipal no dia em que assumiu o policiamento da cidade, como comprova um certificado do Estado Maior do MMDC, 2ª Zona, documento de destaque em sua coleção. “Eu andava fardado e com um fuzil nas mãos, mas não precisei dar nenhum tiro”, lembrou, ao contar sua atuação no movimento. Ele e seus subordinados cuidavam da guarda do município e do abastecimento do batalhão de conterrâneos que lutavam nas linhas de frente. O entusiasmo era tão grande, toda a população contra GETÚLIO VARGAS, quando se abriu o alistamento na região de CAMPINAS, um dos principais focos de resistência à ditadura. “Era propaganda de todo jeito, ninguém agüentava mais o GETÚLIO, até crianças brincavam de guerra”, disse CAMARGO, reavivando a memória com a ajuda das filhas, CECÍLIA e MARIA ANGÉLICA, que moram com ele. É em companhia delas e do neto SÉRGIO, filho de CECÍLIA, que o veterano comparece, todos os anos, às comemorações de 9 de Julho, no mausoléu de CAMPINAS. Ele tem mais uma filha, MARIA LUÍZA, e mais dois netos.
CAMARGO trocou por uma boina o capacete pesado com que costumava participar dos desfiles como presidente de honra do Núcleo do MMDC em CAMPINAS. Nascido na Fazenda ITAÚNA, no município paulista de PEDERNEIRAS, ele se mudou para a cidade em 1970, depois de ter morado em LIMEIRA e em MARÍLIA. Foi funcionário da Secretaria da Fazenda do Estado e aposentou-se em 1976, como chefe de seção na Delegacia Estadual Tributária. Vive de uma aposentadoria de R$2 mil, mais uma pensão de ex-combatente, de pouco mais de R$400.
Nas comemorações cívicas, CAMARGO enche o peito de medalhas e faz continência para a bandeira e para todos os militares que encontra ao redor, oficiais ou não. Na última formatura dos cadetes da ACADEMIA DO BARRO BRANCO, turma CONSTITUCIONALISTAS DE 1932, de 24 de maio, era o único veterano civil presente. Voltou para casa orgulhoso da homenagem que recebeu diante do governador GERALDO ALCKMIN e dos comandantes do Exército e da PM.
Segundo o CORONEL MÁRIO FONSECA VENTURA, da Sociedade MMDC, ainda há 41 sobreviventes, todos com mais de 98 anos – com exceção de PAULO BARROS CAMARGO que se alistou com 16 anos. Nenhum deles vive na capital e alguns são de outros Estados.

O ESTADO DE SÃO PAULO – FÓRUM DOS LEITORES
Escreve JOSE D´AMICO BAUAB, pesquisador do Centro de Memória Eleitoral do TER-SP, membro do IHGSP
09 DE JULHO – VITÓRIAS DE 32
Com os olhos do presente devem ser observados os fatos do passado para melhor avaliar a importância de sua ocorrência. Assim, a par do sentimento nostálgico e da memória afetiva despertados pela guerra cívica deflagrada em 9 de julho de 1932, o Movimento Constitucionalista há de ser historiograficamente visto como marco decisivo do grau civilizatório da democracia brasileira. Muitos membros da intelectualidade constitucionalista de 32, como REYNALDO PORCHAT, MÁRIO PINTO SERVA, ANTÔNIO DE SAMPAIO DÓRIA e PLÍNIO BARRETO, entre outros, fundaram em 1917 a LIGA NACIONALISTA DE SÃO PAULO, cuja pregação infatigável inspirou a luta pelo sigilo do sufrágio, pelo direito de voto das mulheres e pela criação de uma Justiça Eleitoral, bandeiras que viriam a ser adotadas pelo Código Eleitoral de 24 de fevereiro de 1932. A Justiça Eleitoral paulista nasceu três meses após o início da vigência do código: em 24 de maio realizou-se no Palácio da Justiça a primeira sessão do então Tribunal Regional de Justiça Eleitoral, sob o impacto político dos tiros da ditadura getulista, que dois dias antes haviam ceifado a vida de MARTINS, MIRAGAIA, DRÁUSIO e CAMARGO. Incrédulos de que o déspota VARGAS desejasse implantar da democracia que tanto almejavam, os paulistas pegaram em armas contra ele. Embora militarmente derrotados, a sua vitória político-moral foi alcançada com as eleições para a Assembléia Nacional Constituinte em 1933 e a promulgação da Constituição Federal de 1934. Os cidadãos brasileiros de hoje vêem com naturalidade o pleno exercício do voto, garantido por uma instituição independente e isenta, mas a gigantesca maioria votante desconhece que 80 anos atrás centenas de vidas foram sacrificadas em defesa do Estado Democrático de Direito.
PEDRO PAULO PENNA TRINDADE ´Diretor da Sociedade Veteranos de 32-MMDC, membro titular do IHGSP.
DATA CÍVICA
No momento crítico que o País atravessa, quando valores éticos e morais vêm sendo ignorados pela maioria dos nossos políticos, numa afronta à ordem pública e ao devido respeito a todos nós, brasileiros, nada mais oportuno que relembrar a data cívica de 9 de Julho, que simboliza a luta dos paulistas pela restauração dos direitos constitucionais. Ela celebra a maior revolução do Brasil em todos os tempos de sua História e até hoje marca a grandeza, o brio e a dignidade de um povo que se uniu nessa luta, desejando trazer de volta valores como liberdade e democracia, por meio de eleições gerais, além de uma nova Constituição para o Brasil. Por esses objetivos, a Revolução de 1932 foi chamada de Constitucionalista. Na época, oradores inflamados discursavam em vários pontos da cidade clamando por liberdade, entre eles IBRAHIM NOBRE, que fazia de sua tribuna uma trincheira cívica. Embora os paulistas tenham sido derrotados nas armas, saíram vencedores pela disseminação do sentimento de democracia. Ademais, essa demonstração de força e brio não foi em vão, pois em 1933 se formou uma Assembléia Constituinte e já em 1934 era promulgada nova Constituição para o País. Para que o heroísmo dos que lutaram em 1932 não caia no esquecimento vale dizer que, embora passados 80 anos de sua eclosão, o feriado deste dia sinaliza a todos, principalmente às novas gerações, o que foram a luta e os ideais desse Movimento. O 9 de Julho jamais poderá desaparecer do calendário dos que amam a liberdade!
NEIDE GUMBIS DE S. BELLUCO - PIRACICABA
É uma vergonha o que o governo paulista paga mensalmente aos bravos soldados constitucionalistas: R$450, menos que o salário mínimo! O dia 9 de Julho é feriado em homenagem a eles. Discursos e desfiles são feitos, medalhas são dadas. Tudo demagogia! Poucos ex-combatentes estão vivos, poucas viúvas também, pois têm mais de 90 anos. Por que não lhes dar um fim de vida mais digno, valorizando-os monetariamente, para que ao menos possam pagar seus remédios, médicos, sem ter de depender de parentes ou estranhos? Um Estado tão rico pagar-lhes essa miséria é vergonhoso.       

Por volta das 6:30 horas já estou na Sociedade Veteranos de 32-MMDC, onde aguardo a chegada da CAMILA e do MARKUS. Eles vêm buscar os estandartes das bandeiras para o desfile de logo mais no IBIRAPUERA. Estão levando também um quadro do avô do THIAGO DE MORAES,
Chegamos bem cedo na Avenida Pedro Álvares Cabral. Assistimos todos os preparativos do grande desfile cívico-militar que coroará hoje o 9 de Julho. Cumprimento as autoridades que vão chegando, principalmente aquelas que serão condecoradas com a Medalha Constitucionalista. O CORONEL PM JOSÉ MAURÍCIO WEISSHAUPT PEREZ, Comandante da ACADEMIA DE POLÍCIA MILITAR DO BARRO BRANCO é o coordenador geral do evento. As autoridades presentes: Secretário da Segurança Pública, ANTÔNIO FERREIRA PINTO; os comandantes do Comando Militar do Sudeste, GENERAL DE EXÉRCITO ADHEMAR DA COSTA MACHADO FILHO; do 8º Distrito Naval, Vice-Almirante LUIZ GUILHERME SÁ DE GUSMÃO; do IV Comando Aéreo Regional MAJOR-BRIGADEIRO-DO-AR JOSÉ GERALDO FERREIRA MALTA; o Comandante Geral da PMESP, CORONEL PM ROBERVAL FERREIRA FRANÇA, aguardem a chegada do Governador do Estado, doutor GERALDO ALCKMIN. Com o governador presente é iniciada a cerimônia comemorativa do JUBILEU DE CARVALHO do Movimento Constitucionalista de 32.
Sob a presidência do Cmt Geral, CORONEL PM ROBERVAL FERREIRA FRANÇA, o atual Comandante do Exército Constitucionalista, ALFREDO PIRES, passa o cargo para AMADO RÚBIO. Em seqüência, numa carreta dos bombeiros, chegam os restos mortais dos ex-combatentes: ANTÔNIO TESSITORI, VICENTE MUSUMECI e ANTÔNIO FERREIRA. Há salva de tiros e as urnas adentram a cripta do Monumento Mausoléu, com o acompanhamento de autoridades e familiares. O governador deposita uma coroa de flores aos pés do herói jacente.
Há entrega da Medalha Constitucionalista:          
POSTO / GRADUAÇÃO
NOME COMPLETO
Capitão-de-Fragata
PAULO JOSÉ DE ALBUQUERQUE CAMPOS
Capitão-de-Fragata
FRANCISCO CALIJURI NETO
Coronel 
HEBER GARCIA PORTELLA
Coronel Infantaria
PAULO COLÍVAR DA SILVA NÉTO
Major-Brigadeiro-do-Ar
JOSÉ GERALDO FERREIRA MALTA
Brigadeiro-do-Ar
OSWALDO MACHADO CARLOS DE SOUZA
Brigadeiro-do-Ar
ROLAND LEONARD AVRAMESCO
Coronel PM
BENEDITO ROBERTO MEIRA
Coronel PM
ROBERVAL FERREIRA FRANÇA
Coronel PM
HUDSON TABAJARA CAMILLI
Coronel PM
EURÍDICE ORPHEU ALVES DE SOUZA
Coronel PM
FÁTIMA RAMOS DUTRA
Coronel PM
REGINALDO CAMPOS REPULHO
Delegado de Polícia
DÉLIO MARCOS MONTRESOR
Delegado de Polícia
JOSÉ VINCIPROVA SOBRINHO
Dra.
ISABEL DE CASTRO RODRIGUES
Dra.
CHRISTINE RABELO DA SILVEIRA
Inspetor
MARCUS RÓS MOREIRA
Inspetora
LINDAMIR MAGALHÃES CARNEIRO DE ALMEIDA
Dr.
JOSÉ CHERINGTON NEVES BOARIN
Sr.
VANDERLEI DOS SANTOS
Sr.
MARCOS ANTONIO ROSSI
Dr.
DAVID EVERSON UIP

UNIÃO DOS ESCOTEIROS DO BRASIL-REGIÃO SÃO PAULO
Dr.
RONALDO DUCCESCHI FONTES
Sr.
VICENTE VENANCIO JUNIOR (In Memorian)
Presidente TJ/SP
IVAN RICARDO GARISIO SARTOTI
Sra.
MARIA CELESTINA TEIXEIRA MENDES TORRES
2º Ten Méd PM
RODRIGO GUILHERME VAROTTI PEREIRA
Dr.
ANTONIO LUIZ RIBEIRO MACHADO
Sr.
JOÃO CARLOS DIAS
Sr.
AMADO RUBIO
Após a entrega das medalhas, procede-se o majestoso desfile cívico-militar com milhares de pessoas participando.
No encerramento do desfile vamos conversar com repórteres e muita gente conhecida como: CORONEL PM ANTÔNIO CARLOS MENDES, THIAGO DE MORAES e família, MARIA LÚCIA DE CAMARGO, MARIA ODETE, MARIA CECÍLIA PRADO, WALTER TAVERNA, CORONEL ARY CANAVÓ, FRANCES DE AZEVEDO,
Em seguida vamos para a Assembléia Legislativa, onde o Deputado Estadual MAJOR PM OLIMPIO GOMES idealizou uma sessão solene alusiva aos 80 anos do Movimento Constitucionalista de maneira brilhante. 
Nosso núcleo em JAHÚ também comemora o 9 de Julho com a entrega da MEDALHA CONSTITUCIONALISTA.
1º Tenente AMAURI DOS SANTOS MANZUTTI JUNIOR;
CB PM REGINALDO MARTINS
MAJ PM VÁLTER LUÍS SALES GONÇALVES
SD PM JOÃO ROBERTO MUNIZ
1º TEN PM AMAURI DOS SANTOS MANZUTTI JUNIOR
1º TEN QAOPM VALDECY MINATEL
Sd PM RODRIGO TRAVENSOLO XAVIER;
Profº ADONIS MUSITSANO PIRAGE;
Dr. ADIB GERALDO JABUR;
Sr. DIRCEU BABOSA;
Profª SILVIA DE PAULA SOUZA;
Sr. ALFREDO SANTORSULA;
Sr. MÁRCIO MODAFARIS; Sr. MIGUEL DEMETTI

 Vamos depois do evento desta manhã para a Assembléia Legislativa. O deputado estadual MAJOR PM OLÍMPIO GOMES preparou com esmero uma sessão solene, que, com certeza, ficará na história das comemorações dos 80 Anos da Revolução Constitucionalista de 1932. Principalmente porque contará com a presença do governador GERALDO ALCKMIN.
Abertura dos Trabalhos
Nomeação das Autoridades presentes
Execução do Hino Nacional – BANDA DA POLÍCIA MILITAR
Composição da Mesa: Governador GERALDO ALCKMIN; Desembargador IVAN RICARDO GARÍSIO SARTORI, Presidente do Tribunal de Justiça; GENERAL-DE-DIVISÃO ADHEMAR DA COSTA MACHADO FILHO; CORONEL PM MÁRIO FONSECA VENTURA.
Apresentação do Vídeo de entrega da Medalha da Constituição para o Presidente Barros Munhoz
Aluno Oficial Vagner Aparecido Regazzoni, do 4º ano da Academia de Policia Militar do Barro Branco, fará a divulgação do Núcleo Cadete Ruytemberg Rocha suas missões, história e origem. O cadete Ruytemberg Rocha faleceu em combate na revolução de 1932
Alunos Oficiais Aruan Baccaro de Freitas e Thiago Blanco Fenandes Minnemann, do 1º ano do Curso de Ciências Políticas de Segurança e Ordem Pública da Academia de Polícia Militar do Barro Branco – sendo que o nome dessa turma que se formará em 2015 é “ TURMA CONSTITUCIONALISTA DE 1932”, vestidos com o Uniforme Histórico do exército constitucionalista farão uma homenagem aos heróis da Revolução constitucionalista por meio da leitura de uma redação, de autoria desses dois cadetes, que foram destaque na Academia de Policia Militar do Barro Branco
Apresentação do CORAL MUSICANTO sob a regência do maestro ANTONIO MARGARIDO – música SERRA DA MANTIQUEIRA
Apresentação do Vídeo em homenagem ao Gino Struffaldi
Palavras do Thiago de Moraes: entrega da Placa para Deputado Major Olimpio – entrega de placa para o coronel Ventura – entrega de placa para Senhora Irene Jardim Venancio filha do Herói de 32 – Venancio Junior e entrega de placa para a artista plástica Camila Giudice , que apresentará o Quadro Combatente que será doado ao Museu Maria Soldado
Palavras do Governador –  em seguida entrega da medalha para ele.
Entrega da medalha ao Comandante Geral
Entrada dos Estandartes já condecorados pela Medalha da Constituição: APMBB- Academia de Polícia Militar do Barro Branco
 Regimento de Políca Montada "9 de Julho"
 1º Batalhão de Polícia de Choque- Tobias de Aguar
3º BPM/I  -  4º BPM/I     6º BPM/I    2º BPM/M
Entrada do Estandarte da Polícia Militar de São Paulo para receber a Medalha da Constituição
Entrega das medalhas para as autoridades:    Música de  fundo : amigos para sempre – Coral Musicanto
Palavras do coronel Ventura
Apresentação do Tenor Rinaldo Viana –
Encerramento com as palavras do deputado
AGRACIADOS COM A MEDALHA DA CONSTITUIÇÃO:
   1-  Geraldo Alckmin- Governador de São Paulo
   2-  Ivan Ricardo Garisio Sartori -Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de SP
   3-  Laudo Natel - ex- Governador
   4-  Paulo Egydio Martins - ex- Governador - NÃO VIRÁ
   5-  Paulo Salim Maluf - ex- Governador
   6-  José Maria Marin - ex- Governador
   7-  Luiz Antonio Fleury Filho - ex - Governador
   8-  Alberto Goldman - ex- Governador - NÃO VIRÁ
   9-  Claudio Lembo - ex- Governador
   10-  General de Exército Adhemar da Costa Machado Filho -Comandante Militar do Sudeste
   11-  Gilberto Kassab - Prefeito de São Paulo - NÃO VIRÁ
   12-  Vice- Almirante Luis Guilherme Sá de Gusmão - 8º Distrito Naval
   13-  Major Brigadeiro do Ar José Geraldo Ferreira Malta -IV Comar
   14-  Márcio Fernando Elias Rosa -Procurador Geral de Justiça do Estado de SP
   15-  Renato Martins Costa - Presidente do Tribunal de Contas do Estado - NÃO VIRÁ
   16-  Coronel PM Orlando Eduardo Geraldi - Juiz Presidente do Tribunal de Justiça Militar
   17-  Antonio Ferreira Pinto - Secretário de Segurança Pública
   18-  Marcos Carneiro Lima -Delegado Geral
   19-  Cel PM Roberval Ferreira França - Comandante Geral
   20-  Paulo Skaf - Presidente da Fiesp - NÃO VIRÁ
   21-  Dr. Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira - Pres. Da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro - NÃO VIRÁ
   22-  Rogério Amato -Presidente da Associação Comercial
   23-  Antonio Sergio Ribeiro
   24-  Victorina Thereza Frugoli
   25-  Frances de Azevedo
   26-  Amado Rúbio
   27-  Capitão PM Anísio Araujo dos Santos
   28-   Rede Record - presidente  Alexandre Raposo
   29-   Rádio Jovem Pan - José Carlos Pereira da Silva - vice-presidente
   30-  Jornal Folha de São Paulo - recebe Luiz Frias , Pres.
   31-  Jornal O Estado de São Paulo - recebe Plínio Mufetti
   32-  Rede Globo - recebe Gilberto Leifert -Diretor da Central Globo de Relações com o mercado
   33-  João Carlos Saad - Presidente da Band - NÃO VIRÁ
   34-  José Mango -  Revolucionário 1932  EX- COMBATENTE 99 ANOS e 6 MESES
   35-  Maria Celestina Teixeira Mendes Torres ( Mariinha)
   36-  Deputado José Guilherme Gianetti - in memorian    viúva Vanderli Alves Moreira Gianette
   37-   Maria Stela Rosa Sguassábia - in memorian         - neto Henrique Marsiglia
   38-  Vicente Venâncio Jr. - in memorian - Neto  THIAGO DE MORAES
   39-  Professor Oscar Augusto Guelli  in memorian  filho-  MILTON AUGUSTTO GUELLI
   40-  Cap Hélio Lourenço Camilli (in memorian) Sub-Cmt Cel Hudson Tabajara Camilli
   41-  Estandart da PM
O governador GERALDO ALCKMIN e o CORONEL PM MARIO FONSECA VENTURA condecoram os agraciados com a MEDALHA DA CONSTITUIÇÃO.
Terminado o evento vamos ficar durante um bom tempo conversando com as pessoas que compareceram à sessão solene. Além das já citadas, vamos notar também a presença do Procurador Geral de Justiça, doutor MÁRCIO FERNANDO ELIAS ROSA; o Deputado Estadual ESTÊVÃO GALVÃO. Os filhos do falecido CAPITÃO PM HELIO LOURENÇO CAMILLI que (in memorian) foi homenageado pelo Deputado MAJOR PM SÉRGIO OLÍMPIO GOMES: CORONEL PM HUDSON TABAJARA CAMILLI (atual Sub Cmt PM) e CORONEL PM HELSON LÉVER CAMILLI (Comandante do CPA/M-6. 
MARKUS leva-me até a sede da Sociedade Veteranos de 32-MMDC enquanto CAMILA deixa a Assembléia em companhia de seus pais. Retorno para casa por volta das 17 horas. Ainda nesta noite assisto a TV ASSEMBLÉIA mostrando a Parada Cívico-Militar e a sessão solene na Assembléia.

Tomo conhecimento do falecimento do Professor Doutor JORGE MICHALANY, aos 95 anos. Desde 2000, MICHALANY era o curador do Museu de História da Medicina da APM e, em maio deste ano, lançou seu último livro durante coquetel na Associação Paulista de Medicina, intitulado Olho Clínico X Erro Médico. Ele dedicou 70 anos de sua vida à área médica e ao ensino da profissão. MICHALANY se orgulhava de ter participado da Revolução Constitucionalista de 1932 e se despediu dos amigos e familiares no mesmo dia em que se comemora este marco paulista: 9 de julho. JORGE MICHALANY foi Comandante do Exército Constitucionalista entre o 9 de julho de 2010 a 9 de julho de 2011. Passou esse cargo para o ALFREDO PIRES em 2011.

O governo de SÃO PAULO, por meio da Secretaria da Casa Civil e Secretaria de Estado da Cultura apresenta “SP.1932: 80 ANOS DO MOVIMENTO CONSTITUCIONALISTA”. Com curadoria do Arquivo Público do Estado de SÃO PAULO e do Museu da Imigração do Estado de São Paulo, a exposição contextualizada como a insatisfação paulista pela perda de sua autonomia se transformou em um dos maiores movimentos armados da história do BRASIL, mobilizando mais de 200 mil homens. Por meio de documentos, fotografias e objetos, a mostra investiga as origens, as batalhas e o legado do Movimento Constitucionalista de 1932. Ainda que derrotados nos campos de batalha, os paulistas se consideraram vitoriosos com a promulgação da constituição, em 1934. As histórias e memórias do movimento estão materializadas em objetos, monumentos e documentos espalhados pelo Estado. Fragmentos de um episódio que se consolidou como principal movimento cívico de SÃO PAULO. 

Revista VEJA: Veteranos de 32 de Itapetinin​ga
Prof.JBiajone biajone@yahoo.com
para mim, franceazevedo, EGYDIO, cachiolli, camilagiudice, marcus, cesarioleonel, f.itapetininga., Dario, rubia.amaral, dione_paulo, miguel, mario.orsi, janadrawanz, j.drawanz, abrasil, amigos, amigos, 22bpm1p5, 54bpm1p5, ten_evandro, jairfrancisco, afraniomello, amigos, guilherme.slash
CARISSIMOS AMIGOS!
Saudações constitucionalistas nesses nossos 80 anos hoje completos!
A Revista VEJA compreendendo a importância histórica do movimento constitucionalista para no nosso estado e o nosso país preparou uma reportagem toda especial, na versão digital, que pode ser acessada em
http://veja.abril.com.br/multimidia/infograficos/revolucao-constitucionalista-de-1932
Material de excelente qualidade que não só resgatou a revolução, mas também a sua história pelo interior de São Paulo, contemplando as cidades de PIRACICABA, LIMEIRA, MINAS GERAIS e a nossa ITAPETININGA.
Ao abrirem o link verão uma pagina que conterá a matéria sob o nome SANGUE PELA LEI que, por sua vez, conterá vários links no topo.
Procurem pelo link VETERANOS e ao descer a pagina que abrirá verão a foto de nosso querido veterano de 32, o Sr. NHOVÁ.
Cliquem nela para acessar o conteúdo que também apresenta o Sr. XICO TRINDADE nosso outro veterano itapetiningano de 32 a completar 100 anos em dezembro 2012.
Enorme abraço a todos e uma vez mais o Núcleo Paulista de Itapetininga! As Armas!! agradece o efusivo e inconteste apoio que sempre de vós pode contar no cumprimento de nossa missão!
Atenciosamente e no contato,
Prof. Jefferson Biajone
Julho 9, 2012
09/07/2012 08h00 - Atualizado em 09/07/2012 08h00
Oitenta anos após revolução de 1932, veteranos recebem R$ 450 por mês
Dos 800 que lutaram, 3 piracicabanos sobrevivem de outras aposentadorias.
Grupo será homenageado por 80 anos de revolução nesta segunda-feira.
Thomaz Fernandes Do G1 Piracicaba e Região
Em Piracicaba (SP) há três homens que podem falar da Revolução de 1932 sem precisar recorrer a livros e relatos. Dos 800 soldados e voluntários piracicabanos que lutaram contra as tropas federais no Vale do Paraíba e no sul do Estado, os únicos ainda vivos estão próximos de completar 100 anos. Oitenta anos depois do conflito, além de homenagens e medalhas, os R$ 450 de pensão pagos pelo governo estadual são a lembrança mensal e o 'reconhecimento' pela luta.
Jornal piracicabano retrata revolução como 'Guerra Santa' (Foto: Reprodução/Thomaz Fernandes)Jornal local retrata revolução como 'Guerra Santa'
(Foto: Reprodução/Thomaz Fernandes)
Se dependessem da pensão paga pelo Estado de São Paulo, Iscar Bressan, 99; Luiz Avelino Bortolan, 98; e Romeu Gomes de Oliveira, 96, talvez nem chegassem à idade em que estão. Os dois primeiros vivem com a ajuda da aposentadoria nas profissões a que se dedicaram após a revolução e Oliveira construiu seu patrimônio ao fundar uma empresa.
O presidente da sucursal piracicabana da Sociedade de Veteranos de 32/MMDC (Miragaia, Martins, Dráuzio e Camargo) é o militar aposentado Egydio João Tisiani, neto do herói revolucionário João Rodrigues Gonçalves, e conta que o reajuste das pensões já deveria ter ocorrido. "É muito pouco e intransferível. As filhas precisam provar que se dedicaram a vida inteira ao pai para que continuem recebendo a pensão após a morte", disse.
Tisiani ainda guarda medalha recebida pelo avô, herói revolucionário (Foto: Thomaz Fernandes / G1)Tisiani ainda guarda medalha recebida pelo avô, herói revolucionário (Foto: Thomaz Fernandes / G1)
Campanha por aumento
Tisiani organizou para esta segunda-feira (9) uma homenagem aos veteranos na praça José Bonifácio, às 9h. Ele mantém um blog onde posta fotos e histórias do período da revolução. "A minha intenção é manter a história viva para depois que os veteranos morrerem", disse. Ele garante que o próximo texto postado na rede será: "Veteranos exigem aumento de pensão".
Motorista 'polaco’ Bortolan era o motorista que levava soldados para o campo de batalha, mas o apelido dado pelo grupo era "Polaco". Tudo por causa do cabelo e da barba loiros. Bortolan era mecânico e foi como voluntário para o Vale do Paraíba.
Conhecido como "Polaco", Bortolan transportou frotas para a linha de batalha (Foto: Thomaz Fernandes / G1)Conhecido como 'Polaco', Bortolan transportou frotas para a linha de batalha (Foto: Thomaz Fernandes / G1)
Apesar da idade avançada, Bortolan lembra de cada detalhe daqueles três meses em que ficou no front de uma revolução e se emociona ao lembrar das esperanças que tinham. "Nós não tínhamos munição, nem armamento e também não tínhamos homens. Mesmo assim, conseguimos uma constituição e um governador", completou.
Bressan ficou na frente de batalha e precisou carregar os amigos mortos em uma carroça (Foto: Thomaz Fernandes / G1)Bressan esteve à frente da batalha e carregou os amigos mortos (Foto: Thomaz Fernandes / G1)
Soldado de infantaria: Na memória de Bressan, as lembranças da Revolução de 1932 ainda estão vivas. Ele ainda tem cicatrizes na cabeça em função do tiro que recebeu, mas que foi 'barrado' pelo capacete. "Fiquei na divisa com o Rio de Janeiro. Tomei um tiro na cabeça e fui salvo pela proteção. E hoje, a única coisa que recebo são os R$ 450."
Bressan vive com o auxílio da cuidadora Maria Isabel Ferreira e depende da ajuda da família para manter a funcionária. Ele foi soldado de infantaria e ficou na linha de frente das batalhas. "Todo dia morria muita gente. Eu tinha que levar o pessoal de carroça para os médicos", contou.
Despedida de soldados na estação da Paulista (Foto: Acervo pessoal/Egydio Trevisani)Saída de soldados na estação da Paulista, em Piracicaba (Foto: Acervo pessoal/Egydio Trevisani)
Lembranças e vitória: Apesar de o grupo não ter vencido oficialmente a batalha constitucionalista, os dois veteranos encaram como uma vitória a experiência que viveram. Bressan ainda chora ao recordar da saída dos soldados na antiga Estação da Paulista. "Tinha uma banda e muitas famílias choravam pela despedida dos filhos
Nos dias 6, 7 e 9 de julho, a Secretaria de Educação, Cultura e Esportes, através da Diretoria de Cultura e Esportes, realizou uma exposição em comemoração aos 80 anos da Revolução Constitucionalista de 1932, em Porto Feliz. Durante este período de comemoração, houve apresentação de vídeo documentário, debate, apresentação das Bandas União e Bandeirantes, que tocaram hinos e músicas da época, exposição com fotos de ex-combatentes, jornais e documentos relacionados à guerra. Na segunda feira (9), aniversário da revolução, houve a cerimônia em homenagem aos ex-combatentes de Porto Feliz. Familiares receberam um certificado de Honra ao Mérito In Memorian pelo desprendimento e disponibilidade daqueles que se engajaram na luta e na causa constitucional, que envolveu todos os paulistas, naquele ano de 1932. Exposição: A exposição ficará aberta até o dia 10 de agosto, para visitação na Casa da Cultura, situada na rua Tristão Pires, nº123, centro. Informações pelo telefone (15) 3262-4788.
Os gaúchos e paulistas que se entrincheiraram em Campina do Monte Alegre, durante a Revolução Constitucionalista de 1932, jamais poderiam imaginar que 80 anos depois um garoto recolheria no chão os restos do material bélico utilizado pelos dois grupos. Bruno Fernando Campos Santos, de apenas 13 anos, estudante da 8ª série da Escola Municipal "Enil Bores de Moraes Ferreira", é o garoto que acha pelo chão cápsulas de calibres de fuzil e tem uma ogiva de bomba na sua coleção. Entusiasmado e cheio de curiosidades com as histórias da guerra, Bruno descreve o que sabe do episódio: "Ouvi falar que morreu muita gente, teve muito tiroteio, foi triste."
A Revolução Constitucionalista de 1932 é comemorada hoje com solenidades oficiais em todo o Estado de São Paulo. Longe das formalidades, Bruno conta que tem guardadas 90 cápsulas de fuzil da época da Revolução. Uma delas ainda traz a data de fabricação legível: 1912. Um dos locais onde ele mais encontra esse tipo de material é a região do morro do Mandaçaia, que fica em Buri, na divisa com Campina do Monte Alegre. Nos dias da Revolução, os gaúchos das tropas federais de Getúlio Vargas se posicionaram no morro do Mandaçaia para atacar os paulistas em lugares onde hoje se encontra a igreja de São Roque, em Campina do Monte Alegre. A ogiva de bomba, composta de material semelhante a aço, foi encontrada por Bruno enterrada no chão em 2010. "Eu fui andando, vi um negócio enterrado, escavei com uma pedra e era isso aqui", ele disse, exibindo a peça com a sensação de quem mostra um troféu. O lavrador Lourenço Gomes, de 77 anos, disse que a peça encontrada por Bruno fazia parte das bombas lançadas pelos aviões "vermelhinhos" de Getúlio Vargas. E, segundo ele, as bombas eram muito temidas pelos paulistas por causa do grau de destruição: "Era a bomba mais perigosa: quando lançada e atingindo o alvo, ela explodia soltando estilhaços.
"Vermelhinho: Uma réplica do "vermelhinho" está permanentemente exposta na Praça da Revolução de 1932, no centro de Campina do Monte Alegre. Ao lado da praça, a cabeleireira Mariana Mendes, de 26 anos, sabe o que significa a peça: "Parece que é negócio da Revolução de 32, um fato que aconteceu aqui na minha cidade". E admitiu importância na exibição da réplica para a preservação da história: "Através disso aí as pessoas acabam querendo saber por que e que Campina do Monte Alegre foi palco de uma Revolução." José Carlos Leite dos Santos, de 50 anos, morador em frente à praça, tem uma bala de fuzil não deflagrada com a inscrição de 1923 como data de fabricação. Ele encontrou a bala no período em que trabalhou na fazenda São Luiz. "O trator passava e descobria (as peças) que estavam enterradas". Perto dele, o amigo Aristides Aleixo Sobrinho, de 85 anos, garantiu: "Foram achados até pentes de bala."  Carmo contou que começou a pesquisar a história da cidade num restaurante de sua propriedade. Turistas faziam perguntas e ele as respondia com base no que conhecia de narrativas. Com o passar dos anos, foi recolhendo outras histórias para satisfazer cada vez mais a curiosidade dos turistas. "Eu já andei pesquisando a história da cidade", disse também o garoto Bruno. Com base no que apurou, informou ter identificado pelo menos 15 escavações que foram utilizadas pelos gaúchos como trincheiras no morro do Mandaçaia. A pedido de um professor, já levou levou várias vezes as cápsulas encontradas para mostrá-las aos colegas de classe. Seu sonho profissional para a idade adulta é o de ser piloto de avião. Na estrada Lauri Simões de Barros, que liga Campina do Monte Alegre e Buri, três capelas atraem a atenção dos visitantes. Segundo Carmo, as capelas foram construídas nos locais em que morreram soldados gaúchos. Numa delas há cinco imagens de santos e o desenho de um gaúcho na parede. O autônomo João Gomes Neto, de 44 anos, habitualmente é quem conduz os visitantes pelos lugares que têm vínculos com a passagem das tropas de Getúlio Vargas e dos paulistas pela cidade. "É interessante divulgar a cidade, as histórias que ela tem", ele justifica.
Casa da Cultura: A Casa da Cultura de Campina do Monte Alegre também possui peças encontradas em vários lugares da cidade e que incluem cápsulas de balas de fuzil, cantil, granada, bomba, baioneta, sabre, bolsa de munição e estojo da campanha "Ouro por São Paulo" - um sistema de arrecadação de doações para ajuda da população destinada a bancar os custos com a Revolução. Há dois capacetes: um deles é da 1ª Companhia "Borba Gato". O segundo capacete contém dois furos, provavelmente provocados por tiros de fuzil. Há também um manual de instruções para o lançamento de granadas com o uso de sabre. E uma fotografia na qual aparecem quatro soldados identificados como Antenor, Chico, Marmita e Mazalai. O prefeito José Benedito Ferreira, o Zé Dito (PSDB), informou que Campina do Monte Alegre tem aproximadamente 6 mil habitantes. As principais atividades do município são a agropecuária e a sua vocação turística. Há cerca de 700 residências de veraneio.

Os catadores e moradores de Rua REJANIEL SANTOS e SANDRA DOMINGUES acharam numa árvore R$20 mil furtados de um restaurante na zona leste de São Paulo e entregaram o valor à polícia. Os donos do dinheiro ofereceram emprego e ajuda para os dois viajarem ao MARANHÃO, onde vive a família de SANTOS. O casal disse ter sido ameaçado pelos ladrões e, por isso, foi instalado pelos sócios num hotel. “Minha mãe me ensinou que não devo roubar”, afirmou SANTOS.

Um paraquedista morreu em BOITUVA após ser atingido em pleno ar por um avião. ALEX ADELMAN, de 33 anos, filmava o salto duplo de dois colegas quando foi atingido pelo avião que levava o trio. Na queda, ADELMAN se chocou com os paraquedistas WANDERSON CAMPOS DE ANDRADE, de 32 anos, e CONRADO ALVARES EVERTON, de 35, que tiveram fraturas nas pernas e estão conscientes.

A Suprema Corte do EGITO reiterou a decisão de dissolver o Parlamento, de maioria muçulmana, rejeitando o decreto de ontem do presidente MOHAMED MURSI que restaurava o Legislativo. O choque confirma a previsão de turbulência entre o presidente islamita e os militares. A IRMANDANDE MUÇULMANA manteve a convocação dos parlamentares para a realização de sessão amanhã.

Recém-eleito para a Presidência do MÉXICO pelo PRI, ENRIQUE PEÑA NIETO diz que quer acabar com o clima de competição com o BRASIL em temas de política regional. “Há equilíbrio na balança comercial, mas muito a fazer em relação à integração política, cultural e até mesmo econômica”. 

Ainda com referência às comemorações do 9 de Julho chega a notícia de que os policiais militares do Regimento de Polícia Montada 9 de Julho participaram à tarde de uma confraternização para celebrar os 80 anos da Revolução Constitucionalista. Logo depois do desfile no Ibirapuera, os policiais se reuniram no quartel da LUZ para comemorar a participação do batalhão na guerra paulista. Na época, o chamado Regimento de Cavalaria da Força Pública esteve presente desde o primeiro dia de luta. Durante a batalha, o Regimento encaminhou homens para ITARARÉ, FAXINA, BURÍ, RIO PARANAPITANGA, CAPELA DE SANTO ANTÔNIO, GUAPIANA, CÂNDIDOS, CAPÃO BONITO, RIO DAS ALMAS, RIO PARANAPANEMA, GRAMADINHO e ITAPETININGA. Em novembro de 1955, o então governador JÂNIO QUADROS mudou o nome da unidade para Regimento “9 de Julho”, por sua participação ativa na revolução. “Muito mais que o nome do regimento, o dia 9 de JULHO é uma data para ser celebrada não só em SÃO PAULO, mas em todo o país, já que foi por meio dessa luta que o BRASIL ganhou uma nova constituição”, contou o porta-voz do batalhão, TENENTE PM SYLLAS LIMA. A Cavalaria do Estado de São Paulo foi fundada em 1831, quando 30 homens foram designados para a composição da unidade. Atualmente, o Regimento de Polícia Montada “9 de Julho” faz parte das forças do Choque e está subordinado ao Comando de Policiamento de Choque.


Exposição ressalta os 80 anos da Revolução Constitucionalista de 1932
09/07/2012 - 16h33
Flávia Albuquerque (Repórter da Agência Brasil)
São Paulo - O Arquivo Público do Estado de São Paulo e o Museu da Imigração inauguraram hoje (9), feriado estadual da Revolução Constitucionalista de 1932, a exposição SP, 1932: 80 anos do Movimento Constitucionalista. A mostra reúne peças do acervo do governo estadual e da Polícia Militar que contam a história da Revolução de 1932. Os objetos ficarão expostos até outubro no prédio do Arquivo Público. Ao mesmo tempo foram abertas duas exposições que podem ser vistas apenas pela internet em comemoração aos 80 anos do Movimento Constitucionalista de 1932. Segundo a diretora técnica do Museu da Imigração e curadora da exposição, Marília Bonas, o foco da exposição é a mobilização popular que envolveu mais de 200 mil homens voluntários que se alistaram para lutar pela independência do estado. Marília explicou que a ideia é mostrar para as pessoas o que de fato foi a Revolução de 1932. Entre as peças expostas estão cartazes originais das campanhas de arrecadação para financiar o movimento, objetos usados nas trincheiras e um documentário com historiadores explicando o que foi a revolução. “São os 80 anos da revolução, temos um feriado que pouca gente sabe a fundo o que é e é um assunto bastante complexo porque falamos de uma questão política essencialmente. É a questão da autonomia, democracia, Constituição, todas muito importantes, mas difíceis de explicar para todo mundo. A ideia é trazer um pouco dessa história e explicar o que levou essas 200 mil pessoas para uma guerra em nome de uma causa”. Marília disse ainda que as exposições virtuais propõem que as pessoas tenham mais tempo, além do que terão com a mostra física, para conhecer a história da Revolução de 1932. De acordo com ela, a mostra 1932: a Guerra Paulista, com curadoria do Arquivo Público do Estado de São Paulo, explora o tema de forma didática e oferece proposta de atividades pedagógicas que podem ser desenvolvidas pelo professor em sala de aula. A exposição pode ser vista no site do Arquivo Público.
Já a exposição 1932, Acervos e Memórias, reúne imagens e informações dos acervos ligados ao tema e que estão sob a guarda de instituições de preservação – museus, arquivos e bibliotecas – em todo o estado de São Paulo. Essa pode ser acessada pelo site do Museu da Imigração. “Essas exposições dão a escala do que foi a Revolução de 1932 , porque a mobilização é realmente uma coisa impressionante para nós hoje. A exposição traz vários elementos para instigar sobre o fato de que pelo menos 200 mil pessoas se alistaram e só 46 mil puderam ir para a frente de batalha por falta de armamento. E também sobre uma causa política que virou um ideal popular em nome de São Paulo e da sua autonomia e identidade e como isso é construído e reconstruído como memória”. (Edição: Rivadavia Severo).



Extraído de: Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo - 09 de Julho de 2012
Revolução de 32 completa 80 anos e recebe homenagem na Assembleia
O deputado Olimpio Gomes (PDT), autor do requerimento para a realização da solenidade em comemoração aos 80 anos da Revolução Constitucionalista de 1932, abriu a cerimônia no plenário Juscelino Kubitschek, nesta segunda-feira, 9/7. O governador Geraldo Alckmin foi um dos condecorados com a Medalha 9 de Julho, entregue pelo presidente da Associação dos Veteranos de 32, cel. Mário Fonseca Ventura.
Segundo Olimpio Gomes, a Comissão de Outorga da Medalha 9 de Julho decidiu homenagear também o presidente da Assembleia Legislativa, Barros Munhoz, que não pode comparecer, por força de compromisso no exterior, mas em vídeo agradeceu ao colega Olimpio Gomes. Munhoz disse que 32 tem um significado especial para São Paulo e para a história da democracia no Estado, que lutou pela Constituição. Munhoz lembrou o pai, ex-combatente de 32, e afirmou que reverenciará a medalha que simboliza o movimento que honrou os paulistas e a Polícia Militar de São Paulo.
Igualmente filho de um combatente de 32, o deputado Edson Ferrarini (PTB) relatou os feitos do pai. Em seguida, cumprimentou Geraldo Alckmin por importante iniciativa: "Hoje, o governador assina uma relevante decisão para os 41 veteranos vivos, que é a reforma do Mausoléu de 32."
Mais um vídeo exibido teve o intuito de lembrar a leitura feita pelo ex-combatente Gino Struffaldi (falecido recentemente) durante solenidade, na Assembleia, em referência à Revolução de 32, de poema de Paulo Bonfim, o poeta dos constitucionalistas.
Mario Ventura agradeceu ao governador pela decisão de reformar o Mausoléu dos Herois de 32 e sugeriu a criação de um memorial para o tema.
Mais homenagens
Também foram homenageados o presidente do Tribunal de Justiça, Ivan Sartori, o procurador geral de Justiça, Márcio Rosa, os ex-governadores Laudo Natel, Cláudio Lembo, Luiz Antonio Fleury Filho, o gal. de Exército Ademar Costa Filho, comandante do Sudeste, o vice-almirante Luiz Sá Gusmão, comandante do 8º Distrito Naval, o brigadeiro José Ferreira Malta, comandante do 4º Comar, o secretário de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, o presidente do Tribunal da Polícia Militar, cel. PM Orlando Geraldi, e o comandante da Polícia Militar de São Paulo, Roberval França.
Entre as personalidades que foram agraciadas com a Medalha 9 de Julho estavam Rogério Amato, presidente da Associação Comercial de São Paulo; Antonio Sergio Ribeiro, historiador e diretor do Departamento de Documentação e Informação da Assembleia Legislativa; Vitória Frugoli, também funcionária da Casa; Francis de Azevedo, Amado Rúbio, cap. Anisio Araujo dos Santos, Alexandre Raposo (Rede Record), José Carlos Silva (vice presidente da Jovem Pan), Luis Frias (Grupo Folha), Plinio Bofeti (Grupo Estadão), Gilberto Laifer (Rede Globo) e a Polícia Militar do Estado de São Paulo.
O ex-combatente José Mango (com 99 anos), um dos 41 veteranos vivos prestigiou a solenidade e também foi condecorado com a Medalha 9 de Julho.
Olimpio Gomes recebeu placa de homenagem dos veteranos de 32 e em seguida apresentou o quadro da presidente da Comissão de Familiares dos Herois de 32, Camila Giudici, em homenagem aos ex-combatentes e que passa a fazer parte do acervo da Revolução de 32, da Assembleia Legislativa.
Restauração do Obelisco
Ao final, Geraldo Alckmin assinou o documento que autoriza a restauração técnica e arquitetônica do Obelisco, março dos Herois de 32, e também o projeto de lei que reajusta o valor da pensão dos ex-combatentes de 32.
Alckmin lembrou o agricultor Paulo Vírginio, que morreu em Cunha, nas mãos de soldados governistas, porque se recusou a dizer onde se encontravam as tropas paulistas. Suas últimas palavras seriam: "Morro mas São Paulo vence".
As obras no mausoléu estarão em andamento no ano que vem e, ainda segundo o governador, no museu da Polícia Militar haverá um espaço para a história de 32, além de ser recuperada área que pertencia ao batalhão da antiga Força Pública, no Parque Dom Pedro, na capital paulista.
Autor: Marisa Mello
Posted by Gabriel Castro on 09/07/2012
O desfile deste 9 de julho em São Paulo foi o primeiro sem veteranos. Pela primeira vez, a parada em frente ao obelisco do Ibirapuera contou apenas com familiares de ex-combatentes e entusiastas da Revolução de 1932. No 80º aniversário do maior movimento cívico da história nacional, a história decididamente passou às mãos dos herdeiros do MMDC. Alguns veteranos, entretanto, ainda estão por aí. Neste ano, pela segunda vez, cumpri a inspiradora missão de ouvir sobreviventes – não só do feroz campo de batalha, mas de todo o século 20. Como em 2009, o impacto foi grande. Um dos veteranos em especial me pôs a pensar: Oscar Antonio Bressan, um piracicabano prestes a completar 100 anos. Oscar é viúvo há décadas. Teve apenas uma filha, que se suicidou. Não possui parentes próximos. Vive sozinho, sob os cuidados de uma empregada doméstica. Não guarda qualquer ambição – nem mesmo a de eventualmente sair de casa, já que não consegue caminhar sozinho e não tem quem o leve para um passeio de carro. O cenário poderia ser desolador, mas é exatamente o oposto: o nosso herói, um herói anônimo e resignado, corajoso e audaz, carrega uma alegria inabalável e uma vivacidade quase ofensiva a nós, imersos em mesquinhez, egoísmo e futilidades.
Imagem
Foto: Egberto Nogueira
Há 80 anos, ele deixou a vida de civil; pegou em armas e enfrentou uma ditadura para pedir o retorno do império da lei. Levou um tiro na cabeça, mas nem assim abandonou o seu posto por um segundo sequer. Há poucos dispostos a aprender o que aquele homem tem a ensinar: a ter a verdade como norte moral e defendê-la com firmeza, olhar com serenidade para o futuro, seja ele qual for, e não reclamar de rigorosamente nada. Nos últimos três anos, entrevistei mais de 10 veteranos de 1932. E suspeito que Oscar não era uma exceção em seu mundo. Nosso herói nasceu em 1912. Os filhos da geração dele se transformaram na multidão de mimados hedonistas que floresceu nos anos 1960. O que pode se esperar da juventude de hoje, herdeira dos anos 1980 e neta dos anos 1960? Nada. O encontro com figuras como Oscar é um encontro improvável entre mundos que já não conversam; nós prosseguimos imersos em mesquinhez, egoísmo e futilidades.
O deputado Olimpio Gomes (PDT), autor do requerimento para a realização da solenidade em comemoração aos 80 anos da Revolução Constitucionalista de 1932, abriu a cerimônia no plenário Juscelino Kubitschek, nesta segundafeira, 9/7/12. O governador Geraldo Alckmin foi um dos condecorados com a Medalha 9 de Julho, entregue pelo presidente da Associação dos Veteranos de 32, cel. Mário Fonseca Ventura.
Segundo Olimpio Gomes, a Comissão de Outorga da Medalha 9 de Julho decidiu homenagear também o presidente da Assembleia Legislativa, Barros Munhoz, que não pode comparecer, por força de compromisso no exterior, mas em vídeo transmitido durante a sessão agradeceu ao colega Olimpio Gomes. Munhoz disse que 1932 tem um significado especial para São Paulo e para a história da democracia no Estado, que lutou pela Constituição. Munhoz lembrou o pai, ex-combatente de 32, e afirmou que reverenciará a medalha que simboliza o movimento que honrou os paulistas e a Polícia Militar de São Paulo.
Igualmente filho de um combatente de 32, o deputado Edson Ferrarini (PTB) relatou os feitos do pai. Em seguida, cumprimentou Geraldo Alckmin por importante iniciativa: “Hoje, o governador assina uma relevante decisão para os 41 veteranos vivos, que é a reforma do Mausoléu de 32.”
Mais um vídeo exibido teve o intuito de lembrar a leitura feita pelo ex-combatente Gino Struffaldi (falecido recentemente) durante solenidade, na Assembleia, em referência à Revolução de 32, de poema de Paulo Bonfim, o poeta dos constitucionalistas.
Mário Ventura agradeceu ao governador pela decisão de reformar o Mausoléu dos Herois de 32 e sugeriu a criação de um memorial para o tema.
Mais homenagens Também receberam homenagem o presidente do Tribunal de Justiça, Ivan Sartori, o procurador-geral de Justiça, Márcio Rosa, os ex-governadores Laudo Natel, Cláudio Lembo, Luiz Antonio Fleury Filho, o gal. de Exército Ademar Costa Filho, comandante do Sudeste, o vice-almirante Luiz Sá Gusmão, comandante do 8º Distrito Naval, o brigadeiro José Ferreira Malta, comandante do 4º Comar, o secretário de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, o presidente do Tribunal da Polícia Militar, cel. PM Orlando Geraldi, e o comandante da Polícia Militar de São Paulo, Roberval França.
Entre as personalidades que foram agraciadas com a Medalha 9 de Julho estiveram Rogério Amato, presidente da Associação Comercial de São Paulo; Antonio Sergio Ribeiro, historiador e diretor do Departamento de Documentação e Informação da Assembleia Legislativa; Vitória Frugoli, também funcionária da Casa; Francis de Azevedo, Amado Rúbio, cap. Anisio Araujo dos Santos, Alexandre Raposo (Rede Record), José Carlos Silva (vice presidente da Jovem Pan), Luis Frias (Grupo Folha), Plinio Bofeti (Grupo Estadão), Gilberto Laifer (Rede Globo) e a Polícia Militar do Estado de São Paulo. O ex-combatente José Mango (com 99 anos), um dos 41 veteranos vivos prestigiou a solenidade e também foi condecorado com a Medalha 9 de Julho. Olimpio Gomes recebeu placa de homenagem dos veteranos de 32 e em seguida apresentou o quadro da presidente da Comissão de Familiares dos Herois de 32, Camila Giudici, em homenagem aos ex-combatentes. A obra foi doada por Thiago de Moraes, neto de excombatente, e passa a fazer parte do acervo da Revolução de 32, da Assembleia Legislativa. A família do ex-deputado Guilherme Gianneti recebeu a homenagem (in memorian). Gianneti foi autor da lei que transformou em feriado estadual a data histórica de 9 de julho, que marca a Revolução de 32.
Restauração do Obelisco
Ao final, Geraldo Alckmin assinou o documento que autoriza a restauração técnica e arquitetônica do Obelisco, marco dos Herois de 32, e também o projeto de lei que reajusta o valor do salários pagos a pensionistas de excombatentes de 32. Alckmin lembrou o agricultor Paulo Vírginio, que morreu em Cunha, nas mãos de soldados governistas, porque se recusou a dizer onde se encontravam as tropas paulistas. Suas últimas palavras seriam: “Morro, mas São Paulo vence”. As obras no mausoléu estarão em andamento no ano que vem e, ainda segundo o governador, no museu da Polícia Militar haverá um espaço para a história de 32, além de ser recuperada área que pertencia ao batalhão da antiga Força Pública, no Parque Dom Pedro, na capital paulista.


















DIA 9 DE JULHO DE 2013 – QUARTA-FEIRA
FERIADO ESTADUAL – DATA MAGNA DO ESTADO DE SÃO PAULO
O QUE FOI 32? – Paulo Bomfim – Foi a soma dos sonhos e do sacrifício de um povo, a confraternização de raças e condições sociais no batismo das trincheiras; o esforço das indústrias, o despreendimento do comércio, a grandeza de uma causa, a generosidade dos moços, a participação dos cabelos brancos, o entusiasmo das crianças, a força que vem da mulher-terra paulista, o verbo dos poetas e dos tribunos, dos jornalistas e dos sacerdotes; a sacralidade da lei, o fuzil ao lado do livro, a trincheira continuação da escola, a caserna dependência do lar, o campo de batalha, sementeira de justiça! O que foi 32? Foi bandeira que voltou do passado, passado que se transformou em bandeira, bênção de Anchieta e de Frei Galvão, vigília de João Ramalho, grito de guerra de Tibiriçá, inspiração de Bartira, presença dos que partiram, convocação do amanhã, cocar-capacete de aço, gibão que virou farda cáqui, canoa monçoeira transformada em trem blindado, mortos e vivos marchando, igreja, escola, oficina em batalhões rezando a mesma oração, prece de amor e esperança, holocausto e clarinada, asa de glória gravando no sangue das gerações: Enquanto houver injustiça, Enquanto houver sofrimento, Enquanto a terra chorar, Enquanto houver pensamento, Enquanto a história falar, Enquanto existir beleza, Enquanto florir paixão, Enquanto o sonho for sonho, Enquanto o sangue for sangue, Enquanto existir saudade, Enquanto houver esperança, Enquanto os mortos velarem, - É sempre 9 de julho!
Vamos comemorar hoje os 81 anos da Revolução Constitucionalista. Para me encontrar com o CORONEL PM ANTÔNIO CARLOS MENDES, na Rua PEDRO VICENTE, como sempre fazemos, levanto antes das 5 horas. No computador preparo a poesia de PAULO BOMFIM – O QUE FOI 32? – para ler na Assembléia Legislativa, na sessão solene onde reuniremos os presidentes dos núcleos da Sociedade. 
Chegamos bem cedo na área de desfile. Podemos encontrar o CORONEL PM JOSÉ MAURÍCIO WEISSHAUPT PEREZ (Comandante da Academia de Polícia Militar do Barro Branco e coordenador do Desfile Cívico-Militar); CORONEL PM MARIA YAMAMOTO, Chefe do Centro de Comunicação Social, vários coronéís da ativa e da reserva (a lista é muito grande para colocar todos os nomes ), bem como nossos associados e amigos. Aguardamos a chegada das autoridades civis e militares, como o Secretário da Segurança Pública, FERNANDO GRELLA VIEIRA; o Comandante Geral CORONEL PM BENEDITO ROBERTO MEIRA, o GENERAL-DE-EXÉRCITO ADHEMAR DA COSTA MACHADO FILHO (Comandante do EXÉRCITO SUDESTE), o MAJOR-BRIGADEIRO JOSÉ GERALDO FERREIRA MALTA (Comandante do IV COMAR), o VICE-ALMIRANTE LISEO ZAMPRONIO (Comandante do 8º DISTRITO NAVAL), CORONEL PM MARCO AURÉLIO ALVES PINTO (Chefe da Casa Militar do Palácio dos Bandeirantes), Deputado Estadual SAMUEL MOREIRA (Presidente da Assembléia Legislativa), Vereador CORONEL PM ÁLVARO BATISTA CAMILO (Ex-Comandante Geral); INSPETOR REGIONAL EDUARDO DE SIQUEIRA BIAS (Comandante da Guarda Civil Metropolitana), ANA ELIZABETH CAMPOS BILÁ (cerimonial da OAB/SP). Com a chegada do Governador GERALDO ALCKMIN, vamos para o palanque oficial e começa a solenidade comemorativa do 81º Aniversário do Movimento Constitucionalista de 1932. O governador me comunica que nos próximos dias terá início o restauro do Monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista, uma notícia extremamente importante para a Sociedade Veteranos de 32-MMDC.   
MARIANO TAGLIANETTI, nosso “embaixador” em CURITIBA, que ontem esteve na solenidade de posse dos dirigentes da Sociedade para o biênio 2013-2015 e aniversário da sede, também está conosco nesta manhã, mas muito preocupado: sua esposa teve uma queda e há suspeita de fratura na bacia. Ele ainda fará o esforço para ir à Assembléia, a fim de ser condecorado com a Medalha da Constituição e embarcará em seguida num avião para CURITIBA, a fim de atender a patroa. Outra notícia extremamente triste é aquela que me comunicam a respeito da morte nesta data de dona DIRCE RUDGE PACHECO E SILVA. Essas coisas abalam a gente, apesar de tudo o que está acontecendo de agradável neste 9 de Julho.  
Assume o Comando do Exército Constitucionalista WILLIAM SACCO MASCARENHAS WORTH. Nascido em 07/08/1949. - RG. 4306132-1. FILHO DE - EDWARD LECH MCARENHAS WORTH - OFICIAL DO EXÉRCITO E JOSEPHINA SACCO WORTH - DO LAR. NETO DO MARECHAL JOÃO BATISTA MASCARENHAS DE MORAIS, comandante da Força Expedicionária Brasileira - F.E.B. FORMADO EM ENOLOGIA - PELA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL - BENTO GONÇALVES. DIRETOR DE PATRIMÔNIO ASSOCIAÇÃO DOS EX- COMBATENTES DO BRASIL SEÇÃO SÃO PAULO - NA GESTÃO DO CORONEL JAIRO JUNQUEIRA - 2010/2011. NO MOVIMENTO ESCOTEIRO DESDE 1987
HERÓIS IMORTALIZADOS EM 2013
1 – ARCHIMEDES PERES BUSATO
2 – LUIZ MORELLI
3 – BENEDICTO DE OLIVEIRA MATOSINHO
4 – FLORENCIO DOMINGUES DA SILVA
Após a colocação de uma coroa de flores no túmulo do herói jacente, pelo Governador GERALDO ALCKMIN e pelo Presidente da Sociedade Veteranos de 32-MMDC, no retorno ao palanque, é anunciada a entrega do COLAR DA VITÓRIA ao governador. O CORONEL PM ANTÔNIO CARLOS MENDES, vice-presidente da Sociedade, ajuda-me nesse ato solene de homenagem a ele por parte do MMDC. Em seguida, vamos proporcionar a condecoração da MEDALHA CONSTITUCIONALISTA às seguintes autoridades:

POSTO / GRADUAÇÃO NOME COMPLETO
Secretário de Segurança Pública FERNANDO GRELLA VIEIRA
Procurador Geral do Estado ELIVAL DA SILVA RAMOS
Gen Div LUIZ FELIPE KRAEMER CARBONELL
Prefeito Municipal de São Paulo FERNANDO HADDAD
Delegado Geral LUIZ MURÍCIO DE SOUZA BLAZECK
Superintendente Polícia Técnico Cientifica  NORMA SUELI BONACCORSO
Tenente Coronel ANDERSON DE BARROS MACHADO
Tenente Coronel RONALD RODRIGUES JAKOBOVSKI
Vice-Almirante LISEO ZAMPRONIO
Capitão-de-Mar-e-Guerra CARLOS AUGUSTO FONSECA DE ABREU
Brigadeiro Intendente SERGIO LINS DE CASTRO
Coronel Aviador IVAN MOYSÉS AYUPE
Coronel PM OMAR LIMA LEAL
Coronel PM MILTON SUSSUMU NOMURA
Coronel PM HÉLIO VERZA FILHO
Coronel PM ERIK HOELZ COLLA
Coronel PM HERVANDO LUIZ VELOZO
Coronel PM JOSÉ MAURÍCIO WEISSHAUPT PEREZ
Coronel PM JULIO ANTONIO FREITAS GONÇALVES
Delegado de Polícia VALMIR EDUARDO GRANUCCI
Comandante Operacional Adjunto GCM  ADEMIR PEREIRA PINA
GCM PAULA PRISCILA DE CASTRO SALVADOR
Doutor  MARCOS DA COSTA
Doutor  SÉRGIO RUAS
Coronel  JOSÉ CARLOS FERREIRA JUNIOR
Doutor GERSON MAGDALENO
Cb PM JOSÉ RICARDO BARSUGLIO DE OLIVEIRA
Dr. ANTONIO CARLOS DUARTE MOREIRA
Sr.  ABRÃO ANTONIO ZACHARIAS
Sr. CELSO RAFAEL DE OLIVEIRA
Sr. CARLOS TAUFIK HADDAD
Sra FRANCISCA SOUZA CARRER
Segue-se o imponente desfile cívico-militar, com abertura pela COFAM (COMISSÃO DOS FAMILIARES DOS HERÓIS DE 32). Antes, porém, surgem defronte do palanque oficial o senhor NELSON, dona SORAYA e o IAGO. Explico ao governador que se trata do meu bisneto, acompanhado de seus avós maternos. Isso sensibiliza GERALDO ALCKMIN que faz questão de descer comigo até onde eles estão para cumprimentá-los. Emociono-me com o ato humano do governador.
O desfile transcorre, como sempre, brilhante. Depois, vamos conversar com muita gente presente e, num momento de desconcentração, vamos tomar um café e, num cumprimento ao ASPIRANTE A OFICIAL RICARDO DE GÓES, que até 15 de junho foi presidente do Núcleo “CADETE RUYTEMBERG ROCHA”, a xícara de café é entornada em cima de meu terno. A camisa fica manchada, mas não há jeito de trocá-la. Temos agora o compromisso de ir para a Assembléia Legislativa, onde todos os presidentes de núcleos da Sociedade serão agraciados com a Medalha da Constituição. Vamos nos encontrar com Professor JOSÉ CARLOS DE BARROS LIMA (Núcleo MMDC- OESTE LAPA); JEFFERSON BIAJONE (Núcleo de Correspondência de ITAPETININGAA, o filho do TENENTE PM EGYDIO TISIANI (NC de PIRACICABA), dona MARIA HELENA (presidente do Núcleo de JAGUARIÚNA), CAPITÃES PM HERBERT e FERREIRA (do Núcleo GINO STRUFFALDI), TENENTE PM NATANAEL (Núcleo MMDC-LESTE); MAJOR PM WÁLTER (Núcleo MMDC NORTE); GIOVANNI SPIRANDELLI (Núcleo de SÃO JOSÉ DO RIO PRETO),

Após o encerramento da histórica sessão solene na Assembléia Legislativa, o CORONEL PM ANTÔNIO CARLOS MENDES leva-me até a Rua TABATINGUERA. Vou até o centro da cidade, RUA DIREITA, a fim de tentar achar uma loja aberta para comprar uma camisa, mas isso é impossível. Na PRAÇA DA SÉ encontro o FÁBIO e sua namorada, RAFAELA e DANILO. É um momento de alegria em revê-los depois de algum tempo. RAFAELA completará dez anos amanhã. Na Sociedade, troco a camisa manchada de café por uma outra que é da COFAM. É assim que, mais tarde, com a chegada de um táxi conduzido pelo motorista OLIVEIRA, vou ao CLUBE PIRATININGA. Ali, vou fazer uma palestra sobre a Revolução Constitucionalista de 1932. Várias pessoas querem conversar comigo sobre esse assunto, após a palestra e o jantar que é servido pelo DIAMOND´S GOURMET. Cumprimento o SUBTENENTE PM VILLAS BOAS, que está comandando uma Seção do Corpo Musical. Ele e seus comandados deram um show na apresentação das músicas, começando com a execução do HINO NACIONAL e terminando com o PARIS BELFORT. Encontro o filho do falecido CORONEL EB JAIRO JUNQUEIRA, que, durante anos, foi o presidente da Associação dos Ex-Combatentes da FEB, JOSÉ LUIZ e sua esposa. Também está presente o TENENTE PM NASCIMENTO, da AOMESP. São horas agradáveis, mas que, com a chegada do táxi, contratado pela diretoria do CLUBE PIRATININGA para ficar à minha disposição, vamos embarcar num lotação, na ARMÊNIA, por volta das 23 horas, regressando para casa.  
Ainda vejo no FACEBOOK cerca de dezenas de imagens do desfile do IBIRAPUERA, num trabalho espetacular do ANTONIO CARLOS ARISTIDES, imortalizando pela Internet o evento da manhã. Ele também irá colocar, mais tarde, as imagens tiradas na Assembléia Legislativa.

O Comando de Policiamento do Interior -7, em parceria com a Prefeitura Municipal de Sorocaba, o Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Sorocaba, a Academia de História Militar Terrestre do Brasil de São Paulo e a Associação Memória da Revolução Constitucionalista de 32, realizaram solenidade comemorativa ao aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932, no dia 9 de julho de 2013, às 09 horas na Praça Nove de Julho em Sorocaba. A bela cerimônia de homenagem àqueles que tombaram pelo retorno do Brasil às garantias constitucionais, teve o hasteamento das bandeiras: a Nacional pela 1.º Promotora de Justiça Feminina do Brasil, Dr.ª Zuleika Sucupira Kenworthy; a Paulista, pela Prof.ª Maria Dorotéa Senger Cezar e a de Sorocaba, pelo Prof. Dr. José Simôes de Almeida Júnior. Durante a solenidade houve a participação de alunos da Escola Municipal Dr. Getúlio Vargas e de Grupos de Escoteiros, que fizeram a deposição e vasos de flores junto ao Obelisco que celebra a memória da Revolução Constitucionalista de 1932.
A organização e abertura do evento foi do Cel PM Helson Lever Camilli, Comandante do Comando de Policimento do Interior Sete, seguido de uma rápida lembrança do significado dessa Revolução feito pelo Prof. Adilson Cezar, na qualidade de Presidente do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Sorocaba e da Academia de História Militar Terrestre do Brasil de São Paulo. Nas palavras do professor: “... quem saiu ganhando fomos todos nós brasileiros, pois embora São Paulo, tenha sido derrotado pela força das armas, saiu dela vitorioso pela moral...” “Nós precisamos dar a essa Revolução uma dimensão que se estenda a todos os quadrantes da Nação Brasileira, lembrando que em todos os lugares houve gente a favor da causa que não era paulista, mas sim brasileira – a reconstitucionalização. O que aconteceu foi que forças superiores obrigaram essas vozes a se calarem. Embora em muitos lugares fora de São Paulo, houve quem assim mesmo fez realizar o seu protesto. A historiografia hoje busca e recupera esses importantes movimentos que foram abortados.”
Encerrando a solenidade houve desfile cívico militar, da qual participaram os Grupos de Escoteiros de Sorocaba; a Policia Militar do Estado de São Paulo, com seus diferentes contingentes – como o Corpo de Bombeiros; soldados do Tiro de Guerra; o corpo de Fuzileiros Navais do Centro Experimental Aramar; os jipeiros; dentre outros. Deram assim um toque muito festivo à solenidade.

Na coluna FÓRUM DOS LEITORES, de O ESTADO DE SÃO PAULO, PAULO ROBERTO GIRÃO LESSA mandou publicar a seguinte carta:
O BRASIL acorda diante de seus problemas antigos, como saúde, educação e outros. Lá pelos anos 1930 a Revolução Constitucionalista (de 1932) já exigia a mudança de modelos ruralistas para um BRASIL que via nascer a indústria e a vida urbana. Hoje temos o problema do descrédito da classe política e uma certa mídia que apela para o consumismo vendendo baixarias. As manifestações diversas traduzem sentimentos que dizem não estar bem uma sociedade sem valores superiores de amor ao próximo e com os mesmos problemas que pioram na ausência de valores humanos. Ainda não sabemos as conseqüências dessas manifestações, mas ao menos sabemos que mudanças para o bem devem vir, e com urgência.
O ESTADO DE SÃO PAULO – CADERNO METRÓPOLE
O DIÁRIO DE UM COMBATENTE DE 1932 – REPORTAGEM DE CARLOS EDUARDO ENTINI – Integrante do BATALHÃO UNIVERSITÁRIO registrou memórias do fronte na Revolução Constitucionalista; texto ficou quase 80 anos guardado.
“A plataforma é pequena para conter o povo que dá votos de felicidade num entusiasmo delirante”. É com essa impressão que AURELIO STIEVANI parte para o combate contra as tropas federais em 14 de julho de 1932 e também abre o diário da Revolução Constitucionalista que escreveu no calor dos fatos. Com quatro volumes de 131 páginas, o relato de STIEVANI é rico em sentimentos que revelam a mobilização dos civis que SÃO PAULO vivenciou naqueles quase três meses de conflito. “A guerra tem seu lado bom. É essa camaradagem, fraternidade que floresce entre aqueles que se batem por uma causa justa”, concluiu o voluntário que lutou no 2º pelotão da 2ª companhia do BATALHÃO UNIVERSITÁRIO PAULISTA.
AURELIO STIEVANI tinha 24 anos e era aluno da Politécnica quando se alistou. Formou-se engenheiro civil no ano seguinte do conflito. O batalhão, formado por universitários, viria a ser chamado de 14 de julho, em referência ao dia em que partiu de SÃO PAULO para ITARARÉ, na fronteira com o PARANÁ. O batalhão universitário era um entre as dezenas que se formaram quando as forças paulistas lideradas pelo GENERAL ISIDORO LOPES tomaram o Estado e iniciaram a marcha para o RIO.
O diário relata 37 dias em que STIEVANI esteve em ação no setor sul. No total foram 41. Os últimos quatro relatam seus dias no hospital, para onde foi depois de ter apanhado uma forte gripe. “Tenho todos os membros entorpecidos”, escreveu da trincheira em BURY, um pouco antes de subir num caminhão e partir para o hospital.
O diário, só agora revelado, ficou com STIEVANI até sua morte, em 1982. Seus pertences foram entregues ao primo, TITO NALON. Mas foi só seu filho, RENZO quem o descobriu em meio a diversos documentos. Depois de quase 80 anos desconhecido, o entregou à sobrinha de STIEVANI, TEREZINHA OLCESE SMITH. Agora ela espera entregá-los aos filhos de STIEVANI.  
 
O penúltimo casarão da Avenida PAULISTA foi demolido nesta manhã. O imóvel, localizado no número 1.373, ficava ao lado do prédio da Justiça Federal, na calçada da FIESP, entre a Alameda CASA BRANCA e a Rua PAMPLONA. Nos últimos 30 anos, a PAULISTA, que completa 122 anos em 2013 e possui um dos metros quadrados mais caros da cidade, perdeu pelo menos 25 casarões. No último dia 5, a Justiça de SÃO PAULO determinou a restauração da Residência JOAQUIM FRANCO DE MELLO, no número 1.919 da PAULISTA, após mais de 20 anos de batalha judicial para que o Estado indenizasse os proprietários pelo tombamento, em 1992. A conta da restauração será dividida entre herdeiros, governo estadual e Prefeitura.

Cerca de 500 integrantes do Movimento de MORARIA PARA TODOS ocuparam hoje de madrugada um prédio na Rua CAPITÃO SALOMÃO, ao lado do LARGO DO PAISSANDU, no centro. A ação foi realizada por volta das 3 horas. A Polícia Militar foi acionada, mas não conseguiu impedir a entrada do grupo no imóvel. Segundo a PM, não houve conflito. De acordo com JUVENAL DA CONCEIÇÃO PEREIRA, coordenador do Movimento em SÃO PAULO, o grupo é formado por pessoas que foram despejadas recentemente de dois outros imóveis do Centro, um na Avenida SÃO JOÃO e outro na Rua SETE DE ABRIL. O Movimento pede que edifícios vazios sejam usados para moradia popular.

A morte de DANIEL PELLEGRINI, o MC DALESTE, mexeu com a cena do funk paulista. Assassinado no palco, em CAMPINAS, DALESTE não foi o primeiro funkeiro vítima da violência no Estado. De 2010 para cá, quatro outros artistas foram executados. Agora, os MCs planejam um clipe conjunto para homenagear o autor de “ANGRA DOS REIS” e pedir paz nos bailes.
Em 2012, além das execuções de MC PRIMO e MC CARECA, na BAIXADA SANTISTA, outro artista sofreu um atentado: JÚLIO FERREIRA, o MC NEGUINHO DO CAXETA, foi baleado ao deixar um restaurante. E MC LÉO BAIXADA teria sofrido ameaças.

Em reunião de mais de duas horas, o presidente da Câmara, HENRIQUE EDUARDO ALVES, e a maioria dos líderes partidários decidiram que a aprovação e realização de um plebiscito da reforma política com efeitos para a eleição de 2014, como propôs a presidente DILMA ROUSSEFF, é inviável. O presidente da Câmara explicou que as novas regras teriam de ser aprovadas pelo Congresso Nacional antes da primeira semana de outubro, o que confronta com o prazo de 70 dias dado pelo TSE para organizar o plebiscito, além do prazo de tramitação tanto do decreto com as perguntas e depois os projetos quês saíssem da consulta popular. O PT, no entanto, não desistiu da idéia de coletar assinaturas para a realização do plebiscito em 2013, mesmo admitindo que as regras só valerão para eleições futuras. O líder do PT na Câmara, JOSÉ GUIMARÃES, anunciou a decisão de coletar as 171 assinaturas para o decreto legislativo.

A presidente DILMA ROUSSEFF cancelou hoje sua participação na abertura da 16ª MARCHA DE PREFEITOS, que vai até o dia 11 de julho em BRASÍLIA, sem esclarecer os motivos. Ao serem comunicados da ausência, os cerca de quatro mil prefeitos que participam do evento vaiaram a presidente. Os ânimos foram acalmados pelo presidente da CNM (CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS MUNICÍPIOS), PAULO ZIULKOSKI. “Não é por aí, temos de ser democratas”. A ausência de DILMA mudou a programação do evento, que antecipou parte das atividades, previstas para ocorrer amanhã. A presidente confirmou para amanhã a presença na marcha.

A COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE se reuniu hoje, em BRASÍLIA, com a família do ex-presidente JOÃO GOULART para decidir as medidas necessárias para a exumação dos restos mortais de GOULART, com objetivo de tentar esclarecer a causa de sua morte. Há suspeitas de que ele teria sido assassinado, e não morrido em conseqüência de um ataque cardíaco, como foi dito na época. A ministra da Secretaria de Direitos Humanos, MARIA DO ROSÁRIO, disse que a investigação está sendo feita a pedido da família e é um dever do BRASIL promover o resgate histórico das circunstâncias que envolvem a morte de JANGO. 

Um bombeiro morreu hoje depois de atropelar um animal na pista da Rodovia PEDRO MONTELEONE, conhecida como RODOVIA DA LARANJA, em CATANDUVA. O acidente foi grave e o SARGENTO PM CARLOS ALBERTO GOMES acabou morrendo no local. Ele seguia de moto pela rodovia quando bateu em um cachorro. Com o impacto, ele caiu da motocicleta e foi atropelado por um carro, que vinha na direção contrária. O motorista não se feriu. O bombeiro trabalhava na unidade de NOVO HORIZONTE.  

O ex-diretor da Usina de FUKUSHIMA, MASAO YOSHIDA, de 58 anos, morreu de câncer no esôfago. A informação foi divulgada hoje. A usina teve um vazamento nuclear causado pelo tsunami que assolou o JAPÃO em março de 2011. Na época, YOSHIDA se arriscou para impedir que o pior desastre nuclear desde CHERNOBYL tivesse proporções maiores. Para especialistas, a doença de YOSHIDA não estava relacionada à exposição à radioatividade, devido à rapidez com que se desenvolveu.

AMANDA BERRY, GINA DEJESUS e MICHELLE KNIGNT, as três jovens que foram seqüestradas e abusadas por ARIEL CASTRO, em OHIO (ESTADOS UNIDOS), falaram pela primeira vez publicamente após terem sido libertadas há dois meses. Com um sorriso no rosto, as meninas agradeceram, em vídeo publicado no YOU TUBE, as pessoas que se preocupavam com elas durante os quase dez anos em que foram mantidas como reféns.

2 014     :     -     QUARTA-FEIRA
São acachapantes as capas dos jornais desta quarta-feira, após a tragédia de BELO HORIZONTE:
O  ESTADO DE SÃO PAULO
HUMILHAÇÃO EM CASA
Seleção perde de 7 a 1 da ALEMANHA, maior goleada de sua história. SCOLARI assume responsabilidade e fala em “pânico”. Time sofre  gols em 6 minutos. Vexame abre debate sobre o futuro do futebol brasileiro.
O BRASIL sofreu ontem a maior goleada da história. A vitória da ALEMANHA por 7 a 1 deixou o País perplexo e mostrou a 2 bilhões de espectadores no mundo uma seleção descontrolada emocionalmente e tomada por um apagão logo no 1º tempo, depois que o craque alemão MULLER fez 1 a 0. Em apenas seis minutos, a seleção sofreu mais 4 gols, deixando atônitos até reservas do time adversário. Após o jogo, o técnico LUIZ FELIPE SCOLARI assumiu a culpa pelo fracasso e pediu desculpas pela tragédia que lembrou o MARACANAZO de 1950. “Sou o responsável”, disse. “Não foi a falta de NEYMAR, nem falarmos que o BRASIL era o favorito, nem o choro dos jogadores, o lado emocional, nem o jeito de cantar o Hino Nacional. Levamos um gol, o time entrou em pânico e os alemães aproveitaram”. No sábado, o BRASIL disputa o 3º lugar com ARGENTINA OU HOLANDA.
FOLHA DE SÃO PAULO
SELEÇÃO SOFRE A PIOR DERROTA DA HISTÓRIA – ALEMANHA faz 7 a 1, esmaga BRASIL e vai à final da COPA. Anfitrião, país revive trauma de 1950. FELIPÃO diz ser responsável pelo vexame, que pressiona o futebol nacional por reformas.
Pela segunda vez, a seleção brasileira perdeu  a chance de tornar-se campeã mundial de futebol jogando em seu país. Se na COPA de 1950 o placar de 2 a 1 para o URUGUAI no MARACANÃ teve contornos trágicos, a derrota de 2014 foi marcada pela humilhação. A equipe nacional amargou o maior revés de sua trajetória centenária e o pior resultado de um anfitrião de MUNDIAIS.
Prostrado diante da eficaz ALEMANHA, o time de LUIZ FELIPE SCOLARI sofreu, no MINEIRÃO, em BELO HORIZONTE, a mais elástica goleada do futebol brasileiro em 84 anos de participações em COPAS. Foi vaiado e ouviu “olé”. Diante de 58.141 pessoas, a equipe dirigida por JOACHIM LÖW fez 7 a1. Em 29 minutos de partida, já havia chegado a 5 a 0, com quatro gols num intervalo de seis minutos. Na história, as maiores derrotas do BRASIL haviam sido na primeira metade do século passado: 6 a 0 para o URUGUAI no SUL-AMERICANO de 1920 e 8 a 4 para a IUGOSLÁVIA num amistoso em 1934. Com a vitória, a tricampeã ALEMANHA ultrapassou o pentacampeão BRASIL como o país que chegou a mais finais da COPA – oito. Coube ao alemão KLOSE outro recorde. Marcou seu 16º gol em MUNDIAIS, batendo os 15 de RONALDO.
FELIPÃO definiu o jogo como “catástrofe”. “A escolha da parte tática é minha. O responsável fui eu”, afirmou. O goleiro JÚLIO CÉSAR disse que a seleção sofreu um “apagão” após o primeiro gol alemão. DAVID LUIZ chorou: “Desculpa todo mundo”. Desfalque do time ao lado do zagueiro THIAGO SILVA, o atacante NEYMAR, contundido, foi visto caminhando em sua casa em GUARUJÁ, antes do jogo. Após a partida, não se manifestou.
Para ex-atletas e treinadores, o vexame deve servir à reformulação do futebol nacional. No sábado, às 17 horas, o BRASIL disputa o terceiro lugar em BRASÍLIA.
Enquanto aguardo a chegada da MARINEI, LUCAS e GABRIEL, que irão me levar até a Academia de Polícia Militar para assistir a cerimônia do 82º Aniversário da Revolução Constitucionalista, também leio o DIÁRIO DE SÃO PAULO, que apresenta como manchete:
FELIPÃO ERRA E BRASIL É HUMILHADO
Técnico faz lambança na escalação e coloca em campo um time atordoado, que viu a ALEMANHA jogar de maneira tão fácil que parecia enfrentar uma equipe amadora. Os 7 a 1 do MINEIRÃO é a pior derrota da história da seleção. Deu saudade de NEYMAR. Deu raiva, Deu vergonha. A COPA DO BRAISL não é nossa.

O ESTADÃO traz uma reportagem sobre os 82 anos do Movimento Constitucionalista, com a seguinte manchete: O LEGADO DEIXADO PELA REVOLUÇÃO DE 32. No aniversário do 9 de Julho, historiadores destacam que movimento foi pioneiro na opção pela industrialização e na emancipação feminina. Traz um trabalho feito por EDISON VEIGA e fala dos colecionadores RICARDO DELLA ROSA e do empresário RAUL CORRÊA DA SILVA.
Na página A18METRÓPOLE temos uma análise feita por ANTÔNIO PENTEADO MENDONÇA – A BELEZA DA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932 – Presidente da Academia Paulista de Letras e Colunista do ESTADO e da RÁDIO ESTADÃO.
Mas a melhor reportagem é do DIÁRIO DE SÃO PAULO: PELA MEMÓRIA DE MMDC PAULISTA COM MUITO ORGULHO COM MUITO AMOR. DESFILE DESTA QUARTA E REFORMA DO MAUSOLÉU.
Por conta da realização da COPA DO MUNDO, as comemorações pela Revolução de 32 ocorrerão no BARRO BRANCO e não no PARQUE DO IBIRAPUERA.
Neste ano, as comemorações por conta do 82º Aniversário da Revolução de 1932 acontecerão na ACADEMIA DE POLÍCIA MILITAR DO BARRO BRANCO, na zona norte de SÃO PAULO. Diferentemente dos outros anos, o desfile não será realizado na região do PARQUE DO IBIRAPUERA, por causa da COPA DO MUNDO. Segundo informações da assessoria de imprensa da Polícia Militar boa parte do efetivo da corporação está designada para atender às demandas dos jogos. Hoje, a capital paulista recebe a semifinal entre ARGENTINA e HOLANDA, no Estádio do ITAQUERÃO, na zona leste.
Para a festa em homenagem à Revolução, são esperadas as presenças do governador GERALDO ALCKMIN, de comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica, do secretário da Segurança Pública FERNANDO GRELLA VIEIRA, de representantes do Tribunal de Justiça e Assembléia Legislativa.
MAUSOLÚE – O OBELISCO MAUSOLÉU DOS AOS HERÓIS DE 1932, construído no PARQUE DO IBIRAPUEREA em 1947, é uma homenagem aos combatentes que atuaram na Revolução de 1932. O local guarda os corpos dos estudantes mortos durante o movimento e também de outros 713 ex-combatentes (aqui o jornal não está bem informado – os mortos não eram estudantes e são 804 o número dos ex-combatentes ali imortalizados).
Durante as comemorações em homenagem ao conflito no ano passado, o governador GERALDO ALCKMIN anunciou eu o local seria reformado (restaurado). A restauração tinha a previsão de ser entregue hoje, um ano após o anúncio. No entanto, problemas na Justiça com a licitação atrasaram a finalização e a entrega da obra.
Segundo uma nota da Secretaria de Segurança Pública, pasta responsável pela reforma (restauração) do Obelisco foi iniciada em 5 de julho do ano passado. Uma das empresas participantes questionou o edital e a Justiça determinou a suspensão da obra”.
A nota da Secretaria informa ainda que “os trabalhos ficaram paralisados por 40 dias, até que o recurso na Justiça possibilitou a retomada. Em função da paralisação, a conclusão da obra está prevista para setembro”. 

MARINEI, LUCAS e GABRIEL chegam às 7:30 horas. Vão me levar à APMBB, mas antes passamos pelo Colégio da Polícia Militar, pois a Professora ADRIANA, que acolheu LUCAS e GABRIEL no Colégio, quer também ir até a Academia. Chegamos cedo e podemos conversar com muita gente que já se faz presente e que vão chegando. Repórteres da GAZETA, da GLOBO, da TV ASSEMBLÉIA e outros que ali estão querem me fazer perguntas sobre o evento. 
Entre os amigos vamos cumprimentar: CORONEL PM RICARDO JACOB, CORONEL JUIZ ANTÔNIO AUGUSTO NEVES, MARIANO TAGLIANETTI, JOEL LOBO e outras pessoas que vieram de CURITIBA para prestigiar a solenidade. MARIANO TAGLIANETTI é um dos nossos associados incansáveis em projetar o Movimento Constitucionalista no PARANÁ, culminando por ser fundada a ASSOCIAÇÃO PARANAENSE MMDC-32 E HERÓIS DO CERCO DA LAPA. Alguns deles receberão hoje o COLAR DA VITÓRIA. AMADO RÚBIO e sua esposa e filha (dona NADIR e LÍGIA), ALFREDO PIRES (esses dois foram comandantes do Exército Constitucionalista), bem como o atual WILLIAM MASCARENHAS, que hoje passa o cargo para ANTONIO LIVIO ABRAÇOS JORGE, Presidente da União dos Escoteiros do Brasil, seção de SÃO PAULO. CORONEL PM JAIRO PAES DE LIRA, Deputado Estadual MAJOR PM SÉRGIO OLÍMPIO, Vereadores CORONÉIS PM ÁLVARO BATISTA CAMILO e PAULO ADRIANO LUCINDA TELHADA, ALDO STRUFFALDI, EDIMARA DE LIMA, FRANCES AZEVEDO, CAPITÃO ROBINSON CASTROPIL, SARGENTO FERRAÕ E familiares, Professor JOSÉ CARLOS DE BARROS LIMA, MARGARIDA LIMA, ANTONIO CARLOS ARISTIDES, ORÍTIA ABREU SERAFIM, DANIELLA MACELLARO, JOÃO CARLOS DIAS e seus auxiliares do SEMANÁRIO DA ZONA NORTE, Professora MARIA ODETTE, FERNANDO MORENO, PAULINHA CRUZ, ANA CRISTINA LAZZATI, Comendador DE ROSE, ARTHUR PASCHOAL, SÍLVIO LUIZ DA ROCHA, HELIODORO SÁ, VALÉRIA CRISTINA PETRELLA, THELL MORAES MARTINS, e muitos outro conhecidos se fazem presentes nesta solenidade. Notamos também vários coronéis da ativa presentes, além daqueles indicados para serem condecorados: SÉRGIO DE SOUZA MERLO, NIVALDO CÉSAR RESTIVO, AUDI ANASTÁCIO FÉLIX.

O Comandante da APMBB, CORONEL PM JOSÉ MAURÍCIO WEISSHAUPT PEREZ é o anfitrião e nos recebe com fidalguia, apresentando uma Academia que enaltece sobremaneira a comemoração do 82º Aniversário da Revolução Constitucionalista. Com a chegada do Governador GERALDO ALCKMIN é iniciado o evento com o canto do HINO NACIONAL. Depois o governador passa em revista à tropa formada, constituída de alunos oficiais do 1º CFO (os demais estão empregados no policiamento da COPA DO MUNDO.
WILLIAM MASCARENHAS passa o Comando do Exército Constitucionalista para o Chefe dos Escoteiros ANTÔNIO LÍVIO ABRAÇOS JORGE.
Discurso do novo Comandante do Exército Constitucionalista – ANTÔNIO LÍVIO ABRAÇOS JORGE.
Excelentíssimo Sr. Dr. Geraldo Alckmin, Digníssimo Governador do Estado de São Paulo e Presidente de Honra dos Escoteiros de São Paulo
Excelentíssimo General de Exército João Camilo de Campos, Digníssimo Comandante Militar do Sudeste
Excelentíssimo Vice Almirante Liseo Zampronio, Digníssimo Comandante do 8º Distrito Naval
Excelentíssimo Major Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno, Digníssimo Comandante do IV Comando Aéreo Regional.
Excelentíssimo Coronel PM Benedito Roberto Meira, Digníssimo Comandante da Policia Militar do Est. de São Paulo.
Excelentíssimo Coronel PM Mario Fonseca Ventura, Digníssimo Presidente da Sociedade Veteranos de 32 – MMDC
Excelentíssimo Coronel PM José Maurício Weisshaupt Perez, Digníssimo Comandante da Academia de Policia Militar do Barro Branco
Demais autoridades civis e militares, familiares, paulistas de todos os cantos, paulistanos e brasileiros que conosco convivem.
Neste Nove de julho, do ano que celebramos o 1o  Centenário do Escotismo no Estado de São Paulo, é com muita honra que eu Antonio Livio Abraços Jorge, Presidente da União dos Escoteiros do Brasil/Região São Paulo, assumo o comando do EXÉRCITO CONSTITUCIONALISTA para cumprir por um ano os deveres e ofícios que me forem designados em prol dos ideais e do culto da memória da REVOLUÇÃO DE 32.
Neste dia 9 de julho, o Estado de São Paulo comemora o 82o aniversário do Movimento Constitucionalista de 1932.
A data representa um marco importante na história do nosso Estado e do Brasil. O movimento exigia que o país tivesse uma Constituição e fosse mais democrático.
Na época, Getúlio Vargas ocupava a Presidência da República devido a um golpe de Estado, aplicado após sua derrota para o paulista Júlio Prestes nas eleições presidenciais de 1930 – o período ficou conhecido como "A Era Vargas".
A Revolução Constitucionalista de 1932 representou o inconformismo do Estado São Paulo e de seus cidadãos em relação à ditadura de Getúlio Vargas, e que pretendia impedir a continuação de seu governo instaurado em 1930.   
Getúlio Vargas não desejava governar com São Paulo como ainda ameaçou reduzir seu poder dentro do próprio Estado de São Paulo, com a nomeação desafiadora de um interventor não paulista para governar o Estado.
Os paulistas não aceitaram este ato de enfrentamento e as arbitrariedades de Getúlio Vargas, o que levou ao conflito que opôs o Estado de São Paulo ao resto do país.
O que era para ser apenas um apaixonado comício acompanhado de uma manifestação política acabou em tragédia naquele dia 23 de maio de 1932. Uma multidão se reuniu na Praça da República para protestar contra o governo de Getúlio Vargas e pedir que o país voltasse a ter uma Constituição quando, em resposta à truculência policial, um grupo de manifestantes decidiu depredar as redações dos jornais situacionistas Correio da Tarde e A Razão.
A confusão foi grande. Logo em seguida, a sede do Partido Popular Paulista (PPP), que apoiava Vargas e abrigava os membros da Legião Revolucionária, uma espécie de milícia paramilitar que dava sustentação aos tenentistas que dominavam o estado, foi igualmente atacada.
A reação da polícia foi violenta. Quatro heróis – Miragaia, Martins, Camargo e Dráusio, este com apenas 14 anos – acabaram mortos.
Eles se transformaram em heróis do solo paulista, sendo a sigla de seus nomes usada para batizar a principal sociedade secreta civil de resistência constitucionalista, o MMDC.
No dia 9 de julho daquele ano, o Brasil assistiu ao início de seu maior conflito armado, e também a maior mobilização popular de sua história. Homens, mulheres, estudantes, crianças, políticos e industriais- participaram da revolta.
O desequilíbrio entre as forças governistas e constitucionalistas era grande. O governo federal tinha o poder militar e os constitucionalistas contavam apenas com a mobilização civil e o amor por sua terra.
As tropas paulistas lutaram praticamente sozinhas contra o resto do país. As armas e alimentos eram fornecidos pelo próprio Estado, que mais tarde conseguiu leve apoio do Mato Grosso.
Cerca de 135 mil cidadãos brasileiros residentes no nosso Estado aderiram à luta, que durou três meses e ceifou a vida de quase 650 soldados no lado paulista.
Mas o impacto da Revolução de 32 não se restringiu apenas ao campo da política: o levante foi também um dos principais marcos para a formação da identidade paulista.
O Movimento Constitucionalista foi um arrojado levante para forçar o governo central a se constitucionalizar, era a procura por um Estado de Direito.
Hoje, fruto desta luta temos um Estado de Direito e uma Constituição Cidadã.  
É importante destacar que a Revolução de 1932 é o único movimento revolucionário ocorrido na História do Brasil em que a comemoração do evento é realizada pelos vencidos e não pelos vencedores.
Esse ato solene é o compromisso de se manter viva a chama de liberdade e civismo que foi acesa em 9 de julho de 1932.
São Paulo com seu povo mostrou ao Brasil que amor não se vende, que princípios não se negociam, que valores e virtudes não são relativos, que a lei não se dobra e o mais importante que a nossa terra não se entrega.
Passados 82 anos, a história nos impôs o dever de mantermos vivo e imortalizar o ideal da causa constitucionalista.
E neste momento honroso e glorioso de minha vida de paulista apaixonado por seu chão, por sua história e por sua gente, não posso deixar de mencionar o Escotismo Paulista, onde os jovens tinham a missão de manter as correspondências da revolução em dia e servir nos hospitais de sangue da Cruz Vermelha Brasileira.
Jovens escoteiros foram para o front das batalhas e, entre as várias incursões da aviação legalista com seus temidos “vermelhinhos”, no dia 18 de setembro, um frágil garoto da cidade de Campinas foi atingido por treze estilhaços, o mesmo número de listas da nossa bandeira – o Escoteiro Aldo Chioratto.
Aldo Chioratto é nosso escoteiro-padrão a personificação do segundo mandamento da Lei Escoteira: o Escoteiro é leal.   
Seus restos mortais repousam no Mausoléu Constitucionalista ao lado dos nossos muitos heróis.
O consagrado escritor Monteiro Lobato, escreveu em agosto de 1932 – “Sejamos lobos contra lobos. Lobos gordos contra lobos famintos”.
Desta Academia Militar , celeiro de Disciplina e Ordem, partiram e não retornaram dos campos de batalha três heroicos e inesquecíveis cadetes – Antonio Ribeiro Junior, Manuel dos Santos Sobrinho e Ruytemberg Rocha.
Combatemos o combate injusto, os constitucionalistas paulistas foram os perdedores do desigual confronto, mas seu lema ecoa e esta perpetuado até hoje nesta imensidão das terras paulistas: “Pela Lei e pela Ordem”.
Ao som distante da marcha Paris Belfort estaremos todos nós paulistas de pé e a ordem e sempre alertas para legitimar e exigir o fiel respeito do estado de direito.
SÃO PAULO 9 DE JULHO DE 2014 – 192 anos da Proclamação da Independência – 124 anos da Proclamação da República e 82 anos da Revolução Constitucionalista.

Em seguida, as autoridades que irão ser condecoradas com o COLAR DA VITÓRIA se posicionam para a imposição da honraria.
Na primeira fileira, auxilio o Governador GERALDO ALCKMIN no momento das condecorações. O vice-presidente da Sociedade, CORONEL PM ANTONIO CARLOS MENDES faz isso na segunda fileira. Também associados com possuem o COLAR DA VITÓRIA nos auxiliam na colocação do COLAR.
RECEBEM O COLAR DA VITÓRIA alusivo ao 80º Aniversário da Revolução Constitucionalista:
Tratamento
Nome
Função
Excelentíssimo Senhor
Guilherme Afif Domingos
Vice-Governador do Estado de São Paulo
Excelentíssimo Senhor
Samuel Moreira
Presidente da Assembléia Legislativa
Excelentíssimo Senhor
Desembargador José Renato Nalini
Presidente do Tribunal de Justiça 
Excelentíssimo Senhor
General-de-Exércio João Camilo Pires de Campos
Comandante Militar do Sudeste
Excelentíssimo Senhor
General-de-Brigada Riyuzo Ikeda 
Chefe do EM do CMSE
Excelentíssimo Senhor
General-de-Divisão Carlos dos Santos Sardinha
Comandante da 2ª Divisão de Exército
Excelentíssimo Senhor
General-de-Divisão Claudio Coscia Moura
Comandante da 2ª Região Militar
Excelentíssimo Senhor
Vice-Almirante Liseo Zampronio
Comandante do 8º Distrito Naval em SP
 Senhor
Major-Brigadeiro-do-Ar Marcelo Kanitz Damasceno
Comandante do IV COMAR
Senhor
Brigadeiro-do-Ar Ricardo Cesar Mangrich
Diretor do Centro Logístico da Aeronáutica
Senhor
Brigadeiro-do-Ar Roland Leonard Abranesco
Diretor do Parque Material Aeronáutico
Excelentíssimo Senhor
Desembargador Luís Renato Pedroso
Assoc. Paranaense MMDC-32 E HERÓIS DO CERCO DA LAPA
Excelentíssimo Senhor
Vereador José Américo Dias
Presidente da Câmara Municipal de São Paulo
Excelentíssimo Senhor
Paulo Adib Casseb  
Juiz Presidente Tribunal de Justiça Militar
Excelentíssimo Senhor
Fernando Grella Vieira
Secretário de Estado da Segurança Pública 
Excelentíssimo Senhor
José Roberto Rodrigues de Oliveira
 Secretário Chefe da Casa Militar
Excelentíssimo Senhor
Edson Aparecido dos Santos
 Secretário Chefe da Casa Civil
Excelentíssimo Senhor
Cel PM Benedito Roberto Meira
Comandante Geral da PMESP
Excelentíssimo Senhor
Luiz Mauricio Souza Blazeck
Delegado Geral de Polícia do Estado de São Paulo
Excelentíssimo Doutora
Norma Sueli Bonaccorso
Superintendente da Policia Técnico-Cientifica - SPTC
Senhor
Antonio Carlos da Ponte
Secretario Adjunto da Segurança Pública
Senhor
Leonardo Torres Ribeiro
Comando do Policiamento da Capital
Senhor
Leônidas Pantaleão de Santana
SUBCOMANDANTE PM
Senhor
César Augusto Luciano Franco Morelli
Comando do Policiamento do Inerior 7
Senhor
Renato Cerqueira Campos
Comandante do Policiamento Ambiental
Senhor
José Maurício Weisshaupt Perez
Comandante da Academia de Policia Militar do Barro Branco
Senhora
Maria Aparecida de Carvalho Yamamoto
Chefe do Centro de Comunicação Social  da Polícia Militar
Excelentíssimo Senhor
Inspetor Gilson Pereira de Menezes
Comandante da Guarda Civil Metropolitana
Doutor 
ANTONIO LACERDA BRAGA NETO
PROFESSOR CARLOS MORITZ VICENTE GOMES
JOEL LOBO
ESSES TRÊS NOMES SÃO DE INTEGRANTES DA ASSOCIAÇÃO PARANAENSE MMDC-32 E HERÓIS DO CERCO DA LAPA.
(Por algum motivo, algumas autoridades não compareceram para serem condecorados: Vice-governador GUILHERME AFIF DOMINGOS, Presidente da Assembléia Legislativa, SAMUEL MOREIRA DA SILVA JÚNIOR, Presidente do Tribunal de Justiça, JOSÉ RENATO NALINI, Presidente da Câmara Municipal de São Paulo, JOSÉ AMÉRICO DIAS; Presidente do TJM/SP, PAULO ADIB CASSEB (já está acertada a entrega do Colar em 16 de julho, no TJM), Secretário da Segurança Pública, FERNANDO GRELLA VIEIRA, Chefe da Casa Militar, CORONEL PM JOSÉ ROBERTO RODRIGUES DE OLIVEIRA, Secretário Chefe da Casa Civil, ÉDSON APARECIDO DOS SANTOS).  
Para encerrar a solenidade acontece um desfile que é aberto pelos familiares dos heróis de 32, comandados por WILLIAM MASCARENHAS que hoje assume a coordenação da COFAM.
ORÍTIA organizou um Pelotão diversificado Veteranos de várias divisões do Exército Brasileiro e entidade Civil.
Nossas crianças desfilam conosco, acreditamos que assim semeamos o Futuro de um Brasil melhor!
Força Expedicionária Brasileira : seus descendentes e admiradores
21 DSup
Batalhão de Guardas: BG Histórico
8º Batalhão de Policia do Exército: 8º PE
Liga Brasileira de Airsoft.
Nosso propósito manter viva a Memória dos Feitos Heroicos:
Quer na revolução de 1932
Quer na 2º Grande Guerra
Quer Hoje, pois neste exato momento soldados  estão a guardar a nossa Pátria.
Um por Todos, Todos por Um
Eu Oritia  Abreu Serafim tel: 997101515, Montei este pelotão depois de conversar com Coronel Mauricio que de imediato aprovou a ideia de unir várias Associações  e formar assim um grande Pelotão não em tamanho mas... em Amor ao Brasil, Apresso por nossos Heróis, Gratidão, e nossa Eterna Admiração.
Segue a relação dos participantes:
FEB Santo André:
Oritia Abreu Serafim
Enzo Abreu Serafim
Erich Abreu Serafim ( 10 anos)
Mauricio Santarelli
21 DSup:
Adriano Vivas
Gabriel Vivas ( 7 anos)
Batalhão de Guardas Histórico : BG
Gilson da silva
Valdir de Capitani
Clovis Roque Xavier
Mauricio Francischetti
8º Batalhão de Policia do Exército: 8º PE
Mariana Camargo (12 anos), representando o Pai, que por motivos profissionais não irá comparecer.
Liga Brasileira de Airsoft: L.B.A CNPJ 18.996.890/0001-07
Endereço: Rua : Doutor José Aureo Bustamante,15 Chácara Santo Antonio CEP: 04710-090 SP -  SP
Alvaro Pinheiro Ferreira - Presidente
Silvana Moura e Silva – Diretora Financeira
Douglaz  Ferraz Junior – Diretor Técnico
Cesar Pegoraro
Aline Moura Pinheiro (8 anos) : filha de Alvaro e Silvana
Bruno Saraiva Carneiro
Cris Lombard
Cleber de Souza Brandão
Ricardo Oliveira Silva
 Michel Aurelio Pereira 
Marcello Batera
 Isac Placido
 Pardhal Ronaldo
Vidal
Desfilam um grupo de escoteiros que tem uma certa ligação com a própria APMBB, um pelotão da MAÇONARIA e um pelotão dos DESBRAVADORES.
Após o desfile há o congraçamento de todos os presentes, com muitas fotos e projetos para os dias futuros. Saio tarde da APMBB, em companhia da MARINEI e do GABRIEL. O LUCAS retorna em outro carro, acompanhado da namorada. Eles me deixam em casa.
A emoção da solenidade de hoje mexe com minha saúde. Vou descansar após o almoço.
Na tarde, às 17 horas, vamos assistir ARGENTINA x HOLANDA, a outra semi-final da COPA DO MUNDO de triste memória para os brasileiros.
Comemorações do 9 de julho

Em solenidade na praça José Bonifácio, organizada ao lado do Monumento em Memória aos Revolucionários de 1932, a defesa constitucionalista feita pelo Estado de São Paulo, iniciada em 9 de Julho daquele ano, foi enaltecida como “momento crucial em prol da Democracia no País” pelo presidente da Câmara de Vereadores de Piracicaba, João Manoel dos Santos (PTB). Nem mesmo o tempo nublado evitou que pelo menos 200 pessoas acompanharam os discursos das autoridades, as homenagens ao ex-combatente Romeu Gomes de Oliveira (único sobrevivente na cidade) e o desfile cívico.
João Manoel fez um paralelo entre a Revolução de 1932 com a derrota no Brasil contra a Alemanha, por 7 x 1, na terça-feira (8). “Assim como ontem, São Paulo perdeu a batalha, mas dois anos seguintes, em 1934, o País voltou a ter uma Carta Magna, fundamental para manter as instituições democráticas”, disse o presidente do Legislativo. Também ressaltou a importância do batalhão de negros que participou das fileiras de combate. “Pouco se fala a respeito destes bravos guerreiros que morreram, às vezes sem serem lembrados. Os negros não foram só escravos no Brasil, mas também foram excelentes soldados”, enfatizou.
O prefeito Gabriel Ferrato (PSDB) também ressaltou a importância da Revolução de 1932 na manutenção da Democracia no Brasil. “Assim como hoje, nos anos 1930, a preocupação do Estado de São Paulo sempre foi com a capacidade do País em fugir do autoritarismo e criar uma sociedade com poder descentralizado”, destacou. Ferrato apelou, ainda, para uma reformulação nas receitas de impostos. “Temos um sistema em que exige diversos serviços da Municipalidade, mas onde a maior parte dos recursos está no governo federal, precisamos rever esta situação”, disse o prefeito Gabriel Ferrato.
Já a comandante da PM, major Adriana Sgrigneiro, aproveitou para detalhar alguns números sobre o trabalho da Polícia Militar no Estado, “que, desde 1831, ainda como Força Pública, atua para manter a segurança da sociedade”. Ela detalhou que, somente no primeiro semestre de 2014, foram registradas sete mil ocorrências, apreensão de 132 armas de fogo e interceptação de 1.800 quilo de drogas. “Tudo isso mostra o quanto a PM é ativa na cidade e está ao lado da população”, disse a major. Ao finalizar, ela homenageou o soldado PM Arnaldo Francisco de Brito, falecido no último dia 27, depois de ter sido baleado em um restaurante. “Que os familiares e amigos sintam-se abraçados por esta comandante”, declarou a major Sgrigneiro.
A solenidade também entregou homenagens a familiares de ex-combatentes já falecidos, depositou flores no Monumento dos Revolucionários, houve ainda salva de 21 tiros e Toque do Silêncio, em memória aos caídos em combate. Na via ao lado da praça José Bonifácio, foi realizado desfile com a participação do Tiro de Guerra, de grupos de escoteiros e do Décimo Batalhão da Polícia Militar (10o BPM). O evento foi organizado pela Câmara de Vereadores de Piracicaba, em parceria com a Polícia Militar e Comissão de Eventos Cívicos de Piracicaba.

BIAJONE, nosso presidente do Núcleo de Correspondência de ITAPETININGA, manda-me o seguinte texto:
Nesta quarta-feira, 9 de julho, feriado paulista que marca o 82º aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932, houve cerimônia em homenagem ao ex-combatente Osvaldo Santiago, que viveu em Itapetininga (SP). Uma praça da Vila Rosa, bairro onde morou até morrer, foi rebatizada com o nome do soldado. A antiga 'Praça Harmonia e Trabalho' agora se chama 'Praça Osvaldo Rafael Santiago'.
Santiago, também conhecido como Nhô-Vá, morava no bairro e sempre passeava pelo local. De acordo com a família e amigos, ele gostava de descansar nos bancos da praça. Em consenso, os moradores do bairro apoiaram a mudança do nome.
De acordo com o pesquisador Jefferson Biajone, Osvaldo Santiago se alistou voluntariamente para lutar na revolução quando ainda morava em Apiaí (SP), cidade onde nasceu. Já em 1950, se mudou para Itapetininga onde morou pelo resto da vida. Nho-Vá, como era conhecido, era um dos últimos soldados restantes na região. Ele morreu em junho de 2013.
A neta de Nhô-Vá, Tamise Cristina Sarti, conta que o avô sempre falava sobre a revolução. De acordo com ela, a história dele ficou marcada pela experiência que viveu, principalmente pelos bombardeios. “Ele dizia que foram tempos difíceis, que foi uma época ruim tanto para o país quanto para o estado. Ele até acostumava brincar com a gente com os barulhos de bombas. Ele brincava e a gente tentava imitar”, comenta.
Para os filhos, netos e bisnetos a homenagem é merecida já que Nhô-Vá foi um homem que lutou por Itapetininga e arriscou a vida na revolução pela Constituição. “Com certeza meu pai está lá de cima assistindo tudo isso. Ele deve estar muito feliz com tudo o que está acontecendo. Ele viveu a vida toda aqui nessa região, nesse bairro”, diz o filho dele, o funcionário público Jorge Luiz Campos Santiago.
A Revolução
O 9 de julho marca, no Estado de São Paulo, a data que lembra a revolução histórica. A luta foi entre tropas federais e o exército paulista, contrário ao governo da época, chamado de Governo Provisório de Getúlio Vargas, que assumiu a presidência após a Revolução de 1930. Em desacordo com o governo getulista, e querendo a criação de uma nova constituição para o país, os militares paulistas fizeram a Revolução Constitucionalista de 1932, dando início no dia 9 de julho e só terminou em 4 de outubro com a rendição dos revolucionários.
Já se vão 82 anos, mas os combatentes são sempre lembrados por terem mudado os rumos da história do Brasil e de São Paulo já que lutaram contra o restante do país. Segundo o pesquisador Jefferson Biajone, presidente do Núcleo Martins, Maragaia, Dráusio e Camargo (MMDC), os paulistas se levantaram contra o regime de ditadura. “O país vivia no regime autoritário. Havia acontecido a queda do presidente e o novo presidente eleito em 1930, Júlio Prestes, que era de Itapetininga, não pode assumir a presidência do Brasil. Os paulistas se levantaram contra isso e o obtiveram o que tinham em mente, a constitucionalização”, comenta.
Os soldados da região de Itapetininga tiveram importante participação na revolução. Mais de cinco mil estiveram presentes na luta por mudanças políticas. No município não houve confronto, mas era na cidade que eles se organizavam e eram encaminhados aos campos de batalha em Buri,Itararé, Guapiara, Capão Bonito e Apiaí. O batalhão de Itapetininga foi responsável por enfrentar os militares do sul do país. “Getúlio Vargas havia preparado os exércitos do sul para avançar contra Itapetininga em direção a São Paulo. Então, uma enorme força adversária estava vindo em nossa direção e foi quando se preparou aqui, no setor sul, mais especificamente em Itapetininga, esse enorme quantitativo de soldados regimentados das cidades da região para proteger o estado”, ressalta.
SOLENIDADE DE 9 DE JULHO RETOMADA EM S PEDRO APOS 7 ANOS DE ININTERRUPÇÃO

Prezados companheiros
Estou no interior  com  problema com a postagem de fotos, mas até amanha vai sair.
O importante é que com a imensa graça de Deus ( o ex-prefeito Walmy Modesto concordou com a relocalização foi marco, a Câmara dos Vereadores aprovou por unanimidade e 100% dos descendentes das famílias consultadas tb), em paz, e com a confiança imprescindível em mim depositada pelo nosso presidente Cel Mário Fonseca Ventura e com o apoio do amigo Biajone na elaboração dos diplomas, conseguimos retomar a solenidade de 1932 em SPedro.
São Pedro tinha cerca de 5.000 habitantes em 1932 segundo Sr. Jairo (89anos) e deu 27 dos seus filhos ( 9 de cidades vizinhas), ao todo 36 por São Pedro. Um faleceu na batalha e criamos o diploma JOSE AUGUSTO FROTA ESCOBAR,  e com ele galardoamos 15 personalidades civis e militares que conosco colaboraram nestes quase dois anos de lutas. Tb fomos autoriza a galardoar com a Medalha Constitucionalista  5 pessoas que muito nos ajudaram, o prefeito e seu vice, duas historiadoras que publicaram muitos artigos na imprensa resgatando 1932 e que são VPs do núcleo e o Capitão PMSP da Policia Militar local
As fotos virão até amanhã se Deus permitir, estou selecionando as melhores
Ver por ora o link abaixo no Globo noticias
Grato a Deus, ao Cel Ventura, ao amigo Biajone e a todos vocês, a luta continua.
Atenciosamente 
João Francisco de Aguiar, prof.
Economista,
Terça-feira, 24 de Junho de 2014
Para: jbiajone@gmail.com
Assunto: NOVIDADES NOS NÚCLEOS DE CORRESPONDENCIA MMDC
Prezados amigos e companheiros de luta
Comemorar o 9 de julho de 1932 faz parte inerente à existência de cada núcleo local. Esta é a única forma de irmos solidificando  valores na população, exaltando ao mesmo tempo os heróis de cada região, principalmente aquelas que hajam enviado pessoas para o combate
A luta é dura, mas a batalha é vitoriosa. Em São Pedro estivemos lutando desde fins de 2012 pois há 4 anos esta data não era lá comemorada e ninguém lá fazia a menor questão disso fora duas historiadoras heróicas e um ou outro familiar de combatente que vez por outra reclamavam ou publicavam na imprensa local.
Foram dois anos de lutas, iniciando novas amizades com os idealistas locais e de muito contato com políticos, mas de vitória. Quando começamos a fazer os contatos certos, as portas se abrem. No final todos agradecem e incorporam a data ao calendário de eventos
Graças  Deus em São Pedro estamos chegando a bom termo e em 09 de Julho de 2014 vamos comemorar, com amplo apoio da prefeitura e dos familiares, é nossa expectativa.Há uma grande simpatia da população pela luta de 1932.
Caso algum de vocês ainda não haja conseguido realizar essa solenidade (em auditórios ou em praça pública), serão bem vindos em São Pedro, será as 10 horas da manhã.
De qq forma cada um deve participar na sua localidade ou nas cidades mais próximas para ir vendo como tudo é feito e começar a planejar como vai ser na sua cidade.
Se for o seu caso por favor confirme sua presença comigo em São Pedro.
Será uma honra para nós darmos a você o diploma "José Augusto Frota Escobar", nosso herói maior morto em combate ao socorrer um amigo ferido. um exemplo de coragem e patriotismo. São Pedro enviou 36 voluntários ao combate, 27 do município e 9 de regiões vizinhas. Estes, inclusive o meu pai, engrossaram as fileiras do Batalhão de Piracicaba, ao todo cerca de 800 homens ( 33 ou 34 faleceram).
Vamos em frente, a história reconhecerá o que temos feito e nossos descendentes sentir-se-ão orgulhosos, como nós nos orgulhamos de nossos antepassados colaboradores e combatentes de 1932.
Gostaria igualmente de encoraja-los a redigir um artigo na imprensa local destacando as três datas que habitualmente festejamos: 23/05/1932, 09/07/1932 e 23/10/1932.
Veja os melhores sites: a partir da página do nosso presidente e dos nossos companheiros para conhecerem material e poderem publicar as artigos.
João Francisco de Aguiar, prof.
Núcleo de Correspondência MMDC São Pedro

A pedagoga NYSSIA BARROS RAPOSO DE ALMEIDA, de 41 anos, queria, hoje, prestar homenagem ao pai, FRANCISCO MANUEL RAPOSO DE ALMEIDA e ao avô, que lutaram juntos na Revolução de 1932. Mas as obras no Obelisco do IBIRAPUERA, que guarda os corpos dos ex-combatentes do conflito, a impediram. Ao chegar, ela, que estava com familiares e amigos, foi barrada na entrada do Mausoléu. Segundo os funcionários, a entrada está proibida, para a segurança dos visitantes.
“Uma das coisas que ele (pai) me pediu foi que eu nunca deixasse de vir e trazer a faixa que o acompanhou”, explica NYSSIA que, a partir de então, visita o local todos os anos. “A intenção era chegar o mais perto possível do meu pai”.
Para a filha do ex-combatente, o desfile na Academia de Polícia Militar do Barro Branco não tem significado. “O que simboliza os ex-combatentes é o Obelisco”, defende. NYSSIA ainda reclamou da informação de que as urnas talvez tivessem mudado de lugar sem que ninguém a avisasse.
A PM, em nota, confirmou a interdição do Obelisco, inclusive para parentes. Segundo o texto, o acesso ao Mausoléu oferece riscos “por conta das obras, que impossibilitariam o acesso com segurança dos visitantes”. Após as reformas, a situação será normalizada. Em relação ao local em que as urnas estão armazenadas, a PM não havia se manifestado.
O Obelisco deveria ter sido entregue hoje, durante a celebração do 9 de Julho. De acordo com o governador GERALDO ALCKMIN, porém, questões judiciais atrasaram a reforma, que termina em 90 dias.
O investimento de 10,3 milhões de reais contempla a recuperação do monumento, eliminação de infiltrações, reparações na hidráulica e elétrica e construção de 432 cinerários.
REVISTA InARTE, do Colégio DANTE ALIGHIERI - Depoimento de MARIA ÂNGELA COMEGNA, professora do Departamento de História, Filosofia e Sociologia do Colégio:
Revolução Constitucionalista, Revolução de 1932 ou Guerra Paulista foram os nomes dados ao movimento armado ocorrido no Brasil entre julho e outubro de 1932. A questão democrática se tornou a grande herança política desse movimento em um país de tradição conservadora e elitista. Naquele período, era grande a insatisfação no estado de São Paulo com o governo provisó- rio do presidente Getúlio Vargas (compreendido entre 1930 e 1934). Os paulistas esperavam a convocação de eleições, mas dois anos tinham se passado e o governo provisório se mantinha. Os fazendeiros paulistas, que perderam o poder após a Revolução de 1930, eram os mais contrariados e encabeçaram uma forte oposição ao governo Vargas, havendo também grande participação de estudantes universitários, comerciários e profissionais liberais. Os paulistas exigiam do governo provisório a elaboração de uma nova Constituição e a convocação de eleições para presidentes (dos estados e da República). Exigiam também, de imediato, a saída do interventor pernambucano João Alberto, bem como a nomeação de um interventor paulista no estado de São Paulo. Como Getúlio Vargas não atendeu às reivindicações, em maio de 1932, teve início uma série de manifestações de rua contrárias ao governo federal. A Revolução Constitucionalista começou, efetivamente, em 9 de julho de 1932. Os paulistas fizeram uma campanha, usando jornais e rádios, para conseguir mobilizar grande parte da população. Os combates ocorreram, principalmente, no estado de São Paulo, na região sul do Mato Grosso e na região sul de Minas Gerais. O resultado foi a derrota e rendição paulista em 28 de setembro de 1932. Cerca de 3 mil brasileiros morreram em combate, e mais de 5 mil ficaram feridos. Parque do Ibirapuera No ano de 1954, a cidade de São Paulo festejou o IV Centenário, celebrando o fenômeno de sua metropolização como o auge do desenvolvimento econômico e cultural do Brasil. Para realçar o brilho das festividades, a Comissão do IV Centenário viabilizou a construção do parque do Ibirapuera, como palco das comemorações realizadas. Localizado no bairro homônimo da cidade, e em um local privilegiado de lazer da capital paulista, o parque do Ibirapuera foi escolhido pelas autoridades públicas a partir da segunda metade do século XX para abrigar, além das demais edificações da exposição comemorativa do aniversário de São Paulo, um dos maiores empreendimentos artísticos de caráter monumental realizados até o IV Centenário. Marco da Revolução de 32: o Obelisco do Ibirapuera Maria Angela Comegna - professora do Departamento de História, Filosofia e Sociologia do Colégio Dante Alighieri s Rumos da República 93 Colégio Dante Alighieri | Abril 2014 | InArte. O Monumento Mausoléu ao Soldado Constitucionalista de 1932. O Obelisco Esse monumento funerário, também chamado de Obelisco do Ibirapuera ou Obelisco de São Paulo, é o símbolo maior da Revolução Constitucionalista de 1932. O Obelisco do Ibirapuera foi tombado pelos conselhos estadual e municipal de preservação do patrimônio histórico. O mausoléu do monumento guarda as cinzas dos mártires Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, mortos em maio de 1932, e lembrados pelo acrônimo MMDC. A sigla, de fato, deu nome ao levante revolucionário paulista que precedeu a Revolução Constitucionalista de 1932. As cinzas de outros 713 ex-combatentes, assim como do poeta Guilherme de Almeida, um dos fundadores da modernista revista Klaxon, e de Ibrahim de Almeida Nobre, conhecido como o herói e tribuno de 32, são exemplos daqueles que se encontram sepultados no mausoléu. Também se encontram no local os restos mortais do agricultor Paulo Virgínio, da cidade de Cunha, considerado mais um dos heróis da Revolução na região do Vale do Paraíba. Paulo Virgínio foi executado pelas tropas fluminenses por se recusar a entregar o local onde estavam as tropas paulistas. Paulo, que foi obrigado a abrir sua própria sepultura antes de ser assassinado, teria gritado “Morro, mas sou paulista e São Paulo vence”. Para homenagear os revoltosos e preservar a memória da rebelião, há cenas bíblicas e passagens da história paulista, elaboradas com pastilhas de mosaico veneziano. O monumento é um projeto do escultor ítalo-brasileiro Galileo Ugo Emendabili, que chegou ao Brasil em 1923, quando tinha 34 anos de idade, fugindo à prepotência do regime fascista italiano. Feito em mármore travertino, o monumento foi inaugurado em 9 de julho de 1955, um ano após a abertura do parque do Ibirapuera. Em 1958, foram inauguradas as portas de bronze e, em 1960, os painéis que enfeitam a cripta. Do projeto original, ainda faltam duas piras que ficariam ao lado dos três arcos da entrada. A construção do monumento teve início em 1950, sendo concluída em 1970. A execução da obra foi realizada pelo engenheiro alemão radicado no Brasil Ulrich Edler. O maior monumento da cidade tem 81 metros de altura (contando da base do mausoléu até a ponta do obelisco). Realizado segundo princípios plásticos característicos de diferentes correntes artísticas, o Obelisco tem inscrições acompanhadas de ícones em suas quatro faces: iniciando pela face norte, seguindo pela oeste e sul, e finalizando na face leste. O poema ali escrito é um texto de Guilherme de Almeida, feito em homenagem aos revolucionários de 1932. Abaixo segue o texto: Aos épicos de julho de 32, que, fiéis cumpridores da sagrada promessa feita a seus maiores - os que moveram as terras e as gentes por sua força e fé - na lei puseram sua força e m São Paulo sua Fé. Na base do monumento, junto à entrada da capela e da cripta, voltadas ao Parque do Ibirapuera há uma inscrição de Machado Florence: Viveram pouco para morrer bem morreram jovens para viver sempre. O monumento teve sua concepção baseada em relações numéricas, que levam sempre a algum número da data da revolução: 9/7/1932. A largura maior do interior da cripta é de 32 metros lineares. Cada lado da base menor do obelisco trapezoidal tem 9 metros lineares. Cada lado menor do obelisco trapezoidal, em seu topo, mede 7 metros lineares. No centro da cripta, olhando-se para os lados e para o alto, obtém-se a seguinte relação numérica: 32-09-07 — ou seja, ano, dia e mês da Revolução de 1932. Do lado de fora, o Obelisco é a imagem de uma espada, com quatro faces, voltadas para cada um dos pontos cardeais da cidade, fincada numa praça em formato de coração. No centro da cripta está a escultura do “Herói Jacente”. De olhos semiabertos, ele zela pelos ideais de democracia que nortearam a Revolução de 32. Esse é o significado original atribuído pelo escultor italiano Galileo Emendabili. O monumento, porém, sofreu com problemas administrativos. Até 1954 foi gerido pela fundação que o criou. Naquele ano, passou para a Sociedade dos Veteranos de 32. Ambas não tinham verba nem estrutura para gerir e manter o complexo. A partir de 1991, a direção ficou a cargo da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Por fim, cabe ainda ressaltar a importância da preservação do Obelisco e do Mausoléu ao Soldado Constitucionalista de 1932, que expressa materialmente o momento e a disposição demonstrada por São Paulo para enfrentar a ditadura daquele período, em meio às tensões políticas e sociais da época, pois somente dessa forma a construção da história e da identidade paulista serão mais bem compreendidas. Fontes: ANDRADE, Manuella Marianna. O processo de formação do Parque do Ibirapuera. In.: Revista do Arquivo Histórico Municipal de São Paulo, v 204. Departamento do Patrimônio Histórico. Ano 1, nº 1 (1934) - São Paulo: DPH, 1934 - 2006. pp. 49-67. CAPELATO, Maria Helena. O movimento de 1932, a causa paulista. São Paulo: Brasiliense, 1981. COLÉGIO DANTE ALIGHIERI. Obelisco dos Heróis. São Paulo: Educacional. Trabalho realizado pelos alunos Bruno, Fernando e Mayco, da 7.ª série, turma J, do Colégio Dante Alighieri. Disponível em Acesso em 12 dez. 2013. MARINS, Paulo César Garcez. O Parque do Ibirapuera e a construção da identidade paulista. Disponível em < http://www.scielo.br/pdf/anaismp/v6-7n1/02.pdf >Acesso em 11dez. 2013.29 p. MOREIRA, Regina da Luz. São Paulo pega em armas: a Revolução Constitucionalista de 1932. Rio de Janeiro: CPDOC /FGV : Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil, s.d. 94 Os Rumos da República Interior do Mausoléu ao Soldado Constitucionalista Jacson Abreu/Departamento de Audiovisual do Dante Uma das portas de bronze do Obelisco (à esq); ao lado, inscrição de uma frase de Guilherme de Almeida presente no monumento Jacson Abreu/Departamento de Audiovisual do Dante 8 Os Rumos da República Para entender os motivos que levaram à Revolução de 1932, devemos antes atentar para uma peculiaridade de São Paulo: ter um sentido muito forte de liberdade. Isso vem da época do Brasil Colônia, quando São Paulo era uma vila muito pobre. Como núcleo populacional interiorano, teve que viver longe das facilidades dos nú- cleos litorâneos, mais privilegiados pela Metrópole. Então, por estarem fora do contexto das facilidades metropolitanas, os paulistas vão desenvolver a duras penas esse espírito de liberdade. Essa situação gera o Bandeirantismo e seus grandes nomes, como João Ramalho, Fernão Dias, Raposo Tavares e Borba Gato. Inicialmente, tinham eles o objetivo de caçar índios usados como mão de obra escrava. Com essa ida para o interior, eles descobrem as rotas dos rios, pelos quais os bandeirantes ultrapassam a linha de Tordesilhas, e as terras exploradas acabam aos poucos sendo incorporadas ao Brasil. Em seguida, descobrem as minas de ouro. Saltando no tempo, temos o café como a primeira riqueza de São Paulo. Foi a partir dele que a região começou a se desenvolver. Seus recursos foram utilizados para realizar a modernização e a industrialização. Assim, São Paulo vira um polo de atração de mão de obra da migração. Fica, então, para os paulistas, a ideia de que eles não deviam essa prosperidade a ninguém. Só a eles mesmos. Isso acentua a noção de liberdade, a vocação libertária desse povo. A proclamação da República também deve bastante a São Paulo. Em 1870, houve a Convenção de Itu, a primeira manifestação pública dos republicanos. Na verdade, São Paulo nunca aceitou imposições do governo central, que viessem a ferir a autonomia provincial. Na Revolução de 1930 – uma continuação civil da Revolta Militar de 1924, adotando o ideário tenentista –, São Paulo inicialmente, apoiou Getúlio Vargas, pois ele havia prometido governar sob um regime democrático e republicano. Mas Vargas não cumpriu o prometido. Tornou-se um ditador e perseguiu São Paulo, que sofria com a crise do café (os produtores tiveram que sacrificar estoques inteiros, situação que ameaçou a viabilidade econômica do Estado). São Paulo reclamava o cumprimento das promessas de Vargas e, principalmente, a aprovação de uma Constituição para o Brasil. Getúlio, porém, não atendeu. Começou, então, uma conspiração pró-revolta entre os paulistas. As motivações eram a realidade REFLEXÕES SOBRE 1932 E SEU OBELISCO NO IBIRAPUERA “O Obelisco representa o espírito autônomo de São Paulo na defesa de suas liberdades” Depoimento concedido à revista InArte pelo Professor Paulo Nathanael Pereira de Souza s Rumos da República 99 Colégio Dante Alighieri | Abril 2014 | InArte econômica insuportável e a ânsia pela liberdade através de uma Constituição. Vê-se nesse momento o fortalecimento da vocação libertária dos paulistas. Na época, o governo federal alegou que São Paulo queria se separar do Brasil e ser um estado autônomo. Chegou até a ser divulgado que os imigrantes italianos, presentes em grande número em São Paulo, queriam criar um estado fascista na região, com o apoio de Mussolini! Contudo, todos os documentos mostram que a revolução dos paulistas partiu do desejo uniforme do povo por uma Constituição. Dizem que foi uma revolução da elite. Não é verdade. [o momento] mobilizou membros da elite, operários, povo, jovens, que lutaram por um ideal. Até hoje, há muito preconceito contra a Revolução de 1932. E isso é um problema, porque o que explica um movimento revolucionário na história é sua motivação. E tanto é verdade que a nossa motivação era a Constituição. O Brasil ganhou-a em 1934. Essa Constituição era bastante liberal, mas não prosseguiu em vigor porque as condições da época davam margem para governos totalitários. O período não permitiu a São Paulo desfrutar da Constituição de pela qual tanto lutou. O monumento Mausoléu ao Soldado Constitucionalista de 1932 De fato, São Paulo devia uma homenagem aos seus heróis, como Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo [rapazes que foram mortos por tropas federais durante uma manifestação pró-Constituição, fato que acabou sendo um dos estopins da Revolução em 1932]. E ela veio por meio de monumentos, que estão localizados em cidades onde ocorreram ações revolucionárias. Coube a Galileo Emendabili esculpir essa homenagem no Ibirapuera [Monumento Mausoléu ao Soldado Constitucionalista de 1932], e ele para isso se valeu dos conhecimentos de Guilherme de Almeida [poeta e jornalista da Revolução]. Esse monumento é uma homenagem permanente ao espírito de liberdade do paulista e à sua Revolução Constitucionalista, que, cabe mais uma vez destacar, foi motivada por um anseio coletivo de legalidade e não por um suposto plano de separatismo de São Paulo. É daí que surge o lema “Non ducor duco” (“Não sou conduzido conduzo”) a traduzir a vocação libertária e legalista do povo de São Paulo. Monumentos concretizam memórias. E o brasileiro não costuma respeitar o passado. Nossos monumentos não recebem o cuidado necessário, e o povo passa por eles de forma indiferente. A condenação do Regime Militar [ditadura militar vigente no Brasil de 1964 a 1985] trouxe para o civismo brasileiro um sentido pejorativo, quando na verdade defender o civismo é defender o DNA da nação. Civismo é exercício de cidadania. Como os monumentos parecem ser considerados símbolos da elite que domina o país, acabam sendo vistos com ressalva. Ocorre em relação aos monumentos uma mistura de política com simpatias ou antipatias circunstanciais. O Ibirapuera devia ser um ponto de referência da história do país. O Brasil está acima de governos e de idiossincrasias de facções política. De qualquer forma, o Obelisco expressa algo muito maior que a Revolução de 1932: representa o espírito autônomo de São Paulo na defesa de suas liberdades. É a visão que tenho dessa questão.

Pelo menos 26 ônibus foram queimados na GRANDE SÃO PAULO em um intervalo de duas horas. Os sete ataques, quase simultâneos, começaram logo após a derrota do BRASIL diante da ALEMANHA, pela COPA DO MUNDO, ontem. A capital, GUARULHOS e OSASCO sofreram os atentados.
Os locais atingidos pelas chamas foram SAPOPEMBA e ITAIM PAULISTA, na zona leste, AMERICANÓPOLIS e JARDIM SÃO LUIZ, na zona sul. VILA MEDEIROS, na zona norte. JARDIM PRESIDENTE DUTRA, em GUARULHOS, e Rua ALFREDO BENICASA, em OSASCO. O transporte coletivo nas localidades acabou prejudicado nesta madrugada, já que as garagens recolheram os veículos. Mas nesta manhã, feriado da Revolução Constitucionalista, a situação já estava normalizada. Além do problema com os ônibus, houve um incêndio em um pátio de veículos desativado e uma tentativa de saque a uma loja de eletroeletrônicos.   

O jornalista argentino JORGE LUIZ LÓPEZ, de 38 anos, morreu hoje de madrugada após um carro roubado atingir o táxi que o levava ao HOTEL BRISTOL, em GUARULHOS, onde estava hospedado. O acidente ocorreu à 1:30 hora, no cruzamento entre a Avenida TIRADENTES e a Rua BARÃO DE MAUÁ, no centro de GUARULHOS. O veículo NISSAN VERSA havia sido roubado na PENHA, zona leste. A Polícia Militar perseguia o trio que ocupava o automóvel. Os bandidos passaram no sinal vermelho, atingindo em cheio a lateral do táxi, um modelo FIAT IDEA.
TOPO, como era conhecido o jornalista, estava sem cinto de segurança, bateu a cabeça na porta e foi arremessado para fora do carro. Ele morreu na hora. O taxista fraturou o ombro e está fora de perigo. Dois homens foram presos e um menor, de 17 anos, foi apreendido. JORGE ficou conhecido pelas entrevistas com LIONEL MESSI. O jornalista cobriu boa parte da carreira do astro do BARCELONA e da seleção argentina, na cidade espanhola.
TOPO estava no BRASIL desde o início da COPA DO MUNDO trabalhando para a rádio LA RED e colaborando com o jornal “OLÉ”, o mais famoso diário esportivo da ARGENTINA. Logo que a notícia se espalhou, o jornal estampou em seu portal a manchete “LO LLORAMOS TODOS” e dedicou boa parte de sua cobertura de hoje em homenagens ao profissional, mesmo com a ARGENTINA disputando a semifinal da COPA.
Jogadores, clubes e até o presidente da FIFA, JOSEPH BLATTER, manifestaram solidariedade à família de TOPO. “Meus mais sinceros pêsames aos familiares e amigos do jornalista JORGE “TOPO” LÓPEZ. Notícia terrível. Descanse em paz”, postou o dirigente.  
O ex-jogador argentino e técnico DIEGO SIMEONE também lamentou a tragédia. “Não foi só um grande jornalista, foi também um amigo. Muita dor. Minhas condolências a VERO BRUNATI e família”, escreveu no TWITTER. E foi por meio dessa mensagem que a mulher de TOPO, VERÔNICA BRUNATI, ficou sabendo da morte do marido. “DIEGO, não me diga isso. Por favor, sou a mulher do TOPO. Que alguém me ligue no QUALITY HOTEL JARDIM”, postou, desesperada.
TOPO e a mulher, que também é jornalista e cobre a COPA, estariam hoje no jogo da ARGENTINA. Após isso, eles comemorariam o aniversário de um de seus filhos, na capital.

O corpo do ex-deputado federal PLÍNIO DE ARRUDA SAMPAIO foi enterrado nesta tarde no Cemitério do ARAÇÁ, região central de SÃO PAULO. O político morreu ontem, aos 83 anos, em decorrência da falência de múltiplos órgãos. Ele estava internado havia um mês para tratar um câncer ósseo e completaria 84 anos no próximo dia 26. O corpo do ex-deputado foi velado durante a manhã, na Igreja dos Dominicanos, em PERDIZES. Antes do enterro, o caixão foi coberto com bandeiras do PSOL e do MST. O hino da Internacional Socialista foi entoado na cerimônia. O governador GERALDO ALCKMIN esteve presente no velório. “Um brasileiro que dedicou a sua vida à justiça social, a um país mais justo. Socialmente melhor. Tenho um laço até afetivo porque ele foi promotor público na minha cidade natal (PINDAMONHANGABA)  e muito amigo de meu pai”, disse ALCKMIN. “Ele criou em PINDA o LEGIONÁRIOS NA DEFESA DO MENOR. Meu pai foi o primeiro presidente no LEGIONÁRIOS”, completou o governador. Durante o velório, o senador EDUARDO SUPLICY (PT) entregou aos filhos do ex-deputado uma nota escrita pelo ex-presidente LULA. PLINIO era casado havia 60 anos com MARIETTA RIBEIRO DE AZEVEDO e deixa seis filhos.

Após bombardear 550 alvos na FAIXA DE GAZA, hoje, ISRAEL prometeu intensificar a OPERAÇÃO LIMITE PROTETOR. A ofensiva é uma resposta aos lançamentos de foguetes atribuídos ao HAMAS, grupo radical que governa o território palestino – e ampliou sua capacidade militar e o alcance de seus projéteis para atingir o rival.
A mais grave crise na região desde 2012 já deixou 64 mortos, entre os quais, 13 crianças, segundo fontes médicas. “Decidimos intensificar os ataques contra o HAMAS e outras organizações terroristas em GAZA”, declarou hoje o primeiro-ministro israelense BINYAMIN NETANYAHU.
A campanha de ISRAEL teve início na noite de segunda-feira, dia 7. Um dia depois, o Exército israelense convocou 40 mil reservistas e abriu as portas para uma ofensiva por terra. “O Exército está preparado para qualquer eventualidade”, reiterou NETANYAHU, em um comunicado divulgado após uma reunião do comando militar do país.
O primeiro-ministro afirmou que o “HAMAS pagará um preço alto por disparar foguetes contra cidadãos israelenses”. Desde o início dos bombardeios contra a FAIXA DE GAZA. O HAMAS disparou ao menos 165 foguetes contra ISRAEL. Alguns deles chegaram a JERUSALÉM, TEL AVIV e HAIFA, mais de 160 quilômetros ao norte, mas foram interceptados pelo sistema antimíssil DOMO DE FERRO. Segundo fontes médicas na FAIXA DE GAZA a maioria das mortes ocorridas em razão da operação israelense foi de militantes do HAMAS, mas também havia mulheres e crianças entre os mortos – ao menos 13. Mais de 300 pessoas ficaram feridas. Do lado israelense, até hoje, não havia mortos ou feridos. O pior ataque ocorreu entre a noite de segunda-feira e a madrugada de terça, em KHAN YUNIS. Um míssil israelense lançado contra a casa de um radical islâmico matou o militante e cinco de seus parentes.
A rádio pública israelense afirmou que tropas israelenses mataram hoje dois mergulhadores palestinos que tentavam entrar em ISRAEL pelo mar. O Exército declarou que houve troca de tiros e os palestinos foram mortos perto de onde, no dia anterior, outros quatro militantes morreram de forma similar.
EUA, UNIÃO EUROPÉIA, diversos países árabes e IRÃ pediram um fim imediato da violência. Atendendo ao pedido da LIGA ÁRABE, O Conselho de Segurança das NAÇÕES UNIDAS deve se reunir amanhã para discutir a crise. O EGITO, por sua vez, lamentou a situação, mas reduziu a possibilidade de mediar uma trégua, como fez em outros momentos de escalada de violência na região. Em 2012, com a ajuda dos EUA, o governo do islamita egípcio MOHAMED MORSI negociou um cessar-fogo entre israelenses e palestinos, em um elogiado desfecho.