
77 a. nasce
MARÍLIA PERA, atriz brasileira, em 22 de janeiro de 1943. Marília Marzullo Pêra (Rio de Janeiro,
22 de janeiro de 1943)
é uma atriz, cantora e diretora brasileira. Além de interpretar, Marília canta, dança e
atua também como coreógrofa,
produtora e diretora de peças e espetáculos musicais. Filha dos atores Manuel Pêra e Dinorah Marzullo, Marília pisou no palco de
um teatro pela primeira vez aos quatro anos de idade, ao lado dos pais, que
integravam o elenco da companhia de Henriette Morineau.
Dos catorze aos 21 anos atuou como bailarina e participou de musicais e
revistas, entre eles, Minha Querida
Lady (1962), protagonizado por Bibi Ferreira, e O Teu Cabelo Não Nega (1963),
biografia de Lamartine Babo,
no papel de Carmen Miranda.
Voltaria a viver o papel da cantora no espetáculo A Pequena Notável (1966), dirigido por Ary Fontoura; no A Tribute to Carmen Miranda no Lincoln Center, em Nova Iorque (1975),
dirigido por Nelson Motta; na
única apresentação A Pêra da Carmem
no Canecão em 1986,
em 1995 e no musical Marília Pêra canta Carmen Miranda (2005), dirigido por Maurício Sherman.
A primeira aparição na televisão foi em Rosinha
do Sobrado, na Rede Globo, em 1965)
e, em seguida, em A Moreninha.
Em 1967 fez sua primeira apresentação em um
espetáculo musical, A Úlcera de Ouro,
de Hélio
Bloch. Em 1969, conquistou grande sucesso no papel da protagonista
do drama Fala Baixo
Senão eu Grito, com direção de Clóvis Bueno, primeira peça treatral da
dramaturga paulista Leilah Assumpção.
Pela interpretação da complexa personagem Mariazinha, solteirona virgem que
vive em um pensionato de freiras, Marília recebeu o prêmio Molière e também o prêmio da APCT-Associação Paulista de Críticos
Teatrais' (atual APCA-Associação
Paulista de Críticos de Arte). Seu futuro marido Paulo Villaça interpretou do ladrão que
numa noite pula a janela do quarto com a intenção de roubar. Na conversa entre
os dois, que dura a noite toda, a solteirona revela ao público e a si mesma
suas frustações. Em 1974, Marília derrotou Elis Regina num teste para o musical Como vencer na vida sem fazer força.
Logo depois, em 1975, gravou o LP Feiticeira, lançado pela Som Livre. Marília é a atriz que mais atuou
sozinha nos palcos, conseguindo atrair o público infantil para a difícil arte
do monólogo. Além de Carmen Miranda,
desempenhou nas telas e no palco papéis de mulheres célebres, como Maria Callas, Dalva de Oliveira, Coco Chanel e a ex-primeia dama do Brasil Sarah Kubitschek. A estreia como diretora
aconteceu em 1978, na peça A Menina e o Vento, de Maria Clara Machado.
Casou-se pela primeira vez aos dezessete anos, com o primeiro homem a beijá-la,
o músico Paulo da Graça Mello, morto num acidente de carro em 1969.
Aos dezoito, foi mãe de Ricardo Graça Mello. Mais tarde, foi casada com o ator Paulo Villaça, parceiro em Fala Baixo Senão Eu Grito, e com Nelson Motta, com quem teve as filhas Esperança
e Nina. Em declaração feita ao Fantástico em 2006, pegando carona no
sucesso de sua personagem Milú, na novela Cobras e Lagartos, Marília relatou sobre a
carreira e disse que não suporta contracenar com atores de mau hálito e chulé.
Ela comentou que há muitos atores que não se preocupam com a higiene, sem citar
nomes (foi uma indireta para seu par romântico na novela, Herson Capri). Marília alega que nunca se
achou bonita e que sempre foi desengonçada. Nos anos 60, chegou a ser presa durante a
apresentação da peça Roda Viva
(1968) de Chico Buarque e
obrigada a correr nua por um corredor polonês. Foi presa uma segunda vez, visto
que era tida como comunista, quando
policias invadiram a residência, assustando a todos, inclusive o filho de sete
anos, que dormia.[Em 1992
apresentou o musical Elas por Elas,
para a TV Globo. Ao lado da cantora Simone e de Cláudia Raia tornou público o apoio ao
candidato Fernando Collor
de Mello, nas eleições de 1989. Em 2008,
foi protagonista do longa-metragem, Polaróides Urbanas, de Miguel Falabella, onde interpreta duas
irmãs gêmeas. Em 2009, foi escalada para viver a hippie Rejane
Batista na minissérie Cinquentinha, de Aguinaldo Silva. Após várias cenas gravadas,
a atriz desistiu do papel, causando mal estar nos corredores da TV Globo. No
lugar de Marília, entrou a atriz Betty Lago que se encaixou perfeitamente no
papel, sendo muito elogiada pela crítica. Algumas notícias dizendo que o motivo
para não querer seguir com a interpretação foi não se sentir à vontade com o
papel, circularam na época. Desde abril de 2010 integra o elenco da série A Vida Alheia, de Miguel Falabella, na Rede Globo, como
Catarina. Desde 1998, está casada com o economista carioca Bruno Faria. Marília é
irmã da atriz Sandra Pêra e
neta da atriz Antonia Marzullo.
Interpretações na televisão: 1965 - A Moreninha
.... Carolina; 1965 - Padre Tião; 1965 - Rosinha do Sobrado
.... Rosinha; 1965 - Um Rosto de Mulher;
1968 - Beto Rockfeller .... Manuela; 1969 -
Super Plá .... Joana Martini; 1971 -
Bandeira 2 .... Noeli; 1971 - O Cafona .... Shirley Sexy; 1972 - Doce
Vampiro .... Rosa; 1972 - Uma Rosa com Amor...Serafina;
1974 - Supermanuela Manuela; 1979 - Malu Mulher (participação)...
(seriado); 1982 - Quem Ama Não Mata
.... Alice (minissérie); 1987 - Brega e Chique - Rafaela Alvaray; 1988
- O Primo
Basílio .... Juliana Couceiro Tavira (minissérie); 1989 - Top Model
.... Susana; 1990 - Lua Cheia de Amor .... Genuína
Miranda (Genu); 1990 - Rainha da Sucata .... ela mesma;
1994 - Incidente
em Antares .... Erotildes (minissérie); 1996 - O Campeão .... Elizabeth Caldeira;
1997 - Mandacaru
Isadora; 1998 - Meu Bem Querer .... Custódia Alves
Serrão; 2001 - Brava Gente
.... Pola (seriado); 2001 - Os Maias
.... Maria Monfort (minissérie); 2003 - Celebridade
.... ela mesma; 2004 - Começar de
Novo .... Janis (Marlene Emilinha / Vó Doidona); 2006 - Cobras &
Lagartos .... Milu (Maria Lúcia Pasquim Montini); 2006 - JK .... Sarah Lemos Kubitschek
(minissérie); 2007 - Duas Caras
.... Gioconda de Queiroz Barreto; 2007 - Toma Lá, Dá Cá
.... Ivone (seriado - Episódio: Boi Sonso, Marrada Certa); 2008 - Casos e Acasos Juíza Sônia; 2008 - Xuxa e as
Noviças .... Irmã Gardênia; 2010 - A Vida Alheia
Catarina Faissol; 2011 - Insensato Coração
(ela mesma, participação
especial); 2011 - Ti Ti Ti .... Rafaela Alvaray; 2011-
Aquele Beijo ....Maruschka Lemos de
Sá. No cinema, MARÍLIA PÊRA fez:1968 - O homem que
comprou o mundo; 1970 - É Simonal;
1971 - O Donzelo; 1975 - Ana, a Libertina; 1975 - O Rei da Noite; 1978 - O
drande desbun..; 1980 - Pixote, a
Lei do Mais Fraco; 1982 - Bar Esperança; 1983
- Areias
Sagradas; 1985 - Mixed
Blood; 1986 - Anjos da noite; 1989 - Dias melhores virão;
1995 - Jenipapo; 1996 - Tieta do
Agreste; 1998 - Central do Brasil; 1999 - O viajante; 2000 - Amélia; 2003 - Seja o que Deus
quiser!; 2005 - Garrincha,
a estrela solitária; 2005 - Living the Dream;
2005 - Vestido de
noiva; 2006 - Acredite, um Espírito Baixou em Mim; 2006
- Pixote
in Memoriam; 2007 - Jogo de Cena; 2008 - Embarque
Imediato; 2008 - Nossa Vida não cabe num Opala; 2008
- Polaróides Urbanas.
No Teatro:

Marília Pêra em Mademoiselle Chanel. 1948 – Medéia; 1948 – Frenesi; 1948 - O casaco encantado; 1960 - Terra seca; 1960 - O rei mentiroso; 1961 - Espanta gato (em Portugal); 1960 - Divorciados (em Portugal); 1960 - Society em baby doll (Brasil e
Portugal); 1961 - Minha
querida lady; 1963 - Teu
cabelo não nega; 1964 – A ópera dos
três vinténs; 1964 – Como
vencer na vida sem fazer força; 1966 – Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come;
1966 - Onde canta o sabiá; 1967
– A megera domada; 1967 - A úlcera de ouro; 1968 - O barbeiro de Sevilha; 1968 - Roda viva; 1969
– A moreninha; 1970 - A vida escrachada de Joana Martini e Baby Stompanato;
1971 – A pequena notável; 1973
– Apareceu a Margarida; 1974 – Pippin; 1975 – A feiticeira; 1975 – Síndica, qual é a tua?; 1976 – Deus
lhe pague (musical); 1977 – O exércício; 1978 – A
menina e o vento (como atriz e também na direção); 1979 – Pato com laranja (ao lado de Paulo
Autran); 1980 - Brasil da
censura à abertura; 1981 – Doce
deleite; 1983 – Adorável
Júlia; 1984 – Brincando em cima
daquilo; 1986 – O mistério de
Irma Vap (apenas direção); 1987 – A estrela Dalva; 1989 – Elas
por ela; 1991 - Quem matou a
baronesa?; 1992 - Elas
por ela; 1992 – A
prima dona; 1996 – Master
Class; 1997 - Padre Antonio
Vieira; 1998 – Toda nudez
será castigada; 1998 - Ciranda
dos homens, carnaval dos animais; 1999 - Além da linha d'água; 1999 - Altar do incenso; 2001 – Vitor
ou Vitória; 2002 - A filha
da...; 2003 – Marília Pêra
canta Ari Barroso; 2004 – Mademoiselle
Chanel; 2005 – Marília Pêra
canta Carmen Miranda; 2006 - Pasárgada!
- participação em vídeo; 2006 - W In
Tour 2006 - Era Uma Vez... (direção do espetáculo da cantora Wanessa Camargo); 2007 - Um lobo nada mau (musical infantil -
direção); 2008 - Doce Deleite
(direção); 2009 – Gloriosa. Principais prêmios: 1969 – Prêmio de
Melhor Atriz de Teatro pela APCA por atuação em “Fala Baixo Senão eu Grito”;
1969 – Prêmio de Melhor Atriz pelo Governo do Rio de Janeiro por atuação em
“Fala Baixo Senão eu Grito”; 1969 – Prêmio Molière de Melhor Atriz por atuação
em “Fala Baixo Senão eu Grito”; 1971 – Troféu Imprensa de Melhor Atriz por
atuação em “O Cafona”; 1973 – Prêmio Molière de Melhor Atriz por atuação em
“Apareceu a Margarida”; 1977 – Prêmio Mambembe de Melhor Atriz por atuação em
“O Exercício”; 1980 – Prêmio Air France de Melhor Atriz por atuação em
“Pixote”; 1982 – Prêmio de Melhor Atriz pela Sociedade de Críticos de Cinema
dos Estados Unidos (Society of Critics Awards - USA), pela atuação em “Pixote,
a Lei dos Mais Fracos”; 1982 – Prêmio de Melhor Atriz pela Sociedade de
Críticos de Cinema de Boston (Society of Films Critics), Estados Unidos, pela
atuação em “Pixote, a Lei dos Mais Fracos”; 1983 – Kikito de Ouro de Melhor
Atriz (Festival de Gramado) por atuação em “Bar da Esperança”; 1983 – Prêmio
Air France de Melhor Atriz por atuação em “Bar da Esperança”; 1983 – Prêmio de
Melhor Atriz de Cinema pela APCA por atuação em “Bar da Esperança”; 1983 –
Prêmio Molière de Melhor Atriz por atuação em “Brincando em Cima Daquilo”; 1983
– Prêmio Mambembe de Melhor Atriz de Teatro por atuação em “Adorável Júlia”;
1983 – Prêmio de Melhor Atriz de Televisão pela APCA por atuação em “Quem Ama
não Mata”; 1987 – Troféu Imprensa de Melhor Atriz por atuação em “Brega & Chique”;
1987 – Kikito de Ouro de Melhor Atriz (Festival de Gramado) por atuação em
“Anjos da noite”; 1988 – Prêmio de Melhor Atriz de Televisão pela APCA por
atuação em “Brega & chique”; 1988 – Prêmio de Melhor Atriz de Cinema pelo
Festival de Cartagena (Colômbia) por atuação em "Dias melhores
virão"; 1988 – Comenda da Ordem do Rio Branco no Grau de Oficial; 1989 –
Menção como uma das Melhores Atrizes da década pela Sociedade de Críticos de
Cinema dos Estados Unidos; 1996 – Prêmio de Melhor Atriz no Festival de Havana
por atuação em "Tieta do Agreste"; 1996 – Prêmio de Melhor Atriz de
Cinema pela APCA por atuação em “Tieta”; 1996 – Prêmio de Melhor Atriz de
Teatro pela APCA por atuação em “Master Class”; 1997 – Prêmio Mambembe de
Melhor Atriz de Teatro por atuação em “Master Class”; 1996 – Prêmio Sharp de
Melhor Atriz de Teatro por atuação em “Master Class”; 1999 – Grande Prêmio
Cinema Brasil, na categoria de Melhor Atriz, por atuação em "O
Viajante"; 2003 – Comenda da ordem do mérito cultural na classe de comendador
- Ministério da Cultura; 2004 – Prêmio Shell de Melhor Atriz por atuação em
“Fala Baixo Senão eu Grito”; 2005 – Prêmio Qualidade
Brasil de Melhor Atriz por atuação em “Mademoiselle Channel”; 2005 –
Prêmio Shell de Melhor Atriz por atuação em “Mademoiselle Channel”; 2006 –
Prêmio Eletrobrás de Melhor Atriz por atuação em "Mademoiselle
Chanel"; 2007 – Lente de Cristal de Melhor Atriz no Festival de Cinema de
Miami por atuação em "Polaróides Urbanas"; 2007 – Prêmio Faz
Diferença 2006 de Melhor Atriz por atuação em "Mademoiselle Chanel";
2008 – Prêmio Contigo! De Melhor Atriz Coadjuvante por atuação em “Duas Caras”;
2009 – Prêmio Arte Qualidade Brasil de Melhor
Atriz Teatral Musical por atuação em “A Gloriosa”; 2009 - Prêmio Brasil, por sua
fisionomia. Marília não gostou da indicação e o dedicou a Suzana Vieira.
MARÍLIA PERA morreu no RIO DE
JANEIRO no dia 5 de dezembro de 2015, aos 72 anos, vítima de câncer no pulmão.
Desde 2008, era colaboradora habitual de MIGUEL FALABELLA - esteve na novela
"AQUELE BEIJO" (2012), na série "A VIDA ALHEIA" (2010) e no
filme "PALAROIDES URBANAS" (2008). Com o amigo,dividiu o palco em
"ALÔ, DOLLY" (2013), seu último trabalho no teatro.
Em 2015, sua vida foi tema da
MOCIDADE ALEGRE e a escola foi vice-campeã do Carnaval em SÃO PAULO. Sua
biografia deve chegar às livrarias em fevereiro de 2016. O livro publicado pela
Editora ARTE ENSAIO tem como título o nome completo da atriz, "MARÍLIA
SOARES MARZULLO PÊRA" e traz textos escritos pela própria MARÍLIA durante
seu último ano de vida, e também por sua irmã, SANDRA PÊRA.
Exibida pela TV GLOBO, a série
"PÉ NA COVA", retornou hoje, dia 21 de janeiro, com novos capítulos e
com todo o humor debochado que tornou o programa uma comédia de sucesso.
Nos episórios que sucedem, a máfia
chinesa invade o IRAJÁ, enquanto as histórias dos personagens caminham para um
desfecho. O elenco liderado por MIGUEL FALABELLA e MARÍLIA PÊRA está todo de
volta - entretanto, há uma melancolia inevitável para os espectadores: MARÍLIA,
que interpreta DARLENE, a matriarca da controversa família, morreu no início de
dezembro. Já com as gravações finalizadas na ocasião, a atriz estará em todos
os 12 episódios da nova temporada (DIÁRIO DE SÃO PAULO, 22 DE JANEIRO DE 2016 -
MARÍLIA PÊRA VIVE ÀS QUINTAS-FEIRAS)

