MEMÓRIAS DO VENTURA ALCANÇAM 5.600.499 VISUALIZAÇÕES ÀS 8:43 HORAS DE 31 DE JANEIRO DE 2023. ESTAMOS A CAMINHO DOS SEIS MILHÕES DE LEITURAS. AGRADECEMOS A TODOS OS LEITORES QUE PRESTIGIAM O BLOG. EM 9 DE MAIO DE 2023, . NO DIA 10 DE FEVEREIRO DE 2024, A HISTÓRICA MARCA DE SEIS MILHÕES !!!! DIA 15 DE FEVEREIRO DE 2026, 7.000.001. NO DIA 18 DE JULHO DE 2026, ATINGEM 8.400.327
EXTRAÍDO DE MEMÓRIAS DO VENTURA 48 a. da morte da psicóloga IARA IAVELBERG,
mulher de CARLOS LAMARCA. A versão oficial de sua morte é que, quando a polícia
invadiu o apartamento onde se encontrava, em SALVADOR, no dia 20 de agosto de
1971, ela estaria armada e que, para não ser presa, teria se suicidado com um
tiro. LAMARCA foi morto pouco depois, em 17 de setembro de 1971, na BAHIA.
Segundo o jornalista ELIO GASPARI – A DITADURA ESCANCARADA – o corpo de IARA
ficou numa gaveta do necrotério, em SALVADOR, por mais de um mês, para atrair
LAMARCA. Depois, seu corpo foi levado para SÃO PAULO, num caixão lacrado. A
família não teve permissão para abri-lo. Em 9 de julho de 1996, irmãos de IARA
pediram a exumação do corpo à Federação Israelita de SÃO PAULO. O pedido foi
negado. No mês seguinte, o médico LAMARTINE LIMA disse ter ouvido do militar
RUBEM OTERO a confissão de que ele teria matado IARA. Suspeita-se que IARA
teria resistido à prisão e foi atingida por uma rajada de metralhadora. Três tiros
teriam atingido a cabeça e o tórax. Em 2
de novembro de 1997 um jornal – FOLHA DE SÃO PAULO – publicou reportagem com o
rascunho do laudo oficial sobre a morte de IARA. Nele, o legista CHARLES PITTEX
escreveu: “SUICÍDIO?”. O laudo oficial desapareceu e nunca foi achado. A
família quer, caso seja provado que IARA não cometeu suicídio, mudar a forma
como ela está enterrada. Seguindo a tradição judaica, por ter supostamente se
suicidado, a guerrilheira foi sepultada “com desonras”, em terreno não-consagrado,
e “de costas” para o restante do Cemitério Israelita do BUTANTÃ – ou seja, com
os pés, em vez da cabeça, próximos à lápide. No dia 4 de novembro de 2002, a exumação foi
determinada pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA, a partir do recurso da família, após a
Sociedade Cemitério Israelita de SÃO PAULO conseguir, em primeira instância,
impedir que o corpo fosse desenterrado para a perícia. Exumá-la vai contra a
religião judaica, por ser, “uma violação do corpo, que é sagrado”. Na verdade,
o enterro foi uma “operação militar”, em que o caixão chegou lacrado ao
cemitério, e que não foi permitido que as cerimônias tradicionais, como a
lavagem do corpo, fossem realizadas.
RIO — Um sequestrador identificado como Willian Augusto da Silva, de 20 anos, que manteve como reféns os passageiros de um ônibus que levava 37 pessoas na Ponte Rio-Niterói , foi morto por um atirador de elite do Bope na manhã desta terça-feira, após mais de 3 horas de um dramático cerco que afligiu familiares dos passageiros e todos que acompanharam a ação, além de interditar a via e provocar enormes congestionamentos e transtornos a milhares de pessoas em Niterói e no Rio.
Sequestrador atingido pela polícia durante o sequestro de ônibus na Ponte Rio-Niterói Foto: Fabiano Rocha / Fabiano RochaO sequestrador do lado de fora do ônibus Foto: Fabiano Rocha / Agência O GloboTráfego no sentido Rio está interditado Foto: Fabiano Rocha / Agência O GloboO sequestrador liberou alguns reféns Foto: Fabiano Rocha / Agência O GloboMulher mantida refém é liberada Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo
Momento em que outra refém é liberada Foto: Fabiano Rocha / Agência O GloboRefém deitada no chão Foto: Fabiano Rocha / Agência O GloboRefém liberada desmaia ao sair do ônibus Foto: Fabiano Rocha / Agência O GloboRefém é levado por policiais e equipe médica da Concessionária Foto: Fabiano Rocha / Agência O GloboPoliciais cercam o ônibus Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo
Policiais cercam o ônibus Foto: Fabiano Rocha / Agência O GloboCerco da Polícia Rodoviária Federal e Miltar ao ônibus sequestrado Foto: Fabiano Rocha / Agência O GloboHomem mantém passageiros de ônibus reféns na Ponte Rio-Niterói, pista sentido Rio Foto: Fabiano Rocha / Agência O GloboTrânsito é bloqueado para a negociação com o sequestrador Foto: Fabiano Rocha / Agência O GloboAtirador de elite posicionado sobre um carro de bombeiros Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo
Policiais se aproximam do ônibus Foto: Fabiano Rocha / Agência O GloboPoliciais rodoviários federais durante o cerco Foto: Fabiano Rocha / Agência O GloboMovimentação policial na Ponte Rio-Niterói Foto: Fabiano Rocha / Agência O GloboRefém é liberada pelo sequestrador Foto: Fabiano Rocha / Agência O GloboO sequestrador tem um revólver, um teaser, um coquetel molotov e uma faca Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo
Passageiros de ônibus e motoristas presos no congestionamento na mureta divisória Foto: Fabiano Rocha / Agência O GloboPassageiros e motoristas que estão presos no congestionamento na mureta divisória Foto: Fabiano Rocha / Agência O GloboPolicial do Bope se posicionando Foto: Fabiano Rocha / Agência O GloboLancha do Corpo de Bombeiros Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo
Por volta das 6h, o ônibus da Viação Galo Branco, que fazia a linha 2520 / Jardim Alcântara (São Gonçalo)-Estácio ficou atravessado na Ponte Rio-Niterói, sentido Rio. O sequestrador deu ordem para que o coletivo fosse atravessado na subida do vão central. Agentes das polícias Militar e Rodoviária Federal (PRF) cercaram o veículo. Em seguida, o coletivo foi estacionado na pista lateral direita.
Reféns que estavam no ônibus afirmaram que o sequestrador teria dito que sofria de depressão. Ele se apresentou como policial, embora não fosse. Ele portava uma pistola (que depois os policiais constataram tratar-se de uma arma de brinquedo), uma faca, uma arma de choque (taser) e gasolina. O sequestrador rendeu o motorista e os passageiros, que foram amarrados, fez ameaças e chegou a jogar na pista da Ponte um pequeno artefato semelhante a um coquetel molotov. Ele usava calça preta, blusa branca, um boné e um lenço também preto que escondia parte do rosto. Segundo a porta-voz da PRF, ele ameaçou jogar gasolina no ônibus.
O SEQUESTRO
Após mais de 3h de cerco, um sequestrador que manteve passageiros de um ônibus como reféns na Ponte Rio-Niterói foi morto pela polícia
Jardimde Alcântara
Ponte Rio-Niterói
Local de partidada linha de ônibus
N
Niterói
Rio de Janeiro
ICARAÍ
CENTRO
Estácio
SÃOFRANCISCO
Local de chegadada linha de ônibus
GLÓRIA
TIJUCA
CHARITAS
1km
N
O coletivo é da linha 2520 (Jardim Alcântara - Estácio), da Viação Galo Branco
1
37
REFÉNS
SEQUESTRADOR
Onde o sequestradorfoi baleado pelo sniper
(QUANTIDADE DE TIROS)
2
Braçoesquerdo
1
Tórax
1
1
Abdômen
Antebraçodireto
Pernaesquerda
1
Com o ônibus fechado e as pistas da Ponte interditadas, os agentes começaram o trabalho de negociação e, antes de ser morto, o sequestrador libertou seis reféns. Por volta de 9h, ele saiu do ônibus apontando a arma para a cabeça de um refém e voltou para o veículo. Minutos depois, deixou o ônibus com um casaco nas mãos e o jogou em direção à frente do coletivo. Ao retornar, foi baleado por um 'sniper' e tombou na escada da porta de entrada do coletivo.
- Essa é a polícia que queremos ver. Foi necessário o disparo do sniper para neutralizar o marginal e salvar as pessoas do ônibus. Ele está em óbito no local - afirmou Fliess.
Sniper do Bope prepara manta vermelha para se camuflar em cima de veículo dos bombeiros Foto: Fabiano Rocha / Agência O GloboO sniper se cobre com a manta para se camuflar e não chamar atenção do sequestrador Foto: Fabiano Rocha / Agência O GloboJá coberto, ele começa a se posicionar para escolher a melhor posição Foto: Fabiano Rocha / Agência O GloboJá em cima do veículo, atirador se posiciona Foto: Fabiano Rocha / Agência O GloboAinda coberto, ele acompanha a liberação de alguns reféns e a negociação Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo
Sniper espera a hora de atirar Foto: Fabiano Rocha / Agência O GloboSniper espera a hora de atirar Foto: Gabriel Paiva / Agência O GloboAtirador posicionado e o ônibus com os reféns ao fundo Foto: Fabiano Rocha / Agência O GloboApós atingir o sequestrador, policial desce do carro dos bombeiros Foto: Fabiano Rocha / Agência O GloboApós atingir o sequestrador, policial desce do carro dos bombeiros Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo
Sequestrador cai no chão após ser atingido Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo
Por volta de 9h40, o governador Wilson Witzel pousou de helicóptero na Ponte Rio-Niterói. Ele deixou a aeronave comemorando, com um dos braços estendidos para o alto, e foi saudado por pessoas que estavam no local. Entre eles, um policial do Bope, que abraçou o governador.
- Vou cumprimentar meus homens primeiro - disse o governador antes de falar com a imprensa.
Witzel chega ao local do sequestro após a ação Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo
As pistas nos sentidos Rio e Niterói foram totalmente interditadas por conta do cerco policial. Alguns passageiros seguiram a pé de volta para Niterói.
— Não tenho como ficar aqui parado. Vou tentar ver se consigo recuperar o tempo perdido — disse o engenheiro Rafael Oliveira, de 40 anos.
Estação Araribóia lotada nesta manhã, após interdições na Ponte Foto: Márcio Alves
Assis Viana, de 61 anos, é gerente de um restaurante em Copacabana e seguia de táxi vindo de Alcântara, em São Gonçalo, onde mora. Próximo ao pedágio, pagou a corrida e resolveu voltar a pé para pegar a barca.
- Nunca vi nada disso. A situação lá em cima está horrível. Tudo completamente parado. Fiquei uma hora dentro do carro. Decidi descer porque preciso abrir o restaurante.