GUERRA NA UCRÂNIA: Rússia diz que primeira fase da operação na Ucrânia está quase concluída e dá sinais de que pode reduzir seus objetivos no país
Acompanhe os últimos acontecimentos do conflito, que entrou no 30º dia nesta sexta-feira (25)
resumo
A Rússia disse que os "principais objetivos da 1ª fase da operação" foram alcançados
As forças ucranianas lançaram um contra-ataque na cidade de Kherson
Mas em Mariupol, soldados russos têm avançado "rua a rua" e podem tomar o controle
Mais de 7 mil civis deixaram áreas de conflito nas últimas horas
França, Grécia e Turquia estão negociando com a Rússia a retirada de civis de Mariupol
destaques
Mais da metade das crianças da Ucrânia foi deslocada em 1 mês de guerra, estima Unicef
Ucrânia luta para recuperar Kherson, cujo controle está 'em disputa', diz Pentágono
França, Grécia e Turquia negociam a retirada de civis de Mariupol
Rússia diz que quase 1.400 militares morreram
Principais objetivos da "primeira fase da operação especial" na Ucrânia foram concluídos, diz Ministério da Rússia
últimas atualizações
Rússia teria perdido mais um militar de alta patente na guerra na Ucrânia, diz agência
Um sétimo general russo, Yakov Rezanstev, teria sido morto na Ucrânia, informou a agência France Presse citando uma autoridade do Ocidente.
Rezanstev seria o comandante do 49º Exército de Armas Combinadas da Rússia, e atuava no distrito militar do sul. Sua morte não foi confirmada pela Rússia.
Rússia dá sinais de que pode reduzir seus objetivos na Ucrânia
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Explosão é vista após as forças russas atacarem uma torre de TV em Kiev, segundo o governo ucraniano (Foto: Carlos Barria/Reuters)
A Rússia anunciou nesta sexta-feira (25) que concentrará sua ofensiva na Ucrânia na "libertação" do Donbass, no leste do país, após um mês de combates e bombardeios que não conseguiram quebrar a resistência desta ex-república soviética.
Segundo relatos, as tropas russas foram forçadas a recuar para regiões ao redor de Kiev e enfrentaram uma contra-ofensiva em Kherson (sul), a única grande cidade que conseguiram tomar desde o início da invasão, em 24 de fevereiro.
Apesar dos ataques, as tropas russas sofreram importantes baixas e, há algumas semanas, não têm conseguido qualquer avanço significativo.
O exército russo reconheceu na sexta-feira que 1.351 de seus soldados morreram e 3.825 ficaram feridos desde o início da ofensiva militar, em 24 de fevereiro, e acusou os países ocidentais de cometer um "erro" ao entregar armas a Kiev.
Forças russas avançam "rua após rua" em Mariupol, diz Instituto de Estudos da Guerra
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Soldados russos são vistos em blindado na cidade sitiada de Mariupol, na Ucrânia (Foto: REUTERS/Alexander Ermochenko/File Photo)
As forças da Rússia continuam a tomar Mariupol "rua após rua", informou o Instituto de Estudos da Guerra (ISW, da sigla em inglês), com sede nos Estados Unidos.
Segundo o ISW, que analisa dados das frentes de batalha para projetar o avanço dos russos desde a invasão da Ucrânia, "é provável" que soldados russos capturem a cidade "nas próximas semanas".
Ainda de acordo com o instituto americano, há registros de tropas russas avançando no centro de Mariupol, cidade sitiada há quase um mês.
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Mapa mostra projeção de terreno em Mariupol (Foto: Reprodução/ISW)
Putin diz que a cultura russa está sendo 'cancelada' como J.K. Rowling
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Vladimir Putin (esq.) e J.K. Rowling (dir.) (Foto: Montagem g1)
O presidente Vladimir Putin acusou o Ocidente de tentar cancelar a rica cultura musical e literária da Rússia da mesma forma que ele disse que cancelou a autora de "Harry Potter", J.K. Rowling.
Em reunião com importantes figuras da cultura russa, Putin reclamou do cancelamento de vários eventos culturais nas últimas semanas e comparou isso às ações tomadas pela Alemanha nazista na década de 1930.
"Não faz muito tempo, a escritora infantil J.K. Rowling também foi cancelada porque ela... questões transgêneros", disse o líder russo. "Hoje estão tentando cancelar toda uma cultura de mil anos, nosso povo."
"A última vez que uma campanha em massa para destruir literatura censurável foi realizada, foi pelos nazistas na Alemanha há quase 90 anos", disse Putin.
Ucrânia diz que 7.331 pessoas foram retiradas de áreas de conflito nesta sexta-feira
Pelo menos 7.331 pessoas foram evacuadas de cidades ucranianas por corredores humanitários nesta sexta-feira, mais que o dobro das 3.343 que conseguiram escapar no dia anterior, informou a vice-primeira-ministra Iryna Vereshchuk.
Segundo ela, 2.800 pessoas deixaram a cidade sitiada de Mariupol usando transporte privado. Ela disse ainda que civis que foram levados para a Rússia durante a fuga poderão pedir a repatriação.
Mais da metade das crianças da Ucrânia foi deslocada em 1 mês de guerra, estima Unicef
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Criança carrega um cachorro enquanto pessoas esperam do lado de fora de um escritório de imigração depois de fugir da Ucrânia, em Bruxelas, Bélgica, nesta segunda-feira (14) (Foto: Johanna Geron/Reuters)
Mais da metade das crianças da Ucrânia foi deslocada em 1 mês de guerra, segundo estimativa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
O Unicef disse que ao menos 4,3 milhões de crianças deixaram seus lares na Ucrânia. O número estimado da população infantil no país é de 7,5 milhões.
Ainda segundo o Fundo, mais de 1,8 milhão de crianças ucranianas cruzaram a fronteira para países vizinhos desde o início da guerra na Ucrânia.
Ucrânia luta para recuperar Kherson, cujo controle está 'em disputa', diz Pentágono
As forças ucranianas lançaram um contra-ataque na cidade de Kherson, no sul do país, o único grande centro urbano conquistado completamente pelas forças russas, que agora está em "disputa", disse nesta sexta-feira (25) um alto funcionário do Departamento de Defesa dos Estados Unidos à agência Reuters.
"Os ucranianos estão tentando tomar o controle de Kherson", afirmou a jornalistas o funcionário do Pentágono, que pediu anonimato.
"Não podemos dizer exatamente quem tem o controle de Kherson, mas o fato é que não está mais tão fortemente sob controle russo como estava antes", declarou.
Tomada em 3 de março pelas tropas russas, esta estratégica cidade situada na foz do rio Dnieper, onde manifestações foram reprimidas com violência, "volta a ser um território em disputa", acrescentou o membro do Petágono.
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Mapa mostra a região de Kherson, no sul da Ucrânia (Foto: g1)
França, Grécia e Turquia negociam a retirada de civis de Mariupol
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Carros com vidros estilhaçados, marcas de tiro e bandeiras brancas deixam Mariupol nesta quinta-feira (17). (Foto: REUTERS/Alexander Ermochenko)
O presidente da França, Emmanuel Macron, fará "nas próximas horas" um telefonema com o russo Vladimir Putin, informou a agência de notícias estatal RIA.
O presidente francês estaria coordenando esforços com os governos da Grécia e Turquia para organizar a retirada de civis de Mariupol, cidade sitiada há quase um mês por forças russas, informou a agência Reuters.
Segundo um comunicado do Kremlin os líderes da França e Rússia discutirão questões humanitárias em Mariupol.
Macron, que busca a reeleição na França, tem frequentemente se colocado como negociador da crise na Ucrânia antes mesmo do início da invasão russa.










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