40 a. falece o cantor
ELVIS PRESLEY, em 16 de agosto de 1977. Considerado o rei do rock’n roll,
nasceu no Mississipi, em 1935 e mudou-se, junto com sua família, em 1948, para
MEMPHIS. Oficialmente, sua morte foi atribuída a um colapso cardíaco. No
entanto, há indícios de que ele abusava de barbitúricos e outras drogas.
Elvis Presley possui ascendência escocesa por parte de
pai; no final da primeira metade do século XVIII chega aos Estados Unidos o primeiro
integrante da família Presley
estabelecendo-se no estado da Carolina do Norte; apesar do nome de família ser
grafado com dois "s", o pai de Elvis foi registrado com somente um. A
família Smith, família materna, tem origens nos estados das Carolinas. Gladys Love Smith, mãe
de Elvis, posteriormente conhecida como Gladys Presley, nasceu no dia 25 de Abril de 1912
em Pontotoc
no Mississippi, Vernon Elvis Presley ou
simplesmente Vernon Presley nasce em 10 de Abril de 1916
em Fulton no
estado do Mississippi. No ano de 1933
os pais de Elvis se conhecem. Eles se casam em 17 de junho do mesmo ano no condado de Pontotoc.
Embora essa seja aceita como a possível origem de Elvis, surgiu recentemente a
versão que ele possui ascendência escocesa. O ponto de igualdade entre as
versões fica por conta do local escolhido pelos supostos antepassados para
estabelecerem suas vidas: Carolina do Norte.[carece de fontes?] Outra
versão mais recente refere que possa ter ascendência cigana. O WorldNews avança a notícia de uma publicação de
cerca de 20000 exemplares distribuída pelas escolas onde diz que Elvis Presley
era descendente de ciganos alemães que emigraram para os E.U.A. no Século
XVIII, salientando que o nome de solteira da mãe era Smith, um apelido comum
utilizado pelos britânicos.
Primeiros anos: Elvis Aaron Presley nasceu
na cidade de East Tupelo (East Tupelo seria agregada mais
tarde à cidade de Tupelo, formando assim uma única cidade), no Estado do Mississippi, no dia 8 de janeiro de 1935.
Na pequena cidade do interior dos EUA, ele
aprendeu com a mãe e o pai
a ser respeitoso generalizada e indiscriminadamente; independentemente de aspectos
de qualquer ordem, quer étnicos, sexuais e/ou sócio-económico-financeiros. Nos
seus primeiros anos de vida, cresceu em meio aos destroços de um furacão que devastou sua cidade no dia 5 de abril de 1936.
Esse triste facto ocasionou, mesmo o estado do Mississipi sendo na época um
centro do racismo americano, uma união entre brancos e negros, que deixaram de
lado por algum tempo, o conflito racial, tudo em prol da reconstrução da
cidade. Em parte de sua primeira infância, esteve privado da figura do pai,
preso em 1937, juntamente com o irmão de Gladys, devido a
estelionato. Somando-se a isso, a família foi despejada da sua moradia,
portanto, Gladys e Elvis tiveram que se mudar e acabaram por ir morar com os
pais de Vernon. Vernon seria libertado no ano de 1941.
Em 1945, Elvis participou num concurso de novos
talentos na "Feira Mississippi-Alabama", onde conquistou o segundo lugar e
o prémio de 5 dólares, mais ingressos para todas as diversões.
Elvis, na ocasião, cantou Old Shep, canção que
retrata o desespero de um menino pela perda de seu cão.
No mesmo ano, o seu pai presenteou-o com um violão, que passou a ser a sua companhia
constante, inclusive na escola. Elvis e a família
mudaram-se para Memphis no dia 12 de setembro de 1948.
A família Presley morou por bastante tempo em condições precárias. No período
de 1948 até 1954,
Elvis trabalhou em várias actividades. Foi lanterninha de cinema e motorista de caminhão. Concluiu seus estudos em 1953.
Nas horas vagas, cantava e tocava seu violão e, eventualmente, onde possível,
arriscava alguns acordes ao piano. Reza a lenda que
apreciava cantar na penumbra e até em breu total. As suas influências musicais
foram o pop da época,
particularmente Dean Martin; o country; a música gospel, ouvida na 1ªIgreja Evangélica Assembleia
de Deus da sua cidade; o R&B, capturado na histórica "Beale
Street", em sua adolescência, na cidade de Memphis; além de seu apreço pela música erudita particularmente a ópera. Um de seus maiores ídolos era o tenor
Mario Lanza e, naturalmente, cantores gospel como J. D. Sumner, seu preferido.
começo da carreira profissional: Em 18 de Julho de 1953
e posteriormente em 4 de Janeiro, 5 de Junho e 26 de Junho de 1954,
Elvis grava algumas canções de forma
experimental, no "Memphis Recording Service", filial da Sun Records. Entretanto, em julho
de 1954, Elvis entra em estúdio e grava outras
canções iniciando assim sua carreira profissional. No dia 5 de julho de 1954,[7] considerado o "marco zero"
do rock, Elvis ensaiava algumas canções , até que,
em um momento de descontracção, de forma improvisada, começou a cantar
"That's All Right, Mama", provocando em Sam Phillips um grande entusiasmo.Surgia então o
rock'n and roll. "Take" realizado, nova canção, no gênero, foi
concebida; dessa vez, "Blue Moon of Kentucky", com nova grande
aprovação. Ambas comporiam seu primeiro disco, um "compacto simples"
(single). Participaram das sessões, além de Elvis
e Sam, o guitarrista Scotty Moore e o
baixista Bill Black.
No dia 7 de Julho as duas
canções são executadas pela primeira vez numa rádio de Memphis, o resultado é um sucesso absoluto.[8] Devido a toda essa repercussão, Elvis
é convidado a dar uma entrevista, sua primeira como cantor profissional. A
canção "Blue Moon Of Kentucky" chega ao primeiro lugar na parada country da Billboard na cidade de Memphis e "That's All Right" atinge o
quarto lugar da mesma parada. Já no dia 17 de Julho ele realiza o seu primeiro
espetáculo na cidade de Memphis, em 2 de Outubro ele faz seu primeiro espetáculo
fora de Memphis, a cidade escolhida foi a capital do Country, Nashville. Em 8 de Outubro, Elvis faz sua primeira
apresentação fora do estado do Tennessee, a cidade
escolhida é Atlanta na Geórgia. No dia 16 do mesmo mês Elvis tem
provavelmente o seu primeiro grande momento na carreira, ele realiza na cidade
de Shreveport no estado da Louisiana um espetáculo que era transmitido pela
rádio local de enorme sucesso na época chamado "Louisiana Hayride",
onde foi recebido de forma bastante entusiasmada pela plateia. O ano de 1955
pode ser avaliado como a génese do sucesso nacional de Elvis. Além das inúmeras
polémicas em torno das suas apresentações. Somando-se a isso, as suas
performances em programas de rádio e algumas apresentações em programas locais
de televisão, onde ele se destaca. As suas canções
começam a fazer sucesso nacionalmente,[9] "Mystery Train" chega ao 11º
lugar na parada nacional country da Billboard, "Baby, Let's Play House"
atinge o 5º posto na mesma parada, até culminar com a primeira canção
"número um" nos charts nacionais, canção denominada "I Forgot To
Remember To Forget". Neste mesmo ano ele conheceria o seu empresário Tom Parker, que agenciaria sua carreira ao longo
de sua vida. Apesar dos múltiplos rumores, dos quais o próprio Elvis fora
sabedor, apenas nos anos 80 revelou-se,
publicamente, seu verdadeiro nome e nacionalidade. Parker recebera
título-honorário, seu verdadeiro nome era Andreas Cornelius van Kuijk, oriundo da Holanda e nascido em 1909.
A biografia de Parker é enormemente polêmica, controvertida e ambivalente,
assim como sua função empresarial. Em novembro de 1955,
após expressiva repercussão, seu contrato foi vendido para RCA Victor.
Fama e a consagração mundial: Em 1956,
Elvis tornou-se uma sensação internacional. Com um som
e estilo que, uníssonos, sintetizavam suas diversas influências, ameaçavam a
sociedade conservadora e repressiva da época e desafiavam os preconceitos
múltiplos daqueles idos, Elvis fundou uma nova era e estética em música e cultura populares, consideradas, hoje,
"cults" e primordiais, mundialmente. Suas canções e álbuns
transformam-se em enormes sucessos e alavancaram vendas recordes em todo o
mundo. Elvis tornou-se o primeiro "mega star" da música popular,
inclusive em termos de marketing. Muitos postulam que essa revolução chamada rock, da qual Elvis foi emblemático, teria sido
a última grande revolução cultural do século XX; já que, as bandas, cantores e
compositores que surgiram nas décadas seguintes - e fizeram muito sucesso,
foram influenciados, de alguma maneira, direta ou indiretamente por Elvis. O
que pode ser considerado verdade! O preço do pioneirismo transformador,
entretanto, é altíssimo. Elvis foi implacavelmente perseguido pelos múltiplos
segmentos reacionários estadunidenses e por todas as etnias.[10] Os brancos, preconceituosos burgueses
representantes da classe dominante, achavam-no vulgar, enquanto representante
de uma estética popular, cuja interface negra - o rock, "filho" também do R&B - era uma música de negros e para negros
e, por isso, considerada "menor" por aquele grupo dominante. Já os
negros, achavam que por ser uma música de origem negra, nenhum branco deveria
representá-la e divulgá-la, mormente para um faturamento que sempre lhes fora
negado! Elvis, em verdade, foi perseguido e tornou-se vítima de muitos
preconceitos por ir de encontro a um sistema estabelecido e quiçá por ter
origens humildes, um "caipira sulista", fato pelo qual ele sempre foi
discriminado. Muitos de seus admiradores postulam que somente o seu talento e
perseverança o mantiveram "vivo" até os dias atuais e que a descrição
de que ele só fez sucesso por possuir uma aparência de certa forma agradável,
não é mais considerada como uma versão admissível pelos biógrafos sérios e historiadores
daquela época e da música, sendo consideradas nos dias atuais como risíveis e
recheadas de clichê. Mas Elvis superou as adversidades, ainda que a pecha da
vulgaridade tenha permanecido no seio dos segmentos mais ostensivos às camadas
mais populares. Tornou-se o "O Rei da Guitarra Elétrica"! - lembram
os estudiosos de sua obra, com propriedade, o gênero que, curiosamente, menos
interpretou quantitativamente; título outorgado primeiramente pela revista Variety. Até os dias atuais, Elvis é lembrado
como um dos maiores nomes da música em todos os tempos, ainda que sua
importância maior talvez ainda esteja por ser estudada e compreendida, por
epistemólogos da Sociologia e Psicanálise, principalmente. Suas apresentações
televisivas quebraram todos os recordes de audiência, além das inevitáveis
polêmicas geradas por suas performances explosivas. Podem ser citadas como
exemplos, as interpretações de "Hound Dog" nos programas de Ed Sullivan e Milton Berle. Um fato bastante propalado e que
evidencia esse momento são as famosas censuras em torno de suas apresentações
televisivas, fato comprovado pelas apresentações onde ele foi filmado da
cintura para cima, uma em 1956 no programa "The Steve
Allen Show" e outra em 1957 no programa "The Ed
Sullivan Show". Em 1 de Abril de 1956
Elvis grava uma performance em cores da canção "Blue Suede Shoes", cena esta
que fazia parte de um teste feito pela 20th Century Fox
para o filme "Love Me Tender", sendo que a
referida cena não foi transmitida na época, tendo permanecido nos arquivos da "FOX"
até finais da década de 80, essa
talvez tenha sido sua primeira performance em cores, afinal, naquela época a
transmissão em cores estava em seu início. Os filmes "Love Me
Tender", "Loving You", "Jailhouse Rock" e "King
Creole" foram um grande sucesso de público e, principalmente, os dois
últimos, também tiveram seus méritos reconhecidos pela crítica especializada.
No mês de Outubro de 1956,
Elvis realiza um espetáculo na cidade de Dallas no estádio "Cotton Bowl" para um público
estimado de 27 mil pessoas, algo incomum para um artista solo naqueles idos. Em janeiro de 1957,
em sua última apresentação no programa de Ed Sullivan, Elvis provocou uma enorme celeuma,
quando, contra a vontade do apresentador, cantou a música gospel preferida de sua mãe,
"Peace In The Valley". A repercussão foi imediata e polêmica,
levando-o à gravação de seu primeiro disco gospel, um EP (compacto duplo com quatro
canções). No final de 1957, um show realizado no Pan Pacific
de Los Angeles foi considerado um dos maiores
momentos da carreira de Elvis, por sua sensual e arrebatadora apresentação,
considerada escandalosamente provocativa pelos puritanos da época. No mesmo ano
de 1957, Elvis se apresentou no Canadá, os seus únicos shows fora dos EUA, em um
total de cinco espetáculos que abalaram o país vizinho. Neste ano, Elvis
adquiriu a mansão Graceland, sua eterna
morada. Em 1959 conhece Priscilla Beaulieu (que tinha 14 anos na época),
que viria a ser sua mulher alguns anos mais tarde.
Ida ao Exército e morte da mãe: - empresário
para expandir sua faixa de público. Transferido, permaneceu na Alemanha de outubro de 1958
até março de 1960.
Em agosto de 1958, o falecimento de sua mãe
transformar-se-ia no marco mais dramático de sua vida.[12] Elvis jamais voltaria a ser o mesmo
no quesito pessoal.[13] Ironicamente, nesse momento, Elvis é
o maior ídolo mundial de todos os tempos.
Anos 60: A volta
do Exército - Em março de 1960,
Elvis retornou da Alemanha e surpreendeu o
mundo ao aceitar o convite para participar do programa de Frank Sinatra, "The Frank Sinatra Show -
The Timex Special", realizando uma de suas melhores
performances televisivas. Selou, a partir de então, uma relação de cordialidade
com seu anfitrião e com Sammy Davis, Jr.
- com quem, inclusive, ensaiou os números de orquestra -, que perduraria ao longo de sua
vida. O programa bateu todos os recordes de audiência do ano, inserindo Elvis
em um nova faixa de público e apresentado pela "Rat Pack", naquele
momento, contava com grande prestígio, razão pela qual o astuto empresário Tom
Parker o garimpara. No cinema, Elvis Presley contou
com a sensível direção do veterano Don Siegel no filme Flaming Star, um novo reconhecimento da crítica,
virando um de seus mais bem sucedidos filmes em qualidade, ainda que tenha,
curiosamente, desapontado seu público, à época, exigente de películas apenas
histriônicas. No mesmo ano de 1960, Elvis novamente surpreende e lança um álbum
gospel, contrariando o seu empresário e os proprietários da gravadora, que não
viam com bons olhos um trabalho nesse gênero musical, entretanto, seguindo seu
instinto e de certa forma querendo homenagear sua mãe, ele participa de toda a
parte de produção e no final do ano o álbum é lançado tornando-se um grande
sucesso de público e crítica. Já em 1961, Elvis realizou shows em Memphis (2) e no Hawaii com grande sucesso de crítica e público. O show
havaiano, beneficente, concordam seus seguidores mais iniciados e alguns
críticos, tornou-se emblemático de apresentações clássicas, no gênero, no
show-business. No mesmo ano, Elvis foi homenageado com o "Dia Elvis
Presley", tanto na cidade de Memphis como no estado do Tennessee. Elvis provava que sua ida ao Exército
e o fim da década de 50 não
abalaria seu sucesso[14] e que alguns de seus álbuns na década de 60 tornariam-se clássicos, sendo
avaliados como alguns dos melhores de sua carreira.[15]
Hollywood, bons e maus momentos: No período
de 1960 até 1965,
os seus filmes são um grande sucesso de público no mundo
inteiro. Alguns críticos mais generosos, ainda que implacáveis acerca da
qualidade duvidosa das películas, clamavam por melhores oportunidades e
personagens para Elvis Presley que, entretanto, envolvido em uma ciranda
mercadológica, não se dispunha a aprender o ofício e freqüentar Escolas de
Artes Cênicas confiáveis, para aprimorar-se no ofício - a exemplo de Marlon Brando, e muitos outros. Ainda assim, sua
versatilidade esteve presente e vários gêneros foram visitados, sendo elogiado
por algumas de suas performances, mesmo os roteiros não sendo avaliados como
satisfatórios, ou seja, ele fazia a sua parte com méritos, mesmo não possuindo
material de qualidade - entre os gêneros apresentados em seus filmes podem ser
destacados, "musical", "faroeste", "drama" e
"comédia" - os maiores e melhores destaques nesse período foram, Flaming Star (1960), Wild In The Country
(1961), Follow That Dream
(1962), Kid Galahad (1962), Fun in Acapulco (1963), Viva Las Vegas (1964), Roustabout (1964). A partir de 65, seus filmes e
trilhas-sonoras perderam qualidade drasticamente, configurando período de
grande alienação e tédio pessoal para o artista. Durante as filmagens de
"Viva Las Vegas", em 1963, os protagonistas, Elvis e
Ann-Margret, sueca de beleza estonteante,
apaixonaram-se intensamente; o que legou bons resultados ao produto final. E
muita especulação na mídia. O filme "Viva Las Vegas"
é considerado um de seus melhores momentos no cinema, sendo muito elogiado até os dias atuais.[16][17]
Elvis Presley e The Beatles: No dia 27 de agosto de 1965,
Elvis e a banda inglesa The Beatles
encontraram-se no âmbito doméstico, sem evidências, até agora, de qualquer
produto áudio/visual relevante. A única imagem alusiva ao encontro de Elvis e
Beatles é uma foto em que John Lennon aparece saindo da casa de Elvis. No
documentário The Beatles Anthology,
de 1996, os ex-beatles Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr, confirmaram jamais terem tocado com
Elvis, e que somente John Lennon o fizera. No mesmo documentário, Ringo, para
os biógrafos confiáveis, a grande estrela da noite em simpatia e camaradagem
geral, comentou ter jogado futebol com Elvis.
Virada na carreira: Apesar da fase de pouca
qualidade em seus filmes e respectivas trilhas-sonoras, o ano de 1967
será lembrado pelo lançamento do disco que seria considerado um "divisor de
águas" na carreira de Elvis, o gospel How Great Thou Art;
decorrente de radical mudança em sua produção musical. O álbum surpreendeu o
mundo, gradativamente, transformou-se em um grande sucesso de crítica e
público; sendo, posteriormente, agraciado com um honroso Grammy, o Oscar da música. De alguma
forma, o fonograma - de grande qualidade - e seus resultados, aguçou e excitou
musicistas, produtores, fãs e o grande público. Bem produzido e com peças esmeradas,
Elvis Presley dera indícios de sua vitalidade e criatividade, ainda em franca
ascensão e plena maturidade musical. Fundou-se, portanto, um tempo de bons
arranjos e melhor seleção musical. Ocorreram profundas mudanças em seus tons,
na própria tessitura vocal e, conseqüentemente, em seus registros.
Gradativamente, a própria extensão seria privilegiada, com comprometimento da
afinação. No mesmo ano, Elvis Presley finalmente casou-se com Priscilla Beaulieu, já residente em Graceland,
Memphis, desde meados da década, o matrimônio foi realizado na cidade de Las Vegas. Nesse período, entre 1967
e 1968, foram lançados alguns compactos muito elogiados; realmente,
enormemente criativos e interessantes - goste-se ou não de Elvis Presley,
reconhecerão seus ouvintes. Tudo devido as sessões de gravação ocorridas ainda
em 1966, mais precisamente em maio
e junho, onde o repertório foi sendo aprimorado
qualitativamente, gerando além do álbum "How Great Thou Art", outras
canções de bom nível como "Indescribably Blue", "I'll Remember
You" e "If Every Day Was Like Christmas". O mesmo pode ser
percebido em 1967 em canções como "Suppose",
"Guitar Man", "Big Boss Man", "Singing Tree",
"Mine", "You'll Never Walk Alone". No período de 66/67,
Elvis realiza várias sessões caseiras, onde ele interpreta várias canções de
vários estilos e épocas distintas, mostrando um talento intuitivo e natural, no
entanto, essas gravações só cairam no conhecimento do público, em sua grande
maioria, no final da década de 90. Em 1 de fevereiro de 1968
nasce a sua primeira e única filha: Lisa Marie Presley.
Elvis NBC TV Special: Em 28 de Junho de 1968
começou a gravação de um especial que seria lançado em dezembro de 1968,
especialmente para o Natal, Presley gravaria por 3 dias seguidos, quatro shows,
dois sentado com a antiga banda em 28 e em 29 gravaria mais dois shows, agora
sem a sua banda, sozinho no palco. Dia 30, último dia de gravações, Presley
cantou algumas canções atuando. Elvis Presley apresentou-se nacionalmente para
a televisão estadunidense, o Elvis NBC TV Special;
em um mega-programa que, a posteriori, seria considerado o primeiro acústico da
história. Em performance considerada até os dias atuais como magistral, Presley
foi aclamado pelo público e crítica especializada. Coronel Tom Parker, lendário empresário do artista,
vislumbrara um programa piegas, tradicional e conservador, no entanto, devido a
grande empatia estabelecida entre Presley e o então jovem produtor Steve Binder, realizou-se um espetáculo
contundente e ousado; inclusive com cenas interditadas pela "Censura
Federal" daqueles idos. Neste especial, que foi ao ar poucos meses depois
da morte de Martin Luther King,
assassinado em abril na cidade de Memphis, e por isso mesmo no auge do racismo, Elvis apareceu ao lado do grupo vocal
chamado "The Blossoms", grupo que era composto por três mulheres negras (Fanita James, Jean King, Darlene Love) no
horário nobre, fato que causou uma grande polêmica. Um trabalho
reconhecidamente antológico e pioneiro. Foram apresentados clássicos dos anos 50, algumas canções da década de 60 e, ainda outras, inéditas.
"Tiger Man" (lançada no disco Elvis Sings Flaming
Star), "Baby, What You Want Me To Do", "Up Above My
Head", "Nothingville", "If I Can Dream", "Memories" e
"Saved", estiveram no roteiro, de um programa dividido em sets; entre
"jam sessions" eletrizantes e performances clássicas em cenários
monumentais e arranjos grandiosos - elaborados pela competente orquestra da NBC.
Elvis Presley atingira maturidade artística.
A volta aos espetáculos: No ano de 1969,
Elvis retornou aos palcos, após 8 anos de afastamento voluntário do contato
direto com o público. O lugar escolhido foi Las Vegas, onde passou a realizar várias
temporadas anuais regularmente; aclamadas pela crítica e público. Vegas, seria,
em verdade, sua grande escola. Elvis não fora "crooner", não passara
anos a fio cantando na noite e saíra do anonimato para o esplendor em muito
pouco tempo. Nos anos 50, suas apresentações explosivas eram, em
verdade, espontâneas e intuitivas; tão fascinantes como, de certa forma,
ingênuas e amadoras. Pois, a partir deste 1969, Elvis Presley amadureceria sua
performance e tornar-se-ia um cantor experiente e com domínio cênico, além de
ser avaliado como fantástico pela crítica da época, além de profissional e
exuberante. E excêntrico, com suas roupas ainda mais extravagantes e
estilizadas. O ano de 1969 também seria marcado por sessões de gravação muito
produtivas e pela escolha de um repertório e equipe musical de grande
qualidade. A resposta foi imediata: "Suspicious Minds", "In the Ghetto" e "Don't Cry
Daddy" tornam-se "big hits" em todo o mundo. Por
razões contratuais, concluiu seus últimos filmes de ficcção, que pouco
interesse despertaram, tampouco a um Elvis reinventado em criatividade, vigor e
emoção.
Anos 70: Na
estrada: O ano de 1970 denotou um grande amadurecimento cênico e vocal de Elvis
Presley, em relação ao anterior. Novas temporadas em Las Vegas ocorreram, com mudanças radicais em
repertório - mais versátil e atualizado para aqueles dias -; shows avaliados
como eletrizantes, tanto pela crítica como pelo público, porém com roteiros
mais elaborados. Muitas dessas apresentações foram gravadas e deram origem a
discos como "On Stage".
Pela primeira vez no mundo, um artista prescindia de seu nome na capa - no
original. Um novo marco! Apesar do grande sucesso, segmentos da crítica e dos
estudiosos do show-business temiam que a rotina de espetáculos em Vegas, terra
de pouca inventividade, pudessem tornar Elvis alienado e desmotivado, o que
definitivamente não ocorreu. No mesmo ano, após seu retorno às apresentações ao
vivo, Parker e Presley iniciaram uma série de grandes espetáculos históricos e
considerados magistrais, mesmo na época de sua realização; e inventaram,
gradativamente, uma nova concepção de shows: as "mega-tours". Presley
fez 6 shows no Astrodome, em
Houston, onde quebrou todos os recordes de
público, reunindo 43.000 pagantes na quarta apresentação. Um recorde impensável
para aqueles idos!
That's The Way It Is: No mesmo ano de 1970,
Elvis surpreendeu o show-business com a realização do documentário That's The Way It
Is, filmado nos meses de julho e agosto, com cenas de estúdio e ao vivo; lançado no final do
ano nos EUA - e,
no ano seguinte, no Brasil. A película foi recebida com sucesso
estrondoso, particularmente no Japão, onde quebrou recordes
de público, com filas intermináveis. Tornou-se um mega-sucesso, dirigida pelo
então jovem e talentoso diretor Dennis Sanders; com quem, entretanto, Elvis não
chegou a estabelecer uma relação confortável. Elvis tornara-se um artista
maduro e um "entertainer" cativante, para vários públicos. O karatê, uma de suas paixões, passou a ocupar
ainda mais espaço cênico em suas coreografias. No final do ano, Elvis encontrou
o Presidente Richard Nixon, em episódio insólito e
controvertido biograficamente. Em 1971, Elvis foi agraciado com
duas importantes premiações, a primeira logo em janeiro, se referia ao prêmio concedido pela
"Câmara Júnior de Comércio Estadunidense" em relação as dez pessoas
mais importantes da américa em 1970. Seguindo-se a isso o
prêmio denominado Grammy Lifetime
Achievement Award, uma espécie de "conjunto da obra", foi
concedido pelo Grammy ao rei da Guitarra Elétrica.
On Tour e Nova Iorque: Entre 1970
e 1972, Elvis Presley realizou, com enorme êxito,
várias turnês pelos EUA e, motivado pelo grande sucesso de "That's The Way
It Is", um novo filme foi idealizado; desta feita, na tentativa de
capturar a intimidade e o ritmo frenético do astro e seus fãs nestas
empreitadas. Então, em 1972, concluiu-se o documentário Elvis on Tour, de concepção bastante moderna
para a época, vencedor do Globo de Ouro
daquele ano, em sua categoria. Também em 1972,
Elvis apresentou quatro mega-espetáculos em Nova Iorque, no lendário Madison Square Garden.
Novos recordes foram quebrados, de público e arrecadação. A imprensa local foi
ao delírio com ótimas críticas,[20] como as do "New York
Times": "É lindo por que ele faz o que sabe fazer de melhor. Sexta
feira a noite, no Madison Square Garden, foi assim. Ele ficou ali parado, no
final, seus braços abertos, a grande capa dourada dando-lhe asas. Um campeão.
Único em sua liga.", ou então, "Como um príncipe de outro
Planeta". Insolitamente, suas únicas performances em palcos da cidade. Grandes celebridades do "show-business"
estiveram presentes aos shows, amplamente noticiados em todo o mundo, inclusive
no Brasil. Entre outros, Art Garfunkel, Eric Clapton, John Lennon e David Bowie - atrasado pelo grande
congestionamento do trânsito -, mostraram-se encantados. Neste 1972, seu casamento chegaria ao fim, ainda de maneira
informal, causando-lhe imenso impacto e progressivo transtorno pessoal.
Ironicamente, Elvis viveu um ano triunfal profissionalmente, retornando,
glorificado, ao primeiro lugar das paradas mundiais de sucesso com a canção
"Burning Love".
Divórcio: Nesta época, Elvis e Priscilla
sofriam uma crise no casamento. Ela reclamava que ele estava muito distante
dela por causa de seus shows, além de existirem casos de infidelidade dos dois
lados. Tudo isso causou, em fevereiro de 1972,
o fim de seu casamento, ainda de maneira informal,
causando-lhe imenso impacto e progressivo transtorno pessoal. Em janeiro de 1973,
ele pede o divórcio definitivo. Ironicamente, Elvis viveu um ano triunfal
profissionalmente, retornando, glorificado, ao primeiro lugar das paradas
mundiais de sucesso com a canção "Burning Love".
Aloha from Hawaii: Apesar de estar mergulhado
em problemas pessoais e de saúde, mas no auge como artista, em 14 de janeiro de 1973,
Elvis Presley realizou o primeiro show via satélite do mundo, transmitido, ao vivo, para
muitos países - inclusive o Brasil, pela Rede Tupi - e, posteriormente, para quase todo o
planeta. O especial, Aloha from Hawaii, foi assistido por
aproximadamente 1,5 bilhão de telespectadores - número surpreendente para
aqueles dias. Nos Estados Unidos, sucesso estrondoso, foi ao ar em abril
de 1973, tendo recebido o seguinte comentário no editorial do jornal The New York Times:
"Elvis superou sua própria lenda!" No Brasil, foi ao ar novamente em
abril do ano seguinte, 1974, com grande êxito. O álbum duplo, inaugural do
sistema "quadrafônico", uma espécie de ancestral do "home
theater", foi imediatamente colocado no mercado, atingindo rapidamente o
marco de 1 milhão de cópias vendidas.
A volta a Memphis: Apesar do aumento dos problemas
pessoais e uma crescente piora em sua saúde com o visível aumento de peso,
Elvis consegue empolgar em muitos de seus shows a partir de 1974,[22] seus espetáculos foram se
transformando, onde era priorizado a qualidade e grandiosidade das canções e
sua voz que atingia cada vez mais o seu auge.[23] O ano de 1974,
artisticamente, foi deveras criativo para Elvis Presley e poderia ter se
tornado a pedra fundamental para uma nova grande guinada em sua carreira e vida
pessoal, o que aconteceria em parte, especialmente em alguns espetáculos em Las
Vegas, onde Elvis inovou em seu repertório, bem como em seus trajes, bastante
distintos em relação aos usados na época; Após 13 anos ausente dos palcos de Memphis, sua residência, neste 1974
Elvis voltou a apresentar-se na cidade, triunfalmente.[24] O show do dia 20 de março foi gravado, garantindo-lhe novo Grammy pela performance de "How Great Thou Art", um
clássico do cancioneiro religioso. Até hoje, o feito expressivo é referenciado
como de grande relevância em sua carreira, por fãs e interessados em música e
sua história. Enormemente insatisfeito com os rumos dados à carreira por seu
empresário Tom Parker - repertório, gravadora, Las Vegas, recusas de bons
roteiros cinematográficos -, Elvis chegou a demiti-lo mas, posteriormente,
indiretamente desautorizado por familiares - desinteressados no rompimento -,
voltou atrás; muito frustrado e insatisfeito.
Últimos anos: Ainda no ano de 1974, Elvis
voltou a se apresentar no Astrodome, de Houston, estádio monumental, jamais contemplado
com tal magnitude de um espetáculo de música popular. Novos recordes foram
quebrados, superiores aos próprios, de 1970. Em um segundo show, 44.175
pagantes foram contabilizados; público até então inimaginável para um concerto
de um único artista. Além de Houston, realizou shows históricos em Los Angeles, no mês de maio;
prestigiado inclusive por artistas e bandas das novas gerações, então no auge,
como um eufórico e entusiasmado Led Zeppelin. Uma única sessão de gravação foi
realizada no ano seguinte, 1975, quando, no último dia do
ano, Elvis Presley quebrou novo recorde de público para um artista solo até
então, apresentando-se para 62 mil pessoas. Segmento de seus biógrafos afirmam
que este seria seu último ano primoroso artisticamente; Elvis realiza shows
históricos em sua carreira, sendo elogiado por todos, propiciando o seguinte
comentário do jornal The New York Times:
"Cada vez mais Presley melhora sua voz atingindo excelentes notas vocais.
Ele ainda é o rei nos palcos.", referindo-se aos shows de
"Uniondale" no condado de
Nassau no estado de Nova Iorque.
Muitos afirmam que os alguns dos melhores shows de Elvis em toda a carreira
foram realizados em 1975. No mesmo período são lançados dois dos melhores
álbuns de Elvis na década de 70, Elvis Today e Promised
Land. Entretanto, pessoalmente, seus percalços se somavam
gradativamente. Em 1976, ano em que realizou mais de 100
mega-espetáculos, Elvis voltou a apresentar-se no último dia do ano, na cidade
de Pittsburgh; reconhecido pela crítica e público
como um dos seus últimos grandes espetáculos de qualidade; para os fãs,
antológico! Elvis Presley subiu aos palcos regularmente, de forma sofrível, ao
longo dos seis primeiros meses de 1977, com a saúde visivelmente deteriorada. No mês de junho,
teve espetáculos filmados pela rede de televisão CBS,
vislumbrando um vindouro mega-especial, a ser levado ao ar em cadeia nacional
oportunamente.
That's The Way It Is: No mesmo ano de 1970,
Elvis surpreendeu o show-business com a realização do documentário That's The Way It
Is, filmado nos meses de julho e agosto, com cenas de estúdio e ao vivo; lançado no final do
ano nos EUA - e,
no ano seguinte, no Brasil. A película foi recebida com sucesso
estrondoso, particularmente no Japão, onde quebrou recordes
de público, com filas intermináveis. Tornou-se um mega-sucesso, dirigida pelo
então jovem e talentoso diretor Dennis Sanders; com quem, entretanto, Elvis não
chegou a estabelecer uma relação confortável. Elvis tornara-se um artista
maduro e um "entertainer" cativante, para vários públicos. O karatê, uma de suas paixões, passou a ocupar
ainda mais espaço cênico em suas coreografias. No final do ano, Elvis encontrou
o Presidente Richard Nixon,[18] em episódio insólito e controvertido
biograficamente. Em 1971,[19] Elvis foi agraciado com duas
importantes premiações, a primeira logo em janeiro, se referia ao prêmio concedido pela
"Câmara Júnior de Comércio Estadunidense" em relação as dez pessoas
mais importantes da américa em 1970. Seguindo-se a isso o
prêmio denominado Grammy
Lifetime Achievement Award, uma espécie de "conjunto da
obra", foi concedido pelo Grammy ao rei da Guitarra
Elétrica.
On Tour e Nova Iorque: Entre 1970
e 1972, Elvis Presley realizou, com enorme êxito,
várias turnês pelos EUA e, motivado pelo grande sucesso de "That's The Way
It Is", um novo filme foi idealizado; desta feita, na tentativa de
capturar a intimidade e o ritmo frenético do astro e seus fãs nestas
empreitadas. Então, em 1972, concluiu-se o documentário Elvis on Tour, de concepção bastante moderna
para a época, vencedor do Globo de Ouro
daquele ano, em sua categoria. Também em 1972,
Elvis apresentou quatro mega-espetáculos em Nova Iorque, no lendário Madison Square Garden.
Novos recordes foram quebrados, de público e arrecadação. A imprensa local foi
ao delírio com ótimas críticas,[20] como as do "New York
Times": "É lindo por que ele faz o que sabe fazer de melhor. Sexta
feira a noite, no Madison Square Garden, foi assim. Ele ficou ali parado, no
final, seus braços abertos, a grande capa dourada dando-lhe asas. Um campeão.
Único em sua liga.", ou então, "Como um príncipe de outro Planeta".
Insolitamente, suas únicas performances em palcos da cidade. Grandes celebridades do "show-business"
estiveram presentes aos shows, amplamente noticiados em todo o mundo, inclusive
no Brasil. Entre outros, Art Garfunkel, Eric Clapton, John Lennon e David Bowie - atrasado pelo grande
congestionamento do trânsito -, mostraram-se encantados. Neste 1972, seu casamento chegaria ao fim, ainda de maneira
informal, causando-lhe imenso impacto e progressivo transtorno pessoal.
Ironicamente, Elvis viveu um ano triunfal profissionalmente, retornando,
glorificado, ao primeiro lugar das paradas mundiais de sucesso com a canção
"Burning Love".
Últimos anos: Ainda no ano de 1974, Elvis
voltou a se apresentar no Astrodome, de Houston, estádio monumental, jamais contemplado
com tal magnitude de um espetáculo de música popular. Novos recordes foram
quebrados, superiores aos próprios, de 1970. Em um segundo show, 44.175
pagantes foram contabilizados; público até então inimaginável para um concerto
de um único artista. Além de Houston, realizou shows históricos em Los Angeles, no mês de maio;
prestigiado inclusive por artistas e bandas das novas gerações, então no auge,
como um eufórico e entusiasmado Led Zeppelin. Uma única sessão de gravação foi
realizada no ano seguinte, 1975, quando, no último dia do
ano, Elvis Presley quebrou novo recorde de público para um artista solo até
então, apresentando-se para 62 mil pessoas. Segmento de seus biógrafos afirmam
que este seria seu último ano primoroso artisticamente; Elvis realiza shows
históricos em sua carreira, sendo elogiado por todos, propiciando o seguinte
comentário do jornal The New York Times:
"Cada vez mais Presley melhora sua voz atingindo excelentes notas vocais.
Ele ainda é o rei nos palcos.", referindo-se aos shows de
"Uniondale" no condado de
Nassau no estado de Nova Iorque.
Muitos afirmam que os alguns dos melhores shows de Elvis em toda a carreira
foram realizados em 1975.[25] No mesmo período são lançados dois
dos melhores álbuns de Elvis na década de 70, Elvis Today e Promised
Land. Entretanto, pessoalmente, seus percalços se somavam
gradativamente. Em 1976, ano em que realizou mais de 100
mega-espetáculos, Elvis voltou a apresentar-se no último dia do ano, na cidade
de Pittsburgh; reconhecido pela crítica e público
como um dos seus últimos grandes espetáculos de qualidade; para os fãs,
antológico! Elvis Presley subiu aos palcos regularmente, de forma sofrível, ao
longo dos seis primeiros meses de 1977, com a saúde visivelmente deteriorada. No mês de junho,
teve espetáculos filmados pela rede de televisão CBS,
vislumbrando um vindouro mega-especial, a ser levado ao ar em cadeia nacional
oportunamente.
Morte: Na noite de 15 de Agosto Elvis vai ao dentista por volta das 11 da noite, algo muito
comum para ele. De madrugada ele volta a Graceland, joga um pouco de tênis e toca algumas
canções ao piano, indo dormir por volta das 4 ou 5 da
madrugada do dia 16. Por volta das 10 horas Elvis teria levantado para ler no banheiro, o que aconteceu desse ponto até por
volta das duas horas da tarde é um mistério, o desenlace ocorreu,
possivelmente, no final da manhã, no banheiro de sua suite, na mansão Graceland, na cidade de Memphis, no Tennessee. Os fatores predisponentes sistêmicos,
os hábitos cotidianos e as circunstâncias que culminaram com a morte de Elvis
Presley, são dos pontos mais polêmicos e controvertidos entre seus biografos e
fãs. Elvis só foi encontrado morto no horário das duas horas da tarde por sua
namorada na época, Ginger Alden. Logo após, o seu corpo é levado ao hospital
"Memorial Batista" e sua morte confirmada.
A morte de Elvis Aaron Presley no dia de 16 de agosto de 1977,
causada por colapso fulminante associado à disfunção cardíaca, surpreendeu o mundo,
provocando comoção[26] como poucas vezes fora vista em nossa
cultura; inclusive no Brasil. Os fãs se aglomeraram
em maior número em frente a mansão. As linhas telefônicas de Memphis estavam tão congestionadas que a
companhia telefônica pediu aos residentes para não usarem o telefone a não ser em caso de emergência. As
floriculturas venderam todas as flores em estoque. O velório
aconteceu no dia 17. Alguns, dos milhares de fãs, puderam ver o caixão por
aproximadamente 4 horas.
Por volta das 3 da tarde do dia 18 a cerimônia para
familiares e amigos foi realizada, com canções gospel sendo cantadas pelos
"Stamps" (Grupo vocal gospel) e por Kathy Westmoreland (cantora),
ambos fizeram parte do grupo musical de Elvis na década de 70. Após a cerimônia todos foram
levados até o cemitério em limusines, logo em seguida o corpo de Elvis é
enterrado. Mas para os fãs e apreciadores de artistas que viraram ícones, a
morte física de Elvis pouco importa. E para seus admiradores, enquanto houver
desejo e emoção, Elvis Presley viverá.[27]
Depois de sua morte: Depois de seu falecimento,
vários acontecimentos tornaram Elvis Presley ainda mais famoso e até, segundo
alguns, memorável; conseqüentemente, mais pessoas tornaram-se fãs de sua obra.
Posto o ídolo, inaugurou-se o mito, [28] eterno, redentor e fonte inesgotável
de idealizações. Seu sucesso foi, e ainda é, astronômico! Em 1979
foi realizado o primeiro filme biográfico, para a TV,
chamado "Elvis"; no Brasil, intitulado
"Elvis Não Morreu", interpretado por Kurt Russell. Em 1981,
produziu-se um documentário, avaliado
como excelente, denominado This is Elvis; no
Brasil, "Elvis o Ídolo Imortal". No ano
seguinte, abriu-se ao público, ainda em caráter bastante amador, a mansão Graceland; ainda habitada por alguns parentes.
No ano de 1984, Elvis Presley foi homenageado pela
fundação do blues e pela academia de música country. Posteriormente, em 1985,
lançou-se com enorme sucesso, sendo considerado pela crítica da época como
ótimo, o livro "Elvis e Eu", escrito por Priscilla Presley e Sandra Harmon; que seria
transformado, em 1988, em filme para a TV, também muito bem sucedido. Passado o impacto
de sua morte, os primeiros anos da década de 80 foram de relativa obscuridade para
Elvis Presley. O livro de Priscilla foi um importante "divisor de águas" para dias
mais prósperos. Prosseguindo com as homenagens, em 1986,
Elvis entrou para o hall da fama do rock, na categoria de sócio -
fundador. Em 1987, a American Music Awards
lhe concedeu – "in memoriam" - prêmio pelo conjunto da obra. A mansão
Graceland foi considerada patrimônio histórico
dos EUA
"(national register of historic places)", em 1991.
Elvis Presley, com justiça, foi agraciado com o título de sócio - fundador do
hall da fama do rockabilly, em 1997.
Nesse mesmo ano, realizou-se, pela primeira vez, o mega-espetáculo "Elvis
The Concert", com suas imagens em telão, musicistas de sua banda ao vivo e orquestra. Em 1998,
nova homenagem, desta feita, ingressou no hall da fama do country e, em 2001,
seria a vez do hall da fama do
música gospel. Em 2002 uma nova
"Elvismania" tomou conta do mundo.
Elvis Presley foi "redescoberto", graças a uma manobra genial da Elvis Presley Enterprises, de
biógrafos-colecionadores e de um DJ holandês. O remix da canção
"A Little Less Conversation" e o disco
Elvis: 30 #1 Hits obtiveram estrondoso sucesso
em todo o mundo, apresentando o artista às novas gerações. No ano seguinte,
novo êxito, com grande destaque mundial para o remix de
"Rubberneckin", seguido pelo CD 2nd to None. Entusiasmada com as vendagem, a
"máquina" disponibilizou, em 2004,
dois pacotes de DVDs de dois dos seus maiores momentos
televisivos: os especiais "Elvis NBC TV Special" e o "Aloha from
Hawaii", novos recordes de vendagem. Nesse mesmo ano, Elvis Presley foi
elevado à categoria de sócio - fundador do hall da fama da música britânica. O filme Jailhouse Rock galgou patamar honroso entre os
filmes estadunidenses; imortalizado, também em 2004,
entrando para o "Registro Nacional de Filmes" dos EUA. No
ano de 2005, o 70º ano de seu nascimento foi celebrado.
Em uma histórica votação realizada pelo site
AOL,
maior grupo de comunicação do mundo, Elvis Presley foi eleito o 8º maior estadunidense
de todos os tempos, em todas as áreas; o 5º do século XX e o 1º dentre os artistas. No ano de 2006,
Graceland foi designada como "lugar histórico americano" (national
historic landmark) pelo ministro do interior dos EUA. Até
2006,
quase trinta anos após sua morte, Elvis vive; e acresce
dezenas de milhões de dólares anualmente ao seu espólio.
Elvis in Concert: Inicialmente pensado para dezembro, o programa especial Elvis in Concert foi levado ao ar em outubro e registrou uma das maiores audiências
da história da rede americana CBS. Ainda que portador de
imagens constrangedoras de sua fisionomia e condições físicas, o programa
mostrou-nos um profissional despojado e empenhado em tentar superar-se e
apresentar-se da melhor forma possível. Entretanto, o que poderia ter sido uma
catástrofe para a sua carreira em vida, emocionou um mundo saudoso e
agradecido. Musicalmente, o programa mostrou um Elvis Presley apegado ao seu
maior trunfo, sua verve de grande intérprete e, munido de maturidade e extensão
vocal surpreendente, mais uma vez impactou a todos com a profundidade e
eloqüência de suas interpretações, mais uma vez revolucionárias. Até agosto de 1977, Elvis vendera 600 milhões
de discos, entre 150 álbuns e singles; superior a qualquer outro artista. Até 2005,
estima-se por volta de 2 bilhões de exemplares, recorde absoluto, coroado com
centenas de discos de ouro, platina e, mais recentemente, multi-platina. Entre
seus muitos prêmios, estão 14 indicações ao Grammy, com 3 premiações; cabe destacar, justíssimas;
mormente se considerarmos os prêmios anteriormente não outorgados,
possivelmente, por preconceito. E segundo alguns, porque Elvis Presley foi um
artista popular, um sujeito - desde sempre - a frente do seu tempo; inserido em
uma engrenagem sócio-histórica-cultural bastante complexa, e para os mesmos,
não é pouca coisa.
Atualidades: Nos dias atuais, Elvis é considerado por seus
fãs, assim como alguns especialistas, e até nomeado por algumas pesquisas, como
um dos melhores cantores populares do século XX,[29] sua voz,
reconhecem os especialistas, era poderosa e possuia um timbre destacado, principalmente a partir da metade dos anos 60, era detentor de uma surpreendente
musicalidade, cantando em vários ritmos e, em algumas oportunidades, em outros
idiomas - quer alemão, espanhol e italiano - além de uma rara capacidade
interpretativa; toda essa avaliação em torno da voz [30] de Elvis deve-se em grande parte a
análise por parte das pessoas que gozam de uma certa noção do melhor de cada
cantor, ou seja, o auge da carreira de cada um desses artistas, e até mesmo a
comparação das versões de canções interpretadas por quase todos os cantores,
como exemplo podemos citar os clássicos "My Way", "Danny
Boy", "Impossible Dream", "You'll Never Walk Alone",
entre outras. Barítono, fez-se, com
méritos, baixo (voz grave masculina) e tenor,
em algumas oportunidades. Indiscutível é sua versatilidade e potência vocal:
possivelmente, jamais houve um cantor tão eclético ritmicamente! Na
contemporaneidade, parte da indústria fonográfica, ao visitar sua biografia, o
reconhece, inclusive, como bom produtor musical, além de arranjador;
Elvis, como já comprovado pelas biografias lançadas, (hoje podemos ver também
vários de seus ensaios com seus músicos em vídeos)sua atuação/participação nos
[arranjos] andamento (ritmo que a música deveria ter), arranjos vocais,
instrumentais etc; e nos discos que retratam o seu trabalho em estúdio,
participava efectivamente das principais e mais elogiadas obras em estúdio de
sua discografia. Elvis, ao contrário de nomes como Beatles e Michael Jackson, nunca dispôs da companhia de
grandes produtores musicais, os produtores de Elvis são avaliados como
regulares e em alguns momentos como de bom nível, mas nada comparado a
produtores como Quincy Jones, George Martin, Phil Spector, entre outros, que de certa forma
auxiliaram intensamente a carreira de nomes como Beatles, Michael Jackson e a
até mesmo o início da carreira solo dos ex-beatles e que grande parcela do
sucesso e reconhecimento no auge das respectivas carreiras dos artistas já
mencionados, foram graças a seus produtores; igualmente, sobretudo os mais
entusiasmados, é reputado como um instrumentista virtuoso. Já como ator,
fez o que lha cabia, com profissionalismo e, em algumas oportunidades,
conquistou reconhecimento por seu empenho e até mesmo, talento.
Possivelmente Elvis seja o artista com o maior número de covers em todo o planeta, até 2005 mesmo, mais do que Beatles e Michael Jackson. Os primeiros covers
provavelmente surgiram nos anos 70 nos EUA e
foram se espalhando por todo o mundo nos últimos anos, atualmente são
realizados vários concursos em todo o mundo.
Por toda essa quantidade, e segundo alguns, sem qualidade, os covers são
criticados por sua suposta falta de individualidade, ocasionando assim, uma
suposta vontade incontrolada de simplesmente só se parecer com o seu ídolo, sem
com isso ter uma identidade própria, além
do mais, também são bastante criticados por parecerem caricatos demais, tanto na forma que cantam
quanto na forma de dançar. Os críticos em geral afirmam que eles deveriam
divulgar Elvis de uma forma menos "caricatural", ou seja, cantando
sem os trejeitos e com roupas consideradas
"normais". Os admiradores dos covers no entanto, acham que isso é
pura e simples inveja, já que muitos covers se apresentam em programas de televisão e fazem shows nos seus respectivos países, além do que, em alguns casos raros,
gravam até discos. O fato que
parece inegável é que o número de covers cresce a cada ano, inclusive, os shows
estão sempre lotados, até mesmo no Brasil.
Medicamentos: O que está provado é que ele se viciou em medicamentos, perdendo totalmente o controle a
partir dos anos 70, quando o dr. George Nickopoulos
receitava abusivas doses de medicamentos para Elvis, culminando assim na sua morte
em 77. O referido médico foi levado ao Tribunal em 1981,
acusado de receitar a Elvis um tratamento médico "ultrajante", mas
foi absolvido. O fato é que Elvis era uma pessoa altamente complexa em sua vida
pessoal e artística, uma pessoa de temperamento difícil, transformava-se de um
instante para outro de uma pessoa alegre, simpática e falante em uma pessoa
carrancuda e até mesmo infeliz; era, segundo pessoas próximas, hipocondríaco, o que talvez explique sua paranóia
pela leitura de bulas de remédios e a alta quantidade de remédios que ingeria,
tinha problemas no cólon (descolamento), o que
lhe causava horríveis dores, além de problemas no fígado, essas enfermidades deterioraram todo o
seu organismo e provocaram o mal cardíaco culminando com sua morte. Segundo J. D. Sumner, Elvis relatou em certa ocasião que
tinha a impressão que não alcançaria os 50 anos de idade, pelo fato de outros
familiares terem falecido antes de completar essa idade.
Elvis não morreu: Uma outra polêmica envolvendo o nome de Elvis
é a famosa frase "Elvis Não Morreu",[31] surgida devido à repetitiva
propaganda feita na TV brasileira, para a divulgação do filme de mesmo nome.
Para alguns, essa frase tem um forte apelo comercial e de marketing, entretanto, muitos de seus fãs
acreditam plenamente que Elvis realmente ainda está vivo, ou, pelo menos, não
morreu na data considerada oficial.
Muitos afirmam que Elvis já foi visto em diferentes
localidades e que existiriam várias coincidências em sua suposta morte
que comprovariam uma certa armação. Muitos dos que não acreditam nessa hipótese
de Elvis estar vivo, dizem que simplesmente é mais uma daquelas teorias conspiratórias.
A frase igualmente tornou-se um jargão bastante difundido e usado pelos fãs
e não-fãs de Elvis Presley em alusão a uma lenda urbana de que Elvis não teria de fato
morrido e estaria vivendo numa ilha. A expressão também pode
significar que Elvis é "imortal" na memória dos fãs.
Cinebiografia definitiva: Os fãs de Elvis reclamam insistentemente até
hoje no que se diz respeito a uma cinebiografa decente e definitiva sobre
Elvis, ou seja, todos os filmes feitos até hoje sobre o
Rei do Rock foram considerados ruins e de muito mau gosto, além das
interpretações dos atores que tentaram interpretá-lo serem
consideradas pífias. Os mesmos fãs admitem que é muito difícil fazer um filme decente
sobre Elvis, já que ele foi uma pessoa e artista altamente complexo, por isso mesmo, sua
alma seja tão difícil de ser assimilada por algum ator, ocasinando assim, quem
sabe, em uma grande interpretação. Os fãs dizem que é preciso um diretor, assim
como roteirista e atores que conheçam a obra de Elvis a fundo e queiram fazer
um filme sem intenções meramente comerciais. Em compensação, muitos documentários de boa qualidade já foram
realizados durante esse período, o primeiro e mais destacado de todos é This is Elvis (Elvis o ídolo imortal) de 1981
e mais recentemente o documentário que aborda o lado gospel de Elvis, He Touched Me de 1999.
Mitos e lendas: Alguns mitos
e lendas foram sendo criados em torno do nome e
imagem de Elvis Presley, principalmente depois de sua morte física. Abaixo uma
relação de algumas mentiras que, segundo
alguns, foram sendo desmascaradas com o passar dos anos.
- Um fato bastante
comentado entre os fãs sempre foi sobre o suposto "pior show" de
Elvis Presley que teria acontecido em 27 de Setembro de 1974 na cidade de College Park
em Maryland. Rezava a lenda que Elvis estava
mal de saúde, falava demais e cantava pouco, entretanto, esse
"mistério" foi solucionado em 2006 com o lançamento do bootleg "Chaos In College Park",
onde, segundo os ouvintes, mostra uma performance no geral de razoável
para boa e até mesmo com momentos muito bons. Inclusive o título
"chaos" foi avaliado como mentiroso e de mau gosto pelos fãs,
afinal, o show não está associado a essa palavra, pelo contrário.[32]
- Outro mito que
foi desfeito trata das últimas sessões de gravação em seu estúdio
particular na mansão Graceland em
fevereiro e outubro de 1976. Criou-se uma
"imagem" de que Elvis estava de mau humor, com a voz fraca e
cometia supostas falhas vocais, por isso os dois discos originados dessas
sessões (From Elvis Presley Boulevard e Moody Blue) sofreram um excesso de
overdubs. No entanto, o disco lançado pelo selo FTD chamado "The
Jungle Room Sessions" do ano 2000 destruiu esses mitos na opinião dos
fãs, mostrando um Elvis impecável como cantor e que, pelo menos nas
sessões, estava de bom humor, provando que Felton Jarvis, na opinião de
alguns, teria sido um péssimo produtor, ao menos nestes trabalhos.[33]
Roupas dos espetáculos: As mais famosas roupas
de espetáculos de Elvis são chamadas de "jumpsuits", os macacões que
Elvis utilizou em suas apresentações no período de 1969
até 1977. As primeiras roupas são avaliadas como bem
simples. Grande parte desses trajes foram confeccionados a pedido de Elvis para
que tivessem o aspecto de roupas de karatê, com o passar dos anos as suas roupas
foram tomando formas mais extravagantes. A sua jumpsuit mais famosa é a do show
do Hawaii de janeiro de 1973,
a "Aloha Eagle". Mas, antes mesmo desses macacões, Elvis ficou
bastante conhecido por suas roupas extravagantes e até mesmo históricas. Todas
estão em exposição hoje em dia em Graceland; cada um desses macacões recebia um
nome, entre eles podemos citar;
- Gold Suit ou The Gold
Lame Suit: Foi usada em 1957 em alguns shows, a
famosa "roupa dourada", como ficou conhecida entre os fãs
brasileiros, se tornou capa de um disco de 1959 chamado Elvis Golden
Records Vol.2.
- Black Leather Suit: Essa é a famosa roupa de couro preta do especial da NBC
de 1968, ele só a utilizou nesse especial.
- Aloha Eagle: Esse é um dos mais famosos, foi usado no show histórico
do Hawaii de 1973, entretanto, essa não foi a única
ocasião que ele o utilizou, Elvis também o vestiu em outros concertos no ano
de 1973 e começo de 1974.
- American Eagle: É por vezes confundido com o "Aloha",
foi um macacão usado por Elvis em alguns espetáculos no ano de 1974,
inclusive, nos shows de Los Angeles, no
qual, a banda Led Zeppelin
marcou presença, esse que é considerado um dos melhores momentos de
Presley nos anos 70.
- Benefit: É um daqueles em que o seu formato difere bastante
em relação aos demais, considerado por alguns, como um dos mais simples e
bonitos, usado em 1975.
- Azteca: Esse é eleito por boa parte dos fãs, como um dos
mais feios usados por Elvis em toda a sua carreira, ele o utilizou durante
alguns espetáculos de 1975 e 1976.
- Blue Bicentennial e White
Bicentennial: Possuem esse nome (Bicentennial), devido a uma
homenagem que Elvis queria prestar aos duzentos anos de independência dos EUA
em 1976.
- Indian Feather: Segundo fontes, era um dos preferidos do rei
da guitarra, devido ao fato que ele o utilizou
durante alguns espetáculos de 1975 até 1977.
- Mexican Sundial: Um dos macacões mais famosos de Elvis, ele o
vestiu durante boa parte do ano de 1977, sendo bastante reconhecido devido
ao fato dele ter servido de vestimenta durante os shows que se tornaram em
especial de TV, o Elvis in Concert,
também foi utilizado no último concerto de Elvis em 26 de junho do mesmo ano.
- Historic Suit: Esse, segundo dizem, seria o macacão que Elvis
usaria na sua turnê de agosto de 1977, a qual nunca foi realizada,
evidentemente devido a sua morte no dia 16 de agosto de 1977.
A voz de Elvis: Elvis dispunha de um registo vocal muito flexível e eclético para
quem nunca teve aulas de canto ou mesmo ensino teórico
convencional. Elvis, barítono, conseguia atingir
3 oitavas e, por vezes, atingir o registo vocal de
tenores e baixos, talvez, devido a esses fatores, muitos
conhecedores de sua obra, fãs propriamente, chamam-no de A Voz: Segundo aqueles que são ávidos
de apresentações ao vivo de Elvis, principalmente da década de 70, ele demonstrava com maestria o seu
poder vocal, e que até os dias atuais, ainda impressiona aqueles que não
conhecem a sua carreira em sua forma mais abrangente; Elvis atingia em muitas
de suas performances o chamado "dó de peito", que corresponde a nota
musical "Sol 3", feita com voz de cabeça - como se fosse um falsete.
Para surpresa de alguns iniciantes em sua vasta obra,
Elvis já dava sinais de grande poder vocal já na década de 50, principalmente em notas graves, a
gênese desse futuro fenômeno vocal se deu, na avaliação de alguns, no ano de 1957.
Dando prosseguimento a sua evolução como intérprete, Elvis atingiria na década
seguinte, uma maturidade vocal bastante elevada, tanto em notas graves e agora
também, em notas agudas; um marco dessa evolução, seria o álbum How Great Thou Art,
gravado em 1966 e lançado logo em seguida, no início de 1967.
Elvis deu início à sua carreira profissional com apenas
19 anos de idade, portanto, o período de transição da adolescência para a fase adulta, a chamada puberdade, onde, a voz de Elvis estava em plena
transformação, atingido assim a sua maturidade nos anos posteriores.
Com o uso constante da voz, as pregas vocais vão se
tornando mais resistentes, respondendo muito melhor e mais prontamente,
permitindo assim ao cantor atingir notas mais agudas e melhorar a
qualidade sonora como um todo, fazendo assim de sua voz um verdadeiro
instrumento, como dizem que era o caso de Elvis Presley.
O grande desafio de quem privilegia a extensão é a
afinação, canto extremamente técnico, e Elvis conseguiu em várias oportunidades
a conciliação difícil, segundo os especialistas. Uma das notas mais difíceis de
se atingir é o "dó acima dó central", e Elvis atingiu muitas vezes em
espetáculos ao vivo durante a década de 70, dito por especialistas.
Com um extenso alcance vocal e sua técnica de certa forma
operesca, principalmente na década de 70, Elvis
Presley se notabilizou por ser um dos mais impressionantes exemplos do que um
cantor pode fazer com sua voz, transformando-a em
um verdadeiro instrumento,
provocando até dúvida em algumas pessoas, com os seus ceticismos, se as
performances são mesmo de autoria de Elvis.