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segunda-feira, 29 de abril de 2019
28 ANOS DO FALECIMENTO DE LUIZ GONZAGA DO NASCIMENTO JÚNIOR - GONZAGUINHA - 29 DE ABRIL DE 1991.
Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior, mais conhecido como Gonzaguinha, (Rio de Janeiro, 22 de setembro de 1945– Renascença, 29 de abril de 1991) foi um cantor e compositor brasileiro.[1]
Biografia[editar | editar código-fonte]
Gonzaguinha era filho registrado, mas não natural[2][3], do cantor e compositor pernambucano Luiz Gonzaga e de Odaleia Guedes dos Santos, cantora do Dancing Brasil.[4]
Compôs a primeira canção "Lembranças da Primavera" aos 14 anos, e em 1961, com 16 anos, foi morar no bairro de Cocotá, na ilha do Governador, com o pai para estudar. Mais tarde, estudou Economia na Universidade Cândido Mendes. Na casa do psiquiatra Aluízio Porto Carrero conheceu e se tornou amigo de Ivan Lins. Conheceu também a primeira mulher, Ângela, com quem teve 2 filhos: Daniel e Fernanda. Teve depois uma filha com a atriz Sandra Pêra, a atriz e cantora Amora Pêra.
Foi nessa convivência na casa do psiquiatra, que fundou o Movimento Artístico Universitário (MAU), com Aldir Blanc, Ivan Lins, Márcio Proença, Paulo Emílio e César Costa Filho. Tal movimento teve importante papel na música popular do Brasil nos anos 70 e em 1971 resultou no programa na TV Globo Som Livre Exportação.
Caracterizado por uma postura de crítica à ditadura, foi visado pelo DOPS. Assim, das 72 canções mostradas a esse órgão, 54 foram censuradas, entre as quais o primeiro sucesso, Comportamento Geral. Neste início de carreira, a apresentação agressiva e pouco agradável aos olhos dos meios de comunicação valeu-lhe o apelido de "cantor rancor", com canções ásperas, como Piada Infeliz e Erva. Com o começo da abertura política, na segunda metade da década de 1970, começou a modificar o discurso e a compor canções de tom mais aprazível para o público da época, como Começaria Tudo Outra Vez, Explode Coração, Grito de Alerta, Lindo Lago do Amor e O que É o que É, e também temas de reggae, como Nem o Pobre nem o Rei.
As composições foram gravadas por muitos dos grandes intérpretes da MPB, como Gal Costa, Maria Bethânia, Zizi Possi, Simone, Elis Regina (Redescobrir ou Ciranda de Pedra), Fagner, e Joanna. Dentre estas, destaca-se Simone com os grandes sucessos de Sangrando, Mulher, e daí e Começaria tudo outra vez, Da maior liberdade, É, Petúnia Resedá.
Em 1975, dispensou os empresários e tornou-se um artista independente, o que fez em 1986 fundar o selo Moleque, pelo qual chegou a gravar dois trabalhos.
Nos últimos doze anos de vida, Gonzaguinha viveu em Belo Horizonte com a segunda mulher Louise Margarete Martins (Lelete) e a filha deles, a caçula Mariana.[5]
Morte e homenagens[editar | editar código-fonte]
Gonzaguinha morreu aos 45 anos, em 29 de abril de 1991, ao regressar de uma apresentação em Pato Branco, no Paraná, vítima de acidente automobilístico em uma rodovia no sudoeste daquele estado,[6][7] quando se dirigia para Foz do Iguaçu, de onde seguiria de avião para Florianópolis, onde tinha um show agendado.[8]
Em 2017 Gonzaguinha foi tema do carnaval da Estácio de Sá, no Rio de Janeiro, com o enredo "É! O Moleque desceu o São Carlos, pegou um sonho e partiu com a Estácio!".[9]
A escola de samba Império Serrano escolheu como enredo para seu desfile no Grupo Especial em 2019, o sucesso de Gonzaguinha O Que é, o Que é?.[10]
35 ANOS DO FALECIMENTO DA CANTORA LENI EVERSONG - 29 DE ABRIL DE 1984.
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Leny Eversong (Santos, 1 de setembro de 1920 — São Paulo, 29 de abril de 1984), nome artístico de Hilda Campos Soares da Silva, foi uma cantora brasileira, especializada em música internacional. [1]
Carreira[editar | editar código-fonte]
Dona de uma voz poderosa, venceu um concurso de talentos mirins na Rádio Clube de sua cidade natal aos 12 anos. Em 1936 foi para o Rio de Janeiro, onde se apresentou na Rádio Tupi, atuando também em shows no Cassino da Urca e no Copacabana Palace. Voltando a São Paulo em 1937, trabalhou em várias rádios e casas noturnas durante a década seguinte, como a boate Night&Day, no Edifício Martinelli.[2]
Em 1948, apresentou-se na Argentina, como uma cantora americana, a primeira de muitas turnês internacionais, incluindo Venezuela, Cuba, México, Estados Unidos e França.
Criticada no Brasil por só cantar músicas estrangeiras, nos anos 1950 começou a gravar também compositores brasileiros, como Lupicínio Rodrigues, Tom Jobim e Adoniran Barbosa, mantendo no entanto o foco internacional.
Em 1956 começou a se apresentar nos Estados Unidos em shows, principalmente em Las Vegas, onde fez várias temporadas nos famosos cassinos e televisão, culminando com uma participação em 6 de janeiro de 1957 num programa apresentado por Ed Sullivan, onde intercalava suas interpretações com as de um jovem astro do rock chamado Elvis.[3]
nos anos 1960 voltou a São Paulo, trabalhando nas emissoras Record, Excelsior e Tupi, e casas de show, como num memorável show na boate Drink junto com Cauby Peixoto, registrado em disco gravado ao vivo. Participou da montagem da Ópera dos Três Vinténs, de Brecht e de alguns festivais como o Festival de Música Popular Brasileira 1966 na TV Record.Em 1970 voltou ao Rio para um show no Canecão.
Em 1973 afastou-se da vida artística, por motivos pessoais e de saúde. Seu marido, Francisco Luís Campos Soares da Silva (conhecido como Nei) desapareceu misteriosamente e o desgosto, junto ao diabetes e o excesso de peso a prejudicavam. Em 1983 fez uma última participação no programa televisivo "O Show é o limite", de J. Silvestre. Faleceu em 29 de abril de 1984.
78º ANIVERSÁRIO DE DINAHIR TOSTES CAYMMI - NANA CAYMMI - 29 DE ABRIL DE 1941.

78 a. nasce DINAHIR
TOSTES CAYMMI - NANA CAYMMI – no dia 29 de abril de 1941. Criada desde o
nascimento num ambiente musical, sua vocação musical aflorou muito cedo. Filha
do compositor, cantor e violonista Dorival Caymmi e da cantora Stella Maris,
seu dom e talento para a música já estava no sangue. Em 1960 iniciou sua
carreira quando gravou na Odeon a faixa Acalanto (Dorival Caymmi), no LP do pai, que compôs a
canção de ninar para ela quando era ainda criança. Ela e Dorival gravaram em
dueto a canção.
Lançou, também, o primeiro disco solo, um 78 RPM,
com as músicas Adeus (Dorival Caymmi) e Nossos beijos (Hianto
de Almeida e Macedo Norte). No dia 26 de abril desse mesmo ano, assinou
contrato com a TV Tupi, apresentando-se no programa Sucessos
Musicais, produzido por Fernando Confalonieri. Em seguida, passou a se
apresentar, acompanhada pelo irmão Dori, o programa A Canção de Nana,
produzido por Eduardo Sidney.
Em 1961, casou-se o médico venezuelano Gilberto José
Aponte Paoli e mudou-se para a Venezuela. Em Caracas, Nana morou muitos anos e lá nasceu
sua primeira filha, Stella Teresa Aponte Caymmi Stella Caymmi, em [[1962].
Denise Maria Caymmi Aponte, nasceu no Brasil, no ano seguinte, em 1963. Gravou,
nesse ano, seu primeiro LP, chamado Nana, com arranjos de [[Oscar Castro
Neves], pela gravadora Elenco.
Em 1964, participou do disco, também da Elenco, Caymmi
visita Tom e leva seus filhos Nana, Dori e Danilo, ao lado do pai e dos
irmãos. Foi um disco que se tornou um clássico da música popular brasileira e
lançou "das Rosas", composição inédita de Caymmi de muito sucesso não
só no Brasil mas nos Estados Unidos, onde foi gravada por Andy Williams.
Nana, por motivos pessoais, divorciou-se do marido e
voltou grávida para o Brasil, em dezembro de 1965, com suas filhas pequenas e a
partir de então se tornou a única responsável pelas crianças.
Em 1966, nasceu na Cidade do Rio de Janeiro seu terceiro
filho, João Gilberto Caymmi Paoli, o que foi uma grande alegria para ela, e
mesmo separados, seu ex-marido veio visitá-la e registrar o menino.
Nesse mesmo ano, venceu a fase nacional do I
Festival Internacional da Canção no Maracanãzinho do Rio, interpretando a
canção Saveiros (Dori Caymmi eNelson Motta). Apresentou-se no programa Ensaio Geral (TV Excelsior),
ao lado de artistas como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Tuca, Toquinho e Maria Bethânia, entre outros.
Ainda nesse ano, assinou contrato com a TV Record, da Cidade de São Paulo.
Após um tempo de namoro, casou-se com o cantor e compositorGilberto Gil, com quem compôs "Bom
dia", canção apresentada pelos autores no III Festival de Música
Brasileira (TV Record), em 1967.
Em 1968 terminou seu contrato com a TV Record. Estreou,
no Rio de Janeiro o show "Barroco" e separou-se de [[Gilberto
Gil]pela impossibilidade de acompanhá-lo com os três filhos pequenos para seu
exílio na Inglaterra, devido à perseguição do Regime Militar à época.
Em 1969, foi citada por Carlos
Drummond de Andrade no poema "A festa (Recapitulação)",
publicado na edição do dia 23 de fevereiro do jornal "Correio da Manhã".
Em 1970, fez uma temporada de shows com Dori Caymmi em Punta del Este, no Uruguai. Participou do espetáculo
"Mustang Cor de Sangue", com Marcos Valle, Paulo Sérgio Valle e o
conjunto Apolo 3, realizado no Teatro Castro Alves
(Salvador) e
no Teatro de Bolso, no Rio de Janeiro.
No ano seguinte, cantou "Morena do mar" (Dorival Caymmi), na II Bienal do Samba (TV Record). Voltou a Punta del Este, para
novas temporadas, em 1971 e em 1972, nesse último ano ao lado de Dori Caymmi, no Café del Puerto.
Em 1973, apresentou-se com sucesso em Buenos Aires. Viajou muito se apresentando
sempre com sucesso.
No ano seguinte, realizou um show, com o conjunto
argentino Camerata, no Camerata Café Concert, novamente em Punta Del Este.
Lançou na Argentina, pela gravadora Trova, ainda em
1974, o LP "Nana Caymmi", que vendeu 20 mil cópias. O disco,
divulgado na Rádio Jornal do Brasil por Simon Khoury, chamou a atenção das
gravadoras brasileiras.
No ano seguinte, acompanhada pela Camerata, foi recebida
pela mídia como Grande Show Woman, em sua temporada anual na Argentina.
Após um jejum de oito anos no mercado fonográfico
brasileiro, mais conhecida na Argentina que no Brasil, lançou, em 18 de junho
de 1975, na Sala Corpo e Som, do Museu de Arte Moderna (RJ), o LP "Nana
Caymmi" (CID). O
disco alcançou o 77º lugar no Hit Parade Carioca, uma semana após o lançamento.
Fez, ainda, uma temporada, no mês de julho, na boate Igrejinha em São Paulo,
sendo citada por Tárik de Souza, no "Jornal do Brasil", como a
"Nina Simone brasileira" e provocando a admiração de Caetano Veloso,
que considerou sua interpretação de "Medo de amar" (Vinícius de Moraes)
uma das mais expressivas da música brasileira.
No dia 22 de outubro de 1976, foi contemplada com o
Troféu Villa-Lobos de Melhor Cantora do Ano, oferecido pela Associação
Brasileira de Produtores de Discos. Participou da trilha sonora de "Maria
Maria", espetáculo do Balé Corpo, com músicas de Milton Nascimento e Fernando Brant e coreografia de Oscar Ajaz. Apresentou-se, ao lado de
Ivan Lins, no Teatro João Caetano (RJ), pelo projeto "Seis e Meia", projeto de
Albino Pinheiro. Ainda em 1976, lançou o LP "Renascer", com show no
Teatro Opinião". A canção "Beijo partido" (Toninho Horta), na
voz da cantora, foi incluída na trilha sonora da novela "Pecado Capital"
(TV Globo).
Em 1977, gravou novo LP, pela RCA-Victor.
O disco contou com a participação de Dorival Caymmi na faixa
"Milagre", canção inédita do compositor, e teve show de lançamento no
Teatro Ipanema (RJ). Ainda nesse ano, a gravadora CID lançou no mercado brasileiro o disco
"Nana Caymmi", gravado na Argentina em 1974, com o título "Atrás
da porta". Inaugurou, ao lado de Ivan Lins, o "Projeto Pixinguinha"
(Funarte, extensão nacional do projeto pioneiro de Albino Pinheiro.
Em 1978, apresentou-se com Dori Caymmi no mesmo
"Projeto Pixinguinha". O show, dirigido por Arthur Laranjeiras,
estreou no Teatro Dulcina (RJ) e prosseguiu por Vitória, Salvador, Maceió e Recife. Ainda nesse ano, lançou, pela Odeon, o LP "Nana
Caymmi", contendo a faixa "Cais" (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos), composta especialmente
para a intérprete e incluída na trilha sonora da novela "Sinal de Alerta" (TV Globo).
Em 1979, apresentou-se, com Edu Lobo e o conjunto Boca Livre, no Teatro do Hotel Nacional e
no Canecão, no Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano
conheceu e começou a namorar o cantor e compositor Claudio Nucci. Em poucos meses de namoro já
estavam casados.
Em 1980, comandou "Nana Caymmi e seus amigos muito
especiais", série de shows apresentados às segundas-feiras, no Teatro Villa-Lobos,
com a participação de Isaurinha Garcia,
Rosinha de Valença,
Cláudio Nucci, Zezé Mota, Zé Luiz, Fátima Guedes, Sueli Costa, Jards Macalé e Claudio Cartier, entre outros. Fez
temporada no Chico’s Bar, anexo do Castelo da Lagoa, no Rio de Janeiro, e
realizou espetáculo de lançamento do disco "Mudança dos ventos"
(Odeon), título da canção de Ivan Lins e Vitor Martins, inspirada no romance da
cantora com o marido Claudio Nucci. Viajando em turnê pelo país. Participou, ao
lado do Boca Livre, do "Projeto
Pixinguinha".
Em 1981, "Canção da manhã feliz" (Haroldo
Barbosa e Luiz Reis), na voz da cantora, foi incluída na trilha sonora da
novela "Brilhante" (TV Globo). Seu espetáculo,
na Sala Funarte, foi apontado pelo "Jornal do Brasil" como um dos dez
melhores do ano.
Em 1982, apresentou-se em Algarve, Portugal. Realizou uma participação na
novela "Champagne" (TV Globo), representando a si mesma e
cantando "Doce presença" (Ivan Lins e Victor
Martins), ao lado do pianista Edson Frederico. A canção fazia parte
da trilha sonora da novela.
No ano seguinte, gravou, com César Camargo Mariano, o LP
"Voz e suor" (Odeon), disco premiado na França. Apresentou-se, ao
lado do pianista, no 150 Night Club (SP), para lançamento do disco.
Em 1984, sua terceira separação: Divorciou-se de Claudio
Nucci. Esse foi seu último casamento oficial, sem deixar de circular na mídia
com alguns namorados ocasionais. Participou do Festival de música de Nice, na França, com Dorival Caymmi e Gilberto Gil, entre outros.
No ano seguinte, em 1985, sua gravação de "Flor da
Bahia" (Dori Caymmi e Paulo César
Pinheiro) foi incluída na trilha sonora de da minissérie "Tenda dos Milagres"
(TV Globo), baseada no romance homônimo de Jorge Amado.
No final de 1986, em comemoração ao centenário de nascimento
de Villa-Lobos, iniciou uma série de shows
pelo país, que teve continuidade no ano seguinte, interpretando obras do
compositor, ao lado de Wagner Tiso e do grupo Uakti.
Em 1987, fez temporada de shows em Madri (Espanha). Lançou o
disco "Nana", contando com a participação de seu filho, João
Gilberto, na faixa "A lua e eu" (Cassiano e Paulo Zdanowski). No dia
3 de outubro desse mesmo ano, nasceu sua primeira neta, Marina Caymmi Meneses,
filha de Denise Maria e Carlos Henrique de Meneses Silva.
Em 1988, fez show de lançamento do disco
"Nana", no L’Onoràbile Società em São Paulo e no People Jazz, no Rio
de Janeiro, seguindo em turnê pelo país.
Em 1989, participou da coletânea "Há sempre um nome
de mulher", LP duplo produzido por Ricardo Cravo Albin para a campanha do
aleitamento materno, doBanco do Brasil,
cantando as músicas "Dora" e "Rosa morena", ambas de Dorival Caymmi. Nesse mesmo ano, ao lado do
amigo Wagner Tiso, excursionou por várias cidades
da Espanha e participou do Festival
Internacional de Jazz de Montreux, na Suíça. A apresentação foi gravada ao vivo,
gerando o LP "Só louco", lançado, no mesmo ano, pela EMI-Odeon.
No dia 16 de dezembro de 1989, seu filho, João Gilberto,
sofreu, no Rio de Janeiro, um grave acidente de motocicleta. A cantora passou o
ano de 1990 dedicando-se exclusivamente ao filho, cujo acidente deixou graves
sequelas, afastando-se do cenário musical.
Em 1991, voltou ao cenário artístico, participando, ao
lado do irmão Danilo, de espetáculo realizado no Rio Show Festival, no Rio
Centro, no Rio de Janeiro, que reuniu Dorival Caymmi e Tom Jobim, se apresentado pela primeira vez
no mesmo palco. Participou novamente de um show de jazz no 25°. Festival de
Montreux, dessa vez com o pai e os irmãos. O show foi gravado ao vivo e gerou o
disco "Família Caymmi em Montreux", lançado no Brasil, no ano
seguinte, pela PolyGram.
Em 1992, participou, no Rio Centro, RJ, da segunda edição
do "Rio Show Festival", ao lado de Dorival Caymmi, Danilo Caymmi e Fagner. Lançou, pela Sony Music, o disco "O melhor da
música brasileira", apresentando-se em temporada de shows na casa noturna
Jazzmania (RJ). No dia 24 de abril desse mesmo ano, nasceu Carolina, sua
segunda neta, filha de Denise e Carlos Henrique de Meneses Silva. Participou do
"SP Festival", realizado no Anhembi (SP), ao lado de Dorival Caymmi, Danilo Caymmi e Gilberto Gil.
Em 1993, viajou a Portugal, para temporada de shows em Lisboa e no Porto, ao lado de Dorival
e Danilo Caymmi. Gravou o disco
"Bolero" (EMI), sucesso de vendagem, apresentando-se em longa
temporada de shows no People Jazz (RJ) e seguindo em turnê pelo país. Críticos
consideram que a cantora foi uma das responsáveis pela aceitação do bolero,
graças a excelência do CD "Bolero", não só pelo público mas por
outros artistas no mercado brasileiro - até então, ao menos no período, o
gênero era considerado cafona. Esteve, também, em Nova York, onde se
apresentou no Blue Note, em show que contou com a participação de Danilo Caymmi.
Em 1994, lançou o CD "A noite do meu bem - As
canções de Dolores Duran"
(EMI), que contou com a participação de sua filha Denise Caymmi na faixa
"Castigo". Fez show de lançamento do disco no Canecão, em seu
primeiro espetáculo solo nessa casa, seguindo em turnê pelo país.
Em 1996, apresentou-se no Teatro Castro Alves, em Salvador, ao lado de Daniela Mercury, do pai Dorival e dos
irmãos Dori e Danilo, em dois espetáculos comemorativos dos 50 anos das
empresas Odebrecht. Lançou, nesse mesmo ano, o disco "Alma serena"
(EMI), no Canecão, RJ e no Palace, SP, seguindo em turnê pelo país. Viajou, em
seguida, para os Estados Unidos, onde se apresentou em Los Angeles e Nova York, ao lado de Dori Caymmi.
Em 1997, gravou, no Teatro Rival, Rio de Janeiro, seu
primeiro disco solo ao vivo, "No coração do Rio" (EMI), seguindo em
turnê pelo país.
Em 1998, lançou o CD "Resposta ao tempo" (EMI),
contendo a canção homônima (Cristóvão Bastos e Aldir Blanc),
escolhida como tema musical de abertura da minissérie "Hilda Furacão" (TV Globo), de autoria de Gloria Perez,
baseada no romance homônimo de Roberto Drummond. A música obteve bastante
destaque, tendo sido muito executada nas rádios, nesse ano, popularizando a
cantora que até então sofria o estigma de cantora para plateias sofisticadas.
Apresentou-se, novamente, no Canecão, em show de
lançamento do disco, viajando, em seguida, em turnê pelo país. No mesmo ano,
"Fascinação"outra grande interpretação sua torno-se tema de abertura
da novela Fascinação, no SBT.
Em 1999, foi contemplada com o primeiro Disco de Ouro de
sua carreira, pelas cem mil cópias vendidas do CD "Resposta ao Tempo"
(EMI). Em seguida, "Suave veneno"
(Cristóvão Bastos e Aldir Blanc), mesma dupla que compôs o sucesso anterior,
foi escolhida como tema da novela homônima. Lançou a coletânea "Nana
Caymmi - Os maiores sucessos de novela" (EMI). Até então, contabilizava 48
músicas incluídas em trilhas de novela, séries e minisséries. Participou,
ainda, do songbook de Chico Buarque (Lumiar Discos),
interpretando a faixa "Olhos nos olhos".
Em 2000, comemorando 40 anos de carreira em disco, lançou
o CD "Sangre de mi alma" (EMI), cantando em espanhol uma seleção de
boleros, o segundo de sua carreira, como "Acércate más" (Osvaldo
Farrés) e "Solamente una vez" (Agustin Lara), entre outros, com
arranjos de Dori Caymmi e
Cristóvão Bastos.
Em 2001, gravou o CD "Desejo", produzido por
José Milton, responsável, aliás, por todos os seus discos desde 1994, com a
participação de Zeca Pagodinho,
em dueto com a cantora em "Vou ver Juliana" (Dorival Caymmi), Ivan
Lins, ao piano na faixa "Só prazer" (Ivan Lins e Celso Viáfora) e sua sobrinha Alice, filha de Danilo Caymmi, em dueto com
a tia na música "Seus olhos", de autoria da irmã, Juliana Caymmi. O
disco registrou, com arranjos de Cristóvão Bastos, Dori Caymmi, Lincoln Olivetti e Paulão 7 Cordas, as canções "Saudade de amar"
(Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro), "Frases do silêncio" (Marcos
Valle e Erasmo Carlos), "Fogueiras" (Ivan Lins e Vitor Martins),
"Lero do bolero" (Kiko Furtado e Abel Silva), "Vinho
guardado" (Danilo Caymmi e Paulinho Tapajós), "Desejo" (Fátima
Guedes), "Naquela noite" (Claudio Cartier e Guto Marques),
"Fumaça das horas" (Sueli Costa e Fausto Nilo), "Esse
vazio" (Cristóvão Bastos e Dudu Falcão), "Marca da Paixão"
(Marcio Proença e Marco Aurélio) e "Distância" (Dudu Falcão).
Realizou show de lançamento do disco no Canecão (RJ), apresentando, além do
repertório do CD, sucessos de sua carreira, como "Saudade de amar"-
de Dori Caymmi e Paulo Cesar Pinheiro - da trilha sonora da novela "Porto dos Milagres"
(TV Globo) e Resposta ao tempo (Cristóvão
Bastos e Aldir Blanc), acompanhada de uma banda
formada por Cristóvão Bastos (piano), Itamar Assiere (teclados), Ricardo
Silveira (guitarra), Jorjão (baixo), Ricardo Pontes (sax e flauta), Ricardo
Costa (bateria) e Don Chacal (percussão).
Em 2002, lançou o CD "O mar e o tempo",
contendo exclusivamente obras de Dorival Caymmi, como "Saudade da
Bahia" e "O bem do mar", entre outras, além da inédita
"Desde ontem". O disco contou com a participação de seus irmãos Dori
e Danilo, além de suas filhas, Stella e Denise, das netas Marina e Carolina e
das sobrinhas Juliana e Alice. O disco foi baseado em 'Dorival Caymmi - o mar e
o tempo", biografia do seu pai, escrito por sua filha Stella Caymmi, lançado no ano
anterior, pela Editora 34 e indicado ao prêmio Jabuti em 2002.
Em 2003, foi lançado o songbook" O melhor de
Nana Caymmi" (Editora Irmãos Vitale), produzido por Luciano Alves,
contendo letras, cifras e partituras do repertório da cantora, além de um
perfil biográfico, discografia, iconografia e cronologia assinados por sua
filha, a jornalista e escritora Stella Caymmi.
Em 2004, em comemoração ao 90º aniversário do pai,
lançou, com os irmãos Dori e Danilo, o CD "Para Caymmi, de Nana, Dori e
Danilo", contendo exclusivamente canções de Dorival Caymmi: "Acontece
que eu sou baiano", "Severo do pão/O samba da minha terra",
"Vatapá", "Você já foi à Bahia?", "Requebre que eu dou
um doce/Um vestido de bolero", "Lá vem a baiana", "A
vizinha do lado/Eu cheguei lá", "O que é que a baiana tem?",
"Dois de fevereiro/Trezentos e sessenta e cinco igrejas",
"Saudade da Bahia", "O dengo que a nega tem", "São
Salvador", "Eu não tenho onde morar/Maracangalha" e
"Milagre". Os arranjos do disco foram assinados por Dori Caymmi.
Em 2005, lançou, ao lado de Danilo Caymmi, Paulo Jobim e
Daniel Jobim, o CD "Falando de amor", dedicado à obra de Tom Jobim. Os músicos Jorge Hélder (baixo)
e Paulinho Braga (bateria) participaram das gravações.
Em agosto de 2008, os pais de Nana (Dorival Caymmi e
Stella Maria) faleceram em um curto intervalo de tempo fazendo com que Nana,
muito abalada, cogitasse a possibilidade de deixar a carreira artística por
achar que não tinha mais ao seu lado os seus maiores incentivadores, entrando
em profunda tristeza.
Em dezembro de 2008 participa do programa musical Som Brasil Especial Dorival
Caymmi,
programa da Rede Globo que foi dedicado ao compositor baiano dentro da grade de
programas especiais do final do ano da emissora carioca.
Em abril de 2009, lança mais um álbum em sua carreira. O
álbum chamou-se "Sem poupar coração" (Dori Caymmi e Paulo Cesar
Pinheiro), com catorze canções, uma delas foi incluída com enorme sucesso, na
novela das 21 horas, de Gilberto Braga, da Rede Globo Insensato Coração.
Em 2010, O diretor
franco-suíço Georges
Gachotlançou um documentário sobre a cantora, Rio Sonata, no
Brasil e nos principais festivais de cinema do exterior.
Em 2012 sua interpretação de Flor
da Noite, de Celso Fonseca e Ronaldo Bastos, fez parte da trilha sonora do
remake da novela Gabriela produzida
pela Rede Globo e baseado no grande romance de
Jorge Amado, Gabriela, Cravo e Canela.
Em 2013, em comemoração
antecipada ao centenário do pai Dorival Caymmi (1914-2008), grava pela Som Livre junto com seus irmãos Dori e
Danilo, o álbum intitulado CAYMMI, indicado em 2014 ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Popular
Brasileira. "O melhor de Nana Caymmi", Luciano Alves,
Editora Irmãos Vitale, São Paulo, 2002.
88 ANOS DA DESIGNAÇÃO DO GENERAL DE BRIGADA MIGUEL COSTA PARA O COMANDO DA FORÇA PÚBLICA, EM 29 DE ABRIL DE 1931.
MIGUEL ALBERTO CRISPIM RODRIGO DA COSTA nasceu no dia 3 de dezembro de 1885 e morreu no dia 2 de setembro de 1959, na cidade de São Paulo. Algumas fontes dão como local do nascimento a cidade deBuenos Aires, Argentina.
FOI DESIGNADO PARA O COMANDO DA FORÇA PÚBLICA EM 29 DE ABRIL DE 1931.
MIGUEL COSTA FOI PROMOVIDO AO POSTO DE GENERAL PELO DECRETO PUBLICADO NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO DE 11 DE NOVEMBRO DE 1930. ESSE DECRETO FOI TRANSCRITO NO BOLETIM DO EXÉRCITO EM 15 DE NOVEMBRO DE 1930
EM 5 DE DEZEMBRO DE 1930 FOI NOMEADO SECRETÁRIO DE ESTADO DOS NEGÓCIOS DA SEGURANÇA PÚBLICA.
Miguel Alberto Crispim Rodrigo da Costa (Buenos Aires, 3 de dezembro de 1885 — 2 de setembro de 1959) foi um militar brasileiro, conhecido por sua participação nas Revoluções de 1924 e 1930, Revolução Constitucionalista de 1932 e notadamente na Coluna Prestes[1]
Biografia[editar | editar código-fonte]
Ainda criança, imigrou com a família para o Amarante fixando residência em Piracicaba. Em 7 de setembro de 1897, mudaram-se para a cidade de São Paulo, onde aos quinze anos de idade iniciou sua carreira militar na Força Pública de S. Paulo chegando em 1922 à patente de major fiscal do Regimento de Cavalaria.
Durante a Greve Geral de 1917, o então capitão de cavalaria Miguel Costa recebera ordens do governo paulista para acabar com o movimento grevista nas regiões fabris do Brás, Mooca e Belenzinho. Ao chegar nessa região, receberia uma pedrada de um grevista. Apesar desse incidente, não ordenaria a tropa revidar a agressão,e apeou do cavalo se dirigindo aos grevistas para ouvir suas reivindicações. Posteriormente intermediaria um acordo entre os grevistas e o dono de uma das fábricas.[2][3]
Revolução de 1924[editar | editar código-fonte]
Elevado a major[4] e comandante do Regimento de Cavalaria da Força Pública, Miguel Costa seria um dos militares que se rebelariam contra o governo paulista em 5 de julho de 1924, na chamada Revolução de 1924. Após sublevar o Regimento de Cavalaria da Força Pública na madrugada do dia 5, Miguel Costa reuniria sua tropa à do 4º Batalhão de Caçadores de Santana, liderado pelos tenentes Joaquim Távora e Eduardo Gomes, na tomada do 1º Batalhão de Infantaria. As tropas do governo reagiriam, retomando o 4º Batalhão e prendendo os irmãos Juarez e Joaquim Távora junto com outros rebelados. Para libertá-los, Miguel Costa ordena o bombardeamento do batalhão. Comandadas por Eduardo Gomes, as tropas rebeldes derrotam as tropas governistas e libertam soldados rebeldes aprisionados. Até o final do dia o movimento rebelde se estenderia ao 4º Regimento de Infantaria do Exército em Quitaúna, enquanto que Miguel Costa seria alçado provisoriamente à liderança do movimento por ser até aquele momento o militar de maior patente a se rebelar. Posteriormente , o comando do movimento rebelde seria entregue ao general Isidoro Dias Lopes, que se desentenderia com Miguel Costa, principalmente após a derrota do movimento rebelde.
Após três semanas de luta, onde tomariam a cidade de São Paulo,que seria bombardeada por tropas governistas e parcialmente destruída- obrigando o governador Carlos de Campos a abandonar a cidade-os rebeldes seriam derrotados e sob ordens do general Isidoro, Miguel Costa e 3000 homens abandonariam a capital, dirigindo-se de trem para o Paraná, onde marchariam até as proximidades de Foz do Iguaçu, sendo perseguidos por tropas federais comandadas pelo Marechal Rondon.[5]
Em meados de outubro de 1924, militares gaúchos inconformados com o Pacto de Pedras Altas (que encerraria a Revolução de 1923) decidiram marchar para o Paraná, onde planejaram se unir aos revoltosos paulistas. Somente em abril do ano sguinte que as tropas gaúchas e paulistas se uniriam formando a 1ª Divisão Revolucionária, conhecida como Coluna Miguel Costa.[5]
- Comando da Coluna Prestes. Miguel Costa é o 4º sentado da esquerda para a direita. À sua esquerda, Luís Carlos Prestes.
- Miguel Costa (o 7o da direita para a esquerda) e sua comitiva durante a Revolução de 1930fotografados por Claro Jansson.
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