domingo, 26 de julho de 2020

O Melhor de Carlos Galhardo

35 ANOS DO FALECIMENTO DE CARLOS GALHARDO, EM 25 DE JULHO DE 1985.


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Carlos Galhardo, nascido Catello Carlos Guagliardi (Buenos Aires24 de abril de 1913 — Rio de Janeiro25 de julho de 1985) foi um dos principais cantores da Era do Rádio.

História


Recebendo de Norma Blum o prêmio de “Papai-Cantor” em 1960. Arquivo Nacional.
Filho de italianos, Pietro Guagliardi e Saveria Novelli, teve três irmãos. Dois nascidos na Itália, uma nascida no Rio de Janeiro.
Dois meses depois de seu nascimento, a família mudou-se para São Paulo, e em seguida, para o Rio de Janeiro.
Aos oito anos de idade, com o falecimento de sua mãe, o menino passa a viver com um parente no bairro do Estácio e aprende o ofício de alfaiate. Aos quinze anos torna-se já um oficial, apesar de não gostar do ofício. Chega até a abandonar os estudos (completou o primário) para dedicar-se à profissão.
Passou por várias alfaiatarias e numa delas trabalhou com o barítono Salvador Grimaldi, com quem costumava ensaiar duetos de ópera.
Apesar de em casa e para amigos cantarolar cançonetas italianas e árias de ópera, sua carreira iniciou em uma festa na casa de um irmão, onde encontravam-se presentes personalidades como Mário ReisFrancisco AlvesLamartine BaboJonjoca e, ali, cantou para os convidados Deusa, de Freire Junior, canção do repertório de Francisco Alves. Aprovando-o, aconselharam-no a tentar o rádio. Foi então apresentado ao compositor Bororó e através deste conseguiu uma oportunidade na Rádio Educadora do Brasil onde cantou "Destino", de Nonô e Luís Iglesias. No dia seguinte foi procurado e convidado a fazer um teste na RCA Victor. Aprovado, passa a fazer parte do coro que acompanhava as gravações da gravadora.
Seu primeiro disco solo é lançado em 1933, com os frevos Você não gosta de mim, dos Irmãos Valença e Que é que há, de Nélson Ferreira.
Conhecendo o compositor Assis Valente, gravou muitas canções suas tais como Para onde irá o Brasil, É duro de se crer, Elogio da raça (em dueto com Carmen Miranda), Pra quem sabe dar valor e Boas festas, esta última seu primeiro grande sucesso.
Passou cantando por várias emissoras de rádio do Rio de Janeiro, tais como: Mayrink VeigaRádio ClubePhilipsSociedadeCruzeiroCajutiTupiNacional e Mundial.
Em 1935, estréia como cantor romântico com a valsa-canção Cortina de Veludo, de Paulo Barbosa e Oswaldo Santiago e obtém grande sucesso.
Em sua carreira além de na RCA Victor, gravou também na ColumbiaOdeon e Continental. Foi o segundo cantor que mais gravou no Brasil, cerca de 570 músicas (só perdeu para Francisco Alves).
Além das canções carnavalescas, Galhardo foi quem mais cantou temas de datas festivas, a exemplo: Boas festasBoneca de Papai Noel (Ari Machado) e Lá no céu (Silvino Neto), Não mudou o Natal (Alcyr Pires Vermelho e Oswaldo Santiago) para o NatalBodas de prata (Mário Rossi e Roberto Martins) para a celebração de mesmo nome, Mãezinha querida (Getúlio Macedo e Lourival Faissal), Imagem de mãe (Othon Russo e José Nunes), Dia das mães (José Cenília e Lourival Faissal), Aniversário de mãezinha (Mário Biscardi e Newton Teixeira) e Mamãezinha (José Selma, Lourival Faissal e Maurício das Neves) para o Dia das MãesPapai do meu coração (Lindolfo Gaya e Osvaldo dos Santos) para o Dia dos PaisTempo de criança (Ari Monteiro e Osvaldinho) para o Dia das CriançasSubindo, vai subindo (Osvaldo e Valfrido Siva), Olha lá um balão (Roberto Martins e Wilson Batista), Balão do amor (Armando Nunes e Geraldo Serafim) para as festas juninasValsa dos noivos (Sivan Castelo Neto e José Roberto Medeiros), Para os noivosBrinde aos noivosValsa dos padrinhos para noivos, Valsa dos namorados (Silvino Neto) para o Dia dos NamoradosQuarto centenário (J. M. Alves e Mário Zan) para o aniversário de São Paulo; Dentro da lua e 23 de abril (ambas de Ari Monteiro e Roberto Martins) para o dia de São Jorge; e a Canção do trabalhador (Ari Kerner) para o Dia do Trabalhador.
Participou dos seguintes filmes: Banana da terra, dirigido por J. Ruy (1938), Vamos cantar, de Leo Martins (1940), Entra na farra, de Luís de Barros (1941), Carnaval em lá maior, de Ademar Gonzaga (1955), Metido a bacana, de J. B. Tanko (1957).
Em 1945, grava juntamente com Dalva de Oliveira e Os Trovadores, a adaptação de João de Barro para a história infantil Branca de Neve e os sete anões, com canções de Radamés Gnattali.
Em 1952, passa um ano apresentando-se em Portugal.
Em 1953 a Revista do Disco deu-lhe o slogan "Rei do disco". Também ficou conhecido como "O rei da valsa", título dado pelo apresentador Blota Júnior e "O cantor que dispensa adjetivos".
Daí pra frente começou a apresentar-se por todo o Brasil, inclusive através da televisão.
Em 1983, fez a sua última apresentação no espetáculo Allah-lá-ô, de Ricardo Cravo Albin, dedicado ao compositor Antônio Nássara, realizado na Sala Funarte - Sidney Miller.
Carlos Galhardo faleceu com 72 anos e foi sepultado no Cemitério São João Batista.
Ao lado de Francisco AlvesOrlando SilvaVicente Celestino e Sílvio Caldas, formou o quadro dos grandes cantores da era do rádio.[4]

Principais sucessos

JANAÍNA SOBRE A AÇÃO DE BOLSONARO NO STF: "CHEGUEI A ME EMOCIONAR AO LER. VAI SER A AÇÃO DA DÉCADA!

Janaina sobre a ação de Bolsonaro no STF: ‘Cheguei a me emocionar ao ler. Vai ser a ação da década!’

Com a iniciativa do presidente Jair Bolsonaro, neste sábado, 25, quando ingressou, através da Advocacia Geral da União (AGU), com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) com o objetivo de defender a liberdade de expressão, a jurista e deputada estadual Janaina Paschoal não se conteve.
Elogiou e disse ter ficado emocionada ao ler a peça.
Segundo Janaína, “vai ser a ação da década!”.
Em suas redes sociais, a deputada ainda fez questão de ressaltar que a ação ‘não defende pessoas em especial’, rebatendo uma pregação iniciada pela mídia do ódio, no sentido de que a AGU não pode defender "interesse privado".
“Para que fique claro, a ação da AGU não defende pessoas em especial. Leiam a petição, sequer há nomes de indivíduos relacionados a ela! A AGU solicita que as medidas cautelares processuais penais sejam interpretadas conforme a Constituição Federal!
Trata-se de iniciativa eminentemente técnica. A interpretação de que a AGU está defendendo interesses privados é equivocada! A discussão, para resumir, é a seguinte: há respaldo jurídico para aplicar como cautelar a retirada de perfis? Pode haver censura prévia como cautelar?
A peça é linda, cheguei a me emocionar ao ler. Se admitida (há de ser), vou peticionar para falar como amicus curiae. Vai ser a ação da década! Existem Juristas no Brasil!”, escreveu Janaína.
Confira:

ESTADÃO - 26 DE JULHO DE 2020 - DOMINGO.

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