Saiba quem é quem na crise que monopolizou as atenções do mundo. O presidente da Ucrânia informou que 137 cidadãos ucranianos, entre eles militares e civis, morreram no primeiro dia de uma invasão maciça à Ucrânia.
Por Jornal Nacional
O mundo está prestes a completar as 24 horas mais tensas do século 21 entre as potências nucleares que, no século passado, protagonizaram a chamada Guerra Fria. A rigor, desde o fim da União Soviética, há mais de 30 anos, russos e americanos não impunham, uns aos outros, um clima bélico dessa magnitude.
Na madrugada desta quinta-feira (24) em Moscou, ao anunciar um ataque militar contra a Ucrânia, Vladimir Putin confirmou os alertas emitidos pelos Estados Unidos durante meses e desmentiu os desmentidos do próprio Putin.
Por volta das 20h, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, informou que 137 cidadãos ucranianos - entre eles, militares e civis - morreram no primeiro dia de uma invasão maciça à Ucrânia.
Entenda o papel de cada um dos atores principais desse teatro de guerra; quem é quem na crise que monopolizou as atenções do planeta?
Ex-agente da KGB, o serviço secreto da União Soviética, Vladimir Putin, de 69 anos, se tornou presidente da Rússia em 2000. Apesar de denúncias de fraude pela oposição, foi reeleito duas vezes para o cargo.
Em 2014, anexou a região da Crimeia, e agora reconheceu a independência das regiões separatistas de Donetsk e Luhansk, no leste da Ucrânia. Ano passado, ele chegou a mudar a Constituição para permanecer no poder até 2036.
Até se eleger em abril de 2019, com 73% dos votos, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky era ator e comediante. Na campanha, dizia que a prioridade era acabar com a guerra no leste do país.
No campo da diplomacia, a crise tem personagens importantes. No cargo desde 2004, o ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov, é conhecido por seu temperamento duro e ganhou de diplomatas americanos o apelido de “Senhor não”. Do lado ucraniano está Dmytro Kuleba.
A crise se estende para o outro lado da Europa quando envolve o desejo da Ucrânia de ingressar na Otan, que tem sede em Bruxelas, na Bélgica. Jens Stoltenberg, ex-primeiro-ministro da Noruega, é o secretário-geral da aliança militar criada pelos Estados Unidos em 1949 e que, hoje, tem 30 integrantes. A Ucrânia não integra a Otan, mas é um país parceiro e pode vir a ingressar na aliança no futuro. A Rússia exige garantias de que a Ucrânia não será aceita na Otan.
A alemã Ursula von der Leyen preside a Comissão Europeia, o órgão que defende os interesses dos 27 países da União Europeia.
Dois deles têm tomado a frente nas relações com a Rússia: a Alemanha, do primeiro-ministro Olaf Scholz, grande consumidora do gás russo; e a França, do presidente Emmanuel Macron, que tem longo histórico de relações com a Rússia. Outro envolvido é o Reino Unido, do primeiro-ministro Boris Johnson, recém-saído da União Europeia.
Nos Estados Unidos, há duas figuras centrais na crise: o secretário de Estado, Antony Blinken, e o presidente Joe Biden. Durante a campanha para a Casa Branca, Biden chegou a classificar Putin como um assassino e acusou o presidente russo de tentar interferir na eleição para favorecer Donald Trump.
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