Atualização de status
De João Mellão Neto
Aqui vai mais um artigo que publiquei no “Estadão” em 24 de fevereiro de 2012. O tema, sem dúvida, é polêmico. Solicito àqueles que concordarem com o conteúdo a especial gentileza de clicarem em “compartilhar”. Obrigado!
UMA NOVA DIREITA: POR QUE NÃO?
A resistência de uma parcela da opinião pública à Direita se explica: a Direita foi a principal força civil a sustentar a ditadura. E os militares, naquele período, pouco respeitaram os Direitos Humanos e as Garantias Individuais de quem quer que fosse. Sinceramente acredito que se tivesse havido uma ditadura de perfil comunista, os seus adeptos tampouco teriam escrúpulos de nenhum tipo. Quando eu estava na faculdade, em meados da década de 1970, o pensamento de esquerda predominava. E, pelo que muito bem me recordo, eram raros aqueles que “lutavam”, sinceramente, pelos valores democráticos. O que se falava, isto sim, era na implantação de uma outra ditadura, mas de esquerda. Se hoje, muitos dos que foram estudantes àquela época, alegam aos seus filhos e netos que “lutaram” pela Democracia, eu os ouço com sérias suspeitas. A Democracia era uma prioridade secundária, pela qual poucos se preocupavam. Mesmo assim, tem ocorrido no Brasil, um fenômeno raro na maior parte do mundo. Nas eleições presidenciais, os principais concorrentes são assumidamente esquerdistas. E chefiam coligações de partidos menores, cujo único ponto em comum, em suas siglas, é a inclusão de palavras tais como “social” e até mesmo “socialista”. Parece-nos que tais expressões funcionam como um salvo conduto para angariar os votos da população. Até mesmo os mais empertigados empresários, por aqui, pretextam ser dotados de “consciência social”. Em resumo; não existe, no Brasil, nenhum partido ou mesmo agremiação, minimamente estruturados, que assuma explicitamente, as teses comuns à Direita. Até segunda ordem, todos os gatos são pardos. Trata-se de um fenômeno curioso, porque as teses da Direita, não são de difícil compreensão. Apesar desses percalços, os direitistas ainda existem. Ao menos metade dos governos da Europa, são de Direita. Será que os povos de todos esses países, simplesmente não sabem votar.
Seríamos nós, aqui da América Latina, os únicos povos que conhecem a verdade? Só nos sabemos qual é o caminho justo”. Na verdade, em matéria de “caminho justo”, boa parte dos europeus sabe muito bem do que se trata. E querem distância dele. Perguntem a Angela Merkel que dirige a Alemanha o que ela pensa a respeito disso. O risco de ouvir um palavrão, em resposta, é muito grande. Merkel entende bem disso. Afinal ela nasceu e cresceu do lado de lá da “cortina de ferro”.
Os “direitistas” se unem aos “conservadores” em muitas de seus postulados. Entendem que, em matéria de ideias ou arranjos sociais, já foipensad ou mesmo implantado, no passado. Eles entendem que é muito pouco provável que algum intelectual de botequim” venha a apresentar alguma coisa nova.
O direitista, como o conservador, ambos estão de acordo, quanto ao fato de que, apesar do gigantesco avanço tecnológico ocorrido em tempos recentes, praticamente em nada se evoluiu em termos de moral e política.
Apesar do conforto material ser muito maior, no que o homem moderno avançou em termos de felicidade?
Nunca é uma boa política, se atirar com ímpeto nas novas concepções de mundo. Até porque os radicais , apesar de ridicularizarem nossos usos e costumes, nunca se mostraram capazes de construir algo melhor do que o que antes existia.
A necessidade de um pensamento de direita, no Brasil, se mostra urgente, até porque, em nome de combate-., la, a Esquerda já fez estragos em volume suficiente. A necessidade de um contraponto combativo e ideológico - mesmo sem a concordância geral -haverá, necessariamente, de reequilibrar a balança ideológica de nossa Política
UMA NOVA DIREITA: POR QUE NÃO?
A resistência de uma parcela da opinião pública à Direita se explica: a Direita foi a principal força civil a sustentar a ditadura. E os militares, naquele período, pouco respeitaram os Direitos Humanos e as Garantias Individuais de quem quer que fosse. Sinceramente acredito que se tivesse havido uma ditadura de perfil comunista, os seus adeptos tampouco teriam escrúpulos de nenhum tipo. Quando eu estava na faculdade, em meados da década de 1970, o pensamento de esquerda predominava. E, pelo que muito bem me recordo, eram raros aqueles que “lutavam”, sinceramente, pelos valores democráticos. O que se falava, isto sim, era na implantação de uma outra ditadura, mas de esquerda. Se hoje, muitos dos que foram estudantes àquela época, alegam aos seus filhos e netos que “lutaram” pela Democracia, eu os ouço com sérias suspeitas. A Democracia era uma prioridade secundária, pela qual poucos se preocupavam. Mesmo assim, tem ocorrido no Brasil, um fenômeno raro na maior parte do mundo. Nas eleições presidenciais, os principais concorrentes são assumidamente esquerdistas. E chefiam coligações de partidos menores, cujo único ponto em comum, em suas siglas, é a inclusão de palavras tais como “social” e até mesmo “socialista”. Parece-nos que tais expressões funcionam como um salvo conduto para angariar os votos da população. Até mesmo os mais empertigados empresários, por aqui, pretextam ser dotados de “consciência social”. Em resumo; não existe, no Brasil, nenhum partido ou mesmo agremiação, minimamente estruturados, que assuma explicitamente, as teses comuns à Direita. Até segunda ordem, todos os gatos são pardos. Trata-se de um fenômeno curioso, porque as teses da Direita, não são de difícil compreensão. Apesar desses percalços, os direitistas ainda existem. Ao menos metade dos governos da Europa, são de Direita. Será que os povos de todos esses países, simplesmente não sabem votar.
Seríamos nós, aqui da América Latina, os únicos povos que conhecem a verdade? Só nos sabemos qual é o caminho justo”. Na verdade, em matéria de “caminho justo”, boa parte dos europeus sabe muito bem do que se trata. E querem distância dele. Perguntem a Angela Merkel que dirige a Alemanha o que ela pensa a respeito disso. O risco de ouvir um palavrão, em resposta, é muito grande. Merkel entende bem disso. Afinal ela nasceu e cresceu do lado de lá da “cortina de ferro”.
Os “direitistas” se unem aos “conservadores” em muitas de seus postulados. Entendem que, em matéria de ideias ou arranjos sociais, já foipensad ou mesmo implantado, no passado. Eles entendem que é muito pouco provável que algum intelectual de botequim” venha a apresentar alguma coisa nova.
O direitista, como o conservador, ambos estão de acordo, quanto ao fato de que, apesar do gigantesco avanço tecnológico ocorrido em tempos recentes, praticamente em nada se evoluiu em termos de moral e política.
Apesar do conforto material ser muito maior, no que o homem moderno avançou em termos de felicidade?
Nunca é uma boa política, se atirar com ímpeto nas novas concepções de mundo. Até porque os radicais , apesar de ridicularizarem nossos usos e costumes, nunca se mostraram capazes de construir algo melhor do que o que antes existia.
A necessidade de um pensamento de direita, no Brasil, se mostra urgente, até porque, em nome de combate-., la, a Esquerda já fez estragos em volume suficiente. A necessidade de um contraponto combativo e ideológico - mesmo sem a concordância geral -haverá, necessariamente, de reequilibrar a balança ideológica de nossa Política
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