segunda-feira, 22 de julho de 2019

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Voluntários de Piracicaba


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Edson Rontani Júnior

21:39 (há 1 hora)
para Edson

Voluntários de Piracicaba



Posted: 21 Jul 2019 06:50 PM PDT

Piracicaba tem monumento em homenagem aos soldados constitucionalistas (Crédito: Amanda Vieira/JP)

O jornalista, vice-presidente do IHGP (Instituto de Geografia e História de Piracicaba) e presidente do Núcleo MMDC de Piracicaba, Edson Rontani Jr., vai lançar em outubro, o livro Carta a Piracicaba contando a história dos combatentes piracicabanos na Revolução Constitucionalista, que hoje completa 87 anos. Para o trabalho, Rontani pesquisou as cartas trocadas com as famílias e os voluntários durante os meses da revolução. Poucas fotos e relatos de familiares ajudaram no trabalho jornalista.

Considerada a primeira e maior revolta contra o governo ditatorial de Getúlio Vargas, a Revolução de 1932 foi uma mobilização do Estado de São Paulo que liderou a tentativa de derrubar o então presidente da República do poder e promulgar uma nova Constituição para o Brasil.

O movimento foi marcado pela morte dos estudantes paulistas Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo, em 23 de maio de 1932, em um comício na Capital. As iniciais de seus nomes (MMDC) transformaram-se na sigla da Revolução Constitucionalista. Neste feriado, em Piracicaba, assim como em outros municípios paulistas o dia é de lembrar as conquistas que a revolução garantiu à sociedade e também de reverenciar os combatentes mortos durante os meses do conflito.

De acordo com Rontani, estima-se que cerca de 900 jovens piracicabanos deixaram a cidade para participarem do combate armado. O número de combatentes, no entanto, pode ser impreciso, já o número de mortos é certo.

Neste 9 de julho, 17 famílias piracicabanas ainda choram a morte de seus filhos, jovens que partiram confiantes para as trincheiras, movidos por um ideal ou pelo sentimento de cidadania.

Entre os mortos está Natal Meira Barros, tio-avô de Rontani e um dos Voluntários de Piracicaba sepultados no monumento em homenagem aos combatentes, existente na Praça José Bonifácio, no Centro da cidade.

Segundo o jornalista, Natal foi um dos vários jovens que partiram escondidos das famílias rumo à Capital. “Um tio viu o Natal na estação da Paulista quando ele foi se alistar em São Paulo, quando ele voltou meu bisavô deu-lhe uma surra e esmo assim ele fugiu para ir à Revolução”, contou acrescentando que o jovem morreu em agosto de 1932 em Cruzeiro, na divisa dos estados de São Paulo com o Rio de Janeiro.

Rontani conta que, na época, jovens eram chamados de maricas, caso não aceitassem o desafio de ir para combate. “Falavam que o rapaz que não fosse teria de usar vestido”, afirmou. O livro sobre a Revolução de 1932 e os combatentes piracicabanos será lançado no dia 3 de outubro, data que lembra o fim do combate.


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