sábado, 15 de agosto de 2026

72 ANOS DA DETENÇÃO DE GREGÓRIO FORTUNATO, ENVOLVIDO NO CRIME DA RUA TONELERO, EM 15 DE AGOSTO DE 1954.

 


  72 a. do elogio à conduta dos generais CANROBERT e JUAREZ TÁVORA, pelo GENERAL ZENÓBIO DA COSTA, ministro da GUERRA, durante a reunião de 15 de agosto de 1954, no CLUBE MILITAR, dizendo que “deles nunca seria possível esperar uma traição”. E que “era necessário, antes, apurar o crime”. Finalizou dizendo “Pode o país ficar certo de que, em defesa da Constituição, agirei com toda a presteza e rigor. Este é o meu papel e eu o cumprirei até o fim”.

GREGÓRIO FORTUNATO foi conduzido, detido, do PALÁCIO DO CATETE para o Hospital Central da MARINHA, na ILHA DAS COBRAS, onde ficou severamente vigiado por fuzileiros navais e posto incomunicável. Alegando que sofria gravemente do coração, realizou vários exames, inclusive um eletrocardiograma com várias derivações, e ficou comprovado que seu coração era perfeito. Depois, sob forte escolta, foi transferido para a BASE AÉREA DO GALEÃO, sendo interrogado por membros da Comissão de Inquérito Policial Militar, durante a qual chegou a chorar.

O pistoleiro ALCINO JOÃO DO NASCIMENTO foi submetido a severo interrogatório pelos oficiais da Aeronáutica, responsáveis pelo IPM, no GALEÃO. Alguns pontos do depoimento não puderam ser divulgados pela imprensa por motivo de sigilo. NELSON RAIMUNDO, o motorista do automóvel utilizado no atentado, reconheceu ALCINO como um dos passageiros que conduziu até COPACABANA na madrugada dos trágicos acontecimentos. O jornalista CARLOS LACERDA, que também compareceu à base militar na ILHA DO GOVERNADOR, foi acareado com ALCINO, reconhecendo-o como um dos participantes por sua compleição física.

O deputado GUSTAVO CAPANEMA, líder do governo na Câmara Federal, pediu ao MARECHAL DUTRA que retirasse a declaração que havia dado para o jornal de LACERDA, TRIBUNA DA IMPRENSA, favorável à renúncia de GETÚLIO VARGAS. O ex-presidente da República recusou-se e afirmou que “não costumava desdizer o que realmente achava e reiterava que era o único caminho constitucional para a restauração da paz e da autoridade no BRASIL”. Os deputados “dutristas” telegrafaram solidarizando-se com sua atitude. Na BAHIA, foi preso o TENENTE-CORONEL do Exército CARLOS FARIA DE ALBUQUERQUE, porque num comício exigiu a renúncia do presidente.

Dirigentes sindicais contrários ao governo recusaram-se a assinar um memorial de solidariedade ao presidente GETÚLIO VARGAS, segundo eles, redigido “pelos pelegos” do Ministério do Trabalho. A oposição acusou o governo de ter mandado buscar no RECIFE o capanga PEREIRÃO, que lá se encontrava a serviço do ex-ministro JOÃO CLEOFAS, a fim de reunir provas que responsabilizassem o industrial pernambucano ARMINDO MOURA, que havia cometido suicídio alguns dias antes, como mandante do atentado na TONELERO, para “salvar” LUTERO VARGAS.

Os advogados SOBRAL PINTO, ADAUCTO LÚCIO CARDOSO e CELSO FONTENELLE redigiram um memorial, em que foi “exposta e fundamentada juridicamente a posição do senhor GETÚLIO VARGAS em relação ao atentado”, para ser encaminhado aos ministros militares e a seus respectivos chefes de ESTADO MAIOR. Na realidade, a intenção era envolver o presidente no crime da TONELERO.

Em BELO HORIZONTE, foi realizado um comício organizado pela UNIÃO DEMOCRÁTICA NACIONAL (UDN) mineira, exigindo a renúncia de GETÚLIO. Com o plano de complicar mais a situação e instigar a população, os jornais ligados à oposição publicaram fotos em que se viam os envolvidos no atentado: VALENTE, SOARES e CLIMÉRIO, ao lado do presidente da República, inclusive em solenidades oficiais.    

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