domingo, 15 de dezembro de 2013

JORNAIS PUBLICAM A MORTE DO CORONEL PM LUIZ NAKAHARADA



  • Vagner Magalhães
Vagner Magalhães Direto de São Paulo
O coronel da reserva Luiz Nakaharada, acusado por cinco das 78 mortes ocorridas no terceiro pavimento do Pavilhão 9 da Casa de Detenção de São Paulo, no episódio do Massacre do Carandiru, morreu na noite de ontem, em São Paulo, vítima de infarto. À época, ele era comandante do 3º Batalhão do Choque. O julgamento de Nakaharada estava previsto para o próximo ano, após o julgamento dos policiais que atuaram no quarto e quinto pavimento do prédio, previstos, respectivamente para fevereiro e março de 2014.  No dia do massacre, ele comandou a operação de varredura nas celas, com o uso de cães. Ele era acusado individualmente pela morte de cinco presos que se encontravam dentro de uma cela. O enterro está marcado para as 16h deste domingo, no Cemitério Gethsêmani, onde está sendo velado. A advogada do coronel, Ieda Ribeiro de Souza, afirmou que ele teve um infarto fulminante na noite de ontem, em sua residência. Além de Ubiratan Guimarães - absolvido pela Justiça em 2006, Nakaharada foi um dos oficiais denunciados. Por conta de sua origem oriental, ele foi reconhecido por várias testemunhas como o policial que entrou na cela 339-E (do 3º pavimento) e matou, com metralhadora, os cinco presos que lá estavam.
Massacre do Carandiru
Em 2 de outubro de 1992, uma briga entre presos da Casa de Detenção de São Paulo - o Carandiru - deu início a um tumulto no Pavilhão 9, que culminou com a invasão da Polícia Militar e a morte de 111 detentos. Os policiais são acusados de disparar contra presos que estariam desarmados. A perícia constatou que vários deles receberam tiros pelas costas e na cabeça. Entre as versões para o início da briga, está a disputa por um varal ou pelo controle de drogas no presídio por dois grupos rivais. Ex-funcionários da Casa de Detenção afirmam que a situação ficou incontrolável e por isso a presença da PM se tornou imprescindível. A defesa afirma que os policiais militares foram hostilizados e que os presos estavam armados. Já os detentos garantem que atiraram todas as armas brancas pela janela das celas assim que perceberam a invasão. Do total de mortos, 102 presos foram baleados e outros nove morreram em decorrência de ferimentos provocados por armas brancas. De acordo com o relatório da Polícia Militar, 22 policiais ficaram feridos.
Luiz Ordani
15/12/2013, 20h20
Que este militar descanse em paz, cumpriu sua missão ao exterminar bandidos. Mas, já é o caso de se pensar em desmilitarização da polícia ostensiva, pois a esta não pode ser conferido o poder de julgar e executar deliberadamente nas ruas, assim como de molestar cidadãos de bem como frequentemente ocorre. Fim dos privilégios militares, valorização de uma polícia ostensiva civil, e condolências à família do homem que morreu e cumpriu seu dever.

A GRANDE VÍTIMA DO MOMENTO - LIBELO DE JOSÉ GERALDO PIMENTEL



O mártir do combate à repressão
José Geraldo Pimentel
Não se trata de premonição. Com a análise dos fatos, costumo fazer uma previsão do que pode acontecer no futuro. Não é o caso relacionado a este artigo. É algo muito forte que me tem trazido preocupação.
O coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra é a personalidade mais visada no mundo dos que pretendem imitar certos países latinos americanos; isto é: levar às barras de um tribunal de exceção os militares das Forças Armadas e policiais civis e militares que atuaram na repressão contra os militantes da luta armada, ex terroristas e ex guerrilheiros.
A vingança mora na alma e coração desses elementos. Eles agem como justiceiros. Para eles só há uma verdade. A verdade que lhes favorece. Daí tentarem reescrever a história passando-se por defensores da democracia, que atuaram contra os governos militares que se instalaram no país depois da queda do ex presidente João Goulart. Seus crimes não são levados em conta. Os meios justificam os fins, é a mensagem que passam.
O cel Ustra publicou vários textos narrando a sua participação no combate aos comunistas. Alguns são libelos contra as autoridades militares que abandonaram os militares que receberam ordens de seus superiores hierárquicos para dar combate a um inimigo que vinha ameaçando a paz no país. Ele expõe a sua atuação nessa repressão, mostrando que agiu com firmeza, mas dentro das normas militares, sem uso da violência, como acusam os seus detratores. O cel Ustra mostra uma preocupação que causa tristeza, pois está desamparado por quem tem a obrigação de honrar as determinações dos seus antecessores. Decepcionado por ver que seus companheiros de farda o tratam com desdém, como se cumprir com o dever fosse um crime.
Os superiores hierárquicos o abandonam neste momento de pressões exercidas pela Comissão Nacional da Verdade e suas filiadas. O Ministério Público Federal, órgão onde elementos mancomunados com os comuno-petistas se arvoram com poderes acima da Lei da Anistia, diz ter achado brecha no estatuto que possibilita levar às barras de um tribunal os agentes do Estado. O cel Ustra percebe que é o agente preferencial da vindita dessas instituições.
Esta semana em audiência, realizada na 9ª. Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo, tentou-se confrontar o cel Ustra com elementos que alegam terem sido presos e confinados no Doi-Codi/SP. O cel ‘Ustra alegou problemas de saúde e não participou a audiência’. Esta foi a atitude mais correta que tomou, não atendendo à convocação, como o fez anteriormente, comparecendo frente a membros da CNV.
Acho um despropósito um oficial de patente superior se sujeitar a comparecer a uma audiência de uma comissão, ou à frente de um juiz que se julga superior às leis votadas no Congresso Nacional. Coronéis e, agora, generais, viraram fregueses de carteirinha, comparecendo às convocações para depor perante jovens comissários do povo, intitulados ‘consultores técnicos’. Dois generais, Álvaro de Souza Pinheiro e Nilton Cerqueira, depuseram diante de dois jovens militantes da esquerda travestidos de autoridades judiciais. Qualquer indivíduo nomeado ‘consultor técnico’ interroga um oficial quatro estrelas! No meu tempo de caserna os oficiais se davam valor, eram homens de brio; não agiam como esses oficiais que estão deixando que a velhice destrua os seus neurônios, acovardando-se diante de qualquer merda com diploma comprado em faculdades da periferia.
- Somo doutor, seu capitão.
Os membros da CNV e promotores públicos vêm desmoralizando as FFAA sem que aja qualquer reação. Um dos canalhas que compõem a CNV já declarou na frente do próprio comandante do Exército que obrigaria os convocados a prestar esclarecimentos, nem que fossem conduzidos para depor coercitivamente, tendo realizado convênio com a polícia federal para dar cumprimento à missão. O covardão do general Enzo Martins Peri, depois de afirmar que não se importaria que os ‘militares do passado’ fossem chamados a depor, ouviu calado e em silêncio permaneceu.
A enxurrada de pressões sobre os agentes do Estado começou com a resposta do ex comandante do Exército, general Francisco Roberto de Albuquerque, que a uma solicitação de esclarecimento feita pelo cel Ustra, ao ser convocado pela primeira vez pelo Mistério Público Federal, disse-lhe: “O Exército não vai fazer nada!”
O cel Ustra anda assustado. Não quer que lhe aconteça a represália que vitimou o cel Molina Dias, chefe do Doi-Codi/RJ. O cel Molina foi emboscado quando chegava em casa e assassinado a tiros. (Elementos estranhos já foram vistos rondando também a sua residência). A Comissão Nacional da Verdade apareceu como por encanto logo após o crime e passou por cima das autoridades policiais do Rio Grande do Sul, onde ocorreu o assassinato, afirmando que teriam sido encontrados na residência da vítima, documentos que comprovavam que o ex deputado federal Rubens Paiva morrera nas dependências do Doi-Codi/RJ.
Sinceramente não vejo diferença entre um oficial carreirista, que nega a existência de um colega de farda, e um militante da luta armada que tem registros de assassinatos, assaltos a bancos e unidades militares, atos terroristas, sequestros de embaixadores e justiçamentos de seus próprios companheiros. Os capitães Luís Carlos Prestes e Carlos Lamarca traíram a instituição militar, mas quando se engajaram na luta armada tinham desertado, não vestiam mais o uniforme verde-oliva.
Os nossos chefes militares renegam seus companheiros de farda, e ainda os entregam em uma bandeja de prata ao inimigo. São uns cooperadores do governante de plantão, e não se intimidam em transformar a Força em uma guarda pretoriana.
Abomino o atual comandante do Exército e seu antecessor. E muitos outros chefes militares que têm comportamentos análogos. Julgo-os covardes, omissos, bajuladores e traidores. Não honram a farda que vestem. Fazem vistas grossas diante das ofensas morais praticadas contra a instituição militar.
O comandante do Exército assinou um acordo que obrigou a Academia Militar das Agulhas Negras - o berço da formação dos homens que integram o oficialato da Força - a descerrar uma placa onde admite que tortura os cadetes durante as instruções.
Mas para que se preocupar com tão pouco, se o que vale para ele é o prêmio que será auferido ao passar para a reserva! Que o diga o general Francisco Roberto de Albuquerque premiado com um pró-labore na administração da Petrobrás pela sua atuação omissa frente aos destinos da Força que comandava. A honra passa ao largo do caráter dos que não têm caráter!
Aconteça o que vier acontecer ao cel Carlos Alberto Brilhante Ustra, seu nome será sempre lembrado nos anais dos heróis brasileiros. A ele e seus companheiros de luta, seremos sempre eternamente gratos.
Rio de Janeiro, 13 de dezembro de 2013.

NOVOS ASPIRANTES A OFICIAL DA PMESP A CONTAR DE 15 DE DEZEMBRO DE 2013



POLÍCIA MILITAR DO ESTADO
COMANDO GERAL
Portaria do Comandante Geral de 13-12-2013
Declarando, nos termos do § 1º, do artigo 59, do Decreto Estadual 54.911/09, de 14-10-2009, Aspirante-a-Oficial PM, a contar de 15dez13, os Alunos Oficiais, a seguir relacionados, por terem concluído com aproveitamento o Bacharelado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública, que funcionou na Academia de Polícia Militar do Barro Branco:
Clas. RE Nome
1º 132433-A Vinicius Brock Fullmann
2º 105684-A Hermes Veiga Casanova
3º 106366-9 Silvio de Oliveira Zandonadi
4º 138845-2 Carolina Ribeiro Borges
5º 107722-8 Adriano Henrique de Carvalho
6º 100950-8 Vanessa Andréa Fernandes Jeremias
7º 120743-1 Angela Maria Rocha Hanesaka
8º 130816-5 Rafael Alarcão Alves Teodoro
9º 138899-1 Erica Ramalho de Macedo
10º 110327-0 Elias Domingos Gomes
11º 119516-6 Mauricio Pedro Santos
12º 120838-1 Francine Lopes Almeida Vidal
13º 138865-7 Danilo Corleto de Oliveira
14º 120840-3 Fulvia Guisini Simões
15º 138933-5 Juliano Marques de Azevedo 1.
16º 120733-4 Aline Francisquini Ribeiro
17º 138889-4 André Luiz Pavan dos Santos
18º 105149-A Daniel Pires Zambaldi
19º 138882-7 Rafael Greatti Viana
20º 130348-1 Daniel Bissaro de Carvalho
21º 138874-6 Bruno Sotopietra Tertuliano
22º 971486-3 Clovis de Oliveira Campos Neto
23º 138878-9 Carlos Felipe Dalan Campanari
24º 119439-9 Davi Carlos de Souza Queiroz
25º 126470-2 Claiton de Almeida Rocha
26º 115633-A Boanerges de Miranda Santos
27º 138873-8 Felipe P S Cabanas
28º 138897-5 Débora Dantas Jerônimo dos Santos
29º 138898-3 Sellis Christine Silva Spinola
30º 138885-1 Guilherme Gimenez Maschio
31º 138853-3 Thais de Andrade
32º 103471-5 Ederson Silva Balduino
33º 138855-0 Beatriz Marie Montovam Busnardo
34º 121091-2 Paula Fernandes Labrichosa
35º 119458-5 Fabiano Soares Dias Fernandes
36º 138868-1 Marcos Antonio Machado Junior
37º 138866-5 Thiago Santana da Silva
38º 138887-8 Rodrigo Passagem Luiz
39º 138886-0 Gustavo Vieira Hornink
40º 980329-7 Marcos Paulo Martins de Sousa
41º 138880-A Felippe de Holanda e Silva
42º 128224-7 Leonardo Carneiro de Oliveira
43º 138876-2 Bruno Marcel Biffi
44º 138900-9 Vitor Penteado Chaves
45º 138872-0 Guilherme Diego Gomes Febronio
46º 138857-6 Talita Lemos Rodrigues
47º 138856-8 Beatriz Costa Miscow
48º 138895-9 Vinicius Marcondes Thut Medeiros
49º 138870-3 Victor Tenore Rocha
50º 128344-8 Murillo Rinaldi Amendoeira
51º 138859-2 Cristiane Ramos do Nascimento Soares da Silva
52º 138850-9 Priscila Castro de Souza
53º 138863-A Pedro Henrique Borges Marques
54º 100835-8 Ana Paula Arruda Silva
55º 138849-5 Liliam Pinheiro Lira
56º 138877-A Gabriel Huerte Diniz
57º 138930-A Rodrigo Pezzuol Gomes
58º 138928-9 Francine Gabrielly de Toledo Vaz Motta 4.
59º 117932-2 Josiane Catanho da Silva
60º 950150-9 André Giuliano Risso Bovolon
61º 138881-9 Rodolfo Arcos e Prazeres
62º 138862-2 Henrique Felisoni Squassoni
63º 135399-3 Rafael Queiroz Marchini
64º 138896-7 Denis Boschi
65º 132413-6 Caroline Oliveira Akamine
66º 138852-5 Thaíssa Barbalho Teixeira
67º 138884-3 Luiz Carlos Alves de Melo
68º 135438-8 Giulio Bellicanta Ribas
69º 138871-1 Sergio Rodrigo Lozovoi
70º 138847-9 Juliana Inácio Maldonado Martiniano
71º 138894-A Augusto Ramon Arias Penteado
72º 103676-9 Murilo Cardozo da Costa 3.
73º 138864-9 Marcos Felipe Alves de Melo Andrade
74º 132419-5 Artur Latini 2.
75º 138858-4 Amália Paci Pereira
76º 138875-4 Bruno Santos Simões
77º 138879-7 Pedro Henrique Almeida Altomare
78º 138929-7 Luiz Dionisius de Miranda Reis
79º 138891-6 Rodrigo Monteiro Alves
80º 118084-3 Alberto Vinicius Caldeira Lima
81º 136156-2 Andrew Sguassabia
82º 138915-7 Natalia Vaz Novo
83º 108619-7 Paulo Henrique de Jesus da Silva
84º 138848-7 Rita de Cássia Cotecheski
85º 138888-6 Jose Augusto Cardoso Filho
86º 138867-3 Fellipe Lopes Razuk
87º 138892-4 Henrique Moretti da Silveira Guedes
88º 138890-8 Douglas Piauí da Silva
89º 135418-3 Caio Augusto de Souza David

FALECIMENTO DO CORONEL PM LUIZ NAKAHARADA



ATT TODOS OS VETERANOS.
NOTA DE FALECIMENTO
TRISTEMENTE, INCUMBIU-ME O SR PRESIDENTE DO GRÊMIO DE NOTICIAR PARA TODOS OS COMPANHEIROS, O FALECIMENTO DO SR CEL PM LUIZ NAKAHARADA.
VÍTIMA DE INFARTO EM SUA RESIDÊNCIA.
ASSIM, QUE TIVERMOS MAIORES INFORMAÇÕES, SERÁ INFORMADO.
O NOSSO PESAR, PELO PASSAMENTO DE TÃO IMPORTANTE INTEGRANTE DE NOSSA ROTA, DESDE SUA CRIAÇÃO, SENDO ASSIM, UMA PARTE REAL DE NOSSA HISTÓRIA QUE NOS DEIXA, NA CERTEZA DE QUE UM DIA NOS ENCONTRAREMOS.
VÁ COM DEUS SR COMANDANTE.
(notícias enviadas por EVERALDO BORGES )