sábado, 4 de maio de 2019

Maria Rita - Conversa de Botequim (Noel Rosa)

82 ANOS DO FALECIMENTO DE NOEL ROSAS - 4 DE MAIO DE 1937


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Noel de Medeiros Rosa OMC (Rio de Janeiro11 de dezembro de 1910 — Rio de Janeiro4 de maio de 1937) foi um sambistacantorcompositorbandolinistaviolonista brasileiro e um dos maiores e mais importantes artistas da música no Brasil.[1] Teve contribuição fundamental na legitimação do samba de morro e no "asfalto", ou seja, entre a classe média e o rádio, principal meio de comunicação em sua época - fato de grande importância, não só para o samba, mas para a história da música popular brasileira.[2][3] Morto prematuramente aos 26 anos por decorrência da tuberculose, deixou um conjunto de canções que tornaram-se clássicas dentro do cancioneiro popular brasileiro.
Em 2016 foi agraciado in memoriam com a Ordem do Mérito Cultural do Brasil, na classe de grão-mestre.[4]


    Biografia[editar | editar código-fonte]

    Noel Rosa nasceu de um parto muito difícil e complicado, que incluiu o uso de fórceps pelo médico obstetra, como medida para salvar as vidas da mãe e bebê. Além disso, nasceu com hipoplasia (desenvolvimento limitado) da mandíbula (provável Síndrome de Pierre Robin) o que lhe marcou as feições por toda a vida e destacou sua fisionomia bastante particular.
    Nascido na Rua Teodoro da Silva, 130, no bairro carioca de Vila Isabel, foi primeiro filho do comerciante Manuel de Medeiros Rosa e da professora Martha de Medeiros Rosa.[5] Noel era de família de classe média, tendo estudado no tradicional Colégio de São Bento, onde, apesar da inteligência notável, não era aplicado nos estudos.
    Adolescente, aprendeu a tocar bandolim de ouvido e tomou gosto pela música — e pela atenção que ela lhe proporcionava. Logo, passou ao violão e cedo tornou-se figura conhecida da boemia carioca. Em 1931 entrou para a Faculdade de Medicina, mas logo o projeto de estudar mostrou-se pouco atraente diante da vida de artista, em meio ao samba e noitadas regadas à cerveja. Noel foi integrante de vários grupos musicais, entre eles o Bando de Tangarásdesde 1929, ao lado de João de Barro (o Braguinha), AlmiranteAlvinho e Henrique Brito.
    Em 1929, Noel arriscou as suas primeiras composições, Minha Viola e Festa no Céu, ambas gravadas por ele mesmo. Mas foi em 1930 que o sucesso chegou, com o lançamento de Com que roupa?, um samba bem-humorado que sobreviveu décadas e hoje é um clássico do cancioneiro brasileiro. Essa música ele se inspirou quando ia sair com os amigos, a mãe não deixou e escondeu suas roupas, ele, com pressa perguntou: "Com que roupa eu vou?"
    Noel revelou-se um talentoso cronista do cotidiano, com uma sequência de canções que primam pelo humor e pela veia crítica. Orestes Barbosa, exímio poeta da canção, seu parceiro em Positivismo, o considerava o "rei das letras". Noel também foi protagonista de uma curiosa polêmica (Noel Rosa X Wilson Batista) travada através de canções com seu rival Wilson Batista. Os dois compositores atacaram-se mutuamente em sambas agressivos e bem-humorados, que renderam bons frutos para a música brasileira, incluindo clássicos de Noel como Feitiço da Vila e Palpite Infeliz. Entre os intérpretes que passaram a cantar seus sambas, destacam-se Mário ReisFrancisco Alves e Aracy de Almeida.
    Autodidata, Noel aprendeu a tocar bandolim de ouvido pelos bares da Vila Isabel e tomou gosto pela música. No ano de 1930, quando a canção popular começou a se firmar e o samba passou a definir a linhagem autêntica como raiz própria e brasileira. Noel Rosa ganhou destaque e preferência entre os ouvintes de rádio e participantes dos carnavais de rua do Rio de Janeiro. Sua música conquistava a todos pela autenticidade: falava de amor, de encontros desencontros, do cotidiano.

    Registro profissional de Noel Rosa (1935).
    Noel teve ao mesmo tempo várias namoradas e foi amante de muitas mulheres casadas. Casou-se em 1934 com sua noiva, uma moça da alta sociedade carioca, chamada Lindaura. Apesar de ter afeto e carinho pela esposa, era apaixonado mesmo por Ceci, apelido de Juraci Correia de Araújo, a prostituta do cabaré, e sua amante de longa data. Era tão apaixonado por ela, que ele escreveu e fez sucesso com a música "Dama do Cabaré", inspirada em Ceci, que mesmo na vida fácil, era uma dama ao se vestir e ao se comportar com os homens, e o deixou totalmente enlouquecido pela sua beleza. Foram anos de caso com ela, eles se encontravam no cabaré a noite e passeavam juntos, bebiam, fumavam, jogavam, andavam noite a fora sem destino, principalmente pelo bairro carioca da Lapa, onde se localizava o cabaré. Ele dava-lhe presentes, joias, perfumes e ela o compensava com noites inesquecíveis de amor. Ele queria tirá-la da vida e fazê-la sua esposa, mas seria um escândalo social e a família jamais aceitaria uma meretriz na família. Ele pensou melhor e tentou dar uma casa para Ceci, para que ela só se deitasse com ele, onde se encontrariam escondidos e a sustentaria. Ceci se recusou, não queria depender de homem para sobreviver, e queria alguém que a assumisse como esposa. Após mais alguns anos juntos, o ciúme doentio de Noel por Ceci a fez terminar a relação, que ficou entre indas e vindas por um bom tempo, até que se afastaram de vez.

    Tuberculose e morte[editar | editar código-fonte]


    Carta de Noel Rosa a seu médico em 1935
    Em depressão por alguns meses pela separação de Ceci, Noel passou os anos seguintes travando uma batalha contra a tuberculose. A vida boêmia, porém, nunca deixou de ser um atrativo irresistível para o artista, que entre viagens para cidades mais altas em função do clima mais puro, sempre voltava ao samba, à bebida e ao cigarro, nas noites cariocas, cercado de muitas mulheres, a maioria, suas amantes. Mudou-se com a esposa para Belo Horizonte, para tratar de seu problema pulmonar, ainda inicial e não transmissível pelo ar, e para salvar seu casamento, já que gostava de sua esposa, mas ela ameaçava se separar, pois não suportava mais as traições e bebedeiras do marido, mas se separar naquela época era um peso e uma vergonha enormes para a mulher, e por isso Lindaura reconsiderou, e também queria salvar seu matrimônio. Sem planejar, Lindaura engravidou, mas sofreu um aborto espontâneo no meado de sua gestação, e, devido as complicações por causa da forte hemorragia, afetando seu aparelho uterino, não pôde mais ter filhos, o que a deixou muito revoltada e deprimida. Foi por isso que Noel Rosa não foi pai, o que o deixou muito mal, já que era seu maior desejo. Da capital mineira, escreveu ao seu médico, Dr. Graça Melo: “Já apresento melhoras/Pois levanto muito cedo/E deitar às nove horas/Para mim é um brinquedo/A injeção me tortura/E muito medo me mete/Mas minha temperatura/Não passa de trinta e sete/Creio que fiz muito mal/Em desprezar o cigarro/Pois não há material/Para o exame de escarro". Trabalhou na Rádio Mineira e entrou em contato com compositores amigos da noite, como Rômulo Pais, recaindo sempre na vida boêmia. O fato de não ter parado de beber e fumar, não fazer repouso absoluto e continuar pegando sereno nas madrugadas, pioraram sua tuberculose. De volta ao Rio, sentindo -se bem melhor, parou com as medicações, e jurou estar curado, mas poucos dias depois adoeceu fortemente, não conseguindo mais se alimentar e nem levantar da cama, e faleceu repentinamente em sua casa, no bairro de Vila Isabel no ano de 1937, aos 26 anos, em consequência da doença que o perseguia a alguns anos. Deixou sua esposa viúva e desesperada. Lindaura, sua mulher, e Dona Martha, sua mãe, cuidaram de Noel até o fim. Seu corpo encontra-se sepultado no Cemitério do Caju no Rio de Janeiro.

    118 ANOS DA ELEIÇÃO DA PRIMEIRA MULHER A FAZER PARTE DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE SÃO PAULO, EM 4 DE MAIO DE 1901.

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    Maria Renotte
    Nascimento11 de fevereiro de 1852
    Liège
    Morte21 de novembro de 1942 (90 anos)
    São Paulo
    CidadaniaBélgicaBrasil
    Ocupaçãoprofessorapedagoga
    Jeanne Françoise Joséphine Marie Rennotte (Souverain-Wandre, 11 de fevereiro de 1852 - São Paulo, 21 de novembro de 1942) foi uma imigrante belga, professora, feminista e médica.[1]
    Descrita por um passaporte como tendo 1,60 metros de altura, olhos acinzentados e cabelos loiros,[2] foi uma professora que defendia ideias progressistas em meados de 1880, incentivando, por exemplo, classes mistas e o ensino de ciências químicas e naturais para meninas. Seus ideais feministas, que estão presentes em diversas publicações de jornais e revistas brasileiros, foram essenciais para que garantisse não só a si mesma, mas a suas alunas, o direito de aprender e cravar seu papel na sociedade brasileira.
    Formou-se em medicina nos Estados Unidos quando tinha mais de 40 anos,[1] algo que não era esperado de uma mulher desta idade na época. Voltou ao Brasil pouco depois para começar a atuar como médica em São Paulo, onde deixou grandes contribuições, como a criação da filial paulista da Cruz Vermelha Brasileira e do Hospital de Crianças.

      Educação[editar | editar código-fonte]

      Em 19 de julho de 1874, aos 22 anos, Maria Rennotte concluiu o Curso Normal, da Sociedade de Instrução Básica. Na época, a estudante se formou com elogios em relação aos seus desempenhos em domínio musical e também nos idiomas francês e alemão.[1]
      Em 20 de julho de 1875, garantiu o certificado Capacidade para Ensino - Ordem de Professor II, o que equivalia na época ao curso conhecido como Magistério. Os diplomas de Rennotte estão arquivados no Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo. No três anos seguintes, foi professora de francês em Mannheim, na Alemanha.[1]

      Chegada ao Brasil[editar | editar código-fonte]

      Em 1878, aos 26 anos, Maria Rennotte chegou ao Brasil, no Rio de Janeiro, com a missão de ser uma preceptora, pessoa que orienta e acompanha a educação de uma criança ou adolescente, em uma casa de família. De acordo com a família para a qual prestou o serviço, Maria era uma profissional competente e bastante responsável.[1]
      Além de ter atuado como preceptora, Rennotte deu aulas de francês, desenho, alemão e caligrafia no Colégio Werneck, instituição particular também localizada na capital fluminense, no bairro do Engenho Novo. A escola era voltada para a educação feminina da elite do Rio de Janeiro e possuía ampla divulgação nas páginas do Almanaque Laemmert.[1]

      O Colégio Piracicabano[editar | editar código-fonte]

      Em 1882, Maria foi contratada pelo Colégio Piracicabano, localizado em Piracicaba, cidade do interior do Estado de São Paulo, que havia sido fundado no ano anterior por Martha Watts, missionária e educadora estadunidense. A escola era voltada para a educação feminina e possuía os cursos fundamental e médio, seguindo um modelo metodista protestante e priorizava métodos empíricos de ensino, contava com matérias científicas na grade curricular e deixava de lado as regras ligadas aos papéis de gênero esperados da época.[1]
      Maria também defendia a igualdade entre os sexos, a educação mista que unisse meninos e meninas em sala de aula, o estudo de ciências dentro de escolas femininas, entre outras coisas, que foram todas refletidas em suas ações durante o período em que permaneceu no Colégio Piracicabano. Ao lado de Watts, Rennotte deu aulas de ciências, francês e matemática, formou classes mistas de química e física, criou um museu de história natural e abriu uma sociedade literária com suas alunas.[3]
      Por causa de seus ideais considerados progressistas em uma época na qual colégios católicos que seguiam uma educação humanista eram maioria no sistema de ensino brasileiro, Maria Rennotte foi bastante criticada por freiras do Colégio de Nossa Senhora do Patrocínio, que ficava em Itu, cidade vizinha. As irmãs da instituição católica começaram a difamar Maria e as demais professoras do Colégio Piracicabano, o que fez com que Rennotte utilizasse a imprensa da cidade para defender seus ideais, deixando claro que era contra o ensino que até então vinha sendo considerado tradicional.[1]
      Na época, Maria e o Colégio Piracicabano foram criticados, mas também receberam apoio de importantes comunidades da época, como o dos republicanos e principalmente dos liberais, que viam na professora uma aliada capaz de levar a ideia do liberalismo de educação para frente, pensamento que também envolvia a autonomia de mulheres nos sistemas de educação e trabalho. Com as elites progressistas da época e a corrente de pensamento que se formava com o surgimento de outros colégios protestantes, ficava óbvio que aos poucos os valores da época mudariam e deixariam de ser exclusivamente conservadores e católicos.[3]
      Seus frutos como professora possibilitaram que outras mulheres da sociedade brasileira também fossem reconhecidas. Anna Maria de Moraes Barros foi uma aluna e professora assistente muito próxima de Maria Rennotte, que chegou a ser descrita por Martha Watts como uma “jovem ajudante brasileira, que segue Maria Rennotte até onde pode”, a mesma também disse em uma ocasião que quem conhecesse Anna Maria, veria que ela tinha ideias que agradavam e que por isso, ninguém a desdenharia por ser brasileira.[3]
      Em 1882, o Gazeta de Piracicaba publicou dois textos de Anna Maria em seu jornal. O Sonho e Uma Tempestade no Mar, este último, foi acompanhado da seguinte nota do editor: “Colocamos, pois à apreciação dos leitores o trabalho da nossa jovem e contamos agradá-los por mostrar que agora Piracicaba possui filhas inteligentes e estudiosas, capazes de escrever para o público”.[3]

      Feminismo[editar | editar código-fonte]

      A professora belga conhecia os estudos de diversas mulheres feministas como os das brasileiras Nísia Floresta Brasileira Augusta e Francisca Senhorinha da Motta Diniz e das europeias Olympe de Gouges e Mary Wollstonecraft.[2]
      Além de suas contribuições para a evolução do sistema educacional brasileiro, incentivando classes mistas e o ensino de ciências naturais e biológicas para meninas, Maria também utilizou a imprensa diversas vezes para expor suas ideias de emancipação feminina por meio do trabalho e dos estudos.[3]
      Em 1882, Maria publicou no jornal Gazeta de Piracicaba, um artigo intitulado A Educação da Mulher, no qual afirmava que os papeis que homens e mulheres tinham na época influenciavam negativamente a vida de mulheres que cresceriam sem instrução necessária para garantir participação mais ativa na sociedade. O artigo foi dividido em três partes, publicados na respectivas datas, 23, 25 e 30 de agosto.[3]
      E que é bem triste dizê-lo, a mulher é de alguma sorte tratada abaixo de sua dignidade, observada, em algumas relações, como um ser que nada pode, para não dizer completamente nulo. Esta injustiça inveterada desde o princípio dos séculos, continuou através dos tempos e acreditou-se, e um bom número ainda acredita, que a mulher de uma constituição fraca não pode empreender um trabalho que exigir força de concepção, e por conseguinte, em uma palavra, que na mulher a matéria tem primazia sobre a inteligência.
      Apoiando-se sobre esse sophisma, recusaram iniciar a mulher em todas as carreiras. Manejar a agulha, ocupar-se dos cuidados materiais da casa, eis o que, até hoje, por assim dizer, tem sido a tarefa que lhe impuseram: é esta a barreira posta à sua inteligência.
      [...] A solidariedade universal sendo a mais generosa das aspirações humanas, por que recusar à mulher os meios de tomar parte nesta grande obra? Por que lhe restringir a esfera, obstruir, interceptar o voo de seu pensamento? Eu não aconselho, de certo, que faças de vossas senhoras, de vossas filhas, mulheres análogas as ridicularizadas por Moliere na sua sátira imortal, não, eu não venho reclamar para a mulher senão a posição que lhe convém, se não o lugar que lhe é devido, senão a dignidade a qual ela tem direito: a de agir.
      Também na década de 1880, passou a colaborar com artigos no jornal A Família, publicação feminista da época, liderada por Josefina Álvares de Azevedo. Em um artigo chamado Mulher e Liberdade, publicado em 25 de maio de 1889, Maria Rennotte escreveu sobre suas definições de liberdade e do que as mulheres poderiam fazer com ela:[3]
      “Numa das definições que acima dei da palavra de que é objeto este artigo, avancei que liberdade não podia significar faculdade ou livre arbítrio de nada fazer, pois que liberdade não podia dignificar faculdade ou livre arbítrio de nada fazer, pois que a ela está ligada a ideia de ação. Visto que a ação traz consigo a ideia de responsabilidade de um autor e que a mulher, que faz parte da constituição da humanidade ‘assume uma responsabilidade igual à do homem perante a sociedade’, ela deve, pois, gozar dos mesmos direitos que este, porque não há lei que naturalmente não apresente duas fases, não há decreto ordenando, nem o seu corolário que proíbe, porque não há edito que impõe sacrifícios sem conceder ao mesmo tempo privilégios.”

      Saída do Brasil[editar | editar código-fonte]

      Em 1889, aos 40 anos de idade, Maria Rennotte deixou o Colégio Piracicabano após sete anos de trabalho na instituição. De acordo com a Martha Watts, a professora estava motivada a aprimorar seu trabalho, mas também foi embora por motivos de lazer e para cuidar de sua saúde. A diretora do Piracicabano sentiu falta da professora que a ajudou a mudar a forma com que Piracicaba e cidades vizinhas enxergavam a educação. “Aqueles que entendem tais situações podem entender o que significou para o meu trabalho perder uma ajudante tão eficiente”, escreveu Watts.[3]
      No mesmo ano, Maria entrou na Woman’s Medical College of Pennsylvania para estudar medicina. A escola foi criada em 1850, em Quaker, na Filadélfia, Estados Unidos, e foi a primeira instituição de medicina exclusiva para mulheres na América do Norte.[3]
      Na mesma época em que Maria começou os estudos em medicina nos EUA,  havia pouquíssimas médicas no Brasil, sendo elas Maria Augusta Generoso Estrela, a primeira mulher brasileira formada em medicina, em Nova York, e Rita Lobato Velho Lopes, primeira médica brasileira graduada em uma faculdade brasileira.[1]
      Em 1892, Maria Rennotte conclui a graduação, seu diploma contém a data de 5 de maio. Com o curso completo, a professora, e agora médica, foi até a França para se especializar como obstetra, neonatologista e ginecologista. A profissional trabalhou em alguns hospitais de Paris, como Hôtel-Dieu e Saint-Louis.[1]

      Retorno ao Brasil[editar | editar código-fonte]

      Em 1895, Maria retorna ao Brasil e em 26 de março consegue a validação de seu diploma internacional, para que o documento que validava sua graduação em medicina pudesse ser reconhecido em território brasileiro, capacitando-a a trabalhar como médica. Para isso, apresentou na Faculdade de Medicina e de Farmácia do Rio de Janeiro, a tese  Influência da Educação da Mulher sobre a Medicina Social, que foi publicada pela editora Typographia Aldina.[1]
      No mesmo ano, a professora e médica passa a morar em São Paulo, em um momento no qual a capital paulista recebia uma grande onda de imigrantes, que ultrapassava sua capacidade de abrigo, fazendo com que problemas como saneamento básico e saúde em regiões centrais e periféricas começassem a surgir com mais frequência e a se agravar. Ao mesmo tempo, São Paulo possuía uma elite que mostrava-se aberta para o crescimento do serviço público e particular de saúde. Ainda assim, Maria atendia as mulheres da elite à domicílio e em consultórios particulares, enquanto mulheres pobres eram atendidas em ambulatórios.[1]
      Rennotte trabalhava muito como parteira e também em 1895 tornou-se médica interna da Maternidade de São Paulo, que tinha como principal objetivo atender mulheres pobres da capital.[1]
      Em 4 de maio de 1901, a médica torna-se a primeira mulher a integrar o Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo.[1]

      Criação da filial paulista da Cruz Vermelha[editar | editar código-fonte]

      Em meados de 1910, a Sociedade de Medicina e Cirurgia de São Paulo envia a médica para a Europa para que ela observasse a Cruz Vermelha em alguns países com o intuito de obter informações para instalar uma filial da organização humanitária em São Paulo. Rennotte visitou países como França e Alemanha e em 5 de outubro de 1912, participou da fundação da filial paulista da instituição, que virou notícia no jornal Correio Paulistano, sendo creditada como organizadora da regional paulista.[1]
      No mesmo ano, Maria Rennotte criou a Escola Prática de Enfermeiras, que funcionou inicialmente na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e posteriormente na sede da Cruz Vermelha, que ficava na rua Líbero Badaró. A instituição fornecia cursos de enfermagem profissional, voluntariado, enfermagem do lar e primeiros socorros. Além da própria Maria atuando como professora, a escola também contava com aulas da doutora Casemira Loureiro, que também trabalhava na Santa Casa.[4]

      Continuação dos trabalhos como médica[editar | editar código-fonte]

      Em 1912, Rennotte teve a ideia de começar uma campanha a favor da construção de um hospital exclusivo para crianças, por causa da alta taxa de mortalidade infantil da capital São Paulo e da falta de recursos para tratar a estes pacientes especificamente. Assim, foi fundado o Hospital de Crianças, que manteve-se em funcionamento até a década de 1980.[4]
      A iniciativa foi realizada principalmente por causa dos argumentos que Maria utilizava, como por exemplo o de que se cada uma das 176 mil crianças que estudavam em escolas primárias da capital paulista contribuísse com um tostão por mês, seria possível construir e ajudar o hospital a funcionar.[4]

      Morte[editar | editar código-fonte]

      Em 1932, Rennotte completou 80 anos e já não tinha mais como atuar como médica por conta de questões de velhice e saúde. Na época, a medicina em São Paulo estava totalmente voltada para as vítimas dos conflitos da Revolução Constitucionalista de 1932.[1]
      Em 1938, já surda e quase cega, o jornalista Mário Guastini iniciou uma campanha em favor da saúde e do reconhecimento da médica, o que resultou no interventor federal paulista José Joaquim Cardoso de Melo Neto assinando um decreto que determinava que a médica, que se encontrava em condições financeira e de saúde precárias, deveria receber uma pensão vitalícia de cerca de mil cruzeiros mensais.[1]
      Maria Rennotte morreu em 21 de novembro de 1942, aos 90 anos, em São Paulo. O corpo da médica e professora foi velado em uma casa na rua João Moura, na região de Pinheiros. O sepultamento foi feito na tarde da mesma data, no Cemitério dos Protestantes, no bairro da Consolação.[1]

      526 ANOS DA BULA INTER CAETERA - 4 DE MAIO DE 1493.


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      O meridiano mais oriental foi definido pelo Papa Alexandre VI ("Bula Inter Caetera"); o mais ocidental pelo Tratado de Tordesilhas. A localização das cidades atuais é meramente indicativa.
      bula Inter caetera, expressão latina que em língua portuguesa significa "entre outros (trabalhos)", foi uma bula do Papa Alexandre VI, datada de 4 de maio (quarto nonas maii ) de 1493. Pelos seus termos, o chamado "novo mundo" seria dividido entre Portugal e Espanha, através de um meridiano situado a 370 léguas a oeste do arquipélago do Cabo Verde: o que estivesse a oeste do meridiano seria espanhol, e o que estivesse a leste, português.
      Os seus termos são:
      Este arranjo assegurava as terras descobertas no ano anterior por Cristóvão Colombo à Espanha e, a Portugal a costa africana que vinha sendo explorada com vistas ao descobrimento de um caminho marítimo para a Índia.
      Os termos da bula desagradaram à Coroa Portuguesa. Para solucionar esse impasse, foi negociado o Tratado de Tordesilhas(1494), que estabeleceu um novo meridiano a 370 léguas das ilhas de Cabo Verde.

      Territórios garantidos[editar | editar código-fonte]

      Praticamente só as partes mais orientais de algumas das futuras capitanias da América portuguesa estariam garantidas se esse tratado tivesse sido aceito por Portugal como definitivo. Ou seja, cidades como São Paulo simplesmente não existiriam, pois só a parte mais oriental do Nordeste brasileiro estava assegurada a Portugal neste crucial instante da história luso-americana.
      Esse tratado pode ser considerado o primeiro esboço do território que seria a América Portuguesa, só depois estendido a oeste em detrimento da América Espanhola (ou seja, uma espécie de Brasil original por direito, antes dos acréscimos territoriais contra a América de Castela). Caso tal tratado tivesse permanecido como o final, a história da costa leste sul-americana, incluindo a da própria zona citada no mapa divergiria bastante do que acabou ocorrendo. São Vicente não teria existido, o território seria mais fragmentado com maior densidade de colonos a exemplo do que ocorreu com o Nordeste dos EUA, dentre outros aspectos importantes (Salvador também não existiria, já que foi fundada para garantir a continuidade luso-americana entre São Vicente e Olinda, tal como a conquista da Guanabara; a própria Olinda possivelmente existiria em outra latitude, com outro nome e maior pelo efeito concentrador e talvez com status de urbe real).

      Ver também

      HOMENAGEM A AYRTON SENNA - 25 ANOS DA MORTE - 1º DE MAIO DE 1994.

      EM PALAVRAS O EXITO DO MEGA EVENTO AYRTON SENNA 25º ANOS PARA SEMPRE, NA SEDE DA ALESP.- DIA 30 DE ABRIL DE 2019- 19:00 Hs., 

                                                                Representantes do  Exército Brasileiro , Policia Militar de São Paulo, da Policia Civil de São Paulo, Deputados da Alesp, Jornalistas de Imprensa, ; Empresários, Esportistas , Pilotos, Professores/Poetas/Escritores e Vips., receberam a Premiação PERSONALIDADE DE DESTAQUE 2019 - 30ª EDIÇÃO - PRÊMIO COMENDA AYRTON SENNA DA SILVA - 25 ANOS -"PARA SEMPRE LEMBRADO". 

      A BANDA DA POLICIA MILITAR DE SÃO PAULO, ABRIU O EVENTO COM MUSICAS;  LEMBRANDO O HERÓI BRASILEIRO  AYRTON SENNA "25 ANOS- PARA SEMPRE LEMBRADO"; O MAESTRO DA BANDA  REALIZOU A ABERTURA OFICIAL DO MEGAEVENTO, EXECUTANDO O  HINO NACIONAL BRASILEIRO; E NO TELÃO, OS MELHORES MOMENTOS DO ETERNO PILOTO CAMPEÃO; O PRESIDENTE DO EVENTO OIPALPO/NALINPO DA NAÇÃO LÍNGUA PORTUGUESA (SENNA  DA SILVA TINHA RAÍZES PATERNA PORTUGUESA), JORNALISTA - PROFº. DRº E DUQUE DE GUARARAPES OSWALDO MARTINS DE OLIVEIRA - 
      ( "DRº WADÃO"); DEU A BANDEIRADA, LEMBRANDO A VITÓRIA DO GRANDE  CAMPEÃO BRASILEIRO SENNA (NO TELÃO) ; EMOÇÃO, CHORO GERAL NA PLATÉIA-MUITA EMOÇÃO E LEMBRANÇA , (Incluindo o Wadão);- CONFIRA NAS FOTOS DO ANEXO.

      PARTICIPARAM DO EVENTO; OS LAUREADOS E CONVIDADOS DO MEGA-EVENTO CÍVICO (MAIS DE 300 PARTICIPANTES), COMEMORADO NA SEDE DA ALESP-IBIRAPUERA-SP, QUE  APLAUDIRAM DE PÉ; LEMBRANDO;  QUE O DEPUTADO ROQUE BARBIERE "ROQUINHO", (Patrono Cultural do Evento Cívico); este Deputado, que é  oriundo da Cidade de Birigui, onde, existe o Maior Autódromo do Brasil para Corrida de Kart..

      NO SEGUIMENTO ENTREGA DE 25 (VINTE E CINCO) TROFÉÍS- DIPLOMA E MEDALHA DE  DE HONRA AO MÉRITO; AOS CHANCELERES/COMENDADORES E V.I.P.S. - PERSONALIDADE DE DESTAQUE 219 - 30ª EDIÇÃO;  (Que representaram os 25 Anos de Saudade :
                                                        "AYRTON SENNA DA SILVA -PARA SEMPRE LEMBRADO".

      300 (TREZENTOS) DIPLOMAS/MEDALHAS  DE HONRA AO MÉRITO, CERTIFICADO DE PARTICIPAÇÃO, ENTREGUE AOS PARTICIPANTES, SENDO O CERIMONIAL DO EVENTO, SOB A DIREÇÃO EXECUTIVA DO JORNALISTA/ADVOGADO  DRº "SIDNEI LOBO PEDROSO DA OABSP E SEU ASSISTENTE ASSESSOR PROFESSOR/POETA GENTALHA DO MMDC-32; E PELO "IMORTAL" COMANDANTE DO MMDC-32 CORONEL PM- MÁRIO FONSECA VENTURA, E 
      PARTICIPAÇÃO E DIREÇÃO DA "MAIOR LENDA VIVA"PAULISTANA "OSWALDO MARTINS DE OLIVEIRA (Drº] ADÃO), "Vice Presidente da A.P.I e Presidente da Oipalpo/Nalinpo" ORGANIZADOR DO EVENTO CÍVICO: QUE AO FINAL DO EVENTO, MANDOU SERVIR  UM,  'FAUSTO E SUCULENTO COQUETEL", aos Presentes;  Servido pela COMENDADORA RAQUEL BUFFET",  SALGADINHOS, A BASE DE CAMARÃO - BACALHAU DO PORTO PORTUGUÊS- LAGOSTAS- QUEIJO  E ETC.; COM SUCOS DE FRUTAS VARIADOS E REFRIGERANTES A VONTADE, ENTREGANDO 150 (CENTO E CINQUENTA) SACOLAS BRINDES  DO EVENTO - PRODUTOS DE MAQUIAGEM HAIR BRASIL, COM CHOCOLATES/PÁSCOA E DOCES; SEM RESTRIÇÃO, PERMITINDO AOS PRESENTES LEVAREM PARA CASA AOS AMIGOS E PARENTES.- 
                                            'QUEM NÃO COMPARECEU - PERDEU A OPORTUNIDADE DE HOMENAGEAR  " AYRTON SENNA PARA SEMPRE LEMBRADO". 

                                                         A OIPALPO/NALINPO - PRESIDENTE  DRº OSWALDO  MARTINS WADÃO  E  PARABÉNS LAUREADOS VIPS.,-
       
      "REQUIEM  AD PERPETUM  ETERNO REI MEMORIAM AYRTON SENNA DA SILVA"; COM A APRESENTAÇÃO DO CANTO "SAUDADE ETERNA", PELO POETA/PROFESSOR DRº MARCO ANTONIO AZKOUL E A DECLAMAÇÃO DO POEMA, DO POETA DR° OSWALDO MARTINS "WADÃO":

       PASSARÃO RIOS; PASSARÃO ÁGUAS, PASSARÃO REDES - BARCOS E PESCADORES; MAS AS PALAVRAS COM QUE BUSCO NAS LUZES COM QUE DEUS ME FALA........ ESTAS JAMAIS HAVERÃO DE PASSAR.

      AMAMOS DUAS COISAS EM NOSSAS VIDAS, AMAMOS AS FLORES, E AMAMOS  O AYRTON SENNA DA SILVA, TAMBÉM;
       AS FLORES IREMOS AMAR SOMENTE POR UM DIA; MAS O AYRTON SENNA DA SILVA; IREMOS AMAR PARA SEMPRE........

      Solicitamos, postar em sua rede Social/Facebook/Sites de Comunicação esta Homenagem ao 'GRANDE AYRTON SENNA" 
      - MUITO OBRIGADO.
      "oipalpo/Nalinpo" - fone zapp 11 99693-8862 - Jornalista OswaldoMartins - MTB 74.186-SP.
      Crédito das Fotos Anexas, para  Nilsa  Nakamura <nilsaassessoriadeimprensa@gmail.com>
      e fotografo  AKIRA NAKAMURA
      12 anexos