quinta-feira, 15 de setembro de 2016

O COMANDANTE DO CORPO DE FUZILEIROS NAVAIS, ALMIRANTE DE ESQUADRA FERNANDO ANTÔNIO DE SIQUEIRA RIBEIRO É CONDECORADO COM O GRÃO COLAR "HERÓIS DE 32" DO NÚCLEO MMDC-IBIRAPUERA "HERÓIS DE 32", DA SOCIEDADE VETERANOS DE 32-MMDC - MEUS AGRADECIMENTOS AO ALFREDO DUARTE, QUE FOI O CERIMONIALISTA DO EVENTO NO MONUMENTO MAUSOLÉU AO SOLDADO CONSTITUCIONALISTA DE 32 NO DIA 14 DE SETEMBRO DE 2016. RELAÇÃO DOS DEMAIS AGRACIADOS COM A MEDALHA MARECHAL CASTELLO BRANCO E HERÓIS DE 32.

Roteiro da Solenidade Cívico-Militar por ocasião da visita do Exmo. Comandante do Corpo de Fuzileiros Navais e de Outorga das Condecorações “Heróis de 32” e Medalha de Mérito “Marechal Castello Branco”


Local: Monumento Mausoléu ao Soldado Constitucionalista de 1932
Propositura: Cel. PM Mário Fonseca Ventura _ Presidente da Sociedade Veteranos de 32 - MMDC e Sr. Alfredo Duarte dos Santos – Membro da Sociedade Veteranos de 32 - MMDC

ABERTURA

Senhoras e Senhores boa tarde!

Em nome do Exmo. Presidente da Sociedade Veteranos de 32, Coronel PM MARIO FONSECA VENTURA, de sua diretoria e colaboradores, desejamos a todos as boas-vindas a este Sagrado Mausoléu dos Heróis Paulistas Combatentes da Liberdade, para esta Solenidade Cívico-Militar de homenagem ao Corpo de Fuzileiros Navais, seus oficiais e praças aqui representados com a ilustre presença de seu Comandante Geral, Sr. Almirante de Esquadra FERNANDO ANTONIO DE SIQUEIRA RIBEIRO e por seu Suboficial-MOR (FN) Sr. ANTONIO CARLOS DOS SANTOS, e a personalidades civis e militares cujos elevados méritos pessoais fazem-se necessários de reconhecimento com a outorga das Condecorações “Heróis de 32” desta Sociedade e da Medalha de Mérito “Marechal Castello Branco” da Associação Campineira dos Oficiais da Reserva do Exército R/2 do N.P.O.R. do 28º B.I.L.
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HINO NACIONAL BRASILEIRO

O Hino Nacional Brasileiro é um dos Símbolos Nacionais. Adotado em 1831, ainda no Brasil Imperial, foi oficializado em 1890 pelo Presidente da República Marechal Deodoro da Fonseca. Letra do Poeta Joaquim Osório Duque Estrada e Melodia de Francisco Manoel da Silva.
Neste momento convidamos todos os presentes cujas condições físicas o permitam, para que em pé e em posição de respeito, cantemos o Hino Nacional Brasileiro que será executado pelo Corpo Musical da Polícia Militar do Estado de São Paulo sob a regência do Maestro ST PM Edgar Lourenço.

Breve Histórico do Corpo de Fuzileiros Navais

O Corpo de Fuzileiros Navais é uma força de combate integrante da Marinha do Brasil, cuja missão primária é garantir a projeção do poder naval em terra, atuando para isso em conjunto com os meios e efetivos da Esquadra.
Sua origem data do período em que o Brasil ainda era Vice-Reino de Portugal. Criado por Alvará Régio de 1797 como Brigada Real da Marinha, desembarcou no Rio de Janeiro em 7 de março de 1808 acompanhando a Família Real que transmigrava para o Brasil como consequência da invasão de Portugal pelos Exércitos de Napoleão.
Poucos meses depois já tinha seu batismo de fogo por ocasião da expedição à Guiana Francesa (1808/1809), com a tomada de sua Capital Caiena, garantindo já naquela momento nossas soberania e integridade territorial.
Com o retorno de sua Majestade D. João VI para Portugal, um Batalhão da Brigada Real de Marinha permaneceu no Brasil, tornando-se assim Célula-Mater do atual Corpo de Fuzileiros Navais.
Ao longo de todo período da história do Brasil como Nação Independente, tiveram nossos combatentes anfíbios destacada atuação em todos os episódios de nossa História Militar: seja nas lutas pela consolidação da Independência, nas diversas Campanhas do Prata, onde devemos sempre destacar o Combate Naval do Riachuelo e a Passagem de Humaitá, nas campanhas fraticidas da consolidação da República, guarnecendo os navios da Esquadra da D.N.O.G. na 1ª Grande Guerra e das Forças Navais do Nordeste e do Sul durante a 2ª Grande Guerra, ocasião em que também protegeram nossos litoral e territórios insulares no Atlântico.
Apesar de nossa cultura pacífica e convivência harmoniosa com nossos vizinhos e a comunidade internacional em geral, tem sido o Brasil no último século reiteradamente solicitado pelo conjunto das Nações a atuar na resolução de conflitos e desastres humanitários internacionais.
Nessas ocasiões, mais uma vez estão presentes nossos Fuzileiros Navais como observadores Militares, tropa de pacificação da ONU e OEA ou em ações humanitárias em teatros de operação tão diversos como República Dominicana, El Salvador, Bósnia, Honduras, Moçambique, Ruanda, Angola, Peru, Equador, Timor-Leste, e mais recentemente Haiti e Líbano.
Verdadeira Tropa de Escol que se destaca entre as congêneres de nossas Forças Armadas, é constituída por militares dotados de elevados níveis morais, intelectuais e de preparo físico, todos concursados e altamente capacitados nos misteres das dificílimas operações anfíbias em decorrência de seu rigorosíssimo treinamento e altíssimo profissionalismo, constitui o Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil uma força estratégica por excelência, de caráter expedicionário de pronto emprego e de projeção de poder, com sólido e honrado Espírito de Corpo e destacada atuação na defesa dos ideais de liberdade, soberania e convivência pacífica do Povo Brasileiro.
Não é sem razão que uma das maiores escritoras brasileiras de todos os tempos e primeira mulher Imortal da veneranda Academia Brasileira de Letras, Rachel de Queiróz, escreveu:

“Quando se houverem acabado os soldados no mundo - quando reinar a paz absoluta - que fiquem pelo menos os fuzileiros como exemplo de tudo de belo e fascinante que eles foram!”

Sr. Comandante Geral do Corpo de Fuzileiros Navais, Almirante de Esquadra (FN) FERNANDO ANTONIO DE SIQUEIRA RIBEIRO, queira por favor transmitir aos seus comandados o mais sincero preito de admiração, respeito e gratidão do Povo Paulista e desta Sociedade a vossa contínua e destacada atuação na defesa dos mesmos e inexcedíveis valores de liberdade e justiça que os Heróis Paulistas de 1932 que aqui repousam mantêm em eterna vigília.

Histórico das Condecorações “Heróis de 32”

O conjunto de condecorações “Heróis de 32”, instituídas pelo Núcleo MMDC Ibirapuera - "Heróis de 32", da Sociedade Veteranos de 32 – MMDC e oficializadas pelo Decreto Nº 59.908 de 06 de dezembro de 2013 do Governo do Estado de São Paulo, tem por objetivo galardoar autoridades civis e militares que hajam prestado comprovadamente relevantes serviços a uma ou mais das organizações e instituições a seguir relacionadas:
I - Núcleo MMDC Ibirapuera "Heróis de 32";
II - Sociedade Veteranos de 32 - MMDC;
III - Polícia Militar do Estado de São Paulo;
IV - Governo do Estado de São Paulo;
V - à população paulista.

Deslocamento do Pavilhão Nacional

Solicitamos a  todos os presentes CUJAS condições físicas o permitam, para que se mantenham de pé e perfilados durante o deslocamento do Pavilhão Nacional até o local de destaque à frente da assistência.

Chamada dos Agraciados

Sras. e Srs., compromissos já previamente marcados na extensa agenda de S.Exas. requerem que os Almirantes e respectivas comitivas tenham que se ausentar antes do final desta solenidade. Por essa razão procederemos à imposição das respectivas insígnias das Condecorações “Heróis de 32” aos mesmos numa primeira outorga.
A Sociedade Veteranos de 32 – MMDC tem a honra de convidar para que se posicionem em local de destaque:

- Para receber a Grã Cruz “Heróis de 32” covidamos o Exmo. C.G. do C.F.N. Alte. de Esquadra (FN) FERNANDO ANTONIO DE SIQUEIRA RIBEIRO

- Para receber o Colar “Heróis de 32” convidamos o Sr. Capitão-Tenente (FN) MICHEL MELO DA SILVA, assistente do C.G. do CFN.

- Para receber a Medalha “Heróis de 32” convidamos o Sr. Suboficial-MOR (FN) ANTONIO CARLOS DOS SANTOS.

A imposição das insígnias será realizada pelo Presidente da Sociedade Veteranos de 32 – MMDC, Sr. Cel. PM Mário Fonseca Ventura, no que será auxiliado pelo Cel. PM Reynaldo Simões Rossi, Diretor de Ensino e Cultura da PMESP e pelo Dr. Maurício Kirillos da ADESG.

Antes de convidar os agraciados a retornar aos seus locais de origem, tenho a honra de convidar o Exmo. Vice-Alte. GLAUCO CASTILHO DALL’ANTONIA, Cmt. Do 8º D.N., para que se posicione em local de destaque ao lado dos agraciados para  receber das mãos do Cel. Ventura e do Prof. Rodrigo Gutemberg, Presidente do Núcleo MMDC-Norte “Gal. Euclydes Figueiredo” a estatueta “Soldado 32”.

Parabenizando os agraciados, convidamos para que retornem aos locais de origem.

- O Sr. Cel. PM Mario Fonseca Ventura, Presidente da Sociedade Veteranos de 32 fará uso da palavra.

- Para fazer uso da palavra convidamos a mais alta autoridade Polical Militar presente, o Exmo. Cel. PM Reynaldo Simões Rossi, Diretor de Ensino e Cultura da PMESP

- Para fazer uso da palavra em nome de todos os agraciados desta solenidade, convidamos a mais alta autoridade militar presente, o Exmo. Sr. Alte. de Esquadra (FN) Fernando Antonio de Siqueira Ribeiro, C.G. do Corpo de Fuzileiros Navais.

A Sociedade Veteranos de 32 – MMDC agradece a ilustre visita dos Srs. Altes. e respectivas comitivas, esperando em breve poder novamente tornar a recepciona-los.

- Saída das Autoridades Navais e respectivas comitivas.

Sras. e Srs., dando continuidade à nossa solenidade, convidamos para que se posicionem em local de destaque para receberem o Colar “Heróis de 32” as seguintes autoridades:

- Sr. Cel. PM SAINT CLAIR DA ROCHA COUTINHO SOBRINHO
  Presidente da FUNDABOM – Funda ção de Apoio ao Corpo de Bombeiros
- Dr. MOACIR GUIMARÃES MENDONÇA
  Perito Criminal da Assistência Técnico-Científica da SSP/SP
- Dr. RODRIGO CORRÊA BAPTISTA
  Delegado de Polícia da Assistência Policial Civil da SSP/SP
- Cap. PM ADRIANO DE SOUZA FERNANDES
  Cmt. da Cia. de Força Tática do 7º BPM/M “Batalhão 1º Ten. PM Calegari”
- Comendador DENYS KELWIN HERBERT DE SOUZA
  Membro da Sociedade Veteranos de 32 - MMDC

A imposição das insígnias será realizada pelo Presidente da Sociedade Veteranos de 32 – MMDC, Sr. Cel. PM Mário Fonseca Ventura, no que será auxiliado pelo Cel. PM Reynaldo Simões Rossi, Diretor de Ensino e Cultura da PMESP.

Parabenizando os agraciados, convidamos para que retornem aos locais de origem.

Convidamos para que se posicionem em local de destaque para receberem a Medalha “Heróis de 32” os seguintes Policiais Militares:

- Cb. PM SILMARA FERNANDA PRATTES
- Sd. PM ALESSANDRO DA SILVA NAGATE
- Sd. PM LEIDIANE SILVA NAGATE

A imposição das insígnias será realizada pelo Presidente da Sociedade Veteranos de 32 – MMDC, Sr. Cel. PM Mário Fonseca Ventura, no que será auxiliado pelo Cel. PM Reynaldo Simões Rossi, Diretor de Ensino e Cultura da PMESP.

Parabenizando os agraciados, convidamos para que retornem aos locais de origem.

Histórico da Medalha de Mérito “Marechal Castello Branco”

A Medalha de Mérito MARECHAL CASTELLO BRANCO foi criada no ano de 2002 pela ACORE – Associação Campineira de Oficiais da Reserva do Exército (R/2) do N.P.O.R. – Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva, unidade de ensino e formação de Oficiais da Reserva do Exército Brasileiro subordinado ao 28º B.I.L. – Batalhão de Infantaria Leve, localizado em Campinas/SP, por ocasião do cinqüentenário de criação do NPOR de Campinas pela Portaria Nº 51 – 48 de 21 de Julho de 1952 do Ministério da Guerra, com o intuito de assinalar os 105 anos de nascimento e os 35 anos de falecimento do insigne Marechal HUMBERTO DE ALENCAR CASTELLO BRANCO, oficial do Exército Brasileiro formado com distinção pela École Supérieure de Guerre da França, chefe da seção de operações do Estado-Maior da FEB na 2ª Guerra Mundial, Herói da FEB condecorado com a Cruz de Combate de 1ª Classe e Presidente da República.
Destina-se a galardoar personalidades militares e civis que em decorrência de suas virtudes morais e elevado mérito profissional tenham prestado relevantes serviços às Forças Armadas Nacionais, às Forças Auxiliares (Polícias Militares, Polícias Civis, Guardas Civis, Corpos de Bombeiros e Defesa Civil), e à Sociedade Brasileira em geral.
Medalha devidamente cadastrada junto ao Exército Brasileiro conforme Aditamento DCEM 7A ao Boletim do Departamento Geral do Pessoal nº 51 de 21 de dezembro de 2005, com o Código A-28 e a Sigla MMCB.
O atual Presidente do Conselho da Medalha é o Dr. WALLACE DE OLIVEIRA GUIRELLI, Conselheiro Substituto do TCE – Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e Comendador da Ordem do Mérito Militar.

Chamada dos Agraciados

Convidamos para que se posicionem em local de destaque para receberem a Medalha de Mérito “Marechal Castelo Branco” as seguintes Autoridades e Policiais Militares:

01 – Exmo. Dr. MARCUS ALEXANDRE MANHÃES BASTOS
        MM. Juiz de Direito da 03ª Vara do Júri da Capital

02 – Exmo. Dr. TOMÁS BUSNARDO RAMADAM
        Promotor de Justiça do I Tribunal de Justiça da Capital

03 – Exmo. Dr. IVANDIL DANTAS DA SILVA
        Promotor de Justiça da 3ª Vara do Júri da Capital

04 – Exmo. Dr. ROGÉRIO LEÃO ZAGALLO
        Promotor de Justiça da 5ª Vara do Júri da Capital

05 – Cap. PM LEONARDO CORSETTI ZAUPA

06 – Al. Of. PM LUIS CARLOS SARRAIPA JORGE LEITE

07 – ST PM JOSÉ ROBERTO SOARES

08 – 1º Sgt. PM TEDDY RALF SOUZA COSTA

09 – 1º Sgt. PM IBERÊ MATTEI

10 – Cb. PM JENADIR BARDOINO BEM

11 – Cb PM RICARDOBENETTI COTRIM

12 – Sd. PM ALBERTO BATISTA VIEL FERRO

13 – Sd. PM EMERSON GONÇALVES GARCIA

14 – Sd. PM MÁRCIO NUNES DA SILVA

15 – Sd. PM HUGO VIEIRA VENEZIANE

16 – Sd. PM KLÉBER LEAL PINHO

17 – Prof. RODRIGO GUTEMBERG
        Presidente do Núcleo MMDC-Norte “Gal. Euclydes Figueiredo”

A imposição das insígnias será realizada pelo Presidente da Sociedade Veteranos de 32 – MMDC, Sr. Cel. PM Mário Fonseca Ventura, no que será auxiliado pelo Cel. PM Reynaldo Simões Rossi, Diretor de Ensino e Cultura da PMESP.
Também convidamos para auxiliar na imposição das insígnias os Exmos. Dr. Rodrigo Corrêa Baptista, Dr. Moacir Guimarães Mendonça, Cel. PM José Alberto Tamashiro, Cap. PM Adriano de Souza Fernandes e o Comendador Denys Kelwin Herbert de Souza.

Parabenizando os agraciados, solicitamos que retornem aos seus locais de origem.


Retorno do Pavilhão Nacional ao seu local de origem

Solicitamos a  todos os presentes CUJAS condições físicas o permitam, para que se mantenham de pé e perfilados durante o retorno do Pavilhão Nacional até o seu local de origem.



Agradecimento

Senhoras e Senhores, o Exmo. Coronel PM MARIO FONSECA VENTURA, em nome da Sociedade Veteranos de 32 – MMDC, sua diretoria e colaboradores, agradece a presença de todos que prestigiaram e abrilhantaram esta solenidade, destacando o apoio inexcedível da Diretoria de Ensino e Cultura da PMESP na pessoa de seu Diretor Cel. PM Reynaldo Simões Rossi, da Academia de Polícia Militar do Barro Branco na pessoa de seu Comandante Cel. PM Celso Luis Pinheiro, do Regimento de Polícia Montada “9 de Julho” na pessoa de seu Comandante Tenente-Coronel Éverton Rubens Cunha, do Corpo Musical da PMESP na pessoa de seu Comandante Major PM Mus. Elias Batista Nascimento, da Sra. Marinei, Secretária da Sociedade Veteranos de 32 – MMDC, Prof. Rodrigo Gutemberg – Presidente do Núcleo MMDC-Norte, e ao Dr. Wallace de Oliveira Guirelli, Presidente do Conselho da Medalha de Mérito “Castello Branco”, sem cujo apoio esta solenidade não se realizaria.

ENCERRAMENTO


Sras. e Srs., o Exmo. Cel. PM MARIO FONSECA VENTURA, em nome da Sociedade Veteranos de 32 – MMDC, sua Diretoria e Colaboradores, agradece a presença de todos que prestigiaram e abrilhantaram  este singular evento e declara encerrada esta solenidade.  

REVISTA ISTO É - LULA SERÁ PRESO.

E agora, Lula?

O ex-presidente integrou o esquema do Petrolão, operou propinas, obstruiu a Justiça, foi criticado por ministro do STF e, já indiciado, vê o cerco se fechar com novos depoimentos bombásticos. Ao juiz Sérgio Moro, o publicitário Marcos Valério e os empreiteiros Marcelo Odebrecht e Léo Pinheiro acrescentam novas revelações que complicarão o petista de vez

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Nos próximos dias, o ex-presidente Lula terá de enfrentar uma tempestade perfeita – expressão inglesa usada para designar uma combinação desfavorável de fatores que se agravam até constituir o pior cenário possível. Vão prestar depoimento ao juiz Sérgio Moro o publicitário Marcos Valério, na segunda-feira 12, o ex-sócio da OAS, Léo Pinheiro, na terça-feira 13, e Marcelo Odebrecht, ex-presidente da empreiteira que leva seu nome, na quinta-feira 15 de setembro. Todos têm potencial explosivo para detonar o petista: Léo Pinheiro cuidou da reforma do tríplex de Lula e é conhecedor dos segredos mais recônditos do ex-presidente. Marcos Valério operou a compra de parlamentares no esquema conhecido como mensalão e já se dispôs a detalhar a chamada Operação Portugal Telecom, um acordo endossado por Lula, em encontro no Palácio do Planalto, que teria rendido a ele, a José Dirceu e o ex-tesoureiro Delúbio Soares a soma de R$ 7 milhões. E a empresa de Marcelo Odebrecht não só fez reformas no sítio frequentado por Lula, como pode desnudar as nebulosas negociações envolvendo a construção do estádio do Itaquerão, em São Paulo – que atingiria Lula em cheio, podendo levá-lo à prisão.
As provas contra o ex-presidente petista se acumulam e o cerco se fecha a cada átimo de tempo. Lula já é réu na Justiça Federal do DF sob acusação de tentar comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, que negociava um acordo de delação premiada e poderia revelar a relação do petista com o Petrolão. Este será o primeiro processo em que Lula vai se sentar no banco dos réus. O julgamento final não deve passar de novembro. Em despacho obtido por ISTOÉ, o juiz da 10º Vara do DF, Vallisney de Souza Oliveira, marcou para o dia 8 de novembro, às 9h30 da manhã, a primeira audiência de instrução e julgamento do processo contra o ex-presidente da República. Em geral, os réus costumam comparecer pessoalmente às audiências.  Além de Lula, também são réus nesta ação seu amigo pecuarista José Carlos Bumlai, o filho dele, Maurício Bumlai, o ex-controlador do banco BTG Pactual André Esteves, o ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS) e seu ex-assessor Diogo Ferreira. Neste dia, Lula ficará frente a frente com integrantes do Ministério Público Federal e com o juiz Vallisney. Depois dessa etapa, a ação penal entra na reta final e Lula pode receber sua primeira condenação.
Os acusadores
Lista dos que envolvem Lula em flagrantes casos de corrupção e desrespeito à Justiça cada vez aumenta mais:
A ação tem como base a delação premiada de Delcídio. O ex-senador contou que participou da compra do silêncio de Cerveró a pedido de Lula. Foi por causa disso que o ex-líder do governo no Senado acabou preso, flagrado em um áudio no qual oferecia ajuda financeira à família do ex-diretor e até articulava um plano de fuga dele. Após abrir a boca, Delcídio deixou a prisão e delatou seus antigos companheiros de partido. O procurador Ivan Cláudio Marx, ao ratificar denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República, atribuiu ao petista o papel de “chefe da organização criminosa” para obstruir os trabalhos da Justiça. “Não se pode desconsiderar que, em uma organização criminosa, o chefe sempre restará na penumbra, protegido”. O próprio Lula confirmou em depoimento que se encontrou com Delcídio no seu instituto, em São Paulo, e que discutiram sobre a Lava Jato, embora negue que nunca conversaram sobre a compra do silêncio de Cerveró. A versão é completamente inverossímil, no entendimento dos procuradores. Ouvido na quinta-feira 1 em Curitiba, Delcídio reforçou que Lula tinha participação direta no esquema de loteamento político na Petrobras.
Não apenas os procuradores da República estão convencidos da atuação direta de Lula no sentido de atrapalhar o trabalho do Judiciário. Na última quinta-feira 8, o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), demonstrou ter pedido a fleuma ao se referir a Lula. Normalmente técnico e circunspecto, o ministro fez uma de suas manifestações mais contundentes. Acusou Lula de agir para “embaraçar” as investigações da Operação Lava Jato por ingressar com vários pedidos de transferência de competência dos processos hoje nas mãos de Moro. Como se nota pela sucessão de eventos capazes de encrencá-lo de vez, o medo do petista se justifica.
Às 9h do último dia 16, um oficial de Justiça bateu à porta do apartamento de Lula em São Bernardo para comunicá-lo oficialmente de que havia se tornado réu e lhe dando prazo de 20 dias para apresentar sua defesa. A defesa foi apresentada na última terça-feira 6. Nela, Lula alegou ausência de “demonstração da conduta individualizada” do ex-presidente nos fatos criminosos e pedindo a nulidade da ação. As justificativas do petista não são factíveis. A acusação contra Lula de obstruir a Justiça prevê pena de prisão de três a oito anos, além de multa. Mesmo assim, o petista flana a fazer política por aí como se intocável fosse.
A postura de Lula e até mesmo de seus familiares já beira o desacato à Justiça. Sua mulher Marisa Letícia e o seu filho Fábio Luís Lula da Silva se recusaram a comparecer a um depoimento marcado para o último dia 16 na Polícia Federal em Curitiba, no qual seriam questionados sobre o sítio em Atibaia (SP). Na última semana, como se estivesse acima dos demais cidadãos, Lula reiterou não reconhecer a competência de Moro na investigação sobre as 23 caixas com presentes recebidos pelo petista no período que ocupou a Presidência. Em mais uma inequívoca afronta ao Judiciário, Lula afirmou que somente prestará esclarecimentos à Justiça Federal de Brasília. Se fosse um mero mortal, fatalmente já estaria atrás das grades, tamanho o ultraje às autoridades. A confiança e a ousadia esboçadas pelo líder petista em sua peça de defesa escancaram, na verdade, um sentimento de preocupação. Pressentindo que seu destino esteja selado, e a volta à cadeia esteja próxima, Lula tem recorrido até às instâncias internacionais para tentar escapar das mãos de Moro. E não é para menos. Seis meses depois do seu depoimento, a PF concluiu o inquérito que investiga a ocultação do patrimônio e outras vantagens ilícitas recebidas pelo ex-presidente da construtora OAS. Valores que alcançaram a ordem de R$ 2,4 milhões, afirmam os investigadores. O ex-presidente foi indiciado por corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
“Lula tinha participação direta no esquema de loteamento na petrobras”
Delcídio do Amaral, ex-senador
A ação policial não é a única apontada em direção ao ex-sindicalista. Uma outra investigação, em andamento na Procuradoria do Distrito Federal, apura a suspeita de participação dele na liberação de empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) à Odebrecht para financiar as obras construção de uma hidrelétrica em Angola. A PF quer comprovar se houve influência de Lula na operação de crédito. Em contrapartida, a Odebrecht teria de contratar a Exergia Brasil Engenharia, que tem como sócio Taiguara Rodrigues dos Santos, conhecido por ser sobrinho do ex-presidente Lula.  Também ainda está em fase de diligências e debaixo do guarda-chuva da Lava Jato, em Curitiba, o inquérito que apura o aluguel de um galpão por parte da empreiteira OAS para guardar bens pessoais do ex-presidente durante os anos de 2011 e 2016. Essa frente também pode encrencar Lula. A despesa custou R$ 1,3 milhão. Os policiais suspeitam que os itens encaixotados tenham sido retirados da União. Em março, a PF cumpriu um mandado de busca extra para apreender todo o material recolhido ao depósito. De acordo com a lei 8.038 de 1990, o Ministério Público tem até 15 dias para se pronunciar sobre os inquéritos que forem concluídos pela polícia, pois os crimes imputados a Lula são de ação penal pública.
Outro auspício que aterroriza o ex-presidente é alimentado pelas cada vez mais cristalinas digitais da participação dele no maior esquema de desvios de dinheiro público da história do País, o Petrolão. “Nessa toada, considerando os dados colhidos no âmbito da Operação Lava Jato, há elementos de prova de que Lula participou ativamente do esquema criminoso engendrado em desfavor da Petrobras, e também de que recebeu, direta e indiretamente, vantagens indevidas decorrentes dessa estrutura delituosa”, afirmaram recentemente procuradores da Lava Jato em robusto despacho de 70 páginas.
Embora ainda não tenha tomado nenhuma medida extrema contra o ex-presidente, o procurador-geral Rodrigo Janot demonstra estar convicto da participação dele nos desvios milionários da Petrobras. Em maio, Rodrigo Janot pediu a inclusão de Lula na relação de investigados no inquérito-mãe da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, que investiga a existência de uma organização criminosa que devastou a Petrobras. Ao relatar a suposta participação do petista no esquema, Janot fez duras afirmações. “Pelo panorama dos elementos probatórios colhidos até aqui e descritos ao longo dessa manifestação, essa organização criminosa jamais poderia ter funcionado por tantos anos e de uma forma tão ampla e agressiva no âmbito do governo federal sem que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dela participasse”, disse o procurador. E completou: “Lula mantém o controle das decisões mais relevantes, inclusive no que concerne às articulações espúrias para influenciar o andamento da Operação Lava Jato”.
Além das acusações que Lula enfrenta nas esferas policial e da Justiça, somam-se ainda – e para o temor dele – a delação de ex-companheiros de negócios e de degustação de cachaça. É o caso do ex-presidente da OAS José Aldemário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro. O executivo já revelou em conversas preliminares que o tríplex no Guarujá (SP) seria abatido das propinas que a empreiteira tinha de pagar ao PT por obras na Petrobras. Segundo Pinheiro, o acerto foi feito com a anuência do ex-tesoureiro do partido, João Vaccari Neto. Da mesma forma, segundo o empreiteiro, ficou acertada a reforma do sítio da família de Lula em Atibaia executada pela OAS.
Léo Pinheiro provou mesmo ser próximo ao ex-presidente. Em outra conversa preliminar com integrantes da Lava Jato, o executivo afirmou que Lula usou a empreiteira envolvida no escândalo da Petrobras para comprar o silêncio de sua protegida Rosemary Noronha. Ela foi demitida do escritório da Presidência da República, em São Paulo, após a deflagração da operação Porto Seguro, que investigava a participação de Rosemary com uma organização criminosa que fazia tráfico de influência em órgãos públicos.  Conforme Léo Pinheiro já adiantou aos integrantes da Lava Jato, uma das maneiras encontradas pela OAS para ajudá-la foi contratar a New Talent Construtora, empresa do então cônjuge de Rose, João Vasconcelos. A contratação, disse Pinheiro, atendeu a um pedido expresso de Lula. Documentos em poder da força-tarefa da Lava Jato e de integrantes do Ministério Público de São Paulo, aos quais ISTOÉ teve acesso, confirmam que a New Talent trabalhou para a OAS.
Em outra delação sob negociação, o ex-diretor de serviços da Petrobras Renato Duque, apadrinhado pelo PT no esquema de desvios da estatal, disse ter se reunido com Lula para acertar os detalhes sobre a divisão das propinas advindas de contratos com a empresa. O encontro com o ex-presidente teria ocorrido no Instituto Lula, em São Paulo.
A fidelidade de outrora por parte de alguns aliados do ex-presidente enfraquece a cada aperto da Justiça. Condenado à maior pena da ação penal conhecida como mensalão, o publicitário Marcos Valério tem demonstrado por meio de seus advogados de defesa que está disposto a fazer acordo de delação premiada. O depoimento de Valério poderia encalacrar ainda mais o parceiro Lula na Operação Lava Jato. A investigação tem como origem o depoimento dele em 2012 ao MPF. O publicitário disse que a empresa Portugal Telecom pagou uma dívida de US$ 7 milhões do PT. O depoimento de Valério em Curitiba aos integrantes da força-tarefa da Lava Jato está marcado para segunda-feira 12. Em caso de confirmação do acordo de delação premiada, Valério pode abrir o verbo.
Mesmo diante de tantas evidências, o ex-presidente Lula segue sua rotina de ataques à Lava Jato e ao juiz Sérgio Moro. E o que chega a ser mais constrangedor: sem qualquer punição até o momento, enquanto casos menos graves já foram alvos de pedidos de prisão. Janot, por exemplo, pediu ao STF as prisões do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), do senador Romero Jucá (PMDB-RR) e do ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP). Janot argumentou que eles se articulavam para obstruir e enfraquecer as investigações da Lava Jato, com base em áudios gravados pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Em março de 2014, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa foi preso depois que os investigadores detectaram que parentes dele estavam destruindo documentos em sua empresa, para tentar escapar de uma operação de busca e apreensão da PF e atrapalhar as investigações. Em junho de 2014, logo depois de ser solto, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa foi preso pela segunda vez por ordem do juiz Moro por omitir conta na Suíça com depósitos que totalizavam US$ 23 milhões. Para convencer o titular da ação, o MPF argumentou que havia risco de Paulo Roberto fugir do país. Depois disso, Paulo Roberto Costa decidiu fazer uma delação premiada. Perto da ficha corrida do petista, o que implicou próceres do esquema do Petrolão é considerado café pequeno por delegados que conduzem a Lava Jato. Até quando Lula ficará impune é a pergunta que povoa as mentes de parcela expressiva da população hoje.*
(*) Isto É