quinta-feira, 11 de abril de 2019

89º ANIVERSÁRIO DA DOUTORA NELLY MARTINS FERREIRA CANDEIAS, EM 11 DE ABRIL DE 1930

A imagem pode conter: 4 pessoas, incluindo Pedro Paulo Penna TrindadeResultado de imagem para DOUTORA NELLY MARTINS FERREIRA CANDEIAS




89 a. NELLY MARTINS FERREIRA CANDEIAS nasceu em São Paulo em 11 de abril de 1930. É socióloga, sanitarista e Professora Titular aposentada da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. Fez seus estudos primário e secundário no Colégio Des Oiseaux. Aos 19 anos, casou-se com o médico português José Alberto Neves Candeias, filho de Alberto Candeias, professor e oceanógrafo Português, e de Angelina Neves Candeias, também ele Professor Titular do Departamento de Microbiologia (falecido). Bacharel e licenciada em Ciencias Sociais pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, em 1968. Fez estágio na London School of Economics and Politics, em Londres, sob orientação do Professor Octávio Ianni e supervisão do Professor Emmanuel de Kadt, e pós-graduação na School of Public Health, University of California, Berkeley. Ao regressar ao Brasil, passou a integrar a Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, como docente da disciplina Educação/Promoção em Saúde do Departamento de Prática de Saúde Pública da referida Faculdade Trabalhou com o Professor Diogo Pupo Nogueira, Professor Emérito da Faculdade de Saúde Publica, titular da Disciplina de Saúde Ocupacional do Departamento de Saúde Ambiental da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. Criou o Centro de Estudos e Documentação de Educação, Comunicação e Promoção da Saúde no Trabalho (CEDECOM), pelo qual foi responsável até a data de sua aposentadoria, período em que pesquisou riscos de saúde de metalúrgicos na ativa e aposentados. Trabalhou em projetos internacionais com os professores Lawrence W. Green, da Universidade do Texas, e Snehendu Karr, da Universidade da California, UCLA. Em 1985 recebeu prêmio da Fundação Odebrecht, por estudo intitulado Saúde Ocupacional no Brasil, publicado por aquela Associação e pela FUNDACENTRO São Paulo.
Master in Public Health pela Universidade da Califórnia, Doutora, Livre Docente e Professora Titular da FSP/Universidade de São Paulo, com estágios na London School of Economics and Politics e no Health Services Research Center, em Chapel Hill. Títulos concedidos por universidades americanas: “Adjunct Research Associate" da Universidade da Carolina do Norte; "Faculty Associate" da Universidade do Texas; “Center Associate” do G. Sheps Center, Universidade da Carolina do Norte. “Principal Investigator” da Organização Mundial da Saúde e consultora da UNESCO/Nações Unidas e OMS. Primeira mulher a representar a América Latina no “Board of Trustees” do “International Union for Health Education”, Kellogg Fellow, Who’s Who in the World, 1989-1990.
Entre suas publicações, destacam-se:
1984 – História da Faculdade de Saúde Pública, artigo comemorativo do cinquentenário da USP, por designação do Diretor da Faculdade de Saúde Pública/USP, 1985; Saúde Ocupacional no Brasil, um Compromisso Incompleto, livro premiado pela Fundação ODEBRECHT, publicado e divulgado por essa fundação e pela FUNDACENTRO/SP.
Formação e Atividade
Curso primário e secundário, Colégio das Cônegas de Santo Agostinho, Des Oiseaux, 1937 – 1945; Curso Colegial, Colégio Estadual de São Paulo, 1963; Curso de Ciências Sociais, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, 1964-1968; Estágio na "London School of Economics and Political Science", 1966 – 1967; Curso de Especialização em Dinâmica Populacional, Faculdade de Higiene e Saúde Pública, USP, 1968; Curso de Pós-Graduação em Ciências Sociais, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, 1968-1970; Curso de Mestrado na "School of Public Health, University of California", Berkeley, 1971-1973; após o término do mestrado preparou o plano de sua pesquisa de doutorado na School of Public Health, University of California, Berkeley; Curso de Doutorado, na Faculdade de Saúde Pública, Universidade de São Paulo, 1973-1979. Curso sobre “Consultation Skills”, National Institute for Applied Behavioral Science, 1972; Curso sobre Training Theory And Practice, National Institute for Applied Behavioral Science, 1972.
Títulos universitários no Brasil - Bacharel em Ciências Sociais, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, 1968; Licenciada em Ciências Sociais, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, 1968; pós-graduada em Ciências Sociais (Sociologia), 1970; Doutor em Saúde Pública, Faculdade de Saúde Pública, Universidade de São Paulo, título obtido com distinção, nota dez, no dia 22 de março de 1979, tendo defendido a tese "Educação em Saúde na Prevenção do Risco Pré-Natal e Interconcepcional"; Professora Livre-Docente, Faculdade de Saúde Pública, USP, tendo defendido a tese "Educação em Saúde na Prevenção do Risco de Desmame Precoce”, título obtido com distinção, nota dez, no dia 11 de fevereiro de 1982; Professora Adjunta, Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, em 25 de novembro de 1985; Professora Titular na disciplina de Educação em Saúde, Faculdade de Saúde Pública, Universidade de São Paulo, em dezembro de 1988.
Titulos universitários nos Estados Unidos - Master in Public Health, Universidade da California, Berkeley, USA, 1973; após o término do curso de mestrado, recebeu bolsa da organização Mundial da Saúde para permaneceu durante mais seis meses, nessa Faculdade, a fim de preparar o plano de sua pesquisa de doutoramento, a realizar-se posteriormente na Universidade de São Paulo; Adjunct Research Associate da Universidade da Carolina do Norte, título que lhe foi concedido pelo "Health Services Research Center" da Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill, 1983; Faculty Associate, titulo outorgado pela Universidade do Texas, Houston, 1987; Membro do Center Associate do Cecil G. Sheps Center, centro de pesquisa da Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill, título que lhe foi concedido em 1995.
Outros títulos - Assessora Temporária e Consultora da Organização Mundial da Saúde, Consultora da Unesco, Nações Unidas, Presidente da Comissão de Educação para a População, junto ao gabinete do Secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Who’s Who in the World, 1989-1990; Principal Investigator da Organização Mundial da Saúde, OPAS/OMS.
Atividades de Docência no Exterior (EUA, Chile e Uruguay) - School of Public Health, University of California, Berkeley, USA, lecionou no curso para pós-graduados, Group Process: Practice, Theory and Research, School of Public Health, 1972; Facultad de Medicina, Escuela de Enfermaria, Pontifícia Universidad de Chile, Educación para el autocuidado em salud, 1985; Centro latinoamericano de Perinatologia y Desarrollo Himano, Uruguay, OPS, Organização Mundial da Saúde, Introdución a la Salud Pública Materno-Infantil, módulo Educación Comunitária, 1985, com o qual obteve uma distinção sib a forma de carta, assinada pelo Diretor do Centro e pelo Consultor OPS/OMS, coordenador do curso, salientando que “se destacó por sua brillantez e eficiencia, dando muestras de sus elevadas aptitudes didácticas y su profundo conocimiento del tema”.
Atividades de Docência no Brasil (São Paulo, Alagoas, Santa Catarina) - Faculdade de Saúde Pública, USP, 1974 – 1997; Curso de Especialização em Saúde Pública para Graduados, opção Educação em Saúde, 1974 – 1997; Curso Componente Educativo dos Programas de Saúde Materno - Infantil, patrocinado pela Organização Mundial da Saúde, OPAS/OMS, em que atuou como coordenadora em 1975; Disciplinas de Pós-Graduação, 1979 – 2000: Teoria e Prática de Saúde Pública; Educação em Saúde Pública na Escola; Problemas de Educação em Saúde Pública; Desenvolvimento de Comunidade e Saúde Pública; Planejamento e Implementação de Programas de Educação e Promoção da Saúde; Métodos de Avaliação de Programas de Educação e Promoção da Saúde; Promoção em Saúde: Teoria e Prática. Escola Paulista de Medicina, Departamento de Medicina Preventiva Curso sobre Planejamento Familiar, 1975; Curso de Administração Hospitalar, 1976. Secretaria de Estado dos Negócios da Administração Curso sobre Educação de Pacientes em Ambiente Hospitalar; Secretaria de Saúde e Serviço Social, Estado de Alagoas: Curso sobre Planejamento do Componente Educativo de Programa de Saúde pública, 1980; Associação Paulista de Saúde Pública: Aspectos Metodológicos da Pesquisa Científica; Associação Catarinense de Saúde Pública: Supervisão. Dinâmica de Grupo, Liderança e Equipe Multiprofissional.
Atividades Profissionais (Cargos e Funções) - Chefe do Departamento de Prática de Saúde Pública da Faculdade de Saúde Pública, USP, 1990-1991; Consultora das Nações Unidas, UNESCO, em Ann Arbor, Michigan, EUA, 1974, e em Santiago, Chile, 1978; Consultora da Organização Mundial da Saúde (OMS/OPS), em Berkeley, Califórnia, 1974; em Washington, D.C., em 1975; Coordenadora Executiva de Programa da Escola Paulista de Medicina, 1975 a 1977; Assessora da Prefeitura do Município de São Paulo, na Divisão do Controle de Zoonoses, 1979; Coordenadora da Memória Histórica da Faculdade de Saúde Pública, USP, de 1980 a 1985, ocasião em que, como coordenadora, foi responsável pela organização da Exposição e das Sessões Comemorativas do Cinquentenário da Revolução de 32; no Brasil, em 1976; no Brasil, em 1980; no Brasil, em 1985, por solicitação do "Regional Office for Europe; no Brasil, em 1986; Assessora da Secretaria do Estado da Educação, Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas, nos anos de 1979, 1980 e 1981; Assessora da Secretaria de Promoção Social do Estado de São Paulo, 1981; Consultora da Secretaria de Estado da Educação – São Paulo, Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas, 1979 a 1981; Membro Consultante da revista de Saúde Pública, a partir de 1983; Membro de Grupo de Trabalho na Campanha Educativa de Incentivo ao Aleitamento Materno, da Secretaria do Estado da Saúde, de 1981 a 1984; "Kellogg Fellow", a partir de 1983, após permanecer, por 6 meses, no "Health Services Research Center", da Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill; Coordenadora do Curso de Especialização em Educação em Saúde Pública – ministrada pela disciplina de Educação em Saúde, por ocasião da aposentadoria de Professora-Titular, em 1984; "Principal Investigator", da Organização Mundial da Saúde (OMS/OPAS), em 1987, ocasião em que recebeu US$30.000 para o estudo dos padrões mínimos da prática da saúde pública no Estado de São Paulo; Presidente de Comissão junto ao Gabinete da Secretaria do Estado da Saúde, de acordo com os objetivos e atribuições definidos na Resolução SS-267 de 10 de agosto de 1987, publicada no Diário Oficial de 1 de agosto de 1987, para atuar como Presidente da Comissão da Educação para a Saúde da População daquela Secretaria; Consultora "AD HOC" do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), A partir de 1987, para emitir pareceres sobre projetos enviados a essa Instituição; membro da "Kellogg International Health Promotion Network", rede estabelecida com a participação conjunta de Escolas de Saúde Pública da Argentina, Brasil, Chile, México e Estados Unidos; International Union for Health Promotion and Education, Board of Trustes, Member, 1988 a 1995; Scientific Committee, Member, de 1993 a 1996; Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, membro do Grupo de Apoio Social, GAS, no período de 1995 a 1998, por designação do Presidente da FIESP, Dr. Carlos Eduardo Moreira Ferreira; Centro de Estudos e Documentação de Educação, Comunicação e Promoção da Saúde no Trabalho (CEDECOM), responsável pela criação e presidente de 1994 a 2000, ano em que se aposentou; Protocolos de Intenção da Universidade de São Paulo – 1997, responsável pelos Protocolos de Intenção firmados com a Universidade de Milão, Itália, a Fundação MAPFRE, São Paulo, Brasil, o Centro de Documentazione per la Salute, Bologna, Itália Prêmio MAPFRE – USP, responsável pela criação e membro da Comissão Organizadora de Prêmio que concede auxílio financeiro para pesquisas realizadas por professores (1998) e por alunos (1999 e 2000) da Universidade de São Paulo; em 1995 foi indicada para compor o Grupo de Apoio à Comunidade Solidária, presidido pela Profa. Dra. Ruth Cardoso, ocasião em que colaborou na aprovação do Estatuto e Regimento Interno do Programa Comunidade Solidária.
Pesquisas: 1992 - Diretora de Projeto Internacional envolvendo a Universidade de São Paulo, a Universidade da Coréia, em Seoul, a Universidade de Tóquio, Japão, e a Universidade da Califórnia, em Los Angeles. Título: Qualidade de Vida dos Imigrantes Coreanos em São Paulo.
1993 - Seminário: o papel univers ensino sindical-pesq ensi serv comunidade | São Paulo - SP FAPESP[4] .
1994 - An international network of specialists in workers' education and training in Brazil, FAPESP.
1994 - Estudo sobre Trabalhadores Metalúrgicos em Osasco, financiado pela FAPESP.
1995 - Coordenadora da pesquisa “Qualidade de Vida dos Metalúrgicos Aposentados, Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de São Paulo.
1996 - Foi designada pelo Reitor da USP, Prof. Flávio Fava de Moraes, para, como pesquisadora responsável, realizar estudo sobre a Memória dos Professores Aposentados da USP.
Trabalhos apresentados em Congressos e Simpósios:
Brasil - Em defesa do trabalho interdisciplinar: o papel da sociologia na saúde pública, apresentado na I Jornada Brasileira de Estudos de Educação em Saúde Pública São Paulo, S.P., 1970; Inquérito epidemiológico sobre abortamento, XXII Jornada Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia São Paulo, S.P., 1977; Programa de saúde materno-infantil na Escola Paulista de Medicina, XXII Jornada Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia São Paulo, S.P., 1977; Utilização de grupos nominais no planejamento curricular de programas de saúde, VII Encontro Nacional de Estudos Urbanos e Rurais. São Paulo, S.P., 1981; Educação em saúde na escola: interesses na área de saúde de escolares adolescentes, apresentado no IX Encontro Nacional de Estudos Rurais e Urbanos. São Paulo, S.P., 1982;Educação em saúde na prevenção do risco de desmame precoce, II Congresso Paulista de Saúde Pública/ I Congresso Nacional da ABRASCO. São Paulo, S.P., 1983; Alguns aspectos do crescimento e desenvolvimento humanos relativos à sexualidade, II Congresso Paulista de Saúde Pública/ I Congresso Nacional da ABRASCO. São Paulo, S.P., 1983; Níveis de tensão no ambiente hospitalar, XI Encontro Nacional de Estudos Rurais e Urbanos. São Paulo, S.P., 1984; Padrões mínimos de educação em saúde, Reunião de Educadores de Saúde Pública. São Paulo, S.P., 1986; Implementation and evaluation of minimum standards for health education practice, Kellogg - Latin American U.C.L.A. Network (Workshop). São Paulo, S.P., 1987; Padrões mínimos da prática em educação em saúde, 2o Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva/ 3o Congresso Paulista de Saúde Pública, São Paulo, 1989; Saúde do trabalhador no Brasil, um compromisso incompleto, Candeias, N.M.F. I Seminário sobre Segurança e Saúde do Trabalhador - Experiências Educacionais Ministério do Trabalho, FUNDACENTRO. São Paulo, S.P., 1990; Educação para segurança e saúde do trabalhador, Congresso Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho - XXI CONPAT. São Paulo, S.P., 1991; Japanese descendants in Brazil: imigration history and demographic and vital statístics, reunião internacional: "Imigration and Quality of life", realizada na Vice-Reitoria da USP, 1992; Indicadores de promoção de saúde de trabalhadores metalúrgicos em Osasco, São Paulo, Sessão Poster, Faculdade de Saúde Pública, USP, 1992.
Canadá, Inglaterra, Estados Unidos, Finlândia, Holanda, Puerto Rico - Group dynamics at a school of public health: a pioneer experiment, 9th. International Conference on Health Education. Ottawa, Canada, 1977; Inglaterra: The use of ppm (program planning model) for assessing schoolchildren's, parents' and teachers' educational needs in a public school in São Paulo, Brazil , Sessão Plenária 10th International Conference on Health Education. Londres, Inglaterra, 1979 – esse estudo foi selecionado como "Keynote Paper" da "10th International Conference on Health Education", em Londres, 1979; Estados Unidos: Competency indicators for health education programs with emphasis on manpower development and training in primary health case/ Credentialling for health education in various countries of the world / Indicators of community participation for health promotion – esses três trabalhos foram apresentados no XIII World Conference on Health Education, Houston, Estados Unidos, 1988. Finlândia: The role of delineation process in Brazil, sessão especial / Stress en un Instituto de Cardiologia en São Paulo, Brasil, sessão poster – trabalhos apresentados no XIV World Conference on Health Education, 1991. Helsinki; Holanda: Workers' risk perception in Brazil, a challenge for health promotion and education planning / An international network of specialists in workers' education and training in Brazil, trabalhos apresentados durante a realização do Congresso Education and Training: The Gateway to Quality in Occupational Health and Safety, 24-28 April, 1994; Puerto Rico: Candeias, N.M.F. & MacDonald, G. Promoting Health through an Innovative Curriculum Experience from the School of Public Health, University of São Paulo. Abstracts. San Juan International Union for Health Promotion and Education, 1998, p. 198-9. Trabalho apresentado na World Conference on Health Promotion and Education, 16, San Juan, 1998.
Participação em Reuniões Científicas:]
No Brasil - I Jornada Brasileira de Estudos de Educação em Saúde, 1970; XXIII Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, 1971, VII Congresso internacional de Educação em Saúde Pública, 1973; Reunião Científica de Nutrição, 1973; III Jornada Brasileira de Estudos de Educação em Saúde, 1973; X Reunião de docentes de Medicina Preventiva do Estado de São Paulo, 1973; Simpósio Internarional “Dorothy Nyswander”, 1974; Ciclo de estudos sobre Saúde, 1975; IV Jornada Brasileira de Estudos de Educação em Saúde; Reunião do Grupo de Pesquisa RENUMI, com o patrocínio da Fundação Ford, 1976; I Encontro nacional de Professores de Farmacognosia, 1976; IX Conferencia Internacional de Educação em Saúde, 1976, III Jornada Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, 1977, Seminário sobre Alternativas do Desenvolvimento, 1977; Simpósio sobre Planejamento Familiar, 1977; XIX Congresso Brasileiro de Higiene e I Congresso Paulista de Saúde Pública, 1977; Simpósio sobre Planejamento Familiar, 1978; Seminário Alternativas de Desenvolvimento de Infraestrutura e Serviços Humanos, 1878; II congresso sobre Educação Sexual nas Escolas, São paulo, 1979; Simpósio Pró-Infância, São Paulo, 1980; Forum internacional de Avaliação e Pesquisa em Educação, São Paulo, 1980; Projeto Educativo de Incentivo ao Aleitamento materno, 1981; Primeira Encontro sobre Aleitamento materno, 1981; I Seminário Pró-Família, São Paulo, 1981; VII Encontro Nacional de Estudos Rurais e Urbanos, São Paulo, 1981; Encontro de Experiências de Educação e Saúde da Região Norte, Belém, Pará, 1982; I Encontro Estadual de Educação em saúde, 1982; Encontro Programas de Saúde – Aspectos do Crescimento e Desenvolvimento Humano, 1982; Seminário de Integração Docente-Assistencial, patrocinado pela FEPAFEN,OPS e Fundação W.K.KELLOGG, Faculdade de Saúde Pública, 1982; IX Encontro Nacional de Estudos Rurais e Urbanos, Departamento de Ciências Sociais da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, 1982; XII Encontro de Educadores de Saúde Pública, Piracicaba, 1983; Seminário de Integração Docente-Assistencial, São Paulo, 1983; 1º Encontro Interdisciplinar sobre a Mulher, São Paulo, 1984; Reunião Latino-Americana e Seminário Brasileiro sobre Assistência Primária à Saúde, Ribeirão Preto, 1984; V Congresso Brasileiro de Saúde escolar, I Congresso Brasileiro de Coordenadores e Supervisores de Merenda Escolar, Rio de Janeiro, 1984; XI Encontro Nacional de Estudos Rurais e Urbanos, Departamento de Ciências Sociais da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas 1984; Seminário sobre Bibliotecas Universitárias, São Paulo, 1984; Treinamento em Educação Sexual, São paulo, 1984; Participação Comunitária na Rede de Serviços de Saúde, São Paulo, 1984; Seminário sobre Ensino de Administração Sanitária de Emergência nos Desastres Naturais, São Paulo, 1984; I Jornada Brasileira sobre Prevenção de Acidentes por Agentes Químicos na Infância, Faculdade de Saúde Pública, Instituto da Criança, USP, 1985, Organizadora; XIII Encontro de Educadores de Saúde Pública; 1985, Ciclo de Conferências sobre Acidentes na Infância e Saúde da Mulher, Comissão Organizadora, 1985; I Congresso Nacional de Segurança Viária, Palácio das Convenções - Parque Anhembi, 31 de março a 3 de abril de 1986; Seminário Uso da Pesquisa Social em Educação no Controle de Doenças Tropicais, Universidade Federal da Bahia, 1986 (representante de FSP,USP); Ministério da Saúde, A Problemática da AIDS nas Empresas, São Paulo, 1989, coordenação de simpósio; III Encontro de Pesquisa em Saúde Pública, Faculdade de Saúde Pública, USP, 1990; Seminário de Educação em Saúde, Secretária de Estado da Saúde, 1990, apresentação de experiências; I Seminário sobre Segurança e Saúde do Trabalhador - Experiências Educacionais, FUNDACENTRO, São Paulo, 1990, palestra e relato de experiência; Reunião na Escola Nacional de Saúde Pública, Rio de Janeiro, 1990, para discussão do projeto "Fluoretação do Sal de Cozinha"; I Encontro Nacional de História Oral, Centro de Estudos Rurais e Urbanos, CERU/USP, 1990; Seminário, Saúde e Movimentos Sociais, Faculdade de Medicina, USP, 1993; Seminário, Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco, 1993, para planejamento das atividades do sindicato na área da saúde; Jornada Oscar Freire, realizada no Departamento de Medicina Legal, Ética Médica e Medicina Social e do Trabalho, Faculdade de Medicina, USP, com participação em debates; International Seminar on Trade Union Leaders' Education for Workers' Health Promotion (coordenadora), Faculdade de Saúde Pública, USP, 1993; Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisa de Saúde e dos Ambientes de Trabalho, DIESAT, 1993, para estudo de cláusulas.
No exterior - Reunião Consultiva de Comunicação e População, Santiago, Chile, 1978; 10th International Conference on Health Education, London, 1979; 8th Annual Wellness Promotion Strategies Conference, University of Wisconsin, Stevens Point, USA, 1983; National Working Conference on School Health Education, Department of Health and Human Services, Bethesda, Maryland, USP,1983; Fifth conference for Innovators of Community Health Promotion, Houston, Texas, 1983; Encontro “Educación para el autocuidado em salud, Pontifícia Universidad Católica de Chile, 1985; Kellogg, Latin America U.C.L.A. Network Workshop, Faculdade de Saúde Pública, USP, São Paulo, 1988; XIII World Conference on Health Education, Houston, Texas, 1988, onde participou como representante do Brasil na "Sessão de Abertura"; HIV Center for Clinical and Behavioral Studies, School of Public Health, 1988, para discutir aspectos teóricos e práticos do controle da AIDS nos Estados Unidos e no Brasil; Taller de Educación y Promoción de Salud en Latinoamerica, Chile, 1989, para discutir a criação de uma rede de pesquisadores na área da Promoção da Saúde, onde apresentou o trabalho intitulado Indication of Worker's Health Promotion; Finnish Council, Helsinki, Finland, 1990, onde atuou como "Member of the Board of Trustees/International Union for Health Education", colaborando no planejamento da XIV World Conference on Health Education; XIV World Conference on Health Education, Helsinki, Finland, 1991, trabalhos apresentados - The role delineation process in Brazil, Stress in an Institute of Cardiology in São Paulo, Brasil; Project Development Workshop, School of Public Health , U.C.L.A., U.S.A., 1991, planejamento de pesquisa de natureza internacional; The Sundsvall Conference on Supportive Environment, Sundswall, Sweden, 1992, coordenadora de um dos Grupos de Trabalho e uma das autoras de documento oficial do congresso; Project Development Workshop, Vice-Reitoria, USP, 1992, Coordenadora, no Brasil, de pesquisa que se realizou em 4 paises - Brasil, Estados Unidos, Coréia e Japão.
Militância no IHGSP:
Nelly Candeias contribuiu pessoalmente para divulgar as biografias das mulheres que participaram no IHGSP. Desde 2011, aproximou grupos sociais marginalizados, como indígenas e negros. Criou a Comissão de Acesso aos Direitos da Cultural e o Conselho de Paz. Admiradora do geógrafo Milton Santos, seu principal empenho, atualmente, o respeito pela diversidade e o combate a preconceitos raciais na entidade que dirige, de acordo com os princípios da Cultura de Paz. Assinou acordo com o Professor José Vicente, Reitor da Universidade Zumbi dos Palmares. Na mesma instituição, colaborou para sessões culturais dirigidas ao público da cidade de São Paulo: a Sala de Artes Paulistanas, cujo curador é Samuel Kerr; a Sala de Exposições, dirigida pelo arquiteto e museólo Julio Abe, assim como o Auditório, cujo responsável é o Maestro Mario Albanese.

100 ANOS DO NASCIMENTO DA BEATA ALBERTINA BERKENBROCK - 11 DE ABRIL DE 1919.

Resultado de imagem para albertina berkenbrock






Beata Albertina Berkenbrock (Imaruí11 de abril de 1919 — Imaruí, 15 de junho de 1931) foi uma menina brasileira a quem são atribuídos milagres. Em 2007 foi declarada oficialmente beata pela Igreja Católica Apostólica Romana.
Conhecida pelo povo da Diocese de Tubarão como “a nossa Albertina”, também conhecida como a Maria Goretti brasileira. Nasceu na comunidade de São Luís, município de Imaruí, estado de Santa Catarina. Era filha do casal de agricultores, Henrique e Josefina Berkenbrock, e teve mais oito irmãos e irmãs. Foi batizada no dia 25 de maio de 1919, crismou-se a 9 de março de 1925 e fez a primeira comunhão no dia 16 de agosto de 1928. Assassinada em 15 de junho de 1931, aos doze anos de idade. Teve vida simples e humilde no meio rural do seu município natal.
A ela foram atribuídos milagres após sua morte violenta, depois de tentativa de estupro. Os milagres seriam obtidos por invocação junto a seu túmulo, o que motiva peregrinações.


    Biografia[editar | editar código-fonte]

    Albertina foi batizada no dia 25 de maio de 1919, crismou-se a 9 de março de 1925 e fez a primeira comunhão no dia 16 de agosto de 1928.
    Seus pais e familiares souberam educar a menina na fé, transmitiram-lhe muito cedo as principais verdades da Igreja. Ela aprendeu logo as orações, era perseverante em fazê-las e muito recolhida ao rezar. Sempre que um padre aparecia em São Luís, lá ia ela participar da vida religiosa da comunidade.
    Confessava-se com frequência, ia regularmente à missa, comungava com fervor, e preparou-se com muita diligência para a primeira comunhão. Falava muitas vezes da Eucaristia e dizia que o dia de sua primeira comunhão fora o mais belo de sua vida.
    Albertina foi também muito devota de Nossa Senhora, venerava-a com carinho, tanto na capela da comunidade como em casa. Junto com os familiares recitava o terço e recomendava a Maria sua alma e sua salvação eterna. Tinha especial devoção a São Luís Gonzaga, titular da capela e modelo de pureza.
    A formação cristã instilou em Albertina a inclinação à bondade, às práticas religiosas e à vivência das virtudes cristãs, na medida em que uma menina de sua idade as entendia e podia vivê-las. Nada de estranho se seus divertimentos refletiam seu apego à vida religiosa. Gostava de fazer cruzinhas de madeira, colocava-as em pequenos sepulcros, adornava-os com flores.
    Foi no ambiente simples, belo e cristão de sua família que Albertina cresceu. Ajudava os pais nos trabalhos da roça e em casa. Foi dócil, obediente, incansável, sacrificada, paciente, mesmo quando os irmãos a mortificavam, e até lhe batiam. Ela suportava tudo em silêncio, unindo-se aos sofrimentos de Jesus que amava sinceramente.
    Também fora de casa Albertina se apresentava como modelo para os colegas e motivo de admiração para os adultos. Gozava de grande estima na escolinha local, particularmente por parte de seu professor, que a elogiava por suas condições espirituais e morais superiores à sua idade que a distinguiam entre as colegas de escola. Ela se aplicou ao estudo, aprendeu bem o catecismo, conheceu os mandamentos de Deus e seu significado. Jamais faltou à modéstia. Se pensarmos na maneira como sacrificou sua vida, conforme declarou seu professor, ela tinha compreendido o sentido do sexto mandamento no que tange à pureza e à castidade. Foi menina boa, estimada por colegas e por adultos.
    Às vezes, porém, alguns meninos punham à prova sua mansidão, modéstia, timidez e repugnância por certas faltas. Albertina então se calava. Nunca se revoltou, menos ainda nunca se vingou, mesmo quando lhe batiam. Era pessoa cândida, simples, sem fingimentos, vestia-se com simplicidade e modéstia.
    Sua caridade era grande. Gostava de acompanhar as meninas mais pobres, de jogar com elas e com elas dividir o pão que trazia de casa para comer no intervalo das aulas. Teve especial caridade com os filhos do seu assassino, Indalício Cipriano Martins (conhecido também como Manuel Martins da Silva ou Maneco Palhoça) que trabalhava na casa do pai. Muitas vezes Albertina deu de comer a ele e aos filhos pequenos, com os quais se entretinha alegremente, acariciando-os e carregando-os ao colo. Isto é tanto mais digno de nota quanto Maneco era negro, sabendo-se que nas regiões de colonização européia uma dose de racismo sempre esteve presente.
    Todas essas atitudes cristãs mostram que Albertina, apesar de sua pouca idade, era pessoa impregnada de Evangelho. Não é de estranhar, portanto, se teve forças para comportar-se com fortaleza cristã no momento de sua morte a fim de defender sua pureza e virgindade.

    Assassinato[editar | editar código-fonte]

    No dia 15 de Junho de 1931, Albertina estaria à procura de um boi fugitivo. De repente vê ao longe alguns chifres e corre naquela direção. Mas eram outros bois, que estavam amarrados. Como surpresa, porém, encontra perto deles um empregado de seu pai, Maneco, carregando feijão na carroça. À pergunta de Albertina pelo boi desaparecido, o homem lhe dá uma pista falsa para encaminhá-la ao lugar onde poderia satisfazer seus desejos sem chamar atenção.
    Maneco, que já tinha violentado outra menina, teria dito: - Hoje tenho que matar alguém! E, caso a garota não aceitasse, planejado usar o canivete para forçá-la.
    Albertina, conforme a história local, teria seguido a indicação de Maneco, se embrenhado pela mata, e percebido alguns ruídos que ela pensava ser provocados pelo boi. Eis, porém, que, dá de cara com Maneco. Fica petrificada. Sozinha, no mato, com aquele homem na frente!
    Maneco lhe teria proposto seus intentos, mas Albertina, decidida, não aceita, sabendo que o que o empregado lhe propunha era errado aos olhos de Deus. Então, Maneco teria tentado se apossar de Albertina à força, mas ela não se deixa subjugar. Segundo os relatos, ela teria lutado contra o seu assassino, quase o derrubando. Mas em algum momento, ele a derrubou e a segurou, mesmo com todas as tentativas de resistência por parte da menina, que teria agarrado seu vestido e se coberto o mais que pode.
    Então Maneco, derrotado moralmente pela menina, a assassinou por vingança, agarrando-a pelos cabelos, afundando o canivete no pescoço e a matando por degola, porém sem violá-la.
    O assassino despistou o crime, dizendo que encontrou o corpo de Albertina e colocando a culpa de tudo em João Candinho: "Foi esse homem que matou Albertina!" O rapaz foi preso, protestou, jurou inocência aos prantos, mas foi tudo inútil. Os colonos, que testemunharam tudo, começaram a duvidar: "Acaso não seria Maneco o assassino?"
    Como contam testemunhas, Maneco aparecia toda hora por perto da sala onde se velava o corpo de Albertina, e sempre que se aproximava, a ferida do pescoço de Albertina vertia sangue. Pensava o povo: "Não seria um sinal?"
    Enquanto o povo cismava, Maneco tramava sua fuga.
    Dois dias depois chegou o prefeito de Imaruí, que acalmou a população e mandou soltar João Candinho. Foi à capela, tomou um crucifixo e, acompanhado por Candinho e outras pessoas, foi à casa do pai de Albertina e o colocou sobre o peito da menina morta. Mandou também que João Candinho colocasse as mãos sobre o crucifixo e jurasse que era inocente, e ao fazer isto, segundo os presentes, a ferida parou de sangrar.
    Entretanto, Maneco acabava de fugir. Preso em Aratingaúba, confessou este e outros crimes: confessou um cometido em Palmas, onde matara um sargento, e também o assassinato de um homem em São Ludgero. E também teria revelado que matou Albertina porque ela recusara ceder à sua intenção de manter relações sexuais com ela.
    Maneco Palhoça foi levado para Laguna. Correu o processo, e ele foi condenado. Levado para a penitenciária, se comportou bem enquanto esteve na prisão e depois de alguns anos faleceu.
    Mas, apesar de sua morte terrível, Albertina continuou sendo exemplo para toda a região, sendo cultuada até hoje como sinônimo de generosidade, modéstia, auto-sacrifício, obediência a Deus e pureza.

    Beatificação[editar | editar código-fonte]

    A 44º Assembléia da CNBB, realizada em maio de 2006, formulou o seguinte pedido de beatificação:
    "A Assembleia, em reunião reservada, acolheu favoravelmente a proposta de D. Jacinto Bergmann, Bispo de Tubarão, para que fosse apresentado ao Papa o pedido de beatificação de vários Servos de Deus do Brasil, cujo processo já está em fase adiantada na Congregação das Causas dos Santos. São eles: Lindalva Justo de OliveiraAlbertina BerkenbrockManuel Gómez González e Adílio Da Ronch (mártires), Francisca de Paula de Jesus (Nhá Chica) e Dulce Lopes Pontes. Os bispos assinaram o pedido a ser encaminhado ao papa Bento XVI (2ª sessão reservada)".
    serva de Deus, Albertina Berkenbrock, com o decreto de beatificação, assinado pelo Papa Bento XVI, no dia 16 de dezembro de 2006, foi beatificada em 20 de outubro de 2007[1].

    106 ANOS DO FALECIMENTO DE SANTA GEMMA GALGANI, EM 11 DE ABRIL DE 1903.


    Resultado de imagem para santa gemma galgani






    106 a. falece SANTA GEMMA GALGÂNI no dia 11 de abril de 1903. Quinta filha de uma família de oito irmãos, Gemma Galgâni nasceu, a 12 de março de 1878, em Comigliano, um vilarejo próximo a Lucca, na Itália. O pai foi um próspero farmacêutico e sua mãe era, também, de origem nobre. Portanto, uma família católica tradicional.
    Desde muito cedo, a menina ajudou o pai em seu trabalho de farmacêutico, e se comove, diante do sofrimento das pessoas.  Aos oito anos de idade, Gemma perde a mãe e é enviada pelo pai a um semi-internato católico, em Lucca. Mais tarde, no colégio, ela reflete sobre sua vida e diz estar "no Paraíso". Apesar da pouca idade para a época, aos nove anos, é autorizada a receber a primeira comunhão.
    Aos 19 anos, Gemma Galgâni perdeu o pai, vítima de sua generosidade e falta de escrúpulos de seus interlocutores nos negócios e sérios problemas com credores. Os filhos são deixados sem nada, o que torna difíceis as suas vidas.
    Após esses acontecimentos, Gemma adoece. Teve meningite, que a deixou temporariamente surda. Desenvolveu uma curvatura na espinha e grandes abscessos se formaram em sua cabeça. Os seus cabelos caíram e a sua ruína física culminou com a paralisia dos membros.  Várias tentativas foram empregadas para sua cura, porém sem sucesso.
    VISÕES - Gemma torna-se devota de São Gabriel. Acamada pela doença, lê a história de sua vida. Um dia, praticamente em seu leito de morte, recebe uma novena como a única esperança de cura e, no dia 23 de fevereiro de 1899, à meia-noite, diz ver o anjo Gabriel aparecer à sua frente e lhe pedir para rezar com fé, todas as noites, ao Sagrado Coração de Jesus. O anjo diz-lhe, ainda, que, até o fim da novena, virá, diariamente à noite, para rezar com ela. Na primeira sexta-feira de março, a novena terminava e Gemma Galgâni estava completamente curada de sua doença.
    Ela tinha, então, 20 anos e uma saúde perfeita. Desejava ser freira, mas isso não aconteceu, pois, segundo a própria, Deus tinha outros planos para ela. No dia oito de julho do mesmo ano (1899), após receber a comunhão, a Virgem Maria aparece a Gemma e lhe diz que seu Filho deseja lhe dar uma graça, segundo os historiadores. Ela volta para casa, reza e, entrando em êxtase, vê novamente a Virgem dizer: "Eu serei uma mãe para ti, e tu serás uma verdadeira filha". Dizem, ainda, os historiadores que, nesse momento, a Santíssima Virgem a cobre com o seu manto e ela vê Jesus Cristo.
    Aos 21 anos, ela foi adotada por uma família italiana, os Giannini, com 11 filhos. Com eles, viveu por três anos e oito meses, ajudando nas tarefas da casa, mas ainda sobrava tempo para as orações e missas. Gemma assistia a duas missas e comungava uma vez por dia.
    MORTE - Em 1902, Gemma se ofereceu a Deus como vítima pela salvação das almas e adoece, novamente. Testemunhas contam que ela expelia sangue com violentas palpitações. No dia 11 de abril de 1903, ela faleceu, em seu leito. Apesar da violência da doença, ainda, mantinha traços de sua beleza angelical e humildade.
    PADROEIRA - As autoridades da Igreja começam a estudar a sua vida, em 1917, e, em 14 de maio de 1933, foi beatificada e finalmente canonizada, em 2 de março de 1940. Em 1945, os farmacêuticos de Botucatu, cidade do interior de São Paulo, elegem Santa Gemma Galgâni como padroeira dos farmacêuticos, passando a ser reconhecida, em todo o território nacional.


    119 ANOS DO FALECIMENTO DE BEZERRA DE MENEZES, EM 11 DE ABRIL DE 1900


    Resultado de imagem para falecimento de bezerra de menezes escrita







    Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti (Riacho do Sangue29 de agosto de 1831 — Rio de Janeiro11 de abril de 1900), mais conhecido apenas como Bezerra de Menezes, foi um médicomilitarescritorjornalistapolíticofilantropo e expoente da Doutrina Espírita. Conhecido também como O Médico dos Pobres.


      Biografia[editar | editar código-fonte]

      Descendente de antiga família de ciganos fazendeiros de criação, ligada à política e ao militarismo na Província do Ceará, era filho de Antônio Bezerra de Menezes (tenente-coronel da Guarda Nacional) e de Fabiana de Jesus Maria Bezerra.[1]
      Em 1838, aos sete anos de idade, ingressou na escola pública da Vila do Frade (adjacente ao Riacho do Sangue, atual Jaguaretama) onde, em dez meses, aprendeu os princípios da educação elementar.[2]
      Em 1842, como consequência de perseguições políticas e dificuldades financeiras, a sua família mudou-se para a antiga vila de Maioridade (Serra do Martins), no Rio Grande do Norte, onde o jovem, então com onze anos de idade, foi matriculado na aula pública de latim. Após dois anos já substituía o professor em classe, em seus impedimentos.[2]
      Em 1846, a família retornou à Província do Ceará, fixando residência na capital, Fortaleza. O jovem foi matriculado no Liceu do Ceará, onde concluiu os estudos preparatórios.

      A carreira na Medicina[editar | editar código-fonte]

      Em 1851, ano de falecimento de seu pai, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde, naquele mesmo ano, iniciou os estudos de Medicina na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.
      Em Novembro do ano seguinte, ingressou como residente no hospital da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro.[2] Para prover os seus estudos, dava aulas particulares de filosofia e matemática.
      Graduou-se em 1856, com a defesa da tese: "Diagnóstico do Cancro".[1][2][3] Nesse ano, o Governo Imperial decretou a reforma do Corpo de Saúde do Exército Brasileiro, e nomeou para chefiá-lo, como Cirurgião-mor, o Dr. Manuel Feliciano Pereira Carvalho, seu antigo professor, que o convidou para trabalhar como seu assistente.[4]
      A 27 de abril de 1857 candidatou-se ao quadro de membros titulares da Academia Imperial de Medicina com a memória "Algumas considerações sobre o cancro, encarado pelo lado do seu tratamento".[4] O académico José Pereira Rego leu o parecer na sessão de 11 de maio, tendo a eleição transcorrido na de 18 de maio e a posse na de 1 de junho do mesmo ano.[2]
      Em 1858 candidatou-se a uma vaga de lente substituto da Secção de Cirurgia da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.[2] Nesse ano saiu a sua nomeação oficial como assistente do Corpo de Saúde do Exército, no posto de Cirurgião-Tenente[2] e, a 6 de novembro, desposou Maria Cândida de Lacerda, que viria a falecer de mal súbito em 24 de março de 1863, deixando-lhe dois filhos, um de três e outro de um ano de idade.
      No período de 1859 a 1861 exerceu a função de redator dos Anais Brasilienses de Medicina, periódico da Academia Imperial de Medicina.[4]
      Em 1865 desposou, em segundas núpcias, Cândida Augusta de Lacerda Machado, irmã por parte de mãe de sua primeira esposa, e que cuidava de seus filhos até então, com quem teve mais sete filhos.
      Por sua postura de médico caridoso, atendendo pessoas que necessitavam mas não podiam pagar, ficou conhecido como "O Médico dos Pobres".[5]É relatado em suas biografias o episódio que Bezerra doou o seu anel de grau em medicina a uma mãe para que comprasse os remédios de que seu filho precisava.[6]

      Trajetória política[editar | editar código-fonte]

      No final dos anos 1850, a Câmara Municipal do Município Neutro tinha como presidente Roberto Jorge Haddock Lobo, do Partido Conservador. Ao mesmo tempo, Bezerra de Menezes já se notabilizara pela atuação profissional e pelo trabalho voltado à população carente. Desse modo, em 1860, em uma reunião política, alguns amigos levantaram a candidatura de Bezerra de Menezes, pelo Partido Liberal, como representante da paróquia de São Cristóvão, onde então residia, à Câmara. Ciente da indicação, Bezerra recusou-a inicialmente, mas, por insistência, acabou se comprometendo apenas em não fazer uma declaração pública de recusa dos votos que lhe fossem outorgados.
      Abertas as urnas e apurados os votos, Bezerra fora eleito. Os seus adversários, liderados por Haddock Lobo, impugnaram a posse sob o argumento de que militares de Segunda Classe não podiam exercer o cargo de vereador. Desse modo, para apoiar o Partido, que necessitava dele para obter a maioria na Câmara, decidiu requerer exoneração do Corpo de Saúde (26 de março de 1861). Desfeito o impedimento, foi empossado no mesmo ano.[2][8]
      Foi reeleito vereador da Câmara Municipal do Município Neutro para o período de 1864 a 1868.
      Foi eleito deputado Provincial pelo Rio de Janeiro em 1866, apesar da oposição do então primeiro-ministro Zacarias de Góis e dos chefes liberais — senador Bernardo de Sousa Franco (visconde de Sousa Franco) e deputado Francisco Otaviano de Almeida Rosa. Empossado em 1867, a Câmara dos Deputados foi dissolvida no ano seguinte (1868), devido à ascensão do Partido Conservador.
      Retornou à política como vereador no período de 1873 a 1885, ocupando várias vezes as funções de presidente interino da Câmara Municipal, efetivando-se em julho de 1878, cargo que corresponderia atualmente ao de Prefeito.
      Foi eleito deputado geral pela Província do Rio de Janeiro no período de 1877 a 1885, ano em que encerrou a sua carreira política. Neste período acumulou o exercício da presidência da Câmara e do Poder Executivo Municipal. Em sua atuação como deputado, destacam-se algumas iniciativas pioneiras: buscou, através de projeto de lei, regulamentar o trabalho doméstico, visando conceder a essa categoria, inclusive, o aviso prévio de 30 dias; denunciou os perigos da poluição que já naquela época afetava a população do Rio de Janeiro, promovendo providências para combatê-la.[9] Foi membro, a partir de 1882, das Comissões de Obras Públicas, Redação e Orçamento.

      Vida empresarial[editar | editar código-fonte]

      Foi sócio fundador da Companhia Estrada de Ferro Macaé e Campos (1870).[2][8] Empenhou-se na construção da Estrada de Ferro Santo Antônio de Pádua, pretendendo estendê-la até ao rio Doce, projeto que não conseguiu concretizar (c. 1872).[2] Foi um dos diretores da Companhia Arquitetônica de Vila Isabel, fundada em Outubro de 1873 por João Batista Viana Drummond (depois barão de Drummond) para empreender a urbanização do bairro de Vila Isabel.[2] Em 1875, foi presidente da Companhia Ferro-Carril de São Cristóvão, período em que os trilhos da empresa alcançavam os bairros do Caju e da Tijuca.[2]

      Atividade Intelectual[editar | editar código-fonte]


      Capa do livreto "A escravidão no Brasil e as medidas que convém tomar para extingui-la sem dano para a Nação", de 1869. A obra foi distribuída gratuitamente à população.[3]
      Durante a campanha abolicionista publicou o ensaio "A escravidão no Brasil e as medidas que convém tomar para extingui-la sem dano para a Nação" (1869), onde não só defende a liberdade aos escravos, mas também a inserção e adaptação dos mesmos na sociedade por meio da educação. Nesta obra, Bezerra se auto-intitula um liberal, e propõe que se imitasse os ingleses, que na época já haviam abolido a escravidão de seus domínios.[3]
      Expôs os problemas de sua região natal em outro ensaio publicado, "Breves considerações sobre as secas do Norte" (1877). Alguns indicam que foi autor de biografias sobre o visconde do Uruguai e o visconde de Caravelas, personalidades ilustres do Império do Brasil. Foi redator d'A Reforma, órgão liberal no Município Neutro, e, de 1869 a 1870, redator do jornal Sentinela da Liberdade.[2] Escreveu também outras obras, como "A Casa Assombrada", "A Loucura sob Novo Prisma", "A Doutrina Espírita como Filosofia Teogônica", "Casamento e Mortalha", "Pérola Negra", "Lázaro, o Leproso", "Os Carneiros de Panúrgio", "História de um Sonho" e "Evangelho do Futuro".[3][10]
      Sabe-se que Bezerra de Menezes era fluente em pelo menos três línguas além do português: latimespanhol e francês.[3]

      Espiritismo e Federação Espírita Brasileira[editar | editar código-fonte]


      Bezerra de Menezes, conhecido também como O Kardec Brasileiro e O Médico dos Pobres
      Conheceu a Doutrina Espírita quando do lançamento da tradução em língua portuguesa de O Livro dos Espíritos (sem data, em 1875), através de um exemplar que lhe foi oferecido com dedicatória pelo seu tradutor, o também médico Dr. Joaquim Carlos Travassos.[11] Sobre o contato com a obra, o próprio Bezerra registrou posteriormente:
      "Deu-mo na cidade e eu morava na Tijuca, a uma hora de viagem de bonde. Embarquei com o livro e, como não tinha distração para a longa viagem, disse comigo: ora, Deus! Não hei de ir para o inferno por ler isto… Depois, é ridículo confessar-me ignorante desta filosofia, quando tenho estudado todas as escolas filosóficas. Pensando assim, abri o livro e prendi-me a ele, como acontecera com a Bíblia. Lia. Mas não encontrava nada que fosse novo para meu Espírito. Entretanto, tudo aquilo era novo para mim!… Eu já tinha lido ou ouvido tudo o que se achava no 'O Livro dos Espíritos'. Preocupei-me seriamente com este fato maravilhoso e a mim mesmo dizia: parece que eu era espírita inconsciente, ou, mesmo como se diz vulgarmente, de nascença."[12]
      Contribuiu para a sua adesão o contato com as "curas extraordinárias" obtidas pelo médium João Gonçalves do Nascimento(1844-1916),[13] em 1882.
      Com o lançamento do periódico Reformador, por Augusto Elias da Silva em 1883, passou a colaborar com a redação de artigos doutrinários.
      Após estudar por alguns anos as obras de Allan Kardec, em 16 de agosto de 1886, aos cinquenta e cinco anos de idade, perante grande público (estimado, conforme os seus biógrafos, entre mil e quinhentas e duas mil pessoas) no salão de conferências da Guarda Velha, no Rio de Janeiro, em longa alocução, justificou a sua opção em abraçar o Espiritismo.[10][14][15] O evento chegou a ser referido em nota publicada pelo "O Paiz".
      No ano seguinte, a pedido da Comissão de Propaganda do Centro da União Espírita do Brasil, inicia a publicação de uma série de artigos sobre a Doutrina em O Paiz,[2] periódico de maior circulação da época.[nb 1] Na seção intitulada "Spiritismo - Estudos Philosophicos", os artigos saíram regularmente aos domingos, no período de 23 de outubro de 1887 a dezembro de 1893, assinados sob o pseudônimo "Max".[nb 2][14]
      Na década de 1880 o incipiente movimento espírita na capital (e no país) estava marcado pela dispersão de seus adeptos e das entidades em que se reuniam.[nb 3] Já havia também uma clara divisão entre dois "grupos" de espíritas: os que aceitavam o Espiritismo em seu aspecto religioso (maior grupo, o qual se incluía Bezerra) e os que não aceitavam o Espiritismo nesse aspecto.[14]
      Em 1889, Bezerra foi percebido como o único capaz de superar as divisões, vindo a ser eleito presidente da Federação Espírita Brasileira. Nesse período, iniciou o estudo sistemático de "O Livro dos Espíritos" nas reuniões públicas das sextas-feiras, passando a redigir o Reformador; exerceu ainda a tarefa de doutrinador de espíritos obsessores. Organizou e presidiu um Congresso Espírita Nacional (Rio de Janeiro, 14 de abril), com a presença de 34 delegações de instituições de diversos estados.[nb 4] Assumiu a presidência do Centro da União Espírita do Brasil a 21 de abril e, a 22 de dezembro de 1890, oficiou ao então presidente da República, marechal Deodoro da Fonseca, em defesa dos direitos e da liberdade dos espíritas contra certos artigos do Código Penal Brasileiro de 1890.[nb 5]
      De 1890 a 1891 foi vice-presidente da FEB na gestão de Francisco de Menezes Dias da Cruz, época em que traduziu o livro "Obras Póstumas" de Allan Kardec, publicado em 1892. Em fins de 1891, registravam-se importantes divergências internas entre os espíritas e fortes ataques exteriores ao movimento. Bezerra de Menezes afastou-se por algum tempo, continuando a frequentar as reuniões do Grupo Ismael e a redação dos artigos semanais em "O Paiz", que encerrou ao final de 1893.[2] Aprofundando-se as discórdias na instituição, foi convidado em 1895 a reassumir a presidência da FEB (eleito em 3 de agosto desse ano), função que exerceu até à data de seu falecimento. Nesta gestão iniciou o estudo semanal de "O Evangelho segundo o Espiritismo", fundou a primeira livraria espírita no país e ocorreu a vinculação da instituição ao Grupo Ismael e à Assistência aos Necessitados.
      Foi em meio a grandes dificuldades financeiras que um acidente vascular cerebral o acometeu, vindo ele a falecer na manhã de 11 de abril de 1900.[10] , depois de meses acamado. Não faltaram aqueles, pobres e ricos, que socorreram a família, liderados pelo Senador Quintino Bocaiúva. No dia seguinte, na primeira página de "O Paiz", foi lhe dedicado um longo necrológio, chamando-o de "eminente brasileiro".[16] Recebeu ainda homenagem da Câmara Municipal do então Distrito Federalpela conduta e pelos serviços dignos.

      Legado[editar | editar código-fonte]

      Bezerra de Menezes deu o nome a uma das embarcações a vapor da Estrada de Ferro Macaé e Campos que, fretado à Companhia Terrestre e Marítima do Rio de Janeiro, naufragou em Angra dos Reis a 29 de janeiro de 1891.[17] Não houve vítimas fatais.
      Com relação ao aspecto missionário da vida de Bezerra de Menezes, a obra Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, de Chico Xavier, atribuído ao espírito de Humberto de Campos, afirma:
      "Descerás às lutas terrestres com o objetivo de concentrar as nossas energias no país do Cruzeiro, dirigindo-as para o alvo sagrado dos nossos esforços. Arregimentarás todos os elementos dispersos, com as dedicações do teu espírito, a fim de que possamos criar o nosso núcleo de atividades espirituais, dentro dos elevados propósitos de reforma e regeneração."[18]
      Bezerra foi também homenageado em AnápolisGoiás, em 1982, com o nome de uma escola de ensino fundamental — Escola de 1º Grau Bezerra de Menezes -, que atende a 200 alunos conveniados com a rede estadual de Goiás.[19] Em Fortaleza, capital do estado do Ceará, sua terra natal, há uma avenida com o seu nome, situada no então distrito que levava o nome de seu pai, Antônio Bezerra, atualmente desmembrado em vários bairros, sendo a mencionada avenida situada entre os bairros Parquelândia, São Gerardo e Otávio Bonfim. No estado do RJ temos Rua Bezerra de Menezes na cidade do RJ e na cidade de Paracambi, bem como há Rua Bezerra de Menezes em Rio Verde — Goiás, Guarulhos e Santo André — SP, Belo Horizonte — MG e Porto Alegre — RS.
      Em São José do Rio Preto, SP, o maior Hospital Psiquiátrico, que atende a toda a região, também leva o nome de Bezerra de Menezes.
      Em Porto VelhoRondônia, existe o Centro Espírita Bezerra de Menezes, localizado na rua Gonçalves Dias, no centro da cidade.
      Na cidade de Manaus, no estado do Amazonas, encontra-se localizado na Rua Amâncio de Miranda, bairro Educandos, o Centro Espírita que também leva o seu nome, reconhecido pela FEA (Federação Espírita Amazonense), surgiu na decáda de 50, fundado por um casal, que após sua morte, deixou o legado nas mãos de suas filhas, cujas até os dias atuais, cuidam e zelam daquela humilde casa que abriga a todos que a procuram com imenso carinho.

      O "Kardec Brasileiro"[editar | editar código-fonte]

      Pela atuação destacada no movimento espírita da capital brasileira no último quartel do século XIX, Bezerra de Menezes foi considerado um modelo para muitos adeptos da Doutrina. Destacam-lhe a índole caridosa, a perseverança, e a disposição amorosa para superar os desafios. Essas características, somadas à sua militância na divulgação e na reestruturação do movimento espírita no país, fizeram com que fosse considerado o "Kardec Brasileiro",[20] numa homenagem devida ao papel de relevância que desempenhou. Muitos seguidores acreditam, ainda, que Bezerra de Menezes continua, em espírito, a orientar e influenciar o movimento espírita. É considerado patrono de centenas de instituições espíritas em todo o mundo.[21]

      Filme[editar | editar código-fonte]

      A vida de Bezerra de Menezes foi transposta para o cinema, na película Bezerra de Menezes - O Diário de Um Espírito, com direção de Glauber Santos Paiva Filho e Joel Pimentel. O elenco é integrado por Carlos Vereza no papel título, Caio Blat e Paulo Goulart FilhoAna RosaNanda Costa com a participação especial de Lúcio Mauro. A produção foi orçada em aproximadamente R$ 2,7 milhões, a cargo da Trio Filmes e Estação da Luz, com locações no CearáPernambucoDistrito Federal e Rio de Janeiro, tendo envolvido a mão-de-obra de uma equipe de cento e cinquenta pessoas. O lançamento do filme deu-se em 29 de agosto de 2008.[22]

      Instituições de que foi membro[editar | editar código-fonte]

      Artigos e obras publicadas[editar | editar código-fonte]

      • 1856 — "Diagnóstico do Cancro"
      • 1857 — "Algumas considerações sobre o cancro, encarado pelo lado do seu tratamento"
      • 1859 — "Curare"
      • 1869 — "A Escravidão no Brasil, e medidas que convém tomar para extingui-la sem dano para a Nação"
      • 1877 — "Breves considerações sobre as secas do Norte"
        "Das operações reclamadas pelo estreitamento da uretra"
        Biografia de Manuel Alves Brancovisconde de Caravelas
        Biografia de Paulino José Soares de Sousavisconde do Uruguai
      • 1892 — Publicação da sua tradução de Obras Póstumas, de Allan Kardec
      • 1902 — "A Casa Assombrada" (Romance originalmente publicado no Reformador e, postumamente, em livro, pela FEB)
      • 1907 — "Espiritismo (Estudos Filosóficos)" (coletânea dos artigos publicados em O Paiz no período de 1877 a 1894, publicada pela FEB em três volumes)
      • 1983 — "Os Carneiros de Panúrgio" (Romance originalmente publicado no Reformador e, postumamente, em livro, pela FEESP)
      • 1946 — "A Doutrina Espírita como Filosofia Teogônica" (Réplica a seu irmão que lhe exprobrava a conversão ao Espiritismo, publicada postumamente, em livro, pela FEB)
      • 1920 — "A Loucura sob Novo Prisma" (Estudo etiológico sobre as perturbações mentais, publicado pela FEB
      • "Casamento e Mortalha"
      • "Evangelho do Futuro"
      • "História de um Sonho"
      • "Lázaro, o Leproso"
      • "O Bandido"
      • "Os Mortos que Vivem"
      • "Pérola Negra"
      • "Segredos da Natura"
      • "Viagem através dos Séculos"

      Principais obras e mensagens mediúnicas atribuídas a Bezerra de Menezes[editar | editar código-fonte]

      Através de Divaldo Pereira Franco, comunicações nas seguintes obras
      • 1991 — "Compromissos Iluminativos" (coletânea de mensagens, ed. LEAL)
      Através de Francisco Cândido Xavier, comunicações nas seguintes obras
      • 1973 — "Bezerra, Chico e Você" (coletânea de mensagens, ed. GEEM)
      • 1986 — "Apelos Cristãos" (coletânea de mensagens, ed. UEM)
      • "Nosso Livro"
      • "Cartas do Coração"
      • "Instruções Psicofônicas"
      • "O Espírito da Verdade"
      • "Relicário de Luz"
      • "Dicionário d'Alma"
      • "Antologia Mediúnica do Natal"
      • "Caminho Espírita"
      • "Luz no Lar"
      Através de Francisco de Assis Periotto, comunicações nas seguintes obras
      • 2001 — "Fluidos de Luz: ensinamentos de Bezerra de Menezes" (Ed. Elevação)
      • 2002 — "Fluidos de Paz: ensinamentos de Bezerra de Menezes" (Ed. Elevação)
      • 2006 — "Conversando com seu Anjo da Guarda — ensinamentos de Bezerra de Menezes sobre a Agenda Espiritual " (Ed. Elevação)
      • 2018 — “Páginas de Esperança — ensinamentos de Bezerra de Menezes sobre Espiritualidade, Família e Evangelho-Apocalipse de JESUS” (Ed.Elevação)
      Através de Maria Cecília Paiva, comunicações nas seguintes obras
      • "Garimpos do Além" (coletânea de mensagens, ed. Instituto Maria).
      Através de Gilberto Pontes de Andrade, duas comunicações na seguinte obra
      • "Luz em Gotas" (coletânea de mensagens, ed. AMCGuedes).
      Através de Waldo Vieira, comunicações nas seguintes obras
      • "Entre Irmãos de Outras Terras"
      • "Seareiros de Volta"
      Através de Yvonne do Amaral Pereira, comunicações nas seguintes obras
      • 1955 — "Nas Telas do Infinito" (1ª. Parte, romance, ed. FEB)
      • 1957 — "A Tragédia de Santa Maria" (romance, ed. FEB)
      • 1964 — "Dramas da Obsessão" (romance, ed. FEB)
      • 1968 — "Recordações da Mediunidade" (relatos e orientações, ed. FEB)
      Através de Marcelo Passos, médium de Belo Horizonte/MG, livro:
      • 2015 — Encontre-se (mensagens Editora Solon de Lagoa Santa/MG)

      Notas

      1.  Conforme o historiador espírita Silvino Canuto de Abreu. O cabeçalho do periódico, dirigido por Quintino Bocaiuva, afirmava textualmente: "O PAIZ é a folha de maior tiragem e de maior circulação na América do Sul".
      2.  A série foi interrompida no Natal de 1893, ano de profunda convulsão na então Capital, devido à Revolta da Armada, momento em que foram encerradas todas as sociedades, espíritas ou não. De acordo com Canuto de Abreu, o conjunto desses artigos constitui-se no maior repertório da doutrina de Allan Kardec em língua portuguesa. A série não se iniciou com o material de Bezerra de Menezes, mas com dois artigos assinados por "Sedório", na Secção Livre do periódico: "A Doutrina Espírita", na edição de 9 de outubro e "Os Fatos Espiríticos", a de 16 de outubro. Em 1889 foi editada pelo Centro da União Espírita do Brasil uma série com 69 artigos publicados em "O Paiz". Posteriormente, a FEB publicou uma série com 316 artigos, de 1887 até 1893, em livro (três volumes), sob o título "Espiritismo: estudos philosophicos", publicados na cidade do Porto, em Portugal, em 1907. Mais recentemente, o jornalista e político espírita José de Freitas Nobre reuniu os artigos de Bezerra de Menezes na grande imprensa, publicando-os pela EDICEL em três volumes, de 1977 a 1985, com o título de "Estudos Filosóficos".
      3.  Entre eles, destacavam-se na Corte, à época, a Sociedade Acadêmica Deus, Cristo e Caridade (antiga Sociedade de Estudos Espíritas Deus, Cristo e Caridade), o Grupo Espírita Fraternidade e o Centro da União Espírita do Brasil, além da própria Federação Espírita Brasileira.
      4.  Embora com participação relativamente reduzida, o encontro teve o mérito de reconhecer o sistema federativo, por preservar a autonomia das instituições que o integram, como o mais adequado à estruturação do movimento espírita no país.
      5.  Código Penal de 1890 foi promulgado pelo Decreto nº 22.213, de 14 de dezembro do mesmo ano, mas só entrou em vigor seis meses após a sua publicação. Os seus artigos nºs. 157 e 158 proibiam expressamente "praticar o Espiritismo" e "inculcar curas de moléstias curáveis ou incuráveis", o que afetava diretamente as atividades das sociedades espíritas, cuja prática de receituário mediúnico homeopático era muito difundida à época.