domingo, 3 de maio de 2026

MSN - 3 DE MAIO DE 2026

 

Sob Bolsonaro, União é denunciada por 200 mortes em teste na pandemia

O Ministério Público Federal denunciou a Uião, sob o governo Bolsonaro, e os médicos Flávio Cadegiani e Daniel do Nascimento Fonseca, por irregularidades em um estudo conduzido durante a pandemia de covid-19 no Amazonas. As informações são do UOL.

Segundo o MPF, o experimento resultou em 200 mortes entre 645 participantes, cerca de 30% do total, e pode configurar crimes contra a humanidade.

A pesquisa utilizou a proxalutamida, medicamento indicado para câncer de próstata e sem eficácia comprovada contra a covid-19. Embora autorizada pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa, o MPF afirma que o protocolo foi alterado, com ampliação do número de pacientes e inclusão de casos graves, inicialmente não previstos.

O estudo também teria sido transferido de Brasília para o Amazonas e realizado em hospitais sem estrutura adequada. A denúncia aponta omissão de riscos no consentimento, falha na comunicação de mortes e divergência de dados divulgados.

Entre as práticas citadas está a nebulização de hidroxicloroquina, classificada como procedimento experimental de alto risco. Para o MPF, o caso funcionou como um “laboratório humano” com graves violações éticas.

Os resultados foram apresentados em 2021 como promissores e repercutiram entre autoridades. Segundo a denúncia, a divulgação contribuiu para a valorização de ações da fabricante da droga, que chegaram a subir mais de 300%. O MPF pede indenização de R$ 85 milhões.

Jovem registra selfie em momento de descontração antes do trágico crime em Pontal (SP) (Foto: Instagram)© Foto: Instagram

A filha de Cleomar Gomes, acusado de matar a amiga dela, Geniane Pereira, em Pontal (SP), prestou depoimento à Polícia Civil e descreveu o comportamento controlador do pai que resultou no crime. No relato, ela afirmou que Cleomar insistia no assédio à jovem de 20 anos e acreditava ter posse sobre ela, pois Geniane estava acolhida em sua residência. O caso chocou a região desde a noite de sexta-feira (24), quando a vítima foi brutalmente atacada enquanto se dirigia ao trabalho.

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O delegado Claudio Messias, responsável pelo inquérito, explicou que a testemunha-chave, filha do suspeito, detalhou como o pai tentava interferir tanto na vida dela quanto na de Geniane. Conforme apurado, Cleomar não buscava de fato um relacionamento amoroso, mas entendia que a presença da jovem na casa lhe conferia o direito de impor seus desejos e atitudes. A investigação segue para comprovar as motivações e a dinâmica do feminicídio.

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No depoimento, a filha relatou que a amiga confidenciou ter sido vítima de tentativas de apalpamento por parte de Cleomar. Em uma ocasião, ele tocou nos seios da jovem sob o pretexto de uma “brincadeira”, numa investida clara de desrespeito aos limites pessoais. Ela também mencionou episódios anteriores em que o pai demonstrou ciúme excessivo e manteve-se invasivo, reforçando seu perfil manipulador e obsessivo.

Corte prorroga prisão de Thiago Ávila, que foi torturado por Israel, segundo advogada
Um tribunal israelense autorizou, neste domingo (3), prorrogar por dois dias a detenção do brasileiro Thiago Ávila e de outro ativista espanhol-palestino, integrantes de uma flotilha que seguia para Gaza. Eles são acusados por Israel de terem vínculos com uma organização sancionada pelos Estados Unidos, informou uma ONG à AFP.

A flotilha, composta por mais de 50 embarcações, zarpou de França, Espanha e Itália com o objetivo de romper o bloqueio israelense em Gaza e levar suprimentos ao devastado território palestino.

As forças israelenses as interceptaram em águas internacionais, em frente à costa da Grécia, na madrugada de quinta-feira.

Segundo Israel, 175 ativistas foram detidos. Dois deles, o brasileiro Thiago Ávila e o espanhol-palestino Saif Abu Keshek, foram trasladados a Israel para serem interrogados.

Abu Keshek e Ávila compareceram, neste domingo, perante um tribunal de Ashkelon, a cerca de 60 km de Tel Aviv.

“O tribunal prorrogou sua detenção por dois dias”, declarou Miriam Azem, da organização de defesa dos direitos humanos Adalah.

Segundo ela, as autoridades israelenses tinham pedido quatro dias de prorrogação.

A ONG informou que o promotor apresentou uma lista de supostos crimes cometidos pelos dois, entre eles “assistir o inimigo em tempos de guerra” e “pertencimento a e prestação de serviços a uma organização terrorista”.

Mas os advogados da organização questionaram a jurisdição do Estado e denunciaram um “sequestro ilegal”.

Eles relataram ao tribunal que Ávila e Abu Keshek disseram ter sofrido “graves abusos físicos que equivalem à tortura, inclusive agressões” e também que foram mantidos “em isolamento e com os olhos vendados durante dias no mar”.

Vídeo relacionado: Corte israelense prorroga detenção de Thiago Ávila e ativista espanhol-palestino (AFP)

Ainda segundo a ONG, não foram apresentadas acusações formais contra os dois.

“Argumentamos que (…) faziam parte de uma missão humanitária, cujo objetivo era proporcionar ajuda humanitária aos civis em Gaza, e não a nenhuma outra organização, fosse terrorista ou não”, disse a jornalistas a advogada Hadeel Abu Salih após a audiência.

Desde que seu traslado a Israel foi anunciado, tanto o governo espanhol quanto o brasileiro condenaram a ação como um “sequestro” e reivindicaram “o retorno imediato de seus cidadãos”.

Neste domingo, o governo espanhol reiterou o pedido após a decisão do tribunal.

“O Governo da Espanha exige sua libertação imediata”, destacou o ministério de Assuntos Exteriores em uma mensagem enviada à AFP, detalhando que o cônsul espanhol em Tel Aviv acompanhou o “espanhol detido ilegalmente” ao comparecimento.

Ávila “foi agredido”

A organização Adalah informou que seus advogados tinham se reunido com os ativistas detidos na prisão de Shikma, em Ashkelon.

Ávila contou aos advogados ter sofrido “uma brutalidade extrema” quando os barcos foram interceptados.

“Foi arrastado de bruços pelo chão e foi agredido tão brutalmente que perdeu os sentidos duas vezes”, acrescentou a ONG.

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Segundo a organização, ele contou que desde que chegou a Israel ficou “isolado e com os olhos vendados”.

Abu Keshek também foi “amarrado pelas mãos e teve os olhos vendados” e foi “obrigado a permanecer deitado de bruços no chão desde o momento de sua detenção” até chegar a Israel, informou o grupo.

O Ministério das Relações Exteriores israelense acusa os dois ativistas de terem vínculos com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA), uma organização sancionada pelo Departamento do Tesouro americano.

Washington acusa a PCPA de “agir clandestinamente em nome” do grupo islamista palestino Hamas.

O Ministério das Relações Exteriores israelense afirma que Abu Keshek é um membro de destaque da PCPA e que Ávila está vinculado à organização e é “suspeito de atividades ilegais”.

O Governo espanhol rechaçou as acusações de Israel contra Abu Keshek.

Os organizadores da flotilha afirmam que a interceptação israelense ocorreu a mais de 1.000 km de Gaza e a tacham de “armadilha mortal calculada no mar”.

Dezenas de ativistas detidos desembarcaram na sexta-feira na ilha grega de Creta, constatou um jornalista da AFP.

Em 2025, uma primeira viagem da Flotilha Global Sumud (“resiliência” em árabe) para Gaza atraiu atenção mundial.

Mas centenas de ativistas, entre eles a sueca Greta Thunberg e o próprio Thiago Ávila, foram detidos no mar, trasladados a Israel e expulsos em seguida.