quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

77 ANOS DO NASCIMENTO DE MARÍLIA PERA, EM 22 DE JANEIRO DE 1943.


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  77 a. nasce MARÍLIA PERA, atriz brasileira, em 22 de janeiro de 1943. Marília Marzullo Pêra (Rio de Janeiro, 22 de janeiro de 1943) é uma atriz, cantora e diretora brasileira. Além de interpretar, Marília canta, dança e atua também como coreógrofa, produtora e diretora de peças e espetáculos musicais. Filha dos atores Manuel Pêra e Dinorah Marzullo, Marília pisou no palco de um teatro pela primeira vez aos quatro anos de idade, ao lado dos pais, que integravam o elenco da companhia de Henriette Morineau. Dos catorze aos 21 anos atuou como bailarina e participou de musicais e revistas, entre eles, Minha Querida Lady (1962), protagonizado por Bibi Ferreira, e O Teu Cabelo Não Nega (1963), biografia de Lamartine Babo, no papel de Carmen Miranda. Voltaria a viver o papel da cantora no espetáculo A Pequena Notável (1966), dirigido por Ary Fontoura; no A Tribute to Carmen Miranda no Lincoln Center, em Nova Iorque (1975), dirigido por Nelson Motta; na única apresentação A Pêra da Carmem no Canecão em 1986, em 1995 e no musical Marília Pêra canta Carmen Miranda (2005), dirigido por Maurício Sherman. A primeira aparição na televisão foi em Rosinha do Sobrado, na Rede Globo, em 1965) e, em seguida, em A Moreninha. Em 1967 fez sua primeira apresentação em um espetáculo musical, A Úlcera de Ouro, de Hélio Bloch. Em 1969, conquistou grande sucesso no papel da protagonista do drama Fala Baixo Senão eu Grito, com direção de Clóvis Bueno, primeira peça treatral da dramaturga paulista Leilah Assumpção. Pela interpretação da complexa personagem Mariazinha, solteirona virgem que vive em um pensionato de freiras, Marília recebeu o prêmio Molière e também o prêmio da APCT-Associação Paulista de Críticos Teatrais' (atual APCA-Associação Paulista de Críticos de Arte). Seu futuro marido Paulo Villaça interpretou do ladrão que numa noite pula a janela do quarto com a intenção de roubar. Na conversa entre os dois, que dura a noite toda, a solteirona revela ao público e a si mesma suas frustações. Em 1974, Marília derrotou Elis Regina num teste para o musical Como vencer na vida sem fazer força. Logo depois, em 1975, gravou o LP Feiticeira, lançado pela Som Livre. Marília é a atriz que mais atuou sozinha nos palcos, conseguindo atrair o público infantil para a difícil arte do monólogo. Além de Carmen Miranda, desempenhou nas telas e no palco papéis de mulheres célebres, como Maria Callas, Dalva de Oliveira, Coco Chanel e a ex-primeia dama do Brasil Sarah Kubitschek. A estreia como diretora aconteceu em 1978, na peça A Menina e o Vento, de Maria Clara Machado. Casou-se pela primeira vez aos dezessete anos, com o primeiro homem a beijá-la, o músico Paulo da Graça Mello, morto num acidente de carro em 1969. Aos dezoito, foi mãe de Ricardo Graça Mello. Mais tarde, foi casada com o ator Paulo Villaça, parceiro em Fala Baixo Senão Eu Grito, e com Nelson Motta, com quem teve as filhas Esperança e Nina. Em declaração feita ao Fantástico em 2006, pegando carona no sucesso de sua personagem Milú, na novela Cobras e Lagartos, Marília relatou sobre a carreira e disse que não suporta contracenar com atores de mau hálito e chulé. Ela comentou que há muitos atores que não se preocupam com a higiene, sem citar nomes (foi uma indireta para seu par romântico na novela, Herson Capri). Marília alega que nunca se achou bonita e que sempre foi desengonçada. Nos anos 60, chegou a ser presa durante a apresentação da peça Roda Viva (1968) de Chico Buarque e obrigada a correr nua por um corredor polonês. Foi presa uma segunda vez, visto que era tida como comunista, quando policias invadiram a residência, assustando a todos, inclusive o filho de sete anos, que dormia.[Em 1992 apresentou o musical Elas por Elas, para a TV Globo. Ao lado da cantora Simone e de Cláudia Raia tornou público o apoio ao candidato Fernando Collor de Mello, nas eleições de 1989. Em 2008, foi protagonista do longa-metragem, Polaróides Urbanas, de Miguel Falabella, onde interpreta duas irmãs gêmeas. Em 2009, foi escalada para viver a hippie Rejane Batista na minissérie Cinquentinha, de Aguinaldo Silva. Após várias cenas gravadas, a atriz desistiu do papel, causando mal estar nos corredores da TV Globo. No lugar de Marília, entrou a atriz Betty Lago que se encaixou perfeitamente no papel, sendo muito elogiada pela crítica. Algumas notícias dizendo que o motivo para não querer seguir com a interpretação foi não se sentir à vontade com o papel, circularam na época. Desde abril de 2010 integra o elenco da série A Vida Alheia, de Miguel Falabella, na Rede Globo, como Catarina. Desde 1998, está casada com o economista carioca Bruno Faria. Marília é irmã da atriz Sandra Pêra e neta da atriz Antonia Marzullo. Interpretações na televisão: 1965 - A Moreninha .... Carolina; 1965 - Padre Tião; 1965 - Rosinha do Sobrado .... Rosinha; 1965 - Um Rosto de Mulher; 1968 - Beto Rockfeller .... Manuela; 1969 - Super Plá .... Joana Martini; 1971 - Bandeira 2 .... Noeli; 1971 - O Cafona .... Shirley Sexy; 1972 - Doce Vampiro .... Rosa; 1972 - Uma Rosa com Amor...Serafina; 1974 - Supermanuela Manuela; 1979 - Malu Mulher (participação)... (seriado); 1982 - Quem Ama Não Mata .... Alice (minissérie); 1987 - Brega e Chique - Rafaela Alvaray; 1988 - O Primo Basílio .... Juliana Couceiro Tavira (minissérie); 1989 - Top Model .... Susana; 1990 - Lua Cheia de Amor .... Genuína Miranda (Genu); 1990 - Rainha da Sucata .... ela mesma; 1994 - Incidente em Antares .... Erotildes (minissérie); 1996 - O Campeão .... Elizabeth Caldeira; 1997 - Mandacaru Isadora; 1998 - Meu Bem Querer .... Custódia Alves Serrão; 2001 - Brava Gente .... Pola (seriado); 2001 - Os Maias .... Maria Monfort (minissérie); 2003 - Celebridade .... ela mesma; 2004 - Começar de Novo .... Janis (Marlene Emilinha / Vó Doidona); 2006 - Cobras & Lagartos .... Milu (Maria Lúcia Pasquim Montini); 2006 - JK .... Sarah Lemos Kubitschek (minissérie); 2007 - Duas Caras .... Gioconda de Queiroz Barreto; 2007 - Toma Lá, Dá Cá .... Ivone (seriado - Episódio: Boi Sonso, Marrada Certa); 2008 - Casos e Acasos Juíza Sônia; 2008 - Xuxa e as Noviças .... Irmã Gardênia; 2010 - A Vida Alheia Catarina Faissol; 2011 - Insensato Coração (ela mesma, participação especial); 2011 - Ti Ti Ti .... Rafaela Alvaray; 2011- Aquele Beijo ....Maruschka Lemos de Sá. No cinema, MARÍLIA PÊRA fez:1968 - O homem que comprou o mundo; 1970 - É Simonal; 1971 - O Donzelo; 1975 - Ana, a Libertina; 1975 - O Rei da Noite; 1978 - O drande desbun..; 1980 - Pixote, a Lei do Mais Fraco; 1982 - Bar Esperança; 1983 - Areias Sagradas; 1985 - Mixed Blood; 1986 - Anjos da noite; 1989 - Dias melhores virão; 1995 - Jenipapo; 1996 - Tieta do Agreste; 1998 - Central do Brasil; 1999 - O viajante; 2000 - Amélia; 2003 - Seja o que Deus quiser!; 2005 - Garrincha, a estrela solitária; 2005 - Living the Dream; 2005 - Vestido de noiva; 2006 - Acredite, um Espírito Baixou em Mim; 2006 - Pixote in Memoriam; 2007 - Jogo de Cena; 2008 - Embarque Imediato; 2008 - Nossa Vida não cabe num Opala; 2008 - Polaróides Urbanas. No Teatro:


Marília Pêra em Mademoiselle Chanel. 1948 – Medéia; 1948 – Frenesi; 1948 - O casaco encantado; 1960 - Terra seca; 1960 - O rei mentiroso; 1961 - Espanta gato (em Portugal); 1960 - Divorciados (em Portugal); 1960 - Society em baby doll (Brasil e Portugal); 1961 - Minha querida lady; 1963 - Teu cabelo não nega; 1964 – A ópera dos três vinténs; 1964 – Como vencer na vida sem fazer força; 1966 – Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come; 1966 - Onde canta o sabiá; 1967 – A megera domada; 1967 - A úlcera de ouro; 1968 - O barbeiro de Sevilha; 1968 - Roda viva; 1969 – A moreninha; 1970 - A vida escrachada de Joana Martini e Baby Stompanato; 1971 – A pequena notável; 1973 – Apareceu a Margarida; 1974 – Pippin; 1975 – A feiticeira; 1975 – Síndica, qual é a tua?; 1976 – Deus lhe pague (musical); 1977 – O exércício; 1978 – A menina e o vento (como atriz e também na direção); 1979 – Pato com laranja (ao lado de Paulo Autran); 1980 - Brasil da censura à abertura; 1981 – Doce deleite; 1983 – Adorável Júlia; 1984 – Brincando em cima daquilo; 1986 – O mistério de Irma Vap (apenas direção); 1987 – A estrela Dalva; 1989 – Elas por ela; 1991 - Quem matou a baronesa?; 1992 - Elas por ela; 1992 – A prima dona; 1996 – Master Class; 1997 - Padre Antonio Vieira; 1998 – Toda nudez será castigada; 1998 - Ciranda dos homens, carnaval dos animais; 1999 - Além da linha d'água; 1999 - Altar do incenso; 2001 – Vitor ou Vitória; 2002 - A filha da...; 2003 – Marília Pêra canta Ari Barroso; 2004 – Mademoiselle Chanel; 2005 – Marília Pêra canta Carmen Miranda; 2006 - Pasárgada! - participação em vídeo; 2006 - W In Tour 2006 - Era Uma Vez... (direção do espetáculo da cantora Wanessa Camargo); 2007 - Um lobo nada mau (musical infantil - direção); 2008 - Doce Deleite (direção); 2009 – Gloriosa. Principais prêmios: 1969 – Prêmio de Melhor Atriz de Teatro pela APCA por atuação em “Fala Baixo Senão eu Grito”; 1969 – Prêmio de Melhor Atriz pelo Governo do Rio de Janeiro por atuação em “Fala Baixo Senão eu Grito”; 1969 – Prêmio Molière de Melhor Atriz por atuação em “Fala Baixo Senão eu Grito”; 1971 – Troféu Imprensa de Melhor Atriz por atuação em “O Cafona”; 1973 – Prêmio Molière de Melhor Atriz por atuação em “Apareceu a Margarida”; 1977 – Prêmio Mambembe de Melhor Atriz por atuação em “O Exercício”; 1980 – Prêmio Air France de Melhor Atriz por atuação em “Pixote”; 1982 – Prêmio de Melhor Atriz pela Sociedade de Críticos de Cinema dos Estados Unidos (Society of Critics Awards - USA), pela atuação em “Pixote, a Lei dos Mais Fracos”; 1982 – Prêmio de Melhor Atriz pela Sociedade de Críticos de Cinema de Boston (Society of Films Critics), Estados Unidos, pela atuação em “Pixote, a Lei dos Mais Fracos”; 1983 – Kikito de Ouro de Melhor Atriz (Festival de Gramado) por atuação em “Bar da Esperança”; 1983 – Prêmio Air France de Melhor Atriz por atuação em “Bar da Esperança”; 1983 – Prêmio de Melhor Atriz de Cinema pela APCA por atuação em “Bar da Esperança”; 1983 – Prêmio Molière de Melhor Atriz por atuação em “Brincando em Cima Daquilo”; 1983 – Prêmio Mambembe de Melhor Atriz de Teatro por atuação em “Adorável Júlia”; 1983 – Prêmio de Melhor Atriz de Televisão pela APCA por atuação em “Quem Ama não Mata”; 1987 – Troféu Imprensa de Melhor Atriz por atuação em “Brega & Chique”; 1987 – Kikito de Ouro de Melhor Atriz (Festival de Gramado) por atuação em “Anjos da noite”; 1988 – Prêmio de Melhor Atriz de Televisão pela APCA por atuação em “Brega & chique”; 1988 – Prêmio de Melhor Atriz de Cinema pelo Festival de Cartagena (Colômbia) por atuação em "Dias melhores virão"; 1988 – Comenda da Ordem do Rio Branco no Grau de Oficial; 1989 – Menção como uma das Melhores Atrizes da década pela Sociedade de Críticos de Cinema dos Estados Unidos; 1996 – Prêmio de Melhor Atriz no Festival de Havana por atuação em "Tieta do Agreste"; 1996 – Prêmio de Melhor Atriz de Cinema pela APCA por atuação em “Tieta”; 1996 – Prêmio de Melhor Atriz de Teatro pela APCA por atuação em “Master Class”; 1997 – Prêmio Mambembe de Melhor Atriz de Teatro por atuação em “Master Class”; 1996 – Prêmio Sharp de Melhor Atriz de Teatro por atuação em “Master Class”; 1999 – Grande Prêmio Cinema Brasil, na categoria de Melhor Atriz, por atuação em "O Viajante"; 2003 – Comenda da ordem do mérito cultural na classe de comendador - Ministério da Cultura; 2004 – Prêmio Shell de Melhor Atriz por atuação em “Fala Baixo Senão eu Grito”; 2005 – Prêmio Qualidade Brasil de Melhor Atriz por atuação em “Mademoiselle Channel”; 2005 – Prêmio Shell de Melhor Atriz por atuação em “Mademoiselle Channel”; 2006 – Prêmio Eletrobrás de Melhor Atriz por atuação em "Mademoiselle Chanel"; 2007 – Lente de Cristal de Melhor Atriz no Festival de Cinema de Miami por atuação em "Polaróides Urbanas"; 2007 – Prêmio Faz Diferença 2006 de Melhor Atriz por atuação em "Mademoiselle Chanel"; 2008 – Prêmio Contigo! De Melhor Atriz Coadjuvante por atuação em “Duas Caras”; 2009 – Prêmio Arte Qualidade Brasil de Melhor Atriz Teatral Musical por atuação em “A Gloriosa”; 2009 - Prêmio Brasil, por sua fisionomia. Marília não gostou da indicação e o dedicou a Suzana Vieira.

MARÍLIA PERA morreu no RIO DE JANEIRO no dia 5 de dezembro de 2015, aos 72 anos, vítima de câncer no pulmão. Desde 2008, era colaboradora habitual de MIGUEL FALABELLA - esteve na novela "AQUELE BEIJO" (2012), na série "A VIDA ALHEIA" (2010) e no filme "PALAROIDES URBANAS" (2008). Com o amigo,dividiu o palco em "ALÔ, DOLLY" (2013), seu último trabalho no teatro.

Em 2015, sua vida foi tema da MOCIDADE ALEGRE e a escola foi vice-campeã do Carnaval em SÃO PAULO. Sua biografia deve chegar às livrarias em fevereiro de 2016. O livro publicado pela Editora ARTE ENSAIO tem como título o nome completo da atriz, "MARÍLIA SOARES MARZULLO PÊRA" e traz textos escritos pela própria MARÍLIA durante seu último ano de vida, e também por sua irmã, SANDRA PÊRA.

Exibida pela TV GLOBO, a série "PÉ NA COVA", retornou hoje, dia 21 de janeiro, com novos capítulos e com todo o humor debochado que tornou o programa uma comédia de sucesso.

Nos episórios que sucedem, a máfia chinesa invade o IRAJÁ, enquanto as histórias dos personagens caminham para um desfecho. O elenco liderado por MIGUEL FALABELLA e MARÍLIA PÊRA está todo de volta - entretanto, há uma melancolia inevitável para os espectadores: MARÍLIA, que interpreta DARLENE, a matriarca da controversa família, morreu no início de dezembro. Já com as gravações finalizadas na ocasião, a atriz estará em todos os 12 episódios da nova temporada (DIÁRIO DE SÃO PAULO, 22 DE JANEIRO DE 2016 - MARÍLIA PÊRA VIVE ÀS QUINTAS-FEIRAS) 

LINDOMAR CASTILHO "CAMAS SEPARADAS"

80º ANIVERSÁRIO DO CANTOR LINDOMAR CASTILHO, NASCIDO EM 21 DE JANEIRO DE 1940

  • Nome completo:Lindomar Castilho
  • Nascimento: 21 de Janeiro de 1940, (80 anos)
  • Origem:Santa Helena De GoiasGoiásBrasil
  • Começou há:57 anos em 1963
  • País:BrasilBrasil

Lindomar Castilho,cujo nome verdadeiro é Lindomar Cabral, (nascido em 21 de janeiro de 1940, Santa Helena de Goiás, (GO) é ex-cantor e instrumentista, sendo mais conhecido pela música-baião "Chamarada", pelos bem-humorados boleros "Você é doida demais" que ficou conhecido no Brasil inteiro graças a série da Rede Globo Os Normais e "Eu amo a sua mãe" e também pelo samba-canção bem lírico Tudo tem a Ver.
Seu último CD, Lindomar Castilho ao Vivo foi lançado pela Sony Music em 2000 no auge do fenômeno musical forró.
Lindomar também ficou conhecido pelo fato de ter assassinado a segunda esposa (a primeira faleceu em um acidente de trânsito), Eliane de Grammont. O crime ocorreu em 30 de março de 1981, quando Lindomar e Eliane já estavam separados havia um ano. Lindomar foi a uma bar em que Eliane se apresentava como cantora ao lado de Carlos Randal, primo do ex-marido de Eliane. Lindomar desferiu 5 tiros da platéia em direção ao palco, sendo que um deles matou Eliane. Randal ficou ferido. Lindomar foi condenado pelo assassinato de Eliane e permaneceu 7 anos na prisão.

Enquanto estava preso gravou um disco com o título "muralhas da solidão" na penitenciária goiana.
Lindomar construiu uma carreira de sucesso com os seus boleros e sambas-canções românticos. Um dos maiores vendedores de disco no Brasil da década de 70. Seu estilo influenciou toda uma geração de cantores. Seus discos eram lançados simultaneamente no Brasil e nos Estados Unidos.

O último CD gravado pelo cantor foi "Lindomar Castilho Ao Vivo", lançado pela Sony Music no ano 2000 no auge dos fenômenos musicais do brega e forró. Atualmente, retirado da vida musical, Lindomar vive sozinho em Goiás.


ZEQUINHA DE ABREU - (LP COMPLETO)

85 ANOS DO FALECIMENTO DO COMPOSITOR, PIANISTA, FLAUTISTA, CLARINETISTA, REQUINTISTA ZEQUINHA DE ABREU - 22 DE JANEIRO DE 1935.


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Zequinha de Abreu

Artigo da seção pessoas
Música  
 Data de nascimento deZequinha de Abreu:19-09-1880 Local de nascimento:(Brasil / São Paulo / Santa Rita do Passa Quatro)  Data de morte22-01-1935 Local de morte:(Brasil / São Paulo / São Paulo)

Biografia

José Gomes de Abreu (Santa Rita do Passa Quatro, SP, 1880 - São Paulo, SP, 1935). Compositor, pianista, flautista, clarinetista, requintista. Seu aprendizado musical se inicia na infância de maneira quase autodidata, pois tem grande facilidade com os instrumentos, tocando melodias simples em uma gaita e, depois, aprende a tocar ocarina. Aos 7 anos, frequenta aulas de música com Dionísio Machado e, mais tarde, com José Inácio. Aos 10, ingressa na banda de José de Abreu. De 1891 a 1893, estuda no Colégio São Luís em Itu, São Paulo, inicia o aprendizado de piano, tem aulas de música com o padre Rossini e, mais tarde, estuda com o maestro Giafarelii. Em 1894, segue para o Seminário Episcopal de São Paulo, continua a estudar piano e tem aulas de harmonia com o maestro José Pinto Tavares e com o padre Juvenal Kelly. Seu pai almeja ver o filho médico, e a mãe, padre, mas seu desejo declarado de ser compositor e regente faz com que Zequinha abandone o claustro em 1896.
Casa-se e passa a morar em Santa Cruz da Estrela, em 1899, distrito de Santa Rita, instala uma farmácia e funda uma escola primária. Retorna meses depois à cidade natal, e ingressa na Banda Musical de Santa Rita, na qual toca requinta.1 No mesmo ano, assume a regência da banda, que passa a se chamar Sociedade Musical Lyra Santarritense, remodela-a e a torna conhecida em outras cidades do interior. Cria ainda a Orquestra Smart, da qual é regente e pianista, para fazer acompanhamento de filmes mudos no cinema homônimo.
Para sustentar a família divide suas atividades musicais de regente, compositor, arranjador e professor de piano com a vida de servidor público. Ingressa como escrevente na Coletoria Estadual e em 1909 é nomeado secretário administrativo na Câmara Municipal.
Com o sucesso de sua orquestra, realiza uma série de viagens a São Paulo, que culmina em sua mudança para a capital no início dos anos 1920. Sua presença é requisitada em bailes, festas, casas dançantes e estabelecimentos como a Confeitaria Seleta e o Bar Viaduto, lugares frequentados pela elite paulistana. Apresenta-se ainda em muitos dos cafés-cantantes2 nas imediações da Avenida São João, ponto de encontro das camadas populares. Aproveita os trabalhos que realiza para vender partituras e divulgar composições. É convidado a tocar nas primeiras irradiações da Rádio Educadora Paulista, em 1923.
Trabalha como pianista e demonstrador na Casa Beethoven, e compõe para a editora Irmãos Vitale. Pela Irmãos Vitale edita, entre 1924 e 1935, 113 músicas, sendo valsa o gênero predominante (48), seguido por tango, foxtrote e outros, embora o compositor tenha alcançado sucesso internacional com o choro Tico-Tico no Fubá, de 1917. Este é gravado em 1931 pela Orquestra Colbaz, regida pelo maestro Gaó, junto com Branca, de 1918, sua primeira música editada, em 1924, e sua valsa mais conhecida. Estabelece a partir de 1926 um contrato com a Irmãos Vitale, pelo qual passa a compor ao menos uma música por mês. Desde então, torna-se compositor exclusivo das Edições Triângulo, catálogo especial destinado aos principais compositores da editora. Em 1933, é criada a Banda Zequinha de Abreu, com 25 músicos.
A Cia. Vera Cruz produz o filme musical Tico-Tico no Fubá, em 1952, com direção de Adolfo Celi (1922-1986) e Fernando de Barros, que biografa Zequinha de Abreu, vivido pelo ator Anselmo Duarte (1920-2009).

Análise

Zequinha de Abreu é um dos primeiros compositores a arriscar viver somente da atividade musical num momento em que isto ainda é pouco comum, sobretudo no interior, o que culmina em sua mudança para São Paulo nos anos 1920. Na capital experimenta a possibilidade de viver da música, o que aponta a dinamização da vida cultural e o surgimento de uma indústria de entretenimento. São Paulo então já possui uma população de 240 mil habitantes, que cresce vertiginosamente e adquire o ar de uma cidade industrial e cosmopolita, de grande efervescência cultural.
Esta mudança traz novos rumos para as composições de Zequinha, sobretudo com a inclusão de novos gêneros3  musicais. Ele demonstra grande sintonia com seu tempo, sendo capaz de renovar seu repertório de acordo com os gêneros em voga - tais como a valsa, a habanera, o tango e a polca. Assimila a música norte-americana, como o foxtrote e o ragtime.
O compositor começa a estudar música no final do século XIX, momento em que o piano está relativamente difundido. Este instrumento, símbolo da música romântica internacional apreciada pela burguesia, passa a participar dos grupos de choro.4 Com sua vulgarização, surge a figura do "pianeiro" - intérprete que toca de "ouvido" -, em oposição ao pianista de repertório camerístico. A formação dos "pianeiros" é feita primeiramente a partir do repertório tradicional, e depois, de maneira autodidata. As bandas de sopro, marciais ou fanfarras, também cumprem um papel importante, sendo responsáveis pelo aprendizado inicial de muitos jovens no interior. Este é o itinerário da formação de Zequinha, realizada durante os estudos elementares de teoria musical no colégio, e dentro das bandas de que participa. O último é um ambiente menos austero e permite desenvolver a habilidade de improvisação, característica de sua obra.
Sua capacidade de criação está ligada a processos intuitivos, pelos quais origina novos temas, inspirados pelo momento da execução de suas próprias composições. Para completá-los, recorre ao repertório tradicional adquirido e ao conhecimento básico de harmonia, que o ajuda a formatar a música dentro dos padrões tonais.5 Por tal razão, há uma regularidade tanto nas estruturas de seus choros como de suas valsas, que tendem a manter um padrão de repetição e proporção. Isto também indica a necessidade de ter certeza do êxito do produto final, já que ao compor ele tem em vista um público consumidor.
Este processo de criação estabelece uma diferença entre a partitura impressa e a performance original do compositor. Primeiro, porque muitas de suas composições são editadas anos após sua concepção, sofrendo alterações, e segundo, porque a publicação é feita para atender um público amador, principalmente das jovens estudantes de piano da elite paulistana, cuja formação geral inclui o estudo de piano. Neste sentido, a interferência da editora Irmãos Vitale é decisiva para a obra de Zequinha de Abreu. A necessidade de facilitar a assimilação do público implica em algumas limitações e imposições ao compositor, como a inclusão de introduções e a divisão da música em três partes. Da mesma forma, percebe-se que a adição de textos em suas composições é artificial, pois estes ficam mal-encaixados na melodia. Eles têm uma função comercial, pois facilitam a divulgação e fixação na memória do público através da oralidade.
Para atender este público, o compositor privilegia seu gênero preferido, a valsa, que está muito presente no cotidiano, aceito nas rodas de choro, cabarés, bailes, festas de carnaval e rodas da alta sociedade. Apenas entre 1924 e 1926 que o foxtrote se sobressai dentre sua produção, gênero então em voga nos salões de baile. Escreve também músicas carnavalescas, como a marchinha Benzinho, Adeus! (1926), o "sambinha" Pé de Elefante (1928), e o maxixe Bafo de Onça (editado em 1947).
É no choro que o compositor se expressa com maior liberdade. Para este gênero, compõe introduções curtas, muito semelhantes entre si, e que parecem ter pouca relação com a música que se segue. Explora um lado mais virtuosístico e rápido, característico das várias versões de Tico-Tico no Fubá, e que ele tenta dar continuidade em Os Pintinhos no Terreiro (1933). Gravado pela primeira vez pela Orquestra Colbaz em 1931, Tico-Tico no Fubá recebe dezenas de regravações, por músicos populares e eruditos. Em 1942 recebe letra de Eurico Barreiros, interpretada por Ademilde Fonseca. É divulgada internacionalmente pela organista Ethel Smith, que a ouve no Cassino da Urca na década de 1940 e a leva para os Estados Unidos, onde é incluída na trilha dos filmes Alô, amigos (1943), A filha do comandante (1943), Escola de sereias (1944), Kansas City (1944) e Copacabana (1947). Neste último é interpretado por Carmen Miranda (1909-1955), com os versos de Aloísio de Oliveira. Recebe ainda as versões de Pixinguinha (1897-1973) e Benedito Lacerda (1903-1958), e do pianista Heriberto Leandro Muraro. Designada a princípio como maxixe, a música apresenta na partitura uma marcação rígida, que não corresponde à interpretação sincopada empregada por estes instrumentistas, nem à do próprio autor. O sucesso internacional de Tico-Tico impede que a obra de Zequinha de Abreu seja relegada ao esquecimento. Recebe diversas homenagens, com os álbuns Fats Elpídio homenageia Zequinha (1955); Valsas Brasileiras - Zequinha de Abreu, de Léo Perachi e Sua Orquestra (1955); Zequinha de Abreu com Orlando Silveira e conjunto (1956); Valsas de Zequinha de Abreu, Roberto Fioravanti (1963); Só pelo amor vale a vida - Imortais Valsas de Zequinha de Abreu, Alberto Calçada e conjunto Serenata (1965); Só pelo amor vale a vida - Músicas de Zequinha de Abreu, Orquestra Victor Brasileira (1968); Valsas e Choros de Zequinha de Abreu, José Rastelli (1971); Evocação I - Zequinha de Abreu interpretado por Jacques Klein e Ezequiel Moreira (1979); Nos tempos de Ernesto Nazareth e Zequinha de Abreu - Waldir Silva (cavaquinho) (2002); Coletânea - Só pelo amor vale a vida - Revivendo, Diversos Artistas (1994).
Embora seja um dos compositores mais tocados e respeitados pelos chorões paulistas à sua época, é pouco mencionado e não há registros de sua participação nas rodas de choro. Curiosamente, ao se mudar para São Paulo, vai morar na Barra Funda, um dos pontos de encontro dos chorões da cidade. Esta ausência pode ser atribuída ao fato de que ele se muda para a cidade com mais de 40 anos, e decide dedicar seu tempo a atividades rentáveis em torno da música. O que não é uma tarefa simples, pois chega a vender partituras de porta em porta para incrementar seus ganhos. Outro aspecto a se considerar é que, apesar de possível, não é muito comum levar piano aos choros, e nesta época ele já não toca mais instrumentos de sopro. De qualquer forma, sua presença se verifica em diversos circuitos da música popular de sua época, como as salas de cinema, as casas de piano, as festas e bailes da alta sociedade, e os cabarés e cafés-cantantes das camadas populares, demonstrando sua flexibilidade para transitar entre estes extremos. Além disso, suas partituras impressas satisfazem a demanda paulista, posto que as produzidas por compositores do Rio de Janeiro chegam em São Paulo com menor freqüência. Sua atuação contribui para a consolidação de gêneros e divulgação de músicas, tanto suas como as de outros compositores, o que influencia a formação e a escuta dos chorões paulistanos na primeira metade do século XX.

Notas

1 Clarinete em mi bemol, utilizado em bandas de música.
2 Versão mais humilde dos cafés-concertos; cabarés e dancings frequentados pela população mais pobre.
3 O compositor usa algumas nomenclaturas como "choro sapeca", "tango-canção", e "valsa sentimental" para designar suas músicas. É necessário esclarecer que as editoras de partituras e mais tarde as gravadoras têm um papel importante na definição dos gêneros, posto que muitas músicas são relançadas, levando nomes de gêneros diferentes, de acordo com o sucesso do momento.
4 Choro nesta época significa mais um modo de interpretar a música estrangeira (polcas, modinhas, schottiches, valsas) à moda brasileira, com síncopes, que um gênero, propriamente.
5 Denomina-se tonal o sistema utilizado pela música erudita ocidental, do século XVII ao século XX, no qual a composição se apóia numa tonalidade determinada. Segundo o Dicionário Grove (1994), dentro desse sistema, a música tem uma tonalidade determinada quando as notas predominantemente utilizadas formam uma escala maior ou menor. A tonalidade é a da tônica, ou nota final dessa escala, e é maior ou menor segundo as alturas que a escala abrange.

HOMENAGEM A OLAVO BILAC - POR ISAAC CARREIRO FILHO.

HOMENAGEM A OLAVO BILAC

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Anexos10:56 (há 11 horas)
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COM GRANDE JÚBILO COMUNICO A PUBLICAÇÃO DO ARTIGO “HOMENAGEM A OAVO BILAC”, EM ANEXO, OCORRIDA EM 12/12/2019 NO 20º BIB, COM ENTREGA DE MEDALHAS E LEITURA DA ORDEM DO DIA DA LIGA DA DEFESA NACIONAL, TAMBÉM DISPONÍVEL EM https://www.jornaldoreboucas.com.br/homenagem-a-olavo-bilac/
LEIA SEMANALMENTE OS ARTIGOS PUBLICADOS ON-LINE EM www.jornaldoreboucas.com.br, Patriota.
SOLICITO O REPASSE.

FRETERNAL APREÇO,

COLUNISTA ISAAC CARREIRO FILHO – TC R1

 
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