quinta-feira, 27 de junho de 2019

82 ANOS DO NASCIMENTO DE VLADIMIR HERZOG, EM 27 DE JUNHO DE 1937.

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82 a. nasce VLADO HERZOG, que assumiu o nome VLADIMIR quando solicitou (e obteve) carteira de estrangeiro no BRASIL, no dia 27 de junho de 1937, em OSIJEK, hoje capital da ESLOVÊNIA ORIENTAL, em território croata. Sua família morava, no entanto, em BANJA LUKA, hoje incrustada na BÓSNIA-HERZEGOVINA. Na guerra, a família judia fugiu para o VÊNETO, no nordeste da ITÁLIA. Espremida entre forças aliadas e fascistas, os HERZOG acabaram sob abrigo da ONU. VLADO chegou ao BRASIL em 1955, com 18 anos, e, apesar de jornalista, tinha paixão por cinema. Entrou para o PCB já na ditadura militar, numa época em que o partido se colocou ostensivamente contra a luta armada e optou pela luta pacífica pela redemocratização. Mas estava longe de ser um comunista perfeito: criticava o partido e as restrições à liberdade na URSS e em CUBA, além de detestar as longas reuniões pouco resolutivas.
No dia em que HERZOG começou a trabalhar, 4 de setembro de 1975, um editor antigo pôs no ar uma matéria sobre HO CHI MIN, líder do VIETNÃ DO NORTE, visto como poderoso símbolo comunista. Surpreendido, HERZOG mandou suprimir a matéria do jornal da noite e demitiu o editor que a programou à tarde. No dia seguinte, 5 de setembro, a matéria foi denunciada por CLÁUDIO MARQUES, notório simpatizante do regime militar, que escrevia uma coluna no jornal SHOPPING NEWS. A partir de uma sucessão de movimentos de bastidores e publicações em jornais que apoiavam a repressão, foi articulada uma escalada contra a nova direção de jornalismo da TV CULTURA. No dia 7, MARQUES publicou outra nota, bem mais  provocativa, vinculando a direção do jornalismo da CULTURA ao PCB.  A denúncia de ROMEU TUMA veio na esteira, no dia 10. Numa das reuniões habituais da comunidade de informações para coletar e avaliar denúncias, o delegado mencionou a contratação de HERZOG e o acusou de ser um “elemento comprometido”. Como última etapa da escalada, as prisões começaram a acontecer no dia 29 de setembro, quando foi detido JOSÉ MONTENEGRO DE LIMA, que fazia o contato da base dos jornalistas com o PCB e morreria, a seguir, durante o interrogatório, assassinado com uma injeção para sacrificar cavalos.
Em 24 de outubro, HERZOG foi procurado na TV CULTURA por uma equipe do DOI-CODI, que acabou concordando com sua apresentação no dia seguinte, quando prestaria depoimento. HERZOG se apresentou na manhã do dia 25 e horas depois estava morto. O regime militar insistiu na versão de que teria se suicidado, mas em 1978 a Justiça condenou o Estado brasileiro a pagar indenização por sua morte à viúva CLARICE HERZOG.  
ROMEU TUMA, à época chefe do serviço de informações do Departamento de Ordem Política, Econômica e Social (DEOPS), da Secretaria de Segurança de SÃO PAULO, foi a primeira autoridade do regime militar a denunciar o jornalista VLADIMIR HERZOG, então diretor de jornalismo da TV CULTURA paulista. A revelação consta da ata de uma reunião da comunidade de informações, localizada no Arquivo do Estado de SÃO PAULO e revelada pelo livro MEU QUERIDO VLADO, do jornalista PAULO MARKUN, preso com HERZOG. O livro foi lançado em 9 de novembro de 2005. O senador ROMEU TUMA confirmou ao “ESTADO” a existência da ata, mas disse não aceitar ser responsabilizado pelo destino de HERZOG. Ele alega ter cumprido a sua atribuição à época – repassar informações que identificassem focos de subvenção ao regime: “Há uma distância oceânica entre isso e o que aconteceu com o jornalista VLADIMIR HERZOG”, disse. Alegou que foi ele quem preservou a documentação do DEOPS, entregando-a ao governo paulista.
A ata, cujo fac-símile é mostrado no livro, reporta uma reunião em 10 de setembro de 1975, 45 dias antes da prisão e morte de HERZOG pelo DOI-CODI paulista. Na reunião, TUMA disse: “Que o canal 2, através de seu departamento de jornalismo, está fazendo uma campanha sistemática contra as instituições democráticas e esse fato foi notado após ter assumido a direção daquele departamento o jornalista VLADIMIR HERZOG, elemento sabidamente comprometido”. Na biografia que mantém em seu site pessoal, o senador omite o cargo de chefe do serviço de informações e a posterior chefia do DEOPS.
Segundo o livro, os ataques a HERZOG como diretor de jornalismo da TV CULTURA, iniciados imediatamente após sua contratação, ganharam lógica e foram reforçados pela denúncia de TUMA. Antes de contratar HERZOG, o então secretário de CULTURA, JOSÉ MINDLIN, consultara o chefe do escritório do Serviço Nacional de Informações (SNI) em SÃO PAULO, coronel PAIVA, que deu o “nada consta”.

102 ANOS NASCE SÓLON BORGES DOS REIS, EM 27 DE JUNHO DE 1917.

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102 a. nasce SÓLON BORGES DOS REIS em CASA BRANCA, em  27 de junho de 1917. Passou parte da infância na cidade fluminense de BARRA DO PIRAÍ, da qual guarda caras reminiscências numa fase da história em que a Ferrovia Central do BRASIL conduzia os sonhos infantis. Em 1922, assistiu com seu pai a conclusão da travessia do ATLÂNTICO SUL feita pelos aviadores portugueses SACADURA CABRAL e GAGO COUTINHO. Depois disso, sua família mudou-se para CAMPINAS, onde SÓLON estudou no Colégios dos Salesianos, o LICEU NOSSA SENHORA AUXILIADORA, GRUPO ESCOLAR FRANCISCO GLICÉRIO e ingressou na ESCOLA NORMAL, em 1935. Foi também em CAMPINAS que iniciou sua carreira de jornalista, no DIÁRIO DO POVO. Em 1933, lançou o tablóide O NORMALISTA, que circulou até 1953. Lecionou nas cidades de CASA BRANCA, SÃO CARLOS, JABOTICABAL e SANTOS. Foi um dos fundadores da Associação dos Professores do Ensino Secundário e Normal Oficial do Estado de SÃO PAULO, em 1945. A entidade deu origem à APEOESP, hoje Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de SÃO PAULO. O jornalista SÓLON BORGES DOS REIS retoma a carreira, passa a escrever, em 1945, coluna diária no jornal CORREIO PAULISTANO, publica o JORNAL TRABALHISTA, integra a redação da revista EDUCAÇÃO, em 1947, e torna-se cronista parlamentar dos DIÁRIOS ASSOCIADOS e secretário da Bancada da Imprensa na Assembléia Legislativa de SÃO PAULO, quando acompanhou os trabalhos da Constituinte Estadual. O ano de 1955 é marcado por sua nomeação para a Diretoria Geral do Departamento de Educação da Secretaria de Educação do Estado, no Governo JÂNIO QUADROS. No cargo, criou cursos para docentes especialistas e as primeiras escolas estaduais para pessoas com deficiência auditiva e o Colégio de Aplicação da USP. Outro marco foi sua condução à Presidência do Professorado Paulista, entidade que dirigiu por 40 anos. Naquele ano de 1958, SÓLON concorreria a uma vaga na Assembléia Legislativa pelo PDC (PARTIDO DEMOCRATA CRISTÃO), em dobradinha com FRANCO MONTORO, candidato a deputado federal. SÓLON permaneceu na Assembléia por vinte anos. Foram cinco mandatos consecutivos, de 1959 a 1979. Ao longo desses anos, o deputado aprovou 329 leis, 281 delas ligadas à educação. Outras 48 leis abordam temas diversos, entre elas a que trata do controle da potabilidade da água, dispondo sobre a obrigatoriedade da análise física, química e bacteriológica. SÓLON contribui com sua experiência para o Instituto de Estudos Educacionais SUD MENNUCCI, voltado à qualificação cultural e pedagógica dos professores. No dia 9 de dezembro de 2004 foi lançado o segundo número da revista ACERVO HISTÓRICO e, na seção PEÇO A PALAVRA, o educador, escritor e ex-deputado estadual SÓLON BORGES DOS REIS relata suas lembranças de infância e momentos da carreira de educador e político. O depoimento de SÓLON retrata a trajetória de um homem de 87 anos que se recusa a se dar por satisfeito e a gozar da justa aposentadoria. “Quanto mais os anos nos alcancem, mais temos necessidade de motivação”.      

124 ANOS DO NASCIMENTO DE ROMÃO GOMES, EM 27 DE JUNHO DE 1895.


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124 a. nasce ROMÃO GOMES, em SÃO MANOEL (SP), no dia 27 de junho de 1895. Filho de ANTÔNIO GOMES e de dona TEREZA MUNHOZ. Ingressou na então FORÇA PÚBLICA em 13 de julho de 1911. Foi declarado ASPIRANTE A OFICIAL em 18 de janeiro de 1923. Participou dos movimentos revolucionários de 1924 e 1930. Ao eclodir o NOVE DE JULHO, era CAPITÃO, ao tempo em que se bacharelava pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (hoje Faculdade de Direito da USP), pela Turma de 1932.
No curso do movimento constitucionalista atingiu o posto de TENENTE-CORONEL em 30 de setembro de 1932, por haver, à testa da COLUNA que ostentava seu nome, levado os combates ao interior do território mineiro, onde construiu fama inexcedível de bravura e liderança e uma aura de invencibilidade, somente retrocedendo ao território paulista em cumprimento a ordens superiores.
Recusando-se a reconhecer os termos do armistício com a ditadura, foi um dos últimos combatentes paulistas a depor as armas, quando não mais havia condições para dar seqüência à luta.
Terminada a revolução, foi exilado para PORTUGAL, onde permaneceu quase um ano, voltando incógnito ao BRASIL. Posteriormente foi indultado. Em 1935, cercado da mística de guerreiro invicto e grande Comandante, foi eleito Deputado Estadual, tendo exercido o mandato até 1937. Exerceu as funções de Consultor da FORÇA PÚBLICA e foi o primeiro militar a exercer a judicatura no Tribunal de Justiça Militar do Estado. Recebeu inúmeras medalhas e honrarias, tendo sido sempre alvo de homenagens, até seu falecimento, no dia 11 de janeiro de 1946. Os restos mortais de ROMÃO GOMES foram trasladados de SÃO JOSÉ DOS CAMPOS para SÃO PAULO, em 9 de Julho de 1958, para o Monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista, no IBIRAPUERA. Na Capital, em sua homenagem, foi dado seu nome ao PRESÍDIO MILITAR, a uma Escola Municipal e a uma rua, no bairro do BUTANTÃ.   

29 DE JUNHO (SÁBAD0) - RECITAL '"SALA DAS ARTES PAULISTANAS"

29 de junho (sábado) Recital "Sala das Artes Paulistanas" coordenador: Samuel Kerr

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