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segunda-feira, 27 de julho de 2015
VISTA DA PRESIDENTE DO NÚCLEO DE CORRESPONDÊNCIA "TRINCHEIRAS PAULISTAS DE JAGUARIÚNA" MARIA HELENA TOLEDO SILVEIRA METO À EXPOSIÇÃO "1932 - A COR DA GUERRA", EM ITAPIRA.
MEUS PARABÉNS AO CIRO BUENO POR FAZER PARTE DO ROL DOS SEGUIDORES DO BLOG "MEMÓRIAS DO VENTURA".
VISITA DA PRESIDENTE DO NÚCLEO DE JAGUARIÚNA
No último dia 23 de julho de 2015, a presidente do* Núcleo de Correspondência * *"Trincheiras Paulistas de 32 de Jaguariúna"* *Maria Helena Toledo Silveira Melo* visitou a Exposição “*1932 – A Cor da Guerra*". Conheceu as instalações do Museu Municipal Histórico e Pedagógico "*Comendador Virgolino de Oliveira*" e o acervo referente à 1932. Trocamos muitas ideias e informações a respeito de ambos os Núcleos, assim também sobre as pesquisas, tanto em Itapira quanto em Jaguariúna. Na foto: Flávio Olbi, Maria Helena e Eric Apolinário.
MEDALHA DE MÉRITO DA POLÍCIA MARÍTIMA E AÉREA - TUDO POR SÃO PAULO - RICARDO DELLA ROSA
MEUS PARABÉNS AO CIRO BUENO POR FAZER PARTE DO ROL DE SEGUIDORES DO BLOG "MEMÓRIAS DO VENTURA".
Medalha de Mérito da Polícia Marítima e Aérea
É sempre muito gratificante para um colecionador encontrar uma peça nova, porém mais gratificante ainda é encontrar uma peça cuja a existência era desconhecida. É o caso desta linda medalha da *Polícia Marítima e Aérea*, datada de 1964. Para entendermos as atribuições da extinta *Polícia Marítima e Aérea*, vou me valer de um texto publicado em julho de 1967 no Jornal Cidade de Santos - re-publicado pelo excelente site Novo Milênio. A Divisão de Polícia Marítima e Aérea completa 73 anos e seu delegado, Nilo de Miranda Guimarães, espera receber um presente nos próximos dias: mais dua... mais »
PRONUNCIAMENTO DE MARIANO TAGLIANETTI NO DIA 25 DE JULHO POR OCASIÃO DO "NOVE DE JULHO PARANAENSE", SOLENIDADE PROPORCIONADA PELA ASSOCIAÇÃO PARANAENSE MMDC-32 E HERÓIS DO CERCO DA LAPA - ENTREGA DA MEDALHA CONSTITUCIONALISTA DA SOCIEDADE VETERANOS DE 32-MMDC
Discurso de MARIANO TAGLIANETTI em 25 de julho:
Sr. Cel João Almeida presidente da ASSOCIAÇÃO
PARANAENSE MMDC 32 E HERÓIS DO CERCO DA LAPA; integrantes da mesa diretora,
des. Luis Renato Pedroso, ex-presidente do Tribunal de Justiça do Estado do
Paraná, Ilustre Gen. ANTONIO DUIZIT BRITO comandante da 5ª Região Militar,
REGIÃO HERÓIS DA LAPA nobre Gen. FLAVIO
MARCUS LANCIA BARBOSA comandante da
Artilharia Divisionária da 5ª divisão de Exército “Artilharia Divisionária
Marechal Setembrino de Carvalho”, Cel Sergio Luiz Tratz, comandante do Colégio
Militar de Curitiba, demais integrantes militares presentes; Adv. Antonio Lacerda Braga Neto, nesta
cerimônia oficialmente convidado para representar a LAPA LENDÁRIA DA RESISTÊNCIA HERÓICA DE 1.894, nobres
professoras Maria Lambros Comninos Diretora Sócio Cultural e Kátia Maria Biesek
coordenadora Cultural ambas do Círculo de Estudos Bandeirantes; os
agraciados com a Medalha Constitucionalista oficializada pelo Governo do
Estado de São Paulo através do Decreto 29.896 de 10 de maio de 1.989, que serão
nominados pelo mestre de cerimônia JOEL LOBO em momento oportuno, em
sequência; Srs e Sras que nos dão a
honra de sua presença.
Ao
iniciarmos este evento que denominamos “NOVE DE JULHO PARANAENSE” a Associação
MMDC 32 e Heróis do Cerco da Lapa rende homenagem à resistência da Lapa
comandada pelo Gen. Gomes Carneiro e por SEUS HERÓIS entre os quais ressaltamos
JOSÉ AMYNTAS DA COSTA BARROS.
Se a
resistência lapiana de 1.894 conteve, desgastando o ímpeto das tropas da
chamada REVOLUÇÃO FEDERALISTA comandada por GUMERCINDO SARAIVA, dando tempo a
jovem REPÚBLICA de reorganizar-se para combatê-la, a REVOLUÇÃO
CONSTITUCIONALISTA DE BRASILIDADE PAULISTA DE 1.932 conteve o ímpeto ditatorial
dos que afrontaram a democracia.
O
paralelismo que estabelecemos entre a luta lapiana de 1.894 e a guerra
constitucionalista paulista de 1.932 é de que ambas vencidas pelas armas foram
vitoriosas em seus propósitos.
Feita
esta digressão em função dessas epopéias cultivadas por nossa ENTIDADE,
passemos a considerar o “NOVE DE JULHO PARANAENSE”
NOVE DE
JULHO DE 1.932 !
Data
memorável da brasilidade à qual a nacionalidade deve tributar homenagem por
consagrar o edifício magno da
constitucionalidade.
Não há
em nossa história exemplo que se iguale à REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE BRASILIDADE PAULISTA DE 32.
Rememoremos
:
A
contrariedade causada aos brasileiros pelo fato de haver sido traída a
revolução de 30 pelo golpe dos que haviam frustrado a nacionalidade em sua trajetória republicana democrática,
gerou a única revolução em que o povo se
levantou em armas exigindo retorno a normalidade constitucional.
Para
acobertar a ditadura imposta aos
brasileiros, Getúlio Vargas garantiu o apoio do EXÉRCITO – extra São Paulo e
Mato Grosso lançando calúnia difamatória,
propagando que a revolução deflagrada era separatista.
Essa
calúnia foi de pronto rechaçada , pelo tribuno da revolução de 32 IBRAHIM NOBRE, por ocasião da chegada a São Paulo em 12 de
julho de 1.932 do Gen. BERTHOLDO KLINGER, entre estrepitosas manifestações de
entusiasmo de imensa maré humana que ocupava a Estação da Luz e adjacências.
Verberou
o inigualável tribuno: “ NÓS ESTAMOS AQUI TODOS DE PÉ EM ARMAS. CHAMAM-NOS DE
SEPARATISTAS PORQUE PROCURAMOS NÃO SÓ LIBERTAR SÃO PAULO COMO TODO BRASIL,
DESTE ESTELIONATO CIVIL QUE OBJETIVA FAZER DE NÓS ESCRAVOS.
NÃO
SOMOS SEPARATISTAS ! É MENTIRA !
NÓS
DEIXAMOS NOSSAS CASAS, NUMA COMUNHÃO ENTRE RICOS E POBRES DE OPERÁRIOS E
PATRÕES PARA NOS DEFENDERMOS. NOSSAS MÃOS CALEJADAS PELO TRABALHO PEGARAM EM
ARMAS, PARA QUE SOBRE A SEPULTURA DE NOSSA DIGNIDADE NÃO COLOCASSEM UM EPITÁFIO
DE LAMA. MAS UMA GRANDE CONSOLAÇÃO RESTA : - O EXÉRCITO DE CAXIAS, DE OSÓRIO,
ESTE EXÉRCITO GLORIOSO QUE GARANTIU NOSSA INTEGRIDADE TERRITORIAL, HONRA DE
NOSSA PÁTRIA, ESTÁ AO NOSSO LADO, PERSONIFICADO NA PESSOA ILUSTRE DE VÓS GEN.
KLINGER.
ESTAMOS
DISPOSTOS A DERRAMAR NOSSO SANGUE EM DEFESA DE SÃO PAULO E DO BRASIL, DISPOSTOS
A MORRER PARA QUE POSSAMOS CHEGAR AO RIO
E SANEAR O CATETE. REPARE V. EXA., NAS NOSSAS FRONTES, ONDE EXISTEM AINDA
SINAIS DA COROA DE ESPINHOS, DO NOSSO FLANCO LANCEADO, NA NOSSA TÚNICA RASGADA,
NO NOSSO CORPO FLAGELADO POR TANTOS SOFRIMENTOS.
O NOSSO
MOVIMENTO É DO BRASIL CATÓLICO, DISCIPLINADO E FORTE CONTRA A ANARQUIA EM
QUE QUERIAM QUE VIVÊSSEMOS.
QUEREMOS
QUE SEJA RESPEITADA ESSA CONSTITUIÇÃO QUE A DITADURA RASGOU, QUEREMOS QUE EM
TODO BRASIL TODOS POSSAM VIVER COMO CIDADÃOS E NÃO COMO BAJULADORES.”
Insignes
senhores, grande orador grego afirmou “ NA GUERRA A PRIMEIRA VÍTIMA É A VERDADE
“, foi o que aconteceu...
Após 85
dias de luta com 70.000. civis engajados – contingente possuidor de brasileiros de todos os rincões -, a
exemplo dos paranaenses de Castro e
Sengés, com mais de mil mortos, foi assinado em dois de outubro o
armistício.
Dessa
luta cívica de repúdio a ditadura encontramos no poema de JOSÉ MARIA AZEVEDO
PAIVA, declamado neste NOVE DE JULHO DE 2.015,
no solo da resistência de
CRUZEIRO a exaltação àqueles heróis que derramaram sangue pelo ideal
democrático republicano ultrajado.
Ei-lo :
As
trincheiras da Mantiqueira / Nas serras altas da Mantiqueira / Ainda se vêm
trincheiras esquecidas / Restos de ferros enferrujados / Cartuchos inertes
abandonados / Nesta manhã fria e nublada / do mês de julho / Na imensidão dessa
serra / Parece que o tempo parou / Nos cumes desta serra / E nos pequenos vales
/ Ouço vozes de homens gritando / A matraca com seu som assustador / O canhão
ruge mais alto que o trovão / É a revolução / A morte caminha com todos os
batalhões / Vejo soldados perdidos / Soldados feridos / Soldados chorando /
Soldados desaparecidos / Soldados cantando / Soldados heróis / Vejo os
batalhões marchando / Com a bandeira das treze listras / Soldados cantando a
canção da Revolução / Seguem rumo à última trincheira / A trincheira que não se
rendeu / De repente tudo se fez silêncio / Já não ouço o barulho da metralha /
no horizonte aparecem as silhuetas / De soldados sumindo no infinito / Os
soldados morreram ? / Não, nunca morreram ! / Continuam vivos / Em algum lugar
/ Que Deus guarde estes heróis / Que
sempre voltam / Nas manhãs frias de nove de julho ! / Viva a Revolução de
Constitucionalidade de Brasilidade Paulista de 1.932 ! / Viva São Paulo ! /
Viva nove de julho !
Essa a
verdade que contraria os detratores da Revolução de 32. Salientemos que o
verdadeiro historiador revela aos pósteros verdades históricas tendo por
horizonte o contexto em que esses fatos
se desenrolaram.
O
sangue derramado alicerçou a Constituinte de 34 . A Constituição gerada
acolheu, entre outros direitos, o voto feminino. Paradoxalmente ao devolver aos
brasileiros a legitimidade constitucional, elegeu também o ditador,
legitimando-o.
Essas
considerações dão idéia do significado da REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE
BRASILIDADE PAULISTA DE 1.932. muito obrigado.
Em
Curitiba 25/07/2.015
Círculo
Bandeirantes
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