domingo, 8 de agosto de 2021

OS DEVORADORES DE CÉREBRO (1958) Ficção científica, terror

67 ANOS DOS FATOS QUE LEVARAM À QUEDA DE GETÚLIO VARGAS (8 DE AGOSTO DE 1954, QUATRO DIAS APÓS O CRIME DA RUA TONELERO)

 




  67 a. da madrugada em que foi tomado a termo a confissão do motorista NELSON RAIMUNDO sobre o envolvimento de CLIMÉRIO EURIBES DE ALMEIDA no CRIME DA RUA TONELERO, em 8 de agosto de 1954. Depois da ligação do ministro da Aeronáutica, NERO MOURA, ao ministro TANCREDO NEVES, ainda em sua casa, telefonou para o GENERAL CAIADO DE CASTRO, chefe da CASA MILITAR da presidência, informando-o dos novos fatos e convidando-o a comparecer no palácio do CATETE, onde se encontrariam. O GENERAL CAIADO se comunicou por telefone com o chefe do pessoal do palácio, MAJOR ENE GARCEZ, e determinou-lhe que comparecesse ao CATETE, para onde também se dirigiria. A preocupação era a identificação do membro da guarda, e que ele não se evadisse do local. O BRIGADEIRO NERO MOURA sugeriu a TANCREDO NEVES que comunicasse ao presidente GETÚLIO VARGAS a grave denúncia. Como era ainda muito cedo, 5 horas, informou que iriam primeiro ao encontro do GENERAL CAIADO, na sede do governo. Para o palácio rumaram TANCREDO, NERO e o CORONEL ADIL, onde se encontraram com o GENERAL CAIADO em seu gabinete. Em seguida, foi chamado o chefe da guarda pessoal do presidente, TENENTE GREGÓRIO FORTUNATO, que ao ser indagado pelo chefe da CASA MILITAR sobre a existência de alguém chamado CLIMÉRIO, respondeu com evasivas. Mas não se pôde furtar a afirmação, pois CLIMÉRIO era até seu compadre. Apesar de ter-se comprometido a apresentar CLIMÉRIO, este fugiu, naturalmente informado pelo compadre do que estava acontecendo. Chegaram ao palácio do CATETE o chefe de polícia, GENERAL ARMANDO DE MORAIS ÂNCORA e o promotor CORDEIRO GUERRA. O GENERAL AGUINALDO CAIADO DE CASTRO mandou GREGÓRIO ligar para CLIMÉRIO e chamá-lo até o palácio, mas, este, retornando, informou “telefonei para minha comadre. Ele não está em casa...” O PRESIDENTE GETÚLIO VARGAS, consciente de tudo que se passava a seu redor, declarou ao GENERAL CAIADO, após o término da reunião, já em seu gabinete, que daquele momento em diante poderia tomar todas as providências necessárias para o esclarecimento do crime, sem atender a formalidades nem a regulamentos, inclusive franqueando o palácio às autoridades que ali quisessem realizar diligências. O PRESIDENTE convocou para o final da tarde uma reunião ministerial para analisar a situação. Em seguida dirigiu-se para seu apartamento particular, localizado na avenida RUI BARBOSA, atrás do MORRO DA VIÚVA, entre o FLAMENGO e o BOTAFOGO, para uma reunião com seus familiares e a presença de seus amigos e conterrâneos, o ministro da Fazenda, OSWALDO ARANHA e o deputado federal FLORES DA CUNHA, para analisar a situação. Durante o encontro afirmou categoricamente: “CARLOS LACERDA levou um tiro no pé. Eu levei dois tiros nas costas”.     

NOTÍCIAS AO MINUTO - 8 DE AGOSTO DE 2021 - DOMINGO.

 

 
 

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