sexta-feira, 25 de setembro de 2015

MARCOS VALÉRIO REVELA OS SEGREDOS DO MENSALÃO E ENVOLVE LULA

REVISTA VEJA de 24/09/2015: Envolvimento de Lula no Mensalão.


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Djalma Pereira

para Djalma
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---------- Mensagem encaminhada ----------
De: José J
Data: 24 de setembro de 2015 23:21
Assunto: REVISTA VEJ

Marcos Valério revela os segredos do mensalão e envolve Lula

O empresário Marcos Valério, apontado como o operador do esquema, diz que, em troca do seu silêncio, recebeu garantias do PT de uma punição branda. Condenado pelo STF por vários crimes, cujas penas podem chegar a 100 anos de prisão, ele revela que o ex-presidente Lula sabia de tudo e que o caixa para subornar políticos foi muito maior: 350 milhões de reais

Por: Rodrigo Rangel15/09/2012 às 08:17 - Atualizado em 22/09/2012 às 08:29
NO INFERNO - O empresário Marcos Valério, na porta da escola do filho, em Belo Horizonte, na última quarta-feira: revelações sobre o escândaloNO INFERNO - O empresário Marcos Valério, na porta da escola do filho, em Belo Horizonte, na última quarta-feira: revelações sobre o escândalo(CRISTIANO MARIZ/VEJA)
Faltavam catorze minutos para as 7 da manhã da última quarta-feira quando o empresário Marcos Valério, o pivô financeiro do mensalão, parou seu carro em frente a uma escola, em Belo Horizonte. Alvo das mais pesadas condenações no julgamento que está em curso no Supremo Tribunal Federal (STF), ele tem cumprido religiosamente a tarefa de levar o filho todos os dias ao colégio. Desce do carro, acompanha o menino até o portão e se despede com um beijo no rosto. Chega mais cedo para evitar ser visto pelos outros pais e alunos e vai embora depressa, cabisbaixo. "O PT me transformou em bandido", desabafa. Valério sabe que essa rotina em breve será interrompida. Ele é o único dos 37 réus do mensalão que não tem um átimo de dúvida sobre seu futuro. Na semana passada, o publicitário foi condenado por lavagem de dinheiro, crime que acarreta pena mínima de três anos de prisão. Computadas as punições pelos crimes de corrupção ativa e peculato, já decididas, mais evasão de divisas e formação de quadrilha, ainda por julgar, a sentença de Marcos Valério pode passar de 100 anos de reclusão. Mesmo com todas as atenuantes da lei penal brasileira, não é improvável que ele termine seus dias na cadeia. Valério tem culpa no cartório, mas fica evidente que ele está carregando sobre os ombros uma carga penal que, por justiça, deveria estar mais bem distribuída entre patentes bem mais altas na hierarquia do mensalão. É isso que mais martiriza a alma de Valério neste momento, uma dor que ele tenta amenizar lembrando, sempre que pode, que seu silêncio sobre os responsáveis maiores acima dele está lhe custando muito caro.
Apontado como o responsável pela engenharia financeira que possibilitou ao PT montar o maior esquema de corrupção da história, Valério enfrenta um dilema. Nos últimos dias, ele confidenciou a pessoas próximas detalhes do pacto que havia firmado com o partido. Para proteger os figurões, conta que assumiu a responsabilidade por crimes que não praticou sozinho e manteve em segredo histórias comprometedoras que testemunhou quando era o "predileto" do poder. Em troca do silêncio, recebeu garantias. Primeiro, de impunidade. Depois, quando o esquema teve suas entranhas expostas pela Procuradoria-Geral da República, de penas mais brandas. Valério guarda segredos tão estarrecedores sobre o mensalão que não consegue mais reter só para si - mesmo que agora, desiludido com a falsa promessa de ajuda dos poderosos que ele ajudou, tenha um crescente temor de que eles possam se vingar dele de forma ainda mais cruel. Os segredos de Valério, se revelados, põem o ex-presidente Lula no epicentro do escândalo do mensalão. Sim, no comando das operações. Sim, Lula, que, fiel a seu estilo, fez de tudo para não se contagiar com a podridão à sua volta, mesmo que isso significasse a morte moral e política de companheiros diletos. Valério teme, e fala a pessoas próximas, que se contar tudo o que sabe estará assinando a pior de todas as sentenças - a de sua morte: "Vão me matar. Tenho de agradecer por estar vivo até hoje".
DE OLHO NO PASSADO - Preso duas vezes desde que eclodiu o escândalo, o empresário Marcos Valério hoje despreza e teme os mensaleiros que ajudou DE OLHO NO PASSADO - Preso duas vezes desde que eclodiu o escândalo, o empresário Marcos Valério hoje despreza e teme os mensaleiros que ajudou(Paulo Filgueiras/D.A.Press/VEJA)
Sua mulher, Renilda Santiago, já tentou o suicídio três vezes. Há duas semanas, ela telefonou a uma amiga para dizer que iria a um reduto do tráfico encravado na região central de Belo Horizonte comprar uma arma. Avisou que havia decidido dar um tiro na cabeça. Renilda está mergulhada em crise aguda de depressão. Os dois filhos do casal vivem dramas à parte. Meses atrás, o menino, de 11 anos, tentou fazer um teste de admissão em uma escola mais perto de casa, mas a diretora nem deixou o garoto começar a prova. A direção da escola não queria entre seus alunos o filho de Marcos Valério. A filha mais velha, de 21 anos, passou por constrangimentos cruéis. Em um debate na faculdade de psicologia, o assunto escolhido pelos colegas foi justamente o comportamento do pai dela. Humilhada, ela saiu da sala. Chega a ser assustador, mesmo que previsível, que as pessoas esqueçam a mais consagrada prática cristã, civilizada e jurídica - a de que os filhos não devem pagar pelos erros dos pais. Marcos Valério sofre de síndrome do pânico e praticamente não prega os olhos à noite. Sobre o PT e seus antigos parceiros ele vem dizendo: "Eu detesto esse pessoal. Esse povo acabou com a minha vida, me fez de um tamanho que eu não sou. O PT me fez de escudo, me usou como um boy de luxo. Mas eles se ferraram porque agora vai todo mundo para o ralo". O medo ainda constrange Marcos Valério a limitar suas revelações a pessoas próximas. Até quando?
Mensalão
"O caixa do PT foi de 350 milhões de reais"
PARCERIA - O ex-ministro José Dirceu começa a ser julgado nesta semana. Valério diz que ele era o braço direito do ex-presidente no esquema PARCERIA - O ex-ministro José Dirceu começa a ser julgado nesta semana. Valério diz que ele era o braço direito do ex-presidente no esquema(Marcos de Paula/AE/VEJA)
A acusação do Ministério Público Federal sustenta que o mensalão foi abastecido com 55 milhões de reais tomados por empréstimo por Marcos Valério junto aos bancos Rural e BMG, que se somaram a 74 milhões desviados da Visanet, fundo abastecido com dinheiro público e controlado pelo Banco do Brasil. Segundo Marcos Valério, esse valor é subestimado. Ele conta que o caixa real do mensalão era o triplo do descoberto pela polícia e denunciado pelo MP. Valério diz que pelas arcas do esquema passaram pelo menos 350 milhões de reais. "Da SMP&B vão achar só os 55 milhões, mas o caixa era muito maior. O caixa do PT foi de 350 milhões de reais, com dinheiro de outras empresas que nada tinham a ver com a SMP&B nem com a DNA", afirma o empresário. Esse caixa paralelo, conta ele, era abastecido com dinheiro oriundo de operações tão heterodoxas quanto os empréstimos fictícios tomados por suas empresas para pagar políticos aliados do PT. Havia doações diretas diante da perspectiva de obter facilidades no governo. "Muitas empresas davam via empréstimos, outras não." O fiador dessas operações, garante Valério, era o próprio presidente da República.
Lula teria se empenhado pessoalmente na coleta de dinheiro para a engrenagem clandestina, cujos contribuintes tinham algum interesse no governo federal. Tudo corria por fora, sem registros formais, sem deixar nenhum rastro. Muitos empresários, relata Marcos Valério, se reuniam com o presidente, combinavam a contribuição e em seguida despejavam dinheiro no cofre secreto petista. O controle dessa contabilidade cabia ao então tesoureiro do partido, Delúbio Soares, que é réu no processo do mensalão e começa a ser julgado nos próximos dias pelos crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa. O papel de Delúbio era, além de ajudar na administração da captação, definir o nome dos políticos que deveriam receber os pagamentos determinados pela cúpula do PT, com o aval do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, acusado no processo como o chefe da quadrilha do mensalão: "Dirceu era o braço direito do Lula, um braço que comandava". Valério diz que, graças a sua proximidade com a cúpula petista no auge do esquema, em 2003 e 2004, teve acesso à contabilidade real. Ele conta que a entrada e a saída de recursos foram registradas minuciosamente em um livro guardado a sete chaves por Delúbio. Pelo seu relato, o restante do dinheiro desse fundão teve destino semelhante ao dos 55 milhões de reais obtidos por meio dos empréstimos fraudulentos tomados pela DNA e pela SMP&B. Foram usados para remunerar correligionários e aliados. Os valores calculados por Valério delineiam um caixa clandestino sem paralelo na política. Ele fala em valores dez vezes maiores que a arrecadação declarada da campanha de Lula nas eleições presidenciais de 2002.
O presidente
"Lula era o chefe"
PASSADO SOMBRIO - E a tese de que o mensalão não existiu? Valério mostra que Lula não estava sendo fiel aos companheiros, mas tentando salvar a si próprio. Típico PASSADO SOMBRIO - E a tese de que o mensalão não existiu? Valério mostra que Lula não estava sendo fiel aos companheiros, mas tentando salvar a si próprio. Típico(Diogo Moreira/Folhapress/VEJA)
A ira de Marcos Valério desafia a defesa clássica do ex-presidente Lula de que não sabia do mensalão e nada teve a ver com o esquema arquitetado em seu primeiro mandato. Com a segurança de quem transitava com desenvoltura pelos gabinetes oficiais, inclusive os palacianos, e era considerado um parceiro preferencial pela cúpula petista, Valério afirma que Lula "comandava tudo". Em sua própria defesa, diz que como operador dos pagamentos não passava de um "boy de luxo" de uma estrutura que tinha o então presidente no topo da cadeia de comando. "Lula era o chefe", repete Valério às pessoas mais próximas. A afirmação se choca com todas as versões apresentadas por Lula desde que o esquema foi descoberto, em 2005. Primeiro, escudou-se no argumento de que tudo não passou do uso de dinheiro "não contabilizado" que havia sobrado das campanhas políticas, prática suprapartidária e recorrente na política brasileira - não por acaso tem sido essa a estratégia de defesa dos mensaleiros no STF. Num segundo momento, Lula se disse traído e pediu desculpas à nação em rede de televisão.
A rota de fuga de Lula evoluiu mais tarde para a negação completa, com a tese nefelibata de que o mensalão nunca existiu, tendo sido apenas uma armação das elites para abreviar seu mandato. A narrativa de Valério coloca Lula não apenas como sabedor do que se passava, mas no comando da operação. Valério não esconde que se encontrou com Lula diversas vezes no Palácio do Planalto. Ele faz outra revelação: "Do Zé ao Lula era só descer a escada. Isso se faz sem marcar. Ele dizia vamos lá embaixo, vamos". O Zé é o ex-ministro José Dirceu, cujo gabinete ficava no 4º andar do Palácio do Planalto, um andar acima do gabinete presidencial. A frase famosa e enigmática de José Dirceu no auge do escândalo - "Tudo que eu faço é do conhecimento de Lula" - ganha contornos materiais depois das revelações de Valério sobre os encontros em palácio. Marcos Valério reafirma que Dirceu não pode nem deve ser absolvido pelo Supremo Tribunal, mas faz uma sombria ressalva. "Não podem condenar apenas os mequetrefes. Só não sobrou para o Lula porque eu, o Delúbio e o Zé não falamos", disse, na semana passada, em Belo Horizonte. Indagado, o ex-presidente não respondeu.
Pacto
"Meu contato era o Okamotto"
O CARA - Presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto funcionava como elo entre Marcos Valério e o PT O CARA - Presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto funcionava como elo entre Marcos Valério e o PT(Eduardo Knapp/Folhapress/VEJA)
Há menos de dois meses, VEJA revelou a existência de encontros secretos entre Marcos Valério e Paulo Okamotto, petista estrelado que desempenha a tarefa de assessor financeiro, ou tesoureiro, de Lula. Procurado para explicar por que se reunia com o principal operador do mensalão, Okamotto disse que os encontros serviam apenas para discutir política. Não, não era bem assim. Marcos Valério tinha um pacto com o PT, e Paulo Okamotto era o fiador desse pacto. "Eu não falo com todo mundo no PT. O meu contato com o PT era o Paulo Okamotto", disse Valério em uma conversa reservada dias atrás. É o próprio Valério quem explica a missão de Okamotto: "O papel dele era tentar me acalmar". O empresário conta que conheceu o Japonês, como o petista é chamado, no ápice do escândalo. Valério diz que, na véspera de seu primeiro depoimento à CPI que investigava o mensalão, Okamotto o procurou. "A conversa foi na casa de uma funcionária minha. Era para dizer o que eu não devia falar na CPI", relembra. O pedido era óbvio. Okamotto queria evitar que Valério implicasse Lula no escândalo. Deu certo durante muito tempo. Em troca do silêncio de Valério, o PT, por intermédio de Okamotto, prometia dinheiro e proteção. A relação se tornaria duradoura, mas nunca foi pacífica. Em momentos de dificuldade, Okamotto era sempre procurado. Quando Valério foi preso pela primeira vez, sua mulher viajou a São Paulo com a filha para falar com Okamotto. Renilda Santiago queria que o assessor de Lula desse um jeito de tirar seu marido da cadeia. Disse que ele estava preso injustamente e que o PT precisava resolver a situação. A reação de Okamotto causa revolta em Valério até hoje. "Ele deu um safanão na minha esposa. Ela foi correndo para o banheiro, chorando." O empresário jura que nunca recebeu nada do PT. Já a promessa de proteção, segundo Valério, girava em torno de um esforço que o partido faria para retardar o julgamento do mensalão no Supremo e, em último caso, tentar amenizar a sua pena. "Prometeram não exatamente absolver, mas diziam: 'Vamos segurar, vamos isso, vamos aquilo'... Amenizar", conta. Por muito tempo, Marcos Valério acreditou que daria certo. Procurado, Okamotto não se pronunciou.
Poder
"O Delúbio dormia no Alvorada"
DE OLHO NO PASSADO - O ex-tesoureiro do PT, acusado de corrupção ativa e formação de quadrilha, pediu a Valério que arrumasse uma empresa para “receber” dinheiro ilegal DE OLHO NO PASSADO - O ex-tesoureiro do PT, acusado de corrupção ativa e formação de quadrilha, pediu a Valério que arrumasse uma empresa para “receber” dinheiro ilegal(JB Neto/AE/VEJA)
Dos tempos em que gozava da intimidade do poder em Brasília, Marcos Valério diz guardar muitas lembranças. Algumas revelam a desenvoltura com que personagens centrais do mensalão transitavam no coração do governo Lula antes da eclosão do maior escândalo de corrupção da história política do país. Valério lembra das vezes em que Delúbio Soares, seu interlocutor frequente até a descoberta do esquema, participava de animados encontros à noite no Palácio da Alvorada, que não raro servia de pernoite para o ex-tesoureiro petista. "O Delúbio dormia no Alvorada. Ele e a mulher dele iam jogar baralho com Lula à noite. Alguma vez isso ficou registrado lá dentro? Quando você quer encontrar (alguém), você encontra, e sem registro." O operador do mensalão deixa transparecer que ele próprio foi a uma dessas reuniões noturnas no Alvorada. Sobre sua aproximação com o PT, Valério conta que, diferentemente do que os petistas dizem há sete anos, ele conheceu Delúbio durante a campanha de 2002. Quem apresentou a ele o petista foi Cristiano Paz, seu ex-sócio, que intermediava uma doação à campanha de Lula. A primeira conversa foi em Belo Horizonte, dentro de um carro, a caminho do Aeroporto da Pampulha. Nessa ocasião, conta, Delúbio lhe pediu ajuda. "Ele precisava de uma empresa para servir de espelho para pegar um dinheiro." A parceria deu certo e desaguou no mensalão. Hoje, os dois estão no banco dos réus. Valério se sente injustiçado. Especialmente na parte da acusação que diz respeito ao desvio de recursos públicos do Banco do Brasil. Ele jura que esse dinheiro não caiu no caixa da corrupção. "No processo tem todas as notas fiscais que comprovam que esse dinheiro foi gasto com publicidade. Não estou falando que não mereço um tapa na orelha. Não é isso. Concordo em ser condenado por aquilo que eu fiz."
Empréstimo
"O banco ia emprestar dinheiro para uma agência quebrada?"
Os ministros do STF já consideraram fraudulentos os empréstimos concedidos pelo Banco Rural às agências de publicidade que abasteceram o mensalão. Para Valério, a decisão do Rural de liberar o dinheiro - com garantias fajutas e José Genoino e Delúbio Soares como fiadores - não foi um favor a ele, mas ao governo Lula. "Você acha que chegou lá o Marcos Valério com duas agências quebradas e pediu: 'Me empresta aí 30 milhões de reais pra eu dar pro PT'? O que um dono de banco ia responder?" Valério se lembra sempre de José Augusto Dumont, então presidente do Rural. "O Zé Augusto, que não era bobo, falou assim: 'Pra você eu não empresto'. Eu respondi: 'Vai lá e conversa com o Delúbio'. " A partir daí a solução foi encaminhada. Os empréstimos, diz Valério, não existiriam sem o aval de Lula e Dirceu. "Se você é um banqueiro, você nega um pedido do presidente da República?" Foram essas mesmas credenciais palacianas, segundo ele, que lhe abriram as portas no Banco Central para interceder pela suspensão da liquidação extrajudicial do Banco Mercantil de Pernambuco, que interessava ao Rural. Valério foi destacado para cuidar do assunto em Brasília. Uma tarefa executada com todas as facilidades e privilégios. "Valério chegou lá no Banco Central e foi atendido. Você acha que o Banco Central receberia um imbecil qualquer, dono de uma agência de publicidade quebrada?"
"Nojento e vexatório"
Hugo Marques
TESTEMUNHA - Lucas Roque, ex-funcionário do Rural: recibos escondidos pelo banco TESTEMUNHA - Lucas Roque, ex-funcionário do Rural: recibos escondidos pelo banco(Cristiano Mariz/VEJA)
Ex-superintendente do Banco Rural em Brasília, Lucas da Silva Roque foi um dos principais colaboradores nas investigações da Polícia Federal destinadas a desbaratar a quadrilha do mensalão. Foi ele quem revelou onde estavam os recibos que mostraram quais políticos receberam dinheiro para votar com o governo Lula no Congresso. Nesta entrevista, Roque conta que pagou um preço alto por agir de forma correta e relata um plano ambicioso urdido pela cúpula da instituição financeira em parceria com José Dirceu. Eles queriam montar um banco popular, do qual Rural e BMG seriam sócios, para conceder empréstimos consignados aos aposentados. Um negócio companheiro e bilionário.
Por que o senhor decidiu ajudar a polícia? Não tinha nada a temer. Não entrei no jogo deles, não sou bandido. Fui mandado para a agência do Rural em Brasília para moralizá-la, porque ali estava uma bagunça. O que estava acontecendo no banco era acintoso, nojento e vexatório. O delegado disse que queria todos os documentos. Apontei onde estavam as caixas. Àquela altura, já estava tudo encaminhado para fazer sumir as provas, mandando-as de Brasília para Minas Gerais. Mostrei onde estavam os documentos e falei para o delegado que procurasse papéis também numa construtora, que servia de almoxarifado do banco.
Como a diretoria reagiu à sua colaboração com a PF? Fui atacado de tudo quanto é jeito. Me colocaram em um porão que não era uma agência bancária, depois em uma loja de shopping que foi fechada por ser irregular. Pior, mandaram me avisar que eu estava proibido de aparecer na diretoria do banco. Isso foi em outubro de 2005. Virei a Geni. Fui demitido em agosto de 2010. Eu, minha esposa e meus filhos fomos achincalhados na rua como mensaleiros. Tive sérios problemas de saúde, perdi meu casamento.
O senhor tinha relação de proximidade com Marcos Valério. Ele disse a algumas pessoas que teve um encontro com Lula na Granja do Torto. Vários encontros. É verdade? Sim, ele deixava para viajar para Belo Horizonte no sábado à noite para passar lá.
Levado por quem? Delúbio Soares, Silvinho Pereira e José Dirceu.
Quais eram os planos da cúpula do Banco Rural e dos petistas? Eles tinham um projeto de montar um banco popular com a CUT. Juntariam o Banco Rural, o BMG, a CUT. Era um projeto com capital de 1 bilhão de reais.
Quem capitaneava esse projeto? Eram os bandidos do mensalão. Como o PT não tinha cultura bancária, o Rural e o BMG seriam sócios. Um banco privado com a participação da CUT, que direcionaria todos os beneficiários do INSS para tomar dinheiro em empréstimos consignados nessa instituição popular. Quando o mensalão estourou, o projeto foi abortado.
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IMAGEM DA PARCERIA ENTRE SOCIEDADE VETERANOS DE 32-MMDC E A ORGANIZAÇÃO DOS CIDADÃOS DO MUNDO


DR TOMAZ VAQUERO BRASIL BICCA, CORONEL PM ANTONIO CARLOS MENDES, PROFESSOR JOSÉ CARLOS DE BARROS LIMA, CORONEL PM MÁRIO FONSECA VENTURA, IVAN KARICA, DOUTORA MARIA LÚCIA CAMARGO e MAJOR ANDERSON LIMA DE OLIVEIRA 



ATA DE REUNIÃO ORDINÁRIA DA SOCIEDADE DOS VETERANOS DE 32 M.M.D.C., ocorrida no Obelisco do Ibirapuera, sede da Sociedade 32, para a apresentação da ORGANIZAÇÃO DOS CIDADÃOS DO MUNDO, através de seu Presidente IVAN ERNESTO KARICA DURAN para firmarem uma parceria de trabalho entre as duas Entidades através de seus Presidentes, sendo que aberta a sessão o CEL. PM MARIO FONSECA VENTURAPresidente Executivo da Sociedade 32, indicou a mim DR. TOMAZ VAQUERO BRASIL BICCA, Presidente Executivo do Núcleo MMDC 32 ATIBAIA SD. BENTO SOARES e representando o próprio Núcleo, para secretariar a sessão, como segue: Estavam presentes à Sessão, além dos já citados no preâmbulo desta, O CEL.. PM ANTONIO CARLOS MENDES, Vice Presidente da Sociedade32, a Dra. MARIA LÚCIA CAMARGO, Diretora Jurídica da Sociedade 32, o MAJOR PM ANDERSON LIMA DE OLIVEIRA, Vice Presidente do Núcleo do MMDC 32 do Ibirapuera/SP, O Professor JOSÉ CARLOS DE BARROS LIMA, Coordenador do MMDC 32 Oeste e Lapa, a Sra. JULIANA RODRIGUEZ SERRA, Secretaria da ORGANIZAÇÃO DOS CIDADÃOS DO MUNDO e Sra. MURIEL JOY ADAMS, visitante das dependências do Obelisco, residente na cidade de Atibaia. Foi dada a palavra inicial ao SR. IVAN ERNESTO KARICA DURAN que apresentou os documentos sociais e legais da ORGANIZAÇÃO DOS CIDADÃOS DO MUNDO e fez uma explanação sobre qual era o foco da entidade, suas preocupações, com o desenvolvimento humano, tanto na área educacional e cultural, como na área ambiental e tantas outras necessárias ao ser humano, frente aos problemas sócios econômicos que atravessamos. E, ainda, que o alcance das atividades, não é apenas em núcleos existentes no Brasil, mas, também, em cidades do exterior onde existem Núcleos da ONG. Falou sobre os projetos que poderão sem feitos em parceria com a SOCIEDADE 32 e quais outros projetos que já estão engajados para ampliar os trabalhos da SOCIEDADE 32 na divulgação dos Ideais Constitucionais de 32. Os presentes fizeram várias perguntas ao Sr. IVAN sobre as atividades da ONG, sobre sua visão sobre o MMDC e o que poderia fazer pela Sociedade 32 e quais as implicações legais dessa parceria. Foi adiantado que a ONG já é associada jurídica d SOCIEDADE VETERANOS DE 32 M.M.D.C., portanto, quem vai seguir os ditames estatutários, será a ORGANIZAÇÃO DOS CIDADÃOS DO MUNDO que irá colaborar com a SOCIEDADE 32 para divulgação Nacional e Internacional e em outros projetos que serão elaborados em conjunto. Após as considerações finais pelo Sr. IVAN, este homenageou a SOCIEDADE VETERANA DE 32 M.M.D.C., através do seu Presidente Executivo, CEL PM. MARIO FONSECA VENTURA, com um Diploma de Membro e Parceria da ORGANIZAÇÃO DOS CIDADÃOS DO MUNDO em nome da Sociedade 32 e um ofício com exposição de motivos de ordem pessoal e coloquialApós as palavras de agradecimento da menção Honrosa e em geral aos presentes, que se dispuseram de seus trabalhos para conhecer e ajudar a Diretoria da Sociedade 32 na tomada de decisões necessárias aos andamentos de administração, visando a pujança do Movimento Constitucionalista e dando por encerrada a presente Sessão, eu DR. TOMAZ VAQUERO BRASIL BICCA, identificado como Secretário da sessão, assino e publico a presente ATA, São Paulo 23 de setembro de 2015.



Quem Somos

Quem Somos

Ivan Karica
 Organização dos Cidadãos do Mundo.
Somos uma Organização Não Governamental (ONG), ciente do nosso dever como cidadãos do mundo e responsáveis pelas nossas atitudes e ações. a nossa missão é a de tentar melhorar o nosso mundo a través dos nossos documentários “Cidadão do Mundo”.
O PANORAMA
O homem ainda não tem consciência dos seus crimes étnicos e do mal irreversível que esta provocando, não só no planeta Terra, mas em todo o ecossistema. A razão principal é a que o homem não enxerga além da sua avareza, egoísmo, ambição desmedida e densa ignorância, a ponto de destruir o futuro dos seus filhos. A violência é justificada pela pobreza, e as guerras pela paz. O comportamento da natureza esta mudando drasticamente, pois abriram a “caixa” de Pandora (violando as leis naturais), e soltaram as pragas e doenças sem controle e as criadas em laboratórios. O clima esta desequilibrado, pois o planeta esta saindo do seu eixo magnético e da sua orbita ao redor do sol. As causas são as toneladas de bombas detonadas em guerras, testes nucleares e ações inconsequentes e irresponsáveis dos seres humanos. As queimas, destruição e desvios de rios para construção de represas, poluição das águas, devastação e degeneração da flora.
Por isso Cidadão do Mundo entra nesta luta, conscientizando e incentivando aos cidadãos cientes do seu papel neste planeta, para salvar o nosso mundo. Os documentários que apresentamos, mostram a beleza da nave chamada Terra, para refletir e fazer algo em prol da preservação e recuperação dela.
Participar nesta missão é responsabilidade de todos nós, pois todos devemos nos sentir cidadãos do mundo. A Terra nos dá sua vida, pense, o que você tem dado para ela? É tempo de retribuir-lhe com cuidados, carinho e gratidão.
O seu diretor, apresentador e cidadão do mundo Ivan Karica, fiel guerreiro em defesa do planeta e seus habitantes, convida a todos os que desejarem em ser um Cidadão do Mundo, para continuar cuidando do nosso mundo, cada um, fazendo do seu chão, um lugar melhor para se viver.
A HISTÓRIA
No ano 1998 eu estava viajando para Atenas, Grécia, visitar a minha família. Num momento olhei para baixo a través da janelinha do avião e observei um grande horizonte. Nesse momento senti que eu era um “cidadão do planeta Terra”, um Cidadão do Mundo. Dai comecei a idealizar e projetar o nascimento da Organização dos Cidadãos do Mundo. Junto com alguns amigos criamos o programa para televisão do mesmo nome, uma produção independente.
No dia 05 de Setembro do ano 2006 foi ao ar a través da TV Altiora, um canal comunitário, na cidade de Bragança Paulista-SP- Brasil. O programa foi de reconhecimento público ganhando um diploma ao mérito da Câmara Municipal de Atibaia e uma Menção do Presidente da Câmara Municipal Ver. Gustavo Sartori, de Bragança Paulista. O programa ficou no ar nesta emissora supra mencionada por 16 meses.
Depois de muita meditação, em 05 de junho 2008 tomamos coragem e fundamos em 21 de novembro 2008 a abertura oficial.  Uma ONG, Organização dos Cidadão do Mundo com a missão de resgate cultural, de consciência ambientalista e de cidadania democrática tem registro no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) sob o número: 10.565.650/0001-38.
Em 2008 o programa Cidadão do Mundo foi veiculado por 6 meses no canal 21 da NET. Neste mesmo ano, em parceria com a TV Guarujá, o programa bateu record de audiência em cidades litorâneas, ficando em segundo lugar, perdendo só do noticiário. A sequência, o Cidadão do Mundo, foi exibido no site www.tvmidia.com.br e por este seu site oficial.
Estamos em aberto para criar parcerias com outras ONGs e Associações que assim se interessarem pelo nosso propósito, tanto para instituições comunitárias privadas quanto para governamentais, sejam estes locais, regionais e da União.

DIA 23 DE SETEMBRO DE 2015 - ORGANIZAÇÃO DOS CIDADÃOS DO MUNDO FAZ PARCERIA COM A SOCIEDADE VETERANOS DE 32-MMDC
IVAN KARICA já está presente no Obelisco, acompanhado de sua esposa e do Dr. TOMAZ VAQUERO BRASIL BICCA, Presidente do Conselho Deliberativo do Núcleo de ATIBAIA "SOLDADO BENTO SOARES".
Comparecem para a reunião da Diretoria Executiva e Presidentes de Núcleos e Comissões: CORONEL PM ANTÔNIO CARLOS MENDES, Vice-presidente; doutora MARIA LÚCIA CAMARGO, Diretora Jurídica; Professor JOSÉ CARLOS DE BARROS LIMA, Coordenador do Núcleo MMDC-OESTE-LAPA e Presidente da Comissão do Resgate Histórico da Revolução Constitucionalista de 32; MAJOR PM ANDERSON LIMA DE OLIVEIRA, respondendo pelo Núcleo MMDC-IBIRAPUERA "HERÓIS DE 32".
Numa reunião rápida, para não onerar os participantes, visto que a temperatura em SÃO PAULO é de mais de 30 graus, IVAN ERNESTO KARICA DURAN, Fundador Presidente da ORGANIZAÇÃO DOS CIDADÃOS DO MUNDO, apresenta um Termo de Parceria da Organização dos Cidadãos do Mundo com a Sociedade Veteranos de 32-MMDC nos seguintes termos:
Prezado e Estimado Cel Mario Fonseca Ventura
É com imenso orgulho e honra pessoal que, além de ser sócio e colaborador físico desta importante Entidade Cívico Cultural, representante de Heróis da Pátria em solo paulistano, que nos associamos hoje, como entidade civil jurídica de alcance Nacional e Internacional para patrocinarmos juntos, o desenvolvimento maior das atividades Idealistas do Movimento Constitucionalista de 1932.
Agradecemos a oportunidade de sermos parceiros e colaboradores de forma integral e aguardamos vossas sábias orientações para o destino cívico e ético desde empreendimento chamado Movimento Constitucionalista de 1932, engrandecedor da História Paulista e Nacional.
Nós agradecemos o privilégio de sermos companheiros de tão estimada e nobre pessoa.
Saudações Constitucionalistas
IVAN ERNESTO KARICA DURAN
Fundador Presidente
ORGANIZAÇÃO DOS CIDADÃOS DO MUNDO.  
Essa Organização é uma OSCIP e tem o número de inscrição 10.565.650/0001-38 no CADASTRO NACIONAL DA PESSOA JURÍDICA. A data de abertura da OSCIP é de 21 de novembro de 2008.
De acordo com o Artigo 9º do Estatuto da Sociedade Veteranos de 32-MMDC a ORGANIZAÇÃO DOS CIDADÃOS DO MUNDO é aceita como associada benemérita, devendo ter aprovação do Conselho Superior, mediante indicação da Diretoria Executiva.
IVAN ERNESTO KARICA faz a entrega do seguinte diploma:

ORGANIZAÇÃO DOS CIDADÃOS DO MUNDO

DIPLOMA

A Organização dos Cidadãos do Mundo confere este Diploma a
SOCIEDADE VETERANOS DE 32-MMDC

como membro e parceira nos objetivos de servir e unir os povos.
Dr TOMAZ VAQUERO BRASIL BICCA
Diretor Vice-presidente
IVAN ERNESTO KARICA DURAN
Fundador e Presidente
JULIANA RODRIGUEZ SERRA
Diretora Secretária