sexta-feira, 22 de março de 2019

A prisão de Temer e a Politica - William Waack comenta

21 ANOS DO FALECIMENTO DO COMEDIANTE BRANDÃO FILHO - 22 DE MARÇO DE 1998.





Resultado de imagem para brandão filho








Moacyr Augusto Soares Brandão (Rio de Janeiro6 de janeiro de 1910 — Rio de Janeiro, 22 de março de 1998), mais conhecido como Brandão Filho, foi um ator e humorista brasileiro.


    Biografia[editar | editar código-fonte]

    Filho do conhecido ator João Augusto Soares Brandão (1844—1921), conhecido pelo nome artístico de Brandão, o Popularíssimo, ficou órfão desde os 11 anos. Começou a trabalhar cedo como entregador de roupa em uma tinturaria e depois em uma padaria.
    Sua estreia no teatro foi em 1929, no circo, e logo ele se descobriu como alguém que perdia a inibição no palco e fazia os outros rirem. Em 1942 foi convidado para participar da primeira radionovela brasileira, Em Busca de Felicidade, da Rádio Nacional. Também nessa época estreava no cinema com os filmes O Dia é Nosso e Samba em Berlim.

    "O Primo Pobre (Brandão Filho) e o Primo Rico (Paulo Gracindo)"
    O sucesso veio com o personagem "primo pobre" no programa radiofônico Balança Mas Não Cai, da Rádio Nacional, onde contracenava com Paulo Gracindo — o "primo rico". O sucesso foi tão grande que os atores passaram anos interpretando os mesmos personagens e depois foram para a TV fazendo o mesmo quadro. A sketch seria refeita nos anos 2000 no humorístico Zorra Total, agora interpretado por duas atrizes: Carmem Verônica, como a prima rica, e Iara Jamra, como a prima pobre. Também na Nacional estrelou, ao lado dos comediantes Apolo Correia e Ema D'Ávila, o humorístico de grande sucesso Tancredo e Trancado, escrito por Ghiaroni e patrocinado pelas Pílulas de Vida do Dr. Ross.
    Depois de vários filmes e do sucesso na Rádio Nacional, onde ficou por mais de 40 anos, Brandão Filho chegou à TV em programas e seriados cômicos como UauBalança Mas Não CaiFaça Humor, Não Faça a GuerraViva o GordoChico Anysio ShowEstados Anysios de Chico City e a primeira versão de A Grande Família, em 1973.
    Após a experiência em A Grande Família, Brandão Filho foi para as novelas e, na TV Globo, participou de Bravo!SaramandaiaNinaSinal de AlertaTe Contei?Feijão MaravilhaChega MaisPlumas e Paetês e O Salvador da Pátria.
    No cinema ganhou o prêmio Air France de melhor ator do ano pelo filme Romance da Empregada, dirigido por Bruno Barreto. Participou da Escolinha do Professor Raimundo, um de seus últimos trabalhos na TV. Seu personagem, Sandoval Quaresma, era um dos alunos mais queridos do professor Raimundo (Chico Anísio), mas que, embora acertasse perguntas difíceis durante as arguições, sempre falhava ao final, na hora de tirar nota 10.
    Brandão Filho morreu em 1998, de câncer, após sofrer duas paradas cardiorrespiratórias e permanecer internado por quarenta dias no Hospital de Clínicas Rio Mar, na Barra da Tijuca. Seu corpo foi velado e sepultado no Cemitério Jardim da Saudade, no bairro carioca Jardim Sulacap[1].

    Carreira[editar | editar código-fonte]

    No cinema[editar | editar código-fonte]

    Na Televisão[editar | editar código-fonte]

    21 ANOS DA MORTE DO RADIALISTA RUBENS MORAES SARMENTO - 22 DE MARÇO DE 1998.




    Resultado de imagem para falecimento de moraes sarmento



    Rubens Moraes Sarmento (Campinas14 de dezembro de 1922 - São Paulo22 de março de 1998) foi um radialista e apresentador brasileiro.[1][2][3]


      História[editar | editar código-fonte]

      Início de carreira[editar | editar código-fonte]

      A dedicação ao rádio começou cedo quando, ainda no interior, gostava de brincar esticando fios, fazendo antenas, para melhorar a recepção do áudio .Em 1941, em Uberlândia-MG, iniciou seu trabalho como locutor profissional. Trabalhou também em São José do Rio Preto e chegou depois a São Paulo [4]. Começou a sua atividade no rádio com 15 anos, patrocinado pelo também radialista Roberto Corte Real. Trabalhou na Rádio Educadora Campinas, Rádio Cultura em São Paulo, esteve também na Rádio CosmosRádio TupiRádio BandeirantesRádio São PauloTV BandeirantesTV RecordTV Cultura e Rádio Capital.[5]

      Rádio Cultura, Tamoio e Tupi[editar | editar código-fonte]

      Ainda na década de 1940, atuou em cidades do interior paulista como Araçatuba e São José do Rio Preto. Em 1944, através de Roberto Corte Real ingressou na Rádio Cultura, de São Paulo, na qual passou a apresentar o programa "Cirquinho do Simplício" com o qual obteve bastante sucesso. Foi posteriormente para o Rio de Janeiro onde atuou nas Rádios Tamoio e Tupi. De volta a São Paulo atuou por 9 anos na Rádio São Paulo

      Rádio Bandeirantes[editar | editar código-fonte]

      Em 1958, ingressou na Rádio Bandeirantes na qual, apresentou por 22 anos, até 1980, o "Programa Moraes Sarmanto" dedicado a música popular brasileira. Em 1966, em seu programa na Rádio Bandeirantes entregou ao cantor Vicente Celestino um disco de ouro pesando meio quilo. Na homenagem compareceram Orlando Silva, Carlos Galhardo, Gilberto Alves, Osny Silva, Cyro Monteiro e Elizeth Cardoso, nomes que costumevam prestigiar seu programa. Foi presidente da Federação das Escolas de Samba de São Paulo e organizou um desfile no Vale do Anhangabaú que obteve tanto sucesso que motivou o prefeito da capital paulista Faria Lima, em 1967, a oficializar o desfile no carnaval de São Paulo.[6]
      A partir de 1980, passou a apresentar, na Rádio Bandeirantes de São Paulo, o programa "A Bandeirantes viaja com você - Saudades da minha terra", levado ao ar diariamente das 4 às 5 horas da manhã, dedicado a operários e caminhoneiros e divulgando músicas sertanejas. O nome do programa foi inspirado na clássica toada "Saudade da minha terra", de Goiá e Belmonte e lançada pela dupla Belmonte e Amaraí. Ainda na Rádio Bandeirantes, apresentou por 22 anos, no horário noturno, o programa "Almoço à brasileira", com grande audiência, destinado exclusivamenbte ao samba.

      TV Tupi e TV Cultura[editar | editar código-fonte]

      Em 1976 estrou na Rede Tupi de Televisão um programa própio " Praça Moraes Sarmento " , entretanto o programa teve curta duração.
      Já na TV Cultura apresentou de 1980 a 1991 o programa Viola Minha Viola primeiramente em parceria com Nonô Basilio , depois com Inezita Barroso, foi um grande sucesso, principalmente por suas viagens por todo o interior.

      Rádio Capital[editar | editar código-fonte]

      Seu programa nos últimos anos era levado ao ar pela Rádio Capital das 21 às 24 horas aos sábados em São Paulo e pela Rádio Piratininga em São José dos Campos [7]

      Morte[editar | editar código-fonte]

      Moraes Sarmento esteve no ar por 60 anos ininterruptos. Casado com Dona Wilma, teve uma filha, Marisa, netos e bisnetos. Faleceu em São Paulo, aos 75 anos de idade vítima de Insuficiência respiratória , decorrente de problemas cardíacos [5][8] . Seu corpo jaz no Cemitério do Morumbi [9]
      Uma expressão utilizada até hoje, por aqueles que o acompanharam  pelo rádio é esta: "1900 e Moraes Sarmento", em alusão ao longo tempo de carreira do saudoso radialista.

      Prêmios[editar | editar código-fonte]

      Radialista , locutor e apresentador de TV. Considerado uma das referências da radiofonia paulistana na preservação de música tradicional. Recebeu diferentes homenagens sendo cidadão honorário das cidades de Atibaia, Brotas, Osasco, Tatuí, Torrinha e São Paulo, todas no Estado de São Paulo, além de Ouro Fino, em Minas Gerais. Por seu trabalho em defesa da fauna e da flora do Brasil foi condecorado com a Comenda e Medalha marechal Rondon e Couto de Magalhães da Sociedade Geográfica Brasileira. Também travou intensa batalha pela preservação das bandas de música, despertando a atenção de inúmeros prefeitos de cidades do interior paulista incentivando-os na construção de coretos em praças públicas. Foi presidente da Associação de Amparo aos Animais, em cuja gestão constriu-se a sede da entidade. Recebeu por duas vezes o Troféu Roquette Pinto. Recebeu também o Prêmio Governador do Estado pelo melhor programa de música brasileira e preservação da memória musical do país. Em 1987, foi homenageado pela Escola de Samba Mocidade Alegre, da qual foi enredo, sendo essa considerada por ele mesmo como a maior homenagem que recebeu. Na ocasião desfilou em carro aberto pela escola de samba. Foi fundador da Lira Musical Pedro Salgado, homenagem ao compositor Pedro Salgado.

      Frases Célebres[editar | editar código-fonte]

      • " Vou batendo a minha rica plumagem", a qual era dita no momento de sua despedida;
      • - "Carregue a cruz com classe";
      • " 1900 e Moraes Sarmento " em alusão ao seu tempo de carreira
      • " Aquele abraço " , usado em despedidas e congratulações, era acompanhado do som de tapinhas nas costas, como num abraço real. A "sonoplastia", feita pelo próprio Sarmento, consistia em dar tapinhas no próprio antebraço, na frente do microfone.

      80 ANOS DA ELEIÇÃO DO PAPA PIO XII - 22 DE MARÇO DE 1939.












      Pio XII(em italianoPio XII, em latimPius PP. XII)O.P., nascido Eugenio Maria Giuseppe Giovanni Pacelli; (Roma2 de março de 1876 — Castelgandolfo9 de outubro de 1958) foi eleito Papa no dia 2 de março de 1939 até a data da sua morte. Foi o primeiro Papa Romano desde 1724.
      Foi o único Papa do século XX a exercer o Magistério Extraordinário da Infalibilidade papal – invocado por Pio IX – quando definiu o dogma da Assunção de Maria em 1950 na sua encíclica Munificentissimus Deus. Ao todo criou 57 cardeais em dois consistórios,considerado pelos que seguem a posição sedevacantista o último Papa da Igreja Católica.


        Biografia[editar | editar código-fonte]

        Início[editar | editar código-fonte]


        Pacelli no dia da sua ordenação presbiteral.
        Pacelli, primogênito de família da nobreza italiana, era neto de Marcantonio Pacelli, que foi subsecretário do Ministério das Finanças Papais[1] e foi secretário do Interior sob o pontificado de Pio IX a partir de 1851 a 1870 e foi o fundador do jornal oficial do Vaticano, L'Osservatore Romano, em 1861.[2] Seu pai, Filippo Pacelli (1837-1916), é advogado da Rota Romana e depois advogado consistorial, mostra-se desfavorável à integração entre os Estados Papais e o Reino da Itália. Sua mãe, Virgínia Graziozi (1844-1920) vem de uma família distinguida pelos seus serviços prestados à Santa Sé. Finalmente, seu irmão, Francesco Pacelli, médico e advogado, doutor em direito canónico para a Santa Sé, será um dos negociadores dos acordos Latrão, em 1929.
        Eugenio Pacelli foi educado no Liceu Visconti, uma instituição pública. Em 1894 começou a estudar teologia na Universidade Gregoriana, como pensionista do Colégio Capranica. A partir de 1895 a 1896, faz um ano de filosofia na Universidade La Sapienza de Roma. Em 1899, ingressa no Instituto Apollinare da Pontifícia Universidade Lateranense, onde obteve três licenças, uma de teologia e outro em utroque jure (em "dois direitos", isto é, direito civil e direito canônico). No seminário, por motivos de saúde é autorizado a pernoitar na casa dos pais. Iniciou os seus trabalhos apostólicos na igreja de Santa Maria Vallicella integrando um grupo de jovens. Foi ordenado sacerdote em 2 de abril de 1899 pelo bispo Monsenhor Francesco di Paola Cassetta, um amigo da família.[3]

        Serviço na Cúria[editar | editar código-fonte]


        Pacelli, o Cardeal Secretário de Estado Merry del Val e o Cardeal Nicola Canali com representantes sérvios por ocasião da assinatura da concordata, sob o quadro de Pio X, em 1914.
        Depois de dois anos como cura da Chiesa Nuova, onde fora sacristão, em 1901,[3] ingressou na Congregação dos Assuntos Eclesiásticos Extraordinários, responsável pelas relações internacionais do Vaticano, por recomendação do cardeal Vincenzo Vannutelli. Pacelli assistiu o conclave de agosto de 1903, quando vê um Imperador, Francisco José Ida Áustria, opor pela última vez um "veto" à eleição de um cardeal a papa, seria contra o Cardeal Rampolla.
        Em 1904, foi nomeado pelo Cardeal Pietro Gasparri secretário da Comissão para a codificação do direito canônico, tornou-se também camareiro de Sua Santidade, sinal de confiança do papa. Publicou um estudo sobre "A Personalidade e territorialidade das leis, especialmente no direito canónico", em seguida, publicou um "Livro Branco" sobre "A separação entre Igreja e Estado na França". Pacelli declina do convite para lecionar em inúmeras cadeiras de Direito Canônico, bem como no "Apollinaire" e na Universidade Católica de Washington. Aceita, no entanto, ensinar na Pontifícia Academia Eclesiástica, sementeira da Cúria Romana. Em 1905, foi promovido a "prelado doméstico" de Sua Santidade.[3]
        Foi escolhido pelo papa Leão XIII para apresentar as condolências em nome do Vaticano a Eduardo VII do Reino Unidopela morte da Rainha Vitória.[4] Em 1908 representou o Vaticano no Congresso Eucarístico Internacional em Londres[4]onde esteve com Winston Churchill.[5] Em 1911, representou a Santa Sé nas cerimônias de coroação de George V[6] e foi nomeado Subsecretário para Assuntos Eclesiásticos Extraordinários; em 1912, foi nomeado Secretário-Adjunto e então Secretário em 1 de fevereiro de 1914, sucedendo a Gasparri que fora nomeado Secretário de Estado.
        É mantido neste posto durante todo pontificado de Bento XV, como secretário conclui a concordata com governo da Sérvia quatro dias antes (24 de junho de 1914) do assassinato do Arquiduque da Áustria Francisco Ferdinando em Sarajevo[7] em seguida assume a missão de promover a política papal durante a Primeira Guerra Mundial, em particular, ela visa dissuadir a Itália para ir à guerra.
        Em 1915, viaja para Viena e trabalha em colaboração com Monsenhor Scapinelli di Leguigno, então núncio apostólico em Viena, para convencer o Imperador Francisco José a ser mais paciente nas suas relações com a Itália. Desta forma, a Itália, não faria guerra contra os Impérios Centrais (Áustria-Hungria e Alemanha).

        Núncio Apostólico[editar | editar código-fonte]


        Cardeal Pacelli, núncio apostólico na Alemanha, numa cerimônia em Rüsselsheim, 1928.
        Foi nomeado Núncio Apostólico na Baviera pelo Papa Bento XV em 20 de abril de 1917, três dias depois é nomeado arcebispo in partibus de Sardes, a sua ordenação se dá na Capela Sistina, pessoalmente pelo próprio papa, no dia 13 de maio de 1917, data das aparições da Virgem de Fátima, em plena Primeira Guerra Mundial. Começa o trabalho no momento da recepção da nota de 1 de agosto de 1917, de Bento XV, trabalhará tendo a paz e o auxílio às vítimas do conflito como principal objetivo, mas só obtém resultados decepcionantes. Esforça-se por conhecer bem a Igreja Católica na Alemanha, visita as dioceses e frequenta os principais eventos católicos como o Katholikentag. Tomou ao seu serviço a alemã irmã Pasqualina, que se tornou a sua governanta até final de sua vida.
        Desde 1919, a Nunciatura na Baviera foi reconhecida como competente para toda a Alemanha. Em 23 de junho de 1920 é criada uma nunciatura na Alemanha (República de Weimar), Pacelli é então acreditado em Berlim ao mesmo tempo que recebe a Nunciatura da Prússia, tarefa que desempenhou até 1929. Nesta época toma conhecimento das discussões entre o Vaticano e a União Soviética. Em 1926, ordena bispo o jesuíta D'Herbigny, encarregado de constituir um clero na Rússia. As tentativas de negociação do Núncio em Berlim com emissários soviéticos, com a finalidade de garantir condições mínimas de sobrevivência para a Igreja na União Soviética, que tiveram início em 1924 e se prolongaram por mais de três anos resultaram em insucesso.
        Para regularizar as relações da Santa Sé com outros Estados e defender as atividades católicas nestes países, exerce uma atividade diplomática intensa, assistiu e assinou várias concordatas com vários Estados: Letônia em 1922, Baviera em 1924, Polônia em 1925, Romênia em 1927, Prússia em 1929. Tais concordatas permitiam a Igreja Católica organizar grupos de jovens, fazer nomeações eclesiásticas, construir e manter escolas, hospitais e instituições de caridade, ou mesmo realizar serviços religiosos. Também asseguravam que o direito canónico seria reconhecido dentro de algumas áreas (por exemplo, decretos da Igreja na área de nulidade do casamento, etc.).[8]

        O Cardeal Secretário de Estado[editar | editar código-fonte]

        Ver artigo principal: Cardeal Secretário de Estado

        Pacelli e o Papa Pio XI por ocasião da inauguração da Rádio Vaticano, 1931.
        Exerce a nunciatura na Alemanha até ser criado cardeal em 16 de Dezembro de 1929 pelo Pio XI, com o título de Cardeal-presbítero de "São João e São Paulo". Em 8 de Fevereiro de 1930 é nomeado Secretário de Estado - por coincidência no mesmo dia que, em 1901, sem ter completado ainda vinte e cinco anos, atravessou pela primeira vez os umbrais da Secretaria de Estado - o cardeal Pacelli recebeu da Bulgária votos especiais, formulados por um idoso monge que invocava para ele a docilidade de David e a sabedoria de Salomão, quem escrevia ao futuro Papa Pio XII era aquele que lhe sucederia com o nome de João XXIII.[9]
        Por nove anos foi fiel e principal colaborador de Pio XI, numa época marcada pelo totalitarismo: os fascistasnazistas e os comunistas soviéticos foram condenados, respectivamente, nas encíclicas Non abbiamo bisognoMit Brennender Sorge (Com profunda preocupação) e Divini Redemptoris e pela encíclica Firmissimam constantiam criticou as sangrentas perseguições do laicismo maçônico contra os católicos do México.
        Juntamente com os Cardeais alemães Adolf BertramMichael von Faulhaber e Karl Joseph Schulte e os dois bispos alemães mais contrários ao regime, Clemens von Gallen e Konrad von Preysing e com a intervenção decidida do Cardeal Pacelli e dos seus auxiliares alemães Mons. Ludwig Kaas e dos jesuítas Robert Leiber e Augustin Bea chegou-se à encíclica Mit brennender Sorge que, ainda em 1937, condenou os erros do nazismo e sua ideologia racista e pagã.[10]
        Em 1935 foi nomeado Cardeal Camerlengo. Promove, ainda, a celebração de concordatas com a Áustria (1933), Alemanha(1933), Iugoslávia (1935) e Portugal (Concordata entre a Santa Sé e Portugal de 1940). Fez ainda visitas diplomáticas na Europa e América, incluindo uma longa visita aos Estados Unidos em 1936 onde se encontrou com Charles Coughlin e Franklin D. Roosevelt, que enviou interlocutores à Santa Sé em dezembro de 1939 para restabelecer relações diplomáticas que haviam sido rompidas desde 1870 quando o papa havia perdido o poder temporal.[11] Os tratados de Latrão de 1929 foram concluídos antes de Pacelli se tornar Secretário de Estado.
        Em abril de 1935, em resposta à nota da Embaixada da Espanha do dia 15 comunicando a proclamação da República naquele país o Cardeal Secretário de Estado, depois de ouvida a Congregação para os Assuntos Eclesiásticos Extraordinários e obtida a aprovação de Pio XI emitiu nota diplomática do seguinte teor: A Santa Sé - disse Pacelli - toma em consideração esta comunicação. Ela está disposta a secundar o Governo provisório na obra de manutenção da ordem, confiante de que também o Governo por seu lado respeitará os direitos da Igreja e dos católicos numa nação na qual a quase totalidade da população professa a Religião católica. Esta nota diplomática foi o ato formal de reconhecimento por parte da Santa Sé do Governo provisório da Segunda República espanhola.[12]
        Ainda em 1935, a 6 de dezembro, recebe o hábito dominicano, tornando-se membro da Ordem Terceira de São Domingos, em virtude da sua grande «grande admiração pela doutrina e santidade dos exímios doutores da Ordem, Tomás de Aquino e Alberto Magno, tomou para a sua vida dominicana o nome de ambos, querendo ficar-se chamando «Tomás-Alberto».[13]

        As "folhas de audiência"[editar | editar código-fonte]

        Arquivo Secreto do Vaticano publicou em 2010 I "flogli di udienza" del cardinale Eugenio Pacelli segretario di Stato. Pacelli, durante o período que vai de 8 de fevereiro de 1930 a 10 de fevereiro de 1939 começou a tomar notas dos encontros com o Papa Pio XI, e depois também daqueles com os diplomatas e eclesiásticos, com uma frequência que se manteve quase cotidiana durante um decênio, até poucas horas antes da morte de Pio XI. Estas anotações foram conservadas pelo autor depois da eleição papal, contendo 2.627 folhas e documentam 1956 audiências. São apontamentos destinados ao trabalho da Secretaria de Estado e da Cúria romana e eram até agora uma fonte desconhecida de interesse para a história contemporânea.[9]

        No Brasil[editar | editar código-fonte]


        O Cardeal Pacelli, com Getúlio Vargas e Antônio Carlos no Palácio Itamaraty, Rio de Janeiro, 1934, de passagem para a Argentina
        Nos dias 20 e 21 de outubro de 1934, o governo brasileiro recebeu a visita do Cardeal Eugenio Pacelli, que foi hospedado no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, na época capital da República, e visitou o monumento do Cristo Redentor. Para comemorar o evento foi determinada uma emissão de selos que foi confiada à Tipografia Alexandre Ribeiro & Cia, empresa local, que os imprimiu em curto espaço de tempo, para coincidir o seu lançamento com a chegada do cardeal ao país. Estes selos ficaram conhecidos na filatelia brasileira como os "selos Pacelli" e foram emitidos no valor de 300 Réis e 700 Réis.[14]

        O Conclave[editar | editar código-fonte]

        Ver artigo principal: Conclave de 1939
        Em 2 de março de 1939, quando já se podia antever a nova conflagração mundial, no dia de seu 63.º aniversário, na terceira votação, Pacelli tornou-se o primeiro Secretário de Estado, desde o Papa Clemente IX em 1667, a ser eleito Papa; escolheu o nome de Pio XII, na continuidade do pontificado precedente, Pacelli foi ainda o primeiro Camerlengo desde Leão XIII em 1878, o primeiro membro da Cúria desde o Papa Gregório XVI (1831), e o primeiro romano desde o Papa Clemente X em 1670 a ser eleito papa.

        Brasão e Lema[editar | editar código-fonte]

        Ver artigo principal: Brasão de Pio XII

        Brasão pontifício de Pio XII.

        Brasão como Camerlengo no Conclave de 1939

        Pontificado[editar | editar código-fonte]

        Mit brennender Sorg[editar | editar código-fonte]

        Entre 1933 e 1939 , Pacelli emitiu 55 protestos de violações do Reichskonkordat . Mais notavelmente , no início de 1937, Pacelli pediu a vários cardeais alemães, incluindo o Cardeal Michael von Faulhaber que o auxiliassem na redação de um protesto contra as violações nazistas do Reichskonkordat , o que viria a se tornar em 1937 na encíclica de Pio XI conhecida como Mit brennender Sorge . A encíclica foi escrita em língua alemã e não em latim, língua dos documentos habituais e oficiais da Igreja Católica Romana. Secretamente distribuída por um exército de motociclistas foi lida em cada púlpito da Igreja Católica alemã no Domingo de Ramos de 1937, nele condenou o paganismo e a ideologia do nacional-socialismo.[15] Pio XI creditava a sua criação e redação a Pacelli . [16] foi a primeira denúncia oficial do nazismo feita por qualquer grande organização e resultou em perseguição da Igreja pelos nazistas enfurecidos que fecharam todas as gráficas que participaram da impressão do documento e "tomaram inúmeras medidas vingativas contra a Igreja , incluindo a realização de uma longa série de ensaios imoralidade do clero católico. " [17] Em 10 de junho de 1941, o papa comentou sobre os problemas do Reichskonkordat em uma carta ao bispo de Passau , na Baviera : "A história dos shows Reichskonkordat , que o outro lado não tinha os pré-requisitos mais básicos para aceitar as liberdades mínimas e direitos da Igreja , sem a qual a Igreja não pode simplesmente viver e operar, acordos formais , não obstante " . [18]

        O esforço pela paz[editar | editar código-fonte]

        Nomeou seu Secretário de Estado o cardeal Maglione, antigo núncio em Paris. Evitar a guerra a todo custo foi a sua primeira preocupação. Pode-se dizer que Pio XII foi um dos principais protagonistas daqueles dias tão carregados de tragédia, porque procurou, com todas as suas forças, evitar a guerra. Tendo adquirido uma grande experiência diplomática, tem ciência de que o espera um dos mais agitados períodos da história.

        Pacelli, Núncio na Baviera, conversa com autoridades locais, 1922.
        Na sua primeira intervenção radiofônica com a mensagem Dum gravissimum, em 3 de março de 1939, manifesta preocupação pelo quanto se temia então: "Nestas ansiosas horas, enquanto muitas dificuldades parecem se opor à realização da verdadeira paz, que é a mais profunda aspiração de todos, levamos nossa súplica a Deus, uma oração especial por todos aqueles que têm a maior honra e o enorme peso de guiar o povo no caminho da prosperidade e do progresso civil."[19] Em maio envia, sem sucesso, aos governos do Reino UnidoFrançaPolôniaAlemanha e Itália uma proposta para resolver, mediante uma reunião conjunta, os problemas inerentes à comprometida estabilidade política.
        Dirigiu por rádio um novo apelo à paz no mundo: Iminente é o perigo, mas ainda é tempo. Nada é perdido com a paz. Tudo pode ser [perdido] com a guerra, era o seu brado naquela mensagem de rádio profética de 24 de agosto de 1939, a uma semana do início do conflito.[20]
        Em 20 de outubro de 1939 publica a sua primeira encíclica: Summi Pontificatus, em que exprime a sua angústia pelo sofrimento que cai sobre os indivíduos, famílias e toda a sociedade. Diz que a "hora das trevas" caiu sobre a humanidade, convida a todos a orar "para que a tempestade se acalme e sejam banidos os espíritos de discórdia que levaram a tão sangrento conflito." Recorre com frequência ao meio radiofônico para promover as suas mensagens, o mais moderno meio de comunicação de massa na época, são perto de duzentas mensagens radiodifundidas e dirigidas ao mundo em várias línguas, além de seus escritos.
        Na noite de Natal de 1942, condenou a perseguição judia na sua famosa alocução de Natal. Igualmente, em 1943 pronunciou um importante discurso aos cardeais, em que reafirmou a sua condenação da política alemã. Como Bispo de Roma entrou em pessoa, em julho e agosto de 1943, nos populosos bairros de São Lourenço e São Giovanni para trazer conforto para as vítimas dos bombardeamentos anglo-americanos.

        Pacelli após audiência com o Kaiser Guilherme II em 1917.
        Quando, em 10 de setembro de 1943 os nazistas invadiram Roma, o Papa abriu a Santa Sé aos refugiados, estimando-se que tenha concedido a cidadania do Vaticano a entre 800.000 e 1.500.000 de pessoas, e nos meses em que Roma se encontrava sob ocupação alemã, Pio XII instruiu o clero italiano sobre como salvar vidas usando de todos os meios possíveis. Cento e cinquenta e cinco conventos e mosteiros em Roma deram asilo a aproximadamente cinco mil judeus. Pelo menos três mil encontraram refúgio na residência de verão do pontífice, em Castel Gandolfo. Sessenta judeus viveram por nove meses dentro da Universidade Gregoriana e muitos foram escondidos no subsolo do Pontifício Instituto Bíblico. Seguindo as instruções de Pio XII, muitos padres, monges, freiras, cardeais e bispos italianos empenharam-se para salvar milhares de vidas judias. O cardeal Boetto, de Gênova, salvou pelo menos oitocentas vidas. O bispo de Assisescondeu trezentos judeus por mais de dois anos. O bispo de Campagna e dois de seus parentes salvaram outros 961 em Fiume.
        Hitler ameaçou sequestrar Pio XII. O general Karl Otto Wolff, das SS, recebeu ordem para ocupar o mais rapidamente possível o Vaticano, garantir a segurança dos arquivos e dos tesouros artísticos, e "transferir" (ou seja, sequestrar) o Papa, juntamente com a Cúria, para que não caíssem nas mãos dos Aliados e exercessem influência política. De acordo com historiadores, Hitler ordenou o sequestro porque ele tinha medo da possibilidade de Pio XII aumentar e agravar as suas críticas à perseguição judia levada a cabo pelos nazistas. Também temia que a oposição de Pio XII pudesse inspirar mais resistência e oposição à ocupação alemã na Itália e em outros países católicos. Nessa eventualidade, o Papa disse à Cúria que a sua captura pelos nazistas implicaria a sua resignação imediata, abrindo caminho à eleição de um sucessor. Os prelados teriam de se refugiar num país seguro e neutro, provavelmente Portugal, onde iriam restabelecer a liderança da Igreja Católica Romana e eleger um novo Papa.[21]
        Como consequência, e apesar do fato de Mussolini e dos fascistas terem cedido à exigência de Hitler de dar início às deportações também na Itália, muitos católicos italianos desobedeceram às ordens alemãs. É sabido que, enquanto cerca de 80% dos judeus europeus encontraram a morte durante a Segunda Guerra Mundial, 80% dos judeus italianos se salvaram.
        Em 12 de março de 1944 profere a alocução Nella desolazione, dirigida aos "foragidos da guerra refugiados em Roma e aos habitantes da cidade reunidos na Praça de São Pedro" e em 2 de junho deste mesmo ano em outra alocução: È ormai passato, dirigida aos Cardeais repele mais uma vez a guerra. Em 29 de novembro de 1945 recebe no Vaticano oitenta delegados de campos de concentração alemães que foram pessoalmente manifestar o seu agradecimento pela "generosidade demonstrada pelo Santo Padre para com eles durante o terrível período do nazifascismo".[22]

        Pós-guerra[editar | editar código-fonte]

        Na sua radiomensagem Ecco alfine de 9 de maio de 1945 Pio XII reafirma o que tanto já vinha repetindo, que "só a paz e a segurança imposta sob justiça podem garantir ao povo um ordenamento público conforme as exigências fundamentais da consciência humana e cristã".
        Diante do crescimento do comunismo soviético denuncia a violência exercida contra os povos eslavos na alocução Nell’accogliere,[23] de 5 de junho de 1945 e reage contra a perseguição religiosa é exercida nessas regiões. Na Mensagem Ecce ego declinabo de 24 de dezembro de 1954 denuncia os males da Guerra Fria e na mensagem natalícia de 1955 Col cuore aperto rejeita mais uma vez de modo expresso a doutrina do comunismo afirmando-a contrária à doutrina cristã e ao direito natural.

        As eleições italianas de 1948[editar | editar código-fonte]


        Papa Pio XII com Cônegos Regulares da Ordem da Santa Cruzdurante uma audiência na Cidade do Vaticano .
        Em fins de 1947, a Assembleia Constituinte italiana havia concluído o texto de um nova constituição que entraria em vigor em 1 de janeiro de 1948. Haviam sido convocadas eleições gerais para 18 de abril de 1948, comunistas e socialistas coligaram-se contra a Democracia Cristã liderada por Alcide De Gasperi. À vista do bloqueio de Berlim naquele ano, a guerra fria entre a Rússia e as democracias ocidentais e a perseguição religiosa por trás da "cortina de ferro" levaram Pio XII a declarar que "soara a hora capital da consciência cristã". Em suas palavras "toda a nação estava em plena transmutação dos tempos, que requeria por parte da Cabeça e dos membros da Cristandade, suma vigilância, incansável diligência e uma ação abnegada."[24]
        Coerente com o magistério da Igreja que já condenava o marxismo como heresia desde antes[25] do Papa Leão XIII e através da encíclica Rerum Novarum e de outros documentos pontifícios[26][27] de seus sucessores, naquelas eleições prestou claro apoio a De Gasperi e à Democracia Cristã italiana que, afinal, saiu-se vitoriosa, e proibiu o clero católico de votar no PCI(Partito Communista D'Italia) o que, segundo seus críticos, seria mostra de seu viés conservador.
        Na verdade, Pio XII se empenhara naquela eleição e com ele toda a Igreja Católica para garantir a vitória da Democracia Cristã na Itália e evitar que sucedesse na nascente democracia italiana o que vinha ocorrendo então, na denominada Cortina de Ferro. Em 1949, ordenou a publicação do Decreto contra o Comunismo, que levou à excomunhão de católicos que defendiam abertamente o comunismo. Também condenou o comunismo em outras ocasiões, como por exemplo na Carta Apostólica Dum maerenti animo - A Igreja perseguida na Europa do Leste (29 de junho de 1956)[28] e na Carta Apostólica "Sacro vergente anno" - Consagração da Rússia ao Coração Imaculado de Maria (7 de julho de 1952).[29]

        Beatificações e canonizações[editar | editar código-fonte]

        No seu pontificado, o Papa Pio XII canonizou oito santos, incluindo o Papa Pio X, e beatificou cinco pessoas. No seguimento dos pedidos de Jesus feitos à Beata Alexandrina de Balazar e posteriormente endereçados para o Vaticano pelo seu director espiritual, o Padre Mariano Pinho, Pio XII efectuou a consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria em 1942.

        Processo de Beatificação[editar | editar código-fonte]


        Estátua de Pio XII em BragaPortugal.
        Em 1965 o Papa Paulo VI deu início à causa da sua beatificação anunciando o fato durante o Concílio Vaticano II. No dia 8 de maio de 2007, a Congregação para a Causa dos Santos, à unanimidade, reconheceu que Pio XII praticou as virtudes teologais e as virtudes humanas em grau de heroísmo, submetendo a Papa Bento XVI a decisão de declará-lo Venerável, último estágio que antecede à declaração de beato. A Congregação revisou três mil páginas de documentos e testemunhos sobre a vida de Pio XII. Porém, em dezembro de 2007, Bento XVI determinou o estudo mais aprofundado de alguns documentos para o que criou uma comissão dentro da sua Secretaria de Estado,[30] o que implica num retardamento na tramitação do processo.
        Em 2008, Bento XVI, celebrando na Basílica de São Pedro os 50 anos da morte do servo de Deus Pio XII, exortou a rezar a fim de que continue felizmente a causa de beatificação.[10]
        No dia 19 de dezembro de 2009 o Papa Bento XVI proclamou-o "Venerável", ao promulgar o decreto que reconhece as virtudes heroicas do Servo de Deus Pio XII, um importante passo dentro do processo de beatificação, que fica aguardando somente a existência de um milagre realizado pela intercessão do Papa Pacelli.[31]

        Concílio Vaticano II[editar | editar código-fonte]

        Segundo o Papa Bento XVI, depois das Sagradas Escrituras, o Papa Pio XII é o autor ou fonte autorizada mais citada nos documentos do Concílio Vaticano II (1962-1965). Bento XVI considera que não é possível entender o Concílio Vaticano II sem levar em conta o magistério de Pio XII. (…) A herança do magistério de Pio XII foi recolhida pelo Concílio Vaticano II e proposta às gerações cristãs posteriores.[32]
        Nas intervenções orais e escritas se encontram mais de mil referências ao magistério de Pio XII e o seu nome aparece mencionado em mais de duzentas notas explicativas dos documentos do Concílio, estas notas com frequência constituem autênticas partes integrantes dos textos conciliares; não só oferecem justificativas de apoio para o que afirma o texto, mas também oferecem uma chave de interpretação, disse o Papa Bento XVI no discurso que dirigiu aos participantes do congresso sobre "A herança do magistério de Pio XII e o Concílio Vaticano II", promovido pelas universidades pontifícias Gregoriana e Lateranense, no 50.º aniversário da morte de Pio XII (2008).[32]
        Como por exemplo, os conceitos e as ideias expressas na encíclica Mystici Corporis Christi, do Papa Pio XII, influenciaram fortemente a redação da constituição dogmática Lumen Gentium, que trata da natureza e da constituição da Igreja. Este documento do Concílio Vaticano II usou e defendeu o conceito de Igreja expresso nesta encíclica (a Igreja como Corpo místico de Cristo), que era baseado na teologia de São Paulo.

        Encíclicas e Documentos[editar | editar código-fonte]


        Assinatura de Pio XII.
        Foi autor de 43 encíclicas e de muitos outros documentos, alocuções e mensagens papais. Entre as suas mais representativas mensagens estão:

        Na cultura popular[editar | editar código-fonte]

        Cinema[editar | editar código-fonte]

        Sob a direção de Marcus Rosenmüller, foi produzido entre 2009 e 2010, o filme para TV Gottes mächtige Dienerin ("A poderosa servidora de Deus"), sobre a vida da irmã Pascalina, que esteve por 40 anos ao serviço, primeiro do núncio Pacelli e, depois da eleição deste como Papa, de Pio XII.[33][34]
        Há também o filme "Pastor Angelicus", produzido pela TV italiana, em que o próprio Pio XII atua. O título deriva das profecias de São Malaquias.
        Em 2002, foi lançado o filme Amen., do cineasta Costa Gavras, que trata da suposta postura omissa de Pio XII e da igreja católica frente ao nazismo.[35]
        Em 2015, foi lançado o filme Shades of Truth, da cineasta Liana Marabini, que defende a hipótese de Pio XII ser o "Papa dos Judeus" ao invés de o "Papa de Hitler".[36]

        Críticas, prós e contra[editar | editar código-fonte]

        Seu papel durante a Segunda Guerra Mundial, no entanto, para vários de seus críticos é controverso. Por outro lado o seu silêncio durante os primeiros anos da guerra foi reconhecido por muitos historiadores como útil para salvar inumeráveis vidas humanas.
        Porém, apesar de ninguém considerar a Cúria Papal um exército, nem vê o papa como um general a quem se recorre para complicadas operações de salvamento e resgate, mas sim acredita ser a Igreja Católica uma força ética e uma reserva moral do Ocidente, de quem espera-se que aja em favor das vítimas justo nesses momentos terríveis. E ela teria se omitido, segundo os seus críticos. Tampouco se tem notícia de manifestações públicas ostensivas no mesmo sentido seja da Cruz Vermelha Internacional, seja de organizações judaicas americanas que não agiram diferentemente.[37]
        O que é geralmente aceite é que seguiu uma política neutra à semelhança do que o Papa Bento XV havia feito na Primeira Guerra Mundial. O principal argumento tinha duas razões: a condenação pública de Adolf Hitler e do nazismo trariam pouco ou nenhum benefício ao desenrolar da guerra, já que seria certamente censurada na Alemanha e desconhecida para os católicos alemães (embora já houvesse na década anterior à guerra declarações de que catolicismo e nazismo eram incompatíveis); segundo, isso poderia desencadear uma forte perseguição religiosa aos católicos alemães, cortando as rotas de fuga usadas por opositores do nazismo, judeus e ciganos.[37]

        Túmulo de Pio XII na Basílica de São Pedro.
        Robert Kempner, referindo-se à sua própria experiência durante o processo de Nuremberg, afirmou em uma carta à redação, depois de o "Commentary" ter publicado um trecho do livro de Guenter Lewy em 1964: "Qualquer movimento de propaganda da Igreja Católica contra o Reich hitlerista não só teria sido um 'suicídio voluntário' (…) mas teria também acelerado a execução capital de um maior número de judeus e sacerdotes".
        Segundo o diplomata e historiador judeu Pinchas Lapide, que foi cônsul em Milão, na sua obra "Three Popes and Jews" (Londres, 1967), "Pio XII, a Santa Sé, os núncios do Vaticano e toda a Igreja Católica teriam salvo de 700 000 a 850 000 hebreus da morte certa, no regime nazista."[37]
        Em 23 de dezembro de 1940 na revista "Time" Albert Einstein afirmava: "Somente a Igreja ousou opor-se à campanha de Hitler de suprimir a verdade. Nunca tive um interesse especial pela Igreja antes, mas agora sinto um grande afeto e admiração porque somente a Igreja teve a coragem e a força constante de estar da parte da verdade intelectual e da liberdade moral".[38]
        Por ocasião de sua morte o mundo prestou-lhe extraordinárias homenagens. Eisenhower, então presidente dos Estados Unidos declarou: "O mundo tornou-se mais pobre depois de sua morte". De sua parte a então ministra do Exterior de Israel e mais tarde primeira-ministra Golda Meir afirmou: "Nós choramos um grande servidor da paz" e, ainda, que na ocasião do "terrível martírio que se abateu sobre nosso povo, a voz do Papa se elevou em favor de suas vítimas."[37] Certo é que o Papa desenvolveu na sombra uma forte campanha de apoio aos judeus, e os seus críticos, todavia, não perdoam o fato de ter mantido silêncio, ao não falar publicamente contra o nazismo durante a guerra, por temer represálias nazistas contra os católicos e os judeus.
        Provas escritas de ordem direta de Pio XII para proteger os judeus foram encontradas no Memorial das Religiosas Agustinas do mosteiro romano "Dei Santissimi Quattro Coronati" onde se lê: "O Santo Padre quer salvar os seus filhos, também os Judeus, e ordena que em todos os Mosteiros se dê hospitalidade a estes perseguidos". A anotação é de novembro de 1943 e inclui a lista de 24 pessoas acolhidas neste Mosteiro como adesão ao desejo do Sumo Pontífice.[39]
        Pave the Way Foundation, uma fundação que se dedica à promoção da paz no mundo por meio do diálogo inter-religioso, liderada pelo judeu Gary Lewis Kruppcomunicou, em setembro de 2009, ao Papa Bento XVI uma iniciativa que busca dar a Pio XII o título de "Justo entre as Nações" – o que seria equivalente ao reconhecimento que faz a Igreja Católica dos santos - e assim colocar o seu nome no elenco do conhecido jardim dos justos no Yad Vashem de Jerusalém.[40][41]
        Apesar disso, existem também alguns historiadores que o acusam de cooperação com os regimes totalitários da Europa mesmo antes e durante o seu pontificado. O bispo brasileiro Dom Carlos Duarte Costa foi excomungado em 1945 por sustentar, de público, estas acusações e por denunciar a criação de uma organização secreta chamada Operação Odessa, que tinha como finalidade dar fuga a oficiais de altas patentes nazistas e fascistas logo após o triunfo das potências aliadas. Nestas fugas, os oficiais fugiam com passaportes diplomáticos do Vaticano, principalmente para a América Latina em sua maioria para a Argentina e Brasil.[carece de fontes]