quarta-feira, 8 de maio de 2019

POLICIAL MILITAR COMETE SUICÍDIO EM CASA.


POLICIAL MILITAR COMETE SUICÍDIO EM CASA


Policial Militar comete suicídio em casa
legenda:
FONTE DA FOTO: O VICTORIANO
Segundo nota enviada pelo Comando do 53º Batalhão de Polícia Militar de Avaré, “na manhã dessa quarta-feira, 08 de maio de 2019, faleceu na cidade Avaré o Policial Militar, Cabo PM Benedito Carlos Borges, que atualmente trabalhava na cidade de Avaré/SP, estando lotado no efetivo do 53º Batalhão de Polícia Militar do Interior. Dados da morte ainda serão apurados, constado no momento que a causa foi cometimento de suicídio”.
Foi o segundo suicídio registrado em pouco mais de 24 horas. Na noite de segunda-feira, o autônomo Jefferson Henrique de Oliveira, de 29 anos, tirou a própria vida no banheiro da sua casa, localizada na Vila Martins III.
Com a ocorrência da manhã desta quarta-feira, sobe para quatro o número de suicídios registrados este ano em Avaré. O Policial Militar morava no Conjunto Habitacional Novo Camargo.


Adelaide Chiozzo e Eliana | Beijinho Doce (RESTAURADO)

89º ANIVERSÁRIO DE ADELAIDE CHIOZZO - 8 DE MAIO DE 1931.


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Adelaide Chiozzo (São Paulo8 de maio de 1931) é uma atriz e acordeonista brasileira. Foi estrela da Atlântida Cinematográfica (atuando em 23 filmes, inclusive em musicais com Oscarito e Grande Otelo) e renomada cantora da Rádio Nacional, onde atuou por 27 anos, participando, dentre outros, dos programas "Alma do Sertão" e "Gente Que Brilha". Em seus mais de vinte discos gravados, é dona de sucessos como "Beijinho Doce", "Sabiá na Gaiola", "Pedalando" e "Recruta Biruta". Recebeu vários prêmios e troféus, entre os quais, o título de "A Namoradinha do Brasil" (a primeira do País) e participou também como atriz nas novelas da Rede GloboFeijão Maravilha e Deus nos Acuda.
Adelaide, com seu famoso acordeão, já se apresentou por quase todas as cidades brasileiras, juntamente com seu esposo Carlos Matos, respeitado violonista brasileiro, e teve o seu espetáculo "Cada um Tem o Acordeon que Merece" aclamado pela crítica como o melhor espetáculo do ano de 1975. Recentemente, em Abril de 2003, foi agraciada pela Assembléia Legislativa do Estado do Ceará, com o título honorário de "cidadã cearense".


    Televisão[editar | editar código-fonte]


    Ela Com sua filha, Cristina Chiozzo, Em 1957.
    Televisão
    AnoTítuloPapel
    1979Feijão MaravilhaLeonor
    1986CambalachoMulher do Príncipe em lua-de-mel
    1992Deus nos AcudaJucelina

    Cinema[1][editar | editar código-fonte]

    Filmes
    AnoTítuloPapel
    1947Esse Mundo É um Pandeiro
    1948É Com Esse Que Eu Vou
    1949Carnaval no Fogo
    1950Aviso aos navegantesAdelaide [2]
    1951Aí Vem o BarãoIolanda
    1952Barnabé, Tu És MeuAntonieta
    É Fogo na RoupaDiana
    1954O petróleo é nossoMarisa
    Malandros em Quarta Dimensão
    1956Sai de Baixo
    Genival É de Morte
    Guerra ao Samba
    1957Garotas e SambaDidi
    1975Assim Era a Atlântida

    95 ANOS DO NASCIMENTO DE WILLIAM BLANCO ABRUNHOSA TRINDADE - BILLY BLANCO - em 8 DE MAIO DE 1924.



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    a. Nasce WILLIAM BLANCO ABRUNHOSA TRINDADE - BILLY BLANCO - em 8 de maio de 1924. Quem foi que popularizou a expressão, “Quem está fora não entra e quem está dentro não sai”? Quem foi o primeiro a dizer de uma certa aeromoça (antes que as adoráveis aeromoças fossem transformadas, militarmente, em “comissárias”), “Pena que ela não faça parte da passagem”? Quem definiu numa frase o comportamento de certos tipos preconceituosos, nos levando a usá-la para classificar uma pessoa que enquadrasse no tipo, “Não fala com pobre, não dá a mão a presto, não carrega embrulho”? Quem inventou a expressão “vaca de presépio”? E quem foi o primeiro a falar “Quero tudo a que tenho direito”? Quem foi o primeiro parceiro importante de ANTÔNIO CARLOS JOBIM? Quem, para todos os efeitos, descobriu BADEN POWELL como compositor? Quem ajudou a selar as pazes entre os fã-clubes de DICK FARNEY e LÚCIO ALVES? Quem foi um dos “padrinhos da Bossa Nova”? E quem compôs sinfonias populares, pela ordem com que foram escritas, sobre o RIO, sobre SÃO PAULO e sobre a AMAZÔNIA paraense? A resposta a todas essas perguntas é BILLY BLANCO, nascido em 8 de maio de 1924, um grande compositor e letrista brasileiro dos últimos 50 anos. Algumas de suas criações são indestrutíveis, como ESTATUTOS DA GAFIEIRA, de 1954, MOCINHO BONITO, de 1956 e VIVA MEU SAMBA, de 1958. “Quem está fora não entra, quem está dentro não sai” é um verso de PISTOM DA GAFIEIRA, de 1959. AEROMOÇA, de 1966 e VACA DE PRESÉPIO, de 1958 também são de sua autoria. E há o obra-prima, A BANCA DO DISTINTO, de 1959, feita para um cretino de outras plagas que, numa boate do RIO em que DOLORES DURAN se apresentava, em vez de pedir a música à cantora, chamava o garçom e dizia: “Diga à negrinha para cantar isso assim-assim” ou “Isso assim assado”. DOLORES se queixou com BILLY: “Se pelo menos ele me chamasse de neguinha!” BILLY se vingou por ela, escrevendo: “Não fala com pobre/Não dá mão a preto/Não carrega embrulho/Pra que tanta pose, doutor?/Pra que tanto orgulho?/ A bruxa que é cega/Esbarra na gente/E a vida estanca/ O enfarte te pega, doutor/ E acaba essa banca. BILLY BLANCO e TOM JOBIM fizeram o samba TEREZA DA PRAIA, em 1954. Depois vieram: RIO DE JANEIRO, A MONTANHA, O SOL, O MAR, SINFONIA POPULAR EM RITMO DE SAMBA (mais conhecida como SINFONIA DO RIO DE JANEIRO e gravada também em 1954). Em 1957, BILLY escreveu NINGUÉM NA RUA; SECRETÁRIA, em 1965; DOMINGO AZUL, em 1965. Sua certidão de nascimento o dá como nascido em BELÉM DO PARÁ, com o nome de WILLIAM BLANCO DE ABRUNHOSA TRINDADE.

    William Blanco Abrunhosa Trindade, mais conhecido como Billy Blanco (Belém8 de maio de 1924 — Rio de Janeiro8 de julho de 2011), foi um arquitetomúsicocompositor e escritor brasileiro. É avô dos atores e cantores Daniel Blanco e Pedro Sol, assim como das atrizes e cantoras Lua Blanco, Ana Terra e Estrela Blanco e da jovem Marisol Blanco.

    Carreira[editar | editar código-fonte]

    Atraído pela música desde criança, quando começou a compor tinha cuidado ao escrever seus sambas, com letras elaboradas, assuntos e composições das canções. Nos anos 1940, quando cursava o segundo ano de Engenharia, foi para São Paulo, para fazer o curso de Arquitetura, e ingressou no Mackenzie College em 1946. Foi para o Rio de Janeiro, e estudou na Faculdade de Arquitetura e Belas Artes, em 1948. Graduou-se em 1950 em Arquitetura.
    Tinha um estilo próprio, descrevendo os acontecimentos a sua volta, com humor ou no gênero de exaltação, falando de amor e das desilusões; onde seu samba sincopado, que fugia da cadência vigente do estilo, passou a chamar a atenção dos cantores da época. Sua primeira composição foi "Pra Variar", em 1951. Nos anos 1950 e 1960 seus sucessos foram gravados por Dick FarneyLúcio AlvesJoão GilbertoDolores DuranSílvio CaldasNora NeyJamelãoElizeth CardosoDóris MonteiroOs CariocasPery RibeiroMiltinhoElis Regina e Hebe Camargo. Seu primeiro sucesso foi "Estatutos da Gafieira", na voz de Inezita Barroso, em gravação da RCA Victor de 1954.
    Entre seus parceiros estiveram Baden Powell, em "Samba Triste", Tom Jobim, em "Sinfonia do Rio de Janeiro" (suíte popular em ritmo de samba, de 1960) e João Gilberto, em "Descendo o Morro" e "A Montanha/O Morro", onde os dois doutores do asfalto homenageiam o samba de gente simples e de favela. Foram 56 parcerias com o violonista Sebastião Tapajós e com outros compositores, num total de quinhentas músicas, sendo que trezentas já gravadas.

    Garoto, Radamés Gnatalli, Chiquinho e Billy Blanco, 1955. Arquivo Nacional.
    Entre seus sucessos destacam-se "Sinfonia Paulistana", "Tereza da Praia", "O Morro", "Estatuto da Gafieira", "Mocinho Bonito", "Samba Triste", "Viva meu Samba", "Samba de Morro", "Pra Variar", "Sinfonia do Rio de Janeiro" e "Canto Livre". "Sinfonia do Rio de Janeiro" é composta por dez canções, escritas em parceria com Tom Jobim, em 1960. As canções que formam a suíte são "Hino ao Sol", "Coisas do Dia", "Matei-me no Trabalho", "Zona Sul", "Arpoador", "Noites do Rio", "A Montanha", "O Morro", "Descendo o Morro" e "Samba do Amanhã".
    "Sinfonia Paulistana" foi concluída em 1974, depois de dez anos de trabalho.[1]É composta por quinze canções, cantadas por Elza Soares, Pery Ribeiro, CláudiaClaudette Soares, Nadinho da Ilha, Miltinho e pelo coro do Teatro Municipal de São Paulo. A produção foi de Aloysio de Oliveira, com orquestra regida pelo maestro Chico de Moraes. As músicas se chamam "Louvação de Anchieta", "Bartira", "Monções", "Tema de São Paulo", "Capital do Tempo", "O Dinheiro", "Coisas da Noite", "O Céu de São Paulo", "Amanhecendo", "O Tempo e a Hora", "Viva o Camelô", "Pro Esporte", "São Paulo Jovem", "Rua Augusta" e "Grande São Paulo". Em "Monções, destaca-se o carimbó épico, e em "O Tempo e a Hora", a fusão entre bossa e pop. O jornal O Estado de S. Paulo definiu o refrão de "Tema de São Paulo" como o "que mais define o paulistano".[1] Desde o ano em que foi concluída a suíte, essa música, a mais famosa da suíte, faz parte da trilha sonora do Jornal da Manhã, noticiário matutino da Rádio Jovem Pan.[1]

    Em 1965.
    Depois de passar uma temporada no Forte de Copacabana durante a ditadura brasileira, Billy Blanco compôs "Canto Livre".
    Estava em plena atividade dedicando-se a música gospel, até sofrer um derrame e ser internado no Rio de Janeiro no segundo semestre de 2010.[1] Apesar do quadro estável, em dezembro ainda não conseguia se comunicar oralmente.[1] Em 8 de julho de 2011 o cantor e compositor morreu, aos 87 anos. Ele estava internado desde o AVC.
    Em 2012, foi homenageado pela Prefeitura do Rio de Janeiro, emprestando seu nome para o Mergulhão Billy Blanco, obra no Trevo das Palmeiras (também conhecido como Cebolão), na Barra da Tijuca.[2]

    Livros escritos (em parceria)[editar | editar código-fonte]

    • MACEDO, Regina Helena - Tirando de Letra e Música - Editora Record - 1996 - 224págs. - ISBN 85-01-04339-7
    • MACEDO, Regina Helena - Florentino Dias: uma vida dedicada a música - Editora Record - 96 págs. - ISBN 85-01-05652-9


    120 ANOS DO NASCIMENTO DE GALILEO EMENDABILI - 8 DE MAIO DE 1899

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    120 a. nasce o arquiteto GALILEO EMENDABILI em 8 de maio de 1899. Foi o arquiteto que venceu o concurso de 1938, proposto pela FUNDAÇÃO DO MONUMENTO-MAUSOLÉU DO SOLDADO CONSTITUCIONALISTA DE 1932, recebendo quatro contos de réis pelo seu trabalho. Pela cláusula quinta do Edital do Concurso, os direitos autorais são da Fundação. Em 1999, o último remanescente da Fundação, HÉRBERT LEVY, passou os direitos do Monumento para a Sociedade Veteranos de 32-MMDC. Por ocasião do restauro do Monumento, uma pendenga judicial movida pela filha do arquiteto, FIAMMETTA EMENDABILI (autor intelectual é seu filho CARVALHOSA), onde procura conseguir dinheiro da Empresa TESS (CLARO) alegando que os direitos autorais pertencem a ela. O processo encontrava-se na segunda instância, após sentença prolatada em outubro de 2011. Um decreto governamental, baseado num convênio entre governo, prefeitura e Sociedade Veteranos de 32-MMDC, datado de 25 de setembro de 2006, define que a segurança, restauro e manutenção do Monumento Mausoléu cabe à Polícia Militar do Estado de São Paulo. Com isso, os aproveitadores que tentaram ganhar dinheiro à custa do restauro tiveram de se afastar em definitivo. Foi uma grande vitória da Sociedade. A família de GALILEO vale-se do nome do grande arquiteto, com comportamentos inaceitáveis, isto é, deixa o Monumento Mausoléu em situação perigosa (entrou com ação judicial em 2004). Passaram-se nove anos em que o restauro já estaria totalmente concluído caso não acontecesse o processo. É totalmente culpada por esse estado de coisas. Hoje, 2015, depois de tanta confusão, o Monumento Mausoléu ao Soldado Constitucionalista de 32 foi restaurado e entregue à visitação pública em 9 de dezembro de 2014. Mais de cem turistas estrangeiros, representando 29 países, visitaram o Monumento. É o BRASIL que está sendo dignificado pela sua obra magnífica. GALILEO EMENDABILI deixou para o mundo um legado extraordinário.  

    139 ANOS DO FALECIMENTO DO ESCRITOR FRANCÊS GUSTAVE FLAUBERT, EM 8 DE MAIO DE 1880.

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    139 a. falece GUSTAVE FLAUBERT em 8 de maio de 1880. Nasceu em 1821, em RUÃO, na NORMANDIA, FRANÇA. Aos dez anos vai estudar no renomado Colégio Real. GUSTAVE é uma criança distraída e desinteressada. Prefere cultivar e devorar romances em vez de estudar matérias obrigatórias. Nos intervalos da aula GUSTAVE lê. Gosta de romances históricos, de aventuras maravilhosas, de poesias carregadas de sentimento que caracterizam o Romantismo. E um dia resolve escrever também. Compõe narrativas históricas e alguns contos, seguindo os padrões de suas leituras preferidas. Redige também o semanário escolar ARTE E PROGRESSO.
    Aos quinze anos descobre o teatro. Atraem-no as peças de SHAKEASPEARE, ALEXANDRE DUMAS, pai e VICTOR HUGO. Decide então compor um drama em prosa, em cinco atos, LUIZ XI. Pouco tempo mais tarde, no inverno de 1837, aos dezesseis anos, descontente com a aventura teatral, redige seu primeiro romance, PAIXÃO E VIRTUDE. Nessa obra imatura e juvenil vislumbram-se os germes de suas grandes criações: a heroína, MAZZA, contém os traços que reaparecerão em EMA BOVARY. A minúcia com que descreve a paisagem e o ambiente, o esforço para encontrar em seu vocabulário de adolescente, a palavra exata, a preocupação de harmonizar temperamento e ação, enfim, todas as características do futuro FLAUBERT já se anunciam timidamente nessa primeira narrativa literária. É nessa época que descobre o amor. Amor de adolescente por uma mulher casada, onde anos mais velha: ELISA SCHLESINGER. Tanto ela quanto o marido gostam muito de FLAUBERT. Levam-no a passeios de barco, convidam-no para jantar e se preocupam com seus problemas. GUSTAVE nunca falou à amada do amor, nunca esboçou um gesto de carinho: adora ELISA em silêncio. Ela respeita-lhe os sentimentos. Embora viúva, não quis esposá-lo. O amor impossível e constante inspirou-lhe quatro livros: MEMÓRIAS DE UM LOUCO (1838) , NOVEMBRO (1842) e as duas versões de A EDUCAÇÃO SENTIMENTAL. Na primeira versão, escrita em 1845, ainda sob o impacto de sua experiência amorosa, o jovem FLAUBERT confere um desenlace feliz à sua paixão, acreditando ainda que, para conquistar a felicidade, bastaria desejá-la com toda a força. Anos mais tarde, ao redigir a segunda versão da obra (1869), reconhece o engano de sua mocidade. Inicia o livro com uma saudosa evocação de ELISA (a senhora ARNOUX do romance) e termina com a melancólica despedida de FRÉDÉRIC MOREAU (nome que atribui a si próprio no enredo).
    Embora infeliz no amor e ávido de escrever, FLAUBERT compreende a necessidade de cumprir os desejos paternos: diplomar-se advogado. Vai para PARIS em 1840, aos dezenove anos, estudar. Sem entender nada das aulas nem dos compêndios, cursa a faculdade. Deixa crescer a barba, fuma cachimbo sem parar, vai ao teatro sempre, freqüenta bons restaurantes, gasta despreocupadamente todo o dinheiro que o pai lhe manda. A reprovação nos exames, no entanto, abalam FLAUBERT, e o faz ter o primeiro ataque nervoso. E é esse ataque que faz com que os pais desistam de insistir para que ele conclua os estudos. FLAUBERT, então, abandona o curso e vai morar com a família na vila de CROISSET, à margem do SENA. Ali passa o resto da vida, e assiste, no espaço de três meses, à morte do pai e da irmã CAROLINE, falecida em 1846, aos 22 anos, após dar à luz uma menina.    
    Os anos passam. Em 1846, GUSTAVE FLAUBERT conhece a flamejante LOUISE COLLET. Separada do marido, mãe de uma adolescente, amante do filósofo VITOR COUSIN, sucumbe de imediato à atração pelo escritor e com ele vive uma tempestuosa aventura. A grande paixão de FLAUBERT, no entanto, continua sendo a literatura. Considera mais emocionante encontrar uma bela frase que amar uma bela mulher. Ao observar um fato interessante, ao experimentar novas emoções, fixa-as imediatamente num livro de notas, para usá-las mais tarde. Tal aspecto mostra o pendor de FLAUBERT para a escola literária realista, fato que o salva de cair nos exageros sentimentais característicos de alguns românticos decadentes. Não é o caso de FLAUBERT. Sob forma precisa e realista, revela um tédio em muito semelhante ao “mal do século” que, tendo sido desencadeado por GOETHE, atingiria CHATEAUBRIAND, ALFRED DE VIGNY, entre outros. Ao concluir MADAME BOVARY, declara: “Quando escrevi a cena de envenenamento senti na boca o gosto do arsênico, senti-me envenenado. Tanto que tive duas indigestões seguidas, duas indigestões reais . . .”. Em 1848, rompe com a amante. O rei LUÍS FILIPE entrega o poder a NAPOLEÃO BONAPARTE. FLAUBERT aceita o fim da aventura amorosa sem sofrimentos e observa imperturbável os sangrentos episódios políticos. Quando muito se aborrece com a violência que testemunha.  A morte de seu amigo LE POITTEVIN sacode-o profundamente. O próprio FLAUBERT fecha-lhe os olhos. É uma dor imensa, que abala sua saúde. Seguindo conselho médico, parte em viagem para o Oriente em outubro de 1849, onde pretende ficar por dois anos. Mas meses depois está de volta. Antes de viajar, começara a redação de AS TENTAÇÕES DE SANTO ANTÔNIO, obra inspirada num quadro do pintor flamengo BRUEGEL, mas o amigo DU CAMP não aprova a peça. Decepcionado, pois esperava uma reação mais entusiasmada, abandona a obra, para retomá-la em 1869.
    Em junho de 1851, após longo período de inatividade, FLAUBERT inicia a composição da mais famosa de suas obras: MADAME BOVARY, que o tornará em pouco tempo um dos mais célebres romancistas da FRANÇA. São cinco anos de trabalho, e finalmente MADAME BOVARY começa a ser publicada na REVUE DE PARIS a partir de outubro de 1856, porém com corte das cenas mais picantes. A censura suspende a publicação do livro e processa o autor. Acha que a obra é imoral. FLAUBERT tenta abafar o processo, recorrendo a amigos influentes. Em vão! Em janeiro de 1857, aos 36 anos, senta-se no banco dos réus. Oito dias depois, porém, é absolvido, e o livro, editado na íntegra, esgota-se em pouco tempo.
    Com o passar dos dias a fama acaba por cansar FLAUBERT. E ele volta a CROISSET em 1857 para trabalhar em OS MERCENÁRIOS. Concluída a obra, viaja para o Oriente. Começa a escrever – e publicar em capítulos – ainda nesse ano a obra SALAMBÔ, que não é sucesso nem de crítica nem de público. Como que para esquecer o fracasso de SALAMBÔ, reescreve A EDUCAÇÃO SENTIMENTAL.
    Corre o ano de 1870. A FRANÇA sofre a invasão prussiana. Eclode a guerra entre FRANÇA e ALEMANHA. A queda da pátria representa, para FLAUBERT, apesar de seu indiferentismo político, “a chegada do fim do mundo”. O escritor volta a padecer de ataques epilépticos da juventude. O pai já não está presente para tratá-lo com sangrias e dietas. O amigo BOUILHET morrera, assim como a mãe de GUSTAVE. ELISA SCHLESINGER, viúva, encontra-se recolhida a um asilo de loucos. FLAUBERT só tem a companhia da sobrinha, e, em visitas breves, a do romancista ÉMILE ZOLA, do jovem contista GUY DE MAUPASSANT e do escritor russo IVAN TURGUENIEV.
    A vida, que, para ele nunca tivera atrativos, é agora um tédio infinito. A única distração ainda é escrever. Aos 55 anos, FLAUBERT elabora um conto que é uma obra prima: UM CORAÇÃO SIMPLES. A morte de LOUISE COLLET o deixa mais só. Começa a escrever BOUVARD ET PÉCUCHET, mas não consegue concluí-lo. A mão não tem mais firmeza. A palavra certa não lhe ocorre mais. Finalmente, um ataque de apoplexia dá-lhe o golpe mortal. O tédio dissolve-se, a vida pára. Num dia de primavera de 1880, o romântico mestre do Realismo francês resolve suas inquietações. Mas não lhe havia sobrado tempo necessário para cumprir a promessa que fizera a um amigo: “Um dia, antes de morrer, resumirei minha vida, tentarei contar-me a mim mesmo”.      

    MICHEL TEMER E CORONEL LIMA VOLTAM À PRISÃO.

    TRF-2 determina que Michel Temer e Coronel Lima voltem à prisão

    Defesa do ex-presidente informou que ele se apresentará na manhã desta quinta-feira, mas não revelou o local


    postado em 08/05/2019 19:45 / atualizado em 08/05/2019 20:07
    (foto: / AFP / EVARISTO SA)
    (foto: / AFP / EVARISTO SA)
    A 1ª Turma do Tribunal Regional Federal da 2º Região (TRF-2) derrubou, nesta quarta-feira, o habeas corpus do ex-presidente Michel Temer e de João Baptista Lima Filho, conhecido como Coronel Lima. O placar foi de dois votos a um. Com o resultado, Temer e Lima terão que retornar à prisão. Na mesma sessão, foram mantidos os habeas corpus do ex-ministro Moreira Franco e outros cinco acusados. 

    O advogado Eduardo Carnelós, que defende Temer, afirmou que lamenta a decisão e que a prisão não tem sustentação jurídica, mas serve apenas para dar resposta a uma pressão da sociedade. “Só posso lamentar a prisão. Eu entendo que não tem fundamento, assim como já expus no habeas corpus (…). Não há risco a ordem pública, mas a necessidade de dar exemplo à sociedade, mas isso não é motivo”, afirmou. 

    Ainda segundo ele, o episódio e para se lamentar juridicamente. “Considero isso uma página triste na história do Judiciário brasileiro”, afirmou Carnelós.  O advogado disse que Michel Temer vai se apresentar na manhã desta quinta-feira, porém, não informou o local. 
    Temer teve o habeas corpus concedido no final de março pelo desembargador Antonio Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região. O decreto de prisão de Temer foi expedido pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio, responsável pela Operação Lava-Jato.

    A operação Descontaminação levou o ex-presidente Michel Temer à prisão preventiva na quinta-feira, 21. A investigação aponta supostas propinas de R$ 1 milhão da Engevix. Também foram detidos preventivamente o ex-ministro Moreira Franco (MDB), e outros 8 sob suspeita de intermediar as vantagens indevidas ao ex-presidente.

    Os procuradores da Operação Lava-Jato do MPF do Rio ligaram Temer diretamente aos casos de corrupção envolvendo a construção da usina nuclear Angra 3, pela Eletronuclear, subsidiária da Eletrobras.

    A defesa de Temer sustentou não haver fatos novos que justificassem a manutenção da prisão do ex-presidente.

    O ex-presidente da Eletronuclear e contra-almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, que trabalhou no programa nuclear da Marinha, foi condenado na Lava-Jato. Segundo a investigação, foi omprovado que a indicação de Othon foi obra de Michel Temer. Como contrapartida à indicação, o grupo político liderado por Temer cobrou propina.

    A ligação entre Temer e o contra-almirante Othon seria estabelecida pelo coronel João Baptista Lima Filho, reformado na Polícia Militar de São Paulo, apontado como operador financeiro do ex-presidente por El Hage.

    Segundo a PF, as investigações apontaram um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro, com informações também do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e do Tribunal de Contas da União (TCU), além de outras etapas da Lava-Jato, não apenas no Rio.


    A propina era paga a Temer pela empresa Argeplan, do coronel Lima. O inquérito que mira Temer e seus aliados tem como base as delações do empresário José Antunes Sobrinho, ligado à Engevix. (Com agência)


    8 DE MAIO - DIA DA VITÓRIA


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    8 de Maio – Dia da Vitória!

    “De agora em diante, nos céus da Europa voará a grande bandeira de liberdade das nações e paz entre as nações.” (Josef Stalin)
    São palavras como essas acima que ilustram o quanto a Europa estava agoniada com uma guerra que não acabava jamais. Os 6 anos mais longos de todos os tempos estavam se findando e o velho continente, enfim, respirava aliviado.
    Vitória
    No dia 7 de Maio de 1945 o documento preliminar da rendição foi assinado na cidade de Rheims. No dia 8 de Maio de 1945 os representantes da Alemanha, na presença do Alto Comando das Forças Aliadas e do Alto Comando das Forças Armadas Soviéticas, assinaram em Berlim a ata final de rendição, que entrou em vigor a partir da meia-noite do mesmo dia.

    Rendição Alemã

    Depois da assinatura, o general Jodl (centro), levantou-se, pediu permissão para falar e em alemão disse:     “Com esta assinatura o povo Alemão e as forças armadas alemãs entregam-se, para bem ou para mau, em mãos dos vencedores. Nesta guerra que durou mais de cinco anos, o povo e as forças armadas foram capazes de realizar gestos memoráveis, sofrendo talvez mais que qualquer outro povo no mundo. Nesta hora só posso expressar a esperança de que os vencedores lhes tratem com espírito generoso”.
    .
    rendiçãoA intenção dos libertadores era tornar o dia 9 de Maio de 1945 o Dia da Vitória na Europa, porém a notícia, de alguma forma, vazou, e em poucas horas, por vários pontos do Continente, jornais, folhetins e rádios anunciavam a captulação total das forças do Eixo na Europa. A notícia caiu como uma chuva depois de longo período de seca.
    “O mundo quase inteiro uniu-se e combateu esses malfeitores, que agora se curvam diante de nós.” (Winston Churchill)
    Para os brasileiros que lutavam na Itália o Dia da Vitória chegou mais cedo.
    Com Mussolini capturado e morto pelos partigiani em 28 de Abril de 1945 e, enfimo suicídio de Adolf Hitler no dia 31 de Abril de 1945, o Eixo Roma-Berlim desaparecia. No dia 2 de Maio de 1945 às 14 horas, as forças alemãs que resistiam na Itália se renderam ao IV Corpo de Exército, do qual fazia parte a FEB, resultado de negociações secretas, onde o General alemão Schlemmer assinou um termo de rendição no Quartel General do IV Corpo.
    Declarava-se, então, 2 de Maio de 1945, O Dia da Vitória na Itália. Foi um período de ocupação em que os brasileiros saborearam diferentes manifestações do povo libertadado, até o dia da esperada notícia.
    “No dia 8 de maio chegou a auspiciosa notícia: foi assinada, na Alemanha, a rendição incondicional de todas as forças alemãs. O tão esperado Dia da Vitória aconteceu. A paz voltou a imperar no Teatro de Operações da Europa” (Trecho do Livro “Quebra Canela”, 1982, p. 184, 185)
    Cartaz Vitória dos AliadosApós confirmada a libertação, os brasileiros, assim como todos os libertadores, queriam desfrutar sua glória, mas a realidade era bem diferente.
    No Livro “A Casa das Laranjas” (2009) Moura e um Sargento queriam se despedir da população que libertaram, mas os camponeses não foram receptivos.
    “Moura resolveu dar uma passada por Riola e despedir-se de Ida. Não teve dificuldades em desgarrar do comboio que cortava a Itália de norte a sul. Estava acompanhado de um sargento que também tinha seus motivos para voltar ao Vale do Reno. Após horas de estrada, já de noite, chegavam próximo a Porretta, onde pretendiam dormir. Avistaram, em meio ao campo, um casarão iluminado de onde vinha música. Era algo fascinante após tantos meses de blecaute, em que as noites eram tristes e o silêncio interrompido apenas por explosões.
    Não foi necessário acordo. Seguiram decididos ao que parecia ser diversão garantida. Pararam o jipe, saltaram e entraram timidamente ao amplo galpão, onde corria um animado baile de camponeses. Foram logo notados e os olhares não eram receptivos. Ficaram em um canto, achando que seriam tolerados e acabariam por entrosar-se. Mas as primeiras palavras que lhes dirigiam, ainda não compreensíveis no sentido exato, eram de evidente animosidade. Às palavras seguiram-se gestos, ainda mais inequívocos, para que fossem embora. Aqueles 
    contandini, tão gentis em outras ocasiões, os olhavam com ódio. A guerra acabara e os liberatori de ontem não eram bem-vindos, pois já faziam parte de um passado que todos queriam esquecer.
    Eram homens fardados a quem muitos daqueles pais tinham vendido a honra de suas filhas em troca de rações de alimento. Não tinham lugar no retorno a uma vida digna. (Faria, 2009, p. 214-215)
    Porém, após alguns dias passados do Dia da Vitória, o povo italiano, que tanto sofreu durante os anos de ocupação, passou a ver os brasileiros como seus libertadores e demonstrar-lhes algum tipo de respeito e gratidão, como nos relata o veterano da FEB, Victório Nalesso em seu Livro “Diário de um Combatente”, 2005, p. 131.
    “Pois bem, terminadas as festividades da Vitória, voltamos para o nosso acampamento. Lá ficamos sabendo que no dia seguinte haveria uma missa campal promovida e coordenada por autoridades religiosas, padres católicos brasileiros e italianos. Todos os preparativos dessa grande cerimônia ficaram por conta da comunidade religiosa italiana. Lembro-me ainda que após a missa, centenas de meninos e meninas traziam buquês de flores brancas. Em ordem, as mesmas faziam entregas dessas flores aos soldados brasileiros debaixo de músicas e hinos executadas por um coral de muitas vozes.
    A emoção foi tão  forte, que chorei no momento em que uma menina entregou-me o buquê de flores e me abraçou.
    Logo após a notícia do fim da guerra chegar aos ouvidos dos brasileiros, todos ficaram com um sentimento de que aquilo tudo poderia ser mentira, um engano ou ainda, uma piada de mal gosto, mas com os boatos crescendo, eram impossível não crer na vitória.
    Dificil mesmo era fazer boa parte dos combatentes alemães desgarrados, esfarrapados, desarmados e abandonados por seus superiores acreditarem nisso, pois com a notícia, muitos não sabiam o que fazer, nem pra onde ir.
    Até um coronel alemão, em dado momento ficou em dúvida sem aquilo era mesmo o fim da guerra, como nos mostra Joel Silveira em seu livro “O inverno da Guerra”, 2005, p. 170.
    “Foi então que começou a cair uma chuvinha rala e fria – e também absolutamente neutra, pois molhava a todos nós, vencedores e vencidos. Imperturbavelmente, um coronel alemão, de nome Gunther Habecker, continuou como estava. Mas um sargento alemão, ao vê-lo exposto à chuva que engrossava, gritou qualquer coisa em alemão. Logo um velho soldado destacou-se do resto do batalhão, trazendo um guarda-chuva. O sargento arrancou-o das mãos do soldado, pulou para o assento de trás do pequeno carro do coronel e abriu sobre sua cabeça.
    O coronel Gunther, comandante de Artilharia. repetiu um conhecido gesto, erguendo a mão que segurava a luva de couro, e o seu carro pôs-se novamente em movimento. Ao roçar nosso jipe, fez uma espécie de continência, à qual o meu motorista, um enfezado e exausto terceiro-sargento, respondeu com um sonoro palavrão em português.”
    “Não havia dúvida: a guerra tinha acabado, definitivamente. Tudo indicava isso: o prosaico guarda-chuva aberto sobre a cabeça do coronel alemão, sua continência vaga (mais cumprimento do que continência) e o indisciplinado palavrão do meu sargento – não restava dúvida: tais demonstrações tão à margem da ordem castrense eram a prova definitiva, a que me faltava, de que de fato A GUERRA CHEGARA AO FIM.”
    Rendição alemã aos brasileirosPara nós, brasileiros, o Dia da Vitória, que é lembrado por uma minoria vergonhosa da população, com notas de 30 segundos em jornais, serve para não esquecermos que um dia cerca de 25.000 homens enfrentaram toda sorte de dificuldades, como o adestramento diminuto, armamentos precários, a falta de experiência em oposição a um inimigo calejado de batalhas, um terreno adverso e severas condições climáticas.
    Esses homens lutaram contra a intolerância, contra a opressão, contra o totalitarismo escravista e a discriminação racial.
    Devemos a esses homens, a vitória da liberdade, da democracia e da paz, conquistada e embebida em sangue de bravos brasileiros, que defenderam nossa honra e soberania com sua coragem, seus valores e seu patriotismo.
    Se você conhece um veterano combatente, olhe-o nos olhos e diga-lhe “muito obrigado”. Ele certamente saberá do que você está falando.