terça-feira, 30 de junho de 2015

TESTEMUNHO - FERNÃO LARA MESQUITA


De: jonas.spera@terra.com.br
Enviada: Terça-feira, 30 de Junho de 2015 10:58
Para: mtaglianetti@uol.com.br
Assunto: ENC: "Ditadura Militar"


Para:
TESTEMUNHO

Texto opinativo de um jornalista da família Mesquita, responsável pelo jornal "O Estado de São Paulo". Mídia escrita mais imparcial e equilibrada atualmente; e de longe muito mais isenta em relação a O Globo e Folha de São Paulo.
Leiam, porque o texto é bem interessante; e tirem suas próprias conclusões sobre tudo o que se fala nos dias atuais.
 1964 -Um testemunho

*Fernão Lara Mesquita 
Para entender o que aconteceu em 64 é preciso lembrar o que era o mundo naquela época. Um total de 30 países, parando na metade da Alemanha de hoje, havia sido engolido pela Rússia comunista por força militar. Invasão mesmo, que instalava um ditador que atuava sob ordens diretas de Moscou. Todos os que tentaram escapar, como a Hungria em 56, a Checoslováquia em 68, a Polônia em 80 e outros, sofreram novas invasões e massacres.
 E tinha mais a China, o Vietnã, o Camboja, a Coreia do Norte, etc., na Ásia, onde houve verdadeiros genocídios. Na África era Cuba que fazia o papel que os russos fizeram na Europa, invadindo países e instalando ditadores no poder.
As ditaduras comunistas, todas elas, fuzilavam sumariamente quem falasse contra esses ditadores. Não era preciso agir, bastava falar para morrer, ou nem isso. No Camboja um quarto de toda a população foi executado pelo ditador Pol Pot entre 1975 e 1979, sob os aplausos da esquerda internacional e da brasileira.
 Os países onde não havia ditaduras como essas viviam sob ataques de grupos terroristas que as apoiavam e assassinavam e mutilavam pessoas a esmo detonando bombas em lugares públicos ou fuzilando gente desarmada nas ruas.
 As correntes mais radicais da esquerda brasileira treinavam guerrilheiros em Cuba desde antes de 1964. Quando João Goulart subiu ao poder com a renúncia de Jânio Quadros, passaram a declarar abertamente que era nesse clube que queriam enfiar o Brasil.
 64 foi uma contrarrevolução de civis e militares brasileiros que lutaram na 2.ª Guerra Mundial e derrubaram a ditadura de Getúlio Vargas, para impedir que o ex-ministro do Trabalho de Vargas levasse o País para onde ele estava prometendo levá-lo, apesar de se ter tornado presidente por acaso. Tratava-se, portanto, de evitar que o Brasil entrasse num funil do qual não havia volta, e por isso tanta gente boa entrou nessa luta e a maioria esmagadora do povo, na época, a apoiou.
 A proposta do primeiro governo militar era só limpar a área da mistura de corrupção com ideologia que, aproveitando-se das liberdades democráticas, armava um golpe de dentro do sistema para extingui-las de uma vez por todas, e convocar novas eleições para devolver o poder aos civis.
 Até outubro de 65, um ano e meio depois do golpe, seguindo o combinado, os militares tinham-se limitado a cassar o direito de eleger e de ser eleito, por dez anos, de 289 pessoas, incluindo 5 governadores, 11 prefeitos e 51 deputados acusados de corrupção mais que de esquerdismo.
 Ninguém tinha sido preso, ninguém tinha sido fuzilado, ninguém tinha sido torturado. Os partidos políticos estavam funcionando, o Congresso estava aberto e houve eleições livres para governador e as presidenciais estavam marcadas para a data em que deveria terminar o mandato de Jânio Quadros.
 O quadro só começou a mudar quando em outubro de 65, diante do resultado da eleição para governadores, o Ato Institucional n.º2 (AI-2) extinguiu partidos, interferiu no Judiciário e tornou indireta a eleição para presidente. Foi nesse momento que o jornal O Estado de S. Paulo, que até então os apoiara, rompeu com os militares e passou a combatê-los.
 Tudo isso aconteceu praticamente dentro de minha casa, porque meu pai, Ruy Mesquita, era um dos principais conspiradores civis, fato de que tenho o maior orgulho.
Antes mesmo da edição do AI-2, porém, a esquerda armada já havia matado dois: um civil, com uma bomba no Cine Bruni, no Rio, que feriu mais um monte de gente; e um militar numa emboscada no Paraná. E continuou matando depois dele.
 Ainda assim, a barra só iria pesar mesmo a partir de dezembro de 68, com a edição do AI-5. Aí é que começaria a guerra. Mas os militares só aceitaram essa guerra depois do 19º assassinato cometido pela esquerda armada.
 Foi a esquerda armada, portanto, que deu o pretexto para a chamada "linha dura" militar tomar o poder e a ditadura durar 21 anos, tempo mais que suficiente para os trogloditas de ambos os lados começarem a gostar do que faziam quando puxavam gatilhos, acendiam pavios ou aplicavam choques elétricos.
 A guerra é sempre o paraíso dos tarados e dos psicopatas e aqui não foi diferente.
 No cômputo final, a esquerda armada matou 119 pessoas, a maioria das quais desarmada e que nada tinha que ver com a guerra dela; e os militares mataram 429 "guerrilheiros", segundo a esquerda, 362 "terroristas", segundo os próprios militares. O número e as qualificações verdadeiras devem estar em algum lugar no meio dessas diferenças.
Uma boa parte dos que caíram morreu atirando, de armas na mão; outra parte morreu na tortura, assassinada ou no fogo cruzado.
 Está certo: não deveria morrer ninguém depois de rendido, e morreu. E assim como morreram culpados de crimes de sangue, morreram inocentes. Eu mesmo tive vários deles escondidos em nossa casa, até no meu quarto de dormir, e já jornalista contribuí para resgatar outros tantos. Mas isso é o que acontece em toda guerra, porque guerra é, exatamente, a suspensão completa da racionalidade e do respeito à dignidade humana.
O total de mortos pelos militares ao longo de todos aqueles 21 "anos de chumbo" corresponde mais ou menos ao que morre assassinado em pouco mais de dois dias e meio neste nosso Brasil "democrático" e "pacificado" de hoje, onde se matam 50 mil por ano.
 Há, por enquanto, 40.300 pessoas vivendo de indenizações por conta do que elas ou seus parentes sofreram na ditadura, todas do lado da esquerda. Nenhum dos parentes dos 119 mortos pela esquerda armada, nem das centenas de feridos, recebeu nada desses R$ 3,4 bilhões que o Estado andou distribuindo.
 Enfim, esse é o resumo dos fatos nas quantidades e na ordem exatas em que aconteceram, do que dou fé porque estava lá. E deixo registrado para os leitores que não viveram aqueles tempos compararem com o que andam vendo e ouvindo por aí e tirarem suas próprias conclusões sobre quanto desse barulho todo corresponde a sentimentos e intenções honestas.

*Fernão Lara Mesquita é jornalista.


CONVITE DA SOCIEDADE VETERANOS DE 32-MMDC para o dia 7 de Julho de 2015 - 61º ANIVERSÁRIO DA INSTITUIÇÃO.

Senhores Associados (as) e amigos da Sociedade Veteranos de 32-MMDC

A Sociedade Veteranos de 32-MMDC comemorará seus 61 anos de existência às 15 horas do dia 7 de Julho de 2015, em sua sede, Monumento Mausoléu ao Soldado Constitucionalista de 32-MMDC - Praça IBRAHIM NOBRE S/Nº (Obelisco do IBIRAPUERA).
Sua presença é imprescindível, pois são os associados que realmente dão vida à Instituição.
No início do evento haverá a Posse dos Novos Dirigentes da Sociedade para o biênio 7 de julho de 2015 a 7 de julho de 2017, pela Assembléia Geral Eleitoral.
Será entregue o COLAR DA VITÓRIA alusivo aos 80 anos da Revolução Constitucionalista de 32 a personalidades relacionadas pelo Conselho do Colar.
Pede-se que os membros da CONFRARIA DO COLAR venham com a honraria a fim de recepcionar aos condecorados na data.
Solicito estender o Convite a todos os seus familiares e amigos, abrilhantando ainda mais a cerimônia do Aniversário da Sociedade.
 
CORONEL PM MARIO FONSECA VENTURA
PRESIDENTE DA SOCIEDADE VETERANOS DE 32-MMDC
MONUMENTO MAUSOLÉU AO SOLDADO CONSTITUCIONALISTA DE 32
PRAÇA IBRAHIM NOBRE
FONE: 3105 8541  

NO DIA 25 DE JULHO DE 2015 - ASSOCIAÇÃO PARANAENSE MMDC-32 E HERÓIS DO CERCO DA LAPA - EM CURITIBA - ENTREGA DA MEDALHA CONSTITUCIONALISTA

GRADE 2.015 – 09 DE JULHO PARANAENSE – 25/07/2.015.
01 –AMADEU LUIZ DE MIO GEARA
02 – CARLOS MORITZ VICENTE GOMES
03 – CARLOS ROBERTO GOYTACAZ ROCHA
04 – DALTON SIMANN OLIVEIRA PINTO
05  – DIRCEU GUIMARÃES BRITTO
06 – DIOMAR AJALA BALIEIRO
07 – ERNANI COSTA STRAUBE
08 – EDUARDO ANDRE COSENTINO
09 – EDVIN PIO RIGOTTI
10 – FLAVIO MARCUS LANCIA BARBOSA
11 – FRANCISCO DANTAS DE ALMEIDA FILHO
12 – IVO DE ANGELIS
13 – ISAAC CARREIRO FILHO
14 – JOÉL LOBO
15 – JOSÉ EVANE DUTRA
16 – JONAS SPERA
17 – JOSÉ VAGNER VITAL
18 – KÁTIA MARIA BIESEK
19 – LUIS ANTÔNIODUIZIT BRITO
20 – LUÍS RENATO PEDROSO
21 – LUIS FELIPE RODRIGUES AGOTTANI
22 – MALEK NADER
23 – MARIA HELENA ROCHA TAGLIANETTI
24- MARCOS ANTONIO MARTINS DE LIMA
25 – MARIA LAMBROS COMNINOS
26 – MAILTON DIAS  ROSA JUNIOR
27 – NILMAN VINICIUS FERREIRA DE LINHARES
28 – PAULO HERMINIO PENNACCHI
29 – RENATO PERICIN RODRIGUES DA SILVA
30 – RUY CARNEIRO TEIXEIRA
31 – RAFAEL DE LALA SOBRINHO
32 – WALDEMIRO GREMSKI
De Curitiba para São Paulo  22 / 06 / 2.015.