terça-feira, 21 de outubro de 2014

VÍDEO QUE CIRCULA EM PORTUGAL


VÍDEO QUE  CIRCULA EM PORTUGAL DESNUDA O GOVERNO PETISTA QUE MANCHOU O BRASIL

MAJOR PM CÁSSIO VISITA A SOCIEDADE VETERANOS DE 32-MMDC

Mario Ventura celmario@gmail.com

23:06 (Há 3 minutos)
para CHOQUE
PREZADO FERREIRA

Obrigado pelo envio das fotos. Vão ser guardadas com todo carinho.

O SENTIDO NACIONAL DO MOVIMENTO CONSTITUCIONALISTA DE 1932 - PALESTRA PROFERIDA PARA OS ALUNOS OFICIAIS EM 21 DE OUTUBRO DE 2014, POR OCASIÃO DO IV CICLO DE PALESTRAS ORGANIZADO PELO NÚCLEO "CADETE RUYTEMBERG ROCHA" DA SOCIEDADE VETERANOS DE 32-MMDC, CRIADO EM ABRIL DE 200, NA ACADEMIA DE POLÍCIA MILITAR DO BARRO BRANCO.

ACADEMIA DE POLÍCIA MILITAR DO BARRO BRANCO
NÚCLEO "CADETE RUYTEMBERG ROCHA"
SOCIEDADE VETERANOS DE 32-MMDC

O SENTIDO NACIONAL DO MOVIMENTO CONSTITUCIONALISTA DE 1932
21 DE OUTUBRO DE 2014 – 19 HORAS


Nas três primeiras décadas do século 20 (1900-1930), diversos foram os acontecimentos políticos e sociais relevantes. No campo internacional podemos citar: a maciça imigração de europeus para o Brasil; a eclosão da Primeira Guerra Mundial e a “grande crise” econômica de 1929. Internamente, o Brasil enfrentou: movimentos sociais dos trabalhadores com várias greves; o conflito de CANUDOS; os 18 de Forte em 1922; a Revolução de 5 de Julho de 1924; surgimento dos primeiros partidos operários; o anarco-sindicalismo em São Paulo; a “Revolta da Vacina” no Rio de Janeiro (1904); o comunismo (criação do PCB em março de 1922); a “Reação Republicana” ao eixo SP-MG nas eleições de 1922; a insatisfação dos militares e o surgimento do “tenentismo” na década de 1930. Outrossim, vale registrar que, por vários motivos (manutenção do Estado, custeio de infra-estruturas portuária e ferroviária, valorização do café), muitos eram os empréstimos tomados pelo Brasil junto ao estrangeiro – notadamente a Grã-Bretanha – de forma que, nesse período, a dívida externa do país cresceu significativamente, assumindo patamares comprometedores da higidez econômico-financeira do País, o que, por óbvio, repercutiu no cenário político interno.

SÃO PAULO e MINAS GERAIS alternavam-se na Presidência da Nação, mas com o mandato do presidente WASHINGTON LUÍS (eleito por SÃO PAULO) chegando ao fim, surpreendentemente houve de sua parte insistência para que um outro paulista o sucedesse na presidência, quebrando assim a famosa política do “café com leite”. JÚLIO PRESTES e GETÚLIO VARGAS concorreram às eleições, vencendo o candidato de WASHINGTON LUÍS. A oposição alegou fraude nessas eleições e GETÚLIO dá o golpe em 1930. A morte de JOÃO PESSOA em 26 de julho desse ano colaborou para o acirramento dos ânimos. Essa conspiração revolucionária ganha corpo e em 3 de outubro, sob o comando militar do GENERAL GÓES MONTEIRO, antigo conhecido de GETÚLIO, é vitoriosa. Em 24 de outubro de 1930, a ALIANÇA LIBERAL e integrantes da cúpula militar, em nome do Exército e da Marinha, depuseram o presidente da República no RIO DE JANEIRO e constituíram uma Junta Provisória. Diante da manifestação popular e da forte pressão dos revolucionários vindos do sul, essa Junta acabou entregando o poder a GETÚLIO em 31 de outubro de 1930.

Os vitoriosos de 30 compunham um quadro bastante heterogêneo, política e socialmente, mas, com um adversário comum: as velhas oligarquias cafeeiras. Tira-se a elite do poder, caindo os quadros oligárquicos tradicionais e ascendendo à cúpula os militares, os jovens políticos da oposição, os técnicos diplomados e, mais tarde, os industriais.  
Buscava-se terminar com os chamados “currais eleitorais”, quando os votos eram dados obrigatoriamente para os indicados pelo governo, também chamado “voto de cabresto”. Naquela época quem dirigia o sistema eleitoral era o legislativo e se baseava em uma lista. O voto não era livre e secreto como hoje.
A Constituição, então vigente, era a de 1891, reformada em 1926. Foi revogada e o governo passou e exercer um poder ilimitado, destituindo os então presidentes dos Estados, substituindo-os por tenentes, como interventores, alguns sem qualquer ligação ou vínculo com os Estados para os quais eram nomeados. A missão deles era fazer com que as decisões do ditador fossem obedecidas.

Após quase dois anos de atos discricionários cometidos pelo ditador, o BRASIL se sentia na obrigação de mudar esse estado de coisas. As FRENTES ÚNICAS de MINAS GERAIS, RIO GRANDE DO SUL e SÃO PAULO preparavam uma revolução.

A 21 de maio de 1932, anunciou-se a chegada do Ministro da Fazenda, OSVALDO ARANHA, em meio à mobilização popular contrária, feita por rádios e jornais que apontavam arbitrariedades do governo VARGAS. No dia seguinte, a agitação espalhou-se por ruas e praças.  A população manifestava abertamente desagrado com a visita do ministro. Inflamados oradores discursavam em vários pontos da cidade, clamando por armas para o povo e a derrubada do governo central, cuja sede estava no RIO DE JANEIRO.  

No dia 22 de maio de 1932 foi elaborado o boletim da FRENTE ÚNICA de SÃO PAULO, asseverando que a presença do enviado especial do ditador (OSWALDO ARANHA foi mandado por GETÚLIO VARGAS a SÃO PAULO, a fim de acalmar o ânimo dos paulistas) tinha o “intuito de arrebatar do povo paulista o sagrado direito de escolher os seus governantes” e que esse mesmo povo não mais suportaria tamanha afronta e humilhação, repelindo “a indébita e injuriosa intromissão na sua vida política” por parte daqueles que estavam “conduzindo SÃO PAULO e o BRASIL a sua ruína total”. No mesmo dia do lançamento do citado Boletim houve um comício na PRAÇA DO PATRIARCA, às 15 horas. Pontificou a voz altissonante de IBRAHIM NOBRE, que se dirigiu ao PALÁCIO DOS CAMPOS ELÍSEOS (com SÍLVIO DE CAMPOS, ANTÔNIO PEREIRA LIMA, AURELIANO LEITE, LUCIANO GUALBERTO e com o povo), afirmando ao Interventor PEDRO DE TOLEDO: “Já começa a correr o sangue paulista. Estamos algemados e algemados dentro de uma senzala. E V. Ex.a, Sr PEDRO DE TOLEDO, está preso conosco. V. Ex.a. deve sair dela e com estes homens vir às ruas reivindicar a nossa liberdade. V. Exª está no fim da vida e deve escolher: um simples epitáfio ou uma estátua”. A menção feita por IBRAHIM NOBRE, ao fato de já começar a correr o sangue paulista, era devida aos ferimentos sofridos pelo estudante LIMA NETO, naquele mesmo 22 de maio de 1932, vítima das agressoras forças da Ditadura. No dia seguinte, 23 de maio, mais sangue iria correr, purpureando vários jovens, que se transformaram nos exacerbados mártires da irrefreável luta contra o opróbrio.

Por volta das 16 horas de 23 de maio de 1932, realiza-se na Praça do Patriarca, o comício monstro em favor do restabelecimento da autonomia do Estado e do retorno da constituição do país. O povo em massa dirige-se aos CAMPOS ELÍSEOS e exige por meio de discursos inflamados a organização do secretariado do governo em consonância com a vontade do povo.
No cair da tarde e o surgir da noite a massa humana se agiganta pelo Pátio do Colégio, ruas e praças contíguas. Populares sacam de suas armas e fazem disparos para o ar a guisa de salvas no momento em que SILVA GORDO passa a Secretaria da Justiça a WALDEMAR FERREIRA. O povo, não satisfeito com as vitórias alcançadas dirige-se à sede dos jornais: “RAZÃO”, órgão de OSVALDO ARANHA, o “CORREIO DA TARDE”, de MIGUEL COSTA, incendiando-os.

Daí o povo ruma contra a sede da LEGIÃO REVOLUCIONÁRIA, o PARTIDO POPULAR PAULISTA, o qual era chefiado por MIGUEL COSTA nos altos da Rua BARÃO DE ITAPETININGA, esquina da PRAÇA DA REPÚBLICA.
Por volta das 20:30 horas na PRAÇA DA REPÚBLICA o povo ataca a sede do PPP, instalado à Rua BARÃO DE ITAPETININGA, número 60 (hoje Prédio 298, esquina da Praça). A fuzilaria é intensa de lado a lado. Todos os lampiões de gás nas imediações e as poucas lâmpadas estão quebradas por tiros. Os atacantes, uns atrás das árvores, outros deitados, defendem-se, atacam e socorrem os feridos. As ambulâncias ficam postadas nas Ruas SÃO LUÍS, 7 DE ABRIL e 24 DE MAIO. Enquanto um mulato distribuía munições, o povo luta desesperadamente a fim de invadir o prédio.

Quando era meia-noite, os atacantes já apresentam duas baixas: EUCLYDES MIRAGAIA e ANTÔNIO AMÉRICO DE CAMARGO ANDRADE, morador de CAMPINAS. Alguns atacantes conseguem trazer um bonde e o colocam, como muralha, parado à porta do prédio.
Era uma hora e trinta minutos da madrugada quando DRÁUSIO MARCONDES DE SOUZA, ao forçar a porta do prédio, é alvejado mortalmente vindo a falecer no dia 26 devido aos ferimentos recebidos. DRÁUSIO tinha apenas 14 anos, morador na Rua OSCAR FREIRE, ferido na fossa ilíaca esquerda. O tiro saiu na fossa ilíaca direita.
A luta já dura horas, mas os atacantes não esmorecem. Há muita gente ferida e não se sabe ao certo o número de mortos.
Naquela madrugada sangrenta, naquele desespero, muitas pessoas deixam os abrigos e avançam para o prédio com o propósito de tomá-lo. Num destes ataques MARIO MARTINS DE ALMEIDA é atingido por uma rajada de balas no peito no meio da Rua BARÃO DE ITAPETININGA. Não é decorrido muito tempo quando soldados acercam-se do prédio, assestam uma metralhadora, fazem disparos e recebem um comunicado que transmitem aos populares dizendo que os sitiantes se renderam e vão desocupar o prédio, o que realmente aconteceu.  
 MÁRIO MARTINS DE ALMEIDA morre ao ser removido para o pronto-socorro da polícia central. São feridos também: IGNÁCIO CRUZ, de 21 anos, solteiro, residente à avenida D.PEDRO I, número 7, no IPIRANGA, com dois ferimentos produzidos por balas, na perna direita; SEBASTIÃO BERNABÉ VERGUEIRO DOS SANTOS, de 33 anos, residente à rua VITÓRIA, número 144, com um ferimento perfuro contuso na perna esquerda; PAULO RIBEIRO, advogado, residente à Rua OSCAR PORTO, número 43, com ferimento perfuro contuso no antebraço direito; MOACYR DE OLIVEIRA, de 21 anos, residente à Rua ANTÔNIO DE GODÓI, 91 com ferimento de bala penetrante da cavidade torácica; JOÃO BAPTISTA DE OLIVEIRA FILHO, de 21 anos, solteiro, residente à Rua SOUZA LIMA, número 24, com ferimento perfuro contuso na fronte frontal esquerda; ORLANDO DE ALVARENGA, de 32 anos, casado, empregado de cartório, residente à Rua MARANHÃO, com ferimento perfuro contuso na região lombar, que viria a falecer em 12 de agosto; SEBASTIÃO ALVES DE OLIVEIRA, de 19 anos, copeiro, com ferimento de bala na região glútea direita; FRANCISCO ANTÔNIO VALENTE, de 19 anos, morador na rua 21 de Abril, número 313, com ferimento de bala no braço esquerdo e no peito; DOMINGOS NÓBREGA FILHO, de 21 anos, açougueiro, morador à Alameda Santos, número 362, com um ferimento perfuro contuso produzido por bala no pé direito e outro na coxa do mesmo lado.
Horas depois, as iniciais dos nomes dos mortos haverão de formar a sigla da sociedade, a princípio secreta, que viria a ser forja e martelo da revolução constitucionalista: MMDC.

Os restos mortais dos heróis repousam no Monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista de 1932, no IBIRAPUERA, Capital. Foram trasladados para o Monumento em 9 de Julho de 1954,  juntamente com os restos mortais de outro herói da Revolução, o caboclo PAULO VIRGÍNIO.
JOSÉ BENEDITO MACHADO FLORENCE numa inspiração divina assim se expressou:
“VIVERAM POUCO PARA MORRER BEM,
MORRERAM JOVENS PARA VIVER SEMPRE!”

Nessa data era reformado o GENERAL DE BRIGADA MIGUEL COSTA – MIGUEL COSTA foi promovido a GENERAL DE BRIGADA pelo DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO de 11 de novembro de 1930. O BOLETIM DO EXÉRCITO publicou o ato da promoção em 15 de novembro daquele ano. Foi ele designado para assumir o Comando da 3ª Brigada de Infantaria da 2ª Região Militar. No dia 5 de dezembro de 1930 foi designado Secretário de Estado dos Negócios da Segurança Pública. No dia 29 de abril de 1931 foi designado COMANDANTE GERAL DA FORÇA PÚBLICA.

Na manhã do dia 6 de julho de 1932, o CAPITÃO ROGÉRIO DE ALBUQUERQUE LIMA foi procurar o CORONEL EUCLYDES FIGUEIREDO e sua residência, na TIJUCA, dizendo que era um mensageiro enviado pelo GENERAL KLINGER e tinha a missão de entregar pessoalmente um ofício ao Ministro da Guerra: GENERAL ESPÍRITO SANTO CARDOSO e que, antes de realizar tal tarefa, havia recebido ordem de revelar o teor do documento para o coronel. Pela avaliação do CORONEL FIGUEIREDO o ofício depois de entregue ao seu destinatário seria como uma granada, cuja explosão e estilhaços atingiriam todo o BRASIL. O ofício iria precipitar os acontecimentos. O GENERAL GÓIS MONTEIRO tentou fazer com que KLINGER mudasse de idéia. O ofício do GENERAL KLINGER assinalou o rompimento militar com o Governo, acelerando a deflagração do movimento armado.

No dia 9 de Julho de 1932 SÃO PAULO se unia para um dos mais belos movimentos de nossa história. Homens e mulheres, velhos e crianças, cada qual com seu quinhão de esforço, empenharam-se numa luta heróica pela restauração da democracia em nossa pátria. Embora derrotados militarmente, os paulistas conseguiram ver o seu ideal concretizado: a ditadura foi banida, e o povo se reintegrou na posse de seus mais legítimos direitos. SÃO PAULO se engalana novamente, neste ano, para comemorar a DATA MAGNA do Estado, e cultuará mais uma vez aqueles que tombaram nos campos de batalha. Pela nossa memória passará mais uma vez as imagens da gloriosa epopéia cívica.  

“O mineiro JUSCELINO KUBITSCHEK, oficial da FORÇA PÚBLICA DE MINAS GERAIS, que atuou ao lado do Governo Provisório de GETÚLIO VARGAS, quando Presidente da República, referiu-se assim sobre 1932: “.... uma daquelas causas pelas quais os homens podem viver com dignidade e morrer com grandeza”. O carioca EUCLIDES FIGUEIREDO comandou no VALE DO PARAÍBA, a principal das Divisões do Exército Constitucionalista. Disse considerar a Revolução “o mais brilhante movimento cívico da história do BRASIL republicano”. O gaúcho BERTOLDO KLINGER generalíssimo revolucionário, escrevendo ao supremo comandante ditatorial, o GENERAL GÓIS MONTEIRO, descreveu o ânimo que descobrira entre o povo paulista: “....os ricos entregam o seu ouro com discrição britânica e bravura romana; as senhoras despojam-se de suas jóias; os bispos entregam o ouro das igrejas e as suas próprias cruzes pectoriais; os casais pobres levam à coleta suas alianças; os advogados, os médicos, os seus anéis....” Estas definições completam-se com a da respeitada “História do Exército Brasileiro”, editada pelo Estado Maior do Exército: “O nosso maior movimento armado. O valor e a capacidade do homem, do brasileiro em face da adversidade, superaram todas as expectativas, não só no campo material, das improvisações e imaginação, mas, também, no campo da elevação moral e espiritual, diante da causa e motivação para a defesa das suas convicções”. Estas definições, nenhuma assinada por paulista, mostram que a História, pelo juízo dos homens, fez e vai fazendo justiça à Revolução Constitucionalista: foi ela a explosão de um idealismo levado às últimas conseqüências.
A maioria dos oficiais e soldados da Força Pública era nordestina. O Comandante da FRENTE SUL, o CORONEL TABORDA era paranaense. A colônia mineira em SÃO PAULO era significativa, não só na capital como também no interior.
É verdade que há críticos. Alguns deles insistem em que entre os idealistas a reclamar eleição e Constituição, havia separatistas. Haveria uns cinqüenta, certamente menos de cem. Não formariam mais do que um magro batalhão. Nem conduziram o povo para a Revolução.
No entanto, os seis milhões de habitantes do Estado aplaudiram e aderiram. Uma adesão assim unânime jamais resulta de enganos, de desencontros. Quase cem mil homens pediram armas e lugar nas trincheiras: estudantes, funcionários, agricultores, comerciários, pretos, pardos, brancos; pobre, ricos; casados, solteiros. Sem prática das durezas da luta, marcharam e combateram – quinze a dezoito mil deles – enquadrados por mais ou menos dez mil praças da Força Pública (a Polícia Militar de hoje) e quase três mil recrutas do Exército Nacional.

Assim se formou o Exército Constitucionalista. Para ele, foi preciso fabricar dentro do Estado o que não havia: armas e munições. A criatividade e o esforço revolucionário montaram fábricas das quais saíram balas para fuzil (240 mil/dia no final da luta), granadas para canhões (200/dia no término da campanha), capacetes de aço (70 mil), máscaras contra gás, rações de campanha, trens blindados, carros de assalto, lanchas blindadas, minas marítimas e terrestres, carros lança-chamas, além de armas psicológicas de efeito extraordinário no substituir armas inexistentes. Entre essas “armas de mentirinha”, a matraca, que imitava o “matraquear” de metralhadora pesada e o canhão fantasma que não disparava, mas enganava a observação aérea.
A guerra toda decorreu entre julho e começos de outubro. Tempo frio, ríspido, nos campos do sul do Estado e na Serra do Mar, onde a campanha foi mais duramente combatida. Portanto, houve precisão de vestir, agasalhar e alimentar entre 25 a 30 mil. Não havendo indústria, nem dinheiro suficiente para atender a tais necessidades, 72 mil mulheres, trabalhando graciosamente, costuraram fardamentos, teceram agasalhos, prepararam material médico, cozinharam refeições, atenderam a hospitais, atenderam as famílias cujos arrimos haviam seguido para as trincheiras.
Uma guerra, travada em cinco frentes, sem comunicação com o exterior para vender produtos da terra (no caso, café), custa muito caro. Além da guerra, era preciso que a vida, no Estado, prosseguisse, normal o quanto possível: armazéns fornecendo, escolas ensinando, trens trafegando, farmácias atendendo, lâmpadas acendendo. E o tesouro do Estado, em tempo de crise mundial e principalmente nacional e paulista, estava a zero. Para socorrer o Tesouro e manter a vida civil regular e o Exército combatendo, fez-se a Campanha do Ouro Para o Bem de São Paulo, a que se referiu o GENERAL KLINGER na frase citada.
De certa feita, na longa fila de entrega dos pertences de ouro para a causa justa, destacou-se uma preta velha. Ombros arcadosl, mãos engelhadas, chale na cabeça, sobraçava um pequeno embrulho. Dela se aproximou um funcionário, solícito e acolhedor, a fim de auxiliá-la, pois não estava mais em condições de permanecer intermináveis minutos numa fila, dizendo-lhe que poderia entregar  sua oferenda pessoalmente. A velhinha esticou-se em passos lerdos, depositou o embrulho no balcão e ao abri-lo, ofereceu, aos heróis de 32, um quilo de café em grão. Ela explicou, com simplicidade: “É pros soldados. Pedi esmola um dia inteiro para poder comprar. Dou de coração...” Ela era o povo. Era o símbolo de uma gente. A figura estóica, gritando por legalidade, por direito, por oxigênio para respirar.

Mas se tão empenhado e poderoso foi esse ideal constitucionalista, ficou restrito a SÃO PAULO? Ninguém, em parte alguma do BRASIL, moveu-se para sustentá-lo, por atos ou mesmo por gritos? Pois houve gente assim, e muita, e em muitos lugares. Afinal, a Revolução deveria ser feita pela FRENTE ÚNICA – larga corrente de liberais, principalmente do RIO GRANDE DO SUL, de MINAS GERAIS, do DISTRITO FEDERAL (hoje RIO DE JANEIRO), do MATO GROSSO e outros Estados. O porquê de, a 9 de julho, somente SÃO PAULO e a parte sul do MATO GROSSO cumprirem o combinado, é um capítulo que ainda está sendo escrito, mas se sabe que SÃO PAULO foi traído por MINAS GERAIS e RIO GRANDE DO SUL, que aceitaram as vantagens pecuniárias do governo provisório, ou seja, o perdão das dívidas de seus Estados para com a República. FLORES DA CUNHA foi atraído por GETÚLIO VARGAS quando o convidou para ser o futuro Ministro da Justiça.

Os que deveriam marchar e combater ao lado de SÃO PAULO marcharam e combateram contra SÃO PAULO. Nem por isso, o ideal deixou de levantar eco e despertar combatentes em outros sítios: Assim, ao norte, ao sul, ao leste e ao oeste, brasileiros houve que responderam ao grito de “CONSTITUIÇÃO E ELEIÇÕES LIVRES! Levantado em 1932, junto ao riacho do IPIRANGA, como em 1822 ali fora levantado o grito de “INDEPENDÊNCIA!”

No MATO GROSSO um destacamento revolucionário saiu de CAMPO GRANDE em meados de julho com a incumbência de conquistar PORTO MURTINHO, no Rio PARAGUAI e assim garantir um porto internacional, mesmo que fluvial, para a entrada de mercadorias endereçadas aos rebeldes. De CAMPO GRANDE a PORTO MURTINHO venceram cinco batalhas contra tropas governistas. Uma dessas batalhas aconteceu em PORTO ESPERANÇA. No dia 20 de setembro a tropa de BORGES DE MEDEIROS se rendia, após esgotarem os recursos de tiro. Houve lutas em LADÁRIO, BELA VISTA, QUITÉRIA, COXIM.
No RIO GRANDE DO SUL (com ênfase para SOLEDADE, os frentistas gaúchos que, à sua moda e sem esperanças, tentaram montar um governo constitucionalista no pampa. No dia 1º de setembro o CORONEL CÂNDIDO CARNEIRO JÚNIOR, mais conhecido como GENERAL CANDOCA, não aceitou as ordens do interventor FLORES DA CUNHA e invadiu o quartel do 44º Corpo Auxiliar e se apossou das armas e da munição. No dia 8 teve início em ESPUMOSO a movimentação de um grupo de revolucionários sob o comando de MANOEL DA SILVA CORRALO, tomaram a sub-prefeitura, prendendo as autoridades locais. No dia 14 essas tropas se uniram ao contingente comandado pelo agora GENERAL CANDOCA e seguiram em direção à VILA FÃO. Lutaram contra a Brigada Militar Gaúcha na Barra do DUDULHA com o RIO FÃO no dia 13 de setembro. Foram derrotados, mas demonstraram valentia e amor à causa de maneira exarcerbada). VACARIA, PELOTAS, SÃO JOÃO, CAÇAPAVA, SERRO ALEGRE também foram a favor da causa constitucionalista em terras gaúchas.
No RIO DE JANEIRO, já no dia 10 de julho, centenas de estudantes aguardavam as tropas constitucionalistas para deporem GETULIO VARGAS; Na BAHIA (514 estudantes da Faculdade de Medicina e uma dezena de professores foram presos e recolhidos aos cubículos da Penitenciária de SALVADOR. A Faculdade foi fechada e os cursos somente foram reabertos a 2 de outubro de 1932).
No PARÁ aconteceu o celebre episódio de ÓBIDOS, onde os artilheiros do forte foram derrotados após o naufrágio de suas barcaças, atacadas pelas forças de ditadura, que os executaram, na famosa BATALHA NAVAL DE ITACOATIARA – os sargentos do 4º Grupo de Artilharia da Costa, de 70 homens, sediados em ÓBIDOS, haviam aderido à Revolução Constitucionalista, obedecendo um civil, comissionado no posto de CORONEL pelo general BERTHOLDO KLINGER, o doutor ALDERICO DE OLIVEIRA, um advogado baiano que ali morava. Os rebeldes saíram de ÓBIDOS EM 21 de agosto de 1932, com destino a MANAUS. Os navios BAEPENDI e INGUÁ afundaram as barcaças dos revoltosos em águas do rio AMAZONAS, na altura do município de ITACOATIARA. Os amotinados tinham tomado a cidade de PARENTINS. Também em MANAUS houve uma tentativa de rebelião por parte de sargentos do 27º Batalhão de Caçadores.  
No PARANÁ aconteceram combates nas cidades de CASTRO e SENGÉS. De CASTRO partiu um tenente comandando um esquadrão de Cavalaria, atravessou ITARARÉ e veio lutar no TÚNEL DA MANTIQUEIRA, por não querer enfrentar seus irmãos do PARANÁ).
Em MINAS GERAIS (principalmente em BELO HORIZONTE, VIÇOSA, ZONA DA MATA e ARAPONGA, tropas leais a ARTHUR BERNARDES, constitucionalista, enfrentaram os soldados da Força Pública mineira, que se voltaram contra SÃO PAULO por ordem do então governador OLEGARIO MACIEL).

Em setembro AMPARO foi tomada pelas tropas do CORONEL EURICO GASPAR DUTRA, fechando o cerco a CAMPINAS. A partir daí, a queda do moral dos revolucionários cai muito. Surgem discórdias entre os comandantes, sobretudo após a assinatura pelo Comandante da Força Publica, CORONEL HERCULANO DE CARVALHO, de uma cessação das hostilidades em separado de sua milícia com a ditadura. Ao GENERAL BERTOLDO KLINGER só restaria aceitar as exigências de GÓES MONTEIRO.
EUCLYDES FIGUEIREDO, por sua vez, não se rendeu, achando que conseguiria resistir no sul do MATO GROSSO, para onde pretendia se dirigir, mas não conseguiu.  O CORONEL PALIMÉRCIO RESENDE seguiu antes para tentar organizar as tropas que iriam se encontrar posteriormente com FIGUEIREDO. Este não conseguiu seu intento porque o governo provisório impedia a saída de qualquer revolucionário. Dirigiu-se , de barco pelo mar, com destino ao RIO GRANDE DO SUL, onde supunha haver uma coluna resistindo. Foi aprisionado num porto catarinense pela Marinha. PALIMÉRCIO e outros, incluindo JOÃO NEVES DA FONTOURA, encontraram-se com tropas aliadas no MATO GROSSO, logo dissolvidas, o que os obrigou a fugir para o PARAGUAI.      

Diz a “HISTÓRIA DO EXÉRCITO BRASILEIRO”: “vencedor único, o BRASIL” Pois 723 dias depois do 9 de Julho, o BRASIL ganhava a CONSTITUIÇÃO. E o brasão de armas de SÃO PAULO, criado durante a Revolução, diz “BRASILIA FIANT EXIMIA” - “PELO BRASIL FAÇAM-SE GRANDES COISAS”. E a bandeira do Estado, o último Estado brasileiro a adotar uma bandeira, é a única, entre as bandeiras estaduais a ostentar o MAPA DO BRASIL.”

Após a derrota, o CORONEL EUCLYDES FIGUEIREDO disse: Tais foram os fatos que vi; os fatos em que tomei parte; os fatos que me conduziram à luta, à prisão, ao exílio, à perda de amigos, de posições e de bens; os fatos que recordo como o melhor dos fatos de minha vida. Se eu hoje pudesse mudá-los, não os alteraria em nada, e os sofreria de novo; e, se pudesse,
novamente os provocaria. Porque só com este exemplo, renovado e muitas vezes renovado até o sacrifício final, teria dado ao meu País o que de melhor resta de mim: o amor a seu povo e a liberdade a que ele tem direito. Só por isto vale a pena tê-los vivido.
A obra CONTRIBUIÇÃO PARA A HISTÓRIA DA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932,  escrita pelo CORONEL EUCLYDES FIGUEIREDO, é rica em testemunhos do chefe militar constitucionalista. Ela descreve a Revolução de 1930 como uma usurpação, além de detalhar o início da conspiração e as operações militares da 2ª DIO (Divisão de Infantaria em Operações).  

Em 1982, quando se completaram 50 anos do Movimento Constitucionalista é comovente o pronunciamento de AURO SOARES DE MOURA ANDRADE: “...àqueles que morreram aos milhares nos campos rasos da luta, da mais nobre luta e da mais bela luta, a luta pelos direitos do homem, a luta pela liberdade da pátria, a luta pela conquista de uma constituição e pela garantia de uma vida tranqüila e próspera para o nosso povo”.....”decorridos 27 anos, sabe todo o Brasil que não se tratava de um movimento separatista, mas de uma revolução que integrava na vida política todo o restante de seu povo. Longe de separar, era a revolução que unia Norte a Sul para o mesmo pensamento jurídico, o mesmo pensamento cívico visando a volta do Estado de Direito do país”. Ainda disse AURO SOARES DE MOURA ANDRADE: “a vitória não foi alcançada nas armas, foi alcançada nas consciências, na convicção do homem”. Em aparte, o deputado SÉRGIO MARINHO disse que se penitenciava de ter lutado contra São Paulo, por estar hoje convencido de que a revolução constitucionalista foi um dos maiores movimentos cívicos registrados no País.” 

GUILHERME DE ALMEIDA, o poeta da Revolução, diz que “Deu-se, em São Paulo, o fenômeno da fusão perfeita de todos os fatores de uma nacionalidade. Não houve, então, distinção de cor política, nem de credos religiosos, nem de condições, nem de idade, nem de nacionalidade, nem mesmo de sexo, porque a mulher foi tão forte quanto o homem. Nisso é que residiu a beleza da nossa epopéia.” “Foi a beleza da revolução que envolveu o povo. A luta foi bela, brava, estóica e a vencemos, do ponto de vista ideológico, em todos os pontos. Todos cooperaram. As colônias estrangeiras forneceram de tudo. Ambulâncias, fardas, alimentação. Lembro-me também, de um episódio tocante, para ilustrar quão belo e nobre foi nosso movimento. A colônia de russos brancos de VILA ALPINA, com cerca de 700 membros, era paupérrima. Nada pode oferecer à nossa guerra. No entanto, o sangue da liberdade e do direito latejava em suas veias como nas nossas. A despeito da sua pobreza, os russos brancos jejuaram, em seu templo, todo um dia, e os alimentos economizados foram doados à causa da Constituição.” “São Paulo era uma peça só. Fundiu-se no fragor da ante-luta, ansioso por ordem e  por progresso, para que o dístico de nossa Bandeira fosse honrado. Era mister que voltasse a ordem. Todos sentiam essa necessidade.
AGOSTINHO TOFFOLI TAVOLARO diz que a Revolução Constitucionalista foi uma revolução romântica, por ideais e não por conquista do poder, que terminada por um armistício, veio alcançar seu resultado maior com o advento da Constituição de 1934, que introduziu o voto secreto e o voto das mulheres, constituição essa infelizmente revogada pela Carta de 1937, de inspiração fascista e que implantou o chamado ESTADO NOVO, ditadura que perdurou até 1945. A EPOPÉIA DE 32 foi um exemplo de ideal e civismo, contém uma mensagem às gerações futuras e aos jovens de hoje.     

Uma das mais eloqüentes provas de que o Movimento Constitucionalista foi de âmbito nacional reside no Monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista, no IBIRAPUERA. Hoje lá estão imortalizados os participantes da Revolução. Desde os generais até os mais simples soldados, quer sejam italianos, portugueses, espanhóis, russos e de outros países, como também de quase todos os Estados do Brasil (pernambucanos, cearenses, mineiros, paraibanos, etc). Sem distinção de raça, credo ou cor todos ali se igualam, irmanados, na história de 1932.    
MINHAS PALAVRAS FINAIS AOS ALUNOS OFICIAISQUE ACABAM DE OUVIR ESTE RESUMO DO SENTIDO NACIONAL DO MOVIMENTO CONSTITUCIONALISTA DE 1932:
Há quatro anos atrás essa mesma palestra, com pequenas modificações, foi feita na OAB-SP e também para os alunos oficiais que participaram dos outros três ciclos de palestras proporcionada pelo Núcleo "CADETE RUYTEMBERG ROCHA".
O Brasil é um país que resiste na beira do abismo. Abençoado por Deus e pela natureza, vive na dúvida entre o atalho do atraso e a reta da certeza. Uma nação que maltrata sua história e não agradece, todos os dias, a generosidade divina que nos concedeu uma extensão territorial de dimensão continental, rica em terras férteis, praias que enchem os olhos do mundo inteiro, água doce em abundância, fauna e flora que não devem nada aos países mais ricos.
Todos os versos e cantos ufanistas de nossa Pátria são verdadeiros e merecem o cultivo da eternidade. Quando Gonçalves Dias declama que “Nossa terra tem palmeiras, onde canta o sabiá...”, pratica um ato de civismo exemplar pelo caminho encantador da poesia. Assim como outros brasileiros exemplares, Gonçalves Dias tentou plantar raízes de civismo e amor à Pátria.
Civismo é a difícil tarefa de amar, em grandeza superior, os valores do País, do Estado e do Município. Uma pessoa acometida do vírus cívico é aquela que consegue romper os muros estreitos e menores de um cotidiano medíocre para se envolver em lutas e projetos que dignifiquem a vida. É fácil, cômodo e comum viver a pobre rotina da casa para o trabalho e de trabalho para casa, intercalada por um tempo livre que nada acrescenta e apenas demonstra que existe gente que passa por este mundo sem nunca ter vivido.
E a grande tragédia contemporânea do Brasil é a crescente alienação de sua população em relação aos valores cívicos que deveriam nortear uma nação civilizada.
Os jovens desapareceram das praças e a política, ciência superior do poder, deixou de ser pensada e discutida nas esquinas, evidenciando uma decadência social e cultural de elevada periculosidade cívica. A história nos ensina que o afastamento da juventude é um sinal de alarme para as nações, exigindo dos patriotas uma providência qualquer diante da falência de nossas instituições.
Por muito menos do que acontece no Brasil de 2014, os paulistas pegaram em armas dia 9 de Julho de 1932. Data máxima do povo paulista, 9 de Julho é a referência de honra e glória que jamais deixaremos desaparecer de nossa história.
Fizemos a maior guerra civil da história do Brasil em busca de uma Constituição para conquistarmos a democracia. Fomos derrotados militarmente, mas vencemos politicamente. Mesmo com a ditadura usando o rádio como propaganda enganosa, vendendo ao Brasil a idéia de que nossa revolução era separatista, liderada pelos italianos e barões do café, conseguimos a Constituição em 1934 e grandes avanços em direção à cidadania, como a conquista do voto feminino, por exemplo.
9 de Julho é o exemplo para sempre. Em 1932 fizemos a maior guerra cívica militar. Em 2014 precisamos, em paz, promover esse movimento cívico, partindo de São Paulo, para resgatar a ética, o próprio civismo e a cidadania numa nação destroçada pela corrupção.

O Brasil precisa buscar o exemplo nos tempos atuais da Epopéia de 32, onde o IDEAL DO DIREITO era a única meta daqueles 130 mil homens,  mulheres e crianças envolvidos no Movimento Constitucionalista Eles conseguiram, embora derrotados pelas armas, o retorno da Carta Magna do País. A eles nosso preito de gratidão! Meu profundo respeito aos HERÓIS DE 32, baluartes da verdadeira democracia brasileira.   

LISTA DOS AGRACIADOS - APMBB - NÚCLEO "CADETE RUYTEMBERG ROCHA" - SOCIEDADE VETERANOS DE 32-MMDC.

SOCIEDADE DOS VETERANOS DE 32 -MMDC
NÚCLEO CADETE RUYTEMBERG ROCHA
ANEXO 1 DO OFÍCIO 007/13 DO NCRR
RELAÇÃO DE PERSONALIDADES OUTORGADAS DO NCRR
Colar "Cadete PM Ruytemberg Rocha - O Cadete PM Herói de 1932"
1 Cel PM ROBERTO DE JESUS MORETTI 
2 Promotor EDSON CORREA BATISTA
3 Cel PM MAXIMIANO CASSIO SOARES  
4 DESEMBARGADOR JOSÉ HELTON NOGUEIRA DIEFENTHÄLER JUNIOR
5 JUIZ RICARDO BRAGA MONTE SERRAT
6 Cel PM JOSÉ MAURÍCIO WEISHAUPT PEREZ
7 Cel PM DIMITRIOS FYCKATORIS 
8 Cel PM ROBERTO RODRIGUES JÚNIOR 
Colar "Cadete PM Ruytemberg Rocha - O Cadete Constitucionalista"
1 Ten Cel PM TULIO SÁVIO PINTO DE FREITAS
2 Ten Cel PM MARCO ANTÔNIO DE JESUS GARCIA 
3 Ten Cel PM JOSÉ EDUARDO STANELIS DE AQUINO 
4 Maj PM RICARDO VIEIRA PEIXOTO
5 Ten Cel PM HENRIQUE PEREIRA DE SOUZA NETO
6 Ten Cel PM ELI FRAGA DO REGO (PMRG) 
7 Maj PM JOEL GOMES DOS SANTOS
8 Maj PM DIMAS MECCA SAMPAIO
9 Ten Cel MIGUEL ANGELO MINOZZI
10 Maj PM FABIANO DE ALMEIDA SERPA 
11 Cap PM LUIS HUMBERTO CAPARROZ
Medalha "Cadete Constitucionalista"
1 Cap PM MARCELO DA SILVA NOGUEIRA 
2 Cap PM ROBERLEI MARCELINO DE SOUZA 
3 Cap PM DAMARIS GILCELI DOS SANTOS DIAS
4 Cap PM JOSIENE LIMA DOS SANTOS 
5 Cap PM EALTON DOUGLAS NUNES 
6 CAP PM MAURICIO DA MOTA 
7 CAP PM EDVALDO RAMOS DE SOUZA 
8 CAP PM LENI MARIA CAMPOS BELLINI 
9 CAP PM MARIA APARECIDA DE MORAIS 
10 CAP PM JAIR ROBERTO BELLO
11 CAP PM SYLVIA KINSKOWSKY PIAZZA
12 1º TEN PM ROGÉRIO ALVES PEREIRA FILHO
13 1º TEN PM FERNANDA CHRISTINA ARAUJO NOSSA 
14 AL OF PM ANDERSON GARRIDO SCAIONI
15 ESTANDARTE DA PMAP - representado pelo Al Of PM Eder Martins
16 AL OF PM CONRAD RODRIGUES 
17 AL OF PM DAVID GIOVANNI DE SOUZA PEGORETTI 
18 AL OF PM RAFAEL PEREIRA FENILLE 
19 AL OF PM DOUGLAS RAMALHO 
20 AL OF PM EDSON EMBOABA DE OLIVEIRA JÚNIOR 
21 AL OF PM DANIEL FARIA GUEDES 
22 AL OF PM RICARDO AUGUSTO PENEZI MACHADO 
23 AL OF PM PEDRO FELIPE COSTA PEDROZA MARTINS 
24 AL OF PM RAFAEL RIBEIRO VIEIRA 
25 AL OF PM CÉSAR ROBERTO BARCELOS 
26 AL OF PM ANTONIO BARBOSA DOS SANTOS JÚNIOR 
27 AL OF PM AFONSO PINHEIRO CALVI
28 AL OF PM FELLIPE CARDILHO ALVES FRANÇA 
29 AL CHQAOPM LAUDISON EDUARDO GERALDI
30 Cb PM VALDEMIR CONCEIÇÃO DE LIMA
31 SR. FERNANDO MORENO