quinta-feira, 6 de junho de 2019

9 DE JULHO 2018 REALIDADE NO MS - ARTHUR JORGE DO AMARAL

9 DE JULHO 9 DE JULHO
(julho de 1932) GAL. BERTOLDO KLINGER
Realidade Realidade Realidade 2018 2018 2018 no no no MS MS MS
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SOUMS
"Desembainhamos a espada em continência a Lei"
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9 de julho
União Brasileira de Escritores Mato Grosso do Sul
9 DE JULHO
2018 Realidade no MS
2a Edição
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Arthur Jorge do Amaral
Vespasiano Vespasiano Vespasiano Martins Martins Martins Governador Governador Governador Provisório Provisório Provisório
Av. Afonso Pena Av. Afonso Pena Av. Afonso Pena
Campo Grande - 1932 Campo Grande - 1932 Campo Grande - 1932
Gal. Gal. Gal. Bertoldo Bertoldo Bertoldo Klinger Klinger Klinger Comandante Comandante Comandante Militar Militar Militar
Campo Grande, MS - 2018 Campo Grande, MS - 2018 Campo Grande, MS - 2018
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9 de julho
2018 - REALIDADE EM MATO GROSSO DO SUL
Época de vertiginoso progresso, alvorecer de esperanças, surge Mato Grosso do Sul, em 2018, cenário promissor para nosso País; fruto de incansáveis lutas de seus antepassados, marca grande produção de alimentos. Sobressai a pecuária de corte, com genética avançada, industrializa e expande para exportação.
A sua produção se espraia em diversos setores, onde o energético (álcool) se soma ao reflorestamento; suas terras planas e levemente onduladas, são utilizadas no plantio em larga escala de soja, milho, arroz e algodão.
No controle e preservação do meio ambiente, surge a região do pantanal, em toda sua exuberância, na bacia do Rio Paraguai, contempla parte de seu território; utilização tradicional, em baixa densidade na criação e pecuária, espera a próspera indústria do turismo contemplativo.
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Arthur Jorge do Amaral
‘‘9 de Julho’’
Diante desse espetáculo que chegamos, surge o Estado de MS, para lembrar de sua história, algo que em 1932, sua população inteira ombreou de uma causa, ainda presente no coração e mentes de milhares de seus filhos; voltar no tempo e recordar aqueles acontecimentos se reveste de uma necessidade para as novas gerações. Nunca, em momento algum, houve algo semelhante. Essa história pertence ao MS, e vamos aqui reconstruir ...
Esta segunda edição de “9 de julho”, pois a primeira data de 2017, faz parte do livro “SOU MS”, procura enfatizar a presença do General Bertoldo Klinger no Comando Militar, sediado em Campo Grande, figura que deixou plantada a ideia constitucionalista, abraçada pelo Estado de São Paulo. Ele aqui servia no momento crucial e sua exoneração atingiu em cheio o coração de todos; levou a acompanhar suas orientações, um Estado Independente foi criado.
Na qualidade de filho de um dos combatentes (Paulino Ribeiro do Amaral), naquele momento com 30 anos de idade, guardo os seus exemplos e procuro transmitir aos mais jovens, através de escritos e registros, esse amor à causa que meu pai abraçou ...
A história de Mato Grosso do Sul, como ente federativo, teve a gênese nesse movimento constitucionalista, e a gravação desse sentimento continua em todos os descendentes e familiares; algo precisa ser feito para que não se perca essa identidade; comemorações não temos visto, e as manifestações, mesmo escritas, são mínimas ...
Que este pequeno livreto, pela dimensão do assunto, seja a reabertura de horizontes em nossa história, e os ideais daqueles tempos de glórias, saiam fortalecidos em todos nós sul-mato-grossenses ...
Arthur Jorge do Amaral
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9 de julho
RETROSPECTIVA HISTÓRICA
I
Voltar 86 anos na historia brasileira, pode parecer saudosismo ou mesmo deleite de historiadores, amantes da literatura; mas existe razão muito forte a exigir explicações, principalmente de sul-mato-grossense de origem, coração e alma!
Esse estudo e ponderações a respeito da Revolução Constitucionalista de 1.932, que agora vai completar 86 anos são motivos de reflexão, onde fatos importantes não são lembrados; e aí nossa consciência pede oportunidade para apresentar algumas versões apropriadas para contribuir com a sociedade que fazemos parte.
Mato Grosso do Sul tem sua origem em expectativas de seus filhos e pioneiros ha mais de um século, e seria pouco dizer que centenas ou milhares de vidas foram sacrificadas por esse ideal!; são historias e feitos, que marcados por famílias com nome e sobrenome, se espalham na planície do cerrado, nas matas, campos e imensos pantanais, guardando memórias sepultadas como heróis, uns conhecidos e outros muitos, anônimos!; mas
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existem também entre os conhecidos, pouco divulgados!
E é neste ponto que vamos nos debruçar sobre esse acontecimento histórico, que nos toca fundo quando ‘’9 de julho’’ ressurge após 86 anos!; sem precisar se deter na importância daquele momento, vamos mais além, para observar o reflexo que por 10 anos assolou nossa região, desde o 5 de julho de 1.922, quando o 17° Batalhão de Caçadores de Corumbá se dirigiu até Três Lagoas, pronto para invadir São Paulo, sob o comando do Cap. Joaquim Fernandes de Nascimento Távora; era o início do levante conhecido como Revolta dos Tenentes, e que, 2 anos depois, na mesma data irrompe em 1924 a Revolução Paulista, e aquele capitão foi morto em combate na capital de São Paulo; seu irmão tenente Juarez Távora, vai representar figura importante no cenário; aqueles revoltosos em número superior a 3.000, armados e organizados, chegam ao Porto XV de Novembro; visando Campo Grande fazem incursão pelo Rio Pardo e depois sobre Três Lagoas, proclamando a Unidade Federada de Brasilândia; são rechaçados no dia 18 de agosto, pelas tropas do Exército Mato-grossense sob a comando do General João Nepomuceno e destacamento do Coronel Malan.
O episodio, com a expulsão desses revoltosos de terras mato-grossenses segue a invasão do Estado do Paraná, onde o general Rondon vai lhes dar combate por mais de seis meses, expulsando-os dos pinheirais paranaenses, faz em torno de 200 entrarem para o Paraguai.
Ali terminava a atuação do General Rondon no episódio, mas eis que, já no Paraguai em 1925, esses 200 remanescentes da Revolução Paulista vão se juntar à Coluna Rio-grandense; formam alí a grande marcha, conhecida como Coluna Miguel Costa/Prestes, e invadir novamente Mato Grosso por Iguatemi, Amambai e Ponta Porã.
Neste ponto esses aventureiros fardados se dizendo revoltados contra tudo e contra todos, vão se encontrar e serem combatidos pelo Pequeno Grande Herói: o Major
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Bertoldo Klinger.
Major Bertoldo Klinger
No ano de 1925, dá combate à Coluna Miguel Costa/Prestes, desde Amambai/Ponta Porã, e segue para o norte até o Estado da Bahia. Retorna a Campo Grande.
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A travessia de Mato Grosso A travessia de Mato Grosso do Sul pela Coluna Prestes. do Sul pela Coluna Prestes. A travessia de Mato Grosso do Sul pela Coluna Prestes.
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A VIDA MILITAR
II
Naquele momento em Amambai, Iguatemí, Ponta Porã e Cabeceira do Apa, estará de prontidão o então Major Klinger; com as tropas brasileiras e mato-grossenses tinham que dar garantias à população; a integridade da nação e defesa de sua soberania lhes ditavam ordens constitucionais; essa maratona de revoltosos (Paulistas e Gaúchos) iriam percorrer todo o espaço terrestre do hoje Mato Grosso do Sul, e embrenhando-se por Goiás até a Bahia; no seu encalço, pari-passo, seguia Klinger, e seus brilhantes comandados, só regressando a Campo Grande em fins de 1.925, eis que aquela maratona seguia até o Maranhão, para desaparecer na Bolivia, dois anos depois.
Este relato é bom que se faça porque Bertoldo Klinger, após esses episódios, virá representar a exponencial figura durante a Revolução Constitucionalista de 1932.
E após seu brilhante trabalho, na Retaguarda e combate a Coluna Miguel Costa/Prestes, retoma a sua atuação no Exército Nacional, razão de sua vida; dizer também que a sua pequena estatura, 1,60 m, ou pouco mais, se toma um carisma de importante chefe, intelectual e
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humano!Formado em Engenharia Militar, foi confirmado no Posto de 2° tenente em 10 de janeiro de 1.907; em 1.912 a 1° tenente; foi um dos fundadores, redator e diretor da Revista DEFESA NACIONAL, onde por muitos anos se dedicou a literatura militar.
Foi capitão em 1.918 e major, em 1.923, quando vem servir em Campo Grande, pelo Decreto de 3 de dezembro de 1.924; é de registrar também que mesmo sendo Engenheiro, serviu sempre na arma de Artilharia.
Ao aqui chegar, encontrou com o já, general Malan, comandando a Região Militar de Mato Grosso; sob suas ordens é que vai dar combate a Coluna Miguel Costa/Pres- tes.
Após prestar relevantes serviços à Pátria Brasileira, foi promovido por merecimento a Tenente Coronel, em 5 de maio de 1.927; ainda por merecimento a Coronel a 26 de setembro de 1.929. Após a Revolução de 1.930, que colocou no poder Getulio Vargas, promovido a General de Brigada, a 7 de maio de 1.931. Nessa condição foi designado comandante do Exército de Mato Grosso, vem para Campo Grande, assume a 12 de junho de 1.931.
Caminhões Chevrolet dispostos lado a lado no leito do Rio Nioaque em Mato Grosso nas manobras efetuadas por general Klinger no Exército de 1931
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ATUAÇÃO EM MATO GROSSO
III
Ao ser designado Comandante da Circunscrição Militar de Mato Grosso, o General Bertoldo Klinger, antes de tomar posse e ainda no Rio de Janeiro, recebe a informação de transferência do Batalhão de Engenharia de Aquidauana, para o Nordeste.
Essa determinação, partira do Ministério de Viação, onde José Américo de Almeida, ministro nordestino, justificara como urgência e emergências a cumprir naquela região; essa ordem já fizera o Batalhão encaixotar seus haveres, deveres e se aprontarem o pessoal para a partida, quando numa contra ordem dada por Klinger, que não admitiu em hipótese alguma; em suas memórias ele escreveu o seguinte:
«Não mexeram mais no "meu" Batalhão, nem mais pensaram em descobrir outro que pudesse ser incumbido de tarefa urgente, para a qual haviam obedecido ao primitivismo de querer despir um santo, esfarrapado, para por uns trapos em outro!!!" Uma vitória antes de tomar posse, e Aquidauna não perdeu seu grande Batalhão de Engenharia e Combate, (BEC), com grandes serviços prestados ao Oeste Brasileiro! Conseguiu também um adiantamento para melhorias no Forte Coimbra, construção de casas para oficiais no 10° RCI, Bela Vista; abastecimento de água no quartel de 11° RCI de Ponta Porã e reparos no quartel do 17° BC de Corumbá, e ainda
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reparação no cemitério histórico de Nhandipá, também em Bela Vista’’.
Após sua posse foi planejada uma manobra de toda a região de Mato Grosso, se concentrando em Nioaque, e que teve a participação de 75 oficiais, 127 sargentos e 1.206 cabos e soldados; também foram utilizados 663 animais de sela e artilharia (cavalares), e no auto transporte 20 caminhões, inclusive oficina e reserva, tripulados por 117 homens.
Com inicio em 7 de setembro de 1931, prolongou essa manobra, com apresentação pela primeira vez a esquadrilha de aviação, especialmente vinda do Rio de Janeiro; foi feito também pelo 10° RCI o percurso da Retirada de Laguna de Bela Vista até Miranda e Nioaque, registrando todo o itinerário percorrido por aqueles heróis, e como parte da manobra.
Por esse interím já grassava em São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná, movimentos políticos, pedindo eleições constitucionais, em detrimento ideia de ditadura politica; em Mato Grosso não foi diferente, e o General Bertoldo Klinger começa a se manifestar nessa direção e justificando sua posição vai ser líder do pensamento Constitucionalista.
Sua ação de comandante teve grande apoio e reconhecimento público ao completar o primeiro ano; recebeu a maior manifestação já concedida a chefe militar em Campo Grande; com notícias divulgadas pela imprensa local e nacional, distribuídas aos Diários Associados e ABI; foi o seguinte divulgado:
"A oficialidade de todos os corpos de guarnição, federal e estadual do Estado de Mato Grosso, resolveu oferecer ao seu ilustre e muito digno chefe, General Klinger, um grande banquete no dia onze do corrente (11.06.1932) primeiro aniversário de seu eficiente e instrutivo comando, como prova de solidariedade ao caráter altivo, espirito de justiça e nobres atividades que caracterizam sua perso- nalidade".
Essa confraternização foi no amplo salão de festas do então Hotel Colombo, na Rua Dom Aquino! A liderança intelectual, militar e social de Bertoldo Klinger se confirmara no quadrante mato-grossense e oeste do Brasil.
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8 DE JULHO EXONERAÇÃO
IV
Reconhecido o prestigio e camaradagem conquistados com seu Comando em Campo Grande e toda região mato- grossense, começou no mês de abril e maio, as manifestações em São Paulo de confiança em Klinger para liderar o movimento Constitucionalista; um dos principais incentivador dessa liderança é o General Izidoro Dias Lopes, chefe-comandante da Revolução Paulista de 1.924, e agora chefe militar no governo Getúlio Vargas.Sabe-se que em Mato Grosso um dos amigos, companheiro e confidente de Klinger foi o fazendeiro Laudelino Barcellos, e que se prontificou a ajudá-lo em São Paulo, eis que também apoiava a idéia constitucionalista; este registro é feito porque foi realmente este companheiro mato-grossense um dos líderes civís do movimento de 1.932.
Segundo relata Klinger, nos procedimentos interligados de São Paulo e Mato Grosso, em caso da guerra iminente, a força mato-grossense poderia mobilizar 5.000 homens, que se configuraria como promessa implícita do contingente; relata mais que a "idéia de manobra", militar e politica pró-Constituição ficara definido como preliminar impreterível que além de São Paulo e Mato Grosso, contassem seguramente com o Rio Grande do Sul, e fossem feitos esforços para atrair a cooperação de Minas
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Gerais, e se possível o Estado do Rio e o próprio Distrito Federal, Rio de Janeiro.
A idéia primeira como "ação de guerra", seria a tomada dos governos de São Paulo e Mato Grosso, para a partir daí, não fazer invasões a Estados, mas sim conquistá-los para a causa todo apoio, com a cooperação espontânea, convencida.
Em primeiro lugar definiu-se uma data "15 de julho" para o inicio dessas operações, e deflagração, porem houve em 1° de julho com a nomeação de novo Ministro da Guerra total divergência interna-córporis; Klinger com conhecimento de seu Estado Maior e seus oficiais, se manifesta em ofício dirigido ao novo ministro com fortíssimas críticas quanto a sua nomeação, e também a forma que estão sendo conduzidas as políticas no âmbito militar; era um protesto solene lançado e que ele depois vai afirmar que o fez "pronto para ser sacrificado se as circunstâncias assim determinassem"; e também que "mantenho ideias não arrastarei Mato Grosso iniciativa reação armada".
Estava aí tramada a situação que interessava ao governo, e eis que, as 14 horas do dia 08 de julho, recebia Klinger a seguinte comunicação:
urgente/urgentissima: ‘‘De Rio, dia 8, 13 hs e 15: Comunico-vos que chefe governo provisório vos reformou administrativamente, pelo que deves passar comando Circunscrição ao substituto legal, imediatamente. Assina: general Espirito Santo Cardoso, Ministro da Guerra.’’
Em plena tarde de sexta-feira estava consumado um ato sobre a cabeça do Pequeno Grande Herói, naquele momento sacrificado; perdendo, seu comando e levado à aposentadoria compulsória, para assim segurar seu ímpeto de brasilidade!.
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9 de julho
O AMANHECER DE 9 DE JULHO
V
Assim o sol nasceu a leste no dia 09, um sábado com fria neblina de julho, e nos corações de milhões de brasileiros era o fogo que irrompia como um vulcão; era um momento que extasiavam os espíritos e levaram aos confins do firmamento as mentes mais lúcidas e sensatas; era a reedição de revolta contra a ditadura de poder que a todos amedronta, ou decepa os mais sombrios conceitos nacionais!
Em Mato Grosso a exoneração e substituição urgen- te/urgentissima de Klinger deixa a todos estupefatos, porem sem reação, já que de pronto na mesma tarde do dia 08, o comando foi passado ao Coronel Oscar S. de Paiva.
E as manobras marcadas para inicio no dia ‘‘15 de julho’’, já anteriormente definidas, e que iriam lutar pela constitucionalização do país, tinham ali sido antecipadas pelo duro golpe dado num dos lideres e defensores do movimento! Era o momento de uma imediata resposta, e de São Paulo todos os lideres em homenagem ao general injustamente reformado e exonerado, fazem a proclamação: Klinger, CHEFE DO MOVIMENTO ARMADO!
E nas suas memorias, ele escreve: "Eu acabara de ser proclamado chefe militar do movimento armado, em confirmação do convite que me fizera o General Izidoro. Era
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de máxima importância, consideravam os conjurados, não perder a minha colaboração, nem as possibilidades de que eu dispunha enquanto em Mato Grosso"!
E segue narrando o momento crucial daquela data: "Tais foram as contingências que ditaram a brava resolução de não mais esperar o dia "15 de julho", para desencadear a revolução, desencadeada imediatamente. Dai a memorável, esplêndida eclosão: 9 de julho de 1.932!!’’
Porta-vóz naquele momento das incertezas, ele escreve com o coração aberto o que ocorreu com perguntas e respostas, nos seguintes termos:
‘‘Por quê ?... nos anseios nacionais pro-restauração do regime constitucional, culminastes na reação armada contra a ditadura, São Paulo é que veio a ser a vóz do BRASIL? E, logo seguido por Mato Grosso, o braço do BRASIL? Por quê ?... para essa reação de armas na mão, a mim é que veio a caber o supremo comando militar das Forças Constitucionalistas?...’’
E com êle mesmo vamos trazer as respostas consi- deradas essenciais para o momento:
‘‘- Em resumo e em última análise, o papel que desempenhou São Paulo no movimento pró-Constituição, desde os primórdios da conspiração contra a perduração da ditadura-censurarão, a bem dizer, ‘‘última rátio’’, veio a lhe ser imposta pela ostensiva, notória preferência que teve São Paulo na aplicação dos processos discricionários do governo outubrino para a conquista do Brasil.’’
‘‘Semelhante preferência foi percalço da perfeita pujança do Estado, a destacá-lo altamente dentro da federação, por isso impondo-o no mais alto gráu aos apetites dos famélicos conquistadores. O ditador lançava São Paulo a essas feras - em que se desmascaravam a maioria dos processos do "espirito revolucionário" - para ver-se livre dos seus ameaçadores grunhidos e mostra de garras, com a agravante do assim descarado repudio, traição, aos veteranos paulistas, até precursores, da campanha pro regeneração da politica nacional, nomeadamente no âmbito do Governo Federal.’’
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"Ao 9 de julho ‘‘Mato Grosso veio a secundar São Paulo em razão de achar-se alí no comando militar um chefe inteiramente embalado na reação nacional anti-ditadura e a quem tocara o comando das forças armadas constitucionalistas.’’
‘‘- Entramos, assim, no domínio da resposta a segunda das questões que fazem objeto do presente capítulo, formulada no seu intróito.’’
‘‘Assinalemos que aquela minha condição de comandante da Circunscrição Militar de Mato Grosso acrescia a de ser eu o único irmão de armas constitu- cionalistas investido de semelhante função, à testa de grande unidade.’’
E segue finalizando: "A essa altura do fluvial curso dos acontecimentos já eu fora convidado para comandante superior das Forças Constitucionalistas em-ser e comunicara aos conjurados que aceitava a missão."
povo brasileiro ... Sem ligações com os partidos políticos, simples cidadãos colocados em situação de observar os fatos com serenidade, vimos trazer ao povo brasileiro o nosso depoimento leal sobre os acontecimentos de São Paulo. São Paulo não pegou em armas para combater os seus queridos irmãos dos outros Estados nem para praticar a loucura de separar-se do Brasil, mas unicamente para apressar a volta do País ao regime constitucional. (. . . )
Enganam-se os que supõem que a atitude de São Paulo esconde propósitos separatistas e é obra de partidarismo político.
Podemos afiançar que é essencialmente nacionalista e sem o mais leve colorido partidário.
São Paulo, 14.7.32. Dom Duarte Leopoldo, arcebispo metropolitano; monsenhor Gastão Liberal Pinto, vigário-geral de São Paulo; José Maria Whitaker, diretor do Banco Comercial de São Paulo; Francisco Pais Leme de Monlevade, diretor da Estrada de Ferro Sorocabana; Guilherme de Almeida, da Academia Brasileira de Letras; Cantídio de Moura Campos, diretor da Faculdade de Medicina; Costa Manso, presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo; Plínio Barreto, presidente do Instituto dos Advogados".
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Vespasiano Martins
Filho de Henrique Pires Martins e Marcelina Barbosa, nasce na Vacaria, Vespasiano Barbosa Martins. Formado em medicina, dedicou-se à atividade política, iniciando como prefeito de Campo Grande. Em 1932 é nomeado interventor no sul do Estado, por indicação do general Klinger, comandante da revolução constitucionalista de São Paulo. Em 1934, coordenou o movimento divisionista, sendo o primeiro subscritor do abaixo-assinado separatista, encaminhado à Assembléia Nacional Constituinte. Em 1935 é eleito pela Assembléia Legislativa senador da República, mandato interrompido pelo golpe do Estado Novo que fechou o Congresso Nacional em 1937. Em 1945, por eleição direta, retorna ao Senado, onde encerra sua carreira política. Faleceu a 14 de janeiro de 1965, em Campo Grande.
FONTE: Ledir Marques Pedrosa, Origem, histórico e bravura dos Barbosas, edição da autora, Campo Grande, 1980, página 109.
Busto de Vespasiano em uma praça de Campo Grande
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COMANDANTE SUPERIOR DA REVOLUÇÃO
VI
As primeiras providências como chefe da Revolução, foi feito uma proclamação, largamente distribuída, em Campo Grande, e dali levada a todos os seus quadrantes, e trazia o seguinte, assinado por Klinger:
"Em São Paulo irrompeu vitoriosa revolução com objeto restaurar pureza revolução de outubro de 1.930 especialmente conduzir o Brasil máxima brevidade ao regime da Lei para todos governados, mas também para os governantes".
A seguir diz ele que antes de partir para São Paulo, tomava a seguinte providência relevante e urgente a respeito do governo revolucionário do Estado, (que depois seria somente a Região Sul), "consegui convencer a que aceitasse o encargo ao Dr. Vespasiano Barbosa Martins, que até segunda ordem (esclarecimento da situação em Cuiabá) estabelecia a séde do governo em Campo Grande’’.
Houve alí, com aquela providência na condição de Chefe Superior Revolucionário, designado governador e autorizado seu funcionamento na região sul de Mato Grosso.
Temos que ressaltar aqui, que Dr. Vespasiano era o Prefeito Intendente de Campo Grande, e incontinenti convida e nomeia Prefeito seu substituto o Dr. Arthur Jorge Mendes Sobrinho; e
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eles, dois médicos de renome, benquistos da sociedade local e regional, iriam naquele período abraçar a causa constitucionalista na região Sul de Mato Grosso, durante três meses.
E não sendo possível o seu deslocamento para São Paulo, ser de avião como esperava, a única forma foi utilizar o trem da Noroeste, com destino a Três Lagoas, o que saiu em comboio especial, na noite do dia 10 de julho; lhe acompanhava o aviador Moacir Ferraz, o chefe do Estado Maior, Vilabela; mais quatro oficiais, um sargento-ajudante de ordens, um datilógrafo; ainda um ordenança e quatro praças de escolta.
E nos seus escritos e memórias, ele Klinger, registra o seguinte sobre essa viagem dia e noite:
"Minha viagem de Campo Grande à capital paulista foi pouca coisa retardada por que em várias estações das mais importantes cidades paulistas do percurso a população esperava o comboio, que queria manifestar seu regozijo, e era inevitável e justo dar atenção a tais expansões, sobretudo contra a ditadura. Foi na de Lins que, em breve agradeci- mento e resposta ao orador popular, pronunciei a frase:
"Desembainhamos a espada em continência a Lei".
Em Três Lagoas foi recepcionado, como também em Bauru, e ele vai falar e registrar a partir de Campinas, nos seguintes termos:
"Prosseguimos logo após a indispensável demora; em Campinas por sua vez tomaram o meu trem representantes das autoridades civis e militares da Capital. Vinham, não apenas por gesto de cortesia, mas para adiantar serviço, a prestar-me informações sobre a situação.’’
‘‘Entramos, finalmente, na Estação da Luz cerca das 9 horas da manhã de 12. Na própria gare superlotada, falou lbraim Nobre, a saudar-me em nome de São Paulo, com poucas palavras, a que respondi com igual parcimônia: "São Paulo aqui me tem. O orador pôs o coração na boca. Falou o coração de São Paulo, vamos trabalhar! Repito o que disse a um orador, em Lins: ‘‘desembainhamos a espada em continência a Lei!." Depois de cumprimentar os principais, tomei um carro com o General Izidoro e nos encaminhamos aos Campos Elíseos, penoso percurso, tal a densidade da
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9 de julho
massa popular em toda a extensão. Como o povo haveria de querer ver o General, pouco depois de partirmos da estação, montei no cavalo do policial mais próximo e assim alcançamos o Palácio do Governo.’’
São estas as considerações que julgamos necessárias levar ao conhecimento público, para uma análise cuidadosa dos personagens e da participação sul-mato-grossense no 9 de julho de 1.932; essa ligação histórica com o Estado de São Paulo, e que, num momento conturbado da vida nacional, despontou na região Oeste, principalmente pela atuação do seu comandante General Bertoldo Klinger.
Apeado do Poder e do Comando, seguiu sozinho seu destino para se cobrir de glória e reconhecimento, enquanto durou a Revolução Constitucionalista de 1932, e depois amargar o exílio em Portugal; marcou porém com seu carisma e sua inteligência, uma população inteira do que seria hoje, o grande e querido Estado de Mato Grosso do Sul.
Terminada a Revolução, os seus principais chefes civís foram exilados. Klinger é o primeiro, sentado à direita. A primeira turma foi transportada a bordo do navio ‘‘Pedro I’’, e depois transferida para o ‘‘Siqueira Campos’’, chegando a Lisboa no dia 18 de novembro de 1932.
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Arthur Arthur Jorge Jorge do do Amaral Amaral
8 de julho - a exoneração
Deposto do comando importantíssimo, Klinger despede- se da tropa como quem vai para casa e recomenda disciplina e união em pronunciamento sempre estranhado pelos exegetas da revolução:
"Quartel-general em Mato Grosso, 8 de julho de 1932. (... )
b) Pouco é este meu sacrifício. Ele fora previsto, entrara plenamente em minhas previsões. Era a contribuição que eu podia dar. Caio de pé, pois que me mantenho ereta a consciência profissional e cívica de haver cumprido um dever, na defesa duma personalidade laboriosamente formada e da seara de interesses que me estavam confiados. Exorto os meus camaradas a que se mantenham em calma, dentro da ordem, na verdadeira disciplina, raciocinada e consentida, vistas em seus camaradas chefes, pensamento no Exercito - a síntese das forças vivas, materiais e morais, d ́uma nação."
General Bertoldo Klinger
8 de julho - a exoneração
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9 de julho
9 DE JULHO UMA DATA DO MS
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A data enfocada com ênfase, 9 de julho, e que representa uma marca registrada para dois Estados da Federação Brasileira, e nos quais São Paulo e Mato Grosso do Sul estiveram unidos, hoje precisa de uma análise mais cuidadosa; foi um dia na vida de uma população inteira e que formaria uma opinião generalizada como nunca vista em nosso solo Pátrio.
Nessa data, toda a população paulista presta as maiores homenagens a todos que contribuíram ao memorável evento que se chamou Revolução Constitucionalista de 1932; seus heróis estão sepultados em um mausoléu especialmente construído sob um obelisco na praça do Parque do Ibirapuera; todos que vão morrendo ao longo do tempo, têm seus restos mortais transladados (as cinzas) e solenemente ali depositados... O “9 de julho” se torna a data mais importante para o Estado de São Paulo, com feriado e desfiles comemorativos em todas as cidades paulistas...
No entanto, em solo sul-mato-grossense, onde tudo começou, fez parte de forma espetacular, mobilizações de toda a sociedade civil, em proporções nunca e jamais vista, pouco ou quase nada se fala... A cidade de Campo Grande, naquele momento como centro econômico do antigo Mato Grosso, na condição de sede da Primeira Circunscrição Militar do País, se
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tornou ponto crucial pelo desenlace do episódio; primeiro por estar aqui servindo o General Bertoldo Klinger, e daí a Chefe Supremo da Revolução, ao ser exonerado daquele cargo no dia 8 de Julho; depois ao ser criado um governo provisório para gerir esta região, em detrimento do governo oficial da Capital Cuiabá.
Foram noventa dias de expectativas e ações as mais diversas, todas de cunho cívico e mobilizações militares, onde a sociedade civil se colocou de prontidão e depois com sérias consequências até hoje sentidas em nossa história; Mato Grosso Sul tem a sua gênese, em maior grau, nesse movimento de independência territorial. Uma data realmente nossa, e que Mato Grosso do Sul, suas autoridades e setores histórico- educacionais relega a quase inexistente o dia “9 de julho”...
O registro deste livro, 9 DE JULHO, que seja um alerta e clamor por Justiça a todos que, naquela época magnífica de sua história, plantaram esta visão de soberania regional, e que em 11 de outubro de 1977, exatos 41 anos (em 2018), se tornou realidade com a criação do Estado de Mato Grosso do Sul.
Rua Gen. Bertoldo Klinger Vila Nossa Senhora das Graças, Campo Grande - MS (inicia junto a entrada do Bairro Coophasul, segue paralela com a Av. Dom Antonio Barbosa, sentido saida para Rochedo).
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SOB OS OLHARES DO POETA...
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Em dias que a neblina cobre os campos, amanhece a morena Campo Grande. Um pouco fria, sol distante sob nuvens, faço companhia ao poeta Manoel de Barros, sorridente, num banco da avenida Afonso Pena; noto seu sorriso petrificado e permanente, olhando os passantes, e uma leve emoção a todos invade ... Emoção de pensamentos. Neste espaço central da cidade já foi palco em outros tempos, e relembrar é preciso, porque acalenta nossos corações afeitos à sensibilidade. Foi à sua frente, no dia 9 de julho de 1932, algo incomum atingiu a toda população. Reação de autoridades e pessoas do povo, arrebatadora revolta fez amanhecer Campo Grande naquela data já distante ...
Na tarde anterior (8 de julho), um telegrama urgente/urgentíssimo, postado no Rio de Janeiro, dava conta da exoneração do General Comandante da Região Militar aqui sediada, em represália por uma condução de eloquente popularidade; sua ação atingira além-fronteiras, e de São Paulo havia recebido convite para ser o líder do Movimento Constitucionalista ...
Estou lembrando do General Bertoldo Klinger. O momento que ele recebe uma contundente comunicação para
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Arthur Jorge do Amaral
destruir sua carreira militar, provocando a maior solidariedade da população de nossa cidade e da região; foram dias que seguiram em descortino de ideais comuns, o povo realmente se uniu nesse solene protesto ...
Nos dias 9 e 10 de julho, ao seguir dos acontecimentos, o General recebeu as maiores manifestações de apreço e carinho, todos ávidos das instruções para uma pronta reação, pelas armas, se preciso fosse ... Mas ele organiza o futuro de seus concidadãos, e como Chefe Revolucionário, constitui um Estado Independente para gerir a região sul de Mato Grosso, nomeando um governo interino, dando-lhe posse ... Segue então para São Paulo, pelo trem da Noroeste do Brasil, para assumir o destino de líder de uma causa, pontilhada de patriotismo.
Esses foram os momentos daquele dia memorável, agora aqui relembrados, para que essa história não seja esquecida, mas, perene, siga com as novas gerações ...
Nos dias atuais quando no Estado de São Paulo, e na capital paulista, dezenas de milhões de pessoas se preparam para essa comemoração, em nossa cidade e no Estado quase nada se fala ... Como se uma cortina de fumaça nos anuviasse os olhos e as intelectualidades ficassem amortecidas pelo esquecimento. Nossa história, nos momentos mais significativos, se evapora! Fica essa onda de um passado, a cada dia mais distante.
Mas que este alerta nos atinja a todos, e uma rajada de luz se abra em descortino de uma verdade. Faça Justiça aos heróis de uma causa, nos proporcionando o verdadeiro sentido da Plena Liberdade em Mato Grosso do Sul ...
REGISTRO - FATO IMPORTANTE
Agradecimento especial aos diretores do Jornal O ESTADO, de Campo Grande – MS.; apoio logístico na divulgação deste livro, nas pessoas de Jaime Valler e Rafael Valler. O autor.
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9 de julho
II
Para lembrar o já distante “9 de julho”, vamos ter que nos debruçar com o coração aberto, para entender a magnitude do que houve em Campo Grande, diante da surpresa e revolta, após o fato consumado da exoneração do Comando Militar; uma revoada de reuniões e manifestações do centro comercial, às mais longínquas paragens e fazendas, para onde o eco da revolta chegou ... No dia anterior, ao entardecer do dia 8, sexta feira, o General Klinger fez a simbólica entrega do Comando, não sem antes fazer uma exortação aos seus amigos militares, concitando-os a que permanecessem em perfeita coesão; momento solene e observado por dezenas ou até centenas de civis atentos, presentes e estarrecidos; nos semblantes, perguntas sem respostas, para seguir à noite em reuniões e conferências particulares ...
Amanheceu o sábado, dia 9, com centenas de pessoas, autoridades, civis e militares, que foram se avolumando numa convergência para a Praça Central (da Liberdade, e hoje Ari Coelho), depois ao longo da Avenida Afonso Pena em direção à prefeitura, na esquina com Calógeras; nas conversas e reuniões foram criadas as maiores sensações de orgulho ferido, ideais sufocados ... Algo superior clamava providência, e nas horas seguintes foi alcançado um consenso de independência regional, eis que o general era chamado para integrar o Comando Superior Revolucionário, já declarado em São Paulo.
Criou-se um Estado Revolucionário, desvinculado da capital Cuiabá, designado governador provisório, o Dr. Vespasiano Martins; providências administrativas com a formação do secretariado e empossado; nomeado o prefeito da nova capital Campo Grande, o Dr. Arthur Jorge Mendes Sobrinho ... O governo se instalou no prédio da prefeitura, para depois despachar na Loja Maçônica, na avenida Calógeras ...
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Arthur Jorge do Amaral
Com essas determinantes, seguiu, no final do dia 10, domingo, em comboio da Noroeste do Brasil, o General Klinger, com destino a Três Lagoas, para continuar o percurso por cidades paulistas, sempre recebido com manifestações populares até Campinas; sua apoteose foi na Estação da Luz, em São Paulo, onde milhares de pessoas, civis, militares e eclesiásticas o aguardavam em delírio de uma causa.
Nesse clima jamais visto em solo pátrio, foram unidos nessa luta de ideais, o grande Estado Bandeirante e o sul de Mato Grosso, numa eclosão de sentimentos nacionalistas, em busca de uma Constituição, que orientasse o País, com liberdade e união nacional; formados os batalhões patrióticos, desfilaram armados em pleno 7 de setembro de 1932.
Entre nós, sul-mato-grossenses, ficou a marca de um povo que não se curvou diante dos infortúnios e injustiças; quase 90 dias depois, ao término da contenda, foi desfeito o governo provisório aqui instalado, e seus líderes seguiram para asilo no exterior; entre o povo a sensação de maior amor ao Brasil, e a necessidade de obter emancipação regional o mais breve possível, fato concretizado pela Lei Complementar no 31, de 11 de outubro de 1977, e criado Mato Grosso do Sul...
‘‘9 DE JULHO’’ - 2018 - 2a Edição
Autor: Arthur Jorge do Amaral arthurjdoamaral@uol.com.br
• Da União Brasileira de Escritores - UBE/MS
• Ex-Deputado Estadual
• Cidadão campo-grandense
• Membro correspondente da AHMTB (Academia de
História Militar Terrestre do Brasil)
• Recebeu a Medalha do Mérito da FEB
• Escreveu diversos livros, com destaque: ‘’Santo Antônio de Campo Grande’’; ‘’Revolução Paulista e o Estado de Brasilândia’’; ‘’Trabalho e Democracia’’; ‘’Dom Antônio, A Cidade de Deus’’ e ‘’SOU MS’’.
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Av. Nove de Julho - São Paulo
Rua Nove de Julho Vila Piratininga, Campo Grande - MS (inicia na Av. das Bandeiras, e segue paralela com a Av. Manoel da Costa Lima, até a Av. Sen. Filinto Müler, na UFMS).
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O registro deste livro, 9 DE JULHO, que seja um alerta e clamor por Justiça a todos que, naquela época magnífica de sua história, plantaram esta visão de soberania regional, e que em 11 de outubro de 1977, exatos 41 anos (em 2018), se tornou realidade com a criação do Estado de Mato Grosso do Sul.
Obelisco de São Paulo, no Parque Ibirapuera, construído em homenagem aos heróis da Revolução Constitucionalista.

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