sexta-feira, 12 de julho de 2019

87 ANOS DA CHEGADA DO GENERAL BERTOLDO KLINGER EM SÃO PAULO, NO DIA 12 DE JULHO DE 1932.

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  87 a. chega a SÃO PAULO, no dia 12 de julho de 1932, o GENERAL BERTHOLDO KLINGER entre estrepitosas manifestações de entusiasmo da imensa maré humana que ocupava a Estação da LUZ e adjacências, tendo o grande tribuno doutor IBRAHIM NOBRE saudado-o com estas palavras:
“Nós estamos aqui todos de pé e em armas. Chamaram-nos de separatistas porque procuramos não só libertar SÃO PAULO como todo o BRASIL, deste estelionato civil que queria fazer de nós escravos. Não somos separatistas. É mentira. Nós deixamos nossas casas, numa comunhão de ricos e pobres, de operários e patrões, para nos defendermos. Nossas mãos calejadas pelo trabalho pegaram em armas, para que sobre a sepultura da nossa dignidade não colocassem um epitáfio de lama.
Mas uma grande consolação resta: o Exército de Caxias, de Osório, este Exército glorioso que tanto honra a nossa Pátria, está ao nosso lado, personificado na pessoa ilustre de vós – GENERAL KLINGER.
Estamos dispostos a derramar o nosso sangue em defesa de São Paulo e do Brasil, dispostos a morrer para que possamos chegar ao Rio e sanear o Catete.
Repare V. Exª nas nossas frontes, onde existem ainda sinais da coroa de espinhos, do nosso flanco lanceado, na nossa túnica rasgada, no nosso corpo flagelado por tantos sofrimentos. Mas o sofrimento é tanto mais nobre quanto mais rude é o calvário. O nosso movimento é do Brasil Católico, disciplinado e forte, contra a anarquia em que queriam que vivêssemos. Uma luta de JESUS contra LENIN.
Nos queremos que seja respeitada essa Constituição que a ditadura rasgou; queremos que em todo o Brasil todos possam viver como cidadãos e não como bajuladores.
Conduza-nos, general, leve-nos à vitória para que o Brasil possa viver livre e voltar ao trabalho.
Permita-me, general, que lhe transmita a solidariedade e a confiança de todos os paulistas no abraço que lhe quero dar.”
Na mesma data, o Comandante Geral da Força Pública, CORONEL JÚLIO MARCONDES SALGADO, transmitiu ao GENERAL GOES MONTEIRO o seguinte telegrama:
“A conduta irregular e vacilante da ditadura nos entendimentos com as frentes únicas, no tratamento dispensado à opinião pública nacional, causa tal desapontamento em São Paulo que se tornou inevitável a irrupção do movimento revolucionário de caráter eminentemente nacional e constitucionalista.
Com índice do estado de espírito aqui reinante, em face dos erros da diretriz ditatorial, basta considerar a impressionante solidariedade das tropas federais e estaduais e de todas as classes representativas do grande povo paulista, que vibra uníssono nesta hora, na absoluta certeza de que a primeira e grande vitória já alcançada será em breve a vitória de toda a Nação.      

87 ANOS DO PRONUNCIAMENTO DO SENHOR CARLOS DE SOUZA NAZARETH, PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE SÃO PAULO, em 12 de JULHO DE 1932.

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  87 a. Pela Rádio Educadora Paulista o Senhor CARLOS DE SOUZA NAZARETH, presidente da Associação Comercial de São Paulo, dirigiu no dia 12 de julho de 1932 a seguinte proclamação ao comércio e à indústria:
“No momento decisivo em que a Nação Brasileira, com São Paulo, o Exército e a Força Pública paulista à frente, se levanta para restabelecer no país o regime da lei, da ordem, da disciplina e das garantias a todos os direitos, não pode o presidente da Associação Comercial de São Paulo deixar de dirigir ao comércio e à indústria uma palavra de incitamento para que todos cumpram rigorosamente, na hora precisa, o seu dever, para com a sociedade paulista e brasileira.
Está declarada a luta e nela é forçoso que tomem parte ativa todos os paulistas e todos os que vivem em São Paulo.
Comerciantes e industriais! Ficai a postos na vossa tenda de trabalho.
Conservai os preços das vossas mercadorias, impedindo qualquer alta que possa criar dificuldades à população. Denunciai, imediatamente, os vossos estoques, com absoluta exatidão, logo que seja publicado a respeito o edital da Prefeitura, não aproveitando o prazo que for concedido para o cumprimento dessa obrigação. Conservai o lugar e o salário dos vossos empregados e operários, que se alistarem como soldados da Ordem e da Liberdade. Que todos possam seguir tranqüilos para a linha de frente, sem que falte o pão para as suas famílias e sem que corram o risco de ficar desempregados.
Finalmente, prestai, sem hesitação, todo serviço que vos for solicitado para a vitória da grande causa nacional, seja ele qual for.
Eis o vosso dever, comerciantes e industriais, brasileiros e estrangeiros, na hora decisiva em que se está preparando a vitória das aspirações mais prementes de todas as forças vivas da Nação, em vésperas de afinal, promoverem no país das condições necessárias para se restaurar o ritmo normal do trabalho, só possível no regime da lei e do direito.”
Observação: esta proclamação do senhor CARLOS DE SOUZA NAZARETH seria publicada nos jornais de 13 de julho de 1932. 

REVOLUÇÃO DE 1932 É CELEBRADA EM SESSÃO ESPECIAL DO SENADO EM 11 DE JULHO DE 2019

Revolução de 1932 é celebrada em sessão especial do Senado

  
Aline Guedes | 11/07/2019, 12h02


O Dia da Revolução Constitucionalista de 1932, comemorado anualmente em 9 de julho, foi celebrado em sessão especial do Senado nesta quinta-feira (11). A data rememora o período em que os paulistas lutaram pela promulgação de uma Constituição no país, prometida após a Revolução de 1930, liderada pelo então presidente Getúlio Vargas.
O senador Major Olímpio (PSL-SP) foi um dos autores do requerimento para a cerimônia e presidiu a homenagem. Ele frisou que o momento “dignifica a história do país”, deixando claro que a revolução não foi um movimento separatista de São Paulo, mas uma luta de brasileiros de todos os estados encabeçada pelos paulistas.
— Foi uma batalha contra a ditadura e pelo direito à liberdade e aos direitos dos cidadãos.
Ao ressaltar que o Dia da Revolução Constitucionalista de 1932 é uma das datas cívicas mais importantes de São Paulo, sendo feriado estadual, Major Olímpio considerou que o marco merece ser celebrado pelo Congresso Nacional, em especial pelos representantes do estado.
— É uma sessão histórica, com a presença de tantos parlamentares e autoridades. E é uma honra dar a palavra àqueles que usam a voz para agradecer ao Brasil, a São Paulo e aos nossos heróis de 1932 — pontuou.

Homenagem

Coronel da Polícia Militar de São Paulo, Luiz Eduardo Pesce de Arruda lembrou que mais de 70 mil homens e 10 mil mulheres se alistaram voluntariamente para a guerra em 1932, por acreditarem na causa constitucionalista. Ele também frisou que a revolução não visava separar São Paulo do Brasil, nem se tratava de um evento comunista, como pregado por adversários do movimento à época. Os combatentes empunharam uma bandeira nacional, declarou.
— Não há dados precisos sobre quantos soldados perderam a vida nessa revolução. Uma guerra de brasileiros de nascimento ou adoção, lutando por uma causa que somente eclodiu geograficamente de São Paulo, mas não foi uma causa paulista. Foi uma causa brasileira — ponderou.
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Estado de São Paulo, desembargador Carlos Eduardo Cauduro Padin, disse que fez questão de participar da sessão especial por conta do envolvimento da Justiça Eleitoral com a Revolução Constitucionalista. Ele explicou que a celebração é necessária para honrar o legado dos combatentes e porque o período marcou o retorno do Brasil aos valores republicanos.
— A Justiça Eleitoral é guardiã dos princípios da democracia, da lisura nas disputas, do direito de cada um concorrer, de participar. Essa garantia do pleno exercício da cidadania está entre os valores maiores que a Revolução de 1932 visava preservar. Por isso, essa iniciativa de colocar mais calor e brilho nesta chama é extremamente louvável.
O comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo, coronel Marcelo Vieira Salles, defendeu a importância do entendimento dos brasileiros sobre o significado histórico da guerra de 1932. Para ele, o movimento foi um ato heroico dos que disseram não à ditadura e morreram por isso.
Para o deputado Coronel Tadeu (PSL-SP), a revolução foi um ato legítimo, mas contado de forma diferente. O parlamentar afirmou que, junto com um grupo de amigos, sai em cavalaria todos os anos do Vale do Paraíba ao Túnel da Mantiqueira, para lembrar os mortos em combate.
— Foi uma luta por democracia, e tão somente por democracia — declarou.
O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) disse que, apesar de ser carioca, se une aos paulistas que não “abaixam a cabeça para ditadores”. Ele destacou a importância dos parlamentares e das demais autoridades na valorização dos antepassados. Já o deputado General Peternelli (PSL-SP) considerou que a Revolução de 1932 é uma referência para todos e relevante para a conscientização sobre o que é realmente importante para o país.
Ao final da cerimônia, Major Olímpio convidou as autoridades a se deslocarem do Plenário pelos corredores do Senado empunhando as bandeiras do Brasil e de São Paulo, num percurso de cerca de 300 metros até o Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, onde está o Livro de Aço dos Heróis e Heroínas da Pátria, localizado na Praça dos Três Poderes.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

AGENDA DIÁRIA - DIA 12 DE JULHO DE 2019

12 DE JULHO DE 2019 - NÚCLEO MMDC-JUNDIAHI "HERÓIS DO TREM BLINDADO" - ENTREGA DA MEDALHA "HERÓIS DO TREM BLINDADO".

Hoje tive a honra de ser condecorada com a medalha “Heróis do Trem Blindado” do núcleo MMDC de Jundiaí. Muito feliz, honrada e agradecida pela lembrança do meu nome pela presidente e representantes daquele núcleo.
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