segunda-feira, 10 de julho de 2023

54 ANOS DO FALECIMENTO DO PRÍNCIPE DOS POETAS, GUILHERME DE ALMEIDA, EM 11 DE JULHO DE 1969.

 Guilherme de Almeida

Biografia

Terceiro ocupante da Cadeira 15, eleito em 6 de março de 1930, na sucessão de Amadeu Amaral e recebido pelo Acadêmico Olegário Mariano em 21 de junho de 1930. Recebeu o Acadêmico Cassiano Ricardo.

Guilherme de Almeida (G. de Andrade e A.), poeta e ensaísta, nasceu em Campinas, SP, em 24 de julho de 1890, e faleceu em São Paulo, SP, em 11 de julho de 1969.

Filho do jurista e professor de Direito Estevam de Almeida, estudou nos ginásios Culto à Ciência, de Campinas, e São Bento e N. Sra. do Carmo, de São Paulo. Cursou a Faculdade de Direito de São Paulo, onde colou grau de bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, em 1912. Dedicou-se à advocacia e à imprensa em São Paulo e no Rio de Janeiro. Foi redator de O Estado de São Paulo, diretor da Folha da Manhã e da Folha da Noite, fundador do Jornal de São Paulo e redator do Diário de São Paulo.

A publicação do livro de poesias Nós (1917), iniciando sua carreira literária, e dos que se seguiram, até 1922, de inspiração romântica, colocou-o entre os maiores líricos brasileiros. Em 1922, participou da Semana de Arte Moderna, fundando depois a revista Klaxon. Percorreu o Brasil, difundindo as idéias da renovação artística e literária, através de conferências e artigos, adotando a linha nacionalista do Modernismo, segundo a tese de que a poesia brasileira “deve ser de exportação e não de importação”. Os seus livros Meu e Raça (1925) exprimem essa orientação fiel à temática brasileira.

A essência de sua poesia é o ritmo “no sentir, no pensar, no dizer”. Dominou amplamente os processos rímicos, rítmicos e verbais, bem como o verso livre, explorando os recursos da língua, a onomatopéia, as assonâncias e aliterações. Na época heróica da campanha modernista, soube seguir diretrizes muito nítidas e conscientes, sem se deixar possuir pela tendência à exaltação nacionalista. Nos poemas de Simplicidade, publicado em 1929, retornou às suas matrizes iniciais, à perfeição formal desprezada pelos outros, mas não recaiu no Parnasianismo, porque continuou privilegiando a renovação de temas e linguagem. Sobressaiu sempre o artista do verso, que Manuel Bandeira considerou o maior em língua portuguesa.

A sua entrada na Casa de Machado de Assis significou a abertura das portas aos modernistas. Formou, com Cassiano Ricardo, Manuel Bandeira, Menotti del Picchia e Alceu Amoroso Lima, o grupo dos que lideraram a renovação da Academia.

Em 1932 participou da Revolução Constitucionalista de São Paulo e esteve exilado em Portugal. Distinguiu-se também com heraldista. É autor dos brasões-de-armas das seguintes cidades: São Paulo (SP), Petrópolis (RJ), Volta Redonda (RJ), Londrina (PR), Brasília (DF), Guaxupé (MG), Caconde, Iacanga e Embu (SP). Compôs um hino a Brasília, quando da inauguração da cidade. Em concurso organizado pelo Correio da Manhã foi eleito, 16 de setembro de 1959, “Príncipe dos Poetas Brasileiros” (4o do título).

Era membro da Academia Paulista de Letras; do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo; do Seminário de Estudos Galegos, de Santiago de Compostela; e do Instituto de Coimbra.

Traduziu, entre outros, os poetas Paul Géraldy, Rabindranath Tagore, Charles Baudelaire, Paul Verlaine e, ainda, a peça a peça Huis clos (Entre quatro paredes) de Jean Paul Sartre.

MOVIMENTO CONSTITUCIONALISTA DE 1932: ONTEM E HOJE.

 


MOVIMENTO CONSTITUCIONALISTA DE 1932:

ONTEM E HOJE

 

 

 

Nas três primeiras décadas do século 20 (1900-1930), diversos foram os acontecimentos políticos e sociais relevantes. No campo internacional podemos citar: a maciça imigração de europeus para o Brasil; a eclosão da Primeira Guerra Mundial e a “grande crise” econômica de 1929. Internamente, o Brasil enfrentou: movimentos sociais dos trabalhadores com várias greves; o conflito de CANUDOS; os 18 do Forte em 1922; a Revolução de 5 de Julho de 1924; surgimento dos primeiros partidos operários; o anarco-sindicalismo em São Paulo; a “Revolta da Vacina” no Rio de Janeiro (1904); o comunismo (criação do PCB em março de 1922); a “Reação Republicana” ao eixo SP-MG nas eleições de 1922; a insatisfação dos militares e o surgimento do “tenentismo” na década de 1930. Outrossim, vale registrar que, por vários motivos (manutenção do Estado, custeio de infra-estruturas portuária e ferroviária, valorização do café), muitos eram os empréstimos tomados pelo Brasil junto ao estrangeiro – notadamente a Grã-Bretanha – de forma que, nesse período, a dívida externa do país cresceu significativamente, assumindo patamares comprometedores da higidez econômico-financeira do País, o que, por óbvio, repercutiu no cenário político interno.

 

SÃO PAULO e MINAS GERAIS alternavam-se na Presidência da Nação, mas com o mandato do presidente WASHINGTON LUÍS (eleito por SÃO PAULO) chegando ao fim, surpreendentemente houve de sua parte insistência para que um outro paulista o sucedesse na presidência, quebrando assim a famosa política do “café com leite”.

Para a sucessão de WASHINGTON LUÍS na presidência do BRASIL, JÚLIO PRESTES, candidato do governo, concorre com GETÚLIO VARGAS (tendo como vice JOÃO PESSOA) e vence em 1º de março de 1930. JÚLIO PRESTES e seu vice VITAL SOARES obtém 1 milhão e 97 mil votos contra 744 mil votos de GETÚLIO VARGAS. Iniciava-se um movimento revolucionário. Os “tenentes” de 1924, estigmatizados como revolucionários e sem chances políticas no sistema vigente, junto com jovens políticos, respaldados com seus postos políticos diante da supremacia de SÃO PAULO nas urnas, arriscam-se a uma ação mais atrevida. No dia 26 de julho é assassinado JOÃO PESSOA por JOÃO DANTAS, um oposicionista da PARAÍBA, na cidade do RECIFE. O governo eleito é acusado de crime, muito embora o assassinato tenha sido meramente passional. Facilitou a decisão para a ação da revolução. A Chefia do Estado-Maior da Revolução foi entregue ao TENENTE-CORONEL GÓIS MONTEIRO. A oposição alegou fraude nas eleições e GETULIO VARGAS dá o golpe. A revolução eclode em 3 de outubro de 1930.   

GÓES MONTEIRO, antigo conhecido de GETÚLIO, colabora de maneira decisiva para a vitória dos golpistas. Em 24 de outubro de 1930, a ALIANÇA LIBERAL e integrantes da cúpula militar, em nome do Exército e da Marinha, depuseram o presidente da República no RIO DE JANEIRO e constituíram uma Junta Provisória. Diante da manifestação popular e da forte pressão dos revolucionários vindos do sul, essa Junta acabou entregando o poder a GETÚLIO em 31 de outubro de 1930.

 

Os vitoriosos de 30 compunham um quadro bastante heterogêneo, política e socialmente, mas, com um adversário comum: as velhas oligarquias cafeeiras. Tira-se a elite do poder, caindo os quadros oligárquicos tradicionais e ascendendo à cúpula os militares, os jovens políticos da oposição, os técnicos diplomados e, mais tarde, os industriais.  

Buscava-se terminar com os chamados “currais eleitorais”, quando os votos eram dados obrigatoriamente para os indicados pelo governo, também chamado “voto de cabresto”. Naquela época quem dirigia o sistema eleitoral era o legislativo e se baseava em uma lista. O voto não era livre e secreto como hoje.

A Constituição, então vigente, era a de 1891, reformada em 1926. Foi revogada e o governo passou e exercer um poder ilimitado, destituindo os então presidentes dos Estados, substituindo-os por tenentes, como interventores, alguns sem qualquer ligação ou vínculo com os Estados para os quais eram nomeados. A missão deles era fazer com que as decisões do ditador fossem obedecidas.

 

Após quase dois anos de atos discricionários cometidos pelo ditador, o BRASIL se sentia na obrigação de mudar esse estado de coisas. As FRENTES ÚNICAS de MINAS GERAIS, RIO GRANDE DO SUL e SÃO PAULO preparavam uma revolução.  

 

No dia 22 de maio de 1932 foi elaborado o boletim da FRENTE ÚNICA de SÃO PAULO, asseverando que a presença do enviado especial do ditador (OSWALDO ARANHA foi mandado por GETÚLIO VARGAS a SÃO PAULO, a fim de acalmar o ânimo dos paulistas) tinha o “intuito de arrebatar do povo paulista o sagrado direito de escolher os seus governantes” e que esse mesmo povo não mais suportaria tamanha afronta e humilhação, repelindo “a indébita e injuriosa intromissão na sua vida política” por parte daqueles que estavam “conduzindo SÃO PAULO e o BRASIL a sua ruína total”. No mesmo dia do lançamento do citado Boletim houve um comício na PRAÇA DO PATRIARCA, às 15 horas. Pontificou a voz altissonante de IBRAHIM NOBRE, que se dirigiu ao PALÁCIO DOS CAMPOS ELÍSEOS (com SÍLVIO DE CAMPOS, ANTÔNIO PEREIRA LIMA, AURELIANO LEITE, LUCIANO GUALBERTO e com o povo), afirmando ao Interventor PEDRO DE TOLEDO: “Já começa a correr o sangue paulista. Estamos algemados e algemados dentro de uma senzala. E V. Ex.a, Sr PEDRO DE TOLEDO, está preso conosco. V. Ex.a. deve sair dela e com estes homens vir às ruas reivindicar a nossa liberdade. V. Exª está no fim da vida e deve escolher: um simples epitáfio ou uma estátua”. A menção feita por IBRAHIM NOBRE, ao fato de já começar a correr o sangue paulista, era devida aos ferimentos sofridos pelo estudante LIMA NETO, naquele mesmo 22 de maio de 1932, vítima das agressoras forças da Ditadura. No dia seguinte, 23 de maio, mais sangue iria correr, purpureando vários jovens, que se transformaram nos exacerbados mártires da irrefreável luta contra o opróbrio.

 

Por volta das 16 horas de 23 de maio de 1932, realiza-se na Praça do Patriarca, o comício monstro em favor do restabelecimento da autonomia do Estado e do retorno da constituição do país. O povo em massa dirige-se aos CAMPOS ELÍSEOS e exige por meio de discursos inflamados a organização do secretariado do governo em consonância com a vontade do povo.

No cair da tarde e o surgir da noite a massa humana se agiganta pelo Pátio do Colégio, ruas e praças contíguas. Populares sacam de suas armas e fazem disparos para o ar a guisa de salvas no momento em que SILVA GORDO passa a Secretaria da Justiça a WALDEMAR FERREIRA. O povo, não satisfeito com as vitórias alcançadas dirige-se à sede dos jornais: “RAZÃO”, órgão de OSVALDO ARANHA, o “CORREIO DA TARDE”, de MIGUEL COSTA, incendiando-os.

 

Daí o povo ruma contra a sede da LEGIÃO REVOLUCIONÁRIA, o PARTIDO POPULAR PAULISTA, o qual era chefiado por MIGUEL COSTA nos altos da Rua BARÃO DE ITAPETININGA, esquina da PRAÇA DA REPÚBLICA.

Por volta das 20:30 horas na PRAÇA DA REPÚBLICA o povo ataca a sede do PPP, instalado à Rua BARÃO DE ITAPETININGA, número 60 (hoje Prédio 298, esquina da Praça). A fuzilaria é intensa de lado a lado. Todos os lampiões de gás nas imediações e as poucas lâmpadas estão quebradas por tiros. Os atacantes, uns atrás das árvores, outros deitados, defendem-se, atacam e socorrem os feridos. As ambulâncias ficam postadas nas Ruas SÃO LUÍS, 7 DE ABRIL e 24 DE MAIO. Enquanto um mulato distribuía munições, o povo luta desesperadamente a fim de invadir o prédio.

 

Quando era meia-noite, os atacantes já apresentam duas baixas: EUCLYDES MIRAGAIA e ANTÔNIO AMÉRICO DE CAMARGO ANDRADE, morador de CAMPINAS. Alguns atacantes conseguem trazer um bonde e o colocam, como muralha, parado à porta do prédio.

Era uma hora e trinta minutos da madrugada quando DRÁUSIO MARCONDES DE SOUZA, ao forçar a porta do prédio, é alvejado mortalmente vindo a falecer no dia 26 devido aos ferimentos recebidos. DRÁUSIO tinha apenas 14 anos, morador na Rua OSCAR FREIRE, ferido na fossa ilíaca esquerda. O tiro saiu na fossa ilíaca direita.

A luta já dura horas, mas os atacantes não esmorecem. Há muita gente ferida e não se sabe ao certo o número de mortos.

Naquela madrugada sangrenta, naquele desespero, muitas pessoas deixam os abrigos e avançam para o prédio com o propósito de tomá-lo. Num destes ataques MARIO MARTINS DE ALMEIDA é atingido por uma rajada de balas no peito no meio da Rua BARÃO DE ITAPETININGA. Não é decorrido muito tempo quando soldados acercam-se do prédio, assestam uma metralhadora, fazem disparos e recebem um comunicado que transmite aos populares dizendo que os sitiantes se renderam e vão desocupar o prédio, o que realmente aconteceu.  

 MÁRIO MARTINS DE ALMEIDA morre ao ser removido para o pronto-socorro da polícia central. São feridos também: IGNÁCIO CRUZ, de 21 anos, solteiro, residente à avenida D.PEDRO I, número 7, no IPIRANGA, com dois ferimentos produzidos por balas, na perna direita; SEBASTIÃO BERNABÉ VERGUEIRO DOS SANTOS, de 33 anos, residente à rua VITÓRIA, número 144, com um ferimento perfuro contuso na perna esquerda; PAULO RIBEIRO, advogado, residente à Rua OSCAR PORTO, número 43, com ferimento perfuro contuso no antebraço direito; MOACYR DE OLIVEIRA, de 21 anos, residente à Rua ANTÔNIO DE GODÓI, 91 com ferimento de bala penetrante da cavidade torácica; JOÃO BAPTISTA DE OLIVEIRA FILHO, de 21 anos, solteiro, residente à Rua SOUZA LIMA, número 24, com ferimento perfuro contuso na fronte frontal esquerda; ORLANDO DE ALVARENGA, de 32 anos, casado, empregado de cartório, residente à Rua MARANHÃO, com ferimento perfuro contuso na região lombar, que viria a falecer em 12 de agosto; SEBASTIÃO ALVES DE OLIVEIRA, de 19 anos, copeiro, com ferimento de bala na região glútea direita; FRANCISCO ANTÔNIO VALENTE, de 19 anos, morador na rua 21 de Abril, número 313, com ferimento de bala no braço esquerdo e no peito; DOMINGOS NÓBREGA FILHO, de 21 anos, açougueiro, morador à Alameda Santos, número 362, com um ferimento perfuro contuso produzido por bala no pé direito e outro na coxa do mesmo lado.

Horas depois, as iniciais dos nomes dos mortos haverão de formar a sigla da sociedade, a princípio secreta, que viria a ser forja e martelo da revolução constitucionalista: MMDC.

 

Os restos mortais dos heróis repousam no Monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista de 1932, no IBIRAPUERA, Capital. Foram trasladados para o Monumento em 9 de Julho de 1954,  juntamente com os restos mortais de outro herói da Revolução, o caboclo PAULO VIRGÍNIO.

JOSÉ BENEDITO MACHADO FLORENCE numa inspiração divina assim se expressou:

 

“VIVERAM POUCO PARA MORRER BEM,

MORRERAM JOVENS PARA VIVER SEMPRE!”

 

Nessa data era reformado o GENERAL DE BRIGADA MIGUEL COSTA – MIGUEL COSTA foi promovido a GENERAL DE BRIGADA pelo DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO de 11 de novembro de 1930. O BOLETIM DO EXÉRCITO publicou o ato da promoção em 15 de novembro daquele ano. Foi ele designado para assumir o Comando da 3ª Brigada de Infantaria da 2ª Região Militar. No dia 5 de dezembro de 1930 foi designado Secretário de Estado dos Negócios da Segurança Pública. No dia 29 de abril de 1931 foi designado COMANDANTE GERAL DA FORÇA PÚBLICA.

 

No dia 9 de Julho de 1932 SÃO PAULO se unia para um dos mais belos movimentos de nossa história. Homens e mulheres, velhos e crianças, cada qual com seu quinhão de esforço, empenharam-se numa luta heroica pela restauração da democracia em nossa pátria. Embora derrotados militarmente, os paulistas conseguiram ver o seu ideal concretizado: a ditadura foi banida, e o povo se reintegrou na posse de seus mais legítimos direitos. SÃO PAULO se engalana novamente, neste ano, para comemorar a DATA MAGNA do Estado, e cultuará mais uma vez aqueles que tombaram nos campos de batalha. Pela nossa memória passará mais uma vez as imagens da gloriosa epopeia cívica.  

 

“O mineiro JUSCELINO KUBITSCHEK, oficial da FORÇA PÚBLICA DE MINAS GERAIS, que atuou ao lado do Governo Provisório de GETÚLIO VARGAS, quando Presidente da República, referiu-se assim sobre 1932: “.... uma daquelas causas pelas quais os homens podem viver com dignidade e morrer com grandeza”. O carioca EUCLIDES FIGUEIREDO comandou no VALE DO PARAÍBA, a principal das Divisões do Exército Constitucionalista. Disse considerar a Revolução “o mais brilhante movimento cívico da história do BRASIL republicano”. O gaúcho BERTOLDO KLINGER generalíssimo revolucionário, escrevendo ao supremo comandante ditatorial, o GENERAL GÓIS MONTEIRO, descreveu o ânimo que descobrira entre o povo paulista: “....os ricos entregam o seu ouro com discrição britânica e bravura romana; as senhoras despojam-se de suas joias; os bispos entregam o ouro das igrejas e as suas próprias cruzes pectoriais; os casais pobres levam à coleta suas alianças; os advogados, os médicos, os seus anéis....” Estas definições completam-se com a da respeitada “História do Exército Brasileiro”, editada pelo Estado Maior do Exército: “O nosso maior movimento armado. O valor e a capacidade do homem, do brasileiro em face da adversidade, superaram todas as expectativas, não só no campo material, das improvisações e imaginação, mas, também, no campo da elevação moral e espiritual, diante da causa e motivação para a defesa das suas convicções”. Estas definições, nenhuma assinada por paulista, mostram que a História, pelo juízo dos homens, fez e vai fazendo justiça à Revolução Constitucionalista: foi ela a explosão de um idealismo levado às últimas consequências.

A maioria dos oficiais e soldados da Força Pública era nordestina. O Comandante da FRENTE SUL, o CORONEL TABORDA era paranaense. A colônia mineira em SÃO PAULO era significativa, não só na capital como também no interior.

É verdade que há críticos. Alguns deles insistem em que entre os idealistas a reclamar eleição e Constituição, havia separatistas. Haveria uns cinquenta, certamente menos de cem. Não formariam mais do que um magro batalhão. Nem conduziram o povo para a Revolução.

No entanto, os seis milhões de habitantes do Estado aplaudiram e aderiram. Uma adesão assim unânime jamais resulta de enganos, de desencontros. Quase cem mil homens pediram armas e lugar nas trincheiras: estudantes, funcionários, agricultores, comerciários, pretos, pardos, brancos; pobre, ricos; casados, solteiros. Sem prática das durezas da luta, marcharam e combateram – quinze a dezoito mil deles – enquadrados por mais ou menos dez mil praças da Força Pública (a Polícia Militar de hoje) e quase três mil recrutas do Exército Nacional.

 

Assim se formou o Exército Constitucionalista. Para ele, foi preciso fabricar dentro do Estado o que não havia: armas e munições. A criatividade e o esforço revolucionário montaram fábricas das quais saíram balas para fuzil (240 mil/dia no final da luta), granadas para canhões (200/dia no término da campanha), capacetes de aço (70 mil), máscaras contra gás, rações de campanha, trens blindados, carros de assalto, lanchas blindadas, minas marítimas e terrestres, carros lança-chamas, além de armas psicológicas de efeito extraordinário no substituir armas inexistentes. Entre essas “armas de mentirinha”, a matraca, que imitava o “matraquear” de metralhadora pesada e o canhão fantasma que não disparava, mas enganava a observação aérea.

A guerra toda decorreu entre julho e começos de outubro. Tempo frio, ríspido, nos campos do sul do Estado e na Serra do Mar, onde a campanha foi mais duramente combatida. Portanto, houve precisão de vestir, agasalhar e alimentar entre 25 a 30 mil. Não havendo indústria, nem dinheiro suficiente para atender a tais necessidades, 72 mil mulheres, trabalhando graciosamente, costuraram fardamentos, teceram agasalhos, prepararam material médico, cozinharam refeições, atenderam a hospitais, atenderam as famílias cujos arrimos haviam seguido para as trincheiras.

Uma guerra, travada em cinco frentes, sem comunicação com o exterior para vender produtos da terra (no caso, café), custa muito caro. Além da guerra, era preciso que a vida, no Estado, prosseguisse, normal o quanto possível: armazéns fornecendo, escolas ensinando, trens trafegando, farmácias atendendo, lâmpadas acendendo. E o tesouro do Estado, em tempo de crise mundial e principalmente nacional e paulista, estava a zero. Para socorrer o Tesouro e manter a vida civil regular e o Exército combatendo, fez-se a Campanha do Ouro Para o Bem de São Paulo, a que se referiu o GENERAL KLINGER na frase citada.

De certa feita, na longa fila de entrega dos pertences de ouro para a causa justa, destacou-se uma preta velha. Ombros arcados, mãos engelhadas, chale na cabeça, sobraçava um pequeno embrulho. Dela se aproximou um funcionário, solícito e acolhedor, a fim de auxiliá-la, pois não estava mais em condições de permanecer intermináveis minutos numa fila, dizendo-lhe que poderia entregar  sua oferenda pessoalmente. A velhinha esticou-se em passos lerdos, depositou o embrulho no balcão e ao abri-lo, ofereceu, aos heróis de 32, um quilo de café em grão. Ela explicou, com simplicidade: “É pros soldados. Pedi esmola um dia inteiro para poder comprar. Dou de coração...” Ela era o povo. Era o símbolo de uma gente. A figura estóica, gritando por legalidade, por direito, por oxigênio para respirar.

 

Mas se tão empenhado e poderoso foi esse ideal constitucionalista, ficou restrito a SÃO PAULO? Ninguém, em parte alguma do BRASIL, moveu-se para sustentá-lo, por atos ou mesmo por gritos? Pois houve gente assim, e muita, e em muitos lugares. Afinal, a Revolução deveria ser feita pela FRENTE ÚNICA – larga corrente de liberais, principalmente do RIO GRANDE DO SUL, de MINAS GERAIS, do DISTRITO FEDERAL (hoje RIO DE JANEIRO), do MATO GROSSO e outros Estados. O porquê de, a 9 de julho, somente SÃO PAULO e a parte sul do MATO GROSSO cumprirem o combinado, é um capítulo que ainda está sendo escrito, mas se sabe que SÃO PAULO foi traído por MINAS GERAIS e RIO GRANDE DO SUL, que aceitaram as vantagens pecuniárias do governo provisório, ou seja, o perdão das dívidas de seus Estados para com a República. FLORES DA CUNHA foi atraído por GETÚLIO VARGAS quando o convidou para ser o futuro Ministro da Justiça.

 

Os que deveriam marchar e combater ao lado de SÃO PAULO marcharam e combateram contra SÃO PAULO. Nem por isso, o ideal deixou de levantar eco e despertar combatentes em outros sítios: Assim, ao norte, ao sul, ao leste e ao oeste, brasileiros houve que responderam ao grito de “CONSTITUIÇÃO E ELEIÇÕES LIVRES! Levantado em 1932, junto ao riacho do IPIRANGA, como em 1822 ali fora levantado o grito de “INDEPENDÊNCIA!”

 

No MATO GROSSO um destacamento revolucionário saiu de CAMPO GRANDE em meados de julho com a incumbência de conquistar PORTO MURTINHO, no Rio PARAGUAI e assim garantir um porto internacional, mesmo que fluvial, para a entrada de mercadorias endereçadas aos rebeldes. De CAMPO GRANDE a PORTO MURTINHO venceram cinco batalhas contra tropas governistas. Uma dessas batalhas aconteceu em PORTO ESPERANÇA. No dia 20 de setembro a tropa de BORGES DE MEDEIROS se rendia, após esgotarem os recursos de tiro. Houve lutas em LADÁRIO, BELA VISTA, QUITÉRIA, COXIM.

No RIO GRANDE DO SUL (com ênfase para SOLEDADE, os frentistas gaúchos que, à sua moda e sem esperanças, tentaram montar um governo constitucionalista no pampa. No dia 1º de setembro o CORONEL CÂNDIDO CARNEIRO JÚNIOR, mais conhecido como GENERAL CANDOCA, não aceitou as ordens do interventor FLORES DA CUNHA e invadiu o quartel do 44º Corpo Auxiliar e se apossou das armas e da munição. No dia 8 teve início em ESPUMOSO a movimentação de um grupo de revolucionários sob o comando de MANOEL DA SILVA CORRALO, tomaram a sub-prefeitura, prendendo as autoridades locais. No dia 14 essas tropas se uniram ao contingente comandado pelo agora GENERAL CANDOCA e seguiram em direção à VILA FÃO. Lutaram contra a Brigada Militar Gaúcha na Barra do DUDULHA com o RIO FÃO no dia 13 de setembro. Foram derrotados, mas demonstraram valentia e amor à causa de maneira exacerbada). VACARIA, PELOTAS, SÃO JOÃO, CAÇAPAVA, SERRO ALEGRE também foram a favor da causa constitucionalista em terras gaúchas.

No RIO DE JANEIRO, já no dia 10 de julho, centenas de estudantes aguardavam as tropas constitucionalistas para deporem GETULIO VARGAS; Na BAHIA (514 estudantes da Faculdade de Medicina e uma dezena de professores foram presos e recolhidos aos cubículos da Penitenciária de SALVADOR. A Faculdade foi fechada e os cursos somente foram reabertos a 2 de outubro de 1932).

No PARÁ aconteceu o celebre episódio de ÓBIDOS, onde os artilheiros do forte foram derrotados após o naufrágio de suas barcaças, atacadas pelas forças de ditadura, que os executaram, na famosa BATALHA NAVAL DE ITACOATIARA – os sargentos do 4º Grupo de Artilharia da Costa, de 70 homens, sediados em ÓBIDOS, haviam aderido à Revolução Constitucionalista, obedecendo um civil, comissionado no posto de CORONEL pelo general BERTHOLDO KLINGER, o doutor ALDERICO DE OLIVEIRA, um advogado baiano que ali morava. Os rebeldes saíram de ÓBIDOS EM 21 de agosto de 1932, com destino a MANAUS. Os navios BAEPENDI e INGUÁ afundaram as barcaças dos revoltosos em águas do rio AMAZONAS, na altura do município de ITACOATIARA. Os amotinados tinham tomado a cidade de PARENTINS. Também em MANAUS houve uma tentativa de rebelião por parte de sargentos do 27º Batalhão de Caçadores. 

No PARANÁ aconteceram combates nas cidades de CASTRO e SENGÉS. De CASTRO partiu um tenente comandando um esquadrão de Cavalaria, atravessou ITARARÉ e veio lutar no TÚNEL DA MANTIQUEIRA, por não querer enfrentar seus irmãos do PARANÁ).

Em MINAS GERAIS (principalmente em BELO HORIZONTE, VIÇOSA, ZONA DA MATA e ARAPONGA, tropas leais a ARTHUR BERNARDES, constitucionalista, enfrentaram os soldados da Força Pública mineira, que se voltaram contra SÃO PAULO por ordem do então governador OLEGARIO MACIEL).

 

Em setembro AMPARO foi tomada pelas tropas do CORONEL EURICO GASPAR DUTRA, fechando o cerco a CAMPINAS. A partir daí, a queda do moral dos revolucionários cai muito. Surgem discórdias entre os comandantes, sobretudo após a assinatura pelo Comandante da Força Pública, CORONEL HERCULANO DE CARVALHO, de uma cessação das hostilidades em separado de sua milícia com a ditadura. Ao GENERAL BERTOLDO KLINGER só restaria aceitar as exigências de GÓES MONTEIRO.

EUCLYDES FIGUEIREDO, por sua vez, não se rendeu, achando que conseguiria resistir no sul do MATO GROSSO, para onde pretendia se dirigir, mas não conseguiu.  O CORONEL PALIMÉRCIO RESENDE seguiu antes para tentar organizar as tropas que iriam se encontrar posteriormente com FIGUEIREDO. Este não conseguiu seu intento porque o governo provisório impedia a saída de qualquer revolucionário. Dirigiu-se , de barco pelo mar, com destino ao RIO GRANDE DO SUL, onde supunha haver uma coluna resistindo. Foi aprisionado num porto catarinense pela Marinha. PALIMÉRCIO e outros, incluindo JOÃO NEVES DA FONTOURA, encontraram-se com tropas aliadas no MATO GROSSO, logo dissolvidas, o que os obrigou a fugir para o PARAGUAI.      

 

Diz a “HISTÓRIA DO EXÉRCITO BRASILEIRO”: “vencedor único, o BRASIL” Pois 723 dias depois do 9 de Julho, o BRASIL ganhava a CONSTITUIÇÃO. E o brasão de armas de SÃO PAULO, criado durante a Revolução, diz “BRASILIA FIANT EXIMIA” - “PELO BRASIL FAÇAM-SE GRANDES COISAS”. E a bandeira do Estado, o último Estado brasileiro a adotar uma bandeira, é a única, entre as bandeiras estaduais a ostentar o MAPA DO BRASIL.”

 

Em 1982, quando se completaram 50 anos do Movimento Constitucionalista é comovente o pronunciamento de AURO SOARES DE MOURA ANDRADE: “...àqueles que morreram aos milhares nos campos rasos da luta, da mais nobre luta e da mais bela luta, a luta pelos direitos do homem, a luta pela liberdade da pátria, a luta pela conquista de uma constituição e pela garantia de uma vida tranquila e próspera para o nosso povo”.....”decorridos 27 anos, sabe todo o Brasil que não se tratava de um movimento separatista, mas de uma revolução que integrava na vida política todo o restante de seu povo. Longe de separar, era a revolução que unia Norte a Sul para o mesmo pensamento jurídico, o mesmo pensamento cívico visando a volta do Estado de Direito do país”. Ainda disse AURO SOARES DE MOURA ANDRADE: “a vitória não foi alcançada nas armas, foi alcançada nas consciências, na convicção do homem”. Em aparte, o deputado SÉRGIO MARINHO disse que se penitenciava de ter lutado contra São Paulo, por estar hoje convencido de que a revolução constitucionalista foi um dos maiores movimentos cívicos registrados no País.” 

 

GUILHERME DE ALMEIDA, o poeta da Revolução, diz que “Deu-se, em São Paulo, o fenômeno da fusão perfeita de todos os fatores de uma nacionalidade. Não houve, então, distinção de cor política, nem de credos religiosos, nem de condições, nem de idade, nem de nacionalidade, nem mesmo de sexo, porque a mulher foi tão forte quanto o homem. Nisso é que residiu a beleza da nossa epopeia.” “Foi a beleza da revolução que envolveu o povo. A luta foi bela, brava, estoica e a vencemos, do ponto de vista ideológico, em todos os pontos. Todos cooperaram. As colônias estrangeiras forneceram de tudo. Ambulâncias, fardas, alimentação. Lembro-me também, de um episódio tocante, para ilustrar quão belo e nobre foi nosso movimento. A colônia de russos brancos de VILA ALPINA, com cerca de 700 membros, era paupérrima. Nada pode oferecer à nossa guerra. No entanto, o sangue da liberdade e do direito latejava em suas veias como nas nossas. A despeito da sua pobreza, os russos brancos jejuaram, em seu templo, todo um dia, e os alimentos economizados foram doados à causa da Constituição.” “São Paulo era uma peça só. Fundiu-se no fragor da ante-luta, ansioso por ordem e  por progresso, para que o dístico de nossa Bandeira fosse honrado. Era mister que voltasse a ordem. Todos sentiam essa necessidade.

AGOSTINHO TOFFOLI TAVOLARO diz que a Revolução Constitucionalista foi uma revolução romântica, por ideais e não por conquista do poder, que terminada por um armistício, veio alcançar seu resultado maior com o advento da Constituição de 1934, que introduziu o voto secreto e o voto das mulheres, constituição essa infelizmente revogada pela Carta de 1937, de inspiração fascista e que implantou o chamado ESTADO NOVO, ditadura que perdurou até 1945. A EPOPÉIA DE 32 foi um exemplo de ideal e civismo, contém uma mensagem às gerações futuras e aos jovens de hoje.     

 

Uma das mais eloquentes provas de que o Movimento Constitucionalista foi de âmbito nacional reside no Monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista, no IBIRAPUERA. Hoje lá estão imortalizados os participantes da Revolução. Desde os generais até os mais simples soldados, quer sejam italianos, portugueses, espanhóis, russos e de outros países, como também de quase todos os Estados do Brasil (pernambucanos, cearenses, mineiros, paraibanos, etc). Sem distinção de raça, credo ou cor todos ali se igualam, irmanados, na história de 1932.    

 

 

 

 

 

 

MINHAS PALAVRAS FINAIS AOS SENHORES E SENHORAS QUE ACABAM DE LER ESTE RESUMO DO SENTIDO NACIONAL DO MOVIMENTO CONSTITUCIONALISTA DE 1932:

O Brasil é um país que resiste na beira do abismo. Abençoado por Deus e pela natureza, vive na dúvida entre o atalho do atraso e a reta da certeza. Uma nação que maltrata sua história e não agradece, todos os dias, a generosidade divina que nos concedeu uma extensão territorial de dimensão continental, rica em terras férteis, praias que enchem os olhos do mundo inteiro, água doce em abundância, fauna e flora que não devem nada aos países mais ricos.

Todos os versos e cantos ufanistas de nossa Pátria são verdadeiros e merecem o cultivo da eternidade. Quando Gonçalves Dias declama que “Nossa terra tem palmeiras, onde canta o sabiá...”, pratica um ato de civismo exemplar pelo caminho encantador da poesia. Assim como outros brasileiros exemplares, Gonçalves Dias tentou plantar raízes de civismo e amor à Pátria.

Civismo é a difícil tarefa de amar, em grandeza superior, os valores do País, do Estado e do Município. Uma pessoa acometida do vírus cívico é aquela que consegue romper os muros estreitos e menores de um cotidiano medíocre para se envolver em lutas e projetos que dignifiquem a vida. É fácil, cômodo e comum viver a pobre rotina da casa para o trabalho e de trabalho para casa, intercalada por um tempo livre que nada acrescenta e apenas demonstra que existe gente que passa por este mundo sem nunca ter vivido.

E a grande tragédia contemporânea do Brasil é a crescente alienação de sua população em relação aos valores cívicos que deveriam nortear uma nação civilizada.

Os jovens desapareceram das praças e a política, ciência superior do poder, deixou de ser pensada e discutida nas esquinas, evidenciando uma decadência social e cultural de elevada periculosidade cívica. A história nos ensina que o afastamento da juventude é um sinal de alarme para as nações, exigindo dos patriotas uma providência qualquer diante da falência de nossas instituições.

Por muito menos do que acontece no Brasil de 2023, os paulistas pegaram em armas dia 9 de Julho de 1932. Data máxima do povo paulista, 9 de Julho é a referência de honra e glória que jamais deixaremos desaparecer de nossa história.

Fizemos a maior guerra civil da história do Brasil em busca de uma Constituição para conquistarmos a democracia. Fomos derrotados militarmente, mas vencemos politicamente. Mesmo com a ditadura usando o rádio como propaganda enganosa, vendendo ao Brasil a ideia de que nossa revolução era separatista, liderada pelos italianos e barões do café, conseguimos a Constituição em 1934 e grandes avanços em direção à cidadania, como a conquista do voto feminino, por exemplo.

9 de Julho é o exemplo para sempre. Em 1932 fizemos a maior guerra cívica militar. Em 2023 precisamos, em paz, promover esse movimento cívico, partindo de São Paulo, para resgatar a ética, o próprio civismo e a cidadania numa nação destroçada pela corrupção.

O Brasil precisa buscar o exemplo nos tempos atuais da Epopeia de 32, onde o IDEAL DO DIREITO era a única meta daqueles 130 mil homens, mulheres e crianças envolvidos no Movimento Constitucionalista Eles conseguiram, embora derrotados pelas armas, o retorno da Carta Magna do País. A eles nosso preito de gratidão! Meu profundo respeito aos HERÓIS DE 32, baluartes da verdadeira democracia brasileira.  

 

MEMÓRIAS DO VENTURA - 9 DE JULHO DE 2023 - DOMINGO.

 


DIA        N O V E         DE        J U L H O      DE      2 023         -        D  O  M  I  N  G  O.

86 anos, seis meses e 12 dias de idade.

Início de minhas memórias – 9 de julho de 1950

DIA 366º DO ANO 73º - MÊS 12º

65 anos e 36 dias na PMESP.

64 anos e 148 dias na ESCOLA DE OFICIAIS – 22 704 dias – 592 588 horas.

59 anos e 306 dias da DECLARAÇÃO À ASPIRANTE A OFICIAL

35 anos e 120 dias no Posto de Coronel – 423 meses e 27 dias.

3º ANO e 269 dias na EX-PRESIDÊNCIA - SOCIEDADE VETERANOS DE 32-MMDC

13 933 dias  CORONEL - 31 anos e 208 dias na reserva.

14 495-324 288                       13 933-336 288                                13 232-296 588.

 

ENCERRAMENTO  DO   73º.     TOMO    DE     MINHAS  MEMÓRIAS.

 

DIA DA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA

DIA DO MÉDICO ONCOLOGISTA

DIA MUNDIAL PELO DESARMAMENTO

 

DIA DOS MÁRTIRES DE GORCUM. Sofreram a perseguição calvinista na HOLANDA, em 1572. Muitos dos dezenove mártires eram da cidade de GORCUM, que foi atacada. Padres foram presos e humilhados.

DIA DE SANTA PAULINA. Nasceu no norte da ITÁLIA, em VIRGULO VATTARO, em 16 de dezembro de 1865, e com dez anos acompanhou seus pais, que emigraram para o BRASIL e se instalaram em SANTA CATARINA. Desde pequena ajudava na Paróquia de NOVA TRENTO, especificamente da Capela de VÍGOLO. Dedicava-se de corpo e alma à caridade, servia consolando e ajudando os necessitados, os idosos, os abandonados, os doentes e as crianças. Construiu um pequeno casebre para rezar, cuidar dos doentes e instruir as crianças. Morreu em 9 de julho de 1942, em SÃO PAULO.

DIA DE SANTO AGOSTINHO ZHAO E 119 COMPANHEIROS. ZHAO RONG foi um soldado chinês responsável por escoltar o missionário JOÃO GABRIEL TAURIN DUFRESSE até uma prisão em PEQUIM, onde seria executado por perseguição do imperador. Mas ao presenciar a força espiritual de DUFRESSE, pediu que o missionário o convertesse. Acabou batizado e enviado a um seminário, onde adotou o nome AGOSTINHO. Em 1815, foi decapitado. Em 2000, o PAPA JOÃO PAULO 2º proclamou bem-aventurados AGOSTINHO ZHAO RONG e 119 companheiros mártires da CHINA.

 

NOS JORNAIS DE 9 DE JULHO DE 1903 PODEMOS ENCONTRAR:  “Às 9 horas o pontífice LEÃO XIII pareceu melhorar. O dr. LAPPONI, que o examinou, declarou que o encontrou com muito mais debilidade do que nos outros dias. O dr. MAZZONI, ao sair do VATICANO, depois de haver assinado o boletim médico, disse que está desanimado e sem qualquer esperança de salvar sua santidade. Às dez horas da manhã, LEÃO XIII quis levantar-se. Os seus camareiros, PIO CENTRO e DI CASTRO, tiraram-no do leito e transportaram-no para sua poltrona. O dr. LAPPONI deu-lhe então um caldo, com uma gema de ovo e um cálice de Marsala. Sua Santidade pronunciou algumas palavras, ficando depois, durante longo tempo, em modorra. Cercavam a poltrona do PAPA seu sobrinho, CONDE PECCI, o dr. LAPPONI e monsenhor ANGELI. Num momento de renascimento de forças, Sua Santidade fez sinal ao monsenhor ANGELI de aproximar-se e disse-lhe que se sentia extenuado e que sofria por não poder começar a novena de N.S. DO CARMO. Monsenhor ANGELI procurou animá-lo, mas o PAPA, respondeu-lhe: amanhã morrerei. Durante o dia aumentou a cianose. As mãos do PAPA tornam-se roxas. A respiração é difícil, a lucidez da mente já não é completa.

 

A população de SÃO PAULO demorou a notar que havia um levante em marcha naquele NOVE DE JULHO DE 1932. Era uma típica noite paulistana de sábado e as ruas do centro estavam animadas, com aquele aspecto cosmopolita que tanto agradava aos paulistas, orgulhosos de sua metrópole de um milhão de habitantes. Nos cinemas lotados, alguns assustavam-se com O VAMPIRO DE DUSSELDORF, que estreava no ODEON, enquanto outros optavam por MARLENE DIETRICH em O EXPRESSO DE SHANGAI, no PARAMOUNT. O TEATRO BELA VISTA apresentava uma companhia portuguesa e prometia para breve a volta de PROCÓPIO FERREIRA, com suas piadas sobre GETÚLIO, chefe do GOVERNO PROVISÓRIO, que o público considerava “impagáveis”. Os bares e cafés ainda fervilhavam, enfumaçados, quando, por volta das 22 horas, começaram os primeiros movimentos de tropas. Chamou a atenção que, pouco depois, alunos da FACULDADE DE DIREITO, no LARGO SÃO FRANCISCO, começaram a circular com fuzis a tiracolo. Pela meia-noite, tropas da FORÇA PÚBLICA ocupavam os CORREIOS e, em seguida, a TELEFÔNICA.

Eram os primeiros movimentos ostensivos de uma revolução marcada pela paixão com que o povo de SÃO PAULO se atirou a uma luta que foi ficando mais desigual e sangrenta à medida que aumentavam as traições à causa que a levou ao combate: depor o governo VARGAS e reconstitucionalizar o País.

O QUE FOI 32?

PAULO BOMFIM

Foi a soma dos sonhos e do sacrifício de um povo, a confraternização de raças e condições sociais no batismo das trincheiras; o esforço das indústrias, o desprendimento do comércio, a grandeza de uma causa, a generosidade dos moços, a participação dos cabelos brancos, o entusiasmo das crianças, a força que vem da mulher-terra paulista, o verbo dos poetas e dos tribunos, dos jornalistas e dos sacerdotes; a sacralidade da lei, o fuzil ao lado do livro, a trincheira continuação da escola, a caserna dependência do lar, o campo de batalha, sementeira de justiça!

O que foi 32?

Foi bandeira que voltou do passado, passado que se transformou em bandeira, bênção de Anchieta e de Frei Galvão, vigília de João Ramalho, grito de guerra de Tibiriçá, inspiração de Bartira, presença dos que partiram, convocação do amanhã, cocar-capacete de aço, gibão que virou farda cáqui, canoa monçoeIra transformada em trem blindado, mortos e vivos marchando, igreja, escola, oficina em batalhões rezando a mesma oração, prece de amor e esperança, holocausto e clarinada, asa de glória gravando no sangue das gerações:

Enquanto houver injustiça,

Enquanto houver sofrimento,

Enquanto a terra chorar,

Enquanto houver pensamento,

Enquanto a história falar,

Enquanto existir beleza,

Enquanto florir paixão,

Enquanto o sonho for sonho,

Enquanto o sangue for sangue,

Enquanto existir saudade,

Enquanto houver esperança,

Enquanto os mortos velarem,

- É sempre 9 de julho!

 

216 a. assinatura de paz de TILSIT, entre NAPOLEÃO BONAPARTE e os reis da RÚSSIA e da PRÚSSIA, em benefício dos russos, em 9 de julho de 1807.

213 a. NAPOLEÃO BONAPARTE anexa a HOLANDA ao seu império, em 9 de julho de 1810.

207 a. Congresso de TUCUMÁN declara a independência das Províncias Unidas do RIO DA PRATA (ARGENTINA), em 9 de julho de 1816.

163 a. um tratado de reconhecimento, paz e amizade entre a ARGENTINA e a ESPANHA é assinado em MADRI, em 9 de julho de 1859. Através do tratado, a ESPANHA reconhece a ARGENTINA como nação “livre, soberana e independente”.  

144 a. nasce CARLOS CHAGAS no dia 9 de julho de 1879. Faleceu em 8 de novembro de 1934.  

126 a. notícias do jornal DIÁRIO POPULAR em 9 de julho de 1897: sabe-se por um telegrama que a maioria do Senado Federal está bastante inclinada a sustentar a apresentação do doutor CAMPOS SALLES para a eleição de presidente da República.

Ao que consta estando já mais ou menos segura a eleição do doutor CAMPOS SALLES, já aparecem as indicações à vaga em SÃO PAULO. Dizem-nos que os nomes apontados são: pelos elementos que apoiam o governo o doutor FRANCISCO DE PAULA RODRIGUES ALVES; pela oposição o doutor ALFREDO ELLIS.

À hora regimental, feita a chamada verifica-se a presença de 19 senhores deputados pelo que deixa de haver sessão.

O MARECHAL MACHADO BITTENCOURT, ministro da Guerra, declarou que não tinha nenhuma comunicação oficial do GENERAL ARTHUR OSCAR sobre a tomada da VILA DE CANUDOS ou relativamente à morte de oficiais, para poder dar como confirmadas as notícias recebidas pela imprensa.

Continuam em ordem de prontidão todas as forças de terra, não só os corpos do exército, como também a polícia. Aqueles vasos de guerra prontos para o serviço continuam na mesma posição de ontem, porém com fogos abafados.  

125 a. das publicações no jornal DIÁRIO POPULAR de 9 de julho de 1898: regressou ontem de sua excursão ao ramal férreo de LENÇÕIS, da União Sorocabana ITUANA, o senhor JOÃO PINTO F. LEITE, presidente da companhia. O ramal que parte de SÃO MANOEL tem uma extensão de LENÇOIS de 41 quilômetros, compreendendo duas pontes.

Observando as obras do Viaduto (do CHÁ), vemos desde muito que apesar da sua importância o trânsito continua a ser numeroso. Assim precisava que houvesse muita fiscalização para que qualquer desastre fosse evitado.

Seguiu remetida para o ministro do interior a fim de ser entregue ao Congresso Nacional, uma representação unanimemente aprovada pela Câmara dos Deputados deste Estado, sobre a necessidade de votação de uma lei federal com que, sem embaraços, se possa reprimir o jogo da pelota e boliche que vai infestando vários pontos do interior.

A Intendência Municipal de Obras mandou levantar uma planta completa do município da Capital.

O torpedeiro espanhol PERAL, perseguido pelos cruzadores americanos, fugiu perdendo 15 homens, inclusive o TENENTE SANCHEZ.

Continua suspenso o bombardeio de SANTIAGO DE CUBA.

A guarnição de MANILA continua a resistir heroicamente aos tagalos.

Chegou a MADRID o inventor do novo torpedo, DAGA, assegurando que destruirá a esquadra inimiga com o seu invento.  

124 a. por ter sido domingo, no dia 9 de julho de 1899, o DIÁRIO POPULAR não circulou. Seguem abaixo destaques da edição anterior:

No primeiro semestre deste ano a Companhia MOGIANA entregou na baldeação em CAMPINAS, 101.701 quilos de borracha de mangabeira. Relativamente a igual período há um aumento de 45.910 quilos.

Tendo o senhor Chefe de Polícia denúncia do delegado de polícia de ITAPIRA contra um indivíduo que ali passara notas falsas de diversos valores incumbiu ao doutor HERCULANO DE CARVALHO, delegado da 4ª Circunscrição, de auxiliar na diligência. De fato, ante-ontem à noite, as duas autoridades sabendo que o indivíduo era cocheiro e estacionava o veículo no LARGO DA SÉ, reconheceu o delegado de ITAPIRA, no cocheiro do carro nº 78, o indivíduo que procurava e que se chama MÁRIO ANDRES, que foi logo preso e recolhido ao xadrez.

SANTOS – Parecer que a Câmara tenciona conceder licença para a construção de diversos quiosques. Por esse motivo vários negociantes já representaram ao DIÁRIO, pedindo-lhe para empregar esforços no sentido de evitar que tal licença seja concedida.

ITU – Já estão concluídas as obras no prédio do Grupo Escolar CESÁRIO MOTTA.

RIO – Nos primeiros cinco meses do corrente ano a renda da Estrada de Ferro Central do Brasil atingiu a dez mil e quinhentos contos.

RIO – Foi ontem lançado ao mar, em TOULON, o couraçado MARECHAL FLORIANO PEIXOTO.

WASHINGTON – O governo está fazendo um inquérito secreto para saber se tem fundamento a informação de que o governo japonês apoia a insurreição filipina, enviando aos tagalos peças de artilharia e numerosas munições para combaterem os norte-americanos. 

123 a. AUSTRÁLIA se constitui em Estado Federal mediante a “COMMONWEALTH OF AUSTRALIA ACT”, em 9 de julho de 1900.

119 a. da constituição definitiva da Liga Internacional pelo Direito do Voto da Mulher. Os jornais, em 9 de julho de 1904, um sábado, diziam o seguinte: “Há alguns países em que ela já o possui, assim em WYEMING, um dos estados da união americana, desde há 35 anos, e em três dos estados da AUSTRÁLIA, há anos também. Na AUSTRÁLIA, há um grande excesso do sexo masculino sobre o feminino na população. Nesse país quase que as mulheres não tiveram de pedir o direito do voto. Dizem que a influência da mulher eleitora nas eleições é altamente civilizadora”.

103 a. GENERAL PANCHO VILLA, do MÉXICO, abandona as armas, após o assassinato de CARRANZA e a nomeação de HUERTA como presidente interino, em 9 de julho de 1920.

98 a. nasce o Cel. Med. Ref. PAULO FERREIRA FIORI WASSAL em 9 de julho de 1925.

98 a. Golpe de Estado no EQUADOR, quando o GENERAL FRANCISCO GONZÁLEZ DE LA TORRE derruba o presidente GONZALO S. CÓRDOVA, em 9 de julho de 1925.

97 a. nasce ROSA CORVINO em 9 de julho de 1926.  Rosa Corvino é filha da arte. Chegou ao mundo em um dos corredores da mais importante casa de espetáculos de São Paulo. Cresceu entre as coxias que durante o dia ficavam silenciosas e à noite "dançavam" ao som das óperas. Tornou-se pianista inspirada nos ídolos que pareciam "tocar para ela antes de dormir". Virou mulher vendo as mulheres conseguirem virar artistas. Aos 83 anos, agora coloca um ponto final no livro que homenageia sua verdadeira terra natal. A paulistana foi a única que teve o privilégio de nascer no Teatro Municipal.

O sobrenome Corvino, italiano, vem do avô paterno. O nome dela, Rosa, é igual ao da avó, bem brasileira. Já o sotaque cantado que narra a história - aquele que prolonga a segunda sílaba - é típico do centro de São Paulo, onde o imigrante Anielo Corvino desembarcou, conseguiu o primeiro emprego e constituiu família. "O arquiteto Ramos de Azevedo chamou vovô para tomar conta do seu teatro. Depois meu pai assumiu a posição de zelador, trabalho que levou até o fim da vida", lembra. "Ele e mamãe se casaram. Primeiro nasceu meu irmão e, quando chegou a minha vez, não deu tempo de a minha mãe deixar o Municipal para parir. Nasci dentro do teatro", conta.

Rosa foi a única da prole (composta por quatro irmãos) que fez do palco sua maternidade. Deve ser por isso que nutre relação tão intensa com o espaço. Já brigou e fez as pazes inúmeras vezes com o Municipal, que foi o seu abrigo até os 25 anos de idade. Em 2003 se candidatou a monitora voluntária do teatro. No início de 2005, foi "convidada" a deixar a função. Um abaixo-assinado trouxe Rosa de volta para o cargo e, agora, prestes a lançar o primeiro livro sobre a história, ela novamente está brigada com a administração. "Sou revolucionária por natureza. Não é à toa que nasci dia 9 de julho, como se fosse um anúncio, seis anos antes da nossa revolução (Revolução Constitucionalista de 1932).

A pose de briguenta, que substitui os olhos doces com frequência, ela assume sempre ao falar de medidas administrativas que envolvem o Municipal. Rosa não concorda com a maneira com que foram conduzidas as reformas e restaurações que fazem parte da história do local. Reclamou de todas. A atual obra, por exemplo, ela considera uma afronta e contesta tudo o que é feito.

Parece que as intervenções são ofensas à memória da então menina que, toda vez que completava um aniversário, o pai dizia que tinha contratado uma atração especial só para ela. "Ele então me deixava assistir sentada na primeira fileira às óperas, bailados ou peças e dizia que os artistas tinham sido convidados só para me darem parabéns", repete, já de novo com os olhos doces.

Esta não era a única brincadeira que envolvia a arte. No livro Vida, Amor e Lembrança, que Rosa espera lançar até o final de setembro, está escrito que as "sobras dos artistas" eram seus brinquedos prediletos. "Nos fins de semana, quando não havia espetáculo, o teatro ficava vazio", escreveu. "Enquanto papai dormia, eu e minhas irmãs íamos brincar no palco. Ali, dançávamos com as sapatilhas de ponta um pouco gastas que as bailarinas americanas deixavam no camarim. Ao contrário das russas, que usavam as sapatilhas até não ter mais como remendá-las."

Passar a infância dentro do Municipal permitiu a Rosa não apenas saber as diferenças sutis entre o corpo de baile russo e o americano. Ela descreve características pessoais de referências internacionais artísticas. "Mário de Andrade era muito sério, nunca vi um sorriso nele. Já Ciccillo Matarazzo era a figura mais simpática que frequentava aquele teatro", lembra. "Villa-Lobos, um maestro perfeccionista, um dia me ouviu tocando piano e corrigiu a minha postura, uma honra."

Na escola onde estudava, Externato São José, ninguém acreditava que o seu endereço era o Municipal. Mas os colegas que não duvidavam ela levava até a casa e os deixava assistir aos espetáculos que só a alta sociedade conseguia pagar para ver.

Pode ter sido por influência de Villa-Lobos, mas quando já era adolescente, Rosa escolheu o piano para ser seu ganha pão. Recebeu o diploma de pianista de Dinorah de Carvalho, única maestrina da época. Foi então que a família Corvino precisou deixar o Municipal. Não era mais necessário que o zelador morasse no teatro. Foram todos para a Vila Mariana, na zona sul, e Rosa cultivou a primeira ferida de ressentimento contra a casa. Ela ficou afastada do Municipal durante 25 anos, trabalhando como historiadora. Voltou à sua casa, depois de muita briga, no final de 2005, como monitora. Deixou a função no início deste ano. "Encontro um pedaço da minha trajetória em cada canto do teatro. E, enquanto fui guia, gostava de levar os meninos de rua, que ficavam sem rumo pelas escadas do Municipal, para conhecer por dentro minha antiga casa. Fazia isso porque, se eu não tivesse nascido lá, nunca teria tido dinheiro para poder entrar." Desde o início do ano, Rosa não frequenta mais a sua "terra natal". Brigou novamente com a atual administração. Queria fazer o lançamento do livro no salão nobre do Municipal, mas se recusa a pagar os R$ 15 mil exigidos de aluguel da ala para eventos - valor cobrado de qualquer um que queira usar o espaço. "Talvez faça a festa em um restaurante ou livraria, mas não vou deixar passar em branco. Nunca casei, não tenho filhos, meu livro sobre o teatro é meu único legado", diz em tom de desânimo. Onde quer que seja o lançamento, na memória de Rosa Corvino estará cantando Bidu Sayão, sua cantora lírica preferida, que ela ouviu ao vivo. E em casa. (REPORTAGEM NO JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO EM 16 DE AGOSTO DE 2009).

96 a. triunfa em PORTUGAL um movimento militar encabeçado pelo GENERAL CARMONA, em 9 de julho de 1926.

95 a. naufraga próximo da costa de ARAUCO (CHILE) o transporte militar chileno “ANGAMOS”, com 295 ocupantes, em 9 de julho de 1928. Apenas quatro pessoas sobreviveram.

92 a. em 9 de julho de 1931, por ordem do GENERAL ISIDORO DIAS LOPES, passava a coordenar o litoral de SANTOS o CORONEL CRISTÓVÃO COLOMBO DE MELO MATOS.

91 a. MOVIMENTO CONSTITUCIONALISTA DE 1932. Uma das canções mais expressivas exaltando a revolução, traduzindo a história de uma mãe que perdeu seu único filho, imolado nas duras refregas do TÚNEL, é a canção intitulada NA SERRA DA MANTIQUEIRA. O jovem havia se alistado para defender os ideais constitucionalistas dos Bandeirantes. Muitas outras mães choraram seus filhos mortos na cruenta revolução, que vitimou brasileiros dos dois lados, num total de 830 (630 do lado dos paulistas e 200 do lado dos ditatoriais). Ei-la:

Na Serra da Mantiqueira                         Eis porém que veio a guerra

Sob a fronde da Mangueira                    abalando toda a Serra

Que ela em moça viu plantar                 Com o rugido do canhão

Sentadinha no seu banco                       Mãe Maria amargura

Traçando o cabelo branco                      Vê seu filho lá na estrada

Mãe Maria vai sonhar                              Se sumir no batalhão

 

Dos amores do passado                         Segurando seu rosário

Só lhe resta um filho amado                   No seu banco solitário

Que lhe dá felicidade                               Mãe Maria reza agora

Ela é todo o seu encanto                         Pede a Deus ardentemente

Alegria o fruto santo                           Que lhe mande o filho ausente

Da longínqua mocidade                      Que já tanto se demora

 

E nas nuvens que correndo                E numa tarde ao sol poente

E vão no céu aparecendo                               Ela escuta de repente

Pra no ocaso descansar                      A voz meiga do rapaz

Ela vê seus belos dias                         Que lhe diz tal como em vida

De venturas e alegrias                          Muito em breve Mãe querida

Que jamais hão de voltar                     Lá no céu me encontrarás

 

 (Essa canção foi publicada nas CLARINADAS DA TABATINGUERA, jornal da AORRPM, por iniciativa do Coronel Ref EDILBERTO DE OLIVEIRA MELO.). No dia 6 de julho de 2009, em magistral cerimônia da comemoração dos 77 anos da Revolução Constitucionalista, com a entrega do COLAR CARLOS DE SOUZA NAZARETH, o CORAL BACARELLI executou essa canção. Novamente o mesmo Coral executou a canção durante sessão solene na Assembléia Legislativa em 2 de julho de 2012.

Palavras de EUCLIDES FIGUEIREDO: “Apesar de fria a noite, abrimos as janelas da limousine em que viajávamos, para facilitar qualquer reação. Eram sete homens decididos a arrostar tudo para chegar a tempo aonde nos levava a palavra empenhada: o CAPITÃO RIBEIRO DA COSTA; TENENTES JOSÉ LOBO, JOAQUIM CAMARINHA e MARIO GOULART; os civis JOÃO DARÉ e MÁRIO CABRAL. Na manhã seguinte (quer dizer, 9 de julho) partiram de trem o CORONEL PALIMÉRCIO, Doutor LUÍS GUIMARÃES, deixados para trás com a missão de avistar outros companheiros que com a pressa não puderam ser alertados. No mesmo trem ainda sem se falarem viajavam outros oficiais integrados na causa, o civil FRANCISCO ANTUNES JÚNIOR e o meu filho mais velho GUILHERME, que iludira na madrugada a vigilância dos policiais que já cercavam a minha casa. Primeiroanista de Direito, ia receber sua melhor aula de Direito Público e de amor à democracia.”

Às quatro horas da madrugada daquele mesmo dia, em que logo a noite se cobriria de glória o comandante da arrancada de “9 de Julho”, iniciava a ronda pelas guarnições do Norte do Estado, que horas depois estariam sob suas ordens. Avistou-se com o CAPITÃO LUÍS DE ANDRADE FARIA, comandante do 1º Batalhão do 5º RI, em PINDAMONHANGABA, deixando recado ao MAJOR QUINTILIANO DE CASTRO E SILVA, em CAÇAPAVA, manteve longa e decisiva conferência com o CORONEL JOSÉ JOAQUIM DE ANDRADE, que desempenharia função de relevo no VALE DO PARAÍBA. Conclui FIGUEIREDO: “Dali (CAÇAPAVA), sem mais preocupações sobre aquele ponto importante, urgia continuar para a capital do Estado, onde os mais sensacionais acontecimentos nos aguardavam. E lá chegamos por volta das 9 horas da manhã do dia 9 de julho, sem pensar que naquele mesmo dia eu seria chamado a desempenhar o saliente papel que a confiança dos camaradas de armas e dos civis nossos amigos, secundados pelo povo do heróico Estado me reservava: o de fazer eclodir e comandar o mais brilhante movimento cívico da história do Brasil republicano.”

No segundo trem noturno do dia 9 de julho, embarcou na Estação do RIO DE JANEIRO, o GENERAL JOSÉ LUIZ PEREIRA DE VASCONCELOS, novo comandante da 2ª RM, em SÃO PAULO. Desembarcava em CAÇAPAVA e aderia à Revolução Constitucionalista. A FORÇA PÚBLICA DE SÃO PAULO, braço forte do Exército Constitucionalista, era comandada pelo CORONEL JÚLIO MARCONDES SALGADO. As tropas paulistas no VALE DO PARAÍBA foram comandadas pelo CORONEL FIGUEIREDO, que contava com três destacamentos: o do CORONEL ANDRADE, o do CORONEL PAIVA SAMPAIO e do CORONEL ABÍLIO DE RESENDE. A FRENTE NORTE esteve a cargo da FORÇA PÚBLICA (DESTACAMENTO ROMÃO GOMES) e a FRENTE SUL a cargo do DESTACAMENTO BRASÍLIO TABORDA.

A respeito do MOVIMENTO CONSTITUCIONALISTA disse MENOTTI DEL PICCHIA – “O MAIS BELO E COMOVENTE MOVIMENTO DA HISTÓRIA DAS AMÉRICAS E QUIÇÁ DO MUNDO”.

MARTINS FONTES disse, enfático: “Em GUANABARA, sob o sol que amamos / Rebradaremos, com bravor febril / Nós, de SÃO PAULO, rebrasilizamos / Os Estados Unidos do BRASIL.”

GUILHERME DE ALMEIDA, poeta da Revolução, proclamou: “Bandeira que é o nosso espelho / Bandeira que é a nossa pista! / Que traz no topo vermelho / o coração do Paulista!”

A disciplina, no dizer do GENERAL CADORNA,”é a pedra angular de toda formação militar” e “deve pela colocação em segundo plano da tropa a preocupação individual, criar a cooperação de todos, colimando um fim único: a vitória”. Essa disciplina foi amplamente notada na Revolução Constitucionalista de 1932.

91 a. governo peruano decreta o estado de sítio em todo o país e envia tropas e aviões à província de LA LIBERTAD, para reprimir o movimento comunista, em 9 de julho de 1932.

90 a. fundação da ASSOCIAÇÃO DOS EX-COMBATENTES DE SÃO PAULO, em 9 de julho de 1933. A sede-central estava situada na Rua VISCONDE DO RIO BRANCO, 327 – CAPITAL. Seu presidente era JORGE MANCINI.  

89 a. HEINRICH HIMMLER, chefe das SS e da GESTAPO, passa a comandar os campos de concentração na ALEMANHA, em 9 de julho de 1934.

88 a. nasce MERCEDES SOSA, cantora argentina, em 9 de julho de 1935.

85 a. tratado de paz que põe fim à GUERRA DEL CHACO entre PARAGUAI e BOLÍVIA é assinado no dia 9 de julho de 1938.

85 a. da inauguração da avenida e do túnel NOVE DE JULHO, em 9 de julho de 1938.

83 a. ROMÊNIA se submete à proteção da ALEMANHA, em 9 de julho de 1940.

83 a. SEGUNDA GUERRA MUNDIAL: a aviação inglesa bombardeia, no dia 9 de julho de 1940, HAMBURGO e outras cidades alemãs em resposta aos bombardeios alemães sobre barcos britânicos e portos do Canal.

81 a. falece MADRE PAULINA no dia 9 de julho de 1942, nascida em 16 de dezembro de 1865. Sua beatificação aconteceu em 18 de Outubro de 1991. Foi canonizada em 19 de março de 2002. Veio da ITÁLIA com dez anos e viveu  em São Paulo até a sua morte. Seu primeiro destino, no BRASIL, foi NOVA TRENTO, cidade do interior de SANTA CATARINA. Fundadora de uma ordem religiosa dedicada aos desvalidos, transferiu-se em 1903 para SÃO PAULO, onde prestou assistência a presos e ex-escravos no bairro do IPIRANGA.

80 a. forças aliadas desembarcam na ilha da SICÍLIA, em 9 de julho de 1943.

80 a. em 9 de julho de 1943 PIO XII não teve dúvidas ao ouvir os estrondos que ecoavam em ROMA: ele estava encurralado no meio da guerra. Apesar de seu esforço para que a capital italiana fosse declarada cidade aberta, aviões americanos bombardearam a cidade. O ataque precipitou a queda do ditador BENITO MUSSOLINI, que foi deposto duas semanas depois pelo rei VITÓRIO EMANUEL III e um grupo fascista rival. A situação piorou em setembro quando os alemães ocuparam a CIDADE ETERNA e colocaram os judeus na mira. EUGÊNIO PACELLI se viu num dilema: se protestasse contra a invasão, poderia sofrer uma represália violenta contra o VATICANO. Os alemães temiam que uma crítica do PAPA gerasse uma reação em cadeia na população italiana, o que colocaria em risco a ocupação. Mas PIO XII sabia que sua própria vida estava em risco, pois os nazistas planejavam sequestrá-lo;

79 a. tropas britânicas e canadenses ocupam CAEN, na FRANÇA, em 9 de julho de 1944.

72 a. da BIBLIOTECA PÚBLICA CASSIANO RICARDO, no TATUAPÉ, fundada em 9 de julho de 1951.

67 a. passagem do 24º aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932 – 9 de julho de 1956. Desde as primeiras horas da manhã o povo esteve nas ruas participando das homenagens prestadas à memória dos heróis que tombaram em defesa da legalidade democrática. Em todos os locais em que se realizaram as solenidades cívicas, o homem do povo foi visto, numa demonstração eloquente de sua veneração por aqueles que deram o se sangue em holocausto à Lei. Com o mesmo entusiasmo cívico que caracterizou o movimento armado de 1932, os paulistas reverenciaram os despojos dos cinco heróis que repousarão eternamente no Monumento Mausoléu do PARQUE IBIRAPUERA, símbolo da gratidão do povo de PIRATININGA ao soldado constitucionalista.

Várias cerimônias foram realizadas hoje em comemoração à passagem do 24º aniversário da Revolução Constitucionalista. Na Assembleia Legislativa foram hasteados o pavilhão nacional e a bandeira paulista, por componentes da Guarda Civil. Em seguida, o presidente da Câmara, os membros da Mesa e demais parlamentares rumaram para a Catedral Metropolitana, onde assistiram à missa solene celebrada pelo bispo auxiliar de SÃO PAULO, dom PAULO ROLIM LOUREIRO.

Às 9 horas, o CLUBE PIRATININGA realizou uma romaria ao cemitério de SÃO PAULO, em cuja capela foi celebrada missa por intenção das almas dos combatentes que tombaram durante a revolução. Foi oficiante o cônego LUÍS DE ABREU, ex-capelão do Exército Constitucionalista. Em seguida, os diretores do Clube, entre os quais o seu presidente, senhor ARMINDO LACERDA GUARANÁ, rumaram para o local onde estão os túmulos de vários soldados e voluntários constitucionalistas. Estiveram presentes veteranos da revolução, membros das famílias dos heróis e numerosos sócios do CLUBE PIRATININGA. Sobre as sepulturas, viam-se as coroas fúnebres enviadas pelo governador do Estado.

Dom PAULO ROLIM LOUREIRO, bispo auxiliar de SÃO PAULO, celebrou a missa solene às 10 horas na Catedral Metropolitana. As urnas contendo os restos mortais do GENERAL ISIDORO DIAS LOPES, CABO JOSÉ BENEDITO SALINAS e combatentes FERNÃO MORAIS SALES, ÁLVARO DOS SANTOS MATOS e CÉSAR PENA RAMOS, estavam ao pé da escada que conduz ao altar-mor do templo, guardadas por escoltas de honra da Polícia Especial da Força Pública. No corredor central, em ambos os lados, formavam veteranos de 32 e oficiais das três armas. Na PRAÇA DA SÉ, em frente à Catedral, estava formada uma unidade do BATALHÃO DE GUARDAS da FORÇA PÚBLICA.

O ato religioso foi assistido pelo povo em geral, membros das famílias dos heróis e todos os veteranos de 32. Altas autoridades civis e militares estiveram presentes, entre os quais o senhor JÂNIO QUADROS, governador do Estado; o GENERAL PORFÍRIO DA PAZ, vice-governador do Estado; o senhor RUI DE ALMEIDA BARBOSA, presidente da Assembleia Legislativa; o senhor VLADIMIR DE TOLEDO PISA, prefeito da Capital; o GENERAL FALCONIERI DA CUNHA, Comandante da Zona Militar do Centro; o BRIGADEIRO NETO DOS REIS, Comandante da Quarta Zona Aérea; e o GENERAL LEVY CARDOSO, chefe do Estado Maior da Zona Militar do Centro.

Terminada a cerimônia religiosa, o presidente da Sociedade Veteranos de 32-MMDC, senhor MÉRCIO PRUDENTE CORREIA, fez a chamada dos mortos e em seguida convidou personalidades presentes para conduzir os despojos até às carretas que as aguardavam em frente à Catedral. À saída das urnas, os soldados do BATALHÃO DE GUARDAS prestaram as homenagens fúnebres, dando três salvas de tiros de fuzil. Enquanto os despojos eram colocados nas carretas que os transportariam ao IBIRAPUERA, a Banda Musical da FORÇA PÚBLICA executou a marcha fúnebre de CHOPIN.

Milhares de pessoas, que se encontravam na PRAÇA DA SÉ, assistiram, contritos, à saída dos carros do Corpo de Bombeiros que rumaram para o IBIRAPUERA, conduzindo as urnas dos cinco heróis da Revolução.

O cortejo chegou às 11:30 horas no Parque. Logo depois, chegava o governador do Estado acompanhado de altas autoridades civis e militares. À entrada do Parque, ao longo da alameda que conduz ao Monumento Mausoléu, formavam tropas: do Exército, Aeronáutica e Força Pública, as quais prestaram as continências de estilo.

Em frente ao Monumento, os veteranos de 32 formavam em duas alas, tendo ao centro o catafalco. Colocadas as urnas sobre a Eça, dom PAULO ROLIM LOUREIRO procedeu a encomendação dos despojos, após o que os populares presentes fizeram orações pelos heróis mortos. Em seguida, o poeta GUILHERME DE ALMEIDA recitou um poema de sua autoria, composto especialmente para as comemorações de hoje. Pela terceira vez, os tambores rufaram e foi executado o toque de despedida por um veterano de 32. 

Depois da bênção do túmulo, por dom PAULO ROLIM LOUREIRO, as urnas foram conduzidas para o interior do Monumento. O senhor ANTÔNIO BENEDITO MACHADO FLORENCE convidou as personalidades presentes para segurar as alças das urnas. A primeira a dar entrada no Mausoléu foi a do herói ÁLVARO DOS SANTOS MATOS, conduzida pelo Presidente da Assembleia Legislativa, representante do MMDC, presidente do Tribunal Eleitoral de SÃO PAULO e um representante da família. A urna do GENERAL ISIDORO DIAS LOPES foi conduzida pelo Governador do Estado, JÂNIO QUADROS; pelo comandante da Zona Militar do Centro, o comandante dos Portos do Estado de SÃO PAULO e o cadete ISIDORO DIAS LOPES NETO, representante da família do herói.  Os restos mortais dos outros três heróis seguiram aos dos já citados.

67 a. na partida final do torneio pela posse da “TAÇA DO ATLÂNTICO”, na tarde de 9 de julho de 1956, disputada em BUENOS AIRES, no Estádio do “RACING CLUB”, empataram por 0 a 0 as equipes do BRASIL e da ARGENTINA. Cem mil pessoas assistiram a partida.

BRASIL: GILMAR; ÉDISON e NILTON SANTOS; DJALMA SANTOS, FORMIGA e ZÓZIMO; CANÁRIO, ZIZINHO, LEONIDAS, DIDI e FERREIRA.

67 a. exumação dos restos mortais do GENERAL IZIDORO DIAS LOPES, em 9 de julho de 1956. Transcorridos 56 anos desse acontecimento, na data de 10 de dezembro de 2012 o nosso Núcleo de Correspondência traz a lume uma publicação em jornal da época sobre e exumação citada. 

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Exumação dos restos mortais do Gal. Isidoro Dias Lopes


Notícia em jornal da época sobre as comemorações de 9 de julho em 1956, realizadas pela Sociedade de Veteranos de 32 - MMDC.

 Com a participação do General Brazilio Taborda, convidado da Sociedade de Veteranos de 32 - MMDC e da Comissão das Solenidades de Itapetininga.

       Arquivo particular.
Isidoro Dias Lopes nasceu em Dom Pedrito, RS, em 30 de junho de 1865.

Filho do vigário José Tavares Bastos Rios, casou-se com Jacinta Lopes. Entrou para o exército em 1883 na Escola Militar de Porto Alegre, fez o curso de artilharia e em 1891 foi promovido a Tenente. Apoiou o movimento que pôs fim ao Império. Em 1893, abandonou o exército e participou da Revolução Federalista, no Rio Grande do Sul, contra o governo de Floriano Peixoto. Após a derrota dos federalista, em 1895, foi para o exílio em Paris. Em 1896 voltou ao Brasil, foi anistiado e voltou ao exército no Rio de Janeiro, continuando a carreira militar.

Participou da articulação e da Revolução de 1924 em São Paulo onde foi promovido pelos rebeldes a “Marechal da Revolução”. Posteriormente juntou-se a Coluna Prestes.

 Após a derrota da Aliança Liberal, apoiou a Revolução de 1930, participando do governo de Getulio Vargas, como comandante da 2ª Região Militar em São Paulo, já no posto de General de Divisão.

Em 1931 se indispõe com Getúlio Vargas, substituído então por Góis Monteiro. Em 1932 foi um dos organizadores da Revolução Constitucionalista, e acabou deportado para Portugal. Anistiado em 1934. Em 1935 é procurado pelos organizadores do levante comunista para auxilia-los, mas recusa. Em 1937, afastado da política, critica o golpe e a ditadura do Estado Novo.

Faleceu forte e lúcido em 1949.

General Brazilio Taborda é homenageado pelo Núcleo de Correspondência Paulistas de Itapetininga! Às Armas!! com Diploma de Honra ao Mérito.

O Diploma de Honra ao Mérito General Brazilio Taborda foi criado a 1ºde setembro de 2011, em homenagem ao General de Divisão Brazilio Taborda, então coronel de Artilharia do Exército Brasileiro que durante a Revolução Constitucionalista de 1932 comandou o exército Constitucionalista do Setor Sul, sediado em Itapetininga, no atual prédio do DER. Trata-se, da maior honraria a ser conferida pelo Núcleo de Correspondência Paulistas de Itapetininga! Às Armas!! sendo trinta e dois o número máximo de seus agraciados anualmente. Sua concessão se reveste de solenidade toda especial na sede do Mausoléu dos Veteranos de 32, no Obelisco do Parque Ibirapuera, em São Paulo. A finalidade desta honraria é agraciar personalidades civis e militares que relevantes serviços prestaram no resgate e na preservação da memória e dos feitos de paulistas que combateram no Setor Sul do Estado de São Paulo durante a Revolução Constitucionalista de 1932.

66 a. da publicação no jornal “A GAZETA” de 9 de julho de 1957: Interessante reportagem sobre um dos mais famosos aparelhos de" guerra" usados na Revolução de 32 — A matraca. "O curioso engenho bélico inventado e construído durante a revolução constitucionalista de 32, denominado" matraca" vem polarizando a atenção pública merecendo amplo noticiário na imprensa". Na reportagem especial de "A Gazeta" de 9 de julho de 1957, comemorando os 25 anos do movimento de 32, sobre a "matraca" informa que apenas"6 aparelhos tidos como originais podem ser vistos, dois com veteranos de 32, um pertencendo ao Museu Ipiranga, dois em poder da Força Pública e o sexto no Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo. A invenção é do piracicabano Dr. Otávio Teixeira Mendes, professor da Escola Agrícola" Luíz de Queiroz". ilustre cidadão, já falecido, que dignificou sua terra com inexcedível exemplo de bravura e amor à causa constitucionalista, à vista das dificuldades para municiar as linhas de frente, concebeu uma caixa de alta ressonância, imitando o matraquear das metralhadoras, sendo possível seu emprego, principalmente à  noite, a fim de oferecer ao adversário a ideia de uma potência de fogo muito longe da realidade".

64 a. do pronunciamento de AURO SOARES DE MOURA ANDRADE a respeito da Revolução Constitucionalista de 1932: “...àqueles que morreram aos milhares nos campos rasos da luta, da mais nobre luta e da mais bela luta, a luta pelos direitos do homem, a luta pela liberdade da pátria, a luta pela conquista de uma constituição e pela garantia de uma vida tranquila e próspera para o nosso povo”.....”decorridos 27 anos, sabe todo o Brasil que não se tratava de um movimento separatista, mas de uma revolução que integrava na vida política todo o restante de seu povo. Longe de separar, era a revolução que unia Norte a Sul para o mesmo pensamento jurídico, o mesmo pensamento cívico visando a reconstitucionalização do país”. Ainda disse AURO SOARES DE MOURA ANDRADE: “a vitória não foi alcançada nas armas, foi alcançada nas consciências, na convicção do homem”. Em aparte, o deputado SÉRGIO MARINHO disse que se penitenciava de ter lutado contra São Paulo, por estar hoje convencido de que a revolução constitucionalista foi um dos maiores movimentos cívicos registrados no país.” Publicado em 9 de julho de 1959

62 a. da inauguração do HOSPITAL DO SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL, em 9 de julho de 1961. Participaram da festa de inauguração o então Presidente JÂNIO QUADROS, que renunciaria ao cargo no mês seguinte; o governador de SÃO PAULO, CARVALHO PINTO; o governador da GUANABARA, CARLOS LACERDA, e o fundador do hospital, FRANCISCO MORATO DE OLIVEIRA. Considerado na época um dos mais bem equipados da cidade, ganharia em 1971 o anfiteatro NEMÉSIO BAILÃO, que iria abrigar importantes conferências médicas até a década de 1990, quando foi interditado devido a infiltrações. O auditório tinha reinauguração prevista para o dia 10 de março de 2006.

61 a. da participação do 5º RI nas comemorações dos trinta anos da Revolução Constitucionalista. Das memórias do CORONEL R/R do EXÉRCITO, WANDERLEY GOMES SARDINHA, podemos extrair o seguinte: “No dia 9 de julho de 1962, quando se comemorava o 31º aniversário da heroica revolução, o estandarte do Regimento que acompanhou os seus bravos soldados ao Campo de Batalha, foi condecorado com a Ordem do Mérito Constitucionalista de 1932. Eu, jovem aspirante, tive a honra de conduzir o símbolo maior da Unidade à Assembleia Legislativa de SÃO PAULO para receber a Comenda. Na véspera daquela data histórica, o CAPITÃO OSMAR MELO E SILVA, comandante da 1ª Cia/ 5º RI, acompanhado de seus tenentes, inclusive eu, acompanhamos com a mais viva emoção, a exumação dos restos mortais do bravo capitão MANOEL DE FREITAS NOVAES, morto em combate e que, a partir daquela data repousaria no Mausoléu do Soldado Constitucionalista, ao lado dos restos de seus soldados, também mortos naquela contenda.  

61 a. 20 horas de 9 de julho de 1962, no CINE MARINGÁ, em FRANCO DA ROCHA, teve sessão solene, à qual estiveram presentes autoridades municipais, membros do MMDC de SÃO PAULO, TENENTE-CORONEL FEIJÓ, ocasião em que os veteranos ANTÔNIO CAMARGO, JOÃO CARVALHO, JOAO MENDES SANTOS, JOÃO DE ALMEIDA E JORGE VIEIRA também compareceram. A solenidade foi proposta pelo veterano ANTÔNIO CANON.

61 a. a FOLHA DE SÃO PAULO publicava em 9 de julho de 1962 que o presidente JOÃO GOULART indicou ao Congresso o nome de FRANCISCO DE PAULA BROCHADO DA ROCHA, secretário do Interior e Justiça do RIO GRANDE DO SUL, para primeiro-ministro. Esta é a terceira e última indicação a qual JANGO tem direito, já que SAN TIAGO DANTAS foi vetado pela Câmara e o senador AURO SOARES DE MOURA ANDRADE renunciou. A mensagem de JANGO já chegou ao deputado RANIERI MAZZILLI, presidente da Câmara, e a sessão para apreciação do nome ocorre hoje à tarde. Do “grupo brizolista”, BROCHADO DA ROCHA pode ser rejeitado por UDN e PSD, que temem sua ligação com JANGO.   

60 a. de minha participação no desfile comemorativo dos 31 anos da Revolução Constitucionalista de 32, no IBIRAPUERA, em 9 de julho de 1963.  Pertencia ao 3º CFO da ESCOLA DE OFICIAIS. Era o CENTRO DE FORMAÇÃO DE OFICIAIS, atualmente APMBB.

59 a. Na edição especial com que o “DIÁRIO DA NOITE”, de São Paulo, comemorou o 32º aniversário da Revolução Constitucionalista, a 9 de julho de 1964, um artigo de WENCESLAU MARTINS registra que: “JOÃO ALBERTO confessaria mais tarde, com honrada sinceridade, que, se soubera a responsabilidade de governar um Estado como São Paulo, não teria pleiteado nem aceito o cargo de interventor”.

59 a. das anotações feitas em 9 de julho de 1964 (quinta-feira). ANO 14º - MÊS 12º - DIA 366º - 6 anos e 35 dias na FORÇA PÚBLICA – 47 dias como 2º TENENTE – 294 dias no BATALHÃO DE GUARDAS.

Hoje quando se comemora o 32º Aniversário da REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA, encerro o DÉCIMO-QUARTO ano de meu diário.

Este 14º ano foi talvez o melhor. Nele está contido o encerramento da ESCOLA DE OFICIAIS em 7 de setembro de 1963, por ocasião de minha declaração a ASPIRANTE A OFICIAL. No dia 20 de setembro fui classificado no BATALHÃO DE GUARDAS, onde estou até o presente momento. No dia 6 de janeiro de 1964 assumi as funções de secretário do BG quando o 1º TENENTE Q.O.A.A. DIRCEU DOMICILDES foi para o Tribunal de Justiça Militar (antes já houvera substituído o 2º TENENTE Q.O.A.A. HIGINO). Desde então desempenho o papel de secretário, juntamente com outras funções extras. 

A 24 de maio, depois da luta desenrolada como ASPIRANTE, sou promovido a 2º TENENTE.

Assim vou encerrar o 14º Ano de meu diário, quando estou a 294 dias no BATALHÃO DE GUARDAS e seis anos e 35 dias na FORÇA PÚBLICA.

Das atribuições do BG nesse 9 de Julho escapo. Mesmo assim vou até à Rua JORGE MIRANDA, às 9 horas. Nesse instante sai uma seção da Banda de Música em direção à PRAÇA DA SÉ.

Tomo o ônibus PAISSANDU na Rua JOÃO TEODORO. Meu pensamento era ir ao CINE JUSSARA, mas, por qualquer motivo não funcionou a primeira sessão e, nessas condições, resolvo retornar ao meu lar.

O 9 de Julho está chuvoso. Procuro ler jornal, brincar com meus filhos, ensinar minha filha MARIZETE a escrever e, assim, vou passando o dia final do 14º TOMO. À noite assisto pela televisão programas referentes ao 9 de Julho; REPÓRTER ESSO, quarto capítulo da novela “SE O MAR CONTASSE”; MOACIR FRANCO SHOW, com o programa dedicado ao quarto aniversário do CANAL 9, que se comemora hoje.; ROTA 66; BRASILIANA, com MARIA DELLA COSTA falando sobre a peça “DEPOIS DA QUEDA”, que será levada no teatro que leva seu nome à partir do próximo dia 18. MARIA DELLA COSTA fará o papel de MARLYN MONROE.

O CANAL 7 mostra a FEIRA INTERNACIONAL DE NOVA YORK.

Aqui encerro o 14º TOMO, depois de transcorridos 366 dias de intensa atividade na vida militar. 

58 a. da tomada dos dados acontecidos em 9 de julho de 1965 (sexta-feira). ANO 15º - MÊS 12º - DUA 365º - 7 anos e 35 dias na FORÇA PÚBLICA - 412 dias como 2º TENENTE - 659 dias no BATALHÃO DE GUARDAS.

Estou hoje encerrando o meu décimo-quinto ano de diário. Justamente a 15 anos atrás iniciava essa mania de relatar os acontecimentos de minha vida, coisa que não parei até a presente data, totalizando essa soma um tanto impressionante de anos.

Não levanto tão cedo como de costume, mas às 7 horas estou viajando para o quartel. Embora hoje seja feriado, tenho uma missão para cumprir.

Meu último serviço como Oficial de Dia data de 6 de janeiro de 1964. Hoje não será praticamente um serviço como Oficial de Dia, mas sim uma substituição de um colega que será empenhado em outros afazeres.

Às 8 horas, o ASPIRANTE SALLES JÚNIOR entrega-me as missões que tem como Oficial de Dia e meu primeiro ato foi hastear a bandeira por ser hoje uma data festiva.

Nessa mesma hora, o CAPITÃO JOSÉ SANCHES FÉLIX passa revista numa Companhia que irá prestar honras fúnebres defronte da Catedral. Nosso comandante, TENENTE-CORONEL ANSELMO PERES, também chega neste momento. O BG vibra como nunca com o novo comandante. É um oficial entusiasta, que luta ao lado das praças, que tem ilimitada confiança em seus oficiais.

Às 9 horas, o CAPITÃO JAIR DE OLIVEIRA MOURA MORAIS assume o comando de duas companhias que se dirigirão diretamente para o IBIRAPUERA. Ali esperarão a chegada da companhia que se dirigiu primeiramente para a PRAÇA DA SÉ e, desta maneira, desfilarão perante as autoridades presentes ao MAUSOLÉU dos Heróis de 32.

O Serviço de Oficial de Dia não oferece nenhuma dificuldade para mim. Somente acho que os soldados que compõem a Companhia de PRONTIDÃO são muito chorões, querendo dispensa ou troca de serviço, isso em grande maioria. Atendê-los em suas pretensões é algo impossível de ser realizado. O Oficial de Dia perde enorme tempo somente nisso. A Prontidão é composta de 80 soldados, três sargentos e um sub-tenente.

As horas vão passando. Temos mais de meio-dia desta data quando retorna a tropa que esteve abrilhantando as solenidades do 9 de julho.

Lá pelas 14 horas o SOLDADO POSSIDÔNIO apresenta TERESINHA, amiga de sua mulher. Conversamos durante certo tempo e mais tarde talvez volte ao quartel, juntamente com a mulher do SOLDADO POSSIDÔNIO, SILVIA. Às 16 horas passo o serviço de Oficial de Dia para o ASPIRANTE A OFICIAL ARMANDO CRISPINIANO FILHO, e assumo o Comando de um pelotão de 30 homens, na PRONTIDÃO. O Comandante da Companhia de Prontidão é o CAPITÃO JOSÉ SANCHES FÉLIX. Assim vai transcorrendo o dia 9 de julho, encerrando o 15º tomo de meu diário.

Às 19 horas estou conversando com o CAPITÃO SANCHES e ASPIRANTES MAIORINO e CRISPINIANO no Estado Maior. Falamos sobre uma série de coisas interessantes: revolução no sudeste asiático, revolução na REPÚBLICA DOMINICANA, etc.

Mais de 24 horas saio com o ASPIRANTE CRISPINIANO e vamos até o Aeroporto. O BATALHÃO DE GUARDAS mantêm oito soldados permanentes na PANAIR, interditada pelo governo. É um serviço sem proveito algum, mas ainda o BG não recebeu ordens de recolhimento das praças.

Ainda com o Oficial de Dia, faço uma ronda pela Unidade e tarde vou deitar. Encerro aqui o 15º TOMO, de uma maneira um tanto diferente, visto tirar um serviço que não me está afeto, dada as minhas condições como CHEFE DA FIF.

 57 a. das anotações feitas em 9 de julho de 1966 (sábado). ANO 16º - MÊS 12º - DIA 364º - 8 anos e 35 dias na FORÇA PÚBLICA – 777 dias como 2º TENENTE – 95 dias na futura 2ª Companhia Independente.

Encerra-se hoje, 9 de julho de 1966, o 16º TOMO de meu diário. É mais uma divisão feita por mim, encaixando os acontecimentos de minha vida, desde 10 de julho de 1965.

O 16º TOMO encerra muita coisa boa e mudanças em minha maneira de agir.

Primeiramente, registro o término de minha passagem pelo BATALHÃO DE GUARDAS, onde servi desde setembro de 1963. Fui transferido para a 2ª Companhia Independente, em formação, em janeiro e, somente entrando em trânsito a 22 de março.

Em GUARULHOS, começo a 6 de abril. Com a Companhia mudando para a Avenida GUARULHOS, nº 64, praticamente se delineou as posições. Tal como no BG, continuo sendo CHEFE DA FIF.

Tudo isso aconteceu quando ainda me apresento como 2º TENENTE, encerrando o 16º TOMO com a posição nº  18 dentro do almanaque dos oficiais. Parece que é no transcorrer do 17º TOMO que me verei promovido a 1º TENENTE. Com a retirada da Lei de Fixação para 166, da Assembleia, não me restam esperanças de promoção para o próximo 25 de agosto. Talvez tal fato se dê em 15 de dezembro de 1966.

Hoje, aproveito o sábado par ir até POÁ, visitar meus pais.

Deixo meu lar às 10 horas e vou passar pelo BG. Combinara ontem com o 3º SARGENTO JOSÉ CARCAN de irmos até a CÁSSIO MUNIZ, nesta manhã. Acontece que o CARCAN participa de uma formatura no MAUSOLÉU AO SOLDADO CONSTITUCIONALISTA DE 32. O Oficial de Dia é o ASPIRANTE A OFICIAL DURVAL SAMPAIO PONTES e com ele converso até às 12 horas. As duas companhias que estão na formatura não retornam até esse horário.

Hoje se dá um fato que vai modificar o comando do BG. O TENENTE-CORONEL ANSELMO PERES é transferido para a reserva e, naturalmente, o MAJOR CLÁUDIO DE SOUSA assume o comando interino do batalhão. O COMANDANTE ANSELMO está na Unidade desde 5 de julho de 1965. Fala-se que o CORONEL DELFIM CERQUEIRA NEVES irá comandar o BATALHÃO e, as praças begeinas fazem votos para o MAJOR CLÁUDIO ir embora.

Saio do BG e tomo o ônibus ESTAÇÕES. Aqui começo a viajar com um soldado do 9º BP, morador em POÁ, que entrou na FORÇA PÚBLICA em 1962, tendo feito a Escola de Recrutas em CAMPINAS.

Vamos tomar um trem que irá partir às 13:35 horas. Quase há um fato doloroso na estação ROOSEVELT. Uma mocinha tenta tomar o trem da variante, quando este já está saindo e cai da plataforma. A sorte da jovem é que se tratava do último vagão, pois senão seria fatalmente esmagada.

Chego em casa de meus pais quase às 15 horas. Passo a tarde toda na companhia dos mesmos, completamente alheio a outros problemas.

Somente mais tarde, lá pelas 19:30 horas é que saio. No O´QUIOSQUE, encontro-me com o MIGUEL COMITRE, CABO ANTENOR ANÉAS RODRIGUES, ETTORE VELARDI e um outro poaense. Conversamos durante alguns minutos.

No CINE COLONIAL, agora com suas dependências aumentadas, vou-me encontrar com diversas praças do Destacamento local e, com o SOLDADO FLORISBELO FURTADO DA ROSA vou assistir a um bom programa:

O RIO DA AVENTURA, com KIRK DOUGLAS no principal papel. É uma estória em que aventureiros embarcam numa chalupa e navegam através do MISSOURI, a fim de comerciarem com os índioso blackfeet.

O QUARTEL DO BARULHO, filme cômico, satirizando a polícia alemã, cujas ações transcorrem num Distrito e numa Delegacia.

Deixando o CINE COLONIAL, vou permanecer até tarde conversando com os soldados JOÃO GONÇALVES, VIANA e FRACARO (este pertence ao STM e é o operador de radiofonia na portaria daquele Serviço)

Estamos no Destacamento quando, lá pelas 24 horas, aparece um tenente do quadro de oficiais auxiliares da administração, um tanto quanto alcoolizado, pedindo providências no sentido de ser interrompido um baile na VILA ROMANO. Acontece que a viatura da Delegacia está quebrada e não há condução para as praças irem até lá.

Esse oficial é do Serviço de Material Bélico e pertence à turma de 1965, isto é, daquela que faz parte o TENENTE NERCÍLIO. Até o horário de 1:30 hora ficamos conversando no Destacamento. O oficial parte com destino a SUZANO e venho repousar na casa de meus pais, onde ainda ficarei durante uma parte do domingo.

Encerro, portanto, em minha cidade natal o 16º TOMO de meu diário, pretendendo que amanhã inicie mais um período de minhas memórias, de maneira feliz e, se não melhor, pelo menos igual ao que foi o  16º TOMO para mim.

 56 a. dos assentamentos em 9 de julho de 1967 (domingo). ANO 17º - MÊS 12º - DIA 365º - 9 anos e 35 dias na FORÇA PÚBLICA – 207 dias como 1º TENENTE – 460 dias na 2ª Companhia Independente.

Chego ao final do 17º tomo de meu diário. Aqui se encerra mais uma parte de minha vida, pois amanhã estarei iniciando o 18º tomo.

Fatos importantíssimos surgiram durante o transcorrer desse tomo. Vejo os problemas surgidos com o CASO VIANA; a instauração de um IPM que vem quebrar a amizade entre os oficiais da 2ª CI e mostrar o comando frouxo do CAPITÃO JAIR; meu pedido de afastamento da CHEFIA DA FIF e a minha substituição pelo TENENTE NUNES; minha promoção a 1º tenente em 15 de dezembro de 1966.

No dia 24 de junho surge minha ligação íntima com uma mulher de 24 anos, a CLEIDE. Esses derradeiros dias do 17º tomo vão-me encontrar ligado a ela.

A 7 de junho fui designado Comandante do Destacamento de GUARULHOS, mas, a 3 de julho, com o afastamento do CAPITÃO JAIR, assumo a função de Ajudante— secretário interino.

O comandante da 2ª CI quer minha transferência da 2ª CI, mas o 17º tomo vai terminar com minha permanência na Companhia Independente de GUARULHOS.

MARIA quer ir até POÁ, a fim de visitar seus familiares. Deixo-a ir, pois assim ela se distrairá um pouco. Tem vivido muito nervosa nesses meses finais.

Ouço o desenrolar do programa “SUCESSOS EM REVISTA”, da BANDEIRANTES. Em terceiro lugar está ROBERTO CARLOS com “SÓ VOU GOSTAR DE QUEM GOSTA DE MIM”; em segundo vem WANDERLEY CARDOSO com “O BOM RAPAZ”. Em 1º lugar está AGNALDO TIMÓTEO com uma música que ultimamente ganhou grande projeção “MEU GRITO”.

Mais tarde, às 13 horas, saio com meu filho MÁRIO. Passamos pela Delegacia. Venho a saber que, ontem à noite, durante o programa “ROLETA PAULISTA” faleceu o CORONEL AMÉRICO FONTENELLE, vítima de um infarto. O ex-diretor do DET ficou famoso há meses atrás e agora seu falecimento repercute por toda SÃO PAULO. O mesmo jornal, que traz seu falecimento, publica a notícia da morte da atriz VIVIEN LEIGT, com 53 anos de idade.

Converso com o SOLDADO JAMIL DE MOURA que ontem levou o endereço do SOLDADO BENEDITO RIBEIRO VIANA para o doutor FERNANDO GUIMARÃES. Parece que o CASO VIANA vai dar uma ação executiva sobre sua pessoa.

Visito a CLEIDE no período da tarde. Ali permaneço até às 17 horas. Converso com a NEI, ADÉLIA, ROSELI e seu marido, senhor PAULO.

Retorno ao meu lar. Agora procuro relatar meu diário e os últimos dias do 17º tomo. Assisto na televisão mais um filme da série PERDIDOS NO ESPAÇO.

Recebo a visita do SOLDADO GABRIEL DOS SANTOS. São mais de 21 horas quando estou na Delegacia, onde encontro o delegado de plantão, doutor HILDEBRANDO. Quer ir visitar a ADÉLIA, que mora com a CLEIDE. Vamos para VILA GALVÃO na perua da Delegacia, dirigida pelo CABO PEDRO.

Doutor HILDEBRANDO conversa com a ADÉLIA, vítima de um forte resfriado. Por volta das 23 horas ele retorna para a delegacia.

A NEI, contrariada por problemas gravíssimos com seus filhos, vai esquecer suas mágoas na bebida. Isso dá certo trabalho nesta noite. Ela quer esquecer seus infortúnios e está transtornada. Pensando em muita coisa, deixo a Rua LAURA e retorno ao meu lar, viajando no ônibus VILA GALVÃO.

Termina o 17º tomo que, dentro de seus 365 dias, apresentou uma série de fatos que poderão se fazer sentir para o futuro.

55 a. dos escritos em 9 de julho de 1968 (terça-feira). ANO 18º - MÊS 12º - DIA 336º - 10 anos e 35 dias na FORÇA PÚBLICA – 573 dias como 1º TENENTE – 187 dias no BTA – 4º dia na 12ª CP – 2º DIA DE FÉRIAS.

Vamos rememorar o que me ocorreu durante o transcorrer do 18º tomo que, neste 9 de julho, chega ao seu final: No início do 18º tomo, tinha eu 461 dias de 2ª Companhia Independente; 208 dias de 1º TENENTE e 9 anos e 36 dias de FORÇA PÚBLICA.

Às 17:40 horas de 11 de julho de 1967, recebo a notícia de que devo me apresentar no Quartel General, deixando a 2ª Companhia Independente.

A 12 de julho, chego ao Quartel General, acompanhado do 3º SARGENTO MIGUEL FERES FILHO, que também é transferido.

No dia 13, o BG sofre o furto de 22 armas, praticada pelo 3º SARGENTO DJALMA VAN-DER. À noite, ou melhor, na madrugada do dia 14, baixo ao Hospital Militar.

Saio do HM no dia 18, com três dias para convalescer.

No dia 21, sou apresentado à INSPETORIA ADMINISTRATIVA e, peço para entrar com 15 dias de férias, a contar das 19 horas de 23.

A 8 de agosto, termina minhas férias. Na INSPETORIA ADMINISTRATIVA, fico sabendo que irei para o 12º BP.

No dia 9 de agosto, outro fato desagradável me colhe de surpresa. Sou apresentado ao Regimento “9 de Julho” a fim de cumprir 8 dias de prisão, dados pelo Comando Geral, na solução do IPM do “caso VIANA”.

A 18 de agosto, começa nova fase na minha vida, dentro da FP, quando me apresento ao 12º BP.

No dia 15 de setembro, apresento-me ao CAPITÃO WASSIMON, Cmt da 5ª CP – LIBERDADE.

A 21 de setembro, passo à disposição do Quartel General, a fim de trabalhar na “SEMANA DA CRIANÇA”. Somente retorno ao 12º BP no dia 16 de outubro.

Dia 10 de dezembro acontece algo bastante delicado: a CLEIDE corta o pulso, causando uma confusão danada em minha vida conjugal.

Dia 17 de dezembro, participo da preliminar da 43ª São Silvestre. No dia 20, entro em gozo de 15 dias de férias. Na 2ª Cia Ind começa o “caso do binóculo”.

Retornando de férias, a 5 de janeiro de 1968, passo a pertencer ao 1º BP TOBIAS DE AGUIAR. Vou passar a conhecer esse novo batalhão.

No dia 10 de janeiro, deixo a 5ª CP, passando à disposição da sede do batalhão, na ex-2ª CPA, que naquela época, englobava a 1ª e a 8ª Circunscrições Policiais.

Começo fevereiro fazendo uma viagem a ASSIS, escoltando o TENENTE Reformado JOSÉ SOARES DE MOURA.

A 11 de fevereiro, mudo da Rua LUÍS FACCINI, 363, Apartamento 2, para GOPOÚVA – Rua Doutor JOSÉ MAURÍCIO DE OLIVEIRA, Nº 112.

A 14 de fevereiro, assumo o Comando Interino da 4ª. 4ª CP, após permanecer 35 dias na sede do 1º BP TOBIAS DE AGUIAR. Nesse mês, continua o “caso do binóculo” na 2ª Companhia Independente e sou escrivão de IPM da 5ª CP para apurar responsabilidades sobre um espancamento sofrido pelo doutor TOBIAS DEL BEL, delegado de plantão naquela delegacia.

Em março, defendo o SOLDADO JADIR DAMASO num Conselho de Disciplina. Na 2ª Cia Ind termina o “caso do binóculo”, onde o TENENTE SÉRGIO procurou, mais uma vez, prejudicar-me. Não conseguindo.

Abril de 1968, começa com problemas estudantis e, esses problemas continuam até o momento. Com a crise estudantil, ajuntam-se atos de terrorismo que, até agora, também continuam. Faleceu ASSIS CHATEAUBRIAND, nesse mês. Mataram MARTIN LUTHER KING, nos EUA. Morreu o ator AMILTON FERNANDES, o popular DOUTOR LIMONTA. Em QUARULHOS, faleceu o escrivão WÁLTER TERRANOVA.

Em 16 de abril, viajo até RIBEIRÃO PRETO, a fim de defender um soldado em Conselho de Disciplina. A imagem de NOSSA SENHORA DE FÁTIMA visita SÃO PAULO, na segunda quinzena de abril. No dia 27, em desastre automobilístico, falece o CAPITÃO MAURÍCIO DEMÉTRIO DOS SANTOS, da FORÇA PÚBLICA.

No princípio de maio, termina a mais longa novela da televisão – REDENÇÃO. O SANTOS sagra-se Campeão Paulista de 1968.

Em junho, depois de 110 dias de Comando da 4ª CP, deixo essa função para o CAPITÃO CAMILO DIAS DOS ANJOS. Passo à disposição do MAJOR SALVADOR D´AQUINO a fim de datilografar a sindicância sobre uma ocorrência no CMTC CLUBE, onde o CAPITÃO BENTO esmurra o delegado SERRA, na 4ª CP. É punido com 30 dias de prisão sem fazer serviço e, a 18, segue para CAMPINAS, onde ficará preso até 18 de julho. Morre JOÃO BOIADEIRO, o homem do coração novo.

A 26 de junho, assumo o Comando da 12ª CP e, no dia 30, o Comando Interino da 2ª Companhia (2ª e 12ª Circunscrições Policiais). Finalmente, no dia 7 de julho, entro em gozo de trinta dias de férias.

Pela manhã, no último dia do 18º tomo, vou à casa do 3º SARGENTO ESMERALDO MACHADO, na Rua ALTINÓPOLIS, Nº299. Acontece que o mesmo não está em sua residência. Prometo retornar às 20 horas.

No retorno, passo pela casa do SOLDADO JADIR DAMASO. Sua mulher mostra o hollerith do JADIR e, vejo que, no mês de junho recebeu apenas 127 cruzeiros novos. Paga 90 cruzeiros novos pelo aluguel.

Em casa, posso descansar um pouco. Lá pelas 14 horas, recebo a visita do SOLDADO JOSUÉ AYRES. Também chega o SOLDADO JOEL AMARO, mas consigo descansar aproveitando minhas férias.

Às 19 horas, retorno à residência do 3º SARGENTO ESMERALDO. Não se encontra e lhe deixo um bilhete para me visitar na quinta-feira, dia 11, na parte da manhã.

Passo, às 20:15 horas, na casa do SOLDADO TELÍRIO SENA. Pede-me para conversar com o senhor ANTONIO CEPEDA, proprietário do CINE SÃO FRANCISCO. Faço isso, mas pego o CEPEDA em hora errada. Ele não poderá ajudar o TELÍRIO SENA em sua crise financeira, porque o CEPEDA está ajudando o CAPITÃO RIBEIRO, que teve um sério problema com seu filho. Além do mais, o CEPEDA irá viajar para VITÓRIA.

Retornando à casa do TELÍRIO, vejo que o rapaz está bastante desorientado. Em meu lar, coloco um ponto final em meu 18º tomo, encerrando mais um ano de minhas memórias.        

55 a. do 36º aniv. da REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 32, em 9 de julho de 1968. No Monumento-Mausoléu, às 8 horas, outorga da MEDALHA “MMDC”. Responsável: Tenente FRANCISCO MOLINARI e membros do Conselho da Medalha. Ás 9 horas, Missa solene de “Requiem” oficiada por Sua Eminência Reverendíssima doma AGNELLO ROSSI, Cardeal Arcebispo de SÃO PAULO, na CATEDRAL METROPOLITANA, com homenagens póstumas aos companheiros falecidos de 1967 a 1º de julho de 1968. Durante a missa, a guarda de honra aos ataúdes estava a cargo dos veteranos: ELÍSIO LEAL, Dr. GERALDO GOULART, Dr. BENEDITO LANG, SYLVIO SAMPAIO MOREIRA, FRANCISCO C. BELEGARDE FILHO, DARCY BANDEIRA DE MELLO, AMLETO MARQUES e JÚLIO DA COSTA LEAL. Às 10:45 horas, chega do cortejo, ao Monumento-Mausoléu, trazendo os restos mortais dos heróis. Chefe do cerimonial: PAULO BOMFIM com o roteiro seguinte: Colocação das URNAS no cadafalso; Honras Fúnebres por Tropas Militares; Encomendação Religiosa por Sua Eminência Reverendíssima dom AGNELO ROSSI, Cardeal Arcebispo de SÃO PAULO; Oração Ante a Última Trincheira pelo Poeta Soldado de 32, GUILHERME DE ALMEIDA; Cerimônia de Sepultamento dos Heróis; Toque de Missão Cumprida pelo Corneteiro-Mor da Sociedade Veteranos de 32, veterano ELIAS DOS SANTOS OLIVEIRA; Desfile em continência aos Heróis pelos Veteranos de 32, Forças Armadas Federais, Estaduais e Instituições.

Desfile Militar: a cargo das Forças Armadas.

Desfile de Veteranos: a cargo do CORONEL HOMERO DA SILVEIRA. Comandante do Exército Constitucionalista em 1968: CORONEL JOSÉ THEÓFILO RAMOS. Ajudante de Ordens: Veterano JARBAS DE ARAÚJO. ESTADO-MAIOR: Dr. LAURO DE BARROS SICILIANO e Dr. NELSON MORAES LOPES. Membros do Conselho Supremo, Diretoria, Conselho da Medalha e Senhoras Veteranas de 32.

Responsáveis pelos sepultamentos: TENENTE ELVIMEDORACH P. C. CARVALHO, Diretor da Exumação; Subinspetor JOEL CARDOSO MELLO, diretor do Departamento da Juventude; e veteranos: BENEDITO CAMPOS CARVALHO, JARBAS DE ARAÚJO, PAULO AQUELINO, JÚLIO DA COSTA LEAL, AMLETO MARQUES e JOÃO CINTRA FILHO.    

54 a. do 37º aniversário da REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932, em 9 de julho de 1969. O programa comemorativo ao aniversário, promovido pela Sociedade Veteranos de 32-MMDC começou com missa solene na CATEDRAL DA SÉ, oficiada por dom AGNELLO ROSSI, cardeal arcebispo de SÃO PAULO. Os despojos dos dez heróis constitucionalistas, exumados neste Estado e no RIO DE JANEIRO, foram velados durante toda a noite por uma guarda militar e pelos veteranos de 32. A celebração da missa de requiem começou às 9 horas. As dez urnas, com os restos mortais dos heróis LELIO RIBEIRO BOAVENTURA (Major do Exército Brasileiro, trasladado do Cemitério São João Batista, paulista), BOLIVAR RIBEIRO BOAVENTURA (2º Tenente do Batalhão “PAES LEME”, também paulista) e YOLANDO RIBEIRO BOAVENTURA (voluntário do Batalhão PAES LEME, paulista), ÉRICO NEVES DE MELO (do 2º RCD do Exército Brasileiro, riograndense), JOSÉ ALVES BERNARDO (soldado do 7º BCP da Força Pública, paulista), HYGINO MESSA (voluntário do Batalhão “MARCÍLIO FRANCO”, paulista), JOÃO DE PAULA FRANCO (voluntário do Batalhão “MARCILIO FRANCO”, paulista), PAULO LIMOEIRO (soldado do 2º RCD do Exército Brasileiro, paulista), DANTE MARTELETTI (voluntário do 2º BATALHÃO ESPORTIVO, paulista) e outro não identificado, estavam cobertas com as bandeiras brasileira e paulista, e escoltadas por uma guarda mista, composta por soldados do Exército, Marinha, Aeronáutica, Força Pública, Guarda Civil e veteranos. Após a missa, o cardeal abençoou as urnas, que foram carregadas pelas mais altas autoridades presentes para a escadaria da Catedral, onde foram homenageadas pelo povo e por um destacamento da Divisão de Polícia Militar da FORÇA PÚBLICA, que prestou as honras devidas. Em seguida, uma a uma as urnas foram colocadas sobre os carros do Corpo de Bombeiros, enquanto a banda de música da FORÇA PÚBLICA executava a marcha fúnebre. O cortejo foi formado, com destino ao Monumento-Mausoléu no IBIRAPUERA. Compareceram à missa de requiem o governador ABREU SODRÉ; o prefeito PAULO MALUF; o general CANAVARRO PEREIRA, comandante do II EXÉRCITO; o brigadeiro JOSÉ VAZ DA SILVA, comandante da 4ª ZONA AÉREA; o almirante HÉLIO DE AZEVEDO LEITE, comandante do 4º DISTRITO NAVAL; os almirantes JÚLIO DE SÁ BIERRENBACH e LUÍS PENIDO BURNIER; comandantes de várias unidades do Exército, assim como os comandantes das Forças Auxiliares –FORÇA PÚBLICA e GUARDA CIVIL– e os senhores CARVALHO PINTO, HÉRBERT LEVY, LAUDO NATEL, DEPUTADO NELSON PEREIRA, VEREADOR JOSÉ MARIA MARIN, além de outras autoridades.

Enquanto era celebrada a missa na SÉ, a Sociedade Veteranos de 32-MMDC fez a entrega de 45 condecorações durante as comemorações realizadas no PARQUE DO IBIRAPUERA, no Monumento-Mausoléu. Após a outorga das condecorações, que foi dirigida pelo CAPITÃO FRANCISCO MOLINARI, secretário do Conselho da Medalha MMDC, houve nova cerimônia para a recepção do cortejo que transportou os despojos dos heróis de 32, da SÉ ao IBIRAPUERA. Num breve discurso, o governador ABREU SODRÉ disse que as solenidades traduziam a “inspiração do povo paulista e do povo brasileiro, em geral, de amor à lei, respeito à Constituição e luta pela liberdade. O poeta PAULO BOMFIM, que foi escoteiro da Revolução Constitucionalista, presidiu a cerimônia de recepção. Assim que o cortejo chegou no Monumento-Mausoléu, com os DRAGÕES DA INDEPENDÊNCIA à frente e dois carros de bombeiros transportando as urnas, foram iniciadas as honras fúnebres. O arcebispo de SÃO PAULO, dom AGNELO ROSSI, fez a encomendação dos despojos, jogando água benta sobre as urnas. O poeta PAULO BOMFIM recitou em seguida um trecho da “ORAÇÃO ANTE A ÚLTIMA TRINCHEIRA”, de autoria de GUILHERME DE ALMEIDA, e finalmente pediu às autoridades para fazer o sepultamento das urnas no interior do Mausoléu. As solenidades terminaram com um desfile “puxado” pela BANDA da GC, ao longo da avenida IBIRAPUERA, com a participação dos veteranos de 32, batalhões da FORÇA PÚBLICA e corpos da GUARDA CIVIL. Receberam condecorações, entre outras autoridades: o secretário de TURISMO, ORLANDO ZANCANER; CORONEL EURICO JOSÉ COLLA; TENENTE-CORONEL ARNALDO RÉGIS; PRIMEIRO-TENENTE ALAOR SILVA BRANDÃO; ODETE GOMES e o INSPETOR-CHEFE DE DIVISÃO DA GUARDA CIVIL, ANTÔNIO VICENTE.   

Era Presidente do Conselho Supremo o Doutor LAURO DE BARROS SICILIANO. Presidente da Diretoria Executiva: NÉLSON MORAES LOPES. A responsabilidade geral pelo evento esteve a cargo do doutor NÉLSON MOARES LOPES e o Chefe Geral de Programação foi BENEDITO CAMPOS CARVALHO.

Responsáveis pelas caravanas: número 1, RIO DE JANEIRO, veteranos: Doutor DARCY BANDEIRA DE MELLO, Doutor JOSÉ PARANHOS DO RIO BRANCO e SUBINSPETOR WALDYR AGENOR BRAMBILLA, da Guarda Civil de São Paulo, membro do Departamento da Juventude. Caravana número 2, OLÍMPIA, PIRASSUNUNGA e BRAGANÇA PAULISTA. Veteranos: BENEDITO CAMPOS CARVALHO, GERALDO NORBERTO FREIRE BRAGA, JOSÉ LEANDRO DE BARROS PIMENTEL, 1º TENENTE ELVIMEDORACH PENHA CRHISTOPHE CARVALHO, Diretor de Exumação e Transladação e 2º TENENTE JOSÉ ROBERTO CAPPELLI da Força Pública do Estado de São Paulo, membros do Departamento da Juventude. O CORNETEIRO-MOR foi o veterano ELIAS DOS SANTOS OLIVEIRA.  

53 a. da chegada a SÃO PAULO do Professor MARCELO CAETANO, presidente do CONSELHO DE MINISTROS DE PORTUGAL, em 9 de julho de 1969. Foi recebido pelo Governador ABREU SODRÉ e pelo Prefeito PAULO MALUF, que lhe entregou a chave da cidade. A comitiva seguiu para a CASA DE PORTUGAL, onde foi descerrada uma placa comemorativa à visita. Recebeu como lembrança um quadro de um pintor brasileiro, seguindo-se de um banquete oferecido pelas Associações portuguesas e Luso-Brasileiras. Depois MARCELO CAETANO depositou uma coroa de flores no MONUMENTO À INDEPENDÊNCIA, ouvindo os hinos de PORTUGAL e do BRASIL, passando em revista a tropa formada. Visitou a FIESP, passando antes pelo EDIFÍCIO ITÁLIA, para uma visita panorâmica da cidade. Na FIESP, sessão solene presidida pelo Governador ABREU SODRÉ. Fez uso da palavra o secretário da FAZENDA, ARROBAS MARTINS; o Prefeito PAULO MALUF; o senhor THEOBALDO DE NIGRIS, presidente da FIESP; o senhor DANIEL MACHADO DE CAMPOS, presidente da ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE SÃO PAULO. Após as saudações, o PROFESSOR MARCELO CAETANO dirigiu mensagem ao empresariado paulista. O jantar foi no PALÁCIO DOS BANDEIRANTES. No dia 10 de julho de 1969, o “premier” lusitano e o governador paulista assistiram ao hasteamento das bandeiras portuguesa e brasileira no PALÁCIO DOS BANDEIRANTES. Dali, MARCELO CAETANO seguiu para CONGONHAS, onde recebeu as despedidas do Governador ABREU SODRÉ e dos representantes das Associações e da Colônia portuguesa.

Competiu ao 11º BP, ao qual eu pertencia como PRIMEIRO-TENENTE, o planejamento, execução e fiscalização dos serviços de segurança ostensiva. O comandante de área foi o CAPITÃO GUNTHER ALFANO CLAUSSEN. Eu comandei o setor “C” – PRAÇA TERESA CRISTINA (a partir do MUSEU), ESTRADA DO VERGUEIRO, RUA DO VERGUEIRO (até rua dona INÁCIA UCHÔA), tendo como auxiliar o ASPIRANTE A OFICIAL SANTOS. Comandou essa Operação o TENENTE-CORONEL AMARO DE ARAÚJO PEREIRA, comandante do 12º BP. Outros comandantes de setores: TENENTE SALES, CAPITÂO ÂNGELO, TENENTE VENTURA, CAPITÃO CORDEIRO, TENENTE ROLIM e TENENTE VICENTE.           

53 a. do 38º aniversário do Movimento Constitucionalista de 32, em 9 de julho de 1970. Pela manhã houve missa na Catedral da Sé, celebrada por dom AGNELO ROSSI. A seguir, traslado de restos mortais de heróis de 32 para o Mausoléu do Ibirapuera onde foram sepultados, com a presença do vice-presidente da República, ALMIRANTE RADEMAKER; GENERAL CANAVARRO PEREIRA, comandante do II Exército; governador ABREU SODRÉ; prefeito PAULO MALUF; BRIGADEIRO JOSÉ VAZ DA SILVA; deputado federal EDMUNDO MONTEIRO, além de outras autoridades civis e militares, em 9 DE JULHO DE 1970.

53 a. da morte do GENERAL norte-americano GEORGE CASEY, um dos mais jovens generais, comandante da 1ª Divisão de Cavalaria Aerotransportada, a mais célebre unidade em ação no VIETNÃ DO SUL, provavelmente quando seu helicóptero, cujos restos já foram descobertos, foi atingido por fogo de artilharia do VIETCONG. GEORGE CASEY, juntamente com alguns oficiais, estava em viagem para visitar soldados feridos em um hospital em lugar não revelado pelo comando americano. A morte do general aconteceu em 9 de julho de 1970.

52 a. transbordamento dos rios MAGDALENA e PUTUMAYO, na COLÔMBIA, deixando 800 mortos e mais de mil famílias desabrigadas, em 9 de julho de 1971.

51 a. do 39º aniversário do Movimento Constitucionalista de 1932, em 9 de julho de 1971. Com a atribuição da MEDALHA DA CONSTITUIÇÃO a 211 participantes da Revolução a Assembleia Legislativa assinalou a passagem de mais um 9 de Julho em solenidade realizada hoje à tarde no plenário. Estiveram presentes, além de numerosos veteranos e familiares, representantes do governador, do comando do VI DISTRITO NAVAL, do comando da IV ZONA ÁEREA, do arcebispo metropolitano, de vários representantes de tribunais, o secretário da Segurança Pública, GENERAL SÉRVULO DA MOTA LIMA, o presidente da Câmara Municipal, vereador PAULO SOARES CINTRA, e outras autoridades. Especial homenagem foi prestada pela Casa, por iniciativa do deputado WADIH HELU, ao CAPITÃO ALBERTO MENDES JÚNIOR, da POLÍCIA MILITAR, morto por terroristas no VALE DO RIBEIRA. Os pais do militar foram convidados a descerrar uma placa com seu nome, que será colocada na sede do comando da guarnição da PM no PALÁCIO NOVE DE JULHO. O veterano AUGUSTO ABÍLIO PEIXOTO COUTINHO prestou homenagem ao Poder Legislativo, ofertando-lhe o capacete com que lutou em 1932. Passou-se a seguir à entrega da MEDALHA DA CONSTITUIÇÃO, inicialmente, aos distinguidos que participaram da Mesa dos trabalhos, desembargador CANTIDIANO GARCIA DE ALMEIDA, presidente do Tribunal de Justiça do Estado; capitão JOSÉ IGNÁCIO DO ROSÁRIO, falecido, representado por sua filha, a deputada TEODOSINA RIBEIRO; ALBERTO DE ALMEIDA LIMA; conselheiro RUY DE CAMPOS NOGUEIRA MARTINS, do Tribunal de Contas; e a SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS. Passou-se em seguida à entrega das medalhas aos demais agraciados, a começar pelos distinguidos postumamente representados por seus familiares.      

51 a. do 40º aniversário da REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932, em 1972, com a assinatura de oficialização do Monumento-Mausoléu do Soldado Constitucionalista pelo Excelentíssimo Senhor Governador do Estado de SÃO PAULO, LAUDO NATEL. Na mesma data e solenidade foi inaugurada a Estátua do Doutor IBRAHIM NOBRE, tribuno do Movimento Constitucionalista.

 Na manhã do dia 9 de Julho de 1972, Itapira comemorava os 40 anos da "Revolução Constitucionalista de 1932". A programação se iniciou às 8h30, no Mausoléu do Soldado Constitucionalista, no Cemitério da Saudade, presidida pelo cônego Matheus Ruiz Domingues e presença de dezenas de pessoas, especialmente, do então prefeito, Hélio Pegorari; o presidente da Câmara, Antônio Celidônio Ruette; Sezefredo Fecci, representando a Associação Comercial; sargento João Batista Lima, Comandante do Destacamento Policial de Itapira e convidados de Mogi Mirim: Antônio Mazelli e 1º tenente Alcides Pinto da Silva.

Às 10h, no Monumento do Morro do Gravi, Antônio Celidôneo Ruete, presidente da Câmara Municipal de Itapira, discursou sobre o significado da data. O vereador Edésio Ramos de Oliveira foi o próximo a discursar, falando sobre o tribuno da Revolução, Ibrahim Nobre, que seria homenageado com uma estátua na capital paulista neste mesmo ano.

     O prefeito Hélio Pegorari, juntamente com as autoridades presentes, recolheram alguns punhados de terra do Morro do Gravi, que foram enviadas à base da estátua de Ibrahim Nobre.

Convidado pelo prefeito, o Major Antônio Mazelli coloca um ramalhete de flores diante ao monumento do Gravi.

     Esteve presente uma delegação do Departamento da Sociedade Veteranos de 32 - MMDC de Jacareí, tendo Alfredo Blois como chefe da caravana. Blois leu a seguinte mensagem: 

"... Em 1932, o 2º e o 3º batalhões do 6º RI de Caçapava foram destacados para Piquete a fim de tomar parte nos combates travados naquele setor. Após alguns dias de luta, nossa gente conseguiu vencer os inimigos e tudo ficou calmo naquele local. Sob o comando do capitão Marcos Antônio, já falecido, o 2º batalhão veio lá da Mantiqueira para Mogi Mirim, a fim de tomar parte nos combates do Gravi. Também tomaram parte nos combates do Gravi o batalhão "9 de Julho", sob o comando do Major Robilot, mais uma companhia da Força Pública e dois batalhões de voluntários... Depois de muitos anos, eu e o meu colega de escola e caserna, Arnaldo Piovessan, tivemos a ideia de visitar todos os anos as cidades de Mogi Mirim e Itapira e o Morro do Gravi, com a finalidade de relembrar e comemorar os acontecimentos da Revolução Constitucionalista de 1932. O Morro do Gravi ficou na história por ter sido o palco de uma das mais sangrentas batalhas entre constitucionalistas e ditatoriais, onde muitos companheiros derramaram seu sangue no cumprimento do dever... Nesta caravana do Departamento da Sociedade Veteranos de 32 - MMDC de Jacareí, estão presentes quatro ex-combatentes que lutaram aqui no Gravi: Arnaldo Piovesam, Inocencio de Souza, Irineu Priante e eu, Alfredo Blois..."

     E finalizou a mensagem: "... As tropas ditatoriais desfecharam a grande ofensiva neste setor, cujo objetivo era a tomada de Mogi Mirim. Apoiados pela aviação e protegidos por intenso fogo de artilharia, os ditatoriais conseguiram apoderar-se do Gravi, apesar da ferrenha vontade dos soldados paulistas em manter a posição. E o sangue generoso dos paulistas mais uma vez regou o solo bandeirante. Fomos derrotados. Perdemos a batalha. Mas ganhamos a Causa pela qual lutamos...".

     O "toque do silêncio" dado pelo jovem Reinaldo Pierossi, encerrou as comemorações dos 40 Anos da Revolução Constitucionalista em Itapira, na manhã de 9 de Julho de 1972. A caravana de Jacareí seguiu até Mogi Mirim, onde, após coquetel na Câmara Municipal, falaram sobre a data do 9 de Julho as seguintes autoridades: Antônio Carlos C. Bernardes, presidente da Edilidade; Major Antonio Mazelli; Alcindo Barbosa, alto funcionário da Prefeitura, Alfredo Blois, chefe da caravana de Jacareí, e o prefeito itapirense, Hélio Pegorari. Após as solenidades em Mogi Mirim, todos novamente voltaram a Itapira, onde, através da Rádio Clube, falaram a respeito da Revolução o prefeito, os vereadores de Mogi Mirim, Ademar de Barros, Roberto Costa e Silva e Raul Brunialti e o veterano Alfredo Blois.

49 a. do 41º aniversário da REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932, em 1973. Diversas solenidades – cívico-militar-religiosas – marcaram hoje o 41º aniversário da Revolução, organizadas pela Sociedade Veteranos de 32-MMDC. As comemorações tiveram início às 9 horas, com o hasteamento dos Pavilhões Nacional, Paulista e Municipal, respectivamente pelo governador LAUDO NATEL, comandante do II Exército, general HUMBERTO DE SOUZA MELLO e pelo prefeito FIGUEIREDO FERRAZ, junto ao Mausoléu do Soldado Constitucionalista, no IBIRAPUERA, ao som do Hino Nacional executado pela Banda do Exército. Em seguida, o veterano Capelão de 32, padre ELISEU MURARI, oficiou Missa Campal com a participação de todas as autoridades presentes dentre as quais o comandante do VI DISTRITO NAVAL, vice-almirante ROBERTO FERREIRA TEIXEIRA DE FREITAS; o comandante da IV ZONA AÉREA, major-brigadeiro DÉLIO JARDIM DE MATTOS; o vice-governador, ANTÔNIO RODRIGUES FILHO; senador CARVALHO PINTO; deputado SALVADOR JULIANELLI; presidente da Assembleia Legislativa, secretários de Estado e do Município. A leitura bíblica baseou-se no LIVRO DOS MACABEUS (oração aos mortos) tendo o sermão evocado as conquistas e os feitos dos heróis de 32 “marcado pela presença heroica da mulher paulista que à mão esquerda levava o rosário e à mão direita o cacetete”. O governador LAUDO NATEL fez entrega das medalhas “Governador PEDRO DE TOLEDO” ao general HUMBERTO DE SOUZA MELLO, ao almirante de Esquadra JOSÉ DE CARVALHO JORDÃO, chefe da PM da Marinha, ao major-brigadeiro DÉLIO JARDIM DE MATTOS e, vice-almirante ROBERTO FERREIRA TEIXEIRA DE FREITAS. Outras personalidades foram distinguidas com as medalhas MMDC e diplomas da Sociedade Veteranos de 32-MMDC. Depois teve início o desfile das Forças Armadas. O grupo de Bandeirantes, formado por escoteiros de TERRA-MAR-E-AR abriu o desfile, seguido pelas Bandeiras Históricas do CPOR, acompanhado pela Banda e 2º Batalhão de Guardas do Exército. A Unidade da Marinha de Guerra também desfilou com seus uniformes de gala, em frente ao Monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista. O desfile cívico-militar teve seu ponto alto com a passagem dos que batalharam pelos Aliados Estrangeiros da Última Guerra em vários grupamentos não faltando a presença das mulheres que – pegando em armas ou auxiliando na enfermagem – desfilaram também com os Veteranos de 32. Uma unidade da Aeronáutica antecedeu ao desfile da Polícia Militar, com a corporação da Polícia Feminina e os cães pastores. O encerramento deu-se por volta das 11:30 horas sendo os presentes  convidados para a sessão solene das 21 horas, na sede do CLUBE PIRATININGA, à ALAMEDA BARROS, 376.

O Boletim Comemorativo da POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO, assinado pelo CORONEL PM THEODORO CABETTE, Comandante Geral Interino, publicava:

9 de Julho – aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932

A Revolução Constitucionalista de 1932, foi um dos mais vivos exemplos da história pátria, na luta por um ideal. Derrotados pelas armas os paulistas não tiveram seus ideais sepultos por muito tempo. Os mártires da causa não tombaram em vão porque apenas dois anos após os heroicos sacrifícios, precisamente a 16 de julho de 1934, foi promulgada a Constituição dos Estados Unidos do Brasil, voltando nosso país a reger-se pelos ditames da Magna Carta.

Triunfou o ideal – a bandeira desfraldada, embora vencida no campo de batalha em que galhardamente se portou, viu, breve, reconhecidos os seus desígnios, em defesa dos quais pontificou a nossa querida Polícia Militar. Perdemos na refrega cerca de 194 homens, inclusive nosso ex-Comandante Geral Coronel Júlio Marcondes Salgado. Esse foi o sacrifício exigido pelo dever e podemos, hoje, orgulhosamente afirmar que nossos companheiros o cumpriram como nós o temos cumprido e cumpriremos sempre, por ser a nossa profissão de fé.

Companheiros da Corporação

Reavivemos em nossas memórias as passagens da magnífica epopéia de 32. Regozijemo-nos por descender da brava gente que pautou sua vida pela dedicação à lei e à ordem, oferecendo-a em defesa desses sacrossantos princípios. Imitemo-la para que tenhamos, no presente, a tranqüilidade de consciência decorrente do dever cumprido e para que possam no futuro, os que nos sucederem, orgulhar-se de nosso legado histórico como nós próprios nos orgulhamos dos heróis de 32.     

49 a. do 42º aniversário da REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA  DE 1932, em 9 de julho de 1974, presidido pelo governador de SÃO PAULO, LAUDO NATEL. Presentes o general PAULO CARNEIRO THOMAS ALVES, comandante da 2ª REGIÃO MILITAR, que representou o Comandante do II EXÉRCITO; prefeito MIGUEL COLASSUONNO; deputado SALVADOR JULIANELLI; o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador JOSÉ CARLOS FERREIRA DE OLIVEIRA; o comandante do 6º Distrito Naval, vice-almirante ROBERTO FERREIRA TEIXEIRA DE FREITAS; os secretários estaduais da Casa Civil, HENRI AIDAR; da Casa Militar, Coronel ANTÔNIO NOGUEIRA CÉSAR; do Trabalho, CIRO ALBUQUERQUE; da Educação, PAULO GOMES ROMEO; e da Segurança Pública, Coronel ERASMO DIAS; o comandante da Polícia Militar, Coronel EB FRANCISCO BATISTA TORRES DE MELO; o presidente da Sociedade Veteranos de 32-MMDC, Coronel HELIODORO DA ROCHA MARQUES; o presidente do CONSELHO SUPREMO daquela Sociedade, GERALDO FARIA MARCONDES; o poeta PAULO BOMFIM, que atuou como mestre de cerimônia das comemorações, além de outras autoridades civis, militares e eclesiásticas. PAULO BOMFIM declamou: “Nos campos do Ibirapuera/ A espada de pedra vela/ pelo sonho dos heróis/ Na manhã de evocação/ Em muitos julhos depois/ A voz da terra desfila/ A marcha de 32/ Moços de cabelos brancos/ E capacetes de aço/ Moços de outrora e de agora/ Vivos e mortos da causa/ Repetem com fé e orgulho/ Pelo ideal e pela luz/ Pelo sangue que é verdade/ E sempre tempo de glória/ E sempre 9 de Julho”. A missa campal foi celebrada pelo capelão ELISEU MURARI, veterano de 32, que, em seu sermão, rememorou os antecedentes daquele histórico movimento e, aludindo às causas que o deflagraram, exaltou a participação dos combatentes. Foram condecorados quatro ex-combatentes: HORÁCIO CORREIA PINTO MAGALHÃES, ANTÔNIO TUPINAMBÁ VAMPRÉ, WÁLTER SÓCRATES DO NASCIMENTO e ÂNGELO MARCONI. Desfilaram a banda da Polícia Militar, representantes dos aliados estrangeiros na 2ª Guerra Mundial, a União dos Escoteiros do Brasil e os vários batalhões de ex-combatentes ostentando, cada um, as suas bandeiras de campanha. No desfile militar, viaturas representativas das Forças Armadas e da PMESP, as bandeiras históricas ostentadas por cavaleiros do CPOR, um pelotão de fuzileiros do 6º DISTRITO NAVAL, o pelotão do Centro de Preparação de Oficiais da Reserva, 2º Batalhão de Guardas, unidade da Polícia da Aeronáutica, o 25º Batalhão de Polícia Militar, carros do Corpo de Bombeiros e o Regimento de Cavalaria “NOVE DE JULHO” que encerrou o desfile.

Com a presença do governador do Estado e das mais altas autoridades civis e militares, a Assembleia Legislativa evocou o Movimento Constitucionalista de 32, precedendo a entrega da MEDALHA DA CONSTITUIÇÃO a 63 veteranos daquela epopeia cívica. A primeira medalha foi entregue ao ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, CÂNDIDO MOTA FILHO, que após agradecer a honraria recebida ponderou em sua oração que a “Revolução de 32, apontada como um crime de lesa à Pátria, como uma reação de velhos políticos decaídos ou como fruto de uma irritação nativista, proveio das entranhas de uma sociedade política, obedecendo aos imperativos revolucionários de abarcar o País inteiro, porque sentíamos que o País estava subjugado pelo arbítrio, e desse modo, obedecíamos aos apelos de todas as consciências livres”. Lembrou, que o plenário da Assembléia, onde militara como constituinte em 1934 e como repórter político, era o lugar adequado para a solenidade, por ser a casa de “uma tradição gloriosa de cultura e de dignidade política, donde ecoaram grandes vozes como a de PRUDENTE DE MORAIS, defendendo as três grandes liberdades: a liberdade Nacional, a liberdade Individual e a liberdade Municipal.        

Os jornais relembram também o pequeno herói ALDO CHIORATTO. PAULO BOMFIM escreveu: “Menino Paulista/ - dez anos apenas -/ vivendo a epopeia/ formando uma tropa/ com outros meninos/ Se fosse preciso/ iriam cantando/ lutar por São Paulo!/ E veio dos céus/ dos céus de Campinas/ a ave de fogo/ ferir a cidade/ E ALDO CHIORATTO/ tombou sobre a terra/ que o viu pequenino;/ e o vulto de um sonho/ - dez anos apenas/ marchou entre os anjos/ que em coro bradaram/  - Na vida e na morte,/ na paz e na guerra,/ Menino Paulista,/ Menino da guarda,/ Velai por São Paulo!”

MOEDA PAULISTA

 GUILHERME DE ALMEIDA

Moeda Paulista, feita só de alianças,

Feita do anel com que Nosso Senhor

Uniu na terra duas esperanças,

Feita de tudo o que restou do amor!

Quanto vale essa moeda? – Vale tudo!

Seu ouro eternizava um grande ideal!

E ela traduz o sacrifício mudo

Daquela eternidade de metal.

Ela, que vem das mãos dos que se amaram

Vale este instante, que não tinha fim

Em que dois sonhos juntos se ajoelharam

Quando a Felicidade disse “Sim”;

Vale o que vale a união de duas vidas

Que riram e choraram a uma voz

E simbolicamente desunidas

Vão rolar desgraçadamente sós.

Vale a grande renúncia derradeira

Das mãos que acariciaram maternais,

O menino que vai para a trincheira

E que talvez... talvez não volte mais.

Vale mais do que vale o ouro maciço.

Vale a glória de amar, sorrir, chorar,

Lutar, vencer, morrer – Vale tudo isso

Que moeda alguma poderá comprar!

49 a. da hospitalização do ditador espanhol FRANCISCO FRANCO, de 81 anos, em consequência de flebite na perna direita, no dia 9 de julho de 1974. O estado do caudilho não inspira maiores cuidados, mas o fato serviu para agitar os meios políticos, que temem uma crise naquele País, caso FRANCO venha a falecer. O generalíssimo deveria permanecer em tratamento durante  dez dias. 

49 a. da internação do menor DARIO MANEQUINI, que sofre de leucemia e cujo pai não permitia a transfusão sanguínea por convicção religiosa, na Clínica Pediátrica do Hospital das Clínicas, em 9 de julho de 1974. O garoto encontrava-se em CAMPINAS, num vilarejo, onde seus pais procuravam escondê-lo. Apreendido pelo Juizado de Menores, foi prontamente levado para o Hospital das Clínicas.

48 a. das solenidades organizadas pela Sociedade Veteranos de 32-MMDC, em 9 de julho de 1975. O inicio foi às 9 horas com o hasteamento dos pavilhões nacional, estadual e municipal, respectivamente pelo comandante do 4º Comando Aéreo Regional, MAJOR-BRIGADEIRO ROBERTO AUGUSTO CARRÃO DE ANDRADE, Governador PAULO EGYDIO MARTINS e Prefeito OLAVO SETÚBAL, ao som do Hino Nacional, no IBIRAPUERA. Além deles, estiveram presentes o ex-prefeito MIGUEL COLASSUONO, o ex-governador LAUDO NATEL, o TENENTE-CORONEL EDUARDO LUÍS PIRAGIBE FERREIRA, representando o Comandante do II Exército, o vice-almirante ROBERTO MARIO MONERAT, do 6º Distrito Naval e os secretários de Estado e do município. Após o hasteamento, o governador PAULO EGYDIO e o prefeito OLAVO SETÚBAL depositam flores junto ao mausoléu do Soldado Constitucionalista, sob as inscrições “MMDC – VIVERAM POUCO PARA MORRER BEM; MORRERAM JOVENS PARA VIVER SEMPRE”.

O PADRE ELISEU MURARI, capelão de 32, celebrou uma missa campal, em homenagem aos mortos da Revolução. Foram também lembrados os veteranos e as viúvas que, nos palanques, exibiam as medalhas dos esposos mortos e portavam seus velhos capacetes.  A Banda de Música abriu os desfiles, com a Canção dos Expedicionários, de autoria de GUILHERME DE ALMEIDA e música do maestro SPÁRTACO ROSSI. O desfile cívico-militar, no IBIRAPUERA, durou mais de uma hora e contou com a participação de aproximadamente 5 mil pessoas. Desfilaram primeiro os Escoteiros de São Paulo, empunhando dezenas de bandeiras nacionais e, a seguir, os pavilhões de todos os Estados. ALAYDE BORBA, uma das mulheres que mais participou do Movimento Constitucionalista, dirigiu o desfile das senhoras que atuaram na retaguarda de 32, por meio da LIGA DAS SENHORAS CATÓLICAS e da UNIÃO FEMININA PAULISTA. Ela ainda é o símbolo da mulher na Revolução: “o retorno de PEDRO DE TOLEDO do exílio poderia causar sérios distúrbios nas ruas de São Paulo e ALAYDE, que dirigia a comissão encarregada de recebê-lo admitia esta ameaça. Foi então que ela decidiu procurar o GENERAL DAUTO FILHO, no QG na rua Conselheiro Crispiniano, e garantiu ao general que a recepção a PEDRO DE TOLEDO e a JÚLIO MESQUITA FILHO transcorreria em ordem, não sendo necessária a presença das tropas militares nas ruas. O general concordou e a multidão pôde recepcionar seus líderes exilados”, relembra um veterano de 32.  

46 a. Desfile cívico pelas ruas centrais de SOROCABA, com uma viatura do Corpo de Bombeiros conduzindo os ex-combatentes sorocabanos, ladeados pelo Regimento de Cavalaria do 7º BPMI, viaturas policiais e motocicletas, além da banda do 7º BPMI, em 9 de julho de 1977. Às 9 horas, após o desfile, na Praça CORONEL FERNANDO PRESTES, o “toque de reunir” dá início às solenidades comemorativas do 45º Aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932. O CORONEL FÉLIX ESTEVES JÚNIOR, Chefe do 14º CSM, ao som do Hino Nacional, hasteia a Bandeira Nacional; o CORONEL PM CLODOMIRO JOSÉ PASCHOAL, Comandante do CPA/I-7, ao som do Hino da Polícia Militar, hasteia a bandeira paulista; o prefeito de SOROCABA, JOSÉ THEODORO MENDES, ao som do Hino do município, hasteia a bandeira sorocabana. Prosseguindo, o TENENTE-CORONEL PM PLÍNIO CARLOS DE MELLO, Comandante do 7º BPMI e o vereador EDWARD FRU FRU MARCIANO DA SILVA entregam uma coroa de flores que é posteriormente levada para o Monumento do Soldado Constitucionalista. Ainda se houve o “toque de silêncio”, a salva de 21 tiros com ruflar de tambores e execução da Marcha Fúnebre, de CHOPIN, pela banda do 7º BPMI.

JORGE MANCINI, presidente fundador da Associação dos Ex-Combatentes de São Paulo discursa e faz a chamada simbólica dos voluntários de SOROCABA. Também falam o prefeito JOSÉ THEODORO MENDES e o presidente da Associação dos Veteranos de 32, OSWALDO EUZÉBIO DE CAMARGO BARROS. É aberta no SOROCABA CLUBE a exposição das peças da Revolução Constitucionalista, pertencentes a JORGE MANCINI, bem como recortes de jornais, documentos da época, bandeiras, fotografias, estandartes, escudos, uniformes, capacetes, selos, cartões do correio militar, bônus rotativo, diplomas das doações “ouro para o bem de São Paulo”, quadros demonstrativos, balas de canhões, etc. Segundo JORGE MANCINI, esse trabalho é realizado por ele numa promoção da Associação dos Ex-Combatentes de São Paulo, sem qualquer remuneração ou auxílio oficial ou particular, “apenas para manter viva uma das páginas mais gloriosas da história do povo paulista”.    

45 a. das anotações em 9 de julho de 1978. Término do 28º TOMO de minhas memórias. Leitura de DOM CASMURRO, de MACHADO DE ASSIS.

Visita ao MUSEU. LUCINDA quer construir mais um cômodo no terreno. Visitamos dona ESMERALDA, mãe da LUCINDA.

JOÃO GOMES – sua situação atual – está adoentado. Não saiu ainda a publicação de seu realistamento na PMESP.

TERMINO a leitura de DOM CASMURRO. Começo CONTRA TUDO E CONTRA TODOS, de AMEDÉE ACHARD (primeiro volume);

Programa das solenidades comemorativas do 46º Aniversário do Movimento Constitucionalista de 1932.

45 a. da inauguração do TREVO DE 32, uma homenagem à REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932, em SÃO PAULO. O complexo viário que interliga a MARGINAL PINHEIROS, a MARGINAL TIETÊ e a rodovia CASTELLO BRANCO, inaugurado em 9 de julho de 1978, ganhou o apelido de “CEBOLÃO” e o povo desconhece o verdadeiro nome do complexo. 

44 a. transf. reserva :Cel. JOÃO BATISTA DE ASSIS PEREIRA, Cel. WALTER CAVALCANTE DE BARROS, Ten.Cel. AMADO DO NASCIMENTO, Ten.Cel. OCTÁVIO FRANCO DE LIMA e Ten.Cel. SALVADOR SCAFÓGLIO, em 9 de julho de 1979. Outras anotações nesta data: estou encerrando o 29º tomo de minhas memórias. O CORONEL PM RIGONATTO e o TENENTE-CORONEL PM BELICKAS estão dispensados nesta segunda-feira. Responde pelo Comando o MAJOR PM MOACYR DE SIQUEIRA.

Vou ao Clube dos Oficiais pagar o consórcio de automóveis. O TENENTE-CORONEL PM GASPARINI está no 1º BPChq onde começa uma inspeção do IGPM/4 ao choque.

O carro que me serve começa a funcionar na base de álcool.

Os 47 anos da Revolução Constitucionalista são comemorados condignamente neste 9 de Julho. Assisto pela TV as cerimônias no IBIRAPUERA.

O Velho Caminho do Mar é reinaugurado pelo Governador MALUF.

O SKYLAB cairá entre 10 e 12 de julho.

Morte do compositor SÉRGIO BITTENCOURT, aos 38 anos de idade, vítima de um infarto. Era filho de JACOB DO BANDOLIM.

Apresentação do recruta SANTIAGO CARRASCO, assassino do jornalista BILL STEWART. 

43 a. dos acontecimentos em 9 de julho de 1980. ENCERRAMENTO DO 30º TOMO. Completo o trigésimo ano de minhas memórias. Não há expediente na PMESP. Comemoração do 48º aniversário da Revolução Constitucionaliesta.  Pelo rádio, fico sabendo da morte de VINÍCIUS DE MORAES.

O PAPA JOÃO PAULO II chega em FORTALEZA.

Às 13 horas, vamos buscar a GISLEIDE na casa da avenida QUATRO BARRAS. O PM JOAO GOMES está de serviço na guarda do DOI-CODI.

LUCINDA resolve ir ao MORITA a fim de comprar presentes: casamento da IVETE (um faqueiro); aniversário da MARIZETE (uma calça).

Levamos o presente da IVTE à residência de dona DEOLINDA, irmã da LUCINDA. Ali, com o SÉRGIO, assisto parte da missa que o PAPA está rezando em FORTALEZA. Jantamos na residência de dona DEOLINDA, com sua família. Vamos ver a casa onde irá morar o casal LUÍS X IVETE. ALAMEDA AMÉLIA, em GOPOÚVA.

GISLEIDE dorme em casa nesta noite. Assisto o JORNAL DA TARDE.

Continuo a ler o romance de ARISTIDES ÁVILA – JUDAS.

Assisto CORINTHIANS 0 X PORTUGUESA 0.    

43 a. falece VINÍCIUS DE MORAES, escritor e diplomata brasileiro, em 9 de julho de 1980.  Nasceu em 19 de outubro de 1913, no RIO DE JANEIRO. Foram publicadas três biografias dele: O POETA DA PAIXÃO, de JOSÉ CASTELLO; VINICIUS SEM PONTO FINAL, de JOÃO CARLOS PECCI; e um livro compacto, editado como brinde de uma construtora, escrito por PAULO MENDES CAMPOS, nos anos 80. A Companhia de Letras lançou QUERIDO POETA, coletânea de sua correspondência organizada pelo escritor RUY CASTRO – uma obra definitiva sobre o VINICIUS íntimo dos amigos, mulheres e parentes. VINICIUS DE MORAES morreu no dia 9 de julho de 1980. O seu grande pique autoral como compositor popular se deu a partir de 1956, quando pôs letra em várias melodias de TOM JOBIM, inclusive a antológica SE TODOS FOSSEM IGUAIS A VOCÊ. Depois veio a bossa nova e daí para a frente a história é muito conhecida. O que pouca gente sabe é que VINICIUS, além de letrista, foi um melodista bissexto admirável. Criou sozinho a SERENATA DO ADEUS que o mestre BADEN POWELL, seu parceiro em tantas outras peças, considerava uma obra-prima. Na novela das oito, da GLOBO, MULHERES APAIXONADAS, teve como abertura sonora, PELA LUZ DOS OLHOS TEUS, que muitos pensam ser de TOM JOBIM. É de VINICIUS DE MORAES, letra e música.      

41 a. um avião BOEING explode em NOVA ORLEANS (EUA), deixando 144 mortos, em 9 de julho de 1982.

40 a. do 51º Aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932, em 9 de julho de 1983. No IBIRAPUERA, defronte o Monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista de 1932: 10 horas – Recepção das Autoridades; Oração do Acadêmico PAULO BOMFIM; Deposição de coras de flores pelos Excelentíssimos Senhores Governador do Estado, Prefeito Municipal e Presidente da Sociedade Veteranos de 32-MMDC junto ao Herói Jacente na cripta do Monumento; Desfile Cívico-Militar: Grupamento Civil – integrado pelo Exército Constitucionalista, FEB e Ex-Combatentes Aliados, sob o Comando do CORONEL R/1 MONSENHOR JOÃO PHEENEY DE CAMARGO E SILVA; Grupamento Militar – integrado pela Polícia Militar do Estado de São Paulo.

21:00 horas – Sessão Solene alusiva à data, promovida pelo co-irmão CLUBE PIRATININGA, em sua sede social à ALAMEDA BARROS, 376 – SANTA CECÍLIA – e concerto pela Banda Sinfônica da Polícia Militar de São Paulo.

  40 a. falece o cantor BIENVENIDO GRANDA, em 9 de julho de 1983.

  39 a. ministros de Defesa da ALEMANHA, FRANÇA, GRÃ-BRETANHA, ITÁLIA e ESPANHA assinam em MADRI um acordo para a fabricação de um avião de combate europeu, em 9 de julho de 1984.

  38 a. falece o Cel. PAULO CAMARGO FILHO, em 9 de julho de 1985.

  36 a. inauguração da “PASSARELA DO PIQUES”, em 9 de julho de 1987. Outras anotações nesta data: em 9 de julho de 1950, com 13 anos de idade, comecei a escrever minhas memórias. Hoje encerramos o 37º tomo. Teremos uma data cheia com as obrigações cívicas do CAES com relação ao DIA DA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA, além da parte formal de estudos.

Por coincidência, em 1985 (há dois anos), falecia o então Comandante do CAES – CORONEL PM PAULO CAMARGO FILHO.

No CAES, das 9 horas às 12:30 horas uma grande preocupação com o Sistema 18 LOSA, complicadíssimo para mim. Há muito tempo não ouço falar desse tipo de sistema, hoje completamente mudado.

O 3º BPChq foi desfilar, hoje cedo, no IBIRAPUERA.

LUCINDA vai à casa de sua irmã ESMERALDA. O PM BATISTA leva-a. Mais uma vez ela se preocupa com uma possível operação da bexiga, mais ou menos como já aconteceu em 1983 e que deixou para mais tarde porque o PAULO CÉSAR era muito pequeno. No entanto, o menino não desgruda da avó, embora tenha sete anos. Ela não quer fazer a operação na CRUZ AZUL. Em hospital particular fica em vinte mil cruzados, por enquanto.

Na tarde procuro oficiais que entendem da área de informática. Entre eles os TENENTES CIDO e LÚCIO.

Vamos buscar LUCINDA e PAULO CÉSAR na casa de dona ESMERALDA. LUCINDA fala a respeito da consulta que fez com a médica SÔNIA REGINA ALLEGRETTI.

Fica mais fácil comprar carros. O prazo que era de 24 meses é esticado para 40. Outros bens duráveis, como televisores, geladeiras, videocassetes, pode ter grupos de até 25 meses.

Na remoção dos escombros do prédio da CESP é encontrado o corpo do vigia WÁGNER PETINARI, desaparecido desde a noite do incêndio, em 21 de junho.

COPA AMERICA – semifinal: URUGUAI 1 x ARGENTINA 0.   

  35 a. das seguintes anotações em 9 de julho de 1988 (sábado): “Encerro hoje o 38º tomo de minhas memórias. No longínquo 9 de julho de 1950, comecei a escrever meu diário. Hoje, aos 51 anos de idade, Coronel da PM, Comandante da ÁREA CENTRO, com mais de 30 anos de serviço na Polícia Militar do Estado de SÃO PAULO, relembro essa data já tão distante e, ao mesmo tempo, tão viva na minha memória. Amanhã, começarei a escrever o meu 39º tomo de memórias. Vou ao IBIRAPUERA, no Monumento-Mausoléu do Soldado Constitucionalista. Ali, em companhia de muita gente assisto a programação constante do Convite da Sociedade Veteranos de 32-MMDC. O Governador ORESTES QUÉRCIA preside a solenidade. Presença do GENERAL DE EXÉRCITO CORREIA NETO, Comandante do EXÉRCITO SUDESTE, Dr LUIZ ANTÔNIO FLEURY FILHO, secretário da Segurança Pública. CORONEL PM CORREIA LEITE, COMANDANTE GERAL DA PMESP e muitos oficiais da PM: CORONEL SCHMIDT, CORONEL UBIRATAN, CORONEL TEIXEIRA, CORONEL MEDEIROS, TENENTE-CORONEL ALTINO, TENENTE-CORONEL PORT, TENENTE-CORONEL SEVERINO, TENENTE-CORONEL CLERC, TENENTE-CORONEL LORENCINI, TENENTE-CORONEL SALLES JÚNIOR e outros. O CORONEL AMÉRICO comanda o GRUPAMENTO MILITAR. O TENENTE-CORONEL GANDOLFI é o comandante das tropas a pé. MONSENHOR JOÃO PHEENEY DE CAMARGO E SILVA, Presidente da Sociedade Veteranos de 32-MMDC, tem dificuldades para se locomover. Ele está com 80 anos de idade. A multidão vibra com o desfile dos veteranos, quase todos com uma idade já bem avançada, entre 70 e 80 anos. Deixo o IBIRAPUERA quase ao meio-dia. Em casa, o Sr. JOSÉ e o JOÃO RICARDO estão construindo as prateleiras no quartinho da biblioteca. LUCINDA vai à casa da MARLENE. Sua filha prepara-se para o casamento de uma sua colega com um sargento da PM. Acabo de ler o romance HOLOCAUSTO. WÁLTER BODINI, Secretário de Vias Públicas, representou o Prefeito JÂNIO QUADROS na inauguração da “PASSARELA DO PIQUES” que permite o acesso de pedestres à PRAÇA DAS BANDEIRAS, sobre as avenidas 23 de maio e 9 de julho”.

35 a. da Transmissão de Comando do Exército Constitucionalista pelo veterano JOSÉ BENEDICTO SILVEIRA PEIXOTO ao veterano CORONEL NELSON DE PAULA CAMPOS, em 9 de julho de 1988. Tomam posse os novos dirigentes da Sociedade Veteranos de 32-MMDC, que irão cuidar do MMDC no triênio 09-07-1988/09-07-1991.

CONSELHO SUPREMO:

Presidente - Cel PM Res HELIODORO TENÓRIO DA ROCHA MARQUES

Vice – Presidente - Dr JOSÉ BENEDITO SILVEIRA PEIXOTO

Secretário – Cel PM Res RAIMUNDO ARY DE MENEZES

DIRETORIA EXECUTIVA:

Presidente: Cel R/1 – MONSENHOR JOÃO PHEENEY DE CAMARGO E SILVA

Vice- Presidente – Cel PM Res FRANCISCO ANTONIO BIANCO JÚNIOR

1º Secretário – Prof. GERALDO PIRES DE OLIVEIRA

2º Secretário – Dr LUIZ FRANCISCO GUARINON

1º Tesoureiro – Sr FRANCISCO CALDEIRA BELLEGARDE FILHO

2º Tesoureiro – Dr WALTER FERREIRA MARTINS DE CARVALHO

Diretor de Cerimonial – Cel PM Res RAIMUNDO ARY DE MENEZES

Diretor de Comunicações Sociais – Dr JOSÉ BENEDICTO SILVEIRA PEIXOTO

Diretor do Museu Histórico e Biblioteca – Sr SEVERINO DOS SANTOS

Diretor do Monumento-Mausoléu do Soldado Constitucionalista – Sr GERALDO FARIA MARCONDES

Diretor da Sede – Sr MANOEL DIAS DE OLIVEIRA

Capelão da Cripta do Mausoléu – Cel R/1 – Mons. JOÃO PHEENEY DE CAMARGO E SILVA

CONSELHO FISCAL:

Desembargador ANTONIO CARLOS ALVES BRAGA

Sr. THEOBALDO DE FREITAS LEITÃO

Dr. MAX BASILE

Sr. PAULO BASTOS

Ten Cel PM Res NELSON DE PAULA CAMPOS

COMISSÃO DE SINDICANCIA

Sr. JOSÉ LEANDRO DE BARROS PIMENTEL

Dr BENEDITO LANG

Ten Cel PM Res ANTONIO FERNÁNDEZ

Sr MANOEL DIAS DE OLIVEIRA

Prof. GERALDO PIRES DE OLIVEIRA

34 a. do desastre que vitimou o ex-jogador de futebol corinthiano  SÉRGIO GIL, em 9 de julho de 1989.

33 a. de SÃO PAULO JÁ, da rede GLOBO. A primeira edição desse programa foi ao ar em 9 de julho de 1990.

33 a. falecem: a princesinha do samba MARÍLIA BATISTA e o ex-jogador de futebol FAUSTINO, em 9 de julho de 1990.

32 a. do envenenamento do LELO, cachorro de estimação da MARLENE, em 9 de julho de 1991.

32 a. falec. ex- Ministro ALFREDO BUZAID, em 9 de julho de 1991.

30 a. da nomeação do CORONEL Res. WILSON ROMÃO para a DIRETORIA DA POLÍCIA FEDERAL, em 9 de julho de 1993. 

30 a. da operação de busca na mansão do empresário PAULO CÉSAR FARIAS, em MACEIÓ. Surpresos com a chegada dos policiais, seguranças de PC esboçaram uma reação, mas foram intimidados pelos federais. “Sai da frente, vocês não mandam mais aqui”, gritou um agente, afastando um empregado que tentou impedir a entrada na casa. Os policiais passaram quase cinco horas na casa de PC e apreenderam armas, aparelhos de radioamador, mensagens de telex e três chapas frias de automóveis, em 9 de julho de 1993. 

29 a. KIM JONG II, filho do falecido presidente KIM IL-SUNG, se proclama o novo chefe de Estado da CORÉIA DO NORTE, em 9 de julho de 1994.

28 a. de BRASIL 3 x HOLANDA 2 nas quartas–de -final da COPA DO MUNDO 1994, nos EUA. Em uma disputa dramática, a seleção brasileira venceu a HOLANDA. A equipe comandada pelo técnico CARLOS ALBERTO PARREIRA vencia por 2 a 0, cedeu empate ao time holandês, mas conseguiu garantir a vaga nas semifinais do campeonato com gol de falta de BRANCO. Cerca de 40 mil pessoas juntaram-se próximo ao telão montado no ANHANGABAÚ e fizeram o vale explodir de alegria quando soou o apito final do costa-riquenho RODRIGO BATILLA. Esse jogo aconteceu em 9 de julho de 1994.

28 a. falece ELPÍDIO REALE, ex-Secretário da Segurança Pública do Estado de SÃO PAULO, em 9 de julho de 1995.     

27 a. falece o Cel. Ref. CYRÊNIO LEITE PENTEADO, em 9 de julho de 1996.

27 a. histórica visita do presidente sul-africano, NELSON MANDELA, ao REINO UNIDO, em 9 de julho de 1996. A rainha ELISABETH II o chama MANDELA de “SALVADOR DA ÁFRICA DO SUL”.

27 a. da passagem de Comando do Exército Constitucionalista, do Veterano de 32 GERALDO PIRES DE OLIVEIRA para o veterano SEVERINO DOS SANTOS (falecido em 24 de setembro de 1998), no dia 9 de julho de 1996. Em 2001, por determinação descabida do presidente da Sociedade Veteranos de 32-MMDC, Cel. Carlos Augusto de Mello Araújo, o Sr. PIRES assumiria pela segunda vez esse cargo. Tinha sido escolhido por mim o CAPITÃO DO EXÉRCITO BRASILEIRO R/R, GINO STRUFFALDI, que o Cel. MELLO ARAÚJO achou de vetar pelo fato do mesmo ser maçom. O abuso de autoridade foi latente nesse episódio triste para o MMDC. A falha do prepotente oficial, CORONEL MELO ARAÚJO, somente foi corrigida em 2002 quando o CAPITÃO EB R/R GINO STRUFFALDI assumiu o comando do Exército Constitucionalista em 9 de julho daquele ano. No dia 7 de julho de 2005, quando a Sociedade Veteranos de 32-MMDC completou 51 anos de existência, aquele ex-combatente que foi rejeitado pelo polêmico CORONEL PM Res MELO ARAÚJO, passou a ser o PRESIDENTE DA DIRETORIA EXECUTIVA da Sociedade Veteranos de 32-MMDC, demonstrando o quanto estava equivocado o infeliz coronel. No primeiro ano de sua presidência, GINO STRUFFALDI demonstrou alto tirocínio, sanou as finanças e expandiu a Sociedade Veteranos de 32-MMDC, com organizações de novos núcleos: BOTUCATU, ITAPEVA, GUARULHOS, ARARAQUARA, GUARULHOS, SÃO MIGUEL PAULISTA, além dos já existentes núcleos de SÃO JOSÉ DO RIO PRETO, de JAÚ e da LAPA. 

26 a. fim em MADRI da maior reunião da história da OTAN, com a assinatura de um tratado com a UCRÂNIA e o acordo de integração na Aliança da POLÔNIA, HUNGRIA e a REPÚBLICA TCHECA, em 9 de julho de 1997.

26 a. da entrevista na TV GAZETA, sobre o MMDC, no programa  “MULHERES”, da YONE BORGES, no dia 9 de julho de 1997.   

26 a. da solenidade de entrega do COMANDO DO EXÉRCITO CONSTITUCIONALISTA pelo veterano SEVERINO DOS SANTOS para o veterano PAULINO DELFINO NOGUEIRA (falecido em 7 de junho de 2003). Esse ato aconteceu em 9 de julho de 1997. Outras anotações nesta data: na madrugada, por causa da queda de um cabo da rede elétrica, passageiros depredaram a Estação PIRITUBA, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos. Saio de casa às 6 horas, indo de carro para o IBIRAPUERA. Assim, defronte o Monumento Mausoléu começo a enfrentar os primeiros problemas que antecedem a Solenidade do 65º Aniversário do Movimento Constitucionalista de 32: puseram cola no cadeado que prende a corrente que impede o acesso ao estacionamento 2 onde ficarão os carros das autoridades. Temos que mandar quebrar a corrente. Depois, a carretilha superior do mastro onde será hasteada a bandeira nacional está presa. Somos obrigados a chamar os bombeiros para consertar isso. O MAJOR PM MENDONÇA, encarregado do hasteamento das bandeiras está bastante preocupado. Observamos que o IBIRAPUERA recebe um público superior, três vezes mais, do que o ano passado. Por ser feriado nacional, a multidão comparece para assistir a festa. Vamos encontrando os conhecidos, as equipes de reportagem, parentes dos veteranos, pessoas que serão agraciadas com as Medalhas da Sociedade Veteranos de 32, enfim, os minutos passam rapidamente. O CORONEL ARY CANAVÓ consegue trazer dona JACYRA BRAGA DE OLIVEIRA, trineta de TIRADENTES. Mantenho contato com os Coronéis MASCARENHAS (coordenador geral do evento), TURESSI, OLDECIR, GUIMARÃES, SUZANO, LUÍS LUCAS, VITÓRIA, LEMES, ANTÔNIO CHIARI, PAULO CÉZAR NEVES, LELCES, HYPÓLITO, ZIMERMANN, WANDERLEY SILVA, SERAU, CARLOS ALBERTO DE CAMARGO, além de tenentes-coronéis, majores, capitães e tenentes presentes. Destaco aqui o empenho do CABO PM RICARDO, quanto aos problemas do Monumento Mausoléu e da CAPITÃO PM SUZUKI na organização da apresentação dos veteranos para a passagem do Comando do Exército Constitucionalista, que inicia a solenidade, após o hasteamento das bandeiras. A festa, este ano, atraiu um público maior, cerca de 6 mil pessoas, segundo estimativa da Guarda Civil Metropolitana. ADOLFO CILENTO NETO se expressou da seguinte maneira: “As pessoas estão mais interessadas em uma parte importante da história.”

Recebem a Medalha CONSTITUCIONALISTA: GENERAL-DE-EXÉRCITO JOUBERT DE OLIVEIRA BRÍZIDA, Comandante do Exército Sudeste; GENERAL-DE-DIVISÃO NELSON BORGES MOLINARI, Comandante da 2ª Divisão de Exército; TENENTE-BRIGADEIRO-DO-AR CLÓVIS PAVAN. GENERAL-DE-BRIGADA RUBENS RESSTELL; CORONEL ERASMO DIAS, deputado estadual; GILBERTO KASSAB, Secretário do Planejamento da Prefeitura; WALTER FELDMAN, Chefe da Casa Civil do Governador; GUILHERME GIANETTI (autor da lei que transformou o 9 de Julho em feriado oficial do Estado), Deputado Estadual; GUILHERME DE OLIVEIRA FIGUEIREDO (homenagem póstuma).

MEDALHA MMDC: GENERAL-DE-DIVISÃO ARBY ILGO RECH, Comandante da 2ª Região Militar; CORONEL ELIASAR DE OLIVEIRA ALMEIDA, Chefe da 5ª Seção do Estado Maior do Comando Sudeste; CAPITÃO-DE-CORVETA RAFAEL LOPES DE MATOS, Comandante da Capitania dos Portos do Estado do RIO GRANDE DO SUL; CORONEL P Fem VITÓRIA BRASÍLIA DE SOUZA LIMA, Comandante da Polícia Feminina; CORONEL PM LUIS LUCAS; CORONEL PM GERALDO DE MENEZES GOMES, Presidente do Clube dos Oficiais da PMESP; Professor LUIZ GONZAGA DE FREITAS, vice-reitor do Colégio SÃO BENTO; AURORA ALVAREZ MACORIM CHADDAD, veterana do Movimento Constitucionalista; JOSÉ PAULO VIRGÍNIO, filho do veterano PAULO VIRGÍNIO; VALDEMAR BITTENCOURT DE CARVALHO, veterano do Movimento Constitucionalista; Professor Padre ANTÔNIO SÉRGIO PALOMBO DE MAGALHÃES, Presidente da Cruz Vermelha de MINAS GERAIS.

MEDALHA GOVERNADOR PEDRO DE TOLEDO: TENENTE PM ALEKSANDER TOALDO LACERDA, oficial do 1º BPChoque “TOBIAS DE AGUIAR”; Senhora YONE QUARTIM, Escritora do livro “MACKENZIE NA REVOLUÇÃO DE 32”; Doutora MARIA AUGUSTA TIBIRIÇÁ MIRANDA, escritora do livro “ALICE TIBIRIÇÁ: LUTAS E IDEAIS; Senhora ODETTE COPPOS, escritora “A REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 32”; MIGUEL REALE; MARIA ISABEL BARROSO DE ALMEIDA (neta de GUILHERME DE ALMEIDA), SAURO JOSE BARTOLOMEI, Chefe do Grupo Escoteiro “9 de Julho”; CLEBER GILBERTO DE ARAÚJO JUNIOR, Presidente do CLUBE PIRATININGA; Doutor ANTÔNIO PENTEADO MENDONÇA, articulista do JORNAL DA TARDE; MAJOR PM ANTÔNIO CARLOS BIAGIONI, da Seção de Comunicação Social da PMESP.     

25 a. CARLOS SAÚL MENEM, governador da província de LA RIOJA, é designado candidato peronista à presidência da República Argentina, em 9 de julho de 1998.

24 a. da passagem do Comando do EXÉRCITO CONSTITUCIONALISTA: VETERANO PAULINO DELFINO NOGUEIRA (falecido em 7 de junho de 2003) para o veterano CORONEL DO EXÉRCITO BRASILEIRO ATILIANO MARTINS CORRÊA (também já falecido). Em 9 de julho de 1998. Outras anotações nesta data: chove durante toda a madrugada. Apesar do tempo frio, antes das 7 horas chega em casa o CORONEL PM ANTÔNIO CARLOS MENDES que, num gesto elegante e amigo, comprometeu-se ontem de me levar ao IBIRAPUERA, dado o meu estado de saúde. Acontece que, lamentavelmente, talvez o MENDES esteja pior de saúde do que eu. Está com duas costelas trincadas e tem dificuldade para dirigir. Com denodo, muito interesse pelas coisas do MMDC, o MENDES chega comigo ao IBIRAPUERA antes das 8 horas. Vamos encontrando muita gente conhecida e que, para relatar neste diário, ocuparia várias páginas. Com a chegada do Comandante Geral, CORONEL PM CARLOS ALBERTO DE CAMARGO – e seu Sub Cmt CORONEL PM JOSÉ CARLOS BONONI – começa a solenidade com o hasteamento das Bandeiras. CORONEL PM RENALDO, CORONEL PM VERARDINO, CORONEL PM ARY RAPOSO DE FARIA, CORONEL PM ROBERTO LEMES DA SILVA, CORONEL PM ANTÔNIO CHIARI, CORONEL PM ADMIR BENTO, CORONEL PM LELCES, CORONEL PM HYPÓLITO, CORONEL PM ZIMMERMANN, CORONEL PM VALDIR SUZANO, CORONEL PM TURESSI, CORONEL PM GERSON, CORONEL PM AZEVEDO, CORONEL PM PAULO RÉGIS SALGADO, CORONEL PM CARCHEDI, CORONEL PM TOSTA, CORONEL PM JOSÉ VASCONCELLOS FILHO e outros oficiais comparecem em massa neste 9 de Julho, demonstrando uma Polícia Militar coesa e altamente identificada com o Movimento Constitucionalista de 1932. O povo que aflui ao IBIRAPUERA, apesar do chuvisqueiro, e numeroso. Os veteranos e seus parentes, os agraciados com as Medalhas MMDC, CONSTITUCIONALISTA e PEDRO DE TOLEDO engrossam o número dos presentes.

O veterano PAULINO DELFINO NOGUEIRA entrega o Comando do Exército Constitucionalista ao CORONEL EB Reformado ATILIANO MARTINS CORREIA. Os restos mortais de oito veteranos são conduzidos por cadetes até a frente do palanque principal. Homenageados os heróis falecidos, as urnas são conduzidas para o interior do mausoléu. Chega o governador em exercício, GERALDO ALCKMIN. Procede-se a entrega das Medalhas. ALCKMIN faz uso da palavra após as condecorações e a transmissão simultânea dos capacetes: o veterano de 32 para o seu descendente. Um magnífico desfile cívico militar vai coroar a Solenidade. Conversamos com muitos conhecidos e, aos poucos, o local da festa vai ficando vazio. Apesar de estar sofrendo por causa das duas costelas quebradas, o MENDES leva-me para almoçar num restaurante da LIBERDADE. Em seguida, às 13 horas, estamos na Assembleia Legislativa. Ali, o MENDES “mata” as saudades dos dois anos e alguns meses que trabalhou na Assistência Militar. Conversamos com os oficiais da atual Assistência Militar. Encontramos muitos amigos na Assembleia: Deputado ERASMO DIAS, ISRAEL DIAS NOVAES, conselheiro WALLACE, do Tribunal de Contas, conselheiro EDUARDO BITTENCOURT e seu pai; PAULINO DELFINO NOGUEIRA, CORONEL ARY CANAVÓ (de capacete e lenço branco, uma figura ridícula porque tenta personificar o que não foi). A sessão solene na Assembleia é dedicada ao 9 de Julho. São agraciados vários veteranos com a Medalha da CONSTITUIÇÃO. Também recebo essa honraria, embora não me julgue merecedor de tal prêmio. O MENDES é surpreendido quando chamam meu nome porque eu nada dissera a ele. O CORONEL PM ROBERTO MENDES DA SILVA, o CORONEL ARY CANAVÓ e muitos outros também são agraciados com a Medalha.

Passam das 16 horas quando, embaixo de chuva, deixamos a Assembleia. Os dois estropiados, o MENDES e eu, retornamos para GUARULHOS. Meu colega de turma traz-me até em casa. Demonstrou ele muita gentileza em dar o amparo necessário para mim. Se não fosse o MENDES, eu não iria ao IBIRAPUERA nesta data, tal o estado lastimável em que me encontro.

Descanso. Às 22:30 horas o CANAL 21 apresenta um delicioso documentário sobre as Comemorações do 9 de Julho de 1954, como parte das comemorações do QUARTO CENTENÁRIO DE SÃO PAULO. O Movimento Constitucionalista naquele 1954 foi comemorado com todas as pompas possíveis. Foram três dias de comemorações (9,10 e 11) com atos cívicos e religiosos, a tão falada “chuva de prata” na noite de 10 de julho, esportes, números de circo, desfile de fanfarras e, no dia 11 de julho, com a queima de fogos que eletrizou o VALE DO ANHANGABAÚ. O corneteiro ELIAS dá o seu depoimento sobre esse acontecimento. O ex-combatente ENÉAS MACHADO DE ASSIS, grande nome do rádio brasileiro. MÁRIO ZAN, INEZITA BARROSO, MORGANA, o atleta VALDEMAR FERREIRA DA SILVA, PARREIRINHA e outras pessoas relembram essas comemorações de 1954.

Dessa maneira vou encerrando o 48º ano de minhas memórias. Lembro que foi no 9 de julho de 1950 que comecei a escrever meu diário. Numa feliz coincidência, o 9 de Julho passou a significar muito para mim desde que me tornei Secretário da Sociedade Veteranos de 32-MMDC. Encerro o 48º Tomo com um especial agradecimento ao CORONEL PM ANTÔNIO CARLOS MENDES que, com duas costelas trincadas, conduziu-me ao IBIRAPUERA, de uma forma cavalheiresca. Apesar de ter que acompanhar o GRÃO-MESTRE da maçonaria do BRASIL – Desembargador MURILO, agraciado com a MEDALHA CONSTITUCIONALISTA e o Doutor ROMEU BONINI, que recebeu a PEDRO DE TOLEDO, o MENDES sempre quis que eu permanecesse ao seu lado.

A atual cúpula da Polícia Militar cumpriu de forma brilhante o seu papel neste 9 de julho. Negativa é a interferência do CORONEL ARY CANAVÓ querendo conduzir a solenidade para o tal sentimento nativista. Chegou a misturar o Movimento de 32 com o nazismo da 2ª Guerra Mundial, coisas que não têm a mínima relação histórica. Essa “salada” do CORONEL CANAVÓ valeu-lhe críticas exacerbadas por parte de muitos oficiais que presenciaram esses pronunciamentos esdrúxulos.   

24 a. da posse do Sr. GERALDO FARIA MARCONDES na presidência da Sociedade Veteranos de 32-MMDC (9 de julho de 1999); Saia o CEL. EB. R/R ARY CANAVÓ. Em 3 de abril de 2001, o Sr. MARCONDES pediu demissão do cargo e o vice-presidente Cel. Res. CARLOS AUGUSTO DE MELLO ARAÚJO assumiu a presidência. O Cel. Res. MELLO ARAÚJO já anunciava que deixaria de ser presidente depois do NOVE DE JULHO DE 2001 e as eleições para as escolhas dos novos PRESIDENTE e VICE-PRESIDENTE foram  marcadas para 17 de julho de 2001, quando se elegeram para um “mandato tampão” o veterano GERALDO PIRES DE OLIVEIRA (PRESIDENTE) e CORONEL GUIMARÃES (VICE-PRESIDENTE). Eleições em 28 de abril de 2002, numa chapa única, elegeram novamente o Sr. GERALDO FARIA MARCONDES para presidente e o CORONEL PAULO TENÓRIO DA ROCHA MARQUES para vice-presidente. Eles assumiram os cargos em 9 de julho de 2002; posteriormente, por desavenças com o Sr. GERALDO FARIA MARCONDES, o CORONEL PAULO TENÓRIO renunciou à vice-presidência. Por motivo de saúde na pessoa de sua esposa, dona JÚLIA, o Sr. MARCONDES pediu licença da presidência, por tempo indeterminado, em 18 de fevereiro de 2004, assumindo o cargo o vice-presidente CORONEL PM ANTÔNIO CARLOS MENDES. Algum tempo passado o Sr MARCONDES retornou à presidência. Em 2004, ameaçava renunciar novamente, depois do NOVE DE JULHO, criando um vazio tremendo na Sociedade, pois o vice, Cel MENDES, não iria assumir. Por uma série de entraves, principalmente a financeira, atropelado agora pela renúncia do presidente e do vice, eu deixaria a secretaria da Diretoria Executiva, em 13 de julho, pois não dava mais para continuar numa sociedade falida. Com um trabalho estafante e teimoso, elaboramos o novo estatuto da Sociedade, aprovado em ASSEMBLÉIA GERAL no dia 17 de dezembro de 2004. No dia 27 de abril de 2005, em ASSEMBLÉIA GERAL ELEITORAL, foram eleitos: CAPITÃO R/R GINO STRUFFALDI para o cargo de Presidente da Diretoria Executiva; CORONEL PM Res JAIRO PAES DE LIRA para a presidência do Conselho Deliberativo e CORONEL PM Res RENALDO ALVES DA SILVA para a presidência do Conselho Fiscal. Em 7 de julho de 2005, quando a Sociedade Veteranos de 32-MMDC completou 51 anos de existência, os presidentes eleitos tomaram posse em ASSEMBLÉIA GERAL ELEITORAL memorável.  Começava uma nova vida para o MMDB.  A presidência de GINO STRUFFALDI iria até 7 de julho de 2007. Em 30 de abril de 2007 foram reeleitos: para a presidência da Diretoria Executiva, CAPITÃO Ref do Exército GINO STRUFFALDI; para a presidência do Conselho Deliberativo o CORONEL PM Res JAIRO PAES DE LIRA e para a presidência do Conselho Fiscal o advogado FERNANDO LOPES DAVID. No dia 6 de julho de 2007 os eleitos tomaram posse para o mandato 2007/2009. No dia 30 de abril de 2009 foram reeleitos para o biênio 7 de julho de 2009 – 7 de julho de 2011 GINO STRUFFALDI (Diretoria Executiva); CORONEL PM Res, deputado federal, JAIRO PAES DE LIRA (Conselho Deliberativo) e FERNANDO LOPES DAVID (Conselho Fiscal). No dia 7 de julho de 2009 os reeleitos tomaram posse. No dia 29 de abril de 2011, a Assembleia Geral Eleitoral elegeu, por unanimidade o CORONEL PM MARIO FONSECA VENTURA para a presidência da Diretoria Executiva; CORONEL PM JAIRO PAES DE LIRA para a presidência do Conselho Deliberativo e FERNANDO LOPES DAVID para a presidência do Conselho Fiscal para o biênio 2011-2013. No dia 7 de julho de 2011 os eleitos tomaram posse. No dia 30 de abril de 2013 a Assembleia Geral Eleitoral reelegeu o CORONEL PM MARIO FONSECA VENTURA para Presidente da Diretoria Executiva; o CORONEL PM JAIRO PAES DE LIRA para a presidência do Conselho Deliberativo e FERNANDO LOPES DAVID para a presidência do Conselho Fiscal. Tomaram posse em 7 de julho de 2013 para o biênio 2013-2015. Nas eleições de 30 de abril de 2015 o CORONEL PM MARIO FONSECA VENTURA é reeleito para o seu terceiro mandato, bem como o CORONEL PM JAIRO PAES DE LIRA. Para a Presidência do CONSELHO FISCAL é eleito FERNANDO MORENO. No dia 7 de julho de 2015 os presidentes tomaram posse para o biênio 2015-2017. No dia 28 de abril de 2017 o CORONEL PM MÁRIO FONSECA VENTURA é reeleito Presidente da Diretoria Executiva; o CORONEL PM ANTONIO CARLOS MENDES para a Presidência do Conselho Deliberativo e Professor RODRIGO GUTENBERG para a Presidência do Conselho Fiscal. Tomaram posse no dia 7 de julho de 2017 para o biênio 7 de julho de 2017 a 7 de julho de 2019. Em 29 de abril de 2019 são reeleitos para o biênio 7 de julho de 2019 a 7 de julho de 2021. No dia 9 de outubro de 2019, renuncio ao cargo de presidente. Assume o vice-presidente, CARLOS ALBERTO ROMAGNOLI.    

25 a. da inauguração do Complexo Cultural JÚLIO PRESTES e da SALA SÃO  PAULO, em 9 de julho de 1999.

24 a. transf. reserva: MAJOR LUIZ ROBERTO BARBOSA, em 9 de julho de 1999. Em 9 de julho de 1950 comecei a escrever minhas memórias, baseado no “DIÁRIO ÍNTIMO DE HUMBERTO DE CAMPOS”, publicado em capítulos semanais, na revista CRUZEIRO. Tinha apenas 13 anos quando comecei essa aventura do VENTURA que chega hoje aos seus 49 anos. O PM JOÃO GOMES DE OLIVEIRA JUNIOR vai levar, no seu carro, a FÁTIMA, até uma estação do Metrô. Aproveito a “carona” par ir ao encontro do CORONEL PM ANTONIO CARLOS MENDES na Rua PEDRO VICENTE, às 8 horas. O CORONEL PM MENDES está acompanhado de um “irmão”da maçonaria de PIRACAIA. Vamos para o IBIRAPUERA a fim de participarmos do 67º Aniversário do Movimento Constitucionalista de 1932. Encontramos vários veteranos e o ex-governador de SÃO PAULO, LAUDO NATEL. Conta-me ele que tinha, na época da revolução, 12 anos de idade, mas que lembra muita coisa dessa epopeia. O tempo agrada, ao contrário de 1998. Não tenho os problemas da “gota” e o CORONEL PM MENDES também está livre do trincamento de uma costela, como aconteceu em 1998. O CORONEL ARY CANAVÓ faz figura ridícula. Aparece com um capacete na cabeça e lenço branco no pescoço. Pavoneia-se nos seus últimos momentos como presidente do MMDC. Deveria ter mais sendo de realidade.

O CORONEL Ref EB ATILIANO MARTINS CORREA faz os treinamentos finais para a passagem de Comando ao veterano JOSÉ SOARES MARINS do EXÉRCITO CONSTITUCIONALISTA. Deixava o Comando o Cel EB. R/R ATILIANO MARTINS CORREA (falecido). JOSÉ SOARES MARINS veio a falecer em 28 de setembro de 1999, assumindo o Comando o veterano CARLOS AUGUSTO FRANCISCO SOFFREDI. CARLOS AUGUSTO FRANCISCO SOFFREDI passou o Comando para o veterano JOSUÉ  PEDRO  CYRINO, nas comemorações do 68º. aniversário do MOVIMENTO CONSTITUCIONALISTA DE 32. JOSUÉ PEDRO CYRINO veio a falecer em 13 de maio de 2001. 

Estão presentes: CORONEL PM ROBERTO LEMES DA SILVA, CORONEL PM VALDIR SUZANO, CORONEL PM LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA GUIMARÃES, CORONEL PM LUIZ CARLOS RODRIGUES, CORONEL PM JOSÉ FLÁVIO TURESSI, CORONEL PM GÉRSON DOS SANTOS REZENDE, CORONEL PM LUÍS FRANCISCO COSCIONE, CORONEL PM PAULO RÉGIS SALGADO, CORONEL PM LUIZ ROBERTO CARCHEDI, CORONEL PM OLAVO SANT´ANNA FILHO, CORONEL PM WALDIR DOS SANTOS, CORONEL PM JOÃO FRANCISCO GIURNI DA COSTA, CORONEL PM JOSÉ ANTÔNIO DAVANZZO, CORONEL PM JOSÉ VASCONCELLOS FILHO, CORONEL PM ROBERTO ALEGRETTI, CORONEL PM OSVALDO DE BARROS JÚNIOR, CORONEL PM PAULO MIQUELINI FILHO e muitos outros tenentes-coronéis, majores, capitães e tenentes.

Professor LUIZ GONZAGA DE FREITAS, ARIOVALDO CHACUR e família, AGUINALDO CARNEIRO DA CUNHA, o grupo TELA EM TRANSE (que filma o evento), os homenageados com medalhas, como é o caso do Grão Mestre Adjunto do Grande Oriente do Brasil, que o CORONEL PM MENDES acompanha, vibram com essa imponente solenidade.

Em pasta separada “MMDC – 9 DE JULHO 1999” tenho todos os detalhes do 67º Aniversário do Movimento Constitucionalista de 1932.

GERALDO PIRES DE OLIVEIRA e seu filho FLÁVIO, veteranos PAULO DELFINO NOGUEIRA, TOLEZANO, JOSÉ SOARES MARINS, CORONEL ATILIANO MARTINS CORREA, JAGUARIBE, GABY, WASHINGTON e vários outros conversam conosco nessa oportunidade.

Após a assunção da Presidência, o senhor GERALDO fica ao lado do governador MARIO COVAS e do Comandante Geral, CORONEL PM RUI CÉSAR MELO.

Com o CORONEL PM MENDES e seu amigo de PIRACAIA vamos deixar o IBIRAPUERA quando já passa do meio-dia. Sentimos que os esforços realizados para que tudo saísse certo foram recompensados, principalmente pelo carinho demonstrado pelos amigos que encontramos durante o desenrolar da solenidade.

Num lotação, regresso a GUARULHOS. Descanso à tarde. Pela TV, assisto reportagens na RECORD e na GLOBO sobre o 67º Aniversário do Movimento Constitucionalista de 1932.

Assisto na TV CULTURA a inauguração do Complexo Cultural JÚLIO PRESTES e da SALA SÃO PAULO pelo Presidente FERNANDO HENRIQUE CARDOSO e esposa e pelo Governador MÁRIO COVAS e esposa, respectivamente. Em seguida a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, regida pelo maestro JOHN NESCHLING, executa a Sinfonia número 2 – RESSURREIÇÃO – de GUSTAV MAHLER.

A polícia investiga o desaparecimento do empresário HENRIQUE LUÍS VARÉSIO, sócio da Universidade de GUARULHOS e do INTERNACIONAL SHOPPING. Ele está sumido desde a manhã de ontem e seu FORD TAURUS foi encontrado em MAIRIPORÃ com os bancos dianteiros queimados e com o carpete encharcado de gasolina. Nas investigações estão sendo consideradas as hipóteses de sequestro e latrocínio.   

23 a. presidente israelense, EZER WEIZMAN, apresenta sua demissão, em 9 de julho de 2000, após sete anos no cargo, devido a um escândalo de corrupção.

23 a. falece RAIMUNDO TEIXEIRA MENDES, preso político da ditadura e um dos fundadores do PT. Aos 54 anos, vítima de câncer. Em 1970, foi preso e torturado pelo DOI-CODI. recentemente, integrou a representação dos trabalhadores brasileiros no  Mercosul. RAIMUNDO TEIXEIRA MENDES morreu no dia 9 de julho de 2000.   

23 a. falece o jornalista francês HENRI GAULT, no dia 9 de julho de 2000. Aos 70 anos, em PARIS, de causas desconhecidas. Em parceria com CHRISTIAN MILLAU, ele foi o autor de um dos mais respeitados guias gastronômicos do mundo, o “GAULT-MILAU “,  em 1972.   

 

ACONTECEU EM 9 de julho de 2001 : -    SEGUNDA-FEIRA

Depois de um esmerado trabalho na Sociedade Veteranos de 32-MMDC, vamos para as COMEMORAÇÕES DO 69º. ANIVERSÁRIO DO MOVIMENTO CONSTITUCIONALISTA DE 32. O JORNAL DA TARDE publica uma reportagem boa sobre o evento. O jornal AGORA traz uma entrevista com o senhor GERALDO FARIA MARCONDES. Hoje também encerro o 51º TOMO de minhas memórias. Comecei a escrever meu diário no dia 9 de julho de 1950.

JOÃO GOMES DE OLIVEIRA JÚNIOR leva-me em seu carro até a Avenida do Estado, imediações da estação ARMÊNIA. Ali aguardamos a chegada do CORONEL PM ANTONIO CARLOS MENDES. O MENDES é pontual. Às 8 horas já está conosco. Vamos para o IBIRAPUERA.  -

Chegamos cedo no IBIRAPUERA. Muito bem organizada a decoração pela Secretaria das Comunicações. O cerimonial do Palácio é responsável pelo evento. No entanto, sem o apoio da Policia Militar não haveria o 9 de Julho. Muita gente está presente à Solenidade, principalmente por causa da grande divulgação na mídia e o fato de ser feriado. A temperatura é ótima para a festa. O Governador irá presidir o evento. O Cel. GIANNONI foi nomeado Supervisor da solenidade, com o Cel. JAIRO PAES DE LIRA na coordenação e o Cel. CANGERANA no Comando do Desfile.

Sr. GERALDO PIRES DE OLIVEIRA vai assumir, pela 2ª. vez, o Comando do Exército Constitucionalista, contrariando a praxe que vinha desde 1957 de que todo ano se renovava o comando. O Cel. MELLO ARAÚJO, por presunção e capricho, não deixou GINO STRUFFALDI assumir o Comando, alegando que ele não é combatente de 32. Por ironia do destino e na ânsia de “aparecer”, MELLO ARAÚJO, que não é combatente de 32 e muito menos exercia o Comando Constitucionalista, cargo vago com a morte do veterano JOSUÉ PEDRO CYRINO, que assumira o cargo em 9 de julho de 2000, contraria tudo e bizarramente passa o comando do Exército Constitucionalista para o Sr. PIRES.

OUTROS FATOS ESTRANHOS acontecem nesta bonita manhã, numa solenidade maravilhosa. O pior de todos foi o CORONEL UBIRATAN fazendo apologia contra a pena de 632 anos que pegou, desfilando com a maior “cara de pau” num carro aberto. Foi proibido de desfilar no Regimento de Cavalaria 9 de julho pelo Comandante Geral, Cel. RUI CÉSAR MELO e pelo Secretário da Segurança Pública, MARCO VINÍCIO  PETRELLUZZI, presente na solenidade. O Professor GABRIEL, que abandonou há anos a Diretoria do Museu, Arquivo Histórico e Biblioteca da Sociedade Veteranos de 32-MMDC, comparece neste 9 de julho, achando-se no direito de criticar certos atos do MMDC. Deve para a Sociedade cinco anuidades e tem a petulância de querer comparecer no 17 de julho, na reunião do CONSELHO SUPREMO para as eleições do Presidente e Vice-presidente.   

Entre os presentes: PAULO BOMFIM (que declamou a poesia ORAÇÃO ANTE A ÚLTIMA TRINCHEIRA, de GUILHERME DE ALMEIDA), INEZITA BARROSO (cantou a música NA SERRA DA MANTIQUEIRA), PENTEADO MENDONÇA, perito NICANOR, GINO STRUFFALDI (que participou como Chefe do  Estado-Maior do Comandante do Exército Constitucionalista), Cel. da Aeronáutica, HÉLIO FERREIRA DA SILVA, amigo do Cel. MÁXIMO (que também participou do Estado-Maior do Sr. PIRES), veteranos PAULINO DELFINO NOGUEIRA, HERCULANO GABY, DORIVAL, SOFFREDI,  ALENCAR THOMAZ e muitos outros ex-combatentes (contei 38 no desfile), advogado CARRARO, a sempre indesejável REGINA CELENTANO, Cel. ARY CANAVO, Cel. Res. EDILBERTO DE OLIVEIRA MELO, Cel. Res. HERMES CRUZ, Cel.Ref. ORLANDO MENEZES GOMES, Cel. Ref. IRAHY CATALANO, Cel. Ref. GUNTHER ALFANO CLAUSSEN e sua esposa, dona CLEONICE; Cel. Res. PAULO GALANTE; Cel. Res. ADMIR BENTO; ARIOVALDO CHACUR e seu filho AFIF CHACUR, Professor EGBERTO MAIA LUZ; muitos oficiais da Polícia Militar (Coronéis ORLANDO RODRIGUES DE CAMARGO FILHO, WÁGNER FERRARI, RUBENS CASADO, PAULO CÉSAR MÁXIMO, JAIR PACA DE LIMA, FERNANDO PEREIRA, HÉLDER PEREIRA (que compareceu com sua família, acreditando que iria receber a Medalha Constitucionalista, erro nosso que o confundiu com o atual Diretor de Pessoal, Cel. FERNANDO PEREIRA). JOÃO OLIVEIRA VERLANGIERI, Ten. Coronéis NAKAHARADA, PERRENOUD, FLAMARION RUIZ, AMAURI SINTONI, MAJOR COSTA), bem como componentes das Forças Armadas e Guarda-Civil (o Cel. JOSIAS  representa a prefeita MARTA SUPLICY), desembargador ÁLVARO  LAZZARINI (sua esposa é uma das recipiendárias), o Secretário de Recuperação de Obras do Estado MASSARANI, maçons, delegados de polícia, investigadores (o DÉCIO, filho do Cel. MENDES, está presente), membros do poder judiciário, executivo e legislativo.

Na posse do Comando do Exército Constitucionalista acontece um fato bizarro: o CORONEL MELLO ARAÚJO, para aparecer, arvora-se em transmitir o Comando do Exército Constitucionalista ao senhor GERALDO PIRES DE OLIVEIRA. Um verdadeiro absurdo. O CORONEL PM MELLO ARAÚJO não é combatente de 32, e mesmo que o fosse, não era o Comandante. O cargo estava vago desde 13 de maio, quando morreu o veterano JOSÚE PEDRO CYRINO.

Foram condecorados neste 9 de Julho: Desembargador MÁRCIO MARTINS BONILHA (com a medalha MMDC); COM A CONSTITUCIONALISTA: GENERAL-DE-EXÉRCITO FRANCISCO ROBERTO DE ALBUQUERQUE; VICE-ALMIRANTE RONALDO FIÚZA DE CASTRO(MMDC); GENERAL-DE-DIVISÃO MARCO ANTÔNIO TILSCHER SARAIVA (CONSTITUCIONALISTA); GENERAL-DE-DIVISÃO ALOÍSIO RODRIGUES DOS SANTOS (CONSTITUCIONALISTA); GENERAL-DE-BRIGADA RUTHÊNIO FERREIRA DO VALLE (MMDC); MAJOR-BRIGADEIRO-DO-AR LUIZ FERNANDO BARBEDO (MMDC); PROCURADOR GERAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO JOSÉ GERALDO BRITO FILOMENO (MMDC); CONTRA-ALMIRANTE MARCUS VINÍCIUS OLIVEIRA DOS SANTOS (CONSTITUCIONALISTA); BRIGADEIRO Int MAXIMINO MENDES DE OLIVEIRA JÚNIOR (CONSTITUCIONALISTA); Dona HIEDI ALVES LAZZARINI (CONSTITUCIONALISTA); Grão-Mestre Geral do Grande Oriente do Brasil LAELSO RODRIGUES (CONST); Grande Inspetor Geral da Maçonaria JOÃO BAPTISTA DE OLIVEIRA (CONST); TENENTE-CORONEL EB LUÍS CARLOS PRESTES BIDART (CONST); RUY MESQUITA (CONST); Presidente do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo EDGARD CAMARGO RODRIGUES (CONST); DESEMBARGADOR HERMES PINOTTI (CONST); CARLINDA DE ALMEIDA (CONST); DESEMBARGADOR JOSÉ SANTANA (CONST); SÉRGIO CIQUEIRA ROSSI (CONST); ROBERTO DUAILIBI (CONST); CORONEL PM WÁGNER FERRARI (CONST); CORONEL PM JOÃO ROBERTO DA FONSECA (CONST); CORONEL PM ORLANDO RODRIGUES DE CAMARGO FILHO (CONST); CORONEL PM LEOPOLDO AUGUSTO CORREIA FILHO (CONST); CORONEL PM HELDER PEREIRA (CONST); CORONEL PM JAIR PACCA DE LIMA (CONST); CORONEL PM JOSÉ FRANCISCO GIANNONI (CONST); CORONEL PM TOMÁS ALVES CANGERANA (CONST); CORONEL PM JOÃO OLIVEIRA VERLANGIERI (CONST); DEMERVAL GONÇALVES (CONST) e ANTONIO CARLOS MOURÃO BONETTI (CONST). DEMERVAL GONÇALVES é superintendente da REDE RECORD e MOURÃO BONETTI é presidente da Câmara BRASIL-MÉXICO.       

 

O CROATA GORAN IVANISEVIC conquistou seu primeiro título do Torneio de WIMBLEDON, vencendo na final o australiano  PATRICK RAFTER por 3 sets a 2 , e se tornou o primeiro  convidado do Grand Slam britânico a vencer o torneio.

 

ZINEDINE ZIDANE, meia francês, de 29 anos, foi contratado pelo REAL MADRID, da ESPANHA, por 65 milhões de dólares. Com a transação, o jogador que atuava na JUVENTUS, da ITÁLIA, passa a ser o futebolista mais caro do mundo.

 

ITAMAR FRANCO, governador de MINAS GERAIS, declarou em Belo Horizonte, que e candidato à presidência de seu partido. ITAMAR afirmou que deixará o governo mineiro em caso de vitória na convenção do partido, marcada para o mês de setembro.

 

FALECEU O DELEGADO DE POLÍCIA APOSENTADO RENATO D’ANDRÉA, aos 69 anos.

 

DIVULGADO em nota oficial que o ex-beatle GEORGE HARRISON está se submetendo a um novo tratamento contra o câncer que o afeta há quatro anos. O primeiro tumor foi detectado na garganta e depois no pulmão.  Segundo  um jornal suíço, teria sido constatada uma metástase no cérebro. Em GENEBRA.

 

A corte de Apelações de SANTIAGO DO CHILE decide suspender temporariamente a causa contra o ex-ditador chileno AUGUSTO PINOCHET, por razões de saúde.

 

SALA BRASIL DE CINEMA - T V BANDEIRANTES :

QUILOMBO, de Carlos Diegues, 1984. Drama histórico. Com GANGA ZUMBA (1963) e XICA DA SILVA (1976), este filme integra a trilogia histórica de CACÁ DIEGUES sobre a cultura afro-brasileira. Em tom épico , ele recriou o QUILOMBO DOS PALMARES, em ALAGOAS. Até ser destruída pelas forças coloniais em 1694, a comunidade recebeu centenas de escravos fugitivos, além de índios e até brancos. Com muita dança e música, o diretor exalta a harmonia e a liberdade reinantes no local. Há também bem produzidas cenas de batalha. TONY TORNADO e ANTÔNIO POMPEO interpretam respectivamente, os líderes GANGA ZUMBA e ZUMBI. No elenco estão também DANIEL FILHO, VERA FISCHER, ZEZÉ MOTTA, GRANDE OTELLO, ANTÔNIO PITANGA e JOFRE SOARES.

 

2 002  :  -   TERÇA-FEIRA

Como ficou combinado ontem, uma condução da GLOBO chega em casa por volta das 5h15 quando a temperatura era de 7 graus. Vamos chegar no IBIRAPUERA bem cedo. Ali, a repórter FLÁVIA aguarda o chamado do repórter BOURNIER para me entrevistar sobre o que irá acontecer defronte o Monumento–Mausoléu do Soldado Constitucionalista, a partir das 9h20, no programa “BOM–DIA SÃO PAULO”. Feito isso, passo a assistir numa televisão no interior do Monumento o resto do programa, que mostra o NOVE DE JULHO em SILVEIRAS, SOROCABA, SÃO JOSÉ DO RIO PRETO e CAMPINAS. O programa passa a ser um documentário sobre a revolução de 32, onde ex–combatentes, a exemplo de PAULO BARROS CAMARGO, presidente do MMDC de CAMPINAS, dão seus depoimentos sobre essa epopéia dos paulistas.

Aos poucos, vão chegando as tropas que estarão de serviço no evento, bem como aquelas que irão desfilar. Posso conversar com vários oficiais, cabendo menção ao coordenador de toda a solenidade, o Cel. GIANNONI, atual comandante da APMBB. Vamos cumprimentar o Comandante Geral, Cel. ALBERTO SILVEIRA RODRIGUES, que vai presidir o momento em que GERALDO PIRES DE OLIVEIRA passa a Presidência da Diretoria Executiva para GERALDO FARIA MARCONDES. Em seguida, GERALDO PIRES DE OLIVEIRA entrega o comando do Exército Constitucionalista para GINO STRUFFALDI, que, na sequência da programação, lê sua ordem do dia. Os cadetes conduzem as dez urnas contendo as cinzas dos ex–combatentes : GUILMAR RIBEIRO DE SOUZA, AUGUSTO CRISTOFANI, FRANCISCO LUCRÉCIO, IDELO FERRARINI, FLAUSINO BARBOSA SANDOVAL, ANTÔNIO CHARYBDIS COSTA SAMPAIO, VASILE JAZEDJE, BRUNO JOÃO PIAGENTINI, PAULO LOBATO GIUDICE e VICENTE MARTINS JÚNIOR.

O poeta PAULO BOMFIM declama o poema ORAÇÃO ANTE A ÚLTIMA TRINCHEIRA e o corneteiro dá o TOQUE DE SILÊNCIO. As urnas são introduzidas à cripta do Monumento após uma salva de tiros em homenagem aos heróis de 32 que serão imortalizados em seguida. O novo presidente da Sociedade Veteranos de 32, acompanhado do Cmt. Geral da PMESP, vão depositar uma coroa de flores ao pé do herói jacente.

Chega o governador GERALDO ALCKMIN. Dá-se a entrega das 70 medalhas CONSTITUCIONALISTA – A lista dos recipiendários está em meus arquivos na pasta do MMDC deste ano.

Imponente desfile vem em seguida. Ainda um punhado de meia dúzia de ex–combatentes faz questão de desfilar a pé. Os outros estão em carros antigos, em companhia de seus familiares. Desfile imponente a Associação dos Oficiais da Reserva, com o Cel. HERMES CRUZ comandando o dispositivo, tendo como seu sub–cmt. o Tenente–Coronel AMORIM. OS FALCÕES, motociclistas de Guarulhos, desfilam mais uma vez. Eu os trouxe para o NOVE DE JULHO há alguns anos. O Cel. UBIRATAN GUIMARÃES desfila no Regimento de Polícia Montada, em companhia dos ex–comandantes do Regimento, como o Cel. NELSON TRANCHESI, Cel. EDUARDO MONTEIRO, Cel. PLÍNIO ANGANUZZI e outros. Estou com o Cel. MENDES e cumprimentamos muitos conhecidos, quer sejam da Sociedade como companheiros da nossa Polícia Militar. Citá-los nestas memórias seria algo que ocuparia um espaço muito grande.

Após o desfile, é rezada uma missa na cripta do Monumento–Mausoléu. Com isso já está na hora de irmos para a Assembléia Legislativa, para uma sessão solene que tem início às 13 horas. O presidente WÁLTER FELDMAN abre os trabalhos e depois passa a presidência da mesa para o deputado HAMILTON PEREIRA. Muitos oradores enaltecem a revolução de 32, com menção especial para ISRAEL DIAS NOVAES. São entregues medalhas a ex–combatentes: GINO STRUFFALDI e JOSÉ MAURÍCIO DE OLIVEIRA (homenagem póstuma). Recebem medalhas: deputados WÁLTER FELDMAN, HAMILTON PEREIRA e DORIVAL BRAGA. Ali notamos as presenças de MASSARANI, Cel. ARY CANAVÓ e REGINA, um trio do barulho e que deu certo trabalho para o MMDC: o primeiro por superfaturar a reforma do Monumento e que, hoje, anuncia ter o governo recebido aval do Ministério da Cultura para iniciar a restauração do Monumento (WÁLTER FELDMAN também dá essa notícia). CANAVÓ por ter enterrado a Sociedade durante os três nefastos anos em que foi presidente, denegrindo o MMDC com o tal “sentimento nativista” e REGINA, sua amante no passado, que fez muito tráfego de influência quando conselheira e que foi expulsa na reunião do CONSELHO SUPREMO de fevereiro de 1998. Mas muita gente boa está presente nessa solenidade: GERALDO PIRES DE OLIVEIRA, não mais presidente; Cel. PAULO TENÓRIO DA ROCHA MARQUES, agora vice–presidente da Sociedade; ROMEU CICCONE; ex–combatente ANTÔNIO JAGUARIBE LACERDA DE ABREU, nosso conhecido desde 1996, atualmente com 93 anos de idade; doutora NELLY CANDEIAS, presidente do Instituto Histórico e Geográfico de SÃO PAULO e outras pessoas relacionadas com o MMDC. Uma escola que tem a sigla MMDC como sua identidade está presente ao ato. O comandante geral, Cel. ALBERTO e seu sub-cmt, Cel. FERNANDO PEREIRA fazem parte da mesa dos trabalhos.          

Com o encerramento da sessão, por volta das 16 horas, vou deixar a Assembléia na companhia do Cel. MENDES. Não ficamos para a apresentação do documentário A GUERRA DOS PAULISTAS, da TV CULTURA. Temos outras solenidades para comparecer. A ASSOCIAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS apresenta um ato cívico com a sonoridade das músicas de 32, um trabalho do MAJOR ARRUDA e do CAPITÃO NASSARO. Estou em companhia dos Coronéis CARBAIA, CARMELO, MÁRIO MARGARIDO, PASSOS; Capitão ELÁDIO e tenente LUZ. Tudo isso vai até mais de 19 horas.

Muito frio no retorno para GUARULHOS, mas a satisfação do dever cumprido. Vou assistir as notícias de TV, com tomadas de cenas da solenidade no IBIRAPUERA, talvez a melhor de todas no NOVE DE JULHO.

Leio um trabalho de HERNÂNI DONATO a respeito do Movimento Constitucionalista de 1932, que expressa de maneira eloqüente o que realmente aconteceu naqueles idos de 1930:

“O mineiro JUSCELINO KUBITSCHEK, oficial da FORÇA PÚBLICA DE MINAS GERAIS, que atuou ao lado do Governo Provisório de GETÚLIO VARGAS, quando Presidente da República, referiu-se assim sobre 1932: “.... uma daquelas causas pelas quais os homens podem viver com dignidade e morrer com grandeza”. O carioca EUCLIDES FIGUEIREDO comandou no VALE DO PARAÍBA, a principal das Divisões do Exército Constitucionalista. Disse considerar a Revolução “o mais brilhante movimento cívico da história do BRASIL republicano”. O gaúcho BERTOLDO KLINGER generalíssimo revolucionário, escrevendo ao supremo comandante ditatorial, o GENERAL GÓIS MONTEIRO, descreveu o ânimo que descobrira entre o povo paulista: “....os ricos entregam o seu ouro com discrição britânica e bravura romana; as senhoras despojam-se de suas jóias; os bispos entregam o ouro das igrejas e as suas próprias cruzes pectoriais; os casais pobres levam à coleta suas alianças; os advogados, os médicos, os seus anéis....” Estas definições completam-se com a da respeitada “História do Exército Brasileiro”, editada pelo Estado Maior do Exército: “O nosso maior movimento armado. O valor e a capacidade do homem, do brasileiro em face da adversidade, superaram todas as expectativas, não só no campo material, das improvisações e imaginação, mas, também, no campo da elevação moral e espiritual, diante da causa e motivação para a defesa das suas convicções”. Estas definições, nenhuma assinada por paulista, mostram que a História, pelo juízo dos homens, fez e vai fazendo justiça à Revolução Constitucionalista: foi ela a explosão de um idealismo levado às últimas conseqüências.

É verdade que há críticos. Alguns deles insistem em que entre os idealistas a reclamar eleição e Constituição, havia separatistas. Haveria uns cinqüenta, certamente menos de cem. Não formariam mais do que um magro batalhão. Nem conduziram o povo para a Revolução.

Mas... insistem os críticos, são os “revanchistas”, os despeitados que se incorporaram à Revolução tendo por objetivo reconquistar as posições, o poder, perdidos em 1930? De fato, haveria gente assim, entre os que fizeram 1932. Talvez, mobilizados, dessem dois esquálidos batalhões. Não mais.         

No entanto, os seis milhões de habitantes do Estado aplaudiram e aderiram. Uma adesão assim unânime jamais resulta de enganos, de desencontros. Quase cem mil homens pediram armas e lugar nas trincheiras: estudantes, funcionários, agricultores, comerciários, pretos, pardos, brancos; pobres, ricos; casados, solteiros. Sem prática das durezas da luta, marcharam e combateram – quinze a dezoito mil deles – enquadrados por mais ou menos dez mil praças da Força Pública (a Polícia Militar de hoje) e quase três mil recrutas do Exército Nacional. Assim se formou o Exército Constitucionalista. Para ele, foi preciso fabricar dentro do Estado o que não havia: armas e munições. A criatividade e o esforço revolucionário montaram fábricas das quais saíram balas para fuzil (240 mil/dia no final da luta), granadas para canhões (200/dia no término da campanha), capacetes de aço (70 mil), máscaras contra gás, rações de campanha, trens blindados, carros de assalto, lanchas blindadas, minas marítimas e terrestres, carros lança-chamas, além de armas psicológicas de efeito extraordinário no substituir armas inexistentes. Entre essas “armas de mentirinha”, a matraca, que imitava o “matraquear” de metralhadora pesada e o “canhão bresseriano” ou canhão fantasma que não disparava, mas enganava a observação aérea.

A guerra toda decorreu entre julho e começos de outubro. Tempo frio, ríspido, nos campos do sul do Estado e na Serra do Mar, onde a campanha foi mais duramente combatida. Portanto, houve precisão de vestir, agasalhar e alimentar entre 25 a 30 mil. Não havendo indústria, nem dinheiro suficiente para atender a tais necessidades, 80 mil mulheres, trabalhando graciosamente, costuraram fardamentos, teceram agasalhos, prepararam material médico, cozinharam refeições, atenderam a hospitais, atenderam as famílias cujos arrimos haviam seguido para as trincheiras.

Uma guerra, travada em cinco frentes, sem comunicação com o exterior para vender produtos da terra cercada (no caso, café), custa muito caro. Além da guerra, era preciso que a vida, no Estado, prosseguisse, normal o quanto possível: armazéns fornecendo, escolas ensinando, trens trafegando, farmácias atendendo, lâmpadas acendendo. E o tesouro do Estado, em tempo de crise mundial e principalmente nacional e paulista, estava a zero. Para socorrer o Tesouro e manter a vida civil regular e o Exército combatendo, fez-se a Campanha do Ouro a que se referiu o GENERAL KLINGER na frase citada.

Mas se tão empenhado e poderoso foi esse ideal constitucionalista, ficou restrito a SÃO PAULO? Ninguém, em parte alguma do BRASIL, moveu-se para sustentá-lo, por atos ou mesmo por gritos? Pois houve gente assim e muita e em muitos lugares. Afinal, a Revolução deveria ser feita pela FRENTE ÚNICA – larga corrente de liberais, principalmente do RIO GRANDE DO SUL, de MINAS GERAIS, do DISTRITO FEDERAL (hoje RIO DE JANEIRO), do MATO GROSSO e outros Estados. O porquê de, a 9 de julho, somente SÃO PAULO e a parte sul do MATO GROSSO cumprirem o combinado, é um capítulo que ainda está sendo escrito.

Os que deveriam marchar e combater ao lado de SÃO PAULO marcharam e combateram contra SÃO PAULO. Nem por isso, o ideal deixou de levantar eco e despertar combatentes em outros sítios: no rio AMAZONAS (os artilheiros de ÓBIDOS que morreram, todos, combatendo), os estudantes de BELÉM DO PARÁ, os de SALVADOR, os do RIO DE JANEIRO, os “frentistas” gaúchos que, à sua moda e sem esperanças, tentaram montar um governo constitucionalista no pampa. Assim, ao norte, ao sul, ao leste e ao oeste, brasileiros houve que responderam ao grito de “CONSTITUIÇÃO E ELEIÇÕES LIVRES! Levantado em 1932, junto ao riacho do IPIRANGA, como em 1822 ali fora levantado o grito de “INDEPENDÊNCIA!”

Esses lutadores, no MATO GROSSO. No RIO GRANDE DO SUL, no RIO DE JANEIRO, na BAHIA, no PARÁ, em SÃO PAULO, dominados pela força do Governo VARGAS, foram completamente vencidos? Diz a “HISTÓRIA DO EXÉRCITO BRASILEIRO”: “vencedor único, o BRASIL” Pois 723 dias depois do 9 de Julho, o BRASIL ganhava a CONSTITUIÇÃO. E o brasão de armas de SÃO PAULO, criado durante a Revolução, diz “PELO BRASIL FAÇAM-SE GRANDES COISAS”. E a bandeira do Estado, o último Estado brasileiro a adotar uma bandeira, é a única, entre as bandeiras estaduais a ostentar o MAPA DO BRASIL.”

Polícia paulista comemora os 70 anos da
revolução constitucionalista de 1932

Mais de 13 mil pessoas prestigiaram o desfile em homenagem aos 70 anos da Revolução Constitucionalista de 1932, nesta terça-feira 9 de julho, em frente ao Mausoléu do Soldado Constitucionalista, no Parque do Ibirapuera, zona sul da capital. Com mais de mil participantes entre veteranos de 1932, policiais militares, das Forças Armadas, além de civis como os escoteiros, guardas mirins e municipais, o Desfile de 9 de Julho, emocionou os presentes.

"Que maravilha! Todos os paulistas deveriam ter orgulho e prestigiar um desfile como esse", disse a dona de casa Erinalva Macedo, que veio de Taboão da Serra, somente para trazer os sobrinhos Gabriela e Mateus, de 6 e 4 anos, respectivamente, para assistir ao desfile. "Gostei mesmo foi do vovôzinho com as bandeirinhas nas mãos", disse Gabriela ao apontar o ex-combatente de 32, Felício Spinelli, de 90 anos, que desfilou a pé convocando a população a manter a democracia.

"Nossas mulheres também foram as grandes vencedoras pela nossa liberdade e democracia", gritava enquanto era fortemente aplaudido pela população. Spinelli contou que a lembrança mais dura da Revolução de 32 foi o frio enfrentado nas trincheiras. "O resto era amor à Nação", concluiu ao fazer todo o trajeto do desfile e voltar com uma vitalidade de um jovem.

Ele ainda elogiou a participação da Polícia Civil, que pela primeira vez na história participou do desfile. A abertura das comemorações do Movimento Constitucionalista, que eclodiu em São Paulo e sacudiu o País entre 9 de julho e 1º de outubro de 1932, foi feita pelos veteranos de guerra, Geraldo Pires de Oliveira, de 82 anos, Gino Struffaldi, de 88 anos e Geraldo Faria Marcondes.

Este último assumiu a presidência da Sociedade Veteranos de 32 - MMDC - Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo, mortos ao lutar em 9 de julho de 1932 contra a ditadura de Getúlio Vargas. Em seguida, houve a passagem de comando do Exército Constitucionalista de 9 de Julho, dos veteranos Geraldo Pires para Gino Struffaldi, sob a presidência do comandante geral da Polícia Militar, coronel Alberto Silveira Rodrigues.

Um dos pontos mais emocionantes da comemoração foi a chegada do cortejo de dez urnas com os despojos de mais dez heróis de 32, que foram imortalizados no mausoléu. A entrega das Medalhas Constitucionalistas a 70 pessoas da sociedade foi feita pelo governador Geraldo Alckmin e pelos padrinhos.

O secretário da Segurança Pública, Saulo de Castro Abreu Filho, foi um dos agraciados pela medalha. "É tradição dos paulistas, da participação da Polícia Militar - Força Pública - na Revolução. Isso faz parte da história do nosso Brasil. Eu fico orgulhoso em recebê-la", disse Saulo de Abreu. "É uma grande felicidade receber a Medalha Constitucionalista", disse o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alberto Silveira Rodrigues. "Toda vez que venho aqui, fico emocionado ao ver esses veteranos valentes, corajosos.

Espero que Deus seja bondoso comigo, que eu possa ser relembrado por algo que eu possa fazer hoje", concluiu o coronel. Para o governador Geraldo Alckmin, o Desfile de 9 de Julho foi muito bonito. "70 anos depois da Revolução de 32, sentimos a mesma emoção, que todo o ano se repete", disse. Alckmin lembrou do heroísmo, coragem, reafirmação de valores e fé dos paulistas que lutaram em 32.

A guarda municipal carioca ROSIMERI DIONÍSIO foi detida pela polícia porque multou o carro do estudante CARLOS EDUARDO MAYR, filho do desembargador EDUARDO MAYR. Quem lhe deu voz de prisão foi o próprio desembargador. O carro estava diante da casa do desembargador com outros veículos, local onde é proibido estacionar. A policial multou todos.

 

O sub-comandante da Guarda Municipal de CAJAMAR, JOSÉ DOS SANTOS, de 47 anos, foi assassinado a tiros por três homens na Via Anhanguera, em JUNDIAÍ. SANTOS voltava para casa, por volta da 1 hora, quando foi atacado.

 

FALECEU o ator ROD STEIGER, aos 77 anos, não resistindo a uma pneumonia. Seus últimos filmes estavam sendo tão ruins que era até difícil identificar naquelas interpretações medíocres o ator que recebeu o OSCAR por NO CALOR DA NOITE, de NORMAN JEWISON , e teve grandes papéis em obras de ELIA KAZAN, SIDNEY LUMET e SÉRGIO LEONE. A má fase terminou com dois papéis sucessivos de juiz benevolente nos filmes HURRICANE – FURACÃO, de JEWISON, novamente, e LOUCOS DO ALABAMA, de ANTÔNIO BANDERAS.

 

Mais de 50 líderes africanos se reuniram em DURBAN, leste da ÁFRICA, para proclamar formalmente a criação da UNIÃO AFRICANA (UA), que nasce com o objetivo de reproduzir na ÁFRICA o modelo de integração da UNIÃO EUROPÉIA (UE). A sede ficará na capital de ETIÓPIA, ADIS ABEBA, sendo que 53 países formam a UNIÃO AFRICANA.

 

REALIZADO o último desfile do estilista dominicano OSCAR DE LA RENTA pela grife francesa de alta–costura BALMAIN. DE LA RENTA atrai para a marca clientes famosas e de alto poder aquisitivo. O estilista, radicado nos Estados Unidos, pretende dedicar-se agora à própria grife.

 

ENCONTRADO um desenho feito pelo mestre renascentista MICHELANGELO, avaliado em dez milhões de dólares. A obra estava abandonada no depósito de um museu em NOVA YORK.

 

PUNIDO com 276 chibatadas, MOJAHED KHAZIRAV, jogador de futebol da seleção iraniana, por manter relações sexuais fora do casamento numa casa de prostituição. O atleta ficará impedido de jogar futebol por cinco temporadas em seu clube, o ESTEGAL, e não poderá atual na seleção por três anos. Em  TEERÃ.

 

Com uma diferença de votos de apenas 1,5 % para o primeiro colocado, EVO MORALES, de 42 anos, conseguiu hoje uma façanha inédita para um líder indígena na BOLÍVIA: chegou ao segundo turno das eleições presidenciais. Com isso, em 3 de agosto, o Congresso terá de escolher entre MORALES e o ex–presidente SANCHEZ DE LOZADA. Se MORALES chegar à presidência, será mais uma pedra no sapato dos ESTADOS UNIDOS na AMÉRICA LATINA.

 

2 003:  -   QUARTA-FEIRA

O CLUBE PIRATININGA tem a honra de convidar Vossa Excelência para a Sessão Solene Comemorativa ao “71º Aniversário da Revolução Constitucionalista de 32” na data de 9 de julho de 2003, às 20 horas, em sua sede social.

Com os nossos respeitosos cumprimentos, agradecemos a honrosa presença que engrandecerá em muito a Sociedade Piratiningana.

Atenciosamente,

 

Dr. SEBASTIÃO DE ALMEIDA PRADO SAMPAIO  

Presidente do Conselho Deliberativo

Doutora ZULEIKA G. MENDES

Presidente da Diretoria Executiva

ALAMEDA BARROS, 376       CEP: 01232 000             PABX:  3825 1211.

 

A SOCIEDADE VETERANOS DE 32-MMDC e a POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO, convidam Vossa Senhoria e Ilustríssima família para participarem da solenidade alusiva ao 71º Aniversário da Revolução Constitucionalista de 32: 09jul03 – 09:15 h – Solenidade defronte ao Mausoléu do Soldado Constitucionalista de 32 – Av. Pedro Álvares Cabral – IBIRAPUERA – SP.

Ass.      ALBERTO SILVEIRA RODRIGUES

Cel PM Comandante Geral

Presidente Nato do Conselho Supremo da Soc. Vet. 32-MMDC

GERALDO FARIA MARCONDES

Presidente da Diretoria Executiva da Soc. Vet. 32-MMDC.

Os jornais deste 9 de julho publicam reportagens sobre o 71º Aniversário do Movimento Constitucionalista. O JORNAL DA TARDE traz uma página toda com o título “A EX-COMBATENTE LUCILLA RECORDA 1932. Aos 88 anos, mas com pique de mocinha, LUCILLA NOVAES PRADO lembra com entusiasmo sua participação na Revolução Constitucionalista de 1932. A ex-taquígrafa da Previdência costurou fardas, serviu o rancho e ajudou a cuidar dos feridos. Até hoje guarda as três medalhas que recebeu na época.

Por volta das 7:30 horas, encontro-me com o CORONEL MENDES nas imediações da estação ARMÊNIA. Vamos para o TÚNEL NOVE DE JULHO a fim de participar de um movimento de desagravo pela mudança do nome do TÚNEL, juntamente com WÁLTER TAVERNA, professora MARIA CECÍLIA NACLÉRIO HOMEM, CORONEL PM Ref. EDILBERTO DE OLIVEIRA MELO (presidente da Associação dos Oficiais da Reserva), VALDIR ABDALLAH (da Comissão Cívica e Cultural da Associação Comercial) e moradores da BELA VISTA e de CERQUEIRA CÉSAR. Com faixas e cartazes, ali permanecemos o tempo que nos foi possível ficar, pois temos compromissos com a organização da solenidade do NOVE DE JULHO no IBIRAPUERA. A temperatura desta data importantíssima para nós colabora bastante para o brilhantismo do 71º Aniversário do Movimento Constitucionalista de 32 e, antes das 9 horas, já estamos na área das festividades. Aos poucos vão chegando as autoridades militares, civis e eclesiásticas, numa demonstração eloqüente de civismo que, neste ano, vai mesmo suplantar o ano anterior. Citar todas as pessoas presentes é impossível mas aquelas que estão mais ligadas à Sociedade Veteranos de 32-MMDC são lembradas: nosso Comandante Geral e Presidente nato do CONSELHO SUPREMO da Sociedade Veteranos de 32-MMDC, Coronel PM ALBERTO SILVEIRA RODRIGUES;  os ex-combatentes: o corneteiro ELIAS DOS SANTOS OLIVEIRA, tenente EUCLIDES PANARONI, OLEGÁRIO CRAVINHOS, ORESTES, ANTÔNIO JAGUARIBE DE LACERDA ABREU, DORIVAL, GERALDO PIRES DE OLIVEIRA, GINO STRUFFALDI (que entrega o Comando do Exército Constitucionalista para o TENENTE-CORONEL da Aeronáutica HÉLIO FERREIRA DA SILVA), GERALDO FARIA MARCONDES (nosso presidente), WILSON GUERRA e dezenas de outros veteranos que não são sócios mas que, todos os anos, comparecem fielmente ao ato cívico para participar do desfile. Da Comissão Cívica e Cultural da Associação Comercial, noto as presenças do presidente FRANCISCO GIANNOCCARO, da presidente do Instituto Histórico e Geográfico de SÃO PAULO, professora NELLY M.F. CANDEIAS; professora EDIMARA DE LIMA RODRIQUES COELHO; General de Exército Ref. OSWALDO MUNIZ OLIVA; professor PAULO DE AZEVEDO MARQUES; VALDIR ABDALLA; GAETANO BRANCATI LUIGI. Presidente do Tribunal de Justiça, desembargador SÉRGIO NIGRO CONCEIÇÃO; Procurador Geral da Justiça, LUIZ ANTÔNIO MARREY; desembargador ÁLVARO LAZZARINI; Presidente da Associação Comercial, GUILHERME AFIF DOMINGOS; o nosso sócio CARLOS HOMEM, que muito contribuiu na entrega de convites, além de ser um ardoroso historiador, que há meses vem colaborando com a Sociedade Veteranos de 32-MMDC (o CARLOS HOMEM também conhece minha prima NAIR desde criança, estreitando com isso os nossos laços de amizade). Ele está vibrando nesta solenidade; professor GABRIEL (pertenceu ao MMDC, mas se indispôs com a diretoria e abandonou a Sociedade Veteranos de 32-MMDC, somente aparecendo no 9 de julho). Nossos conselheiros: poeta PAULO BOMFIM, advogado ARIOVALDO CHACUR, advogada MARIA HELENA MARCONDES, General EB R/R EUCLYDES BUENO, Coronel EB R/R ARY CANAVÓ, advogado LUIZ SÉRGIO CARRARO, Coronel PM Res LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA GUIMARÃES, Coronel PM Res RENALDO ALVES DA SILVA, Coronel Ref. EDILBERTO DE OLIVEIRA MELO, presidente da Associação dos Oficiais da Reserva (a AORPM vai desfilar sob o comando do Cel. HERMES CRUZ), Professor EGBERTO MAIA LUZ. Inúmeros parentes de ex-combatentes como a nora do GENERAL TABORDA; CARMEN SILVA DE CERQUEIRA CÉSAR; dona CRISTINA; LUCILLA NOVAES PRADO; ELZA D´AMBROSIO BUSATO e sua mãe, dona CONCETTINA; AGUINALDO CUNHA (também nosso sócio que, há anos, levou um quadro onde aparece seu pai, participante do Batalhão ROMÃO GOMES) e muitos outros. Noto também os  Coronéis da velha guarda IRAHY VIEIRA CATALANO e ORLANDO DE MENEZES GOMES.  Nossos coronéis da ativa: ELZIO LOURENÇO NAGALLI, ROBERTO ALEGRETTI, LEOPOLDO AUGUSTO CORRÊA FILHO, RUBENS CASADO, PAULO CÉSAR MÁXIMO (este trouxe o novo comandante do Exército Constitucionalista, Ten.Cel. da Aeronáutica HÉLIO FERREIRA DA SILVA, residente em TAUBATÉ), CLÓVIS SANTINON, PLABO MOREIRA CAMPOS, ADAUTO LUIZ SILVA (coordenador do evento), PAULO DE TARSO DIÓGENES (comandante do desfile militar), LAUDINÉIA PESSAN DE OLIVEIRA (da DAMCO, uma das responsáveis pela solenidade), CELSO CARLOS DE CAMARGO, ADEMIR CRIVELARO e dezenas de outros coronéis, tenentes-coronéis (como o LUÍS NAKAHARADA, o tenente-coronel n º 1 do almanaque, que traz o juiz de Direito da LAPA, FERNANDO ANTÔNIO TORRES GARCIA, um dos recipiendários; tenente-coronel JOEL DE AUGUSTO, da DAMCO, que muito trabalhou para o brilhantismo desta data); Tenente-Coronel FLAMARION RUIZ;  majores (salientando o COSTA, da DAMCO, que também se dedicou bastante neste 9 de julho); LUIZ PESCE DE ARRUDA (nosso conselheiro, um dos oradores da solenidade); capitães (entre os quais o capelão PALÓPITO) e tenentes (um deles, o ARTUR, é um dos oradores do evento), que são o orgulho das solenidades do NOVE JULHO numa lembrança clara de que a FORÇA PÚBLICA de 32 está presente nos dias atuais, mais do que nunca. Não podemos esquecer os Coronéis Ref. NELSON TRANCHESI, PLÍNIO ANGANUZZI, EDUARDO MONTEIRO, UBIRATAN GUIMARÃES e outros que, num esquadrão de comandantes do Regimento de Polícia Montada “NOVE DE JULHO”, desfilam a cavalo, no final do desfile, parte empolgante da solenidade. Com a chegada do Governador, GERALDO ALCKMIN, e  do vice, CLÁUDIO LEMBO, a solenidade tem início com a transmissão do Exército Constitucionalista, Capitão EB R/R GINO STRUFFALDI para o Tenente-Coronel da Aeronáutica HÉLIO FERREIRA DA SILVA. O novo comandante lê a sua ORDEM DO DIA. Chegada do cortejo conduzindo as urnas com os despojos dos heróis: ALBERTO DE CARVALHO, ANTÔNIO FERRAZ BUENO, ARAKEN PATUSCA, BENEDICTO APARECIDO GOMES DE ALMEIDA, CÉZAR CÂNDIDO DA SILVA FILHO, EUCLYDES GUAZZELLI, LÁZARO ANANIAS XAVIER DE MENDONÇA, MAGINO BUONORA, PEDRO DA CUNHA GODOY, ROQUE ALBERTO MALATESTA. Nesse momento, o nosso poeta PAULO BOMFIM declama a ORAÇÃO ANTE A ÚLTIMA TRINCHEIRA, de GUILHERME DE ALMEIDA. As urnas são conduzidas para o interior do Mausoléu, onde o CAPELÃO da PMESP procede à bênção e encomendação, bem como o sepultamento dos heróis homenageados (essa parte da solenidade somente é acompanhada pelos familiares e amigos dos homenageados). O Comandante Geral da PMESP e o presidente da Sociedade Veteranos de 32-MMDC depositam coroas de flores junto ao túmulo do Herói Jacente. Procede-se a outorga da MEDALHA CONSTITUCIONALISTA para: General de Exército SÉRGIO PEREIRA MARIANO CORDEIRO, comandante do Exército Militar SUDESTE; General de Divisão HERALDO COVAS PEREIRA, comandante da 2ª Divisão de Exército; Capitão-de-Mar-e-Guerra RONALD DOS SANTOS SANTIAGO; Capitão-de-Mar-e-Guerra FREDERICO GUAURINO DE OLIVEIRA; Capitão-de-Mar-e-Guerra GABRIEL JOSÉ COLMENERO LOPES; Coronel de Cavalaria EB PAULO MENDIA GRANADO; Coronel Intendente de Aeronáutica JAILSON BARBOZA DE MAGALHÃES; Coronel Aviador DARCY PEREIRA LEITE; Coronel Aviador RODOLFO VIEIRA ALVES; GUILHERME AFIF DOMINGOS, presidente da Associação Comercial; professora EDIMARA DE LIMA; TONINHO PAIVA, vereador; Juiz de Direito FERNANDO ANTÔNIO TORRES GARCIA; Professor JOAQUIM DA SILVA PIRES, do GOB; PAULO ANTÔNIO REQUENA, do GOB; CORONÉIS PM PAULO CÉSAR MÁXIMO, ELZIO LOURENÇO NAGALLI, CLÓVIS SANTINON, PABLO MOREIRA CAMPOS, ROMEU TAKAMI MIZUTAMI, MAURO DIÁFORA VIEIRA, REINALDO DE OLIVEIRA ROCCO, PAULO DE TARSO DIÓGENES, ADAUTO LUIZ SILVA; PRODUTORA VIDIOÁS, NÚCLEO DE CINEMA TELA EM TRANSE; CENTRO ACADÊMICO XI DE AGOSTO; FREDERICO GUILHERME SCHERSCHMIDT; Tenente-Coronel da Aeronáutica HÉLIO FERREIRA DA SILVA; Padre EURICO PORCU; Padre ANTÔNIO CADEDDU; Padre GIANPIETRO CARRARO; CELSO CARLOS FERNANDES; AMÉRICO CALANDRIELLO JÚNIOR; GENERAL OSWALDO MUNIZ OLIVA. INEZITA BARROSO canta a música NA SERRA DA MANTIQUEIRA (depois da solenidade, ela irá proporcionar um show para o povo que se encontra no IBIRALPUERA). Coroando a solenidade, temos o DESFILE CÍVICO-MILITAR, com os ex-combatentes abrindo o desfile, ainda alguns deles marchando, garbosamente, a pé (a maioria são transportados nos jeeps antigos). No palanque, em conversas com o governador e comandante geral, o Sr. MARCONDES apresenta o nome do CORONEL ANTÔNIO CARLOS MENDES como seu novo vice-presidente. Antes, o próprio Cel. MENDES concordou com a indicação que vem sendo “cevada” há quase um mês.        

Terminado o evento, vamos conversar com muita gente que elogia o que aconteceu nesta manhã no IBIRAPUERA, numa prova insofismável que o espírito de 32 continua presente em nosso Estado. Comentários sobre as grandes dificuldades em se conceder a pensão especial dos miseráveis trezentos reais para as viúvas, já entradas na idade, bem como o próprio reajuste dessa pensão são a tônica principal nas conversas com os descendentes dos ex-combatentes. Outro assunto é o tal painel contendo os agora 723 nomes dos imortalizados no Monumento-Mausoléu, que precisa ser construído, mas que não há verba ou patrocínio para tanto.

Um grupo de policiais civis, representando 20 entidades de classe de todo o Estado, postou-se à frente do palanque para protestar em silêncio. Com faixas que tinham dizeres como “o risco do trabalho policial é cada vez maior e o salário cada vez menor”, ou “policiais civis, pior salário do BRASIL”, o grupo reivindica reposição salarial de 46,9%.

O CORONEL MENDES e seus irmãos maçons TAKAHABE, engenheiro HUMBERTO YUTAKA KAGOHARA e PAULO MÁRIO MOTE levam-me para almoçar no LELLIS TRATTORIA CAMPINAS, um restaurante maravilhoso, onde ficamos até mais de 16 horas. Conversamos sobre 32, sobre a maçonaria, enfim, passamos algumas horas muito boas. Até o MENDES suspendeu alguns compromissos que tinha marcado para a tarde do dia a fim de permanecer conosco. O senhor PAULO MÁRIO MOTE, que reside na VILA ROSÁLIA, em GUARULHOS, faz a gentileza de me conduzir até minha residência. Cansado, mas contente por ver o esforço coroado de pleno êxito, recolho-me ao descanso merecido.  Mesmo assim, atendo um telefonema da presidente do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, maravilhada pela solenidade do NOVE DE JULHO e já pensando no evento que irá proporcionar na Entidade que preside, em 30 de julho, cujo tema é também o Movimento Constitucionalista. Quer ela o CORAL, O CLARIM e os LANCEIROS para abrilhantar a sua solenidade. Pede a minha ajuda para conseguir esses recursos na PMESP.  

O DIÁRIO OFICIAL DE 9 DE JULHO DE 2003 PUBLICA A TRANSFERÊNCIA PARA A RESERVA DO CORONEL PM CLODOMIR RAMOS MARCONDES, atual Comandante do CAES. Nasceu no dia 24 de agosto de 1951. Entrou para a antiga FORÇA PÚBLICA em 19 de fevereiro de 1969. Foi declarado ASPIRANTE A OFICIAL em 19 de maio de 1973. PROMOÇÕES: 2º Tenente – 15 de dezembro de 1973; 1º Tenente – 25 de agosto de 1978; Capitão – 24 de maio de 1984; Major – 24 de maio de 1991; Tenente-Coronel – 24 de maio de 1995; CORONEL – 9 DE ABRIL DE 1999.

O clássico de hoje entre SANTOS e CORINTHIANS terminou empatado em 1 a 1 e virou caso de polícia. FABIANO, do SANTOS, prestou queixa no 34 º Distrito Policial contra o goleiro DONI. O meio-campista acusou o corinthiano de tê-lo agredido com um pontapé durante confusão ocorrida no final do jogo. Com ferimentos nas costas, FABIANO também fez exame de corpo de delito. Outros resultados: SÃO PAULO 2 x CORITIBA 0; SÃO CAETANO 0 x ATLÉTICO PR 0; CRUZEIRO 2 x FORTALEZA 0; BAHIA 2 x GUARANI 0; FLAMENGO 2 x JUVENTUDE 1; PAYSANDU  x FIGUEIRENSE 0; GOIÁS  x    VITÓRIA 1; INTERNACIONAL 2 x VASCO 1.

Um forte vendaval que atingiu cidades do RIO GRANDE DO SUL, ontem à noite, provocou morte e destruição em pelo menos três municípios da Região das HORTÊNCIAS. Em SÃO FRANCISCO DE PAULA, casas foram derrubadas e tiveram as paredes arrancadas. Um posto de gasolina teve o teto arrancado e faltou luz na cidade. Em GRAMADO e CANELAS, outras cidades gaúchas, o blecaute durou mais de cinco horas em alguns bairros.

O empresário RICARDO TEIXEIRA foi reeleito por 46 votos a 1 como presidente da Confederação Brasileira de Futebol. Esse será o seu quinto mandato, faltando ainda ser resolvida uma pendência judicial em torno do sistema usado na eleição. No RIO DE JANEIRO.

Foi decretada a indisponibilidade dos bens do ex-presidente da Assembléia Legislativa do ESPÍRITO SANTO, JOSÉ CARLOS GRATZ, acusado de pagar propina a empresários e deputados para se eleger. Ficou preso por 128 dias , mas teve seu pedido de habeas corpus aceito no último dia 25. Pela Justiça Estadual do ESPÍRITO SANTO.

O menino de 3 anos (ou dois como algumas notícias transmitem) – o único sobrevivente de um acidente de avião no SUDÃO, no qual morreram 115 pessoas, está em tratamento intensivo em um hospital da capital sudanesa, CARTUM. Com ferimentos graves, MOHAMED AL-FATEH perdeu a perna direita e sofreu queimaduras no pescoço. A emissora de TV AL-JAZEERA, no CATAR, chegou a anunciar, ontem à noite, que o garoto havia morrido no hospital. Deverá passar por duas cirurgias para reconstituição de tendões e vasos da perna que foi amputada. O BOEING 737 bateu contra uma montanha quando fazia uma manobra de emergência.

Um americano do Estado do ARKANSAS recobrou a consciência após passar DEZENOVE anos em coma. TERRY WALLIS, de 39 anos, envolveu-se num acidente de carro em julho de 1984, quando o veículo caiu de um penhasco. Um amigo de WALLIS, que dirigia o carro, morreu no acidente. O americano foi descoberto por uma equipe de resgate dias depois, já em coma. Nas duas décadas que passou em coma, WALLIS não reconheceu a filha, ÂMBER, de 19 anos, que nasceu pouco depois do acidente.

 

2 004   :   -  SEXTA-FEIRA

Levanto mais cedo, 5 horas, após o barulho de uma briga de gatos. O gato do Sr LUIZ estava agarrado na garganta do PERI. O PAULO CÉSAR acordou e deu umas vassouradas no agressor, fazendo-o largar do coitado do nosso gato aleijado.

O DIÁRIO DE SÃO PAULO traz na sua página A 11 uma entrevista com o brasilianista STANLEY HILTON, historiador americano, autor de “A GUERRA CIVIL BRASILEIRA”, sobre a Revolução Constitucionalista. Diz ele que, se os paulistas tivessem derrotado VARGAS, não teria havido o ESTADO NOVO com todos os seus excessos. Interessante é a maneira de ver desse historiador, baseado em hipóteses. Seria melhor se tivesse escrito algo mais palpável. Vale como mero exercício de adivinhação.

O ESTADO DE SÃO PAULO, página C 1

VIÚVAS DE COMBATENTES DE 32 FICAM SEM PENSÃO

Mulheres precisam comprovar participação na Revolução para ter direito a benefício. (é uma reportagem de RENATA CAFARDO).

“.....É claro que as provas vão ser frágeis”, diz, inconformado, o atual secretário da Sociedade Veteranos de 32-MMDC, coronel MARIO FONSECA VENTURA. Ele conta que, ao se oferecerem como voluntários, os jovens informavam apenas nome, idade e se eram motoristas ou não, condição que qualificava o soldado. “Não se pedia nome dos pais, endereço, nada”, diz. “Davam um verniz no mosquetão e já iam para a área de combate”.

Essa reportagem traz depoimentos de algumas mulheres nessas situações: professora IEDA MORAES, viúva MARIETA, MARIA APARECIDA LEITE, MARIA CONCEIÇÃO.

Na mesma página, outra reportagem: O ANO EM QUE SÃO PAULO FOI À GUERRA. A Revolução de 32 foi um combate desigual, com resultado decidido desde o início.

Na página C 3 do mesmo jornal:

A FÚRIA COM QUE SÃO PAULO SE INSURGIU – COMBATE DESIGUAL (Grande disparidade de forças decidiu resultado da luta).

“Fomos todos nos contagiando pelo entusiasmo da população”. Aos 18 anos, GINO STRUFFALDI, hoje com 89, participou do Exército Constitucionalista.

1932 – AS RAZÕES ESQUECIDAS. Essa matéria foi escrita por ANTÔNIO PENTEADO MENDONÇA, diretor da ACADEMIA PAULISTA DE HISTÓRIA e autor do livro: “A CIDADE EM MOVIMENTO”, DA EDITORA BOOKMIX.

Nessas reportagens da página C 3 foram colocadas as fotos de: JÚLIO DE MESQUITA FILHO, CORONEL EUCLIDES FIGUEIREDO, GENERAL BERTOLDO KLINGER, GETÚLIO VARGAS, GENERAL GÓIS MONTEIRO, INTERVENTOR FLORES DA CUNHA, GINO STRUFFALDI.

O JORNAL DA TARDE publica um artigo de GUILHERME AFIF DOMINGOS intitulado “9 DE JULHO – A VITÓRIA DE SÃO PAULO”, na sua página 2 do caderno A.

Jornal AGORA, na página A 5, publica:

5.000 LEMBRAM REVOLUÇÃO DE 32

Governador estará no evento, que comemora movimento contra o Governo VARGAS. Os 72 anos da Revolução Constitucionalista de 1932 serão comemorados hoje com um desfile com cerca de 5.000 participantes. As solenidades devem começar às 9 h, em frente ao Mausoléu do Soldado Constitucionalista – o obelisco do Ibirapuera – na zona sul. O governador GERALDO ALCKMIN estará no evento.

O dia 9 de julho é feriado no Estado desde 97, quando o então governador MÁRIO COVAS assinou projeto. O coronel MÁRIO FONSECA VENTURA, 67 anos, cujo pai foi combatente da revolução, comenta que, desde a década de 30, a data era festejada, mas, durante a ditadura (1964-1985), os militares evitaram os festejos. “A Revolução Constitucionalista foi resultado da insatisfação dos paulistas, e os militares procuravam esconder qualquer problema do país”” diz o professor de história ADÍLSON GONÇALVES, da PUC-SP.

A Revolução de 32 foi uma manifestação dos paulistas contra o governo de GETÚLIO VARGAS. Quando ele tomou o poder, fechou o Congresso e as Assembléias Legislativas e reduziu o poder da elite paulistana na tomada de decisões na esfera federal.

Insatisfeita, a elite paulistana começou a protestar contra VARGAS, pedindo uma Constituição. Logo, o restante da sociedade se uniu ao movimento. Em 23 de maio, houve um comício no centro da capital, que acabou com um conflito entre pessoas favoráveis e contra o presidente. Quatro estudantes morreram –MARTINS, MIRAGAIA, DRÁUSIO e CAMARGO. As iniciais de seus nomes foram usadas para denominar grupos de resistência.

Em 9 de julho, a revolução tomou as ruas de SÃO PAULO. Segundo o coronel VENTURA, cerca de 8.000 militares e 14 mil voluntários lutaram por três meses contra o governo VARGAS. Há cerca de 200 ex-combatentes vivos.

MONUMENTO

O obelisco – monumento construído em homenagem aos soldados da revolução – está sendo reformado. Laudo realizado no início deste ano aponta para a necessidade de um estudo aprofundado do solo abaixo do monumento, para identificar possíveis alterações causadas pela construção do túnel AYRTON SENNA, concluído em 1995.

Para poder estar cedo na manifestação de repúdio pela troca do nome do TÚNEL NOVE DE JULHO, antecedendo a solenidade do IBIRAPUERA, saio de casa quase às 7 horas, com o PM JOÃO GOMES DE OLIVEIRA JÚNIOR levando-me até a rua , onde o Cel MENDES acaba de chegar. Tomamos um café antes do JOÃO nos deixar, para irmos para a frente do TÚNEL NOVE DE JULHO, sentido cidade-bairro.

Defronte o TÚNEL, vamos encontrar vários conhecidos da luta pela defesa do nome do mesmo: WÁLTER TAVERNA, MARIA CECÍLIA NACLÉRIO HOMEM, doutora CÉLIA, e outros. São estendidas faixas, os repórteres tomam os depoimentos dos presentes, inclusive do Cel MENDES. Mas não podemos permanecer muito tempo nesse local porque nossa presença na área de desfile é importante. Quando já estamos nos retirando, está chegando o advogado LUIZ SÉRGIO CARRARO.

Para adentrarmos a área da solenidade, há uma certa dificuldade, pois o acúmulo de veículos é grande.  Depois, somos procurados pelo MAJOR COSTA e por uma capitão fem PM, que estão preocupados com a chegada do engenheiro escolhido para assumir o comando do Exército Constitucionalista, ARCHIMEDES DE BARROS PIMENTEL. De fato, por motivos de saúde, comparece para assumir em seu lugar o engenheiro YÁZIGI. O comandante da APMBB, CORONEL ADAUTO, coordenador do evento, cuida dos pormenores, ao lado da CORONEL Fem PM LAUDINÉA PESSAN DE OLIVEIRA.  O MAJOR LUIZ PESCE DE ARRUDA é, mais uma vez, o orador do evento. A passagem de comando se faz logo depois da chegada do governador, GERALDO ALCKMIN, acompanhado de seu vice, CLÁUDIO LEMBRO, que passa a presidir a cerimônia. O TENENTE-CORONEL Ref HÉLIO FERREIRA DA SILVA entrega o comando do Exército Constitucionalista ao engenheiro YÁZIGI. O Capitão EB R/1 GINO STRUFFALDI, paramentado como ex-combatente, permanece ao lado dos dois. O COMANDANTE GERAL, CORONEL ALBERTO SILVEIRA RODRIGUES, acompanhado pelo presidente do MMDC, GERALDO FARIA MARCONDES, preside o ato de transferência de Comando.

Na seqüência, chegam as urnas contendo os restos mortais dos dez heróis que serão imortalizados no interior da cripta do mausoléu: MÁRIO MANCINI, JÚLIO CERQUEIRA CÉSAR FILHO, HERCULANO GABY, JOSÉ FRANCISCO MACHADO, JORGE MANCINI, JOSÉ DE GOES MANSO SAYÃO JÚNIOR, BELMIRO VENDRAMINI, ANTÔNIO RIGHI, LIBERTÁRIO PALUMBO e RISTORO PALUMBO. O poeta PAULO BOMFIM declama a ORAÇÃO ANTE A ÚLTIMA TRINCHEIRA. As urnas são carregadas pelos cadetes para o interior do Mausoléu, seguidas pelos familiares dos ex-combatentes citados.

Segue-se a entrega das Medalhas CONSTITUCIONALISTA: desembargador LUIZ ELIAS TÂMBARA (presidente do TJ), PAULO ANTÔNIO PRAZAK (presidente do TJM), VICE-ALMIRANTE MARCÉLIO CARMO DE CASTRO PEREIRA (comandante do 8 º DN), MAJOR-BRIGADEIRO-DO-AR PAULO ROBERTO CARDOSO VILARINHO (comandante do IV COMAR), BRIGADEIRO INT PAULO SILVEIRA, GENERAL-DE-BRIGADA JEANNOT JANSEN DA SILVA FILHO, GENERAL-DE-BRIGADA RENATO ÍNDIO DA COSTA LEMOS, GENERAL-DE-BRIGADA ANTONIO LUIZ DA COSTA BURGOS, CAPITÃO-DE-MAR-E-GUERRA JUAREZ ALVES JUNIOR, CAPITÃO-DE-MAR-E-GUERRA PAULO SÉRGIO DA SILVEIRA, CORONEL AVIADOR ÂNGELO DA SILVA PINTO, RODRIGO CÉSAR REBELLO FILHO (procurador geral de Justiça de SÃO PAULO), GENERAL DE BRIGADA R/R EUCLYDES BUENO FILHO, CLARO CELULARES, CORONEL PM NICOLAU WALDEMAR LAMBORT, CORONEL PM ELISEU ECLAIR TEIXEIRA BORGES, CORONEL PM LUIZ CARLOS DA COSTA, CORONEL PM EDUARDO CÉSAR FERNANDES, CORONEL PM NOEL MIRANDA DE CASTRO, CORONEL PM CARLOS MITSUYOSHI NAKAHARADA, CORONEL PM JOSÉ ROBERTO MARTINS MARQUES, doutor MÁRCIO JOSÉ LAURIA FILHO, professor LEONARDO PLACUCCI, doutor NELSON SILVEIRA GUIMARÃES, doutor MAURÍCIO JOSÉ LEMOS FREIRE, doutor LUÍS FLÁVIO BORGES D´URSO (presidente da OAB/SP), doutor CLÓVIS ROBERTO MEDEIROS DA SILVA, doutor WALFRIDS ANTÔNIO POLONI, VIVIANO FERRANTINI, OG POZZOLI, ANTÔNIO AUGUSTO BIZARRO, doutor JOSÉ ROBERTO MELHEM (presidente do CONDEPHAAT), MICHEL FARAH, doutor HERBERTO ALFREDO VARGAS CARNIDE e o CORONEL AVIADOR DARCY ALVES PEREIRA (que não recebeu a medalha em 2003).

Culminando, o desfile majestoso e emocionante, com os ex-combatentes ainda em condições de desfilar a pé, abrindo o mesmo. O povo aplaude a passagem dos “velhinhos”. Enquanto o nosso presidente permanece ao lado do governador e demais autoridades, o MENDES e eu percorremos a área de desfile, encontrando muitos conhecidos: FRANCISCO GIANNOCCARO, VIVIANO FERRANTINI, OG POZZOLI, GUILHERME NAPOLEÃO DE ABREU, ARIOVALDO CHACUR, ALEXANDRE MEDEA ANDRADE (que está trabalhando no Banco Real, como analista de segurança), professor e advogado OSWALDO M. DE OLIVEIRA (que aproveita a oportunidade para fazer sua campanha para vereador nas eleições de 3 de outubro), JOSÉ AMÉRICO (também candidato a vereador), CORONEL RENALDO, CORONEL GUIMARÃES, CORONEL MOYSÉS, CORONEL SANTINON, CORONEL Res ELZIO LOURENÇO NAGALLI, TENENTE-CORONEL EB PAULO ROBERTO CARDOSO (comandante do CPOR, acompanhado de seu sub-cmt TENENTE-CORONEL GUEIROS) SÍLVIO, ANTÔNIO JAGUARIBE LACERDA DE ABREU (um dos ex-combatentes que não falta à solenidade), ROMAGNOLI, TROMBETTI, FRANCES DE AZEVEDO, EGBERTO MAIA LUZ, MARIO FLAGA, CORONEL ORLANDO DE MENEZES GOMES (que ficou encarregado de levar o TENENTE-CORONEL DA AERONÁUTICA, HÉLIO FERREIRA DA SILVA, que está deixando o comando do Exército Constitucionalista, para participar de um churrasco no Regimento de Polícia Montada), CORONEL ADEMIR CRIVELARO, CORONEL CELSO CARLOS DE CAMARGO (Chefe da CASA MILITAR), CORONEL FERNANDO PEREIRA (subcmt PM), CORONEL Res OCTÁVIO GOMES DE OLIVEIRA e familiares, CORONEL Res NIVALDO PALUMBO (que fez um grande empenho para trazer as cinzas de seus parentes LIBERTÁRIO e RISTORO PALUMBO para o mausoléu nesta data), o “pavão” CAIO ALFAYA, o outro “pavão” GABRIEL (não pode ver autoridade que “gruda” no saco), TAKAHABE, ALFREDO BRUSESSI (superintendente da Distrital Sudeste da Associação Comercial) e  muitos outros. Conselheiros que nada fazem pela Sociedade estão presentes como “vedetes”, doidos para aparecerem, se possível, ao lado das autoridades. A indesejada REGINA CELENTANO também é outra deslumbrada. Mas tirando esse lado peçonhento da festa, tudo transcorre muito bem. Vimos as entidades que estão desfilando, como as escolas de ITARARÉ, CAMPINAS, EUCLIDES DA CUNHA, a representação do ESPÉRIA, os oficiais da reserva da AORPM, a representação da DISTRITAL CENTRO da Associação Comercial, os escoteiros em grande número, os carros antigos, e, depois, o desfile militar, destacando a APMBB e o CHOQUE. Para os amigos anuncio que deixo de ser secretário da Diretoria Executiva da Sociedade Veteranos de 32-MMDC, a partir de 13 de julho, em caráter irrevogável e irretratável, explicando os motivos pelos quais estou tomando essa atitude um tanto quanto surpreendente para eles. É preciso um momento de choque para que a Sociedade possa renascer das cinzas como a FÊNIX da mitologia. Quem entende bem disso é a poetisa FRANCES DE AZEVEDO, que se dispunha a ajudar o MMDC, e, realmente, nos últimos dias, ajudou muito na divulgação do Movimento Constitucionalista de 32.  Durante a passagem da tropa, há uma movimentação de estudantes das universidades públicas, apupando o governador, mas é uma turma muito pequena e inexpressiva. Uma chuva de papéis picados, como se fossem estrelas de prata, relembra aquela de 1954, nos festejos do quarto centenário de SÃO PAULO.     

Terminado o desfile, acontece um show do grupo “TROVADORES URBANOS”, com músicas da época da revolução. Depois, a banda “HOMEM DO BRASIL” apresenta um repertório com rock e bandas paulistas. Também vejo INESITA BARROSO cantando músicas antigas.   

O PASTOR MARINHO aproveitou a data para montar uma banquinha de venda e passou a lançar o seu livro “1932 SÃO PAULO A MÁQUINA DE GUERRA”. Neto de um veterano de 32, MÁRIO MONTEIRO, 48 anos, passou a pesquisar por conta própria motivado pelas histórias contadas pelo avô. Deu ênfase às armas produzidas por SÃO PAULO durante essa contenda devido ao impressionante poder de mobilização do povo paulista. Ainda nos fins dos anos 90, o PASTOR MARINHO freqüentou muito a Sociedade Veteranos de 32-MMDC, buscando auxílio para a feitura do seu livro que, finalmente, vem a lume hoje. Presenteia-me com um exemplar, bem como dá um livro também para o Cel MENDES. O NICANOR, nosso conselheiro, que está conversando conosco, compra um exemplar também.

Acompanhando o Cel MENDES, permaneço ainda um bom tempo na área de desfile. Ele está temeroso de uma possível abordagem do mau-caráter CARVALHOSA que não tem vergonha de comparecer na solenidade.

O MENDES vem até minha casa. Ele quer elaborar o discurso que irá proferir na OAB, no dia 12 de julho. Isso vamos fazer no computador. Também aproveita para fazer as cartas de demissão dos cargos de secretário das Medalhas (com data de 7 de julho) e da vice-presidência (com data de 13 de julho), inclusive uma carta ao Cmt Geral comunicando a sua atitude quanto ao cargo eletivo de vice-presidente, pois esse cargo é aprovado pelo CONSELHO SUPREMO. Caso o presidente peça mesmo sua demissão, então o Conselho terá de ser convocado, dentro de quinze dias, para se fazer a eleição do novo presidente e do vice, para o mandato-tampão até 9 de julho de 2005.

Isso vai até quase 16 horas. O MENDES depois parte para o seu sítio em ATIBAIA, onde está sua família. Agora, vamos descansar esse final de semana para depois enfrentar o DIA D da renúncia. O nosso último ato na Sociedade será a participação na solenidade da OAB, às 20 horas da segunda-feira.

Assisto as reportagens mostradas pela RECORD e GLOBO quando ao NOVE DE JULHO, em comemoração ao 72º Aniversário do Movimento Constitucionalista. Um pouco antes, uma senhora da equipe do BÓRIS CASOY telefonou para mim para perguntar alguma coisa sobre o Monumento-Mausoléu, para a notícia do JORNAL DA RECORD.

Durante a noite, procuro colocar os acontecimentos do NOVE DE JULHO no computador. É também o encerramento do meu 54 º ano de diário. Comecei a escrever minhas memórias em 9 DE JULHO DE 1950. Amanhã, iniciaremos, se DEUS QUISER, o 55 º tomo de meu diário.

Muitas orações e agradecimentos marcaram hoje o DIA DE SANTA PAULINA, a primeira brasileira canonizada. Devotos que compareceram à CAPELA SAGRADA FAMÍLIA, no IPIRANGA, zona sul de SÃO PAULO, puderam ver os restos mortais da religiosa, que cuidou de doentes e ex-escravos. Em NOVA TRENTO, onde MADRE PAULINA também morou, 9 de julho foi feriado municipal.

A escritora canadense MARGARET ATWOOD fez hoje a palestra mais divertida da Festa Literária Internacional de PARATY (FLIP), ao discorrer sobre temas devastação ecológica, mutação genética e o mundo do futuro, presentes no recém-lançado ORYX E CRAKE, uma ficção nada otimista sobre o sobrevivente de uma hecatombe. Apresentada pela editora LIZ CALDER, a escritora definiu a obra como ficção especulativa e rechaçou as críticas que definem o texto como depressivo. A autora comparou livros a pessoas. Disse que o autor perde o controle sobre eles, assim que ganham o mundo. Bem-humorada, MARGARET começou a contar piadas sobre escritores, todas tendo como cenário o inferno e como protagonista o demônio, uma criatura mais ocupada que os editores de livros e tão impotente quando eles para salvar textos ruins.

O vocalista da banda LS JACK, MARCOS MENNA, passou hoje por uma traqueostomia. A intenção dos médicos foi proteger as cordas vocais do cantor. Eles disseram que o procedimento não teve relação com a piora do quadro respiratório ou neurológico apresentado na quinta-feira, dia 8 de julho. MENNA está em coma induzido há nove dias, após fazer uma lipoaspiração. O vocalista permanece internado no hospital CA D´OR, na zona sul do RIO.

O Corpo de Bombeiros resgatou, no final da tarde, um cão da raça pit bull que caiu no RIO TAMANDUATEÍ. A operação de salvamento aconteceu na AVENIDA DO ESTADO, altura do MERCADO MUNICIPAL, no PARQUE DOM PEDRO, centro de SÃO PAULO. Os bombeiros utilizaram uma corda para içar o cão do rio. O animal foi levado para o Centro de Controle de Zoonoses.

O PARI PAROU. ERA UM CORPO NO RIO. Hoje, quando o corpo de um homem apareceu no rio TIETÊ, na altura do número 3.000 da AVENIDA DO ESTADO, várias pessoas foram para o local acompanhar o resgate. Até os camelôs acabaram lucrando.

A comerciante RENATA SCHINCARIOL, sobrinha do empresário JOSÉ NELSON SCHINCARIOL, dono da Cervejaria SCHINCARIOL, de ITU, assassinado em agosto de 2003, foi vítima de um seqüestro relâmpago na noite de quinta-feira. Ela foi dominada por dois homens na porta de sua casa, na região central de ITU, obrigada a tirar seu carro, um volks BORA, da garagem e dirigi-lo até a cidade vizinha de CABREÚVA. Ela foi abandonada nessa cidade, após ter sido torturada e roubada em sua jóias, um cordão de ouro e pulseiras.

Duas pessoas morreram e três ficaram feridas na noite desta sexta-feira, numa quermesse em CARAPICUÍBA, na GRANDE SÃO PAULO. Três suspeitos fugiram a bordo de um carro branco. A festa acontecia na AVENIDA ARGENTINA, em frente a uma igreja. O ex-detento MÁRCIO ROBERTO LACERDA CRUZ, de 27 anos, levou dois tiros e chegou morto no hospital. Ele levava o alvará de soltura no bolso. MARCO FABRÍCIO DE SOUZA, de 18 anos, também morreu no tiroteio. Três pessoas foram hospitalizadas.

O paulista RICARDO LUIZ IGNÁCIO, 31, foi achado morto há uma semana, no dia 3, na cidade de EL PASO (TEXAS). Após cruzar a fronteira do MÉXICO com os EUA. IGNÁCIO foi o terceiro brasileiro que morreu nos últimos 36 dias durante a travessia. Morreu por causa do excesso de calor enquanto atravessava o deserto. A família recebeu a notícia de sua morte supostamente por um companheiro de viagem, que não se identificou. O consulado brasileiro entrou em contato com a família de IGNÁCIO em SÃO PAULO. A previsão é que o corpo chegue ao País em uma semana.

O presidente LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA recebeu no PALÁCIO DO PLANALTO parte da delegação brasileira que vai disputar os JOGOS OLÍMPICOS de ATENAS, em agosto. JULIANA VELOSO e CASSIUS DURAN (saltos ornamentais), THIAGO MONTEIRO e LÍGIA SILVA (tênis de mesa), GUSTAVO BORGES, ROGÉRIO ROMERO e JOANNA MARANHÃO (natação) foram alguns dos atletas que receberam os votos de boa sorte de LULA. O presidente ainda sancionou o projeto BOLSA-ATLETA, da autoria do ministro dos ESPORTES, AGNELO QUEIROZ, que prevê remuneração mental para atletas que não tenham patrocínio.

PREMIADA pela loteria de ATLANTA a faxineira GERALDINE WILLIAMS, de 67 anos, com um rateio de 294 milhões de dólares, o segundo maior da história. Viúva, com oito netos, ela teve de escolher entre receber onze milhões por ano, ao longo de 26 anos, ou ficar com apenas 168 milhões, à vista. Preferiu a segunda opção. Em BOSTON.

Em decisão histórica, a Corte Internacional de Justiça de HAIA qualificou hoje de ilegal a construção por ISRAEL de um muro nos territórios ocupados da CISJORDÂNIA e JERUSALÉM ORIENTAL, e determinou que o país interrompa a obra e destrua a parte já erguida. Como a Corte apenas deu um parecer, de cumprimento não obrigatório, caberá à ASSEMBLÉIA GERAL e ao CONSELHO DE SEGURANÇA da ONU levar o caso adiante. O parecer provavelmente não terá um efeito prático imediato, pois os EUA, aliados de ISRAEL e com poder de veto no CS, não consideram a Corte “o fórum adequado” para tratar do assunto.

O FESTIVAL DE SAN FERMÍN, em PAMPLONA, na ESPANHA, terminou hoje, com quatro feridos. Um deles foi atacado por três touros e está em estado grave. O evento centenário é tradicional na cidade e atrai anualmente 1,5 milhão de pessoas, inclusive estrangeiros. Os participantes provocam os animais soltos na rua e depois saem correndo.

 

2 005   :    -   SÁBADO

O Instituto Histórico e Geográfico de SÃO PAULO, a Senhora CÁRBIA SABATEL BOURROUL e seus filhos FREDERICO OCTÁVIO e ALEXANDRE CAMILLO, celebrando o 73 º Aniversário da Revolução Constitucionalista, no dia 9 de julho de 2005, às 17:30 horas, convidam para a inauguração do

MEMORIAL 32

CENTRO DE ESTUDOS

JOSÉ CELESTINO BOURROUL

ABERTURA

NELLY MARTINS FERREIRA CANDEIAS

PRONUNCIAMENTO

FREDERICO OCTÁVIO BOURROUL

SAUDAÇÃO

HERNÂNI DONATO

ORAÇÃO A 32

PAULO BOMFIM

COQUETEL

 

NELLY MARTINS FERREIRA CANDEIAS

PRESIDENTE

Por volta das 7 horas, chego na rua PEDRO VICENTE. O CORONEL PM ANTÕNIO CARLOS MENDES não demora também para apontar e vamos para a “boca” do TÚNEL NOVE DE JULHO, sentido centro-bairro. A idéia é realizar um manifesto de repúdio pela troca do nome, uma luta que estamos realizando juntos desde março de 2002. Enquanto não chegam outros envolvidos na Comissão “TÚNEL NOVE DE JULHO PARA SEMPRE”, vamos conhecendo deste local, como a PASSARELA GETÚLIO VARGAS e a parada de ônibus que também leva o nome do presidente GETÚLIO VARGAS. Tudo ali lembra 1932 e a colocação do nome DAHER CUTAIT é totalmente deslocada e inadequada. PAULO PENNA TRINDADE, MARIA CECÍLIA NACLÉRIO HOMEM, WÁLTER TAVERNA, o motorista RAMIREZ e um carro antigo, que é colocado em lugar estratégico, bem perto do TÚNEL, CECÍLIA DE MORAES, CÉLIA MARCONDES, um carro de som, chegam em seguida. Elementos da FORÇA SINDICAL estendem uma tarja preta, desde o alto do túnel até o terreno, onde fixamos essa tarja com pedras. Faixas são apresentadas com dizeres “TÚNEL NOVE DE JULHO PARA SEMPRE” e “UM POVO SEM HISTÓRIA É UM POVO SEM MEMÓRIA” e estendidas por nós. Dois elementos contratados pela família CUTAIT estendem uma faixa com o nome do médico, mas logo se retiram. RAMIREZ prometeu sumir com essa faixa logo em seguida. Paramos o trânsito por três vezes, em sinal de protesto. Mas o MENDES e eu temos compromisso na Avenida PEDRO ÁLVARES CABRAL, pois já está chegando a hora do início da cerimônia de comemoração dos 73 anos do Movimento Constitucionalista de 32. Ali encontramos muitos conhecidos. Fica até difícil relacionar todos eles nestas minhas memórias. Podemos citar o ex-combatente ALENCAR THOMAZ, que logo irá assumir o Comando do Exército Constitucionalista. Ele vem com vários parentes, inclusive duas bisnetas. Quer que todos eles fiquem ao seu lado. Oficiais da DAMCO, como o TENENTE MARCELO e a CAPITÃO Fem PM SUZUKI estão preocupados com a demora ao chegar do ex-combatente ABRAHÃO YÁZIGI, que deverá passar o cargo para o ALENCAR. Vemos a chegada do GENERAL DE EXÉRCITO LUIZ EDMUNDO MAIA DE CARVALHO, Comandante do EXÉRCITO SUDESTE, que é um dos que irão receber a Medalha CONSTITUCIONALISTA. O Prefeito JOSÉ SERRA também logo se faz presente. Também ele será condecorado nesta manhã. O governador GERALDO ALCKMIN se atrasa um pouco. O orador do evento é o MAJOR LUIZ PESCE DE ARRUDA. Logo começa a solenidade, com a passagem de Comando do Exército Constitucionalista: ABRAHÃO YÁZIGI para ALENCAR THOMAZ. Este, lê sua ORDEM DO DIA e, como já tinha preparado, quando preparei esse documento para ele, no final, clama pela mudança do nome do TÚNEL NOVE DE JULHO.

Vamos cruzando com muita gente conhecida. O CAPITÃO R/R GINO STRUFFALDI fica ao lado do governador, do prefeito e do Secretário de Segurança Pública. O Cmt do EXÉRCITO SUDESTE; o MAJOR-BRIGADEIRO VILARINHO, Cmt do IV COMAR; o Comandante Geral, CORONEL PM ELISEU ECLAIR TEIXEIRA BORGES; o Chefe da CASA MILITAR, CORONEL PM CELSO CAMARGO; outras autoridades, como o vereador AURÉLIO NOMURA. Notamos a presença do Presidente da COMISSÃO DO RESGATE DA MEMÓRIA DA OAB/SP, FÁBIO BERNARDES MARCOS TROMBETTI; do COORDENADOR DA COMISSÃO CÍVICA E CULTURAL da Associação Comercial, FRANCISCO GIANNOCCARO; VIVIANO FERRANTINI, CARLOS ALBERTO ROMAGNOLI, JANAINA EXPOSITO PINTO, FRANCES DE AZEVEDO, General EUCLYDES BUENO FILHO, advogado HERBERTO CARNIDE, veterano GERALDO PIRES DE OLIVEIRA, veterano NICOLAU TUMA, os Coronéis ALBERTO SILVEIRA RODRIGUES, ex-comandante geral da PMESP, e RUBENS CASADO, agora trabalhando na Prefeitura, ligados à segurança pública; quase que todos os coronéis da Capital.    

Após a passagem de Comando do Exército Constitucionalista, os cadetes da PMESP conduzem os caixões (oito no total), que foram transportados do R Pol Mont “NOVE DE JULHO” até o local da cerimônia por uma carreta dos bombeiros. O poeta PAULO BOMFIM declama o poema “ORAÇÃO ANTE A ÚLTIMA TRINCHEIRA”, comovendo, como sempre os presentes. Uma salva de tiros e os caixões são conduzidos para o interior da cripta do Monumento-Mausoléu, acompanhados pelo Governador, pelo Prefeito, pelo Presidente da Sociedade Veteranos de 32-MMDC e pelos familiares dos heróis que estão sendo imortalizados. Por um desencontro dos familiares de dois ex-combatentes, esses trouxeram diretamente as urnas para a cripta, totalizando os dez veteranos: JOÃO CÉSAR GALVÃO, EMILE ZOLA PEREIRA MENDES, JÚLIO MOREIRA BARBOSA, JOSÉ GOMES, LUIZ GONZAGA DE SIQUEIRA, ÁLVARO DE ALMEIDA LISBÔA, ELIAS DOS SANTOS OLIVEIRA, ARILDO GARÇÃO VIANNA, JOSEMINO DIFRANCISCO e CLYRIO ASSUMPÇÃO.

Realiza-se a entrega da Medalha CONSTITUCIONALISTA para os seguintes agraciados, além do prefeito JOSÉ SERRA e do Comandante do EXÉRCITO SUDESTE, GENERAL DE EXÉRCITO LUIZ EDUARDO MAIA DE CARVALHO: CORONEL Art JOÃO CÉSAR ZAMBÃO DA SILVA, CORONEL Inf LUIZ GOMES FALCÃO, CORONEL QEM RAFAEL ROBERTO GOMIDE, CORONEL PAULO ROBERTO CARDOSO, ALMIRANTE CARLOS BASTOS BEZERRIL, CAPITÃO-DE-MAR-E-GUERRA HUGO MARCEL VIEIRA DE MELO PIMENTEL, CAPITÃO-DE-MAR-E-GUERRA MARCOS NUNES DE MIRANDA, MAJOR-BRIGADEIRO-DO-AR ADENIR SILVEIRA VIANA, BRIGADEIRO-DO-AR MARCO AURÉLIO GONÇALVES MENDES, BRIGADEIRO-DO-AR JOSÉ ROBERTO SCHEER, Doutor DOMINGOS PAULO NETO, Doutor IVANEY CAYRES DE SOUZA, Doutor FÁBIO MARCOS BERNARDES TROMBETTI e dez coronéis da PMESP: Fem PM EURÍDICE ORPHEU ALVES DE SOUZA, JOÃO ROBERTO DO NASCIMENTO, ANTÔNIO DOS SANTOS ANTÔNIO, RAUGESTON BENEDITO BIZARRIA DIAS, OSWALDO DA SILVA FILHO, WASHINGTON LUIZ GAIOTTO, ISIDRO SUITA MARTINEZ, SÉRGIO TEIXEIRA ALVES, ROBERTO ANTÔNIO DINIZ e ANTÔNIO CARLOS RODRIGUES.

Em seguida, ALENCAR THOMAZ pede permissão ao governador para dar início ao desfile cívico-militar. Uma representação de ex-combatentes abre o desfile, vindo depois escolas, escoteiros, vários segmentos da sociedade, motos, carros antigos, blocos do Exército, da Marinha, da Aeronáutica, da Guarda Civil Metropolitana e da Polícia Militar. Quando passam os carros antigos é que vemos as faixas reclamando a troca do nome do TÚNEL NOVE DE JULHO, principalmente aquelas que estão sendo conduzidas pela MARIA CECÍLIA NACLÉRIO HOMEM, PEDRO PAULO PENNA TRINDADE e CÉLIA MARCONDES. Num gesto de ousadia, eles, após desfilarem, regressam para a frente do palanque e, acintosamente, ali ficam “plantados” até o encerramento do desfile. Isso chama a atenção do governador e do prefeito. JOSÉ SERRA tem uma conversa particular, no palanque, com o vereador AURÉLIO NOMURA. Isso eu assisto, pois estava bem perto dos dois. AURÉLIO NOMURA sugere ao prefeito dar o nome de DAHER CUTAIT a um hospital de M´BOI MIRIM, possibilitando a volta do nome do TÚNEL NOVE DE JULHO, sem constrangimento para a família do médico, que, por um motivo de vaidade, não quer aceitar que se retire o nome indevido do doutor DHER CUTAIT do túnel que eles usurparam. Pode ser que o dia de hoje signifique a vitória para a nossa causa. Depois do desfile, cantam OS TROVADORES URBANOS.

Com o GINO STRUFFALDI, MENDES, ROMAGNOLI, JANAÍNA, LUCIENE, LILIAN, ANTÔNIO CARLOS NACLÉRIO HOMEM, vereador AURÉLIO NOMURA, combinamos ir para uma solenidade no REGIMENTO DE POLÍCIA MONTADA “NOVE DE JULHO”, aceitando o convite do CORONEL PM Ref EDUARDO MONTEIRO, da Confraria do Estribo; é um costume dos velhos coronéis comandantes do Regimento uma reunião no Regimento, após desfilarem a cavalo, com o uniforme da época de 1932.

No Regimento, vamos encontrar o TENENTE-CORONEL PM FÉLIX, o MAJOR ANDREOLLI, diversos coronéis reformados: ÉDSON TENÓRIO DOS SANTOS (pai do Capitão PM HÉLIO TENÓRIO DOS SANTOS), PAULO MIRANDA DE CASTRO, SYNÉSIO, EDUARDO MONTEIRO, irmanados na Confraria do Estribo. Na Assembléia Geral Eleitoral de 27 de abril, eu pedi para que o EDUARDO MONTEIRO levasse à Confraria a idéia dela se unir à Sociedade Veteranos de 32-MMDC. Parece que o meu pedido surtiu efeito. Eles declararam que o GINO STRUFFALDI passa a fazer parte da Confraria, a partir deste NOVE DE JULHO.    

Por volta das 16 horas, o GINO STRUFFALDI, acompanhado de sua esposa dona DINORÁ, desde o início da solenidade do IBIRAPUERA, pede para que os levem para sua casa. Eles estão sendo conduzidos pelo CARLOS ALBERTO ROMAGNOLI, que tem demonstrado ser um rapaz de extrema sensibilidade e prestativo para com o MMDC. Também me retiro do Regimento e vou diretamente para o INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE SÃO PAULO, última etapa das comemorações de hoje. Ali, será inaugurado o MEMORIAL DE 32 – CENTRO DE ESTUDOS JOSÉ CELESTINO BOURROUL, conforme programação já descrita acima. Várias pessoas que estiveram no IBIRAPUERA se fazem presente. O vice-governador CLÁUDIO LEMBO vai presidir a solenidade. O GINO STRUFFALDI e dona DINORÁ logo chegam. O CORONEL PM MENDES, que não esteve no Regimento, também vem para este evento. CÉLIO DEBES, CORONEL PM PAULO TENÓRIO DA ROCHA MARQUES, FRANCISCO GIANNOCCARO, Diácono ISAIAS LOURENÇO TORRES, o Presidente do TRIBUNAL DE JUSTIÇA, desembargador LUIZ ELIAS TÂMBARA, e outros conhecidos assistem a solenidade de inauguração do acervo de mais de sete mil itens, que pertenceu a JOSÉ CELESTINO BOURROUL.

A presidente doutora NELLY CANDEIAS assim se expressa nesta cerimônia: “Prezados Senhores e Senhoras, Membros e Amigos do Instituto Histórico e Geográfico de SÃO PAULO, Autoridades que aqui se encontram honrando-nos com sua presenças.

No dia 1º de novembro de 2004, o IHGSP completou 110 anos. Foi fundado em 1894 por ESTÊVÃO LEÃO BOURROUL, ANTÔNIO TOLEDO PIZA e DOMINGOS JAGUARIBE. Sentimo-nos honrados por ver perpetuada nesta casa, desde sua fundação, a tradição de excelência de uma família Paulista, a Família BOURROUL que aqui deixa indeléveis recordações.

O doutor JOSÉ CELESTINO BOURROUL foi membro deste Instituto. No dia 5 de agosto de 2003, poucos meses antes de seu falecimento, enviou-nos uma carta de felicitações, cumprimentando-nos pelo brilho das comemorações dos 71 anos da Revolução Constitucionalista, em que dizia: “velho participante desse tipo de comemorações, não hesitamos em dizer que os festejos do nosso inspirado Instituto Histórico e Geográfico de SÃO PAULO foram os mais felizes e transmitiram aos presentes as mais nobres reações”. Terminou essa carta histórica afirmando que o instituto estava mais vivo do que nunca e antes de assinar o seu nome escreveu VIVA SÃO PAULO, VIVA O BRASIL!

Tinha razão o Dr BOURROUL ao afirmar que o Instituto estava mais vivo do que nunca e mais viva do que nunca é também sua presença entre nós, no momento da inauguração do MEMORIAL ’32 – CENTRO DE ESTUDOS JOSÉ CELESTINO BOURROUL. Em 2004, a senhora CÁRBIA BOURROUL e seus filhos, FREDERICO OCTÁVIO e ALEXANDRE CAMILLO doaram a este Instituto o valioso acervo do Dr BOURROUL do qual faz parte uma Biblioteca e a realidade sobre a Revolução de 32.

Ao abrir as portas ao público em geral, a Família BOURROUL está prestando inestimável serviço a SÃO PAULO e ao BRASIL, concretizando um dos mais elevados ideais da atual Diretoria, a de abrir nossas portas para professores, alunos, pesquisadores e estudiosos.

Num de seus discursos, pronunciado em 1999, o Dr JOSÉ CELESTINO BOURROUL mencionou fato curioso sobre um maltrapilho, vendedor de jornais, que durante a revolução constitucionalista tocou timidamente o braço de PEDRO DE TOLEDO, então governador de SÃO PAULO, desejando demonstrar o seu reconhecimento, entusiasmo e admiração por ele, com uma expressão simples e singela, composta apenas por duas palavras. O mendigo disse ao Governador: AHÍ BATUTA!

E é com essas duas palavras que tanto encantaram o doutor JOSÉ CELESTINO BOURROUL para demonstrar minha admiração que fizeram neste Instituto ao fundarem o MEMORIAL ’32. AHÍ BATUTAS. VIVA SÃO PAULO e VIVA O BRASIL.

Regresso muito cansado para GUARULHOS, tão cansado que durmo no ônibus e somente vou descer no ponto final. Sou obrigado a pegar um lotação para acertar o caminho perdido. Ainda LUCINDA me conduz à festa junina que acontece na casa do Senhor NELSON e dona SORAYA. Vamos participar, durante algumas horas, dessa reunião alegre dos parentes da família da KÁTYA. O PM JOÃO GOMES está firme na máquina do churrasco. A mesa de comida típica de festa junina é farta e a alegria contagia os presentes. Mas o cansaço impede que eu continue em companhia deles. LUCINDA me traz para casa e retorna para essa confraternização.

Dois dias depois de ter que cancelar o show que faria em LONDRES devido aos atentados terroristas na cidade e de ver o hotel onde estava transformado em base para o resgates de mortos e feridos, DANIELA MERCURY recuperou a animação se apresentando no Festival de Jazz de MONTREUX, neste sábado. Ela participou do show “NOITES DA BAHIA” e dividiu o palco de um dos eventos mais prestigiados da EUROPA com as conterrâneas IVETE SANGALO e MARGARETH MENEZES.

FALECEU em PARIS o escritor francês CLAUDE SIMON, aos 91 anos, vencedor do NOBEL DE LITERATURA em 1985 e pioneiro do estilo nouveau roman dos anos 1960. O romance AS GEÓRGICAS (1981) é considerado sua obra mais importante.