quinta-feira, 30 de maio de 2019

VEJA QUE COISA INDECENTE! SÓ NUM PAÍS DAS BANANAS!


MOGI DAS CRUZES TEM MUSEU QUE LEMBRA REVOLUÇÃO DE 1932.

Mogi das Cruzes tem museu que lembra Revolução de 1932

Quatro jovens da cidade morreram durante o conflito.
Golpe de Getúlio Vargas originou revolta paulista.

Do G1 Mogi das Cruzes e Suzano

06:35/06:45

Mogi das Cruzes está ligada diretamente a Revolução Constitucionalista de 1932. A data é comemorada no feriado desta terça-feira (9). A cidade tem inclusive um museu que lembra esta luta e mostra como vivia a família de um dos quatro mogianos que morreram no combate.
O movimento armado tentou derrubar Getúlio Vargas da presidência da República, tomada depois de um golpe em 1930. Os mogianos Fernando Pinheiro Franco, José Antônio Benedito, Jair Fontes de Godoy e Diogo Oliver morreram durante o combate que durou 87 dias e contabilizou, no total, 934 mortes.
Além de dar nome a uma das principais avenidas da cidade, a casa onde morou Franco é um museu onde o público pode conhecer um pouco mais da revolução e da tradicional família mogiana.
No acervo estão painéis com a história do conflito, dos voluntários da cidade e objetos, como um capacete com uma marca de tiro que teria sido usado por Pinheiro Franco. “Quando a revolução começou Mogi se mobilizou para participar do movimento”, explica o coordenador do Museu Guiomar Pinheiro Franco, Roberto Lemes Cardoso. Ele destaca que a data retomou sua importância depois do decreto do feriado e, por isso, muitas escolas visitam o museu em busca de informações sobre a revolução.
Para a socióloga Marina Alvarenga, a data é importante porque o movimento foi uma luta pela Constituição. “Com o golpe de Getúlio Vargas a Constituição foi desconsiderada e o Estado de São Paulo se movimentou para garantir esse direito. A Constituição é fundamental para o processo democrático."
A data da comemoração é importante na opinião da socióloga. “É no dia 9 de julho de 1932 que eclodiu o movimento depois que os paulistas perceberam que Vargas não faria uma nova Constituição. São Paulo marchou sozinho sem a ajuda do Rio Grande do Sul e de Minas Gerais, que prometeram apoio, mas depois resolveram se aliar a Vargas”, conta Marina. Na análise da socióloga, o movimento reflete até hoje na realidade política brasileira. “Por lutas como essas, temos democracia, apesar de todos os problemas, mas vivemos dentro da constitucionalidade. Ele ajuda também a acabar com o mito da passividade do brasileiro, porque a história está pontuada de movimentos como a Revolução no Brasil.”
Revolução Constitucionalista
Segundo historiadores, em março de 1930, Júlio Prestes venceu as eleições para presidente do Brasil com mais de 1 milhão de votos contra 700 mil do candidato Getúlio Vargas.
Em 3 de outubro do mesmo ano, o presidente em exercício, Washington Luís, foi preso por militares e tirado do cargo. Então, Getúlio articulou um golpe e partiu para o Rio de Janeiro, que na época era a capital federal, para assumir o País. Prestes, que tinha sido eleito vencendo Vargas nas urnas, não pode tomar posse e foi embora do Brasil.
Em 1932, Vargas ganhou a autorização dos militares para comandar o País. Com a decisão, começaram as manifestações de revolta. No mesmo ano, São Paulo rompeu ligações com o governo federal e no dia 23 de maio, quatro jovens foram mortos durante uma manifestação. Com o episódio, no dia 9 de julho de 1932, os policiais e a população de São Paulo resolveram unir forças para derrubar Getúlio Vargas e aprovar uma nova Constituição. Os paulistas perderam a batalha, mas, em 1934, a nova Constituição foi promulgada.
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NÚCLEO MMDC - ALTO TIETÊ "VOLUNTÁRIO FERNANDO PINHEIRO FRANCO", DA SOCIEDADE VETERANOS DE 32-MMDC - SOLENIDADE NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA EM 30 DE MAIO DE 2019 - PROGRAMAÇÃO

Resultado de imagem para voluntario fernando pinheiro francoSOCIEDADE VETERANOS DE 32 – MMDC


NÚCLEO “MMDC ALTO TIETÊ  
VOLUNTÁRIO FERNANDO PINHEIRO FRANCO


Solenidade alusiva à valorização de dignitários que apoiam as forças de segurança pública, e comemoração ao Ano do 87º Aniversário da       Juventude Constitucionalista.


R O T E I R O


  1. ABERTURA:
  • Texto: A Bandeira.


  • Bem-Vindos à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.
Agradecemos a presença de todos, e daremos início à Solenidade alusiva ao “Ano do 87º Aniversário da Juventude Constitucionalista, e valorização de dignitários que apoiam as forças de segurança pública constituídas”.


  1. COMPOSIÇÃO DA MESA:
Compõem a mesa solene, que conduzirá os trabalhos desta noite, a seguintes autoridades e personalidades:


  1. Deputado Estadual Major Mecca - ALESP
  2. Ilustríssimo Sr. Cel PM Mario Fonseca Ventura – Presidente da Sociedade Veteranos de 32 – MMDC
  3. ____________________________________________________
  4. ____________________________________________________
  5. ____________________________________________________
  6. ____________________________________________________
  7. ____________________________________________________


  1. ABERTURA PELO PRESIDENTE DA SESSÃO


Neste momento, ouviremos a mais alta autoridade da Mesa de Honra da Solenidade, que procederá a abertura dos trabalhos, Ilustríssimo Sr. Deputado Estadual Major PM Mecca.
(“Senhora, Senhores e Autoridades, está aberta a solenidade, sob a proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos.”).


  1. 1 MINUTO DE SILÊNCIO AOS HERÓIS QUE TOMBARAM RECENTEMENTE:


Convidamos a todos para, em sinal de respeito, colocarem-se de pé para que façamos 1 MINUTO DE SILÊNCIO aos Heróis Policiais Militares que morreram recentemente no cumprimento do dever.


  1. EXECUÇÃO DO HINO NACIONAL
Convidamos a todos, para em sinal de respeito, cantarmos o Hino Nacional Brasileiro, com Música de Francisco Manuel da Silva e Letra de Joaquim Osório Duque Estrada, que será executado pela ______________________________
Sob o comando do Maestro:________________________________________


  1. REGISTRO DE PRESENÇAS


Registramos e agradecemos a presença das seguintes personalidades  
                                                 (FICHAS)


  1. EXIBIÇÃO DE UM FILME INSTITUCIONAL DO MMDC


  1. PALAVRAS DOS DIGNITÁRIOS QUE COMPÕE A MESA DE HONRA DE AUTORIDADES:
  • ____________________________________________________________
  • ____________________________________________________________
  • ____________________________________________________________
  • ____________________________________________________________
  • ____________________________________________________________
  • Cel PM Mario Fonseca Ventura – Pres. da Soc. Veteranos de 32 – MMDC
  • Deputado Major Mecca – ALESP


  1. CONVITE PARA SE ASSOCIAREM AO MMDC (Fichas de Inscrição)


  1. EXPOSIÇÃO DA LEI DE CRIAÇÃO DAS MEDALHAS


  • (Exposição de “SLIDES”  - Imagens das Medalhas).


  • INFORMAR: O militar deve tirar cópia do Diploma e entregar na administração de sua CIA, Batalhão, ou Seção, pedindo para publicar, pois tal Medalha instituída pelo Governo do Estado de São Paulo, conta pontos para promoção na carreira profissional.”


  • HISTÓRICO DA MEDALHA MMDC


  • A “Medalha MMDC” é uma comenda, oficializada pelo Decreto Nº 40087, de 14 de maio de 1.962, do Governo do Estado de São Paulo.


  • Medalha “MMDC”, foi criada com o fim de galardoar pessoas físicas ou jurídicas, nacionais ou estrangeiras, que por seus méritos e serviços relevantes prestados à São Paulo e ao culto da Revolução Constitucionalista de 1932, se tenham tornado pessoas dignas de especial distinção.

O nobre significado da sigla “MMDC”, deve-se às iniciais dos nomes dos quatro estudantes, Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo, que reivindicando para o povo brasileiro uma Constituição que visasse um Estado Democrático de Direito, no dia 23 de maio de 1932 na Pça da República – SP, acabaram por serem baleados por parte do governo ditatorial e faleceram. O sangue destes quatro heróis, culminou na guerra denominada “Revolução Constitucionalista de 32” e trouxe bons reflexos à toda nação, pois em data subsequente (1934) o Governo promulgou uma Carta Constitucional assegurando direitos e garantias individuais a todos os brasileiros.


  • Digna-se constar, que a Lei Fed. nº 12.430, de 20 de junho de 2011 decretada pelo Congresso Nacional e sancionada pela presidência da República, inscreveu os nomes dos heróis paulistas da Revolução Constitucionalista de 1932: Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo (MMDC), no Livro dos Heróis da Pátria.


  • A Medalha “MMDC”, é portanto uma Comenda Emérita definitiva, pois perpetuará a gratidão e o reconhecimento, para todo o sempre, dos que cumpriram esta jornada cívica para com aqueles que, hoje e no futuro, continuarem abraçando os mesmos ideais de democracia, liberdade e amor à legalidade pelos quais se bateram os heróis e Veteranos de 32.







ENTREGA DE HONRARIAS AOS MILITARES E DIGNITÁRIOS QUE APOIAM AS FORÇAS DE SEGURANÇA PÚBLICA
DE SÃO PAULO E DO BRASIL.


  • Chamamos para se colocar em local de destaque, à frente da Mesa Diretora dos Trabalhos, as seguintes autoridades que serão homenageadas:


1ª ETAPA: AUTORIDADES DE DESTAQUE APOIADORES DO MMDC
HOMENAGEADO
OBSERVAÇÃO
MEDALHA
Sr. Heldo Bezerra de Farias
Empresário
MMDC
Nei Jorge Feniar
Empresário
MMDC
Jose Leile Cavalcanti
Empresário
MMDC
José Feoanemoris Filho
Empresário
MMDC
Flavio Roberto Álvaro
Empresário
MMDC
Fábio Castro Sousa
Empresário
MMDC
Joaquim Egídio de Arruda Pinto
Empresário
MMDC
Hevanoeldo Bezerra de Farias
Empresário
MMDC


(Aplausos)


2ª ETAPA: DESTAQUE E ELOGIOS AO TRABALHO DE POLICIAIS MILITARES
HOMENAGEADO
OBSERVAÇÃO
MEDALHA
Edson Marques
Subp. Reg. SM
MMDC
Ten. Cel PM Rogério Carmit Gomes
Cmdt 38º BPM/M
MMDC
Major PM Jonny Arce Rivera
29º BPM/M
MMDC
3º Sgt PM Diego Barreto da Silva de Novais
29º BPM/M
MMDC
1º Sgt PM Domingos Adão Cavalcanti
29º BPM/M
MMDC
Cb PM Leonardo de Oliveira Silva
29º BPM/M
MMDC
Cb PM Rafael Gomes Oliveira
29º BPM/M
MMDC
Cb PM Elaine Reali Marciano
29º BPM/M
MMDC
(APLAUSOS)

3ª ETAPA: ATUAÇÕES MERITÓRIAS E OCORRÊNCIAS DE DESTAQUE
  1. Ocorrência de prisão de estuprador
HOMENAGEADO
OBSERVAÇÃO
MEDALHA
Ten. PM Emerson de Oliveira
2 de Ouro
MMDC
Sgt PM Sidney Carlos Magalhães Richi
2 de Ouro
MMDC
Sd PM Rodrigo Santos Vieira
2 de Ouro
MMDC
Sd PM Betriz Pereira de Moraes
2 de Ouro
MMDC


BREVE HISTÓRICO DA OCORRÊNCIA
Em 10 de Maio de 2019, após receber informação do desaparecimento de uma criança, que havia deixado as dependências de um estabelecimento de ensino público, os Policiais obtiveram imagens de um circuito fechado de televisão, revelando as características do indivíduo suspeito.
Após tomar conhecimento sobre a localização da criança, horas depois do seu desaparecimento, informando ter sido vítima de lesão corporal e violação sexual, motivada com o espírito de servir, proteger e fazer justiça, cumprindo-se a lei, incessantemente realizou patrulhamento no seu turno de serviço, com vistas ao agressor de alta periculosidade, culminando em localizá-lo, prendê-lo, entregando-o a polícia judiciária, que o manteve preso a disposição da justiça.
No fiel cumprimento do seu dever, tirou de circulação um criminoso hediondo, correspondeu com os anseios da sociedade paulistana, contribuindo com a redução do índice criminal.
(APLAUSOS)


4ª ETAPA: DESTAQUE E ELOGIOS AO TRABALHO DE POLICIAIS MILITARES


HOMENAGEADO
OBSERVAÇÃO
MEDALHA
Cb PM Edjane Lima de Azevedo
29º BPM/M
MMDC
Cb PM Renato Rocha Ribeiro
23º BPM/M
MMDC
Cb PM Rita de Cássia Borges dos Stos Guedes
29º BPM/M
MMDC
Sd PM Rubens de Freitas Santos Junior
29º BPM/M
Gov. Pedro Toledo
Sd PM Cleber Alves do Nascimento
29º BPM/M
MMDC
Sd PM Thiago Alves Lopes dos Santos
29º BPM/M
MMDC
Inspetor de Divisão Alírio José da Silva
Cmtd Regional GCM
Constitucionalista
GCM – Classe Especial Marcos Monfardini
Inspetoria Reg. Itaim Pta.
MMDC
GCM – Classe Esp. Ernane Barbosa Ribeiro
Inspetoria Reg. Itaim Pta.
MMDC
(APLAUSOS)


5ª ETAPA: AUTORIDADES DE DESTAQUE APOIADORES DO MMDC


HOMENAGEADO
OBSERVAÇÃO
MEDALHA
Marcelo de Souza Santana
Cmtd Patrulha Mirim
MMDC
José Ferreira Neto
Apresentador TV
MMDC
Dr. Luiz Marcelo Sá Malbouisson
Médico
MMDC
Dr. Sergio Roberto Silveira da Fonseca
Médico
MMDC
Dr. Ricardo Pires Ribeiro
Médico
MMDC
Marcos Vinicius da Silva
Empresário
MMDC
Dr. Vicente de Paula Oliveira
Ex-Sec. Estadual
MMDC
(APLAUSOS)


6ª ETAPA: AUTORIDADES DE DESTAQUE APOIADORES DO MMDC
HOMENAGEADO
OBSERVAÇÃO
MEDALHA
1º Sgt PM José Carlos Ferreira
Reserva
MMDC
Prof.ª Jolita Etelvino Amud
Diretora E. E. Franc. Pereira de Sousa Filho
MMDC
Everton Ferreira de Sousa Santos
Bombeiro Cívil
MMDC
Paulo Roberto
Empresário
MMDC
Dr. Adriano Santos
Advogado
MMDC


  1. CONTINÊNCIA AO PAVILHÃO NACIONAL
  • Neste momento, teremos a Continência ao Pavilhão Nacional, somente aos que foram condecorados com medalhas. A Continência à Bandeira será comandada pelo: ____________________________________________________________


  1. ENCERRAMENTO DA SESSÃO SOLENE


  • Neste instante teremos as palavras do Deputado Estadual Major Mecca, que agradecerá a todos, e dará por encerrados os trabalhos.


  • AGRADECIMENTOS:


  • Ao Deputado Estadual Major Mecca
  • Ao Cel PM Mario Fonseca Ventura
  • Aos homenageados
  • Aos familiares e amigos que vieram prestigiar a solenidade
  • À equipe do Deputado Major Mecca

    História da família Pinheiro Franco se funde à de Mogi

    Uma das famílias mais conhecidas e tradicionais da cidade tem seu sobrenome marcado em escolas, museus e avenidas pelos feitos de seus integrantes

    "Creio que seria arrogância da minha parte falar da importância da nossa família na cidade. Na verdade, eu acho que Mogi das Cruzes é que é importante para nós, pois foi muito acolhedora e generosa conosco. E, no final das contas, a gente passa, mas Mogi vai ficar", disse o advogado José Pinheiro Franco Filho, sobre o significado de sua família na história do município. 
    Ele, que é filho do advogado já falecido José Pinheiro Franco (filho do casal Júlia e Galdino) e de Wanda Campilongo, é sobrinho da professora Guiomar Pinheiro Franco (cujo nome batizou escola, a Rede Feminina de Combate ao Câncer de Mogi e até um museu com a história dela) e do voluntário Fernando Pinheiro Franco, que morreu na Revolução Constitucionalista de 1932. Mesmo sendo possuidor do "sangue bandeirante" da família e carregando o sobrenome tradicional na cidade, Franco Filho faz questão de ser modesto ao falar da participação dos familiares na vida de Mogi, porém, sem deixar de lembrar com orgulho dos feitos deles. "Meu tio Fernando, que morreu quando meu pai tinha 2 anos, foi uma pessoa muito idealista e Mogi é uma terra de muitas pessoas assim. Até hoje me emociono quando releio a carta que ele deixou para minha avó", revelou. "Minha tia Guiomar, além de ter sido professora por muitos anos, também dedicou a vida dela para causas sociais, principalmente depois que ficou viúva". O advogado salientou que Mogi contribuiu muito com a evolução do País. "Basta vermos quantos expedicionários deram a vida pelo Brasil", avaliou.
    O clã dos Pinheiro Franco viveu durante muitos anos no antigo casarão da rua José Bonifácio, onde hoje existe o Museu "Professora Guiomar Pinheiro Franco" com a biografia dela na área da Educação, o trabalho desenvolvido na Rede Feminina de Combate ao Câncer, a paixão dela pela pintura, seja em quadros ou porcelana, e pela música, além das saudades que ela tinha do irmão, o voluntário Fernando Pinheiro Franco. A filha dela, Eugênia, segundo o sobrinho de Guiomar, seguiu os passos da mãe, também lecionando e atuando na Rede Feminina.
    Guiomar foi casada com o mogiano e advogado Benedito de Lima Franco Lapin e teve três filhos: Eugênia, Fernando e Anna Maria. Ela é a 7ª filha de Galdino Pinheiro Franco e Júlia. Além dela e do voluntário Fernando, o casal também teve os filhos Célia, Djalma, Aparecida, Nelson, Djanira, Galdino, Francisco, Francisca, José (pai do advogado Franco Júnior), Julinha, outro Fernando, Luís e Francisco . Guiomar nasceu em 1914 e morreu em 1999, em Mogi.
    • Museu guarda capacete com marca do tiro que matou Voluntário Fernando Pinheiro Franco
    • José Pinheiro Franco Filho se emociona ao relembrar histórias dos antepassados

    Fernando Pinheiro Franco deixou carta para a mãe ao ir lutar na Revolução de 1932

    Ao decidir ir lutar na Revolução Constitucionalista de 1932, Fernando Pinheiro Franco - que foi homenageado, após a sua morte, ao ter a principal avenida de Mogi das Cruzes batizada com seu nome (a Avenida dos Bancos) -, deixou uma carta para a mãe avisando-a de que iria para o front de batalha e despedindo-se, já que ele fora direto do Citibank, onde trabalhava, para a guerra. Dez dias depois, o voluntário, que tinha 20 anos de idade, morreu com um tiro de fuzil que varou o capacete, ao levantar a cabeça na trincheira em que estava de sentinela, na divisa de São Paulo com o sul de Minas Gerais, de modo que apenas o corpo dele voltou a Mogi. O referido capacete com a marca do disparo encontra-se no museu que leva o nome da irmã, Guiomar Pinheiro Franco, no casarão em que a família viveu por muitos anos na rua José Bonifácio.
    Veja a seguir a íntegra da carta dele, endereçada à mãe Júlia:
    São Paulo, 28.07.32
    Querida Mamãe
    O meu dever de Paulista me chama às armas. Parto com o coração transbordante, pois vou cumprir com o dever sagrado de proteger o nosso Estado.
    Espero que a mamãe não fique triste, pois irei acompanhado por Deus e todos os santos que me protegerão contra o inimigo cruel que tenta entrar neste nosso querido torrão natal.
    Vou para um lugar em que não há muito perigo, graças a Deus. Vou e voltarei muito em breve.
    Peço que me desculpe de não ir vê-la, pois não há tempo. Entretanto, se passar por Mogy, pelas 7 horas da manhã irei despedir-me de todos.
    Aqui fica o meu "Até logo" a todos de casa. Abraços ao Papai, Cida, Guiomar, Nelson, Djanira, Galdininho, Francisco, Julinha, Lilia, Célia e José.
    Escreva-me ao Djalma, dando as despedidas por mim.
    Lembranças a Luiza, à Áurea-Julia e a todos os conhecidos meus.
    Escrever-lhe-ei do lugar em que estiver.
    À mamãe, um abraço e beijo do filho, que lhe quer muito bem e pede-lhe a bênção.
    Fernando
    * Reze por mim e por todos. Sant'Anna de Mogy me guardará, assim como todos os santos, por isso, não tenha cuidado.