sábado, 15 de agosto de 2020

EXISTEM PESSOAS CRUÉIS DISFARÇADAS DE BOAS PESSOAS.

 


Existem pessoas cruéis disfarçadas de boas pessoas

 
09 fevereiro, 2018

Existem pessoas cruéis disfarçadas de boas pessoas. São seres que machucam, que agridem por intermédio de uma chantagem emocional maquiavélica baseada no medo, na agressão e na culpa. Aparentam ser pessoas altruístas, mas na verdade escondem interesses ocultos e frustrações profundas. 

Muitas vezes ouve-se dizer que “quem machuca o faz porque em algum momento da vida também já foi machucado”. Que quem foi magoado, magoa. No entanto,  ainda que por trás destas ideias exista uma base verídica, existe outro aspecto que sempre nos custa admitir: A maldade existe. As pessoas cruéis, por vezes, dispõem de certos componentes biológicos que as empurram em direção a determinados comportamentos agressivos.

O cientista e divulgador Marcelino Cereijudo nos assinala algo interessante. “Não existe o gene da maldade, porém há certos aspectos biológicos e culturais que a podem propiciar”. A parte mais complexa deste tema é que muito frequentemente tendemos a buscar rótulos e patologias em comportamentos que simplesmente não entram dentro dos manuais de psicodiagnóstico.

Os atos maliciosos podem ocorrer sem que exista necessariamente uma doença psicológica subjacente. Todos nós, em algum momento da nossa vida, já conhecemos uma pessoa com este tipo de perfil. Seres que nos presenteiam com bajulação e atenção. Pessoas agradáveis, com êxito social, mas que em privado delineiam uma sombra obscura e alargada. Na profundeza dos seus corações respira a crueldade, a falta de empatia, e até mesmo a agressividade. 

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As pessoas cruéis e a molécula da moral

Tal como dissemos anteriormente, até hoje ninguém conseguiu identificar a existência do gene da maldade. No entanto, nos últimos anos aumentaram os estudos sobre um aspecto fascinante: a denominada “molécula da moral”. Para compreender melhor o que é esta estrutura, iremos nos contextualizar a partir de uma história real. Uma história terrível, que lamentavelmente acontece com muita frequência.

Hans Reiser é um programador norte-americano famoso por ter criado os arquivos ReiserFS. Atualmente, e desde 2008, está na prisão de Mule Creek por ter assassinado sua esposa. Ele não teve problema em se declarar culpado e em revelar onde enterrou o corpo de Nina Reiser. Como dado curioso, vale a pena dizer que este especialista em programação dispõe de uma inteligência prodigiosa, ao ponto de ter iniciado os seus estudos universitários ainda adolescente.

Depois de um julgamento rápido e de ter ingressado na prisão de San Quintín, decidiu preparar ele próprio o seu recurso. Através de 5 folhas escritas à mão, argumentou  que o seu cérebro funcionava de maneira diferente. Reiser tinha conhecimento dos estudos que estavam a ser realizados sobre a oxitocina e a utilizou como argumento. Segundo ele, tinha nascido com o seguinte problema: o seu cérebro não produzia a chamada molécula da moral. Carecia de empatia. 

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Obviamente, e como era de se esperar, este argumento não o impediu de cumprir a pena perpétua. No entanto, o tema sobre a origem da maldade voltou a entrar em debate. Nos dias de hoje, dá-se pleno valor ao fato de que a oxitocina é o hormônio que faz de nós seres “humanos” na sua vertente mais autêntica. Pessoas educadas e preocupadas em ajudar, cuidar e empatizar com os nossos semelhantes.

Como se defender da crueldade camuflada

No nosso cotidiano, nem sempre nos relacionamos com pessoas tão cruéis como a anteriormente citada. Porém, somos vítimas de outro tipo de interações: as de falsa bondade, a agressividade encoberta, a manipulação, o egoísmo sutil, a ironia mais daninha, etc.

Estes comportamentos podem ser resultado de vários aspetos. Carência de inteligência emocional, um ambiente pouco afetivo onde a pessoa cresceu ou até mesmo um déficit na liberação da oxitocina. Tudo isto talvez determinará essa agressividade mais ou menos encoberta. De qualquer forma, não podemos esquecer que quando falamos de agressividade, não estamos nos referindo exclusivamente ao dano físico. 

A agressão emocional, a instrumental ou a verbal são feridas menos denunciáveis devido à necessidade de serem provadas, mas são mais corriqueiras e por isso temos que nos defender. Explicaremos como.

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Pessoas cruéis: saber reconhecê-las e evitá-las

Todos podemos ser vítimas das pessoas cruéis. Não importa a idade, o status ou as nossas experiências anteriores. Este tipo de pessoa pode ser encontrado no meio da família, em ambientes de trabalho e em qualquer outro cenário. No entanto, podemos identificá-las de várias formas.

  • A pessoa de coração obscuro nos seduzirá com a mentira. Elas irão se camuflar por trás de palavras bonitas e atos nobres, mas pouco a pouco surgirá a chantagem. E mais tarde, a criação do medo, da culpa e da violência mental.
  • Perante estes mecanismos, cabe apenas uma opção: a não-tolerância. Não importa que seja a nossa irmã, nossa parceira ou um colega de trabalho. Os perturbadores da calma e do equilíbrio só buscam uma coisa: acabar com a nossa autoestima para ter o controle.
  • Teremos a sensação clara de que não há saída. De que elas nos têm sob suas redes. No entanto, vale recordar que “é mais poderoso aquele que é dono de si mesmo”. Por isso, é importante acabar com o jogo da dominação e da agressividade com determinação.

    Os jogos da dominação e da agressividade encoberta são muito complexos. No entanto, é necessário agir com rapidez para remover armadilhas e reagir a ameaças veladas. No momento em que sentirmos desconforto ou preocupação em relação a certos comportamentos, só existe uma opção: a distância.

    Imagens cortesia de Christian Schloe.

    FALECIMENTO DO CORONEL PM CARLOS ALBERTO DA COSTA, O MUCA.

     

    Através celular, grupo ALPHA, tomo conhecimento da morte do CORONEL PM CARLOS ALBERTO DA COSTA.

    “A Polícia Militar lamenta profundamente a morte do nosso eterno Subcomandante PM, CORONEL PM CARLOS ALBERTO DA COSTA, ou MUCA, como era conhecido e chamados pelos coronéis, amigos e familiares.

    O apelido veio quando ainda era jovem, seu pai, senhor COSTA, português, torcedor assíduo da PORTUGUESA DE DESPORTOS que tinha como goleiro o lendário MUCA. Assim, o jovem CARLOS ALBERTO que no futebol também gostava de atuar no gol, ficou apelidado como MUCA em alusão ao time do coração de seu pai. Contudo, o CORONEL PM CARLOS ALBERTO era são-paulino.

    Nascido em 3 de março de 1945, na cidade de SP, o jovem CARLOS ALBERTO ingressou na Academia de Polícia Militar do Barro Branco em 1965, já no 1ºCFO e se formou em dezembro de 1966. Na época eram também formado no CPOR, preferindo assim a carreira policial-militar.

    Como oficial, ele serviu no CPTran, na Academia de Polícia Militar do Barro Branco e no policiamento ostensivo na região de GUARULHOS (CPA/M-7) finalizado a carreira como SUBCOMANDANTE PM, sob comando do CORONEL PM CLAUDIONOR LISBOA.

    Era casado com a senhora VIVIAN MARIA DE ABREU COSTA e deixa dois filhos: RICARDO e VIVIANI e três netos: VINICIUS, MARIA CECÍLIA e JOSÉ ANTONIO.

    O nosso SUBCOMANDANTE PM MUCA estava internado há mais de 20 dias na PREVENT SENIOR por decorrência da COVID-19. Não haverá velório em virtude das imposições da Pandemia e ele será cremado no Cemitério de VILA ALPINA, em horário ainda a ser estipulado”. (GERSON LIMA DE MIRANDA).    

    A VIVIANI fez o seguinte agradecimento:

    Obrigado pelas orações....

    Esse é o meu pai...Sentado no seu refúgio.

    O vírus pegou-o de jeito e ele não resistiu. Brigou muito! Mais de vinte dias no hospital lutando...

    Mas DEUS o quis ao seu lado.

    Todos que me conhecem sabem da minha conexão com ele e sabem o quanto essa perda dói em mim...

    Ele era a minha força, meu herói!!!

    A pessoa mais preocupada com os outros que conheci! Nunca pensou em si mesmo, sempre nos outros!

    Ensinou os valores de trabalho, caráter, honestidade e amor à família.

    Foi ótimo militar, professor, pai, amigo, confidente...Nunca o vi falar mal de ninguém!!

    Estava sempre pronto para ajudar ao próximo...

    Essa doença é cruel! Derrubou um gigante!

    O questionamento sobre a vida sempre se faz necessário em momentos de ruptura como esse, nunca existe resposta.. Não saio dessa a mesma pessoa.

    PAI TE AMO !

    CARLOS ALBERTO DA COSTA nasceu em 3 de março de 1945. Entrou na antiga FORÇA PÚBLICA em 15 de fevereiro de 1965.

    Foi declarado ASPIRANTE A OFICIAL em 15 de dezembro de 1966.

    Promovido a 2º TENENTE em 25 de agosto de 1967; a 1º TENENTE em 23 de março de 1970. CAPITÃO em 15 de dezembro de 1975.

    (Não tenho as datas de suas outras promoções)

    MORRE, AOS 87 ANOS, O VIOLONISTA JULIAN BREAM, EM 14 DE AGOSTO DE 2020.

     

    Morre, aos 87 anos, o violonista Julian Bream

    Ele ajudou a ampliar o repertório de seu instrumento ao tocar peças de alemães e japoneses

    Allan Kozinn, The New York Times

    15 de agosto de 2020 | 18h56

    Julian Bream, o violonista inglês que representou para seu país o que Andrés Segóvia (1893-1987) foi para a Espanha, morreu ontem, 13, em sua casa em Wiltishire, Inglaterra, aos 87 anos, de causa não revelada pelo empresário do músico. Bream foi fundamental para a reintrodução do alaúde como instrumento de concerto e teve um papel importante na divulgação do repertório contemporâneo, sendo escolhido por compositores como Britten para gravar em primeira mão peças que depois foram incorporadas ao repertório de outros violonistas.

    Morre, aos 87 anos, o violonista Julain Bream
    Bream representou para a Inglaterra o que Segóvia foi para a Espanha Foto: The New York Times

    Bream foi um passo além de Segovia, substituindo o fraseado romântico do espanhol por um estilo menos pomposo, mais contemporâneo, ampliando o repertório de seu instrumento ao buscar em compositores alemães, franceses e ingleses obras que não faziam parte do universo tradicional do violão, embora não tenha dispensado a herança latina ou espanhola.

    Ele reviveu, por exemplo, obras do espanhol Fernando Sor e do italiano Mauro Giuliani, dois importantes autores e violonistas do século 19. Bream assinou também várias transcrições de obras barrocas e clássicas, entre elas suítes de Bach e sonatas de Scarlatti, assim como peças de Purcell, Cimarosa, Diabelli e Schubert.

    Seu legado mais expressivo, contudo, são as peças encomendadas a compositores como Britten (Noturno, de 1963), William Walton (Cinco Bagatelas, 1971) e peças de contemporâneos como o alemão Hans Werner Henze e o japonês Toru Takemitsu. Bream começou sua carreira em 1951 e, ao sofrer um acidente em 1984 e passar por uma cirurgia, teve de se adaptar à nova condição, mas não parou de tocar ou gravar. Sempre de modo discreto. Ele preferia fazer suas gravações numa capela perto de sua casa, à noite. 


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