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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018
SUICÍDIO DO ESCRITOR AUSTRÍACO STEFAN ZWEIG E DE SUA ESPOSA LOTTE EM 23 DE FEVEREIRO DE 1942.
76 a. do suicídio do escritor austríaco STEFAN ZWEIG e de sua esposa
LOTTE, a 23 de fevereiro de 1942, um domingo de carnaval. ZWEIG preparou seu
fim e deixou várias evidências sobre o plano. Como a série de 13 cartas de
despedida, algumas enviadas na tarde anterior, quando o casal foi visto por
diversas pessoas. Também a organização dos arquivos com originais do escritor,
além de livros que deveriam ser devolvidos aos respectivos donos com uma
palavra de cortesia. E ainda uma “Declaração” manuscrita (sua caligrafia era
inconfundível), pousada na cômoda. “Os repórteres, porém, foram muito relapsos
e não notaram detalhes que poderiam ser essenciais”, reclama ALBERTO DINES.
“Como um livro de Medicina, que foi deixado aberto por ZWEIG ou sua mulher -
por que ninguém se interessou em descobrir sobre qual assunto tratava aquele
trecho?” Com o faro de um policial, DINES dissecou em seu livro “MORTE NO
PARAÍSO” também a foto em que aparecem os corpos do escritor (cuidadosamente
trajado) e o de LOTTE, que surge abraçando-o. Na imagem, ele descobriu uma
caixa de fósforo aberta, deixada sobre a cômoda. “Como não há sinais de palitos
ou mesmo de charutos, acredito que ali ZWEIG carregou a morfina que os matou”.
É impressionante também como o pacto macabro foi conduzido por LOTTE, que
morreu por último, o que é perceptível a partir da posição em que ficou seu
corpo. “Sua morte deve ter sido mais rápida, pois a musculatura estava muito
rígida”, comenta. “ZWEIG se matou tomado pelas dores do mundo e LOTTE, como uma
perfeita secretária, supervisionou tudo e ainda o seguiu”. DINES esclareceu em
seu livro que o BRASIL teve muita influência em sua morte: “Ele não foi vítima
da violência, mas sim das artimanhas do Estado Novo”. O livro BRASIL, PAÍS DO
FUTURO é exemplo de como agia o governo por meio do Departamento de Imprensa e
Propaganda (DIP), chefiado por LOURIVAL FONTES. Segundo DINES, conhecendo o
entusiasmo de ZWEIG pelo BRASIL (que começou em 1936), o governo lhe ofereceu
um visto de residência em troca de escrever uma obra sobre o País. “Ficar aqui
significava estar longe do terror nazista e, embora não fosse acostumado a
literatura de viagens, ele aceitou a troca”. Como já admirava o BRASIL, ZWEIG
escreveu com prazer. O título foi ainda criado em NOVA YORK e pretendia
apresentar o País como uma solução para os problemas que afligiam a humanidade.
“Ele se espantou em ver pessoas de diversas raças convivendo calmamente nas
cidades e, portanto, apontou as potencialidades da nação e não apenas no plano
econômico, em que recebeu dicas do empresário ROBERTO SIMONSEN”, afirma. “ZWEIG
enxergava no BRASIL um antídoto para o ódio que tomava conta do mundo. Muito
antes de sociedade cordial, ele já se encantava com a nossa bonomia e com o
VOLTAIRE e MONTAIGNE, antes dele, chamaram de “bondade natural”. O que era
primeiro um conceito logo se tornou um estigma – apesar de ter criado um canto
de louvor ao povo e não ao governo brasileiro, ZWEIG recebeu duras críticas.
“Como estávamos sob censura ferrenha, a imprensa poupou o governo para descontar
no autor do livro. Disseram, inclusive, que tinha sido “comprado pelo DIP”.
Mas, segundo ALBERTO DINES, o escritor estava certo ao descrever o País como
uma espécie de paraíso: “Nós é que perdemos de vista os seus paradigmas
humanistas”. A imprensa da época também foi extremamente imprecisa ao
acompanhar o suicídio do escritor e sua mulher. “Finalmente entrei no quarto de
dormir e estive lá não sei por quanto tempo sem levantar a cabeça. Eu não podia
ou não queria ver. Em duas pequenas camas unidas estava o mestre, com sua
formosa cabeça somente alterada pela palidez. A morte violenta não lhe deixou
violência alguma. Dormia sem seu eterno sorriso, mas sim com uma doçura enorme
e com uma serenidade maior ainda.” Desta forma, a escritora e diplomata chilena
GABRIELA MISTRAL (Prêmio NOBEL DE LITERATURA DE 1945) descreveu o momento em
que entrou no quarto da casa do escritor austríaco STEFAN SWEIG, em PETRÓPOLIS,
horas após o suicídio do autor de NOVELA DE XADREZ, MARIA STUART e BRASIL, UM
PAÍS DO FUTURO. O relato em forma de carta foi destinado a EDUARDO MALLEA,
escritor argentino, que na época comandava o suplemento literário do jornal
portenho LA NACIÓN. O conteúdo integral dessa epístola, publicada originalmente
no dia 3 de março de 1942, ficou esquecido durante décadas, até que a carta –
da qual só se conheciam trechos esparsos – foi resgatada em sua totalidade há
poucos anos pelo jornalista brasileiro ALBERTO DINES, diretor do OBSERVATÓRIO
DA IMPRENSA e autor de MORTE NO PARAÍSO. A quarta edição dessa obra – uma das
principais escritas sobre o suicídio de ZWEIG – está sendo lançada em março de
2012 e conterá a íntegra da carta de MISTRAL, entre outros detalhes sobre a
vida do escritor. O escritor DEONÍSIO DA SILVA escreveu LOTTE & ZWEIG, uma
visão romanceada de uma tragédia sem testemunhas, em fevereiro de 2012.
NOTÍCIA ALVISSAREIRA
RECEBO, COM MUITA ALEGRIA, A NOTÍCIA TRANSMITIDA PELO DOUTOR CARLOS ROMAGNOLI, VICE-PRESIDENTE DA DIRETORIA EXECUTIVA DA SOCIEDADE VETERANOS DE 32-MMDC, ONDE COMUNICA A APROVAÇÃO DE SEU FILHO GABRIEL PIRES DE OLIVEIRA NOS EXAMES DA OAB/SP.
RELEMBRO, COM MUITAS SAUDADES DO NOSSO QUERIDO GERALDO PIRES DE OLIVEIRA, QUE, NO REGIMENTO DO SUPREMO CRIADOR DO UNIVERSO, DEVE ESTAR CONTENTE COM O SUCESSO DE SEU NETO.
TENHO CERTEZA DE QUE GABRIEL SEGUIRÁ OS PASSOS DE SEU PAI, EXEMPLO DIGNO DE SER SEGUIDO PELOS SEUS MÉRITOS E DEDICAÇÃO À CARREIRA QUE ABRAÇOU.
NÓS, DA SOCIEDADE VETERANOS DE 32-MMDC PARABENIZAMOS O GABRIEL PELO CAMINHO ESCOLHIDO: A CARREIRA DE ADVOGADO É UMA DAS MAIS HONRADAS PELOS MÉRITOS DA PROFISSÃO.
PARABENS ROMAGNOLI : VOCÊ PREPAROU O FILHO E ELE DARÁ MUITO ORGULHO PARA O PAI.
INGRESSO DE MEU FILHO GABRIEL NOS QUADROS DA OAB/SP
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08:45 (Há 1 hora)
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Querido Cel. Ventura, bom dia!
Conforme relatei meu filho GABRIEL PIRES DE OLIVEIRA MACIEL ROMAGNOLI, para meu orgulho e satisfação passara no Exame da OAB e tornara-se Advogado, isto com parcos 22 anos (nascido aos 12/11/1995).
Era o que tinha para agora querido amigo.
Carlos Romagnoli
Conforme relatei meu filho GABRIEL PIRES DE OLIVEIRA MACIEL ROMAGNOLI, para meu orgulho e satisfação passara no Exame da OAB e tornara-se Advogado, isto com parcos 22 anos (nascido aos 12/11/1995).
Era o que tinha para agora querido amigo.
Carlos Romagnoli
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