domingo, 24 de março de 2019

POLICIAL QUE MATOU ASSALTANTE É CONDECORADA PELA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE GOIÁS.


CIDADES

Policial que matou assaltante é condecorada na Assembleia Legislativa de Goiás

Katiusce Ferreira Rezende recebeu a Medalha de Honra ao Mérito Pedro Ludovico

Da redação do Mais Goiás | Postado em: 23/03/2019 às 15:08:29
Policial que matou assaltante é condecorada na Assembleia Legislativa de Goiás
(Foto: Sérgio Rocha/Alego)

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JANAÍNA E RODRIGO MAIA, A NOVA E A VELHA POLÍTICA, O PATRIOTISMO E A CHANTAGEM

Sobre Janaína e Rodrigo Maia, a nova e a velha política, o patriotismo e a chantagem



Janaína Paschoal, todos a conhecemos.
Brilhante professora de Direito da USP, foi o aríete que demoliu, com a petição de impeachment, o castelo petista, ocupado por corruptos, corruptores e o exemplar único da espécie “mulher sapiens”, uma aberração evolutiva com apenas dois neurônios, um sempre em ‘stand by’. Por isso é odiada por petistas e adjacências. Mas admirada pelos que cultivam a inteligência, a competência, a honestidade e a coragem cívica.
Eu a venero!
São de Janaína algumas frases publicadas hoje pelo Jornal da Cidade Online. Vale a pena lê-las. Volto depois.
Rodrigo Maia também é muito conhecido. Foi reeleito presidente da Câmara dos Deputados num processo de negociação que – tudo lembra – se encaixa nos moldes da velha e indecente política (o termo mais ajustado seria “politicalha”) que tanta vergonha e desgraça trouxe ao País. Ele é, sim, um filhote da “velha política” de que o país tanto luta para se libertar. Até amplas denúncias de corrupção na Lava Jato o colocam como homem da “velha política”.
Vale a pena reproduzir - ao custo de me alongar muito – uma matéria publicada pela Folha de São Paulo Digital de hoje, 24 de março de 2019, sob o título
“Odebrecht revela 'valor do passe' de Rodrigo Maia, o 'Botafogo'”
“Em depoimento, o ex-executivo da Odebrecht Luiz Eduardo da Rocha Soares disse que, em 2014, o pagamento ilícito feito ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), era indicado como o "valor de passe" de "volante" do "Fluminense" em planilha da empresa.
Segundo duas planilhas apresentadas pelo delator, que constam em pedido de abertura de inquérito encaminhado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal (STF), as analogias futebolísticas eram padronizadas: a posição "volante" identificava o cargo de deputado federal, e o clube, "Fluminense", o Democratas, partido de Maia.
Já o "valor do passe", especificado apenas como "cem", é o dinheiro que a empresa repassou ao parlamentar para a campanha, segundo o executivo.
Rodrigo Maia já havia sido associado a outro time de futebol carioca, o "Botafogo". No depoimento de Soares e também dos delatores Benedicto Jr, João Borba Filho, Cláudio Melo Filho, Carlos José Fadigas de Souza Filho, os executivos afirmam que o pai do presidente da Câmara, o ex-prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia (DEM-RJ), atendia por "Inca" e "Déspota".
Eles detalharam pagamentos ao deputado federal e seu pai em 2008, 2010, 2013 e 2014. Em 2008, Benedicto Jr., o BJ, Rodrigo Maia solicitou e recebeu R$ 350 mil como ajuda para campanha eleitoral em 2008. Porém, naquele ano, nem o parlamentar nem Cesar Maia foram candidatos a cargos eletivos.
Já em 2010, os delatores apresentaram, segundo o procurador, evidências do pagamento de R$ 400 mil para a campanha de Cesar Maia ao Senado Federal, entre o dia 12 de agosto e 30 de setembro. Cláudio Melo Filho, por sua vez, relatou o pagamento de R$ 100 mil a Rodrigo Maia em 2013.
Segundo o pedido de Janot, Rodrigo Maia "em sua atuação parlamentar, apresentou contrapartida aos pagamentos ilícitos feitos pela Odebrecht". Ele afirma pagamentos feitos aos políticos "tinham sim o caráter de propina" e não eram "mera contribuição irregular de campanha".
Como o ministro Edson Fachin aceitou o pedido de abertura de inquérito da PGR (Procuradoria-Geral da República), o presidente da Câmara e seu pai serão investigados por corrupção ativa, passiva, e lavagem de dinheiro.”
Certamente foi a antecipação dos fatos relatados nesta reportagem – inclusive a aceitação da abertura de inquérito por Fachin - que deixou Rodrigo Maia tão nervoso a ponto de atacar, pela ordem, Moro, Bolsonaro e finalmente, Paulo Guedes, que um dia atrás ele qualificava como uma ilha de competência do atual governo.
Sua ira com o governo e com Moro, em particular, o levou, segundo declarações também publicadas hoje, a retirar da pauta da Câmara o pacote anticorrupção de Moro.
Os corruptos do Brasil, certamente concordam e aplaudem o balofo presidente da Câmara. É o descumprimento cabal de compromissos assumidos com o governo, que apoiou a sua reeleição.
Em perfeito acordo com as minhas suspeitas acima apresentadas o presidente Bolsonaro falou do Chile, onde se encontrava, colocando o dedo na ferida: “Os atritos acontecem no momento, mesmo eu estando fora do Brasil, porque alguns [políticos], não todos, não querem largar a “velha política”.
Bingo, presidente Bolsonaro. Entre aqueles ‘alguns’, eu incluo, sem medo de errar, o balofo Rodrigo Maia, presidente da Câmara do Deputados.
Disse mais o presidente:
“Nunca critiquei [Maia]; eu não sei porque ele, de repente, está se comportando dessa forma agressiva em relação a minha pessoa”

DESSE JEITO O BRASIL NÃO PODE PROSPERAR MESMO!

Fwd: LULLA, RICARDO LEWANDOWSKI, PT, STF, QUADRILHA DO MENSALÃO, CORRUPÇÃO, o juiz mais pilantra e corrupto do judiciário brasileiro- com comentário, 02 06 2012

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lauro@laurohenchen.com.br

sáb, 23 de mar 14:36 (há 1 dia)
para

-------- Mensagem original --------
Assunto: LULLA, RICARDO LEWANDOWSKI, PT, STF, QUADRILHA DO MENSALÃO,
CORRUPÇÃO, o juiz mais pilantra e corrupto do judiciário brasileiro- com
comentário, 02 06 2012
Data: 2019-03-23 11:55
De: "Sergioadv" <sergioadv.moreira@gmail.com>
Para: "Sergioadv" <sergioadv.moreira@gmail.com>

ESTA MATÉRIA É DATADA DE 02/06/2012.

VALE A PENA REVER E RELEMBRAR.

SÉRGIO- 08/07/016

.-.-.-.

REPASSO COMO RECEBI.

ACRESCENTO QUE O MINISTRO LEWANDOWSKI FOI UM DOS MINISTROS DO STF
NOTICIADOS/DENUNCIADOS NO ESCÂNDALO CACHOEIRA, NAS CONVERSAS GRAVADAS
PELA POLÍCIA FEDERAL.

SÉRGIO

.-.-.-.

O juiz mais pilantra e corrupto do judiciário brasileiro.

_LEMBREM-SE, A INTERNET TEM UM PODER FANTÁSTICO! É O FAMOSO DITADO A
UNIÃO FAZ A FORÇA, NA PRÁTICA VIRTUAL!_

O JUÍZ MAIS PILANTRA E CORRUPTO DO JUDICIÁRIO BRASILEIRO

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski é o
juíz mais pilantra e corrupto do judiciário brasileiro.
Mandou interromper uma investigação onde juizes são acusados de
receber R$700.000,00 de auxílio moradia. (ah ele também recebeu...).
Atualmente está tentando adiar o processo do mensalão até que os
crimes prescrevam.
Ajude a combater a corrupção no Brasil, divulgue.

SÓ PODEMOS CONTAR COM VOCÊ.

EU REPASSEI PARA MAIS DE TRINTA, VEJA QUANTOS VOCÊ CONSEGUE.

RODRIGO MAIA - TEXTO DO MAJOR-BRIGADEIRO-DO-AR JAIME RODRIGUES SANCHEZ - MEUS CRÉDITOS AO LAURO HENCHEN


-------- Mensagem original --------
Assunto: RODRIGO MAIA
Data: 2019-03-23 08:08
De: GUS GAL <52gus19@gmail.com>
Para:


  Filho de um político condenado por improbidade administrativa,
coincidentemente envolvendo a empreiteira OAS, o Deputado Rodrigo Maia
permanece apenas indiciado, envolvido em supostas trocas de “favores
políticos” com a empreiteira no Congresso, além de, juntamente com
seu pai, estar sendo investigado por envolvimento em ações
fraudulentas junto à empreiteira Odebrecht.
  Sr. Rodrigo.

  Antes de dirigir-se jocosamente e tentar diminuir uma instituição
honrada e prestigiada como as Forças Armadas, o senhor deveria estar
preocupado em explicar as acusações que vêm sendo divulgadas sobre a
sua conduta e a do seu pai, inexplicavelmente estacionadas na PGR.

  JAIME RODRIGUES SANCHEZ É MAJOR-BRIGADEIRO, NA RESERVA.

LOBATO, UM PATRIMÔNIO DE TODOS NÓS, POR PEDRO BANDEIRA. MEUS CRÉDITOS AO DOUTOR MARIANO TAGLIANETTI.

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Resultado de imagem para MARIANO TAGLIANETTISEUS contos de humor são dignos de...


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MarianoTaglianetti

Anexos03:22 (há 19 horas)
 para eu
Caríssimo Cel. VENTURA, bom dia !
Envio-LHE  o texto  de lavra de PEDRO BANDEIRA sobre MONTEIRO LOBATO.
Publicado  pelo  "ESTADÃO"  no  domingo  passado ( 17  ), consubstanciando
verdadeiro pensar sobre SUA obra.
Fraternal apreço, MT.
 LOBATO, UM PATRIMÔNIO DE TODOS NÓS
Pedro Bandeira *
Dentre tantos pioneirismos que marcaram a
trajetória de Monteiro Lobato, um dos principais
foi a revolução na oferta de literatura para o Brasil
de seu tempo. Como escritor, adaptador, tradutor
e editor, ele foi prolífico. Mexeu em tudo, para
todas as idades. Sua adaptação do Pinóquio,
do Carlo Collodi, é muito mais engraçada do
que o original, embora o escritor italiano só
viesse a cair em domínio público em 1961. O
trabalho de Lobato é tão primoroso que, na
Itália, deveriam oferecer a tradução de sua
adaptação: os italianinhos haveriam de
divertir-se a valer! Em Collodi, Gepeto fabrica
uma marionete, que logo se demonstra
falante e movente, mas Lobato foi além,
criando um primeiro capítulo primoroso, em
que Gepeto vai á mercearia de um certo
Mestre Cereja em busca de uma boa madeira
e... lembro-me de rolar de rir com as
peripécias que uma acha de madeira

2
endiabrada provoca, saltando e chocando-se
com as canelas do pobre Mestre Cereja! Que
delícia! Mas é claro que qualquer italianinho
ou quem quer que seja sempre poderá ler o
texto integral de Collodi.
Em 1930, Lobato lança Peter Pan, sua versão livre
do livro do inglês James Barrie, que só cairia em
domínio Público em 2008. E que versão! Tudo
em uma oralidade primorosa que encantaria os
inglesinhos de hoje. Mas é claro que o original do
Barrie continua intocado à disposição de quem
quiser. Lobato também nos ofertou o
divertidíssimo Dom Quixote das Crianças, fazendo
com que até um pirralho como eu acabasse, aos 12
anos, descobrindo dois grossos volumes
encadernados em couro na estante de um tio e
viesse a devorar os livrões do que eu imaginei na
ocasião ser uma “aventura de cavalaria”! mas o
original do primeiro romance da história continua
intocado por ai, com ilustrações de Gustave Doré,
de Picasso, para quem quiser deliciar-se.
E não foi por falta de esforço de Lobato que a
população brasileira continuaria no atoleiro no

3
analfabetismo por muitas décadas. Ele adaptou e
remexeu os Grimm, Andersen, Perrault e, ao
abrasileirar o imortal Robinson Crusoé, teve o
“cuidado” de omitir todas as partes em que a
solidão do náufrago demonstra ser também
sexual. Mas foi por causa dessa adaptação
primorosa que, na adolescência, procurei o
fantástico livrão do Daniel Defoe. Um portento, á
disposição de quem quiser ler, letra por letra.
Esse autor foi mesmo um formador de mim.
Não só “inventou” a literatura infantil que me
profissionalizou, como, em minha opinião, foi
o melhor contista da primeira metade do
século 20.
Seus contos de humor são signos de
Wodehouse, de Jerome K. Jerome. De
Mencken. Bugio Moqueado poderia ter sido
assinado por Edgar Alan Poe, se este fosse
brasileiro.
Fui formado pela literatura infantil desse autor. É
claro que fugi da gramática, da aritmética, da
geografia e da física que ele procurou ensinar, e,
mesmo não gostando dos xingamentos racistas de

4
Emília, o que me afastava e ainda me afasta de
Caçadas de Pedrinho é a ideia de matar uma linda
onça! Não posso aceitar que a maravilhosa
Narizinho, minha primeira paixão, aquela
delicadeza de mulherzinha, possa esfregar uma
faca de serrar pão no pelo macio da onça pintada,
enquanto Emília a perfura com um espeto de
frango.
A sorte é que as obras de Lobato continuam e
continuarão sendo publicadas em sua íntegra, com
gramáticas, aritméticas, onças mortas e
xingamentos preconceituosos pra quem quiser ler!
De minha parte, continuo lendo todo ele, e agora
posso mostrar minha paixão por seu mais lindo
livro: Reinações de narizinho, imaginando que
haja muitos velhos brasileiros como eu, que se
apaixonaram por esta personagem, minha
adaptação chama-se Narizinho, a Menina mais
Querida do Brasil. Lobato a aprovaria. Ou não?
Lembro-me de uma das primeiras Bienais do Livro
de que participei. A certa altura, uma menina com
seus 5 aninhos, passou por mim levando debaixo
do braço um livro que eu havia escrito. Fiquei
contente e comentei: “Que gracinha! Esse livrinho

5
é meu...” Ato contínuo, a deliciosa menininha
encolheu-se, abraçada ao livro, e me fuzilou com o
olhar: “Não! É meu!”
É claro! Aquele livrinho era dela inteiro, para
imaginá-lo como ela quisesse! Não era mais meu!
Com essa criança aprendi que um livro, depois de
publicado, não é mais de seu autor. Ele voa,
penetra nos cérebros de quem o lê, modifica-se lá
dentro, toma outros coloridos, outras dimensões
e torna-se infinito. É verdade: meus livros não são
mais meus, são dos meus leitores. Por isso, Lobato
não é mais dele, é muito nosso!
*Escritor.
Apud – Jornal “O ESTADO DE S. PAULO” / Aliás /
fls E 2 / DOMINGO, 17 DE MARÇO DE 2.019.
Curitiba, 24 março 2.019.


Biografia de Pedro Bandeira


Pedro Bandeira (1942) é escritor brasileiro de livros infanto-juvenis. Se destacou com a obra "A Droga da Obediência". Recebeu, entre outros, o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, em 1986 e a Medalha de Honra ao Mérito Braz Cubas, da cidade de Santos, em maio de 2012.
Pedro Bandeira (1942) nasceu em Santos, São Paulo, em 9 de março de 1942. Estudou o curso primário no Grupo Escolar Visconde de São Leopoldo. O ginásio e o curso científico no Instituto de Educação Canadá. Dedicou-se ao teatro amador, até mudar para a capital, onde estudou Ciências Sociais na Universidade de São Paulo (USP). Casou-se com Lia, com quem teve três filhos: Rodrigo, Marcelo e Maurício.
Além de professor de Literatura Brasileira e Portuguesa, para o ensino médio, trabalhou em teatro profissional até 1967 como ator, diretor, cenógrafo e com teatro de bonecos. Desde 1962, já trabalhava também na área de jornalismo e publicidade, começando na revista "Última Hora" e depois ingressando na "Editora Abril", onde escreveu para diversas revistas e foi convidado a participar de uma coleção de livros infantis.
Em 1972 começou a escrever histórias para crianças que foram publicadas em revistas e vendidas em bancas de jornal. Em 1983 publicou seu primeiro livro "O Dinossauro Que Fazia Au-Au", voltado para as crianças, que fez um grande sucesso. Mas foi com "A Droga da Obediência", voltado para adolescentes, que ele considera seu público alvo, que se consagrou.
Desde 1983, Pedro Bandeira dedicou-se inteiramente à literatura. Ele garante que a experiência em jornais e revistas o ajudaram como escritor, uma vez que o jornalista é obrigado a estar preparado para escrever sobre quase tudo. Ele escrevia para revista de adolescente e para publicações técnicas. Foi aprendendo a criar um estilo para cada público.
Estudou psicologia e educação para entender em que faixa etária a criança acha o pai herói, com qual idade acha ele um idiota e quando está pronta para questionar tudo e todos. "Sem esse conhecimento é impossível criar um personagem com o qual o leitor que você pretende atingir se identifique". A inspiração para cada história, segundo o autor, vinha de livros que leu e nos acontecimentos de sua própria vida.
Criatividade nunca faltou ao santista, mas quando isso acontece, Pedro abre o e-mail de seu computador e começa a ler mensagens e cartas que recebe semanalmente de seus leitores de todo Brasil. "As vezes tiro ideias das cartas porque o conteúdo das mensagens são os mais diversos. Tem quem pede conselho sentimental, outros dizem que não se dão bem com os pais e já recebi até carta de presidiário. Tento responder a todas".
Pedro Bandeira é o autor de Literatura Juvenil mais vendido no Brasil e como especialista em técnicas especiais de leitura, profere conferências para professores em todo o país..

Obras de Pedro Bandeira

A Baleiazinha;
A Contadora de Histórias;
A Droga da Obediência;
A Droga do Amor;
A Edição da Criançada;
A Formiga e a Pomba;
A Hora da Verdade;
A Marca da Lágrima;
A Onça e o Saci;
A Roupa Nova do Rei;
Agora Estou Sozinha;
Alice no País da Mentira;
Anjo da Morte;
Brincadeira Mortal;
Caras, Carinhas e Caretas;
Cidinha e a Pulga da Cidinha;
Como Conquistar essa Garota;
De Punhos Cerrados;
Desastre na Mata;
Droga de Americana!;
É Proibido Miar;
Eu Quero Ficar com Você;
Gente de Estimação;
Histórias Apaixonadas;
Ideia Solta no Ar;
Mais Respeito Eu Sou Criança;
Mariana;
O Dinossauro Que Fazia Au-Au;
O Guizo do Gato;
O Medo e a Ternura;
O Mistério da Fábrica de Livros;
O Melhor Presente;
O Patinho Feio;
O Poeta e o Cavaleiro;
O Vírus Final;
Obrigado Mamãe;
Pântano de Sangue;
Par de Tênis;
Pequeno Pede Tudo;
Pequeno Polegar;
Pirilim;
Por Enquanto Eu Sou Pequeno;
Prova de Fogo;
Rosa Flor e a Moura Torta;
Um Crime Mais Que Perfeito.

MarianoTaglianetti

seg, 25 de mar 08:18 (há 1 dia)
 para eu
 
Caríssimo e diléto Cel. VENTURA, bom dia !
 
Somos irmãos pelo que externa.
 
A complementação acrescentada tornou mais relevante o texto de PEDRO NAVAS.
Ressalta SEU valor literário merecidamente e ao integrar  "MEMÓRIAS..." dá a LOBATO estofo merecido,
reconhecido pelos que verdadeiramente conhecem  SUA obra  e  trajetória existencial com real propriedade,
para opinar... 
 
Grato, Mariano.
 

Área de anexos
LOBATO, UM PATRIMLOBATO, UM PATRIMÔNIO DE TODOS NÓS
Pedro Bandeira *
Dentre tantos pioneirismos que marcaram a
trajetória de Monteiro Lobato, um dos principais
foi a revolução na oferta de literatura para o Brasil
de seu tempo. Como escritor, adaptador, tradutor
e editor, ele foi prolífico. Mexeu em tudo, para
todas as idades. Sua adaptação do Pinóquio,
do Carlo Collodi, é muito mais engraçada do
que o original, embora o escritor italiano só
viesse a cair em domínio público em 1961. O
trabalho de Lobato é tão primoroso que, na
Itália, deveriam oferecer a tradução de sua
adaptação: os italianinhos haveriam de
divertir-se a valer! Em Collodi, Gepeto fabrica
uma marionete, que logo se demonstra
falante e movente, mas Lobato foi além,
criando um primeiro capítulo primoroso, em
que Gepeto vai á mercearia de um certo
Mestre Cereja em busca de uma boa madeira
e... lembro-me de rolar de rir com as
peripécias que uma acha de madeira

2
endiabrada provoca, saltando e chocando-se
com as canelas do pobre Mestre Cereja! Que
delícia! Mas é claro que qualquer italianinho
ou quem quer que seja sempre poderá ler o
texto integral de Collodi.
Em 1930, Lobato lança Peter Pan, sua versão livre
do livro do inglês James Barrie, que só cairia em
domínio Público em 2008. E que versão! Tudo
em uma oralidade primorosa que encantaria os
inglesinhos de hoje. Mas é claro que o original do
Barrie continua intocado à disposição de quem
quiser. Lobato também nos ofertou o
divertidíssimo Dom Quixote das Crianças, fazendo
com que até um pirralho como eu acabasse, aos 12
anos, descobrindo dois grossos volumes
encadernados em couro na estante de um tio e
viesse a devorar os livrões do que eu imaginei na
ocasião ser uma “aventura de cavalaria”! mas o
original do primeiro romance da história continua
intocado por ai, com ilustrações de Gustave Doré,
de Picasso, para quem quiser deliciar-se.
E não foi por falta de esforço de Lobato que a
população brasileira continuaria no atoleiro no

3
analfabetismo por muitas décadas. Ele adaptou e
remexeu os Grimm, Andersen, Perrault e, ao
abrasileirar o imortal Robinson Crusoé, teve o
“cuidado” de omitir todas as partes em que a
solidão do náufrago demonstra ser também
sexual. Mas foi por causa dessa adaptação
primorosa que, na adolescência, procurei o
fantástico livrão do Daniel Defoe. Um portento, á
disposição de quem quiser ler, letra por letra.
Esse autor foi mesmo um formador de mim.
Não só “inventou” a literatura infantil que me
profissionalizou, como, em minha opinião, foi
o melhor contista da primeira metade do
século 20.
Seus contos de humor são signos de
Wodehouse, de Jerome K. Jerome. De
Mencken. Bugio Moqueado poderia ter sido
assinado por Edgar Alan Poe, se este fosse
brasileiro.
Fui formado pela literatura infantil desse autor. É
claro que fugi da gramática, da aritmética, da
geografia e da física que ele procurou ensinar, e,
mesmo não gostando dos xingamentos racistas de

4
Emília, o que me afastava e ainda me afasta de
Caçadas de Pedrinho é a ideia de matar uma linda
onça! Não posso aceitar que a maravilhosa
Narizinho, minha primeira paixão, aquela
delicadeza de mulherzinha, possa esfregar uma
faca de serrar pão no pelo macio da onça pintada,
enquanto Emília a perfura com um espeto de
frango.
A sorte é que as obras de Lobato continuam e
continuarão sendo publicadas em sua íntegra, com
gramáticas, aritméticas, onças mortas e
xingamentos preconceituosos pra quem quiser ler!
De minha parte, continuo lendo todo ele, e agora
posso mostrar minha paixão por seu mais lindo
livro: Reinações de narizinho, imaginando que
haja muitos velhos brasileiros como eu, que se
apaixonaram por esta personagem, minha
adaptação chama-se Narizinho, a Menina mais
Querida do Brasil. Lobato a aprovaria. Ou não?
Lembro-me de uma das primeiras Bienais do Livro
de que participei. A certa altura, uma menina com
seus 5 aninhos, passou por mim levando debaixo
do braço um livro que eu havia escrito. Fiquei
contente e comentei: “Que gracinha! Esse livrinho

5
é meu...” Ato contínuo, a deliciosa menininha
encolheu-se, abraçada ao livro, e me fuzilou com o
olhar: “Não! É meu!”
É claro! Aquele livrinho era dela inteiro, para
imaginá-lo como ela quisesse! Não era mais meu!
Com essa criança aprendi que um livro, depois de
publicado, não é mais de seu autor. Ele voa,
penetra nos cérebros de quem o lê, modifica-se lá
dentro, toma outros coloridos, outras dimensões
e torna-se infinito. É verdade: meus livros não são
mais meus, são dos meus leitores. Por isso, Lobato
não é mais dele, é muito nosso!
*Escritor.
Apud – Jornal “O ESTADO DE S. PAULO” / Aliás /
fls E 2 / DOMINGO, 17 DE MARÇO DE 2.019.
Curitiba, 24 março 2.019.ÔNIO DE TODOS NÓS
Pedro Bandeira *
Dentre tantos pioneirismos que marcaram a
trajetória de Monteiro Lobato, um dos principais
foi a revolução na oferta de literatura para o Brasil
de seu tempo. Como escritor, adaptador, tradutor
e editor, ele foi prolífico. Mexeu em tudo, para
todas as idades. Sua adaptação do Pinóquio,
do Carlo Collodi, é muito mais engraçada do
que o original, embora o escritor italiano só
viesse a cair em domínio público em 1961. O
trabalho de Lobato é tão primoroso que, na
Itália, deveriam oferecer a tradução de sua
adaptação: os italianinhos haveriam de
divertir-se a valer! Em Collodi, Gepeto fabrica
uma marionete, que logo se demonstra
falante e movente, mas Lobato foi além,
criando um primeiro capítulo primoroso, em
que Gepeto vai á mercearia de um certo
Mestre Cereja em busca de uma boa madeira
e... lembro-me de rolar de rir com as
peripécias que uma acha de madeira

2
endiabrada provoca, saltando e chocando-se
com as canelas do pobre Mestre Cereja! Que
delícia! Mas é claro que qualquer italianinho
ou quem quer que seja sempre poderá ler o
texto integral de Collodi.
Em 1930, Lobato lança Peter Pan, sua versão livre
do livro do inglês James Barrie, que só cairia em
domínio Público em 2008. E que versão! Tudo
em uma oralidade primorosa que encantaria os
inglesinhos de hoje. Mas é claro que o original do
Barrie continua intocado à disposição de quem
quiser. Lobato também nos ofertou o
divertidíssimo Dom Quixote das Crianças, fazendo
com que até um pirralho como eu acabasse, aos 12
anos, descobrindo dois grossos volumes
encadernados em couro na estante de um tio e
viesse a devorar os livrões do que eu imaginei na
ocasião ser uma “aventura de cavalaria”! mas o
original do primeiro romance da história continua
intocado por ai, com ilustrações de Gustave Doré,
de Picasso, para quem quiser deliciar-se.
E não foi por falta de esforço de Lobato que a
população brasileira continuaria no atoleiro no

3
analfabetismo por muitas décadas. Ele adaptou e
remexeu os Grimm, Andersen, Perrault e, ao
abrasileirar o imortal Robinson Crusoé, teve o
“cuidado” de omitir todas as partes em que a
solidão do náufrago demonstra ser também
sexual. Mas foi por causa dessa adaptação
primorosa que, na adolescência, procurei o
fantástico livrão do Daniel Defoe. Um portento, á
disposição de quem quiser ler, letra por letra.
Esse autor foi mesmo um formador de mim.
Não só “inventou” a literatura infantil que me
profissionalizou, como, em minha opinião, foi
o melhor contista da primeira metade do
século 20.
Seus contos de humor são signos de
Wodehouse, de Jerome K. Jerome. De
Mencken. Bugio Moqueado poderia ter sido
assinado por Edgar Alan Poe, se este fosse
brasileiro.
Fui formado pela literatura infantil desse autor. É
claro que fugi da gramática, da aritmética, da
geografia e da física que ele procurou ensinar, e,
mesmo não gostando dos xingamentos racistas de

4
Emília, o que me afastava e ainda me afasta de
Caçadas de Pedrinho é a ideia de matar uma linda
onça! Não posso aceitar que a maravilhosa
Narizinho, minha primeira paixão, aquela
delicadeza de mulherzinha, possa esfregar uma
faca de serrar pão no pelo macio da onça pintada,
enquanto Emília a perfura com um espeto de
frango.
A sorte é que as obras de Lobato continuam e
continuarão sendo publicadas em sua íntegra, com
gramáticas, aritméticas, onças mortas e
xingamentos preconceituosos pra quem quiser ler!
De minha parte, continuo lendo todo ele, e agora
posso mostrar minha paixão por seu mais lindo
livro: Reinações de narizinho, imaginando que
haja muitos velhos brasileiros como eu, que se
apaixonaram por esta personagem, minha
adaptação chama-se Narizinho, a Menina mais
Querida do Brasil. Lobato a aprovaria. Ou não?
Lembro-me de uma das primeiras Bienais do Livro
de que participei. A certa altura, uma menina com
seus 5 aninhos, passou por mim levando debaixo
do braço um livro que eu havia escrito. Fiquei
contente e comentei: “Que gracinha! Esse livrinho

5
é meu...” Ato contínuo, a deliciosa menininha
encolheu-se, abraçada ao livro, e me fuzilou com o
olhar: “Não! É meu!”
É claro! Aquele livrinho era dela inteiro, para
imaginá-lo como ela quisesse! Não era mais meu!
Com essa criança aprendi que um livro, depois de
publicado, não é mais de seu autor. Ele voa,
penetra nos cérebros de quem o lê, modifica-se lá
dentro, toma outros coloridos, outras dimensões
e torna-se infinito. É verdade: meus livros não são
mais meus, são dos meus leitores. Por isso, Lobato
não é mais dele, é muito nosso!
*Escritor.
Apud – Jornal “O ESTADO DE S. PAULO” / Aliás /
fls E 2 / DOMINGO, 17 DE MARÇO DE 2.019.
Curitiba, 24 março 2.019.Pedro Bandeira *
Dentre tantos pioneirismos que marcaram a
trajetória de Monteiro Lobato, um dos principais
foi a revolução na oferta de literatura para o Brasil
de seu tempo. Como escritor, adaptador, tradutor
e editor, ele foi prolífico. Mexeu em tudo, para
todas as idades. Sua adaptação do Pinóquio,
do Carlo Collodi, é muito mais engraçada do
que o original, embora o escritor italiano só
viesse a cair em domínio público em 1961. O
trabalho de Lobato é tão primoroso que, na
Itália, deveriam oferecer a tradução de sua
adaptação: os italianinhos haveriam de
divertir-se a valer! Em Collodi, Gepeto fabrica
uma marionete, que logo se demonstra
falante e movente, mas Lobato foi além,
criando um primeiro capítulo primoroso, em
que Gepeto vai á mercearia de um certo
Mestre Cereja em busca de uma boa madeira
e... lembro-me de rolar de rir com as
peripécias que uma acha de madeira

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endiabrada provoca, saltando e chocando-se
com as canelas do pobre Mestre Cereja! Que
delícia! Mas é claro que qualquer italianinho
ou quem quer que seja sempre poderá ler o
texto integral de Collodi.
Em 1930, Lobato lança Peter Pan, sua versão livre
do livro do inglês James Barrie, que só cairia em
domínio Público em 2008. E que versão! Tudo
em uma oralidade primorosa que encantaria os
inglesinhos de hoje. Mas é claro que o original do
Barrie continua intocado à disposição de quem
quiser. Lobato também nos ofertou o
divertidíssimo Dom Quixote das Crianças, fazendo
com que até um pirralho como eu acabasse, aos 12
anos, descobrindo dois grossos volumes
encadernados em couro na estante de um tio e
viesse a devorar os livrões do que eu imaginei na
ocasião ser uma “aventura de cavalaria”! mas o
original do primeiro romance da história continua
intocado por ai, com ilustrações de Gustave Doré,
de Picasso, para quem quiser deliciar-se.
E não foi por falta de esforço de Lobato que a
população brasileira continuaria no atoleiro no

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analfabetismo por muitas décadas. Ele adaptou e
remexeu os Grimm, Andersen, Perrault e, ao
abrasileirar o imortal Robinson Crusoé, teve o
“cuidado” de omitir todas as partes em que a
solidão do náufrago demonstra ser também
sexual. Mas foi por causa dessa adaptação
primorosa que, na adolescência, procurei o
fantástico livrão do Daniel Defoe. Um portento, á
disposição de quem quiser ler, letra por letra.
Esse autor foi mesmo um formador de mim.
Não só “inventou” a literatura infantil que me
profissionalizou, como, em minha opinião, foi
o melhor contista da primeira metade do
século 20.
Seus contos de humor são signos de
Wodehouse, de Jerome K. Jerome. De
Mencken. Bugio Moqueado poderia ter sido
assinado por Edgar Alan Poe, se este fosse
brasileiro.
Fui formado pela literatura infantil desse autor. É
claro que fugi da gramática, da aritmética, da
geografia e da física que ele procurou ensinar, e,
mesmo não gostando dos xingamentos racistas de

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Emília, o que me afastava e ainda me afasta de
Caçadas de Pedrinho é a ideia de matar uma linda
onça! Não posso aceitar que a maravilhosa
Narizinho, minha primeira paixão, aquela
delicadeza de mulherzinha, possa esfregar uma
faca de serrar pão no pelo macio da onça pintada,
enquanto Emília a perfura com um espeto de
frango.
A sorte é que as obras de Lobato continuam e
continuarão sendo publicadas em sua íntegra, com
gramáticas, aritméticas, onças mortas e
xingamentos preconceituosos pra quem quiser ler!
De minha parte, continuo lendo todo ele, e agora
posso mostrar minha paixão por seu mais lindo
livro: Reinações de narizinho, imaginando que
haja muitos velhos brasileiros como eu, que se
apaixonaram por esta personagem, minha
adaptação chama-se Narizinho, a Menina mais
Querida do Brasil. Lobato a aprovaria. Ou não?
Lembro-me de uma das primeiras Bienais do Livro
de que participei. A certa altura, uma menina com
seus 5 aninhos, passou por mim levando debaixo
do braço um livro que eu havia escrito. Fiquei
contente e comentei: “Que gracinha! Esse livrinho

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é meu...” Ato contínuo, a deliciosa menininha
encolheu-se, abraçada ao livro, e me fuzilou com o
olhar: “Não! É meu!”
É claro! Aquele livrinho era dela inteiro, para
imaginá-lo como ela quisesse! Não era mais meu!
Com essa criança aprendi que um livro, depois de
publicado, não é mais de seu autor. Ele voa,
penetra nos cérebros de quem o lê, modifica-se lá
dentro, toma outros coloridos, outras dimensões
e torna-se infinito. É verdade: meus livros não são
mais meus, são dos meus leitores. Por isso, Lobato
não é mais dele, é muito nosso!
*Escritor.
Apud – Jornal “O ESTADO DE S. PAULO” / Aliás /
fls E 2 / DOMINGO, 17 DE MARÇO DE 2.019.
Curitiba, 24 março 2.019.