MEMÓRIAS DO VENTURA ALCANÇAM 5.600.499 VISUALIZAÇÕES ÀS 8:43 HORAS DE 31 DE JANEIRO DE 2023. ESTAMOS A CAMINHO DOS SEIS MILHÕES DE LEITURAS. AGRADECEMOS A TODOS OS LEITORES QUE PRESTIGIAM O BLOG. NO DIA 10 DE FEVEREIRO DE 2024 CHEGAMOS A HISTÓRICA MARCA DE SEIS MILHÕES !!!! DIA 15 DE FEVEREIRO DE 2026, 7.000.001. NO DIA 22 DE SETEMBRO DE 2026, ATINGIMOS 9.102.536.
SEGUNDO PIERRE TEILHARD DE CHARDIN: "NÃO SOMOS SERES HUMANOS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL.... SOMOS SERES ESPIRITUAIS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA HUMANA......"
63 a. morre PIERRE TEILHARD DE CHARDIN,
filósofo francês. Em 10 de abril de 1955.
Texto de Pierre Teilhard de Chardin (Nascido em Orcines,
1 de maio de 1881 — Falecido em Nova Iorque, 10 de abril de1955), que foi um
padre jesuíta, teólogo, filósofo e paleontólogo francês que tentou construir
uma visão integradora entre ciência e teologia:
"A
religião não é apenas uma, são centenas. A espiritualidade é apenas uma. A religião é para os que dormem. A espiritualidade é para os que estão despertos. A religião é para aqueles que necessitam que alguém
lhes diga o que fazer e querem ser guiados. A espiritualidade é para os que prestam atenção à
sua Voz Interior. A religião tem um conjunto de regras dogmáticas. A espiritualidade te convida a raciocinar sobre
tudo, a questionar tudo. A religião ameaça e amedronta. A espiritualidade lhe dá Paz Interior. A religião fala de pecado e de culpa. A espiritualidade lhe diz: "aprenda com o
erro".. A religião reprime tudo, te faz falso. A espiritualidade transcende tudo, te faz
verdadeiro! A religião não é Deus. A espiritualidade é Tudo e, portanto é Deus. A religião inventa. A espiritualidade descobre. A religião não indaga nem questiona. A espiritualidade questiona tudo. A religião é humana, é uma organização com regras. A espiritualidade é Divina, sem regras. A religião é causa de divisões. A espiritualidade é causa de União. A religião lhe busca para que acredite. A espiritualidade você tem que buscá-la. A religião segue os preceitos de um livro sagrado. A espiritualidade busca o sagrado em todos os
livros. A religião se alimenta do medo. A espiritualidade se alimenta na Confiança e na Fé. A religião faz viver no pensamento. A espiritualidade faz Viver na Consciência.. A religião se ocupa com fazer. A espiritualidade se ocupa com Ser. A religião alimenta o ego. A espiritualidade nos faz Transcender. A religião nos faz renunciar ao mundo. A espiritualidade nos faz viver em Deus, não
renunciar a Ele. A religião é adoração. A espiritualidade é Meditação. A religião sonha com a glória e com o paraíso. A espiritualidade nos faz viver a glória e o
paraíso aqui e agora. A religião vive no passado e no futuro. A espiritualidade vive no presente. A religião enclausura nossa memória. A espiritualidade liberta nossa Consciência. A religião crê na vida eterna. A espiritualidade nos faz consciente da vida
eterna. A religião promete para depois da morte. A espiritualidade é encontrar Deus em Nosso
Interior durante a vida.
"Não
somos seres humanos passando por uma experiência espiritual...
Somos seres espirituais passando por uma experiência humana... " "
EXTRAÍDO DAS MEMÓRIAS DO VENTURA 80 a. DA TRAGÉDIA DO CINE OBERDAN, no dia 10 de abril de
1938. Um cinema majestoso é a primeira
coisa que podemos dizer quando falamos do Cine Oberdan. Inaugurado em 1927 pela
Empresa Taddeo de Cinemas, de Fernando Taddeo e irmão, o Oberdan era um sala
elegantíssima, luxuosa e entre os cinemas do bairro do Brás o mais moderno, em
sua época.
Decorado com grandes estátuas, teto
ricamente ornamentado com azulejos portugueses e com uma cúpula que se
assemelhava a do Teatro Municipal, era uma sala que vivia lotada tanto em seus
horários noturnos como em suas concorridas matinês.
Tudo ia muito bem até o fatídico dia 11
de abril de 1938, quando uma “travessura” de um garoto deu início a uma
tragédia que contabilizaria 32 mortos (31 crianças e 1 mulher). Para ir ao banheiro, um
garoto que assistia à matinê cansou de esperar o lanterninha e colocou fogo em
um pedaço de papel no banheiro, pois o edifício estava todo escuro. Uma pessoa
que assistia ao filme viu a chama e pensou que se tratava de um incêndio, e
gritou “fogo!”. Imediatamente
começou uma correria desesperada que provocou todas essas mortes, a maioria por
pisoteamento. A correria e o pânico tomou conta da enorme sala de cinema, que
comportava 1600 pessoas. Apesar da sala ser assim grande, suas saídas não eram
pensadas para situações de pânico e as saídas rumo ao hall se davam por duas
estreitas escadarias. Não demorou para que crianças desesperadas fossem correndo
para estas escadas, juntamente com adultos. Nesta hora, não houve cavalheirismo
e nem gentilezas, foi um salve-se quem puder frenético. E o que aconteceu em
poucos minutos foi um massacre ocasionado pelo pânico. O trágico acontecimento
destruiu inúmeras famílias. Muitos pais perderam um filho, e houve até quem
perdesse dois. As mortes que mais chocaram foram a dos irmãos Pricolli (de 12 e
8 anos) e do menino Enrico Mandorino, cuja morte sua mãe sentiu-se culpada
vivendo enlutada até morrer no início dos anos 1980. Em entrevista décadas
atrás, sua mãe contou que o jovem Mandorino queria naquela tarde ir ao jóquei,
que na época ficava no bairro da Mooca. Ela achou perigoso e deu a ordem que
fosse divertir-se no cinema, ele não voltaria mais. A única pessoa adulta a
falecer no terrível incidente do Brás foi uma mulher chamada Maria Pereira. A
história da morte desta mulher é um caso de uma mãe que instintivamente fez de
tudo para salvar um filho da morte. Ela estava no cinema junto de sua pequena
filha de colo, chamada Joanna. Quando começou a correria ela também tentou
fugir, mas foi derrubada próxima das escadarias do cinema. Para que sua filha
ainda bebê não morresse esmagada ela ficou curvada no chão protegendo sua filha
sob seu corpo. Maria Pereira, mãe de sete filhos, morreu esmagada, mas
conseguiu salvar a pequena “Joaninha”. A tragédia abalou, mas não fechou o
cinema que prosseguiu funcionando mais algumas décadas. Após um período
fechado, o imóvel foi adquirido pela loja Zelo que mantém o imóvel intacto em
sua arquitetura externa até os dias de hoje.