O Instituto Datafolha realizou pela primeira vez pesquisa sobre desejo de saída da presidente Dilma Rousseff do cargo. O levantamento foi feito entre manifestantes na Avenida Paulista, que reuniu 135 mil pessoas segundo o próprio instituto (350 mil segundo a PM), e traçou também um perfil dos que protestavam contra o governo. O levantamento foi divulgado pela Folha de S. Paulo.

Dos entrevistados, 85% creem que Dilma deve renunciar, 82% entendem que a presidente deveria ser afastada por impeachment. Por outro lado, 15% acham que que Dilma não deveria ser "impeachada" e 2% não souberam responder.

Quase metade dos paulistanos e protestantes da Paulista (49%) acreditam que Dilma de fato sairá da Presidência. 44% acham que isso não acontecerá e 7% não sabem.

A maioria dos que foram à Paulista, 69%, sabiam que, se Dilma fosse afastada, o vice-presidente Michel Temer assumiria o cargo máximo do País. Responderam que haverá novas eleições 6%. Há também 4% que acreditam que Aécio Neves (PSDB) seria o sucessor natural e 1% dos entrevistados falavam em o exército assumir.

Como poderia se esperar em uma pesquisa entre participantes de ato contra o governo, a popularidade de Dilma é ainda pior do que o levantamento geral. Dos manifestantes, 95% veem o governo Dilma como ruim ou péssimo, 4% o classificam como regular e 1%, bom ou ótimo. Entre a população geral, Dilma era rejeitada por 71% em 6 de agosto.

Perfil

Na Paulista, 61% eram homens e 39%, mulheres. A faixa etária da maioria (40%) era de 51 anos ou mais. Tinham de 36 a 50 anos 30% das pessoas; 19% tinham de 36 a 35 anos; 6% eram de 21 a 25%; e 5%, de 12 a 20 anos.

Dos entrevistados, 76% declararam ter ensino superior e 20%, médio. Tinham apenas ensino fundamental, 4%.

Metade dos entrevistados (50,26%) estavam na faixa de renda familiar mensal de R$ 3.940 a R$ 15.760.

Foram realizadas 1.335 entrevistas pelo Instituto Datafolha entre 12h e 18h deste domingo (16) na Avenida Paulista, em São Paulo. A margem de erro é de 3%.