COMO CONHECER A DEUS
Por meio do pecado
original de Adão e Eva o homem foi destituído da glória de Deus, rompendo a
intimidade e o equilíbrio na sua relação com Deus, consigo mesmo, com os
semelhantes e com a própria natureza. O conhecimento de Deus pode levar o homem
a restabelecer a intimidade com Deus e este equilíbrio. Por
Isaac Carreiro Filho (1)
Dependência de Deus.
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A presente resenha foi elaborada de
acordo com o texto “A existência de Deus”, contido no livro “Conhecendo as
doutrinas da Bíblia”, editado pela Editora Vida, o mesmo foi escrito por Myer
Pearlman, autor de várias obras: Através da Bíblia, Ensinando com êxito nas
Escolas Dominicais, Evangelismo pessoal, Teologia bíblica e sistemática,
Verdades Pentecostais, dedicou a vida no trabalho do evangelho: foi aluno e
professor do Instituto Bíblico Central, no
Estado de Missouri, Estados Unidos da América, dirigiu estudos bíblicos
em diversas partes daquele país, sendo as suas obras traduzidas em diversos
idiomas. (PIERLMAN, Myer. “A existência de Deus”. In: Conhecendo as
doutrinas da Bíblia. 6ª. Edição. São Paulo: Vida, 1977 p. 31-40).
De acordo o texto mencionado fica
evidente que, embora a Bíblia em nada se preocupe em provar a existência de
Deus como algo que antecede a fé, mesmo a despeito de pessoas que negam sua
existência, ela acaba sendo comprovada.
O autor comenta sobre a existência
declarada de Deus, reconhecendo-a como fato auto evidente e como crença natural
do homem. Afirma que a existência divina é declarada, porque Deus procurou ser
acessível ao homem de diversas maneiras no Antigo Testamento, tais como: Deus
fala; aparece; o homem o ouve e o vê; aproxima-se dos homens; estabelece um
concerto ou relação com eles; dá mandamentos.
Pearlman cita razões que tratam de
provar a existência de Deus: para que as pessoas creiam nele, evitando
continuar na prática do pecado; fortalecer a fé daqueles que já crêem; e
enriquecer o conhecimento do crente a respeito da natureza divina.
Apresenta argumentos acerca da
existência de Deus: argumento da criação, onde a natureza é sua própria
revelação; argumento do desígnio, no qual nada acontece por acaso, apontando
para Deus como autor de todas as coisas, segundo a sua vontade; argumento da
natureza humana, devido ao homem ser imagem de Deus e possuir natureza moral
como ele; argumento da crença universal, presente em todas as nações e em todas
as culturas da terra, com exceção dos seres inferiores.
O ateu, na verdade, estabelece outro
deus particular: ele crê em si mesmo. O ateísmo, como cita Pearlman, se
constitui num crime contra o homem, pois procura arrancar do seu coração o
interesse pelas coisas espirituais.
Comenta-se que é difícil encontrar um ateu em queda de avião: Ai, meu
Deus!
“Oh! quão bom e quão
suave é que os irmãos vivam em união” (Sm 13.1).www.google.com.br
É verdadeiro que em nenhuma ocasião a
Bíblia se preocupa em provar a existência de Deus, deixando isto de ser
necessário devido à sua auto evidência em toda a Escritura e à tentativa
frustrada da sua negação.
Por meio da leitura e meditação no
texto citado, pode-se concluir que: “O que se chega a Deus, creia que há Deus”,
é o ponto inicial na relação entre o homem e Deus. A tentativa frustrada de provar que Deus
inexiste, acaba provando o contrário.
Ao se observar os argumentos
apresentados por Pearlman fica evidente que o mesmo se apropriou da opinião de
outros autores, como por exemplo, o Dr A.B. Davidson, Jorge W.Grey, Dr Whitney,
D.S.Clark e outros, que escreveram ou proferiram palavras sobre assuntos afins,
se constituindo em valorosa contribuição para o autor no desenvolvimento do
tema apresentado.
O estudo sobre a existência de Deus
permite, dentre outros benefícios, um enriquecimento em termos de conhecimento
de Deus, fortalecimento a convicção e a fé dos que creem, além de ingredientes
na batalha espiritual, no tocante à questão do pecado na vida do homem.
Como exegeta em teologia, recomenda-se
a leitura do referido texto a todos aqueles que se interessam no conhecimento
de Deus, procurando usufruir dos tremendos benefícios desta relação. Para
complementar o assunto, indica-se a leitura de outras obras como: Teologia
Sistemática, de BERGSTÉN; Teologia Sistemática, de BERKHOF; Introdução à
Teologia Sistemática, de DUFFIELD e VAN CLEAVE.
Albert Einstein www.google.com.br
Isaac, 3º da direita para a esquerda, na
turma do ITQ Água Verde, Curitiba, PR (Fev 2016)
Enfim, “se existe algo que deve
proteger o nosso corpo é o coração, através do escudo da fé que é a palavra de
Deus” (pastor Irineu Rodrigues).
Lembre-se:
“O homem é o universo de Deus.” (Isaac)