quarta-feira, 3 de julho de 2019

126 ANOS DO NASCIMENTO DE DONA ISABEL DE SALLES PENTEADO - DONA BEBÊ - 3 DE JULHO DE 1893.


126 a. nasce ISABEL DE SALLES PENTEADO –DONA BEBÉ - em 3 de julho de 1893, na Fazenda SANTA ROSA, às margens do RIO PIRACICABA. Era filha de uma costureira viúva, LUIZA MÜLLER, e de um senador da recém-criada República, MANOEL DE MORAIS BARROS. Dona BEBÉ presenciou a transformação de SÃO PAULO, onde viveu cem anos, graças ao café e às indústrias, da pequena cidade na quarta metrópole mais populosa do mundo. Participou de fatos marcantes como a REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932. A participação no levante paulista contra GETÚLIO VARGAS foi significativa. No imóvel da ALAMEDA SANTOS, os filhos sempre ouviam: “Quem não é por SÃO PAULO é demais nesta casa”. Acabou ela própria indo ao front. “Ela costurou fardas do Exército paulista e trabalhou na cozinha de campanha, perto das trincheiras”, nas palavras do filho caçula, RUY DE SALLES PENTEADO. Passou perto do perigo, quando um tiro de fuzil lhe furou a saia, entre os joelhos, sem atingi-la. Em outra demonstração de firmeza, segurou um homem que corria num comício anterior à revolução constitucionalista, quando um tiroteio teve início. “Se mulher não foge, homem também não deve fugir”, disse dona BEBÉ. “Depois, ela foi saber que o rapaz era paraguaio e não tinha nada a ver com a história”, conta, sorrindo, a filha GUIOMAR. Em 1954, após o suicídio de VARGAS, ela ainda comentaria: “Coitado, mas graças a DEUS se foi”. A idade não tirou o gosto pelas andanças nem a preocupação com os rumos do País. Em 1964, prestes a completar 71 anos, dona BEBÉ ainda tinha forças e disposição para afirmar suas opiniões contra o presidente JANGO GOULART. De formação católica, mãe e filhos participaram da MARCHA COM DEUS PELA FAMÍLIA E PELA LIBERDADE, um dos atos mais contundentes contra o governo federal da época. O bom convívio com os militares, desde a época do filho aviador, permanecia. “Uma vez, mamãe desceu de um avião da FAB em CONGONHAS e duas fileiras de oficiais lhe prestaram continência”, diz GUIOMAR. Assim como ficou desolada com o desfecho da REVOLUÇÃO DE 32, DONA BEBÉ lamentou os rumos tomados pelo governo militar que derrubou JANGO. “Até o CASTELLO BRANCO, imaginava-se que haveria eleições. Mas com o COSTA E SILVA foi uma decepção e desapontamento total”, conta seu filho RUY. Tesoureira voluntária do Sanatório de SANTA CRUZ, decidiu mudar-se para o lar NOSSA SENHORA DAS MERCÊS, no alto de PINHEIROS, antes mesmo de as freiras concluírem a construção. A vida da matriarca faz parte da história de SÃO PAULO que ela viu e ajudou a crescer. 

136 ANOS DO NASCIMENTO DE FRANZ KAFKA, 3 DE JULHO DE 1883

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136 a. nasce FRANZ KAFKA, em PRAGA, cidade da monarquia austro-húngara (3 de julho de 1883). Dois dias depois nasce o irmão GEORG, que morre no ano seguinte. Aos quatro anos ele ganha outro irmão, HEINRICH, que morre antes de completar um ano. A primeira irmã de FRANZ, GABRIELE, nasce quando ele está com seis anos. Nasceriam ainda mais duas irmãs, VALERIE, em 1890, e OTTILIE (OTTLA) em 1892. O jovem FRANZ é quieto e reservado, mas gosta de escrever peças para as irmãs representarem. Além disso, lê livros compulsivamente. A maioria das pessoas em PRAGA fala checo, mas a língua da elite é o alemão. O desejo paterno de ascensão social impõe que FRANZ estude em colégios alemães, e não em tchecos. Na escola ele aprende também grego e latim. Em 1901, aos dezoito anos, FRANZ conclui o curso secundário no LICEU ALEMÃO e ingressa na universidade alemã CHARLES FERDINAND, onde a princípio decide estudar QUÍMICA para acompanhar um amigo. Duas semanas depois, transfere-se para o curso de DIREITO. No semestre seguinte, tenta LITERATURA ALEMÃ, mas não se adapta e volta para o DIREITO. É nesse curso, em 1904, que conhece um estudante, MAX BROD, escritor de certo prestígio. Ele e FRANZ seriam amigos para o resto da vida. Escreve em 1905, DESCRIÇÃO DE UMA LUTA. Em 1906 conclui o curso de DIREITO. Em 13 de agosto de 1912, FRANZ conhece FELICE BAUER e apaixona-se por ela. Nesse primeiro arroubo de paixão ele escreve O JULGAMENTO, a ela dedicado. No final desse ano, ao mesmo tempo que trabalha em AMÉRICA, escreve aquela que se tornaria a sua obra mais famosa, A METAMORFOSE – em que o personagem GREGOR SAMSA, certa manhã, acorda transformado em um gigantesco inseto. No ano seguinte, convencido por MAX, FRANZ publica MEDITAÇÕES, uma coletânea de contos, e O FOGUISTA, também um conto e primeiro capítulo do livro AMÉRICA. Com a saúde frágil, aos trinta anos FRANZ é internado em um sanatório, em RIVA, na ITÁLIA, para se recuperar. Aí conhece GERTI WASNER, uma jovem suíça de dezoito anos, e nasce entre ambos uma forte afeição. FRANZ passa o tempo escrevendo contos de fadas, que lê para ela durante o café da manhã. O relacionamento dura apenas dez dias, mas parece ter exercido forte influência em FRANZ. Enquanto isso, o namoro por correspondência com FELICE continua. FRANZ escreve-lhe todos os dias, sempre apontando suas próprias fraquezas, até que a pede em casamento, por carta, em 1913, e ela aceita, embora na mesma carta FRANZ discorra sobre os motivos pelos quais considera que não seria um bom marido para ela.
GRETE BLOCH, uma amiga de FELICE, passa a escrever para FRANZ, atuando como intermediária entre os dois. Trocam tantas cartas que nasce uma sólida amizade entre eles. Mas parece que GRETE queria mais que isso. E talvez tenha conseguido. Em carta escrita a uma amiga, 25 anos depois,  em  1940, GRETE conta que teve um filho de FRANZ em 1914 e que ele teria morrido em 1921, com sete anos. Não há evidências sobre o caso e GRETE alega que FRANZ nunca soube da existência da criança. FRANZ rompe o noivado com FELICE em 1914, mas continuam a corresponder-se. Nesse mesmo ano começa a escrever O PROCESSO. Ainda em 1914 escreve NA COLÔNIA PENAL e DIANTE DA LEI. A METAMORFOSE é publicada em 1915. Em 1917, depois de passar uma semana com FELICE em MARIENBAD e de viajar com ela para BUDAPESTE, FRANZ pede-a novamente em casamento. Um pouco farta das inseguranças emocionais de FRANZ, FELICE decide terminar de vez o relacionamento.
Em 1919, apesar da saúde fraca, novamente FRANZ fica noivo, dessa vez de JULIE WHORYZEK, filha do zelador de uma sinagoga, o que deixa o seu pai, o velho HERMANN, arrasado e decidido a vender seu ponto de comércio e sair do País para evitar a vergonha que tal união causaria ao nome da família. Essa é uma das razões que levam FRANZ a escrever UMA CARTA AO PAI, nesse mesmo ano. Dois dias antes do casamento, ele rompe o noivado. Uma nova pessoa entrara em sua vida.
MILENA JESENSKÁ-POLLAK é casada com um amigo de FRANZ, ERNST POLLAK. Inteligente e carismática ela reconhece o talento e as qualidades especiais de FRANZ. Começam a se corresponder em 1920, e encontram-se apenas ocasionalmente. MILENA não é judia, mas  tem  parentes judeus. Em 1922, num período de nove meses KAFKA escreve O CASTELO.
Em setembro de 1923, FRANZ sai da casa dos pais, onde sempre havia morado, e muda-se para BERLIM com DORA DIAMANT, uma jovem polonesa, judia ortodoxa, que lê fluentemente o hebraico. Embora morem num apartamento de dois cômodos numa pensão, tudo indica que sejam mais amigos do que amantes. É nesse período que escreve UMA PEQUENA MULHER E JOSEPHINE, A CANTORA ou O POVO DOS RATOS.
No início de 1924 a saúde de FRANZ piora sensivelmente. É internado em um sanatório, depois em outro, e emagrece muito. Em abril é transferido para uma clínica próxima a VIENA. Pede DORA em casamento, embora esteja praticamente definhando, mas o pai dela reprova o pedido. FRANZ parece se contentar com a presença de DORA ao lado de seu leito e com a constante dedicação e carinho. Em maio recebe a visita de MAX BROD e concede-lhe autorização para publicar UM ARTISTA DA FOME, com algumas outras histórias. Reforça ao amigo o pedido para que ele queime todas as suas obras, por considerá-las fragmentos insignificantes das obras originalmente idealizadas. Em 3 de junho de 1924, FRANZ KAFKA morre, antes de completar 41 anos. DORA fica inconsolável. O sepultamento é realizado uma semana depois, no Cemitério Israelita de PRAGA.
MAX BROD edita e publica a história da vida do amigo. Em 1939 muda-se para TEL AVIV, na PALESTINA, levando consigo quase todos os manuscritos de FRANZ, para fugir dos nazistas. MAX morre em 1968, com a reputação do homem que desrespeitara o último desejo do amigo no leito de morte, ou do homem que havia tirado FRANZ KAFKA do anonimato e o projetara mundialmente. KAFKA é um símbolo da literatura moderna, um dos autores mais estudados e comentados do século XX. Logo após a morte do escritor, MILENA JESENSKÁ fez publicar um necrológico de sua autoria em um jornal checo que se encerrava com as seguintes palavras: “KAFKA escreveu as obras mais significativas da moderna literatura; a verdade crua nelas presente faz com que pareçam naturalistas, mesmo quando falam em símbolos. Elas refletem a ironia e a visão profética de um homem condenado a ver o mundo com tão ofuscante clareza que o considerou insuportável, e partiu para a morte”.    

DA GENTE QUE EU GOSTO - MÁRIO BENEDETTI

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DA GENTE QUE EU GOSTO – Mario Benedetti

Eu gosto de gente que vibra, que não tem de ser empurrada, que não tem de dizer que faça as coisas, mas que sabe o que tem que fazer e que faz. A gente que cultiva sues sonhos até que esses sonhos se apoderam de sua própria realidade.
Eu gosto de gente com capacidade para assumir as conseqüências de suas ações, de gente que arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, que se permite, abandona os conselhos sensatos deixando as soluções nas mãos de Deus.
Eu gosto de gente que é justa com sua gente e consigo mesma, da gente que agradece o novo dia, as coisas boas que existem em sua vida, que vive cada hora com bom animo dando o melhor de si, agradecido de estar vivo, de poder distribuir sorrisos, de oferecer suas mãos e ajudar generosamente sem esperar nada em troca.
Eu gosto da gente capaz de me criticar construtivamente e de frente, mas sem me lastimar ou me ferir. Da gente que tem tato. Gosto da gente que possui sentido de justiça. A estes chamo de meus amigos.
Eu gosto da gente que sabe a importância da alegria e a pratica. Da gente que por meio de piadas nos ensina a conceber a vida com humor. Da gente que nunca deixa de ser animada.
Eu gosto de gente sincera e franca, capaz de se opor com argumentos razoáveis a qualquer decisão.
Eu gosto de gente fiel e persistente, que não descansa quando se trata de alcançar objetivos e idéias.
Eu gosto da gente de critério, a que não se envergonha em reconhecer que se equivocou ou que não sabe algo. De gente que, ao aceitar seus erros, se esforça genuinamente por não voltar a cometê-los. De gente que luta contra adversidades. Gosto de gente que busca soluções.
Eu gosto da gente que pensa e medita internamente. De gente que valoriza seus semelhantes, não por um estereotipo social, nem como se apresentam. De gente que não julga, nem deixa que outros julguem. Gosta de gente que tem personalidade.
Eu gosto da gente que é capaz de entender que o maior erro do ser humano é tentar arrancar da cabeça aquilo que não sai do coração.
A sensibilidade, a coragem, a solidariedade, a bondade, o respeito, a tranqüilidade, os valores, a alegria, a humildade, a fé, a felicidade, o tato, a confiança, a esperança, o agradecimento, a sabedoria, os sonhos, o arrependimento, e o amor para com os demais e consigo próprio são coisas fundamentais para se chamar GENTE.
Com gente como essa, me comprometo, para o que seja, pelo resto de minha vida… já que, por tê-los junto de mim, me dou por bem retribuído.
Impossível ganhar sem saber perder.
Impossível andar sem saber cair.
Impossível acertar sem saber errar.
Impossível viver sem saber reviver.
A glória não consiste em não cair nunca, mas em levantar-se todas as vezes que seja necessário.
E ISSO É ALGO QUE MUITO POUCA GENTE TEM O PRIVILEGIO DE PODER EXPERIMENTAR.
Bem aventurados aqueles que já conseguiram receber com a mesma naturalidade o ganhar e o perder, o acerto e o erro, o triunfo e a derrota…





Mario Benedetti (Paso de los Toros, departamento de Tacuarembó, 14 de setembro de 1920 - Montevidéu17 de maiode 2009) foi um poetaescritor e ensaísta uruguaio. Integrante da Geração de 45, a qual pertencem também Idea Vilariño e Juan Carlos Onetti, entre outros. Considerado um dos principais autores uruguaios, ele iniciou a carreira literária em 1949 e ficou famoso em 1956, ao publicar "Poemas de Oficina", uma de suas obras mais conhecidas. Benedetti escreveu mais de 80 livros de poesia, romances, contos e ensaios, assim como roteiros para cinema.

Vida[editar | editar código-fonte]

Filho de Brenno Benedetti e Matilde Farugia, de origem italiana, aos quatro anos de idade sua família muda-se para Montevidéu. Inicia seus estudos no Colégio Alemão de Montevidéu, onde fica até 1933. Permanece apenas um ano e em seguida parte para o Liceu Miranda. Mas por problemas financeiros, acaba por seguir seus estudos de maneira autodidática.
Em 1938 muda-se para Buenos AiresArgentina, onde permanece até 1941.
Em 1945 passa a integrar a equipe de redação do semanário Marcha, de Montevidéu - onde permaneceu até 1974, ano em que o semanário é fechado pelo governo de Juan María Bordaberry. Em 1953 publica Quién De Nosostros. Em 1954 é nomeado diretor literário do semanário.
Em 1946 casa-se com Luz López Alegre. Em 1948 dirige a revista literária Marginalia e publica o volume de ensaios Peripecias y Novela.
Em 1949 torna-se membro do conselho de redação da revista literária Número, uma das revistas mais destacadas na época. Participa ativamente no movimento contra o Tratado Militar com os EUA, sua primeira ação como militante. Ainda nesse ano, ganha o Prêmio do Ministério de Instrução Pública, por sua primeira antologia de contos, Esta Mañana.
Em 1960 publica La Tregua. Romance levado às telas de cinema pelo diretor Sergio Rénan. O filme foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 1974, perdendo a estatueta para Amarcord, do italiano Fellini.
Em 1964 trabalha como crítico de teatro e co-diretor da página literária semanal Al Pie de Las Letras, do diário La Mañana. Colabora como humorista na revista Peloduro. Escreve crítica de cinema na Tribuna Popular.
De 1968 a 1971 foi diretor do Centro de Pesquisas Literárias da Casa de las Américas, de HavanaCuba, o qual foi membro fundador.
Em 1971 participa ativamente da vida política uruguaia, como membro do Movimiento 26 de Marzo. É nomeado diretor do Departamento de Literatura Hispano-americana na Faculdade de Humanidades e Ciências da Universidade da República, de Montevidéu.
Sob o Golpe de Estado de 27 de Junho de 1973, Mario Benedetti renuncia ao cargo na Universidade. Por suas posições políticas, deve deixar o Uruguai, partindo para o exílio em Buenos AiresArgentina. Posteriormente, exila-se no Peru, onde foi detido e deportado, indo imediatamente, em 1976, para Cuba.
Volta ao Uruguai em 1983, iniciando o autodenominado período de desexílio, motivo de muitas obras. Em 1986 recebe o Prêmio Jristo Botev da Bulgária, por sua obra poética e ensaística.
Desde os anos 50 até hoje a obra de Mario Benedetti foi contemplada com muitos prêmios e homenagens, dentre eles o título de Doutor Honoris Causa, em 1997, pela Universidade de AlicanteEspanha.
Depois do falecimento de sua tão estimada esposa Luz López, em Abril de 2006, vítima de Alzheimer, Mario Benedetti se mudou definitivamente para sua residência no bairro Central de Montevidéu. Em função dessa mudança, doou parte de sua biblioteca pessoal ao Centro de Estudos Ibero-americanos americanos Mario Benedetti da Universidade de AlicanteEspanha.
Seus livros foram traduzidos para mais 20 idiomas e é considerado um autor do primeiro plano da literatura latino-americana contemporânea.
Em 2008, o escritor foi hospitalizado quatro vezes em Montevidéu devido a diversos problemas físicos. A primeira vez foi entre janeiro e fevereiro de 2008, após sofrer uma enterocolite que fez com que ficasse desidratado. Já em março ele foi internado com problemas respiratórios, enquanto a terceira vez se deu em maio de 2008, por causa de um quadro clínico instável geral. Após a última vez em que Benedetti foi hospitalizado, de 24 de abril até 6 de maio, o escritor recebeu alta e voltou para casa, após 12 dias internado pelo agravamento de uma doença intestinal crônica.
A última obra publicada, o poemário "Testigo de Uno Mismo", foi apresentada em agosto de 2008. Antes da última entrada no hospital, Benedetti estava trabalhando em um novo livro de poesia cujo título provisório é "Biografia para Encontrar-me".
Morreu aos 88 anos, no dia 17 de Maio de 2009 em Montevidéu. O autor tinha um estado de saúde bastante delicado e estava em sua casa, na capital uruguaia, quando morreu.

Prêmios e homenagens[editar | editar código-fonte]

  • Dentre as diversas honrarias que recebeu destacam-se o Prêmio do Ministério de Instrução Pública (1949) conquistado em função de sua primeira compilação de contos, Esta Manhã; Prêmio Jristo Botev da Bulgária (1986) pelo conjunto de sua obra; o Prêmio Ibero-americano José Martí (2001); e o Prêmio Internacional Menéndez Pelayo (2005) que é dado em reconhecimento ao esforço de personalidades em âmbito artístico e científico em prol dos idiomas ibéricos.

Obras[editar | editar código-fonte]

Contos[editar | editar código-fonte]

  • Esta Manhã e Outros Contos, 1949.
  • Montevideanos, 1959.
  • Datos para el viudo, 1967.
  • A Morte e Outras Surpresas, 1968.
  • Con y sin nostalgia, 1977.
  • Geografías,[1] 1984.
  • Recuerdos olvidados, 1988.
  • Despistes y franquezas,[1] 1989.
  • Buzón de tiempo, 1999.
  • El porvenir de mi pasado, 2003.
  • El otro yo
  • Triângulo Isósceles

Dramas[editar | editar código-fonte]

Novelas[editar | editar código-fonte]

  • Quem De Nós, 1953.
  • A Trégua, 1960.
  • Gracias Por El fuego, 1965.
  • El cumpleaños de Juan Ángel,[2] 1971.
  • Primavera con una esquina rota, 1982.
  • A Borra do Café, 1992.
  • Andamios, 1996.

Poesia[editar | editar código-fonte]

  • La víspera indeleble, 1945.
  • Sólo mientras tanto, 1950.
  • Te quiero, 1956.
  • Poemas de la oficina, 1956.
  • Poemas del hoyporhoy, 1961.
  • Inventario uno, 1963.
  • Noción de patria, 1963.
  • Próximo prójimo, 1965.
  • Contra los puentes levadizos, 1966.
  • A ras de sueño, 1967.
  • Quemar las naves, 1969.
  • Letras de emergencia, 1973.
  • Poemas de otros, 1974.
  • La casa y el ladrillo, 1977.
  • Cotidianas, 1979.
  • Viento del exilio, 1981.
  • Síndrome, 1983.
  • Preguntas al azar, 1986.
  • Yesterday y mañana, 1987.
  • Canciones del más acá, 1988.
  • Las soledades de Babel, 1991.
  • Inventario dos, 1994.
  • El amor, las mujeres y la vida, 1995.
  • El olvido está lleno de memoria, 1995.
  • La vida ese paréntesis, 1998.
  • Rincón de Haikus, 1999.
  • El mundo que respiro, 2001.
  • Insomnios y duermevelas, 2002.
  • Inventario tres, 2003.
  • Existir todavía, 2003.
  • Defensa propia. 2004.
  • Memoria y esperanza, 2004.
  • Adioses y bienvenidas, 2005.
  • Canciones del que no canta, 2006.
  • Testigo de uno mismo , 2008.

Ensaios[editar | editar código-fonte]

  • Peripecia y novela, 1946.
  • Marcel Proust y otros ensayos, 1951.
  • El país de la cola de paja, 1960.
  • Literatura uruguaya del siglo XX. 1963.
  • Letras del continente mestizo, 1967.
  • El escritor latinoamericano y la revolución posible, 1974.
  • Notas sobre algunas formas subsidiarias de la penetración cultural, 1979.
  • El desexilio y otras conjeturas, 1984.
  • Cultura entre dos fuegos, 1986.
  • Subdesarrollo y letras de osadía, 1987.
  • La cultura, ese blanco móvil, 1989.
  • La realidad y la palabra, 1991.
  • Perplejidades de fin de siglo, 1993.
  • El ejercicio del criterio, 1995.