
38 a. assassinato
de JOHN LENNON, em 8 de dezembro de 1980. Nasceu em 9 de outubro de 1940.
Visionário ou não, LENNON já cantava em 1968 sobre um “homem na multidão com
seus espelhos multicoloridos e botas com prego” em “HAPPINESS IS A WAM GUN” (A FELICIDADE É UMA
ARMA QUENTE), do “ÁLBUM BRANCO”. O “espelho” da letra reforça ainda mais o
absurdo de sua morte: CHAPMAN acreditava ser JOHN LENNON, e “ouvia vozes” que
diziam que ele deveria acabar com o “impostor”. Prova disso é que pouco antes
do crime, CHAPMAN, condenado à prisão perpétua em ATTICA, Estado de NOVA YORK,
assinava documentos como “JOHN LENNON”. Muitas dúvidas têm surgido sobre o
comportamento de CHAPMAN, principalmente com o lançamento do documentário “I
KILLED JOHN LENNON”, produzido pelo irlandês DAVID HARVEY, baseado em
entrevistas do assassino. Normal? Louco? Imbecil? O documentário, que foi
exibido em 8 de dezembro de 2005, por ocasião dos 25 anos da morte de JOHN
LENNON, na INGLATERRA, criou grande expectativa, mas nada disso importa.
CHAPMAN é a escória. O que importa, realmente, é a obra de JOHN, e seu legado
como um dos maiores gênios do século XX. JOHN fez mais em 40 anos de vida do
que a maioria das pessoas faria se pudesse viver 40 vidas. Liderando os BEATLES
ao lado de PAUL McCartney – seu alter ego criativo – JOHN revolucionou a música,
mas não apenas isso: a carreira dos BEATLES é uma metáfora da vida, da
ingenuidade do primeiro amor à desilusão da separação. Toda uma vida em apenas
oito anos. Sozinho, JOHN explorou o novo. Fez parcerias com ERIC CLAPTON, DAVID
BOWIE e ELTON JOHN, em ótimos discos-solo que sempre estão sendo relançados.
Conheceu a artista plástica YOKO ONO e se apaixonou, dando origem ao JOHN
pacifista. Escreveu “GIVE PEACE A CHANCE” em 1969, mas seu hino definitivo pela
paz só veio ao mundo dois anos depois. “IMAGINE” é uma lição positiva, de amor
e união. Em meio a uma obra tão rica, JOHN deixa para a humanidade uma mensagem
simples, que não custa nada: O IMPORTANTE É SONHAR. JOHN LENNON foi baleado
cinco vezes pelo fã, MARK DAVID CHAPMAN, a quem havia dado um autógrafo naquela
tarde.


