sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

COMBATES EM IDLIB ACIRRAM CRISE HUMANITÁRIA NA SÍRIA - POR EUGENIO GOUSSINSKY, DO R7 (12/02/2020)

Combates em Idlib acirram crise humanitária na Síria

Combates na região de Idlib geram crise com refugiados
Combates na região de Idlib geram crise com refugiadosYahya Nemah/EFE-EPA - 2.2.2020
Há mais de um ano, o exército regular da Síria luta para conquistar Idlib, considerado o último reduto dos rebeldes, comandados principalmente pela Frente de Libertação do Levante (ex-filial síria da Al-Qaeda).
E quando um ditador, como o sírio Bashar al-Assad, decreta a vitória militar em um conflito, mas os combates prosseguem, mantendo o país em uma crise humanitária, a conclusão óbvia é a de que a guerra não acabou.
A situação tem caminhado para um impasse, que traz à tona os interesses estratégicos de potências regionais. A Turquia continua apoiando os rebeldes dentro desta Guerra da Síria, iniciada em março de 2011 e que já deixou mais de 380 mil mortos.
O governo turco prossegue interessado na queda do presidente Assad, que tem o apoio da Rússia, e no combate a forças curdas dispostas a criar o Curdistão dentro do território turco.
Por outro lado, tem mantido atritos com o governo russo, numa situação paradoxal, já que Turquia e Rússia têm sido aliadas estratégicas contra os Estados Unidos, com acordos para a venda de sistemas antiaéreos russos e construção de gasoduto em região turca.
Nesta terça-feira (11), uma importante rodovia na província de Idlib, que liga Damasco às principais cidades do país, foi retomada pelo governo sírio, fazendo recrudescer o conflito com a Turquia, que mantém tropas na região. Há ainda a influência dos Estados Unidos, que permanecem envolvidos no conflito.
"A grande questão é o interesse de vários países na região. Os Estados Unidos retiraram tropas da guerra, mas mantêm forças em território sírio, temendo que a Rússia, que domina portos locais, tenha um controle praticamente absoluto no país. Há também interesse no petróleo. Não vejo perspectivas para uma resolução rápida desta situação", diz o professor Ricardo Gennari, pós-graduado em Política Internacional e em Inteligência pela Universidade de São Paulo.
As forças leais a Assad tiveram um helicóptero abatido nas proximidades da cidade de Nerab, dentro de confrontos que vêm ganhando escala nas últimas semanas.
Para o Observatório Sírio de Direitos Humanos, os combates têm mesmo se intensificado nesta ofensiva que o governo sírio considera crucial.
Mas que pode ficar travada, já que uma retomada dos territórios pode provocar um conflito para além das fronteiras, com o envolvimento da Rússia e da Turquia.
Nesta operação militar de larga escala, lançada em 24 de janeiro de 2020, com apoio e supervisão russos, o regime sírio alcançou o principal objetivo da operação, controlando completamente a rodovia internacional Aleppo - Damasco. Mais de 162 áreas em Idlib e Aleppo foram reconquistadas.
No entanto, segundo ativistas do Observatório, muitas mortes têm ocorrido nos conflitos, em ambos os lados, por causa dos bombardeios aéreos e terrestres.
Pelo menos 405 jihadistas, entre 545 combatentes da oposição, foram mortos até agora, além de 499 soldados do regime e partidários dos quais existem dez milicianos estrangeiros leais ao Irã. Milhares de moradores se tornaram refugiados.
Pobreza e tortura
Segundo relatório confidencial do Ministério do Exterior sírio, obtido pelo jornal berlinense Der Tagesspiegel, a crise humanitária assola a Síria. A economia está entrando em colapso e o abastecimento de alimentos é precário. 
De acordo com o documento, 69% da população (mais de dois terços) vive com menos de dois dólares por dia, em estado de extrema pobreza. Além disso, opositores estão sendo submetidos a práticas de tortura autorizadas pelo governo de Assad.
E enquanto o país empobrece, o território sírio acaba sendo um laboratório, um palco para que as potências lutem por seus interesses de forma sangrenta e indireta. Os grupos regionais e o próprio governo sírio acabam se tornando marionetes, em uma situação que evita a guerra entre nações, mas perpetua o banho de sangue.
"Boa parte dos armamentos desta guerra é americana ou russa. Os Estados Unidos deixam de guerrear na Síria, mas retomam ações no Afeganistão e no Iraque, mostrando que mantêm olhar atento para toda a região. Há um permanente realinhamento de estratégias, que evita a guerra direta entre os países, mas dá continuidade à guerra entre grupos. O interesse mútuo, de russos e americanos, portanto, parece ser o de manter esses combates", conclui Gennari.
Ofensiva em Idlib gera alerta para nova crise humanitária na Síria

PELO MENOS 15 CRIANÇAS MORREM EM INCÊNDIO EM ORFANATO NO HAITI - EFE INTERNACIONAL (14/02/2020)

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    Fortalecido, Trump defende direito de interferir em casos criminais

    Trump interferiu em questões jurídicas dos EUA
    Trump interferiu em questões jurídicas dos EUAErin Scott / Reuters - 14.2.2020
    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (14) que tem "o direito legal" de interferir em casos criminais, encerrando uma semana tumultuada na qual foram levantadas questões sobre se ele está corroendo a independência do sistema jurídico dos EUA.
    As críticas de Trump ao juiz, júri e promotores no caso criminal de seu conselheiro de longa data Roger Stone provocaram uma reprimenda incomum do secretário de Justiça, William Barr, e estimularam novas demandas de investigação por parte dos democratas que tentaram, sem sucesso, destituir o presidente republicano do cargo.
    Agressividade após impeachment
    Essa é a mais recente de uma série de ações agressivas de Trump desde que o Senado, controlado pelos republicanos, o absolveu no processo de impeachment na semana passada.
    Trump transferiu ou demitiu funcionários do governo que testemunharam sobre seus esforços para pressionar a Ucrânia a investigar um potencial rival político nas eleições presidenciais de novembro.
    Ele também retirou a nomeação da ex-procuradora dos EUA Jessie Liu, que supervisionou o caso Stone, para outro cargo governamental no Departamento do Tesouro.
    Fontes próximas ao presidente disseram que Trump tem uma sensação maior de liberdade após sua absolvição no Senado.
    "Você precisa lembrar, ele não é 'de' governo. Ele fica frustrado quando as pessoas dizem que algo não pode ser feito. Ele é assim: 'apenas faça'", disse uma autoridade do governo que falou sob condição de anonimato.
    Discussões internas
    Barr afirmou na quinta-feira que os ataques de Trump tornaram "impossível" que ele fizesse seu trabalho como líder do Departamento de Justiça, dizendo à ABC News em uma entrevista: "É hora de parar com os tuítes."
    Trump "nunca me pediu para fazer nada em um caso criminal", acrescentou Barr.
    O presidente respondeu na sexta-feira de manhã. "Isso não significa que eu não tenha, como presidente, o direito legal de fazê-lo, mas tenho, até agora, escolhido não fazer!", escreveu ele no Twitter.
    A insistência de Trump de que ele tem o direito de interferir em casos criminais contraria a prática de ex-presidentes dos EUA, que normalmente mantêm uma distância do Departamento de Justiça desde o escândalo de Watergate na década de 1970 que levou o então presidente Richard Nixon a renunciar ao cargo.

    EUA e talibãs fazem cessar-fogo no Afeganistão por sete dias

    Acordo visa diminuir a violência no Afeganistão
    Acordo visa diminuir a violência no AfeganistãoGhulamullah Habibi / EPA - EFE - 9.2.2020
    governo dos Estados Unidos e as lideranças talibãs entraram em acordo nesta sexta-feira (14) uma redução das hostilidades por sete dias, o que pode levar a um tratado de paz definitivo e a retirada das tropas americanas em território afegão.
    A informação foi divulgada pelo Departamento de Estado dos EUA, que não especificou quando entrará em vigor o pacto, que é considerado um prova de fogo, para que seja avaliado se existe a possibilidade de encerrar quase duas décadas de guerra no país asiático.
    Um funcionário, que preferiu não se identificar, explicou que o acordo para a redução da violência é "muito específico". Os rebeldes se comprometeram a encerrar os ataques suicidas, o lançamento de foguetes e as ofensivas contra comboios militares.
    "Se os talibãs cumprirem o que se comprometeram a fazer, então nós continuaremos com o acordo", afirmou a fonte.
    Negociações pela paz
    Uma redução duradoura na violência no Afeganistão abriria a possibilidade de que avancem as conversas que estão em curso e seja viável assinar um tratado de paz.
    Durante meses, os Estados Unidos e os rebeldes negociaram um tratado de paz, que segundo os talibãs, já estava finalizado, quando o presidente americano, Donald Trump, cancelou as conversações em setembro do ano passado, após um atentado em Cabul.
    O rascunho do acordo que ficou engavetado contemplava a retirada de mais de 5 mil soldados dos EUA, já nos primeiros 135 dias da assinatura.

    'Eles mataram minha husky e disseram que mulheres não podiam ter cachorros'

    Sahba Barakzai amava sua cachorra, um husky siberiano de sete meses chamado Aseman
    Sahba Barakzai amava sua cachorra, um husky siberiano de sete meses chamado AsemanSahba Barakzai
    Aviso: esta reportagem contém uma imagem que pode ser considerada perturbadora para algumas pessoas
    Sahba Barakzai, a família dela e a husky siberiana Aseman, de 7 meses de idade, saíam para as montanhas perto da casa deles no oeste do Afeganistão toda sexta-feira.
    Mas na sexta-feira da semana passada, a caminhada se transformou em tragédia depois que um grupo de homens desconhecidos se aproximou da família e matou a tiros a amada filhote de Sahba.
    Os atiradores disseram que uma mulher não podia ter um cachorro.
    Mas Sabha teme que o ato brutal possa ter ainda outra motivação — pode ter a ver com o fato de ela ensinar esporte para meninas.
    "Ainda não sabemos sobre o objetivo deles, mas achamos que é por causa da profissão dela", disse a irmã Setayesh à BBC. "Ela é a primeira mulher a ter seu próprio clube (de esporte) e essas coisas são tabus."
    Sahba estava acostumada a receber ameaças — ela ensina karatê a crianças em Herat, a terceira maior cidade do Afeganistão, há 10 anos.
    Ela também criou um clube de ciclismo para jovens e adolescentes. É um esporte com muita exposição pública em um país onde, há menos de duas décadas, as mulheres eram proibidas de ir à escola, trabalhar ou mesmo sair de casa sem estarem acompanhadas de um homem.
    Setayesh diz que ainda é um tabu para as meninas andar de bicicleta em Herat, e parte da comunidade reagiu inicialmente de forma agressiva, mas a irmã dela estava determinada a persistir.
    Sahba batizou Aseman, que significa 'céu,' inspirada nos olhos azuis da cachorra
    Sahba batizou Aseman, que significa 'céu,' inspirada nos olhos azuis da cachorraSahba Barakzai
    'Gritei e corri'
    "A principal inspiração foi a situação das mulheres em Herat porque ela (Sahba) é uma pessoa ativa na comunidade", explicou Setayesh.
    "(Nossos pais) estavam muito preocupados porque a vida dela estava em perigo — e vimos com nossos próprios olhos na semana passada."
    De fato, a tragédia com Aseman os deixou abalados. Sahba estava com o pai e duas irmãs, incluindo Setayesh, no passeio com Aseman.
    A husky, cujo nome significa "céu", em referência aos olhos azuis, tinha se juntado à família apenas alguns meses antes, mas era claramente muito amada.
    Fotos mostram ela brincando na neve, brincando com crianças no clube e andando com Sahba nas montanhas — exatamente como estavam na sexta-feira.
    "Estávamos andando, fazendo piqueniques e tudo o mais como sempre", disse Sahba à BBC. "Nós vamos lá quase toda semana, mas naquele dia foi diferente."
    Cerca de duas horas depois da caminhada, um homem parecendo um pastor se aproximou do grupo e atirou em Aseman.
    "Eu gritei e corri em direção a Aseman e pedi para o homem não atirar", disse Sahba à agência de notícias afegã Khaama. "O criminoso não se importou e deu mais quatro tiros no peito de Aseman."
    Sahba dedicou a última década ao ensino de crianças em Herat
    Sahba dedicou a última década ao ensino de crianças em Herat'Gritei e corri'
    Os tiros foram fatais: soluçando, Sahba pegou Aseman nos braços e começou a correr em direção ao carro.
    Mas, então, o atirador, a quem outros homens se juntaram, disparou outro tiro e exigiu que ela largasse a cachorra e deixasse seu corpo com eles. Como mulher, disse ele a Sahba, ela não tinha o direito de ter um cachorro.
    A família não teve escolha a não ser deixar Aseman com os homens e fugir. Eles não sabem quem eram os homens ou por que foram alvejados. Um depoimento à polícia, disse Sahba, seria inútil.
    "Eu sabia que nada aconteceria", disse ela a Khaama. "Dezenas de seres humanos são mortos todos os dias no país e ninguém é condenado."
    Ferida profunda
    O ataque deixou toda a família chocada, diz Setayesh.
    "Ficamos realmente em choque. Nunca estive nesse tipo de situação antes, virou uma lembrança terrível para todos nós."
    Mas a situação deixou uma ferida especialmente profunda em Sahba, que decidiu encerrar seus clubes esportivos — uma enorme perda para a comunidade — e tentar atravessar a fronteira, para o vizinho Irã, onde ela espera estar mais segura.
    A família tirou essas fotos de Aseman depois que a mascote foi morta a tiros
    A família tirou essas fotos de Aseman depois que a mascote foi morta a tirosSahba Barakzai
    "Aseman era como uma filha para Sabha", explicou Setayesh.
    Sahba, enquanto isso, tenta se recuperar enquanto sofre a perda.
    "No dia em que eu trouxe a Aseman, pesquisei por quantos anos um cão pode viver e percebi que um cachorro pode viver cerca de 14 anos ou mais", disse ela. "Fiquei chateada quando soube que Aseman poderia viver apenas 14 anos comigo.
    "Nunca pensei que minha querida Aseman viveria apenas sete meses e depois seria morta."

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    Maduro pede que 'países amigos' ajudem em diálogo na Venezuela

    Maduro disse que 'neste momento há eleições para renovar a Assembleia Nacional'
    Maduro disse que 'neste momento há eleições para renovar a Assembleia Nacional'EFE/ Rayner Peña
    O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu nesta sexta-feira (14) para que os "países amigos" criem um grupo para apoiar e favorecer um diálogo inclusivo para as eleições legislativas que serão realizadas neste ano.
    Em entrevista coletiva para a imprensa internacional, Maduro disse que "informou aos governos de Espanha, México e Panamá que um grupo de amigos da Venezuela poderia ser formado para fortalecer a democracia".
    Em 2020, a Venezuela realizará eleições para a Assembleia Nacional (AN, Parlamento), órgão que tem sido fundamental para a oposição desde que ganhou as eleições anteriores, em 2015, com clara maioria.
    No entanto, as decisões do órgão não foram respeitadas pelo governo de Maduro desde que a Assembleia Nacional foi declarada em "desacato" pelo Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), semanas após os opositores ao chavismo assumirem o controle.
    O presidente disse ainda que "neste momento há eleições para renovar a Assembleia Nacional e, em vários setores, há um processo de diálogo muito inclusivo com todas as alas políticas para dar novas e plenas garantias de todo tipo que influenciarão um processo eleitoral mais participativo".
    Maduro também comentou que o governo iniciou conversas com outros setores da política nacional para que seja eleito um novo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), e que a atual Assembleia Nacional esteja nesse processo.
    Sobre a comunidade internacional e este processo eleitoral, revelou que também informou aos governos argentino, mexicano e espanhol e à União Europeia (UE) a necessidade de haver "um processo de diálogo antes, durante e depois das eleições parlamentares".
    O presidente venezuelano pediu para este possível grupo esteja ciente de todas as ações que o governo está tomando perante o Tribunal Penal Internacional (TPI) "para exigir a cessação de todas as medidas coercitivas" e "fazer entender o direito da Venezuela de não ser alvo de perseguição, medidas coercitivas e criminosas" que afetam a economia.
    "Eu acredito no diálogo e sempre direi a Donald Trump, mesmo que eu esteja processando-o perante o Tribunal Penal Internacional, que a melhor maneira de resolver este conflito é falando, falando, falando. Se ele quer se entender com quem está no comando da Venezuela, estou às ordens", enfatizou.
    O governo e um pequeno setor da oposição participam há meses de uma mesa de diálogo, cuja representatividade não é reconhecida pela maior parte do antichavismo, mas que tem debatido paralelamente as questões relacionadas às eleições legislativas.
    A convocação de eleições legislativas, e não as presidenciais, como exige a oposição, ocorre em meio a uma crise que coloca Maduro, cuja legitimidade não é reconhecida por parte da comunidade internacional, contra as forças que apoiam o líder da oposição, Juan Guaidó, como presidente interino da Venezuela.

    Polícia alemã detém ultradireitistas por suspeita de terrorismo

    O Ministério Público Federal abriu um processo contra quatro dos detidos
    O Ministério Público Federal abriu um processo contra quatro dos detidosReters/ Andreas Gebert - 14.02/2020
    A polícia alemã prendeu nesta sexta-feira (14) 12 ultradireitistas suspeitos de pertencerem ou serem cúmplices de uma célula terrorista durante uma investida paralela em seis estados alemães.
    O Ministério Público Federal abriu um processo contra quatro dos detidos, todos de nacionalidade alemã, por suspeita de criação e participação em uma organização terrorista. Os oito restantes são acusados de cumplicidade no caso.
    Segundo as investigações em curso, os três principais envolvidos criaram uma organização com fins terroristas em setembro do ano passado com o objetivo de "violar e abalar a ordem institucional do Estado alemão".
    As ideias do grupo incluíam ataques a políticos, refugiados e muçulmanos, a fim de criar um clima de "guerra quase civil". Segundo o comunicado emitido pelo MP, com sede em Karlsruhe, os planos não foram colocados em prática, embora já tivessem sido realizadas várias reuniões preparatórias para a execução. Já os oito supostos cúmplices seriam responsáveis pelo fornecimento de armas, assim como pelo apoio logístico e financeiro.
    A notícia dessas prisões foi dada após os ataques a residências em seis estados federativos, de um total de 16 'Länder' na Alemanha. O objetivo da operação era estabelecer se os suspeitos já estavam na posse de armas ou outro material para a realização de um ataque.
    Foram efetuadas buscas nas casas e outras instalações dos suspeitos em 13 locais nos estados de Baixa Saxônia, Renânia do Norte-Vestefália e Renânia-Palatinado, no centro do país; em Saxônia-Anhalt, no leste; e em Baden-Württemberg e Baviera no sul. Nesta última, também foi feita uma busca em uma casa pertencente a outra pessoa, que não foi detida.

    O tesouro escondido pelos nazistas e encontrado por acaso em mina por soldados dos EUA

    Militares americanos do comando aliado examinam mala de talheres de prata, parte do saque alemão armazenado em uma mina de sal em Merkers
    Militares americanos do comando aliado examinam mala de talheres de prata, parte do saque alemão armazenado em uma mina de sal em MerkersNational Archives
    Em fevereiro de 1945, a ofensiva das tropas aliadas avançava rapidamente pelo território alemão. Àquela altura, o regime nazista estava diante de uma derrota inevitável. E, há 75 anos, o fim da Segunda Guerra Mundial se aproximava. Mas antes desse desfecho, o Terceiro Reich ainda sofreria mais um baque.
    Soldados dos Estados Unidos, que se aproximavam do estado da Turíngia — enquanto o Exército Vermelho da União Soviética fechava o cerco a Berlim pelo leste — fizeram uma surpreendente descoberta: uma mina no vilarejo de Merkers onde os nazistas esconderam mais de 100 toneladas de ouro, metais preciosos e obras de arte de valor imensurável.
    Os nazistas saquearam uma quantidade imensa de ouro e moeda de bancos centrais de países europeus durante o conflito, além de itens valiosos de prisioneiros de campos de concentração. Esses recursos foram usados para comprar materiais para a guerra.
    "Uma parte significativa dos valores armazenados na mina de Merkers veio do saque de judeus alemães e europeus, bem como do saque dos territórios ocupados. Grande parte dos objetos de valor roubados dos prisioneiros dos campos de concentração foram escondidos diretamente nos campos", afirma à BBC News Brasil Annemone Christians, pesquisadora do Departamento de História da Universidade Ludwig Maximilians.
    "Não se pode dizer com certeza que a maior parte do ouro foi saqueada, mas há indícios de que sim. Um problema ao tentar fazer essas contas é que os alemães frequentemente fundiam ouro saqueado e depois rotulavam-no em barras como se fosse alemão para disfarçar suas origens", completa Greg Bradsher, arquivista sênior da Administração Nacional de Arquivos e Registros dos EUA.
    Fuga da capital
    O tesouro encontrado pelos aliados acabou em Merkers (a cerca de 350 quilômetros de Berlim), na Turíngia, após intensos bombardeios aéreos na capital alemã. Em 3 de fevereiro, aviões americanos lançaram quase 2,3 mil toneladas de bombas na cidade.
    O episódio causou a quase demolição do Reichsbank, o banco central do país naquele período, destruindo, entre outras coisas, as máquinas de imprimir moeda.
    Foi então que as autoridades nazistas decidiram mover suas reservas de Berlim para um local seguro, a fim de proteger recursos cruciais para a guerra. Esse tipo de remanejamento para outras partes da Alemanha ocorria ao menos desde 1943.
    Àquela altura do conflito, o governo havia requisitado minas de sal e potássio espalhadas pelo país. "O transporte de ouro, moeda estrangeira e tesouros de arte para Merkers deve ser visto como uma medida incomum para proteger esses objetos de valor do Exército americano que se aproximava naquele ponto crucial da guerra", afirma Christians.
    "No entanto, era comum durante a guerra usar grandes minas de sal e potássio para armazenar materiais e continuar a produção de armamentos no subsolo por causa do aumento de bombardeios (dos aliados)", completa a pesquisadora.
    "Apenas alguns bunkers foram usados, principalmente as gigantescas torres de Flak em Berlim. As reservas de ouro foram armazenadas em bancos até serem transferidas para Merkers. O mesmo vale para papel-moeda e outros objetos de valor", diz Bradsher.
    Em 11 de fevereiro, parte das reservas de ouro alemãs foram levadas de trem para Merkers. Alguns bens saqueados de prisioneiros de campos de concentração também tiveram o mesmo destino, incluindo jóias, ouro, prata, diamantes, dinheiro e outros metais preciosos.
    Segundo o Arquivo Nacional dos EUA, 1 bilhão de reichsmarks (a moeda alemã da época) em reserva monetária e uma "quantidade considerável de moeda estrangeira" acabaram em um cofre no chamado Quarto nº 8 da mina.
    Em março de 1945, obras de arte dos mais importantes museus de Berlim foram alocadas na mesma mina. Os nazistas enviaram também especialistas para cuidar desses objetos.
    Quadro do impressionista Edouard Manet descoberto em Merkers Um tesouro perdido
    Quadro do impressionista Edouard Manet descoberto em Merkers Um tesouro perdidoNational Archives
    Conforme as tropas dos EUA se aproximavam de Merkers, os oficiais do Reichsbank decidiram trazer as reservas e as obras de arte de volta para Berlim. Em 1º de abril, contudo, havia pouca esperança de que conseguiriam fazê-lo.
    Os americanos já estavam muito próximos e as ferrovias locais, parcialmente fechadas. "Os alemães não tinham os meios logísticos, especialmente trens. E mesmo se tivessem, estariam bastante limitados quanto aos lugares para onde o ouro poderia ser levado, pois as tropas americanas e soviéticas se aproximavam da Turíngia pelo oeste, leste e sul", diz Bradsher.
    Em 2 de abril, oficiais do banco central tentaram ao menos recuperar parte do dinheiro guardado no local. Com a ajuda de trabalhadores poloneses e caminhões, foi possível retirar cerca de 200 milhões de Reichsmarks e 50 pacotes de moedas estrangeiras da mina.
    Em 4 de abril, o Terceiro Batalhão do 358º Regimento de Infantaria, 90ª Divisão de Infantaria, 3º Exército tomou Merkers. E nos dois dias seguintes, as tropas interrogaram deslocados internos que mencionaram movimentos recentes do Reichsbank para transportar ouro de Berlim até a mina.
    Ordens foram dadas para guardar o local com metralhadoras pesadas e tanques leves.
    Na manhã de 7 de abril, os americanos entraram na mina com um fotógrafo. No fundo do poço principal de 640 metros de profundidade, havia um cofre bloqueado por um muro de tijolos de quase 1 metro de espessura. No centro da parede, uma pesada porta de aço com fechadura era o último obstáculo para a captura do tesouro.
    Usando explosivos, os americanos conseguiram acessar o conteúdo do imenso Quarto nº 8, que tinha aproximadamente 22 metros de largura por 45 de comprimento, com um teto de quase 4 metros de altura.
    Lá, encontraram mais de 7 mil bolsas empilhadas em 20 fileiras, marcadas e seladas. No fundo da mina, havia um pequeno lote de sacolas, baús e caixas cujos conteúdos pareciam ter sido enviados de campos de concentração.
    O inventário final incluía, entre outras coisas, 3.682 bolsas e caixas da moeda alemã, 80 bolsas de moeda estrangeira, 4.173 bolsas com 8.307 barras de ouro, 55 caixas de barras de ouro, 3.326 bolsas de moedas de ouro, 63 bolsas de prata, 1 sacola de barras de platina, 8 sacolas de anéis de ouro e 207 sacolas e contêineres de saques de campos de concentração. Havia ainda 45 caixas com obras de arte.
    A mina até recebeu a visita do então general Dwight D. Eisenhower, que seria eleito presidente dos EUA em 1953.
    Apesar de ser uma descoberta significativa, incluindo o busto de Nefertiti e obras de Rembrandt e Dürer, argumenta Christians, o valor econômico real da captura era menor.
    "O governo nazista espalhou reservas de ouro, moeda e ativos valiosos em diversas contas, armazenando-o em numerosos lugares, bancos e agências do Reichsbank. O 'tesouro' da mina Merker representava uma parcela pequena dos ativos financeiros alemães."
    "Já que o ouro foi transferido de Berlim para Merkers, os alemães não estavam mais em posição, tanto logística como diplomática, de usá-lo para compras no exterior. Na verdade, já era assim mesmo antes da transferência. Parece que essa captura não teve impacto no resultado da guerra, que terminou quatro semanas depois", complementa Bradsher.
     Saques alemães armazenados na igreja em Ellingen, Alemanha, encontrada por tropas dos EUA O destino do ouro
    Saques alemães armazenados na igreja em Ellingen, Alemanha, encontrada por tropas dos EUA O destino do ouroNational Archives
    Entre 14 e 16 de abril, os americanos transferiram os itens encontrados na mina de Merkers para a filial do Reichsbank em Frankfurt. A intenção era mover tudo o mais rápido possível, antes que as tropas soviéticas chegassem. Conforme acertado na Conferência de Yalta, aquela área ficaria sob comando soviético após o fim da guerra.
    Mas esse não é o fim do história
    Em agosto de 1945, o Departamento do Tesouro dos EUA e o Banco da Inglaterra concluíram que as barras e moedas de ouro e prata capturadas tinham valor estimado em mais de 262 milhões de dólares.
    As moedas estrangeiras foram enviadas aos seus locais de origem. O ouro foi devolvido aos países saqueados por meio de um fundo especial para reparação dos aliados, mas parte desse processo foi concluído apenas em 1996. Uma parcela do ouro também foi usada para indenizar sobreviventes do Holocausto.

    Laboratório de coca funcionava em fazenda de embaixador colombiano

    Produtos químicos utilizados na produção da droga foram queimados
    Produtos químicos utilizados na produção da droga foram queimadosPolícia Nacional da Colômbia
    Autoridades da Colômbia e dos Estados Unidos, em uma investigação conjunta, encontraram um laboratório de refino de cocaína em uma fazenda de propriedade do embaixador colombiano no Uruguai. A propriedade rural pertence à família de Fernando Sanclemente Alzate há 44 anos, mas, segundo ele, tinha parte das terras arrendadas a terceiros.
    A fazenda está localizada na zona rural do município de Guasca, a uma hora da capital, Bogotá. De acordo com o jornal El Tiempo, o local tinha capacidade para produzir meia tonelada da droga por mês, que era enviada para Europa e Estados Unidos através do aeroporto internacional El Dorado.
    Segundo as autoridades, a investigação começou com o acompanhamento das substâncias químicas utilizadas para a produção da droga. O objetivo era encontrar o laboratório onde ela era produzida, e assim os responsáveis.
    O grupo era conhecido como 'narcos invisíveis' porque não pertecem a nenhum grande grupo ou cartel. Além disso, de acordo com autoridades, eles eram muito discretos, diferente do perfil excêntrico de narcotraficantes com festas regadas a álcool e drogas.
    Este 'novo tipo' de produção procura espaços para alugar, passam pouco tempo nos locais, mudando com frenquência a fabricação da droga para evitar serem encontrados pela autoridades.
    Incêndio Florestal
    Na última quarta-feira (12), uma operação da Polícia colombiana de combate a cultivos ilícitos acabou em um incêndio florestal após a explosão de produtos químicos utilizados para a produção de cocaína. O corpo de bombeiros precisou ser chamado para controlar as chamas.
    Na ocasião, cinco pessoas foram detidas, três eram responsáveis pela segurança do local e duas pela produção, com materiais utilizados para a fabricação da droga em armazéns dentro de uma propriedade rural. Todos responderão por fabricação e tráfico de drogas.
    Mas o que surpreendeu as autoridades é que a propriedade onde o laboratório foi encontrado pertence à família do embaixador Fernando Sanclemente há pelo menos 44 anos. A fazenda era utilizada para a criação de cavalos de corrida e gado Angus, e ainda produção de leite, segundo um comunicado oficial da embaixada.
    O embaixador reconheceu que a propriedade pertecence à sua família em conjunto com a família Spiwack, propietária das Organizações DANN, com hotéis e financeiras. Sanclemente afirmou também que deixou de ser administrador da propriedade em 2019 ao assumir o cargo de embaixador.
    Assista à íntegra da reportagem do Jornal da Record sobre cultivos ilegais de coca na Colômbia

    EUA, China e Rússia fazem mundo mais perigoso, diz líder alemão

    Presidente acusa EUA, China e Rússia de alimentar desconfiança e insegurança
    Presidente acusa EUA, China e Rússia de alimentar desconfiança e insegurançaREUTERS
    O presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, criticou indiretamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta sexta-feira (14) ao acusar EUA, China e Rússia de alimentar desconfiança e insegurança globais com uma competição de "grandes potências" que ameaça gerar uma nova corrida armamentista nuclear.
    Em comentários na abertura da Conferência de Segurança anual de Munique, o líder alemão lamentou a abordagem das três grandes potências nos assuntos globais e, sem citar o nome de Trump, discordou de sua promessa de "tornar a América grande de novo".
    " 'Grande de novo' - mesmo às custas de vizinhos e parceiros", disse Steinmeier, ex-ministro social-democrata das Relações Exteriores, cujos comentários sobre política externa têm notoriedade.
    Como ministro das Relações Exteriores em 2014, ele esteve no centro do chamado "consenso de Munique", quando líderes alemães disseram que Berlim estava pronta para assumir mais responsabilidades nos assuntos globais. Steinmeier enfatizou esse ponto novamente nesta sexta, mas não antes de lamentar as abordagens de política externa da Rússia, da China e dos Estados Unidos.
    "A Rússia transformou a força militar e a violenta mudança de fronteiras no continente europeu em meios de política mais uma vez", afirmou ele em texto do discurso de  abertura da conferência.
    "A China  aceita o direito internacional apenas seletivamente quando não contraria seus próprios interesses. E nosso aliado mais próximo, os Estados Unidos da América, sob o próprio governo atual, rejeita a ideia de uma comunidade internacional", disse.
    O resultado é "mais desconfiança, mais armamento, menos segurança (...) até uma nova corrida armamentista nuclear", ponderou o presidente alemão.
    De acordo com Steinmeier, a Alemanha deve aumentar os gastos com defesa para contribuir mais com a segurança europeia e manter sua aliança com os EUA, reconhecendo que os interesses norte-americanos estão se afastando da Europa em direção à Ásia.
    Ele também pediu uma política europeia em relação à Rússia "que não se limite apenas a condenar declarações e sanções". E acrescentou que a Europa, "deve encontrar seu próprio equilíbrio com a China e intensificar a competição entre sistemas e a necessidade de cooperação".

    Mais de 500 chineses são postos em quarentena na Rússia

    548 cidadãos chineses foram colocados em quarentena na Rússia por causa do coronavírus
    548 cidadãos chineses foram colocados em quarentena na Rússia por causa do coronavírusChina Daily via Reuters - 08.02.2020
    Autoridades da Rússia informaram nesta sexta-feira (14) que 548 cidadãos chineses foram colocados em quarentena no país por causa do coronavírus que, segundo os últimos dados, causou a morte de 1.380 pessoas na China.
    "Até 13 de fevereiro, 129 unidades de observação médica com 7.615 leitos foram instaladas em 66 entidades da Federação Russa, onde 548 cidadãos chineses foram colocados em quarentena", disse a agência russa de proteção ao consumidor, a Rospotrebnadzor.
    A maior parte dessas pessoas colocadas em quarentena foi admitida em instalações médicas nas regiões do extremo oriente da Rússia, na fronteira com a China.
    Segundo a Rospotrebnadzor, nesta sexta, na Rússia, dois novos casos Covid-19 foram registrados. Os dois são chineses, já se curaram da infecção e tiveram alta na última quarta (12).

    Escândalo sexual atinge candidato de Macron à prefeitura de Paris

    O ex-candidato disse que Paris está melhor sem ele
    O ex-candidato disse que Paris está melhor sem eleFE/EPA/Ian Langsdon - 30.01.2020
    O candidato apoiado pelo presidente da França, Emmanuel Macron, à prefeitura de Paris, Benjamin Griveaux, anunciou nesta sexta-feira (14) a desistência de sua candidatura após o vazamento nas redes sociais de um vídeo íntimo e mensagens de cunho sexual que seriam seus.
    No pronunciamento em que comunicou a retirada da candidatura, o político de 42 anos denunciou o que chamou de "ataque desprezível" à sua vida privada e disse que não quer expor a família a tais situações. A desistência de concorrer nas eleições, marcadas para 15 e 22 de março, acontece apenas um dia depois da apresentação do plano de governo de Griveaux.
    Nas últimas pesquisas, o 'macronista' aparece em terceiro lugar nas intenções de voto, com 15%, atrás da atual prefeita de Paris, Anne Hidalgo (25%), e da conservadora Rachida Dati (19%).
    Em declarações à "BFM TV", Griveaux afirmou que apesar de ter sido vítima de mentiras, difamação e ameaças de morte durante a sua carreira política, este último ataque havia ultrapassado os limites.
    O vídeo incriminatório teria sido enviado a uma amante e, segundo o jornal "Libération", teria sido distribuído com a ajuda do artista russo Piotr Pavlenski, refugiado na França. Ele afirma que sua intenção era denunciar a hipocrisia do candidato do partido presidencial.
    Pavlenski acrescentou ao jornal que recebeu as imagens e mensagens de uma fonte que tinha uma relação consensual com o candidato.
    Griveaux não revelou o nome da pessoa que vai substitui-lo na chapa do partido A República em Marcha (LREM), que pela primeira vez terá um candidato à prefeitura da capital francesa.
    "O projeto para Paris, pelo qual lutamos tanto, estará melhor sem mim", declarou o agora ex-candidato, salientando que sua prioridade é sua família e que nem ele nem ninguém deveria sofrer esse tipo de ataque.

    Brasileira que vive nos EUA está desaparecida há duas semanas

    Ana Paula desapareceu há duas semanas e seu carro também não foi encontrado
    Ana Paula desapareceu há duas semanas e seu carro também não foi encontradoReprodução/Instagram
    Uma brasileira que vive em Los Angeles, Califórnia, está desaparecida há aproximadamente duas semanas. Ana Paula Feitosa dos Santos Braga, 23, se mudou de Minas Gerais para os Estados Unidos onde, atualmente, trabalhava como motorista de aplicativo. De acordo com relatos de amigos e conhecidos, o carro da jovem também sumiu.
    A mãe da jovem, Delma Félix, contou que todos os dias a filha ligava para dar notícias, mas desde 29 de janeiro não houve mais contato. Ela disse que já não sabe mais o que fazer. Está desesperada e não possuiu condições financeiras para viajar até onde Ana Paula vive.
    Pessoas que conhecem a jovem contam que ela dividia apartamento com um amigo, mas depois de uma briga entre eles, ela se mudou para outro local que passou a dividir com um homem. 
    Os amigos relatam que Ana Paula comentou que ele era agressivo e que tinha medo dele. Ela, inclusive, enviou uma foto da identidade do homem para seus contatos mais próximos.
    Brasileiros que vivem em Los Angeles estão se mobilizando para tentar descobrir informações sobre o paradeiro de Ana Paula. Um boletim de ocorrência já foi aberto, mas, de acordo com os amigos, a polícia local não parece estar dando a devida atenção ao caso.
    Alerta
    Mulheres vivendo nos Estados Unidos comentam sobre "golpes". Elas alertam para o sex trapping — armadilha sexual. De acordo com elas, é algo que ocorre com frequência em Los Angeles.
    Elas ainda contam que o "golpe" mais comum é relacionado a ofertas de moradia. Segundo estas mulheres ouvidas pelo R7, quando visitam um local para viver ou começam a dividir morada com alguém, é recorrente que criminosos usem dessas situações para cometer crimes sexuais.

    Famílias de militantes do Estado Islâmico seguem detidas na Síria

    Aborto no sétimo mês de gestação reacende polêmica sobre legislação na Colômbia

    O aborto é permitido em três casos na Colômbia: estupro, malformação do feto e risco à saúde da mãe
    O aborto é permitido em três casos na Colômbia: estupro, malformação do feto e risco à saúde da mãeAFP
    Ela estava grávida de 7 meses quando fez um aborto.
    Uma mulher de 22 anos em Popayán, no sudoeste da Colômbia, optou por interromper a gravidez em decorrência de problemas de saúde mental, o que foi atestado pelos médicos, alegando que não estava preparada para ser mãe.
    O ex-namorado, Juan Pablo Medina, que era contra o procedimento desde o início, protestou em frente ao hospital, fez campanha nas redes sociais e agora denunciou criminalmente a mulher, cuja identidade não foi revelada publicamente, pelo crime de homicídio.
    O aborto na Colômbia é permitido em três casos: estupro, malformação do feto e risco à saúde da mãe, incluindo saúde mental, mesmo em um estágio avançado de gestação.
    A Profamilia, instituição privada que realizou o aborto, afirma que o episódio em questão se encaixa no último caso, e que realizou o procedimento como garantia dos direitos constitucionais da jovem.
    Uma parcela da população exige que o aborto seja legalizado em todos os casos
    Uma parcela da população exige que o aborto seja legalizado em todos os casosAFP
    "O Ministério da Saúde e o Tribunal (Constitucional) orientam que deve haver o atestado de um médico ou psicólogo, e neste caso foi atestado pelo respectivo profissional que a jovem tinha problemas de depressão", declarou o secretário de Saúde de Popayán, Oscar Ospina.
    Em meio a um duro debate
    Desde que o aborto foi descriminalizado nos três casos em 2006, dezenas de pessoas entraram com ações na justiça na tentativa de penalizar o procedimento em qualquer cenário.
    O Tribunal Constitucional manteve, no entanto, o entendimento.
    A última iniciativa do tipo foi apresentada pela advogada Natalia Bernal, que pede para penalizar o aborto em todos os casos e que o feto seja considerado como um ser humano.
    A advogada conta com o apoio da senadora María del Rosario Guerra, do Centro Democrático, partido liderado pelo ex-presidente Álvaro Uribe — e do qual o atual presidente, Iván Duque, faz parte.
    O caso do aborto aos sete meses de gestação veio à tona às vésperas da decisão do Tribunal sobre esses dois processos, que acabaram gerando uma situação inesperada para a autora: o juiz Alejandro Linares aproveitou a oportunidade para propor a descriminalização completa do aborto até a 12ª semana de gestação.
    Por que há mulheres que chegam a 7 meses de gestação?
    Na Colômbia, são realizados 16.878 abortos legais por ano, segundo dados da Profamilia de 2018, mas o caso de Popayán gerou polêmica por causa dos 7 meses de gravidez, tempo de gestação em que milhares de bebês nascem prematuros e podem ser tratados em unidades neonatais.
    O Tribunal Constitucional não estabeleceu um prazo para a realização do aborto porque há casos em que a vida da mãe é colocada em risco no fim da gestação.
    Mas algumas pessoas, como a senadora Guerra, argumentam que isso viola o direito constitucional à vida:
    "A vida é sagrada porque é um presente maravilhoso de Deus, ninguém tem o direito de decidir sobre isso, neste caso, tampouco a mãe, porque ambos — mãe e nascituro — são seres diferentes, com seu próprio código genético ", escreveu recentemente.
    Foi Guerra quem denunciou nesta semana que o aborto havia sido realizado, alegando que a Profamilia "vem promovendo abortos indiscriminados na Colômbia (…) e montou um negócio em torno desta prática escabrosa".
    Os movimentos pró-vida continuam em vigor na Colômbia, apesar dos reveses na Justiça
    Os movimentos pró-vida continuam em vigor na Colômbia, apesar dos reveses na JustiçaAFP
    A entidade, que afirma não ter fins lucrativos, reiterou seu "compromisso com a defesa e garantia dos direitos sexuais e reprodutivos da mulher".
    E, de acordo com a Profamilia, 92% dos abortos realizados pela instituição são feitos nas primeiras 15 semanas de gestação.
    Mas, segundo especialistas, há mulheres que não conseguem fazer o procedimento no início da gravidez devido aos obstáculos estabelecidos por diferentes instituições públicas e privadas.
    "Devemos falar sobre as barreiras que impedem as mulheres de realizar o procedimento de maneira rápida", disse à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC, Cristina Rosero, consultora jurídica na Colômbia do Center for Reproductive Rights, organização civil sediada nos Estados Unidos.
    "A questão é por que uma mulher precisa procurar várias instituições, se a lei diz que todas as entidades médicas devem prestar o serviço, independentemente de serem laicas ou religiosas, públicas ou privadas", acrescenta.
    A última palavra será, mais uma vez, do Tribunal Constitucional da Colômbia
    A última palavra será, mais uma vez, do Tribunal Constitucional da ColômbiaAFP
    Uma das iniciativas da senadora Guerra é justamente ampliar a objeção de consciência para os médicos, que é o direito do médico de se negar a realizar o aborto, o que na Colômbia é legal com certas limitações.
    Este é mais um dos debates que vieram à tona no país na sequência do caso do aborto aos sete meses de gestação.

    Os burros podem sumir do México, mas país se mobiliza por eles

    Burro foi essencial para desenvolvimento do México
    Burro foi essencial para desenvolvimento do MéxicoEFE/ José Méndez
    O burro mexicano não vive seu melhor momento: depois de séculos de ajuda nas tarefas de ‘tiro’, a progressiva transformação tecnológica o encurralou até reduzir sua população em pouco mais de 300 mil exemplares e colocá-los em perigo de extinção.
    ‘Com a modernidade, com as máquinas do setor agrícola, o burro mexicano perdeu seu uso e sustentabilidade’, explicou a Efe Gérman Flores, colaborador desde a Fundação da Associação Mexicana Burrolandia México.
    Flores afirmou que o burro foi uma ajuda vital para o desenvolvimento do México desde a sua chegada em 1521, e houve um momento em que cada família de camponeses tinha o seu, como ter um carro hoje em dia.
    Desaparecimento gradual
    A população do burro mexicano em 1991 era de 1,5 milhão de exemplares, segundo a consultoria Investigação e Desenvolvimento, e o último registro oficial, que data de 2007, o censo não ultrapassou os 585 mil asnos.
    Agora, treze anos depois, Flores assegurou que ainda existem no país pouco mais de 300 mil. ‘Investigamos com autoridades como o Instituto Nacional de Geografia (Inegi) e por conta própria com as autoridades do município de Otumba, conhecida como o berço do burro’, destacou.
    Otumba é o epicentro do burrico no México todo mês de maio, datas em que há 55 anos se celebra a Feira do Burro. Além disso, desde 2006, a associação defensora da espécie no país instalou na cidade o santuário Burrolândia, ironicamente ao lado do museu Ferroviário, veículo que iniciou o declínio do equino.
    Refúgio no México
    Flores: 'o burro representa um amigo'
    Flores: 'o burro representa um amigo'EFE/ José Méndez
    O santuário acolhe na atualidade 50 animais, que se dividem em 42 burro de diferentes raças e oito cavalos, resgatados de situação de maltrato, da porta de matadouros ou simplesmente adquiridos por proprietários que gostaria de se desfazer deles.
    Os responsáveis do parque estão atentos aos animais as 24 horas do dia e proporcionam tanto alimentos como atenção médica.
    Custo Anual
    O custo mensal para manter estes 50 equinos é de R$ 14.000 (60 mil pesos mexicanos), assegurou Flores, um valor que a associação precisa arcar sem ajuda governamental.
    O centro abre ao público nos fins de semana e, além de pequenas doações na entrada, que custa R$ 16,30 (70 pesos), existem várias opções de lazer dentro do parque para aumentar seu consumo, como atividades na praça de alimentação, um pequeno museu e passeios a carros clássicos.
    ‘Fazemos passeios turísticos (por Otumba) para nos financiar, e comprar e vender veículos automotores’, comentou também Flores. Os carros de segunda mão com os que negociam podem ser observados em todo entorno do parque.
    Flores explicou que para fazer o santuário completamente sustentável economicamente e não depender da monetização de estas e outras atividades, necessitariam ter mil visitantes por mês, mas hoje recebem apenas 500 mensais.
    EFE/ José Méndez
    Apoios da sociedade
    Além destes receitas, recebem outras ajudas como bagaço da cerveja de algumas cervejarias da capital, que servem como alimento para os animais. A Universidade Autônoma do Estado de Hidalgo envia alguns estudantes de veterinária ou contabilidade para fazer serviço social (estágio obrigatório).
    Perder o burro mexicano, exemplifica Flores, seria uma tristeza porque para os otumbenses ‘o burro representa um amigo’.
    A situação de esquecimento do burro não é exclusiva do México, ao redor do mundo existem outros santuários semelhantes ao de Otumba. É o caso do Donkey Sancturay, no Reino Unido, ou o Burrolandia na Espanha, situado na cidade de Tres Cantos, ao norte de Madrid.
    Flores revelou que em Burrolandia México eles mantém contato com alguns destes centros ‘para trocar experiências e, desta maneira, conseguir dar um bem-estar ao burro’.

    Irmãs se reencontram 78 anos após bombardeio da 2ª Guerra Mundial

    Yulia e Rosalina se encontraram graças a um programa de TV
    Yulia e Rosalina se encontraram graças a um programa de TVReprodução/RT
    Quase 80 anos após muita espera e procura, duas irmãs russas conseguiram finalmente se reencontrar. Rosalina Jaritónova, hoje com 93 años e sua irmã Yulia, com 91 anos, foram separadas ainda na adolescência após um bombardeio na Província de Cheliábink, onde moravam.
    As irmãs viviam em uma das regiões que mais sofreram durante a Segunda Guerra Mundial. Quando a sangrenta batalha de Stalingrado começou, ela foi seguida de intensos bombardeios por parte das tropas nazistas. Neste momento, as irmãs foram retiradas para locais mais seguros, e assim, separadas.
    'Tentei encontrá-la e também outros parentes. Me disseram que ela havia morrido em um bombardeio junto com outras pessoas levadas da região. Mesmo assim, continuei procurando', explica Rosalina.
    As duas irmãs afirmam que 'nunca perderam a fé' de se reencontrarem, e pediram ajuda para os filhos nesta tarefa. Yulia sempre contava a eles suas memórias detalhadas de infância na tentativa de fornecer maiores informações para a investigação.
    'Éramos uma família muito boa, não brigávamos e dividiamos tudo. Juntas brincávamos de boneca na areia, juntas cuidávamos de nossa mãe, porque com frequência ficava doente', conta emocionada Rosalina.
    Rosalina e Yulia conseguiram se reencontrar graças a uma investigação da Polícia em conjunto com o programa de TV chamado 'Espere-me', do canal russo NTV.
    Segundo Irina Volk, porta-voz do Ministério do Interior da Rússia, a demora se deu por um problema de dados. Yulia disse que sua irmã se chamava apenas Rosa e não Rosalina, além disso a data de nascimento também estava incorreta.
    'Devido a avançada idade, a solicitante havia esquecido o nome completo da sua irmã. Em vez de Rosalina, disse somente Rosa. Mas ao colocá-las em contato, confirmamos a suposição de que eram irmãs', finalizou Irina.

    Senado desafia Trump com lei que impede guerra com Irã sem aval

    Líderes do Senado anunciam projeto de lei que limita poder de Trump
    Líderes do Senado anunciam projeto de lei que limita poder de TrumpShawn Thew / EPA - EFE - 13.2.2020
    O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira um projeto de lei que impede o presidente Donald Trump de ordenar qualquer ação militar contra o Irã sem antes solicitar a permissão do Congresso, o que representa uma ameaça à autoridade do mandatário.
    A iniciativa, que para se tornar lei precisa da assinatura do próprio Trump, foi aprovada com o voto de todos os senadores da oposição democrata e de oito republicanos.
    O apoio dos conservadores é significativo porque mostra publicamente a não aceitação de alguns em relação à política de Trump para o Irã e, especialmente, a decisão de ordenar a morte o general Qasem Soleimani, considerado um herói no país islâmico.
    Gesto simbólico
    No entanto, este é apenas um gesto simbólico, porque Trump já anunciou que vetará a iniciativa. É necessária uma maioria de dois terços em cada casa do Congresso para anular o veto de um presidente, e desta vez não há um apoio tão amplo.
    O senador democrata Tim Kaine, que promoveu a iniciativa, disse no Twitter que o Senado está enviando "uma forte mensagem bipartidária" para reafirmar a autoridade do Legislativo, que é o único órgão do Estado com capacidade para declarar guerra, de acordo com a Constituição.
    Além disso, a Constituição afirma que o presidente é o comandante das Forças Armadas; mas a verdade é que o governo vem ganhando mais poder desde os ataques de 11 de setembro de 2001, quando o Congresso aprovou uma lei que deu ao chefe de Estado mais margem de manobra para ir contra a Al-Qaeda.
    Já em janeiro, a Câmara dos Representantes, onde os democratas têm maioria, aprovou uma iniciativa semelhante à do Senado.
    Insatisfação com Trump
    Esse projecto de lei não vinculativo pretendia mostrar a insatisfação do Congresso com Trump, que não notificou previamente os legisladores sobre o ataque dos EUA a Soleimani em Bagdá.
    O Irã respondeu à morte de Soleimani com um ataque contra uma base militar no Iraque que abrigava tropas americanas.
    Irã e Estados Unidos, que não mantêm relações diplomáticas desde 1979, já passaram por diversas crises desde que Trump ordenou a saída dos EUA do acordo nuclear assinado em 2015. Desde então, Washington impôs novamente duras sanções à economia iraniana.
    A crise foi agravada após o Irã derrubar acidentalmente um avião civil ucraniano que havia decolado de Teerã, o que causou a morte de todos os 176 ocupantes da aeronave.

    Argentina entrega 9.000ª identidade alterada por lei

    Lei de Identidade de Gênero foi aprovada em 2012 na Argentina
    Lei de Identidade de Gênero foi aprovada em 2012 na ArgentinaEFE/EPA/Michael Reynolds - 09.08.2019
    O presidente da Argentina, Alberto Fernández entregou, nesta quinta-feira (13), o cartão de identidade de número 9.000 ratificada de acordo com a Lei de Identidade de Gênero, aprovada no país há oito anos. O ato ocorreu durante cerimônia no Salão dos Povos Nativos, na Casa Rosada. 
    "Muito bom dia a todos, todas e todes". Com essa saudação, a locutora oficial iniciou o evento na sede do governo, em Buenos Aires, ao qual compareceram legisladores e integrantes de organizações sociais e de direitos humanos.
    A médica, jornalista e compositora musical Isha Escribano recebeu seu cartão das mãos do chefe de estado, em um ato que ela descreveu como "encontro de amor e celebração, uma canção para a vida".
    "Tenho um documento que representa minha identidade, e é um documento que me permite usar um sorriso no rosto", afirmou Isha. "A Argentina é um país que tem dívidas em muitos aspectos, mas está na vanguarda em muitos outros", acrescentou.
    Uma sociedade melhor com direitos
    Em 9 de maio de 2012, durante o governo de Cristina, atual vice-presidente, o Congresso aprovou a Lei de Identidade de Gênero, que, como observado hoje pelo governo, levou a um avanço nos direitos ao permitir que travestis e transexuais sejam tratados de acordo com sua identidade de gênero e sejam registrados em seus documentos e registros pessoais sob seu próprio nome. A norma veio dois anos após o parlamento ter aprovado a chamada Lei da Igualdade de Casamento.
    "Aqueles foram anos maravilhosos para a Argentina, aqueles anos de Cristina. Você sabe que critiquei muito a Cristina, mas sempre disse que o seu primeiro governo foi o mais progressista e que ele estendia mais direitos na sociedade argentina", afirmou Fernández.
    "Estou feliz por alguém ver reconhecidos direitos que sempre teve, mas que lhe foram sempre negados. Costumo dizer que nós, como sociedade, éramos muito melhores quando concedíamos direitos, em um momento em que muitos nos pedem para retirar diretos das pessoas. Você não sabe o quanto eu comemoro o fato de que os argentinos, todos os argentinos, têm mais direitos a cada dia, que os cidadãos têm mais direitos. É a única coisa que torna uma sociedade melhor", comemorou.
    Advogado como profissão e chefe do Gabinete de Ministros entre 2003 e 2008, o atual presidente lembrou como há alguns anos, antes da lei ser aprovada, ajudou a apresentar uma liminar para que uma mulher que entrou em contato com ele através do Facebook contando-lhe a sua situação pudesse ter a sua identidade reconhecida e ser chamada Maria Julia.
    'Não somos bonsais'
    Isha disse desejar que outras pessoas travestis e transexuais não precisam passar pelas dificuldades pelas quais passou e frisou que sua luta e a de outros ativistas é para que as próximas gerações vivam em um mundo melhor.
    "Eu provoco muitas pessoas apenas pelo fato de existir e não sou valorizada pelo que trago à sociedade, mas pelo meu gênero. Há muita luz para trazer para este muito", lamentou a médica.
    "Ninguém merece estar destinado a implorar por amor no subsolo. Não somos bonsais, quanto mais cortados mais bonitos, não se trata de se encaixar, trata-se de desabrochar. Este é um ato de floração, de amor, e nada floresce sem amor", considerou.
    Isha relatou que por muito tempo se sentia envergonhada pelo que era, ou pelo que gostaria de ser, e revelou que em alguns momentos teve pensamentos suicidas.
    "Durante anos, o meu primeiro pensamento do dia era 'tomo o café da manhã ou me mato?'. Eu não tinha lugar no mundo. E quando ganhei uma bolsa para estudar na Universidade de Cambridge, em 2002, fui estudar budismo e hinduísmo, porque estava à procura de outra coisa para salvar a minha mente", disse.
    Nessa viagem, ela levou uma mala com roupas de mulher e outra com roupas de homem. A jornalista contou que pensou em viver como mulher, se prostituir e nunca mais voltar para a Argentina.
    "Isso hoje é um assunto leve. Agradeço a todas as pessoas que fizeram todo o possível e o impossível para que a lei de identidade de gênero fosse aprovada", finalizou.

    Fernández diz que 'não sabe' se pode encontrar Bolsonaro em março

    Fernández ainda não se encontrou com Bolsonaro
    Fernández ainda não se encontrou com BolsonaroMariana Greif/Reuters - 14.11.2019
    O presidente da Argentina, Alberto Fernández, colocou em dúvida a data do encontro entre ele e o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, anunciada na quarta-feira (12) pelos chanceleres dos dois países durante reunião em Brasília. Em entrevista a uma rádio argentina, Fernádez disse não saber se poderá ir "porque nesse dia começam as sessões ordinárias do Congresso".
    O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Felipe Solá, havia dito à imprensa que Fernández e Bolsonaro poderiam ter uma reunião em 1º de março no Uruguai, por ocasião da posse do novo presidente daquele país, Luis Lacalle Pou.
    Ele esteve em Brasília, visitou o chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, e o próprio presidente Bolsonaro.
    Apesar da dúvida sobre a data do encontro, Fernádez mostrou-se cordial e aberto à ideia. "Tenho muita confiança que, se não puder nesse dia, vou sugerir encontrá-lo no dia seguinte", disse o presidente argentino.
    Relações estremecidas
    A relação entre os dois mandatários é tensa desde as eleições na Argentina. Na época, Bolsonaro criticou Fernández, dizendo que investidores tirariam seu dinheiro do país caso ele fosse eleito. Depois da eleição, afirmou que o Brasil estava "se preparando para o pior" com o novo governo argentino.
    Bolsonaro não foi à posse de Fernández. O vice, general Hamilton Mourão, foi quem representou o Brasil na ocasião, depois de várias negativas sobre a presença de um membro do governo na cerimônia.
    Na quarta, Bolsonaro 

    Venezuela denuncia EUA em Haia por 'crimes contra a humanidade'

    Jorge Arreaza apresenta documento protocolado em Haia
    Jorge Arreaza apresenta documento protocolado em HaiaReprodução/Twitter
    O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, apresentou nesta quinta-feira (13) denúncia contra os Estados Unidos no Tribunal Penal Internacional (TPI), por crimes contra a humanidade devido às sanções econômicas impostas a seu país.
    O documento entregue ao tribunal "é um fato histórico e tem dados e fatos estatísticos" que refletem os efeitos das sanções sobre a população venezuelana, disse o ministro em uma entrevista coletiva realizada em Haia, cidade na Holanda, onde está localizado o TPI.
    "Maduro está na vanguarda dessa tarefa", disse o chanceler, afirmando que as sanções têm como vítima principal "os civis venezuelanos que morreram, que sofreram doenças e que foram impedidos de comer".
    O ministro deu como exemplo os efeitos que as sanções tiveram sobre a indústria petrolífera venezuelana, uma vez que afetaram a "transferência de peças, sua reparação e processos de refinação".
    As sanções "são armas de destruição em massa e todos os responsáveis estão na elite dos Estados Unidos", embora Arreaza tenha dito que também existem "partidos co-responsáveis" em Caracas, que reivindicaram o aumento das sanções contra a Venezuela.
    "É um caso bem fundamentado, pois envolve ataques generalizados e sistemáticos" contra os cidadãos venezuelanos, para que o governo "espalhe a denúncia de várias maneiras".
    Jorge Arreaza disse que as sanções sofridas pela Venezuela "são semelhantes à perseguição ao povo judeu durante o Holocausto ou à perseguição ao povo palestino".

    Ciclone se aproxima da Austrália e ajuda a apagar últimos incêndios

    Cidade no leste da Austrália ficou debaixo d'água
    Cidade no leste da Austrália ficou debaixo d'águaReprodução via Reuters
    Trazidas pela aproximação de um ciclone tropical, as chuvas mais intensas dos últimos 30 anos atingiram o estado de Nova Gales do Sul, no sudeste da Austrália, nesta semana. As tempestades ajudaram a controlar cerca de 30 focos remanescentes dos incêndios florestais que dizimavam a região desde novembro.
    A mudança de clima não apenas ajudou os bombeiros a controlar as chamas como acabou com uma seca generalizada de quase 3 anos na região, e também encheu rios que estavam secos. Em alguns pontos, nas cidades próximas a Sydney, houve até inundações.
    Segundo um boletim do Serviço de Meteorologia da Austrália, o ciclone estava a cerca de 1000km a leste do país nesta quarta-feira (12) e deve perder força no oceano, sem chegar à terra. 
    As tempestades, no entanto, atingiram com força as cidades no litoral leste australiano, como Sydney, que teve a maior chuva acumulada desde 1990. A cidade de Nana Glen, 400km ao norte, foi inundada. Várias praias foram fechadas para os banhistas porque estavam com ondas muito altas e escolas também tiveram as aulas suspensas.
    Ajuda contra incêndios
    No entando, o mau tempo foi comemorado por quem passou os últimos meses tentando conter a pior onda de incêndios florestais da história recente da Austrália.
    "Depois de uma temporada de incêndios realmente devastadora, tanto para os bombeiros quanto para os moradores, que sofreram tanto nos últimos meses, todos os focos foram contidos em Nova Gales do Sul, uma excelente notícia", disse o subcomissário dos Bombeiros Rurais do estado, Rob Rogers, em um vídeo postado no Twitter.
    "Nem todos os focos estão apagados, ainda há alguma atividade no sul do estado, mas todos os incêndios estão contidos, então podemos finalmente focar em ajudar as pessoas a refazer suas vidas", concluiu.

    Centro-direita bloqueia possível governo do Sinn Fein na Irlanda

    Mary Lou McDonald é líder do Sinn Fein: partido precisa de aliança para formar governo
    Mary Lou McDonald é líder do Sinn Fein: partido precisa de aliança para formar governoPhil Noble / Reuters - 9.2.2020
    O maior partido da Irlanda, o Fianna Fail, de centro-direita descartou formar um governo com o Sinn Fein, disse um importante parlamentar, em um movimento que provavelmente impedirá os nacionalistas de esquerda de assumirem o poder pela primeira vez.
    A medida aumenta as chances de a Irlanda ser forçada a ir às urnas novamente nos próximos meses, disse um analista, o que poderia fortalecer ainda mais o Sinn Fein, cujo apoio aumentou 50% nas eleições do último fim de semana, em parte devido à raiva causada por uma crise imobiliária.
    O partido de centro-direita Fianna Fail tentará formar um governo que não inclua o Sinn Fein, disse à Reuters o parlamentar sênior Niall Collins, ao deixar uma reunião dos parlamentares do partido.
    "Demos licença ao líder do partido para falar com quem ele precisa falar, com exceção do Sinn Fein", disse Collins. O partido o apoia totalmente, acrescentou.
    Três partidos
    Sinn Fein, Fianna Fail e o partido de centro-direita Fine Gael do primeiro-ministro, Leo Varadkar, garantiram pouco menos de um quarto dos assentos no Parlamento nas eleições do último fim de semana, o que significa que será difícil formar um governo, a menos que pelo menos dois dos três cooperem.
    O Fine Gael, que tem 35 cadeiras no Parlamento de 160 cadeiras, já descartou um acordo com o Sinn Fein, que tem 37. O Fianna Fail é o maior partido com 38 cadeiras.
    Fine Gael e Fianna Fail há muito evitam o Sinn Fein, citando diferenças de política e os vínculos históricos do partido com o IRA, que lutou contra o domínio britânico na Irlanda do Norte por décadas em um conflito no qual cerca de 3.600 pessoas foram mortas antes de um acordo de paz de 1998.
    Os dois partidos também se opõem às promessas do Sinn Fein de mais gastos, sua promessa de descartar o imposto predial e os planos de aumentar o Imposto de Renda sobre os que recebem mais, o que, segundo eles, desencorajariam as multinacionais estrangeiras que empregam um em cada dez trabalhadores irlandeses.
    Eleitores rejeitaram siglas tradicionais
    Pesquisas mostraram que os eleitores rejeitaram as siglas tradicionais no tocante aos temas centrais de campanha, da saúde pública e do custo alto e da pouca disponibilidade de moradias, seduzidos pelas promessas de mais gastos e de congelamentos de aluguéis residenciais feitas pelo Sinn Fein.
    Nesta quinta-feira, o Sinn Fein admitiu efetivamente que não tem como formar um governo sem um dos dois grandes partidos, com a líder Mary Lou McDonald dizendo a jornalistas que seria "muito, muito complicado construir tal governo".
    Questionado sobre qual seria o governo mais provável agora, Collins disse "quem sabe, talvez não seja possível" formar um governo.
    Questionado se o Fianna Fail conversaria com o Fine Gael sobre a formação de um governo, Collins disse: "Isso não foi realmente discutido."
    Alguns parlamentares de Fianna Fail sugeriram que o partido poderia liderar um governo minoritário semelhante ao governo anterior que Varadkar liderou por meio de um acordo de cooperação com o próprio Fianna Fail, então o principal partido da oposição.
    Mas o ministro das Relações Exteriores Simon Coveney, do Fine Gael, repetiu sua opinião pessoal de que outro governo minoritário não era uma boa idéia depois que os dois partidos tiveram um desempenho ruim nas eleições.

    Após protestos, calma volta à fronteira entre Brasil e Venezuela

    REUTERS/Nacho Doce
    A cidade de Pacaraima, a única passagem oficial da fronteira entre Brasil e Venezuela, estava calma na quarta-feira (12), após vários dias de protestos devido ao suposto estupro de uma jovem por um homem de nacionalidade venezuelana.
    A tensão dos últimos cinco dias na cidade desapareceu. A situação parece estar pacificada, pelo menos por enquanto, segundo constatou a Agência Efe.
    Os protestos, que incluíram alguns incidentes de violência envolvendo a queima de objetos e bloqueios de estradas, também cessaram, coincidindo com o aumento da presença da Polícia Federal e do Exército.
    Nos últimos anos, Pacaraima tornou-se a porta de entrada para milhares de venezuelanos que decidiram fugir da crise econômica, social e política que assola o país natal. E o fluxo migratório continua.
    Nesta quarta-feira, a fila de veículos esperando para entrar no Brasil chegou a 100 metros. As autoridades brasileiras verificaram minuciosamente cada um dos carros.
    Mas não há nenhum sinal de novos incidentes em Pacaraima. Alguns restos de objetos queimados por manifestantes dias atrás ainda podiam ser vistos em um lado da rua, onde existia um clima de preocupação.
    As manifestações começaram na noite de sexta-feira, após a notícia do suposto estupro de uma estudante indígena de 15 anos por um cidadão venezuelano, segundo o jornal Folha de Boa Vista.
    Nos dias posteriores, o comércio decidiu fechar devido às manifestações e aos bloqueios na estrada entre Pacaraima e Boa Vista. A principal reclamação dos manifestantes é a falta de segurança na região, por isso exigem que o governo central tome medidas.
    "A população está farta de tudo o que acontece nas ruas, da violência, dos roubos, da sujeira... É normal, mas não justificam os surtos de violência", disse nesta semana o padre Jesús de Bobadilla, que oferece ajuda humanitária aos migrantes venezuelanos que chegam a Pacaraima.
    Ataque a acampamento
    O vice-presidente, Hamilton Mourão, planeja viajar a Roraima nesta quinta-feira para visitar alguns dos abrigos temporários onde migrantes venezuelanos estão sendo assistidos tanto em Boa Vista como em Pacaraima.
    Pacaraima já registrou incidentes violentos em 2018, quando moradores da pequena cidade atacaram acampamentos venezuelanos e queimaram pertences dos migrantes.
    Esses protestos fizeram com que pelo menos 1.200 venezuelanos decidissem retornar ao país natal e mobilizaram o governo brasileiro, que decidiu reforçar as medidas humanitárias que já vinha implementando.
    Medida prática
    O governo brasileiro realiza há cerca de dois anos a Operação Acolhida, uma iniciativa apoiada por várias agências internacionais, incluindo Unicef, e que oferece apoio aos migrantes venezuelanos que chegam ao Brasil.
    Segundo a ONU, cerca de quatro milhões de venezuelanos deixaram o país de origem para outras partes do mundo desde o final de 2015, um dos maiores fluxos migratórios do planeta.

    Presidente do Democrata de Iowa renuncia após caos em contagem

    REUTERS/Brenna Norman
    O presidente do Partido Democrata no Estado norte-americano de Iowa, Troy Price, renunciou nesta quarta-feira (12) após a falha de aplicativo de contagem de votos e um sistema de backup telefônico atrasarem por diversos dias o resultado do influente caucus presidencial no Estado.
    "Democratas mereciam mais do que o ocorrido na noite do caucus", disse Price em um comunicado divulgado pelo partido. De acordo com o New York Times, os locais de votação iriam enviar os resultados através de um aplicativo feito pelo partido Democrata. Contudo, eles não conseguiram acessar a rede, tampouco usar as linhas estabelecidas.
    Resultados atrasados
    Após uma contagem caótica e muito questionada, finalmente saiu o resultado do 'caucus' do Partido Democrata no Estado americano de Iowa: o ex-prefeito Pete Buttigieg venceu por uma pequena margem o senador Bernie Sanders.
    Buttigieg obteve 564 (26,2%) delegados estaduais contra 562 (26,1%) de Sanders e, portanto, colocou-se à frente na corrida para enfrentar o presidente Donald Trump nas eleições de novembro.
    Sanders, no entanto, ganhou o voto popular, recebendo 45.826 votos (26,6%) em comparação com 43.195 (25%) do Buttigieg. Em terceiro lugar, ficou a senadora Elizabeth Warren, com 387 delegados (18%), seguida pelo ex-vice-presidente Joe Biden, com 341 (15,8%) e pela senadora Amy Klobuchar, com 264 (12,3%).

    Caso Odebrecht: juiz decreta prisão provisória de mexicano envolvido

    Lozoya teria adquirido um imóvel com recursos de atividade ilegal
    Lozoya teria adquirido um imóvel com recursos de atividade ilegalSáshenka Gutiérrez/EFE - 26.06.2019
    Um juiz do Tribunal Nacional da Espanha emitiu nesta quinta-feira (13) um mandado de prisão provisória para o ex-diretor da estatal Petróleos Mexicanos (Pemex). Emilio Lozoya foi detido ontem na cidade espanhola de Málaga e acusado de envolvimento no esquema de propinas da Odebrecht.
    O juiz colheu o depoimento de Lozoya por videoconferência - ele ainda não foi transferido para Madri - e depois decidiu pela prisão por causa de um suposto "risco de fuga", já que o acusado não tem raízes na Espanha e dada a seriedade da penalidade que pode ser imposta, de 15 anos de prisão.
    O México, que agora tem 45 dias para registrar o pedido de extradição, atribui a Lozoya o crime de "operar com recursos de origem ilícita", o que corresponderia à lavagem de dinheiro do Código Penal espanhol. Além disso, o país norte-americano processa o ex-diretor em US$ 280 milhões por fraudes.
    Emilio Lozoya, que foi alvo de um mandado de prisão internacional por seu suposto envolvimento com a Odebrecht, foi diretor da Pemex entre 2012 e 2016, durante governo do presidente Enrique Peña Nieto, e estava foragido desde maio de 2019.
    Prisão
    Preso ontem em um condomínio de luxo em Málaga, Lozoya se negou a ser preso no México e declarou ter chegado à Espanha dois dias atrás.
    No entanto, a Polícia Nacional informou que ele havia sido localizado na província de Málaga no início deste ano, depois de meses de investigações em colaboração com o Ministério Público mexicano.
    O juiz também observou que no momento de sua prisão ele estava dentro de um táxi pertencente a uma empresa privada e tinha uma carteira de motorista mexicana falsificada com identificação que tinha sua fotografia, embora com outro nome.
    De acordo com as normas que regem as extradições, o juiz indica que essa medida de prisão será mantida por 45 dias, período que as autoridades mexicanas devem enviar à Espanha o pedido de entrega diplomática ao Ministério das Relações Exteriores ou diretamente para a Justiça.
    Segundo informações da Polícia Nacional, o suposto crime teria sido cometido entre 2012 e 2013 como resultado de uma "rede de corrupção" acusada de receber propina da Odebrecht.
    Após a fuga de Lozoya, foi iniciada a colaboração entre o Ministério Público mexicano e a polícia da Espanha, que identificou a movimentação do executivo no país europeu, mas "o alto poder aquisitivo e seus laços internacionais" complicaram sua localização.
    Emilio Lozoya, de acordo com o mandado de prisão internacional emitido pelo México, adquiriu um imóvel "com o conhecimento de que os recursos utilizados provêm de uma atividade ilegal" e com o objetivo de ocultar a origem desses fundos, em colaboração com outros dois acusados, a irmã dele Gilda Susana Lozoya e o empresário Alonso Anciara Elizondo, também presos na Espanha em maio do ano passado.

    Coronavírus: 5 brasileiros estão em navio em quarentena no Camboja

    Digite a legenda da foto aqui
    Digite a legenda da foto aquiMak Remissa / EFE-EPA - 13.2.2020
    O cruzeiro MS Westerdam com mais de 2 mil pessoas a bordo, entre eles cinco brasileiros entre os passageiros, chegou nesta quinta-feira (13) no Camboja, após recusa de outros cinco países por medo de que haja algum caso de coronavírus em seu interior.
    A embarcação, que pertence à companhia Holland America Line, chegou durante a manhã (hora local) na costa de Sihanoukville, onde está o principal porto marítimo do país, segundo confirmou o porta-voz do governo, Neth Pheaktra, através do Twitter.
    Equipes de saúde estão encarregadas de examinar os 1.455 passageiros e os 805 tripulantes, que seguirão em quarentena dentro do cruzeiro, até que seja descartado qualquer caso de infecção pela chamada pneumonia de Wuhan, cidade que foi o epicentro da epidemia.
    Segundo o jornal Khmer Times, as autoridades enviaram para um laboratório da capital do Camboja, Phnom Penh, 20 amostras de sangue de passageiros que ficaram doentes recentemente, para avaliar se havia infecção pelo coronavírus.
    Mais de 30 nacionalidades a bordo
    Segundo a lista de passageiros, há cinco brasileiros no cruzeiro. Além disso, constam 651 americanos, 127 britânicos, 91 holandeses, e pessoas de cerca de outras 30 nacionalidades.
    A embarcação partiu no dia 1º de fevereiro de Hong Kong e deveria ter chegado no último sábado a Yokohoma, no Japão, mas as autoridades locais negaram o direito de entrada, após uma pessoa a bordo apresentar sinais de portar o coronavírus.
    Posteriormente, Taiwan, Filipinas, Guam e Tailândia também rejeitaram a chegada do MS Westerdam.
    O Camboja autorizou nesta quarta-feira a atracação do cruzeiro, já que a companhia informou que o barco não está em quarentena e não tem qualquer motivo para que haja suspeita de novos casos do coronavírus.
    O caso do MS Westerdam veio a público depois que as autoridades japonesas colocaram outro cruzeiro em quarentena, o Diamond Princessa, onde mais de 250 infectados foram registrados entre as 3.700 pessoas a bordo.

    Irã inicia campanha eleitoral barrando milhares de candidatos

    Momento político do Irã questiona líderes religiosos
    Momento político do Irã questiona líderes religiososLisi Niesner / Reuters - 10.9.2018
    A campanha eleitoral parlamentar de uma semana do Irã começou nesta quinta-feira (13), noticiou a televisão estatal.
    A votação é vista como um teste da popularidade do establishment religioso no momento em que as relações entre o Irã e os Estados Unidos estão em sua pior fase desde a Revolução Islâmica de 1979.
    O Conselho Guardião, que precisa aprovar os candidatos, rejeitou cerca de 6.850 postulantes moderados ou conservadores em favor de radicais entre os 14 mil que se inscreveram para concorrer na eleição de 21 de fevereiro.
    Um terço dos parlamentares fora das eleições
    Cerca de um terço dos parlamentares também foi proibido de se candidatar novamente.
    "Os 7.150 candidatos que estão concorrendo nas eleições iniciaram suas campanhas nesta quinta-feira", disse a TV estatal.
    O presidente pragmático Hassan Rouhani criticou as desqualificações, mas assim como o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, pediu um grande comparecimento agora que o país enfrenta questionamentos sobre seu disputado programa nuclear.
    Khamenei, a autoridade final do sistema complexo de comando clerical e democracia limitada do Irã, apoiou o Conselho Guardião, dizendo que o próximo Parlamento não é lugar para aqueles que temem denunciar inimigos estrangeiros.

    75 anos do bombardeio de Dresden: por que Aliados foram criticados pela destruição da cidade histórica alemã

    Bombardeio de Dresden gerou tempestade de fogo que destruiu o centro da cidade
    Bombardeio de Dresden gerou tempestade de fogo que destruiu o centro da cidadeGetty Images
    "A tempestade de fogo era inacreditável... Um medo insano me tomava e só repetia a mim mesmo sem parar: 'Eu não quero queimar até a morte'. Eu não sei de quantas pessoas passei por cima. Só sei uma coisa: eu não devia queimar."
    Em 13 de fevereiro de 1945, a força aérea britânica lançou um ataque à cidade alemã de Dresden. A partir daquele dia, britânicos e seus aliados americanos despejaram quase 4 mil toneladas de bombas no ataque, perto do final da Segunda Guerra Mundial.
    A tempestade de fogo criada pelo bombardeio matou quase 25 mil pessoas, destruindo o centro da cidade, sugando o oxigênio do ar e sufocando aqueles que tentavam escapar das chamas.
    Dresden não foi a única. Bombardeios dos Aliados mataram dezenas de milhares de pessoas e destruíram áreas enormes em Colônia, Hamburgo e Berlim, além das bombas atômicas nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki.
    Mas o bombardeio de Dresden se tornou uma das ações mais controversas dos Aliados no conflito. Alguns questionaram a importância militar de Dresden. Mesmo o primeiro-ministro britânico, Winston Churchill, questionou o ataque.
    "Parece-me que chega o momento de repensarmos quando o bombardeio de cidades alemãs serve apenas para aumentar o terror, para além de outros pretextos", escreveu.
    "A destruição de Dresden permanece um grave questionamento contra os bombardeiros dos Aliados."
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    Essa história contém imagens que podem ser consideradas agressivas.
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    Dresden é a capital do Estado da Saxônia. Antes do bombardeio, era conhecida também como a Florença do Elba ou a Joia da Coroa, por seu clima e sua arquitetura.
    Imagem de Dresden de 1900 retrata diversos monumentos que foram seriamente destruídos nos bombardeios
    Imagem de Dresden de 1900 retrata diversos monumentos que foram seriamente destruídos nos bombardeiosGetty Images
    Em fevereiro de 1945, Dresden ficava a apenas 250 km do front leste, onde a Alemanha se defendia do avanço militar da União Soviética nos meses finais da guerra.
    A cidade era um grande centro industrial e de transporte. Fábricas forneciam munições, peças de aviões e outros suprimentos para a máquina de guerra nazista. Tropas, tanques e artilharias passavam por Dresden por trens ou rodovias. Centenas de milhares de refugiados alemães fugindo das batalhas também chegavam à cidade.
    Naquele momento, a Força Aérea Real britânica (RAF, na sigla em inglês) afirmou que Dresden era a maior cidade alemã a ser bombardeada. Líderes militares avaliavam que um ataque ali poderia ajudar as tropas soviéticas, afetando a movimentação das tropas nazistas e as evacuações de cidadãos do Leste.
    Aviões da força aérea britânica lançavam bombas explosivas e incendiárias em cidades alemãs
    Aviões da força aérea britânica lançavam bombas explosivas e incendiárias em cidades alemãsGetty Images
    Bombardeios da RAF em cidades alemãs tinham crescido em tamanho e potência após mais de cinco anos de guerra.
    Aviões carregaram um misto de bombas altamente explosivas e incendiárias: as explosivas derrubariam os prédios, e as incendiárias acabariam com os destroços, levando a uma destruição completa.
    Ataques anteriores já haviam dizimado cidades inteiras da Alemanha.
    Em julho de 1943, centenas de bombardeiros da RAF integraram uma missão contra Hamburgo, batizada de Operação Gomorra. O ataque, associado a um clima quente e seco, causou uma tempestade de fogo, com labaredas tão grandes que resultaram em um sistema climático próprio, no qual ventos eram sugados para alimentar chamas.
    Grande parte de Dresden foi destruída na operação envolvendo britânicos e americanos
    Grande parte de Dresden foi destruída na operação envolvendo britânicos e americanosGetty Images
    Em Dresden, o ataque começou em 13 de fevereiro de 1945. Quase 800 aeronaves da RAF, conduzidas no escuro por guias que incendiavam as áreas a serem bombardeadas. Em um espaço de 25 minutos, aviões britânicos derrubaram mais de 1,8 mil toneladas de bombas.
    Em uma estratégia comum durante a guerra, a força aérea americana reforçou o ataque com bombardeios sob a luz do dia. Mais de 520 aeronaves atacaram Dresden por dois dias, mirando linhas férreas, mas atingindo, na realidade, grandes áreas da cidade.
    Milhares de pessoas morreram, algumas sufocadas pela tempestade de fogo
    Milhares de pessoas morreram, algumas sufocadas pela tempestade de fogoGetty Images

    Importantes prédios da cidade foram destruídos
    Importantes prédios da cidade foram destruídosGetty Images
    No solo, civis tentavam escapar dos ataques. Muitos foram para abrigos após soarem as sirenes que anunciavam a chegada dos bombardeiros.
    A primeira leva de aeronaves derrubou o fornecimento de energia elétrica.
    Antes da segunda leva, as pessoas tentaram fugir dos esconderijos, mas caíam mortas enquanto se esquivavam das chamas. O ar de seus pulmões era sugado pela tempestade de fogo.
    Margaret Freyer, que testemunhou o ataque, descreve uma mulher fugindo com seu bebê: "Ela corre, cai e seu filho é arremessado ao fogo... A mulher permanece ali, deitada no chão, completamente parada".
    O escritor americano Kurt Vonnegut era prisioneiro de guerra na cidade e sobreviveu aos bombardeios. "Dresden era uma grande chama. Essa chama devorou tudo o que era orgânico, tudo que poderia queimar", escreveu em seu livro Matadouro-Cinco.
    Após os ataques, ele escreve que a cidade "parece como a Lua agora, nada além de minerais. As pedras estavam quentes, e todo mundo nas redondezas estava morto".
    Ao todo, o Reino Unido perdeu seis bombardeiros na ofensiva, sendo metade por acidente. Os EUA perderam um.
    Dresden em 1946
    Dresden em 1946Getty Images

    Operação para reconstruir cidade levou anos
    Operação para reconstruir cidade levou anosGetty Images

    Muitas partes de Dresden permaneceram como ruínas na época da Alemanha Oriental
    Muitas partes de Dresden permaneceram como ruínas na época da Alemanha OrientalGetty Images
    A Alemanha Nazista usou imediatamente o bombardeio para atacar os aliados. O Ministério da Propaganda alegou que Dresden não tinha indústrias de guerra e era apenas uma cidade de cultura. Eles afirmavam que 200 mil pessoas morreram na ofensiva, mas historiadores concordam a cifra divulgada por autoridades locais, de quase 25 mil mortos.
    No Reino Unido, Dresden era conhecida como destino turístico, o que fez com que parlamentares e figuras públicas questionassem o ataque aéreo. Uma reportagem da agência de notícias Associated Press à época relatava que os Aliados vinham conduzindo bombardeios para espalhar terror.
    Autoridades militares britânicas e americanas, por outro lado, defenderam o ataque, como outros que ocorreram em diversas cidades alemãs, que tinham o objetivo de desmantelar a indústria, destruir casas de trabalhadores e interrompendo o transporte na Alemanha.
    Catedral de Dresden foi reconstruída com ajuda de doações britânicas e americanas
    Catedral de Dresden foi reconstruída com ajuda de doações britânicas e americanasGetty Images
    Em 1953, um relatório dos Estados Unidos concluiu que o ataque causou enorme estrago ou destruiu 23% das edificações industriais da cidade e quase 50% das residenciais. Mas Dresden era um "alvo militar legítimo", afirmou o documento, e o ataque não foi diferente do que "estabeleciam as políticas de bombardeio".
    O debate em torno dos bombardeios e do ataque a Dresden continua até hoje. Historiadores questionam se a destruição de cidades alemães afetou o esforço de guerra nazista, ou simplesmente causavam mortes de civis, ajudando a precipitar o fim da guerra. Diferentemente de operações como o Dia-D, é difícil quantificar quanto esses bombardeios ajudaram a vencer a Segunda Guerra Mundial.
    Alguns argumentam que houve uma falha moral dos Aliados, ou mesmo um crime de guerra. Outros dizem que essas operações eram parte necessária da guerra total, com todos os recursos disponíveis, para derrotar a Alemanha nazista.
    Isso se tornou até mesmo um símbolo para defensores de teorias conspiratórias e parte dos ativistas de extrema direita, incluindo negacionistas do Holocausto, que usam dados divulgados pelos nazistas à época e até mesmo marcam a data do bombardeio com homenagens.
    Setenta e cinco anos depois, o bombardeio de Dresden permanece um ato controverso.

    China ameaça estabilidade no Pacífico, diz comandante dos EUA

    Relação da China com EUA melhorou com acordo comercial, mas tensão segue
    Relação da China com EUA melhorou com acordo comercial, mas tensão segueVasily Fedosenko / Reuters - 5.2.2020
    China está ameaçando a soberania nas pequenas ilhas do Pacífico e prejudicando a estabilidade da região, disse uma autoridade militar norte-americana de alto escalão nesta quinta-feira (13), em comentários que tendem a inflamar as tensões com o país asiático.
    As relações entre Estados Unidos e China melhoraram em janeiro com a assinatura de um acordo comercial que neutralizou uma briga de 18 meses que impactou o crescimento global, mas as tensões permanecem.
    O almirante Philip Davidson, chefe do Comando Indo-Pacífico dos EUA, disse que seu país está completamente envolvido no esforço de conter a China no Pacífico, mencionando "reivindicações territoriais excessivas, diplomacia de armadilha de dívida, violações de acordos internacionais, roubo de propriedade internacional, intimidação militar e corrupção total".
    "O Partido Comunista da China procura controlar o fluxo de comércio, finanças, comunicações, política e o modo de vida no Indo-Pacífico", afirmou Davidson em um discurso em Sydney.
    China não comentou acusação
    A embaixada chinesa na Austrália não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. No passado, a China rejeitou acusações de comportamento agressivo e de atrair pequenas economias para "armadilhas" de dívida.
    A China tem sido mais ativa no Pacífico, rico em recursos, nos últimos anos, buscando ampliar sua influência com ajuda e incentivo aos países locais e os encorajando a se afastarem de manterem laços diplomáticos com Taiwan, que a China considera uma província sua que se rebelou e que não tem direito a laços entre Estados.
    A crescente assertividade da potência asiática no Mar do Sul da China, rico em energia, em particular, levantou preocupações regionais e dos EUA.
    A China reivindica a maior parte do território marítimo, pelo qual passam 3,4 trilhões de dólares em remessas a cada ano. Países como Malásia, Filipinas, Vietnã e Brunei reclamam partes do mar.

    Venezuela detém tio de Juan Guaidó em aeroporto de Caracas

    Guaidó retornou a Venezuela na terça (11) e foi recebido com protestos
    Guaidó retornou a Venezuela na terça (11) e foi recebido com protestosRayner Peña / EFE - 11.2.2020
    Autoridades da Venezuela detiveram o tio do líder opositor Juan Guaidó depois que os dois homens chegaram ao principal aeroporto de Caracas, disse o vice-presidente do Partido Socialista governista, Diosdado Cabello, na quarta-feira (12).
    Juan José Márquez, que estava com Guaidó ao voltar para a Venezuela na terça-feira após uma turnê internacional de três semanas, passou pela "alfândega normalmente, e quando estava prestes a sair... foi detido para uma suposta revista da Seniat", escreveu a assessoria de imprensa de Guaidó no Twitter. A Seniat é a agência nacional tributária da Venezuela.
    "Ele está detido, não desapareceu à força, está detido por embarcar em um voo com substâncias proibidas", disse Cabello em seu programa de televisão semanal na noite de quarta-feira.
    Detido e aguardando julgamento
    Depois ele mostrou imagens de um colete à prova de balas e um suposto material explosivo que disse pertencerem a Márquez, e disse que este também levou um arquivo eletrônico com informações sobre "operações contra a Venezuela".
    A esposa de Márquez, Romina Botaro, disse que o marido é um piloto de avião que não tem nada a ver com política.
    A parlamentar de oposição Delsa Solorzano disse que a audiência de Márquez começou na noite de quarta-feira em um tribunal próximo do aeroporto nos arredores de Caracas e que ele está sendo representado por advogados particulares.
    Cabello disse que Márquez não será libertado e mostrou uma foto da identidade venezuelana de Guaidó cortada, dizendo que ela foi confiscada no aeroporto.
    EM VÍDEO: Guaidó é hostilizado no aeroporto em sua volta à Venezuela
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    Coronavírus: cruzeiro 'pária' consegue autorização para atracar após 5 rejeições por medo de infecções

    Depois de semanas de incerteza, Westerdam recebeu autorização para atracar no Camboja
    Depois de semanas de incerteza, Westerdam recebeu autorização para atracar no CambojaAFP
    Um cruzeiro isolado em alto-mar por causa do novo coronavírus foi finalmente autorizado a atracar no Camboja.
    O MS Westerdam foi rejeitado por cinco lugares na Ásia nos últimos dias.
    Outro cruzeiro em quarentena no Japão tem mais de 200 pessoas infectadas — mas Westerdam, com mais de 2 mil tripulantes e passageiros, não tem nenhum caso confirmado.
    Na terça-feira (11/02), o cruzeiro tentou atracar em Bangcoc, na Tailândia, mas não recebeu autorização.
    Um navio da Marinha tailandesa o escoltou para fora do Golfo da Tailândia, de onde seguiu para o Camboja.
    Na manhã desta quinta-feira (13/02), o navio finalmente chegou a um ponto de ancoragem na cidade portuária de Sihanoukville.
    "Nesta manhã, apenas ver terra foi um momento de tirar o fôlego", disse à Reuters a passageira Angela Jones, dos EUA. "Pensei: isso é real?"
    O Westerdam, administrado pela Holland America Line, com sede nos EUA, partiu de Hong Kong em 1º de fevereiro com 1.455 passageiros e 802 tripulantes a bordo.
    O cruzeiro estava programado para durar duas semanas — e com esses 14 dias chegando ao fim, havia preocupações com suprimentos de combustível e alimentos.
    Antes da Tailândia, Taiwan, Guam, Filipinas e Japão haviam rejeitado o navio.
    "Tivemos vários momentos em que chegamos quase lá; pensamos que estávamos indo para casa, mas acabávamos rejeitados", disse Jones.
    O capitão do navio, Vincent Smit, disse que o navio ancoraria fora de Sihanoukville para permitir que as autoridades realizassem exames de saúde a bordo.
    Os passageiros vão poder, então, desembarcar e voltar a seus países de origem a partir da capital do país, Phnom Penh.
    A embaixada dos EUA no Camboja disse que enviou uma equipe para ajudar seus cidadãos a planejar seu retorno para casa.
    Passageiros tiveram de lidar com tempo ocioso
    Passageiros tiveram de lidar com tempo ociosoReuters
    A decisão do Camboja de receber o MS Westerdam foi elogiada pelo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS).
    Foi "um exemplo da solidariedade internacional que sempre pedimos", disse Tedros Ghebreyesus.
    Os passageiros a bordo de Westerdam passaram por exames de saúde rotineiros, e até o momento não houve casos confirmados.
    Já o cruzeiro isolado no Japão, em quarentena no porto de Yokohama, atualmente tem mais de 210 casos confirmados, tornando o Diamond Princess o maior aglomerado de infectados por coronavírus fora da China.
    Nem todos os passageiros foram examinados e o número de casos pode continuar aumentando. Outros 44 testaram positivo para o vírus nesta quinta-feira.
    Outro cruzeiro ficou em quarentena por vários dias nos arredores de Hong Kong, porque um passageiro havia sido anteriormente diagnosticado com o vírus.

    Jornalista brasileiro é assassinado em sua casa no Paraguai

    Ao 'Domingo Espetacular', Veras contou ter recebido ameaças de morte
    Ao 'Domingo Espetacular', Veras contou ter recebido ameaças de morteReprodução / Record TV
    O jornalista brasileiro Lourenço Veras foi executado dentro de sua casa em Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Veras, que também era conhecido como Léo, era responsável pelo site de notícias locais Porã News, além de colaborar como freelancer para veículos brasileiros e paraguaios.
    Em entrevista ao Domingo Espetacular, Veras contou das ameaças que vinha recebendo de grupos criminosos que atuam na fronteira com o Brasil. O jornalista atuava cobrindo o tema da segurança pública na região há 15 anos.
    "Foi via mensagem de texto, dizendo que estava a caminho, que alguém ia sofrer um atentado e que era pra fechar a boca", contou Veras à reportagem da Record TV.
    Jornalista foi executado
    Na noite de quarta-feira (12), ele estava jantando com a família quando uma caminhonete branca se aproximou da casa.
    Percebendo o perigo, o jornalista teria tentado fugir, correndo para fora de casa, mas foi alcançado pelos atiradores, que dispararam contra ele ainda dentro do pátio de casa.
    O brasileiro foi atingido por diversos tiros e chegou a ser levado para uma clínica privada da região, mas não resistiu. Segundo a polícia paraguaia, todos os elementos do crime demonstram que se trata de uma execução.
    A mídia paraguaia se refere aos assassinos como sicários — matadores de aluguel. Segundo o jornal ABC Color, a polícia iniciou uma operação especial na fronteira para tentar localizar os assassinos.
    Sindicatos lamentam morte e cobram medidas
    O Sindicato dos Jornalistas do Mato Grosso do Sul divulgou nota de pesar em que afirma que Veras é "mais uma vítima dos ataques contra os trabalhadores da comunicação, nestes tristes tempos de cerceamento da liberdade de expressão". 
    "O Sindjor-MS, entidade que representa os e as jornalistas profissionais deste estado, exige severa investigação por parte das autoridades sul-mato-grossenses e brasileiras, para que seja punido esse atentado à vida e à democracia", diz a nota.
    Outra das entidades representativas da região, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Região da Grande Dourados também se manifestou: "esse golpe brutal atingiu também todos os profissionais da comunicação que atuam na fronteira Brasil-Paraguai, escancarando mais uma vez a insegurança vivida por quem pratica o jornalismo na região".
    EM VÍDEO: Facções criminosas promovem terror na fronteira entre Brasil e Paraguai
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    Começa julgamento de acusados de crime brutal que chocou Argentina

    Fernando Báez Sosa e a namorada Julieta Rossi
    Fernando Báez Sosa e a namorada Julieta RossiReprodução
    Fernando Báez Sosa tinha 19 anos e era descrito por amigos e familiares como um rapaz solidário e corajoso. Ele já tinha concluído o equivalente ao ensino médiona Argentina e tinha o sonho de cursar Direito. Mas no dia 18 de janeiro deste ano, ele deu entrada no hospital sem vida, devido uma hemorragia interna em decorrência de um forte traumatismo craniano. 
    A viagem para cidade balneária de Villa Gesell, na Província de Buenos Aires, foi planejada entre amigos oito meses antes. Era a segunda viagem em grupo dos jovens, mas uma discussão corriqueira dentro de uma balada por causa de um esbarrão acabou em tragédia. 
    Fernando estava com os amigos em uma casa noturna chamada Le Brique, quando, durante uma música mais agitada, os amigos trombaram em outro grupo de rapazes. Uma troca de mensagens no chat dos amigos de Fernando revela que, apesar de terem se desculpado, os rapazes continuaram encarando Fernando.
    O quebra-cabeça do crime brutal que chocou os argentinos e ocupa as primeiras páginas de todos os jornais do país, ainda não está completo. Mas os detalhes impressionam pela frieza dos oito jovens acusados, que participam de um time de rugby no Club Náutico Zárate, em Buenos Aires.
    A audiência judicial na qual os acusados irão contar suas versões para os fatos está marcada para esta quinta-feira (13). Os irmãos Luciano, Lucas y Ciro Pertossi, além de Máximo Thomsen, Matías Benicelli, Alejo Milanesi, Juan Pedro Guarino, Enzo Comelli, Blas Cinalli e Ayrton Viollaz aguardam na prisão de Dolores.
    Na ocasião, o juiz deverá decidir se decreta a prisão preventiva dos acusados. Mesmo estando na penitenciária mais populosa da Província, os jovens tiveram que ser isolados devido as ameaças de morte.
    Fora da balada
    Em um vídeo feito na porta da casa noturna Le Brique, uma confusão mostra vários jovens agredindo com socos e pontapés dois outros jovens. Um deles cai no chão e recebe chutes. Em outro vídeo, dois dos acusados são vistos com nitidez após agredir Fernando, que aparece no chão sem movimentos.
    Em um chat vazado dos acusados, após a confusão eles escrevem que o jovem que apanhou 'caducou'. Eles perguntam a localização do outros jovens, combinam entre eles se encontrarem, mas não tocar mais no que havia ocorrido naquela noite.
    Câmeras de segurança de uma loja do McDonalds mostram, poucos minutos após o crime, dois dos acusados, já com roupas limpas no restaurante. Eles vão ao caixa, fazem o pedido, e comem normalmente.
    Manifestações por Justiça
    A investigação aponta que após uma confusão dentro da casa noturna, todos os jovens teriam sido expulsos.
    Com isso, a briga do lado de fora ocorreu sem qualquer interferência de seguranças ou da polícia. Fernando teria sido espancando pelo grupo até a morte.
    De acordo com Julieta, a namorada de Fernando, está sendo organizado um protesto para sensibilizar as autoridades sobre o caso, no dia 18, quando completa um mês do assassinato do jovem.

    R$ 14 milhões por dia: a estratégia eleitoral sem precedentes de Michael Bloomberg nos EUA

    Getty Images
    "Você acha que as pessoas estão interessadas interessadas em ver dois bilionários brigando no Twitter?", perguntou um jornalista a Michael Bloomberg, que tenta ser o adversário democrata do presidente Donald Trump na eleição em novembro.
    "Dois bilionários? Quem é o outro?", respondeu ele, mirando um ponto fraco do atual mandatário americano, que diz ter bilhões, mas se recusa a divulgar seus dados do imposto de renda.
    Como de costume, dinheiro tem feito a diferença na disputa eleitoral dos Estados Unidos neste ano. Bilionários, também — ao menos 40 deles fizeram doações neste ano, como o cineasta Steven Spielberg e o ex-chefe do Google, Eric Schmidt.
    O principal deles até agora, Bloomberg, que detém a oitava maior fortuna do mundo (R$ 268 bilhões), tem bancado do próprio bolso uma estratégia eleitoral sem precedentes, e que começa a surtir efeito. Resta saber até que ponto.
    Ex-prefeito de Nova York e magnata da mídia, ele entrou tardiamente na disputa interna do Partido Democrata pela candidatura à Presidência e decidiu ignorar o processo de escolha nos quatro primeiros Estados das primárias, quando os eleitores votam em quem deveria de fato ser o candidato.
    Por outro lado, decidiu focar Estados com muito mais peso na escolha final, como Califórnia e Texas, e gastar uma fortuna em propagandas na mídia tradicional e nas redes sociais. Ele tenta se posicionar como o candidato moderado com mais chance de vitória contra Trump.
    Donald Trump disse que gostaria de enfrentar Bloomberg na eleição de 2020 Milhões em propaganda
    Donald Trump disse que gostaria de enfrentar Bloomberg na eleição de 2020 Milhões em propagandaGetty Images
    Entre outubro e dezembro de 2019 Bloomberg, colocou do próprio bolso o equivalente a mais de R$ 860 milhões, uma média diária de quase R$ 14 milhões.
    É quase o patamar de gastos de Barack Obama durante toda a eleição presidencial de 2012. E Bloomberg não descarta gastar até R$ 4 bilhões na disputa eleitoral contra Trump, mesmo que ele não seja escolhido o candidato democrata.
    Aparentemente, a estratégia dele começou a surtir efeito, principalmente entre eleitores mais velhos, ricos e moderados — a energia que Trump gasta contra ele no Twitter é outro bom termômetro.
    Segundo pesquisas eleitorais da Universidade Quinnipiac, Bloomberg saltou de 8% das intenções de voto em 28 de janeiro para 15% em 10 de fevereiro e apresentou a maior vantagem numa eventual disputa contra Trump: 51% a 42%.
    Bloomberg, de 77 anos, é a oitava pessoa mais rica do mundo
    Bloomberg, de 77 anos, é a oitava pessoa mais rica do mundoGetty Images
    Até o momento, ainda segundo a Quinnipiac, a disputa pela indicação dos democratas é liderada por Bernie Sanders, com 25% das intenções de voto, seguido de Joe Biden (17%), Bloomberg (15%), Elizabeth Warren (14%), Pete Buttigieg (10%) e Amy Klobuchar (4%).
    Se Bloomberg, de 77 anos, embaralha o jogo no campo dos nomes mais moderados do partido, Sanders, 78, ganha força na outra ala da sigla, a progressista.
    Vencedor nos dois primeiros Estados das prévias — o caucus de Iowa e a primária de New Hampshire —, Sanders tem seguido um caminho inverso. Ele critica a tentativa de Bloomberg de tentar "comprar a eleição", se gaba de não ter o apoio de bilionários e arrecadou o equivalente a quase R$ 400 milhões de pequenos doadores.
    "Diferentemente de algumas campanhas, Pete (Buttigieg), eu não tenho 40 bilionários financiando minha campanha vindo da indústria farmacêutica, de Wall Street e de todo esses interesses financeiros", declarou em um debate.
    Apoio popular
    Sanders conta com outro ponto importante nas corridas eleitorais: o tamanho da cobertura midiática que ele consegue atrair e de sua base de apoio popular. Vitórias como as que ele teve ao longo das prévias tendem também a reforçar esses dois pontos e melhorar sua posição nas pesquisas.
    A estratégia incomum de Bloomberg embaralha ainda mais as previsões. O site americano FiveThirtyEight, fundado pelo economista e estatístico Nate Silver, que acertou nos modelos que previram a eleição de Obama, mas errou sobre Trump, afirmava ser quase impossível estimar as chances de Bloomberg por falta de precedentes e de dados nas primárias iniciais.
    Em uma média das pesquisas eleitorais, calculada pelo FiveThirtyEight, Sanders lidera com 22,3%, seguido de Biden (19,9%), Bloomberg (13.2%), Warren (13%), Buttigieg (9,8%) e Klobuchar (3,9%). Em 30 de novembro, Bloomberg tinha 3,6%. O cenário muda a cada pesquisa e votação primária.
    No momento, o FiveThirtyEight estima que as chances de Sanders alcançar a maioria dos votos e obter a indicação são de 38%.
    Sanders conseguiu apertada vitória na primária democrata de New Hampshire
    Sanders conseguiu apertada vitória na primária democrata de New HampshireGetty Images
    "Sanders ganhou no voto popular nos dois primeiros Estados. Ele lidera nas pesquisas nacionais (tendo destronado recentemente Joe Biden, que era favorito, mas vive derrocada). Ele arrecadou uma tonelada de dinheiro. Ele aparece bem nas pesquisas de Nevada (próximo palco das primárias). E ele tem um coalizão razoavelmente diversa que pode lhe dar suporte em quase todos os Estados e distritos", escreve Silver.
    Mas o próprio site aponta também que o avanço de Bloomberg nas pesquisas de intenção de voto favorece um outro cenário: nenhum nome democrata atinge a quantidade de votos mínima nas primárias para conquistar o posto de candidato presidencial antes da convenção do partido.
    Segundo o FiveThirtyEight, a chance de isso acontecer é 33%. Nesse cenário, a decisão será tomada durante a convenção, no meio do ano, e pode favorecer mais um candidato moderado que consiga atrair apoio de representantes de diversas alas do partido que um progressista mais radical.
    Mas quem é Michael Bloomberg?
    Nascido em 1942, na cidade de Boston, Massachusetts, Bloomberg estudou engenharia elétrica na Universidade Johns Hopkins e depois fez um mestrado em administração de empresas na Universidade Harvard que marcaria o resto de sua vida e sua fortuna.
    Depois de se formar, seu primeiro trabalho foi em Wall Street: ingressou no banco de investimentos Salomon Brothers, onde era responsável pelo comércio de ações e, posteriormente, pelo desenvolvimento de sistemas.
    Como já contou em diversas entrevistas, ao trabalhar em Wall Street, ele percebeu que a comunidade financeira estava disposta a pagar por informações comerciais de alta qualidade, entregues o mais rápido possível e de todas as formas possíveis (gráficos e dados, por exemplo).
    Bloomberg construiu um império de comunicação a partir de informação financeira
    Bloomberg construiu um império de comunicação a partir de informação financeiraGetty Images
    Seu sistema passou a ser usado pela maioria dos serviços financeiros dos Estados Unidos. E logo começou a usar seus ganhos para criar um dos maiores serviços de notícias financeiras do mundo, a Bloomberg News.
    Bloomberg entrou para a política em ano e lugar decisivos para os EUA: 2001 e Nova York.
    Foi então que ele também começou a mostrar um lado que muitos de seus críticos apontaram ao longo dos anos: sua ambivalência política.
    O magnata, membro vitalício do Partido Democrata, decidiu concorrer à Prefeitura de Nova York pelo Partido Republicano — depois ele se afastaria da sigla, se tornaria independente e depois voltaria a ser democrata.
    Embora durante seu mandato o padrão de vida em Nova York tenha melhorado e o crime, diminuído, Bloomberg ficou marcado por implementar um controle policial excessivo e ostensivo na cidade.
    O mais notável era um programa conhecido como "pare, pergunte e registre", que permitia aos agentes de segurança pararem as pessoas temporariamente, interrogá-las e, às vezes, revistá-las nas ruas em busca de armas e contrabando.
    Essa política se concentrou mais em negros e latinos e foi classificada por muitas entidades de racista. Bloomberg disse que esse programa foi um erro e pediu desculpas.
    Mas recentemente veio à tona uma gravação em que ele afirma que esse programa deveria focar bairros de minorias "porque é ali onde está todo o crime". O áudio foi divulgado por um apoiador de Sanders, mas repercutiu em todo o espectro político.
    "WOW, Bloomberg é um grande racista", tuitou Trump.
    Em seguida, Bloomberg se desculpou novamente pelo programa e pela declaração. "Eu me arrependo e peço desculpas. Eu me responsabilizo por demorar tanto para entender o impacto disso nas comunidades latinas e negras."

    Travessia de migrantes do México aos EUA cai 74,5%, diz secretário

    Autoridades vigiam na fronteira entre México e Estados Unidos
    Autoridades vigiam na fronteira entre México e Estados UnidosJose Luis Gonzalez/Reuters - 6.9.2019
    O secretário das Relações Exteriores do México, Marcelo Ebrard, disse nesta quarta-feira (12) que houve uma redução de 74,5% no número de pessoas que atravessaram a fronteira rumo aos Estados Unidos, fato que atribuiu ao sucesso da política migratória.
    Em participação na conferência matinal do presidente Andrés Manuel Lopez Obrador, o secretário destacou as conquistas mais importantes do México nesta área, visíveis porque "o fluxo de pessoas de forma irregular está sendo reduzido".
    Ebrard disse que, em janeiro, a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP, na sigla em inglês) deteve 36.637 pessoas, uma redução considerável em relação às 144.116 de maio de 2019.
    Foi no final de maio de 2019 que os Estados Unidos ameaçaram impor tarifas a todos os produtos mexicanos, o que levou o país latino-americano a reforçar a segurança na fronteira e aumentar as detenções. Dos detidos em janeiro, 60% eram mexicanos, um total de 21.982 pessoas.
    Em 2019, 179.971 migrantes foram apresentados ao Instituto Nacional de Migrações do México (INM), e 141.263 foram deportados. Até 2020, são 11.709 migrantes apresentados ao INM, e 9.121 deportados.
    Além disso, o chanceler mexicano indicou que 277 traficantes de pessoas foram colocados à disposição das autoridades competentes e 893 funcionários públicos foram afastados dos cargos por diversas irregularidades. Segundo Ebrard, dois novos albergues foram construídos e 15 reabilitados, apesar das recentes controvérsias sobre o estado desses centros de migração.
    Tratamento de imigrantes
    O secretário mexicano disse que 77 mil consultas médicas foram feitas, e 49 mães migrantes com crianças nascidas no México foram atendidas.
    Ebrard aproveitou a oportunidade para enfatizar que o governo de López Obrador não tem recomendações no âmbito dos direitos humanos sobre a forma como a Guarda Nacional impediu os migrantes de cruzar a fronteira sul, especialmente depois dos controversos acontecimentos de janeiro, quando proibiu a entrada de uma caravana.
    Confirmou, porém, que desde o início de 2020 a Comissão Nacional de Direitos Humanos recebeu 80 queixas, das quais 23 foram feitas durante a caravana de janeiro, mas ainda não há nenhuma recomendação sobre este assunto.
    Entre os primeiros resultados está o investimento de US$ 100 milhões no Plano de Desenvolvimento para a América Central, que busca a criação de 60 mil empregos diretos em El Salvador, Guatemala e Honduras.
    Segundo o secretário, US$ 21,2 milhões foram investidos para manter 15 estações de migração. No entanto, a salubridade de alguns abrigos de migrantes tem sido duramente criticada por várias ONGs e parte da classe política.
    Situação dos mexicanos
    De acordo com dados oficiais, 211.383 mexicanos foram repatriados dos Estados Unidos em 2019. De acordo com Ebrard, o governo do México está trabalhando para garantir que os 900 cidadãos que estão procurando asilo nos EUA não sejam enviados à Guatemala - como um país terceiro seguro - enquanto a situação deles está sendo resolvida, mas que retornem ao território mexicano, onde podem ter a segurança garantida pelas autoridades.
    "Se dissermos que não, eles serão deportados para outros países. Estamos protegendo o direito deles a ter essa audiência", comentou.
    Por sua vez, López Obrador reiterou que o México continuará com a política de lidar com as causas profundas da migração e que não enfrentará o governo do presidente Donald Trump, com o qual conseguiu estabelecer uma relação de respeito.
    "Não vamos enfrentar o governo dos Estados Unidos, conseguimos um bom relacionamento, e aqueles que gostariam que eu arregaçasse as mangas e os enfrentasse continuarão a fazer isso", analisou.

    Publicação de fotos de corpo de mulher vítima de feminicídio causa indignação no México

    Ingrid Escamilla, de 25 anos, foi supostamente assassinada por seu parceiro
    Ingrid Escamilla, de 25 anos, foi supostamente assassinada por seu parceiroBBC
    Um caso de feminicídio de uma jovem provocou indignação e gerou críticas sobre o papel da imprensa no México.
    Ingrid Escamilla, de 25 anos, foi supostamente assassinada por seu parceiro na Cidade do México, que confessou o crime.
    A polícia identificou o homem, que está preso, como Francisco Robledo, de 46 anos. Ele foi encontrado pela polícia com manchas de sangue e diante do corpo de Escamilla, que apresentava várias lacerações de arma branca.
    O assassinato aconteceu no domingo (09/02) e as fotos do corpo da vítima foram publicadas nas capas dos tabloides da capital mexicana.
    A Procuradoria-Geral de Justiça da Cidade do México (FGJCDMX, na sigla em espanhol) informou que pelo menos seis pessoas, policiais e promotores, estão sendo investigadas por vazamento de imagens.
    Nas redes sociais, foi feita uma convocatória para compartilhar o rosto de Ingrid Escamilla em vez das fotos violentas do feminicídio.
    Os assassinatos de mulheres cresceram 137% nos últimos cinco anos no México, disse o procurador-geral Alejandro Gertz na segunda-feira (10/02) durante uma entrevista a jornalistas com o presidente Andrés Manuel López Obrador.
    Embora o caso de Ingrid Escamilla não tenha sido citado especificamente, gerou ainda mais indignação o fato de Gertz ter sugerido mudar a maneira pelo qual o feminicídio é investigado - tratando o crime apenas como homicídio. Também despertou crítica a declaração de López Obrador de que "houve muita manipulação sobre esse assunto (feminicídios) na mídia".
    Confissão
    A Secretaria de Segurança (SCC) da capital mexicana informou que recebeu, no domingo de manhã, um alerta de uma "agressão contra uma mulher" no bairro Gustavo A. Madero.
    Ao chegar ao local, encontraram o suposto agressor com "pontos visíveis" de sangue em suas roupas e corpo, de modo que ele foi "imediatamente preso", afirmou a SSC em nota.
    "No local, o corpo de uma mulher de 25 anos foi encontrado, sem sinais vitais e com traços visíveis de violência", acrescentou.
    Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra o detido sendo interrogado em uma patrulha da polícia.
    Nas imagens, ele confessa que depois de uma discussão com sua parceira na noite anterior, ambos se agrediram com uma faca. Ele, então, a matou e mutilou seu corpo.
    "Não queria que ninguém notasse. Com a mesma faca que ela me atingiu, eu a enterrei", diz o suposto assassino, que também diz que tentou se livrar de partes do corpo da mulher.
    Robledo decidiu fazer isso para apagar as evidências, além de sentir "vergonha, medo".
    Escamilla vivia com seu parceiro na Cidade do México
    Escamilla vivia com seu parceiro na Cidade do MéxicoBBC
    Sensacionalismo
    O tabloide Pásala estampou em sua capa de segunda-feira a manchete "A culpa foi do Cupido", porque o assassinato ocorreu "a poucos dias do Dia dos Namorados (14/02)", com uma foto grande e explícita do corpo da vítima.
    Já a manchete do jornal La Prensa foi "Esquartejada", com três fotos ocupando toda a capa: uma do detento, outra do corpo da vítima e mais uma do prédio onde moravam.
    Antes dessas e de outras manchetes dos jornais, mulheres e coletivos repudiaram nas redes sociais a divulgação das fotos e a abordagem da imprensa mexicana sobre feminicídios.
    Nelly Montealegre, vice-procuradora-geral das Vítimas da FJG, informou na terça-feira (11/02) que seis pessoas - incluindo integrantes da polícia do SSC e da FJG - estão sendo investigadas, porque foram elas as "responsáveis pelo vazamento das informações."
    Dependendo do nível de responsabilidade, elas podem sofrer uma penalidade penal ou administrativa.
    Um menor de idade foi colocado sob "medidas de proteção como vítima indireta dos fatos", ao testemunhar o assassinato de Ingrid Escamilla, disse Montealegre. Os relatos da imprensa indicam que ele é uma criança com autismo, o filho do suspeito.
    "O feminicídio é um crime absolutamente condenável. Quando o ódio atinge os limites como o de Ingrid Escamilla é escandaloso", disse a prefeita da Cidade do México Claudia Sheinbaum no Twitter.
    No ano passado, foram registrados 68 casos de feminicídio na capital mexicana, uma taxa de 1,44 casos para cada 100 mil habitantes.
    Se contabilizados os dados de todos os 32 Estados do país, foram 976 casos, de acordo com o Sistema Nacional de Segurança Pública.
    No entanto, várias organizações dizem que há muitos casos subnotificados.
    Eles também criticam o fato de que a grande maioria dos casos nunca é resolvida e apenas uma pequena parcela dos autores é levada à Justiça.
    Procurador-geral Alejandro Gertz e presidente López Obrador falaram sobre feminicídios
    Procurador-geral Alejandro Gertz e presidente López Obrador falaram sobre feminicídiosPresidência do México
    'Manipulação'
    Para o presidente López Obrador, o feminicídio foi objeto de "manipulação" pela imprensa crítica a seu governo.
    O presidente respondeu a perguntas de jornalistas sobre os planos do promotor Gertz de mudar a maneira como os feminicídios são classificados.
    "Houve muita manipulação dessa questão na mídia e aqueles que não nos veem com bons olhos se aproveitam de qualquer circunstância para gerar campanhas de difamação, de informações distorcidas, falsas", afirmou.
    Gertz argumentou que sua intenção não é acabar com a judicialização dos feminicídios, mas, segundo ele, é preferível mudar a tipificação dos assassinatos de gênero contra as mulheres para facilitar sua investigação.
    Ele ressaltou que na lei atual mais requisitos são necessários para criminalizar um caso como feminicídio do que como homicídio, o que atrasa a justiça para as mulheres.
    "Deveríamos tornar muito mais simples proteger as vítimas, proteger as mulheres, dar-lhes maior poder em defesa de sua vulnerabilidade", afirmou.
    No entanto, o Congresso, responsável por modificar a lei, ainda não discutiu o assunto.

    Vítima de erupção acorda do coma e descobre morte de marido e filha

    Lisa Dallow (c) acordou do coma e soube das mortes de Gavin, e Zoe
    Lisa Dallow (c) acordou do coma e soube das mortes de Gavin, e ZoeArquivo pessoal
    Uma australiana de 48 anos acordou recentemente após passar dois meses em coma e descobriu que seu pior pesadelo estava apenas começando. Lisa Dallow foi uma das vítimas da erupção do vulcão Whakaari, na Ilha Branca, na Nova Zelândia, no último dia 9 de dezembro.
    Ela sofreu queimaduras em 60% do corpo e foi transferida para Melbourne, para tratar os ferimentos. Quando acordou, Lisa descobriu que o marido, Gavin Dallow, e a filha, Zoe, 15, morreram durante a erupção. A família estava de férias na ilha neozelandesa quando ocorreu a explosão, segundo o jornal The Australian.
    Segundo um representante da família disse à imprensa australiana, Lisa teve problemas para aceitar o que aconteceu com o marido e a filha. "Levou um tempo para ela processar tudo, ela ficava dizendo que não conseguia acreditar que eles tinham morrido", disse.
    Lembranças dolorosas
    "Ela se lembra da explosão e de gritar para todos correrem dali", contou o parente. "Também consegue se lembrar das pedras caindo por todos os lados e atingindo-a nas costas. Depois, pensou 'quando vão nos resgatar?' A única coisa que ela se lembra depois é de acordar no hospital, sem saber onde estava."
    Lisa ainda estava em coma quando seu marido foi enterrado, no mês passado. Já enterro de Zoe foi adiado para que ela pudesse participar. No entanto, a mãe ainda está com a saúde frágil demais para poder comparecer.
    "Obviamente, Lisa não pôde decidir nada sobre o velório de Gavin", disse a cunhada dela, Meredith Dallow. "Então queríamos que ela pudesse decidir, mesmo que ela não consiga comparecer, o que ela quer para Zoe. Infelizmente, ela terá de ver tudo por vídeo."
    De acordo com a polícia neozelandesa, 21 pessoas morreram em decorrência da explosão do vulcão. Dessas, 19 perderam a vida ainda na ilha e duas acabaram morrendo no hospital, em decorrência dos ferimentos.
  • A estudante negra que foi mandada para casa por ter cabelo 'grande demais' — e será indenizada pela escola

    Ruby foi mandada pela primeira vez para casa por sua escola por causa de seu cabelo quando tinha 14 anos
    Ruby foi mandada pela primeira vez para casa por sua escola por causa de seu cabelo quando tinha 14 anosKate Williams
    Uma estudante britânica que foi mandada de volta para casa pela sua escola diversas vezes porque seu cabelo era considerado grande demais será indenizada em 8,5 mil libras (R$ 47,8 mil).
    Ruby Williams, hoje com 18 anos, moveu uma ação contra a Urswick School, no leste de Londres. O processo foi encerrado após as partes terem alcançado um acordo extrajudicial.
    A escola nega que tenha discriminado Ruby e afirma que o cabelo dela violava as regras da instituição, que estabelecem que "cabelos afro devem ter tamanho e comprimento razoáveis".
    Após reclamações da família de Ruby, a Urswick School removeu a regra de seu site.
    A jovem disse à BBC que deseja que escolas do Reino Unido tenham "diretrizes melhores, para que as pessoas não sejam discriminadas quando estiverem na escola".
    "Também desejo que essa história dê confiança para que pessoas em situações semelhantes não fiquem caladas", disse Ruby.


    O que aconteceu?
    A escola nega ter discriminado a estudante
    A escola nega ter discriminado a estudanteBBC NEWS BRASIL


    Kate Williams, mãe de Ruby, tomou conhecimento da política da escola por meio do site depois que Ruby foi mandada para casa pela primeira vez.
    Isso chocou Ruby, que tinha 14 anos quando foi impedida de ficar na escola. "Estou realmente sendo mandada para casa por causa do meu cabelo?", ela se recorda de ter perguntado.
    A jovem diz que o diretor da escola, Richard Brown, afirmou que seu cabelo era "muito grande" e estava distraindo alunos e bloqueando a visão da lousa.
    A Comissão de Igualdade e Direitos Humanos, um órgão público independente, alegava que havia ocorrido discriminação racial contra Ruby.
    O acordo extrajudicial que deu fim à ação foi ofertado à família de Ruby pelo Conselho Diocesano de Escolas de Londres, organização religiosa que administra a escola, sem que houvesse qualquer admissão de responsabilidade.
    A direção da Urswick School afirma que a escola "reconhece e celebra a diversidade". "O corpo diretivo fica extremamente apreensivo se alguma criança ou família sente que a discriminamos", disse a instituição em um comunicado.
    "Não aceitamos que a escola tenha discriminado, mesmo que sem intenção, qualquer indivíduo ou grupo."


    Depressão e ansiedade
    A escola de Ruby usou sua foto do sétimo ano, quando seus cabelos eram mais curtos, em seu anuário
    A escola de Ruby usou sua foto do sétimo ano, quando seus cabelos eram mais curtos, em seu anuárioKate Williams


    Ruby teve sintomas de depressão e ansiedade. Ela temia ser repreendida por professores na frente de seus colegas de classe por causa de sua aparência. "Eu sentia que, sempre que entrava na escola com cabelo daquele jeito, todos olhavam para mim", disse ela.
    A escola recebeu cartas do clínico geral de Ruby e de um psicólogo avisando que ela estava sofrendo com a situação. A ação movida pela família de Ruby alega que ela não recebeu nenhum tipo de apoio da equipe da instituição.
    Como Ruby hoje não estuda mais na escola, a Urswick diz ser "impossível" fazer novos comentários sobre um ex-aluno.
    Ruby tentou fazer penteados para cumprir as regras da escola
    Ruby tentou fazer penteados para cumprir as regras da escolaKate Williams/Ruby Williams
    Ruby tentou vários penteados diferentes para cumprir as regras da escola. Fez tranças, que levavam horas para serem concluídas e custavam entre 20 e 100 libras (R$ 112 a R$ 563) em um cabeleireiro. Também experimentou diferentes tipos de rabos de cavalo e aplicou gel.
    Mas sua família concluiu que qualquer alternativa custava muito dinheiro, levava muito tempo ou até podia danificar o cabelo de Ruby.
    Ruby teve sintomas de depressão e ansiedade por causa da situação
    Ruby teve sintomas de depressão e ansiedade por causa da situaçãoKate Williams
    Depois que uma professora tentou colocar faixas no cabelo de Ruby, ela chegou ao limite.
    "Fiquei frustrada, porque meu cabelo continuava saltando para fora do coque e, no final, eu apenas disse: 'Se estiver muito grande, você pode simplesmente me enviar para casa? Porque isso não é certo'."
    "Por que eu devo cortar ou mudar meu cabelo se outras pessoas podem ter o cabelo até o quadril, mas porque meu cabelo cresce para cima, eu preciso cortá-lo?"


    'Pensava que meu cabelo não era normal'
    Ruby diz que levava meia hora todas as manhãs para deixar seu cabelo com um estilo que a escola considerava aceitável
    Ruby diz que levava meia hora todas as manhãs para deixar seu cabelo com um estilo que a escola considerava aceitávelKate Williams


    Ruby nem sempre gostou do seu cabelo. Ela começou a mudá-lo em 2013, quando estava no sétimo ano, o que demandava cerca de três horas, duas vezes por semana.
    Isso fez com que seu cabelo ficasse danificado, mas Ruby sentia que precisava alisá-lo. "Eu pensava que havia algo errado com isso, porque ninguém mais usavaa o cabelo assim", diz ela.
    "Todo mundo que tinha cabelos como os meus usava uma rede ou uma peruca, ninguém deixava solto, então, meu cabelo não podia ser normal nem tão bom quanto o de outras pessoas."
    Desde pequena, a família de Ruby mantinha o cabelo da jovem no estilo natural
    Desde pequena, a família de Ruby mantinha o cabelo da jovem no estilo naturalKate Williams
    Depois de ver mais negros mantendo seus cabelos em estilo natural, Ruby parou de alisá-los. Mas, em setembro de 2016, começaram os problemas com a escola.
    O caso se arrastou na Justiça por anos, e Ruby e sua família decidiram aceitar o acordo.
    Eles agora querem garantir que crianças com cabelos afro nas escolas do Reino Unido não passem por algo parecido e pedem que as escolas celebrem o Dia Mundial do Afro, que acontece no dia 15 de setembro, para aumentar a conscientização.
    Ruby e seus pais receberam apoio da Comissão de Igualdade e Direitos Humanos do Reino Unido
    Ruby e seus pais receberam apoio da Comissão de Igualdade e Direitos Humanos do Reino UnidoKate Williams
    Ruby, que agora estuda em outra escola, diz que hoje se sente confiante em relação ao seu cabelo. "Tenho orgulho dele e do caminho que percorri. Tenho orgulho do meu cabelo ser 'muito grande'."
  • Homem encontra jacaré de 2 metros na garagem de casa na Flórida

    Jacaré de cerca de 2 metros foi encontrado em uma garagem na Flórida
    Jacaré de cerca de 2 metros foi encontrado em uma garagem na FlóridaPolicia de North Port via EFE - 12.2.2020
    Um homem morador de North Port, na Flórida (Estados Unidos), encontrou na garagem de casa um jacaré de 2,1 metros de comprimento, que nesta quarta-feira (12) foi destaque nos meios de comunicação locais.
    Após se recuperar do susto, o homem notificou a Polícia Portuária Norte, que foi até a residência e resgatou o réptil.
    "Devolvemos o confuso jacaré para o canal de origem", diz a mensagem do Departamento de Polícia do Porto do Norte, que acompanha as fotos do animal ao lado do carro do proprietário da garagem e cercado por lixo.
    Proteção aos jacarés
    Jacarés e crocodilos da Flórida são animais protegidos, contra os quais ações só podem ser tomadas medidas quando houver risco iminente à vida humana.
    A Flórida tem uma população de cerca de 1,3 milhão de jacarés, graças a um programa bem-sucedido que décadas atrás conseguiu tirá-los do perigo de extinção.
    Em 2018, a agência responsável pela conservação da vida selvagem na Flórida criou uma linha telefônica gratuita para atender chamadas relacionadas a situações perigosas criadas por jacarés.
    Neste mesmo ano, Shizuka Matsuki, de 47 anos, passeava com seus cachorros perto de um lago em um parque em Davie, no sul da Flórida, quando um jacaré a pegou e a arrastou. Seu corpo foi encontrado horas depois no lago.
    Fotos: Conheça 9 espécies exóticas que se tornaram pragas por ação humana
  • Sanções dos EUA a empresa aérea acirraram hostilidade contra Guaidó

    Líder opositor foi hostilizado por funcionários da Conviasa
    Líder opositor foi hostilizado por funcionários da ConviasaEFE/ Rayner Peña
    As hostilidades sofridas pelo líder opositor Juan Guaidó ao desembarcar na Venezuela na noite de quinta-feira (11), embora reflitam o clima geral de acirramento político no país, estão diretamente ligadas à insatisfação dos funcionários da companhia aérea Conviasa, sancionada pelos Estados Unidos, semana passada. Com a medida, duas mil pessoas que trabalham para a empresa, que é estatal, podem perder seus postos de trabalho.
    Guaidó voltava justamente dos EUA, onde terminou um "tour" por vários países da Europa e da América do Norte em busca de apoio internacional para o movimento de oposição ao governo de Nicolás Maduro.
    As tensões no país esquentam na medida em que novos embargos são impostos a Venezuela, que já sofre com desabastecimento de diversos item básicos como comida, medicamentos e matéria-prima.
    Com a maior parte das contas bancárias para exportação e importação bloqueadas, funcionários do alto escalão impedidos de viajar, além de sanções à empresa petroleira PDVSA, as novas sanções podem mais uma vez afetar duramente o trabalhador venezuelano.
    Na última sexta-feira (7), o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos aplicou novas sanções ao país. Desta vez, as novas proibições afetam o Consorcio Venezolano de Industrias Aeronáuticas y Servicios Aéreos S.A. (Conviasa), a companhia aérea estatal.
    As sanções impostas pelo governo dos EUA impedem a Conviasa de obter permissões para a circulação no espaço aéreo de outros países contrários ao presidente Nicolás Maduro, o uso dos respectivos aeroportos e ainda acesso ao combustível.
    As novas sanções foram anunciadas enquanto Juan Guaidó discursava em um evento no BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), em Washington. De acordo com a empresa, mais de dois mil empregados podem perder seus postos, além da falta de atendimento ao consumidor.



    De volta para casa


    Um dos projetos do governo de Nicolás Maduro executados pela Conviasa é o retorno de venezuelanos que migraram e querem voltar ao país voluntariamente. Os voos são gratuitos e em dois meses 7 mil venezuelanos voltaram para o país provenientes de oito países diferentes.
    A companhia também transporta atletas nacionais para competições internacionais, e ainda, pacientes que necessitem de algum atendimento médico específico que não esteja disponível na Venezuela.
    Assista a chegada de Juan Guaidó na Venezuela:

  • Militares das Filipinas apoiam fim de pacto de defesa com EUA

    Presidente Rodrigo Duterte, e o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo
    Presidente Rodrigo Duterte, e o secretário de Estado dos EUA, Mike PompeoMarquez/Pool via Reuters - 28.02.2019
    Os militares das Filipinas apoiaram nesta quarta-feira (12) a decisão do presidente de descartar um acordo de segurança firmado com os Estados Unidos, dizendo que agora o país pode desenvolver suas próprias capacidades de defesa e alianças e que ficará bem sem o pacto.
    O chefe dos militares aprovou quando o presidente Rodrigo Duterte encerrou o Acordo de Forças em Visita (VFA) de 1998 e disse que fazê-lo permitirá às Filipinas expandir seu programa de modernização e seu envolvimento com a Austrália e o Japão - ambos aliados norte-americanos.
    O comandante das Forças Armadas, general Felimon Santos, disse que aviões e navios estão sendo adquiridos de países que não os EUA, como a Coreia do Sul, e que agora os filipinos estão "fazendo o trabalho braçal" de coleta de inteligência sobre extremistas islâmicos.
    "Vocês conhecem estes sentimentos de soldados, estamos todos com o moral em alta", disse ele aos repórteres. "Isso nos deixará mais ansiosos para construir nossas próprias capacidades."
    Apesar de seus ministros da Defesa e das Relações Exteriores terem falado favoravelmente sobre o VFA na semana passada, a decisão de Duterte não foi uma surpresa total, dado seu desprezo pelos laços estreitos de sua nação com ps EUA e pelo que vê como subserviência a um ex-colonizador abusivo e hipócrita.
    Ele está determinado a desenvolver um relacionamento forte com a China, apesar de um histórico de atritos diplomáticos e algum receio de um aparato de defesa inclinado aos EUA que desconfia da militarização de Pequim e da construção de ilhas no Mar do Sul da China.
  • Presidente da Turquia ameaça atacar Síria 'em qualquer lugar'

    Turquia reforçou presença militar em território sírio nos últimos dias
    Turquia reforçou presença militar em território sírio nos últimos diasYahya Nemah / EFE-EPA - 7.2.2020
    O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, ameaçou atacar as forças do regime de Bashar al-Assad "em toda parte" na Síria se houver qualquer novo incidentes com tropas turcas na região de Idlib, último reduto das facções islâmicas que se opõem a Damasco.
    "Declaro aqui que, a partir de hoje, se houver um ataque contra nossos soldados, atacaremos o regime em todos os lugares", disse o presidente turco em discurso ao Parlamento turco nesta quarta-feira (11).
    Na última semana, 14 militares turcos morreram em bombardeiros realizados pelo exército sírio em Idlib.
    As forças oficiais do governo sírio tentam debelar o que seria o último enclave de oposição ao governo al-Assad, na região sul de Aleppo. Esta área é controlada pela Organização pela Libertação do Levante, uma aliança islâmica que inclui o antigo braço da Al Qaeda na Síria, a qual Rússia e Síria consideram "terrorista".
    Já a Turquia mantém tropas na região com o objetivo de controlar as milícias curdas, que eram consideradas aliadas tanto de al-Assad e da Rússia, como dos EUA no combate aos grupos jihadistas que atuavam na região. A entrada das forças turcas na região só foi possível depois que os norte-americanos retiraram tropas e apoio militar aos curdos-sírios.
    'Longe do acordo' com a Rússia
    Erdogan ameaçou responder, inclusive, "longe das fronteiras do acordo de Sochi", se referindo ao pacto assinado com a Rússia em 2018, que visava reduzir a tensão no noroeste da Síria.
    O governo turco, que apoia milícias rebedes opositoras no país vizinho, mantém 12 postos de observação militar em Idlib.
    "Atuaremos segundo a situação do terreno. Estamos decididos a retirar o exército sírio de nossos pontos de observação até o fim de fevereiro. Por isso, estamos reforçando nossas forças em Idlib nos últimos dias. Não vamos tolerar nenhuma provocação", garantiu Erdogan.
    O presidente da Turquia também acusou Rússia e Irã, que apoiam o exército sírio na realização de "massacres" na região.