segunda-feira, 7 de outubro de 2013

JUBILEU DE OURO DA TURMA JOSÉ BONIFÁCIO E RECORDAÇÕES PROPORCIONADAS PELOS COMPANHEIROS MAIS NOVOS DA ACADEMIA DE POLÍCIA MILITAR.



Repasso o conto de autoria do Cel ODAIR OLIVEIRA CONCEIÇÃO, Aspirante de 1968 - Turma TUIUTI, onde narra momentos de tensão quase trágica para alguns jovens, mas que poderiam também ser incluidos naquela sessão da revista "Seleções" denominada "Piadas de Caserna". Coisa ruim, depois que passa, fica engraçada, pelo menos a primeira vista. A realidade é que esses fatos revelam que a "meganha do seo Zé", é um pouco do 'samba do crioulo doido" desde priscas eras... Leiam e analisem. Eu, ao ler, tive a sensação de Brasil governado pelo PT. Percebam que há um "Q" de barco a deriva, falta de planejamento e comando para coisas sérias, muito sérias... A SORTE É QUE AS COISAS MUDARAM E ISSO JÁ NÃO OCORRE MAIS, pelo nenos no universo PM... Ufáh! Ou não???
Monday, October 07, 2013 12:37 AM
CONTINUANDO OS BUCANEIROS

CONTINUANDO COM OS TEXTOS DO LIVRO "OS BUCANEIROS", DE MINHA AUTORIA, UMA HISTÓRIA VERIDICA.
OS CALOUROS DE 1964, QUE COMPORIAM A TURMA TUIUTI, INICIARAM OS PRIMEIROS PASSOS ENFRENTANDO UMA ODISSÉIA. FOI O PRIMEIRO CASO DE EXCEDENTES. AS UNIVERSIDADES, NESSE ANO ENFRENTARAM O PROBLEMA CRÔNICO, FIXADAS AS VAGAS, POR MOTIVOS OUTROS, FICAVAM OS EXCEDENTES, COM MÉDIA DE APROVAÇÃO, MAS SEM VAGAS.
O MESMO SE DEU NESSA TURMA. HAVIA 60 VAGAS PARA O CURSO PREPARATÓRIO, CONTAVA-SE COM A APROVAÇÃO DOS DOIS PELOTÕES DE VETERANOS DE 1963, PROMOVIDOS AO 2º CPFO

OUTRA NOVIDADE 15 REPROVAÇÕES NA 2ª ÉPOCA, SOBRARAM 45 VAGAS DOS 60 APROVADOS.
PORTANTO, O EFETIVO ESTAVA COMPLETO. PORÉM OS 15 TAMBÉM ESTAVAM APROVADOS NO VESTIBULAR. POR ISSO HOUVE A DEMORA ATÉ QUE SE RESOLVESSE O ASSUNTO. NÃO DISSERAM ISSO AOS 15, QUE IAM À ACADEMIA, TODOS OS DIAS ÀS 7 HORAS PARA REVISTA GERAL QUE ELES NEM SEQUER PARTICIPAVAM MUITO MENO PODIAM ENTRAR PARA O PÁTIO INTERNO. FICAVAM SOB AS ÁRVORES NA ALAVMEDA FORA QUARTEL.
AS 17HS  OS ALUNOS ERAM LIBERADOS E NINGUEM APARECIA PARA DAR AS ORDENS, DEPOIS DE ESPERA UM ALUNO DO 3ºCFO NOS AVISAVA PARA A REVISTA DO DIA SEGUINTE...... VAI DAI...... QUE...
BICHO QUE NASCE BICHO, MORRE BICHOClique em mim!
Antes da entrada triunfal, em busca de algumas vagas na Academia do Barro Branco, os candidatos foram submetidos a uma rigorosa bateria de exames, intelectuais, aptidão física, psicotécnico, saúde. À medida que as provas se desenvolviam muitos ficavam pelo caminho.
Dos milhares de inscritos restara apenas uma centena deles. No entanto, alguns veteranos estavam em exames de segunda época e isso trancou o número inicial de vagas; era o primeiro combate para quinze bichos à espreita de um cantinho.
A apresentação oficial se deu no dia dois de fevereiro e os “devolutos” tiveram que estar presentes, mesmo não fazendo parte dos efetivos. O expediente começava às 06h30min e terminava às 17h e o grupo exilado permanecia andando pelo pátio assistindo à lufa-lufa, ansiosos por fazerem parte daquela seleta equipe. Levaram trote em dobro, tomaram chuva, sentiram frio e nada acontecia para lhes dar uma solução.
O Cmt do Corpo de Alunos era um primeiro tenente encardido e ardido como pimenta, malcriado, cavalariano, ninguém ousava chegar perto ou questionar, nem os seus pares, quanto mais alunos, ou os ainda paisanos.
Em todo grupo oprimido aparece o falso líder e o líder, este é aquele que diz eu vou... O primeiro faz alardes, insufla, põe lenha na fogueira, agita, dá idéias, pesquisa os direitos e diz: Eu não posso ir, é melhor você, tem mais coragem e capacidade. Foi o que aconteceu com o Aquiles. Deixou-se influenciar pelas argumentações do Zenóbio e partiu pra tomar satisfações do Cmt.
Aquiles, de corpo avantajado, bem vestido e corajoso era tal qual os demais, jejuno na arte do regulamento militar.
O Tenente Agripino estava de mau humor, isto é, dentro da normalidade e arregalou os olhos quando ouviu o Aquiles.
- Dá licença? O moço aí é o responsável por estarmos na situação de nem cá nem lá? Faz dez dias que estou vindo aqui e ninguém dá uma solução. O grupo quer uma definição hoje, senão a gente vai à imprensa.
Por mais que eu queira tingir a cena, não consigo palavras.
Agripino deu um salto da cadeira, empunhou a espada moura (espada torta como dizem os infantes) e partiu pra cima do Aquiles, que rodopiou no piso encerado e caiu sobre mesa, cadeiras, engatinhando assustado para a porta de saída. E a fera nos seus calcanhares.
- Bicho filho da puta! Nasceu bicho e morre bicho. Some daqui já.
A espada cantava sobre os móveis e o Aquiles saiu em desabalada correria escadas abaixo, sob os aplausos dos veteranos.
O fato é que naquele mesmo dia os quinze pernoitaram em alojamentos improvisados e sem roupa da ordem. Na manhã seguinte o documento de incorporação estava sendo lido.





A TURMA “JOSÉ BONIFÁCIO” – DE 7 DE SETEMBRO DE 1963 – ESTÁ COMPLETANDO SEU JUBILEU DE OURO.
O TEXTO COLOCADO NO “NINHO DAS ÁGUIAS” TRAZ ENORMES RECORDAÇÕES DO NOSSO TEMPO DE CADETE.

    Carambas! Tive mais sorte do que o moderninho Autor Desconhecido, pois no no meu tempo não havia Axé, Funk, Techno, Forró e outros ruídos...

----- Original Message -----
Sent: Sunday, October 06, 2013 3:12 PM
Subject: Re: [CBB-ninho-de-aguias]'14541' PARA RECORDAR

Caramba, Augusto! (Ou Cunha?!)

Sou meio molenga, mas, desta vez não tinha entrado "cisco nozóio", quando reproduzi o Barretinho.

Agora vem você abrindo o coração e quase "meleco" tudo por aqui.

Curioso como algumas lembranças tão simples nos levam a viajar longe no tempo!

Tenho convicção de que muitos que leram e "balançaram" na saudade apenas não se manifestaram como você, mas que pegaram
uma "poeirinha nozóio", ah! se pegaram!!!

Você fez muito bem em abrir o peito!

Grato por me lembrar de que ainda somos humanos!

Fraterno abraço. 

Corrêa de Carvalho

Em 6 de outubro de 2013 13:32, "Augusto Cunha" <draugustocunha@terra.com.br> escreveu:
Bom Dia Cel Carvalho e Cel Barreto.
O que a vida não faz com a gente.Nesse breve relato de uma vida, somos fortes e nada nos abala que não seja o cumprimento do dever.
Hoje, já veteranos, quando nos deparamos com um texto desse quilate, pequeno mas que retrata muitas vidas, principalmente a nossa, é algo difícil demais para uma leitura e uma retrospectiva, uma volta ao passado, não longínquo mas vivo em nossos corações e a gente desaba.
As lágrimas correm, eis que os Amigos, as Famílias que adotaram os caipiras, era comum se ouvir isso e a tela do tempo nos faz recordar em fração de segundos o CPFO e o CFO.
Meu muito obrigado aos Senhores por estes momentos maravilhosos, digo, tempos da JUVENTUDE aos tempos da MISSÃO CUMPRIDA, antes cabelos raspados tipo Militar, hoje, muitos nem isso lhes sobraram, mas o mais importante ficou:
A CERTEZA DE QUE CADA UM DE NÓS FIZEMOS A NOSSA PARTE, OS DE HOJE ESTÃO FAZENDO SUAS HISTÓRIAS.ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE.
Pronto, consegui parar de chorar, agora só sorrisos, eis que, muitos Comandantes de outrora, de repente, surgiram a nossa frente como a nos cumprimentar pelo feito.Os colegas de turma a dizerem - FOI E É MUITO BOM TER VOCÊ COMO AMIGO.
OBRIGADO A TODOS VOCÊS.
UM FRATERNAL ABRAÇO
AUGUSTO CUNHA
Em Dom 06/10/13 04:33, "carvalhorama" escreveu:

Postado pelo Amigo Cel Adilson Barreto dos Santos
no seu facebook, compartilhei uma vivência comum a todos nós.
C de Carvalho

O texto é um pouco longo, mas quem já vivenciou algo parecido vai

se indentificar...

"O clarím soa, é um anúncio de que o dia
 começa. Eles querem ficar mais cinco minutinhos na cama,
 querem ser meninos, querem matar aula, querem ser
comuns de vez em quando. Não desejam levantar
guerreiros, imbatíveis, só ficar indefesos sob as cobertas
mais um pouquinho...
Em forma, em marcha, em fila, estão embaixo do sol fraco
da manhã que nasce. Comem do pão que nunca é igual ao
de casa, falta aquele toque materno no café. E, novamente,
em filas de três caminham para as aulas. Sentem-se
sozinhos, às vezes, nos corredores extensos de janelas que
não dão para a casa da vizinha, com suas calcinhas
penduradas e seu papagaio tagarela, dão para
uma floresta verde e fechada. Onde está o mundo, meu
Deus, que sinto saudade de ver. Está lá fora e não se pode
ver ainda. É preciso aprender e aprender, pois um dia,
quem sabe, seja preciso salvá-lo com a própria morte. À
noite, mesmo as quentes, com seus mosquitos e cigarras,
nunca são as mesmas noites de quando está em casa. O
corpo dói com os exercícios, a cabeça está cheia, o peito
repleto de saudade, mas ele não deixa perceber ao
telefone, entrega apenas o silêncio e
devolve a falta de palavra, em lugar de reclamações. O
clarím toca, as luzes se apagam. Queira ou não, é hora de
dormir. Mais um dia para nós, mas para quem vive ali,
menos um dia, é assim que se conta.
Após a adaptação, eles se tornam irmãos. Irmãos que
trocam palavras amigas, que emprestam material, que riem
juntos. São churrascos, festas, comemorações, tudo é
motivo para celebrar as
conquistas de cada prova, cada treinamento, cada ano
concluído.
Surge uma música no batuque dos dedos na mesa, ou em
um som colocado em um canto, em cima de alguma
mureta. Quando chegam os feriados, lá estão os "irmãos de
armas" dormindo um na casa dos pais do outro. Fazem
agora parte da mesma família!
Qual deles nunca se viu por acaso vestindo a camisa do
outro?
Parecem um só, a vida de todos se confunde. As músicas
animadas nos alojamentos mostram a cultura do Brasil. É o som gaúcho, o sertanejo, o funk, o techno, o axé, o forró, o gospel. Já pensou esse mix ao mesmo tempo? Eles se entendem e são muito felizes assim, acredite! Eles precisam aprender a cair e saber que têm forças para levantar quantas vezes for necessário. Há quem
pense que eles só fazem exercícios físicos. Que nada!
Tome-lhe matemática, história, geografia, administração,
filosofia... São tantas disciplinas que deixaria o currículo de muitos cursos civis ínfimos.
Como se esforçam para chegar até a monografia, que é a
hora da consolidação de seus conhecimentos de maneira
sistemática!
Estão sempre carregando apostilas para a prova disso e
daquilo.
A Academia é um berço de líderes e, por isso, eles precisam estar bem instruídos para tomarem futuras decisões importantes. Mas, nada pode explicar a alegria no peito e o orgulho de passar pelos portões segurando a espada pela qual fizeram o juramento. Lá do lado de fora estão sua mãe e namorada, com lágrimas nos olhos de alegria e orgulho, para recebê-lo com um abraço forte e dizer que tudo valeu a pena."  Autor Desconhecido

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