Repasso o conto de
autoria do Cel ODAIR OLIVEIRA CONCEIÇÃO, Aspirante de 1968 - Turma TUIUTI, onde
narra momentos de tensão quase trágica para alguns jovens, mas que poderiam
também ser incluidos naquela sessão da revista "Seleções" denominada
"Piadas de Caserna". Coisa ruim, depois que passa, fica engraçada,
pelo menos a primeira vista. A realidade é que esses fatos revelam que a
"meganha do seo Zé", é um pouco do 'samba do crioulo doido"
desde priscas eras... Leiam e analisem. Eu, ao ler, tive a sensação de Brasil
governado pelo PT. Percebam que há um "Q" de barco a deriva, falta de
planejamento e comando para coisas sérias, muito sérias... A SORTE É QUE AS
COISAS MUDARAM E ISSO JÁ NÃO OCORRE MAIS, pelo nenos no universo PM... Ufáh! Ou
não???
Monday, October 07, 2013 12:37 AM
CONTINUANDO OS BUCANEIROS
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CONTINUANDO COM OS TEXTOS DO LIVRO "OS BUCANEIROS", DE MINHA
AUTORIA, UMA HISTÓRIA VERIDICA.
OS CALOUROS DE 1964, QUE COMPORIAM A TURMA TUIUTI, INICIARAM OS
PRIMEIROS PASSOS ENFRENTANDO UMA ODISSÉIA. FOI O PRIMEIRO CASO DE EXCEDENTES.
AS UNIVERSIDADES, NESSE ANO ENFRENTARAM O PROBLEMA CRÔNICO, FIXADAS AS VAGAS,
POR MOTIVOS OUTROS, FICAVAM OS EXCEDENTES, COM MÉDIA DE APROVAÇÃO, MAS SEM
VAGAS.
O MESMO SE DEU NESSA TURMA. HAVIA 60 VAGAS PARA O CURSO PREPARATÓRIO,
CONTAVA-SE COM A APROVAÇÃO DOS DOIS PELOTÕES DE VETERANOS DE 1963, PROMOVIDOS
AO 2º CPFO
OUTRA NOVIDADE 15 REPROVAÇÕES NA 2ª ÉPOCA, SOBRARAM 45 VAGAS DOS 60
APROVADOS.
PORTANTO, O EFETIVO ESTAVA COMPLETO. PORÉM OS 15 TAMBÉM ESTAVAM
APROVADOS NO VESTIBULAR. POR ISSO HOUVE A DEMORA ATÉ QUE SE RESOLVESSE O
ASSUNTO. NÃO DISSERAM ISSO AOS 15, QUE IAM À ACADEMIA, TODOS OS DIAS ÀS 7
HORAS PARA REVISTA GERAL QUE ELES NEM SEQUER PARTICIPAVAM MUITO MENO PODIAM
ENTRAR PARA O PÁTIO INTERNO. FICAVAM SOB AS ÁRVORES NA ALAVMEDA FORA QUARTEL.
AS 17HS OS ALUNOS ERAM LIBERADOS E NINGUEM APARECIA PARA DAR AS
ORDENS, DEPOIS DE ESPERA UM ALUNO DO 3ºCFO NOS AVISAVA PARA A REVISTA DO DIA
SEGUINTE...... VAI DAI...... QUE...
Antes da entrada triunfal, em busca de algumas vagas na Academia do
Barro Branco, os candidatos foram submetidos a uma rigorosa bateria de
exames, intelectuais, aptidão física, psicotécnico, saúde. À medida que as
provas se desenvolviam muitos ficavam pelo caminho.
Dos milhares de inscritos restara apenas uma centena deles. No entanto,
alguns veteranos estavam em exames de segunda época e isso trancou o número
inicial de vagas; era o primeiro combate para quinze bichos à espreita de um
cantinho.
A apresentação oficial se deu no dia dois de fevereiro e os “devolutos” tiveram que estar
presentes, mesmo não fazendo parte dos efetivos. O expediente começava às
06h30min e terminava às 17h e o grupo exilado permanecia andando pelo pátio
assistindo à lufa-lufa, ansiosos por fazerem parte daquela seleta equipe.
Levaram trote em dobro, tomaram chuva, sentiram frio e nada acontecia para
lhes dar uma solução.
O Cmt do Corpo de Alunos era um primeiro tenente encardido e ardido
como pimenta, malcriado, cavalariano, ninguém ousava chegar perto ou
questionar, nem os seus pares, quanto mais alunos, ou os ainda paisanos.
Em todo grupo oprimido aparece o falso líder e o líder, este é aquele
que diz eu vou... O primeiro
faz alardes, insufla, põe lenha na fogueira, agita, dá idéias, pesquisa os
direitos e diz: Eu não posso ir,
é melhor você, tem mais coragem e
capacidade. Foi o que aconteceu com o Aquiles. Deixou-se influenciar
pelas argumentações do Zenóbio e partiu pra tomar satisfações do Cmt.
Aquiles, de corpo avantajado, bem vestido e corajoso era tal qual os
demais, jejuno na arte do regulamento militar.
O Tenente Agripino estava de mau humor, isto é, dentro da normalidade e
arregalou os olhos quando ouviu o Aquiles.
- Dá licença? O moço aí é o
responsável por estarmos na situação de nem cá nem lá? Faz dez dias que estou
vindo aqui e ninguém dá uma solução. O grupo quer uma definição hoje, senão a
gente vai à imprensa.
Por mais que eu queira tingir a cena, não consigo palavras.
Agripino deu um salto da cadeira, empunhou a espada moura (espada torta
como dizem os infantes) e partiu pra cima do Aquiles, que rodopiou no piso
encerado e caiu sobre mesa, cadeiras, engatinhando assustado para a porta de
saída. E a fera nos seus calcanhares.
- Bicho filho da puta! Nasceu bicho e morre bicho. Some daqui já.
A espada cantava sobre os móveis e o Aquiles saiu em desabalada correria
escadas abaixo, sob os aplausos dos veteranos.
O fato é que naquele mesmo dia os quinze pernoitaram em alojamentos
improvisados e sem roupa da ordem. Na manhã seguinte o documento de
incorporação estava sendo lido.
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A TURMA “JOSÉ BONIFÁCIO”
– DE 7 DE SETEMBRO DE 1963 – ESTÁ COMPLETANDO SEU JUBILEU DE OURO.
O TEXTO COLOCADO NO “NINHO
DAS ÁGUIAS” TRAZ ENORMES RECORDAÇÕES DO NOSSO TEMPO DE CADETE.
Carambas! Tive mais sorte do que o moderninho Autor Desconhecido, pois no no meu tempo não havia Axé, Funk,
Techno, Forró e outros ruídos...
----- Original Message -----
From: carvalhorama
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Sent: Sunday, October 06, 2013 3:12 PM
Subject: Re: [CBB-ninho-de-aguias]'14541' PARA RECORDAR
Caramba, Augusto! (Ou Cunha?!)
Sou meio molenga, mas, desta vez não
tinha entrado "cisco nozóio", quando reproduzi o Barretinho.
Agora vem você abrindo o coração e quase
"meleco" tudo por aqui.
Curioso como algumas lembranças tão
simples nos levam a viajar longe no tempo!
Tenho convicção de que muitos que leram e
"balançaram" na saudade apenas não se manifestaram como você, mas que
pegaram
uma "poeirinha nozóio", ah! se
pegaram!!!
Você fez muito bem em abrir o peito!
Grato por me lembrar de que ainda somos
humanos!
Fraterno abraço.
Corrêa de Carvalho
Em 6 de outubro de 2013 13:32,
"Augusto Cunha" <draugustocunha@terra.com.br> escreveu:
Bom Dia Cel Carvalho e Cel Barreto.
O que a vida não faz com a gente.Nesse breve relato de uma vida, somos fortes e nada nos abala que não seja o cumprimento do dever.
O que a vida não faz com a gente.Nesse breve relato de uma vida, somos fortes e nada nos abala que não seja o cumprimento do dever.
Hoje, já veteranos, quando nos deparamos com um texto desse
quilate, pequeno mas que retrata muitas vidas, principalmente a nossa, é algo
difícil demais para uma leitura e uma retrospectiva, uma volta ao passado, não
longínquo mas vivo em nossos corações e a gente desaba.
As lágrimas correm, eis que os Amigos, as Famílias que
adotaram os caipiras, era comum se ouvir isso e a tela do tempo nos faz
recordar em fração de segundos o CPFO e o CFO.
Meu muito obrigado aos Senhores por estes momentos
maravilhosos, digo, tempos da JUVENTUDE aos tempos da MISSÃO CUMPRIDA, antes
cabelos raspados tipo Militar, hoje, muitos nem isso lhes sobraram, mas o mais
importante ficou:
A CERTEZA DE QUE CADA UM DE NÓS FIZEMOS A NOSSA PARTE, OS
DE HOJE ESTÃO FAZENDO SUAS HISTÓRIAS.ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE.
Pronto, consegui parar de chorar, agora só sorrisos, eis
que, muitos Comandantes de outrora, de repente, surgiram a nossa frente como a
nos cumprimentar pelo feito.Os colegas de turma a dizerem - FOI E É MUITO BOM
TER VOCÊ COMO AMIGO.
OBRIGADO A TODOS VOCÊS.
UM FRATERNAL ABRAÇO
AUGUSTO CUNHA
Em Dom 06/10/13 04:33, "carvalhorama" escreveu:
Postado pelo Amigo Cel Adilson Barreto dos
Santos
no seu facebook, compartilhei uma vivência
comum a todos nós.
C de Carvalho
O
texto é um pouco longo, mas quem já vivenciou algo parecido vai
se
indentificar...
"O clarím soa, é
um anúncio de que o dia
começa. Eles
querem ficar mais cinco minutinhos na cama,
querem ser
meninos, querem matar aula, querem ser
comuns de vez em
quando. Não desejam levantar
guerreiros, imbatíveis,
só ficar indefesos sob as cobertas
mais um pouquinho...
Em forma, em marcha, em
fila, estão embaixo do sol fraco
da manhã que nasce.
Comem do pão que nunca é igual ao
de casa, falta aquele
toque materno no café. E, novamente,
em filas de três
caminham para as aulas. Sentem-se
sozinhos, às vezes, nos
corredores extensos de janelas que
não dão para a casa da
vizinha, com suas calcinhas
penduradas e seu
papagaio tagarela, dão para
uma floresta verde e
fechada. Onde está o mundo, meu
Deus, que sinto saudade
de ver. Está lá fora e não se pode
ver ainda. É preciso
aprender e aprender, pois um dia,
quem sabe, seja preciso
salvá-lo com a própria morte. À
noite, mesmo as
quentes, com seus mosquitos e cigarras,
nunca são as mesmas
noites de quando está em casa. O
corpo dói com os
exercícios, a cabeça está cheia, o peito
repleto de saudade, mas
ele não deixa perceber ao
telefone, entrega
apenas o silêncio e
devolve a falta de
palavra, em lugar de reclamações. O
clarím toca, as luzes
se apagam. Queira ou não, é hora de
dormir. Mais um dia
para nós, mas para quem vive ali,
menos um dia, é assim
que se conta.
Após a adaptação, eles
se tornam irmãos. Irmãos que
trocam palavras amigas,
que emprestam material, que riem
juntos. São churrascos,
festas, comemorações, tudo é
motivo para celebrar as
conquistas de cada
prova, cada treinamento, cada ano
concluído.
Surge uma música no
batuque dos dedos na mesa, ou em
um som colocado em um
canto, em cima de alguma
mureta. Quando chegam
os feriados, lá estão os "irmãos de
armas" dormindo um
na casa dos pais do outro. Fazem
agora parte da mesma
família!
Qual deles nunca se viu
por acaso vestindo a camisa do
outro?
Parecem um só, a vida
de todos se confunde. As músicas
animadas nos
alojamentos mostram a cultura do Brasil. É o som gaúcho, o sertanejo, o funk, o
techno, o axé, o forró, o gospel. Já pensou esse mix ao mesmo tempo? Eles se
entendem e são muito felizes assim, acredite! Eles precisam aprender a cair e
saber que têm forças para levantar quantas vezes for necessário. Há quem
pense que eles só fazem
exercícios físicos. Que nada!
Tome-lhe matemática,
história, geografia, administração,
filosofia... São tantas
disciplinas que deixaria o currículo de muitos cursos civis ínfimos.
Como se esforçam para
chegar até a monografia, que é a
hora da consolidação de
seus conhecimentos de maneira
sistemática!
Estão sempre carregando
apostilas para a prova disso e
daquilo.
A Academia é um berço
de líderes e, por isso, eles precisam estar bem instruídos para tomarem futuras
decisões importantes. Mas, nada pode explicar a alegria no peito e o orgulho de
passar pelos portões segurando a espada pela qual fizeram o juramento. Lá do
lado de fora estão sua mãe e namorada, com lágrimas nos olhos de alegria e
orgulho, para recebê-lo com um abraço forte e dizer que tudo valeu a
pena."
Autor
Desconhecido
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