domingo, 6 de abril de 2014

UM DIA DE LUTO NA HISTÓRIA DAS FORÇAS ARMADAS - JOSÉ GERALDO PIMENTEL CAP.REF EB

UM DIA DE LUTO NA HISTÓRIA DAS FORÇAS ARMADAS
O pais sob o tacão do comunismo faz o Exército calar
José Geraldo Pimentel
Cap Ref EB
O dia 31 de marco de 2014 foi um dia triste para as Forças Armadas brasileiras. As autoridades militares, pressionadas pelo governo, calaram. Ainda não se tem noticia sobre comemoração dos 50 anos da contrarrevolução de 1964 em unidades militares, ou se houve uma Ordem do Dia assinada por um dos comandantes de Força. Do lado do governo choveu eventos e glórias ao que chamam de redemocratização do pais. Os terroristas e guerrilheiros de ontem que ameaçaram a nação querendo impor um regime de esquerda no estilo de Cuba, e sob a influência da ex poderosa URSS, puderam tudo. A presidente da república, no Palácio do Planalto, que já determinara ao Ministro da Defesa que não admitiria eventos militares que se reportassem a derrubada do governo João Goulart, declarou solenemente:
“- Lembrar e contar faz parte desse processo que iniciamos, de luta do povo, pela volta da liberdade, pela anistia, Constituinte, diretas, inclusão social, Comissão da Verdade... Por todos os processos de implantação e consolidação da nossa democracia, processo que foi construído passo a passo, por cada um dos governos eleitos depois disso”.
Nota-se a preocupação em lembrar a Comissão Nacional da Verdade, o instrumento que será usado para levar o Congresso Nacional a rever a Lei da Anistia, com o objetivo de repetir o que está acontecendo na Argentina: militares sendo julgados e condenados a longas penas de prisão, quando não a prisões perpétuas.
O Senado fez sessão especial para lembrar a contrarevolução de 1964, "O dia em que mergulhamos nas trevas", frisou um senador.
A Comissão Nacional da Verdade expediu uma nota dando o seu ponto de vista sobre os 50 anos da Contrarevolução de 1964. Uma explicação canhota que não conta a violação da lei que a criou, limitando o prazo dos esclarecimentos ao do período dos governos militares. Esconde os crimes praticados pelos terroristas e guerrilheiros, que assaltaram unidades militares para roubar armas e munições, bancos para roubar dinheiro, inclusive assaltando a residência do ex governador Ademar de Barros onde retiraram mais de 2 milhões dólares. Mentora intelectual do assalto: a senhora Dilma Vana Rousseff, presidente da república. Ladra e arquiteta de inúmeros crimes praticados por três das facções criminosas que infestavam o país. Os militantes da luta armada sequestraram embaixadores, assassinaram 120 pessoas; praticaram dois atentados terroristas; mas nada disso é levado em consideração pela CNV. Para a comissão e a súcia de bandidos que governa o pais, o fim justifica os meios.
Eis a súmula da nota expedida pela comissão:
“- A Comissão Nacional da Verdade nasceu com o objetivo de examinar e esclarecer as graves violações de direitos humanos praticadas no período. Baseia-se na convicção de que a verdade histórica tem como objetivo não somente a afirmação da justiça, mas também preparar a reconciliação nacional, como vem assentado no seu mandato legal. Esteia-se na certeza de que o esclarecimento circunstanciado dos casos de tortura, morte, desaparecimento forçado, ocultação de cadáver e sua autoria, a identificação de locais, instituições e circunstâncias relacionados à prática de violações graves de direitos humanos, constituem dever elementar da solidariedade social e imperativo da decência, reclamados pela dignidade de nosso país.”
Um grupo de elementos ligados ao Levante Popular da Juventude, ao Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) e ao Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), fizeram um ato simbólico à frente da residência do Cel Carlos Alberto Brilhante Ustra, em Brasîlia. O coronel Brilhante Ustra, chefiou o DOI-CODI de São Paulo durante o regime. Os participantes do ato nesta segunda-feira deixaram pichações no asfalto, cartazes e marcas de tinta vermelha em fotos de pessoas desaparecidas durante a ditadura. No asfalto, os manifestantes escreveram “aqui mora um torturador”. No muro, foi afixado um cartaz escrito “se não há justiça, há escracho público”.
Para o ex presidente da república, Fernando Henrique Cardoso, as FFAA deveriam pedir desculpas.
“- Nem esquecimento, nem revanche. Mas, para o acerto de contas do país com o passado marcado pela brutalidade das torturas e demais violações aos direitos humanos, as Forças Armadas brasileiras deveriam reconhecer que erraram.” Declara o ex presidente em entrevista ao Valor Econômico. Esquece de sugerir o mesmo aos militantes da luta armada. Poderia sugerir a cassação da ‘bolsa ditadura’; aquele agrado que enriquece milhares de oportunistas que se passam por vítimas do regime militar.
O ex presidente Fernando Henrique Cardoso vai passar para a história como o anedotário que não perdia a oportunidade quando se encontrava no exterior, em suas múltiplas viagens, para achincalhar a imagem do trabalhador brasileiro. Censurou a classe dos professores dizendo que se aposentavam com menos de cinquenta anos de idade. Ele próprio seria um desses beneficiários, acumulando “n” aposentadorias ao deixar o governo. Falou em moralização na administrativa pública, referindo-se aos benefícios que os funcionários levavam para casa, ao se aposentarem. Os únicos que saíram prejudicados foram os militares que eliminaram as vantagens com as quais melhoravam o bruto dos vencimentos.
Este posicionamento do ex presidente Fernando Henrique Cardoso, mostra que o pais não tem oposição. Come nas mãos do governo federal. Basta ver as viagens faraônicas que a presidente Dilma, ou o ex presidente Lula, realizam para o exterior, nababescamente hospedando-se nos melhores hotéis por onde passam, mesmo havendo acomodações nas embaixadas brasileiras. Nessas viagens sempre estiveram presentes os ex presidentes civis José Sarney, Fernando Collor de Mello, Jose Alencar e Fernando Henrique Cardoso. As mordomias estabelecidas em portaria pelo ex presidente Lula para os presidentes que deixam o governo, mantém esse laço de gratidão com o Partido dos Trabalhadores. Ninguém consegue fazer uma oposição sistemática quando deve favores. As benesses são tão compensadoras que o maior partido que se poderia incluir na oposição (PMDB), dispensa a indicação de um candidato para concorrer à presidência da república. A participação no governo é tranquila, e não compensa uma campanha que pouco acrescentaria em dividendos se elegesse o presidente da república.
Estão colocando as FFAA de joelhos. Atendendo a Comissão Nacional da Verdade, mais conhecida como “comissão da calúnia”, o ministro da Defesa resolveu que serão criadas diversas comissões para investigar atos de violação dos direitos humanos ocorridos em unidades militares durante os governos militares. Sete instalações, quatro situadas no Rio de Janeiro, RJ.
Será uma “grande revisão histórica” segundo especialistas. As FFAA pedirão desculpas à nação por tê-la defendido das garras dos que queriam anexá-la a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. E o caminho estará aberto para que o Congresso Nacional revise a Lei da Anistia e se possa levar a um tribunal de exceção, julgar e condenar os agentes do Estado. A presidente Dilma Rousseff diz que não proporá a revisão da Lei de Anistia, mas não se oporá ao debate sobre o assunto. O Congresso Nacional dá demonstrações que reverá a Lei da Anistia. O Supremo Tribunal Federal, agora com uma maioria de elementos ligados ao governo, poderá mudar a interpretação da lei, como se manifestou um de seus membros. Os comandantes de Forças deram as costas para os seus companheiros de farda. Para eles é seguir a tendência geral, mesmo que traiam a instituição militar, negando as ordens dos seus antecessores que criaram os DOI-CODI para reprimir os militantes da luta armada. E aos agentes do Estado restará caminhar para o abatedouro como ‘gados fardados’, ou formar um grupo de extermínio, começando pela eliminação dos que estão os entregando em uma badeja de prata ao inimigo. Eu faria isso se estivesse na pele de um militar ou policial militar e civil, que deu combate aos terroristas e guerrilheiros. Bandido não tem cara; tanto pode ser um marginal que faz parte do governo, quanto um covarde que veste uma farda e não a honra!
Ninguém pensa em propor criar uma comissão para investigar as 120 mortes, algumas praticadas com requintes de crueldades pelos ex terroristas e ex guerrilheiros. Ninguém se lembra que a repressão só existiu porque esses grupos de criminosos desestabilizavam as instituições e levavam pânico a população. Seria a mesma coisa que cruzar os braços enquanto bandidos invadem os seus lares, roubam, estupram a mulher e filhas, e ameaça matar o chefe de família. A repressão tem legitimidade. Errado foi não ter eliminado toda essa cachorrada que hoje posa de heróis nacionais. Bandido bom é bandido morto!
Onde há efeito existe a causa. Desnecessário apontar os responsáveis por este avanço em direção a mudança de regime político no pais; desnecessário apontar os responsáveis pelos ataques sistemáticos que se fazem contra as FFAA brasileiras, em especial contra os que receberam ordens para cessar a violência que campeava no pais, desestruturava a economia e quebrava a disciplina militar.
Os comandantes militares mergulhados em um silêncio obsequioso, confundem covardia com disciplina militar. Precisam dar uma explicação a tropa. Culpas também cabem aos militares que atendem às convocações feitas por esta comissão que se deslegitimou, quando mudou o rumo traçado pela lei, transformando-se em um órgão de vingança. Os militares agem de maneiras tão infantis que alguns generais e coronéis chegam a depor perante um grupo de jovens ativistas políticos alçados aos pomposos postos de “consultores técnicos”. Muita pobreza de espirito!
- Nome e posto, Senhor!
Um Exército comandado por um bando de oficiais pouco afeitos a atitudes, omissos e bajuladores, perde a essência de sua existência.
As FFAA estão ganhando o formato de uma guarda pretoriana. E vai piorar quando os novos instrutores de direitos humanos recentemente preparados em palestras realizadas por especialistas em direitos humanos, brasileiros e estrangeiros convidados pela SEDH/PR, começarem a ministrar aulas nas academias militares e escolas de graduados. Os instrutores deixarão em segundo plano o rigor no preparo do combatente. Nada de excessos e ameaças de acidentes durante a instrução. O Exército formado de mocinhos não dará alternativa a nação, senão terceirizar a segurança do pais!
O Exército não deve e nem pode pedir desculpas a nação por tê-la defendido. Deveria ser glorificado. Se um comandante de Força fizer uma mea culpa, não estará representando a instituição militar.
Rio de Janeiro, 01 de abril de 2014.

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