terça-feira, 5 de agosto de 2014

PRÁTICA DO ABORTO - GENOCÍDIO - MEUS CUMPRIMENTOS A MARIANO TAGLIANETTI



Prática do aborto : Genocídio.

Volta e meia vem a baila a inescrupulosa polêmica sobre o aborto e as considerações ensejadas por sua problemática. Leio : - “em artigo publicado no site da CNBB d. Bergonzini disse não pertencer a nenhum partido, mas insistiu que, como bispo, tinha o dever de denunciar e considerar todas as formas de atentado contra a vida, como suicídio, homicídio e o aborto. Isto posto, recomendamos a todos os cristãos que não dêem seu voto a Dilma Rousseff e demais candidatos que aprovam tais “liberações”, independentemente do partido a que pertençam” (Jornal “O Estado de S. Paulo” fls 08 de julho 23 do andante) Há razões de ordem racional e moral para que a manifestação do prelado seja pensada e repensada não só pelos católicos mas também por todos aqueles que lucidamente raciocinam a questão, uma vez que o Governo desdenhando sua missão no sentido de esclarecer à juventude imatura e à sociedade como um todo, não se empenha em elucidar no que implica a prática do aborto, em função da sobrevivência da humanidade. A prática do aborto constitui-se na maior iniquidade que se possa operar contra o gênero humano, ressalvada hipótese em que o bem fundamental, a vida da gestante, esteja em risco. Ao ceifar o desenvolvimento do fruto da concepção, interrompe-se o curso evolutivo daespécie, assinale-se única racional. O nasciturno representa esforço da natureza para aperfeiçoamento e continuidade da marcha evolutiva para consecução dos desígnios reservados ao futuro. A eliminação do feto configura crime de lesa humanidade. Apostura do atual Governo contraria a missão dos verdadeiros homens públicos ; - locupletar o todo social com visão lastrada em sabedoria experiente,  antevendo as consequências negativas  ensejadas pelos menos esclarecidos. O caldeamento de nossa etnia não pode ser privado de considerável contingente humano que vivo contribuirá para novos rumos da brasilidade. Rejeitar a legalização do aborto revela lucidez. A temática originada pela natalidade que hipoteticamente afetaria a gestante, como se propala, reside no fato de ser essencialmente uma questão de saúde pública cujaresponsabilidade é do Governo, em assistir eficazmente a população e não apenas em evitar a mortalidade das mulheres centrando-a no aborto. É preciso promover uma estrutura social que cultive princípios alicerçando o desenvolvimento mental do adolescente, dando-lhe auto valoração para que desenvolva sua personalidade evitando que se torne subproduto social por conduta sexual desregrada, incentivada pela sociedade de consumo. O que o Governo, e os políticos que pleiteiam exercê-lo deveriam ter por norte é que cada centavo gasto, através do desperdício de verbas agrava, não só as gestantes mas também desvirtua a finalidade obrigatória do Estado em  satisfazer a proteção do bem fundamental de seus cidadãos: a vida. A igreja repudiando o aborto identifica-se com os princípios do Direito Natural, aos quais não importam convenções sociais. Alheia a vontade da mulher a natureza reservou-lhe missão de dar continuidade à espécie e, quer queira quer não, uma vez haja concebido, independentemente de sua vontade deve procriar. A controvérsia que envolve o aborto exige descortino que implica em respeito a dignidade do homem (sentido genérico homem e mulher), envolvendo a formação de sua personalidade através de uma política educacional contrária a mentalidade promíscua existente que debocha valores morais, agravando a existência, tornando-a desregrada, enferma e insípida, ao final encurtando-a. O que os defensores do aborto devem compreender é que libertação não é concessão de licenciosidade que visa transformar o ser humano em objeto sexual e o faz retroceder às hordas primitivas, infelizmente existentes ainda  hodiernamente.  A postura canhestra mantida como mero ponto de vista, pura e simplesmente, enterra a responsabilidade social de cultivar o indisponível direito de viver, o que é de todo injustificável e inaceitável.  A humanidade, no dizer de Jean Rostand, não importa se foi materialista, “usufrui somatória de valores e conhecimentos adquiridos ao longo de milênios”, não equacioná-los, em fortalecimento dela, para solucionar a problemática da saúde pública é manifesta prova de inépcia governamental. Reorganize-se o Governo,ponha freio em seus gastos insaciáveis, supérfluos e desnecessários, canalize os recursos do povo para atender à finalidade prioritária “Mensana in Corpore Sano”, e não mais necessitará atrair a opinião pública para esse Genocídio que legalizado elidiria sua responsabilidade governamental. Realmente, assiste razão a d. Bergonzini, o voto consciente não pode ser dado a candidatos que não tem postura definida em defesa da vida nascitura e inescrupulosamente revelam incapacidade de trabalhar pela saúde pública porque : atrasarão consideravelmente a integração da nacionalidade ao contexto humano universal.

Publicado “ SEMANÁRIO IMPACTO “ em  30-07-2.010 / Curitiba – Estado do Paraná.

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