Prática do aborto : Genocídio.
Volta e meia vem a baila a inescrupulosa polêmica sobre o aborto
e as considerações ensejadas por sua problemática. Leio : - “em artigo
publicado no site da CNBB d. Bergonzini disse não pertencer a nenhum partido,
mas insistiu que, como bispo, tinha o dever de denunciar e considerar todas
as formas de atentado contra a vida, como suicídio, homicídio e o aborto. Isto
posto, recomendamos a todos os cristãos que não dêem seu voto a Dilma Rousseff
e demais candidatos que aprovam tais “liberações”, independentemente do partido
a que pertençam” (Jornal “O Estado de S. Paulo” fls 08 de julho 23 do andante)
Há razões de ordem racional e moral para que a manifestação do prelado seja
pensada e repensada não só pelos católicos mas também por todos aqueles que
lucidamente raciocinam a questão, uma vez que o Governo desdenhando sua missão
no sentido de esclarecer à juventude imatura e à sociedade como um todo, não se
empenha em elucidar no que implica a prática do aborto, em função da
sobrevivência da humanidade. A prática do aborto constitui-se na maior
iniquidade que se possa operar contra o gênero humano, ressalvada hipótese em
que o bem fundamental, a vida da gestante, esteja em risco. Ao ceifar o
desenvolvimento do fruto da concepção, interrompe-se o curso evolutivo
daespécie, assinale-se única racional. O nasciturno representa esforço da
natureza para aperfeiçoamento e continuidade da marcha evolutiva para
consecução dos desígnios reservados ao futuro. A eliminação do feto configura
crime de lesa humanidade. Apostura do atual Governo contraria a missão dos
verdadeiros homens públicos ; - locupletar o todo social com visão lastrada em
sabedoria experiente, antevendo as
consequências negativas ensejadas pelos
menos esclarecidos. O caldeamento de nossa etnia não pode ser privado de
considerável contingente humano que vivo contribuirá para novos rumos da
brasilidade. Rejeitar a legalização do aborto revela lucidez. A temática
originada pela natalidade que hipoteticamente afetaria a gestante, como se
propala, reside no fato de ser essencialmente uma questão de saúde pública
cujaresponsabilidade é do Governo, em assistir eficazmente a população e não
apenas em evitar a mortalidade das mulheres centrando-a no aborto. É preciso
promover uma estrutura social que cultive princípios alicerçando o
desenvolvimento mental do adolescente, dando-lhe auto valoração para que
desenvolva sua personalidade evitando que se torne subproduto social por
conduta sexual desregrada, incentivada pela sociedade de consumo. O que o
Governo, e os políticos que pleiteiam exercê-lo deveriam ter por norte é que
cada centavo gasto, através do desperdício de verbas agrava, não só as
gestantes mas também desvirtua a finalidade obrigatória do Estado em satisfazer a proteção do bem fundamental de
seus cidadãos: a vida. A igreja repudiando o aborto identifica-se com os
princípios do Direito Natural, aos quais não importam convenções sociais.
Alheia a vontade da mulher a natureza reservou-lhe missão de dar continuidade à
espécie e, quer queira quer não, uma vez haja concebido, independentemente de
sua vontade deve procriar. A controvérsia que envolve o aborto exige descortino
que implica em respeito a dignidade do homem (sentido genérico homem e mulher),
envolvendo a formação de sua personalidade através de uma política educacional
contrária a mentalidade promíscua existente que debocha valores morais,
agravando a existência, tornando-a desregrada, enferma e insípida, ao final
encurtando-a. O que os defensores do aborto devem compreender é que libertação
não é concessão de licenciosidade que visa transformar o ser humano em objeto
sexual e o faz retroceder às hordas primitivas, infelizmente existentes ainda hodiernamente.
A postura canhestra mantida como mero ponto de vista, pura e
simplesmente, enterra a responsabilidade social de cultivar o indisponível
direito de viver, o que é de todo injustificável e inaceitável. A humanidade, no dizer de Jean Rostand, não
importa se foi materialista, “usufrui somatória de valores e conhecimentos
adquiridos ao longo de milênios”, não equacioná-los, em fortalecimento dela,
para solucionar a problemática da saúde pública é manifesta prova de inépcia
governamental. Reorganize-se o Governo,ponha freio em seus gastos insaciáveis,
supérfluos e desnecessários, canalize os recursos do povo para atender à
finalidade prioritária “Mensana in Corpore Sano”, e não mais necessitará atrair
a opinião pública para esse Genocídio que legalizado elidiria sua responsabilidade
governamental. Realmente, assiste razão a d. Bergonzini, o voto consciente não
pode ser dado a candidatos que não tem postura definida em defesa da vida
nascitura e inescrupulosamente revelam incapacidade de trabalhar pela saúde
pública porque : atrasarão consideravelmente a integração da nacionalidade ao
contexto humano universal.
Publicado “ SEMANÁRIO IMPACTO “ em
30-07-2.010 / Curitiba – Estado do Paraná.
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