quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

NECROLÓGICO: MÁRCIO THOMAZ BASTOS - OPINIÃO DE JOSÉ GOBBO FERREIRA

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Assunto: FW: ENC: Necrológio: Márcio Thonaz Bastos - muito pertinente
Subject: ENC: Necrológio: Márcio Thonaz Bastos - muito pertinente

Desde já pedindo vênia a meus amigos causídicos, juro que o Sr. José Gobbo Ferreira, que não conheço, conseguiu expressar quase tudo o que penso sobre o dito falecido.
Deus o tenha ....

.... no 9º círculo do inferno de Dante !!!





Necrológio: Marcio Thomaz Bastos

José Gobbo Ferreira



Faleceu no dia 20 de novembro o advogado Marcio Thomaz Bastos

Ministro da Justiça (?) do governo Lula, permaneceu por longo tempo no
cargo e é, com certeza, o artífice das chicanas que conseguiram manter
o Sr. Lula fora das grades até hoje. Se ufanava de ter fabricado seis
ministros do Supremo Tribunal Federal. Deixa para nós, como herança,
os nobres ministros Lewandowsky e Carmem Lúcia.

Era considerado um deus entre seus seguidores, por sua habilidade em
explorar a Lei para frustrar a Justiça, meta comum a todos eles.
Tornou-se um dos advogados mais ricos do mundo, entre outras virtuosas
razões, pela defesa que prestou às personalidades mais sombrias do
reinado petista, exatamente aquelas que, pela avidez com que
dilapidaram o patrimônio público amealharam dinheiro suficiente para
pagar por seus serviços.

Mas trabalhou  também para honoráveis personalidades “self made men”,
como Roger Abdelmassih e o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Seu lema amoral, que lhe rendeu tanto dinheiro era: “defendo meus
clientes da culpa legal. Julgamentos morais deixo para a majestosa
vingança de Deus”

Quando soube da morte do Cardeal Richelieu em dezembro de 1642, o Papa
Urbano VIII declarou. “ Não sei se o Cardeal Richelieu acreditava em
Deus. Mas, se existe um Deus, o Cardeal terá muitas contas a prestar.
Se não... bem, sua vida terá sido uma vitória'.

Eu, que creio no Todo Poderoso, como não posso ver vitória no ato de
livrar criminosos de seu justo destino, concordo com Urbano VIII em
que o Dr. Thomaz Bastos terá muitíssimas contas a prestar. E para esse
acerto de nada lhe valerão todos seus vultosos bens materiais,
conquistados zombeteiramente ao arrepio da Justiça.

E tenho certeza que ele era suficientemente inteligente para saber
que, mais cedo ou mais tarde, conforme suas próprias palavras, estaria
face a face com “a majestosa vingança de Deus”. Chegou a hora!

E agora doutor?

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