domingo, 22 de fevereiro de 2015

LEMBREMOS DO CAPITÃO GINO STRUFFALDI, NOSSO VELHO GUERREIRO, FALECIDO EM 15 DE MARÇO DE 2012. NO DIA 15 DE MARÇO DE 2015 FAREMOS UMA HOMENAGEM AO ETERNO PRESIDENTE DE HONRA DA SOCIEDADE VETERANOS DE 32-MMDC NA PRAÇA QUE LEVA O SEU NOME, ÀS 10 HORAS. ESSA PRAÇA FICA VIZINHA À PRAÇA 14 BIS, UM POUCO ANTES DE CHEGAR O TÚNEL 9 DE JULHO.

A PREFEITURA DA CIDADE DE SÃO PAULO DENOMINOU EM 6 DE DEZEMBRO DE 2012 COMO PRAÇA CAPITÃO GINO STRUFFALDI, O ESPAÇO PÚBLICO LIVRE, INOMINADO, SITUADO NA CONFLUÊNCIA DA RUA DOUTOR PLÍNIO BARRETO, AVENIDA 9 DE JULHO, PRAÇA 14 BIS E ALINHADO COM O VIADUTO PLÍNIO DE QUEIRÓS NA BELA VISTA (PROJETO DE LEI 288/12, AUTORIA DO VEREADOR TONINHO PAIVA - PR)

VEREADOR TONINHO PAIVA FALA SOBRE O CAPITÃO GINO STRUFFALDI:


AS CONQUISTAS DESTE EMINENTE HOMEM BRASILEIRO, EXEMPLO DE VERDADEIRO HEROÍSMO, TÊM PRINCÍPIOS, LUTA E CONSIDERÁVEIS VITÓRIAS. NOSSO HOMENAGEADO, SEMPRE ATUANTE EM TODOS OS SEGMENTOS NOS QUAIS MILITOU, GRANDE IDEALISTA, DEFENSOR DA LIBERDADE, TEVE AO LONGO DE SUA VIDA A FELICIDADE DE PODER DIZER, VERDADEIRAMENTE, "MISSÃO CUMPRIDA" EM BENEFÍCIO DESTA NAÇÃO. SENDO ASSIM, POR SUA CONSTANTE DEDICAÇÃO E ZELO NA BUSCA DA UNIDADE NACIONAL, COM O OTIMISMO QUE LHE ERA PECULIAR, ESTA MERECIDA HOMENAGEM VEM ABRILHANTAR MAIS AINDA SUA TRAJETÓRIA DE VIDA, QUE SE FINDOU EM 15 DE MARÇO DE 2012, DEIXANDO BOAS LEMBRANÇAS, GRANDES EXEMPLOS DE COMPANHEIRISMO, AMIZADE, TRABALHO....REPLETOS DE SAUDADE!!!!.













Trecho: "Heróis de 32: Memórias da Revolução"
Capítulo 5
Santos/SP – Meados da Revolução Constitucionalista de 1932
O Porto de Santos está sob bombardeio. Os constitucionalistas do 3º Grupo de Artilharia de Costa (3º GAC), que guarnecem a Fortaleza de Itaipu e estão encarregados da defesa do local, se abrigam para tentar escapar das bombas.
A aviação naval da Marinha do Brasil, inteiramente comandada pela Ditadura Vargas, é a responsável pelo ataque. São dezenas de hidroaviões Savóia Marchetti que rasgam o céu paulista buscando atingir alvos táticos, como os 6 grandes canhões fixos Schneider Canet de 150 milímetros, de fabricação francesa, que estão posicionados na base constitucionalista para rechaçar eventuais investidas dos encouraçados inimigos.
A Fortaleza de Itaipu é envolvida por dois grandes morros. Um deles fica num feixe de terra que tende a fechar a barra de Santos. Nele está concentrada a 1ª Bateria do 3º GAC, que possui 2 dos 6 canhões Schneider Canet 150 mm, a principal arma dos paulistas para defender o Porto.
A 2ª Bateria do 3º GAC, localizada no outro morro, que fica numa pequena península, possui os outros 4 canhões de 150 mm restantes. Essas peças de artilharia, no entanto, são eficientes apenas no uso contra embarcações. Elas pouco podem ajudar contra ataques aéreos, o que obriga os combatentes paulistas a se abrigarem.
Ao mesmo tempo em que escuta o assovio provocado pelo lançamento de bombas, o 3º sargento da 1ª Bateria do 3º GAC, Gino Struffaldi, de 18 anos, vê alguns dos artefatos bélicos atingirem a água do mar e causarem incêndio na terra. “Naquele tempo o Brasil ainda não tinha Aeronáutica, mas sim a aviação do Exército e a aviação naval, que, inclusive, estava muito bem equipada, porque pouco antes da Revolução, o ministro da Aeronáutica Italiana, Ítalo Balbo, fez um raid com hidroaviões Savóia Marchetti e vendeu muitos para o Brasil. Alguns daqueles aviões nos bombardearam por duas vezes”, conta Struffaldi, já como capitão reformado da reserva do Exército, com 94 anos de idade completos em 14 de junho de 2008.
Após alguns minutos de tensão, a esquadrilha inimiga se distancia e os paulistas correm para apagar os incêndios causados. Ninguém foi morto ou ferido. “Felizmente só mataram alguns peixes e destruíram uma parte dos alojamentos. Também não houve nada com os canhões”, relembra o veterano.
Os peixes mortos que ficaram boiando na água atraem a atenção de Gino. Ele decide ir a nado buscar um deles, que se destaca por ser o maior. O sargento rapidamente tira o uniforme e mergulha. Quando retorna com o peixe em mãos, Gino percebe que um fotógrafo fora trazido pelos companheiros para registrar o momento inusitado. “Tenho uma fotografia em que apareço segurando o peixe, ao lado do sargento Nunes, de Milão. Eu não sei quem foi que tirou aquela fotografia, porque naquele tempo quase ninguém tinha câmera”, rememora Struffaldi. “Depois que eu busquei o peixe, me fardei e tiramos a foto. Não sabíamos que depois de mais de 70 anos alguém poderia guardar o registro daquele momento”, completa.
Canhões de 32
Em 1932, o exército no Brasil, de um modo geral, era dividido por regimentos de artilharia, infantaria e cavalaria. A artilharia era constituída de Grupos, a infantaria de Batalhões, e a cavalaria de Esquadrões. Por suas vezes, os Grupos eram formados por Baterias, os Batalhões por Companhias, e os Esquadrões por Brigadas.
O 3º GAC, que protegia o Porto de Santos através da Fortaleza de Itaipu, era formado por duas Baterias, que possuíam, além dos 6 canhões Schneider Canet de 150 milímetros, 4 canhões Krupp de 75 milímetros, de tiro lento e fabricação alemã. “O canhão Krupp tinha como característica dar um tiro e recuar uns 6 metros. O pessoal, na época, até brincava dizendo que depois que você o disparava, levava uma hora para encontrá-lo”, sorri Struffaldi. “Já os Schneider Canet eram bem melhores. O disparo deles alcançava 8,5 mil metros com ‘alça’, o que significa ‘com possibilidade de se fazer pontaria’. Sem pontaria até ia mais longe, mas não adiantava nada.”
Para o alívio de Gino e de seus companheiros revolucionários, posteriormente foram levadas à fortaleza peças de artilharia um pouco mais modernas, que possuíam o “espeto” na parte de trás. “Quando se disparava o primeiro tiro o canhão recuava, espetava no chão e não se mexia mais”, explica Struffaldi.
Antes de eclodir o movimento revolucionário no Estado de São Paulo, os canhões da Fortaleza de Itaipu estavam preparados apenas para repelir ataques de navios, por isso, tinham uma movimentação restrita de 180º. A partir do início da revolução, engenheiros paulistas modificaram as peças de artilharia para que elas pudessem atirar em até 360º, visando à defesa da praia e de possíveis ataques dos poderosos encouraçados São Paulo e Minas Gerais, das forças ditatoriais. Esta ofensiva, no entanto, felizmente não aconteceu, de acordo com Gino. “A Marinha, em minha opinião, tinha pelo menos 20 vezes mais poder de fogo do que nós. Isso é até uma questão de matemática elementar. Nós tínhamos 6 canhões de 150 milímetros e algumas poucas granadas, que eu acredito que não durariam sequer mais uma semana. Já os encouraçados São Paulo ou Minas Gerais tinham pelo menos 5 fortalezas como a nossa, cada um deles”, expõe o veterano. “Considero um encouraçado superior a três regimentos de artilharia”, acrescenta.
O poder de fogo de Itaipu ainda foi reduzido quando uma ordem do comando superior ordenou a entrega de dois canhões Schneider, da 2ª Bateria do 3º GAC, a um grupo de engenheiros que os montariam nos vagões de um trem blindado, como gostavam de fazer os paulistas. Gino lembra ainda que o costume dos paulistas de montar peças de artilharia nas gôndolas dos trens durante a Revolução rendeu, no carnaval de 1933, a criação de uma marchinha intitulada “Trem Blindado”, que assim dizia, na letra de João de Barro:
Meu bem, pra me livrar da matraca
Da língua de uma sogra infernal
Eu comprei um trem blindado
Pra poder sair no carnaval
Mulata, por teu encanto
Muito eu levei na cabeça
Porém agora eu duvido
Que isto outra vez aconteça
Do teu falado feitiço
Eu pouco caso lhe faço
Mandei fazer em São Paulo, mulata
Um capacete de aço
Meu bem, pra me livrar da matraca
Da língua de uma sogra infernal
Eu comprei um trem blindado
Pra poder sair no carnaval
Mulata, quando eu te vi
Logo pedi anistia
Pois os teus olhos lançavam
Terrível fuzilaria
E pra ninguém aderir
Ao nosso acordo amoroso
Botei na porta da casa, mulata
Um canhão misterioso
“O trem misterioso, como era conhecido, viajou para várias frentes de batalha em cima de trilhos. Ele corria por onde podia”, rememora Struffaldi com satisfação.
Ao ceder os canhões, contudo, os paulistas do 3º GAC tiveram de executar uma verdadeira operação de transporte das armas para evitar a espionagem das tropas federais. “Nossa marcenaria preparou uma distração. Fizeram grandes tubos de madeira e cobriram de uma maneira para que ficassem idênticos aos tubos dos canhões, com dispositivos atrás e tudo mais”, afirma Struffaldi. “Quando chegou a noite, até porque não podia ser de dia, para evitar a espionagem, puseram uns canhões de pau no lugar dos que estavam sendo transportados e a aviação inimiga pensou que todas as peças de artilharia estavam posicionadas direitinho”, complementa.
O episódio da transferência dos canhões de Itaipu para o “trem misterioso” ficou guardado na memória de Gino Struffaldi. Mais de 70 anos depois da Revolução de 32, ao ler na edição de julho de 2005 de uma revista de história a legenda da foto que mostrava o transporte dos canhões, Gino percebeu que havia ocorrido um engano dos autores da matéria. “Eles escreveram com letras garrafais: ‘Constitucionalistas roubam dois canhões de grosso calibre de uma fortaleza no litoral paulista’”, diz o ex-combatente. “Ninguém tinha roubado nada. Na verdade, os constitucionalistas entregaram os canhões para outros constitucionalistas por ordem superior. Nós não seríamos tão estúpidos assim para deixar uma turma roubar um canhão de 150 milímetros. Mas tudo bem, este é um erro a que todo livro de história está sujeito”, esclarece.
Durante a revolução também acabaram sendo transferidos da Fortaleza de Itaipu os 4 canhões Krupp, que foram acompanhados de suas respectivas guarnições para outras frentes de combate. “Cada guarnição levava uma meia dúzia de cabos e soldados, já os canhões maiores levavam o sargento mais a guarnição. No final, nós, que já éramos poucos, ficamos em número ainda menor”, relata Struffaldi.
Capitão Gino Struffaldi, presidente do MMDC
Promovido pela última vez a capitão do Exército Brasileiro em 1959, Gino não tinha idéia de que sua carreira fora das Forças Armadas seria tão ativa. Ele foi eleito pelo Conselho da Sociedade Veteranos de 32 – MMDC para ser o presidente da entidade e dar prosseguimento ao trabalho que vinha sendo executado pelo seu antecessor, Geraldo Faria Marcondes, que deixou o cargo por motivo de descanso.
Entre comemorações, palestras e campanhas que a Sociedade participa, Gino comparece a todas com muita disposição. Uma poesia que adora proferir em solenidades é “Os Jovens de 32”, do poeta Paulo Bonfim, à qual declama sem ler.
Onde estás com vossos ponchos?
Os fuzis sem munição,
Os capacetes de aço,
Os trilhos do trem blindado,
O lema de vossas vidas,
A saga de vossos passos,
Ó, jovens de 32!
Em que ossário a vossa audácia clama,
Aos que dormem por fuga?
Em que ordem a vossa morte grita,
Aos que morrem em vida?
Em que luta o vosso luto amortalha os tempos novos?
Ó, jovens de 32!
Voltai daquelas trincheiras,
Voltai do vosso martírio,
Voltai com os vossos ideais,
Voltai com o sangue que deste,
Voltai com os brios de julho,
Voltai ao solo culpado,
Voltai à casa esquecida,
Voltai à terra traída,
Voltai, apenas, voltai,
Ó, jovens de 32!
A saúde e a memória que possui aos 94 anos impressionam, assim como sua determinação em explicar as coisas de maneira correta. “Há uns 2 anos, mais ou menos, recebi um e-mail bem longo escrito por um coronel da Aeronáutica contando sobre os bombardeios que a Fortaleza de Itaipu sofreu da aviação naval. O e-mail dizia que alguns canhões foram destruídos, mas não é verdade. Nenhum canhão foi destruído”, explana o veterano. “Não era fácil destruir um canhão. Eles eram escudos de aço fortíssimos e naquela época as bombas também não eram tão violentas como as de hoje.”
Gino também rebate com afinco as teses que minimizam a participação da 2ª Região Militar do Exército, situada no Estado de São Paulo, no movimento constitucionalista. “Muita gente não sabe, mas a 2ª Região tomou parte integral da revolução. A artilharia e a engenharia eram todas nossas”, afirma. “Eu estava no Exército Brasileiro, a Região inteira se revoltou, o meu comando se rebelou e eu também me rebelei. Apenas o meu comandante, um capitão carioca, não aderiu e foi embora. Havia muita conspiração, é claro”, completa o ex-revolucionário.
Outra característica peculiar de Gino é comum em descendentes de italianos. Ele não gosta de levar desaforo para casa. “Há um tempo um veterano disse para mim que eu dormi na lama. Ele queria contar vantagem, porque quem dormiu na lama foi ele. Eu disse a ele que não dormi na lama, porque estava numa fortaleza, assim como meus adversários da Marinha, que estavam em navios. Não me consta que tenha lama em navio.”
O veterano também não se considera um “herói”, maneira pela qual são tratados todos os combatentes de 1932 no Estado de São Paulo. “Sou apenas um sobrevivente”, brinca Struffaldi.
Segundo Gino, em 1932 ele sequer era classificado como combatente por ser cabo radiotelegrafista. Pouco antes de estourar a revolução, existiam duas vagas na estação de rádio: uma para 2º sargento e outra para 3º sargento, mas não havia ninguém para preenchê-las. Foi então que ele foi designado para exercer a função, mesmo estando uma patente abaixo da requisitada. “Quando eclodiu a revolução, eu recebi por telegrafia as ordens dadas pelo general Góis Monteiro, do Estado Maior do Exército. Em razão da urgência, ele não deu a ordem individualmente a cada comando, mas fez circular um telegrama muito grande dizendo mais ou menos assim: ‘Os 5º e 6º Regimentos de Infantaria deverão formar destacamentos com um batalhão de engenharia de Pindamonhangaba. O 4º R. I. deverá sair para fazer isto e aquilo...’, ou seja, ele deu uma ordem geral que não foi cumprida, porque a 2ª Região inteira aderiu à revolução”, revela Struffaldi. “Num caso como aquele, a ordem deveria chegar somente para a Divisão da Infantaria, mas ele mandou para cada uma das unidades mesmo. Naturalmente, em época de revolução ele sabia que algumas não iriam responder ao comando. Eu tinha recebido aquele telegrama durante a madrugada.”

Como radiotelegrafista, Gino contribuiu para a causa constitucionalista dentro de suas limitações, sendo promovido de maneira não oficial a 3º sargento para poder realizar o trabalho na rádio. Como 3º sargento da 1ª Bateria do 3º Grupo de Artilharia de Costa, ele participou de maneira mais efetiva da revolução. Já no final do movimento, Struffaldi foi promovido a 2º sargento. “No final da revolução veio uma comissão de sindicância e disse que eu havia sido promovido a 2º sargento legalmente, mas a promoção a 3º sargento tinha ocorrido de forma ilegal. Então, se não há licença, a ‘casa cai’. Fui rebaixado em duas promoções”, conclui o veterano, que não se abateria com essa notícia e viria a ser promovido muitas outras vezes até se tornar o “capitão Gino”, como passaria a ser conhecido.



15 DE MARÇO DE 2012      :       -  QUINTA-FEIRA
Há dias que ficam marcados em nossas vidas. Esta quinta-feira é um desses dias. Logo cedo, por volta das 8 horas, o CORONEL PM ANTÔNIO CARLOS MENDES telefona-me para dar a notícia da morte do nosso Presidente de Honra da Sociedade Veteranos de 32-MMDC, GINO STRUFFALDI. Depois de um longo sofrimento o velho guerreiro descansa. Nos últimos anos ele sofreu sérios problemas de saúde. Foi operado do coração, colocando três stents. Depois veio a doença que minou a bexiga. Sofreu novas operações. As coisas foram se complicando. O câncer atingiu o pulmão e os rins. Nos últimos dias ele estava completamente inconsciente, no A. C. CAMARGO. Às 4:30 horas de hoje ele parte para o Regimento do Senhor, juntando-se aos outros heróis da Revolução Constitucionalista de 1932.
Temos a obrigação de transmitir a infausta notícia para os nossos associados do MMDC e para os nossos amigos. Telefono para a casa da MARINEI. Atende-me o VANDER. Explico a ele o que aconteceu, a fim de transmitir para sua mulher, que está a caminho da Sociedade Veteranos de 32-MMDC. Até 11 horas, no computador, procuro comunicar-me com meus amigos. Fico sabendo que o velório será realizado no Cemitério da VILA MARIANA, na ACLIMAÇÃO. O enterro será em ITAPECERICA DA SERRA, no Cemitério HORTO DA PAZ, km 291 da RÉGIS BITTENCOURT. Ali se encontra sepultado o filho do GINO STRUFFALDI, que ele sempre falava para nós. O rapaz, autista, também sofreu antes de falecer.
Partimos para o MMDC, que se encontra de luto. MARINEI foi buscar o carro. Seu marido, pensando no enterro, cedeu o veículo para sua esposa, já abastecido. Nossa diligente funcionária já transmitiu aos associados os dados do velório e do enterro do nosso presidente de honra. Também a notícia está sendo conhecida através do nosso site.
Passam das 13 horas quando vamos para o cemitério da VILA MARIANA, na ACLIMAÇÃO. Ali encontramos um cenário de dor, com a viúva, dona DINORAH, o filho ALDO e outros parentes do GINO. Encontramos o fiel escudeiro do GINO, o CORONEL PM ANTÔNIO CARLOS MENDES, que acompanhou os últimos dias do velho guerreiro e agora cuida dos ritos maçônicos da despedida. Muitos maçons se acham presentes: FERNANDO DAVID, MARIO FIORENTINO, enfim, os amigos mais chegados do GINO na maçonaria. Oficiais e praças da ROTA, da Corregedoria, de outras Unidades da PM, PEDRO PAULO PENNA TRINDADE, CÉLIA MARCONDES, TENENTE PM JOSÉ GOMES FILHO, que permanecem conosco até a saída do féretro, por volta das 15 horas, com destino ao Cemitério HORTO DA PAZ, em ITAPECERICA DA SERRA.
MARINEI guia seu carro e tenta acompanhar os parentes do GINO, através Avenida IBIRAPUERA, RAPOSO TAVARES, mas na altura de OSASCO ela se perde e aí procura a entrada da RÉGIS BITTENCOURT, até atingir o km 291. No cemitério HORTO DA PAZ o TENENTE-CORONEL PM DIMITRIOS, Cmt do Batalhão local, presta as homenagens ao falecido, juntamente com oficiais e praças que trabalham em ITAPECERICA DA SERRA. As últimas homenagens religiosas são prestadas ao GINO. Agora ele descansa ao lado de seu filho, que ele tanto amava e falava a respeito dele, um rapaz autista, que também sofreu em vida.
Retornamos pelo RODOANEL, atingindo a CASTELLO BRANCO e a MARGINAL TIETÊ. MARINEI deixa-me em casa. Sua ajuda nesse dia não tem preço. Demonstrou carinho pelo GINO e prestou sua homenagem na despedida, de maneira louvável. Vamos nos recolher a nossos lares, certo de que cumprimos a última missão na partida do velho guerreiro.  




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