sábado, 15 de agosto de 2015

CORONEL PM KENJI KONISHI e a USP


Doni 
13 de ago
Extraí do site da AFAM
PM NO CAMPUS - QUINTA-FEIRA, 13 DE AGOSTO DE 2015

'PM na USP vai ser amigo do aluno, não do infrator', diz coronel



O coronel Kenji Konishi, diretor da Polícia Comunitária da PM que deve atuar na USP. (Foto: Adriano Vizoni/Folhapress)
Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo desta quinta-feira (13), o diretor da Polícia Comunitária da PM, coronel Kenji Konishi, falou sobre o novo modelo de policiamento do campus da Universidade de São Paulo (USP). 
Confira a seguir a entrevista na íntegra:
O coronel Kenji Konishi, 51, sabe que parte dos alunos da USP (Universidade de São Paulo) rejeita a presença da Polícia Militar na Cidade Universitária. "Nosso maior desafio é fazer com que a comunidade nos aceite", diz ele, sobre a proposta de implementar um modelo de polícia comunitária na universidade. 
Hoje, há 180 bases de policiamento comunitário no Estado de São Paulo –cerca de 3.000 PMs, segundo o coronel, trabalham com o modelo, implantado em 2005. Desde o início do ano, Kenji é diretor da Polícia Comunitária e de Direitos Humanos da PM.
Inspirado num programa japonês, o mecanismo prevê uma base física, o Koban, e uma ação mais preventiva e envolvida com a comunidade. A proposta desse modelo para a USP ainda será apresentada a professores.
Kenji disse que a polícia não irá interferir em manifestações na universidade, mas afirmou que alunos encontrados com drogas serão abordados –a PM deve ser amiga do aluno, não do infrator, disse ele à reportagem.
Folha - O que é a polícia comunitária e o sistema Koban?
Coronel Kenji Konishi - O sistema Koban fixa o mesmo PM numa determinada região. Esse policial inicia seu patrulhamento a partir de uma instalação física que no Japão é chamada Koban. É uma base de onde o PM sai para fazer visitas, palestras, entrevistas. Ou seja, ele se inteira dos problemas da comunidade para dirigir seus esforços em prol da resolução deles.
Por que esse modelo é a melhor solução para a USP?
A PM sempre esteve presente na USP. O que falta são as ações de polícia comunitária que os policiais que lá estão precisam realizar. Isso nunca ocorreu, até por causa da rejeição que existe em relação à PM por parte de alguns segmentos. Nosso maior desafio é fazer com que a comunidade nos aceite.
Como será a integração se existe essa rejeição?
A rejeição não é da maioria da comunidade uspiana, é de alguns segmentos. Não é total. Se realizarmos uma pesquisa que envolva docentes, alunos e servidores, vamos com certeza chegar à conclusão de que a esmagadora maioria é favorável à presença da PM.
E a integração com quem não é favorável?
Aqueles que ainda têm essa rejeição em relação à PM têm que entender que os tempos são outros. A sociedade é outra, e a polícia é outra.
Mas existe algum plano para fazer a aproximação com os segmentos que rejeitam a PM?
É justamente o policiamento comunitário. Serão sempre os mesmos policiais que vão atuar na USP, [isso] gera uma relação de confiança. A nossa ideia é que a comunidade conheça o PM pelo nome.
Qual será o perfil desses PMs?
Estamos apostando na empatia. Pretendemos que as características desse PM sejam o mais próximas possível da comunidade, com mais ou menos a mesma idade dos alunos, que sejam universitários ou que tenham concluído o ensino superior.
Quais são os pontos críticos da USP?
A USP não é mais um local isolado em que só entram alunos, professores e servidores. A USP hoje é uma rota de passagem porque possui três portões de veículos e várias entradas de pedestres. A USP é margeada por uma comunidade carente. Muitos criminosos se aproveitam da vulnerabilidade dessa comunidade para de lá partirem.
Qual será a ação preventiva direcionada a esses dois pontos?
A presença ostensiva, a integração com a guarda universitária, a aproximação da comunidade, orientações junto à prefeitura da USP naquilo que for da competência dela, como iluminação.
A USP é um local público. Em hipótese alguma pretendemos que ela restrinja a entrada. Mas podemos melhorar o controle de quem entra, através de um monitoramento por câmera, de um simples questionamento, como "podemos ajudar?" etc.
Como casos de assédio e de estupro serão prevenidos?
Muitas vezes a polícia não tem medidas diretas de prevenção ao assédio sexual. Isso tem que ser realizado com o auxílio da universidade. Agora, com casos de estupro que ocorrem no ambiente público, temos o dever e a capacidade de tentar evitar por meio da presença ostensiva.
Como vai ser a atuação da polícia comunitária em manifestações e greves na USP?
A PM que vai trabalhar na USP de maneira alguma interferirá em manifestações. Se houver quebra da ordem e violência, quem fará a intervenção serão outros policiais.
O policial comunitário da USP tem que ser amigo da comunidade. E muitas vezes essa amizade vai fazer com que o policial não possa intervir, para que não crie uma animosidade, rejeição posterior.
E quanto ao uso de drogas no campus?
O PM já recebeu um treinamento para que utilize o princípio da oportunidade. Se for o momento mais adequado de tomar uma providência, ele assim o fará.
Como assim?
Dou um exemplo. Um PM vê de longe três veículos, e em cada porta de um veículo tem um criminoso com um fuzil. Há mais dez criminosos, todos armados, roubando um caixa eletrônico. Posso exigir que o PM faça uma intervenção? Não posso exigir.
No caso da USP, se um PM vir um aluno consumindo drogas e houver a possibilidade de fazer uma abordagem segura, sem que tanto policial quanto aluno sofram qualquer tipo de lesão ou qualquer tipo de comprometimento, ele vai fazer a abordagem. Se não, vai aguardar o momento mais oportuno.
Que momento é inoportuno? Alunos da USP não costumam andar com fuzis.
Nem todos os momentos são oportunos. O policial vai avaliar o momento mais oportuno e conveniente.
Na prática, qual será o procedimento de um PM se encontrar um aluno fumando maconha na USP, por exemplo?
O PM, se vir qualquer ato que seja contrário à lei, por dever de ofício vai ter que adotar providências. Ele vai ter que fazer a abordagem.
E que momento é inoportuno?
Se esse aluno está no meio de uma sala de aula, de repente não é o momento mais oportuno de ir lá, invadir a sala de aula, causar um pânico, porque esse aluno pode resistir... É verificar o local, a conveniência. O policial sempre vai ter o dever de agir.
O sr. disse que o PM tem que chegar num ponto em que é considerado amigo do aluno... Como esse conceito vai funcionar nesses momentos?
Amigo do aluno, não do infrator. Se ele constatar que no meio daquela comunidade existe um infrator, independentemente de essa pessoa pertencer à comunidade, ela tem que ser levada à presença da autoridade policial.
Fonte: Folha de S. Paulo


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utopias.firepol 
14 de ago
Declarado Asp-a-Of foi pro 16º BPM/M. Fiz questão de conhecer tudo o que fosse relacionado com a Cidade Universitária, até porque era objeto de nosso policiamento e lá tínhamos um Posto Policial. Chamou-me demais a atenção o fato de o Btl ter sido instalado em prédios precaríssimos, incompatíveis com a grandeza do campus e o bom nome da PMESP: a sede do Btl fôra resto Escritório dos Engenheiros quando da construção dos prédios da USP. O Btl tinha vários barracõezinhos, antigos depósitos de materiais e alojamentos de peões. Descobri, malgrado meu, que a PMESP, já naquele tempo tinha vocação para complexo de vira-latas, não sabia fazer jogo político, não sabia exigir e muito menos se impor. Fiquei pasmo quando soube que o Cmt Btl, na época o TenCel Eduardo Monteiro (Cabo Louco) não mantinha contato algum com o Reitor, o governador da Cidade Universitária... Um oficial do P5 fazia eventualíssimos contatos e os problemas eram empurrados com a barriga. Comecei a questionar os oficiais mais graduados e a indiferença era a marca registrada de todos. Tive a nítida impressão de que naquele Btl estava tudo por fazer e que ninguém queria nada com nada. Numa rodinha de oficiais após o almoço debaixo de uma daquelas imensas jaqueiras cheguei a comentar o que eu pensava a respeito da falta de relacionamento com os líderes do campus e um deles me ironizou dizendo que eu queria consertar o mundo ... Mandei um discurso ácido pra cima do derrotado e disse que esse era o pensamento retrógrado que vinha colocando a PMESP atrás da coirmã, Polícia Civil. E que esse pensamento nos iria levar pro brejo...Diziam que ainda estava 'vibrando' e que era 'vibração de aspirina que logo passaria' ... Ignorei os derrotados do Btl e fiz um projeto para tomar posse de uma grande área de terreno ao derredor da Unidade. Queria primeiro assegurar a posse para depois implementar projetos de Pista de Aplicação, Escola de Motoristas, mais campos de futebol, etc. Bastaria um pouco de apoio do Serviço de Engenharia e mão de obra nossa e pronto: cercaríamos as grandes áreas desocupadas no entorno da Unidade e impediríamos invasões... Acreditem: não houve um cristão que me apoiasse. Nem colegas de turma! Não demorou houve uma invasão ao lado da Rua Jaguaré: havia um riacho e da noite para o dia invadiram e construiram caixotões à guisa de chalés ao longo do tal riacho. Imediatamente, logo de manhã eu quis derrubar os caixotões e expulsar os invasores. Fui impedido pelo Cmt ... Foi assim que começou a instalação da primeira favela no campus da USP com a agravante de ser ao lado do Btl e com a conivência tácita do Cmdo! ...Não demorou outros invasores da noite para o dia invadiram uma grande área do outro lado do Quartel, lado oposto da primeira favela. Dava tempo para expulsar a todos e no último caso, daria para pleitear reintegração de posse via judicial... Fui impedido de novo pelo comando. Comecei a ficar rebelde e a questionar o comando porque não mantinha contato com o Reitor ... Fui falar com o Reitor, por minha conta e risco mas o dito cujo não quis me receber (em razão talvez da falta de relacionamento com tudo o que fosse PMESP)...Ninguém queria nada com nada naquele Btl. Não iria desistir mas me fizeram um 'convite irrecusável!': Fui convidado pelo Cap PM Nilo Pinto da Silva e fui pro 6º G.I. em Santos. (Desconfio que esse convite foi coisa do Cmt! Queria se livrer de mim, uma pedra no sapato dele...). Como eu era egresso do 1º G.B., depois 6º G.I. acharam que convidado eu voltaria para o meu primeiro e virginal abrigo! ... Mas o tempo passou e ...Promovido a Cap PM fui pro 4 BPM/M, do CPA5 (sede do antigo 16 BPMM). Parecia KARMA ... Quase caí de costas quando cheguei na sede do CPAM5 e 16BPM/M: Todo o esgoto a céu aberto que vinha da grande favela corria A CÉU ABERTO nos fundos do prédio do Cmdo CPAM5 ...Um rio de m.... cremosa de quase dois metros de largura. A fedentina entrava batalhão adentro ... Nessa hora eu queria ter daqueles oficiais retrógrados ao meu lado para lhe passar uma ensaboada com creolina mas haviam todos evapora... Um deles virou promotor de justiça ... Outros seguiram a vida na Scuderia Mangia Tempo como Gerentes da Dolce Vita ... Nesse retorno, conversei com o Cel Luiz Sebastião Malvasio, meu ex-Cmt no 6º G.I., (Deus o levou!) então Cmt CPA/M5 e ele me disse que para dormir usava máscara contra gases e ali durante o expediente mantinha o enorme ventilador pra sobreviver....! ... Cheguei a lembrá-lo das providências que eu quis tomar 15 anos antes mas impediram e me taxaram de Aspirante Vibrador. De nada adiantou eu citar o Reitor: nem mesmo o amigo Malvasio queria contato com a USP.  Afinal estava ali de passagem e logo ia levantar voo... Foi desse modo que a sede do CPAM5 que poderia ter sido um paraíso, foi transformada numa ilha cercada de favelas 'purulentas e efervescentes' a céu aberto ...Hoje não sei como está... Teria uma nova e decente sede?  Sei não! O meu antigo projeto era grandioso porque planejara instalar no campus uma central do Serviço de Informações (havia muito comunista dentre os alunos) e o objetivo era saber quem era quem. Teríamos o controle de tudo e hoje não estaríamos recomeçando como está o nosso herdeiro Cel PM Kenji Konishi a quem auguro sucesso nessa dura empreitada. Para que Konishi tenha sucesso vai ter que ser 'carne-e-unha' com o Reitor...nem que seja preciso trocá-lo para que o novo jogue no seu time. Tobias70   

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